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Corintians Saltense Football Club – Salto (SP): Existiu entre 1928 a 1936!

Modelo de 1931

Por Sérgio Mello

O Corintians Saltense Football Club foi uma agremiação da cidade de Salto, situado no Interior do estado de São Paulo. Com uma população de 141.989 habitantes, segundo o Censo de 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), a localidade fica a 105 km da capital de São Paulo.

Fundado no sábado, do 12 de maio de 1928, principalmente por membros da família Ferrari. O clube, que também era chamado de Atlético Corintians Saltense, teve a sua curta duração na esfera do futebol amador de Saltos. O Corintians Saltense mandava seus jogos no campo que hoje abriga o Estádio Alcides Ferrari.

Naquela época, como não havia estrutura de alvenaria no estádio, a diretoria improvisou uma cerca de arame e pano com o auxílio da empresa Brasital. Isso, no entanto, não impedia que os pedestres acompanhassem os jogadores em ação diretamente da rua.

Amistosos

No amistoso realizado no domingo, 21 de setembro de 1930, Corintians Saltense e Associação Athletica Light e Power, da capital paulista, empataram em 1 a 1, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP). 

No domingo, do dia 17 de maio de 1931, em partida amistosa, o Corintians Saltense venceu o Ypiranga Football Club, de Campinas, por 1 a 0, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP). 

Corintians Saltense derrotou o Corinthians Paulista

Na tarde de domingo, às 16 horas, do dia 17 de abril de 1932, o Corintians Saltense derrotou o xará famoso: o Sport Club Corinthians Paulista, em amistoso, pelo placar de 2 a 1, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP).

Os gols da peleja foram assinalados por Zuza para o Timão no 1º tempo. Rubinato empatou aos 9 minutos e Orestes fez o tento da vitória aos 36 minutos do 2º tempo. A arbitragem ficou a cargo de Benedito do Amaral. Os times tiveram as seguintes formações:

Corintians Saltense: Sylvino; Sebastião, Mignoy, Adelino e Mosca; Magetta, Orestes, Villa e Garcia; Pauly e Rubinato.

Corinthians Paulista: Onça; Amador (Roberto), Juvenal, Parras e Osvaldo; Valão, Bonelli, Baianinho e Zuza (Mamede); Guimarães e Staffen. Técnico: José de Carlo.

Santos aplicou goleada histórica 

Na tarde sábado, do dia 23 de dezembro de 1933, a delegação do Corintians Saltense seguiu de ônibus para a cidade de Santos, juntamente com um grande número de sócios, a fim de disputar uma partida amistosa com o Santos Futebol Clube, no domingo chuvoso, do dia 24 de dezembro de 1933, às 16 horas, na Vila Belmiro.

O mau tempo afugentou boa parte do público, porém quem esteve presente assistiu o Santos golear impiedosamente o Corintians Saltense por 9 a 0. O árbitro foi o sr. Edgard da Silva Marques.

Os gols foram assinalados por Raul aos seis e sete minutos; Maroim fez o 3º e 4º tentos aos 28 e 34 minutos, finalizando o 1º tempo com a vantagem santista de 4 a 0.

Na etapa final, logo aos 3 minutos, Lugu’ ampliou. Maroim aos 6 minutos, fez o sexto gol. Aos 25 minutos, Raul marcou mais um para o Santos. Aos 32 e 34 minutos, foi a vez de Mario dar números finais  peleja.

Santos F.C.: Lovecchio; Arlindo e Garcia; Alfredo, Dino e Gloch; Victor, Mario Seixas, Raul, Lugu’e Maroim.

Corintians Saltense: Sylvino (Edison); Sebastião, Mugnai, Filipino (Americo), Barretto (Oswaldo) e Masetto; Luís (Rubinato), Mosca, Garcia, Paulyn e Romário.

Números da temporada de 1933

Até então, na temporada de 1933, foram 31 jogos, com 21 vitórias, cinco empates e cinco derrotas. Alguns resultados: Sãojoanense, de São João da Boa Vista (2 a 2); XV de Novembro, de Piracicaba (empate); Ponte Preta, de Campinas (4 a 1); Campinas, de Campinas (4 a 0); Corinthians, de Jundiahy (4 a 1); Botucatu (1 a 0).

