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Vênus Football Club – Rio de Janeiro (RJ): disputou a Liga Brasileira de Desportos de 1927

Por Sérgio Mello

O Vênus Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Tricolor São-cristovense” foi Fundado no 1º semestre de 1926, por um grupo de desportistas liderados por Justino Costa.

A sua 1ª Sede social ficava situado na Rua São Cristóvão, nº 537 (Sobreloja), no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Em 1927, transferiu a sua Sede para a Rua Marechal Floriano, nº 52 / 1º andar – Centro – Rio de Janeiro (RJ).

A sua Praça de Esportes, inaugurada em 1926, ficava localizado na Praça Marechal Deodoro, s/n, no Centro do Rio. Em 1927, o Vênus Football Club disputou o Campeonato Carioca, organizado pela Liga Brasileira de Desportos (LBD).

O ressurgimento do Vênus

Na segunda-feira, do dia 10 de setembro de 1928, os antigos associados do Vênus F. Club realizaram uma concorridíssima reunião a fim de reerguer esta agremiação são-cristovense, que outrora constituiu neste populoso bairro, um dos clubes de maior evidencia.

Para dirigir os destinos do Vênus, na sua nova fase foi organizada a seguinte diretoria:

Presidente – Benjamin Gama;

Vice-presidente – Antônio Marques de Oliveira;

1º Secretário – Clélio Flores;

2º Secretário – Carlos Xavier;

1º Thesoureiro – Joventino Codeço;

2º Thesoureiro – Olympio Teixeira;

Procurador – Amaro Francisco;

Director Sportivo – Cosme Gomes;

Conselho Fiscal – Salvador Motta, Miguel dos Santos e Alberto Ferreira.

Apesar do esforço, o “Tricolor São-cristovense” não conseguiu juntar forças para se restabelecer e na década de 30, já não foi encontrado notícias dessa simpática agremiação.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – O Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Argos Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1927

Por Sérgio Mello

O Argos Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os “Rapazes da Camisa Amarela” ou “Os Canarinhos da Zona Sul” foi Fundado na terça-feira, do dia 03 de Maio de 1927. O termo ‘Argos’ significa “reluzente” ou “brilhante“. Também simboliza a vigilância extrema devido a uma famosa lenda da mitologia grega.

A sua 1ª Sede ficava situado na Rua Dois de Dezembro, 67 (sobrado) – bairro do Catete (atualmente fica no Flamengo), na Zona Sul do Rio (RJ). Em 1928, se instalou numa Sede provisória, na Rua Real Grandeza, nº 264; depois se mudou para a Rua Conde de Irajá, s/n; e por fim na Rua São Clemente, nº 17; todos no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio (RJ).

Em 1928 e 1929, Presidido pelo sr. Bernardino de Oliveira Vinha, e pelo secretário Porphyrio Faria da Costa, o Argos Athletico Club disputou às competições organizadas pela Associação Sul de Esportes Athleticos (ASEA).

Excursão a Barra Piraí

Em carro especial ligado ao trem das 4h50min. da manhã no domingo, do dia 31 de julho de 1927 – seguiu para Barra do Pirahy, o Argos Athletico Club, que disputou uma partida de football com o Central Sport Club campeão dessa cidade fluminense. A embaixada do Argos esteve assim constituída:

Chefe – Albino Soares da Costa;

Secretário – Arthur Henrique;

Thesoureiro – Abelardo Peres Alonso;

Juiz – José François Jooris;

Orador oficial – Eduardo Magalhães.

Os times serão provavelmente assim organizados:

1º Quadros – Chorão; Luiz e Manoel; Cem, França e Cachimba; Durva, Mineiro, Pará, Berolha e Miúdo.

2º Quadros – Luiz II; Maneco e Oliveira; Lalinho, Heitor e Itália; Delmar, Nonô, Oswaldo, Moacyr e José.

Com a embaixada seguiu também uma caravana de associados e algumas senhoritas torcedoras do novel club botafoguense. Os ingressos para o trem foram colocados à venda nas seguintes casas comerciais: ruas Bambina 2, 80 e 60; Conde Irajá, nº 172, Real Grandeza, nº 292 e o O Botafogo”.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – A Rua: Semanário Illustrado (RJ) – Beira-Mar: Copacabana, Ipanema, Leme (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Marqueza Football Club – Rio de Janeiro (RJ): Existiu de 1925 a 1931!

Por Sérgio Mello

O Marqueza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no domingo, do dia 17 de Maio de 1925, por um grupo de rapazes, como Octavio Gonzalez, José Moutinho, Oswaldo Gonzalez, José Vilela Guerra, entre outros.

As suas cores: verde e branco. Além do futebol, também contava com outras modalidades como o Ping-Pong (Tênis de Mesa) e Atletismo. No âmbito social, o clube realizava festivais, bailes de carnaval e músicas dançantes.

A sua 1ª Sede (provisória) ficava no andar térreo do prédio nº 9, na Rua Marquesa de Santos. A partir daí nasceu o projeto de obter a sua sede própria até que no dia 14 de novembro de 1925, o grande dia chegou.

O clube instalou-se na sua magnifica Sede social, no edifício localizado na Rua Marquesa de Santos, nº 49, no bairro das Laranjeiras (em algumas reportagens sobre o endereço, o bairro referido era do Catete), na Zona Sul do Rio.

