Arquivo da categoria: São Paulo

Amistoso de 1965: Guarani (SP) 2 x 1 Bragantino (SP), em Campinas (SP)

Foto de 17/06/1965.
EM PÉ (esquerda para a direita): Deleu – Sidnei (goleiro) – Adilson – Cidinho – Tião Macalé – Diogo;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Joãozinho – Nelsinho – Babá – Américo Murolo – Carlinhos.

GUARANI (SP)      2        X        1        BRAGANTINO (SP)

LOCALEstádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTERAmistoso estadual
DATAQuinta-feira, do dia 17 de junho de 1965 (Corpus Christi)
RENDACr$ 1.040.500 (hum milhão e quarenta mil e quinhentos Cruzeiros)
ÁRBITRODionísio Maurício (Liga Campineira de Futebol)
EXPULSÃOFloriano (Bragantino) aos 40 minutos do 2º tempo.
GUARANISidnei; Deleu, Adílson e Diogo; Tião Macalé (Sudaco) e Cidinho; Joãozinho, Nelsinho, Babá, Américo Murolo e Carlinhos (Osvaldo). Técnico: Dorival Geraldo dos Santos.
BRAGANTINODarci (Floriano); Jackson (Dom Pedro), Mineiro, Walter e Araldo; Nardinho (Del Pozzo) e Afonsinho; Anacleto, Norberto, Buzzone (Valter Marinho) e Wilsinho. Técnico: Capitão João Moreira.
GOLSNelsinho aos 39 minutos (Guarani), do 1º Tempo. Wilsinho, de pênalti, aos 6 minutos (Bragantino); Sudaco aos 42 minutos (Guarani), no 2º Tempo.
CURIOSIDADEOsvaldo, do Guarani, desperdiçou um pênalti, chutando para fora aos 33 minutos da etapa final.

FOTO: Acervo e colorização de Zuzarte

FONTE: site Jogos do Guarani

Sociedade Esportiva Columbia – Campinas (SP): Fundada em 1951

Por Sérgio Mello

A Sociedade Esportiva Columbia foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). Um grupo de jovens esportistas, funcionários da Cervejaria Columbia S. A., resolveram fundar na segunda-feira, do dia 25 de junho de 1951.

O clube surgiu com o apoio e incentivo de parte dos srs. Guido Franceschini, superintendente da Cervejaria Columbia S. A., Ítalo Franceschini, Orlando Satucci, Dr. Humberto Frediani e Dr. Waldemar Strazzacapра.

A Sede administrativa ficava instalada nas dependências dentro da própria Cervejaria Columbia S.A., na Avenida Andrade Neves, nº 103, no Centro de Campinas/SP. O local, contava com aparelho televisor, mesas de pingue-pongue, damas e xadrez, para recreação dos associados.

A sua 1ª Diretoria, constituída de seus fundadores, esteve integrada por:

Presidente – Ary Antunes;

Vice-presidente – Benedito Batista da Silva Filho;

Tesoureiro-Geral – Antônio F. do Amaral;

1º Tesoureiro – Carmo Della Donne;

2º Tesoureiro – Nilza Ruas;

Secretário – Nelson Marques;

1º Secretário – Geraldo Batista;

Diretor de Esportes – Décio Rocha;

Direto Social – Edmir Checchia;

Diretor de Propaganda – José Antônio Gobbi.

Títulos

Em suas conquistas tem a S. E. Columbia por galardão, o título de campeã do torneio início, do certame “Benedito Alves“, promovido pela Liga Campineira de Futebol, em 1953; bicampeã do torneio promovido pelo SESI, em 1954 e 1955; vice-campeã de voleibol, pelo torneio início do “Torneio Estímulo de Voleibol“, promovido pela Liga Campineira de Voleibol, realizado em 1953.

Em diferentes épocas (anos 50 e 70), a S. E. Columbia organizava provas de Pedestrianismo como a “Prova Pedestre Mossoró” e a “Prova dos Garçons“, despertando grande interesse dos esportistas e público locais.

