Arquivo da categoria: Perfis de Jogadores

História passo a passo: saída, contratação e as estreias de Didi, o ‘Folha Seca’, no Botafogo

TEXTO e PESQUISA: Sérgio Mello

A partir de agora, em cinco postagens, vamos contar de como o meia Didi saiu do Fluminense, se transferindo para o Botafogo. Depois as suas estreias pelo Glorioso em quatro partes: 1ª vez vestindo a camisa do Botafogo, no estado do Rio de Janeiro; depois jogando fora do RJ; em território estrangeiro e finalizando, atuando diante do seu torcedor, no Maracanã!

Você sabia contra quem Didi estreou nessas partidas? Não? Então venha conhecer cada história, todas as quatro partidas com ficha-técnica e outras curiosidades! Vamos viajar no tempo e relembrar cada história!  

O início de 1956, o Fluminense e o craque Didi, demonstraram que a relação estava desgastada e o fim estava próximo. Desde que Benício Ferreira Filho (ex-vice-presidente do Fluminense), a pedido de Didi, atuou como mediador para a renovação de contrato, uma série de versões circulou.

No entanto, as negociações com o presidente do clube, Jorge Amaro de Freitas não avançaram e a diretoria decretou que o jogador não jogaria mais pelo Fluminense. Então, na terça-feira, do dia 28 de Fevereiro de 1956, o então vice-presidente do Fluminense, Adolfo Marques, em entrevista para o Jornal dos Sports, afirmou, categoricamente, que o meia Didi estava fora dos planos do clube.

“Ficou assentado que Didi assinará com o Fluminense pelos 18 mil cruzeiros mensais. Logo após, entretanto, o passe dele será colocado à venda. Porque já havíamos decidido, em definitivo, que Didi não mais vestirá a camisa tricolor”, revelou Adolfo Marques.

Em menos de 24 horas, o Botafogo entrou na disputa

No dia seguinte, na quarta-feira, do dia 29 de Fevereiro de 1956, membros da diretoria do Botafogo, Roberto Estelita e João Saldanha, já tinham entrado em contato com o Fluminense, abrindo as negociações para contratar o meia Didi.

A diretoria do Fluminense pediu 2 milhões de cruzeiros, para vender o craque. Já o Botafogo fez uma contra-proposta de 1 milhão e meio. Alguns veículos informaram que a proposta ainda incluíam dois jogadores: Ruarinho e João Carlos. Informação essa negada de forma peremptória pelo alvinegro.    

Didi reforça o Botafogo pela “bagatela” de Cr$ 1.757.000,00

Sem perder tempo, na madrugada de sexta-feira, do dia 02 de Março de 1956, as duas diretorias chegaram a um acordo e o craque Didi trocou as Laranjeiras pelo bairro vizinho: Botafogo. Na reunião que decidiu o futuro do craque, estiveram presentes: Roberto Estelita e João Saldanha, pelo Botafogo, enquanto o vice Adolfo Marques e o presidente Jorge Amaro de Freitas representaram o Fluminense.

Na noite de quinta-feira, do dia 1º de Março de 1956, começou agitado. Por volta das 20 horas, Waldir Pereira, o ‘Didi’, então aos 27 anos e cinco meses, esteve na Sede de General Severiano, para acertar as bases salariais: 20 mil cruzeiros mensais. Mas ainda recebeu por fora, a título de luvas, esse valor não foi revelado. 

Às 22h10min, Roberto Estelita e João Saldanha, chegaram para uma reunião nas Laranjeiras, onde foram recebidos pelo vice tricolor, Adolfo Marques. Em seguida seguiram para a sala da presidência, e lá foi iniciado a reunião com Jorge Amaro de Freitas. A reunião durou cerca de duas horas até que houve o desfecho final.

Assim, ficou o valor das cifras: 1 milhão e 757 mil cruzeiros. Essa importância refere-se respectivamente  a 1 milhão e 600 mil cruzeiros pelo passe e 157 mil cruzeiros para liquidar a dívida que o jogador havia contraído com os tricolores.

FONTES: Diversos jornais cariocas

IMAGEM VETORIZADA: Sérgio Mello

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O itajaiense que marcou dois gols em La Bombonera

Oriundo de Piçarras, então bairro de Itajaí, o ponta-esquerda Agenor Eugênio Rodrigues começou no Tiradentes da Barra do Rio, transferindo-se para o Marcílio Dias em 1955. No ano seguinte foi para o Carlos Renaux, onde atuou ao lado de Teixeirinha e Idésio, dois dos maiores craques do futebol catarinense. Em 1960, o talento de Agenor despertou interesse no futebol nacional e ele foi para o São Paulo. No Tricolor Paulista, atuou em 119 partidas e fez 31 gols, de acordo com o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa.

