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Associação Esportiva Guarda Civil de São Paulo (SP): Fundado em 1940, enfrentou o São Paulo F.C.

A Associação Esportiva Guarda Civil de São Paulo foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP).  A sua Sede ficava localizada na Rua Brigadeiro Tobias, nº 110, no Centro de São Paulo (SP). Nos anos 50, a sua Sede passou a ser na Avenida da Luz, nº 464/3º andar.

Fundado na sexta-feira, do dia 21 de Junho de 1940, por iniciativa do coronel Christiano Klingelhoefer e do capitão Oswaldo P. Trindade, respectivamente diretor e sub-diretor da Guarda Civil.

A agremiação foi destinada para a prática de diversas modalidades esportivas como: futebol, pugilismo e lutas, esgrima, motociclismo, esportes aquáticos, gymnastica, voleibol, atletismo, xadrez, bola ao cesto (basquete) e remo

No início do mês de julho em conformidade com os artigos 25º e 37º dos Estatutos do clube, foram feitas as seguintes nomeações para o preenchimento dos vários cargos de administração e esportes, ou seja, a 1ª Diretoria:

Presidente – 1º Tenente Cazuza de Barros;

Secretário Geral – Tenente Arminio M. Gaia Filho;

1º Secretário – Amaury da Graça Martins;

1º Thesoureiro – Dr. Alarico de Toledo Piza;

2º Thesoureiro – Inspetor-chefe, João Odulio Teixeira;

Director Geral de Esportes – Inspetor-chefe, Alfredo Mainardi;

Director de Futebol – Rodrigo Soares de Oliveira;

Director de Pugilismo e Lutas – Inspetor Court Edgard Knoepfel;

Director de Bola ao Cesto e Voleibol – Sr. Amadeu Ribeiro;

Director de Esgrima – Inspetor Francisco de Paula Ferreira;

Director de Motocyclismo e Cyclismo – Inspetor-chefe, Rufino Lomba;

Director de Esportes Aquáticos – Inspetor-chefe, Oscar Muller;

Director de Gymnastica e Athletismo – Sub-inspetor Ernesto Debeus.

Campeão da Divisão dos Funcionários Públicos

No mesmo ano, o time da Guarda Civil se filiou na Liga de Futebol do Estado de São Paulo (LFESP). Em 1942, o clube se sagrou campeão da Divisão dos Funcionários Públicos.

Pelo Torneio dos Campeões de 1942, enfrentou o São Paulo F.C.

A conquista lhe rendeu vaga para participar do Torneio dos Campeões de 1942, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF). A competição reunia os campeões amadores, em jogos eliminatórios para definir o campeão da cidade de São Paulo.

O vencedor garantia vaga para decidir contra o campeão do Interior o título do estado de São Paulo. Na tarde de sábado, às 15 horas, do dia 14 de novembro de 1942, no estádio do Pacaembu, a Associação Esportiva Guarda Civil estreou diante do São Paulo Futebol Clube (amadores), que levantaram o título da Divisão Extra.  

No final, melhor para o Tricolor Paulista que venceu por 1 a 0. Segundo o Correio Paulistano, a partida foi equilibrada e que o empate seria o resultado mais justo.

A partida teve um bom público, que viu o único gol da partida ser assinada aos 25 minutos do segundo tempo, por intermédio do zagueiro Moacir. O árbitro da peleja foi o Sr. Vitor Carratú, que teve boa atuação.  

Guarda Civil: Lazaro; Orestes e Antoninho; Medina, Navarro e Carlito; Mainardi, Carrara, Jaime, Almirat e Alves.

São Paulo F.C.: Faganelo; Alfredo e Moacir; Batista, Ari e Luiz; Ministro, Lima, Cirano, Caramurú e Rodrigues.

A equipe foi mencionada em diversos jogo amistosos até os anos 50. A partir daí, até a década de 70, o Guarda Civil era mencionado em eventos relacionados no pugilismo. A última nota encontrada foi no início dos anos 80. A partir daí nada mais foi encontrado.

