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Sport Club Mackenzie – Rio Janeiro (RJ): fundado em 1914, nas cores roxa e branca!

Texto, pesquisa, desenhos (escudo e uniforme): Sérgio Mello

O Sport Club Mackenzie é uma agremiação do bairro do Méier, situado na Zona Norte, da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Um clube com uma história riquíssima, entre descobertas inesperadas, como o clube ter surgido com outra cor, e, talvez ele seja mais antigo, tendo nascido com outro nome.       

No futebol, jogou a Primeira Divisão (de 1921 a 1924), Segunda e Terceira Divisões; participações com destaque no Basquete (campeão em 1984); Futsal, sendo campeão Metropolitano em 1975; Natação, entre outros. Vamos contar um pouquinho desse imponente clube do querido bairro do Méier!  

História: O começo

Um grupo de rapazes fundaram no sábado, do dia 1º de Junho de 1912, o Odeon Foot-Ball Club, cuja Sede e a Praça de Esportes ficavam situados na Rua Salvador Pires (esquina com a Rua Getúlio), nº 21, em Todos os Santos (atual: Méier).

Essa equipe foi o embrião do Mackenzie. A 1ª pista veio no sábado, do dia 1º de Novembro de 1913, quando o jornal O Imparcial colocou uma nota sobre a eleição que definiu a nova diretoria desse clube.

E, dos membros citados, oito fizeram parte da grupo que ajudou a fundar o Sport Club Mackenzie, 135 dias depois: José Rabello Leite Júnior (presidente reeleito em novembro de 1913), Alfredo José Gonçalves Ribeiro (vice-presidente), Thomaz Amaral de Vasconcellos (secretário e depois 1º Tesoureiro), Antonio de Mello Catalão (2º secretário e zagueiro), Floriano Lopes Rodrigues (1º Tesoureiro), Euclydes José Ferreira (Captain geral), Mathias Pinto Ribeiro (Captain do 1º Team), Jayme Ribeiro (ground committée).

No time Infantil do Odeon, alguns jogadores que depois jogaram no time de adulto do Mackenzie: Floriano, Oswaldo e Guaracy. Além de tudo isso, outros dois fatos que chamam a atenção: José Rabello Leite Júnior que era o presidente do Odeon também se tornou o 1º presidente do Mackenzie!  

Outro fato é que a Praça de Esportes (Rua Salvador Pires) do Odeon depois passou a ser do Mackenzie. E, somado tudo isso, o Odeon FBC foi dissolvido em fevereiro de 1914, e, no mês seguinte, veio surgimento do Mackenzie.   

Nasce o Sport Club Mackenzie

O “Alvinegro Mackenzista” foi Fundado na tarde de domingo, do dia 15 de Março de 1914, por um grupo de 14 desportistas do bairro do Méier, da zona Norte do Rio:

Alfredo José Gonçalves Ribeiro, Álvaro Valverde, Arydeu Telles de Souza, Benjamin Blume, Cícero Roberto de Oliveira, Dario Xavier de Brito, Euclydes de Carvalho, M, Floriano Lopes Rodrigues, Floriano Xavier de Brito, Jayme Ribeiro, José Rabello Leite Júnior, Thomaz Amaral de Vasconcellos e Tobias Rabello Leite.

A 1ª Assembléia foi realizada no prédio da Rua Getúlio, nº 153, no Meyer (atualmente: bairro de Todos os Santos). Na ocasião foi definidos a diretoria provisória, com os seguintes associados:

Presidente – Dario Xavier de Brito;

Secretário – Floriano Xavier de Brito;

Thesoureiro – Euclydes José Ferreira;

Capitain – Octacílio Braz.

Esse grupo foi responsável em organizar, a fim de que fosse definido a 1ª Diretoria do clube. Isso aconteceu no domingo, do dia 09 de Agosto de 1914, onde ficou constituída dessa forma:

Presidente – José Rabello Leite Júnior;

Vice-Presidente – Floriano Xavier de Brito;

Secretário – Antonio Janorot;

Thesoureiro – Tobias Rabello Leite;

Capitain – Octacílio Paz.

Você Sabia? 1º Uniforme: roxo e branco

Vida Sportiva (RJ) 1918

Na mesma reunião que definiu a primeira diretoria, foram escolhidas as cores roxa e branca para os uniformes dos jogadores, assim distribuídas: calção branco e jaqueta roxa.

Não foi possível descobrir, com exatidão, quando o clube alterou as suas cores. A data mais próxima, em 25 de abril de 1916, quando foi encontrado a menção do Mackenzie, sendo citado por alvinegro.

