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Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919: Brasil conquista seu 1º título no continente

BRASIL CAMPEÃO

Por: Sérgio Mello

Após ter sido realizado na Argentina (1916) e Uruguai (1917), respectivamente, a 3ª edição do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919, aconteceu no Brasil. Na realidade a competição deveria ter acontecido um ano antes, porém devido a epidemia mundial de gripe espanhola adiou em um ano. A doença vitimou mais de 50 milhões de pessoas pelo mundo, só no Brasil matou mais de 35 mil.

URUGUAI VICE-CAMPEÃO

Para fazer bonito, o Estádio da Rua Guanabara (atual Estádio das Laranjeiras e de propriedade do Fluminense), foi construído para o torneio, com capacidade para 25 mil torcedores, na época era o maior estádio das Américas. Localizado na Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado, no bairro das Laranjeiras, situado na Zona Sul do Rio/RJ.

ARGENTINA 3º LUGAR

O torneio contou com a participação de quatro países: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. O regulamento simples, todos contra todos e aquele que somasse mais pontos ficaria com o título.

CHILE 4º COLOCADO

Brasil estreia com goleada

Na tarde de domingo, às 15 horas, do dia 11 de maio de 1919, a Seleção Brasileira não tomou conhecimento e goleou o Chile pelo placar de 6 a 0, no Estádio das Laranjeiras, que estava lotado. Os gols foram assinalados por Haroldo, uma vez; Neco, duas vezes e Arthur Friedenreich, que balançou as redes em três oportunidades.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Gallo; Menezes, Neco, Arthur Friedenreich, Haroldo e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Chile: Guerrero; Gatica e Poirier; Baez, Baeza e Gonzalez; Fuentes, Dominguez, Francia, Muñoz e Varas.     

Seleção Brasileira conquistou primeiro grande título no Campeonato Sul-Americano de 1919, sediado no Estádio de Laranjeiras

Segundo jogo e nova vitória

A segunda partida, aconteceu na tarde de domingo, às 15h30min., do dia 18 de maio de 1919, quando o Brasil bateu a Argentina por 3 a 1, novamente com o Estádio das Laranjeiras estava abarrotado. Os gols da partida, foram assinalados por Heitor, Amílcar e Millon para os brasileiros e Carlos Izaguirre fez o de honra para “Los Hermanos”. O árbitro da partida foi o uruguaio A. Minoli.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Heitor, Arthur Friedenreich, Neco e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Argentina: Isola; Castagnola e Reys; Mattozzi, Uslenghi e Martin; Calomino, Laiolo, Clarke, Izaguirre e Perinetti.

EM PÉ (esquerda para a direita): Píndaro, Sérgio Pires, Marcos de Mendonça, Fortes, Bianco e Amílcar;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.  

Brasil e Uruguai ficam no empate

Brasileiros e uruguaios venceram os seus dois jogos e se enfrentaram para definir quem ficaria com a taça! De um lado, a Celeste lutando pelo seu 3º título e do outro, a Seleção Canarinho buscando uma inédita conquista.

Na tarde de sábado, às 15h30min., do dia 25 de maio de 1919, bola rolando e o que se viu foi uma partida truncada e muito disputada. Final de jogo e o empate em 2 a 2, no Estádio das Laranjeiras (adivinha? Casa cheia!). O árbitro foi o chileno R. L. Todd.

Nos 18 primeiros minutos houve uma grande superioridade dos uruguaios que abriram dois gols com Isabelino Gradín e H. Scarone. Com o desenrolar da peleja o Brasil conseguiu reequilibrar a partida. Mas foi no segundo tempo, que a Seleção Canarinho voltou com tudo, chegando ao empate com dois gols de Neco.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Uruguai: Saporiti; Varella e Foglino; Vauzzino, Zibecchi e Nagun; H. Scarone, Carlos Scarone, Carlos, Gradin e Maran. Técnico: Severino Castillo.

Reunião definiu o jogo-extra

Após o resultado, no período da tarde e começo da noite, os Srs. Hector Gomes, presidente da Confederacion Sudamericana, B. Pereyra e R. Mibelli, delegados uruguaios, tiveram uma conferência com a diretoria e membros da comissão terrestre da Confederação Brasileira, tendo ficado resolvido:

a) desempatar o Campeonato Sul- Americano na próxima quinta-feira, 29 do corrente;

b) começar a prova ás 2 horas da tarde em virtude das prorrogações que podem ir até 3 horas, de acordo com o regulamento;

c) propor o Sr. J. Barbera, juiz argentino, para servir no desempate.

EM PÉ (esquerda para a direita): Sérgio Pires, Fortes, Millon, Bianco, Marcos de Mendonça, Neco, Píndaro, Amílcar, Heitor, Arnaldo e Arthur Friedenreich.

Jogo-extra e prorrogação: veio o título inédito para o Brasil

 Apesar do Brasil ter um saldo melhor (8 a 3), o regulamento previa nesse caso, um jogo-extra e, se persistisse o empate: prorrogação. Então, na tarde de quinta-feira, às 14 horas, do dia 29 de maio de 1919, Brasil e Uruguai voltaram a campo para definir o campeão.

Após 150 minutos (com direito a duas prorrogações), o Brasil superou o desgaste físico e bateu o Uruguai por 1 a 0, ficando com o inédito título do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919.

A partida terminou empatado em 0 a 0. Veio a prorrogação e um novo empate sem ninguém ter balançado as redes. Aí veio a 2ª prorrogação! Não precisa ser um gênio para deduzir o nível absurdo de esgotamento físico e emocional dos dois lados.  A partir daí o que restou foi a famosa frase: “Coração na ponta da chuteira”, a Seleção Brasileira foi para cima.

Aos 2 minutos do primeiro tempo da segunda prorrogação saiu o gol do Brasil. Neco avança pelo lado esquerdo e dá excelente lançamento para Arthur Friedenreich, que muito bem colocado, chutou firme a meia-altura, sem chance para o arqueiro uruguaio Cayetano Saporiti, que viu a bola morrer no fundo das redes.