Agenor com a camisa do Carlos Renaux e Idésio com a camisa do Marcílio Dias. Foto: FGML

Dois destes gols foram marcados no lendário estádio La Bombonera, em Buenos Aires. No dia 25 de janeiro de 1961, o estádio foi palco de uma partida entre Boca Juniors e São Paulo, válida pelo Torneio Internacional de Verão. O Tricolor Paulista atropelou o time da casa e venceu por 5 a 1, com dois gols de Baiano, dois gols de Agenor – o primeiro de falta – e um de Gonçalo. Também participaram do torneio Corinthians, Vasco, Flamengo, Nacional (URU), Cerro (URU) e River Plate (ARG). O Flamengo foi o campeão.

Agenor com o manto são-paulino. Foto: terceirotempo.com.br

Agenor ficou no São Paulo até 1965 e depois defendeu outras equipes, como Nacional, Prudentina e Batatais, entre outras. Encerrou a carreira em 1968 e nos últimos anos vivia em Itajaí, onde faleceu no dia 16 de fevereiro de 2018, aos 79 anos. Eis a nota de pesar publicada no site oficial do Marcílio Dias:

O Clube Náutico Marcílio Dias lamenta profundamente o falecimento do ex-jogador Agenor Eugênio Rodrigues, ocorrido em 16 de fevereiro de 2018. Nascido em 13 de setembro de 1938 em Piçarras, então bairro de Itajaí, Agenor iniciou a carreira como ponta-esquerda no Tiradentes da Barra do Rio, transferindo-se para o Marcílio Dias em 1955. No ano seguinte foi para o Carlos Renaux de Brusque e em 1960 para o São Paulo Futebol Clube. Aos familiares, nossos sinceros votos de condolências.

Fonte:
Baú do Marcílio – http://baudomarcilio.blogspot.com.br

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Um craque de Mato Grosso – Dirceu Batista

Nome: Dirceu Batista 
Nascimento: 08/05/1952 – Pedro Leopoldo (MG)
Posição: Médio Volante
Período em que jogou: 1970/73 Cruzeiro; 1971 Atlético (Três Corações); 1972 Flamengo (Varginha); 1973/74 Operário; 1975/77 Dom Bosco; 1978/80 Valério Doce (MG); 1980/83 Operário; 1983 Tremendão (Cáceres); 1984 Dom Bosco

 

Dirceu Batista foi mais um dos que marcaram época no futebol de Mato Grosso. Começou em 1970 no Cruzeiro e por lá ficou até 1973, vindo no mesmo ano para o Operário de Várzea Grande e fez sua estréia em 21 de janeiro contra o Palmeiras do Porto, pelo Torneio Integração. Em 1975 foi para o Dom Bosco para jogar até 1978, quando foi para o Valério Doce, de Minas Gerais. Em 1980 voltou para Mato Grosso, defender o Operário novamente. Dirceu Batista ainda defendeu o Tremendão de Cáceres (1983) e em 1984 foi para o Dom Bosco para encerrar a brilhante carreira. Apesar de médio-volante fazia seus gols. Ganhou o campeonato mato-grossense de 1973 pelo tricolor. Após parar de jogar futebol, Dirceu Batista tornou-se servidor público em Várzea Grande, onde mora até hoje. Sem dúvida um dos maiores jogadores da história de Mato Grosso. 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal e Dirceu Batista
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Um craque de Mato Grosso – JK

Nome: João Pires Modesto
Nascimento: 30/03/1943 – 01/01/1993 – Cuiabá (MT)
Posição: Zagueiro/Lateral Direito
Período em que jogou: 1959 Cruzeiro; 1959/61 Atlético; 1962/64 Mixto; 1964/68 Operário; 1969 Dom Bosco; 1970/72 Mixto; 1972 Operário

 

João Pires Modesto, o JK, foi um dos maiores jogadores de todos os tempos do futebol cuiabano. Jogou de 1959 a 1972, por diversos clubes de Cuiabá. Começou a carreira no antigo Cruzeiro e transferiu-se em seguida para o Atlético Mato-grossense, onde jogou por três anos e foi campeão cuiabano de 1960. Em 1962 foi para o Mixto, ficando outras três temporadas e ganhou seu segundo título. No ano de 1964 foi para o Operário, formar junto com outros craques o chamado Rolo Compressor. Pela equipe de Várzea Grande ganhou os campeonatos cuiabanos de 1964/67/68 e o Torneio dos Campeões de 1964. Em 1969 foi para o Dom Bosco, seu único clube sem títulos. Voltou para o alvinegro em 1970 e foi campeão mais uma vez. Fez parte do time do Mixto que disputou o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, contra a Ponte Preta, em 1971. Em 1972 voltou ao Operário, onde ganhou seu último título e encerrou a carreira. Era presença constante nas seleções Cuiabana. JK sem dúvidas marcou época e até hoje é lembrado como um dos grandes craques do nosso futebol. 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
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Um craque de Mato Grosso – Fernando Fontes

Nome: Fernando Marques Fontes
Nascimento: 30/05/1919 – Cuiabá (MT)
Posição: Meia atacante
Período em que jogou: 1936/52 Americano

 

