Arquivo da categoria: Fotos Históricas

Foto Rara de 1970: Madureira Atlético Clube (RJ)

O Madureira Atlético Clube, sob o comando de Jair da Rosa Pinto, disputou o Campeonato Carioca da 1ª Divisão, em 1970, onde terminou na 7ª colocação no geral, com 11 pontos, em 18 jogos; três vitórias, cinco empates e dez derrotas; marcando 13 gols, sofrendo 30 e um saldo negativo de 17.

Fazendo um Raio X do Madureira, no Estadual de 1970, os atacantes Luís Carlos Feijão e Alcino foram os artilheiros da equipe com cinco gols, cada. Outro atacante, Diogo assinalou três tentos.

O time só teve um atleta expulso: o lateral-direito Danilo que recebeu o vermelho contra o Vasco da Gama. No campeonato aconteceram nove gols contra, mas nenhum de responsabilidade de algum jogador do Madureira.

Um gol antológico: de goleiro para goleiro

Um curiosidade aconteceu na última rodada do Carioca – no sábado, do dia 18 de Setembro de 1970 – na derrota do Madureira para o Flamengo, por 2 a 0, no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador. Com uma Renda de Cr$ 5.745,00 e um pequeno público de 1.075 pagantes.

Com o gramado num estado ruim, somado a uma partida tecnicamente fraca, não parecia que algo incomum fosse ocorrer. Aos 39 minutos, do primeiro tempo, Rodrigues Neto penetrou pelo lado esquerdo e o zagueiro Leléu dividiu a jogada dentro da área. O árbitro José Mário Vinhas marcou pênalti. Zanata cobrou com firmeza para abrir o placar. E assim, terminou a etapa inicial, sem nenhum entusiasmo.

No 2º tempo, o jogo seguiu morno sem grandes emoções. No entanto, aos 26 minutos, o lateral Onça recuou a bola para o goleiro Ubirajara, que imediatamente deu um chutão para o atacante Nei. Contando com a ajuda do vento, viajou até dentro da área.

A bola quicou no campo duro e acabou encobrindo o goleiro Paulo Roberto! Assim, Ubirajara se tornou o 1º goleiro do Flamengo a marcar um gol em jogos oficiais.            

Na foto posada (acima) do Madureira, no Estádio Mario Filho, o Maracanã, a formação é a seguinte:

EM PÉ (esquerda para a direita): Ivan, Silva, Edmar, Paulo Roberto, Pitico e Leléu;

AGACHADOS (esquerda para a direita): Cléber, Luiz Carlos Feijão, Osni, Teles e Diogo.

Dos 18 jogos realizados, essa formação citada acima, jogou em sete oportunidades, sendo que em seis foram partidas no Maracanã. O 1º jogo com esses 11 jogadores, aconteceu na 8ª rodada do 1º Turno, na terça-feira, do dia 28 de Julho de 1970, na derrota para o Botafogo por 2 a 0, no Estádio de General Severiano.

Os demais jogos, foram realizados no Maracanã, válidos pelo returno:

1ª Rodada (23/08/70) – América 1 x 1 Madureira;

2ª Rodada (29/08/70) – Fluminense 5 x 1 Madureira;

3ª Rodada (05/09/70) – Vasco da Gama 2 x 0 Madureira;

4ª Rodada (09/09/70) – Botafogo 0 x 1 Madureira;

5ª Rodada (13/09/70) – Olaria 3 x 1 Madureira;

6ª Rodada (17/09/70) – Campo Grande 2 x 0 Madureira.


Alguns pitacos:

No Madura, Pitico, Osni e Luiz Carlos Feijão vieram do Santos e Diogo e Leléu, do futebol paulista. 

O lateral Ivan foi para o América, do Rio Grande do Norte, onde foi ídolo e considerado o melhor lateral da história da equipe rubra.

Em 1971, o treinador do Olaria, Jair da Rosa Pinto, levou para a Rua Bariri, Osni, Luiz Carlos Feijão e Leléu, que participaram da grande campanha naquele ano.