Ajudou a Fundar a Nova AMEA

Em 1926, atendendo a um convite do Sport Club Botafogo, fundou, com este mais o Jardim F. Club e Sport Club Curupaity, a Nova AMEA (Associação Municipal de Esportes Athleticos). Entretanto, a diretoria entendeu por bem pedir desligamento, após haver disputado de maneira altamente cavalheiresca, todo o turno do seu 1º campeonato.

Primeira viagem estadual

No domingo, do dia 25 de Julho de 1926, o Marqueza realizou uma viagem a cidade de Resende, na região sul-fluminense do Estado do Rio de Janeiro, a fim de enfrentar o Rezende Football Club. No final, acabou derrotado pelo placar de 4 a 0.

No sábado, do dia 12 de fevereiro de 1927, um grupo de seus associados de fundaram a “Ala dos Embaixadores”, com o intuito de realizar eventos dançantes. A primeira festa aconteceu uma semana após a sua criação.

Filiado a Liga Brasileira de Desportos

Na terça-feira, do dia 15 de março de 1927, o clube deu entrada na secretária da Sub-Liga da Liga Brasileira de Desportos (LBD),sob a chancela da Associação Metropolitana de Sports Athleticos (AMSA), o pedido de filiação. Para as disputas das competições da Sub-Liga, a direção do Marqueza arrendou a Praça de Esportes, do Municipal F. Club, situado na Rua Jorge Rudge, s/n, no bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio.  

O Marqueza F.C. disputou o Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1928 e 1929, organizado pela Liga Brasileira de Desportos (LBD).

Clube acaba extinto

Na quinta-feira, às 20 horas, do dia 30 de abril de 1931, na Rua Marquesa de Santos, nº 41 / Casa 13, nas Laranjeiras, foi marcado uma assembleia para os antigos sócios, a fim de tentar salvar o clube, que agonizava, ameaçado de ser extinto. No entanto, a condição de falimento não foi revertida e o Marqueza Football Club acabou desaparecendo em definitivo.

 FOTO de 1926 – 1º Quadro do Marqueza F.C. Abaixo, o então presidente do clube, Jorge de Castro Lobo.

Algumas formações:

Time base de 1925 (1º Team): Ernesto; Allemão e Caixa; Lorico, Cabrinha e Alfredo; Jóca, Camillo, Pedro, Guerra e Ayres. Capitão: Pedro.

Time base de 1925 (2º Team): Vidal; Simões e Tampinha; Maneco, Chico e Camillo II; João, Gonzalez II, Pelegueta, Paulo e Arnaldo. Capitão: Arnaldo. Reservas: Barthô, Balma, Marinho.

Time base de 1926 (1º Team): Antoninho (Cabral); Allemão (Silvares) e Gonzalez (Julinho); Barcelos (Caixa ou Arnaldo), Cabrinha e Simões (Barreto); Ayres Ferreira (Leite), Amâncio, Gaspar, Guerra (Camillo de Aguiar) e Alfredo. Capitão: Barcellos.

Time base de 1926 (2º Team): Ernesto; Júlio e Perrer; Torres, Barcellos e Silvares; Leite, Gonzalez II, Andrade, Guerra e Cardoso.

Time base de 1926 (3º Team): Driden; Barcellos II e Mensores; Santos, Americo e Arnaldo; Djalma, Seraphim, Brandão, Benedicto e Aristóteles.

Time base de 1927 (1º Team): Braulio (Antônio); Alfredo (Villaffani) e Juca (Alfredo); Bellorophontes (Oswaldo), Lilico (Raymundo) e Simões (Costa); Djalma (Amarilio), Amâncio (Euclydes), Pedro (Peixoto), Mundinho e Ayres. Capitão: Alfredo.

Time base de 1927 (2º Team): Araujo I; Waldemar e Santos; Benedicto, Nascimento e Eurydio; Peixoto, Oswaldo, Araujo II, Eugenio e Cardoso. Capitão: Waldemar. Reservas: Osmar, Cypriano, Soares II, Vicente e Durval

Time base de 1928 (1º Team): Soares; Araujo e Alfredo; Euripedes (Benedicto), Velloso e Itália (Simões); Humberto (Jacaré), Pinheiro, Gradim, Roguinha e Nunes (Almeida). Capitão: Alfredo.

Time base de 1928 (2º Team): Filho; Curt e Inhamar; Cardosinho, Oswaldo e Soaresinho; Durval, Jaime, Mario, Braz e Amadeu

Time base de 1929 (1º Team): Braulio (Filho); Salvador (Humaytá ou Juca) e Menezes (Fagundes); Cardosinho (Velloso), Ernandes (Vicente) e Bahica (Soaresinho); Waldemar (Juaguará), Vicente (Edgard), Alfredo (Jaguaré Gradim e Felipe (Jayme). Capitão: Alfredo.

