Arquivo da categoria: Escudos

Inédito!!! Feira Esporte Clube – Feira de Santana (BA): Três participações na Elite do futebol baiano, em 1969, 1970 e 1971

IMPORTANTE! Caso compartilhe dê os devidos créditos ao autor (Sérgio Mello) e ao blog (História do Futebol). Vamos valorizar quem pesquisa, quem redesenha e quem busca apresentar raridades aos aficionados pela história, pelos escudos, pelo futebol em si! Obrigado!

O Feira Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Feira de Santana (BA). Fundado na sexta-feira, do dia 02 de Julho de 1937, como Associação Desportiva Bahia (Bahia de Feira), onde disputou as competições regionais na esfera amadora.

A Sede está localizada na Rua Excelsior, nº 58 – 35º BI, em Feira de Santana. O seu Estádio é o Professor Jodilton Oliveira Souza, “Arena Tremendão“, com capacidade para cerca de 4 mil pessoas.   

Em 1954, a Federação Baiana convidou o Bahia de Feira para participar do No Campeonato Baiano da 1ª Divisão. No entanto, como o Campeonato de Feira de Santana era forte e rentável, a diretoria agradeceu pelo convite, mas declinou da ideia de se profissionalizar e seguiu no amador.

Treze anos depois, novamente a Federação Baiana de Futebol, por meio do seu presidente, o advogado Carlos Alberto de Andrade, ‘estadualizou’ o campeonato. Inicialmente convidou o Conquista, Itabuna, Colo-Colo (Ilhéus), Flamengo (Ilhéus), Cruzeiro da Vitória (Ilhéus) e o Bahia de Feira para jogar a Elite do Futebol Baiano de 1967, e, dessa vez aceitou.

O time surgiu no final de 1968 e início de 1969. A história que originou o seu surgimento é, no mínimo, curiosa. Segundo o Sr. Juscelino, o Fluminense de Feira tinha um chefe de uma torcida organizada, chamado Horácio.

E, este, tinha um grande sonho de ter na cidade uma equipe chamada Feira Esporte Clube. Ele afirmou que se este time fosse criado ele largaria o Flu de Feira e passaria a torcer pelo Feira Esporte Clube.

Ao saber desse desejo do Horácio, a diretoria do Bahia de Feira, achou interessante a ideia e aceitou a sugestão e decidiu alterar o nome do clube: saindo Associação Desportiva Bahia para a entrada de Feira Esporte Clube.

O auri-rubro participou de três edições do Campeonato Baiano da Primeira Divisão, organizado pela FBF (Federação Baiana de Futebol): 1969, 1970 e 1971.

Após a disputa do Estadual de 1971, a diretoria resolveu voltar ao nome antigo: Associação Desportiva Bahia de Feira (agregando ‘de Feira’ no nome).

Colaborou: Gerson Rodrigues

Desenho do escudo, uniforme e texto: Sérgio Mello

FONTE: Jornal Grande Bahia – Sr. Juscelino Machado (torcedor fanático pelo Bahia de Feira) – Pesquisador, Pedro Nunes

Unidos do Porto da Pedra Social Clube – São Gonçalo (RJ): Hexacampeão Gonçalense

IMPORTANTE! Caso compartilhe dê os devidos créditos ao autor (Sérgio Mello) e ao blog (História do Futebol). Vamos valorizar quem pesquisa, quem redesenha e quem busca apresentar raridades aos aficionados pela história, pelos escudos, pelo futebol em si! Obrigado!

O Unidos do Porto da Pedra Social Clube foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). A equipe “rubra gonçalense” foi Fundado na sexta-feira, do dia 06 de Junho de 1969 por um grupo de oito desportistas: Valmir da Silva, Amilse Augusto, Edésio Silva, Jorge Pinheiro (Pirulito), Jurair Ferreira, Nid Silvares, Jairo Marchon e Jeremias

O 1º uniforme: camisa branca (feito com saco de farinha de trigo), meias preta e amarela (doadas por Israel Santana), servia para os jogos do segundo e primeiro times.

O 1º Presidente foi Haroldo Moreira, que ficou no cargo por seis anos, foi o responsável em adotar a cor vermelha no uniforme. Até 1975, o clube já tinha revelado bons valores: Ciraldo (atuando no futebol venezuelano); Tonho (campeão juvenil pelo Madureira em 1974 e depois jogou no Esporte Clube Costeira, de Niterói); Helvécio (São Cristóvão); Silvinho (Hercílio Luz/SC), entre outros.

Na sua Praça de Esportes, no bairro de Porto da Pedra, além do futebol, as festas juninas (em parceria com “Os Amigos do Balão”) eram muito concorridas, na década de 70, sendo considerada a maior do estado do Rio de Janeiro.

No futebol, o clube disputou diversos amistosos e até realizando algumas excursões, como no dia 15 de novembro de 1971, quando o Unidos foi até cidade mineira de Itajubá, onde enfrentou a Seleção Itajubense

1973: ano de grandes realizações e novidades  

Primeiro uniforme utilizado pelo Unidos do Porto da Pedra, em 1969

Em fevereiro de 1973, o clube criou a categoria ‘Dente-de-leite’ e montou o Bloco carnavalesco, que ficava na Rua Abílio José de Matos, nº 1.320, no bairro Porto da Pedra. Em maio, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, aprovou o projeto de lei que considera a agremiação rubra gonçalense como Utilidade Pública.

E, no mês seguinte (maio de 1973), comemorando o seu 4º aniversário, o Unidos se filiou na Liga Gonçalense de Desportos (LGD), para disputar no Campeonato Gonçalense de Futebol.

Os dirigentes, buscando melhorar a estrutura, compraram um veículo, que, além de transportar os jogadores, prestavam um serviço social junto aos moradores do bairro.    

O Unidos do Porto da Pedra na década de 70, se tornou o grande baluarte do futebol gonçalense, faturando seis títulos: 1973, 1974, 1977, 1978, 1979 e 1980. Desta forma se tornando a segunda equipe com mais títulos de São Gonçalo, só atrás do Esporte Clube Metalúrgico com 13 conquistas

1º título: Torneio Início Gonçalense de 1973

Demonstrando que não tinha a intenção de ser um mero coadjuvante, o Unidos do Porto da Pedra deu o seu “cartão de vistas” logo na 1ª competição que disputou. No domingo, às 10 horas, do dia 1º de Julho de 1973, o Torneio Início de São Gonçalo, foi realizado no campo do Cordeiro Futebol Clube, em Santa Isabel.

O evento, organizado pela LGD (Liga Gonçalense de Desportos), teve a participação de 14 equipes, levando às bilheterias Cr$ 840 cruzeiros. Ao todo foram realizados 13 jogos até definir quem ficaria com a ‘Taça Imataca’.

Os participantes: BandeiranteBrasinhaCariocaCentralCROLGirassolLaranjalMiriambiNalinNazaréPachecosSantosUnidos do Porto da PedraUnidos Vila Guedes.

O Unidos do Porto da Pedra estreou vencendo o Nazaré por 1 a 0; depois passou pelo Laranjal por 3 a 2. Na semifinal, derrotou o Santos pelo placar de 1 a 0. Na grande final, faturou o título inédito ao vencer o Unidos Vila Guedes por 2 a 0.

O time formou com: Jimenez; Jeremias, César, Zé Maria e Carlinhos; Pirulito e Niltinho; Jurair, Chico, Wilson e Fernando. Técnico: Hélio Bravo.      

Campeão Invicto Gonçalense de 1973

Em seguida, o Unidos do Porto da Pedra debutou no Campeonato Citadino de São Gonçalo de 1973, e, sem cerimônias levantou o título de forma invicta! Após se campeão da sua chave, a equipe rubra seguiu imbatível até o título.

A campanha: nove jogos, com sete vitórias e dois empates; com 19 gols a favor, quatro tentos contra e um saldo positivo de 15. O atacante Wilson foi o artilheiro do certame com 10 gols; enquanto Sergipano, do CROL, foi o segundo com nove tentos.

Os resultados, pela ordem: Vila Guedes (2 a 1); Santos (2 a 0); Girassol (2 a 2); Carioca (1 a 0); Miriambi (6 a 0); Pachecos (2 a 0); Girassol (1 a 0); CROL (3 a 1); Laranjal (0 a 0).

O time titular: Tonho; Zé Maria, César, Gilton e Carlinhos; Serreca (Boi), Pirulito e Niltinho; Jurair, Wilson e Geraldinho. Reservas: Jimenez, Jeremias, Cláudio, Ataíde, Roberto, Chico e Fernando.  Técnico: Hélio Bravo.

Unidos enfrentou o Madureira

No domingo, do dia 07 de outubro de 1973, no jogo da ‘entrega das faixas’, o Unidos do Porto da Pedra enfrentou o Madureira Esporte Clube, da 1ª Divisão do Campeonato Carioca. No final, o Tricolor Suburbano venceu por 2 a 1, que teve arbitragem de Décio Alfradique e uma Renda de Cr$ 1.445,00.

Campeão da Taça de Bronze de 1974

Em 1974, o clube seguiu levantando canecos. Primeiro, foi campeão da sua chave, da Taça de Bronze e depois faturou o título geral do mesmo torneio. Depois veio o bicampeonato Gonçalense.

Na principal competição de São Gonçalo foi recheada de polêmicas. No final, a Liga Gonçalense de Desportos acabou decretando quatro campeões: Unidos do Porto da Pedra, Nacional Futebol Clube, América do Galo Branco e Esporte Clube Metalúrgico.   

Vice-campeão no carnaval e no futebol

Em 1975, o Unidos do Porto da Pedra, desfilou no 2º Grupo (tipo uma Segunda Divisão), dos blocos e escolas de samba de São Gonçalo, no sábado – dia 08 de fevereiro. No final, o Unidos ficou com o vice-campeonato, só atrás da campeã: Bafo do Leão, que somou 64 pontos.

Voltando ao futebol, a equipe rubra participou do Torneio de Clubes Campeões Municipais, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD). Após um começo ruim na competição, o Unidos chegou no último jogo precisando vencer para não depender de outro resultado.

E a vaga veio em grande estilo, ao golear o Castelo por 4 a 0, no distrito de Boa Esperança, em Rio Bonito. Com isso, Unidos do Porto da Pedra avançou para a fase final, juntamente com o Castelo Futebol Clube (Rio Bonito), Santos Futebol Clube (Iguaba)CIPEC Esporte Clube (Mendes) e o Rio Bonito Atlético Clube (Rio Bonito).

No final o Unidos do Porto da Pedra ficou em 2º lugar, só atrás do CIPEC. Estreou com derrota para o CIPEC por 5 a 1, no Estádio Isa Fernandes, em Mendes. Depois ficou no empate em 2 a 2 com o Rio Bonito, em Santa Isabel.

Em Araruama, derrotou o Santos por 2 a 0. Fechou o 1º turno, empatando sem abertura de contagem com o Castelo, no Estádio da Rua Dr. March, no Barreto, em Niterói.

No returno, empate com o CIPEC em 3 a 3, no Estádio da Rua Dr. March, no Barreto, em Niterói. Depois, o Unidos visitou o Rio Bonito e goleou por 5 a 1. Jogando no Estádio da Rua Dr. March, no Barreto, em Niterói, bateu o Santos por 1 a 0. O resultado do último jogo, no domingo do dia 29 de junho, diante do Castelo, no Estádio Esteves Pereira Pintas, não foi encontrado. O único título na temporada de 1975 foi o Torneio Início da LGD.

Vice-campeão Gonçalense de 1976

Em  1976, o Unidos do Porto da Pedra fez uma bela campanha no Campeonato Gonçalense daquele ano, vencendo os dois turnos da Chave B, avançando para a final. No domingo, do dia 22 de junho, goleou o Graça pelo placar de 5 a 1, em Santa Isabel. Wilson, três vezes, Jadir e Geraldinho marcaram para o Unidos, enquanto Julinho fez o tento de honra do Graça.

Na grande final, numa melhor três ou quantos pontos, o adversário foi o Centro Esportivo Mauá, campeão também nos dois turnos da Chave A.

No 1º jogo da final, no domingo, do dia 12 de setembro, às 15 horas, em Santa Isabel, o Mauá saiu na frente e venceu o Unidos por 2 a 1. No 2º jogo da final, no domingo, do dia 19 de setembro, às 15 horas, em Santa Isabel, o Unidos deixou tudo igual ao bater o Mauá por 1 a 0.

No entanto, o gol da vitória, gerou uma briga generalizada. Posteriormente, a partida foi anulada e gerou diversas brigas nos tribunais desportivos. No final, foi remarcado o jogo que decidiria o título.

A partida foi realizada, no domingo, do dia 23 de Janeiro, no Estádio Assad Abdala, que contou com bom público e uma renda de 6.680,00 cruzeiros. O primeiro tempo terminou com vantagem para o Unidos, com gol de Quinho aos 14 minutos. 

Porém, na etapa final, o Mauá empatou por intermédio de Maurinho aos 25 minutos. E, assim, o jogo terminou empatado em 1 a 1. Com isso, teve a necessidade de uma prorrogação de 30 minutos.

Quando o jogo parecia caminhar para a disputa de pênaltis, o atacante mauense Baleia (que saiu do banco de reservas) recebeu passe de Toninho, ajeitou e soltou uma bomba, sem chances para Jimenez, aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação.