Triunfo em cima do Guarani de Campinas

No domingo, do dia 04 de março de 1934, o Corinthians Saltense bateu o Guarany, de Campinas, em amistoso, pelo placar de 1 a 0. Gol da vitória foi assinalado pelo centroavante Garcia

Taça Gessy

No domingo, do dia 12 de agosto de 1934, o Corintians Saltense, então campeão absoluto da Liga Regional Itú-Salto-Indaiatuba (ISI), ganhou por 3 a 2, do Guanabara Football Club, de Campinas, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP). Com o triunfo, a equipe de Saltos ficou de posse da linda Taça Gessy.

Filiação na APEA

No sábado, do dia 13 de fevereiro de 1932, o Corintians Saltense recebeu a confirmação da sua filiação junto a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos).  

Foi extinto em 1936

No domingo, do dia 29 de março de 1936, o clube se encontrava com dificuldades financeiras, e decidiu fazer uma fusão com outras duas equipes de Salto: Ypiranga Football Club (Fundado em 1927) e São Paulo Football Club (Fundado em 1934), dando origem ao Associação Atlética Saltense

Colaborou: Moisés H G Cunha

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Gazeta (SP) – Almanaque do Timão – A Tribuna (SP) – Correio de São Paulo (SP) – Correio Paulistano (SP) – Folha da Manhã (SP) – Página do Facebook “História de Salto/SP”

Maior goleada do Dérbi Campineiro: Guarani (SP) 6 x 0 Ponte Preta (SP)

EM PÉ (esquerda para a direita): Dimas, Valter, Eraldo, Ferrari, Carlão, Diogo e Hermínio Garbelini (diretor);
AGACHADOS (esquerda para a direita): Armando Renganeschi (técnico), Dorival, Marin, Cabrita, Benê I e Osvaldo.

No futebol brasileiro, seguramente, um dos maiores clássicos do Interior é Guarani e Ponte Preta! Uma partida que marcou o “Dérbi Campineiro” foi um amistoso (valia a Taça Amizade), que aconteceu na tarde de domingo, dia 05 de junho de 1960, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

A partida terminou com uma goleada do Bugre pelo placar de 6 a 0, sendo até hoje o placar mais elástico da história desse confronto. Os gols foram assinalados por Benê e Osvaldo, com dois tentos cada; Cabrita e Paulo Leão, com gol cada.

GUARANI F.C. (SP)         6        X        0        A.A. PONTE PRETA (SP)

LOCALEstádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTERAmistoso estadual, valendo a Taça da Amizade
DATAdomingo, dia 05 de junho de 1960
RENDACr$ 359.325,00
ÁRBITROAnacleto Pietrobom (SP)
GUARANIDimas; Ferrari, Carlão e Diogo; Valter e Eraldo; Dorival (Dido), Marin, Cabrita (Paulo Leão), Benê I (Bené II) e Osvaldo. Técnico: Armando Renganeschi.
PONTE PRETAWalter; Darci Santos, Esmeraldo (Ivan) e Ilzo; Miltinho e Pitico; Alcides, Paulinho (Zezinho), Nilson, Sílvio (Nivaldo) e Joubert. Técnico: Gentil Cardoso.
GOL(S)Benê I aos 21 minutos (Guarani); Osvaldo aos 22 minutos (Guarani), no 1º tempo. Osvaldo, de pênalti, aos 14 minutos (Guarani); Cabrita aos 31 minutos (Guarani); Benê I aos 33 minutos (Guarani); Paulo Leão aos 43 minutos (Guarani), no 2º tempo.