Time base de 1930 (1º Team): Eduardo; Gonzalez e Franklin; Cardoso (Filhinho), Pesado e Afonsinho; Juca (Waldemar), Gradim, Nico (Miguel), Velloso e Morgado (Barbosa). Capitão: Juca.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Rua: Semanário Illustrado (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Jornal (RJ) – O Paiz (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Amistoso nacional de 1990: Seleção de Parintins (AM) 0 x 1 C.R. Flamengo (RJ)

Por Sérgio Mello

O Clube de Regatas Flamengo fez uma excursão pelo Norte e Nordeste do Brasil. Há exatos 36 anos e um mês, na tarde de domingo, às 16 horas, do dia 27 de maio de 1990, aproveitando os festejos do 59º Festival Folclórico de Parintins, e a pausa para a Copa do Mundo, o rubro-negro enfrentou a Seleção de Parintins, em amistoso, no Estádio Tupi Catanhede, na época com capacidade para 8 mil pessoas, em Parintins (AM).

Foto de Yuri Pinheiro – Estádio Tupi Catanhede, em Parintins (AM)

O lateral direito, Cláudio Gomes que foi vetado e devolvido ao Itaperuna, deu lugar ao volante Ailton, que foi improvisado na posição. Fabinho, da base do clube, recebeu uma oportunidade no time. O zagueiro Vitor Hugo, cedido por empréstimo pelo Guarani de Campinas, ficará como opção no banco. A Seleção de Parintins, atuou com o uniforme do Santos local, era composta por jogadores amadores da cidade.

O saudoso Gaúcho foi o autor do único gol da partida

No final, o Flamengo venceu pelo placar de 1 a 0, com gol do centroavante Gaúcho, de pênalti, aos 4 minutos do primeiro tempo. Apesar da vitória, o treinador Jair Pereira não gostou do rendimento de sua equipe, que teve uma atuação razoável, apesar da fragilidade do adversário.

O início do jogo foi marcado pela facilidade com que o Flamengo chegava à área adversária, com um toque de bola sempre de primeira. Logo aos 4 minutos, o ponta Zinho sofreu pênalti, que foi bem cobrado por Gaúcho, marcando o único gol da partida, seu quarto gol na excursão. Mas, bastou 15 minutos para a equipe carioca começar a encontrar dificuldades em campo.

A falta de um jogador no meio-campo, para distribuir e criar as jogadas do time e a forte chuva prejudicaram muito o desempenho da equipe. De nada adiantou a bronca do treinador Jair Pereira no intervalo da partida, pois o time voltou apático e, em algumas oportunidades foi envolvido pela raça do combinado local, que jogava na base de contra-ataque.

O ponta Zinho foi o nome da partida

O ponta Zinho foi o destaque do jogo, que teve a dupla de zaga do Flamengo. Fernando e André Cruz, demonstrando muita segurança e técnica na defesa. O meio-campo Fabinho, que vinha merecendo elogios de Jair Pereira foi uma figura apagada do jogo.

EM PÉ (esquerda para direita): Guruga de Jesus, Edimilson Lamparina, Adilson Bastos (comissão técnica), Ray, Maguila, Careca, Araça, Jeferson, Júlio, Messias, Ito Teixeira, João Jaime, Enéas Gonçalves (prefeito), Pedrinho, Carlos de Paula, Lázaro Garcia (torcedores), Tristão Cruz e Jamil Medeiros (comissão técnica);
AGACHADOS (esquerda para direita): Nilo Gama (comissão técnica), Tate, Ismael, Piaza, Parrudo (treinador), Chiquinho, Walter, Aroldo Neguinho, Paulo Parrudo e Nilo Filho.

O árbitro da partida foi Sebastião Orimar, auxiliado por Flávio Lima e Eduardo Cruz. Os times jogaram com:

Flamengo – Zé Carlos II; Ailton, Fernando, André Cruz e Pia; Uidemar, Fabinho e Djalminha; Alcindo (Bujica), Gaúcho e Zinho. Técnico: Jair Pereira.

Seleção Parintins – Ray; Jeferson (Araça), Messias, Júlio e Ailton; Ito Teixeira (Haroldo), Walter (Chiquinho) e Ismael; Tate (Marinho), Piaza (Careca) e Maguila. Técnico: Parrudo.

ARTE: Desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Acervo do jornalista Correa Neto – Messias Cursino

FONTES: Correio Braziliense (DF) – Jornal dos Sports (RJ)

Liga Leopoldinense de Football (LLF) – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1921 a 1928

Por Sérgio Mello

A Liga Leopoldinense de Football (LLF) foi uma importante entidade do futebol localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi Fundada na quinta-feira, do dia 10 de fevereiro de 1921, com o intuito de organizar os clubes suburbanos e do interior do Rio de Janeiro, a liga foi essencial para a expansão e democratização do esporte na região.

A Liga Leopoldinense de Football, organizou-se na sede do Penha Football Club por convocação de um grande número de desportistas entre os quais destacava-se Azevedo Machado. Emprestaram-lhe logo seu concurso os grêmios: Athletico Club Braz de Pinna, União Sportiva, Sport Club Luzitano, que foram os fundadores da nova entidade.

Abertas as filiações ingressaram o Victoria Football Club, Electro Football Club, Sport Club Rio Cricket, Sport Club Bomsuccesso, Mundial Football Club, Belizário Penna Football Club, Del Castillo Football Club, Palestra Itália Football Club e Reinado Football Club (sediado na Rua Barão de São Félix, nº 210, no Centro do Rio).

