Arquivo da categoria: Rio de Janeiro

Foto Rara de 1972: São Cristóvão de Futebol e Regatas (RJ)

EM PÉ (esquerda para a direita): Triel, Norival, Celso, Madeira, Dias e Almir AGACHADOS (esquerda para a direita): Gilbert, Ivo Sodré, Alexandre, Téia e Humberto. Destes, faleceram: Madeira, Almir e Ivo Sodré.

Acima o time posado do São Cristóvão de Futebol e Regatas, no Estádio de Moça Bonita, no bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que saiu postado na revista Placar, em 1972:            

FOTO: Acervo de José Leôncio Carvalho

Foto Rara de 1972: Olaria Atlético Clube/RJ, com Garrincha, em Juazeiro do Norte (CE)

EM PÉ (esquerda para a direita): Aluísio, Fernando Pirulito, Mario Tito, Pedro Paulo, Altivo e Mineiro;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Garrincha, Ézio, Roberto Pinto, Salvador e Carlos Antonio.
Destes, já faleceram: Mario Tito, Pedro Paulo, Garrincha, Roberto Pinto e Salvador.

Na foto posada (acima), onde está Mané Garrincha, defendendo as cores do Olaria Atlético Clube, referente ao amistoso nacional contra o Combinado Icasa-Guarani. A partida transcorreu na sexta-feira, do dia 21 de abril de 1972, no Estádio Municipal Mauro Sampaio, o “Romeirão“, em Juazeiro do Norte (CE).

O clube da Rua Bariri recebeu a cota de Cr$ 25 mil pelo jogo. Após a partida, Mané Garrincha foi homenageado, onde recebeu o título de “Cidadão Juazeirense“, pela Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, proposto pelo vereador Francisco Rocha da Silva.      

No final da peleja, o Combinado Icasa-Guarani venceu pelo placar de 3 a 1. A presença de Garrincha levou ao Romeirão o maior público de sua história: com mais de 15 mil pagantes. Mané Garrincha conseguiu os seus dribles clássicos (saída para a direita) sobre o lateral Catolé, o “João” da vez.

Da esquerda para direita: Francisco Bezerra (gerente das extintas Casas Pernambucanas), Edmilson Bezerra (dirigente da Liga Desportiva Juazeirense), Garrincha, Francisco Gama e Ednaldo Dantas (ambos dirigentes do Guarani).

FOTO POSADA: Acervo de José Leôncio Carvalho

FOTO: Acervo de Wilton Bezerra

FONTES: Jornal dos Sports – Correio da Manhã (RJ) – Diário de Pernambuco

Foto Rara de 1971: Olaria Atlético Clube (RJ)

EM PÉ (esquerda para a direita): Haroldo, Pedro Paulo, Altivo, Miguel, Roberto Pinto e Alfinete;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Marco Antonio, Luiz Carlos Feijão, Osni, Fernando Pirulito e Salvador.
Destes, já faleceram: Pedro Paulo, Roberto Pinto, Luiz Carlos Feijão e Salvador.  

Foto posada (acima) enviado pelo amigo José Leôncio Carvalho, do Olaria Atlético Clube, no domingo do dia 14 de Março se 1971. Nesse dia o clube da Rua Bariri enfrentou o Bonsucesso Futebol Clube, o “Clássico da Leopoldina“, válido pela 2ª rodada do Campeonato Carioca da 1ª Divisão daquele ano.

A partida teve início às 17h45min., no estádio General Severiano (propriedade do Botafogo de Futebol e Regatas), no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. Essa partida fez parte da Loteria Esportiva, o teste nº 33, cujo prêmio era de Cr$ 4.320.344,60.

Aos 43 minutos do segundo tempo da partida, um gol contra do goleiro do Bonsuça, Ubirajara, decretou a vitória do Olaria pelo placar de 2 a 1. O jogo foi equilibrado e muito disputado, e agradou o pequeno publico presente – apenas 169 pagantes. O Olaria, um pouco melhor, acertou três bolas na trave.  

O Bonsucesso começou o jogo em ritmo muito veloz e, aos 9 minutos, Jair Pereira abriu o marcador. A jogada nasceu de cobrança de Gibira, que lançou a bola sobre a área. O goleiro Pedro Paulo rebateu e Jair tocou para o fundo das redes.

O Olaria não se abateu. Roberto Pinto foi à frente e as constantes deslocações de Osni, permitiram boas penetrações de Marco Antônio pela direita e de Luís Carlos pela esquerda.

Luís Carlos, aos 17 minutos, recebeu livre na área e chutou fraco, acertando a trave. Dois minutos depois foi a vez de Altivo. Bateu uma falta de fora da área e Ubirajara fez uma defesa milagrosa.

Aos 25 minutos, Olaria chegou ao empate. Roberto Pinto aproveitou a falha da defesa do rubro-anil para marcar o gol. Logo após o gol, o zagueiro Dutra reclamou falta na jogada que resultou no gol e acabou expulso. Assim, Oberdã passou para a zaga e o ataque do Bonsuça perdeu poder ofensivo.

No segundo tempo, o jogo ficou equilibrado até aos 20 minutos, com boas oportunidades de gol de ambos os lados. Osni, aos 10 minutos, em condições de marcar e Ubirajara mandou para escanteio.

O técnico do Olaria, Jair da Rosa Pinto fez duas alterações: saindo Luís Carlos Feijão e Fernando Pirulito para as entradas de Humberto e Afonsinho, respectivamente.

A partir daí o clube da Rua Bariri cresceu de produção e começou a pressionar. Aos 40 minutos, novamente o zagueiro Altivo chutou no travessão, ao cobrar uma falta de fora da área.

OLARIA A.C.2X1BONSUCESSO F.C.
LOCALEstádio General Severiano, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio. (RJ)
CARÁTER2ª rodada do Campeonato Carioca de 1971
DATADomingo, do dia 14 de Março de 1971
HORÁRIO17 horas e 45 minutos
RENDACr$ 925,00
PÚBLICO169 pagantes
ÁRBITROJosé Teixeira de Carvalho
AUXILIARMário Leite dos Santos e Edelmar Freire
CARTÃO VERMELHODutra (Bonsucesso)
OLARIAPedro Paulo; Haroldo, Miguel, Altivo e Alfinête; Fernando Pirulito (Afonsinho) e Roberto Pinto; Marco Antônio, Osni, Luís Carlos Feijão (Humberto) e Salvador. Técnico: Jair da Rosa Pinto
BONSUCESSOUbirajara; Natal, Dutra, Jurandir e Romero; Oberdã e Gibira; Moreira, Jair Pereira, Luís Henrique e Rodrigues. Técnico: Alfredo Abraão
GOLSJair Pereira aos nove minutos (Bonsucesso); Roberto Pinto aos 25 minutos (Olaria), no 1º tempo. Ubirajara, contra, aos 43 minutos (Olaria), no 2º Tempo.

