Arquivo da categoria: Carências

Categoria criada a fim de listarmos aquilo que nos falta informações. E assim, quem sabe; finalmente conseguirmos eliminá-los de nossa lista!

Escudo Raro de 1952: Botafogo Futebol Clube – João Pessoa (PB)

O Botafogo Futebol Clube (Botafogo da Paraíba) é uma agremiação da cidade de João Pessoa (PB). A sua Sede está localizada na Rua Antonio Teotônio, nº 688, no bairro Cristo Redentor, em João Pessoa.

O Estado da Paraíba ainda respirava o ar da Revolução de 1930. A capital acabava de trocar de nome, já se chamava João Pessoa. Afetados ou não pelos trágicos acontecimentos políticos, um valoroso grupo de estudantes paraibanos tinha como passatempo predileto participar das peladas nas dezenas de terrenos baldios, ainda existentes, nos arredores de suas residências.

Foi exatamente em torno desse grupo de talentosos atletas adolescentes que foi amadurecendo a ideia de se fundar um novo clube. Assim, depois de uma “Assembleia” de muitos palpites, o “Belo” foi Fundado na segunda-feira, do dia 28 de Setembro de 1931, vários garotos, que nem imaginavam que estavam dando vida a um dos times mais tradicionais do estado da Paraíba.

Eles decidiram por este nome e montaram, então, a sua 1ª diretoria:

Presidente: Beraldo de Oliveira

Vice-Presidente: Manoel Feitosa (Nezinho)

1º Secretário: Livonete Pessoa

2º Secretário: José de Melo

Tesoureiro: Edson de Moura Machado

Orador: Enock Lins.

O palco do tão importante acontecimento foi uma modesta casa, a de nº 45, da rua Borges da Fonseca, hoje Av. D.Pedro II, bem próxima à esquina da Rua 13 de maio.

O nome “Botafogo”

O Belo, traz em sua história uma grande curiosidade na escolha do nome. O jornalista André Resende escreveu um livro (ainda inédito) em que fala sobre o clássico Botauto. E, segundo suas pesquisas, registros históricos retirados de jornais da época mostram que o nome saiu em meio a um contexto de greve em João Pessoa, no início da década de 1930.

– Nos primeiros registros que se teve acesso, o nome do clube aparece escrito separado: Bota-Fogo, por conta de alguns funcionários do jornal A União, que participaram da fundação do clube. Eles estavam passando por uma greve na época. E queriam usar o time recém-fundado como forma de protesto.

Durante os três meses após a sua fundação, a equipe do Botafogo conseguiu bons resultados e foi, a partir daí, conquistando a simpatia dos pessoenses. O primeiro amistoso que o Botafogo realizou foi contra o Triunfo, tendo vencido por 1 x 0 em jogo realizado no Campo do América, onde hoje está instalada uma caixa d’àgua da Cagepa, na rua Diogo Velho.

Na época, o Botafogo jogava com a seguinte formação: Beraldo, Louro e Nilton; Henrique, Pires e Mario; Bilica, Paulo, Ponzinho, Galego e Luca.

No ano seguinte à sua fundação, o Botafogo participou do Campeonato de Juvenis disputado na Escola de Aprendizes de Marinheiro, local onde, atualmente, encontra-se a Maternidade da Legião Brasileira de Assistência (L. B. A.), oportunidade em que conquistou o seu 1º título com o seguinte time base: Beraldo, Louro e Quidão; Aluysio, Vicente e Marinho; Bilica, Souzinha, Mario, Viegas e Zé Henrique. Reservas: Wamberto e Huerta.

Animado com os resultados, em 1933 vinculou-se à Liga de Barreira, hoje Bayeux, conhecida como Liga Suburbana, ou “Liga do São Bento”, que fazia uma relativa concorrência à LDP (Liga Desportiva Paraibana) que funcionava em caráter oficial.

A animação era tão grande que muita gente boa procurava a referida entidade. O Botafogo, pois, concorreu ao campeonato daquela liga, conquistando o título máximo em renhida porfia com o “São Bento”, que em decisão do certame foi abatido por 3×1. Nesse ano de 1933, o Botafogo apresentou-se assim constituído: Pagé, Genival e Rossini; Paulo, Teixeira e Nilo; Zé Henrique, Duílio, Windsor, Bilica e Von Shosten.

O resultado deu mais ânimo ao clube e meses depois, já em 1934, pedia filiação à Liga Desportiva Paraibana. Depois da filiação, o Botafogo passou a pensar na formação de uma boa equipe e reforçou-se com jogadores dos principais clubes filiados à LDP.

O Botafogo formou um timaço e tornou-se uma agremiação respeitada, principalmente porque passou a ser uma equipe mais prestigiada por seus torcedores em razão da qualidade de cada jogador.