Nome foi uma homenagem ao clube paulista Mackenzie College

O nome do clube escolhido, foi uma sugestão de um dos fundadores: o Sr. Benjamim Blume, que propôs o Mackenzie, em homenagem a agremiação futebolística e tradicional instituição paulista da Associação Athletica Mackenzie College. A ideia foi colocada em votação e acabou sendo aprovado na assembléia geral.

Sedes Sociais

A 1ª Sede foi da Rua Salvador Pires (esquina com a Rua Getúlio), nº 21, em Todos os Santos (atual: Méier), que pertencia ao Odeon Football Club. A 2ª Sede era na Rua Ferreira de Andrade, nº 99 (atualmente no local há vários imóveis, inclusive a Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida), no Méier.

A partir de 1917, a Sede social fica até os dias de hoje, na Rua Dias da Cruz, nº 561, no bairro do Méier. É importante esclarecer que: com o passar dos anos, o número (começou com o 107), foi mudando (153, 156, 177), de acordo com o crescimento do bairro. Em abril de 1947, o Mackenzie comprou o terreno do lado da sede, onde foi construído o ginásio.

O clube chegou a ter Sub-sedes, como em 1928, localizado na Aristides Caire (do lado da linha do trem), nº 5, no Méier. Em 1929, alterou a entrada do local, passando para a Rua Arquias Cordeiro, nº 434, no Méier.

Em novembro de 1930, a Sub-Sede passou para o palacete da Rua Mossoró, nº 17 {esquina da Rua Imperial (atual: Rua Aristides Caire)}, no Méier.

No sábado, do dia 30 de Janeiro de 1932, nova mudança: inaugurou a sua Sede (na realidade uma Sub-Sede), na Rua Aristides Caire, nº 162 ou 221, no Méier.

Em 1934, o local possuíam: salão de festas (lindamente decorado), biblioteca, sala da diretoria, secretaria, salão de leitura, bar, vestiários para damas, além de dois confortáveis salões para banho, com todos os aparelhos sanitários exigidos pelo Departamento Nacional de Saúde Pública.

Circunda sua Sede uma vasta varanda que serve de descanso durante os intervalos das contradanças, tendo ainda um parque de diversões, com balanços, etc., para os filhos dos associados e crianças que freqüentavam a sede.    

Praças de Esportes

1914 – A 1ª Praças de Esportes, ficava na Rua Salvador Pires, nº 21 (esquina com a Rua Getúlio), na Estação de Todos os Santos (Atual: Méier). No domingo, do dia 29 de Novembro de 1914, O Imparcial deu uma nota, citando um jogo amistoso entre o Mackenzie e o Sport Club Bohemios.

Na preliminar entre os Segundos Quadros, terminou empatado em 1 a 1. Já no Primeiro Quadros, o Mackenzie atropelou seu adversário pelo placar de 10 a 3.

1916 – o campo do Mackenzie ficava na Rua Mauá (atual Rua Ferreira de Andrade, situado no bairro Cachambi), na estrada do Meyer. Na temporada seguinte mudou de endereço.

1917 – Na tarde de domingo, do dia 16 de Setembro de 1917, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes, no Cachambi (hoje é um bairro, mas na época fazia parte do bairro do Méier).

Às 10h30min, o Mackenzie enfrentou o Sport Club Rio de Janeiro. No Segundo Quadros, o time Mackenzista venceu por 4 a 2. Já no 1º Quadros acabou derrotado pelo placar de 1 a 0.

O 1º Quadros formou assim:Ivan de Vasconcellos; Othelo e Alfredo Silva; J. Silva, Hemeterio e Oswaldo; Mathias, Agenor, Gilberto, Murillo e Washington. Capital: Othelo Medeiros.

No jogo enfrentou de fundo, às 16 horas, o São Christovam (do Carioca da 1ª Divisão) venceu por 3 a 0, o Americano Football Club, do bairro Riachuelo, do Carioca da 3ª Divisão.

Um excelente público presente compareceu para o jogo. O Jornal do Brasil assim descreveu: “Revestiu-se de grande brilhantismo a festa sportiva. A concorrência era avultada, notando-se a presença de um número crescido de senhoritas que emprestaram o encanto de sua graça e a bizarria de seus trajes claros, ao aspecto de recinto em festa todo engalanado de bandeirolas.

Na sexta-feira, do dia 1º de Julho de 1927, a diretoria do Mackenzie estava em vias de obter o arrendamento de um terreno, localizado na Rua Jockey Club (atual: Rua Licínio Cardoso), nº 42, no bairro de São Francisco Xavier, a fim de construir a sua Praça de Esportes, cuja dimensão é de 120×90.

