Arquivo da categoria: Inaugurações

Inédito!! Futebol Clube Galitos – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1940

Por Sérgio Mello

Distintivo e uniforme da década de 40

O Futebol Clube Galitos foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A 1ª Sede (anos 40) ficava localizado na Rua Vaz de Toledo, nº 417 (sobrado), no Engenho Novo. Posteriormente transferiu a sua Sede social para a Rua Sousa Barros, nº 2, no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio (RJ).

Na sexta-feira, às 21 horas, no dia 15 de janeiro de 1965, o clube inaugurou o Salão de Festas. Atualmente, o local foi demolido e construído o Hospital da UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Três remadores portugueses fundaram o Galitos

O Clube da Cidade Olímpica” ou “Rubro-verdefoi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Agosto de 1940, por três remadores portugueses que pertenciam ao Clube dos Galitos (fundado em 1904 e o escudo também há um galo) de Aveiro, que fica na sub-região da Região de Aveiro, que pertence a região do Centro e ao Distrito de Aveiro e ainda à antiga província da Beira Litoral. A localidade fica a 255 km da capital Lisboa (Portugal).

As cores foi uma homenagem à Portugal

As cores, evidentemente foi inspirado na bandeira portuguesa. O uniforme nos anos 60 era: verde e vermelho (camisa verde com gola e punhos vermelhos, calção branco, e meias com listras vermelhas e verdes).

Primeira Diretoria

A 1ª Diretoria do Galitos foi constituída pelos seguintes membros:

Presidente – Antônio Camano;

Vice-presidente – João Campos;

Diretor de Finanças – Valkir Laranja;

Secretário – Júlio Coutinho;

Diretor de Esportes – Antônio Valério;

Tesoureiro – José Emilio dos Santos;

Diretor de Publicidade – Fernando Santos.

Entrada principal da sede do Galitos, na Rua Sousa Barros. O clube esteve parado socialmente e a diretoria recém-eleita pretende, além de voltar às lides esportivas em 1968, reiniciar todas as atividades.

Início no esporte bretão

O seu começo na vida futebolística, o Galitos realizou centenas de partidas amistosas contra equipes cariocas e fluminenses, conquistando muitas vitórias conquistando o respeito e prestigio no desporto menor.

Na quinta-feira, do dia 1º de outubro de 1942, a diretoria anunciou Silvio Marçal como o novo técnico do clube, que ainda atua como goleiro, defendendo as cores do possante São Cristóvão.

Na década de 40, realizou duas excursões a Miguel Pereira (derrota para o Miguel Pereira por 5 a 2, em 1948) e Mendes (empate em 3 a 3 com o CIPC, em 1949).

FOTO: Globo Sportivo – Uma das formações do F.C. Galitos de 1942

Primeiro título: Campeã do ‘Torneio dos Campeões’

No domingo, do dia 12 de julho de 1942, foi realizado o Torneio dos Campeões, idealizado pelo Corcovado, revestiu-se do máximo brilhantismo. O Futebol Clube Galitos, se sagrou campeão, exibiu-se de maneira notável, conseguindo dois lindos feitos no mesmo dia.

Assim é que, além da vitória alcançada no torneio, saiu-se vitorioso por 3 a 2, no amistoso realizado com o Maravilha da Praça Tiradentes. Disputaram o Torneio dos Campeões oito equipes:

Paula Matos; Club Athletico Tijuca; Corcovado Football Club; Associação Athletica Casa Bruno; Esporte Clube Caveiras; Futebol Clube Galitos, Radial Football Club e Esporte Clube Goitacaz.

O vice-campeão foi o Esporte Clube Goitacaz, que, no prélio final com o Galitos, exigiu quatro prorrogações até ser batido. A equipe campeã foi a seguinte: Camisolão; Nonô e Maravilha; Mario, Antero e Roldão; Luiz Odarilo, Laurito, Walter e Mello.

FOTO (1943): Gazeta de Notícias – Time formado com: Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Lenine e Elmo; Othon, Darcy, Mario, Patola e Neco.

Galitos campeão do Engenho Novo de 1943

O Jornal dos Sports fez a crônica desse título conquistado pelo Galitos:

– Obteve um sucesso notável o, Campeonato Regional do Engenho Novo, promovido pelo “Correio da Noite“, com a cooperação do E. C. Vallim que foi além da expectativa; cedeu o seu majestoso campo, deu artística taças com as legendas: campeão e vice; além do policiamento que pediu para que tudo correspondesse a expectativa, enfim, tudo correu às mil maravilhas, não pela compreensão dos litigiantes, como também pelas disciplinadas assistências dos concorrentes.

Os quadros que disputaram o torneio foram Galitos, Pacífico, Palmeira, Corintians, Eng. Novo, Nacional. Lamentável é que o Souza Barros e o Cabuloso desistissem de tão extraordinário empreendimento. A vitória do Galitos foi justíssima, foi quem apresentou melhor conjunto, ardor e combatividade.

O Palmeira também agradou pelos valores que apresentou, só cedendo nos últimos momentos de Jogo. O Nacional, Eng. Novo e Corintians regulares, e finalmente o Pacífico que era o favorito, devido ao scratch que apresentou foi abafado pelo Galitos, perdendo por 2 goals, 1 corner a zero, embora reforçado com, Ludovico, do Bonsucesso, Otavio, do Nacional, Osmar, do C.R. Flamengo aliás, foi campeão pelo rubro-negro, Paco do Valim, etc.

A assistência presente foi colossal, lotando totalmente as dependências do Valim. O resultado geral do torneio foi o seguinte:

1º Jogo: Nacional empatou com o Eng. Novo por 1 a 1, mas venceu nos escanteios por 3 a 1. O árbitro foi o sr. Brasiliano Vallim

2º Jogo: Palmeira derrotou o Corintians por 1 a 0, tendo Faustino Vallim como árbitro.

3.° jogo: Galitos bateu o Pacífico por 2 a 0, e levou a melhor nos escanteios: 1 a 0. O árbitro foi o sr. Arthur Lopes, o popular Baianinho do S. Christovão.

4º jogo: Palmeira e Nacional empataram sem gols, mas nos escanteios o Palmeira venceu por 1 a 0. A arbitragem ficou a cargo de Isaac Mendes de Almeida.

Na grande final, com Arthur Lopes no apito, Galitos e Palmeira decidiram o título. A partida teve a duração de uma hora (30 minutos cada tempo). Aos 5 minutos, Marinho cortando uma bola conseguiu o 1.º goal para o Palmeira, terminando o primeiro tempo em vantagem 1 x 0.

No 2.º tempo, aos 22 minutos, Nonô cobrou uma falta do meio de campo. A bola caiu nos pés de Lippi, que de maneira notável, empatasse o prélio com uma bicicleta, terminando o tempo regulamentar 1 x 1.

Na 1ª prorrogação permanece o placard 1 x 1. Ao iniciar se a 2ª prorrogação o Galitos força a defesa do Palmeira que finalmente cede. Lippi apanhando um magnifico passe de Patola dribla os zagueiros e coloca magistralmente a bola no arco de Macarrão obtendo não só a vitória como também o honroso título de Campeão do Engenho Novo.

GALITOS (Campeão) – Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Roldão e Neco; Walter, Odorico (cap.), Lippi, Patola e Otton.

PALMEIRA (Vice-campeão) – Macarrão; Mario e Marinho; Milton, Floriano e Jayme, Léo (cap.), Jocelino, Milani, Mario e Newton.

À noite, em comemoração ao seu grande feito, o Galitos realizou uma passeata por várias ruas das estações do Meyer, Engenho Novo e Sampaio.

FOTO (1968) – Quadra de basquete do Galitos que está sendo recomposta pelos dirigentes atuais para a atividade do seu quadro social.

Títulos conquistados

Campeão do Torneio dos Campeões (1942);

Campeão do Campeonato Regional do Engenho Novo (1943);

Tricampeão da Disciplina no Departamento Autônomo (1958, 1959 e 1960);

Vice-campeão infanto-juvenil do Departamento Autônomo (1960).

Revista O Cruzeiro (RJ) de1966 – O craque Denilson , o ‘Rei Zulu’, revelado pelo F.C. Galitos

Fábrica de Craques

A agremiação Galitense contava com as categorias Juvenis, Aspirantes, Amadores e Veteranos. Dos jogadores de maior destaque revelados no clube: o goleiro Betinho se transferiu para o Vasco da Gama em 1943; Denílson (Fluminense); Carlos Pedro (America/RJ e Sporting/POR); Jorge Andrade (Vasco) e Tião (Portuguesa Carioca).

Inauguração do campo do Galitos

A Praça de Esportes, batizada por ‘Cidade Olímpica’, ficava situado entre as Ruas Sousa Barros e Dois de Maio, no Engenho Novo (próximo à sede do clube), e foi adquirida na quarta-feira, do dia 16 de abril de 1941. Na década de 60, o clube acabou perdendo o campo num imbróglio com o Banco do Brasil. Posteriormente, jogou nesse campo cedido pelo próprio banco.

No domingo, do dia 25 de Maio de 1941, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes, enfrentando o Palmeira. No entanto, o resultado não foi o esperado, sendo derrotado pelo placar de 3 a 0.