O Unidos pressionou os cinco minutos finais, mas os atacantes não tiveram sorte. Fim de jogo, e após muitas polêmicas, coube ao Mauá a honraria de ficar com o título do Campeonato Gonçalense de 1976.

Unidos conquista o TRI Gonçalense

Em 1977, começou com a posse do novo presidente do clube: José de Oliveira Prado. Depois, o Unidos disputou o Campeonato de Clubes Amadores de Campeões Municipais, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD). A competição começou no dia 23 de janeiro, e, contou com a participação de 26 clubes:

América (São Gonçalo); América (Saquarema); Castelo (Rio Bonito); CIPEC (Mendes); Coroados; Cotonifício Gasparian (Levy Gasparian); Esperança; Filó; Friburgo; Itaguaí; Mesquita; Morro Grande; Onze Unidos; Progresso; Riachuelo (Paraíba do Sul); Santa Luíza; Santos (Iguaba); São José (Cachoeiras de Macacu); São José (Itaboraí); São Luís; Siderantim (Barra Mansa); Tomazinho (São João de Meriti); Tupi; Unidos Porto da Pedra; Volantes; XV de Novembro (Nilópolis).

A Liga Gonçalense de Desportos, resolveu homenagear o Centenário de o jornal O Fluminense, no Campeonato Citadino de São Gonçalo de futebol de 1977. A competição foi dividida em duas chaves:

Grupo A Clube Esportivo Mauá, CROL Futebol Clube, Girassol Futebol Clube, Vitória Atlético Clube;

Grupo B Unidos do Porto da Pedra, Vila Guedes Futebol Clube, Desvio Dona Zizinha Atlético Clube (DDZAC), Metalúrgico, Vila Três Futebol Clube.

No 1º turno, o Mauá foi campeão no Grupo A e o Vila Guedes Futebol Clube no Grupo B. No Returno, o Unidos do Porto da Pedra faturou com uma rodada antecedência, e o Vitória levou no Grupo A.

O turno final, com jornada dupla, no Estádio Assad Abdala, começou na sexta-feira, do dia 3 de Março de 1978, o 1º jogo (19h30min), o Vitória venceu o Vila Guedes por 1 a 0. Na partida de fundo (21h15min), com gol de Carlos Alberto, o Mauá venceu o Unidos por 1 a 0.

No entanto, a direção do Unidos do Porto da Pedra recorreu na Junta Disciplinar Desportiva (JDD), alegando que o jogador do Mauá, Helvécio (com passagens pelo São Cristóvão e Botafogo de Ribeirão Preto/SP), teria sido inscrito após da data limite na LGD.

Assim, na segunda rodada, no domingo, do dia 12 de Março de 1978, o Unidos empatou com o Vitória. E, na rodada decisiva, no domingo, às 16 horas, do dia 19 de Março de 1978, o Mauá bateu o Vitória por 3 a 0; enquanto o Unidos do Porto da Pedra venceu o Vila Guedes por 2 a 1.

Meses depois, a JDD deu ganho de causa para o Unidos, no caso ‘Helvécio’, mas depois voltou atrás. Posteriormente o clube recorreu no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) da CBD (Confederação Brasileira de Desportos), e obteve vitória. Apenas um ano depois, a LGD oficializou o título, dando assim, o Tricampeão Gonçalense para o Unidos.

Em 1978, foi vice no Carnaval e Tetracampeão no futebol

Na quarta-feira, do dia 8 de março de 1978, o bloco foi juridicamente promovido a bloco de enredo, transformando-se em Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Porto da Pedra. Assim, o clube possuía as duas maiores paixões: futebol e samba, em harmonia.

O Unidos do Porto da Pedra participou da Taça de Bronze, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD). Após um início claudicante, a equipe rubra subiu de produção culminando com uma vitória categórica sobre a forte equipe do Esporte Clube Maricá por 2 a 0.

Na fase seguinte, venceu o São João da Barra por 1 a 0 e 4 a 2; e o Rio das Ostras por 2 a 1 e 0 a 0. No último jogo, que valia a vaga para a fase final, o Unidos com vários desfalques acabou derrotado pelo Esporte Clube Maricá por 1 a 0, e acabou eliminado.

No carnaval de 1978, o Unidos do Porto da Pedra somou 107 pontos, ficando com o vice-campeonato no 2º Grupo. A campeã foi a Cruzamento e Amor que somou 108 pontos.

No Campeonato Gonçalense, o Unidos do Porto da Pedra após vencer o Brasilândia por 3 a 0, no Estádio Assad Abdala, no Barreto, faturou o 1º Turno, na sua chave.

Na grande final, numa melhor de três jogos, enfrentou o Grêmio Esporte Clube. O 1º jogo aconteceu no domingo, do dia 25 de março de 1979, em Santa Isabel, o Unidos ficou no empate em 1 a 1.

O 2º jogo aconteceu na segunda-feira, do dia 02 de abril de 1979, em Santa Isabel, e o Unidos do Porto da Pedra bateu o Grêmio por 2 a 1, faturou o Tetracampeonato Gonçalense.

O primeiro tempo, terminou empatado em um gol. Gilberto abriu o placar para o Unidos aos 10 minutos. Porém, Cacá deixou tudo igual para a equipe Alvi-laranja aos 35 minutos.

Na etapa complementar, o time comandado por Hélio Bravo chegou ao gol do título aos 39 minutos. O ponta Quinho arrancou com a bola dominada, passou pelos marcadores e tocou na saída do goleiro. Fim de jogo, e muita festa na arquibancada da torcida rubra.

1979, o Unidos fatura o Pentacampeonato

No Torneio Início da LGD, veio o 1º título! Depois no Campeonato Gonçalense de 1979, começou o Unidos vencendo os três primeiros jogos e assumindo a liderança isolada. Na 4ª rodada perdeu o primeiro ponto ao empatar com o DDZAC (Desvio Dona Zizinha Atlético Clube), em 2 a 2.

Após uma campanha sólida, o Unidos chegou na decisão mais uma vez. Desta vez o adversário era DDZAC.

O 1º jogo, aconteceu no domingo, às 16 horas, do dia 11 de novembro de 1979, no Estádio Sebastião Guimarães, em Santa Isabel. E a vitória ficou para o Unidos que bateu o DDZAC por 1 a 0. O gol foi assinalado por Sérgio Dinamite aos 15 minutos do 1º tempo.

O 2º jogo, aconteceu no domingo, às 15h30min., do dia 18 de novembro de 1979, no Estádio Assad Abdala, no Barreto. E o Unidos do Porto da Pedra venceu novamente o o DDZAC por 3 a 2, ficando mais uma vez com título!

O time formou com: Carlos Augusto; Tuca, Jordão, Gilton e Carlinhos; Aroldo, Jadir e Gilberto; Paulinho (Jurair), Jairzinho e Enoc (Serginho). Técnico: Hélio Bravo

No Carnaval… Unidos é campeão em 1980

No carnaval de 1980, reservou o título do Unidos do Porto da Pedra no 1º Grupo que somou 84 pontos, enquanto a Cruzamento e Amor foi a 2ª colocada com 81 pontos.

Unidos deu trabalho para ADN

No domingo, às 16 horas, do dia 02 de Março de 1980, no Estádio Assad Abdala, no Barreto, em Niterói, o Unidos do Porto da Pedra enfrentou os juniores da ADN (Associação Desportiva Niterói), que na época disputava o Campeonato Carioca da 1ª Divisão da categoria.

E, apesar da derrota magra por 1 a 0, o Unidos deu  muito trabalho para a ADN, tendo perdido um pênalti e um gol não marcado pelo árbitro Robson Oliveira, da LGD.

ADN: Sérgio; Bira, Aragão, Artur e Edilson; Gustavo, Márcio e Luís Carlos; Serginho, Rogério e Siri. Técnico: Roberto Miranda.

Unidos: Carlos Augusto; Tuca, Jordão, Gilton e Carlinhos; Aroldo, Jadir e Gilberto; Inaldo, Hélvio e Jairinho. Técnico: Hélio Bravo.

Unidos ficou no empate com o Costeira

Na tarde de domingo, às 15h30min., do dia 13 de abril de 1980, no Estádio Assad Abdala, no Barreto, em Niterói, o Unidos do Porto da Pedra jogou, em amistoso, contra o Esporte Clube Costeira (até ali tinha ficado com o vice-campeonato da Divisão de Acesso da FERJ).

O empate em 0 a 0, acabou tumultuado em razão da falta de pulso do árbitro foi Ivanildo Pereira Lima (FERJ). A “chapa só não esquentou” porque os presidentes Sebastião Barbosa (Costeira) e José Alves (Unidos) agiram com frieza e objetividade. 

Hexacampeão Gonçalense!

Após ter realizado uma série de jogos amistosos, o Unidos do Porto da Pedra não começou bem o Campeonato Gonçalense de futebol. Na estreia, do domingo do dia 11 de maio de 1980, diante do, às 13h15min., em Santa Isabel, ficou no empate com o Girassol, em 1 a 1.

Na 2ª rodada, domingo do dia 18 de maio de 1980, o Unidos foi derrotado pelo Vila Guedes pelo placar de 2 a 0, em Neves. O resultado mexeu com os brios e na 3ª rodada, domingo do dia 25 de maio de 1980, o Unidos se reabilitou ao vencer o Cordeiros por 3 a 1, em Santa Isabel.

Pela 4ª rodada, domingo do dia 1º de junho de 1980, o Unidos venceu mais uma: dessa vez goleando o Nova Cidade pelo placar de 4 a 1. Pela 5ª rodada, domingo do dia 08 de junho de 1980, o Unidos ficou no empate em 0 a 0 com o Metalúrgico.

A reação acabou sendo tardia, e o Vila Guedes faturou o 1º turno, enquanto o Nova Cidade levou o 2º turno. Porém, no 3º turno, o Unidos ressurgiu e venceu o Nova Cidade por 3 a 1, no domingo do dia 28 de setembro, se credenciando para o turno extra que decidiria o título gonçalense.

O triangular final reuniu o Unidos, Nova Cidade e Vila Guedes. No 1º jogo, no domingo, do dia 05 de outubro, Unidos e Vila Guedes não saíram do zero, no Estádio Assad Abdala, no Barreto.

No 2º jogo, no domingo, do dia 12 de outubro, Unidos venceu o Nova Cidade por 2 a 1, no Estádio Assad Abdala, no Barreto.

Para ficar com o título, o Unidos tinha que torcer que no último jogo o Vila não saísse com a vitória. Então, no 3º jogo, no domingo, do dia 19 de outubro, Vila Guedes e Nova Cidade empataram em 1 a 1, no Estádio Assad Abdala, no Barreto. Com o resultado, o Unidos do Porto da Pedra faturou o tetracampeonato e o sexto título gonçalense na sua história! 

Unidos fatura o Torneio Início de 1981

A temporada começou com Unidos do Porto da Pedra levantando mais uma taça. No domingo, do dia 05 de Julho de 1981, pelo Torneio Início da LGD, o Unidos bateu o Miriambi na final, por 1 a 0, em Santa Isabel, conquistando o título. O herói da partida foi o atacante Jairinho que fez o gol da vitória. 

O time formou com: Cléber; Didi, Luiz Sérgio, Gilton e Zezinho; Jadir, Aroldo e Élvio; Jairinho, Gilberto e Sérgio (Tostão). Técnico: Hélio Bravo.

O Nova Cidade é campeão Gonçalense de 1981 

No Campeonato Gonçalense, o Unidos alternou altos e baixos, e acabou sofrendo uma goleada de 5 a 1 para o Nova Cidade, que ficou o título do 1º turno. No returno, o Unidos seguiu irregular enquanto o Nova Cidade aproveitou para abrir vantagem e, com uma rodada de antecedência, conquistou o inédito título Gonçalense de 1981.

Na última rodada, o Unidos do Porto da Pedra derrotou o Miriambi por 3 a 0, terminando com o vice-campeonato Gonçalense de 1981.   

Campeã do Carnaval Gonçalense de 1982

O Unidos do Porto da Pedra faturou o título do Carnaval em São Gonçalo, obtendo nota máxima nos nove quesitos (90 pontos) do Grupo A. A partir daí a escola cresceu e seguiu conquistando títulos até chegar na elite do carnaval carioca, desfilando na Marques de Sapucaí.

No futebol, o clube tirou o time de campo   

Em contrapartida, o futebol dava indícios que estava chegando ao fim. No início de maio de 1982, a diretoria do Unidos estava firme no propósito em não disputar o Campeonato Gonçalense daquele ano. 

A alegação era que a competição era deficitária e sem ter ajuda do então prefeito, Jayme Campos (MDB), que prometera, ao assumir, construir um estádio municipal, mas nada fez.

A ideia era dedicar mais o setor social e construir uma sede social a fim de poder melhorar o seu faturamento.  E no final, foi assim que aconteceu. Da forma meteórica como surgiu, o Unidos do Porto da Pedra se afastou, mas, seguramente, deixou a sua marca na história do futebol gonçalense!

FONTES: O Fluminense – A Luta Democrática – Jornal dos Sports – Diário de Notícias

Inédito!! Sporting Club do Brasil – Rio de Janeiro (RJ): Campeão do Torneio Início de 1934! Três participações na Segundona Carioca

IMPORTANTE! Caso compartilhe dê os devidos créditos ao autor (Sérgio Mello) e ao blog (História do Futebol). Vamos valorizar quem pesquisa, quem redesenha e quem busca apresentar raridades aos aficionados pela história, pelos escudos, pelo futebol em si! Obrigado!