Fernando Fontes marcou época no futebol cuiabano, se apresentando com regularidade e elevado apuro técnico, a cada partida realizada defendendo as cores do Americano Esporte Clube, seu único clube na carreira. Começou como ponta direita e logo foi deslocado para a meia esquerda, formando com Hermínio uma poderosa linha de ataque. Atuou ao lado de outros craques como Pires, Gato, Corrêa, Preza, Zé Negrinho, Joaquim Maiolino e Ágabo. Foi campeão cuiabano em 1941 e 1942. Em 1943 ganhou o Campeonato Estadual defendendo a Seleção Cuiabana. Encerrou a carreira em 1952, depois de 16 anos dedicados ao rubro negro cuiabano. 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal e Jornal O Estado de Mato Grosso
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Um craque de Mato Grosso – Adalberto Brejinho

Nome: Adalberto José de Souza
Nascimento: 21/04/1942 – Água Clara (MS)
Posição: Médio Volante
Período em que jogou: 1962/63 Linense (SP); 1963/64 Noroeste (SP); 1964 Jacarezinho (SP); 1965 Atlético (PR); 1965 Londrina; 1966 Paranavaí; 1967 Chapecoense; 1967 Barretos; 1968 Operário; 1969/70 Mixto; 1971/74 – Dom Bosco
 
Adalberto nascido em Água Clara, no então Mato Grosso, foi um dos maiores jogadores da história do futebol de Mato Grosso. Ainda menino ganhou o apelido de Brejinho, aos 6 anos, porque vivia brincando numa espécie de lagoa e quando via sucuri pulava para “pegá-la”, daí passaram a chamá-lo pelo apelido que logo pegou. Adalberto foi para Três Lagoas e por lá ficou até ir para o quartel em 1960. Dois anos depois foi jogar futebol e seu primeiro clube foi o Linense. Em 1963 foi para o Noroeste de Bauru e depois Jacarezinho de São Paulo. No ano de 1965 foi para o Paraná e jogou no Atlético, Londrina e Paranavaí. Em 1967 atuou pelo Chapecoense e Barretos e parou de jogar futebol. Em setembro de 1968 Adalberto veio para Cuiabá, onde viveu sua melhor fase como jogador. A princípio não veio para jogar futebol, mas logo seus amigos Fabrício e Gebara o levaram para o Operário, onde foi campeão Cuiabano pela primeira vez. Quando chegou na cidade, Adalberto disse que o “Brejinho” ficou no passado, não adiantou…rs. Em março de 1969 foi para o Mixto e pelo alvinegro ganhou mais dois campeonatos. Em 1971 foi a vez do Dom Bosco contar com seu brilhante futebol e ajudou o clube a acabar com o jejum de 13 anos sem títulos. Após esta conquista, Adalberto se tornou tetra campeão Cuiabano, jogando pelos três grandes da Capital. Em 1974 encerrou a carreira e foi trabalhar na antiga Sanemat de onde só sairia em 1997, quando se aposentou.  Hoje Adalberto Brejinho mora no bairro Poção (Cuiabá) e conta com saudades suas histórias vividas no futebol. Um verdadeiro craque da história de Mato Grosso. 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal de Adalberto Brejinho
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Um craque de Mato Grosso – Ataíde

Nome: Ataíde Loyola de Assumpção
Nascimento: 31/07/1934 – Cuiabá (MT)
Posição: Ponta Direita
Período em que jogou: 1953/59 Atlético; 1960/61 Mixto; 1961/63 Postal; 1964 XV de Novembro; 1965 Mixto; 1965/66 Internacional

 

Ataíde, rápido ponteiro do futebol cuiabano, deu início à carreira em 1953, no Atlético Matogrossense. Foi um dos que fizeram parte do histórico galo cuiabano que conquistou o tricampeonato cuiabano (1955/56/57). Em 1960 foi para o Mixto e ganhou mais um título (1961). Jogou também no Postal Telegráfica, XV de Novembro e por fim no Internacional, onde encerrou a carreira em 1966. Um grande craque da história do futebol de Mato Grosso. 
 
 
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
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Um craque de Mato Grosso – Ayrton Moreira

Nome: Ayrton Moreira
Nascimento: 08/10/1924 – Poxoréu (MT)
Posição: Médio
Período em que jogou: 1940/41 Olaria de Poxoréu; 1942/44 América de Poxoréu; 1944/46 Americano; 1947/50 Paulistano; 1951/52 Mixto; 1953/55 Palmeiras; 1956/63 Mixto

 

Ayrton Moreira, também conhecido como Ayrton Vaca Brava, jogou nas décadas de 1940 a 1960. Depois de iniciar sua carreira em Poxoréu, veio para Cuiabá para defender o Americano. Em seguia foi para o Paulistano onde foi campeão em 1950. Viveu o auge no Mixto por onde foi campeão cuiabano de 1951/52/59/61/62. Passou também pelo Palmeiras do Porto. Encerrou a carreira em 1963, se tornou técnico e treinou várias equipes de Cuiabá.
 
 
Fonte: Arquivo Pessoal
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