FOTO: Acervo de José Leôncio Carvalho

FONTES: Jornal dos Sports – Arquivo pessoal

Inédito!! Internacional Sport Club – Cabedelo (PB): Vice-campeão Paraibano de 1932

O Internacional Sport Club foi uma agremiação da cidade de Cabedelo (conta com uma população de 69.773 habitantes, segundo o IBGE/2021), que fica a 18 km da capital de João Pessoa, no estado da Paraíba. Foi Fundado no sábado, do dia 12 de Janeiro de 1924, na Vila de Cabedelo, que era um distrito de João Pessoa (ganhou status de município pela Lei Estadual 1.631, em 12 de dezembro de 1956).  

Foi um dos clubes que marcou época na história do futebol paraibano. Por ele desfilaram craques como Neco, Manduquinha, Carlos Teles, Zezinho, Ademar Viana. Também envergou a camisa, o zagueiro Clodoaldo Passos Fialho, que depois se tornou Tenente Coronel da Polícia Militar e presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), na década de 50.

Em 1926, o Inter de Cabedelo se filiou a LDP

No sábado, do dia 06 de Fevereiro de 1926, o secretário do clube, o desportista João Dornelas enviou um ofício a Liga Desportiva Parahybana (existiu entre 1919 a 1940), solicitando filiação e inscrição ao campeonato.

A ação da diretoria despertou entusiasmo aos freqüentadores do Prado, como era conhecido anteriormente Cabo Branco. João da Mata Corrêa Lima, o valoroso presidente da Liga Desportiva Parahybana (LDP), concedeu a filiação Requerida.   

Lista dos jogadores de 1926

Uma curiosidade foi o clube enviou a solicitação de filiação, e também no ofício a relação dos atletas da equipe dos dois quadros, que continham os seguintes nomes:  

Primeiro Quadro – José Ribeiro, Genésio da Silva, João da Cruz Santiago, Antonio Roughe, Joaquim Rodrigues (na década de 50, se tornou presidente do Saturno do Roger), Agripino Dornelas, Balduino Gomes Viana, José Vitalino de Carvalho, José Rodrigues, Epímaco Dornelas e Ulisses Dornelas (nos anos 50, era funcionário do Departamento de Portos, Rios e Canais).

Segundo Quadro – Ademar Vianna, Antonio Vital, Antonio Barbosa, Laurindo Teixeira, Ulisses Correia, João Correia Filho, Pedro da Costa, Waldevino Carlos, Severino Bezerra, Martin Freire e Antonio Sálvio de Azevedo (popular Menininho).

Entre os documentos apresentados, uma lista de 54 sócios do clube, na qual o nome do desportista Genival Leal de Menezes, que décadas depois se tornou presidente da FPF.

O mesmo secretário João Dornelas, pelo ofício s/n da quinta-feira, do dia 04 de Março de 1926, credenciou como representantes do Internacional, junto à Liga, os diretores, Aderbal Piragibe de Oliveira e Narciso de Souza Falcão.

Primeiro jogo oficial

Em obediência a tabela oficial do Campeonato de 1926, jogou pela 1ª vez, após a filiação, na tarde da sexta-feira, no dia 26 de março, no Prado, em Jaguaribe, o Palmeiras Sport Club, de João Pessoa.

Na peleja do 2º Quadros, o Internacional perdeu por 4 a 0. O time formou assim: Antonio Roughe; Antonio Barbosa e Ulisses Correia; Waldevino Carlos, Ademar Vianna e Antonio Vital; Agripino Dornelas, José Ribeiro, Severino Bezerra, José Rodrigues e João Balduino.

Na peleja entre as equipes principais, houve empate de 1 a 1. Resultado deveras sensacional para um clube que se exibia pela primeira vez. Os atletas que integraram o 1º Quadro do Inter de Cabedelo:

Laurindo Silva; Epímaco Dornelas e Ulisses Dornelas; Agripino Dornelas, João da Cruz Santiago e José Ribeiro; Antonio Roughe, Ademar Viana, Antônio Vital da Silva, José Rodrigues e Balduino Viana.

O juiz da partida foi Edgard Neiva, auxiliado por Zé Pedro e Pitota. Como representante da Liga esteve em campo, o desportista da época, Artur Paiva.

Oito participações na Elite do Futebol Paraibano

Ao todo o Internacional Sport Club disputou o Campeonato Paraibano da 1ª Divisão, pela Liga Desportiva Parahybana (LDP), em oito oportunidades: 1926, 1927, 1929 (5º lugar), 1930, 1931 (4º lugar), 1932 (2º lugar), 1933 (5º lugar) e 1935 (5º lugar).