1930 – No domingo, do dia 20 de janeiro de 1929, foram iniciadas as obras para a construção do campo e também das quadras de voleibol, basquete e tênis. Cerca de 16 meses depois, a Praça de Esportes foi inaugurada, na terça-feira, às 14h40min., do dia 13 de Maio de 1930, com vitória do Olaria Atlético Clube sobre Mackenzie por 2 a 1. Gols de Norival e Vieira para os olarienses e Athayde para a equipe Mackenzista. O árbitro foi Haroldo Motta (do Mackenzie).

Mackenzie: Manoelzinho; Norival e Palmeira; Ultramar, Napoleão e Taquara; Waldemar, Athayde, Augusto, Luiz e Campista.

Olaria: Amaury; Campos e Aristeu (Nicanor); Aristolino, Bolinha e Claudionor; Fernando, Rubens, Horácio, Vieira e Norival.    

1938 – Na sexta-feira, do dia 29 de Julho de 1930, a diretoria confirmou o contrato de arrendamento do terreno situado na Rua Magalhães Couto, nº 92, no Méier, onde pretendem construir a sua nova Praça de Esportes, tendo o campo de futebol e também a quadra de basquete. A inauguração aconteceu na terça-feira, do dia 18 de outubro de 1938.

Mackenzie ajudou a fundar três Ligas

Na sexta-feira, do dia 28 de Maio de 1915, foi Fundado a Associação Carioca de Football (ACF), tendo a Sede provisória situado na Rua da Saúde, nº 333, no Centro do Rio.

Os clubes fundadores foram: Mackenzie, Pereira Passos Football Club, Municipal Football Club, Confiança Athletico Club, Avenida Football Club e Botafogo Athletico Club.

No ano seguinte, novamente o Mackenzie se fez presente e ajudou na fundação da Liga Municipal de Football (LMF), na quinta-feira, do dia 24 de Fevereiro de 1916 (no mesmo jornal O Imparcial, apresentou outra data de fundação: 13/03/1916), juntamente com Sport Rio Club, Verein Zur Bemegungispide, Club Sportivo Leme e Lisboa Rio Football Club.

No sábado, do dia 22 de Agosto de 1936, foi Fundado a Federação Athletica Suburbana (FAS), pelos seguintes clubes: Engenho de Dentro Atlético Clube (Engenho de Dentro), Sport Club Mackenzie (Méier), Del Castilho Football Club (Del Castilho), Modesto Football Club (Quintino), River Football Club (Piedade), Adélia Football Club (Engenho de Dentro), Sport Club Abolição (Abolição), Club Atlético Central (Engenho Novo), Mavílis Football Club (Caju), Sport Club Oposição (Pilares), Magno Football Club (Madureira) e Argentino Football Club (Cascadura).

Desempenho dentro das quatro linhas de 1914 a 1916

Em 1914, os jogadores mackenzistas realizaram 18 jogos, obtendo 15 vitórias e três derrotas. Podemos citar, no domingo, do dia 24 de Maio de 1914, o Mackenzie venceu o Universal Athletico Club.

E, no domingo, do dia 25 de Outubro de 1914, quando amistosamente, nos seus domínios, o Mackenzie goleou o São João Football Club pelo placar de 9 a 1. O Sr. Floriano Peixoto Xavier de Brito foi o árbitro da partida.

Em 1915, o nível dos seus adversários aumentou, mas o desempenho também: foram 23 jogos, com 16 vitórias, dois empates e cinco derrotas. Em 1916, ajudou a fundar a Liga Municipal de Football (LMF). No Campeonato da LMF foram quatro jogos, com duas vitórias e dois empates. No geral, sob a enérgica direção de Euclydes Ferreira, em 25 jogos, venceu 21 vezes e quatro empates, terminando a temporada sem derrota. 

Vice-campeão do Campeonato Carioca da 3ª Divisão de 1917

Em dezembro de 1916, se filiou na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). Em 1917, Othelo de Medeiros foi o capitão do Mackenzie na Liga Metropolitana.

Coube a Othelo o preparo dos conjuntos mackenzistas para a conquista da hegemonia divisional: o que foi extraordinário trabalho dos 22 jogadores de Jaqueta alvinegra, obteve vitória sobre o Esperança, na estreia do Torneio Início de 1917, por 1 a 0, gol de Washington.

No 2º jogo, diante do Hellenico, o Mackenzie venceu por 2 a 0, gols de Mathias e Heitor. Na semifinal, acabou sendo superado pelo Americano por 1 a 0 (gol de Coelho, de pênalti). Na decisão, o Americano e Tijuca empataram sem gols, mas os tijucanos venderam por 3 a 0, em escanteios, ficando com o título.