FOTO: Acervo de José Leôncio Carvalho

FONTE: Jornal dos Sports

Rodoviário Atlético Clube – Volta Redonda (RJ): Pentacampeão citadino nos anos 50

O Rodoviário Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Volta Redonda (RJ). O “Alvianil Volta-redondense” foi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Outubro de 1942.

Foi figurinha carimbada no Campeonato Citadidino de Volta Redonda, onde alcançou o seu auge na década de 50, quando faturou o pentacampeonato nos anos de 1954, 1955, 1956, 1957 e 1958.

Porém, no começo de setembro de 1961, o declínio se acentuou após o contrato que mantinha com o Guarani Esporte Clube para utilizar a Praça de Esportes General Sylvio Raulino de Oliveira (que nesse ano foram instalados os refletores e também os alambrados) para jogos e treinos, não foi renovado.

Com isso, o clube Pentacampeão citadino, sob a presidência do Sr. Neri Miglioli ficou sem local para se preparar o seu elenco. A partir daí, o dirigente buscou junto as autoridades de Volta Redonda, conseguir um terreno para construir a sua Praça de Esportes. No entanto, no ano seguinte conseguiu um campo no município vizinho: Barra Mansa. Mais precisamente no estádio da Associação Atlética Goiabal.

Porém, o Rodoviário tentou seguir disputando o Campeonato Citadino de Volta Redonda, o que gerou descontentamento da Liga Desportiva de Volta Redonda (LDVR) e dos clubes da cidade do Aço. Após pressão, a LDVR não aceitou e o Rodoviário não disputou o certame.     

FONTES: Última Hora (RJ) – Livro “Varandão da Saudade”, do autor Sérgio Luiz – pesquisador, Gil Bracarense Leite

Esporte Clube Siderantim – Barra Mansa (RJ): Mascote ‘Periquito do Vale’

O Esporte Clube Siderantim é uma agremiação esportiva da cidade de Barra Mansa (RJ). O “Periquito do Vale” foi Fundado no sábado, do dia 04 de Agosto de 1951, por um grupo de funcionários da empresa Siderúrgica Barra Mansa (atual: Votorantim).

Com apenas um ano de atividades, o Siderantim, conquistou o seu 1º titulo Campeonato Citadino, mas que, infelizmente, não se possui muitos registros sobre esta edição da competição. No final do mês de Julho de 1952, o Siderantim recebe uma carta da FFD (Federação Fluminense de Desportos) convidando o clube a se profissionalizar para disputar a elite do Campeonato Fluminense, que na época era a competição de maior valor em todo o estado do Rio de Janeiro.

No dia 19 de Março de 1953 o Esporte Clube Siderantim aceita o convite da FFD para a disputa de sua primeira competição profissional. No dia 12 de Abril no Estádio Esperidião Geraidine ocorre o II Torneio de Inicio profissional do Campeonato Fluminense, sendo um torneio de pré-temporada, que apesar de não ser um torneio de extrema importância ele fica marcado como a primeira competição profissional disputada pelo Esporte Clube Siderantim, infelizmente o clube é eliminado já na primeira fase após um empate contra Barra Mansa Futebol Clube, entretanto perde no critério de corners (escanteios) por 2 a 0.

Após 7 dias do Torneio de Inicio no dia 19 de Abril, o Siderantim finalmente estreia no Campeonato Fluminense contra o Tupi de Paracambi, no dia 20 de Abril o Siderantim contrata um reforço para a equipe  o jogador Odair de Souza Bueno que estava defendendo o quadro de profissionais do Canto do Rio de Niterói, o clube terminou na 10º colocação no fim do primeiro turno, no dia 18 de Janeiro de 1954 o Siderantim fecha o contrato com o atleta Francisco Régio para a disputa do 2º turno.

Notório clube da região centro-sul fluminense, o Siderantim debuta nas competições realizadas na década de 50, tais quais o Campeonato Estadual Fluminense. Participa dessa competição em 1953 e 1954. No Torneio Início de 53, é eliminado ainda na primeira fase.

Em 54, na chave de sua região se encontravam Barra Mansa Futebol Clube, Associação Atlética Comercial, Guarani Esporte Clube, Resende Futebol Clube e Associação Atlética de Volta Redonda. Se classificaram para a segunda fase: Guarani, Barra Mansa e Resende.

Após a fusão dos antigos estados da Guanabara e Rio de Janeiro, o Siderantim estreia em 1982 no Campeonato Estadual da Terceira Divisão de Profissionais.

Na primeira fase, se classifica para a fase final como líder de sua chave, à frente de União Esportiva Coelho da Rocha, Tomazinho Futebol Clube, Nacional Foot-Ball Club, Heliópolis Atlético Clube e Cruzeiro Futebol Clube. Na fase final é novamente o primeiro colocado, à frente de Clube Esportivo Rio Branco, Rio das Ostras Futebol Clube e União Esportiva Coelho da Rocha, fazendo a final contra o Rio Branco, de Campos, vencendo-o por 2 a 1, e consagrando-se campeão e promovido à Segunda Divisão de Profissionais do estado do Rio de Janeiro. O artilheiro da equipe nesse campeonato foi o hoje radialista Walter Cardoso.

Em 1983, já na Segunda Divisão, fica na sexta posição, atrás dos promovidos Olaria Atlético Clube e Friburguense Atlético Clube, além de Serrano Foot Ball Club, Associação Atlética Portuguesa e Madureira Esporte Clube, e à frente de Rubro Atlético Clube e Mesquita Futebol Clube.

Em 1984, é o segundo colocado ao fim do primeiro turno, atrás somente do Bonsucesso Futebol Clube. No segundo turno, fica apenas em oitavo lugar, último, atrás de Bonsucesso Futebol Clube, Associação Atlética Cabofriense, São Cristóvão de Futebol e Regatas, Associação Atlética Portuguesa, Madureira Esporte Clube, Rubro Atlético Clube e Nacional Foot-Ball Club. O Siderantim acaba tendo que participar de um torneio da morte com Madureira, Nacional e Rubro, que posteriormente é anulado, não havendo descenso.

Em 1985, é apenas o 11º colocado, penúltimo, à frente apenas do Nacional Foot-Ball Club, que já agonizava os seus últimos instantes de sua bela história. O campeonato conheceu naquele ano os acessos de Campo Grande Atlético Clube e Mesquita Futebol Clube, respectivamente primeiro e segundo lugares, cabendo a Associação Atlética Cabofriense, Friburguense Atlético Clube, Serrano Foot Ball Club, Royal Sport Club, Rubro Atlético Clube, São Cristóvão de Futebol e Regatas e Madureira Esporte Clube as colocações seguintes.