O Sporting Club do Brasil foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Na sua 1ª viagem, fora de Portugal, o Sporting Lisboa, estreou o seu uniforme (camisas com listas horizontais verdes e brancas), no Brasil.

No domingo, do dia 15 de Julho de 1928, enfrentou o Fluminense Football Club, no Estádio de Laranjeiras, no zona sul do Rio. O Tricolor bateu a equipe portuguesa por 4 a 1.

A partida ganhou muito destaque da imprensa carioca, o que encantou muitos torcedores. Entre eles, um grupo de desportistas moradores das imediações da Praça Lopes Trovão, que resolveram homenagear o clube português ao criar uma agremiação.

Assim, o Sportinguense foi Fundado na quinta-feira, do dia 27 de Setembro de 1928, por José Antonio Bruni, José Teixeira, Nicola Bruni, Anthero Ferreira, Raphael Perrone, Carlos Nascimento. Outros nomes foram importantes na estruturação: Henrique Teixeira, Jesus Villar Ozon, Jayme do Amaral Figueiredo, Antonio Moutinho.

Além do futebol, no decorrer o clube contou com outras modalidades: Ping-Pong (Tênis de Mesa) e Basquetebol. No clube também os bailes eram muito concorridos no Centro do Rio. As suas cores: branco e azul cerúleo.

Algumas de suas Sedes: entre 1930 a 1932, ficava na Rua São Pedro, nº 168, no Centro do Rio. A partir de junho de 1932, estava localizada na Rua Marechal Floriano, nº 46/1º andar, no Centro do Rio.

Por fim, a sua Sede (entre 1933 a 1940) ficava localizada na Rua General Câmara, nº 156 (sobrado) ou 356, no Centro do Rio. Em 1941, com a criação da Avenida Presidente Vargas, diversas ruas desapareceram, inclusive a Rua General Câmara.

Ingressou na ASEA em 1930 e na LMDT em 1933

Foto de 1941

Em 1930, se filiou e disputou as competições da Associação Suburbana de Esportes Athleticos (ASEA). Na sexta-feira, do dia 21 de Abril de 1933, se filiou à Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

Vice-campeão da sua Série do Torneio Início de 1933

A sua estreia aconteceu no Torneio Initium, no domingo do dia 30 de abril de 1933, realizado no campo da Viação Excelsior, em São Cristóvão, na zona norte do Rio.

O Sporting começou com o pé direito, ao bater o Sparta Football Club, por 1 a 0. Oscar Costa foi o árbitro. O time jogou: Sylvio; Augusto e Joaquim; Sebastião, Francelino e Jayme; Júlio, José, Peruano, Antonio e Santos.

Na segunda fase, outro triunfo. Dessa vez eliminou o Vicente de Carvalho por 1 a 0. Carlos Gomes apitou a peleja. Na terceira fase, encarou o Ideal, e novamente, conquistou a vitória: 2 a 0. Jayme Xavier foi o árbitro. No entanto, acabou caindo na final da sua série, ao ser derrotado pelo Jequiá, da Ilha do Governador por 2 a 0.

No Campeonato da Liga Metropolitana de 1933, o Sporting Club do Brasil estreou, no domingo, do dia 04 de Junho de 1933, arrancou um empate, fora de casa, com o Fundição Nacional Athletico Club, em 1 a 1.

Mosquito fez o gol para o Fundição, enquanto Lino marcou o tento do Alvianil. O time jogou: Sylvio; Quincas e Augusto; Mosquito, Lino e Paraizo; Gradim, Uubinar, Pierlen e Fernandes.

No returno, o Sporting goleou o Fundição por 4 a 1. No final, o Sportinguense fez uma boa campanha, terminando na 4ª colocação, na Divisão Emmanuel Nery.

Campeão do Torneio Início da Liga Metropolitana de 1934

No domingo, do dia 06 de Maio de 1934, se sagrou campeão do Torneio Initium, realizado no Estádio de Figueira de Melo, no bairro de São Cristóvão, na zona norte do Rio.

Na estreia, o Sporting bateu o Boa Vista por 1 a 0. Gol de Gradim. Na fase seguinte, passou pelo São José por 2 a 0. Mosquito, de pênalti, e Arlindo (contra), marcaram os tentos.

Na decisão, o Sporting Club do Brasil venceu o Sportivo Campo Grande por 2 a 1, ficando o inédito título. Plínio e Pichin, marcaram para o Sporting, enquanto Modesto fez o tento de honra do time vencido.

O S.C. do Brasil jogou assim: Aguiar; Quincas e Augusto; Paris, Lino e Mosquito; Maneco, Pichin, Gradim, Pipino e Fernando.

Vice-campeão do Campeonato da Liga Metropolitana de 1934

No Campeonato da Liga Metropolitana de 1934, o Sporting venceu o 1º Turno, com apenas três pontos perdidos, na frente do São José (quatro pontos perdidos) e Boa Vista (cinco pontos perdidos).

O Sporting Club do Brasil perdeu a invencibilidade na última rodada do primeiro turno – no domingo, do dia 22 de julho de 1934 – ao ser derrotado pelo vice-líder São José por  2 a 1, em Magalhães Bastos.

No final do campeonato, ocorreu uma debandada de diversos clubes, entre eles o Sporting, que indignado com o Sportivo Campo Grande que entregou os pontos para o São José (que acabou campeão da temporada), ficando com vice-campeonato. Posteriormente pediu desfiliação da Liga Metropolitana.

Na terça-feira, do dia 07 de Maio de 1935, o Sporting se filiou na Federação Metropolitana de Desportos (FMD). Assim, disputou nos anos de 1935, 1936 e 1937, o Campeonato da Divisão Intermediária, da Federação Metropolitana de Desportos (atual Carioca da Segunda Divisão).

Em 1935, na divisão Zona Sul, mandava os seus jogos no Campo da Avenida Pedro II. Nessa divisão participaram nove equipes:

Confiança Athletico Club;

Japohema Football Club;

Jardim Football Club;

River Football Club;

Sport Club Boa Vista;

Sport Club Cocotá;

Sport Club Portugal-Brasil;

Sporting Club do Brasil;

Viação Excelsior Football Club.

Ressurge o Sporting em 1940

O clube acabou sendo fechado pela Polícia, sob a alegação de residir no 2º andar uma família, sendo a escada a mesma para ambos. A medida policial foi acatada e o clube manteve-se inativo. A sede provisória ficava na Rua General Câmara, nº 102/ 2º andar, no Centro.

Com o falecimento de um dos fundadores, o Sr. Jesus Villar Ozon, fez com que os antigos membros se reagrupassem e, assim, reabrir o Sporting Club do Brasil no terça-feira, do dia 09 de maio de 1940.

Apesar do duro golpe, o Sporting voltou aos campos na terça-feira, do dia 04 de março de 1941, para enfrentar, às 19h45min., em amistoso, o Maurity Sport Club, no campo do Opposição, no bairro da Piedade, na zona norte do Rio. 

A reestréia foi animadora, com o Sporting goleando por 4 a 1. Os gols foram assinalados por Mario, duas vezes; Gabriel e Gildo, um tento cada. O time formou com: Hermínio; Ninito e Augusto; Orlando, Castro e Mesquita; Gabriel, Lima, Mario, Pepino (Gildo) e Homero.

Na terça-feira, do dia 12 de agosto de 1941, inaugurou a nova Sede situado na Rua Leandro Martins, nº 71, no Centro do Rio. Já disputando apenas o Tênis de Mesa, o Sporting Club do Brasil apareceu no noticiário até 1948, quando desapareceu sem deixar vestígios.  

Hino (marchinha de autoria: Nicola Bruni)

As nossas cores,

Dizem flores,

E amores,    

Sob o branco véu,

De um  lindo céu,

De anil,

Nosso pavilhão encerra

Sporting Club do Brasil

 A nossa bandeira,

Coberta de glórias,

Ostenta altaneira,

As páginas da história,

O nome consagrado,

De cada jogador,

Conquistando no gramado,

A victoria e o valor.

FONTES: A Esquerda (RJ) – A Nação (RJ) – A Noite (RJ) – A Manhã (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Radical (RJ)

Inédito!!! Sportivo Santa Cruz – Rio de Janeiro (RJ): Campeão da Liga Metropolitana de Desportos terrestres de 1930!

IMPORTANTE! Caso compartilhe dê os devidos créditos ao autor (Sérgio Mello) e ao blog (História do Futebol). Vamos valorizar quem pesquisa, quem redesenha e quem busca apresentar raridades aos aficionados pela história, pelos escudos, pelo futebol em si! Obrigado!

O Sportivo Santa Cruz foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Alvinegro Santacruzense” foi Fundado no sábado, do dia 27 de Março de 1926, por um grupo de militares do 2º Regimento de Artilharia Montada. A sua Sede ficava na Rua Senador Câmara, nº 41/ sobrado depois 71-A, no bairro de Santa Cruz (estação de Santa Cruz), na Zona Oeste do Rio (RJ).

O seu Estadium do 2º Regimento de Artilharia Montada, ficava localizado na Rua do Prado, nº 35, no bairro de Santa Cruz (estação de Santa Cruz), na Zona Oeste do Rio (RJ). O 1º Presidente foi o Sr. Ernesto Huergo. O seu grande rival, indiscutivelmente foi o Oriente Athletico Club. Os jogos entre essas duas equipes era chamado de o “Fla-Flu Santacruzense“.  

História do escudo e uniforme

A descoberta do escudo, que parecia que jamais seria encontrado, foi casual. O amigo, pesquisador e historiador, Auriel de Almeida fazendo suas pesquisas, se deparou no site do Esporte Clube Guanabara a explicação do distintivo, que somado ao estatuto encontrado pelo próprio, equacionou e assim foi possível redesenhar de forma fidedigna.

No site faz o seguinte esclarecimento: “O Esporte Clube Guanabara foi fundado oficialmente no dia 7 de setembro de 1941, mas o time já existia desde 1940 como Guanabara Futebol Clube, criado por iniciativa do Dr. César Augusto Marta, apaixonado pelo futebol da localidade de Santa Cruz e fanático torcedor do Sportivo, clube que havia fechado as portas em 1937.

O escudo e o uniforme da equipe, aliás, eram idênticos aos do Sportivo, mudando apenas as cores: ao invés de preto e branco, vermelho e branco, cores do Oriente, maior rival do Sportivo.

Explica-se: por um longo tempo Oriente e Sportivo fizeram o “derby de Santa Cruz”, sendo o Oriente o clube do frigorífico, com camisas vermelhas da cor do sangue, e o Sportivo o clube dos militares, com sóbrias camisas listradas pretas e brancas. O clássico entre os times dividia o bairro entre os campos da Rua Nestor e da Rua do Prado.

Quando o Sportivo entrou em crise, o Oriente se ofereceu para ajudar, mas o orgulho fez o Alvinegro preferir a extinção à ajuda do rival, fechando as portas em 1937.

Em memória deste triste fato, e simbolizando a união ideal entre os clubes do bairro, o Esporte Clube Guanabara adotou os símbolos do Sportivo com as cores do Oriente“. 

Os primeiros passos: jogos amistosos e incríveis goleadas

Um dos primeiros jogos amistosos, aconteceu no domingo, do dia 19 de Setembro de 1926, quando o Sportivo Santa Cruz goleou o Sport Club Netos do Esperança, pelo placar de 13 a 1. A partida foi arbitrada pelo Sr. Benedicto Serra. Na preliminar, o Segundos Quadros do Sportivo também goleou o adversário por 12 a 0.

Campeão do Torneio Início da Associação Santacruzense de 1927

Filiado a Associação Santacruzense, o Sportivo se sagrou campeão do Torneio Initium, no domingo, do dia 02 de Outubro de 1927, no campo do Esperança Football Club, no bairro de Santa Cruz.

A competição contou com a participação de sete equipes. Na decisão, o Sportivo bateu o Ideal Football Club, faturando o caneco. O time formou: Alves; Pequenino e Allemão (Dantas); Montinero, Inglez e Irineu; Cruz, Zazá, Amaral I, Amaral II e Gradim.

Filiação na LMDT

Nos primeiros anos, o clube realizava diversos eventos e participava de outros, entre eles o futebol. O Sportivo Santa Cruz ingressou na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), na quinta-feira, do dia 21 de março de 1929.

Estreia aconteceu no Torneio Início de 1929

Doze dias depois estreou no Torneio Initium da Divisão Emmanuel Coelho Neto, no domingo do dia 21 de abril de 1930, no campo do Fidalgo Football Club, situado na Rua Domingos Lopez, em Madureira, na zona norte do Rio.

Enfrentou, às 14h15min., e venceu o Sport Club Anchieta, por 1 a 0, com arbitragem de Alberto Fernandes.

Nas semifinais, acabou sendo eliminado ao perder para o Sport Club Boa Vista por 3 a 2, na prorrogação. Antonio Drummond (do Anchieta) foi o árbitro. Na final, o Central bateu o Boa Vista por 2 a 0, ficando com o título.

O time formou com: Heitor; Levy e Sebastião; Joaquim, Hilário e Antonio; Amaral, Romualdo, Mozart, Jorge e João.