Atualmente, o retrospecto geral do confronto entre Ponte Preta e Guarani é o seguinte (atualizado: 1º/02/2026):

  • Total de jogos: 211
  • Vitórias do Guarani: 72
  • Vitórias da Ponte Preta: 70
  • Empates: 69
  • Gols do Guarani: 276
  • Gols da Ponte Preta: 276

FOTO: Acervo e colorização de Zuzarte

FONTE: Jogos do Guarani

Foto rara de 1925: Guarani Futebol Clube – Campinas (SP)

Por Sérgio Mello

O Guarani Futebol Clube é uma agremiação tradicional da cidade de Campinas, que fica no Interior do estado de São Paulo. Com uma população de 1.139.047 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022, fica a 99 km da capital paulista. (SP

O “Bugre” foi Fundado no domingo, do dia 02 de abril de 1911, por um grupo de jovens liderado por Pompeo de Vito. A Sede e o Estádio Brinco de Ouro da Princesa (Capacidade: 20.580 pessoas), ficam localizados na Avenida Imperatriz Dona Tereza Cristina, nº 11, no Jardim Guarani, em Campinas/SP.  As suas cores: verde e branco inspiradas na grama e na luz do dia.

O time posado do Guarany FC de 1925

EM PÉ (esquerda para a direita): Nerino; Mario; Joaquim (médio): Aristides (centroavante); Juca; Zeca (meia-direita); Tavares e Roberto;

AGACHADOS (esquerda para a direita): Angelino (em 1926, o defensor defendeu as cores do Concordia F. C.); Luiz (goleiro) e Joca (Quarto-zagueiro).

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTO: Rio Sportivo (RJ)

FONTES: site do clube – Rio Sportivo (RJ)

Escudo raro de 1926: Ypiranga Futebol Clube – Campinas (SP)

Por Sérgio Mello

O Ypiranga Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Campinas, que fica no Interior do estado de São Paulo. Com uma população de 1.139.047 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022, fica a 99 km da capital paulista.

A história começou em março de 1911, quando um grupo formado por militantes e alunos do Externato São João apaixonados pelo ‘Esporte Bretão’ resolveram fundar o Ypiranga Foot Ball Club.

O clube rapidamente cresceu e a diretoria entendeu que era necessário reorganizar o clube, a fim de que a agremiação pudesse dar “voos mais altos”, e assim aconteceu no domingo, do dia 19 de outubro de 1913. Vale registrar que esta é a data oficial de fundação que consta nos documentos arquivados na prefeitura de Campinas.

Em relação a Sede socialdois registros: em 1925, ficava na Avenida (atual: Rua) Sete de Setembro, s/n, no bairro da Vila Industrial. A segunda, em 1927, era situada na Avenida João Jorge, nº 93, também na Vila Industrial, em Campinas/SP.

Cinco vezes no Paulista do Interior

Disputou cinco edições do Campeonato Paulista do Interior: três organizada pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), em 1926, 1927 e 1933; e duas pela LAF (Liga de Amadores de Football), em 1928 e 1929.  

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTO: Rio Sportivo (RJ)

FONTES: Pesquisadores e Historiadores, Moisés H. Cunha e Fernando Pereira – Enciclopédia do Futebol Paulista

Amistoso de 1965: Guarani (SP) 2 x 1 Bragantino (SP), em Campinas (SP)

Foto de 17/06/1965.
EM PÉ (esquerda para a direita): Deleu – Sidnei (goleiro) – Adilson – Cidinho – Tião Macalé – Diogo;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Joãozinho – Nelsinho – Babá – Américo Murolo – Carlinhos.

GUARANI (SP)      2        X        1        BRAGANTINO (SP)

LOCALEstádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTERAmistoso estadual
DATAQuinta-feira, do dia 17 de junho de 1965 (Corpus Christi)
RENDACr$ 1.040.500 (hum milhão e quarenta mil e quinhentos Cruzeiros)
ÁRBITRODionísio Maurício (Liga Campineira de Futebol)
EXPULSÃOFloriano (Bragantino) aos 40 minutos do 2º tempo.
GUARANISidnei; Deleu, Adílson e Diogo; Tião Macalé (Sudaco) e Cidinho; Joãozinho, Nelsinho, Babá, Américo Murolo e Carlinhos (Osvaldo). Técnico: Dorival Geraldo dos Santos.
BRAGANTINODarci (Floriano); Jackson (Dom Pedro), Mineiro, Walter e Araldo; Nardinho (Del Pozzo) e Afonsinho; Anacleto, Norberto, Buzzone (Valter Marinho) e Wilsinho. Técnico: Capitão João Moreira.
GOLSNelsinho aos 39 minutos (Guarani), do 1º Tempo. Wilsinho, de pênalti, aos 6 minutos (Bragantino); Sudaco aos 42 minutos (Guarani), no 2º Tempo.
CURIOSIDADEOsvaldo, do Guarani, desperdiçou um pênalti, chutando para fora aos 33 minutos da etapa final.

