O tempo passa…o tempo voa.., mas???????

O profissionalismo

O profissionalismo veio estabelecer um triste desequilíbrio em nossos meios futebolísticos.
Indivíduos de educação nula, de moral duvidosa, que se adestraram pelas varzeas no manejo da pelota, tornaram-se desejaveis. Muitos deles, descobertos por emissarios solertes, foram disputados a peso de ouro.
E esses elementos, cientes de representarem um capital-dinheiro que vale mais do que o capital-aptidão; sabem que dificilmente podem ser postos á margem. Daí, as continuas indisciplinas em campo. E essas indisciplinas, sempre graves, sempre depreciadoras, quase nunca podem ser severamente punidas pela entidade superior.
Porque os clubes interessados, visando a defesa do capital-dinheiro, queimam até os ultimos cartuchos na defesa do seu… amador ! E rebentam os casos, os famosos casos que, de tempos a tempos, têm convulsionado nossos meios esportivos.
Para logo surgem desgostos.
Aqueles que, fazendo esporte pelo esporte, se interessam por essas questões, pouco a pouco, aborrecidos, delas se desinteressam. Deixam os seus altos postos. Aposentam-se. E as vagas vão abrindo-se para os politiqueiros sem escrupulos, que tudo pervertem e desmoralizam. E a isto se acrescente que tais profissionaes, sempre insaciaveis, querem ganhar mundos e fundos. Assim, os cargos de directores de clubes são verdadeiros postos de sacrifício… monetario.
Deles fogem, pois, aqueles que se não amoldam as situacões amoraes e que não estão dispostos a concorrer para o sustento facil de … malandros.
O tema é ingrato e quase repelente; não obstante ficam aí essas linhas a salientar essa anomalia, que é uma das causas fundamentaes da decadência moral de nossos esportes.

A politicagem no esporte

A politicagem, no esporte, sempre existiu, sem duvida, mas em termos. Poucos eram, antanho,os indivíduos que, na Paulicéa, com as suas manobras na sombra, entravavam impatrioticamente o belo surto de nosso futebol. Dai haver o jogo bretào, entre nós, assumido requintes excepcionaes, tendo, na historia do esporte sul-americano, marcado uma phase de ouro, sem precedentes e sem rival.
Quer em technica, quer em organização,quer em harmonia, impunha-se como modelo. Pouco a pouco, porém, começou a delinear-se a decadencia… E isso com o retrahimento da maiór parte dos verdadeiros esportistas, os quaes se desgostaram com os avanços do profissionalismo, e tacanho senso social, e o reduzido grau (te adeantamento espiritual destes individuos que começaram a aparecer e a dar as cartas no alto scenario elo esporte paulista. Esses individuos, nas assembléas, nas commissões, e na propria directoria dos clubes e da maxima entidade, apenas procuram defender interesses subalternos e privados, deixando aos azares da sorte os altos interesses da colletividade.
Dahi o estado de cousas actuaes.
Só ha desanimos.
Os bens intencionados não estão para soffrer pecuinhas e imposições e a ver a cada passo pretenções descabidas e mesmo irritantes, de pessoas e até de clubes que deviam ser os primeiros a zelar pelo bom nome de nosso esporte. E assim, demos um passo a mais na tarefa de definitivamente arruinar o futebol paulista…

Amigos o texto acima não peguei hoje cedo na internet..rs, até pelo português, mas sim foi escrito por Leopoldo Santana no livro Supremacia e Decadência do Futebol Paulista, texto esse DE 1935, talvez com menos cuidado que temos hoje em dia de não manifestar qualquer tipo de discriminação, coisa que naquela data, 1935, pelo texto não parecia ser uma preocupação do autor.Mas fiquei admirado de ver como poucas coisas mudaram em tantas décadas.

O DIA 26 DE ABRIL NO FUTEBOL

26/04/1903 – É fundado o ATLÉTICO DE MADRID, clube espanhol da capital Madrid 9 vezes campeão espanhol e da Copa del Rey, Campeão Mundial Interclubes em 1974 e da Recopa Européia em 1962, clube dos brasileiros Fabiano Eller, Cleber Santana e Thiago Motta.

26/04/1953- SANTOS 2 – 5 BANGU, na Vila Belmiro Zizinho e Menezes deram um baile no peixe pelo Torneio Rio-São Paulo em uma das grandes vitórias do Bangu, gols: Zizinho, Menezes (2), Miguel e Décio Esteves (Ban); Alváro (2) (San).