Vice-campeão Paraibano de 1932

Das oito edições, a sua melhor participação aconteceu no Campeonato Paraibano da 1ª Divisão de 1932, ao terminar na segunda colocação, no geral, só atrás do campeão Sport Club Cabo Branco. A competição contou com a presença de oito equipes:  

Sport Club Cabo Branco; Inter de Cabedelo; Miramar Sport Club; Palmeiras Sport Club; Pitaguares Sport Club; Santa Cruz Sport Club; Vasco da Gama Sport Club e Vencedor Sport Club.

A campanha do Internacional de Cabedelo foi a seguinte: foram 14 pontos em nove jogos, com seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota.

TEXTO, PESQUISA, DESENHO DO ESCUDO E UNIFORME: Sérgio Mello

FONTES: Walfredo Marques, de o jornal O Norte (PB) – Rsssf Brasil

16º Batalhão de Caçadores – Cuiabá (MT): disputou o Torneio Extra do Campeonato Cuiabano de 1938

O 16º Batalhão de Caçadores (16º BC) foi uma agremiação da cidade de Cuiabá (MT). O “Batalhão dos Cuiabanos” foi Fundado na sexta-feira, do dia 06 de Fevereiro de 1920, por militares do 16º Batalhão de Caçadores.

A sua Sede ficava no Bairro do Porto (atualmente no local fica o SESC Arsenal), em Cuiabá. O time militar participou do Torneio Extra do Campeonato Cuiabano, em 1938. A competição contou com a presença de quatro equipes: Americano Esporte Clube; Comércio Esporte Clube; Clube Esportivo Dom Bosco e o 16º BC.

Anos 30
Década de 50

FONTES: O Estado de Mato Grosso (MT) – Sérgio Santos – Página no Facebook “Craques do Rádio Craques”      

Sociedade Esportiva Palmeiras – Barra do Bugres (MT): Campeão Estadual da 3ª Divisão em 1998

A Sociedade Esportiva Palmeiras foi uma agremiação do município de Barra do Bugres, que fica a 150 km da capital (Cuiabá) do estado de Mato Grosso. A localidade conta com uma população de 34.966 habitantes, segundo o IBGE/2019.

Foto de 1999: Palmeiras de Barra do Bugres

O Alviverde Barrense foi Fundado na sexta-feira, do dia 25 de Janeiro de 1980. A sua Sede ficava localizado na Rua XV de Novembro, nº 801, no Centro de Barra do Bugres.

Foto do Meia Victor Domingos em 1999

Disputou três edições do Campeonato Mato-grossense da 2ª Divisão, em 1989, 1990 e 1999. E, se sagrou Campeão do Campeonato Mato-grossense da 3ª Divisão de 1998.

DESENHO DO ESCUDO E UNIFORME: Sérgio Mello

FONTES: Acervo de Zaki News – Acervo da página do Facebook “Craques Do Rádio Craques” – Wikipédia – Rsssf Brasil – Sérgio Santos

Associação Esportiva Ituiutabana – Ituiutaba (MG): escudo diferente dos anos 80

A Associação Esportiva Ituiutabana é uma agremiação da cidade de Ituiutaba, no estado de Minas Gerais. O curioso dessa postagem é o escudo e a data de fundação diferentes do que conhecemos.  

A “Véia” foi Fundado na segunda-feira, do dia 17 de Julho de 1933. No entanto, nesse escudo acima postado, há uma outra data de fundação: no domingo, do dia 05 de Março de 1933. A criação aconteceu por meio da fusão entre o Comercial e Associação Atlética Operária.

A sua Sede e o seu Estádio Coleto de Paula, com capacidade para 7 mil pessoas, depois do acréscimo de arquibancada, que aconteceu no ano de 2005, tem o seguinte endereço: Rua Vinte (com Avenida 31), nº 2235, no Centro de Ituiutaba (MG).

E o seu maior rival era o Esporte Clube Ituiutaba que mudou seu nome para Boa Esporte Clube hoje em Varginha após subir para o Campeonato Brasileiro da Série B.

A Associação Esportiva Ituiutabana chegou no futebol profissional na década de 80, quando disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão em 1986. A diretoria montou um bom time que decidiu com o Rio Branco, de Andradas uma vaga na Elite do Futebol de Minas. Porém, acabou não conseguindo o tão sonhado acesso. Depois jogou a Segundona nos anos de 1987, 1988 e 1989.