FOTO: Acervo e colorização de Zuzarte

FONTE: site Jogos do Guarani

Sociedade Esportiva Columbia – Campinas (SP): Fundada em 1951

Por Sérgio Mello

A Sociedade Esportiva Columbia foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). Um grupo de jovens esportistas, funcionários da Cervejaria Columbia S. A., resolveram fundar na segunda-feira, do dia 25 de junho de 1951.

O clube surgiu com o apoio e incentivo de parte dos srs. Guido Franceschini, superintendente da Cervejaria Columbia S. A., Ítalo Franceschini, Orlando Satucci, Dr. Humberto Frediani e Dr. Waldemar Strazzacapра.

A Sede administrativa ficava instalada nas dependências dentro da própria Cervejaria Columbia S.A., na Avenida Andrade Neves, nº 103, no Centro de Campinas/SP. O local, contava com aparelho televisor, mesas de pingue-pongue, damas e xadrez, para recreação dos associados.

A sua 1ª Diretoria, constituída de seus fundadores, esteve integrada por:

Presidente – Ary Antunes;

Vice-presidente – Benedito Batista da Silva Filho;

Tesoureiro-Geral – Antônio F. do Amaral;

1º Tesoureiro – Carmo Della Donne;

2º Tesoureiro – Nilza Ruas;

Secretário – Nelson Marques;

1º Secretário – Geraldo Batista;

Diretor de Esportes – Décio Rocha;

Direto Social – Edmir Checchia;

Diretor de Propaganda – José Antônio Gobbi.

Títulos

Em suas conquistas tem a S. E. Columbia por galardão, o título de campeã do torneio início, do certame “Benedito Alves“, promovido pela Liga Campineira de Futebol, em 1953; bicampeã do torneio promovido pelo SESI, em 1954 e 1955; vice-campeã de voleibol, pelo torneio início do “Torneio Estímulo de Voleibol“, promovido pela Liga Campineira de Voleibol, realizado em 1953.

Em diferentes épocas (anos 50 e 70), a S. E. Columbia organizava provas de Pedestrianismo como a “Prova Pedestre Mossoró” e a “Prova dos Garçons“, despertando grande interesse dos esportistas e público locais.

Diretoria de 1957 era composta por: Orlando Pavan (Presidente); Geraldo Batista (Vice-Presidente); José Antônio Gobbi (Secretário-Geral); Antônio Barreto (1º Secretário); Arlindo Chiavegatto (Tesoureiro-Geral); Arsênio da Silva Carvalho ( Tesoureiro); Gilberto Christ dos Santos e Isaias Gobbi (Diretores de Esportes); Amadeu Ceregatti (Diretor Social); José de Carvalho Marcelino (Diretor de Patrimônio).

A Sociedade Esportiva Columbia mandava os seus jogos no campo do Mogiana, em Campinas/SP. O dirigente do clube, Benedito Batista da Silva Filho foi Presidente da Liga Campineira de Atletismo em 1955, e depois presidiu a Liga Campineira de Futebol.

Gazeta Esportiva, 19 de abril de 1955

Empatou em Descalvado a S. E. Columbia

A Gazeta Esportiva assim contou a história do jogo: “No domingo, do dia 10 de julho de 1955, aproveitando a folga que lhe proporcionou o Campeonato Amador de Campinas, a S. E. Columbia foi até a cidade de Descalvado, e arrancou um empate em 3 a 3.

Após os 90 minutos de luta, o marcador registrou igualdade com Juquinha, Vambi e Tito assinalado para os rubro-verdes (em outra matéria citou que o time era alviverde).