Algumas formações:

Time base de 1941: Luchesi; Orestes e Antoninho (Ambrosio); Medina, Navarro e Carlito; Luiz, Carrara, Jaime, Almirat e Alves.

Time base de 1942: Lazaro; Orestes e Antoninho; Medina, Navarro e Carlito; Mainardi, Carrara, Jaime, Almirat e Alves.

Time base de 1955: Abílio (Veludo); Silva (Piquini) e Juba (Carlos Gomes); Rubens, Alaor e Carmo; Gomes (Gazeta), Wilson (Moreno), Gonçalo, Miro e Carlito.

Time base de 1956: Julio; Negrinho (Pacco) e Bino (Carlos Gomes); Silva (Amadeu), Juba (Maurinho) e Carmo (Gazeta); Tulão (José), Gilberto (Lima), Gonçalo (Brandão), Miro (Rosa) e Carlito (Doze).

Time base de 1957: Julio (Spineli); Negrinho (Valdomiro) e Bino (Carlos Gomes); Mineiro (Silva), Juba e Carmo; Gazeta (Pila), Lima, Gonçalo (Novo), Miro e Carlito.

Desenho, uniforme e texto: Sérgio Mello

FOTOS: Acervo da Guarda Civil do Estado de São Paulo – Acervo de Marco Antonio Auricchio

FONTES: Correio Paulistano (SP) – A Gazeta Esportiva (SP)         

Escudo Inédito de 1905: Sport Club Internacional – São Paulo (SP)

O Sport Club Internacional foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). A sua Sede ficava Rua (atual Avenida) Senador Queirós, nº 5, no Centro da capital paulista. Fundado no sábado, do dia 18 de Agosto de 1899, graças a uma cisão do 1º movimento de criação do Sport Club Germânia, que nasceria um mês mais tarde.

Primeira reunião

É que alguns desportistas do movimento discordaram do nome e partiram, então, para o Germânia. A primeira reunião, foi presidida pelo Sr. Antonio de Campos, e, mais 23 rapazes de diversas nacionalidades (brasileiros, ingleses, alemães, franceses, italianos e portugueses.

Julio Antonio Villa Real, Henrique Vanorden, Ernesto Ey, Carlos Brasche, René Vanorden, Ch. Holland, W. Holland, Frank Robotton, Otto Sahloembach, Victor Wiskhof, Andrey Robotton, Otto Krische, Leopoldo Villa Real, Carlos Guimarães, Nicolás Edwards, Alberto Savoy, José Alt, Claudio de Carvalho, Kurt Hartling, Franz Mikolasch, Hans Nobling, Germano e Rodolfo Wakuschaffe.

Propostas do nome

A primeira proposta de nome foi dada pelo Sr. Hans Nobiling: o nome do clube seria Sport Club Internacional ou Sport Club Germânia. Por 15 votos contra cinco foi aprovado Sport Club Internacional e, imediatamente, se retiraram  da sala os senhores Hans Nobling, e os irmãos alemães Germano e Rodolfo Wakuschaffe (que 18 dias depois, o trio fundou o Sport Club Germânia, que, a partir de 1942, tornou-se o Esporte Clube Pinheiros). Dessa forma, com exceção desses três que saíram, os demais 21 nomes citados, foram considerados fundadores.

As escolhas das cores (vermelho e preto), a equipe começou a ser montada após, e os treinos realizados na Chácara Dulley, que se tornaram onde hoje é a Avenida Tiradentes.

Primeira Diretoria

A Diretoria provisória do Sport Club Internacionalfoi constituída pelo Presidente Antonio Carlos e René Vanorden, foi indicado para orientar o time que defendia o clube.

Então, no sábado, do dia 21 de Outubro de 1899, foi definido a 1ª Diretoria da agremiação rubro-negra paulistana:

Presidente – Antonio Campos;

Vice-Presidente – Sotto Mário Filho;

Secretário – Júlio Villa Real Filho;    

Capitains – Nikolas Edwards e W. Holland.