Galitos entra no pugilismo

Na quinta-feira, do dia 21 de julho de 1949, o clube deu entrada na secretaria da Federação Metropolitana de Pugilismo (FMP) um pedido de filiação. O Galitos construiu em seu campo uma aparelhagem própria para competições de pugilismo.

O diretor Walquir Laranja definiu como técnico, o sr. Albino Alvarez, veterano lutador com muitos triunfos em ringues cariocas. A partir da sua filiação, o campo passou a ter diversas competições de boxe, organizadas pela FMP.

Além do futebol e o boxe, o clube possuía jogos de salão (como Futebol de Botão), voleibol, futebol de salão, tênis e basquete. No salão nobre eram realizados shows, bailes, carnaval, festa junina, entre outros.

Galitos ingressa no DA

Na quinta-feira, do dia 17 de janeiro de 1952, o Conselho de Representantes do Departamento Autônomo (DA), ligado a Federação Metropolitana de Futebol (FMF), concedeu filiação ao clube rubro-verde.

Jornal dos Sports (1953) – Uma das formações da equipe Infantil do F.C. Galitos

Na base o Galitos enfrentou os grandes clubes do carioca

Em 1953 a 59, o Galitos disputou o Campeonato Infantil e Infanto-Juvenil do DA (Departamento Autônomo), que contavam com os clubes da 1ª Divisão do Campeonato Carioca, como Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Bangu, America, entre outros.  

Modelo do escudo e uniforme das décadas de 50 e 60

Três vezes no Maracanã

O Galitos jogou em três oportunidades no estádio Mario Filho, o ‘Maracanã. A 1ª foi na tarde de sábado, do dia 09 de fevereiro de 1952, na preliminar de Botafogo 2 a 0, no Fluminense, válidopela 2ª rodada do Torneio Rio São Paulo. O Galitos venceu o Canadá por 2 a 1. A segunda vez, aconteceu na tarde de sábado, do dia 30 de maio de 1952, na preliminar de Botafogo 1 a 0 no Bangu, pelo Torneio Rio São Paulo. O Galitos dessa vez acabou caindo diante do Macaé Futebol Clube pelo placar de 5 a 3.

O terceiro jogo, foi na tarde de sábado, do dia 31 de abril de 1955, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, na vitória do America em cima do Fluminense por 1 a 0. O Galitos acabou derrotado pelo Esporte Clube Nacional por 2 a 1.

Amistoso Nacional

Na tarde de domingo, do dia 05 de junho de 1955, no campo do São Cristóvão, aconteceu a peleja interestadual entre os quadros do Galitos, e o Jardim Oriental, de São Paulo.

A partida foi bem disputada, notadamente no primeiro tempo, quando o prélio transcorreu equilibrado com ataques alternados. Nesta fase, os Galitenses marcaram o seu primeiro tento, por intermédio de Nico e terminando-o com a vantagem de 1 x 0 para o Galitos.

No segundo tempo, o Galitos dominou inteiramente a peleja marcando três gols, por intermédio de Nico, Mauricio e Valerio, vencendo assim o match por 4 x 0. A partida teve arbitragem do sr. Wilson de Souza, com ótima atuação.

As partidas preliminares foram as seguintes:

Galitos 4 x 1 São Cristóvão (Infantil);

Boca Negra 3 x 1Guarani;

11 Unidos do Brasil 2 x 4 São Jorge.

Os quadros foram os seguintes:

GALITOS: José; Nei e Valerio; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Mauricio).

JARDIM ORIENTAL: Alexandre; Geraldo e José; Palucio, Amaral e Chafi; Wirzo, Giusi, Roberto, Almir e Evangelista.

Número de sócios

Tribuna da Imprensa (RJ) – 07-04-1958 – Time Infanto-Juvenil do F.C. Galitos

Em 1968, era uma das tradições entre os clubes cariocas, com diversos jogadores que migraram para os principais quadros da cidade. O Galitos contava com cerca de 1.700 associados, um número excelente para a época. Desse número, 1.430 eram contribuintes com mensalidade no valor de NCr$ 1,00 (um cruzeiro novo) e 213 proprietários. Uma curiosidade é que a 1ª pessoa a se associar ao clube foi Adilson Teixeira dos Santos.

Na década de 60, o Galitos participou do Campeonato Carioca de Veteranos do DA, mas sem destaque. Em 1968, o Galitos contava com 65 jogadores registrados para a disputa de diversas modalidades esportiva do DA (Departamento Autônomo). Na parte do futebol destacam-se: Juan, Valmir, Alvino, Nelson, Hélio, Ivo, Arlindo, Nei, Jorge Penteado, Gilnei, Laércio, Gilberto, Anver, Mário e Vanderlei.

Diretoria de 1968

Presidente – Dr. Antônio Carlos Gamaro;

Vice-presidente – Edgard da Rocha Leite;

Secretário – Beneval Teles Silões;

Tesoureiro – Gilberto Vieira Dantas;

Diretor social – Anver Bilate Filho;

Diretor de Esportes – Dr. Francisco Xavier Bastos do Amaral;

Diretor de Patrimônio – Artur Pinto Correia;

Diretor Procurador – Jorge Fernandes Penteado;

Diretor de Publicidade – Laércio Pinheiro Moutinho.

Algumas formações:

Time base de 1940 (1º Quadros); Idalino; Augusto e Homero; Carlinhos, Tião e Gradinho; Boléu, Zeferino, Orestes, Walter e Fernando. Técnico: Idalino.

Time base de 1941 (1º Quadros); Idalino (Amarelinho); Reis (Fausto) e Bimba; Medeiros (Homero), Balthazar e Roldão (Aranha); Hélio (Zú), Norival (Biló), Gamboa (Fernando), Walter (Lora) e Zeferino (Ary ou Dinamite). Técnico: Idalino.

Time base de 1942 (1º Quadros): Betinho (Camisolão ou Walter II); Nonô (Herminio) e Ary (Homero ou Maravilha); Antero (Remendo ou Natalino), Roldão (Reis) e Mario (Norival ou Jayme); Luiz (Gamboa), Lippi (Odarilo ou Bily), Walter (Laurito ou Hélio), Patola (Neco ou Oldemar) e Mello (Fernando). Técnico: Nonô.

Time base de 1943 (1º Quadros): Betinho; Nonô e Maravilha; Cornélio (Elmo), Roldão (Lenine) e Ary (Neco); Walter (Odarilo), Octacílio (Darcy), Lippi (Mario), Patola e Othon. Técnico: Nonô, depois Orlando Cardozo Mendes.

Time base de 1946 (1º Quadros): Raul (Betinho); Jerdal (Elmo ou Nonô) e Pingunça (João ou Maravilha); Ivan (Silvio), Cocada e Dario (Neco); Binha (Hélio Maia), Bidon (Hildebrando), Sapateiro (Pelado), Bando (Kafungá) e Chaves.

Time base de 1947 (1º Quadros): Raul (Betinho); Galego (Maravilha) e Elmo; Ivan (Silvio), Fausto (Pirá) e Cocada (Biorol); Ivan (Pelado), Valdir (Hélio), Bando (Valdemar), Bidon (Hildebrando) e Binha (Jervel ou Chaves).

Time base de 1948 (2º Quadros): Raul (Rola ou Camisolão); Manduca e Bolinha (João); Bamba (Curuba), Boneval (Elcio) e Silvio (Miranda); Luiz (Pé de Mico), Walter (Cidinho), Biguá (Zeferino), Neném (Luiz Miro), Osvaldo (Waltinho), Cidinho e Doca (Zezeca).

Time base de 1948 (1º Quadros): Raul; Galego e Agair (Aroldo); Avilson, Cocada (Finfim) e Binha (Valtinho); Hélio Maia, Legel (Bando), Bidon, Choriço (Deão), Chaves e Castro.

Time base de 1949 (1º Quadros): Camisolão; Galego e Manduca (Finfim); Biguá (Valtinho), Cocada (China) e Binha (Silvio); Hélio Maia, Bando (Legel), Sapateiro, Luiz (Ferreira) e Castro (Vênus).

Time base de 1950 (1º Quadros): Raul (Macarrão); Tião e Finfim (Raimundo); Armando (Cocada), Ivan (Ferreira) e Darcy (Osvaldo); Pé de Mico (Haroldo), Neném (Avilson), Bidon (Lili), Sapateiro (Raimundo) e Elmo (Bimba).

Time base de 1951: Valter (Cifra); Galego (Bolinha) e Miro (Mario); Pé de Mico (Beneval), Sacico (Dode) e Geraldo (Libório); Nado, Neném, Sapateiro (Enéas), Leônidas (Moa) e Miro (Esquerdinha).  

Time base de 1952: Tripa (Raul ou Vadinho); Arthur (Bá) e Quirino (Jorge); Tião (Pé de Mico), Russo e Sapateiro (Biró); Hélio (Enéas), Bidon (Neném), Bolinha (Pery), Ditinho (Careca) e Esquerdinha

Time base de 1953: Celso; Tião e Preto; Hélio, Moacir e Edson; Hélio II, Maia, Simões, Enéas e Mico II

Time base de 1954: José; Ney e Valério; Pé de Mico, Lili e Dodô; Hélio, Carlinhos, Décio, Mariano e Periquito

Time base de 1955: José; Nei e Valério; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Maurício).