Diretoria de 1957 era composta por: Orlando Pavan (Presidente); Geraldo Batista (Vice-Presidente); José Antônio Gobbi (Secretário-Geral); Antônio Barreto (1º Secretário); Arlindo Chiavegatto (Tesoureiro-Geral); Arsênio da Silva Carvalho ( Tesoureiro); Gilberto Christ dos Santos e Isaias Gobbi (Diretores de Esportes); Amadeu Ceregatti (Diretor Social); José de Carvalho Marcelino (Diretor de Patrimônio).

A Sociedade Esportiva Columbia mandava os seus jogos no campo do Mogiana, em Campinas/SP. O dirigente do clube, Benedito Batista da Silva Filho foi Presidente da Liga Campineira de Atletismo em 1955, e depois presidiu a Liga Campineira de Futebol.

Gazeta Esportiva, 19 de abril de 1955

Empatou em Descalvado a S. E. Columbia

A Gazeta Esportiva assim contou a história do jogo: “No domingo, do dia 10 de julho de 1955, aproveitando a folga que lhe proporcionou o Campeonato Amador de Campinas, a S. E. Columbia foi até a cidade de Descalvado, e arrancou um empate em 3 a 3.

Após os 90 minutos de luta, o marcador registrou igualdade com Juquinha, Vambi e Tito assinalado para os rubro-verdes (em outra matéria citou que o time era alviverde).

Jogaram assim formados os campineiros: Luiz; Nei e Ditão; Tito (Sidney), Gastão e Plinio (Tito); Semedo, Vambi, Juquinha, Luizinho e João Rosa (Plinio). Por nosso intermédio, os “Columbinos” agradecem os serviços prestados pelo dr. Ueber Teixeira, que acudiu o arqueiro Luiz, quando da sua contusão”.

Gazeta Esportiva, 21 de julho de 1955

Colaborou: Moisés H G Cunha

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Acervos de Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ (ex-jogador do Columbia) – Claudio Aldecir Oliveira (1956)

FONTES: Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ – Álbum Futebolístico de S. Paulo – A Tribuna (SP) – A Gazeta Esportiva (SP)

Completa 58 anos: Estádio Santa Cruz – Ribeirão Preto (SP)

Estádio Santa Cruz completa 58 anos; escritura de doação revela quem viabilizou a área do estádio e como a doação foi formalizada em 1966

Levantamento do Projeto Memórias Notariais, do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, revela a escritura de doação do terreno ao Botafogo FC, com detalhes sobre os envolvidos, o valor declarado e as regras urbanísticas que viabilizaram a construção do estádio em Ribeirão Preto

Ribeirão Preto, 21 de janeiro de 2026 – O Estádio Santa Cruz, casa do Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto, completa 58 anos com sua origem arquivada em documentos oficiais que detalham como a área destinada ao estádio foi formalmente constituída. Escritura pública lavrada em 18 de junho de 1966, mostra que o terreno onde o estádio foi construído foi doado ao clube pela Imobiliária Nova Ribeirão Preto S.A. (INORP), em um ato jurídico que antecedeu a inauguração do equipamento esportivo, ocorrida em janeiro de 1968.

O documento foi lavrado no 4° Tabelionato de Notas de Ribeirão Preto e teve como partes a Imobiliária Nova Ribeirão Preto S.A. (INORP) que doou o terreno, representada por seus diretores superintendentes Miguel Cury e Jairo Nantes Junior. O Botafogo Futebol Clube aparece na escritura como donatário do terreno, representado por seus diretores Waldomiro da Silva, presidente, Raul Leite, tesoureiro, e Léo Mossi, secretário.

A escritura formaliza a doação gratuita de duas glebas de terra localizadas no loteamento Ribeirânia, somando mais de 94 mil metros quadrados. A área principal, com 63.061 metros quadrados, foi destinada à construção do estádio de futebol. A segunda gleba, com 31.280 metros quadrados, teve como finalidade a implantação das dependências sociais do clube.