Um baixinho invocado, de pele escura, olhos caros, filho de funcionário público e com mãe negra aproveitou a situação para anotar o gol do título brasileiro: Arthur Friedenreich, nascia ali o 1º herói do futebol brasileiro, para o delírio de 27.500 torcedores presentes no Estádio das Laranjeiras.

Artilharia foi verde e amarela

Os brasileiros Arthur Friedenreich e Neco foram os artilheiros do Campeonato Sul-Americano de 1919, com quatro gols cada um. Além da dupla outros quatro brasileiros também deixaram a sua marca na competição: Haroldo, Heitor, Amílcar e Millon, com um gol cada.

EM PÉ, NA PARTE ACIMA (esquerda para a direita): Bianco, Píndaro, Sérgio Pires, Píndaro, Amílcar e Fortes;  
EM PÉ, NA PARTE ABAIXO (esquerda para a direita): Marcos de Mendonça, Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.  

Curiosidades pós-jogo

Após o apito final da partida, apesar dos esforços empregados pelos policiais não conseguiram evitar que os torcedores brasileiros invadissem o gramado para carregar nos ombros os jogadores brasileiros pelo inédito título.  

A Taça Rio Branco foi oferecida pelo Ministro do Exterior, o Dr. Domício da Gama, fez a entrega ao Dr. Arnaldo Guinle, presidente da Confederação Brasileira de Desportos, uma rica e artística taça destinada ao campeão.

Preços durante a competição: o valor da arquibancada estava 5$000 (cinco mil réis) e a geral 3$000 (três mil réis). A cerveja 1$300 (um mil e trezentos réis); água mineral 1$000 (um mil réis); soda 600 réis e guaraná 800 réis. Os Bondes que levaram a maioria dos torcedores custavam 200 réis.

Tabela dos jogos do Sul-Americano de 1919

1ª Rodada:

Domingo, 11 de maio, às 15 horasBrasil6X0ChileEstádio das Laranjeiras
3ª-feira, 13 de maio (feriado), às 14 horasUruguai3X2ArgentinaEstádio das Laranjeiras

2ª Rodada:

Sábado, 17 de maio, às 14 horasUruguai2X0ChileEstádio das Laranjeiras
Domingo, 18 de maio, às 15h30min.Brasil3X1ArgentinaEstádio das Laranjeiras

3ª Rodada:

5ª-feira, 22 de maio, às 15h30min.Argentina4X1ChileEstádio das Laranjeiras
Domingo, 25 de maio, às 15h30min.Brasil2X2UruguaiEstádio das Laranjeiras

Jogo-Extra:

5ª-feira, 29 de maio, às 14 horasBrasil1X0UruguaiEstádio das Laranjeiras

BRASIL        1        X        0        URUGUAI

LOCALStadium da Rua Guanabara, no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio/RJ
CARÁTERFinal do Campeonato Sul-Americano de 1919
DATAQuinta-feira, do dia 29 de maio de 1919
HORÁRIO14 horas (de Brasília)
RENDANão divulgado
PÚBLICO27.500 pagantes
ÁRBITROJuan Pedro Barbera (ARG)
AUXILIARESErnesto Matozzi (ARG) e Armindo Castagnola (ARG)
BRASILMarcos de Mendonça (Fluminense); Píndaro (Flamengo) e Bianco (Palestra Itália, atual Palmeiras); Sérgio Pires (Paulistano-SP), Amílcar (Corinthians) e Fortes (Fluminense); Millon (Santos), Neco (Corinthians), Friedenreich (Paulistano), Heitor (Palestra Itália-SP) e Arnaldo (Santos). Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.
URUGUAICayetano Saporiti; Manuel Varela e Alfredo Foglino; Rogelio Naguil, Alfredo Zibechi e José  Vanzzino; José Pérez, Héctor Scarone, Angel Romano, Isabelino Gradín e Rodolfo Marán. Técnico: Severino Castillo.
GOLArthur Friedenreich, aos 2 minutos (Brasil), no 1º Tempo da segunda prorrogação.

Classificação Final do Sul-Americano 1919

PAÍSESPGJVEDGPGCSG
BRASIL74311239
Uruguai54211752
Argentina2312770
Chile03311211

Elenco da Seleção Brasileira no Sul-Americano de 1919

ATLETASCLUBES
Marcos de MendonçaFluminense F.C. (RJ)
Píndaro de CarvalhoC.R. Flamengo (RJ)
Bianco GambiniS.S. Palestra Itália (SP)
Sérgio PiresC.A. Paulistano (SP)
Amílcar BarbuyS.C. Corinthians Paulista (SP)
Fortes FilhoFluminense F.C. (RJ)
Adolpho MillonSantos F.C. (SP)
NecoS.C. Corinthians Paulista (SP)
Arthur FriedenreichC.A. Paulistano (SP)
Heitor DominguesS.S. Palestra Itália (SP)
Arnaldo SilveiraSantos F.C. (SP)
DyonísioC.A. Ypiranga (SP)
PalamoneA.A. Mackenzie College (SP)
LaísFluminense F.C. (RJ)
PicagiliS.S. Palestra Itália (SP)
MartinsSão Cristóvão A.C. (RJ)
CarregalC.R. Flamengo (RJ)
ArlindoAmerica F.C. (RJ)
HaroldoSantos F.C. (SP)
GalloC.R. Flamengo (RJ)
Luiz MenezesBotafogo F.C. (RJ)
JunqueiraC.R. Flamengo (RJ)


A Comissão Técnica composta por Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto convocaram 22 jogadores, todos o eixo Rio São Paulo: sendo 10 cariocas e 12 paulistas.

O clube mais cedeu jogadores foi o Flamengo com quatro atletas. Depois com três jogadores: Palestra Itália, Santos e Fluminense. Na sequencia, com dois atletas o Paulistano e o Corinthians. Com um jogador, cinco clubes: Botafogo, America, São Cristóvão, Mackenzie College e Ypiranga.