Time base de 1956: Zé Américo (Reis); Ney e Tião; Hilton (Relston), Lauri (Vadico) e Valério (Neumar ou Xacoco); Pé de Mico (Chiquinho), Ronaldo (Mauro ou Darci), Carlinhos (Boca ou Haroldo), Valdir (Zezinho ou Ivan) e Jorge (Maurício ou Sabará)

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: O Globo Sportivo (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)

FONTES: A Luta Democrática (RJ) –A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – O Radical (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)

Fotos raras de 1981: Corumbaense (MS) 0 x 1 Vasco da Gama (RJ), na reinauguração do Estádio Artur Marinho, em Corumbá (MS)

Na tarde de domingo, do dia 11 de janeiro de 1981, Corumbaense Futebol Clube e Vasco da Gama se enfrentaram, em amistoso, na reinauguração do Estádio Arthur Marinho, o “Gigante da Fronteira“, na cidade de Corumbá/MS. Esse jogo, foi a 1ª vez que Roberto Dinamite atuou em solo sul-mato-grossenses.

EM PÉ (esquerda para a direita): Mazaropi, Rosemiro, Orlando Lelé, Celso, Dudu e João Luís;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Wilsinho, Zandonaide, Roberto Dinamite, Silvinho e César.

O Jornal dos Sports, assim fez a crônica do jogo:

Gol de Zandonaide

garante o Vascão em Corumbá

“O Vasco começou a temporada deste ano com uma vitória de 1 a 0 sobre o Corumbaense, gol de Zandonaide aos 26 minutos do primeiro tempo, aproveitando passe na medida de Roberto Dinamite.

O time carioca mereceu a vitória pelo maior volume que apresentou durante a partida. Com o objetivo de mostrar ao adversário que foi a Corumbá para ganhar a partida, além de participar da festa, o Vasco começou o jogo se lançando à frente em busca de um gol.

Ο Corumbaense, porém não se intimidou e passou também à ofensiva. Com isso, os primeiros minutos do jogo de ontem à tarde, foram bastante movimentados, com bons lances técnicos e jogadas individuais.

Aos poucos, mais decidido e com jogadores mais experientes, o Vasco foi se impondo e, a partir dos 10 minutos, passou a dominar o jogo, fazendo com que seu adversário recuasse para evitar levar gol. O Vasco fez a maioria de suas jogadas pelo setor direito, aproveitando a disposição e determinação de Rosemiro, que entrava bem pelo setor.

Mas foi do Corumbaense a primeira jogada de perigo, que aconteceu aos 24 minutos, com chute de Leba, com a bola passando entre as pernas de Mazaropi. O goleiro, porém, se recuperou e pegou com dificuldade, evitando o gol.

Bolão, Mário Sérgio, Torta, Tico, Lúcio, Chicão, Pretinho e Dum, Negão, Leba, Neca, Dida, Éder, Carlinhos e Carlos.

No minuto seguinte, o Vasco abriu o escore, com chute violento de Zandonaide, de perna esquerda, após receber passe na medida de Roberto, numa jogada de estilo de Dinamite que matou a bola no peito, deixando para o apoiador completar.

Depois do gol, o Vasco ainda manteve pequeno domínio, mas após os 30 minutos o Corumbaense sentiu que dava e partiu com decisão para o ataque. O Vasco sentiu a pressão e passou a atuar com mais cautela. Aos 43 minutos, Leba passou por dois defensores, chutou forte e a bola passou sobre o travessão, com perigo para Mazaropi.

Para o segundo tempo o Vasco voltou com Guina em lugar de Wilsinho “Xodó da vovó”, para treinar o apoiador que aceitou ser ponta-direita e fazer o terceiro jogador do meio-campo. O time, porém, não melhorou muito, como Zagallo esperava, pois era evidente a falta de ritmo de alguns jogadores e o entrosamento de um modo geral.

O Vasco ainda fez mais duas alterações, Adriano e Sérgio Pinto, para testá-los. Mesmo com essas substituições, o time carioca não conseguiu marcar o segundo gol. O resultado, porém, foi justo pelo maior volume de jogo que o Vasco teve na partida.

Nos cinco minutos finais as duas equipes voltaram a jogar com mais entusiasmo, com muitas situações de gols, mas o escore não se modificou e o Vasco ganhou seu primeiro amistoso do ano”.

CORUMBAENSE F.C. (MS)        0        X        1        C.R. VASCO DA GAMA (RJ)  

LOCALEstádio Artur Marinho, em Corumbá (MS)
CARÁTERAmistoso nacional
DATADomingo, do dia 11 de janeiro de 1981
ÁRBITROLourival Ribeiro da Paixão (então com 36 anos, da FFMS)
CORUMBAENSE F.C.Bolão; Mário Sérgio, Torta (Dida), Tico e Lúcio; Chicão (Éder), Pretinho e Dum (Carlinhos); Negão, Leba e Neca (Carlos).
C.R. VASCO DA GAMAMazaropi; Rosemiro, Orlando Lelé, Celso e João Luís (Sérgio Pinto); Dudu, Zandonaide e César; Wilsinho (Guina), Roberto Dinamite e Silvinho (Adriano). Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo
GOL(S)Zandonaide, aos 26 minutos (Vasco), do 1º Tempo.

FOTOS: Página do Facebook “Memórias de Corumbá”, do acervo do fotógrafo Roberto Higa

FONTE: Jornal dos Sports (RJ)

Completa 58 anos: Estádio Santa Cruz – Ribeirão Preto (SP)

Estádio Santa Cruz completa 58 anos; escritura de doação revela quem viabilizou a área do estádio e como a doação foi formalizada em 1966

Levantamento do Projeto Memórias Notariais, do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, revela a escritura de doação do terreno ao Botafogo FC, com detalhes sobre os envolvidos, o valor declarado e as regras urbanísticas que viabilizaram a construção do estádio em Ribeirão Preto

Ribeirão Preto, 21 de janeiro de 2026 – O Estádio Santa Cruz, casa do Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto, completa 58 anos com sua origem arquivada em documentos oficiais que detalham como a área destinada ao estádio foi formalmente constituída. Escritura pública lavrada em 18 de junho de 1966, mostra que o terreno onde o estádio foi construído foi doado ao clube pela Imobiliária Nova Ribeirão Preto S.A. (INORP), em um ato jurídico que antecedeu a inauguração do equipamento esportivo, ocorrida em janeiro de 1968.

O documento foi lavrado no 4° Tabelionato de Notas de Ribeirão Preto e teve como partes a Imobiliária Nova Ribeirão Preto S.A. (INORP) que doou o terreno, representada por seus diretores superintendentes Miguel Cury e Jairo Nantes Junior. O Botafogo Futebol Clube aparece na escritura como donatário do terreno, representado por seus diretores Waldomiro da Silva, presidente, Raul Leite, tesoureiro, e Léo Mossi, secretário.

A escritura formaliza a doação gratuita de duas glebas de terra localizadas no loteamento Ribeirânia, somando mais de 94 mil metros quadrados. A área principal, com 63.061 metros quadrados, foi destinada à construção do estádio de futebol. A segunda gleba, com 31.280 metros quadrados, teve como finalidade a implantação das dependências sociais do clube.

O valor total da doação foi declarado em Cr$ 500 mil, sendo Cr$ 350 mil atribuídos à área destinada ao estádio e Cr$ 150 mil à área reservada às dependências sociais. O documento estabelece ainda uma série de condicionantes urbanísticas, como a manutenção obrigatória de áreas ajardinadas no entorno do estádio, limites de ocupação do solo, recuos mínimos e a cláusula de reversão do imóvel em caso de desvio de finalidade.

Antes da doação ao Botafogo, os terrenos haviam sido adquiridos pela INORP em agosto de 1965 de Francisco Epaminondas de Almeida e sua esposa, conforme escritura lavrada  no Cartório de Registro Civil e Anexos de Bonfim Paulista e posteriormente transcrita no Registro de Imóveis da 2ª Circunscrição de Ribeirão Preto. O documento também registra o processo de loteamento da região, elemento que ajuda a compreender a expansão urbana da cidade naquele período.

A escritura indica ainda que o estádio já se encontrava em construção no momento da lavratura do ato, reforçando o papel do documento como marco jurídico da consolidação do projeto. Ao detalhar limites, confrontações, destinação das áreas e obrigações das partes, o registro notarial garantiu segurança jurídica para a implantação de um dos principais equipamentos esportivos do interior paulista.

O Projeto Memórias Notariais amplia o acesso a informações históricas ao transformar documentos técnicos em fontes de leitura acessíveis ao público. A iniciativa se dedica a identificar, contextualizar e dar visibilidade a escrituras que permitem compreender como cidades e equipamentos urbanos foram juridicamente estruturados. Ao revelar processos de ocupação do território, decisões institucionais e acordos formais, esses documentos contribuem para a compreensão da conformação do espaço urbano e da própria trajetória social das cidades ao longo do tempo.