Ao todo, em 1917, Othelo com seus disciplinados, jogaram 32 vezes, onde conquistaram 22 vitórias, cinco empates e cinco derrotas; marcando 109 gols (média de 3,4 gols por partida)

No Torneio Início da LMDT de 1917, realizado no campo do Smart Athletico Club, em Villa Isabel, o Mackenzie não teve uma boa atuação. Porém, no Campeonato Carioca da 3ª Divisão de 1917, terminou como vice-campeão (26 pontos, em 16 jogos: 13 vitórias e três derrotas; 58 gols pró, 23 gols contra e um saldo positivo de 35), só atrás do Americano Football Club (bairro do Riachuelo), com 27 pontos, em 16 jogos: 12 vitórias, três empates e uma derrota; 64 gols a favor; 14 gols contra e um saldo pomposo de 50 tentos.

Vice-campeão nos Segundos Quadros de 1918

Nos Segundos Quadros, o Mackenzie também terminou em 2º lugar (23 pontos, em 16 jogos: nove vitórias, cinco empates e duas derrotas; 51 gols pró, 30 gols contra e um saldo de 21). O Campeão foi o Esperança (25 pontos, em 15 jogos: 11 vitórias, três empates e uma derrota; 49 gols pró, 17 gols contra e um saldo de 32).

Campeão da Taça Alfredo Siqueira de 1918

No domingo, do dia 27 de Janeiro de 1918, veio uma vitória se tornou celebre na vida desportiva do Mackenzie, sobre o Americano Football Club (bairro do Riachuelo), que vinha de conquistar o título da Terceirona na temporada anterior.

As duas equipes decidiram o título da Taça Alfredo de Siqueira, e a equipe mackenzistas bateu o seu oponente por 2 a 1. Esse jogo, foi realizado no Estádio General Severiano (de propriedade do Botafogo Football Club, atual Futebol e Regatas), na preliminar do amistoso internacional da Seleção Brasileira, que perdeu por 1 a 0 para o Dublin, do Uruguai.

Acesso inédito para a Segundona de 1918, veio com goleada de 10 a 1

Apesar de ter ficado na 2ª posição da Terceirona em1917, o Mackenzie precisou decidir o acesso com o Paladino Football Club, que ficou em último no Carioca da 2ª Divisão de 1917.  

A partida derradeira, aconteceu na tarde de domingo, às 14h45min., do dia 24 de Fevereiro de 1918, no Estádio de General Severiano, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio.

O Mackenzie não tomou conhecimento do adversário e aplicou uma sonora goleada de 10 a 1 (lembrando que o mesmo Paladino, dois anos antes aplicou uma goleada no Vasco da Gama pelo mesmo placar. Até hoje essa foi a pior derrota sofrida pelo clube de São Januário). Com esse triunfo, o clube do Méier conquistou o direto de disputar a Segundona da Metropolitana de 1918.

O grande nome do jogo foi o atacante Mathias, autor de seis gols; Guaracy marcou dois; Agenor e Washington  assinalaram um tento cada. Portella fez o único gol do Paladino.

Na etapa final, Mathias fez aos 2 e 7 minutos, marcando quarto gol do Mackenzie. Aos 17 minutos, Portella, de pênalti, fez o tento de honra do Paladino. Aos 21 minutos, adivinha quem fez o quinto gol? Mathias! Três minutos depois, Agenor fez o 6º gol.

Aos 34 minutos, Washington, cobrando pênalti, fez o 7º tento. Aos 36 minutos, foi à vez Guaracy elevar o marcador para 8 a 1. Era um gol atrás do outro e aos 37 minutos, o artilheiro da partida, Mathias fez o 9º gol. Aos 39 minutos, Guaracy aumentou o placar para dois dígitos, dando números finais ao jogo.

Mackenzie: Ivan de Vasconcellos; Othelo e Pinheiro; Hemeterio, Almeida e Oswaldo; Murillo, Guaracy, Mathias, Washington e Agenor. Capital: Othelo Medeiros.

Paladino: Fernando; Octavio e Fernando II; João, José e Jayme; Alberto, Rydio, Ferreira, Atila e Portella.

No primeiro tempo, o Mackenzie abriu o placar logo aos 3 minutos por intermédio de Mathias. Aos 28 minutos, novamente Mathias, cobrando pênalti, ampliou.

Debutou na Segundona de 1918, ficando com o vice-campeonato

No Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1918, da LMDT, o Mackenzie terminou em 2º lugar, tendo o Americano Football Club (bairro do Riachuelo), como o campeão.

No geral na temporada, tendo como capitão, Othelo de Medeiros foram 23 vitórias e 101 gols marcados. O centroforward (atacante) Mathias foi o artilheiro do Mackenzie na temporada com 18 gols assinalados.

