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Andarahy Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): escudo e reportagem com lindas fotos de 1930

O Andarahy Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado numa terça-feira, do dia 09 de Novembro de 1909, tinha a sua Sede e o campo localizados na Rua Prefeito Serzedello Correa (atual Rua Barão de São Francisco), que em 1960 foi vendido ao América e nos anos 90 foi trocado para a construção do Estádio Giulitte Coutinho, no Distrito de Edson Passos, em Mesquita. Atualmente, o campo do Andarahy é o shopping Boulevard (antigo: Iguatemi), no bairro do Andaraí, na Zona Norte do Rio.

De suas fileiras suburbanas saíram alguns jogadores de valor para o futebol do Rio antigo. E, entre outras coisas, se conta a história de um sapo enterrado no campo do Vasco, por uma figura “folclórica” do clube Arubinha. Esse sapo foi vingança da gente do Andarahy, depois de um revés em 1937,  no 2º Turno, para o Vasco, por 12 a 0.

Quadras de Basquete e voleibol

Nessa temporada o Andarahy foi o último colocado no Campeonato da Liga de Futebol do Rio de Janeiro, ano da pacificação nacional. Seria também o último campeonato em que o velho Andarahy tomaria parte na Divisão Maior do futebol carioca.

Curioso que de um modo geral, na era das cisões, o Andarahy esteve sempre junto com o Vasco, na mesma Liga. Mas, o fato é que depois dessa “praga”, o Vasco somente seria campeão carioca depois de um longo jejum, em 1945.

O Andarahy iniciou sua participação em Campeonatos da cidade do Rio de Janeiro, em 1916 na então Liga Metropolitana de Sports Athléticos. Nessa temporada o América foi campeão carioca e o clube do subúrbio ficou colocado em penúltimo lugar, com 10 pontos ganhos e 14 pontos perdidos.

Quadra de Tênis

Mas, conseguiu a façanha de derrotar o campeão por 1 a 0, no returno, assim como venceu o Botafogo por 3 a 2, e o Fluminense por 2 a 1. O Andarahy jamais conseguiu derrotar o Vasco da Gama na sua passagem pelo futebol carioca em campeonatos oficiais.

Foi um clube carioca de grandes campanhas, ganhou o Torneio Início do Campeonato Carioca de 1924 foi vice-campeão carioca em 1921 e 1934, e 3º colocado no Campeonato Carioca em 1924, e 1933. Com a união da FCF e da FMD em 1937, o clube deixa o Campeonato Carioca para sempre.

Estádio Prefeito Serzedello Correa

Abaixo uma reportagem na íntegra do jornal Excelsior, em 1930:   

O Andarahy Athletico Club é uma das nossas instituições desportivas brilhantes tradições. Sua actuação no meio esportivo carioca tem sido efficiente, cooperando sempre pelo maior desenvolvimento da nossa cultura physica.

Excelsior”, que, há muito, vem se interessando pela vida dos esportes entre nós, occupa-se hoje o Andarahy A.C., dedicando-lhe nada menos de quatro páginas, todas illustradas com photographias colhidas na sede do referido club. Na primeira destas páginas encontra-se a actual diretoria do Andarahy, na segunda, o seu primeiro team; na terceira, varios aspectos colhidos na sua sede, quando estivemos, há dias, alli; e na quarta, ou melhor, nesta página, alguns trophéus conquistados brilhantemente, em encontros com outros clubs desta capital.

Pelo avultado número de taças e bronzes ganhos nobremente pelo Andarahy, o leitor avaliará por si o valor desportivo dessa instituição que é, sem exaggero da nossa parte, uma das mais valorosas que possuímos.

Reconhecendo-o é que aqui prestamos esta homenagem, aliás espontânea e desinteressada, como vimos fazendo com os demais clubs, cuja vida tem sido tratada por nós, que, como já dissemos, muito nos interessamos pela prosperidade da nossa cultura physica, através de todos os esportes.

O Andarahy, possuindo um bom campo de foot-ball e locaes apropriados para apropriados para a pratica de outros gêneros esportivos, está destinado a ter cada dia maior actuação nos nossos meios que cultivam o esporte.

Tendo tomado parte em pugnas memoraveis, das quaes tantas vezes sahira triumphante, o Andarahy impoz-se definitivamente no conceito público, tornando-se um dos clubs que desfructam de maiores sympathias populares.