26/04/1981 – SÃO PAULO 3 – 2 BOTAFOGO, no Morumbi numa virada heroica e confusa do tricolor do Morumbi com destaque para o meia Everton que marcou dois golaços que deram a virada depois de estar perdendo por 2 a 0 e uma confusão tremenda no final do primeiro tempo, no final o São Paulo carimbou o passaporte para a final do brasileiro contra o Grêmio que mesmo perdendo no Olimpico para a Ponte Preta com um gol de Osvaldo também se classificará para a grande decisão entre os tricolores.

26 de ABRIL é o dia do GOLEIRO

ANIVERSARIANTES:

26/04/1937 – MANGA ex-goleiro do Botafogo, Inter/RS, Coritiba
26/04/1955 – RONDINELLI O Deus da Raça ex-zagueiro do Flamengo

Domício Pinheiro, fatídico fotógrafo esportivo

Domício foi um gênio do mal, do azar e da sorte. Reza a lenda que, por onde passavam suas lentes, algo acontecia; uma boa foto se formava ou um fato ruim emergia. Isso lhe rendeu o apelido de “toque-toque”. Quando pronunciavam seu nome, batiam três vezes na madeira.
No dia 11 de fevereiro de 1998, morre Domício Pinheiro, aos 76 anos de idade. Acabava alí o trabalho de um dos mais importantes fotógrafos esportivos brasileiros.

Começou a atividade de fotógrafo na Folha Carioca do Rio de Janeiro e no jornal Última Hora. A partir de 1954 trabalhou no grupo Estado, onde permaneceu até 1989. Afirmou-se como fotógrafo esportivo e, apaixonado pelo futebol, era conhecido como o fotógrafo de Pelé por ter registrado magistralmente a carreira do jogador. Suas fotos buscam com precisão o instante memorável, onde se concentra ao máximo de significado, e constituiram uma referência importante para toda uma geração de fotojornalistas. Além do esporte, documentou também muitos momentos da história do Brasil, especialmente as manifestações populares, militares e religiosas no período do golpe de 1964 até 1994, seu último ano de atividade. Participou de inúmeras exposições; em junho de 1998 foi apresentada a retrospectiva Analogias e Contrastes no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Seu arquivo é conservado na Agência Estado de São Paulo.

Nenhuma fotografia exibiu com tanta dramaticidade a tragédia da perna quebrada como o flagrante do centroavante Mirandinha, do São Paulo, que fraturou a tíbia e o perônio diante das lentes de Domício Pinheiro. Mas nunca o país chorou tanto uma contusão como a distensão na virilha de Pelé na Copa de 1962, também documentado pelas lentes de Domício. O camisa 10 abandonou o Mundial, que seria vencido pelo Brasil com a ajuda do substituto Amarildo, O Possesso, e Garrincha. Para Tostão, a infelicidade foi uma bola dividida que lhe descolou a retina e o tirou dos campos.

TRÊS INSTANTES GENIAIS

FOTO DE PELÉ COM UMA AURÉOLA . ELE VIROU SANTO? – Claro que não! Na foto de Domício Pinheiro, Pelé acompanha o Hino Nacional Brasileiro Brasileiro, executado pela Corporação Musical do estado do Rio de Janeiro, antes de um jogo amistoso com a Seleção do Paraguai, momentos antes de um jogo pela Seleleção Brasileira no estádio do Maracanã. Atrás da cabeça de Pelé aparece um contorno da tuba, um tubo cilíndrico recurvado sobre si mesmo e que termina numa campânula em forma de sino, simbolizando assim a ” santidade” de Pelé.

TRINCHEIRA – É o nome de uma foto, de Domício Pinheiro. “Djalma Santos, Djalma Dias e Procópio, com a camisa do Palmeiras, no Parque Antarctica, em 1965, realizam um sincronizado passo de Balê. Os três param, esquecem a bola e olham para o mesmo ponto, certamente para a arbitragem que deve ter apontado alguma iregularidade no lance.

DRAMA: Nenhuma fotografia exibiu com tanta dramaticidade a tragédia da perna quebradade Mirandinha, em flagrante do centroavante do São Paulo, no exato momento em que fraturou a tíbia e o perônio diante das lentes de Domício Pinheiro em jogo contra o América em São José do Rio Preto.
Blog Mastrobuono e anotações pessoais

O “Fantasminha” assombrou o sergipano de 1988!!