De novo: Vice-campeão da Segundona de 1919

O Sport Club Mackenzie no seu terceiro ano voltou a figurar na mesma posição! No Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1920, da LMDT, terminou como vice-campeão. Lembrando que em 1917, ficou em 2º lugar na Terceirona, somando mais três vezes na Segundona.

Ao todo, foram 18 jogos oficias, com 14 vitórias e quatro derrotas (para Palmeiras, Americano e SC Rio de Janeiro). Além disso, triunfou três amistosos: Villa Isabel Football Club (Vila Isabel), Hélios Football Club (Catumbi) e Canto do Rio Football Club (Niterói).

No final da temporada, o capitão, Othelo de Medeiros solicitou licença, sendo substituído pelo desportista Euclydes Motta, então vice-diretor esportivo do clube Mackenzista.

Tri-vice da Segundona em 1920

No Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1919, da LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres), novamente o Mackenzie bateu na trave! Ficando com o vice-campeonato, pelo terceiro ano consecutivo.

O Mackenzie fechou com 24 pontos (18 jogos, com 10 vitórias, quatro empates e quatro derrotas; marcando 51 gols, sofrendo 31 e um saldo positivo de 20) juntamente com o Americano (24 pontos em 18 jogos: com 11 vitórias, dois empates e cinco derrotas; marcando 51 gols, sofrendo 27 e um saldo positivo de 24). O Campeão foi o Carioca que somou 29 pontos (18 jogos, com 13 vitórias, três empates e uma derrota; marcando 52 gols, sofrendo 18 e um saldo positivo de 34).

Nos Segundos Quadros, o Mackenzie ficou na 4ª colocação (21 pontos em 18 jogos: com 10 vitórias, um empate e sete derrotas; marcando 52 gols, sofrendo 46 e um saldo positivo de seis). O Hellenico foi o Campeão com 32 pontos; o Vasco da Gama ficou com o vice (30 pontos) e o Rio de Janeiro em 3º lugar com 22.

Nos Terceiros Quadros, o clube do Méier também fechou na 3ª posição com 10 pontos; atrás do Rio de Janeiro em 3º lugar com 15; o Americano em 2º com 17; e o Campeão Hellenico com 23 pontos.

Estádio Doutor Hercílio Luz – 99 anos

por Fernando Alécio
Diretor de Memória e Cultura do C. N. Marcílio Dias

A casa do Clube Náutico Marcílio Dias foi inaugurada em 2 de outubro de 1921. O nome rende homenagem ao governador que sancionou a Lei 1.352/21, cedendo a área ao clube enquanto o Marcílio Dias existir. É o mais antigo estádio de futebol em uso no futebol profissional de Santa Catarina.

Vista aérea do Estádio Doutor Hercílio Luz. Foto: Flávio Roberto/CNMD
Vista aérea do Estádio Doutor Hercílio Luz. Foto: Flávio Roberto/CNMD

De acordo com o livro História do Clube Náutico Marcílio Dias — O Livro do Centenário, o terreno onde se localiza o estádio, situado no centro de Itajaí, era ocupado pelo Marcílio Dias desde 1919, sendo necessários pesados investimentos por parte do clube para transformar o local numa praça esportiva, uma vez que se tratava de terreno alagadiço.

“Estão bem adiantados os serviços de alinhamento do campo de Foot-Ball do C. N. Marcilio Dias sito à Avenida Sete de Setembro”, noticiou o jornal A União em julho de 1919. Em 1920, foram plantados 44 eucaliptos em torno do campo para drenar o solo pantanoso. Cada uma dessas árvores recebeu simbolicamente o nome de diretores e sócios marcilistas.

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Partiu dos deputados Carlos Moreira de Abreu e Abelardo Luz a proposição de um projeto de lei para que a área fosse cedida ao Marcílio Dias, tendo em vista as melhorias que o clube estava promovendo no local. A proposta foi aprovada pelo Congresso Representativo (atual Assembleia Legislativa) de Santa Catarina e transformada na Lei nº 1.352/21, sancionada pelo governador Hercílio Pedro da Luz em 10 de setembro de 1921.

Inauguração

Menos de um mês após a lei ser sancionada, foi inaugurada a “Praça de Desportos Dr. Hercílio Luz”. Durante o dia 2 de outubro de 1921, uma série de atividades marcaram a inauguração não só do campo de futebol, mas também de uma quadra de basquete e pista de atletismo. A quadra de tênis já havia sido inaugurada em maio daquele ano.

Foto aérea de Itajaí no final da década de 1920, onde se vê o campo rodeado de árvores. Acervo FGML
Foto aérea de Itajaí no final da década de 1920, onde se vê o campo rodeado de árvores. Acervo FGML

A festa começou pela manhã com o plantio de 23 árvores de cedro. Após belo discurso, Victor Konder (que seria Ministro da Viação e Obras Públicas entre 1926 e 1930 no governo de Washington Luís) declarou inaugurada a praça esportiva. No início da tarde, o público acompanhou com curiosidade a primeira partida de xadrez com figuras vivas realizada no Brasil.