Em 1986, é o 12º colocado, último, do campeonato que teve como promovidos Porto Alegre Futebol Clube e Associação Atlética Cabofriense. Em 1987, é 9º colocado ao fim do primeiro turno, ficando à frente de Esporte Clube Nova Cidade, Clube Esportivo Rio Branco e Tomazinho Futebol Clube. No segundo turno é apenas o nono colocado, à frente de Tomazinho Futebol Clube, Serrano Foot Ball Club e Clube Esportivo Rio Branco. O Volta Redonda Futebol Clube foi o campeão e vice foi o Friburguense Atlético Clube.

Em 1988, em acentuada crise financeira e estrutural, demonstrada pelas más campanhas dos anos anteriores, se licencia das competições de âmbito profissional.

Volta apenas em 1992 na 2ª Divisão, na prática uma terceira, visto que a verdadeira segunda virara Módulo B da Primeira Divisão. A campanha não é boa. O clube é apenas o penúltimo colocado em sua chave na primeira fase, sendo logo eliminado da disputa, ficando atrás de Colégio Futebol Clube, Tamoio Futebol Clube, Monte D’Ouro Futebol Clube e Porto Real Country Club. O GREFFEM foi o último porque perdeu 5 pontos devido a ter utilizado um jogador em condição irregular.

Em 1993, disputa novamente a mesma Segunda Divisão. Fica em quinto em sua chave ao fim do primeiro turno, atrás de Barra Mansa Futebol Clube, Bayer Esporte Clube, Heliópolis Atlético Clube e Grêmio Esportivo Km 49. No segundo turno é segundo, atrás do Bayer Esporte Clube, contudo não consegue se classificar para o quadrangular final após o somatório dos dois turnos.

Desde então, a agremiação não mais disputa os campeonatos promovidos pela FFERJ. Foi extinto quando a Siderúrgica Barra Mansa, pertencente ao Grupo Votorantim, resolveu acabar com suas dependências para ampliar a área da empresa.

FONTES: Blog do clube – Wikipédia – Mercado Livre

Inédito!! Grêmio Sportivo Quintino Bocaiúva – Rio de Janeiro (RJ): 1º Campeão do Campeonato Carioca de Basquete Feminino

O Grêmio Sportivo Quintino Bocaiúva (Grêmio de Quintino) foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no domingo, do dia 02 de Abril de 1939. A sua Sede ficava localizada na Rua Nerval de Gouveia, nº 13, em frente à Estação Quintino, que é anexo a Rua Elias da Silva, no bairro de Quintino Bocaiúva, na Zona Norte do Rio.

O clube era muito atuante nos bailes de carnaval, festas juninas, desfiles e musicais, realizados em sua bela sede. Entre suas atividades praticadas, estavam o atletismo, Tênis de mesa, futebol, bilhar, voleibol, basquetebol, entre outros.  

A sua quadra poliesportiva (chamada de “Quadra Olímpica”) foi inaugurada no domingo, do dia 04 de junho de 1950, quando foi realizado um amistoso entre as equipes de basquete masculino do Tijuca Tênis Clube e Clube de Regatas Flamengo. No final, melhor para a equipe tijucana que venceu por 25 a 20.  

No domingo, do dia 26 de Agosto de 1945, o clube excursionou até o Município de Rodeio (atual: Engenho Paulo de Frontim), onde enfrentou, em amistoso,  o Centro Fluminense de Cultura Física.

No início de setembro de 1949, foi eleito para a presidência do clube, o vereador pelo Partido Republicano (entre 1947 a 1951) Luís da Gama Filho, então com 43 anos.

No final da década de 30, ele assumiu a presidência do River Football Club. Para quem não associou o nome a pessoa, ele comprou em 1939 o Colégio Piedade e em 1951 criou a Universidade Gama Filho.

1º campeão estadual de basquete feminino

Apesar do futebol ter sido o “carro-chefe“, o Grêmio Quintino entrou para a história do estado do Rio de Janeiro no basquete! Após se filiar a Federação Metropolitana de Basketball (FMB), na segunda-feira, do dia 09 de junho de 1952, o Grêmio de Quintino disputou o Campeonato Carioca adulto de basquete masculino e feminino em 1952.

Foi o 1º Campeonato Carioca de Basquete Feminino, realizado na história, e o Grêmio de Quintino fez história ao se sagrar campeão invicto do estadual, com sete vitórias no mesmo números de jogos. O Flamengo acabou com o vice-campeonato.

A competição, que teve início no dia 30 de julho, contou com a participação de oito equipes:

America Football Club;

Botafogo Futebol e Regatas;

Carioca Esporte Clube;

Clube de Regatas Flamengo;

Clube de Regatas Vasco da Gama;

Fluminense Football Club;

Grêmio de Quintino;

Madureira Atlético Clube.

Uma curiosidade é que o treinador da equipe (masculino e feminino) foi o lendário Charles de Macedo Soares, o “Charles Borer“, que trabalhou no cargo, sem nenhuma remuneração, de forma filantrópica. Lembrando que, entre 1976 a 1981, Charles Borer foi presidente do Botafogo de Futebol e Regatas.

O time titular era formado pelas seguintes atletas: Nívea (Nívea Figueiredo de Andrade e Silva), Norma, Ivone (Ivone de Araújo Santos), Irani (Irani P. da Costa) e Eugenia (Eugenia Rindeika). As reservas: Glicínia (Glicínia Clara Leal de Carvalho), Lourdes (Lourdes de Jesus Dias), Abigail, Marina, Dircí, Eunice, e Zombinha.

Vice-campeão de basquete feminino em 1953

No ano seguinte, voltou a fazer bonito, e ficou com vice-campeonato estadual de 1953, com oito vitórias e duas derrotas (O Fluminense foi campeão com dez vitórias), quando sua jogadora Ivone foi a cestinha da competição, com 161 pontos.

O time formou com: Maria Teresinha Paz, Abigail dos Santos, Joana Rindeica, Estefania Nair Chalodwski, Lais Gomes Mourão, Norma Rosa Paz, Efigênia Rindeica, Lourdes de Jesus Dias, Ivone de Araujo Santos

No futebol, disputou os campeonatos amadores menores. A Praça de Esportes utilizado para os jogos era o da Escola 15 de Novembro, atual ETE República, dentro do campus da FAETEC Quintino, que ficava na Rua Clarimundo de Melo.