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Achei interessante esta matéria da PLACAR em 1988, sobre a surpresa do sergipano daquele ano, segue abaixo o texto da época:

“Alguém já ouviu falar em campeonato de futebol mal-assombrado?
Pois é o que está acontecendo este ano em Sergipe. O Centro Sportivo Maruinense, carinhosamente apelidado de “Fantasminha” , começou a assustar os bichos-papões do Estado.
Antes, era um time que vivia à beira do túmulo,sempre ameaçado de cair e se enterrar na Segunda Divisão. Agora, é a maior surpresa do campeonato.
Fundado em 3 de abril de 1917, o clube se chamava Socialista Sport Club. Com o golpe militar de 1964, os diretores se apressaram em trocar o nome. Resolveram então homenagear a cidade Maruim, distante 28 km da capital Aracaju.
Hoje, seus 17 000 habitantes andam uivando de felicidade com a campanha de seu representante.
O Maruinense ganhou um dos turnos e entrou no hexagonal decisivo com dois pontos de bonificação atrás apenas do Sergipe(com seis) e Confiança (quatro). Para se ter uma idéia da boa campanha, o time eliminou o Vasco, campeão de 1987, e venceu os quatro jogos que disputou contra o Sergipe, espécie de lobisomem da competição.
Esta façanha animou a torcida, que sonha pela primeira vez na história em colocar faixas no seu pequeno fantasma.Seria a zebra completa.”

Neste ano o Maruinense terminou o campeonato com a 3° colocação, atrás do Sergipe e do Confiança que foi o campeão estadual.

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A primeira partida noturna em Pernambuco!!!

A 13 de maio de 1928, o torcedor pernambucano assistiu pela primeira vez a um jogo
de futebol à noite. 0 local foi no Ambolê, na Várzea, campo de propriedade do Varzeano
Futebol Clube, que estava comemorando 11 anos de fundação.

O sistema de iluminação foi planejado e executado pela firma George Kirilos e Cia.,
muito famosa na época no ramo de eletricidade na capital pernambucana. Foram
instalados quatro postes de madeira, dois em cada lado do campo, havendo em
cada um possantes refletores. Circundando o gramado, foi estendida uma rede
com várias lâmpadas.

A diretoria do Varzeano, que distribuiu convites a todos os clubes e às autoridades,
preparou um programa dos mais festivos para assinalar o espetacular evento, o qual
teve início a 1 hora da tarde, com uma recepção aos alunos da Escola de Aprendizes
Marinheiros e à diretoria do Monteirense.
O ponto culminante da grande festa esportiva aconteceu às 8 horas da noite,quando
começou o jogo entre Varzeano e Far-West, time formado por jogadores do Sport,
que terminou ganhando de 4×1.

Fonte:Historia do Futebol Pernambucano

AMISTOSOS INTERNACIONAIS

Terceira Excursão do Coritiba ao Exterior – 1972

14/06/1972 – Coritiba 1 x 1 Seleção da Turquia
• Local : Istambul (Turquia)

• Gol do Coritiba: Zé Roberto

• Detalhes:

– Esse jogo faz parte de um torneio que o Coritiba disputou com a Seleção da Turquia, Fenerbache e Portuguesa de Desportos.


17/06/1972 – Coritiba 2 x 0 Fenerbache

• Local: Ismir (Turquia)

• Gols do Coritiba: Leocádio e Zé Roberto

18/06/1972 – Coritiba 0 x 0 Portuguesa (Brasil)
• Local: Ismir (Turquia)

• Detalhes:
– A Portuguesa sagrou-se campeã do torneio, e o Coritiba foi vice.

28/06/1972 – Coritiba 1 x 0 Moulodia
• Local : Argel (Argélia)

• Gol do Coritiba: Hélio Pires

01/07/1972 – Coritiba 3 x 1 WRS
• Local: Setif (Argélia)
• Gols do Coritiba: Hélio Pires (2) e Cláudio

06/07/1972 – Coritiba 3 x 1 Seleção Olímpica do Marrocos
• Local : Casablanca (Marrocos)
• Gols do Coritiba: Dreyer e Tião Abatiá(2)

• Detalhes:

– Fato inusitado: Luis Afonso Alves de Camargo, diretor de futebol do Coritiba na época, realizou o sonho de qualquer torcedor, ao disputar alguns minutos de partida, substituindo o centroavante Hélio Pires.

DETALHES DA EXCURSÃO:

• Foi graças a esta excursão, que o Coritiba recebeu do jornal “Gazeta Esportiva”, de São Paulo, o título honorífico “Fita Azul”, que era concedido aos clubes que retornassem invictos de excursões ao exterior.

• Time base : Célio, Hermes, Pescuma, Cláudio e Nilo; Hidalgo e Dreyer; Leocádio, Hélio Pires, Tião Abatiá e Zé Roberto.

• Também jogaram Jairo, Levir, Marinho, Fito, Toni e Kruger.