Aspecto do estádio em 1938. Acervo FGML
Aspecto do estádio em 1938. Acervo FGML

Outra novidade foram as provas de atletismo. Pela primeira vez os itajaienses viram competições de lançamento de peso, salto em altura, corrida de barreiras, salto em distância, lançamento de disco, salto em altura com vara, corrida rasa de 400 metros, lançamento de dardo e corrida rasa de 100 metros. O evento de inauguração da praça esportiva ficou conhecido como Festa da Primavera.

Reformas e ampliações

Os esforços dos marcilistas na década de 1940 se concentraram na reforma do estádio. O terreno foi murado, o campo remodelado e construído um portal na entrada da Avenida Sete de Setembro. O futebol ficou três anos inativo, retornando após a reinauguração do gramado em 1949. Até o conde Giuseppe Martinelli, que ergueu o famoso Edifício Martinelli na cidade de São Paulo, contribuiu financeiramente com as obras ao passar por Itajaí em 1943.

Imagens das obras na década de 1940. Acervo FGML
Imagens das obras da reforma na década de 1940. Acervo FGML

Entre as décadas de 1960 e 1970, o Estádio Doutor Hercílio Luz chegou a ser considerado como um dos melhores estádios de Santa Catarina. Os alambrados começaram a ser construídos no dia 12 de novembro de 1959. Na ocasião estiveram presentes no ato da colocação do primeiro poste cerca de 200 pessoas, que comemoraram com fogos de artifício.

Arquibancada coberta em obras, provavelmente 1960. Acervo FGML
Arquibancada coberta em obras, provavelmente 1960. Acervo FGML

Ainda em 1959 foi iniciada a construção da arquibancada coberta, obra concluída por volta de 1961. Para financiar parte das obras, o clube vendeu em 1956 o terreno onde estavam as quadras de tênis, aos fundos do estádio, onde atualmente se encontra um edifício na Avenida Marcos Konder. A arquibancada recebeu o nome “Mascarenhas Passos”, numa justa homenagem ao primeiro presidente do clube.

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Outra imagem da arquibancada coberta ainda em construção. Acervo FGML

O primeiro jogo noturno no estádio ocorreu em 17 de junho de 1964, quando foi inaugurado o sistema de iluminação, com refletores dispostos em quatro torres. O jogo de inauguração dos refletores foi um amistoso vencido pelo Marcílio Dias contra o Coritiba, por 1 a 0, gol do atacante Aquiles.

Teste dos refletores, 1964. Acervo FGML
Teste dos refletores, 1964. Acervo FGML

Na década de 1970 percebeu-se a necessidade de ampliar a capacidade do estádio, motivando a construção da arquibancada descoberta, o popular “esquenta galho”, erguido entre 1979 e 1981. Finalmente, em 1990 foi construído o lance de arquibancada localizado atrás de um dos gols, dando ao Estádio Doutor Hercílio Luz o aspecto que conserva até os dias atuais.

Estádio Doutor Hercílio Luz na década de 1990. Acervo FGML
Estádio Doutor Hercílio Luz na década de 1990. Acervo FGML

Atualidade

Entre 2017 e 2020, o estádio passou por uma série de melhorias, como troca de gramado, reforço na iluminação, pintura, novos bancos de reserva, nova academia e novo departamento médico e de fisiologia, reforma dos vestiários e implantação de sistema de drenagem, instalação de placar eletrônico, entre outras obras de modernização.

Também foi reforçada a identidade do estádio como casa do Marcílio Dias, com a construção do escudo do clube em concreto e a realocação do busto do Imperial Marinheiro atrás do gol da Avenida Marcos Konder. De acordo com o Cadastro Nacional de Estádios de Futebol, publicado pela CBF em 2016, a capacidade atual do Estádio Doutor Hercílio Luz é de 6.010 pessoas.

FONTE

Artigo originalmente publicado em Clube Náutico Marcílio Dias – Diretoria de Memória e Cultura.

Há 80 anos o Estádio do Esporte Clube Mogiana era inaugurado – Campinas (SP)

O Esporte Clube Mogiana foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). A sua Sede social ficava na Rua Engenheiro Cândido Gomide, nº 248, no Jardim Guanabara. O seu Estádio Centro Recreativo e Esportivo de Campinas Dr. Horácio Antônio da Costa, ou simplesmente “Cerecamp”, ou Estádio da Mogiana, estava situado na mesma rua, só que no número 196.