O valor total da doação foi declarado em Cr$ 500 mil, sendo Cr$ 350 mil atribuídos à área destinada ao estádio e Cr$ 150 mil à área reservada às dependências sociais. O documento estabelece ainda uma série de condicionantes urbanísticas, como a manutenção obrigatória de áreas ajardinadas no entorno do estádio, limites de ocupação do solo, recuos mínimos e a cláusula de reversão do imóvel em caso de desvio de finalidade.

Antes da doação ao Botafogo, os terrenos haviam sido adquiridos pela INORP em agosto de 1965 de Francisco Epaminondas de Almeida e sua esposa, conforme escritura lavrada  no Cartório de Registro Civil e Anexos de Bonfim Paulista e posteriormente transcrita no Registro de Imóveis da 2ª Circunscrição de Ribeirão Preto. O documento também registra o processo de loteamento da região, elemento que ajuda a compreender a expansão urbana da cidade naquele período.

A escritura indica ainda que o estádio já se encontrava em construção no momento da lavratura do ato, reforçando o papel do documento como marco jurídico da consolidação do projeto. Ao detalhar limites, confrontações, destinação das áreas e obrigações das partes, o registro notarial garantiu segurança jurídica para a implantação de um dos principais equipamentos esportivos do interior paulista.

O Projeto Memórias Notariais amplia o acesso a informações históricas ao transformar documentos técnicos em fontes de leitura acessíveis ao público. A iniciativa se dedica a identificar, contextualizar e dar visibilidade a escrituras que permitem compreender como cidades e equipamentos urbanos foram juridicamente estruturados. Ao revelar processos de ocupação do território, decisões institucionais e acordos formais, esses documentos contribuem para a compreensão da conformação do espaço urbano e da própria trajetória social das cidades ao longo do tempo.

Para Daniel Paes de Almeida, vice-presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, o Projeto Memórias Notariais amplia o acesso da sociedade a informações históricas ao valorizar o papel central da escritura pública: trazer segurança e perpetuidade aos atos jurídicos. “A escritura pública exerce uma função fundamental na preservação da nossa história. É por meio dela que se conservam dados relevantes sobre a formação das cidades, a organização dos equipamentos urbanos e as decisões institucionais que moldaram o espaço urbano. O trabalho do projeto é justamente identificar, contextualizar e dar visibilidade a essas escrituras, permitindo que a sociedade compreenda os processos jurídicos e históricos que estruturaram o desenvolvimento urbano”, afirma.

Sobre o Projeto Memórias Notariais

O Projeto Memórias Notariais é uma iniciativa do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), criada em 2016 para resgatar, preservar e divulgar a história de São Paulo e do Brasil a partir de documentos históricos arquivados nos cartórios de notas. A ação valoriza escrituras públicas, testamentos e registros antigos, transformando esse acervo em conteúdo acessível por meio de exposições, pesquisas e produções editoriais, reforçando a importância do notariado na construção da memória cultural e social do país.

FOTOS: Acervo de Toninho Sereno – Flickr – Vecteezy

FONTE: Heitor Buarque, da Bentida Imagem

Clube Atlético Osasco – Osasco (SP): Fundado em 1914!

Por Sérgio Mello

Clube Atlético Osasco foi uma agremiação do município de Osasco, localizado na Região Metropolitana da cidade de São Paulo. Fica a 15,5 km da capital do estado de São Paulo. A localidade conta com uma população de 728.615 habitantes, segundo a prévia do censo (IBGE/ 2022).

Fundado na quarta-feira, do dia 14 de Outubro de 1914, o ‘Club Athletico Osasco’, sendo o 1º Clube social de Osasco. A sua Sede social ficava na Rua Erasmo Braga (antiga Rua André Rovai), nº 900, no bairro Presidente Altino, em Osasco/SP.