Para Daniel Paes de Almeida, vice-presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, o Projeto Memórias Notariais amplia o acesso da sociedade a informações históricas ao valorizar o papel central da escritura pública: trazer segurança e perpetuidade aos atos jurídicos. “A escritura pública exerce uma função fundamental na preservação da nossa história. É por meio dela que se conservam dados relevantes sobre a formação das cidades, a organização dos equipamentos urbanos e as decisões institucionais que moldaram o espaço urbano. O trabalho do projeto é justamente identificar, contextualizar e dar visibilidade a essas escrituras, permitindo que a sociedade compreenda os processos jurídicos e históricos que estruturaram o desenvolvimento urbano”, afirma.

Sobre o Projeto Memórias Notariais

O Projeto Memórias Notariais é uma iniciativa do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), criada em 2016 para resgatar, preservar e divulgar a história de São Paulo e do Brasil a partir de documentos históricos arquivados nos cartórios de notas. A ação valoriza escrituras públicas, testamentos e registros antigos, transformando esse acervo em conteúdo acessível por meio de exposições, pesquisas e produções editoriais, reforçando a importância do notariado na construção da memória cultural e social do país.

FOTOS: Acervo de Toninho Sereno – Flickr – Vecteezy

FONTE: Heitor Buarque, da Bentida Imagem

Foto Rara de 1949: Estádio do Maracanã – Rio de Janeiro (RJ)

Vista áerea do Maracanã

Na época, a construção do estádio foi muito criticada por Carlos Lacerda, na época Deputado Federal e inimigo político do durante mandato do então General de Divisão e Prefeito do Distrito Federal do Rio de Janeiro, Marechal Ângelo Mendes de Moraes, pelos gastos e, também, devido à localização escolhida para o estádio, defendendo que o mesmo fosse construído em Jacarepaguá.

Ainda assim, apoiado pelo jornalista Mario Rodrigues Filho, Mendes de Morais conseguiu levar o projeto para frente. Na área escolhida, situava-se uma arena destinada à corrida de cavalos. A concorrência para as obras foi aberta pela prefeitura do Rio de Janeiro em 1947, tendo como projeto arquitetônico vencedor o apresentado por Miguel Feldman, Waldir Ramos, Raphael Galvão, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro.

O projeto vencedor previa um estádio para 155.250 pessoas, sendo 93 mil lugares com assento, 31 mil lugares para pessoas em pé, 30 mil cadeiras cativas, 500 lugares para a tribuna de honra e 250 para camarotes. O estádio ainda contaria com tribuna de imprensa com espaço para 20 cabines de transmissão, 32 grupos de sanitários e 32 bares.

No total, a área coberta do estádio atingiria 150 mil m², com altura total de 24m. As obras iniciaram-se na segunda-feira, do dia 02 de agosto de 1948, data do lançamento da ‘pedra fundamenta’. Trabalharam na construção cerca de 1.500 homens, tendo se somado a estes mais 2.000 nos últimos meses de trabalho. Apesar de ter entrado em uso em 1950, as obras só ficaram completas em 1965.

Em seu projeto original, o Maracanã tinha seu formato oval, medindo 317 metros em seu eixo maior e 279 metros no menor. Media 32 metros de altura, o que corresponde a um prédio de seis andares, e a distância entre o espectador mais distante o centro do campo era de 126 metros.

A cobertura protegia parcialmente as arquibancadas em toda a sua circunferência. Na cobertura foram montados os refletores, que funcionavam a vapor de mercúrio. Desde 1962, até as reformas realizadas na década de 2000, a medida do gramado era de 110 por 75 metros.

Havia um fosso que separava o campo das cadeiras inferiores que media três metros de profundidade com bordas em desnível. O acesso ao gramado dava-se por meio de quatro túneis subterrâneos que começavam nos vestiários. Existiam cinco vestiários no estádio, sendo utilizados normalmente apenas três, um para cada time que disputa uma partida de futebol e outro para a arbitragem.

Sua inauguração deu-se com a realização de uma partida de futebol amistosa entre seleções do Rio de Janeiro versus São Paulona sexta-feira, do dia 16 de junho de 1950, vencida pelos paulistas por 3 a 1.

O meio-campista da equipe carioca, Didi, do Fluminense, foi o autor do 1º gol no Estádio Municipal (que depois ganhou o nome de Mario Filho, popularmente conhecido por: Maracanã) e o Osvaldo Pisoni foi o 1º goleiro a sofrer gol no estádio.

FONTE: GuarAntiga – Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro – site Estádio Maracanã

1º Escudo: ICASA Sport Clube – Juazeiro do Norte (CE)

Por Sérgio Mello

O ICASA Sport Clube (Atual: Associação Desportiva Recreativa Cultural Icasa) é uma agremiação do município de Juazeiro do Norte, situado na Região Metropolitana do Cariri, que fica a 491 km da capital (Fortaleza) do estado do Ceará. A localidade conta com uma população de 286.120 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022.   

História

Em 1947, foi criada a Indústria e Comércio de Algodão SA – ICASA. Algum tempo depois, a direção da firma fez um campo de futebol, para que os operários pudessem jogar aos domingos, como uma forma de lazer e integração.  

A partir daí nasceram dois times: Algodão (da fábrica de algodão) e o Óleo (fábrica do óleo). A implementação foi um sucesso instantâneo. Os jogos eram disputados e o assunto durante a semana era sobre o futebol entre as duas equipes.

A continuidade das partidas de futebol entre as equipes do Óleo e a do Algodão levou a direção da indústria ao sonho de criar um time forte, que a representasse na disputa do Campeonato Municipal, promovido anualmente no campo da Liga de Desporto Juazeirense (LDJ).

Quanto à determinação dos entusiastas… Não bastava só participar, se a equipe tivesse que entrar no campeonato, seria pra ser vencedora, afinal era a reputação da indústria que estava em jogo!

Nessa época, o time dos motoristas de praça (taxistas) de Juazeiro, estava desfazendo sua agremiação (Volante Atlético Clube) e, sabendo da intenção da direção da indústria em formar um time para disputar o campeonato municipal, fundiu-se ao quadro de funcionários da indústria.

Nasce o ICASA Sport Clube

Assim, às 9 horas da manhã, da quarta-feira, do dia 1º de Maio de 1963, ‘Dia Internacional do Trabalhador’, foi Fundado o ICASA Sport Clube, numa solenidade festiva nas dependências da Indústria e Comércio de Algodão Sociedade Anônima (ICASA), sob inflamado discurso e com uma forma de divulgar o nome da indústria. O industrial Teodoro de Jesus Germano, o ‘Doro Germano’ foi o 1º Presidente.

A origem das cores e distintivo

As cores escolhidas do escudo e do uniforme: O verde representando a folha do algodão e, o branco, a pluma. O pintor da indústria foi chamado para desenhar o emblema da camisa, representando a engrenagem de uma máquina de beneficiamento de algodão, contendo, em seu interior, o nome da indústria ICASA, sendo que a letra “I” seria desenhada na forma de uma chaminé.

ICASA Campeão juazeirense de 1969.
EM PÉ (esquerda para direita): Azul, Zé do Carmo, Ramos, Zé Cicero, Nena, Pirajá e Isaias (massagista); AGACHADOS (esquerda para direita): Raimundo Pio, Dote, Caçote, Joãozinho, Geraldino e Gilson.

Nove títulos Juazeirense em uma década

Logo no 1º ano, o Icasa Sport Clube surpreendeu a todos, desbancando os favoritos e se consagrando campeão juazeirense de 1963 e vice-campeão no ano seguinte. Daí pra frente, nos anos de 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969 só deu Icasa se sagrando pentacampeão Citadino.

O futebol bonito do Icasa encantava a todos. A cada jogo, aumentava o número de pessoas vindas até das cidades circunvizinhas, que queriam ver a equipe habilidosa do Icasa em campo.

Assim o escrete da vitória foi cativando torcedores por toda região do Cariri, dando início à “era de ouro do futebol juazeirense”.

Antigo Estádio Romeirão - Capacidade para 10 mil pessoas

Estádio Romeirão e a Sede Social

Na sexta-feira, do dia 1º de Maio de 1970, dia do 7º aniversário do Icasa, a capital da fé amanheceu mais uma vez em festa, desta vez, o município inaugurava o seu estádio de futebol, carinhosamente denominado:

Estádio Romeirão, em homenagem aos fiéis romeiros do Padre Cícero. Afinal, a cidade já tinha uma grande equipe de futebol, com uma legião de torcedores a altura que justificasse tal empreendimento.

O jogo inaugural contou com a vitória do Cruzeiro (MG) sobre o Fortaleza (CE), pelo placar de 3 a 0. O 1º gol foi assinalado por Evaldo. Mais de 20 mil pagantes compareceram para prestigiar o jogo inaugural.

A sua Sede fica localizado na Rua Frei Damião, nº 1.720ª, no Bairro Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte/CE. Já a Arena Romeirão fica localizado na Avenida Presidente Castelo Branco, nº 4.464, no bairro Pirajá, em Juazeiro do Norte/CE.

Sede social do ICASA

O porquê das estrelas no escudo

No Romeirão, o Icasa consagrou sua hegemonia, dando continuidade a uma sequência de conquistas, ganhando os títulos nos anos de: 1970, 1971 e 1972. Bordando em seu emblema oito estrelas, que representam os oito títulos seguidos, octacampeão do campeonato da Liga de Desporto Juazeirense (LDJ).