O campo era conhecido como “Estádio do Instituto 15 de Novembro“, inaugurado no domingo, do dia 14 de novembro de 1943, com a goleada do Clube de Regatas Flamengo (então bicampeão da 3ª categoria da Federação Metropolitana de Futebol) por 5 a 2, em cima do Botafogo de Futebol e Regatas.

O Grêmio de Quintino era ligado ao político Jorge Leite, e entrou em decadência ao mesmo tempo em que este perdeu prestígio eleitoral.

Sua antiga sede ainda é conhecida popularmente pelo nome de Grêmio de Quintino, e alugada para eventos. Em 2012, o nome “Baixo Quintino” foi usado comercialmente.

Foto de 2010, da Sede do Grêmio Quintino

Time base de 1945: Sylvio; Nico (Ivo) e Alberto (Carlos); Cito, Bira e Aloísio; Orlando (Djalma), Zequinha, Gerente, Nelson e Canhoto (Aldo). Reservas: Germano e Helio.       

Imagem da carteirinha: site ‘Leilão Naira Santos’

FONTES: A Luta Democrática – A Noite – Diário Carioca – Diário de Notícias – Federação de Basquetebol do Estado do Rio de Janeiro – Imprensa Popular – Jornal dos Sports – O Imparcial – O Jornal (RJ) – Tribuna Popular

Unidos do Porto da Pedra Social Clube – São Gonçalo (RJ): Hexacampeão Gonçalense

IMPORTANTE! Caso compartilhe dê os devidos créditos ao autor (Sérgio Mello) e ao blog (História do Futebol). Vamos valorizar quem pesquisa, quem redesenha e quem busca apresentar raridades aos aficionados pela história, pelos escudos, pelo futebol em si! Obrigado!

O Unidos do Porto da Pedra Social Clube foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). A equipe “rubra gonçalense” foi Fundado na sexta-feira, do dia 06 de Junho de 1969 por um grupo de oito desportistas: Valmir da Silva, Amilse Augusto, Edésio Silva, Jorge Pinheiro (Pirulito), Jurair Ferreira, Nid Silvares, Jairo Marchon e Jeremias

O 1º uniforme: camisa branca (feito com saco de farinha de trigo), meias preta e amarela (doadas por Israel Santana), servia para os jogos do segundo e primeiro times.

O 1º Presidente foi Haroldo Moreira, que ficou no cargo por seis anos, foi o responsável em adotar a cor vermelha no uniforme. Até 1975, o clube já tinha revelado bons valores: Ciraldo (atuando no futebol venezuelano); Tonho (campeão juvenil pelo Madureira em 1974 e depois jogou no Esporte Clube Costeira, de Niterói); Helvécio (São Cristóvão); Silvinho (Hercílio Luz/SC), entre outros.

Na sua Praça de Esportes, no bairro de Porto da Pedra, além do futebol, as festas juninas (em parceria com “Os Amigos do Balão”) eram muito concorridas, na década de 70, sendo considerada a maior do estado do Rio de Janeiro.

No futebol, o clube disputou diversos amistosos e até realizando algumas excursões, como no dia 15 de novembro de 1971, quando o Unidos foi até cidade mineira de Itajubá, onde enfrentou a Seleção Itajubense

1973: ano de grandes realizações e novidades  

Primeiro uniforme utilizado pelo Unidos do Porto da Pedra, em 1969

Em fevereiro de 1973, o clube criou a categoria ‘Dente-de-leite’ e montou o Bloco carnavalesco, que ficava na Rua Abílio José de Matos, nº 1.320, no bairro Porto da Pedra. Em maio, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, aprovou o projeto de lei que considera a agremiação rubra gonçalense como Utilidade Pública.

E, no mês seguinte (maio de 1973), comemorando o seu 4º aniversário, o Unidos se filiou na Liga Gonçalense de Desportos (LGD), para disputar no Campeonato Gonçalense de Futebol.

Os dirigentes, buscando melhorar a estrutura, compraram um veículo, que, além de transportar os jogadores, prestavam um serviço social junto aos moradores do bairro.    

O Unidos do Porto da Pedra na década de 70, se tornou o grande baluarte do futebol gonçalense, faturando seis títulos: 1973, 1974, 1977, 1978, 1979 e 1980. Desta forma se tornando a segunda equipe com mais títulos de São Gonçalo, só atrás do Esporte Clube Metalúrgico com 13 conquistas

1º título: Torneio Início Gonçalense de 1973

Demonstrando que não tinha a intenção de ser um mero coadjuvante, o Unidos do Porto da Pedra deu o seu “cartão de vistas” logo na 1ª competição que disputou. No domingo, às 10 horas, do dia 1º de Julho de 1973, o Torneio Início de São Gonçalo, foi realizado no campo do Cordeiro Futebol Clube, em Santa Isabel.

O evento, organizado pela LGD (Liga Gonçalense de Desportos), teve a participação de 14 equipes, levando às bilheterias Cr$ 840 cruzeiros. Ao todo foram realizados 13 jogos até definir quem ficaria com a ‘Taça Imataca’.

Os participantes: BandeiranteBrasinhaCariocaCentralCROLGirassolLaranjalMiriambiNalinNazaréPachecosSantosUnidos do Porto da PedraUnidos Vila Guedes.

O Unidos do Porto da Pedra estreou vencendo o Nazaré por 1 a 0; depois passou pelo Laranjal por 3 a 2. Na semifinal, derrotou o Santos pelo placar de 1 a 0. Na grande final, faturou o título inédito ao vencer o Unidos Vila Guedes por 2 a 0.

O time formou com: Jimenez; Jeremias, César, Zé Maria e Carlinhos; Pirulito e Niltinho; Jurair, Chico, Wilson e Fernando. Técnico: Hélio Bravo.      

Campeão Invicto Gonçalense de 1973

Em seguida, o Unidos do Porto da Pedra debutou no Campeonato Citadino de São Gonçalo de 1973, e, sem cerimônias levantou o título de forma invicta! Após se campeão da sua chave, a equipe rubra seguiu imbatível até o título.

A campanha: nove jogos, com sete vitórias e dois empates; com 19 gols a favor, quatro tentos contra e um saldo positivo de 15. O atacante Wilson foi o artilheiro do certame com 10 gols; enquanto Sergipano, do CROL, foi o segundo com nove tentos.

Os resultados, pela ordem: Vila Guedes (2 a 1); Santos (2 a 0); Girassol (2 a 2); Carioca (1 a 0); Miriambi (6 a 0); Pachecos (2 a 0); Girassol (1 a 0); CROL (3 a 1); Laranjal (0 a 0).

O time titular: Tonho; Zé Maria, César, Gilton e Carlinhos; Serreca (Boi), Pirulito e Niltinho; Jurair, Wilson e Geraldinho. Reservas: Jimenez, Jeremias, Cláudio, Ataíde, Roberto, Chico e Fernando.  Técnico: Hélio Bravo.

