Arquivo da categoria: Carências

Categoria criada a fim de listarmos aquilo que nos falta informações. E assim, quem sabe; finalmente conseguirmos eliminá-los de nossa lista!

Escudo Inédito de 1939: Rio Cricket e Associação Atlética – Niterói (RJ)

O Rio Cricket e Associação Atlética é uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). A sua Sede fica localizada  na Rua Fagundes Varela, nº 637, no bairro do Ingá, em Niterói. As cores oficiais do clube são o verde e o amarelo, homenagem dos seus fundadores ingleses e descendentes ao Brasil.

Foi no domingo, do dia 15 de Agosto de 1897, por um grupo de jovens ingleses apaixonados pela prática de esportes fundaram uma agremiação chamada Rio Cricket Club, que funcionava informalmente desde 1870, num terreno alugado na Rua Berquó (atual General Polidoro), em Botafogo no Rio de Janeiro, para a prática do cricket, esporte amplamente difundido na Inglaterra.

Após alguns atos de discordância dentro da agremiação, um grupo de fundadores decidiram montar uma outra agremiação na cidade de Niterói, com o clube que ficara sediado da cidade do Rio de Janeiro recebendo posteriormente a denominação de Paissandu Atlético Clube, assim nascendo uma grande rivalidade clubística entre os dois clubes da colônia britânica. Em algumas fontes antigas as partidas entre os dois clubes, nos mais variados esportes, era chamada de Clássico dos Ingleses.

Em 1897, o novo clube, fundado por ingleses e descendentes dissidentes do clube carioca, liderados por George Emmanuel Cox e Basil Freeland, também e provavelmente não por acaso no dia 15 de agosto, ganhou a denominação de Rio Cricket e Associação Atlética, no bairro de Icaraí, na cidade de Niterói, sendo este o 3º clube mais antigo destinado á prática de esportes na cidade, atrás apenas do Grupo de Regatas Gragoatá e do Clube de Regatas Icaraí, ambos fundados em 1895.

No dia 16 de novembro de 1897, foi lavrada a escritura de compra do terreno onde se instalaria o Rio Cricket e Associação Atlética. Em 1978, Carlos Ary Vieira torna-se o 1º presidente de origem luso-brasileira a dirigir o Rio Cricket. Antes dele, todos os quarenta e três presidentes do clube eram de origem britânica.

Futebol bretão

No domingo, do dia 22 de Setembro de 1901, ocorreu a 1ª partida de futebol oficialmente realizada no Estado do Rio de Janeiro, no campo do Rio Cricket. Neste dia, Oscar Alfredo Cox, que viria posteriormente a ser fundador e presidente do Fluminense Football Club, atravessou a Baía de Guanabara para enfrentar os praticantes de críquete e tênis do clube inglês. Ainda cerca de quinze observadores assistiram o jogo que terminou empatado em 1 a 1, causando espanto a crônica da época, não habituada a relatar embates finalizados sem vencedores.

Em 1906, o clube participou do 1º Campeonato Carioca de Futebol, ficando com a 3ª colocação. Foi no campo do Rio Cricket que foi definido o primeiro campeonato carioca de futebol.

Em 1916, ao contrário do que algumas fontes sugerem, o Rio Cricket jamais abandonou a prática do futebol, teve que se licenciar do Campeonato Carioca (do qual era convidado especial, já que na época pertencia a outro estado) apenas por conta da I Guerra Mundial, quando muitos de seus jogadores foram defender a Inglaterra.

Em 1920, o clube retomou as atividades futebolísticas, as quais mantém até hoje. O clube, no entanto, nunca se profissionalizou, mantendo-se amador como o futebol era em seu princípio. Em 1927, se sagrou campeão do Torneio Início de Niterói, organizado pela Liga Sportiva de Amadores (LSA).

Em 2006, o clube voltou a disputar uma partida de futebol contra o Paissandu Atlético Clube após quase 92 anos, nos jogos comemorativos dos 105 anos do futebol no estado do Rio de Janeiro (realizados na sede do Rio Cricket). O Rio Cricket foi derrotado por 2 a 1.