Os resultados logo apareceram. Em 1935 sagrou-se Vice-Campeão Paraibano. Mas o seu 1º título de Campeão Paraibano surgiu em 1936. E daí logo se tornou tricampeão Paraibano ao conquistar também os campeonatos de 1937 e 1938.

Da sua fundação até hoje o Botafogo construiu uma bela história na Paraíba. Já são 31 títulos conquistados como Campeão Paraibano, e grandes vitórias a nível nacional e internacional. E se o Botafogo cresceu, se ele representa tantas tradições, deve-se muito à sua torcida.

E representando essa torcida, deve-se fazer referência a uma colaboradora anônima: a senhora Sebastiana de Oliveira, mãe de um dos fundadores e primeiro presidente do clube, Beraldo de Oliveira, que, com amor e carinho, cuidava do filho, do clube e de seus amigos, chegando a utilizar suas poucas economias para ajudar os meninos na compra de material esportivo e com outras despesas.

Mas se o Botafogo perdia, dona Sebastiana de Oliveira sentia mais que os garotos. Foi ela, portanto, a primeira grande torcedora, primeira grande sacrificada pelo clube. Seu exemplo foi seguido, ao longo dos anos, sabendo-se que muitos outros sacrifícios jamais deixarão apagar a chama ateada por Beraldo de Oliveira e amigos.

Texto, desenho do escudo e uniformes: Sérgio Mello

FOTO: Acervo de Raimundo Nóbrega

FONTES: Site do clube – Federação Paraíbana de Futebol – o livro “A História do Futebol Paraibano”, de  Walfredo Marques – livro “Memória do Botafogo Paraibano – Vols. 1 e 2”, de  Raimundo Nóbrega – Matheus Emmanuel

Sport Club 1º de Maio – Rio de Janeiro (RJ): Tricampeão Carioca do D.A., em 1954-55-56

1° de Maio Futebol Clube  foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clube Alvianil foi  Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Maio de 1919, com o nome de Sport Club 1º de Maio.

A Sede ficava na Rua Conde da Leopoldina, nº 60, no Bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Nos anos 30, se transferiu para a Rua Bonfim, nº 170, no Bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio.

Apesar das escassas informações, vale a pena o registro do Tricampeão do Campeonato Carioca do Departamento Autônomo (D.A.) de 1954, 1955 e 1956, organizado pela Federação Metropolitana de Futebol (FMF).

Flâmula: Acervo de Raymundo Quadros

Desenho do uniforme e escudo: Sérgio Mello

FONTES: Vida Domestica (RJ) -A Manhã – Diário da Noite – Correio da Manhã – A Noite – Jornal do Brasil

Jaceguay Futebol Clube – São Paulo (SP): Fundado em 1912

O Jaceguay Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). O “Veterano Grêmio da Bella Vista” foi Fundado na terça-feira, do dia 1º de Outubro de 1912.

As cores verde e branco foram escolhidas pelo técnico  Salvador Loschiavo, que jogou no União Brasil (verde e amarelo), e depois jogou no Palestra Italia (atual Sociedade Esportiva Palmeiras) entre 1921 a 1927 e 1929 a 1934.

A sua Sede ficava localizada no bairro da Bela Vista, no encantador Bixiga, na região central de São Paulo. Já a sua Praça de Esportes estava situado na Rua Martinho Prado, s/n, também no bairro da Bela Vista.

Em 1914, disputou o Campeonato, organizado pela Liga Paulista de Sports (LPS). Em 1919, participou do Campeonato, organizado pela Federação Paulista de Sports (FPS). Nos anos 20, fez parte da APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos).

Famoso ataque demolidor do Jaceguay, na década de 40: Cebolinha – Zezinho – Caiuba  

Texto, desenho e pesquisa: Sérgio Mello

Colaborou: Rodrigo S. Oliveira

FOTO: Acervo de Mario Carmo Biondi

FONTES: Diário Nacional: A Democracia em Marcha (SP) – A Fita (SP) – O Combate: Independência, Verdade, Justiça (SP) – A Gazeta (SP)

Esporte Clube Nacional – Itatiaia (RJ): Fundado em 1951

O Esporte Clube Nacional é uma tradicional agremiação do município de Itatiaia, situada na região Sul Fluminense do estado do Rio de Janeiro (RJ). O “Clube do Povo” foi Fundado no sábado, do dia 08 de Dezembro de 1951 , com o nome de Guarani Futebol Clube. Em 20 de agosto de 1958, quando foi registrado, a agremiação adotou o nome atual: E.C. Nacional. As suas cores: verde e branco.