Unidos enfrentou o Madureira

No domingo, do dia 07 de outubro de 1973, no jogo da ‘entrega das faixas’, o Unidos do Porto da Pedra enfrentou o Madureira Esporte Clube, da 1ª Divisão do Campeonato Carioca. No final, o Tricolor Suburbano venceu por 2 a 1, que teve arbitragem de Décio Alfradique e uma Renda de Cr$ 1.445,00.

Campeão da Taça de Bronze de 1974

Em 1974, o clube seguiu levantando canecos. Primeiro, foi campeão da sua chave, da Taça de Bronze e depois faturou o título geral do mesmo torneio. Depois veio o bicampeonato Gonçalense.

Na principal competição de São Gonçalo foi recheada de polêmicas. No final, a Liga Gonçalense de Desportos acabou decretando quatro campeões: Unidos do Porto da Pedra, Nacional Futebol Clube, América do Galo Branco e Esporte Clube Metalúrgico.   

Vice-campeão no carnaval e no futebol

Em 1975, o Unidos do Porto da Pedra, desfilou no 2º Grupo (tipo uma Segunda Divisão), dos blocos e escolas de samba de São Gonçalo, no sábado – dia 08 de fevereiro. No final, o Unidos ficou com o vice-campeonato, só atrás da campeã: Bafo do Leão, que somou 64 pontos.

Voltando ao futebol, a equipe rubra participou do Torneio de Clubes Campeões Municipais, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD). Após um começo ruim na competição, o Unidos chegou no último jogo precisando vencer para não depender de outro resultado.

E a vaga veio em grande estilo, ao golear o Castelo por 4 a 0, no distrito de Boa Esperança, em Rio Bonito. Com isso, Unidos do Porto da Pedra avançou para a fase final, juntamente com o Castelo Futebol Clube (Rio Bonito), Santos Futebol Clube (Iguaba)CIPEC Esporte Clube (Mendes) e o Rio Bonito Atlético Clube (Rio Bonito).

No final o Unidos do Porto da Pedra ficou em 2º lugar, só atrás do CIPEC. Estreou com derrota para o CIPEC por 5 a 1, no Estádio Isa Fernandes, em Mendes. Depois ficou no empate em 2 a 2 com o Rio Bonito, em Santa Isabel.

Em Araruama, derrotou o Santos por 2 a 0. Fechou o 1º turno, empatando sem abertura de contagem com o Castelo, no Estádio da Rua Dr. March, no Barreto, em Niterói.

No returno, empate com o CIPEC em 3 a 3, no Estádio da Rua Dr. March, no Barreto, em Niterói. Depois, o Unidos visitou o Rio Bonito e goleou por 5 a 1. Jogando no Estádio da Rua Dr. March, no Barreto, em Niterói, bateu o Santos por 1 a 0. O resultado do último jogo, no domingo do dia 29 de junho, diante do Castelo, no Estádio Esteves Pereira Pintas, não foi encontrado. O único título na temporada de 1975 foi o Torneio Início da LGD.

Vice-campeão Gonçalense de 1976

Em  1976, o Unidos do Porto da Pedra fez uma bela campanha no Campeonato Gonçalense daquele ano, vencendo os dois turnos da Chave B, avançando para a final. No domingo, do dia 22 de junho, goleou o Graça pelo placar de 5 a 1, em Santa Isabel. Wilson, três vezes, Jadir e Geraldinho marcaram para o Unidos, enquanto Julinho fez o tento de honra do Graça.

Na grande final, numa melhor três ou quantos pontos, o adversário foi o Centro Esportivo Mauá, campeão também nos dois turnos da Chave A.

No 1º jogo da final, no domingo, do dia 12 de setembro, às 15 horas, em Santa Isabel, o Mauá saiu na frente e venceu o Unidos por 2 a 1. No 2º jogo da final, no domingo, do dia 19 de setembro, às 15 horas, em Santa Isabel, o Unidos deixou tudo igual ao bater o Mauá por 1 a 0.

No entanto, o gol da vitória, gerou uma briga generalizada. Posteriormente, a partida foi anulada e gerou diversas brigas nos tribunais desportivos. No final, foi remarcado o jogo que decidiria o título.

A partida foi realizada, no domingo, do dia 23 de Janeiro, no Estádio Assad Abdala, que contou com bom público e uma renda de 6.680,00 cruzeiros. O primeiro tempo terminou com vantagem para o Unidos, com gol de Quinho aos 14 minutos. 

Porém, na etapa final, o Mauá empatou por intermédio de Maurinho aos 25 minutos. E, assim, o jogo terminou empatado em 1 a 1. Com isso, teve a necessidade de uma prorrogação de 30 minutos.

Quando o jogo parecia caminhar para a disputa de pênaltis, o atacante mauense Baleia (que saiu do banco de reservas) recebeu passe de Toninho, ajeitou e soltou uma bomba, sem chances para Jimenez, aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação.

O Unidos pressionou os cinco minutos finais, mas os atacantes não tiveram sorte. Fim de jogo, e após muitas polêmicas, coube ao Mauá a honraria de ficar com o título do Campeonato Gonçalense de 1976.

Unidos conquista o TRI Gonçalense

Em 1977, começou com a posse do novo presidente do clube: José de Oliveira Prado. Depois, o Unidos disputou o Campeonato de Clubes Amadores de Campeões Municipais, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD). A competição começou no dia 23 de janeiro, e, contou com a participação de 26 clubes:

América (São Gonçalo); América (Saquarema); Castelo (Rio Bonito); CIPEC (Mendes); Coroados; Cotonifício Gasparian (Levy Gasparian); Esperança; Filó; Friburgo; Itaguaí; Mesquita; Morro Grande; Onze Unidos; Progresso; Riachuelo (Paraíba do Sul); Santa Luíza; Santos (Iguaba); São José (Cachoeiras de Macacu); São José (Itaboraí); São Luís; Siderantim (Barra Mansa); Tomazinho (São João de Meriti); Tupi; Unidos Porto da Pedra; Volantes; XV de Novembro (Nilópolis).

A Liga Gonçalense de Desportos, resolveu homenagear o Centenário de o jornal O Fluminense, no Campeonato Citadino de São Gonçalo de futebol de 1977. A competição foi dividida em duas chaves:

Grupo A Clube Esportivo Mauá, CROL Futebol Clube, Girassol Futebol Clube, Vitória Atlético Clube;

Grupo B Unidos do Porto da Pedra, Vila Guedes Futebol Clube, Desvio Dona Zizinha Atlético Clube (DDZAC), Metalúrgico, Vila Três Futebol Clube.