Jogaram assim formados os campineiros: Luiz; Nei e Ditão; Tito (Sidney), Gastão e Plinio (Tito); Semedo, Vambi, Juquinha, Luizinho e João Rosa (Plinio). Por nosso intermédio, os “Columbinos” agradecem os serviços prestados pelo dr. Ueber Teixeira, que acudiu o arqueiro Luiz, quando da sua contusão”.

Gazeta Esportiva, 21 de julho de 1955

Colaborou: Moisés H G Cunha

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Acervos de Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ (ex-jogador do Columbia) – Claudio Aldecir Oliveira (1956)

FONTES: Dilson Rocha, o ‘Rochinha’ – Álbum Futebolístico de S. Paulo – A Tribuna (SP) – A Gazeta Esportiva (SP)

Completa 58 anos: Estádio Santa Cruz – Ribeirão Preto (SP)

Estádio Santa Cruz completa 58 anos; escritura de doação revela quem viabilizou a área do estádio e como a doação foi formalizada em 1966

Levantamento do Projeto Memórias Notariais, do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, revela a escritura de doação do terreno ao Botafogo FC, com detalhes sobre os envolvidos, o valor declarado e as regras urbanísticas que viabilizaram a construção do estádio em Ribeirão Preto

Ribeirão Preto, 21 de janeiro de 2026 – O Estádio Santa Cruz, casa do Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto, completa 58 anos com sua origem arquivada em documentos oficiais que detalham como a área destinada ao estádio foi formalmente constituída. Escritura pública lavrada em 18 de junho de 1966, mostra que o terreno onde o estádio foi construído foi doado ao clube pela Imobiliária Nova Ribeirão Preto S.A. (INORP), em um ato jurídico que antecedeu a inauguração do equipamento esportivo, ocorrida em janeiro de 1968.

O documento foi lavrado no 4° Tabelionato de Notas de Ribeirão Preto e teve como partes a Imobiliária Nova Ribeirão Preto S.A. (INORP) que doou o terreno, representada por seus diretores superintendentes Miguel Cury e Jairo Nantes Junior. O Botafogo Futebol Clube aparece na escritura como donatário do terreno, representado por seus diretores Waldomiro da Silva, presidente, Raul Leite, tesoureiro, e Léo Mossi, secretário.

A escritura formaliza a doação gratuita de duas glebas de terra localizadas no loteamento Ribeirânia, somando mais de 94 mil metros quadrados. A área principal, com 63.061 metros quadrados, foi destinada à construção do estádio de futebol. A segunda gleba, com 31.280 metros quadrados, teve como finalidade a implantação das dependências sociais do clube.

O valor total da doação foi declarado em Cr$ 500 mil, sendo Cr$ 350 mil atribuídos à área destinada ao estádio e Cr$ 150 mil à área reservada às dependências sociais. O documento estabelece ainda uma série de condicionantes urbanísticas, como a manutenção obrigatória de áreas ajardinadas no entorno do estádio, limites de ocupação do solo, recuos mínimos e a cláusula de reversão do imóvel em caso de desvio de finalidade.

Antes da doação ao Botafogo, os terrenos haviam sido adquiridos pela INORP em agosto de 1965 de Francisco Epaminondas de Almeida e sua esposa, conforme escritura lavrada  no Cartório de Registro Civil e Anexos de Bonfim Paulista e posteriormente transcrita no Registro de Imóveis da 2ª Circunscrição de Ribeirão Preto. O documento também registra o processo de loteamento da região, elemento que ajuda a compreender a expansão urbana da cidade naquele período.

A escritura indica ainda que o estádio já se encontrava em construção no momento da lavratura do ato, reforçando o papel do documento como marco jurídico da consolidação do projeto. Ao detalhar limites, confrontações, destinação das áreas e obrigações das partes, o registro notarial garantiu segurança jurídica para a implantação de um dos principais equipamentos esportivos do interior paulista.

O Projeto Memórias Notariais amplia o acesso a informações históricas ao transformar documentos técnicos em fontes de leitura acessíveis ao público. A iniciativa se dedica a identificar, contextualizar e dar visibilidade a escrituras que permitem compreender como cidades e equipamentos urbanos foram juridicamente estruturados. Ao revelar processos de ocupação do território, decisões institucionais e acordos formais, esses documentos contribuem para a compreensão da conformação do espaço urbano e da própria trajetória social das cidades ao longo do tempo.