PS: Todas as estas reuniões e decisões acima, foram tomadas numa das Salas do Grêmio Literário Português.

Estatutos e os primeiros jogos

Cerca de cinco meses depois, na sexta-feira, do dia 16 de março de 1900, os estatutos do clube foram aprovados e realizados os primeiros os jogos contra os estudantes do Mackienzie College.

Foto de 1900

Clube ajudou a fundar a Liga Paulista

A partir daí o clube progrediu rapidamente e foi alugado um prédio na esquina das ruas José Bonifácio e São Bento, no distrito da Sé, no Centro da cidade. O Internacional, já que aceitava os sócios sem ter aceito, ao contrário dos demais que estavam ocupados às suas colônias, ou como o Mackenzie, que só aceitava seus alunos. Neste mesmo prédio, foi fundado no sábado, do dia 14 de Dezembro de 1901, a Liga Paulista de Football (LPF), que existiu até janeiro de 1917.

Além do futebol, outras modalidades esportivas tiveram grandes e brilhantes reuniões, como a Esgrima, por exemplo, sob o comando de Carlos Penna.

Campeonato Paulista de 1902: Internacional ficou na penúltima posição

Apesar dos esforços ingentes, sobremaneira de Antonio Casemiro da Costa, o “Costinha” – goleiro do Internacional, e fundador e presidente da 1ª Liga, o clube ficou em penúltimo lugar no 1º Campeonato Paulista de Futebol de 1902, com 13 pontos perdidos.

Declínio e saídas

E seus principais atletas como Jorge Mesquita, Geraldo Toledo e Casemiro da Costa, se sentiram desanimados. Assim, os dois primeiros se transferiram para o Paulistano, enquanto Costinha abandonou os campos.

Até Mário Cardim, uma das figuras de maior realce na vida do clube e do futebol paulista em seus primórdios, dedicado secretário do clube, desistiu de assinar atas pouco gloriosas.

Enfim, Campeão Paulista em 1907

Em 1903, era triste a situação do Internacional, terminou o Paulista na penúltima colocação com 12 pontos perdidos. Mas no ano seguinte (1904), houve uma grande reação e aí surgiram os irmãos Prado: Armando, Mário e Juvenal. Vieram ainda Cox Murray, Thompson de Santos, Duarte e Cunha Vasconcelos. Assim, foi formado um elenco poderoso e renovado. No final, o clube terminou na 3ª colocação com nove pontos perdidos.  

A seguir, novo esmorecimento e queda nos anos de 1905 e 1906, ficando na 3ª posição (nove pontos perdidos) e na 4ª posição (oito pontos perdidos), respectivamente.

Mas chegou 1907, sua grande conquista! O Internacional se sagrou campeão do Campeonato Paulista da 1ª Divisão em 1907. Conquistando a Taça Penteado, tendo Mário Prado, Juvenal Prado, Dinorah de Assis, Leo Bellegardo e Fachini foram os principais astros.

Campanha

DATARESULTADOSLOCALGOLS
12 de maioInter1X1AmericanoVelódromoMunhoz
23 de junhoInter2X1Inter de SantosVelódromoOrmundo e gol contra do goleiro santista
29 de junhoInter3X0São Paulo ACVelódromoLeo (dois) e Quartim
28 de julhoInter3X0GermâniaVelódromoDinorah, Ormundo e Leite
11 de agostoInter3X0PaulistanoVelódromoLeo (três)
1º de setembroAmericano1X3InterVelódromoEinfuher, Leite e J. Carvalho
15 de setembroPaulistano0X2InterVelódromoOrmundo e Leo
20 de outubroGermânia3X3*InterVelódromoOrmundo, Leo e Dinorah
15 de novembroSão Paulo AC1X1InterVelódromoM. Mendes

* Após julgamento da LPF, foi decidido vitória a favor do Germânia.