No 1º turno, o Mauá foi campeão no Grupo A e o Vila Guedes Futebol Clube no Grupo B. No Returno, o Unidos do Porto da Pedra faturou com uma rodada antecedência, e o Vitória levou no Grupo A.

O turno final, com jornada dupla, no Estádio Assad Abdala, começou na sexta-feira, do dia 3 de Março de 1978, o 1º jogo (19h30min), o Vitória venceu o Vila Guedes por 1 a 0. Na partida de fundo (21h15min), com gol de Carlos Alberto, o Mauá venceu o Unidos por 1 a 0.

No entanto, a direção do Unidos do Porto da Pedra recorreu na Junta Disciplinar Desportiva (JDD), alegando que o jogador do Mauá, Helvécio (com passagens pelo São Cristóvão e Botafogo de Ribeirão Preto/SP), teria sido inscrito após da data limite na LGD.

Assim, na segunda rodada, no domingo, do dia 12 de Março de 1978, o Unidos empatou com o Vitória. E, na rodada decisiva, no domingo, às 16 horas, do dia 19 de Março de 1978, o Mauá bateu o Vitória por 3 a 0; enquanto o Unidos do Porto da Pedra venceu o Vila Guedes por 2 a 1.

Meses depois, a JDD deu ganho de causa para o Unidos, no caso ‘Helvécio’, mas depois voltou atrás. Posteriormente o clube recorreu no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), e obteve vitória. Apenas um ano depois, a LGD oficializou o título, dando assim, o Tricampeão Gonçalense para o Unidos.

Em 1978, foi vice no Carnaval e Tetracampeão no futebol

Na quarta-feira, do dia 8 de março de 1978, o bloco foi juridicamente promovido a bloco de enredo, transformando-se em Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Porto da Pedra. Assim, o clube possuía as duas maiores paixões: futebol e samba, em harmonia.

O Unidos do Porto da Pedra participou da Taça de Bronze, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD). Após um início claudicante, a equipe rubra subiu de produção culminando com uma vitória categórica sobre a forte equipe do Esporte Clube Maricá por 2 a 0.

Na fase seguinte, venceu o São João da Barra por 1 a 0 e 4 a 2; e o Rio das Ostras por 2 a 1 e 0 a 0. No último jogo, que valia a vaga para a fase final, o Unidos com vários desfalques acabou derrotado pelo Esporte Clube Maricá por 1 a 0, e acabou eliminado.

No carnaval de 1978, o Unidos do Porto da Pedra somou 107 pontos, ficando com o vice-campeonato no 2º Grupo. A campeã foi a Cruzamento e Amor que somou 108 pontos.

No Campeonato Gonçalense, o Unidos do Porto da Pedra após vencer o Brasilândia por 3 a 0, no Estádio Assad Abdala, no Barreto, faturou o 1º Turno, na sua chave.

Na grande final, numa melhor de três jogos, enfrentou o Grêmio Esporte Clube. O 1º jogo aconteceu no domingo, do dia 25 de março de 1979, em Santa Isabel, o Unidos ficou no empate em 1 a 1.

O 2º jogo aconteceu na segunda-feira, do dia 02 de abril de 1979, em Santa Isabel, e o Unidos do Porto da Pedra bateu o Grêmio por 2 a 1, faturou o Tetracampeonato Gonçalense.

O primeiro tempo, terminou empatado em um gol. Gilberto abriu o placar para o Unidos aos 10 minutos. Porém, Cacá deixou tudo igual para a equipe Alvi-laranja aos 35 minutos.

Na etapa complementar, o time comandado por Hélio Bravo chegou ao gol do título aos 39 minutos. O ponta Quinho arrancou com a bola dominada, passou pelos marcadores e tocou na saída do goleiro. Fim de jogo, e muita festa na arquibancada da torcida rubra.

1979, o Unidos fatura o Pentacampeonato

No Torneio Início da LGD, veio o 1º título! Depois no Campeonato Gonçalense de 1979, começou o Unidos vencendo os três primeiros jogos e assumindo a liderança isolada. Na 4ª rodada perdeu o primeiro ponto ao empatar com o DDZAC (Desvio Dona Zizinha Atlético Clube), em 2 a 2.

Após uma campanha sólida, o Unidos chegou na decisão mais uma vez. Desta vez o adversário era DDZAC.

O 1º jogo, aconteceu no domingo, às 16 horas, do dia 11 de novembro de 1979, no Estádio Sebastião Guimarães, em Santa Isabel. E a vitória ficou para o Unidos que bateu o DDZAC por 1 a 0. O gol foi assinalado por Sérgio Dinamite aos 15 minutos do 1º tempo.

O 2º jogo, aconteceu no domingo, às 15h30min., do dia 18 de novembro de 1979, no Estádio Assad Abdala, no Barreto. E o Unidos do Porto da Pedra venceu novamente o o DDZAC por 3 a 2, ficando mais uma vez com título!

O time formou com: Carlos Augusto; Tuca, Jordão, Gilton e Carlinhos; Aroldo, Jadir e Gilberto; Paulinho (Jurair), Jairzinho e Enoc (Serginho). Técnico: Hélio Bravo

No Carnaval… Unidos é campeão em 1980

No carnaval de 1980, reservou o título do Unidos do Porto da Pedra no 1º Grupo que somou 84 pontos, enquanto a Cruzamento e Amor foi a 2ª colocada com 81 pontos.

Unidos deu trabalho para ADN

No domingo, às 16 horas, do dia 02 de Março de 1980, no Estádio Assad Abdala, no Barreto, em Niterói, o Unidos do Porto da Pedra enfrentou os juniores da ADN (Associação Desportiva Niterói), que na época disputava o Campeonato Carioca da 1ª Divisão da categoria.

E, apesar da derrota magra por 1 a 0, o Unidos deu  muito trabalho para a ADN, tendo perdido um pênalti e um gol não marcado pelo árbitro Robson Oliveira, da LGD.

ADN: Sérgio; Bira, Aragão, Artur e Edilson; Gustavo, Márcio e Luís Carlos; Serginho, Rogério e Siri. Técnico: Roberto Miranda.

Unidos: Carlos Augusto; Tuca, Jordão, Gilton e Carlinhos; Aroldo, Jadir e Gilberto; Inaldo, Hélvio e Jairinho. Técnico: Hélio Bravo.

Unidos ficou no empate com o Costeira

Na tarde de domingo, às 15h30min., do dia 13 de abril de 1980, no Estádio Assad Abdala, no Barreto, em Niterói, o Unidos do Porto da Pedra jogou, em amistoso, contra o Esporte Clube Costeira (até ali tinha ficado com o vice-campeonato da Divisão de Acesso da FERJ).