O clube participou das primeiras edições do Campeonato Carioca em: 1906, 1908, 1911, 1912, 1913, 1914 e 1915 e do campeonato niteroiense em 1925, 1926, 1927, 1928 e 1929.

FONTES: livroRio Cricket e Associação Atlética, Mais de um século de paixão pelo esporte”, de autoria de Patrícia Iorio e Vítor Iorio – Sport Illustrado (RJ)

Foto rara de 1936, quando o clube era alvirrubro: América Mineiro – Belo Horizonte (MG)

O América Futebol Clube, ou simplesmente América Mineiro é uma tradicional agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). A sua Sede fica localizada na Avenida dos Andradas, nº 3.000, no Bairro Santa Efigênia (Piso G-I do Boulevard Shopping), em Belo Horizonte (MG).

O “Coelho” foi Fundado na terça-feira, do dia 30 de Abril de 1912, quando garotos de 11 a 13 anos realizaram um sorteio para a escolha do nome de um novo clube na capital mineira. A garota Alda Meira, irmã de Adhemar de Meira, um dos fundadores, sorteou o nome e, naquele momento, nascia o América Foot-Ball Club, um dos clubes mais vencedores, tradicionais e revelador de craques do futebol nacional. Esta primeira grafia foi alterada mais tarde para América Futebol Clube, que prevalece até os dias de hoje.

De sonho a realidade, o projeto inicial contou com as participações dos jovens Affonso Silviano Brandão, Aureliano Lopes de Magalhães, Aldemar de Meira, Oscar Gonçalves e Henrique Dinis Gomes. Em seguida, se juntaram ao grupo, Alcides de Meira, Álvaro Moreira da Cruz, Augusto Penna, Caetano Germano, Carlos Antônio Nunes, Cezar Gonçalves, Fioravante Gonçalo Labruna, Francisco Bueno Brandão Filho, Gerson de Salles Coelho, Guilherme Halfed, Henrique Diniz Gomes, José Miranda Megale, Leon Roussoullieres Filho, Lincoln Brandão, Waldemar Jacob, Dario Ferraz, Fausto Ferraz, Geraldino de Abreu, Otacílio Negrão de Lima, Henrique Moura Costa, Antônio Duarte, Cleantho Nunan e Luiz Guimarães, todos fundadores do América Futebol Clube.

As cores verde e branca também foram escolhidas por sorteio e, em 1913, ano seguinte à fundação, foi agregada a cor preta, que predominava nos calções dos atletas. Hoje, as três participam nas variações dos uniformes do tricolor América Mineiro (nome fantasia). A  Diretoria foi formada pelos seguintes membros:

Presidente – Affonso Silviano Brandão;

Vice-Presidente – Aureliano Lopes Magalhães;

 Secretário – Aldemar de Meira;

 Secretário e zelador – Oscar Gonçalves.

Decacampeão Mineiro

O América Mineiro fez história ao conquistar uma sequência de vitórias ininterruptas no Campeonato Mineiro, com o América se tornando o primeiro time decacampeão do mundo, entre 1916 a 1925, abriu a história de conquistas do Clube.

O 1º título desta série foi no sábado, do dia 29 de abril de 1916 e o fechamento deste glorioso feito, que valeu registro no ‘Guiness Book’, além de empolgar a todos os mineiros, foi em 1925.

Sob protesto contra o profissionalismo, clube adota a cor vermelha

No ano de 1933, inconformado com a implantação do profissionalismo, pois os americanos acreditavam que o futebol, assim como os demais esportes, deveria ser amador, o Clube passou a disputar suas partidas com a camisa vermelha, em sinal de protesto.

Nasce o ‘Coelho’

Em 1945, surge a mascote: Coelho. Criado pelo cartunista Fernando Pierucetti, o ‘Mangabeira’, o Coelho vira o Mascote do Clube. Hoje a torcida americana se orgulha de dizer que torce pelo Coelhão.