Classificação final

Classificação – Final
TimePGJVEDGPGCSG
1Internacional161072123716
2Paulistano11*105141415– 1
2Americano11*1043320173
4Germânia101050518162
5São Paulo Athletic692251116– 5
6Internacional de Santos49126722– 15
PG – pontos ganhos; J – jogos; V – vitórias; E – empates; D – derrotas; GP – gols pró; GC – gols contra; SG – saldo de gols

1928: Bicampeão Paulista

Em 1908 (3ª posiçãosete pontos perdidos) e 1909 (3ª posiçãosete pontos perdidos), outras decepções, podendo apenas se colocar em relevo os 4 a 0 contra a Associação Athletica das Palmeiras na última temporada.

Em 1911 e 1912, o Internacional não participou do certame, retornando em 1913, quando ficou na 4ª posiçãonove pontos perdidos. Em 1915, novamente se ausentou.

O clube seguiu jogando o Campeonato Paulista, até a década de 30, passando pelas: Liga Paulista de Football, Liga de Amadores de Football e Associação Paulista  de Esportes Athleticos.   

Nesse período, o Internacional chegou ao seu segundo título do Campeonato Paulista em 1928, com 11 pontos perdidos, em desempatecom o Paulistano.

Fim da linha em 1933

Em 1933, com o advento do regime profissional, o clube optou em se  fundir ao Antarctica Futebol Clube, origem ao financiamento do clube, que, por sua vez, fundiu-se ao time em 1937, dando origem ao Atlético Paulista, que em 1938 acabou sendo incorporado pelo São Paulo Futebol Clube.

Desenho do escudo, uniforme e texto: Sérgio Mello

Colaborou: pesquisador Vítor Dias

Imagem do escudo: Moisés H. G. Cunha

FONTES: Wikipédia – Jornal A Gazeta (SP)

Esporte Clube Santo André – Santo André (SP): 1º escudo raro

O Esporte Clube Santo André é uma agremiação da cidade de Santo André (SP). A sua Sede fica localizado na Rua dos Ramalhões, nº 126, na Vila Curuca, em Santo André (SP). O “Ramalhão” foi Fundado na segunda-feira, do dia 18 de Setembro de 1967, na época como Santo André Futebol Clube.

O ano de 1975 iniciou com uma esperança no lado técnico, pois o time acabava de ser vice-campeão do Campeonato Paulista da 2ª Divisão de 1974. O time andreense trazia Tulica, Celso Mota e Fernandinho entre outros.

Mas a situação financeira do time não era muito boa, tanto que a única alternativa viável foi negociar o time. Assume então Acyr de Souza Lopes. Então, no sábado, do dia 22 de março de 1975, a agremiação passou a se chamar Esporte Clube Santo André, nome que é utilizado até os dias de hoje. Foram trocadas também as cores do uniforme, o verde e amarelo deram lugar ao branco e azul.

O novo time teria então um novo uniforme, deixando de lado a camisa amarela para uma camisa azul, com o símbolo do Cruzeiro do Sul. Nessa época de transição de Santo André FC para EC Santo André,  time jogou com camisas vermelhas, contra o Nacional da Capital e venceu por 3 a 0, gols de Celso Mota (duas vezes) e Tulica.

Para o comando do time foi contratado Aurélio Bastos, que já havia comandado o time em 1973. O campeonato paulista de 1975 foi a confirmação do favoritismo do novo Santo André. Foram 28 jogos, com 19 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Foram 45 gols marcados e 16 gols sofridos.

Os destaques  foram as goleadas por 4 a 0 contra a Esportiva de Guaratinguetá, um 6 a 2 contra o EC Vasco da Gama de Americana e um 4 a 1 contra o Palmeiras de São João da Boa Vista, todos no Estádio Bruno José Daniel. Os artilheiros do campeonato foram Celso Mota e Tulica com 9 gols, Rômulo e Vicente com 6 gols cada. 