O empate em 0 a 0, acabou tumultuado em razão da falta de pulso do árbitro foi Ivanildo Pereira Lima (FERJ). A “chapa só não esquentou” porque os presidentes Sebastião Barbosa (Costeira) e José Alves (Unidos) agiram com frieza e objetividade. 

Hexacampeão Gonçalense!

Após ter realizado uma série de jogos amistosos, o Unidos do Porto da Pedra não começou bem o Campeonato Gonçalense de futebol. Na estreia, do domingo do dia 11 de maio de 1980, diante do, às 13h15min., em Santa Isabel, ficou no empate com o Girassol, em 1 a 1.

Na 2ª rodada, domingo do dia 18 de maio de 1980, o Unidos foi derrotado pelo Vila Guedes pelo placar de 2 a 0, em Neves. O resultado mexeu com os brios e na 3ª rodada, domingo do dia 25 de maio de 1980, o Unidos se reabilitou ao vencer o Cordeiros por 3 a 1, em Santa Isabel.

Pela 4ª rodada, domingo do dia 1º de junho de 1980, o Unidos venceu mais uma: dessa vez goleando o Nova Cidade pelo placar de 4 a 1. Pela 5ª rodada, domingo do dia 08 de junho de 1980, o Unidos ficou no empate em 0 a 0 com o Metalúrgico.

A reação acabou sendo tardia, e o Vila Guedes faturou o 1º turno, enquanto o Nova Cidade levou o 2º turno. Porém, no 3º turno, o Unidos ressurgiu e venceu o Nova Cidade por 3 a 1, no domingo do dia 28 de setembro, se credenciando para o turno extra que decidiria o título gonçalense.

O triangular final reuniu o Unidos, Nova Cidade e Vila Guedes. No 1º jogo, no domingo, do dia 05 de outubro, Unidos e Vila Guedes não saíram do zero, no Estádio Assad Abdala, no Barreto.

No 2º jogo, no domingo, do dia 12 de outubro, Unidos venceu o Nova Cidade por 2 a 1, no Estádio Assad Abdala, no Barreto.

Para ficar com o título, o Unidos tinha que torcer que no último jogo o Vila não saísse com a vitória. Então, no 3º jogo, no domingo, do dia 19 de outubro, Vila Guedes e Nova Cidade empataram em 1 a 1, no Estádio Assad Abdala, no Barreto. Com o resultado, o Unidos do Porto da Pedra faturou o tetracampeonato e o sexto título gonçalense na sua história! 

Unidos fatura o Torneio Início de 1981

A temporada começou com Unidos do Porto da Pedra levantando mais uma taça. No domingo, do dia 05 de Julho de 1981, pelo Torneio Início da LGD, o Unidos bateu o Miriambi na final, por 1 a 0, em Santa Isabel, conquistando o título. O herói da partida foi o atacante Jairinho que fez o gol da vitória. 

O time formou com: Cléber; Didi, Luiz Sérgio, Gilton e Zezinho; Jadir, Aroldo e Élvio; Jairinho, Gilberto e Sérgio (Tostão). Técnico: Hélio Bravo.

O Nova Cidade é campeão Gonçalense de 1981 

No Campeonato Gonçalense, o Unidos alternou altos e baixos, e acabou sofrendo uma goleada de 5 a 1 para o Nova Cidade, que ficou o título do 1º turno. No returno, o Unidos seguiu irregular enquanto o Nova Cidade aproveitou para abrir vantagem e, com uma rodada de antecedência, conquistou o inédito título Gonçalense de 1981.

Na última rodada, o Unidos do Porto da Pedra derrotou o Miriambi por 3 a 0, terminando com o vice-campeonato Gonçalense de 1981.   

Campeã do Carnaval Gonçalense de 1982

O Unidos do Porto da Pedra faturou o título do Carnaval em São Gonçalo, obtendo nota máxima nos nove quesitos (90 pontos) do Grupo A. A partir daí a escola cresceu e seguiu conquistando títulos até chegar na elite do carnaval carioca, desfilando na Marques de Sapucaí.

No futebol, o clube tirou o time de campo   

Em contrapartida, o futebol dava indícios que estava chegando ao fim. No início de maio de 1982, a diretoria do Unidos estava firme no propósito em não disputar o Campeonato Gonçalense daquele ano. 

A alegação era que a competição era deficitária e sem ter ajuda do então prefeito, Jayme Campos (MDB), que prometera, ao assumir, construir um estádio municipal, mas nada fez.

A ideia era dedicar mais o setor social e construir uma sede social a fim de poder melhorar o seu faturamento.  E no final, foi assim que aconteceu. Da forma meteórica como surgiu, o Unidos do Porto da Pedra se afastou, mas, seguramente, deixou a sua marca na história do futebol gonçalense!

FONTES: O Fluminense – A Luta Democrática – Jornal dos Sports – Diário de Notícias

Inédito!! Sporting Club do Brasil – Rio de Janeiro (RJ): Campeão do Torneio Início de 1934! Três participações na Segundona Carioca

IMPORTANTE! Caso compartilhe dê os devidos créditos ao autor (Sérgio Mello) e ao blog (História do Futebol). Vamos valorizar quem pesquisa, quem redesenha e quem busca apresentar raridades aos aficionados pela história, pelos escudos, pelo futebol em si! Obrigado!

O Sporting Club do Brasil foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Na sua 1ª viagem, fora de Portugal, o Sporting Lisboa, estreou o seu uniforme (camisas com listas horizontais verdes e brancas), no Brasil.

No domingo, do dia 15 de Julho de 1928, enfrentou o Fluminense Football Club, no Estádio de Laranjeiras, no zona sul do Rio. O Tricolor bateu a equipe portuguesa por 4 a 1.

A partida ganhou muito destaque da imprensa carioca, o que encantou muitos torcedores. Entre eles, um grupo de desportistas moradores das imediações da Praça Lopes Trovão, que resolveram homenagear o clube português ao criar uma agremiação.

Assim, o Sportinguense foi Fundado na quinta-feira, do dia 27 de Setembro de 1928, por José Antonio Bruni, José Teixeira, Nicola Bruni, Anthero Ferreira, Raphael Perrone, Carlos Nascimento. Outros nomes foram importantes na estruturação: Henrique Teixeira, Jesus Villar Ozon, Jayme do Amaral Figueiredo, Antonio Moutinho.

Além do futebol, no decorrer o clube contou com outras modalidades: Ping-Pong (Tênis de Mesa) e Basquetebol. No clube também os bailes eram muito concorridos no Centro do Rio. As suas cores: branco e azul cerúleo.

Algumas de suas Sedes: entre 1930 a 1932, ficava na Rua São Pedro, nº 168, no Centro do Rio. A partir de junho de 1932, estava localizada na Rua Marechal Floriano, nº 46/1º andar, no Centro do Rio.