Para conhecer mais curiosidades e o restante da história do América Mineiro acesse o site do clube e clica na “História” do clube. Vale a pena!

ACERVO: Do livro “Futebol no Embalo da Nostalgia”, de autoria de Plínio Barreto  

FONTES: Site do clube (https://www.americamineiro.com.br/) – Fabiano Rosa Campos

Escudo raro de 1958/59: Esporte Clube Hepacaré – Lorena (SP)

O Esporte Clube Hepacaré é uma agremiação da cidade de Lorena, no Vale do Paraíba (SP). Fundado n dia 07 de Setembro de 1914, a sua Sede fica localizada na Rua Coronel José Vicente, nº 340, no Bairro da Cidade Industrial, em Lorena. A equipe mandava os seus jogos no Estádio General Affonseca, com capacidade para 2 mil pessoas, situado na Rua Conselheiro Rodrigues Alves, s/n (em frente ao número 100), no Centro da cidade.

Significado do nome

Foto tirada nas Quartas-de-finais do Campeonato do Interior de 1958, contra o Itatiba, realizado no início de 1959

O nome Hepacaré a princípio foi o nome da cidade de Lorena e há dúvidas quanto ao seu significado. Há relatos que Hepacaré significa “braço” ou “seio da Lagoa Torta“, outra corrente diz que significa “lugar das goiabeiras“.


Pai de Pelé jogou no Hepacaré

O time teve em suas fileiras o futebol do atacante Dondinho, pai do Rei do futebol Édson Arantes do Nascimento, Pelé. Dondinho jogou no time de Lorena na década de 40, na época Pelé era apenas um garoto de pouco mais de dois anos de idade.

Estádio inaugurado em 1941, teve Friedenreich no apito

Os jogos do time acontecem no estádio General Affonseca. O nome é de um oficial do Ministério da Guerra nos anos 30, com ligações com a história da cidade de Resende no Rio de Janeiro.

A sua inauguração foi em um jogo em 30 de março de 1941 entre o Hepacaré e o Fluminense, onde o time de Lorena foi goleado pelo time carioca pelo placar de 5 a 0. O amistoso foi apitado por nada menos que Arthur Friedenreich, que dizem ter sido o primeiro futebolista a chegar a marca de 1.000 gols.

Doze participações no Paulista da Segunda e Terceira Divisões

Na esfera profissional, o Hepacaré disputou 10 edições do Campeonato Paulista da Terceira Divisão (atual A3): 1956, 1957, 1958, 1960,  1961,  1962, 1963, 1964, 1965 e 1966. Além disso, no seu currículo, constam duas participações no Campeonato Paulista da Segunda Divisão (atual A2): 1959 e 1973.

Sede leiloda por R$ 5 milhões de reais

Atualmente o departamento de futebol do clube se dedica apenas a competições de cunho amador. Em 2011, o clube com poucos sócios, acabou entrando em falência. Com 51 ações foram movidas por falta de pagamento de direito dos funcionários. O total da dívida chega a R$ 500 mil reais. Sem dinheiro o Esporte Clube Hepacaré foi a leilão.

Uma rede de supermercados, dos irmãos Nunes do Produtor Supermercado, do Município de Cruzeiro arrematou o clube por R$ 5 milhões, 304 mil reais, em cinco parcelas (de R$ 1.060.800,00). Segundo uma fonte ligada ao grupo empresarial de Cruzeiro, revelou que a intenção é construir um supermercado no local.

Ficamos tristes com essa informação, pois grande jogadores passaram por aqui como foi o caso do Pelé e agora essa historia irá se acabar“, disse Raimundo Souza, Gordinho, técnico do Hepacaré.

FONTES & FOTOS: Wikipédia – Blog Nossa Região em Foco – YouTube – Templos do Futebol – Rede Band – Waldomiro Junho

Escudo raro de 1961: Seleção de Itaguaí (RJ)

A Liga Desportiva de Itaguaí (LDI) foi Fundada no sábado, do dia 30 de Maio de 1953. Compareceram na assembléia as seguintes seis associações: 

Itaguaí Atlético Clube;

Itacurussá Futebol Clube;

Coroa Grande Futebol Clube;

Atlético Clube Ecologia (Universidade Rural);

Grêmio Olímpico Mangaratiba;

Seropédica Futebol Clube.