DESENHOS DOS ESCUDOS E UNIFORMES: Sérgio Mello

FOTOS: O Malho (RJ) – Arquivo Nacional – Vida Sportiva (RJ)

FONTES: CBF – Wikipédia – O Malho (RJ) – Vida Sportiva (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ)

Sport Club Milionários de São João Clímaco – São Paulo (SP)

O Sport Club Milionários de São João Clímaco é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Sediado no bairro São João Clímaco, na Zona Sul de São Paulo (SP). Fundado na sexta-feira, do dia 23 de Julho de 1965, por dissidentes da SBR Copa Rio de São João Clímaco.

O nome escolhido foi sugerido pelo fundador Rosário Martinez, que faleceu dois dias depois, após um acidente de trânsito. Em sua homenagem resolveu por maioria de sócios fundadores acatar o nome de Sport Club Milionários de São João Clímaco.

contando na ocasião com muita simpatia e apoio financeiro de vários comerciantes do bairro de São João Clímaco, que através da colaboração no livro de ouro propiciaram ao clube uma arrecadação que permitiu a confecção de dois jogos de uniformes para a estreia oficial, bem como a compra de bolas, mala de remédios, rede etc.

Primeiro Jogo Oficial do 2° Quadro – Em pé: Manolo, Roberto, Paco, Fininho, Zezinho, Ari, Toninho, Dengo, Jurandir e Sr.Ivo. Agachados: Rino, Arlindo, Ricardo, Eduardo, Clayton, Orlando e Moka – 31/07/1965

1º Jogo e primeira vitória

O primeiro jogo oficial foi realizado na tarde de sábado, do dia 31 de julho de 1965, no campo do S.B.R. Copa Rio, contra o Linense F.C. (Ipiranga). A partida terminou empatada em 2 a 2, no Segundos Quadros, que estreava o uniforme azul celeste e vitória por 2 a 1, com a equipe principal que estreava o uniforme todo branco.

Primeiro Jogo Oficial do 1° Quadro – Em pé: Anacleto, Manolo, Sr. Ivo, Cuca, Janjão, Taubaté, Baianinho, Zelito, Aredio, Nelsinho, Nico, Italianinho, Joãozinho, Zé Português, Romeu, Roberto e Orestes – 31/07/1965

Após alguns anos, em outubro de 1968, o clube já havia conseguido obter junto aos órgãos públicos o tão sonhado e desejado campo de futebol, na Estrada das Lágrimas, onde hoje se situa a Travessa Mateus Coferati e os muros da prefeitura.

Milionários enfrentou o poderoso São Paulo

Foto original recuperada da partida entre Milionários X S.P.F.C. em 27 de Julho de 1969 – Em pé: Valter, Manolo, José Douglas Dallora, Zé Gago, Sérgio, Tadeu, Carlito, Fernando, Guiné, Paraguaio, Erasmo, Lima, Sérgio Valentim, Bataglia, Betinha, Wilsinho, Xará, Sr. Laudo Natel, Guilherme Teodoro Mendes, Sr. Tonico Castro e Rubão. Agachados: Roberto Castro, Sr. Ivo Uvina, Bié, Toninho, Toti, Lauro, Paulo Nani, Zé Português, Toninho II, Dinho, Baianinho, Carbone e Italianinho

Em 1969, o Milionários já gozava de prestígio no futebol amador. Para comemorar a data, o time realizou uma partida contra o expressinho do São Paulo F.C., no estádio dos Meninos F.C. (onde hoje é o Jardim Oriental no Largo do Rudge Ramos) no domingo, do dia 27 de julho de mil 1969.

A partida contou com a presença de vários jogadores profissionais e diretores do São Paulo F.C., entre esses estava presente o então atual presidente do clube na época, Laudo Natel. A comemoração foi vencida pelo São Paulo por 4 a 0, num evento que seria muito comentado nos meios desportivos.

Na década de 70, ficou mais de 40 jogos sem derrota

Entre os anos 1972/73, o quadro principal ostentou uma série invejável de 42 partidas invictas, resultando em um período de um pouco mais de um ano sem perder. O técnico dessa série invicta era o Lelo, pai do Canário, e o fim dessa série foi marcado por uma tarde infeliz aonde nada deu certo dentro das quatro linhas, o time que quebrou a invencibilidade foi um time sem prestígio na várzea naquela época, o Caloroil FC da Vila Carioca, que era uma equipe de uma distribuidora de combustível.

Nos anos 80, clube perde a sede social

Durante as décadas de 70/80, o clube contava com grande prestígio no bairro, perante a população, contando com o apoio dos comerciantes locais que eram em sua maioria associados ao clube. Eram oferecidos aos associados, além do futebol, outras atividades em nossas sedes sociais, como quadra de futsal.

No dia 5 de março de 1988, a administração de Jânio Quadros desapropriou a área para a construção de casas populares da Cohab, com o clube sobrevivendo a esse golpe, o S.C. Milionários passou a jogar em campos adversários, mantendo seu padrão de muito amor à camisa e muita união entre seus defensores.

Nova série: 32 jogos invictos

O Milionários em tempos passados, quando possuía seu campo, mantinha as seguintes atividades: equipe principal (primeiro e segundo quadro) aos sábados à tarde, dente de leite e dentão aos domingos de manhã, juvenil A e B, e veteranos A e B nos domingos à tarde, além de equipes de futebol de salão.
No fim dos anos 80, o primeiro quadro ostentou novamente uma boa série invicta, desta vez foram 32 partidas sem perder. A base deste time era composta pelo goleiro Hudson, na lateral direita o Canário, na zaga Mussarela, Wagnão e Picolé, na lateral esquerda Caipira e Ivan, volantes Jairo e Limão, na meia jogava o Nirão, e no ataque Mineiro e Nenê. O técnico deste time era o Erasmo. Todos os jogos dessa época foram fora de casa pois o clube havia perdido seu campo em 1988.