Diretoria de 1930

Para demonstração da sua prosperidade, o Andarahy está actualmente dotando o seu campo de uma excellente archibancada, de onde o público possa assistir com conforto os jogos que, de futuro próximo, se realizarem alli.

Emfim, é uma das nossas mais bem constituídas organizações desportivas, razão pela qual sempre se impôz no conceito e na admiração de quantos, como nós, se interessam pelo esporte no Brasil“.

FONTE & FOTOS: Jornal Excelsior          

Estádio Doutor Hercílio Luz – 99 anos

por Fernando Alécio
Diretor de Memória e Cultura do C. N. Marcílio Dias

A casa do Clube Náutico Marcílio Dias foi inaugurada em 2 de outubro de 1921. O nome rende homenagem ao governador que sancionou a Lei 1.352/21, cedendo a área ao clube enquanto o Marcílio Dias existir. É o mais antigo estádio de futebol em uso no futebol profissional de Santa Catarina.

Vista aérea do Estádio Doutor Hercílio Luz. Foto: Flávio Roberto/CNMD
Vista aérea do Estádio Doutor Hercílio Luz. Foto: Flávio Roberto/CNMD

De acordo com o livro História do Clube Náutico Marcílio Dias — O Livro do Centenário, o terreno onde se localiza o estádio, situado no centro de Itajaí, era ocupado pelo Marcílio Dias desde 1919, sendo necessários pesados investimentos por parte do clube para transformar o local numa praça esportiva, uma vez que se tratava de terreno alagadiço.

“Estão bem adiantados os serviços de alinhamento do campo de Foot-Ball do C. N. Marcilio Dias sito à Avenida Sete de Setembro”, noticiou o jornal A União em julho de 1919. Em 1920, foram plantados 44 eucaliptos em torno do campo para drenar o solo pantanoso. Cada uma dessas árvores recebeu simbolicamente o nome de diretores e sócios marcilistas.

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Partiu dos deputados Carlos Moreira de Abreu e Abelardo Luz a proposição de um projeto de lei para que a área fosse cedida ao Marcílio Dias, tendo em vista as melhorias que o clube estava promovendo no local. A proposta foi aprovada pelo Congresso Representativo (atual Assembleia Legislativa) de Santa Catarina e transformada na Lei nº 1.352/21, sancionada pelo governador Hercílio Pedro da Luz em 10 de setembro de 1921.

Inauguração

Menos de um mês após a lei ser sancionada, foi inaugurada a “Praça de Desportos Dr. Hercílio Luz”. Durante o dia 2 de outubro de 1921, uma série de atividades marcaram a inauguração não só do campo de futebol, mas também de uma quadra de basquete e pista de atletismo. A quadra de tênis já havia sido inaugurada em maio daquele ano.

Foto aérea de Itajaí no final da década de 1920, onde se vê o campo rodeado de árvores. Acervo FGML
Foto aérea de Itajaí no final da década de 1920, onde se vê o campo rodeado de árvores. Acervo FGML

A festa começou pela manhã com o plantio de 23 árvores de cedro. Após belo discurso, Victor Konder (que seria Ministro da Viação e Obras Públicas entre 1926 e 1930 no governo de Washington Luís) declarou inaugurada a praça esportiva. No início da tarde, o público acompanhou com curiosidade a primeira partida de xadrez com figuras vivas realizada no Brasil.

Aspecto do estádio em 1938. Acervo FGML
Aspecto do estádio em 1938. Acervo FGML

Outra novidade foram as provas de atletismo. Pela primeira vez os itajaienses viram competições de lançamento de peso, salto em altura, corrida de barreiras, salto em distância, lançamento de disco, salto em altura com vara, corrida rasa de 400 metros, lançamento de dardo e corrida rasa de 100 metros. O evento de inauguração da praça esportiva ficou conhecido como Festa da Primavera.

Reformas e ampliações

Os esforços dos marcilistas na década de 1940 se concentraram na reforma do estádio. O terreno foi murado, o campo remodelado e construído um portal na entrada da Avenida Sete de Setembro. O futebol ficou três anos inativo, retornando após a reinauguração do gramado em 1949. Até o conde Giuseppe Martinelli, que ergueu o famoso Edifício Martinelli na cidade de São Paulo, contribuiu financeiramente com as obras ao passar por Itajaí em 1943.