Primeira Diretoria

Foi realizado na sexta-feira, às 20 horas, do dia 03 de março de 1921, na sede do Penha Football Club a instalação definitiva da Liga Leopoldinense , além de eleição da 1ª diretoria, que ficou assim constituída:

Presidente – Sr. Tercio Machado;

Vice-presidente – Sr. Joaquim Macedo;

1º Secretário – Francisco de Assis Machado;

2º Secretário – Álvaro dos Santos;

1º Thesoureiro – Júlio Valle;

2º Thesoureiro – Claudemiro da Silva.

Del Castillo foi o 1º campeão

O 1º Torneio Initium (chamado de Torneio General Silva Pessoa) foi realizado no domingo, do dia 17 de abril de 1921, com todo o esplendor no campo do Bomsuccesso Football Club, precedido de uma parada esportiva, a primeira e única que se realizou nos subúrbios. Foi campeão do torneio o Del Castillo e o Victoria ficou com o vice.

1ª Seleção da Liga

No domingo, do dia 20 de novembro de 1921, a Liga Leopoldinense aceitando convite do Manguinhos Football Club, realizou um treino, no campo deste clube.

A diretoria informou que a Liga Leopoldinense de Football: formara com os seguintes atletas: Malaquias (Braz de Pina); Armindo, (Electro); Bernardo (Victoria); Samuel (Belizário Penna); Júlio, (Electro); Baltsteiro, (Belizário Penna); Alceu, (Victoria); Francisco, (Braz de Pina); João, (Braz de Pina); Heitor, (Braz de Pina); Gallo. (Braz de Pina). Reservas: Rezende, Tillete, Sebastião de Oliveira.

Mudança de Sede

No domingo, do dia 27 de novembro de 1921, o Penha F.C. desligou-se o que forçou a transferência da sede para a Estrada da Freguezia (Estrada do Porto), nº 372, em Bonsucesso (de propriedade do Estrella F. Club).

Crise quase gerou a extinção da entidade

Os primeiros meses da Liga foram de grande dificuldade, e, em novembro de 1921, esteve a ponto de sucumbir, esfacelando-se o campeonato. Foi quando ascendeu à presidência, antes ocupada por José Braz, o abnegado e distinto desportista Henrique Duran que concatenando os esforços dos demais diretores, conseguiu remodelar os serviços, organizando definitivamente da Liga.

Reeleito em 1922, Henrique Duran continuou a sua obra gloriosa firmando, cada vez mais, o prestigio da sua entidade e para o campeonato conseguiu obter 20 concorrentes, divididos em duas séries.

Nova mudança da sede

Em dezembro de 1922, desligando-se o Estrella, a Liga Leopoldinense, num golpe de arrojo de Henrique Duran, Antunes e Magalhães, transferiu sua sede para local independente da vida dos clubes, instalando-se a Rua Jockey Club, nº 283, próximo à estação de Triagem (estação de São Francisco Xavier).

Este empreendimento foi o fator principal da estabilização e subsequente progresso da simpática entidade, pois colocou-se a Leopoldinense, num ponto, onde podia atender, facilmente, não só a qualquer ponto dos subúrbios, como também aos arrebaldes urbanos.

Henrique Duran foi presidente até 1923. quando renunciou, ocupando então a presidência José Ribeiro Alves, que por sua vez deixou-a em 1924, quando foi eleito Amadeu de Azevedo, logo depois substituído pelo tenente Vicente Lopes Pereira.

Última Sede

Em 1923, a Liga Leopoldinense, adquiriu uma magnifica Sede instalada na Rua D. Anna Nery, nº 335, na estação do Rocha, situado na Zona Norte do Rio. A entidade demostrava franco crescimento tanto na estrutura quanto na organização. 

O Malho, de 1926

Barroso fica com o título do Torneio Início de 1926

No domingo, do dia 18 de Abril de 1926, no campo da rua Jockey Club, ocorreu a final do Torneio Initium, da Liga Leopoldinense de Football. Seis foram as provas disputadas até a grande decisão quando o forte quadro do Barroso F. C. que conseguiu sobrepujar o ótimo quadro do Electro F. C. pela contagem de 2 a 0 e dois escanteios a zero. Com esse resultado, o Barroso levantou a taça de campeão, enquanto o Electro F. C. ficou com vice.

Diretoria da LLF em 1927

Edmundo José Vieira foi o presidente da Liga em 1926, não completando o mandato por haver renunciado. A diretoria eleita em 1927 era a seguinte:

Presidente – Gastão de Vasconcellos;

Vice-Presidente – Amadeu Azevedo;

Secretário Geral – Carlos Pinto Cardoso;

1º Secretario – Nelson Rodarte Machado;

2º Secretario – Pedro da Silva Luz;

1º Thesoureiro – Isolino B. Magalhães;

2º Thesoureiro – Roberto de Almeida.

Campeões da Liga Leopoldinense de Football (LLF)

1921 – Del Castilho Football Club;

1922 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e Athletico Cajuense Club (campeão da Série B);

1923 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e o Serrano (campeão da Série B);

1924 – Athletico Cajuense Club;

1925 – Mauá Football Club;

1926 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e o Cordovil Athletico Club (campeão da Série B);

1927 – Mauá Football Club.