Clube segue firme e resgatando a sua história

Após alguns longos anos jogando apenas como visitante, em meados dos anos 90, o Milionários passou a jogar suas partidas no campo do Cerâmica, em São João Clímaco, aonde hoje se encontra o CÉU Meninos. O local se tornou a casa do Milionários até 2002 aproximadamente, quando o local foi reapropriado pela prefeitura para o início das obras do CÉU.

Pertinho dali, e na mesma época, a equipe de veteranos do clube jogava suas partidas de domingo de manhã no campo do Clube Esportivo e Recreativo São José em São Caetano do Sul, local aonde hoje se encontra o Centro de Treinamento de Atletismo.

Uma curiosidade é que durante os anos 90, tanto o primeiro quadro quanto o segundo eram muito fortes, e por esse motivo existia um confronto interno para disputar quem era o melhor time da época, sendo assim, sempre que jogavam contra em brincadeiras tínhamos ótimos jogos. 

O clube mantém suas tradições e em todos os meses de julho realiza seu jantar de aniversário, muitas vezes realizados nos restaurantes do Bairro Demarchi, na maioria das vezes no saudoso restaurante São Francisco, que foi fechado em 2019.

A festa conta com a presença de atletas com suas famílias e amigos, o jantar sempre leva em média 80 a 120 pessoas. Os jantares são realizados desde o primeiro aniversário do clube até os dias atuais.

Dessa maneira o Sport Club Milionários mantém suas atividades e consegue se firmar no futebol de várzea paulistano há quase 59 anos.

Este artigo e seus detalhes foram generosamente cedidos por Manoel Gonçalves Palmares, o único sócio-fundador em atividade no clube, na qual exerce o cargo de Presidente executivo.

FONTES: Cantinho do Zezé – Blog do clube – Página do clube no Facebook – Manoel Gonçalves Palmares, o único sócio-fundador vivo

Grêmio Recreativo Flôr de São João Clímaco – São Paulo (SP): Fundado em 1952

Breve história do bairro de São João Clímaco – São Paulo, capital

O Bairro de São João Clímaco fica situado na região sudeste da capital de São Paulo, Brasil. Sua formação inicial foi concebida por volta do século XX. Seu nome é uma homenagem a São João Clímaco, um monge que viveu entre os séculos VI e VII, no Monte Sinai e escreveu a obra “A Escada” (em grego: “Klímax”).

Em meados do século XX, a região, hoje conhecida por São João Clímaco, era habitada por índios caiçaras, imigrantes de áreas litorâneas. Esses índios, originalmente denominados tupinambás, ao serem atacados, organizaram-se e formaram a “Confederação Tamuya“, que a partir da antiga Língua Tupi, etimologicamente significa “os mais antigos; os primeiros; os verdadeiros donos da terra”. Nos anos seguintes a “Confederação Tamuya” ficou conhecida por “Confederação dos Tamoios“.

O Grêmio Recreativo Flôr de São João Clímaco é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado no sábado do dia 15 de março de 1952. Atualmente utiliza o estádio CDC Parque Fongaro (gramado sintético), situado na Rua Professor Sylas Baltazar de Araujo, nº 249ª, no Parque Fongaro, na Zona Sul de São Paulo. O campo é dividido com o Clube Atlético Arapuá, da vizinha Vila Arapuá.

O Flor do São João Clímaco chegou a disputar o Desafio ao Galo. Os moradores do entorno da sede do “Flor” lidam bem com as atividades ali realizadas, as quais, na maioria das vezes, começam e terminam sem maiores incidentes.

FONTES: Cantinho do Zezé – Jornal Imprensa ABC – Facebook – Wikipédia – Claudio Bardu comunidades. net

Cerâmica São Caetano Futebol Clube – São Caetano do Sul (SP): Cinco edições na 3ª Divisão Paulista, nos anos 60!

O Cerâmica São Caetano Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Caetano do sul (SP). O “Galo do ABC” Foi Fundado na quarta-feira, do dia 13 de Maio de 1925, por um grupo de desportistas e funcionários da Cerâmica São Caetano S.A (empresa fundada em 1913 e extinta em 1999).  

 A sua Sede ficava localizado na Rua Pandiá Calógeras, nº 94, no bairro São José, em São Caetano do Sul (SP). O seu estádio era denominado Fernandinho Simonsen, e foi inaugurado na manhã de domingo, do dia 13 de maio de 1962.

Foi realizado um Festival que contou com a participação das equipes profissionais da capital, que enviaram seus times Mistos: São Paulo Futebol Clube, Portuguesa de Desportos e Sociedade Esportiva Palmeiras e os donos da casa – Cerâmica São Caetano Futebol Clube.

EM PÉ (esquerda para a direita): Barbosa, Barreto, Gagina, Garça, Paulo Bidu e Jaú;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Maurinho, Orlando, Salvador, Meia Noite e Valtinho. 

A equipe alvirrubra disputou uma edição do Campeonato Paulista Quarta Divisão (atual B), em 1960. E outras cinco participações no Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual A3), nos anos: 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965. Ambos organizados pela FPF (Federação Paulista de Futebol).

FONTES: Cantinho do Zezé – Jornal Imprensa ABC – Facebook – Wikipédia – https://claudiobardu.comunidades.net

S.B.R. Copa Rio de São João Clímaco – São Paulo (SP): Fundado em 1952

Escudo e uniforme da década de 60

A Sociedade Beneficente Recreativa Copa Rio de São João Clímaco é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado na quinta-feira, do dia 08 de Maio de 1952. A sua Sede social está localizado na Estrada São João Clímaco, nº 544 – bairro São João Clímaco, na Zona Sul de São Paulo (SP).

Foto de 1994 – Estádio do SBR Copa Rio
Escudo atual

FONTES: Cantinho do Zezé – Jornal Imprensa ABC – Facebook – Wikipédia – Claudio Bardu comunidades.net

Associação Atlética Mocoembu – Dois Córregos (SP): Campeão Paulista Amador de 1995!