Imagens das obras na década de 1940. Acervo FGML
Imagens das obras da reforma na década de 1940. Acervo FGML

Entre as décadas de 1960 e 1970, o Estádio Doutor Hercílio Luz chegou a ser considerado como um dos melhores estádios de Santa Catarina. Os alambrados começaram a ser construídos no dia 12 de novembro de 1959. Na ocasião estiveram presentes no ato da colocação do primeiro poste cerca de 200 pessoas, que comemoraram com fogos de artifício.

Arquibancada coberta em obras, provavelmente 1960. Acervo FGML
Arquibancada coberta em obras, provavelmente 1960. Acervo FGML

Ainda em 1959 foi iniciada a construção da arquibancada coberta, obra concluída por volta de 1961. Para financiar parte das obras, o clube vendeu em 1956 o terreno onde estavam as quadras de tênis, aos fundos do estádio, onde atualmente se encontra um edifício na Avenida Marcos Konder. A arquibancada recebeu o nome “Mascarenhas Passos”, numa justa homenagem ao primeiro presidente do clube.

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Outra imagem da arquibancada coberta ainda em construção. Acervo FGML

O primeiro jogo noturno no estádio ocorreu em 17 de junho de 1964, quando foi inaugurado o sistema de iluminação, com refletores dispostos em quatro torres. O jogo de inauguração dos refletores foi um amistoso vencido pelo Marcílio Dias contra o Coritiba, por 1 a 0, gol do atacante Aquiles.

Teste dos refletores, 1964. Acervo FGML
Teste dos refletores, 1964. Acervo FGML

Na década de 1970 percebeu-se a necessidade de ampliar a capacidade do estádio, motivando a construção da arquibancada descoberta, o popular “esquenta galho”, erguido entre 1979 e 1981. Finalmente, em 1990 foi construído o lance de arquibancada localizado atrás de um dos gols, dando ao Estádio Doutor Hercílio Luz o aspecto que conserva até os dias atuais.

Estádio Doutor Hercílio Luz na década de 1990. Acervo FGML
Estádio Doutor Hercílio Luz na década de 1990. Acervo FGML

Atualidade

Entre 2017 e 2020, o estádio passou por uma série de melhorias, como troca de gramado, reforço na iluminação, pintura, novos bancos de reserva, nova academia e novo departamento médico e de fisiologia, reforma dos vestiários e implantação de sistema de drenagem, instalação de placar eletrônico, entre outras obras de modernização.

Também foi reforçada a identidade do estádio como casa do Marcílio Dias, com a construção do escudo do clube em concreto e a realocação do busto do Imperial Marinheiro atrás do gol da Avenida Marcos Konder. De acordo com o Cadastro Nacional de Estádios de Futebol, publicado pela CBF em 2016, a capacidade atual do Estádio Doutor Hercílio Luz é de 6.010 pessoas.

FONTE

Artigo originalmente publicado em Clube Náutico Marcílio Dias – Diretoria de Memória e Cultura.

Há 80 anos o Estádio do Esporte Clube Mogiana era inaugurado – Campinas (SP)

O Esporte Clube Mogiana foi uma agremiação da cidade de Campinas (SP). A sua Sede social ficava na Rua Engenheiro Cândido Gomide, nº 248, no Jardim Guanabara. O seu Estádio Centro Recreativo e Esportivo de Campinas Dr. Horácio Antônio da Costa, ou simplesmente “Cerecamp”, ou Estádio da Mogiana, estava situado na mesma rua, só que no número 196.

Fundado na quarta-feira, do dia 07 de Junho de 1933, em um tempo de uma Campinas transitando do rural para o moderno, tempos de bondes e de trens, que muito contribuíram para o desenvolvimento da cidade. As suas cores: vermelho, amarelo e azul.

O Esporte Clube Mogiana surgiu do ideário de um grupo de trabalhadores da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, como forma de lazer, como o divertimento dominical. O EC Mogiana jogou o Campeonato Paulista da Divisão Intermediária seis vezes: de 1947, 1948, 1949, 1950 e depois em 1958 e 1959.

Estádio completa oito décadas de muitas histórias

Em meio às comemorações dos 246 anos de fundação de Campinas, na última terça-feira, o Estádio do Esporte Clube Mogiana, atualmente chamado de “Cerecamp”, completou 80 anos!