Na década de 90, a equipe foi Campeã da Copa Triângulo, competição promovida pela Liga do Triangulo de Futebol. Em 2001, foi Vice-Campeonato Mineiro da Terceira Divisão.

Depois passou a atuar no futebol amador até o retorno ao futebol profissional, que foi planejado a partir de 2010, com a reforma do seu estádio e a filiação junto a Federação Mineira de Futebol (FMF).

Em 2012 disputou a Segunda Divisão (na realidade a Terceirona) do Campeonato Mineiro e foi eliminado, na fase semifinal, ao vencer o Minas Futebol por 1 a 0, fora de casa, no jogo da ida e na volta acabou perdendo por 2 a 0, diante da sua torcida. Ter minando na 3ª colocação no geral. Posteriormente, se retirou da esfera profissional sem retornar até o momento.

Colaborou: Fabiano Rosa Campos

FONTES: Mercado Livre – Wikipédia – Página do clube no Facebook – YouTube (História da AE Ituiutabana)

Esporte Clube Santo André – Santo André (SP): 1º escudo raro

O Esporte Clube Santo André é uma agremiação da cidade de Santo André (SP). A sua Sede fica localizado na Rua dos Ramalhões, nº 126, na Vila Curuca, em Santo André (SP). O “Ramalhão” foi Fundado na segunda-feira, do dia 18 de Setembro de 1967, na época como Santo André Futebol Clube.

O ano de 1975 iniciou com uma esperança no lado técnico, pois o time acabava de ser vice-campeão do Campeonato Paulista da 2ª Divisão de 1974. O time andreense trazia Tulica, Celso Mota e Fernandinho entre outros.

Mas a situação financeira do time não era muito boa, tanto que a única alternativa viável foi negociar o time. Assume então Acyr de Souza Lopes. Então, no sábado, do dia 22 de março de 1975, a agremiação passou a se chamar Esporte Clube Santo André, nome que é utilizado até os dias de hoje. Foram trocadas também as cores do uniforme, o verde e amarelo deram lugar ao branco e azul.

O novo time teria então um novo uniforme, deixando de lado a camisa amarela para uma camisa azul, com o símbolo do Cruzeiro do Sul. Nessa época de transição de Santo André FC para EC Santo André,  time jogou com camisas vermelhas, contra o Nacional da Capital e venceu por 3 a 0, gols de Celso Mota (duas vezes) e Tulica.

Para o comando do time foi contratado Aurélio Bastos, que já havia comandado o time em 1973. O campeonato paulista de 1975 foi a confirmação do favoritismo do novo Santo André. Foram 28 jogos, com 19 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Foram 45 gols marcados e 16 gols sofridos.

Os destaques  foram as goleadas por 4 a 0 contra a Esportiva de Guaratinguetá, um 6 a 2 contra o EC Vasco da Gama de Americana e um 4 a 1 contra o Palmeiras de São João da Boa Vista, todos no Estádio Bruno José Daniel. Os artilheiros do campeonato foram Celso Mota e Tulica com 9 gols, Rômulo e Vicente com 6 gols cada. 

As finais foram disputadas nos dias 7 e 14 de dezembro (dois domingos), novamente contra a Catanduvense, o mesmo adversário da final do ano anterior, embora a final tenha sido disputada por quatro equipes (Santo André, Catanduvense, União Barbarense e Nacional).

O 1º jogo, em Catanduva no Estádio Silvio Salles, mostrou um empate de 0 a 0. O time de Aurélio Bastos jogou com Ronaldo, Luisinho Maia, Rodolfo, Flávio e Luis Augusto, Fernandinho e Souza; Celso Motta (Fernandes), Vicente, Tulica (Luisinho Gaúcho) e Romolo.

O 2º jogo, no Bruno José Daniel completamente lotado, o Santo André impôs o seu jogo e desta vez não teve pra ninguém. Souza abriu o placar aos 4 minutos do segundo tempo e Tulica fechou, marcando o gol do título aos 32 minutos do segundo tempo.

O Santo André jogou com Ronaldo, Roberto, Rodolfo, Flávio e Luís Augusto; Fernandinho e Souza; Celso Motta (Fernandes), Vicente, Tulica (Luisinho Gaúcho) e Romolo.