O decano dos clubes da Leopoldinense

O Sport Club Rio Cricket, o querido alvinegro da Rua Senador Pompeu, s/n, no Centro do Rio, é o decano dos clubes da Leopoldinense, pois a sua filiação vem desde os primeiros dias da Liga, em 1921.

Barreto campeão do Torneio Início de 1926

Em 1926, o campeão do Torneio Initium foi o Barreto Football Club, tendo o Electro Football Club como o 2º colocado.

Em 1928, Fusão define o fim da LLF

Na sexta-feira, às 21 horas, do dia 03 de Agosto de 1928, em reunião conjunta, dos representantes dos clubes filiados, a Associação Athletica Suburbana (AAS) e Liga Leopoldinense de Football (LLF), foi fundada a Associação Carioca de Esportes Athleticos (ACEA).

Além dos representantes dos clubes filiados, as duas entidades, compareceram diversos representantes da imprensa, presidente de clubes e os representantes das Ligas de Amadores de S. Paulo e Graphica de Sports.

O presidente da comissão organizadora das bases para unificação, o sr. Amadeu de Azevedo, comandou a reunião, tendo secretários os srs. Luiz da Silva Porto e Innocencio Cunha, o dr. Edmundo José Vieira, presidente da Liga Leopoldinense de Football, Mario de Souza, de “O Jornal“, Eduardo Magalhães, de “A Noite“, Romeu Dias Pino, representante da Liga de Amadores de Football, de S. Paulo e Manoel Antunes Baptista, da Liga Graphica de Sports, que fizeram parte da mesa.

Alguns representantes dos clubes, Internacional, Esperança, Cordovil e Vasco Suburbano, aproveitaram o ensejo para dar diversas sugestões sobre a escolha do nome a ser dado à nova entidade.

Foi aprovada a proposta do representante do Vasco Suburbano Athletico Club, que dá a nova entidade o nome de Associação Carioca de Esportes Athleticos.

Na mesma assembleia, foram eleitos para a Junta Governativa, até a aprovação dos novos estatutos os seguintes senhores:

Presidente – Luiz da Silva Porto;

Vice-presidente – Amadeu de Azevedo;

1º Secretário – Rubens Gomes;

2º Secretário – Caio G. de Oliveira Valle;

1° Thesoureiro – Innocencio Cunha;

2º Thesoureiro – Roberto de Almeida.

Para a comissão organizadora dos estatutos, foram eleitos os srs. Antonio Saint’ Justo Filho, Mario de Barros Martins, Manoel Ignacio de Souza e Raul Salgado.

Em seguida foram empossados todos os eleitos, com excepção dos 2º Secretário (Caio G. de Oliveira Valle) e 2º Thesoureiro (Roberto de Almeida), por não estarem presentes.

A Associação Carioca de Esportes Athleticos teve a sua Sede na antiga da Liga Leopoldinense de Football, situado na Rua D. Anna Nery, nº 335, na estação do Rocha, que possuía ótimas instalações, contando com a filiação de 22 clubes.

FONTES: A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal A Rua (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Malho (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Associação Athletica River São Bento – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1917 a 1919!

Por Sérgio Mello

A Associação Athletica River São Bento foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 23 de junho de 1914, pela Associação dos Antigos Alumnos Salesianos, do bairro de Santa Rosa, em Niterói/RJ o River Football Club. A sua 1ª Sede social ficava localizada na Rua Barão do Rio Branco, nº 10.

Em assembleia geral, na quarta-feira, do dia 5 de agosto de 1914, foi eleita a Primeira diretoria:

Presidente – Paschoal Ferroni;

Vice-presidente – Dr. Vicente Antonio Apollaro;

1º Secretário – Carlos Belache;

2º Secretário – Sebastião Gonçalves;

1° Thesoureiro – Cyro Haydt;

2º Thesoureiro – Dante de Queiroz;

Director-sportivo – Cicero R. Castro;

Commissão de syndicancia – Anacleto Neves, Balbino Horta e Itamar Cardoso.

Em 1915, o River disputou o campeonato organizado pela Associação Brazileira de Sports Athleticos (ABSA).  Na segunda-feira, do dia 31 de janeiro de 1916, o clube solicitou filiação a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

Mudança do nome: Associação Athletica River São Bento

Foi realizado, na quinta-feira, do dia 10 de Maio de 1917, uma Assembleia Geral extraordinária, com a presença de grande número de associados. Na primeira parte da ordem do dia foram eleitos, por unanimidade de votos, os Srs. Abelardo Fonseca e Flavio dos Santos, respectivamente 1º Secretario e 2º Thesoureiro. Na segunda parte, foram eliminados os Srs. Eugenio Vairão, Erico Barreto, Arlindo Mendes, Francisco Magalhães Couto, Francisco José Nova Filho, José Alves Baptista, Manuel Fernandes, Prospero Sanmartino, José Faria da Rocha, Pedro Graça, João Alberto Bressam e Antonio Gonçalves Torres.

Passando-se a tratar de assumptos de interesse geral, o Sr. Plinio de Carvalho apresentou uma proposta para alterar do nome de River Football Club para Associação Athletica River São Bento. No qual foi aceito por unanimidade.