O Centro Recreativo e Esportivo de Campinas Dr. Horácio Antônio da Costa, o Estádio Cerecamp, ou popularmente como Estádio da Mogiana, com capacidade para 4 mil pessoas.

O estádio está localizado na Rua Engenheiro Cândido Gomide, nº 196, no bairro Jardim Guanabara, na região central da cidade de Campinas(SP). Atualmente, o local é de propriedade do Governo do Estado de São Paulo.

O 1º jogo no Horácio Antônio da Costa, ainda em construção e com campo de terra batida foi na sexta-feira, do dia 21 de Abril de 1939, com vitória sobre o Esporte Clube Valinhense por 3 a 0, sendo Nehim o autor do 1º gol ferroviário no estádio.

Concluído na segunda-feira, do dia 17 de junho de 1940, na época era o principal estádio de futebol do interior, só perdendo no Brasil em termos de qualidade e arquitetura para o recém inaugurado Pacaembu em São Paulo, e também para o estádio de São Januário no Rio de Janeiro.

A 1ª partida foi disputada no domingo, do dia 14 de Julho de 1940, num jogo amistoso entre Esporte Clube Mogiana e Uberaba Sport Club (MG).  Jabá foi o autor do 1º gol oficial do Mogiana no belíssimo estádio, o mais importante e completo do interior do Brasil na época.

O estádio foi construído para abrigar um clube de futebol que pontificou por pouco tempo, mas que se transformou em símbolo da cidade. Horácio Antônio da Costa foi um dos diretores do clube e um ser empenhado em sua construção.

Foi apelidado de Mogiana por ficar ao lado da antiga estação de trens Guanabara da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, e ter sido sede do antigo time de futebol da associação esportiva dos ferroviários daquela empresa, o Esporte Clube Mogiana.

Com o tempo, tornou-se o 3º clube de futebol de Campinas e a companhia decidiu construir um estádio como forma de abrigar seus jogadores talentosos, que chamaram a atenção da esportividade paulista. Trilhou nas competições oficiais, colheu frutos, mas desapareceu em meio a fúria pela destruição da ferrovia, como forma de benefício ao sistema de transporte a diesel.

Desfilaram pelo Horário Antônio da Costa, renomados clubes de futebol do Brasil e até do exterior: Guarani Futebol Clube (SP), Associação Atlética Ponte Preta (SP), Botafogo Futebol e Regatas (RJ), Clube de Regatas Flamengo (RJ), Fluminense Football Club (RJ), São Paulo Futebol Clube (SP), Sport Club Corinthians Paulista (SP), Sociedade Esportiva Palmeiras (SP), Santos Futebol Clube (SP), Associação Portuguesa de Desportos (SP), Clube Atlético Ypiranga (SP), Club Sol de América e Libertad, ambos de Assunção, no Paraguai, entre outros.

As atividades com o futebol perduraram até na terça-feira, do dia 04 de Novembro de 1969, quando o Mogiana foi derrotado pelo Pátria Futebol Clube, pelo placar de 2 a 1. O último gol ferroviário no estádio foi assinalado por Crispim, em cobrança de penalidade.

A extinção aconteceu na terça-feira, do dia 08 de Junho de 1971. Já o seu estádio permanece até hoje. Durante muito tempo ele ficou abandonado, à mercê de vândalos, que destruíram grande parte das suas dependências.

Como curiosidade, vale ressaltar que todos os seis clubes profissionais que existem ou já existiram na cidade de Campinas jogaram no Estádio Horácio Antônio da Costa: Esporte Clube Mogiana, Guarani Futebol Clube, Associação Atlética Ponte Preta, Esporte Clube Gazeta, Campinas Futebol Clube e Red Bull Brasil.

Graças ao trabalho realizado desde 1998 pelo até então Campinas Futebol Clube, o estádio foi reformado e recuperado em 2003, sendo preservado o patrimônio histórico da cidade e do estado. O Campinas Futebol Clube mandou seus jogos no estádio até o ano de 2009, sendo que no ano de 2010, com problemas financeiros, a equipe acabou se transferindo para o município de Barueri.