Debutou no Campeonato da LMDT de 1929

No Campeonato da Divisão “Mano”, da LMDT, a estreia, em casa, no domingo, do dia 19 de maio de 1929, diante do campeão de 1928: Sport Club América.

Apesar da derrota por 3 a 2, o Sportivo mostrou que seria uma “pedra na chuteira” dos seus adversários. Com arbitragem de Honorato Barbosa, os gols foram assinalados por Mário, duas vezes, e Arantes pra o América; enquanto Juquinha e Zazá marcaram para o time alvinegro.

Sportivo: Frango; Dantas e Belinho; Gradim, Hilário e Quinzinho; Eustachio, Zizinho, Juquinha, Zazá e Gaúcho.

América: Jayme; Serra e Damásio; Bery, Lucena e Admas; Canedo, Nenê, Mário, Arantes e Camarim.

No domingo, do dia 30 de junho, o Sportivo perdeu nos seus domínios para o Sport Club Boa Vista por 3 a 2, no campo do Oriente Athletico Club (na Rua Nestor, nº 29, em Santa Cruz).

No domingo, do dia 21 de julho, o Sportivo venceu o Sport Club Anchieta por 2 a 0, no campo da Rua Nestor, nº 29, em Santa Cruz. Os gols foram marcados por Juquinha e Bajara, de pênalti.

No domingo, do dia 06 de outubro, o Sportivo foi derrotado pelo Oriente Athletico Club por 2 a 1, fora de casa.

No domingo, do dia 10 de novembro, o Sportivo derrotou, fora de casa, o Club Athletico Central por 3 a 1.

Sportivo foi vice-campeão do Torneio Início de 1930

Jogou o Torneio Initium da Divisão “Mano”, da LMDT, no domingo do dia 27 de abril de 1930, no campo do Sport Club América, na Rua Isolina Meyer -estação do Méier, na zona norte do Rio.

O Sportivo estreou com vitória de 1 a 0, no Brasil Football Club, às 14 horas, com arbitragem de Homero Arcuri. Na fase seguinte, num jogo acirrado, o Sportivo passou pelo Oriente, na 2ª prorrogação, por 3 escanteios a um.

Na decisão, foi uma boa partida, bem arbitrada pelo Sr. Antonio Augusto de Almeida, triunfou o Associação Esportiva Ferroviária (nas cores azul e preto), que após o empate em 1 a 1 com o Sportivo, conquistou o título, com um escanteio e a zero. Os gols foram de Jaburuzinho para o Ferroviário e Tilco para  os alvinegros.

O Sportivo jogou: Jajá; Barroso e Gaúcho; Humberto, Guerra e Gradim; Tilco, Sebastião, Almir Mituca, Aquino e Zazá.

Muitos jogadores dos grandes do Rio defendiam as equipes da LMDT

Uma curiosidade é que o atacante ora chamado por Almir e ora chamado por ‘Mituca’ era jogador do Botafogo Football Club, que também defendia as cores do Sportivo, na década de 30.

Aliás, é importante informar que naquela época era comum jogadores dos grandes clubes defenderem os clubes da Liga Metropolitana. Só para exemplificar, o maior jogador daquela época, Leônidas da Silva, o “Diamante Negro” jogou no Jornal do Commercio Football Club.

Sportivo Campeão de 1930, na Divisão “Emmanuel Coelho Neto”, nos Primeiros e Segundos Quadros

O Sportivo Santa Cruz debutou em grande estilo e no final, faturou o inédito título! O Campeonato da Divisão “Emmanuel Coelho Neto”, da Liga Metropolitana, contou com a participação de nove clubes:

Athletico Club Cordovil (Rua Oliveira Mello – bairro de Cordovil);

Associação Sportiva Ferroviária (bairro do Riachuelo / cores: azul e preto);

Brasil Football Club (Rua Sá);

Esperança Football Club (bairro de Santa Cruz / cores: verde e branco);

Guanabara Athletico Club (Rua da Lapa – bairro da Lapa /cores: azul e branco);

Irajá Athletico Club (Rua Monsenhor Félix – bairro de Irajá / cores: vermelho e branco);

Oriente Athletico Club (bairro de Santa Cruz / cores: vermelho e branco);

Sport Club Anchieta (bairro de Anchieta / cores: vermelho e preto);

Sportivo Santa Cruz (bairro de Santa Cruz / cores: preto e branco).

O início do Sportivo Santa Cruz foi avassalador! Os sete jogos primeiros jogos, foram 100% de aproveitamento. Sendo que em quatro com goleadas. Citando algumas, diante da Ferroviária (algoz na final do Torneio Início), foi 4 a 1. Os gols foram  de Almir Mituca, Aquino, Heitor e Edmundo; enquanto Jaburu fez o de honra para o negro-anil.

Não podemos esquecer da maior goleada do certame: no domingo, do dia 08 de junho de 1930, o Sportivo sapecou 11 a 1 no Brasil Football Club. Os gols foram de Aquino (quatro vezes); Zazá, Almir Mituca e Edmundo (duas vezes cada); Heitor um tento. Orestino fez o de honra para o Brasil.

No domingo, do dia 22 de Junho de 1930, o jogo valia a liderança isolada. E deu Sportivo! Mesmo como visitante, bateu o Anchieta  por 3 a 1. Os gols foram: Zazá aos 30 segundos de jogo; Gradim (contra), empatou; Edmundo aos 13 minutos; Heitor aos 44 minutos todos os tento no 1º tempo.

A invencibilidade caiu somente na última rodada do primeiro turno e para o seu maior rival. No domingo, do dia 27 de Julho de 1930, o Oriente venceu por 1 a 0, o Sportivo, no Estádio da Rua Nestor, nº 29, em Santa Cruz.

No returno, o Sportivo não começou bem, ao perder, em casa, para o Irajá Athletico Clube por 4 a 2.  Os gols: Almir Mituca e Plínio, de pênalti, para o alvinegro. Enquanto Mineiro, Esquerdinha, Gringo e Edmundo (contra) para o alvirrubros.

No entanto, no dia 13 de setembro, a Liga Metropolitana deu os pontos desse jogo ao Sportivo, de acordo com o artigo 27 letra A, do regulamento de Football.

Num jogo muito catimbado, no domingo, do dia 31 de Agosto de 1930, Brasil FC e Sportivo ficaram no empate em 1 a 1. Arnaldo fez o gol para o Brasil, enquanto Edmundo assinalou para o alvinegro.

No dia 14 de setembro, a vitória do Sportivo por WO em cima do Anchieta, somado a derrota do Oriente por 1 a 0, para o Brasil, recolocou o alvinegro na liderança isolada.

Na rodada seguinte, no dia 21 de setembro, outro clássico de Santa Cruz! E o Sportivo derrotou o Esperança Football Club por 1 a 0.

Quando parecia que o título viria com tranquilidade, no dia 12 de outubro, o Sportivo foi até a Rua Oliveira Mello, e acabou derrotada por 3 a 2 para o Athletico Club Cordovil.

Porém, o que parecia ser um “duro golpe” se reverteu em alívio, em dose dupla. Explico! Dias depois, tanto o Cordovil quanto o Brasil desistiram de seguir no certame. 

Segundo o regulamento, quando um clube desistia da competição todos os jogos realizados, os pontos seriam repassados aos seus oponentes. Assim, nos dois jogos nesse returno, o Sportivo tinha somado um ponto nos dois jogos contra o Brasil e Cordovil. Assim o Sportivo faturou quatro pontos valiosos.

A última rodada, não poderia ser mais empolgante! Decidir o título da Divisão “Emmanuel Coelho Neto”,  contra o maior rival! A princípio, o jogo estava marcado para o dia 10 de Outubro. Porém, acabou remarcado para o mês seguinte.

Então, no domingo, do dia 16 de novembro, às 15h30min., O Sportivo (com um ponto de vantagem), enfrentou o Oriente Athletico Club. Apesar de ser o mandante, o jogo foi realizado no campo da Rua Nestor, nº 29, em Santa Cruz (de propriedade do Oriente), uma vez que o seu Estádio não foi aprovado pela LMDT.

Com arbitragem de João Alves Pereira, o 1º tempo foi marcado pela pressão exercida pelo Oriente. No final, após uma infelicidade de Guerra, conseguiam os rubros  abrir o placar por intermédio de Josino.

Na etapa final, aos 31 minutos, Oscarino (jogador da Seleção Brasileira) colocou a mão na bola, dentro da área. Pênalti, que Guerra cobrou para empatar a peleja. Fim de jogo, empate em 1 a 1, e o Sportivo Santa Cruz conquistou  o inédito título do Campeonato da Divisão “Mano” da LMDT!

Na preliminar, o Sportivo venceu o Oriente por 3 a 0, e também se sagrou campeão nos Segundos Teams. O time secundário campeão formou: Annibal; Dantas e Cabrito; Acindino, Ratinho e Quinzinho; Nolinha, Ernani, Zizinho, Zequinha e Vivi.

Os times dos Primeiros Quadros jogaram assim: 

Sportivo: Jajá; Guerra e Orlando; Gradim, Sant’Anna e Zé Maria; Plínio, Edmundo, Mituca, Zazá e Titéo.

Oriente: Enéas; Domingos (Bangu) e Sá Pinto (Bangu); Simão, Oscarino (Seleção Brasileira) e Gudão (Fluminense); Barthô, Landislau (Bangu), Modesto (Brasil), Ernani e Josino.

Resultados do 1º Turno

DATASRESULTADOSLOCAIS
11/05/30Irajá AC1X2SportivoRua Monsenhor Félix
18/05/30Guanabara1X6SportivoRua Barão de Itapagipe
1º/06/30Sportivo4X1AS FerroviáriaRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
08/06/30Sportivo11X1Brasil FCRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
22/06/30Anchieta1X3SportivoRua Arnaldo Murinelli – em Anchieta
29/06/30Sportivo3X2Esperança FCRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
20/07/30Sportivo6X1AC CordovilRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
27/07/30Oriente AC1X0SportivoRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz

Resultados do 2º Turno

DATASRESULTADOSLOCAIS
03/08/30Sportivo2X4Irajá ACRua Monsenhor Félix
10/08/30SportivoXGuanabaraResultado não foi encontrado
24/08/30FerroviáriaXSportivoResultado não foi encontrado
31/08/30Brasil FC1X1Sportivo *Rua Sá
14/09/30SportivoWOXAnchietaO Anchieta entregou os pontos nos primeiros e segundos quadros
21/09/30Esperança0X1SportivoRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
12/10/30Cordovil3X2Sportivo *Rua Oliveira Mello, em Cordovil
16/11/30Sportivo1X1Oriente ACRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz

* O Brasil e Cordovil desistiram de seguir na competição. Com isso, os pontos foram repassados ao Sportivo, com placar de 1 a 0.

Sportivo Santa Cruz – vice-campeão do Torneio Inicio; Campeão da Divisão “Emmanuel Coelho Neto” de 1930; Campeão da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres de 1930

Sportivo Campeão de 1930, da Liga Metropolitana, nos Primeiros e Segundos Quadros

Como resultado, o Sportivo Santa Cruz (campeão da Divisão “Emmanuel Coelho Neto”) enfrentaria na decisão o Sport Club América, do Lins de Vasconcellos (campeão da Divisão Emmanuel Nery), para definir o grande campeão.

No domingo, do dia 03 de Maio de 1931, 15h15min., no campo do Fidalgo Football Club, na Rua Domingos Lopes, nº 149, em Madureira. o Sportivo bateu o América por 2 a 0, se sagrando o campeão da Liga Metropolitana de 1930. Alcides Sanches foi o árbitro (Jornal do Commercio F.C.) da partida.

O jogo começou e o Sportivo tratou de impor o seu ritmo de jogo. O 1º gol saiu na metade da primeira etapa. Guerra bateu a falta para Jaguarão que soltou a bomba para estufar as redes!

O América partiu para cima e quase empatou quando Arantes chutou forte, carimbado a trave de Jajá. A resposta do Sportivo foi letal. Jaguarão cobrou o escanteio na área e Sant’Anna testou de forma inapelável, ampliando o marcador.

Na etapa final, o América pressionou, mas o Sportivo levava perigo nos contragolpes. Final de jogo, e o Sportivo Santa Cruz festejou mais um título em dose dupla, uma vez que na preliminar o Segundos Quadros do alvinegro venceu o Magno por 3 a 1, e também ergueu a taça!

 Sportivo: Jajá; Orlando e Gaúcho; Barroso, Sant’Anna e Guerra; Plínio, Edmundo, Almir Mituca, Zazá e Jaguarão.

SC América: Evaristo; Serra e Belleza; Zeca, Lucena e Camisa; Arantes, Mario, Goulart, Neném e Ramos.

Vice-campeão do Torneio Início da LMDT de 1931

No domingo do dia 24 de maio de 1931, o Sportivo ficou com vice do Torneio Initium da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), realizado no campo da ABEL (Associação Beneficente dos Empregados da Light), na Rua Figueira de Melo, nº 406, em São Cristóvão, na zona norte do Rio.

No 2º jogo, às 13h25min., com arbitragem Benedicto Parreiras, o Sportivo venceu o Sudan Athletico Club (Cascadura) por 1 a 0 (um escanteio pró). Gol de Aderne.