Modificar os estatutos, reformar a matricula e considerar sócios fundadores os que se acham presentes à sessão, sendo approvada unanimemente. Foram eleitos para a commissão de estatutos os Srs. Plinio de Carvalho, Dr. Vicente Antonio Apollaro, Augusto Cesário Dias André e João dos Santos.

Time posado dos Primeiros Quadros de 1918

Foram consignados em acta votos de louvor aos Srs. Dr. Vicente Antonio Apollaro, Plinio de Carvalho e tenente Augusto José de Almeida Junior, pelos relevantes serviços prestados ao club na Liga Metropolitana. Foi encerrada a sessão às 10 horas da noite.

Disputou o Carioca da Segundona duas vezes

Disputou duas edições do Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1917 e 1918, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). No domingo, do dia 10 de setembro de 1917, no campo do São Christovão A. C., o esperado encontro entre River São Bento e o Vasco Gama. O jogo desenvolvido pelas primeiras equipes, foi muito bom, acima mesmo da expectativa geral, terminando com a vitória do Vasco da Gama por 1 a 0, no River São Bento. Na luta travada entre os Segundos Quadros, foi vencedor o River pelo score de 3 a 0.

No domingo, do dia 15 de dezembro de 1918, o River São Bento enfrentou o Vasco Gama, e acabou derrotado pelo placar de 4 a 2.

Time posado dos Segundos Quadros de 1918

Em março de 1918, o clube anunciou dois reforços vindos do Tupy Football Club, de Juiz de Fora/MG: Álvaro Vassallo e Orlando de Carvalho. A dupla integrou o elenco dos Segundos Quadros.

Foto de 1918

Nova mudança do nome, voltando a se chamar River Football Club

Na quinta-feira, do dia 23 de janeiro de 1919, ocorreu uma Assembleia Geral, onde ficou definido que a agremiação alterou o nome e voltando a adotar o seu 1º nome: River Football Club. O 1º Secretário, João dos Santos enviou uma nota aos principais jornais cariocas, informando sobre essa mudança.

Atualmente, o River Futebol Clube existe, com a sua sede social localizada na Rua João Pinheiro, nº 462, no bairro Piedade, na Zona Norte do Rio/RJ. Os seus principais títulos foram:

Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1922; Campeonato Carioca dos Segundos Quadros da 2ª Divisão de 1932; Campeonato Carioca da Federação Atlética Suburbana dos Primeiros Quadros de 1937 (título dividido com o Engenho de Dentro AC) e 1938; Torneio Início da Federação Atlética Suburbana de 1939.

Elenco de 1917: Motta, Altamiro, Alamiro, Mario Brandão, Delphim, Thiago, Alarico, Rochinha, Monteiro, Valentim, Lyrio, Tó, Lincoln, Tasso, Amorim, Edgard, Costa Bastos, Tatu, Mourão, Joaquim, J. Augusto, Basilio, Manoel Duarte, Paiva, Benedicto, Rosas e Jarbas.

Time base de 1918 (1º Team): Lincoln (Motta); Rosas (Gabriel) e Gaby (Altamiro); Costa Bastos (Guimarães), Delphim e Ruy (Wilton); Cyro, Barroso (Santos), Lyrio (Mendes), Octavio e Netto. Capitão: Barroso.

Time base de 1918 (2º Team): Mallet; Adhemar (Carrão) e Lacombe; Faria, C. Lage e Jarbas (Adherbal); Álvaro Vassallo, Joaquim (Elivio), Fontoura, Carlinhos e Clynton (Orlando de Carvalho). Capitão: Mallet.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: Vida Sportiva (RJ)

FONTES: A Época (RJ) – A Noite (RJ) – Comedia Jornal de Theatro (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Paiz (RJ) – O Tico-Tico: Jornal das crianças (RJ) – Rio-Jornal (RJ)

Tecelagem de Seda Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1928 a 1930!

Por Sérgio Mello

O Tecelagem de Seda Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Clube das Sedas” foi Fundado no sábado, do dia 11 de fevereiro de 1928 por funcionários e operários da firma Aziz Nader & CIA (situado na Av. Suburbana, nº 2.720).

A sua Sede social, queficava localizado na Avenida Suburbana, nº 2.771, no bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio (RJ), foi inaugurada no 1º aniversário do clube. Já a sua Praça de Esportes também ficava na Avenida Suburbana, nº 2.628, em Quintino.

No começo o clube participou de amistosos e de alguns festivais. Além do futebol, o clube contava com atletismo, tênis de mesa, dama, ginastica sueca, escoteiros, etc. No meio social, realizam bailes a fantasia, música dançante, carnavais, entre outros eventos.

Primeira Diretoria

Na Assembleia Geral, que fundou o Tecelagem de Seda, também definiu a composição da 1ª Diretoria, que ficou assim constituído:

Presidente – Camillo Nader;

Vice-Presidente – Armando Bianchi;

1º Secretário – Orlando Ripari (depois Carlos Costa);

2º Secretário – Trajano de Castro;

1º Thesoureiro – Leonídio Fernandez;

2º Thesoureiro – Luiz Remondine;

Diretor Sportivo – Arnaldo Martins;

Commissão de Sportiva – José Cogliatti (depois Ricardo Dalle), Alfredo Vaz e Antônio Cogliatti;

Conselheiros – Antônio Nader e José Fonseca;

Fiscal – Joaquim dos Santos.