A reunião foi dirigida pelo presidente Ramos de Freitas e contou com a presença de figuras de destaque no Município de Itaguaí, notando-se a presença do Dr. Fabio Horta de Araújo, ex-presidente do America do Rio de Janeiro (entre os anos de 1949 a 51 e 1960), que tomou parte ativa nos trabalhos.

Foi eleita uma comissão composta de presidentes, tendo como dirigente o Dr. Hermano Naegele, com a incumbência de elaborar os estatutos e tomar todas as medidas necessárias para a instalação da novel Liga Desportiva.

O grande feito da entidade máxima de Itaguaí, além das realizações das competições citadinas, foi o vice-campeonato Fluminense de Seleções Municipais, em 1960 (Nova Friburgo ficou com o título).

No entanto, na década de 60, a Liga Desportiva de Itaguaí entrou em crise e acabou paralisando as suas atividades. Anos mais tarde, quando sentindo o impulso do então presidente da República, Médici deu ao desporto nacional, os dirigentes do desporto fluminense, apoiados por políticos fizeram com que ressurgisse Liga Desportiva de Itaguaí no sábado, do dia 15 de Julho de 1972.

FONTES: A Manhã (RJ) – Jornal dos Sports – Diário de Notícias – A Luta Democrática – Última Hora

No túnel do tempo: Porto Alegre vence o Flamengo, na Taça Guanabara de 1987

Equipes estrearam com o “pé direito”

Na estreia da Taça Guanabara, o Flamengo venceu o Bangu por 1 a 0, no Maracanã. O gol da vitória foi do estreante Renato Gaúcho aos 10 minutos da etapa inicial. Já o Porto Alegre Futebol Clube, que subiu para a elite do futebol carioca, após ficar o vice-campeonato da Segunda Divisão do Rio de 1986, debutou com vitória, em casa, em cima do Olaria Atlético Clube, pelo placar de 1 a 0. O gol foi assinalado pelo meia Áureo aos 18 minutos da etapa final.  

Sem acordo, jogo  não teve televisionamento

Os dirigentes do Flamengo não chegaram a um acordo com as televisões do Rio de Janeiro para a transmissão do contra o Porto Alegre, amanhã (quarta-feira, do dia 11 de março de 1987). Por isso, a partida está mantida para as 16 horas, em Itaperuna (RJ).

O acerto para a transmissão da partida (o jogo seria adiado para a noite) não aconteceu em função de problemas técnicos das tevês, pois daria enorme trabalho para a geração das imagens.     

Bebeto não renova e foi desfalque

O meia Bebeto (que depois passou a jogar como atacante) estava ameaçado de não jogar, em virtude da pendência de renovar ou não o contrato. O jogador insistiu na proposta de Cz$ 2 milhões de luvas e salários mensais de Cz$ 150 mil. Já o rubro-negro concordava com o valor dos salários, mas não passa da quantia de Cz$ 1 milhão e 600 mil de luvas, dividida em quatro vezes. No final, o jogador acabou ficando de fora e o técnico Sebastião Lazaroni escalou Adílio no seu lugar.

PORTO ALEGRE F.C. (RJ)       2          x          0          C.R. FLAMENGO (RJ)