As finais foram disputadas nos dias 7 e 14 de dezembro (dois domingos), novamente contra a Catanduvense, o mesmo adversário da final do ano anterior, embora a final tenha sido disputada por quatro equipes (Santo André, Catanduvense, União Barbarense e Nacional).

O 1º jogo, em Catanduva no Estádio Silvio Salles, mostrou um empate de 0 a 0. O time de Aurélio Bastos jogou com Ronaldo, Luisinho Maia, Rodolfo, Flávio e Luis Augusto, Fernandinho e Souza; Celso Motta (Fernandes), Vicente, Tulica (Luisinho Gaúcho) e Romolo.

O 2º jogo, no Bruno José Daniel completamente lotado, o Santo André impôs o seu jogo e desta vez não teve pra ninguém. Souza abriu o placar aos 4 minutos do segundo tempo e Tulica fechou, marcando o gol do título aos 32 minutos do segundo tempo.

O Santo André jogou com Ronaldo, Roberto, Rodolfo, Flávio e Luís Augusto; Fernandinho e Souza; Celso Motta (Fernandes), Vicente, Tulica (Luisinho Gaúcho) e Romolo.

Assim o Ramalhão conquistava o 1º título da sua história, Campeão Paulista da Primeira Divisão (segundo nível, atual A2) de 1975, mesmo sem acesso. Assim,  Ronaldo (Goleiro), Linconl (Goleiro), Roberto, Luisinho Maia, Rodolfo. Flavio, Luis Augusto, Fernandinho, Celso Motta, Muró, Souza, Tulica, Vicente Cruz, Tito, Marron, Romulo, Luisinho Gaucho, Natan, Silva (Goleiro), Fernandes, Celso Cachimbo, Tanaka, Edson Oliveira, Ademir, Paulo Cassio, Valêncio, Lilão, Luis Carlos, todos os jogadores que jogaram  nessa temporada.

O final da temporada o Ramalhão ainda brindou a sua torcida no dia 17, quarta-feira com um amistoso no Estádio do Jaçatuba contra o Palmeiras. O Placar foi 0 a 0. Os times jogaram assim:

Santo André: Ronaldo, Roberto, Rodolfo, Flávio e Luis Augusto; Fernandinho e Souza; Celso Motta (Luisinho Gaúcho), Vicente (Fernandes), Tulica e Romolo. Técnico: Aurélio Bastos.

Palmeiras: Leão (Bernardino), Valdir, Arouca, Alfredo (Jair Gonçalves) e Donizeti; Dudu e Didi; Zuza (Zé Mário), Erb (Fedato), Mário (Itamar) e Toninho. Técnico: Dino Sani.

Colaborou: Gerson Rodrigues

Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello

FONTES: Blog do Bellotti – Esporte Clube Santo André – Site do clube

Escudo raro de 1958/59: Esporte Clube Hepacaré – Lorena (SP)

O Esporte Clube Hepacaré é uma agremiação da cidade de Lorena, no Vale do Paraíba (SP). Fundado n dia 07 de Setembro de 1914, a sua Sede fica localizada na Rua Coronel José Vicente, nº 340, no Bairro da Cidade Industrial, em Lorena. A equipe mandava os seus jogos no Estádio General Affonseca, com capacidade para 2 mil pessoas, situado na Rua Conselheiro Rodrigues Alves, s/n (em frente ao número 100), no Centro da cidade.

Significado do nome

Foto tirada nas Quartas-de-finais do Campeonato do Interior de 1958, contra o Itatiba, realizado no início de 1959

O nome Hepacaré a princípio foi o nome da cidade de Lorena e há dúvidas quanto ao seu significado. Há relatos que Hepacaré significa “braço” ou “seio da Lagoa Torta“, outra corrente diz que significa “lugar das goiabeiras“.