A Associação Atlética Mocoembu é uma agremiação do município de Dois Córregos, que fica no Interior do estado de São Paulo, localizado a 265 km da capital. A sua população é 27.704 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2021.  

Brasão de Dois Córregos

Seu nome de origem Tupi – Guarani, se encontra no Hino Oficial da Cidade de Dois Córregos:

A caminho d’oeste a bandeira

Brava gente das Minas Gerais

De São Paulo a pousada tropeira

Mocoembu num instante se faz


Do tupi a primeira morada

Entre rios do planalto a capela

Mira e Lopes em guapa jornada

Mocoembu eis o nome da terra


Dois Córregos, amado torrão

Teu passado o amor construiu

De São Paulo um pedaço de chão

Espelhando este imenso Brasil.


Sob a luz do divino a pousada

De Dois Córregos fez-se a cidade

O botão da roseira plantada

Em escolas e indústrias se abre


Nesse vale do fundo e lajeado

Tanta gente acolheu extremosa

Filhos teus de tão rico legado

Nos deixou esta terra gloriosa


Dois Córregos, amado torrão

Teu passado o amor construiu

de São Paulo um pedaço de chão

Espelhando este imenso Brasil.

Breve história da A.A. Mocoembu

A “Veterana” foi fundada no domingo, do dia 19 de dezembro de 1920. Cinco anos depois, o Mocoembu foi reorganizado, mas a data de fundação não foi alterada.

A sua Sede fica na Avenida Dom Pedro I, nº 382, no Centro de Dois Córregos (SP). O nome do seu Estádio Custódio Caldeira, homenageia o desportista que possuía a hipoteca do campo e que numa demonstração de verdadeiro desportista, cedeu o citado penhor à A.A. Mocoembu.

Foto da década de 50

Campeonato Paulista do Interior

A partir daí, por duas décadas (1925-45), o clube realizou amistosos e partidas patrocinadas pela extinta ACEA de Jaú.

Em 1947, disputou o Campeonato Paulista do Interior (Amador), organizado pela FPF (Federação Paulista de Futebol), de forma ineterupta até 1974.

Já disputando o Campeonato Paulista do Interior, em 1949, o Mocoembu ficou com o Vice-campeonato da Zona, perdendo para o Bocaína Futebol Clube, no Estádio Arthur Simões, na cidade de Jaú.

Vice-campeão estadual do Interior de 1952

No Campeonato Paulista do Interior de 1951, ficou com título da Zona 5. Seguindo na mesma competição, em 1952, se sagrou bicampeão da Zona, Campeão do grupo 2 e Vice-Campeão Amador do Estado, perdendo o título para o Amparo Atlético Clube por 3 a 1, no Estádio da Rua Javari, na capital de São Paulo. No Campeonato Paulista do Interior de 1953, a Associação Atlética Mocoembu foi outra vez vice-campeão da Zona.

Campeão Paulista Amadora de 1995

Outras conquistas, com o título do Campeonato Amador de 1988, e um dos mais relevantes, o título de Campeão Estadual Amadora de 1995, promovido pela Federação Paulista de Futebol.

Sob o comando de Milton Depícoli, na primeira fase, disputada com campeões da região de Bauru, entre eles o fortíssimo Esporte Clube Leônico, Campeão Amador de Bauru, saiu-se vencedora a “Veterana” de Custódio Caldeira, em Dois Córregos, qualificando-se para a próxima etapa.

Nas Oitavas de final, já eliminatória, no 1º compromisso jogou com equipe da cidade de Vera Cruz, da região de Marília, empatando sem abertura de contagem no jogo de ida e vencendo por 5 a 1 em Dois Córregos.

Estádio Custódio Caldeira, em Dois Córregos

Nas Quartas de final, o adversário foi uma excelente equipe da cidade de Tarumã, da região de Assis, quase divisa com o Paraná, em que o Mocoembu também empatou o jogo de ida sem abertura de contagem e venceu o jogo de volta, em casa, pelo placar mínimo.

Pelas Semifinais, foi contra equipe da cidade de São Vicente, do litoral paulista, agora com inversão de mando, porque o primeiro jogo foi realizado em Dois Córregos.

O compromisso em casa o Mocoembu venceu por 3 a 1, porém perdeu o segundo, em São Vicente, pelo placar mínimo, classificando-se para a final no saldo de gols das duas partidas.

No 1º jogo, no domingo, do dia 26 de novembro de 1995, a A.A. Mocoembu empatou sem gols com o Estrela do Mar/Savema, no Estádio Martins Pereira em São José dos Campos.

No jogo de volta, no domingo, do dia 03 de dezembro de 1995, a A.A. Mocoembu bateu o Estrela do Mar/Savema, pelo placar de 2 a 0, no Estádio Custódio Caldeira, em Dois Córregos, conquistando o título!

A Associação Atlética Mocoembu formou assim: Fedato; Brela, Evaristo, Marcão, e Maia; Moino (Val depois Marquinho Caniato), Rê e David; Zão, Lao (Claudinho) e Cobrinha. Técnico: Milton Depícoli.

Nessa partida um desfalque: o médio-volante titular, Arnaldo Zangaletti, que estava suspenso com o terceiro cartão amarelo recebido no primeiro compromisso da final.

FOTOS: Página do clube no Facebook – Acervo Mauro Valdo e Foto de Romelio Ninno Jr. “Bomba”

FONTES: Blogspot Pequenos Gigantes do Futebol – Jornal Independente Online – Página do clube no Facebook

União Jabaquara Futebol Clube – São Caetano do Sul (SP): Fundado em 1944

O União Jabaquara Futebol Clube é uma agremiação do município de São Caetano do Sul, que fica na Zona Sudeste da Grande São Paulo. Com uma população de 161.127 habitantes (segundo o Censo do IBGE/2019), fica a 13 km da capital paulista.