Até meados dos anos 20 era apenas um clube de futebol e não possuía uma sede. Foi o Coronel Delfino Cerqueira que em 1925, emprestou ao presidente do Clube Atlético Osasco, Dante de Lúcia, 12 contos de Réis, o que era muito dinheiro na época.

O dinheiro deveria ser utilizado pelo clube para construir sua sede na antiga Rua André Rovai, hoje Erasmo Braga. O dinheiro foi para pagar ao empreiteiro José Rodrigues.

O clube passaria a ter outras dependências no mesmo loteamento na Rua “O”, esquina com Rua “Q”. Dez metros de frente por 50 da frente aos fundos, entre os lotes 66, fundos do lote 67 ao lado.

Alguma coisa saiu errada e o clube teve que devolver o dinheiro com quase 10 anos de atraso, para a viúva do Coronel. Assim, podemos concluir que nada do que foi vivido pelos munícipes da capital deixou de ter seu “eco” no distrito de Osasco.

O desenvolvimento econômico, a vanguarda cultural, a ocupação urbana e populacional também aconteceram em Osasco. E só para começar a nova década (1931), o distrito e a capital iniciam com a sua população triplicada e com isso Osasco sai dos seus 4 mil habitantes em 1920 para 10 mil em 1930.

Osasco derrotou o São João de Jundiahy

No domingo, do dia 20 de fevereiro de 1921, o Osasco enfrentou, em amistoso, fora de casa, o forte time do São João Football Club, de Jundiaí/SP. Na partida entre os Segundos Quadros, empate em 2 a 2. No jogo de fundo, o Club Athletico Osasco venceu pelo placar de 2 a 1.

O Primeiro Quadro do C. A. Osasco estava assim constituído: Rovai; Mario e Beppe; Foretaleza, Paulo e Alvim; Morino, Arthur, Horacio, Thadeu e Carlin.

Sede social do C.A. Osasco

Colaborou: Moisés H G Cunha

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FONTES & FOTOS: Hagop Garagem – A Gazeta (SP)

São João Futebol Clube – Mogi das Cruzes (SP): Fundado em 1930

Por Sérgio Mello

O São João Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Mogi das Cruzes, situado na Região do Alto Tietê a 61 km da capital do estado de São Paulo. A localidade conta com uma população de 449.955 habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022.

O Alvinegro Mogicruzense foi Fundado no domingo, do dia 07 de Setembro de 1930. A sua Sede social está localizado na Rua Elgin, nº 341, no bairro São João. O Campo fica no bairro da Vila Ressaca, ambos em Mogi das Cruzes/SP.

O clube conta com uma ala, onde foi criada a Grêmio Recreativo Escola de Samba São João, a mais tradicional do carnaval na cidade, tendo como patrono Waldemar Costa Neto (Boy) e já contou com João do Pulo como padrinho.

O São João teve grandes jogadores da várzea entre eles Tesoura e Lelico e foi campeão da Liga Mogiana de 2024 na categoria Veterano.

Na sexta-feira, do 24 de Setembro de 1965, foi comemorado o 405º da fundação da cidade de Mogi das Cruzes. Nesta data, por meio do então prefeito da cidade, Carlos Alberto Lopes o São João F.C. foi considerado de Utilidade Pública Municipal.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTO: Acervo de Waldomiro Junho

FONTES: Leis Municipais –Futebol Café

1º escudo da Liga Campineira de Futebol – Campinas (SP)

Por Sérgio Mello

A Liga Campineira de Futebol (LCF) é a entidade esportiva máxima da cidade de Campinas, situada no Interior do estado de São Paulo a 99 km da capital. A sua população é de 1.139.047 habitantes, segundo o XIII Recenseamento Geral do Brasil, mais conhecido como Censo 2022, a cargo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Foi Fundado na quinta-feira, do dia 28 de fevereiro 1935, e a sua Sede atual, desde 1989, localizado na Rua Prefeito Faria Lima, nº 200, no bairro São Bernardo, em Campinas (SP). As suas cores correspondem a bandeira da cidade: amarelo e azul.