Luta pela preservação do Estádio Mogiana

Na última terça-feira, uma celebração marcante, à sombra do aniversário de Campinas, porque há anos um grupo de pessoas abnegadas e vinculadas ao esporte luta com dificuldades e muito empenho pela preservação de sua memória e estrutura física.

Hoje, o Estádio do Mogiana é mais que um símbolo debilitado e abandonado, é um patrimônio de Campinas e do Estado de São Paulo, desde o ano passado, quando foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat).

Seu tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) é fundamental para que se torne, definitivamente, patrimônio da cidade. Lutar pelo Mogiana, pela manutenção de seu estádio, que já foi considerado o melhor e mais aconchegante do estado, é fazer com que não desapareça da memória nacional um histórico rico em conquistas e realizações!

FONTES e FOTOS: Wikipédia – Correio Popular (Campinas-SP) – Página no Facebook “Salvem Mogiana”Celso Franco

FOTOS Colorizadas: Sérgio Mello

Bandeirante Futebol Clube campeão Gonçalense de 1972

O Bandeirante Futebol Clube é uma agremiação da cidade de São Gonçalo (RJ). A sua Sede social ficava na Rua Joaquim Laranjeiras, s/n (do lado do nº 845), Bairro Alcântara, em São Gonçalo.

FOTO de 2011 – Sede Rua Joaquim Laranjeiras, no Bairro Alcântara, em São Gonçalo.

Já a sua Praça de Esportes (ainda existe), está localizado na Rua Luís Motta, s/n (próximo ao nº 635), no Bairro da Amendoeira, em São Gonçalo. O “Alvianil do bairro da Amendoeira” foi Fundado em Janeiro de 1940.

Foto posada do time Campeão Gonçalense de 1972

Presidente Mário Vasconcelos conta um pouco da história

Contando com a preciosa ajuda do ex-jogador do Bandeirante, Paulo Roberto de Castro, conseguimos entrevistar o presidente do clube, Sr. Mário Vasconcelos. Ele relembrou que a ideia de fundar um clube foi do irmão, Ernesto Vasconcelos. A reunião aconteceu no armazém do Ernesto, que ficava localizado em Lagoinha. Numa casa onde hoje tem um Consultório médico próximo as freiras.

Um fato curioso foi a origem do nome. Segundo, Mário Vasconcelos o nome e as cores (azul e branco) foi inspirado num clube Alvianil de São Paulo, chamado Bandeirantes.     

Foto de 1971

1º Campo

Primeiro campo foi entre a linha do trem e a estrada, onde hoje está edificado o colégio de Décio. Depois mudou para um terreno onde é a fornecedora Carvi e demais casas ao lado, na Estrada Raul Veiga, no Bairro Amendoeira. Dali saiu para o campo para o terreno onde hoje e a garagem do ABC, na Rua Francisco Neto, 136, na Raul Veiga. Por último o prefeito lavora cedeu o terreno onde hoje e o campo atual.

Ao longo das décadas, Mário Vasconcelos revelou que os momentos mais marcantes eram os jogos contra a Eletroquímica. Também os jogos contra o Pachecos que normalmente acabavam em brigas.

Carteirinha do Presidente Mario Vasconcelos

Na memória, a base de 1972, reuniu a nata de jogadores revelados pelo Bandeirantes, como Deir, seu irmão, Toninho centroavante, entre outras feras. Nesse período, o Bandeirante chegou a ficar 80 jogos invictos.

Bandeirante campeão invicto de 1972

O Campeonato Gonçalense de 1972, aconteceu a lá Raimundo Nonato: “Vapt vupt”. Geralmente, a Liga Gonçalense de Desportos atrasava o início da competição e naquele ano não foi diferente. Já no mês de dezembro e com um planejamento do Campeonato Gonçalense de 1973, com 14 clubes, a entidade comandada pelo Sr. Antônio Di Batista decidiu realizar a competição de 1972 com apenas três rodadas e com quatro clubes inscritos:

Bandeirante Futebol Clube (Alvianil);

Cordeiros Futebol Clube (Alvinegro);

Nazaré Futebol Clube (Alviceleste);

Pachecos Futebol Clube (Alvirrubro).

Vestiário do campo da Rua Luís Motta, no Bairro da Amendoeira, em São Gonçalo

A fórmula de disputa simples: as três rodadas, aos domingos, seriam realizados no campo do Cordeiros Futebol Clube, no bairro de Santa Isabel, com um jogo servindo de preliminar do outro. No entanto, o desfecho teve, em todas as rodadas, um dos jogos terminando em WO! Na 1ª rodada o Cordeiros estava desfalcado, e teve que entregar os pontos para o Bandeirante.