Ingressou no profissionalismo

A nova Arena Romeirão – Capacidade atual para 17.230 pessoas

Diante do grande sucesso, o ICASA resolveu alçar voos maiores e, em 1973, se profissionalizou e se filiou a Federação Cearense de Futebol (FCF). De lá pra cá foram 15 participações no Campeonato Cearense da 1ª Divisão, onde alcançou os seus melhores resultados em 2005, 2007 e 2008, quando terminou com o vice-campeonato.

Títulos e participações em âmbito nacional

Faturou três títulos do Campeonato Cearense da 2ª Divisão, em 2003, 2010 e 2020. Na esfera nacional, o ICASA debutou no Campeonato Brasileiro da Série C, de 1995. Ao todo, foram sete edições da Série C, obtendo o seu melhor resultado o vice de 2012.

No Campeonato Brasileiro da Série D, foram duas participações: 2016 e 2022, sem destaque. No Campeonato Brasileiro da Série B, foram quatro edições: 2010, 2011, 2013 e 2014. Melhor campanha foi 5º lugar, em 2013. Já na Copa do Brasil foram cinco participações, obtendo o melhor desempenho em 2009, quando avançou até as Oitavas de final.

HINO (Letra e Música: Luiz Fidélis)

O verde vale do Cariri

É a bandeira do nosso esquadrão

Desfraldada sobre a maior torcida

Numa só corrente, de mão em mão

Meu padim nos gramados do céu

É mais um craque a orar meu Verdão

A fé nos conduz à vitória

Icasa eterno campeão

Icasa

Temos forças pra lutar, Uh! Tererê!

Icasa estamos do teu lado, Uh! Tererê!

Não importa o resultado, Uh! Tererê!

O que importa é te amar

Vamos jogar para vencer, Uh! Tererê!

Não temos nada a temer, Uh! Tererê!

Icasa estamos aí És a paixão do meu Cariri.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Fabiano Batista

FOTOS: Blog do Kempes – Google Maps – Acervo de Alemberg Quindins

FONTES: Livro “ICASA do Meu Coração”, de Alemberg Quindins – Feeração Cearense de Futebol (FCF)

Escudo raro de 1940: Villa do Carmo Sport Club – Barbacena (MG)

Por Sérgio Mello

Villa do Carmo Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Barbacena, situado no Interior do estado de Minas Gerais. Localizado a 169 km da capital (Belo Horizonte), conta com uma população de 125.317 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022

A “Maior das Vertentes(depois Periquito e depois Leão) foi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Maio de 1930, num povoado conhecido à época como uma “Villa”, situada próxima à igreja de Nossa Senhora do Carmo, no bairro do mesmo nome, na cidade de Barbacena/MG.

A partir daí, surgiu inicialmente com o nome Vila do Carmo Sport Club, e como cores oficiais o verde e o branco. Posteriormente, na década de 90, após um resgate de materiais históricos do clube, foi alterado seu nome oficial para Villa do Carmo Esporte Clube, adicionando também a cor vermelha para a identidade do clube.

Acervo de Fabiano Rosa Campos

O seu Estádio São Sebastião (Capacidade para 2.500 pessoas) e a sua Sede ficam localizados na Rua Prudente de Carvalho Araújo, nº 175, no bairro São Sebastião, em Barbacena.

A primeira mascote foi o “Periquito”, conhecido pela imprensa inclusive como “A equipe periquita de São Sebastião”. Posteriormente, foi adotado também o “Leão”, por força do então ilustre torcedor Butina.

Este usava sempre o slogan “Solto o Leão” para que os jogadores entrassem em campo. A partir daí, passou a ser conhecido ao longo dos anos como “O Leão da Mantiqueira”.

Praça de Esportes inaugurado em 1933

Foi inaugurando, no domingo, do dia 04 de junho de 1933, a esplendida Praça de Esportes Villense, realizou-se, em Barbacena, uma interessante festa esportiva, cujo programa agradou, em cheio, à assistência que se fez presente.

Ne jogo principal, Tupynambá, bicampeão de Juiz de Fora, enfrentou o forte conjunto do Villa do Carmo S. C. O cliché que estampamos é dos dois times que se defrontaram e de parte da assistência que aplaudiu os feitos do clube de suas simpatias.

Villa jogou no Rio de Janeiro em 1938

O Villa do Carmo viajou até o Rio de Janeiro, para realizar um amistoso diante do Modesto Football Club, do bairro de Quintino Bocaiuva, na Zona Norte do Rio.

A diretoria dos Leões de Quintino desembolsou 5:000$000 (cinco contos de réis), equivalente aos dias de hoje cerca de 50 mil reais; para organizar esse jogo, entre o “bichodos jogadores, passagens e hospedagem.

O Villa do Carmo trazia um cartaz que impunha respeito. Ostentava um “recorde de vitorias”. Seus craques eram quase todos profissionais. Seus triunfos foram todos obtidos sobre adversários dificílimos.

Abaixo, as 24 partidas e o mesmo número de vitórias, com 99 gols marcados, 19 tentos sofridos e um saldo pomposo de 80 gols:

America (4 x 2 e 3 x 1); Olympia (3 x 1 e 2 x 0); Botafogo (2 x 1 e 2 x 1); S. C. Lavras (8 x 0 e 6 x 1); Imperial (2 x 1, 3 x 0 e 6 x 0); Athletico (8 x 1 e 6 x 1); Campistas (3 x 0 e 6 x 0); Sigma (4 x 1, 7 x 1 e 5 x 2); Mineiro (3 x 0, em Santos Dumont); Guarany (5 x 1, em Lafayette); Tupynambás (4 x 3, em Juiz de Fora); Athletic (3 x 0, em São João Del Rey); Seleção de Barbacena (3 x 1); Minas F.C. (1 x 0, em S. João Del Rey).

Villa foi derrotado pelo Modesto

Na tarde de domingo, às 16h20min., do dia 08 de maio de 1938, as duas equipes se enfrentaram na Praça de Esportes do River Football Club, na Rua João Pinheiro, no bairro da Piedade. No final, o Villa do Carmo fez um bom jogo, mas acabou derrotado pelo placar de 2 a 0.

Estiveram presentes figuras conhecidas do sport carioca, como José Bastos Padilha (foi um dos maiores presidentes da história do C.R. Flamengo), e recebeu significativa manifesto dos suburbanos; Pedro Novaes (então presidente do Vasco da Gama), Cherubim Silva (ex-presidente da Federação Metropolitana de Desportos e vice presente, na época, do Vasco da Gama), Mario Rodrigues Filho (diretor do Jornal dos Sports), Mario Calderaro e João Machado (diretores da Federação Athletica Suburbana), Osorio, Manoel Silva e tantos outros.

O jogo foi movimentado e disputado, merecendo fortes aplausos da torcida presente. O Modesto Football Club venceu por 2 a 0, entretanto Villa do Carmo não foi presa fácil, e fez forte reação no segundo tempo, obrigando os modestinos a trabalhar de forma estafante para evitar o empate.

Aos 21 minutos do primeiro tempo, Ayres, de pênalti, abriu o placar para o Modesto. Na etapa final, Mangueirinha invadiu a área e tocou para Ayres, mostrou oportunismo, marcando seu segundo gol, aos 26 minutos, dando números finais a peleja.

O árbitro da peleja foi o argentino Sr. Virgílio Fredrighi, que teve excelente atuação, reinando sempre com cordialidade e disciplina entre players (jogadores) e assistentes (torcida). Na preliminar, na categoria juvenil, o Independentes bateu o Silva Teles por 3 a 1. Na preliminar, o Nacional venceu o Engenho de Dentro por 2 a 0.

MODESTO: Onça; Ludovico e Waldemar; Alberto, Carlos e Vavá; Nico, Antônio (Mosqueira), Ayres, Cicero e Mangueirinha.

VILLA DO CARMO: João Alberto; Waldyr e Arlindo Sabonete; Massudo, Anthero e Waldemar; Mistrica, Tizinho, Daniel, Ataliba e Mazzoni.

Vila do Carmo S. C.
Na foto acima os quadros de titulares e aspirantes logo após a conquista jamais igualada por outro qualquer clube desta cidade.
Titulares, tricampeões, 51, 52 e 53.
Aspirantes: tetracampeões: 50, 51, 52 e 53.
EM PÉ (esquerda para à direita): Simão S. Fortes (diretor), José T. Brandão (presidente), Zé Pequeno, Abalem, Magela, Olinto, Valter, Borracha, Morais, Calisto Campos (diretor), Angelo Morais (presidente). João Raimundo, 19, Zé Lima, Rael, Hilário, Cordeiro, Fernando, Benito. Bombeiro, Adriano Oliveira (presidente).
AGACHADOS (esquerda para à direita): Sabara (massagista), Irani, Duban, Branco, Levi, Morais, Nenem, Coquinho, Cicero (mascote), Carlinho Oliveira (técnico), Zuconi, Mazoni, Zozó, Plinio. Moisés e Sabará.