Breve História

 O futebol amador de Campinas, a nível de entidade de administração desportiva, iniciou-se de maneira precária, sem nomenclatura, oficialmente em 1907, que promoveu um campeonato, sendo campeã a Associação Athletica Campineira.

Em 1912, seis clubes reuniram-se e fundaram a denominada Liga Operaria de Foot-Ball Campineira (LOFC), promovendo o segundo campeonato campineiro de futebol.

Em 1916, foi fundada a Associação Campineira de Foot-Ball, organizando-se um novo campeonato. O Guarani foi o campeão neste ano e nos anos de 1919 e 1920. Em 1934 o campeão foi o Campinas F C.

Nasce a Liga Campineira de Futebol

Seleção Campineira de 1963

Na quinta-feira, do dia 28 de fevereiro 1935, na residência do Dr. Francisco Ursaia, presidente e representando a Associação Athletica Ponte Preta, com a presença do presidente do Guarany Futebol Clube, João Mezzalira, fundaram a definitiva Liga Campineira de Futebol (LCF), assumindo o controle do desunido futebol local, que se filiou a Liga Paulista de Futebol, entidade oficial no Estado de São Paulo, filiada à Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Nesta fundação, o presidente da referida Liga Paulista, Pedro Baldassari, nomeou como seu representante o Dr. Jose Carlos da Silva Freire para participar deste ato de fundação.

Os presentes definiram que a recém fundada Liga Campineira de Futebol seria dirigida neste início por uma Junta Provisória composta por quatro membros, Dr. Francisco Ursaia e Orlando Fernandes de Oliveira, representantes da Associação Athletica Ponte Preta e João Mezzalira e Durval F G Castanho, representantes do Guarany Futebol Clube, até a eleição da diretoria definitiva.

Estiveram presentes na fundação da Liga Campineira de Futebol, além dos já referidos, os senhores João Baptista de Camargo Castro, Nestor Rocha, Francisco Antonio Dias e Oscar Barreto, diretores da Associação Athletica Ponte Preta e os senhores Álvaro Pontes Carvalho, João Savioli, Miguel Cantareiro e Carlos Carcani, diretores do Guarani Futebol Clube.

Eleição da 1ª Diretoria da LCF

Na quinta-feira, do dia 02 de maio de 1935, foi realizada a Assembleia Geral para a eleição da Diretoria, Conselho Fiscal e Conselho de Julgamentos da Liga Campineira de Futebol, em sua Sede (Palacete Dias) situada a Rua General Osório, nº 1.118/ Salas 8 e 9, no Centro de Campinas/SP (foi utilizado entre 1935 a 1940). Foram eleitos os seguintes desportistas:

Presidente – Salvador Ovídio de Arruda;

Vice-Presidente – Miguel Cantareiro;

Secretário Geral – Orlando F. de Oliveira;

1º Secretário – Manoel Mattos Pereira;

2º Secretário – Jose Velloni;

1º Tesoureiro – Heitor Silva;

2º Tesoureiro – Alberto Wonrath;

Conselho Fiscal – Luiz Picolotto, Antonio Bento Gonçalves, Jose Alves, Jose Rezze e Vicente Paschoal Junior.

Conselho de Julgamentos – João Trorello Reginato, Oscar Barreto, Antonio P. Azevedo, Miguel Nucci, João Palma, Edgar Ariani, Jarbas de Carvalho Asbahr e Amadeu Tomazine, que tomaram posse na segunda-feira, do dia 06 de maio de 1935.

Esta 1ª Diretoria assumiu a direção da entidade tendo como ativo financeiro a importância de R$ 130.000,00 (cento e trinta mil réis). A diretoria, em sua primeira reunião de trabalho, criou as seguintes comissões:

Comissão de Sindicância – Jacintho Pinto, Alberto F. Marques, Pedro Bonfiglio Zinni, Ricardo Pompermayer e Abel Augusto Dias.