LOCALEstádio Jair Siqueira Bittencourt, em Itaperuna (RJ)
DATAQuarta-feira, do dia 11 de Março de 1987
CARÁTER2ª rodada da Taça Guanabara de 1987
HORÁRIO16 horas
RENDACz$ 626.700 (seiscentos e vinte e seis mil e setecentos cruzados)
PÚBLICO10.445 pagantes
ÁRBITROAluísio Viug (FERJ)
AUXILIARESVander de Carvalho (FERJ) e Adauto Cunha (FERJ)
CARTÃO AMARELOLeandro e Aílton (Flamengo); Júlio e Nelson (Porto Alegre)
PORTO ALEGREAlmir; Luis Gusta­vo, Zé Carlos, Déo e Júlio; Nélson, Áureo e Biro-Biro; Cid (Cacaio), Ale­xandre e Adãozinho (Peu). Técnico: Gildo Rodrigues
FLAMENGOZé Carlos; Jorginho, Leandro, Mozer e Aírton; Andrade, Aílton e Adilio (Sócrates); Renato Gaúcho, Kita e Zinho (Marquinho). Técnico: Sebastião Lazaroni
GOLSAle­xandre aos 23 minutos (Porto Alegre), no 1º tempo. Adãozinho aos 12 minutos (Porto Alegre), no 2º tempo.

FONTES: arquivo pessoal – Jornal dos Sports

Centro Sportivo Itajaense (CSI) – Itajá (RN): revelou Souza, ex-seleção brasileira e Sinha, ex-seleção mexicana

O Centro Sportivo Itajaense (CSI) é uma agremiação do Município Itajá, situado na microrregião do Vale do Açu no interior do estado do Rio Grande do Norte. A sua Sede está localizada na Avenida João Manoel Pessoa, nº 179, no bairro Iguaraçú, em Itajá (RN).

Foto da Sede em 2012

Foi Fundado às 19 horas, do domingo, no dia 15 de Março de 1959, no salão do grupo rural, que contou com a presença de 64 pessoas, no Centro Social de Itajá. A equipe manda os seus jogos no Estádio Manoel Argemiro Lopes, o “Argemirão”, com capacidade para 3 mil pessoas.

Na 3ª reunião, às 19 horas, do domingo, no dia 12 de abril de 1959, foi constituída a 1ª Diretoria, formada pelas seguintes pessoas:

Presidente – Manoel Argemiro Lopes;

Tesoureiro – Francisco Santiago Lopes;

Diretor de Esporte – Manoel Egídio Pessoa;

Secretária – Silvânia Pessoa;

A 1ª partida do CSI, aconteceu no domingo, do dia 03 de Maio de 1959, quando goleou pelo placar de 5 a 1, o Centro Ipanguassu. De lá pra cá o CSI como o clube é um dos clubes mais tradicionais do interior potiguar.

“O Papa títulos”

distintivo atual

No Campeonato Citadino, o Itajaense possui 15 títulos. Sendo o maior campeão de uma das maiores competições do futebol amador do estado, a tradicional Copa Oeste, organizada pela Liga Desportiva Mossoroense (LDM), e que reuni as principais equipes da região Oeste e Vale do Açu.

O CSI foi seis vezes campeão da Copa Oeste nos anos de 1990, 1991, 2001, 2003, 2004 e 2009. O Itajaense também foi vice-campeão do maior campeonato amador do Rio Grande do Norte, o famoso MATUTÃO, em 1989 perdendo a final para o tradicional Centenário Esporte Clube de Parelhas.

Celeiro de craques em nível nacional e internacional

Meia Souza

O CSI também se destaca muito no futebol potiguar, por revelar muitos jogadores para clubes profissionais do Rio Grande do Norte, Brasil e do Mundo. Destaque para José Ivanaldo de Souza, mais conhecido como Souza (Itajá6 de junho de 1975), que teve uma passagem vitoriosa pelo Corinthians (SP), São Paulo (SP), Athletico Paranaense (PR) e América de Natal (RN), sendo um dos maiores ídolos do clube natalense em todos os tempos. E atuou ainda pela Seleção Brasileira, Flamengo (RJ), Atlético Mineiro (MG), Rio Branco de Americana (SP) e Krylya Sovetov (Rússia).

Sinha, defendendo as cores do Deportivo Toluca (MEX)

Outro atleta de grande destaque é Antonio Naelson Matías, Sinha que jogou no futebol mexicano no Real Saltillo, Monterrey, Toluca e Querétaro. Inclusive no Querétaro chegou atuar ao lado do Ronaldinho Gaúcho. Também jogou a Copa do Mundo de 2006 pela Seleção Mexicana. Lembrando que Sinha e Souza tem parentesco, uma vez que são primos.