Tricampeão Citadino nos anos 50

Na quinta-feira, do dia 04 de maio de 1939, foi fundada a Liga de Sports Barbacenense (LSB), pelos clubes da cidade: Olympic Club, Villa do Carmo, Batalhão, América Futebol Clube, Central, Atlético Clube Barbacenense, Estudantes, Campista e Montanhês

Sob a presidência do Dr. Brasil Araujo, o Villa do Carmo se sagrou campeão do 1º Campeonato Citadino de Barbacena de 1939. No ano seguinte (1940), faturou o Bicampeonato Citadino. Em março de 1941, um dos destaques da equipe, o goleiro João Alberto foi contratado pelo Clube de Regatas Flamengo.

Em 1941, quem estava gerindo o futebol no município era a Liga Amadorista de Esportes Barbacenense (LAEB), situado na Praça dos Andradas, s/n, no Centro da cidade, e sob a presidência do Dr. Rubens Santos de Oliveira.

Destaque para o trio: Arlindo “Sabonete”, Waldyr e o goleiro João Alberto. Na década de 50, faturou o Tricampeonato Municipal (1951, 1952 e 1953)

Posteriormente disputou algumas edições do Campeonato Citadino de Juiz de Fora: 1958, 1959, 1960, 1961, 1964 e 1965.

America/RJ goleou o Villa

Um amistoso nacional, aconteceu na quarta-feira, do dia 1º de maio de 1957. O Villa do Carmo foi goleado pelo America FC por 6 a 3, em Barbacena/MG. O primeiro tempo, terminou com cinco a zero para o Mecão. Os gols foram marcados por Genuíno, quatro vezes; Romeiro e Ferreira para o America; enquanto Mauro, Irany e Lindolfo fizeram para o Villa.

Villa do Carmo: Campeão; Zé Antônio e Pavão; Cinquenta, Xeréu e Ibrahim; Lindolfo, Mauro, Silvinho, Irany e Coquinho.

America/RJ: Pompeia (Walter); Lucio e Edson; Rubens, Pacheco e Maneco; Canário (Ramos), Romeiro (Washington), Genuíno, Alarcon (Alvinho) e Ferreira. Técnico: Carlos Volante.

Na foto (acima) aparecem o trio final do Villa do Carmo S. C., campeão de 1939 da cidade de Barbacena. São eles: Arlindo (Sabonete), Waldyr e o guardião João Alberto, elemento muito futuroso e considerado o melhor das redondezas.

Villa foi derrotado pelo Madureira/RJ

No domingo, do dia 07 de julho de 1957, o Villa do Carmo perdeu para o Madureira por 3 a 2. Os gols foram assinalados por Nelsinho, Wellis e Nilo para o Tricolor Suburbano, enquanto Silvinho e Mauro, de pênalti, fizeram para o Villa. O árbitro foi Ângelo Ruas, com boa atuação.

Tudo igual entre Villa e Olaria/RJ

No domingo, do dia 06 de janeiro de 1958, Villa do Carmo e Olaria empataram em 1 a 1. No primeiro tempo, aos 6 minutos, Mauro abriu o placar para os donos da casa. O empate da equipe carioca só saiu aos 40 minutos da etapa final, por intermédio de Luís.  O árbitro foi o Sr. Aristocílio Rocha.

Villa do Carmo: Manuel; Pavão e Ibrahim; Zé Antônio, Carioca e Cinquenta; Lindolfo, Ceci, Silvinho, Mauro e Irany.

Olaria: Valter; Joel e Renato; Rico, Olavio e Dodô; César, Silvio, Bera (Luís), Valdir e Mário.

Villa debutou na Segundona Mineira

O Villa do Carmo debutou no Campeonato Mineiro da 2ª Divisão de 1967. A equipe ficou na Sub Zona, que contava com nove equipes. A campanha foi boa, terminando na 2ª posição. No entanto, apenas o campeão avançava para a fase final.

Campeão Mineiro da Segunda Divisão de 1968

O Campeonato Mineiro da 2ª Divisão de 1968, organizado pela FMF (Federação Mineira de Futebol), contou com impressionantes 51 clubes participantes.

Na primeira fase, o Villa do Carmo ficou na Zona Vertentes-Metalúrgica, da Sub Zona, com nove equipes. No final, o Villa terminou na 2ª posição com 23 pontos em 16 jogos (10 vitórias, três empates e três derrotas; 34 gols a favor, 16 tentos contra e um saldo de 18).  

Na segunda fase, ficou na chave com quatro equipes:  Villa do Carmo, Olympic Club (Barbacena), Democrata (Governador Valadares) e Athletic Club (São João del Rei). A equipe terminou na 1ª colocação com nove pontos em seis jogos (quatro vitórias, um empate e uma derrota; 13 gols a favor, cinco tentos contra e um saldo de oito).

Com isso, o Villa do Carmo Esporte Clube avançou para o Quadrangular Final, juntamente com Trespontano Atlético Clube (Três Pontas), Patrocinio Esporte Clube (Patrocinio) e Associação Atlética Cassimiro de Abreu (Montes Claros).

1ª Rodada (5ª-feira – 14 de novembro)

AA Cassimiro de Abreu 0X0Trespontano AC
Villa do Carmo EC     2X0Patrocínio EC

2ª Rodada (Domingo – 17 de novembro)

Patrocínio EC2X1AA Cassimiro de Abreu 
Trespontano AC2X1Villa do Carmo EC     

3ª Rodada (4ª-feira – 20 de novembro)

Patrocínio EC2X0Trespontano AC
Villa do Carmo EC     6X0AA Cassimiro de Abreu 

4ª Rodada (Domingo – 24 de novembro)

Patrocínio EC1X1Villa do Carmo EC     
Trespontano AC2X0AA Cassimiro de Abreu 

5ª Rodada (4ª-feira – 27 de novembro)

AA Cassimiro de Abreu 2X3Patrocínio EC
Villa do Carmo EC     1X0Trespontano AC

6ª Rodada (Domingo – 1º de dezembro)

AA Cassimiro de Abreu 0X0Villa do Carmo EC     
Trespontano AC5X2Patrocínio EC

Classificação do Quadrangular Final

CLUBESPGJVEDGPGCSG
Villa do Carmo EC     863211138
Trespontano AC76312963
Patrocínio EC763121011-1
AA Cassimiro de Abreu 2624313-10

O Villa do Carmo conquistou o inédito título do Campeonato Mineiro da 2ª Divisão de 1968. A campanha no geral foram 40 pontos em 28 jogos (17 vitórias, seis empates e cinco derrotas; 58 gols a favor, 24 tentos contra e um saldo de 34)

Apesar do título, o Villa precisou enfrentar o Independente Atlético Clube (Uberaba), último colocado da Primeira Divisão do Mineiro de 1968.

No 1º encontro, no domingo do dia 8 de dezembro, Villa e Independente empataram em 0 a 0. A 2ª partida, na quinta-feira do dia 12 de dezembro, novo empate sem gols.

O 3º e último jogo, na quarta-feira do dia 18 de dezembro, o Independente venceu por 3 a 1. Todos os três jogos foram no Estádio Independência (propriedade do Sete de Setembro F.C.), em Belo Horizonte/MG.

A vaga ficou com o Independente, porém o Villa do Carmo em seguida recorreu à Justiça Desportiva solicitando os pontos, alegando que o Independente teria utilizado um jogador, que assinou contrato fora do tempo legal.

A Justiça Desportiva (TJD-MG) anulou a partida, mas, paralelamente, a Divisão. O Conselho da Divisão Extra incluiu o Villa do Carmo no campeonato, juntamente com outras três equipes convidadas: Democrata-GV, Tupi e Sete de Setembro.

Duas edições no Mineiro da Primeira Divisão

Após idas e vindas, o Villa do Carmo conquistou o direito de disputar o Campeonato Mineiro da 1º Divisão de 1969. O Estadual contou com a presença de 16 equipes. A estreia aconteceu no domingo, do dia 26 de janeiro de 1969, com derrota para o Tupi por 2 a 0, em Juiz de Fora.  

A primeira vitória, mas aconteceu no domingo, do dia 16 de março de 1969, sobre o Democrata por 1 a 0 (gol de Milton), em Governador Valadares. Os resultados mais valiosos, aconteceu na quarta-feira, do dia 21 de março de 1969, quando arrancou um empate em 2 a 2, fora de casa, diante do América Mineiro. E depois, em casa, na quarta-feira, do dia 28 de março de 1969, ficou no empate em 1 a 1 com o poderoso Cruzeiro.

Na classificação final, o Villa do Carmo terminou na 13ª colocação com 22 pontos em 30 jogos (oito vitórias, oito empates e 14 derrotas; 24 gols a favor, 45 tentos contra e um saldo negativo de 21)

O Campeonato Mineiro da 1º Divisão de 1970, contou com a participação de 28 equipes. A campanha foi modesta, terminando na 17ª colocação com 15 pontos em 14 jogos (cinco vitórias, cinco empates e quatro derrotas; 17 gols a favor, 18 tentos contra e um saldo de menos um).

Algumas Formações:

Time base de 1938: João Alberto; Waldyr e Arlindo Sabonete; Massudo, Anthero e Waldemar; Mistrica, Tizinho, Daniel, Ataliba e Mazzoni.

Time base de 1942: Atos; Daniel e Arlindo Sabonete; Lima (Neto), Jorge e Jaguaré; Tatu, Tininho, Elias, Levi e Mazzoni.