Às 15h05min., com Alcides Sanchez no apito, o Sportivo voltou ao campo para enfrentar o Magno Football Club (Madureira) e vencer por 2 a 0. Os gols foram assinalados por Zazá e Boto.

Pelas semifinais, às 16h10min., sob às ordens de Benedicto Parreiras, o Sportivo superou o Sport Club Campinho por 1 a 0. O gol da vitória foi de Aderne.

Na grande final, às 16h50min., tendo João Alves Pereira (do Magno) no apito, Sportivo Santa Cruz e Jornal do Commercio Football Club (Gamboa) ficaram no empate sem gols.  Porém, nos escanteios, o alvirrubro da Gamboa levou a melhor por 3 a 0, ficando com o título.

Apesar do vice, o Sportivo fechou a competição de forma invicto e sem sofrer nenhum gol: foram quatro jogos, com três vitórias e um empate; marcando quatro gols e nenhum tento sofrido

O Sportivo jogou assim: Jajá; Barroso e Dantas; Calado, Guerra e Ratinho; Aderne, Gradim, Zazá, Zaquita e Boto.

No Campeonato da Liga Metropolitana de 1931 (Campeão foi o Oriente Athletico Club) contou com 11 participantes:

Deodoro Athletico Club;

Esperança Football Club (alviverde);

Fidalgo Sport Club;

Jornal do Commercio Football Club;

Magno Football Club;

Oriente Athletico Club;

Sport Club Boa Vista;

Sport Club Campinho;

Sport Club São José;

Sportivo Santa Cruz;

Sudan Athletico Club.

A estreia, no dia 21 de junho, o Sportivo venceu por 3 a 1 o Sport Club Boa Vista. Gols: Campista para o Boa Vista; Zazá, Almir Mituca e Pinto para os alvinegros.

O time seguiu embalado, batendo o Jornal do Commercio (6 a 2), Esperança (4 a 1), empatando com o grande rival Oriente (3 a 3), novo triunfo em cima do São José (2 a 1), até tomar para o Deodoro (5 a 2) e Sport Club  Campinho (1 a 0). 

O Sportivo voltou a vencer o Magno Football Club (5 a 2), depois empatou com Fidalgo (3 a 3), novo triunfo em cima do Sudan (3 a 2) e fechou o turno com derrota para o Campinho (1 a 0), porém na liderança.   

O segundo turno, o Sportivo Santa Cruz encontrou um grande adversário: Liga Metropolitana de Desportes Terrestres (LMTD). As atuações da arbitragem somada a indiferença da LMTD foi minando a diretoria alvinegra.

Apesar de grandes vitórias sobre o Boa Vista (1 a 0), São José (3 a 0), Oriente (3 a 1), Esperança (1 a 0) e Sudan (5 a 4), renderiam um total de 27 pontos, o que lhe daria o título com folga.

No entanto, restando um jogo diante do Fidalgo, em casa, a diretoria do Sportivo Insatisfeitos com as decisões da Liga, no dia 25 de Janeiro, tomaram a decisão drástica de se retirar da competição.

Com isso, “entregaram de bandeja” os títulos dos Primeiros e Segundos Quadros para o arqui-rival: Oriente Athletico Club. Para piorar, como o Sportivo se retirou, mesmo restando um jogo, o clube perdeu todos os pontos, saindo da liderança para a última colocação.

Resultados do 1º Turno

DATASRESULTADOSLOCAIS
21/06/31Boa Vista1X3SportivoEstrada das Furnas, no Alto da Boa Vista
28/06/31Sportivo6X2Jornal do Commercio FCRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
12/07/31Esperança1X4SportivoRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
19/07/31Oriente AC3X3SportivoRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
26/07/31São José1X2SportivoBairro de Magalhães Bastos
02/08/31Deodoro5X2SportivoEstrada de Nazareth – Deodoro
09/08/31Campinho1X0SportivoRua Mendes Aguiar, nº 18
16/08/31Sportivo5X2Magno FCRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
23/08/31Fidalgo3X3SportivoRua Domingos Lopez – Madureira
30/08/31Sudan AC2X3SportivoBairro de Cascadura

Resultados do 2º Turno

DATASRESULTADOSLOCAIS
20/09/31Sportivo1X0Boa VistaRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
04/10/31Sportivo3X0São JoséRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
11/10/31Sportivo5X3CampinhoRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
18/10/31Jornal do Commercio3X1SportivoAv. Francisco Bicalho – Santo Cristo
25/10/31Sportivo5X4Sudan ACRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
08/11/31Magno FC4X1SportivoMadureira
1º/11/31Sportivo3X1Oriente ACRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
27/12/31Sportivo1X0EsperançaRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
17/01/32Sportivo2X2DeodoroEstrada de Nazareth – Deodoro
25/01/32SportivoXFidalgoCancelado, porque o Sportivo abandonou o certame

Torneio Início da LMDT de 1932

No domingo, do dia 15 de maio de 1932, aconteceu o Torneio Initium, no campo do Deodoro Athletico Club, na Estrada de Nazareth, na Estação de Deodoro. O Sportivo enfrentou, às 13h40min., o Magno Football Club (Madureira). Porém, o alvinegro caiu por 1 a 0. Na final, o Deodoro foi o campeão e o Oriente, ficou com o vice.

O Campeonato da Liga Metropolitana em 1932, foi marcado pelo descontentamento de diversos clubes que no final foram abandonando o certame, inclusive o Sportivo Santa Cruz.

Uma curiosidade é que o Curva do Mattoso Football Club no meio da competição alterou o seu nome para Sportivo Campo Grandena sexta-feira, do dia 28 de outubro de 1932 – em homenagem ao bairro onde a agremiação tinha sede.

Resultados do 1º Turno

DATASRESULTADOSLOCAIS
26/06/32Esperança1X2SportivoRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
03/07/32Sportivo1X2CampinhoRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
10/07/32Magno FC3X0SportivoBairro de Madureira
17/07/32Sudan AC3X2SportivoBairro de Cascadura
24/07/32São José1X1SportivoBairro de Magalhães Bastos
07/08/32Oriente AC1X1SportivoRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
14/08/32Sportivo4X1Vasquinho FCRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
21/08/32Rio São Paulo FC3X2SportivoBairro de Madureira
28/08/32Boa Vista4X0SportivoEstrada das Furnas, no Alto da Boa Vista
04/09/32SportivoXDeodoroRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
11/09/32Sportivo2X1Curva do MattosoRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
18/09/32Triângulo Azul FC2X3SportivoBairro: Centro

Resultados do 2º Turno

DATASRESULTADOSLOCAIS
02/10/32Sportivo2X1EsperançaRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
09/10/32Campinho3X1SportivoRua Mendes Aguiar, nº 18
16/10/32Sportivo1X2Magno FCRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
23/10/32Sportivo2X2Sudan ACRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
30/10/32Sportivo5X1SC São JoséRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
05/11/32DeodoroXSportivoEstrada de Nazareth – Deodoro
15/11/32Sportivo2X1Oriente ACRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
20/11/32Vasquinho1X1SportivoBairro do Engenho de Dentro
27/11/32Sportivo1X0Rio São PauloRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
04/12/32SportivoXBoa VistaRua Nestor, nº 29 – Santa Cruz
18/12/32Campo Grande4X2SportivoBairro de Campo Grande
25/12/32SportivoXTriângulo AzulCancelado, porque o Sportivo abandonou o certame

Torneio Início da LMDT de 1933

Pelo Torneio Initium da LDMT, no domingo, às 11 horas, do dia 30 de abril de 1933, no campo do Bangu, o Sportivo caiu na estreia, ao perder para o Sportivo Campo Grande por 1 a 0. Sr. Francisco Antonio foi o árbitro. O Sportivo jogou: Oswaldo; Dantas e Euclydes; Jacy, Joaquim e Sebastião; Plínio, Mozart, Vieira e Rubem.

No Campeonato da Liga Metropolitana em 1933, o Sportivo Santa Cruz fez parta da Divisão Belfort Duarte. Nesse momento, o clube já apresentava dificuldades, sobretudo, no quesito estrutural.

E logo na estreia, foi “pintado um retrato” de como seria a temporada do alvinegro Santacruzense! No domingo, do dia 11 de junho de 1933, os jogadores dos primeiros e segundos quadros do Sportivo não compareceram no jogo, diante do Sport Club São José, em Magalhães Bastos, e perderam por W.O. (placar de 1 a 0).

Datas dos jogos

18 de junho de 1933, Sportivo x SC Albano

25 de junho de 1933, Sportivo x Esperança

02 de julho de 1933, Oriente x Sportivo

09 de julho de 1933, Sportivo x Magno

16 de julho de 1933, Sportivo x Campinho

23 de julho de 1933, SC Parames x Sportivo

06 de agosto de 1933, Deodoro x Sportivo

13 de agosto de 1933, Sportivo 1 x 3 Campo Grande

10 de setembro de 1933, Sportivo x São José

1º de outubro de 1933, Oriente 3 x 1 Sportivo

No dia em que o Sportivo Santa Cruz enfrentou o Flamengo

Em 1933, foram realizados obras para aumentar as arquibancadas do campo

No domingo, do dia 15 de outubro de 1933, no Estádio do Fluminense, em Laranjeiras, o Bangu venceu o Flamengo por 3 a 1, válido pelo Campeonato Carioca. Na preliminar, o Sportivo enfrentou, em amistosos, os amadores do Clube de Regatas Flamengo. A vitória foi rubro-negra pelo placar de 3 a 2.

No domingo, do dia 29 de outubro de 1933, no Estádio de São Januário, na preliminar da vitória do Palestra (SP) por 3 a 1, no Bonsucesso, válido pelo Torneio Rio-São Paulo. o Sportivo goleou o Vasquinho, por 5 a 0, pelo Campeonato da Liga Metropolitana.

No início de fevereiro de 1934, a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), suspendeu o Sportivo por não comparecer nas assembléias e do não pagamento das multas.

Oriente tentou ajudar o Sportivo a não ser extinto

O Oriente Athletico Club era o grande rival do Sportivo, no bairro de Santa Cruz. Porém, ao perceber que o clube co-irmão estava agonizando o presidente do Oriente, Sylvio Duarte de Moraes, tratou de ajudar, realizando um festival.

Naquele momento o Sportivo tinha se afastado das competições e com ajuda de abnegados sócios: Dr. João Gualberto do Amaral, João Martins de Andrade e Almir Augusto Amaral, tentou se reorganizar e voltar ao convívio do desporto carioca.

No domingo, às 16 horas, do dia 07 de novembro de 1937, no campo da Rua Nestor, nº 29, em Santa Cruz, foi realizado o festival organizado pelo Oriente. Na partida de fundo, Oriente e Sportivo Santa Cruz empataram em 1 a 1. Os gols foram assinalados por Bugeca para o Oriente, enquanto José Moura Costa (campeão pelo Fluminense em 1924), de pênalti, marcou para o Sportivo.     

Depois, realizaram uma disputa, numa melhor de quatro jogos. No 1º jogo, no domingo, do dia 21 de novembro de 1937,  o Sportivo venceu o Oriente por 1 a 0. No 2º jogo, no domingo, do dia 28 de novembro de 1937,  as duas equipes empataram em 1 a 1.   

No domingo, do dia 28 de novembro de 1937, no campo da Rua Nestor, nº 2 jogo, em Santa Cruz, o último jogo entre Sportivo e Oriente, empate em 1 a 1. Com isso, nos três jogos, o Sportivo estava em vantagem com uma vitória e dois empates.

No domingo, do dia 16 de janeiro de 1938, Sportivo e Oriente se enfrentaram, válido pelo 4º jogo, no Estádio da Rua Nestor, nº 29, em Santa Cruz. E o Sportivo venceu o seu grande rival pelo placar de 3 a 1, faturando o troféu Antonio Joaquim da Costa. Assim, nos quatro jogos, o Sportivo Santa Cruz venceu duas partidas e empatou as outras duas; seis gols pró e três contra.   

Adeus Sportivo Santa Cruz

Apesar do seu último capítulo ter sido com a conquista da taça (troféu Antonio Joaquim da Costa), não suficiente para reverter o quadro! E assim, sem nenhum alarde e nem nenhuma despedida, desapareceu para sempre o Sportivo Santa Cruz, em 1938.

Algumas formações

Foto de 2019: Aqui ficava o campo, na Rua do Prado, nº 35, em Santa Cruz, zona oeste do Rio (RJ)

Time base de 1926: Irineu; Titeo e Dantas; Allemão, Pequenino (Zequita) e Leite; Zizinho, Moutinho, Mituca, Zazá e Chiquito (Augusto).

Time base de 1927: Irineu (Alves ou Quidoca); Dantas (Togo) e Pequenino (Russinho ou Montinero); Allemão (Inglez ou Penha), Machado (Cruz ou Zequita) e Moutinho (Amaral); Zizinho (Euclides), Leite (Amaral II ou Pinto), Mituca (João), Zazá (Gradim) e Juquinha (Augusto).

Time base de 1928: Geraldo; Pequenino e Dantas; Machado, Martins e Moutinho; Gradim, Zizinho, Mituca, Zazá e Ignácio.

Time base de 1929: Heitor (Frango); Levy (Dantas) e Sebastião (Belinho); Joaquim (Gradim), Hilário e Antonio (Quinzinho); Amaral (Eustachio), Romualdo (Zizinho), Mozart (Juquinha), Jorge (Zazá) e João (Gaúcho).