Pai de Pelé jogou no Hepacaré

O time teve em suas fileiras o futebol do atacante Dondinho, pai do Rei do futebol Édson Arantes do Nascimento, Pelé. Dondinho jogou no time de Lorena na década de 40, na época Pelé era apenas um garoto de pouco mais de dois anos de idade.

Estádio inaugurado em 1941, teve Friedenreich no apito

Os jogos do time acontecem no estádio General Affonseca. O nome é de um oficial do Ministério da Guerra nos anos 30, com ligações com a história da cidade de Resende no Rio de Janeiro.

A sua inauguração foi em um jogo em 30 de março de 1941 entre o Hepacaré e o Fluminense, onde o time de Lorena foi goleado pelo time carioca pelo placar de 5 a 0. O amistoso foi apitado por nada menos que Arthur Friedenreich, que dizem ter sido o primeiro futebolista a chegar a marca de 1.000 gols.

Doze participações no Paulista da Segunda e Terceira Divisões

Na esfera profissional, o Hepacaré disputou 10 edições do Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual A3): 1956, 1957, 1958, 1960,  1961,  1962, 1963, 1964, 1965 e 1966. Além disso, no seu currículo, constam duas participações no Campeonato Paulista da Segunda Divisão (atual A2): 1959 e 1973.

Sede leiloda por R$ 5 milhões de reais

Atualmente o departamento de futebol do clube se dedica apenas a competições de cunho amador. Em 2011, o clube com poucos sócios, acabou entrando em falência. Com 51 ações foram movidas por falta de pagamento de direito dos funcionários. O total da dívida chega a R$ 500 mil reais. Sem dinheiro o Esporte Clube Hepacaré foi a leilão.

Uma rede de supermercados, dos irmãos Nunes do Produtor Supermercado, do Município de Cruzeiro arrematou o clube por R$ 5 milhões, 304 mil reais, em cinco parcelas (de R$ 1.060.800,00). Segundo uma fonte ligada ao grupo empresarial de Cruzeiro, revelou que a intenção é construir um supermercado no local.

Ficamos tristes com essa informação, pois grande jogadores passaram por aqui como foi o caso do Pelé e agora essa historia irá se acabar“, disse Raimundo Souza, Gordinho, técnico do Hepacaré.

FONTES & FOTOS: Wikipédia – Blog Nossa Região em Foco – YouTube – Templos do Futebol – Rede Band – Waldomiro Junho

Escudos da década de 60: São João Futebol Clube – Atibaia (SP)

São João Futebol Clube (atual: São João Tênis Clube) foi uma agremiação da cidade de Atibaia (SP). A sua Sede está localizada na Praça Roberto Gomes Pedrosa, nº 38, no Bairro da Cidade Satélite, em AtibaiaFundado no domingo, do dia 02 de Fevereiro de 1930, através da incansável luta de um apaixonado pelo esporte: Menotti Barca.

Ele reuniu os companheiros e, homenageou o clube com o nome do padroeiro da nossa cidadeSão João. De acordo com a ata da fundação, a primeira assembléia foi realizada no campo de futebol situado a Caixa d’ água, pois o clube não tinha sede própria.

Confira os nomes dos Sócio-fundadores e a 1ª Diretoria:

Presidente – Menotti Barca;

Vice-Presidente – Juvenal Aguirre;

1° Secretário – Benedicto Bartholomeu;

2° Secretário – Benedito Leite;

1° Tesoureiro – Benedito Albino de Oliveira;

2° Tesoureiro – Silvano Chiochetti;

Diretor Esportivo – Thomaz Dos Reis Cardoso De Almeida;

2° Diretor Esportivo – José Pires Alvim.

Assim, durante muitos anos, o clube funcionou com o campo de futebol, que, segundo pessoas que vivenciaram aquela época, possuía excelente infra-estrutura, com ótimo gramado, vestiários e sala de imprensa. O clube também possuía um salão de baile na Rua José Alvim (calçadão), onde também passou a funcionar a sede social.