Comissão de Esportes – Ângelo Beluomini, Alberto Simões Augusto, Jose Nogueira Junior, Salvador Amaral e Luiz Payolla.

Comissão de Justiça – Jose Tauil, Vicente Ghilardi, Carlos Serafim, Eugenio Zimaro e Aníbal Sbragia Porto.

Ranking dos maiores campeões

CLUBESTÍTULOS
Guarani F.C.09
 E.C. Gazeta09
A.A. Ponte Preta08
S.R.C. Parques das Universidades04
E.C. Alessandra03
C.A. Valinhense02
 Souza F.C.02
 A.D.C. Kleber02
 A.A. Alvorada02
 Clube Rhodia02
 Yara Clube02
 A.D. Guara02
 D.F.S. Vila Rica02
 C.R. Flamengo02
 Cruzeiro F.C.02
 A.E. Acadêmicos02
 Parque Brasília F.C.02
A.D. Rigesa01
 Floresta F.C.01
 E.C. Juventude Paulista01
 Jabaquara F.C.01
 Vila Nova FC01
 E.C. Santa Odila01
 Bonfim S.R.01
 Flamengo F.C.01
 U.C. Vila Teixeira01
 Esportiva Santalucense01
 S.R.E. Vila Marieta01
 Botafogo F.C.01
 Unidos P.A.F.C.01
 G Santa Isabel01
 A.A. Boa Vista01
 S.C. Advocacia01
 Tricolor V.P.01
 E.C. Cruzeirinho01
 Cofa Vila Costa e Silva01
 S.E. Campos Elíseos01
 D.P.Z. Futebol Clube01

Recorte do documento: Moisés H G Cunha

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Acervo da Liga Campineira de Futebol

FONTE: site oficial da Liga Campineira de Futebol

Grêmio Esportivo Piquerobiense – Piquerobi (SP): Quatro edições do Campeonato Paulista do Interior!

Por Sérgio Mello

O Grêmio Esportivo Piquerobiense foi uma agremiação do município de Piquerobi que fica a 619 km da capital do estado de São Paulo. A localidade possui uma população de 3.686 habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2016.

A palavra “Piquerobi” deriva do ‘tupi antigo’pikyroby, que significa “piquiras (uma espécie de peixe miúdo) verdes“, por meio da composição de pikyra (piquira)oby (verde).

O “Fantasma do Sertão” foi Fundado na 2ª-feira, do dia 21 de Setembro de 1953. O CNPJ foi aberto no dia 23 de Janeiro de 1981. A sua Sede social ficava localizado na Rua Dr. Pedro de Tolêdo, s/n – Centro – Piquerobi (SP). As suas cores: azul e branco.

No mesmo dia em que foi fundado, ocorreu uma assembleia geral, que elegeu a 1ª Diretoria do Grêmio Esportivo Piquerobiense:

Presidente de honra – Marcelo Dassie (então prefeito do município);

Presidente – Claudio Corral;

Vice-presidente – Manoel Ferreira Reis;

1º Tesoureiro – Arnaldo De Haro;

2º Tesoureiro – André Corral;

1º Secretário – Amador Bueno de Camargo;

2º Secretário – Francisco Fróis de Morais Neto;

Diretor esportivo – Antônio Fróis de Morais e Silva;

Conselho Fiscal – Carlos Furlan, Danilo Campanhole e André Bonilho Barnabé. Suplentes: Antonio Carreira Bernardino Filho, Conrado Izidoro Paludetto e Antonio Gianelli.

Foto: Acervo da Prefeitura de Piquerobi

Estádio Municipal de Piquerobi

Cumprindo promessas feitas em 1953, o sr. Marcelo Dassie, prefeito municipal de Piquerobi, construiu o Estádio Municipal, terminando no final de fevereiro de 1954.