Nas rodadas seguintes o Nazaré nem apareceu (talvez atordoado pela surra por 4 a 0 sofrida para o Pachecos na rodada inaugural) e outra vez o Bandeirante venceu mais.

Campo nos dias atuais, já viveu dias melhores

Na última rodada, o Bandeirante finalmente jogou e venceu o Pachecos por 2 a 0, conquistando, assim, o título inédito e invicto do Campeonato Gonçalense de 1972. Mesmo tendo realizado um jogo, o Bandeirante, que não tinha nada a ver com os problemas dos demais, fez a sua parte e ergueu a taça! O time jogou assim: Mário César; Paulinho, Fio, Tibingo e Jorginho; Roberto e Jorge; Landinho, Deir, Toninho e Ademir.   

DATASResultados – 1ª RodadaLOCALGOLS
10/12/72Pachecos FC4X0NazaréCordeirosDada (2), César e Alemão
10/12/72CordeirosXWOBandeirante FCCordeiros
DATASResultados – 2ª RodadaLOCALGOLS
17/12/72BandeiranteWOXNazaréCordeiros
17/12/72Pachecos FC0X2CordeirosCordeiros 
DATASResultados – 3ª RodadaLOCALGOLS
24/12/72Bandeirante2X0Pachecos FCCordeiros 
24/12/72NazaréXWOCordeirosCordeiros

Classificação Final do Campeonato Gonçalense de 1972

CLUBESPGJVEDGPGCSG
Bandeirante FC63300404
Cordeiros FC43201312
Pachecos FC23102449
Nazaré FC0300306-6

Time-base de 1971: Mário César (Jorge); Paulinho, Miquimba (Pernambuco), Fio (Pelé) e Tibingo; Jailton (Adélio) e Roberto (Noel); Landinho (Manuel), Deir, Oldair (Valdir) e Ronaldo (Alcir).

Time-base de 1972: Mário César; Miquimba, Paulinho, Fio e Tibingo; Jorginho e Roberto; Landinho, Deir, Oldair e Ademir.

Time-base de 1973: Mário César; Jorge (Paulinho), Miquimba, Fio (Cebinho) e Jorginho; Landinho e Oleir (Juarez); Pinduca, Deir, Toninho e Ademir.

PS: Quero agradecer pelo empenho e paciência do amigo Paulo Roberto de Castro que foi incansável na ajuda pelas informações do Bandeirante! Muito obrigado!

FONTES: Google Maps – O Fluminense – Acervos de Paulo Roberto de Castro (ex-jogador do clube) e do presidente do clube Mário Vasconcelos

FOTOS: Acervo de Paulo Roberto de Castro

Esporte Clube Jardim – Jardim (MS): Disputou o Estadual da 2ª Divisão de 2001

O Esporte Clube Jardim é uma agremiação do Município de Jardim, no estado de Mato Grosso do Sul. Com uma população de 24.484 habitantes (segundo o censo IBGE de 2011), a localidade está a 259 km da capital (Campo Grande). Jardim foi criado em 14 de maio de 1946 e emancipado em 11 de dezembro de 1953.

Por falar no ano em que Jardim surgiu, o clube também foi Fundado em 1946, por um grupo de amigos que, se tornaram sócios fundadores, naquela época. Dessa forma, se tornando o 1º clube social do município.

A ideia inicial, era promover eventos da alta sociedade e militares jardinenses. Com o adventos dos “Bailes”, o número de sócios foi crescendo. Com novas Diretorias formadas por homens de negócios que na época investiam em Jardim ou trabalhavam na CER-3.

Ocorreram bailes sociais de primeira linha, trajados de palito completo, assim como Baile de debutantes, formaturas e outros, da melhor qualidade, com bandas do Paraná e interior de São Paulo, que faziam das noites jardinenses, as melhores dos anos.

Os carnavais com blocos e belas fantasiadas, “regado” por ótimas bandas esquentavam as noites tradicionais naquela época, que hoje, infelizmente, não existem mais.