Fundado na quarta-feira, do dia 07 de Junho de 1933, em um tempo de uma Campinas transitando do rural para o moderno, tempos de bondes e de trens, que muito contribuíram para o desenvolvimento da cidade. As suas cores: vermelho, amarelo e azul.

O Esporte Clube Mogiana surgiu do ideário de um grupo de trabalhadores da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, como forma de lazer, como o divertimento dominical. O EC Mogiana jogou o Campeonato Paulista da Divisão Intermediária seis vezes: de 1947, 1948, 1949, 1950 e depois em 1958 e 1959.

Estádio completa oito décadas de muitas histórias

Em meio às comemorações dos 246 anos de fundação de Campinas, na última terça-feira, o Estádio do Esporte Clube Mogiana, atualmente chamado de “Cerecamp”, completou 80 anos!

O Centro Recreativo e Esportivo de Campinas Dr. Horácio Antônio da Costa, o Estádio Cerecamp, ou popularmente como Estádio da Mogiana, com capacidade para 4 mil pessoas.

O estádio está localizado na Rua Engenheiro Cândido Gomide, nº 196, no bairro Jardim Guanabara, na região central da cidade de Campinas(SP). Atualmente, o local é de propriedade do Governo do Estado de São Paulo.

O 1º jogo no Horácio Antônio da Costa, ainda em construção e com campo de terra batida foi na sexta-feira, do dia 21 de Abril de 1939, com vitória sobre o Esporte Clube Valinhense por 3 a 0, sendo Nehim o autor do 1º gol ferroviário no estádio.

Concluído na segunda-feira, do dia 17 de junho de 1940, na época era o principal estádio de futebol do interior, só perdendo no Brasil em termos de qualidade e arquitetura para o recém inaugurado Pacaembu em São Paulo, e também para o estádio de São Januário no Rio de Janeiro.

A 1ª partida foi disputada no domingo, do dia 14 de Julho de 1940, num jogo amistoso entre Esporte Clube Mogiana e Uberaba Sport Club (MG).  Jabá foi o autor do 1º gol oficial do Mogiana no belíssimo estádio, o mais importante e completo do interior do Brasil na época.

O estádio foi construído para abrigar um clube de futebol que pontificou por pouco tempo, mas que se transformou em símbolo da cidade. Horácio Antônio da Costa foi um dos diretores do clube e um ser empenhado em sua construção.

Foi apelidado de Mogiana por ficar ao lado da antiga estação de trens Guanabara da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, e ter sido sede do antigo time de futebol da associação esportiva dos ferroviários daquela empresa, o Esporte Clube Mogiana.

Com o tempo, tornou-se o 3º clube de futebol de Campinas e a companhia decidiu construir um estádio como forma de abrigar seus jogadores talentosos, que chamaram a atenção da esportividade paulista. Trilhou nas competições oficiais, colheu frutos, mas desapareceu em meio a fúria pela destruição da ferrovia, como forma de benefício ao sistema de transporte a diesel.

Desfilaram pelo Horário Antônio da Costa, renomados clubes de futebol do Brasil e até do exterior: Guarani Futebol Clube (SP), Associação Atlética Ponte Preta (SP), Botafogo Futebol e Regatas (RJ), Clube de Regatas Flamengo (RJ), Fluminense Football Club (RJ), São Paulo Futebol Clube (SP), Sport Club Corinthians Paulista (SP), Sociedade Esportiva Palmeiras (SP), Santos Futebol Clube (SP), Associação Portuguesa de Desportos (SP), Clube Atlético Ypiranga (SP), Club Sol de América e Libertad, ambos de Assunção, no Paraguai, entre outros.

As atividades com o futebol perduraram até na terça-feira, do dia 04 de Novembro de 1969, quando o Mogiana foi derrotado pelo Pátria Futebol Clube, pelo placar de 2 a 1. O último gol ferroviário no estádio foi assinalado por Crispim, em cobrança de penalidade.

A extinção aconteceu na terça-feira, do dia 08 de Junho de 1971. Já o seu estádio permanece até hoje. Durante muito tempo ele ficou abandonado, à mercê de vândalos, que destruíram grande parte das suas dependências.

Como curiosidade, vale ressaltar que todos os seis clubes profissionais que existem ou já existiram na cidade de Campinas jogaram no Estádio Horácio Antônio da Costa: Esporte Clube Mogiana, Guarani Futebol Clube, Associação Atlética Ponte Preta, Esporte Clube Gazeta, Campinas Futebol Clube e Red Bull Brasil.

Graças ao trabalho realizado desde 1998 pelo até então Campinas Futebol Clube, o estádio foi reformado e recuperado em 2003, sendo preservado o patrimônio histórico da cidade e do estado. O Campinas Futebol Clube mandou seus jogos no estádio até o ano de 2009, sendo que no ano de 2010, com problemas financeiros, a equipe acabou se transferindo para o município de Barueri.