No Brasil, atuou na Desportiva Ipanguaçú (RN), Rio Branco, de Americana (SP); e América de Natal. Neto Matias, irmão de Sinha também é outra grande revelação do CSI. Foi o treinador da histórica campanha do Potyguar de Currais Novos no vice-campeonato Potiguar de 2009. Outras revelações do clube de destaque foram Bebeto, Gilson Lopes e muitos outros.

O técnico Neto Matias, irmão de Sinha

FOTOS: Tribuna do Norte – página do Facebook “Antonio Naelson Sinha”

FONTES: Adeilton Alves – blog História do Futebol Potiguar

Escudos da década de 60: São João Futebol Clube – Atibaia (SP)

São João Futebol Clube (atual: São João Tênis Clube) foi uma agremiação da cidade de Atibaia (SP). A sua Sede está localizada na Praça Roberto Gomes Pedrosa, nº 38, no Bairro da Cidade Satélite, em AtibaiaFundado no domingo, do dia 02 de Fevereiro de 1930, através da incansável luta de um apaixonado pelo esporte: Menotti Barca.

Ele reuniu os companheiros e, homenageou o clube com o nome do padroeiro da nossa cidadeSão João. De acordo com a ata da fundação, a primeira assembléia foi realizada no campo de futebol situado a Caixa d’ água, pois o clube não tinha sede própria.

Confira os nomes dos Sócio-fundadores e a 1ª Diretoria:

Presidente – Menotti Barca;

Vice-Presidente – Juvenal Aguirre;

1° Secretário – Benedicto Bartholomeu;

2° Secretário – Benedito Leite;

1° Tesoureiro – Benedito Albino de Oliveira;

2° Tesoureiro – Silvano Chiochetti;

Diretor Esportivo – Thomaz Dos Reis Cardoso De Almeida;

2° Diretor Esportivo – José Pires Alvim.

Assim, durante muitos anos, o clube funcionou com o campo de futebol, que, segundo pessoas que vivenciaram aquela época, possuía excelente infra-estrutura, com ótimo gramado, vestiários e sala de imprensa. O clube também possuía um salão de baile na Rua José Alvim (calçadão), onde também passou a funcionar a sede social.

Em seu livro Terra de Jerônimo, Gilberto Sant’ Anna cita: ‘’(…) a pelota corria solta pelos gramados do (atual) São João Tênis Clube e Grêmio Esportivo  Atibaiense (…) O Leão e o Galo, respectivamente, revezavam-se nas vitórias, festejadas nas ruas com muito barulho’’.

Duas participações na esfera profissional

Em virtude da cidade ser conhecida pelo seu excelente clima e o clube ter o melhor campo gramado da região, hospedou os principais times profissionais de futebol da divisão especial, inclusive a seleção brasileira para treinamento em suas dependências. Nas décadas de 40 e 50 o clube recebeu diversas taças em campeonatos intermunicipais, e passou por uma fase maravilhosa. Mas a população de Atibaia começou a mudar, o futebol amador  entrou em declínio e também o clube.

Em 1969, alguns inconformados com o desaparecimento do São João, resolveram transformá-lo em clube de campo, para atender os novos interesses da sociedade. Embora não tenha sido fácil, aos poucos o prestígio do clube foi se restaurando. Vieram novos sócios, novas atividades esportivas e de lazer, e o clube começa a se reerguer.

Na esfera futebolística, participou do Campeonato Paulista do Interior de 1944. Em 27 de Abril de 1963, o clube recebeu da Prefeitura de Itatiba, a importância de Cr$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil cruzeiros), para a reforma da Praça de Esportes.  O motivo dessa ajuda financeira foi o fato de o São João ter disputado o Campeonato Paulista da Quarta Divisão de 1963 e 1965.