O “Jabuca” e/ou “O Leão da Vila” foi Fundado na quinta-feira, dia 20 de Julho de 1944. As suas cores vermelho, amarelo e azul é uma homenagem a bandeira de São Caetano do Sul.

A sua Sede e a Praça de Esportes ficam na Rua Hélio Benedete (antiga Avenida Prosperidade), nº 800, no bairro Vila Prosperidade, em São Caetano do Sul.

Dois anos após sua fundação, o Jabaquara iniciava sua trajetória vitoriosa (1946)

Nasce o União Jabaquara

Sua criação foi resultado do desentendimento ocorrido entre alguns associados da SBER Vila Prosperidade, em reunião na sede do clube. Na época, o presidente Cláudio Alcon, enfatizou: “A partir da meia-noite de hoje o Vila Prosperidade não tem mais nenhum sócio”.

Foi a gota d’água que muitos esperavam e não demorou para marcarem uma reunião de emergência no Bar dos Pereiras. Compareceram esportistas do bairro: Guilherme Maiotto, o Gambinha, Ellio Benedetti, Mário Rodrigues, Pedro Izquierdo Vadillo, conhecido como Perico, Zé Pirulão, Pedro Loureiro, Daniel Loureiro, Eduardo Loureiro, Braguinha, Zé Fofo, Elísio Arnesi, Nenê Arnesi, Hermelindo Beraldo, Francisco Testa, Eduardo Amaral, Luis Mori, Mário Mori, Aldo Mori, Isaac, Oswaldo Polastre, José de Carvalho, Garrincha, Tarcísio, Cupim Segato, Álvaro (cunhado do Cupim), José Marchiori, Octávio Marchiori, José Bernardi, Genarino Aguzzi e muitos outros.

Devido a cisão com o Vila Prosperidade ficou decidida a formação de outro clube, cujo nome deveria ser de um time dos chamados pequenos e que tivesse como mérito principal o fato de ter vencido um dos chamados grandes do Campeonato Paulista de Profissionais, como o Corinthians, Palmeiras e São Paulo, o chamado Trio de Ferro do futebol profissional do Estado.

Coincidência ou não a proeza aconteceu com uma goleada histórica do Jabaquara Atlético Clube (ex-Hespanha), sobre o São Paulo FC, pela contagem de 4 a 1, concretizando assim no dia 20 de julho de 1944, o nascimento do União Jabaquara Futebol Clube, que viria posteriormente cumprir uma trajetória de conquistas no futebol amador da cidade de Santo André.

Dinho (em pé), Daniel e Pedro, todos da família Loureiro, em 1948

Famoso apresentado de tevê ajudou na construção da sede

Como o Jabaquara que não tinha local para suas reuniões, foi graças ao arrojo e desprendimento daqueles que o fundaram, que com a cara e coragem, começaram a construção da tão sonhada sede social, quando aconteceu um fato interessante e inédito.

O saudoso animador e apresentador de televisão, Manoel de Nóbrega, participou de uma reunião, em 1945, realizada em cima de caibros e montes de entulho, quando o mesmo solicitou apoio a um candidato ao Senado Federal e doou Cr$.20.000,00 (vinte mil cruzeiros), importância destinada ao pagamento do telhado da sede.

Isso para sorte e alívio de Pedro Izquierdo Vadillo, o Perico, que havia emprestado sua indenização recebida da Usina São José, e já não tinha esperanças de reaver aquela importância.

Assim, em muito pouco tempo, o Jabaquara tornou-se um dos clubes de maior número de torcedores em toda região do ABC, com uma trajetória marcada por grandes realizações e conquistas, culminando com a obtenção de vários títulos de campeão amador de Santo André, nas diversas categorias, desde mirim até o adulto.

Equipe principal do Jabaquara, em 1948

Plebiscito faz clube mudar para São Caetano do Sul

Em 1966, o União Jabaquara passou a disputar os campeonatos promovidos pela Liga Sancaetanense de Futebol (LSF), ex-Liga de Esportes de São Caetano do Sul (Lescs), pois, com o plebiscito de 1963, o Bairro Prosperidade passou a pertencer à cidade de São Caetano do Sul, onde continuou sua marcha vitoriosa de conquistas inesquecíveis, firmando-se, seguramente, como o clube de uma das maiores torcida da cidade, fato que se perpetua até hoje.

Títulos conquistados

O Jabaquara conquistou no período em que disputou torneios e campeonatos em Santo André, vários títulos importantes e, após 1966. O Jabaquara deu início à marcha vitoriosa em São Caetano do Sul, sendo Supercampeão da Divisão Especial em 1971; Campeão Municipal Amador em 1979, 1985, 1989 e 1990.

Vice-Campeão em 1986, 1995 e 1996; 3º lugar em 1992, 1993 e 1994; 4º lugar em 1988; 5º lugar em 1991 e 11º lugar em 1997. Na categoria Juniores, após 1977 o Jabaquara foi campeão em 1984, 1986 e 1997. Nos Veteranos foi campeão em 1984, 1989, 1992 e 1996.

E temos vários títulos de quando éramos filiados a Liga de Santo André. Só que eles inexplicavelmente não registraram nada“, protestou o presidente do clube, Francisco Nieto, que foi jogador do clube de 1963 até 1984, e depois assumiu como técnico, cargo que ocupou por 17 anos antes de assumir a presidência.

Em 1951, o Jabaquara sagrou-se campeão em Santo André, onde disputou o campeonato amador da categoria principal

União Jabaquara muda de nome

Na quarta-feira, do dia 20 de dezembro de 1972 o clube teve sua denominação mudada para Centro Recreativo e Esportivo União dos Amigos (CREUA), do Bairro Prosperidade, fruto das fusões determinadas pelas autoridades municipais da época.

Com isso o União Jabaquara foi extinto na fusão com a SERB Vila Prosperidade e com a Sociedades Amigos de Bairro, fato veementemente contestado pelos antigos jabaquarenses, inconformados com a extinção do nome de três agremiações, todas com raízes no cenário esportivo e político da região do ABC.