Em seu livro Terra de Jerônimo, Gilberto Sant’ Anna cita: ‘’(…) a pelota corria solta pelos gramados do (atual) São João Tênis Clube e Grêmio Esportivo  Atibaiense (…) O Leão e o Galo, respectivamente, revezavam-se nas vitórias, festejadas nas ruas com muito barulho’’.

Duas participações na esfera profissional

Em virtude da cidade ser conhecida pelo seu excelente clima e o clube ter o melhor campo gramado da região, hospedou os principais times profissionais de futebol da divisão especial, inclusive a seleção brasileira para treinamento em suas dependências. Nas décadas de 40 e 50 o clube recebeu diversas taças em campeonatos intermunicipais, e passou por uma fase maravilhosa. Mas a população de Atibaia começou a mudar, o futebol amador  entrou em declínio e também o clube.

Em 1969, alguns inconformados com o desaparecimento do São João, resolveram transformá-lo em clube de campo, para atender os novos interesses da sociedade. Embora não tenha sido fácil, aos poucos o prestígio do clube foi se restaurando. Vieram novos sócios, novas atividades esportivas e de lazer, e o clube começa a se reerguer.

Na esfera futebolística, participou do Campeonato Paulista do Interior de 1944. Em 27 de Abril de 1963, o clube recebeu da Prefeitura de Itatiba, a importância de Cr$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil cruzeiros), para a reforma da Praça de Esportes.  O motivo dessa ajuda financeira foi o fato de o São João ter disputado o Campeonato Paulista da Quarta Divisão de 1963 e 1965.

1971: Clube muda de nome

Tênis, na época considerado ‘’de elite’’ foi implantado no então São João Futebol Clube pelo Sr. Ramiro Simões Lopes, um apaixonado pela modalidade esportiva. O clube passava por várias dificuldades financeiras, existia até a idéia de se lotear uma parte do clube. O então presidente, Moacyr Zanoni, resolveu apoiar o Sr. Ramiro e o novo esporte.

Como não havia dinheiro para a construção das quadras, o Sr. Ramiro passou a pedir doação de material para os amigos, e ele mesmo, com a ajuda de dois serventes, limparam o terreno. Para tanto, nada recebia, apenas o clube pagava os pedreiros. No dia 1° de maio de 1972 as duas quadras foram inauguradas e no ano seguinte a escolinha já funcionava.

O clube passa então a se chamar São João Tênis Clube, e renasce para uma nova fase. Cada diretoria, cada administração, colaborou para que o clube se transformasse no que é hoje.

FOTOS: Acervo de Benedito Aparecido Pires, o “Gatinho” (ex-jogador do clube) – Atibaia Hoje

FONTES: Rsssf Brasil – Site do clube

Escudo e uniformes, de 1965: Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba – Piracicaba (SP)

O Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba é uma agremiação da cidade de Piracicaba, no Interior do estado de São Paulo. O “Nhô Quim” foi Fundado no sábado, do dia 15 de Novembro de 1913. A sua Sede está localizada na Rua Silva Jardim, nº 849, no Bairro Alto, em Piracicaba (SP). A equipe manda os seus jogos no Estádio Barão da Serra Negra, com Capacidade para 18 mil pessoas.

No sábado, do dia 11 de Outubro de 1913, a Gazeta e o Jornal de Piracicaba publicaram a nota: “Será inaugurado hoje, nesta cidade, mais um clube de foot-ball, intitulado 15 de Novembro”. Nascia o time que viraria a paixão dos piracicabanos e que viria a ter a maior torcida do interior do estado de São Paulo. A data oficial de fundação é 15 de novembro de 1913.

A história do esporte em Piracicaba começa em 1903, com a fundação do Club Sportivo Piracicaba, onde os associados realizavam corridas na antiga Raia do Salto e praticavam futebol com material vindo da Inglaterra.

Alguns anos depois, na década de 10, funcionários de uma marcenaria aproveitavam o horário de almoço para se divertirem, jogando futebol com uma bola feita de meia. Eles jogavam no quintal, no mesmo espaço onde as mulheres costumam pendurar as roupas no varal.