A 1ª Diretoria foi composta pelos seguintes membros: Sebastião Bernardo, José Aníbal Carneiro, Guilherme Camejo, Joaquim Carvalho Lemos, Joaquim Isidoro Coutinho e Arthur Alberto Leite Junior.

Os seus Presidentes ao longo da sua história foram os seguintes: Sebastião Bernardo, Elias Ferreira, José Coutinho, Luís Gomes Rabelo, José Nicanor de Barros e ultimamente, André Valente

O grande rival do Nacional é o Atlético Clube Itatiaia. O encontro entre essas duas equipes agitavam os torcedores itatiaienses, atraindo um grande número de pessoas nos jogos.  

No início das suas atividades o Nacional era filiado a Liga Desportiva de Resende (LDR), onde se sagrou campeão em duas oportunidades. Posteriormente, em 22 de Junho de 1990, quando presidentes do Atlético Clube Itatiaia e Esporte Clube Nacional se uniram a fim de fundar a Liga Desportiva de Itatiaia (LDI), passaram a jogar as competições no seu município. O 1º presidente provisório da Liga foi Jorge Barbosa da Silva, que após organizar a sua administração.

Primeiro Campeão Citadino: Esporte Clube Nacional

EM PÉ (esquerda para a direita): Samambaia, Newton Careca, Ary, Deleco, Mirinho, Fernando (C), Mazinho, Pedro Antônio, Totonho, Marquinho, Afrânio e Djalma.

AGACHADOS (esquerda para a direita): : Toninho Romário, Batista, Geovane, Serjão, Murilo, Jarbinha e Henrique.

No primeiro, extra-oficial, sagrou-se campeão o União da Vila Futebol, em 1990. Nos oficiais, o Esporte Clube Nacional tornou-se o 1º campeão do Município em 1991, invicto tendo como Vice o Atlético Clube Itatiaia.

O título foi alcançado na segunda partida da final, do 1º Campeonato Oficial de Amador de Itatiaia. Assim, o Nacional foi campeão de forma invicta, tendo o ataque mais positivo (33 gols), a defesa menos vazada (nove gols sofridos) e o artilheiro do certame: Toninho Romário com 11 gols. Ao todo foram 15 jogos, com 11 vitórias e quatro empates.

O time do Nacional campeão tinha a seguinte formação e numeração:

1 – Afrânio;

2 – Ary,

3 – Serjão,

4 – Fernando,

6 – Mazinho,

5 – Marquinho,

7 – Batista,

8 – Murilo,

10 – Geovane,

9 – Henrique,

11 – Toninho Romário

Técnico: Newton Careca.

No ano seguinte, em 1992, foi a vez do Novo Cimafe Futebol Clube, ficando com Vice o Verona Futebol Clube. Neste período, outros eventos foram realizados, sobretudo, buscando atingir os jovens do nosso município, e foi com esses eventos importantes, tais como: Campeonatos de Juvenil em 1992, quando sagrou-se campeão o Verona Futebol Clube.

O Campeonato de Juniores, também em 1992, quando teve como campeão o Esporte Clube Nacional, que surgiram as oportunidades que foram dadas a vários atletas juvenil, que posteriormente atuaram no Fluminense Football Club, do Rio de Janeiro e no Flamengo. Alguns destes atletas foram os seguintes: Bebeto, Altair, Flavinho, Xando, Alan, Alessandro Couto, Alex e Sirlei

FOTOS: Acervo de Murilo Souza de Oliveira (ex-jogador do Nacional)

Desenhos e texto: Sérgio Mello

FONTES: Academia Itatiaiense de História

Esporte Clube Maravilha – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1939

Pesquisa, desenhos e texto: Sérgio Mello

O Esporte Clube Maravilha foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Alviceleste Maravilhense” foi Fundado no domingo, do dia 02 de Abril de 1939, como Sport Club Maravilha, por um grupo de desportistas liderados por Altair Pereira, Eloi Genovês, Geraldo de Souza, Petrônio Marcos, entre outros.    

Um breve resumo sobre a história do clube

O 1º campo (de propriedade do I.A.P.C., cedido por empréstimo) era modesto e dividia o espaço com outra equipe (Unidos). Posteriormente com a extinção do Unidos passou a gerir o campo sozinho, que ficava na Rua da Bica, em Quintino.

Até no final década de 40, a Sede provisória ficava na Praça Tiradentes, no Centro do Rio. Graças ao árduo trabalho do presidente do clube, Floriano Peixoto Resende, na noite de sábado, às 21 horas, no dia 18 de dezembro de 1954, o clube inaugurou a sua Sede própria que ficava situada na Rua Cupertino, nº 395, Quintino Bocaiúva, na Zona Norte do Rio (RJ). A mesma foi adquirida com enorme sacrifício, por meio das cotas dos sócios-proprietários e mensalidades.  