EM PÉ (esquerda para a direita): Nelson, Ipojucam,Lomba, Paulista, Zelio, Edson, Brandão, Antoninho, Joãozinho, Pavão, Saul, Julio Bariani (presidente) e Osvaldo Pirnia (Massagista).

Campeonato Paulista do Interior

Jogou quatro edições do Campeonato Amador do Interior do estado de São Paulo, organizado pela FPF (Federação Paulista de Futebol): 1955, 1956, 1957, e 1958.

Foi campeão da Zona 12, do Setor 44, do Campeonato Amador do Interior do estado de São Paulo de 1955,com seis vitórias em sete jogos. A conquista veio após vencer o Clube Atlético Indiano pelo placar de 1 a 0. No final, terminou na 3ª colocação daquele ano.

No Campeonato Amador do Interior do estado de São Paulo de 1956, o Fantasma do Sertão ficou na Zona 14, do Setor 45 sediado na Série B da Liga Prudentina de Futebol, com os seguintes clubes:

Fada Futebol Clube (Santo Anastacio);

Esporte Clube Corinthians (Presidente Venceslau);

Esporte Clube Fluvial (Presidente Epitácio);  

Grêmio Esportivo Piquerobiense (Piquerobi).

Algumas Formações:

Time base de 1954: Toni (Dedé); Vigota (Mario ou Pedrinho) e Ferrer (Milton); Chico (Doro), Nelsinho e Pedrão (Amorim); Lauro (Mauro), Zinho (Paulo), Jaime (Ipojucam ou Brandão), Joãozinho (Sinho) e Antoninho (Euclides).

Time base de 1955: Toni; Pedrinho e Ferrer; Chico, Saul e Amorim (Reynaldo); Paulinho, Brandão, Carlinhos, Joãozinho e Antoninho.

Time base de 1957: Augusto; Chico e Maciel; Saul, Pavão e Pedrão; Ezequias, Bacaninha, Pedrinho, Antoninho e Adinil.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Waldomiro Junho

FOTO: Acervo Grêmio Esportivo (SP)

FONTES: A Gazeta Esportiva (SP) – Correio Paulistano (SP) – Grêmio Esportivo (SP) – Mundo Esportivo (SP)

1º escudo: Elite Itaquerense Foot Ball Club – São Paulo (SP), Fundado em 1922!

Primeiro distintivo

Por Sérgio Mello

O Elite Itaquerense Foot Ball Club (atual: Sociedade Esportiva Elite Itaquerense) é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). A sua Sede social está localizada na Rua Augusto Carlos Bauman, nº 588 – Itaquera, na Zona Leste de São Paulo (SP).

O clube alvirrubro foi Fundado na sexta-feira, do dia 1º de Dezembro de 1922, por José Salomão, um comerciante de São Paulo. O clube foi batizado com o nome “Elite“, inspirado em uma marca de roupas de luxo da época. 

O Elite Itaquerense não foi o 1º clube de futebol de Itaquera, mas é o mais antigo que ainda existe. O clube marcou a vida social do bairro e da região, e participou ativamente dos esportes de Itaquera e do mundo.

Craques revelados pelo clube

Há quem lembre também do futebol de campo com grandes craques que marcaram gerações e dos craques revelados por este clube, entre eles, três laterais esquerdos: Kleber (ex-Corinthians, Santos e Internacional de Porto Alegre), Cesar (ex-São Caetano, Lázio da Itália e Corinthians) e Guilherme Arana (Ex-Corinthians, Athletico Paranaense, Sevilla da Espanha, Atalanta da Itália e atualmente no Atlético Mineiro).

Campeão Mundial de Futsal

O futsal do Elite Itaquerense, sob o comando de Simão Bernardes, é considerado um polo revelador de craques que despontam em clubes de todo o país e até do exterior. O Elite foi campeão mundial de futsal em 2012, categoria sub 13, na França.