 Sua 1ª Sede está localizada na Avenida Duque de Caxias, nº 415, no Centro. Já sua Sede administrativa fica situado na Rua Graça Aranha, nº 68, no Bairro Cohab Aeroporto. A Sede atual fica na Rua Tenente Ary Rodrigues, nº 415, no bairro de 9º Becnst.

Time de 1978, que enfrentou o Vasco

Um momento que marcou a vida da agremiação, aconteceu no domingo, do dia 15 de Janeiro de 1978, quando o Esporte Clube Jardim derrotou o time juvenil do Clube de Regatas Vasco da Gama/ RJ, po 1 a 0, no Estádio Município Major Costa (Capacidade para 2.500 pessoas), em Jardim (MS). A renda deste jogo foi revertida para a Casa do Garoto local.

E.C. Jardim (1990)
Em pé (esquerda para a direita):
Totó, Toninho  Catuaba, Carlinhos Grubert, Argeu e Gilberto;
Agachados (esquerda para a direita):
Pelezinho, Mário Nelson, Lori, Esquerdinha, Ivan Bugre e Djalma.

Na esfera profissional, a primeira e única participação, aconteceu há 19 anos. O Esporte Clube Jardim disputou o Campeonato Sul-Mato-Grossense da Segunda Divisão de 2001, organizado pela Federação Matogrossense de Futebol (FMF).

O Estádio Município Major Costa (Capacidade para 2.500 pessoas), em Jardim (MS).

A competição contou com a participação de 12 equipes, divididos em três grupos de quatro:

GRUPO A  

Clube Atlético Iguatemi (Iguatemi);

Esporte Clube Águia Negra (Rio Brilhante);

Nova Andradina Futebol Clube (Nova Andradina);

Triângulo Esporte Clube (Nova Andradina).

GRUPO B  

Bonito Futebol Clube (Bonito);

Esporte Clube Jardim (Jardim);

Novo Horizonte (Três Lagoas);

Vila São Bento (Sidrolândia).

GRUPO B  

Coxim Atlético Clube (Coxim);

Esporte Clube Campo Grande (Campo Grande);

Liga Rio-Verdense (Rio Verde de Mato Grosso);

Rio Negro Futebol Clube (Rio Negro);

No final, o Águia Negra foi o grande campeão, enquanto o Coxim ficou com o vice-campeonato da Segundona.

FONTES: Acervo Fotográfico Ten. Cel. Jaime Ribeiro – Wikipédia – Página do clube no Facebook – Rsssf Brasil.

Colaboração: jornalista e pesquisador Felipe Feitosa

Inauguração do Estádio Alpheu Paim, em Santos(SP) – 1925

Em 16 de março de 1925 era inaugurado o Estádio Alpheu Paim, pertencente a ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA AMERICANA de Santos / SP. Com a ajuda financeira da Companhia Docas de Santos, resolveu erguer seu campo de futebol ao lado do Estádio Urbano Caldeira, mais precisamente na quadra situada entre as ruas José de Alencar, D.Pedro I, Pedro Álvares Cabral e Princesa Isabel (onde estão hoje, além de várias residências e prédios, os colégios Primo Ferreira e Azevedo Júnior. O local batizado como “Praça de Esportes Alpheu Paim”, exibia uma área total ainda maior do que a de seu vizinho famoso, contando com 180×150 metros. Muita gente considerou esta ocupação geográfica estratégica como uma espécie de provocação ao rival alvinegro, uma vez que a Associação Athlética Americana havia sido formada por membros dissidentes do Santos FC.
Independente das desavenças, o Alpheu Paim testemunhou grandes partidas durante sua inauguração, ocorrida solenemente no dia 16 de março de 1925, durante as comemorações relativas ao aniversário de 10 anos da agremiação.O estádio do Americana sobreviveu somente até o início dos anos 1950, quando foi vendido e loteado para a especulação imobiliária.
Em sua inauguração foi realizado um Festival Esportivo com os seguintes resultados:

Data: 16 de março de 1925
Local: Estádio Alpheu Paim, em Santos – SP

2º Quadros – AA Americana (Santos) 1×0 AA Portuguesa (Santos)
1º Quadros – AA Americana (Santos) 1×1 AA Portuguesa (Santos)
1º Quadros – Santos FC (Santos) 3×2 AA São Bento (São Paulo)

Fontes: A Tribuna de Santos e Blog Memória Santista