Ficou determinado pelos poderes constituídos que os clubes que não tivessem aderido às fusões, estavam impossibilitados de disputar campeonatos ou torneios oficiais promovidos pela Liga Sancaetanense de Futebol.

Nove anos depois clube volta a usar o nome de fundação

Em junho de 1981, os verdadeiros jabaquarenses resolveram fundar novamente o União Jabaquara Futebol Clube. Mal orientados, foram informados da impossibilidade do clube ter o mesmo nome, em virtude de sua extinção, quando da fusão ocorrida em 1972, quando na verdade apenas a data de fundação não poderia ser repetida, mas o nome não existia mais e, portanto, estava liberado.

Assim, na sexta-feira, do dia 5 de junho de 1981, a Sociedade Esportiva Recreativa União Jabaquara (SERU), foi fundada, nome que não agradava aos torcedores, mas, pelo menos, seria o nome Jabaquara que estaria disputando pelo Bairro Prosperidade.

Esta entidade, também teve expressiva campanha de conquistas de títulos, contando com a mesma animada e às vezes, fanática torcida, que permanece até hoje levando alegria aos estádios onde a equipe se apresenta.

Nesta reunião, o Jabaquara através de fusão, fez surgir no futebol profissional a AD São Caetano

Assim surgiu a Associação Desportiva São Caetano

Na segunda-feira, do dia 4 de dezembro de 1989, ano em que a SERU Jabaquara se sagrou campeã nas categorias Principal, Veteranos e Juniores. Na oportunidade comentava-se sobres a possibilidade da fundação de uma equipe profissional na cidade e, numa iniciativa do prefeito Luiz Olinto Tortorello, com o apoio de centenas de esportistas e de toda comunidade, o Jabaquara, através da sua diretoria comandada pelo saudoso Roberto Righeto, o Turú, concordou e mudou sua denominação para Associação Desportiva São Caetano, entidade que até hoje representa o Município no cenário esportivo profissional do Estado de São Paulo.

Tal acontecimento se deu por causa de exigência estatutária imposta pela Federação Paulista de Futebol (FPF), para a disputa da 3ª Divisão de Profissionais, já que para filiar-se, a entidade deveria ter disputado os três últimos campeonatos amadores da sua cidade e estar filiado à Liga Sancaetanense de Futebol (LSF).

Quando foi dado o parecer do presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Carlos Roberto de Jesús Polastro, o Carlão, a data que se mantém viva é 20 de julho de 1944! Assim, já que não é possível recuperá-la legalmente, tanto faz a de 5 de junho de 1981, como qualquer outra data, até a de 29 de dezembro de 1989.

Assim, o Conselho Deliberativo, por unanimidade dos seus membros, aprovou o nascimento da Associação Desportiva São Caetano. Mas o nome Jabaquara continuou e continua vivo na memória de todos.

Aliás, Carlos Roberto Polastro, compôs o hino que ficou conhecido no país inteiro quando o São Caetano foi um dos protagonistas do futebol nacional no início dos anos 2000.

Fui vice-presidente do São Caetano quando o time foi fundado. Até assumiu a presidência por seis meses. Quando fomos campeões da terceira divisão em 1990, percebi que não tínhamos um hino. Daí comecei a compor“, recordou Polastro. Segundo o aposentado, o hino do Azulão ficou pronto em maio de 1991.

O prefeito Luiz Olinto Tortorello ladeado por João Tessarini, o saudoso Turú e o atual presidente Bernardino

Renascimento da SERU Jabaquara

A determinação de uma plêiade de esportistas e o grande amor que sempre dedicaram ao Leão da Vila Prosperidade, como é carinhosamente conhecido por causa da garra e espírito de luta dos seus torcedores, fez renascer o clube querido.

Assim é que, na sexta-feira, do dia 29 de dezembro de 1989, foi fundada a Sociedade Esportiva Recreativa União Jabaquara, retornando com força total ao cenário esportivo regional, que hoje, depois de muitas lutas e tentativas junto ao poder público municipal, finalmente recebeu das mãos do prefeito Luiz Tortorello o tão sonhado estádio distrital, dotado de arquibancadas, amplos vestiários, cantina, sala para guarda de material, etc.

Centro Esportivo Recreativo Roberto Righeto

Nome do estádio

Numa justa homenagem a um dos seus mais ilustres colaboradores, o local recebeu o nome de Centro Esportivo Recreativo Roberto Righeto, conhecido como Turú.

Mas algo estava faltando para completar a alegria desses abnegados, o retorno do antigo e tradicional nome que foi homologado pela Liga Sancaetanense de Futebol (LSF) e Federação Paulista de Futebol (FPF): União Jabaquara Futebol Clube, grandeza e orgulho do futebol amador de São Caetano do Sul.

O presidente do Leão da Vila disse que a equipe tem a maior torcida da cidade. “Agora diminuiu um pouco. Porém, nas finais dos torneios, levamos 1.500 pessoas para o campo“, afirmou Nieto. O dirigente declarou que no começo da década de 1990, cerca de 8 mil pessoas compareciam aos jogos do time.

Último título de campeão da categoria principal conquistado pelo União Jabaquara, em 1990

Presidentes

Desde a fundação até hoje, dezenas de nomes ilustres e abnegados passaram pela presidência do hoje União Jabaquara FC (alguns dos quais sem registro). Foram destacados alguns nomes até 1972, data em que foram realizadas as fusões em São Caetano do Sul:

Guilherme Maiotto, o Gambinha, Luis Mori, Mário Rodrigues, Ellio Benedetti, Eduardo Amaral, Aparecido Cabral, Milton e Benedito Polastro. Depois vieram: Manoel Maximiano David (77/78), Irineu Bernardo Serafim (79/80), Silvio Fernandes (81/82), Abraão de Souza Mello (83/84), Edmilson Zambone (84/85), Carlos Roberto de Jesús Polastro (86/87), Roberto Righetto (88/89), Roberto Righetto e Bernardino José dos Santos (90/9l), Bernardino José dos Santos (92/93), Bernardino José dos Santos (94/95), cujo mandato foi prorrogado até 1996 e ainda cumprindo mandato no período (97/98).