Por fim, a sua Sede (entre 1933 a 1940) ficava localizada na Rua General Câmara, nº 156 (sobrado) ou 356, no Centro do Rio. Em 1941, com a criação da Avenida Presidente Vargas, diversas ruas desapareceram, inclusive a Rua General Câmara.

Ingressou na ASEA em 1930 e na LMDT em 1933

Foto de 1941

Em 1930, se filiou e disputou as competições da Associação Suburbana de Esportes Athleticos (ASEA). Na sexta-feira, do dia 21 de Abril de 1933, se filiou à Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

Vice-campeão da sua Série do Torneio Início de 1933

A sua estreia aconteceu no Torneio Initium, no domingo do dia 30 de abril de 1933, realizado no campo da Viação Excelsior, em São Cristóvão, na zona norte do Rio.

O Sporting começou com o pé direito, ao bater o Sparta Football Club, por 1 a 0. Oscar Costa foi o árbitro. O time jogou: Sylvio; Augusto e Joaquim; Sebastião, Francelino e Jayme; Júlio, José, Peruano, Antonio e Santos.

Na segunda fase, outro triunfo. Dessa vez eliminou o Vicente de Carvalho por 1 a 0. Carlos Gomes apitou a peleja. Na terceira fase, encarou o Ideal, e novamente, conquistou a vitória: 2 a 0. Jayme Xavier foi o árbitro. No entanto, acabou caindo na final da sua série, ao ser derrotado pelo Jequiá, da Ilha do Governador por 2 a 0.

No Campeonato da Liga Metropolitana de 1933, o Sporting Club do Brasil estreou, no domingo, do dia 04 de Junho de 1933, arrancou um empate, fora de casa, com o Fundição Nacional Athletico Club, em 1 a 1.

Mosquito fez o gol para o Fundição, enquanto Lino marcou o tento do Alvianil. O time jogou: Sylvio; Quincas e Augusto; Mosquito, Lino e Paraizo; Gradim, Uubinar, Pierlen e Fernandes.

No returno, o Sporting goleou o Fundição por 4 a 1. No final, o Sportinguense fez uma boa campanha, terminando na 4ª colocação, na Divisão Emmanuel Nery.

Campeão do Torneio Início da Liga Metropolitana de 1934

No domingo, do dia 06 de Maio de 1934, se sagrou campeão do Torneio Initium, realizado no Estádio de Figueira de Melo, no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio.

Na estreia, o Sporting bateu o Boa Vista por 1 a 0. Gol de Gradim. Na fase seguinte, passou pelo São José por 2 a 0. Mosquito, de pênalti, e Arlindo (contra), marcaram os tentos.

Na decisão, o Sporting Club do Brasil venceu o Sportivo Campo Grande por 2 a 1, ficando o inédito título. Plínio e Pichin, marcaram para o Sporting, enquanto Modesto fez o tento de honra do time vencido.

O S.C. do Brasil jogou assim: Aguiar; Quincas e Augusto; Paris, Lino e Mosquito; Maneco, Pichin, Gradim, Pipino e Fernando.

Vice-campeão do Campeonato da Liga Metropolitana de 1934

No Campeonato da Liga Metropolitana de 1934, o Sporting venceu o 1º Turno, com apenas três pontos perdidos, na frente do São José (quatro pontos perdidos) e Boa Vista (cinco pontos perdidos).

O Sporting Club do Brasil perdeu a invencibilidade na última rodada do primeiro turno – no domingo, do dia 22 de julho de 1934 – ao ser derrotado pelo vice-líder São José por  2 a 1, em Magalhães Bastos.

No final do campeonato, ocorreu uma debandada de diversos clubes, entre eles o Sporting, que indignado com o Sportivo Campo Grande que entregou os pontos para o São José (que acabou campeão da temporada), ficando com vice-campeonato. Posteriormente pediu desfiliação da Liga Metropolitana.

Na terça-feira, do dia 07 de Maio de 1935, o Sporting se filiou na Federação Metropolitana de Desportos (FMD). Assim, disputou nos anos de 1935, 1936 e 1937, o Campeonato da Divisão Intermediária, da Federação Metropolitana de Desportos (atual Carioca da Segunda Divisão).

Em 1935, na divisão Zona Sul, mandava os seus jogos no Campo da Avenida Pedro II. Nessa divisão participaram nove equipes:

Confiança Athletico Club;

Japohema Football Club;

Jardim Football Club;

River Football Club;

Sport Club Boa Vista;

Sport Club Cocotá;

Sport Club Portugal-Brasil;

Sporting Club do Brasil;

Viação Excelsior Football Club.

Ressurge o Sporting em 1940

O clube acabou sendo fechado pela Polícia, sob a alegação de residir no 2º andar uma família, sendo a escada a mesma para ambos. A medida policial foi acatada e o clube manteve-se inativo. A sede provisória ficava na Rua General Câmara, nº 102/ 2º andar, no Centro.

Com o falecimento de um dos fundadores, o Sr. Jesus Villar Ozon, fez com que os antigos membros se reagrupassem e, assim, reabrir o Sporting Club do Brasil no terça-feira, do dia 09 de maio de 1940.

Apesar do duro golpe, o Sporting voltou aos campos na terça-feira, do dia 04 de março de 1941, para enfrentar, às 19h45min., em amistoso, o Maurity Sport Club, no campo do Opposição, no bairro da Piedade, na zona norte do Rio. 

A reestréia foi animadora, com o Sporting goleando por 4 a 1. Os gols foram assinalados por Mario, duas vezes; Gabriel e Gildo, um tento cada. O time formou com: Hermínio; Ninito e Augusto; Orlando, Castro e Mesquita; Gabriel, Lima, Mario, Pepino (Gildo) e Homero.

Na terça-feira, do dia 12 de agosto de 1941, inaugurou a nova Sede situado na Rua Leandro Martins, nº 71, no Centro do Rio. Já disputando apenas o Tênis de Mesa, o Sporting Club do Brasil apareceu no noticiário até 1948, quando desapareceu sem deixar vestígios.  

Hino (marchinha de autoria: Nicola Bruni)

As nossas cores,

Dizem flores,

E amores,    

Sob o branco véu,

De um  lindo céu,

De anil,

Nosso pavilhão encerra

Sporting Club do Brasil

 A nossa bandeira,

Coberta de glórias,

Ostenta altaneira,

As páginas da história,

O nome consagrado,

De cada jogador,

Conquistando no gramado,

A victoria e o valor.

FONTES: A Esquerda (RJ) – A Nação (RJ) – A Noite (RJ) – A Manhã (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Radical (RJ)