Luta pela preservação do Estádio Mogiana

Na última terça-feira, uma celebração marcante, à sombra do aniversário de Campinas, porque há anos um grupo de pessoas abnegadas e vinculadas ao esporte luta com dificuldades e muito empenho pela preservação de sua memória e estrutura física.

Hoje, o Estádio do Mogiana é mais que um símbolo debilitado e abandonado, é um patrimônio de Campinas e do Estado de São Paulo, desde o ano passado, quando foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat).

Seu tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) é fundamental para que se torne, definitivamente, patrimônio da cidade. Lutar pelo Mogiana, pela manutenção de seu estádio, que já foi considerado o melhor e mais aconchegante do estado, é fazer com que não desapareça da memória nacional um histórico rico em conquistas e realizações!

FONTES e FOTOS: Wikipédia – Correio Popular (Campinas-SP) – Página no Facebook “Salvem Mogiana”Celso Franco

FOTOS Colorizadas: Sérgio Mello

Inauguração do Estádio Alpheu Paim, em Santos(SP) – 1925

Em 16 de março de 1925 era inaugurado o Estádio Alpheu Paim, pertencente a ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA AMERICANA de Santos / SP. Com a ajuda financeira da Companhia Docas de Santos, resolveu erguer seu campo de futebol ao lado do Estádio Urbano Caldeira, mais precisamente na quadra situada entre as ruas José de Alencar, D.Pedro I, Pedro Álvares Cabral e Princesa Isabel (onde estão hoje, além de várias residências e prédios, os colégios Primo Ferreira e Azevedo Júnior. O local batizado como “Praça de Esportes Alpheu Paim”, exibia uma área total ainda maior do que a de seu vizinho famoso, contando com 180×150 metros. Muita gente considerou esta ocupação geográfica estratégica como uma espécie de provocação ao rival alvinegro, uma vez que a Associação Athlética Americana havia sido formada por membros dissidentes do Santos FC.
Independente das desavenças, o Alpheu Paim testemunhou grandes partidas durante sua inauguração, ocorrida solenemente no dia 16 de março de 1925, durante as comemorações relativas ao aniversário de 10 anos da agremiação.O estádio do Americana sobreviveu somente até o início dos anos 1950, quando foi vendido e loteado para a especulação imobiliária.
Em sua inauguração foi realizado um Festival Esportivo com os seguintes resultados:

Data: 16 de março de 1925
Local: Estádio Alpheu Paim, em Santos – SP

2º Quadros – AA Americana (Santos) 1×0 AA Portuguesa (Santos)
1º Quadros – AA Americana (Santos) 1×1 AA Portuguesa (Santos)
1º Quadros – Santos FC (Santos) 3×2 AA São Bento (São Paulo)

Fontes: A Tribuna de Santos e Blog Memória Santista

Inauguração do Campo do Bonsucesso FC em 1921

Data: 20 de março de 1921

3º quadros – Bonsucesso 3×2 Helênico
1º quadros – Rio São Paulo 3×0 River
1º quadros – Ramos 2×1 Vasco da Gama
1º quadros – Bonsucesso 1×1 Helênico

O Imparcial - 19 de março de 1921

 

Esporte Clube Humberto Primo / Esporte Clube Vila Mariana – bairro: Vila Mariana – Zona Sul – São Paulo (SP)

O Esporte Clube Humberto Primo, do bairro de Villa Marianna, foi fundado na data de 1º de setembro de 1919.

O nome do clube é uma homenagem a  Humberto Primo de Savoya, rei da Itália entre os anos 1878 e 1900.

Seu primeiro campo para a prática do futebol situava-se na Rua França Pinto número 135, no bairro de Villa Marianna.

Esse estádio foi inaugurado na data de 22 de junho de 1931.

Disputou os campeonatos paulistas em cinco oportunidades, sendo três delas na 2ª Divisão, nos anos de 1932, 1933 e 1934 e duas na 1ª Divisão, nos anos de 1935 e 1936.

Esporte Clube Humberto Primo no ano de 1936 – A Gazeta

Quando da 2ª Guerra Mundial, os clubes que ostentavam nomes estrangeiros foram obrigados a mudar suas denominações.

Desta forma, na data de 30 de outubro de 1942, o Esporte Clube Humberto Primo mudou seu nome para Esporte Clube Vila Mariana.

Atualmente sua sede se situa na Rua Domingos de Moraes número 1768, no bairro de Vila Mariana.

Fontes: A Gazeta, Diário Nacional, Correio Paulistano, Almanaque do Futebol Paulista e site do clube.