Time base de 1930: Jajá; Barroso (Guerra) e Gaúcho; Gradim (Barbosa), Plínio e Gringo; Zizinho (Aquino), Edmundo (Walter), Almir ‘Mituca’ (Aquino), Zazá (Vidal) e Heitor (Cap.).

Time base de 1931: Jajá; Orlando (Barroso) e Dantas; Mituca (Calado), Guerra (Gambá) e Ratinho (Gringo); Aderne (Heitor), Gradim (Annibal), Zazá (Titeo), Almir Mituca (Zaquita) e Pinto (Boto ou Cabrito).

Time base de 1932: Stemi; Zezinho e Dantas; Gradim, Sapinho e Gringo; Plínio, Heitor, Zazá, Vivi e Moura.

Time base de 1933: Zezé (Oswaldo); Durval (Dantas) e Guerra I (Euclydes); Gradim (Jacy), Feitiço (Luizinho ou Joaquim) e Guerra II (Sebastião); Hermes (Plínio), Waldemar (Mozart ou Yaya), Zazá (Vieira), André (Rubem) e Camarim (Isaac).

Time base de 1937: Enéas; Ernesto (Nula) e José (Zezé); Zé Carlos (João Coelho), João e Júlio; Lulu, André, Heitor, Albininho (Lulu) e José Moura Costa (Coelho).

Colaboração: Auriel de Almeida

Trabalho de pesquisa, desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello

FONTES: A Batalha (RJ) – A Esquerda (RJ) – A Noite (RJ) – A Rua (RJ) – A Manhã (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Critica (RJ) – Correio Paulistano (SP) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Jornal (RJ) – O Paiz (RJ) – O Radical (RJ) – Revista do E.C. Guanabara de 1983 – Google Maps

Centro Sportivo do Peres (Perez) – Recife (PE): Foto rara de 1921

O Centro Sportivo do Peres (Perez) foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Viuvinha’ foi Fundado numa terça-feira, do dia 15 de Junho de 1909, com o nome de Tigipió Foot-ball Club, em homenagem ao bairro de Tigipió (atual Tejipió), onde nasceu o Perez. Em 1911, o clube adotou o Centro Sportivo do Peres (Perez).

Nos anos 10, a sua Sede ficava localizado na Rua, 58. Depois passou para o Largo (atual Rua) do Hospício, 779, no Recife. Em 1926, a sua Sede passou para a Rua do Livramento, 65-1. Em 1927, a Sede se transferiu para a Rua Imperatriz, 146/ 2º andar. Na década de 20, a equipe ‘Alvi-Violeta’ treinava no campo João de Barros ou no campo do Torre, no Bairro de Magdalena, na Zona Norte do Recife.

PEREZ AJUDA A FUNDAR A LPDT

Seis anos depois do seu surgimento, no dia 03 de Agosto de 1915, o Centro Sportivo do Peres (Perez) juntamente com o Sport Club Flamengo, João de Barros Foot-Ball Club, Coligação Sportiva Recifense, Santa Cruz Foot-Ball Club e Torre Sport Club, fundaram a Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (L.P.D.T.).

No mesmo ano, o Perez, juntamente com o Santa Cruz, Flamengo, Torre, América e Coligação S.R. entraram para a história ao participar do primeiro Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão.

Ao todo, o clube ‘Alvi-violeta’ participou do Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão em nove oportunidades: 1915 (4º lugar), 1916 (5º lugar), 1917 (5º lugar), 1919 (7º lugar), 1920 (7º lugar), 1921 (7º lugar), 1922 (8º lugar), 1923 (8º lugar) e 1924 (8º lugar).

EXCURSÕES

Na quarta-feira, do dia 07 de setembro de 1921, o Perez viajou até Maceió (AL), onde enfrentou o Clube de Regatas Brasil, conhecido popularmente por CRB. No final, empate em 1 a 1. No confronto dos Segundos Quadros outro empate sem gols.

Numa quarta-feira, do dia 15 de novembro de 1922, o Perez foi convidado para a partida inaugural do Estádio Gustavo PaivaMutange, de propriedade do CSA (Centro Sportivo Alagoano). No final, melhor para o CSA que venceu por 3 a 0, sendo o atacante Odulfo quem fez o primeiro gol no Mutange.

PEREZ ROMPE COM A LPDT

Em 1924, sob a presidência de João Duarte Dias, o Perez, insatisfeito com a LPDT, decidiu abandonar o Estadual daquele ano. Logo em seguida se licenciou. Em 1926, se desfilou da entidade para ingressar na Associação Pernambucana de Esportes Athleticos (APEA), juntamente com o Sport Recife (campeão Estadual pela LPDT em 1925), América Football Club, Palestra Itália Football Club e Israelita Club de Pernambuco. O Viuvinha’ participou da APEA tanto no Torneio Início quanto nas demais competições até desaparecer em definitivo.

Time-base de 1915: Misael; Abelardo e Carlos; Benedicto (capitão), Severino e José; Honório, Rogério, Amaury, Couceiro e Carlos II.

Time-base de 1917: Jacome; Guilherme e Epaminondas; Ferreira, Horácio e Bonine; Eliezer, Ariosto, Berger, Balthazer e Muca.

Time-base de 1918: Zé Macaco; Apolônio e Nilo II; Maxombomba, Cleto e Moreira; Manta, Joel, Jones, Amil (capitão) e Raphal.

Time-base de 1920: Eduardo; Euclydes e Nóbrega (Edesio); Sylcosta, Carneiro (Sá) e Almeida (Manta); Pimentel (Pinto), Mário, Freire (Ozório), Theodorico (Aldo) e Arnaldo.

Time-base de 1921: Costa; Euclydes e Ricardo; Deoclecio, Mario e Sylcosta; Matta, Theo, André, Ernani e Pinto.

Fontes: Jornal A Província – Rsssf BrasilO Feitozense

Inédito!!! Palmeiras Torre Football Club – Recife (PE): 1º Campeão da “Segunda Divisão” Recifense em 1916

O Palmeiras Torre Football Club foi uma agremiação de cidade do Recife (PE). A história deste simpático clube da Zona Norte do Recife, se destaca pelo fato de ter sido o 1º time campeão da Liga Sportiva Metropolitana em 1916. Essa entidade equivalia a Segunda Divisão, sendo criada em 1916, foi a primeira a ser criada, abaixo apenas da Primeira Divisão.      

O “Madeira Rubra” foi Fundado no início de Setembro de 1910. O Palmeiras Torre passou por algumas Sedes: Entre 1916 a 1919, sua Sede e o Campo, ficavam na Rua da Conceição, nº 1 (depois nº 9 e 87), no bairro da Torre, no Recife. Em 1919, se transferiu para a Rua Real, nº 9, no bairro da Torre, no Recife.

A partir de 1925, a sua Sede ficava na Rua D. Manoel da Costa, nº 9, no bairro da Torre, no Recife. Já em 1928, passou para a Rua Seis de Janeiro, s/n, no bairro da Torre, no Recife. A sua Sede em 1929, ficava na Rua Seis de Junho, nº 168, no bairro da Torre, no Recife.

Já os seus campos: entre 1916 a 1920, ficava na Rua da Conceição, nº 1 (depois nº 9 e 87), no bairro da Torre, no Recife. Em 1929, o Estádio ficava na Rua José Bonifácio, s/n, no bairro da Torre, no Recife.

Estrutura futebolística

O “Madeira Rubra” participava nas competições nos Primeiros, Segundos e Terceiros Quadros, além do time infantil. Desde a fundação até 1916, o Palmeiras Torre participou de diversos amistosos e festivais.

Palmeiras Torre ajudou a fundar a Liga Sportiva Metropolitana e Liga Sportiva Suburbana

No sábado, às 19 horas, do dia 27 de Maio de 1916, na do Palmeiras Torre, na Rua da Conceição, nº 1, no bairro da Torre, no Recife, se reuniram dirigentes do Eclair Sport Club, o Aquidaban Sport Club (calção branco, camisa branca e faixa encarnada), Ipyranga Foot-Ball Club e Espinheirense Foot-Ball Club, a fim de fundar a Liga Sportiva Metropolitana (LSM). A Sede e o campo próprio (Stadium Hyppodromo), ficam situados na Rua Nova Feitosa, nº 251, no bairro Feitoza, no Recife.

Após duas temporadas, a entidade realizou uma reunião e decidiu realizar uma reorganização, na noite de sexta-feira, às 19 horas, do dia 04 de Abril de 1918. Assim, o nome foi alterado, passando a se chamar: Liga Sportiva Suburbana (LSS). As cores definidas: amarelo e branco. A Sede e o campo próprio (Stadium Hyppodromo), seguiram os mesmos: Rua Nova Feitosa, nº 251, na Feitoza, no Recife. O 1º presidente foi o Major Carlos Borromeu. Os cinco clubes que se filiaram foram os seguintes (em ordem alfabética):

Eclair Sport Club (bairro do Feitoza);

Elite Football Club (bairro de Boa Vista – amarelo, branco e preto);

Equador Football Club (bairro do Arruda);

Modesto Football Club (bairro de Campo Grande);

Palmeiras Torre Football Club (bairro do Torre);

Royal Sport Club (bairro Recife – alvinegro).

A 1ª rodada, no dia 18 de agosto de 1918, tiveram três jogos: O Eclair venceu o Elite, nos Segundos Quadros, por 3 a 1, mas foi derrotado no 1º Quadros por 2 a 0. O Palmeiras Torre empatou sem gols com o Equador, nos Segundos Quadros, contudo venceu no 1º Quadros por 3 a 1. Porém, essa partida foi anulada pela Liga, pois o “Madeira Rubra” ter incluído um jogador de outra liga.

Por fim, a rodada foi completada na goleada do Modesto em cima do Royal Sport Club pelo placar de 9 a 2. Todos os jogos foram realizados no Stadium Hyppodromo.

No dia 8 de setembro, o Palmeiras Torre bateu o Eclair, duas vezes: nos Segundos Quadros, por 4 a 2, e no 1º Quadros por 7 a 0.

Tricampeão Suburbano

O Palmeiras Torre foi campeão Suburbano em 1916 (Primeiros e Segundos Quadros) e 1917, pela Liga Sportiva Metropolitana (LSM), e depois em 1918, já pela Liga Sportiva Suburbana (LSS). Sendo que esta última, o “Madeira Rubra” se sagrou campeão com apenas uma derrota nos Primeiros Quadros, e também levantou o caneco nos Segundos Quadros, de forma invicta.

Clube da Torre é rejeitado na LPDT

Em fevereiro 1921, solicitou filiação a Liga Pernambucana dos Desportos Terrestres (LPDT). No entanto, a entidade não aceitou, o que gerou desconforto por parte do “Madeira Rubra” que classificou como ‘Humilhação’.

Durante dias esse assunto foi abordado pelo Jornal Pequeno, onde o Palmeiras Torre enviou diversos ofícios pedido explicações a LPDT sobre o fato do clube não ter sido aceito. Porém, sem êxito.

Filiado na ASDT

Fundado em 1929, Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT), o Palmeiras Torre se filiou. A sua 1ª participação aconteceu no Torneio Início, no domingo, às 10h30min., do dia 28 de abril de 1929, no Estádio do América.

Com a presença de 38 equipes, o evento foi dividido em duas datas: 28 e 30 de abril. Na sua estreia, o Palmeiras Torre passou pelo Modesto Football Club, por 2 escanteios.

Definidos os 19 times, aconteceu a segunda fase, na terça-feira, às 10 horas, do dia 30 de abril de 1929, no Estádio do América. Nessa fase, o Palmeiras Torre acabou caindo para o Nacional por um escanteio. Na final, o Atheniense empatou 1 a 1, mas bateu o Nacional, por um escanteio a zero. 

Palmeiras Torre é reorganizado em 1932

O clube disputou as competições organizadas pela ASDT, nos anos de 1929, 1930 e 1931. Os insucessos resultaram num desgaste na diretoria, o que gerou uma reorganização na terça-feira, do dia 1º de março de 1932.    

Após uma reunião de associados e admiradores, foi definida a nova diretoria, tendo Raphael Perruci como presidente; Antônio Leitão (secretário); João S. Dias (tesoureiro); Hibernon Borba (orador); Benedicto Costa (director-technico).

O Palmeiras Torre retornou as disputas futebolísticas, onde disputou o Campeonato da 2ª Divisão da Associação Suburbana dos Desportos Terrestres (ASDT), nos anos de 1932 e 1933. A partir daí, o clube desaparece dos noticiários, deixando um vazio no coração suburbano recifense.  

Algumas formações:

Time-base de 1913: Mario Cunha; João Lopes (Carlos Moraes) e H. Andrade (P. Pereira); José de Mattos, A. Souza, A. Portella (A. Reis) e G. Gusmão; A. Carvalho, J. Leal, J. Menor, P. Guimarães e A. Mello (P. Moreira).

Time-base de 1914: Mario Cunha; João Lopes e Antonio Rodrigues; José de Mattos (Augusto), Franco Correia e Carlos Moraes; Amaro, Luiz (Luiz Couto), Julio Leal, Amaro Carvalho (Lauriano Oliveira) e Severino de Mattos (Alfredo).