Assim o Ramalhão conquistava o 1º título da sua história, Campeão Paulista da Primeira Divisão (segundo nível, atual A2) de 1975, mesmo sem acesso. Assim,  Ronaldo (Goleiro), Linconl (Goleiro), Roberto, Luisinho Maia, Rodolfo. Flavio, Luis Augusto, Fernandinho, Celso Motta, Muró, Souza, Tulica, Vicente Cruz, Tito, Marron, Romulo, Luisinho Gaucho, Natan, Silva (Goleiro), Fernandes, Celso Cachimbo, Tanaka, Edson Oliveira, Ademir, Paulo Cassio, Valêncio, Lilão, Luis Carlos, todos os jogadores que jogaram  nessa temporada.

O final da temporada o Ramalhão ainda brindou a sua torcida no dia 17, quarta-feira com um amistoso no Estádio do Jaçatuba contra o Palmeiras. O Placar foi 0 a 0. Os times jogaram assim:

Santo André: Ronaldo, Roberto, Rodolfo, Flávio e Luis Augusto; Fernandinho e Souza; Celso Motta (Luisinho Gaúcho), Vicente (Fernandes), Tulica e Romolo. Técnico: Aurélio Bastos.

Palmeiras: Leão (Bernardino), Valdir, Arouca, Alfredo (Jair Gonçalves) e Donizeti; Dudu e Didi; Zuza (Zé Mário), Erb (Fedato), Mário (Itamar) e Toninho. Técnico: Dino Sani.

Colaborou: Gerson Rodrigues

Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello

FONTES: Blog do Bellotti – Esporte Clube Santo André – Site do clube

Inédito!! Clube Atlético Dolaport – João Pessoa (PB): Vice-campeão Paraibano da 1ª Divisão de 1944

O Clube Atlético Dolaport foi uma agremiação da cidade de João Pessoa (PB). A sua Sede e o seu Estádio da Graça ficavam localizados na Avenida (atual: Rua) Porfírio Costa, s/n (próximo do nº 366), no Bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa (PB).

O Alviverde foi Fundado na quinta-feira, do dia 10 de Fevereiro de 1938, por funcionários da Fábrica de Cimento Dolaport (Companhia Parahyba de Cimento Portland S.A.), com o nome de “Club Athletico Dolaport”. Na quarta-feira, do dia 07 de Setembro daquele ano, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes. Nesse dia, o Dolaport enfrentou a Associação Sportiva da Cia. Portella, de Jaboatão dos Guararspes (PE)

O clube nasceu de forma modesta, mas a partir de 1940, surpreendeu os seus próprios sócios com um progresso assustador até 1942, quando se inscreveu na Federação Paraibana de Desportos (FPD), a fim de disputar o Campeonato Estadual de futebol profissional.

O Dolaport disputou a Elite do Futebol Paraibano em duas oportunidades: 1942 e 1944. No seu primeiro ano, debutou com estilo. Surpreendeu com uma atuação fantástica terminando na 3ª colocação.

No estadual de 1943, nem chegou a disputar, uma vez que a Federação Paraibana expulsou o Dolaport por indisciplina, na sexta-feira, do dia 11 de Junho.

Naquele ano, a diretoria do clube alviverde, liderados pelo presidente José Inácio Caldeira Versiane, Gutenberg Gomes Guimarães (vice-presidente), Valdemar Machado Rios (secretário) e Elpídio Ramalho (1º tesoureiro), lançaram uma campanha “Dos mil sócios” com o intuito de ampliar as suas instalações, e assim, concluir as obras da sua Sede e da Praça de Esportes.

Assim, retornou em 1944, onde conseguiu o seu melhor resultado, ao terminar com o vice-campeonato Paraibano de futebol da 1ª Divisão em 1944. O Botafogo ficou com o título daquele ano.

Amistosos nacionais

O Clube Atlético Dolaport excursionou a cidade de Natal (RN), para a realização de dois jogos. No primeiro encontro, no sábado, do dia 05 de junho de 1943, empate em 3 a 3, com o América de Natal.

No dia seguinte (domingo, do dia 06/06/43), o Dolaport goleou o campeão estadual, Clube Atlético Potiguar pelo placar de 6 a 2, no Estádio do Tirol, em Natal. A Renda dos dois jogos atingiu a soma de Cr$ 5.049,00.