Apesar de ser um “senhor com mais de 100 anos de vida” o Elite Itaquerense, através de diretores, conselheiros e associados, é considerado como um clube com “olhar de futuro”, sempre receptivo a inovações e novas ideias, aliás é um clube, que tradicionalmente tem participação na vida social do bairro, sempre apoiando campanhas de benemerência, como recentemente com o jantar-show que arrecadou mais de 34 mil reais ao Instituto Luz do Amanhã, que atua no apoio a crianças com câncer.

Instalações

Importante citar também que as locações dos salões do clube para festas, casamentos e eventos, são outra marca do clube. O Elite conta com o ginásio para eventos de grande porte, para mais de 2 mil pessoas, tem o Salão Monumental (salão social) para eventos mais clássicos, com capacidade para 800 pessoas sentadas, o Quintal do Elite com salão anexo com churrasqueira e toda estrutura e o salão Espaço Buffet para até 200 pessoas, também com toda a estrutura.

Escudo extraído do estatuto de 1928

Na imagem revelada à diretoria do Elite Itaquerense, somos transportados ao âmago histórico de sua fundação. Datado de 1928, o estatuto que regeu os primeiros passos deste respeitável clube emerge como um testemunho da profundidade cultural e esportiva que permeava o espírito de seus fundadores.

Junto ao estatuto, desponta seu 1º distintivo, um símbolo de elegância e identidade que hoje é comparado ao brasão contemporâneo, evocando memórias saudosas e um senso de continuidade entre o passado e o presente.

O elemento mais curioso e admirável desse registro encontra-se na inscrição “Football Club” gravada em inglês no estatuto. Tal escolha linguística, modéstia à parte, reflete uma reverência ao berço do futebol, homenageando sua origem britânica com singularidade e sofisticação.

É possível imaginar que Seu Salomão, um amante fervoroso do esporte, vislumbrou nesse gesto uma forma de exaltar a conexão histórica e cultural que transcende fronteiras, reafirmando o futebol como um elo universal.

O distintivo inaugural do Elite Itaquerense possui uma beleza atemporal, capaz de rivalizar com os padrões estéticos do brasão atual, resgatando o simbolismo de uma época em que cada traço e detalhe eram carregados de significado.

É inevitável a nostalgia ao contemplar a simplicidade majestosa do emblema original, que encapsula o sonho e a determinação dos pioneiros que deram vida ao clube.

Esse fragmento da história do Elite Itaquerense transcende o papel de mero documento; ele é um patrimônio vivo, carregado de narrativas que refletem a paixão, o esforço e a criatividade de uma geração que ousou moldar um legado. Na interseção entre memória e modernidade, ele continua a inspirar e conectar todos que reconhecem sua importância.

Disputou a Taça de São Paulo de 1931

No futebol, o Elite Itaquerense disputou diversos jogos e competições. O mais relevante foi a Taça de São Paulo de 19311º Grande Campeonato Amador de Futebol da cidade de São Paulo.

A competição foi organizada pelo jornal A Gazeta, da cidade de São Paulo, que realizou um grande campeonato de futebol envolvendo clubes amadores, onde se inscreveram e participaram 203 agremiações!

No final, o Club Athletico Villa Nava Mazei (bairro Vila Mazei) e o Club Athletico Sant’Anna (bairro Santana). O grande campeão foi a Villa Nava Mazeique venceu os dois jogos (ida e volta): 2 a 1 e 4 a 0.

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

Colaborou: Paulo Sérgio De Marco Regatieri

FOTOS: Acervo do clube – Página do Facebook “Saudosa Itaquera”

FONTES: Museu do Futebol – Livro “Sociedade Esportiva Elite Itaquerense – 100 anos de História e Glórias” (escrito com base em depoimentos, pesquisa bibliográfica e reminiscências pessoais e familiares), de autoria de Marco A. Stanojev Pereira – Fato Paulista