Time base de 1948: João Alberto; Waldyr e Arlindo Sabonete; Massudo, Anthero e Waldemar; Mistrica, Tininho, Daniel, Ataliba e Mazzoni.

Time base de 1951: Danton (Pigmeu); Cinquenta (Coquinho) e Geraldinho (Mistrica); Dario (Bombeiro), Oitenta (Carmo) e Amaury (Zé Pequeno); Lindolfo, Levy (Morais), Mauro, Flavio (Pastos) e Plínio (Coquinho).

Time base de 1952: Danton; Borracha (Olinto) e Cinquenta; Geraldino (Morais), Carmo (Léo) e Oitenta; Coquinho (Cosme), Levy (Maurilio), Márcio, Mauro e Lindolfo (Coró).

Time base de 1955: Delvaux; Ibrahim e Duelo; Faquir (Olinto), Cinquenta e Carmo; Luizinho (Tupã), Levy, Nenê, Mauro e Coquinho.

Time base de 1957: Wilson (Delvaux ou Dalton); Zé do Hélio (Pavão) e Ibrahim (Zé Antônio); Cinquenta (Olinto), Xexéo e Carioquinha; Lindolfo, Levy, Silvinho (Ranulfo), Mauro (Iraci) e Irany (Coquinho). Técnico: Carlinhos Buchene.

Time base de 1958: Manuel; Pavão e Ibrahim; Zé Antônio, Carioca e Cinquenta; Lindolfo, Ceci, Silvinho, Mauro e Irany.

Papel Timbrado: Acervo de Fabiano Rosa Campos

PESQUISA:Sérgio Mello

ARTE: desenho do escudo e uniformes – Sérgio Mello

 FONTES: A Luta Democrática (RJ) – A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – A Tribuna (SP) – Diário da Noite (RJ) – Diário da Tarde (PR) – Diário do Paraná (PR) – Folha Mineira (MG) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Jornal (RJ) – O Radical (RJ) – O Sol (MG) – Rsssf Brasil – Sport Ilustrado (RJ)

Breve história: Estádio Morenão, em Iguatu (CE)

Foto tirada na década de 80

O Estádio Municipal João Elmo Moreno Cavalcante, depois alterou o nome para Antônio Moreno de Mello, o ‘Morenão’, fica situado no seguinte endereço: Rua Professora Maria Rosa Gouvêia, nº 200-352, no bairro Sete de Setembro, em Iguatu (CE).

Com grama natural (105 x 68 m) e Capacidade para 3.600 pessoas, às obras do Morenão tiveram início em 1979, sendo concluído dois anos depois. Para ser preciso, o estádio foi inauguradona terça-feira, do dia 19 de Maio de 1981 – no jogo entre Ceará e Fortaleza.

Foto tirada em 2022

Natural da cidade de Sobral, o engenheiro Ivo Viana foi quem projetou o Estádio Morenão. A Engecom Engenharia, Projeto, Construção Ltda. foi a responsável pelo início e conclusão das obras.

Em 2012, a prefeitura de Iguatu realizou obras de expansão no Estádio Morenão. As equipes Associação Desportiva Iguatu e Iguatu Futebol Clube são agremiações da cidade, que mandam os seus jogos no estádio municipal.

Bandeira oficial de Iguatu/CE

FOTOS: Página no Facebook “Estádio Municipal “O Morenão” – Iguatu/CE.” – Alberto Lopes Leiloeiro

FONTES: Wikipédia – YouTube Tony Alvarez Iguatu Ceará

Estádio Nielsen Louzada, o Louzadão, em Mesquita (RJ): história e ficha do jogo inaugural diante de equipe suíça

Por Sérgio Mello

Como não há em nenhum lugar, a história do estádio do Mesquita Futebol Clube, resolvi ir a fundo e pesquisá-lo. O Estádio Nielsen Louzada – localizado na Rua Ambrósio, nº 1.111, na Vila Emil, em Mesquita, situado na Baixada Fluminense do estado do Rio de Janeiro.

Entre o sonho de erguer um estádio para 50 mil pessoas, a realidade ficou em 6 mil pessoas, mas o que vale é resgatar a história do campo. A partida inaugural foi diante de um clube europeu e o Mesquita goleou de forma contundente. Assim, essa história merece ser contada! Boa leitura!    

Quem foi Nielsen Louzada?

Natural da cidade capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, Nielsen Ferreira Louzada, nasceu na terça-feira, do dia 08 de Abril de 1930. Formado em Direito, foi várias vezes eleito como Deputado e Vereador.

Na década de 80, o Deputado Federal Nielsen Louzada (do PP de Nova Iguaçu) foi presidente do Mesquita Futebol Clube. Em 1981, na sua gestão, já tinha construído quatro salas para a administração, um salão de reuniões, uma entrada social com escadarias de mármore, uma área, um salão para shows, um restaurante (inaugurado na sexta-feira, do dia 10 de abril de 1981), organizou a secretaria do clube, adquiriu uma máquina de autenticação de recibos, 60 ventiladores, sete aparelhos de ar condicionado para as salas de trabalho e mobiliário moderno para o salão.

O título invicto da Terceirona em 1981, despertou o desejo de ter a “casa própria”   

No mesmo ano, o Mesquita se sagrou Campeão Invicto do Campeonato Carioca da 3ª Divisão de profissionais ao vencer o Rubro, de Araruama, duas vezes pelo mesmo placar: 1 a 0. Time base de 1981: Reinaldo (Orlando); Bira Gomes (José Luís), Jofre, Malaquias e Arialdo (Ananias); Beto, Jorge Luís e Pitita; Luisinho, Gélson e Jorge. Técnico: Nélson Corrêa, preparador físico Marcos César e Diretor de Futebol Odésio Amorim.

Em 1984, o sonho começou a ganhar forma

O acesso iniciou o desejo para a construção de um estádio para 20 mil pessoas, mas depois o planejamento aumentou a capacidade. Num clima muito festivo, o sonho saiu do papel e começou a ganhar forma na quinta-feira, do dia 09 de Agosto de 1984.

O presidente da construtora responsável pela construção do estádio, Miguel de Macedo Cordeiro, garantiu que o campo seria entregue em perfeitas condições a partir de fevereiro de 1985.

Naquele momento, o clube já tinha vendido 8 mil títulos de sócios-proprietários (5 mil da Série Bronze, já esgotada, e 3 mil da Série Prata). Por isso, a diretoria já estudava lançar a Série Ouro.

Naquele momento, Mesquita contava com uma população de 180 mil pessoas, na qual fazia parte do município de Nova Iguaçu, sendo a 9ª arrecadação de ICM do país

Clube possuía uma estrutura promissora

A sua sede em frente a Estação de Mesquita, com dois amplos salões de bailes abrigavam tranquilamente 10 mil pessoas, que de sábado e domingo superlotam o clube, proporcionando uma renda mensal de Cr$ 150 milhões.  

O número de sócios era de 30 mil (isso devidamente provado por documentos e dados bancários da conta do clube). Enfim, uma arrecadação de Cr$ 300 milhões, para uma despesa (entre o futebol e empregados) em torno de Cr$ 120 milhões.

Descrição de como seria o Estádio Nielsen Louzada

Assim, a matéria do Jornal do Brasil destacou: “O seu novo estádio, com capacidade para 50 mil pessoas sentadas confortavelmente, é uma replica do Maracanã, mais moderno e funcional. O novo estádio começa a mudar a arquitetura local.

Imponente, ele ocupa um espaço de 250 mil metros quadrados a pouco mais de 20 metros da estação de Mesquita. Construído de forma circular, terá 26 lances de arquibancada de cimento armado, com altura superior a 9 metros. 

Totalmente coberto em material metálico, apresenta uma distância do alambrado até o gramado de 14 metros, o campo tem dimensão oficial da FIFA, de 110 por 75, não poderá ser apontado como culpado por possíveis derrotas de grandes por lá.

Os jornalistas (rádio e televisão) terão à sua disposição 12 cabines fechadas, com ar refrigerado e outras facilidades. Para os fotógrafos, está sendo construído um fosso, na lateral do gramado, com dois metros de profundidade, coberto, inédito em campos do país.

Os jogadores e juízes, terão a seu dispor três túneis (iguais ao Maracanã), onde ficarão os vestiários, sala de aquecimento, massagens e demais facilidades. Uma obra que, se não tivesse a assistência permanente do presidente Nielsen Louzada, certamente não ficaria em Cr$ 5 bilhões e sim em Cr$ 12 bilhões”.

Mesquita conquista o inédito acesso à Primeira Divisão do Carioca 

Se nos bastidores, a diretoria trabalhava para ter a sua casa pronta, dentro das quatro linhas, o Mesquita Futebol Clube fez bonito e terminou como vice-campeão do Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1985 (o Campo Grande Atlético Clube se sagrou campeão), assegurando o inédito acesso à Elite do Futebol Carioca em 1986. Abaixo, o time base, elenco, comissão técnica e diretoria:

Time base de 1985: Ricardo; Lútio, Celso, Moura e Manicera; Paulo César, Godói e Carlos; Renan, Antônio Carlos e Caldeira. Técnico: Renê Simões.