No domingo, do dia 12 de Dezembro de 1943, Dolaport e América (PE) ficaram iguais em 2 a 2, em João Pessoa. Astrogildo abriu o placar para América no 1º tempo. Na fase final, Djalma e Antonio Berto marcaram para os paraibanos. Nos minutos finais Zé Pequeno, em cobrança de pênalti, deixou tudo igual.                                                                                

No domingo, do dia 09 de Janeiro de 1944, o Dolaport empatou com o Santa Cruz, do Recife (PE), em 4 a 4, em amistoso nacional, realizado no Estádio da Graça, em João Pessoa. O Dolaport chegou a estar vendendo por quatro a zero, mas acabou cedendo a igualdade no fim da partida.

Vale ressaltar que esse jogo marcou a inauguração do campo do Dolaport: Estádio Leonardo Vinagre da Silveira, o “Estádio da Graça”, localizado na Rua Porfírio Costa, s/n, no bairro Cruz das Armas, em João Pessoa. O 1º gol foi assinalado pelo atacante do Dolaport, Odilon.

No domingo, do dia 20 de Fevereiro de 1944, o Dolaport bateu o São Cristóvão (RJ) por 3 a 1, no Estádio da Graça, em João Pessoa. Essa foi a 1ª vez que um clube carioca jogou no estado da Paraíba.

A revanche contra o Santa Cruz (PE), aconteceu na tarde de domingo, às 15h45, do dia 12 de março do mesmo ano, no Estádio do Náutico, na Avenida Rosa e Silva. No jogo de dez gols, melhor para a Cobra Coral que venceu por 6 a 4 o Dolaport.

O time paraibano jogou: Paredão; Waldemar e Nilo; Rubinho, Marcial e Sabino; Gordinho, Antonio Berto, Djalma, Pedrinho e Odilon.

Na quarta-feira, do dia 22 de Março de 1944, o Dolaport goleou a Associação Atlética Great Western, do Recife (PE), pelo placar de 4 a 1, no Estádio da Graça, em João Pessoa. O primeiro tempo, terminou empatado em um gol. Na etapa final, os alviverdes marcaram três tentos, decretando o triunfo.

Dolaport: Pagé; Waldemar e Durval; Nilo, Marcial e Sabino; Zé Pequeno, Antonio Berto, Djalma, Nuca e Gordinho.

Great Western: Rubens; Luiz e Mario Matos; Quirino, Pixe e Narciso; Badú, Beroni, Damião, Dedé e Batista.

Fim da linha

A partir de 1945, o clube se afastou das competições profissionais, mas realizou alguns amistosos. A sua última relevante informação, aconteceu na terça-feira, do dia 17 de maio de 1949, quando o Legislativo Municipal de João Pessoa, apresentou um projeto-lei autorizado pela prefeitura a desapropriar amigável ou judicialmente, o campo (adaptado a um pequeno estádio) do clube. Nessa época, a agremiação estava com o nome alterado: Dolaport Esporte Clube, pertencente a industria Reunida F. Matarazzo.

Time-base de 1944: Paredão (Congo ou Pagé); Waldemar e Nilo (Durval); Rubinho (Guariba), Marcial e Sabino; Gordinho (Pedeaço), Antonio Berto (Zé Pequeno), Djalma (Amorim), Pedrinho (Nuca) e Odilon (Carlito).

FONTES: Diário de Pernambuco (PE) – Pequeno Jornal (PE) – A Noite (RJ) – Diário Carioca – Diário da Noite (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – Sport Ilustrado (RJ)

Sport Club do Crato – Crato (CE): Fundado em 1939

O Sport Club do Crato é uma agremiação da cidade do Crato (CE). O “Rubro-negro Cratense” foi Fundado no domingo, do dia 1º de Janeiro de 1939, por um grupo de desportistas liderados pelo Dr. Antonio Bezerra da Costa Lins e Joaquim Citó Sobrinho.

A sua Sede fica localizado na Rua José Walter Dias, nº 149/299, no Bairro do Seminário, em Crato (CE). O clube se tornou o mais organizado e o de maior torcida. Provavelmente devido às cores das camisas rubro-negras, como as do clube carioca: Flamengo

FONTES: Revista Itaytera, número 38, ano 1994 – Blog do Crato