Só que, muitas vezes, a bola batia no tecido e acabava sujando a roupa outra vez, causando um desconforto com as mulheres. Com isso, os empregados, que deram à equipe o nome de 12 de Outubro, passaram a realizar as partidas na Rua Regente Feijó. O que antes era um pasto, eles transformaram em um campo, que se tornaria o primeiro do XV de Piracicaba.

Nessa mesma época, havia outro grupo de apaixonados por futebol na cidade: o Esporte Clube Vergueirense, pertencente à família Pousa. Os dois times realizavam partidas entre si. Mas a amizade entre ambos e a paixão pelo esporte falaram mais alto. Da união entre 12 de Outubro, da família Guerrini, e Vergueirense, nascia o Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba.

Representantes dos Guerrini e dos Pousa convidaram, então, o capitão Carlos Wingeter, cirurgião dentista, integrante da Guarda Nacional, para se tornar presidente do clube que acabara de surgir. Wingeter aceitou prontamente, impondo apenas uma condição: o time deveria ser intitulado XV de Novembro, em homenagem à data da Proclamação da República do Brasil.

O capitão era filho de Jacó Filipe Wingeter e Madalene Soares de Carvalho. Ele foi casado com Margarida Buller Wingeter Abrahão e morreu no dia 7 de Janeiro de 1931, aos 62 anos de idade.

Na época, Piracicaba tinha cerca de 40 mil habitantes. A economia local baseava-se na agricultura canavieira para produção de açúcar e aguardente, e do café, o que lhe rendia o apelido de “Pérola Paulista”. O reconhecimento dos piracicabanos ao time de futebol aconteceu de imediato, até mesmo pelo envolvimento de famílias tradicionais na agremiação, o que rendeu ao XV afinidade ímpar pela identificação que o município tinha com seus integrantes. Mais de 100 anos se passaram e hoje os irmãos Pousa e Guerrini são responsáveis por existir uma torcida apaixonada pelo clube de sua cidade.

Primeiros passos:

No primeiro ano de vida, o Alvinegro sofreu duas derrotas. A primeira delas foi em 16 de outubro de 1913, no campo do Sport Recreio Normalista, situado na chácara Diogo, no bairro dos Alemães, por 2 a 0.

A segunda aconteceu em 23 de novembro, uma semana após o primeiro revés. O time enfrentou um scratch e perdeu novamente por 2 a 0. O jogo foi realizado no campo da Rua Piracicaba.

Em 18 de outubro de 1914, o XV conquista sua primeira vitória, sobre a Associação Piracicabana de Esportes Atléticos, por 3 a 2, levando assim o título de Campeão da Cidade. Pereira foi quem fez os três gols da partida. A Associação sempre vencia os adversários, então os torcedores quinzistas festejaram muito a conquista.

No dia 20 de março de 1918, o time se filiou à APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), passando a enfrentar equipes da capital e a tomar parte nos campeonatos do interior.

1ª Diretoria do Esporte Clube de Novembro de Piracicaba

Em 4 de dezembro de 1913 foi publicada na imprensa piracicabana a seguinte relação:

Presidente – Capitão Carlos Wingeter;

Vice-presidente – Tibúrcio de Oliveira;

1º Secretário – Erothides de Campos;

2º Secretário – Francisco Rigato;

1º Fiscal – Jerônimo Huffenbaecher;

2º Fiscal – Luciano Servija;

Capitão – Francisco Pelegrino (Paco);

Vice-Capitão – Francisco Pousa;

Tesoureiro – Américo Guerrini;

Procurador – Alberto César de Oliveira.

FONTES: Site do clube – Livro oficial do XV de Piracicaba (100 anos – Destemido e Valente) e Centro Cultural Martha Watts – Mariana Neves – Rosemary Bars – A Gazeta Esportiva (Ilustrada)