FOTOS: Acervos de Pedro Loureiro e Gilson S.SantosMeu acervo

FONTES: Álbum na época pertencia – Diário do Grande ABC – Revista Raízes

Amistoso Nacional de 1948: Sete de Setembro (MG) venceu o C.A. Ypiranga (SP), na capital mineira!

O Sete de Setembro de Futebol e Regatas comemorando seu 35º aniversário da sua gloriosa existência, fez realizar, na tarde de terça-feira, do dia 7 de Setembro de 1948 (data esta que também é comemorado o Dia da Independência do Brasil), um jogo de futebol entre seu esquadrão principal e o Clube Atlético Ypiranga, de São Paulo, quadro que desfruta de invejável cartaz na Paulicéia, dada a campanha regularíssima que vem cumprindo no certame bandeirante.

O inglês Mr. Dewine foi árbitro da partida

Além do encontro interestadual, o público teve outro atrativo: o árbitro deste embate será internacional, pois vem de ser escolhido Mr. Dewine para se exibir em Belo Horizonte/MG.

O representante da Federação Mineira obteve permissão do Colégio de Árbitros para a ida de um juiz britânico, tendo os três ingleses feito um sorteio entre si pera indicar – quem apitaria em Belo Horizonte. O indicado foi Mr. Dewine, que teve excelente atuação, segundo os jornais cariocas, enquanto os jornais paulistas classificaram como péssima.

Foto colorizada
Após a partida, os jogadores dos dois clubes, segurando a bandeira do Brasil, foram saudar os torcedores presentes no Estádio Alameda, em Belo Horizonte/MG

Sete venceu o Ypiranga

O Sete de Setembro marcouseu aniversário com brilhante e expressiva vitória sobre o Ypiranga, de São Paulo. O score de 3 a 1 diz bem do merecimento do triunfo do modesto, mas brioso conjunto mineiro que, agindo com  extraordinário entusiasmo logrou abater seu valoroso adversário, que vinha de invicta temporada na Bahia (3 a 1, no Vitória; 7 a 3, no Esporte Clube Ypiranga e 5 a 0, no Esporte Clube Bahia, campeão dos campeões do Nordeste) e ocupa o segundo posto do campeonato paulista.

O jogo, que leve por palco o Estádio da Alameda, em Belo Horizonte/MG, apresentou duas fases distintas. Uma, o primeiro tempo, falho e descolorido; outra, a fase complementar, com um Sete voluntarioso e cheio de fibra, suprindo com o “coração” algumas falhas técnicas de sua equipe.

Os “setembrinos“, contrariando todas as previsões, depois de um primeiro tempo igual, em que ambos os contendores se esforçaram sem êxito por abrir a contagem, assumiram, no período final, inteiro controle das ações e chegou a marcar dois a zero, dando mesmo a impressão de que marcaria ampla contagem.

O Ipiranga, entretanto, ante a ameaça de uma derrota desmoralizante, se lançou todo inteiro ao ataque, tanto que seu tento de honra foi logrado pelo zagueiro Alberto, por ocasião de um escanteio. O Sete de Setembro, no entretanto, voltou à carga e veio a obter mais um gol, com que se encerrou o marcador.

Mazinho e Pradinho, da linha média do Sete

Os gols da partida

O 1º gol somente veio a se registar aos 14 minutos do segundo tempo, por intermédio de Rui. Aos 20 minutos, Esmerindo aumenta a contagem e aos 26 minutos, Alberto, na cobrança de um escanteio. obtém o único tento do Ipiranga. Aos 39 minutos, novamente Esmerindo vence Rafael, que substituíra Osvaldo, dando números finais a peleja.

Foi esta sem dúvida, o melhor presente que poderiam oferecer os atletas setembrinos à sua operosa diretoria, capitaneada pelo vereador-presidente Antônio Lunardi, esportista que vem proporcionando ao clube da Floresta dias de gala e magnificas realizações.

A atuação do Sete de Setembro, um espetáculo à parte na magnifica tarde esportiva, foi perfeita, marcando com precisão e segurança. Pelo jogo, o Clube Atlético Ypiranga recebeu a cota de 30 mil cruzeiros livres de hospedagem e transporte.   

Sete de Setembro F.R. (MG)     3        X        1        C.A. Ypiranga (SP)

LOCALEstádio Otacílio Negrão de Lima, “Alameda” (antigo campo do América MG), em Belo Horizonte/MG
CARÁTERTaça Sete de Setembro
DATATerça-feira, do dia 7 de setembro de 1948
HORÁRIO15 horas (de Brasília)
RENDACr$ 36.000,00 (trinta e seis mil cruzeiros)
PÚBLICONão divulgado
ÁRBITROO inglês, Mr. Dewine
AUXILIARESGeraldo Fernandes (FMF) e Graça Filho (FMF)
SETE DE SETEMBRORandolfo; Corsino e Oldack; Pradinho, Tim e Mazinho; Esmerindo, Ferreira, Rui, Nelsinho e Caldeirão. Técnico: Americo Tunes.
YPIRANGAOsvaldo (Rafael); Alberto e Giancoli; Reinaldo, Renato (Celso) e Belmiro; Liminha, Rubens, Silas, Bibe (Castro) e Valter. Técnico: Otavio Modolin.
GOLSRui aos 14 minutoa (Sete); Esmerindo aos 20 e 39 minutos (Sete); Alberto aos 26 minutos (Ypiranga), no 2º Tempo.

FOTOS: Acervo de Fabiano Rosa Campos, presidente do Sete de Setembro F.C.

FONTES: Sport Illustrado (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – Jornal de Notícias (SP)