Jornal do Brasil – 1929

Ajudou na criação da Associação Brasileira de Sports de Mesa

Com a presença dos clubes: A. A. Portugueza, Tecelagem de Seda, Santa Heloiza, Orfeão Portugal e Atheneu Sport Club, foi fundada Associação Brasileira de Sports de Mesa (Ping-Pong), na quarta-feira, do dia 18 de setembro de 1929.

Filiado a Liga Brasileira em 1929

No sábado, do dia 09 de março de 1929, se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD), onde disputou a Sub-Liga com 13 equipes: Associação Athletica Portugueza, Dublin Sport Club, Itamaraty Football Club, Jardim Football Club, Jequiá Football Club, Marqueza Football Club, Municipal Football Club, Opposição Football Club, Sport Club Africano, Sport Club Bemfica, Sport Club Oriente, Sport Club União e Tecelagem de Seda Athletico Club.

Colaborou na criação da Associação Suburbana de Desportes Athleticos

Porém, o Tecelagem de Seda ficou menos de cinco meses, mesmo com a competição em andamento, solicitou a sua desfiliação da Liga Brasileira de Desportos. A falta de organização acabou minando o clube. Um exemplo, foi a punição imposta pela LBD, quando multou todos os jogadores do 1º e 2º Quadros (22 atletas), por falta de apresentação de carteira.

Dias depois, na segunda-feira, do dia 12 de agosto de 1929, ajudou a fundar a Associação Suburbana de Desportes Athleticos (ASDA), na sede do Gymnasio Arte e Instrucção, à rua Coronel Rangel, nº 174, em Cascadura, na Zona Norte do Rio/RJ.

Estiveram presentes os representantes dos seguintes clubes: Sport Club Bandeirantes, Sport Club Campinho, Sport Club Parames, A. Club Marangá, Tecelagem de Seda A. Club e Sport Club Sudan, tendo sido eleita uma comissão composta do capitão Álvaro Costa, representante do Parames e do Tecelagem de Seda.

Na assembleia foi organizado os estatutos e outra comissão, composta dos representantes do Bandeirantes, Marangá e Tecelagem de Seda, para estudarem o uniforme e escudo da Associação.

Na ASDA, além do futebol, o clube também participou das competições do atletismo.

Diretoria de 1930

Na quinta-feira, do dia 30 de janeiro de 1930, o Tecelagem de Seda definiu a sua nova diretoria composta pelos seguintes membros:

Presidente – Camillo Nader;

Vice-presidente – Francisco Teixeira;

Secretário Geral – Ângelo Fanfoni;

1º Secretario – Samuel Corria Levy;

2º Secretario – Berillo de Albuquerque;

1° Thesoureiro – Hermouth Mesch;

2º Thesoureiro – Trajano de Castro;

Commissão Fiscal – João R. S. Lima, Manoel de Almeida e Pedro Lauterbach;

Commissão de Syndicancia – Agenor Pimentel, Antonio Ribeiro e Antonio Cogliattt.

Filiado a ACEA

Em março de 1930, o Tecelagem de Seda ingressou na Associação Carioca de Esportes Athleticos (ACEA).

Em maio de 1930 o clube foi extinto

De forma surpreendente, na quinta-feira, do dia 22 de maio de 1930, o Tecelagem de Seda Athletico Club foi dissolvido, motivado pela política que se implantou dentro da agremiação.

Dezesseis dias depois clube é reorganizado, alterando o nome

Na assembleia geral, no sábado, do dia 07 de junho de 1930, o clube foi reorganizado. Na ocasião, aconteceu a mudança do nome, passando a se chamar Fluminense Athletico Club. Também ficou definido que seria adotado a bandeira, flamulas, uniformes e escudo do Fluminense F. C., mudando somente a letra F. para A.

A sua nova Sede social ficava situada na Rua Manuel Murtinho, nº 15, em Quintino Bocaiuva, na Zona Norte do Rio/RJ. Posteriormente, foi eleita a nova diretoria, que ficou assim organizada:

Presidente – capitão João Rodrigues de Souza Lima;

Vice-presidente – Francisco Teixeira;

Secretário geral – Augusto Cruz;

1º Secretário – Samuel Corrêa Levy;

2° Secretário – Henrique F. Nazianzeno;

1° Thesoureiro – Antonio Lima;

2º Thesoureiro – Genesio Carvalho Lima;

1º Director Sportivo – Joaquim dos Santos;

2º Director Sportivo – José Eloy Renones Blaz;

Commissão Fiscal: Alexandrino Faria, Angenor Pimentel, Durval Bandeira;

Commissão de Syndicancia: Antonio Faria, Waldemar Machado, José Fonseca.

Antigo campo é adquirido pelo Sudan A.C.

No domingo, do dia 6 de março de 1932, o sr. Adriano da Costa, presidente do Sudan Athletico Club fechou contrato de aquisição da antiga praça de esportes do Tecelagem de Seda, localizado na Avenida Suburbana, nº 2.628, no bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio (RJ).

Time base de 1929 (1º Team): Antônio (Cri-cri); Lindinho (Solon) e Boleu (Bianco); Emygdio (Silvino), Niniu (Gomes) e David (Camillo); Abilio (Diogenes), Jayme (Cogliatti), Sylvio, Djalma (Vino) e Bahiano (Lindolpho).