1971: Clube muda de nome

Tênis, na época considerado ‘’de elite’’ foi implantado no então São João Futebol Clube pelo Sr. Ramiro Simões Lopes, um apaixonado pela modalidade esportiva. O clube passava por várias dificuldades financeiras, existia até a idéia de se lotear uma parte do clube. O então presidente, Moacyr Zanoni, resolveu apoiar o Sr. Ramiro e o novo esporte.

Como não havia dinheiro para a construção das quadras, o Sr. Ramiro passou a pedir doação de material para os amigos, e ele mesmo, com a ajuda de dois serventes, limparam o terreno. Para tanto, nada recebia, apenas o clube pagava os pedreiros. No dia 1° de maio de 1972 as duas quadras foram inauguradas e no ano seguinte a escolinha já funcionava.

O clube passa então a se chamar São João Tênis Clube, e renasce para uma nova fase. Cada diretoria, cada administração, colaborou para que o clube se transformasse no que é hoje.

FOTOS: Acervo de Benedito Aparecido Pires, o “Gatinho” (ex-jogador do clube) – Atibaia Hoje

FONTES: Rsssf Brasil – Site do clube

Sport Club Renato Dias – Juiz de Fora (MG): Existiu entre 1917 a 1932

O Sport Club Renato Dias foi uma agremiação da cidade de Juiz de Fora (MG). O “Alvirrubro Juiz-forano” foi Fundado na quarta-feira, do dia 28 de Março de 1917, pelo coronel Renato Cordeiro Dias, que se tornou presidente honorário e patrono.

O coronel Renato Cordeiro Dias foi um industrial, dono da refinaria de açúcar Renato Dias, que se tornou o 1º presidente da Sub-Liga dos Sports Athleticos (Fundado na sexta-feira, do dia 1º de Março de 1918), filiada Liga Mineira de Sports Athleticos, com Sede em Belo Horizonte. 

Na noite da sexta-feira, do dia 22 de fevereiro de 1918, foi criada a Liga de Desportos de Juiz de Fora. Entre os diversos  nomes que ajudaram a criar a nova liga estava o Cel. Renato Cordeiro Dias.

Recorte de 1918

Além dele, tivemos outros desportistas que contribuíram para a fundação: Antônio Aguiar (Canoinha), Paulo Schmitz, Marcondes Ferraz, Abril de Araújo Alves, Eduardo Weiss, Hosano Fonseca, Besnier de Oliveira, Pedro Gonçalves de Oliveira, além dos clubes Tupy, Tupynambás, Sport Club Juiz de Fora e Sport Club Renato Dias.

O Sport Club Renato Dias foi “figurinha carimbada” no Campeonato Citadino de Juiz Fora, onde participou em 14 edições do certame: 1918, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924, 1925, 1926, 1927, 1928, 1929, 1930 e 1931.

Clube virou marca de Cerveja em 1918

Na quinta-feira, do dia 05 de Dezembro de 1918, os proprietários da Cervejaria Americana, de Juiz de Fora, lançaram novas marcas de cerveja Tupy, Sport Club, Tupynambás e Renato Dias.

Em homenagem aos clubes juiz-foranos foram lançados no mercado da cidade. O produto foi destacado assim: “Muito recomenda pelo seu sabor agradável, pela cor e pela pureza do líquido“.

Praça de Esportes, da Rua Raul Soares

No domingo, do dia 04 de Maio de 1924, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes (atualmente fica o Shopping Solar Center), junto a estação da Leopoldina Railway, na Rua Raul Soares, s/n, no Centro da cidade, diante o então campeão da cidade: Tupy Football Club.

Cerca de três meses depois, no domingo, do dia 03 de Agosto de 1924, às 15h30min., o Renato Dias inaugurou as arquibancadas, diante do scrath de São João Del Rey, valendo a ‘Taça Coronel Renato Cordeiro Dias’. Os ingressos para arquibancada custaram 2$000 (dois mil reis). A partida terminou empatada em 4 a 4.

Primeiro jogo nacional

No domingo, do dia 10 de Julho de 1921, o Sport Club Renato Dias realizou o seu 1º amistoso nacional, ao enfrentar o Carioca Football Club (RJ), no campo do Tupy Football Club, em Juiz de Fora.