Time-base de 1915: Mario Cunha; João Lopes e Antonio Rodrigues; Carlos Moraes, A. Souza e José de Mattos (Lopes II); F. Correia (Leal II), Luiz Couto (Hermínio), Amaro Carvalho (Luiz Couto), Julio Leal (Joventino) e J. Menor (Miguel).

Time-base de 1916: Mario Cunha; Rodrigues e Wanderley; Mattos, Lopes e Souza; Ferreira, Couto, Julio (Cap.), Carvalho e J. Menor.

Time-base de 1917: Mario Cunha; José Ribeiro e J. Lopes; Daniel, L. Couto (Amaro Wanderley) e J. Mattos; J. Alves, Carvalho (Cap.), J. Lopes (A. Souza), M. Ferreira e A. Clotes.

Time-base de 1918: Mario Cunha (Nô); J. Ribeiro (Ayres) e Daniel (Geraldo); Wanderley, J. Lopes (Mattos) e Alfredinho (Souza); Portella (Annibal), J. Alves, Amaro Carvalho (Cap.), M. Ferreira, Filuca (Lulu) e Clotes (Thiago).

Time-base de 1919: Nô; José Ribeiro e João Constantino (Alves); Ivaldo (Alfredo), Pereira (Wanderley) e Tarquino (Mattos); Annibal (Portella), Carvalho (Cap.), Scarrone I (M. Ferreira), Scarrone II (Geraldo) e Filuca.

Time-base de 1920: Nô; José Ribeiro e João Constantino; Mattos, Filuca e Geraldo; Alves, Carvalho (Cap.), Henrique, M. Ferreira e Severiano.

Time-base de 1921: Nô; José Ribeiro e Bianco; João Constantino, Raphael e Filuca; J. Alves, Carvalho (Cap.), Henrique, M. Ferreira e Santos.

Escudo, bandeira e uniforme redesenhados: por Sérgio Mello

FONTES: Vida Sportiva – Diário de Pernambuco (PE) – A Província (PE) – Jornal Pequeno (PE) – Jornal de Recife (PE)Arquivo pessoal

Brejuí Esporte Clube – Currais Novos (RN): Fundado em 1949, por um dos homens mais ricos do país!

O Brejuí Esporte Clube foi uma agremiação do Município de Currais Novos (RN). Os “Gaviões de Brejuí” foi Fundado no Sábado, do dia 22 de Janeiro de 1949, pelo dono da empresa Mina Brejuí (iniciou as suas atividades em 1943, mas apenas em 1954, foi constituída empresa com o nome de Mineração Tomaz Salustino S/A), o desembargador Tomaz Salustino Gomes de Melo.

A diretoria era composta por grandes figuras da mineradora como Paulo Dutra, Mário Moacir Porto, Alfredo Luiz de Souza, entre outros. As suas cores: azul marinho, branco e vermelho. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Tomaz Salustino (inaugurado no dia 06 de Setembro de 1949), em Currais Novos.

O embrião para a criação do clube surgiu dois meses antes

No domingo, do dia 14 de novembro de 1948, a Minas São Francisco, de propriedade do Sr. João Galdino de Alencar recebeu a Mina Brejuí, do Sr. Tomaz Salustino.

Os times formados por funcionários das empresas se enfrentaram e o São Francisco goleou por 5 a 0. Gols de Xavier, três vezes; Pedro Humberto e Expedito, um tento cada. Apesar do placar elástico, o Sr. Tomaz Salustino não desanimou e dois meses depois fundou o Brejuí Esporte Clube.

Brejuí ajudou a fundar a LCD, em 1949

Após fundar o clube, o Sr. Tomaz Salustino foi peça importante para organizar e ajudar a criar na quarta-feira, do dia 16 de Março de 1949, a Liga Curraisnovense de Desportos (LCD), que teve a presença de quatro clubes: Brejuí Esporte Clube, Seridó Esporte Clube, São Francisco Futebol Clube e Potiguar Esporte Clube.   

A diretoria de honra da LCD tinha: o desembargador Tomaz Salustino Gomes de Melo, Sr. João Galdino de Alencar e Coronel Aproniano Pereira. O 1º Presidente foi Wladimir Limeira.

Esta liga existiu até os anos 70, quando a entidade foi reorganizada e Fundada no dia 1º de Janeiro de 1974, com o nome de Liga Desportiva Curraisnovense (LDC), nas cores azul e branca.

O “Pequeno Gigante”

A história do Brejuí poderia ser resumida na seguinte frase: “O time amador mais profissional do Brasil“. Na época era o melhor futebol do interior do Rio Grande do Norte, pagando salário bem superior ao do time paraibano. É bom lembrar que naquele tempo jogador de futebol profissional, ganhava muito pouco, o Brejuí oferecia três vezes mais.

Desta forma o Brejuí Esporte Clube era uma potência no futebol do Rio Grande do Norte, seu presidente e patrocinador o saudoso Tomaz Salustino, fanático pelo futebol, dono da Mina Brejuí (Até hoje a maior Mina de Scheelita da América Latina), homem mais rico do estado e um dos mais ricos do Brasil, não media esforços.

Contratava quem ele quisesse. Mandava trazer das cidades vizinhas e até da Paraíba jogadores famosos para defender as cores do Brejuí. Uma boa história para ilustrar isso, aconteceu após a equipe ter perdido um jogo importante.

Então, o Dr. Tomaz Salustino não gostou e perguntou ao então treinador da equipe, “Seu Binoca”, o que estava acontecendo?

O treinador respondeu: “Está faltando um grande goleiro e um zagueiro”. Então Dr. Tomaz indagou: “Você sabe onde encontrá-los?”. Seu Binoca rebateu: “Sim, Didier e Kelé, do Treze de Campina Grande”. 

Era uma segunda-feira, Dr. Tomaz Salustino disse pra Seu Binoca: “Amanhã você vai acertar com os dois jogadores”. Na quarta-feira, Didier e Kelé estavam na Mina Brejuí.

Um detalhe: O zagueiro Kelé veio do Sport Clube Bahia e estava no Treze apenas um ano. No mesmo período o Brejuí contratou o fenomenal Piloto, seleção do Rio Grande do Norte e só não foi para o Flamengo/RJ porque não quis.

O atacante Dequinha tentou levá-lo para o time carioca várias vezes. Com Didier, Kelé e Piloto, o Brejuí conquistou quase todas as competições que disputou, inclusive o time era constantemente convidado para participar de importantes torneios em João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Patos (PB), Guarabira (PB) e Mossoró (RN).

1º amistoso nacional: Brejuí x Treze (PB)

Na quinta-feira, do dia 15 de Novembro de 1951, às 16 horas, o Brejuí enfrentou, em amistoso, o poderoso Treze, de Campina Grande (PB). Num jogo empolgante o “Galo da Borburema” venceu, de virada, por 2 a 1, no Estádio Tomaz Salustino, em Currais Novos.

O jogo começou a todo vapor, com os dois times buscando o gol. Aos 20 minutos, o Brejuí arranca num contra-ataque com Piloto. Este dá passe para Moisés que avança pela ponta direita e entrada da área e solta a bomba, sem chances para o goleiro Harri Carey, abrindo o placar.

Aos 28 minutos, o treinador do Treze sacou Araújo e colocou no seu lugar 58. A mudança surtiu resultado e aos 35 minutos, chegou ao empate. Zequinha centrou na área. O goleiro Gordo falhou e Rozendo aproveitou para empurrar a bola para o fundo das redes.

Aos 43 minutos, o Treze virou o marcador. A defesa bobeou e 58 invadiu a área e fuzilou o goleiro Gordo. Na etapa final, o Brejuí voltou disposto a empatar. Com amplo domínio, foi criando uma chance atrás da outra, mas aí surgiu o goleiro Harri Carey, praticando uma defesa mais difícil do que a outra.

Terminando a partida com 2 a 1 a favor do Treze.

Brejuí: Gordo; Binoca e Maçaroca; Chaguinha, Zé Carvalho e Doca; Moisés, Petit, Sida (Americano), Piloto e Luiz (Solon).    

Treze: Harri Carey; Kelé e Felix; Alagoano, Edinho e Zé Pequeno; Zequinha (Amauri), Mario, Araujo (58), Ruivo e Rozendo.

Melhor de três contra o Internacional de Natal

Foto de 1971

No domingo, do dia 08 de Junho de 1952, o Brejuí goleou o Sport Club Internacional, de Natal, pelo placar de 6 a 1, em Currais Novos. As duas equipes se enfrentariam numa melhor de três jogos para definir quem ficaria com o “Troféu Desembargador Tomaz Salustino“.

A equipe grená que disputava o Campeonato Potiguar da 2ª Divisão daquele ano, saiu de Natal, um dia antes (sábado), às 17 horas, chegando pouco depois de uma hora da madrugada, sendo recebido por membros da diretoria do Brejuí Esporte Clube. A delegação do Inter de Natal ficou hospedado no Grande Hotel, situado na grande cidade de Seridó.

Sob as ordens  do árbitro José Bezerra, a partida começou às 15h45min., com o Brejuí tomando a iniciativa do jogo. Aos poucos a equipe grená conseguiu equilibrar a peleja. Mas foi o time local que abriu o marcador. Piloto deu passe para Tico, que cruzou para a extrema direita, onde estava Toinho. Este acossado por Eliezer, levou vantagem e chutou de forma inapelável, sem chances para o goleiro Zé Silva, levando para o intervalo a vantagem para o Brejuí

Na etapa complementar, com um certo equilibro de parte a parte até que um pênalti de Dromé, a favor dos donos da casa, veio a influir decisivamente na produção do Inter de Natal. O atacante Tico cobrou com classe, ampliando o marcador para o Brejuí.  

A partir daí a equipe grená sentiu o golpe e se tornou presa fácil. Assim, o Brejuí marcou mais quatro tentos: Tico marcou mais dois gols (num total de três), Gena e 58 completaram o placar. Mota marcou o tento de honra para o Inter de Natal.

Brejuí: Didié; Zito e Kelé; Zé Carvalho, Doca e Maçaroca; Toinho, Gena, Tico, Piloto e Moisés (58). Técnico: Seu Binoca.

Inter de Natal: Zé Silva; Joca e Eliezer (Dromé, depois Ivan); Luzan, Amauri (Gilvandro, depois Luzan), Mota, Aurino, Béu (Barros Lima), Djalma e Paulomar (Ninil, depois Béu). Técnico: Chagas de Souza.

Inter de Natal goleia e deixa tudo igual

O 2º jogo, aconteceu na tarde de domingo, do dia 27 de Julho de 1952, em Currais Novos. O Brejuí precisava de um simples empate para ficar com a taça. No entanto, O Inter de Natal jogou com autoridade e goleou por 4 a 1, levando a disputa pela taça para o terceiro e último jogo.

Novamente sob a arbitragem do Dr. José Bezerra, deu início a peleja às 15h55min. Os “Gaviões de Brejuí” começaram a todo vapor e logo aos sete minutos, abriram o placar por intermédio de Toinho.

Ao contrário do último jogo, o gol não abalou o Inter de Natal, que cresceu na partida e chegou ao empate aos 14 minutos. Após passe de Béu na medida para Gilvandro, que driblou Zezinho e chutou forte, vencendo a meta de Didié.

A virada aconteceu aos 38 minutos, quando num ataque coordenado a bola chegou par Mota que finalizou com categoria, deixando os visitantes em vantagem.

No segundo tempo, o Inter de Natal seguiu se impondo até aos 14 minutos, aumentar o placar, por intermédio de Gilvandro. O golpe de misericórdia veio aos 31 minutos. O zagueiro Kelé entrou forte em Gilvan, dentro da área. Pênalti, que o próprio Gilvan cobrou com categoria, transformando a vitória em goleada. Aos 42 minutos, Maçarocaperdeu a cabeça” e tentou atingir Gilvan com um pontapé. O árbitro não titubeou e expulsou o meia do Brejuí, terminando a partida com um jogador a menos. 

 Brejuí: Didié; Zezinho e Kelé (Doca); Chaguinha, Zé Carvalho e Maçaroca; Helio, Toinho, Piloto, Moisés e Dinorah. Técnico: Seu Binoca.

Inter de Natal: Zé Silva; Dico e Cuica; Ney (Wallace), Djalma e Luzan; Mota, Aurino, Gilvan, Gilvandro e Béu. Técnico: Chagas de Souza.

Brejuí vence e fica com a taça

A 3ª e última peleja aconteceu, na tarde de domingo, do dia 14 de dezembro de 1952, o Brejuí Esporte Clube bateu o Sport Club Internacional de Natal, por 3 a 1, em Currais Novos, ficando em posse do “Troféu Desembargador Tomaz Salustino“. O árbitro da partida foi o Dr. José Bezerra.

O Brejuí abriu o placar aos 10 minutos, por intermédio de Gilvan. Aos 20 minutos, Gena ampliou para os donos da casa. Porém, aos 35 minutos, Mota diminuiu o placar, colocando mais emoção para a etapa complementar.

No segundo tempo, o jogo foi equilibrado, mas após uma jogada infeliz de Luzan, Gena arrancou em velocidade e fuzilou o arqueiro Edson, dando números finais a peleja!

Brejuí: Didié; Kelé e Cuica; Doca, Zé Carvalho e Dico; Moisés, Gena, Tico, Gilvan e Pernambuco (Toinho). Técnico: Seu Binoca.