Para Daniel Paes de Almeida, vice-presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, o Projeto Memórias Notariais amplia o acesso da sociedade a informações históricas ao valorizar o papel central da escritura pública: trazer segurança e perpetuidade aos atos jurídicos. “A escritura pública exerce uma função fundamental na preservação da nossa história. É por meio dela que se conservam dados relevantes sobre a formação das cidades, a organização dos equipamentos urbanos e as decisões institucionais que moldaram o espaço urbano. O trabalho do projeto é justamente identificar, contextualizar e dar visibilidade a essas escrituras, permitindo que a sociedade compreenda os processos jurídicos e históricos que estruturaram o desenvolvimento urbano”, afirma.

Sobre o Projeto Memórias Notariais

O Projeto Memórias Notariais é uma iniciativa do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), criada em 2016 para resgatar, preservar e divulgar a história de São Paulo e do Brasil a partir de documentos históricos arquivados nos cartórios de notas. A ação valoriza escrituras públicas, testamentos e registros antigos, transformando esse acervo em conteúdo acessível por meio de exposições, pesquisas e produções editoriais, reforçando a importância do notariado na construção da memória cultural e social do país.

FOTOS: Acervo de Toninho Sereno – Flickr – Vecteezy

FONTE: Heitor Buarque, da Bentida Imagem

Clube Atlético Osasco – Osasco (SP): Fundado em 1914!

Por Sérgio Mello

Clube Atlético Osasco foi uma agremiação do município de Osasco, localizado na Região Metropolitana da cidade de São Paulo. Fica a 15,5 km da capital do estado de São Paulo. A localidade conta com uma população de 728.615 habitantes, segundo a prévia do censo (IBGE/ 2022).

Fundado na quarta-feira, do dia 14 de Outubro de 1914, o ‘Club Athletico Osasco’, sendo o 1º Clube social de Osasco. A sua Sede social ficava na Rua Erasmo Braga (antiga Rua André Rovai), nº 900, no bairro Presidente Altino, em Osasco/SP.

Até meados dos anos 20 era apenas um clube de futebol e não possuía uma sede. Foi o Coronel Delfino Cerqueira que em 1925, emprestou ao presidente do Clube Atlético Osasco, Dante de Lúcia, 12 contos de Réis, o que era muito dinheiro na época.

O dinheiro deveria ser utilizado pelo clube para construir sua sede na antiga Rua André Rovai, hoje Erasmo Braga. O dinheiro foi para pagar ao empreiteiro José Rodrigues.

O clube passaria a ter outras dependências no mesmo loteamento na Rua “O”, esquina com Rua “Q”. Dez metros de frente por 50 da frente aos fundos, entre os lotes 66, fundos do lote 67 ao lado.

Alguma coisa saiu errada e o clube teve que devolver o dinheiro com quase 10 anos de atraso, para a viúva do Coronel. Assim, podemos concluir que nada do que foi vivido pelos munícipes da capital deixou de ter seu “eco” no distrito de Osasco.

O desenvolvimento econômico, a vanguarda cultural, a ocupação urbana e populacional também aconteceram em Osasco. E só para começar a nova década (1931), o distrito e a capital iniciam com a sua população triplicada e com isso Osasco sai dos seus 4 mil habitantes em 1920 para 10 mil em 1930.

Osasco derrotou o São João de Jundiahy

No domingo, do dia 20 de fevereiro de 1921, o Osasco enfrentou, em amistoso, fora de casa, o forte time do São João Football Club, de Jundiaí/SP. Na partida entre os Segundos Quadros, empate em 2 a 2. No jogo de fundo, o Club Athletico Osasco venceu pelo placar de 2 a 1.

O Primeiro Quadro do C. A. Osasco estava assim constituído: Rovai; Mario e Beppe; Foretaleza, Paulo e Alvim; Morino, Arthur, Horacio, Thadeu e Carlin.

Sede social do C.A. Osasco

Colaborou: Moisés H G Cunha

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FONTES & FOTOS: Hagop Garagem – A Gazeta (SP)