No final, melhor para os cariocas que venceram pelo placar de 4 a 3. Os gols foram de Braz aos 4 e 30 minutos (Carioca); Guilherme aos 13 minutos (Renato Dias); Tatão, de pênalti, aos 36 minutos (Renato Dias); no 1º tempo.

Na etapa final, Braz aos 2 e 17 minutos (Carioca); Raul, contra, aos 8 minutos (Renato Dias). O Carioca formou assim: Raul; Surica e Gallo; Moacyr, Bernardo e Arnaldo; Santos, Braz, Chiccarino II, Aristides e Nicola

O Renato Dias, jogou com: Mario; Duca e Ninho; Jacy, Arthur e Justin; Tatão, Doca, Guilherme, Xavier e Quintino.

No domingo, do dia 28 de Agosto de 1927, com arbitragem de Jayme Barcellos, o Renato Dias enfrentou o poderoso America Football Club (RJ), em Juiz de Fora. O clube da Campos Salles goleou por 5 a 2. No primeiro tempo, o Mecão foi para o vestiário com a vantagem de 3 a 1, com dois gols de Mario Pinto e um de Mineiro. Na etapa final, Mario Pinto e Mineiro marcaram mais um tento cada.

O America jogou com: Joel; Jayme e Lazaro; Hermógenes, Hildegardo e Walter; Ripper, Celso, Mario Pinto, Mineiro e Miro

1932: Clube muda de nome

Em meados de 1932, quando alterou o nome para Sport Club Palestra Itália. Com a nova denominação chegou a disputar e vencer o Torneio Início de Juiz de Fora em 1933, porém o campeonato não chegou a ser realizado por conta da implantação do profissionalismo. Como até maio de 1934 o clube não se profissionalizou, foi desligado da nova liga AME (Associação Mineira de Esportes, situado na Rua Espírito Santo, nº 757 – Centro – Belo Horizonte) e desapareceu do cenário esportivo em definitivo.

Algumas formações:

Time base de 1918: Teixeira (Ormindo); Mimi (Chaves) e Ducca; Penne (Vasco), Bahiano e Canário (João); Daniel (Paulista), Xovieit (Braga), Rosa (Dung), Puino (Primo ou Imponi) e Almeida (Montrezol ou Batoque).

Time base de 1919: Ormindo; Duca e Ninho (Moacyr); Canário (Perini), Arthur (Alves) e Bahiano (Vieira); Daniel, Othon (Braga), Guilherme (Xavier), Primo e Quintino.

Time base de 1920: Ormindo; Duca e Ninho; Bahiano, Percegoni e Perini; Daniel, Doca, Alves, Xavier e Quintino.

Time base de 1921: Mario; Duca e Ninho; Jacy, Arthur e Justin; Tatão, Doca, Guilherme, Xavier e Quintino.

Time base de 1924: Campos; Ninho e José Pequeno; Capitão, Ferro e Osório; Guadin (Sá Rita), Canário (Rolleaux), Pedro, Doca e Quintino.

Time base de 1926: Vicente; Angelino e José Pequeno; Bonfim, Doca e Rolleaux; Guadin, Canário, Pedro, Doca e Quintino.

Time base de 1928: Carvalho; Alberto e Ninho; Oliveira, Ferro e Agenesio; Carestia, Roça, José Pequeno, Quintino e Sebastião.

Time base de 1930: Carvalho (Cláudio); Treventi e Arnaldo; Jayme, Ferro e Pergentino; Mão (Panamá), Hugo (Tabara), Tião, Fernando e Tamoyo.

Desenho do escudo, uniforme, pesquisa e texto: Sérgio Mello

FONTES: Vida Sportiva: hebdomadario sportivo e mundano (RJ) – Livro Retrospectiva Futebol – Juiz de Fora (1918-78), de Geraldo Gerheim – Pharol (MG) – A Época (RJ) – O Paiz (RJ) – Jornal das Moças (RJ) – O Brasil (RJ) – A Noite (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Diário da Noite (RJ)