Elenco de 1985

Goleiros – Ricardo, Ricardo Pereira e Valdenir;

Laterais – Catinha, Lútio e Paulo Roberto;

Zagueiros – Marco Antônio, Celso e Bira;

Apoiadores – Manicera, Godói, Fernando Moura e Cléber;

Pontas – Oman, Miranda, Caldeira, Márcio e Júnior;

Atacantes –  Antônio Carlos e Fábio.

Comissão Técnica

Presidente – Nielsen Louzada;

Vice-presidente de Esportes – Sebastião Machado;

Coordenador Geral de Esportes – Josafá Ramacciotti Ribeiro;

Supervisor – Paulo Ferreira;

Médico e Psicólogo – Ézio de Oliveira Rocha;

Técnico – Renê Simões;

Preparador Físico – Waldemar Lemos;

Massagista – Malvadeza;

Auxiliar Geral do Departamento de Futebol – Antônio Melo;

Roupeiro – Reinaldo.

Inauguração projetava reunir as três maiores torcidas do país

Em julho de 1986 – A ideia era realizar um Quadrangular com as três maiores torcidas do futebol brasileiro: Flamengo, Corinthians, Vasco da Gama e Mesquita. O presidente Nielsen Louzada garantiu, com dados finais insofismáveis, que o Estádio Louzadão, localizado no bairro da Vila Emil, seria definitivamente o 2º maior do Rio de Janeiro. 

Além de uma excelente iluminação, vamos construir também, 50 camarotes, que serão vendidos depois de inaugurado. No momento não estamos precisando de dinheiro. O nosso material já está quase todo pago e nossa arrecadação continua subindo.

Se alguém disser que é um desperdício de tempo e dinheiro, posso explicar que durante a semana o estádio será usado (uma de suas dependências) como ginásio gratuito para os estudantes do local“, disse Nielsen Louzada.

Inauguração do Estádio Louzadão teve clube suíço

No entanto, após idas e vindas, finalmente a data para a inauguração da sua “nova casa” foi marcada: domingo, às 16 horas, do dia 26 de Janeiro de 1986, o Mesquita Futebol Clube enfrentou o Sport-Réunis de Delémont, da Suíça.

A delegação aurinegro suíça, desembarcou na terça-feira, às 7 horas, do dia 21 de janeiro de 1986, no Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador. Depois seguiu para o Hotel Plaza, no bairro de Copacabana, na zona sul do Rio, onde ficou hospedado.

Segundo a diretoria mesquitense, a expectativa esse jogo era para a presença entre 15 a 25 mil torcedores. A partida, além de inaugurar o Estádio Louzadão, também serviu de preparação para a inédita estreia no Campeonato Carioca da 1ª Divisão, no domingo, às 16 horas, do dia 16 de fevereiro de 1986, contra o Americano, em Campos dos Goytacazes.  

A Escola de Samba Beija-Flor serviu de inspiração

O planejamento previa que o estádio com capacidade para 50 mil pessoas ficaria pronto em agosto de 1986. O entusiasmo do presidente Nielsen Louzada era grande.

A intenção era transformar o Mesquita em um grande clube do futebol carioca, seguindo o exemplo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor, de Nilópolis, que fez no Carnaval Carioca.

Para isso, o dirigente contava com o apoio de todos os torcedores da Baixada Fluminense e áreas adjacentes, para lotar as dependências do Estádio Louzadão.   

Quem é o S.R. de Delémont?

A sua sede fica na cidade de Delémont, e manda os seus jogos no Stade De La Blancherie, com capacidade para 5.263 pessoas. Fundado na terça-feira, do dia Em 17 de agosto de 1909, por meio da fusão entre duas equipes: “Delémont Football Club(fundado em 1905) e “L’union sportive Delémont-Gare(fundado em 1907).

Por muitos anos o clube aurinegro jogou no Campeonato Suíço da 2ª e 3ª Divisões. A 1ª vez na sua história, quando o Delémont ascendeu a Elite do Futebol Suíço foi em 1999/2000. Em 1986, o SR Delémont se encontrava no Campeonato Suíço da 2ª Divisão.

A permanência na Primeira Divisão Suíça durou apenas uma temporada e após terminar em 12º lugar, na 1ª fase, acabou rebaixado. Retornou á Elite, em 2002/2003, mas acabou caindo na mesma temporada para a Série B.

Mesquita arrasa clube suíço na inauguração do Louzadão

A estréia da nova casa, não poderia ser inaugurada de forma melhor. O Mesquita Futebol Clube não tomou conhecimento do o Sport-Réunis de Delémont, da Suíça, e aplicou uma sonora goleada de 6 a 0, levando a torcida ao delírio. O jogo contou com a presença do presidente da FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), Eduarda Viana, ‘Caixa D’Água’.

Descrição dos gols

Os suíços, que saíram do intenso frio europeu para o forte calor do verão fluminense aguentaram meia-hora. Depois, Miranda, aproveitando rebote do goleiro, após chute de Delacir, abriu o placar.

Cinco minutos depois, Antônio Carlos lançou Oman que tocou na saída ampliou de Farine, ampliando o marcador. Assim o Mesquita foi para o intervalo com o placar favorável de dois a zero.

Na etapa final, logo aos 8 minutos, Fernando Moura cobrou falta indireta, em direção ao gol. Em vez do goleiro suíço deixar a bola passar, rebateu para frente e Antônio Carlos só escorou para o fundo das redes.

Aos 14 minutos, Oman, em jogada individual, marcou um golaço! Aos 33 minutos, Antônio Carlos aproveitou o vacilo da defesa suíça e marcou o quinto gol mesquitense. Dois minutos depois, Oman entrou livre, dentro da área, e fuzilou a meta de Farine, para marcar o sexto gol do jogo e o seu “hat trick“, dando números finais a peleja.

MESQUITA F.C. (RJ)         6          X         0          S.R. DELÉMONT (SUI)

LOCALEstádio Nielsen Louzada, ‘Louzadão’, no bairro Vila Emil, em Mesquita/RJ
CÁRATERAmistoso Internacional
DATADomingo, do dia 26 de Janeiro de 1986
HORÁRIO16 horas
RENDACr$ 25.455.000,00
PÚBLICOCerca de 3.500 mil pagantes
ÁRBITROCarlos Elias Pimentel (FERJ)
AUXILIARESGino Jorge Viana (FERJ) e José Inácio Teixeira (FERJ)
MESQUITASanderson (Ricardo); Milton Mendes, Celso, Bira (Joel) e Paulo Roberto (Toninho); Manicera, Delacir (Lazinho) e Fernando Moura; Oman, Antônio Carlos e Miranda (Gilson). Técnico: Renê Simões.
 DELÉMONTFarine; Sambinello, Sabot, Bron (Gorrada) e Stenllet; Chapius, Germann (Sandoz) e Kohler (Mottl); Herti, Rebetes (Kalim) e Joliat. Técnico: Brow.
GOLSMiranda aos 30 minutos (Mesquita); Oman aos 35 minutos (Mesquita), no 1º Tempo. Antônio Carlos aos 8 e 33 minutos (Mesquita); Oman aos 14 e 35 minutos (Mesquita), no 2º Tempo.

Após uma atuação de gala, o Mesquita voltou aos treinos para realizar outro amistoso na semana seguinte: no domingo, às 17 horas, do dia 02 de fevereiro de 1986, contra o poderoso Bangu Atlético Clube, então vice-campeão do Brasileirão de 1985.

Pelo lado dos Mulatinhos Rosados, foi a estreia do meia Tobi, contratado ao Coritiba (campeão Brasileiro de 1985). Antes do jogo, a diretoria do Mesquita ofereceu uma “Placa de Prata” ao ponta-direita Marinho por ter sido eleito o melhor jogador do Brasileirão de 1985. Pelo jogo, o Bangu recebeu a cota de Cr$ 35 milhões, livres de impostos.

MESQUITA F.C. (RJ)         1          X         2          BANGU A.C. (RJ)

LOCALEstádio Nielsen Louzada, ‘Louzadão’, no bairro Vila Emil, em Mesquita/RJ
CÁRATERAmistoso Estadual
DATADomingo, do dia 02 de Fevereiro de 1986
HORÁRIO17 horas
RENDACr$ 82.120.000,00
PÚBLICO6.007 pagantes (12 mil presentes)
ÁRBITROReinaldo Farias (FERJ)
AUXILIARESDilermando Sampaio (FERJ) e Nicodemus Vidal (FERJ)
MESQUITARicardo (Sanderson); Toninho (Lazinho), Marco Antônio, Celso e Paulo Roberto; Manicera, Delacir (Flávio Renato) e Fernando Moura; Oman, Antônio Carlos e Miranda (Gilson). Técnico: Renê Simões.
 BANGUGilmar (Júlio Galvão); Perivaldo, Márcio Rossini (Jair), Oliveira (Cardoso) e Márcio (Velto); Israel (Robson),  Mario (Marcelino) e Arturzinho (Fajardo); Marinho (Tobi), Fernando Macaé e Ado (Gilson). Técnico: Moisés.
GOLSFernando Macaé aos 42 e 44 minutos (Bangu), no 1º Tempo. Oman aos 39 minutos (Mesquita), no 2º Tempo.

FOTOS: Jornal dos Sports – Acervo pessoal

FONTES: site do SR Delémont – Wikipédia – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal dos Sports (RJ)