• Técnico do Coritiba : Lanzoninho

Fonte:Historia do Coritiba Site Oficial

Zequinha – supercampeão paulista de 1959

Recifense de Santo Amaro, Zequinha defendia na adolescência o Combinado da Vila. Na equipe, também jogavam alguns boleiros veteranos, entre eles Valdomiro Silva, treinador das divisões inferiores do Santa. Em 1956, ao ver o garoto se destacando entre os veteranos, Valdô, como era conhecido entre os tricolores, levou-o para o Arruda. A torcida já lotava o acanhado alçapão da Rua das Moças para ver o novo ídolo do Santa, o goleiro Barbosa.
Oto Vieira, treinador do clube à época, pediu a Valdomiro que indicasse um jogador da equipe de aspirantes para treinar entre os profissionais. E Zequinha foi o escolhido. Entrou no segundo tempo na equipe reserva e tomou conta do treino, chamando a atenção da torcida. Os suplentes perdiam por 2×1, mas o jovem talento acabou empatando o placar, num chute de fora da área, uma de suas principais características.

“Quando me chamaram para treinar entre os profissionais, fiquei meio receoso, mas depois entrei e fiz o gol em Miro. Acabei me soltando. No final, só ouvia os comentários dos torcedores, que foram ao Arruda para ver Barbosa e acabaram tendo uma grata surpresa com a minha atuação. E Barbosa acabou não treinando naquele dia”, recorda, saudoso, Zequinha, que reside em Olinda, nas proximidades do Centro de Convenções.

O eterno ídolo tricolor afirma que não esperava ser profissional, mas o fato acabou se concretizando em 56 quando assinou seu primeiro contrato. Àquela altura, já havia defendido a seleção pernambucana de aspirantes em algumas oportunidades.
“Ele era um jogador de muita técnica, hábil com a bola dominada e que levava o time para o ataque”, descreve o ex-presidente do Santa Cruz Rodolfo Aguiar. Para ele, o supercampeonato de 57 foi o mais importante título da história do Santa Cruz.

O PRIMEIRO SUPER – Em 1957, Zequinha ganharia seu primeiro e único título pelo Santa Cruz, pois, com tanto talento, logo despertaria a cobiça dos clubes do Sul. A conquista do supercampeonato estadual marcou bastante sua carreira e até hoje ele sabe de cor a escalação: Aníbal, Diogo e Sidnei, Zequinha, Aldemar e Edinho, Lanzoninho, Rudimar, Faustino, Mituca e Jorginho.

Após o título, as propostas para comprar o passe do promissor volante tricolor começaram a surgir. O Fluminense, do Rio, chegou a tentar levá-lo, mas não houve acordo financeiro. Zequinha acabou ficando no Arruda até que num fim de tarde do ano de 58, um senhor aproximou-se dele após um treino e foi incisivo: “Você já está pronto para viajar?” Era Oswaldo Brandão, treinador do Palmeiras, que preparava a formação da “Academia”, time que brilhou no final dos anos 50 e na década de 60, cuja escalação Zequinha também sabe na ponta da língua: Valdir, Djalma Santos, Valdemar Carabina (ex-técnico de Santa Cruz, Náutico e Central), Zequinha, Aldemar e Geraldo Scotto, Julinho, Américo, Nardo, Chinezinho, Geo (Romeiro).

O primeiro título histórico daquele timão do Palmeiras foi conquistado em cima do Santos, de Pelé, Pepe e Zito, entre outros. Na decisão paulista de 59, um supercampeonato, a decisão ocorreu numa série de três jogos. “Na primeira partida, houve empate por 1×1. Pelé marcou para o Santos e eu fiz o gol do Palmeiras. No segundo jogo, outro empate, dessa vez 2×2. No terceiro jogo, vencemos por 2×1 e eu sofri a falta que deu origem ao segundo gol”, relembra.

Logo Zequinha virou ídolo em São Paulo e era bastante solicitado para as entrevistas. Jornalistas em início de carreira na crônica esportiva, como Joelmir Beting (hoje especialista em jornalismo econômico) e Benedito Rui Barbosa (autor de novelas da Rede Globo) assinavam matérias especiais com o craque pernambucano para os jornais paulistas.

Zequinha, já em fim de carreira, formou uma excelente dupla de meio-de-campo com o jovem Ademir da Guia, que mais tarde seria conhecido como o Divino. Filho de outro craque, Domingos da Guia, Ademir foi um dos mais clássicos jogadores de sua geração.
Além de Santa e Palmeiras, Zequinha, defendeu Atlético Paranaense e Náutico. Pela seleção brasileira, fez 17 partidas.
Fonte: Arquibancada, esporte compaixão e história