Inter de Natal: Edson; Djalma e Joca; Valdetário, Josebias e Luzan; Mota, Bira, Abel, Dedé e Béu. Técnico: Chagas de Souza.

Em 1957, Inauguração do Estádio Municipal

A partida entre o ABC de Natal (RN) e o Sport Club do Recife (PE), marcou a inauguração do Estádio Municipal, em Currais Novos. A partida aconteceu, às 16 horas, no Domingo, do dia 06 de Janeiro de 1957.

Graças ao arrojo e boa vontade do Dr. Silvio Salustino foi construído o estádio. No final, numa partida de oito gols, o Sport do Recife venceu o ABC, pelo placar de 5 a 3, ficando com a Taça Mina Brejuí, ofertada pela Mineração Tomaz Salustino S.A. A partida gerou uma renda de 56.030 cruzeiros. Na preliminar, o Currais Novos Esporte Clube goleou por 5 a 0, o Caicó.  

O Brejuí Esporte Clube se sagrou Bicampeão do Campeonato Citadino de Currais Novos, em 1956 e 1957.

Declínio acontece na década de 60

Depois que Dr. Tomaz morreu, em 30 de Junho de 1963, aos 83 anos, o Brejuí começou a cair de produção, o time continuou forte, porém sem o brilho de antes. Didier e Kelé foram efetivados como funcionários da Mineração Tomaz Salustino S/A, detentora da Mina Brejuí.

Didier deixou o futebol no começo dos anos 70, foi motorista da empresa, montou um Bar lá mesmo na Mina Brejuí e deixou a Mineração na década de 80. Em Currais Novos, instalou um Mercadinho em sua residência e continuou como motorista, desta feita a serviço dos Postos Toscano, de Siderley Meneses até 2003.

No entanto, apesar de ter perdido a força, o Brejuí Esporte Clube seguiu nas décadas seguintes participando do Campeonato Citadino de Currais Novos, sempre entre os grandes favoritos ao título.

Brejuí venceu o América de Natal

Na segunda-feira, do dia 06 de Setembro de 1971, o Brejuí venceu, em amistoso, o América de Natal, por 1 a 0, em Currais Novos. A partida, que fez parte dos festejos pelo ‘dia do mineiro’, foi realizado na própria Mina Brejuí, uma promoção da Mineração Tomaz Salustino.

Quem foi o Sr. Tomaz Salustino?

O Sr. Tomaz Salustino Gomes de Melo, nasceu no sítio Alívio, no município de Acari (RN), no dia 06 de Setembro de 1880. Representou os municípios de Currais Novos e Florânia, em três legislaturas, além de ter sido deputado estadual na Constituinte de 1915, que reformou a Constituição Estadual do Rio Grande do Norte.

Primeiro Juiz de Direito designado para a comarca de Currais Novos, nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça do RN em 1940. Exerceu o cargo de Vice-Governador do Rio Grande do Norte, em 1947.

Tomaz Salustino foi um dos maiores realizadores de sua época no Rio Grande do Norte e do Nordeste, um verdadeiro visionário. Foi o responsável pela construção nas comunicações Campo de Pouso em 1946, e um outro campo de pouso  em 1954.

Sem falar na Rádio Brejuí Ltda., Teatro Desembargador Tomaz Salustino, Tungstênio Hotel erguido em 1953, Agência Banco do Brasil S/A, Capela de Santa Tereza, Grupo Escolar Manoel Salustino, Posto de Puericultura, todos na década de 50. Faleceu, no dia 30 de junho de 1963, em Natal.

Algumas formações:

Time base de 1949: Moacir (Gegê); Nicolau e Tinteiro; Maçaroca (Carvalho), Doca (Zé Lindolfo) e Garimpeiro (Eugênio); Geraldo (Mel), Jaime (Cazuza), Gena (Manequim), Fantasma e Xixico.

Time base de 1950: Moacir; Binoca e Cenema; Carvalho, Doca e Maçaroca; Dedé, Toinho, Piloto, Chaguinha e Ranulfo.

Time base de 1951: Gordo (Caruá); Binoca e Maçaroca; Chaguinha, Zé Carvalho e Doca; Moisés, Petit (Toinho), Sida (Americano), Piloto e Luiz (Solon).

Time base de 1952: Didié (Etinha); Kelé (Binoca) e Maçaroca; Chico (Gazeta), Carvalho e Doca (Gena); Tavuga (Toinho), Chaguinha (Raimundo Cruz), 58 (Solon), Moisés (Baiano) e Bidorá (Tico).

Colaborou: Adeilton Alves

Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello

FONTES: A Cigarra (SP) -Site Mina Brejuí -Ricardo Morais Zip.Net – Blog Escrete de Ouro (Currais Novos/RN) – Luiz Sátiro de Matos – Diário de Natal (RN) – A Ordem (RN)

Centro Esportivo Açuense – Município de Assu (RN): Fundado na década 40

O Centro Esportivo Açuense foi uma agremiação do Município de Assu (RN). O rubro-negro assuense ou CEA foi Fundado na década 40, pelo prefeito da época de Assu, Sr. Arcelino Costa Leitão (que depois foi presidente do Fortaleza-CE).

Durante a sua existência há registros de jogos contra grandes do futebol nordestino: ABC de Natal (três jogos), América de Natal (dois jogos), Fortaleza-CE, Caicó Esporte Clube e Cruzeiro de Macaíba (um encontro).

Inauguração do 1º Estádio de Assu, e goleada em cima do Caicó E.C.

O Estádio Senador João Câmara, no município de Assu, foi inaugurado na tarde de sábado, às 16 horas, do dia 19 de Novembro de 1949. A partida entre Centro Esportivo Açuense e Caicó Esporte Clube, da cidade de Caicó, marcou a estreia do campo.

Com uma Renda de 10 mil cruzeiros, o Açuense goleou o Caicó pelo placar de 5 a 0. Uma curiosidade sobre a peleja, é que a partida foi transmitida para Assu, pela rede de auto-falantes da amplificadora “Voz do Município“.

Açuense enfrentou o ABC, em Natal

Na tarde de domingo, do dia 13 de Agosto de 1950, o ABC bateu o Açuense por 4 a 2, no Estádio Juvenal Lamartine, na Avenida Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal.

Os ingressos foram vendidos a 15 cruzeiros (arquibancada) e 10 cruzeiros (populares) e três cruzeiros (Geral). O atacante Jorginho abriu o placar para o ABC aos 14 minutos. Lino empatou para os assuenses aos 24 minutos. Porém, Paulo Isidro voltou a colocar o alvinegro em vantagem aos 42 minutos do 1º tempo.

Na etapa final, Paulo Isidro ampliou logo aos 2 minutos e Albano transformou em goleada aos 15 minutos. O atacante Valdir diminuiu aos 30 minutos, dando números finais ao jogo.

ABC de Natal          4          x          2          AÇUENSE

LOCALEstádio Juvenal Lamartine, na Av. Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal
CARÁTERAmistoso estadual
DATADomingo, do dia 13 de Agosto de 1950
RENDA6.546 cruzeiros
ÁBITROJoão Bezerra Lira
AUXLIARESSilva e Argemiro Bertino
ABC Zome; Toré e Paulo; Romão, Gonzaga e Dico; Pageu (Caveirinha e depois Zé Domingos), Jorginho, Gonçalves, Albano e Paulo Isidro.
AÇUENSEManinho; Dedito e Regalado (Baiano); Carmelito, Edson e Melado; Lino (Mundoca), João de “Seu Né”, Cachorrinho (Neném), Mundoca (Cachorrinho) e Valdir.
GOLSJorginho aos 14 minutos (ABC); Lino aos 24 minutos (Açuense); Paulo Isidro aos 42 minutos (ABC); no 1º tempo. Paulo Isidro aos dois minutos (ABC); Albano aos 15 minutos (ABC); Valdir aos 30 minutos (Açuense), no 2º tempo.

Amistoso em Assu, diante do ABC de Natal

No domingo, do dia 14 de Janeiro de 1951, O Açuense foi derrotado pelo ABC de Natal por 2 a 0, no Estádio Senador João Câmara, em Assu. Os gols saíram no segundo tempo. Paraíba de pênalti, abriu o placar para os visitantes aos 32 minutos. Depois, novamente Paraíba aproveitando um cruzamento da direita marcou de cabeça, o último gol do jogo. Claudionor Pacheco, o Nono foi o árbitro.

Excursão à Natal para enfrentar América e ABC

Na noite de sábado, do dia 26 de Maio de 1951, o ABC recebeu e venceu o Açuense por 3 a 0, no Estádio Juvenal Lamartine, na Avenida Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal. Os gols foram de Jorginho aos 6 minutos no primeiro tempo; de novo, Jorginho aos 7 minutos e Tidão aos 27 minutos do segundo tempo.

ABC de Natal          3          x          0          AÇUENSE

LOCALEstádio Juvenal Lamartine, na Av. Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal
CARÁTERAmistoso estadual
DATASábado, do dia 26 de Maio de 1951
RENDANão divulgado
ÁBITROFrancisco Lamas
AUXLIARESEdval Cavalcanti e Geraldo Cabral
ABC Ribamar; Dico e Romão; Arlindo, Toré e Gonzaga; Albano (Cachorinho), Jorginho, Tidão (Gonçalves), Tico (Albano) e Paulo Isidro.
AÇUENSEJairo; Mimi e Saraiva; Zezinho, Edson (Piolho) e Zé de Zezinho (Edson); Mundoca (Lino), João de “Seu Né”, Juarez, Piolho (Zé de Zezinho) e Valdir.
GOLSJorginho aos seis minutos (ABC); no 1º tempo. Jorginho aos sete minutos (ABC); Tidão aos 27 minutos (ABC), no 2º tempo.

Na noite de segunda-feira, do dia 28 de Maio de 1951, o América venceu o Açuense por 3 a 1, no Estádio Juvenal Lamartine, na Avenida Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal.

No 1º tempo, Franklin, de cabeça, deixou o Mecão em vantagem aos 30 minutos. Na etapa final, Pernambuco ampliou aos 9 minutos. Dois minutos depois, Melado diminuiu para Açuense. Mas aos 15 minutos,  Franklin deu números finais a peleja.

América de Natal   3          x          1          AÇUENSE

LOCALEstádio Juvenal Lamartine, na Av. Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, em Natal
CARÁTERAmistoso estadual
DATASegunda-feira, do dia 28 de Maio de 1951
RENDANão divulgado
ÁBITROEugenio Silva
América Gerim; Artemio e Barbosa; Ozi, Pretinha e Ernani; Gilvan, Diebe, Franklin, Pernambuco (Tido) e Gilvandro.
AÇUENSEJairo; Mimi e Saraiva; Zé de Zezinho, Edson (Carlos) e Dedito; Bira (Mundoca e depois Lino), Melado (Seu Né), Juarez, Piolho e Valdir.
GOLSFranklin aos 30 minutos (América); no 1º tempo. Pernambuco aos 9 minutos (América); Melado aos 11 minutos (Açuense); Franklin aos 15 minutos (América), no 2º tempo.  

Após a excursão, o ABC de Natal acabou contratando o atacante Juarez, enquanto o Santa Cruz, também da capital potiguar contratou o goleiro Jairo, ambos do Açuense.

Açuense bate o América de Natal

Na tarde de domingo, do dia 09 de Setembro de 1951, o Açuense recebeu o América de Natal, e devolveu o placar, vencendo por 3 a 1, no Estádio Senador João Câmara, no município de Assu.

Em jogo de seis gols, Açuense e Fortaleza (CE) empatam

Uma das partidas mais sensacionais aconteceu no domingo, 16 de novembro de 1952, quando o Açuense empatou em 3 a 3 com o Fortaleza, o famoso tricolor da capital cearense. O embate ocorreu no Estádio Senador João Câmara, assim denominado em homenagem ao político norte norte-rio-grandense morto quatro anos antes.

Certamente o jogo do CEA com o Leão do Pici teve o endosso do paraibano radicado em Assu, Arcelino Costa Leitão, que, na época, chegou a presidente do clube da capital do Ceará, e, nos anos 60, prefeito no município açuense.

O jogo foi noticiado, sem mais detalhes (exceto placar, data e local) no jornal diário vespertino católico A Ordem, na página 3, edição da segunda-feira. Em meio ao informe do ‘Domingo esportivo – Os jogos disputados no Brasil’.

Inauguração do Estádio Dr. José Jorge Maciel, em Macaíba

O Açuense fez parte dos festejos da inauguração do Estádio do Cruzeiro Futebol Clube, da cidade de Macaíba (RN). Após ter sido derrotado duas vezes pelo rubro-negro assuense, a diretoria do Cruzeiro escolheu o adversário para inaugurar no domingo, do dia 6 de dezembro de 1953, às 15h30min.,e tentar uma revanche. Infelizmente, o resultado não foi noticiado.

Curiosidades: Décadas depois, o Estádio Senador João Câmara foi demolido para assentar a antiga CIBRAZEN, atual CONAB. No local, além de casas residências, foram erguidas lojas comerciais. Outro aspecto interessante é que o Estádio Senador João Câmara foi o 1º campo de futebol em Assu.

Colaborou: Adeilton Alves

FONTES: Blog Tatutom Sports – A Ordem (RN) – Diário de Natal (RN) – Blog Assu na Ponta da Língua – Jornal da Grande Natal