Time base de 1929 (2º Team): Antônio; Tota e Machado; Zé Macaco, Mize e Ritta; Plínio, Pepe, R. Cruz, Cosme e Paulista.

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – Crítica (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Esporte Clube Eletro-Química – São Gonçalo (RJ): Bicampeão citadino em 1952 e 1956!

Por Sérgio Mello

O Esporte Clube Eletro-Química foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo, que fica na região Metropolitana do estadodo Rio de Janeiro. Localizado a 25 km da capital do Rio, conta com um a população de 960.652 habitantes, segundo estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2024

Tudo começou com a criação em 1933, da Companhia Eletro-Química Fluminense (tendo iniciado a sua produção em 1936), pelo Sr. José Alves da Motta, sendo a 1ª indústria na fabricação de álcalis. Para erguer a empresa foi necessário um investimento de US$ 3.500.000,00, que naquela época no câmbio médio de Cr$ 65,00

A equipe auriverde foi Fundado na terça-feira, do dia 08 de Junho de 1948, por um grupo de funcionários da Companhia Eletro-Química Fluminense. A Sede ficava na Rua Dr. Alfredo Backer, nº 579, em São Pedro de Alcântara, em São Gonçalo (RJ).

Bicampeão de São Gonçalo

Filiado a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), o Eletro-Química disputou algumas edições do Campeonato Citadino de São Gonçalo de futebol, onde faturou duas vezes o título máximo: em 1952 e 1956!  

Clube atravessa por crise em 1959

Na segunda-feira, do dia 19 de outubro de 1959, o jornal Última Hora (RJ), noticiou que o clube atravessa um momento delicado, mas um grupo estaria inclinado a ajudar na melhoria do clube:

Houve uma época em que o Esporte Clube Eletroquímica, de São Gonçalo, gozava de posição privilegiada nos meios desportivos. Entretanto, a associação que congrega os servidores da Companhia Eletro-Química Fluminense sofreu uma queda tremenda em sua situação. Agora, porém, um grupo de consócios tendo à frente o vigoroso zagueiro Dilon está procurando melhorar o clube e esperam, sobretudo, contar com a colaboração dos industriais que no momento estão dirigindo o parque industrial do Alcantara”.

Inaugurada a quadra poliesportiva em 1963

Em 1962, o Eletro-Química também contava com diversas modalidades esportivas como por exemplo: equipes de voleibol, tênis de mesa, futebol de salão (atual: futsal) e basquete.  

Quando comemorou o seu 15º aniversário no sábado, do dia 08 de junho de 1963 – o clube auriverde inaugurou a sua quadra poliesportiva com uma grande festa. Às 19 horas, transcorreu a preliminar entre o Eletroquímica e o Colégio São Gonçalo. Na partida de fundo, o Eletro-Química enfrentou o Cacren. Ambas partidas de futsal.

Eletro-Química é desligada da LGD

Na quinta-feira, do dia 07 de novembro de 1968, a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), desligou diversos clubes por falta de pagamento. suspendeu todos os direitos e regalias dos filiados.

Na lista enviada pelo presidente Ernesto Luz figuram os nomes Clube Esportivo Mauá, Esporte Clube Metalúrgico, Tamoio Futebol Clube e o Eletro-Química. A dívida é de aproximadamente hum mil cruzeiros novos. Logo após a decisão de exclusão, a LGD informou o ocorrido à Federação Fluminense de Desportos (FFD) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Número de sócios

Na sexta-feira, do dia 1º de janeiro de 1971, uma matéria do Correio da Manhã (RJ) apresentou uma lista dos clubes gonçalenses e os seus respectivos números de sócios. Existem 28 associações culturais, recreativas e desportivas, citando entre elas:

Таmoio Futebol Club, 8 mil sócios (fundado em 1917);

Club Esportivo Mauá, 1.600 sócios (fundado em 1937);

Casa Unidos de Portugal, 1.100 sócios (fundado em 1960);

Vila Lage Esporte Clube, 800 sócios (fundado em 1946);

Embaixadores Social Clube, 415 sócios, (fundado em 1959);

Esporte Clube Metalúrgico, 400 sócios (fundado em 1958);

Grêmio Recreativo Fiat Lux, 250 sócios (fundado em 1957);

Esporte Clube Eletro-Química, 150 sócios (fundado em 1948);

Grêmio Dramático Gonçalense, com 60 sócios (fundado em 1957).

Um desaparecimento silencioso

A partir de meados de 60, o futebol de campo deixou de ser noticiado e o futsal passou a ser o ‘carro-chefe’. Já na década de 70, o Eletro-Química era citado no noticiário dos programas culturais e eventos sociais na sede do clube. NA década de 80, não foi mais encontrado informações dessa simpática agremiação gonçalense.

Time base de 1962: Barnabé; Délio e Dilon; Anízio, Jorginho e Vicente; Jerico, Dunga, Orlando, Leir e Valcenir.

Colaborou: Auriel de Almeida

ARTE: desenhos do escudo, uniforme e mascote – Sérgio Mello

FONTES: Correio da Manhã (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – O Estado, de Niterói (RJ) O Fluminense (RJ) – Última Hora (RJ)