Contando com o 1º e 2º Quadros, a diretoria do Maravilha criou o quadro Infantil, no início de novembro de 1941. Além do futebol, o clube também contava com uma forte equipe de Tênis de Mesa

Em 1954, se sagrou campeão do Campeonato de Futebol Independente, organizado pelo jornalista Julio Neves e do qual contou com a participação de cerca de 80 clubes. Na final, após perder para os Irmãos Goulart por 5 a 3, no jogo de ida, em Olaria, o Maravilha reverteu o quadro venceu por 2 a 1, no Estádio Figueira de Melo, levantando a taça.

Maravilha jogou no Maracanã – Parte I

No sábado, do dia 09 de Abril de 1955, o Flamengo goleou o Santos por 5 a 1, válido pelo Torneio Rio – São Paulo. Na preliminar, o Maravilha jogou pela primeira vez no imponente Estádio Mario Filho, o Maracanã.

O adversário foi o Torres Homem Futebol Clube, do Bairro de Botafogo, filiado no Departamento Autônomo. Num jogo bastante movimentado, acabou empatada em 3 a 3.

O Maravilha vencia quando no “apagar das luzes” o zagueiro Joel, numa jogada de pura infelicidade, acabou marcando contra o próprio patrimônio. Os gols do Maravilha foram assinalados por Pitoca, duas vezes, e Cica um tento. O time jogou assim: Caju; Petrônio e Joel; Cunhado (Telo), Célio (Maneco) e Cicino; Cica, Lico (Taica), Azambuja, Buja (Renato), Jair  e Pitoca.   

No começo de 1956, o clube contava com 85 sócios proprietários, 315 contribuintes (sendo 55 juvenis) e mais seis diretores e conselheiros, dando um total de 400 associados. Segundo membros do clube, uma torcida de cerca de 2 mil pessoas.

Maravilha voltou a jogar no Maracanã e entregou uma flâmula ao craque Puskas

Ferenc Puskás abraçado com os jogadores do Maravilha

Na noite de sábado, às 19h30min., do dia 02 de Fevereiro de 1957, na preliminar do amistoso internacional entre Flamengo e Honved (base da Seleção Húngara, na época), o Maravilha voltou a pisar no gramado do Maracanã.

O Maravilha acabou derrotado pelo Modelo, de Bonsucesso (campeão do Torneio realizado pelo Bonsucesso Futebol Clube) pelo placar de 2 a 1, sofrendo, numa cobrança de penalidade máxima, o tento derradeiro no fim da partida.

No intervalo da preliminar, os jogadores do Maravilha ofereceram aos jogadores húngaros uma flâmula, como o craque Ferenc Puskás.  No segundo tempo, o Modelo, reforçado por jogadores do Aspirantes do Bonsucesso F.C. conseguiu o tento da vitória no final da peleja.

Gol de pênalti que deu a vitória ao Modelo
O goleiro Tide (Maravilha), entregando a flâmula a Farago

Time de 1941: Antoninho; Abraão e Raulino; Ney, Aprígio e Ovídio; Faustino, Altino, Antonio, Oswaldo e Donato. Reservas: Larry, Hamilton, Hélio, Luiz, Nascimento, Domingos, Nelson I e Nelson II.  

Time de 1953: Tide (Hugo); Petrônio (Medroso) e Esquerdinha; Joel, Cunhado e Cicino; Cica, Jair, Taica, Rogério (Osvaldo) e Guará (Djalma).  

Time de 1954: Tide (Hugo); Petrônio e Esquerdinha (Joel); Maneco, Célio e Cicino; Cica, Taica, Lico, Renato, e Rogério.  

Time de 1955: Caju; Toninho (Petrônio) e Joel (Maneco); Cunhado (Telo), Célio e Cicino; Cica, Lico (Taica), Azambuja (Geraldo), Jair (Renato) e Pitoca (Buja).  

Time de 1956: Caju; Petrônio e Joel; Maneca, Telo e Cicino; Cica, Lico, Arlindo, Jaú e Pitoca.  

FONTES: Gazeta de Notícias (RJ) – A Noite (RJ) – Jornal dos Sports – Diário de Notícias (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Tribuna da Imprensa (RJ)

Foto Rara de 1972: São Cristóvão de Futebol e Regatas (RJ)

EM PÉ (esquerda para a direita): Triel, Norival, Celso, Madeira, Dias e Almir AGACHADOS (esquerda para a direita): Gilbert, Ivo Sodré, Alexandre, Téia e Humberto. Destes, faleceram: Madeira, Almir e Ivo Sodré.

Acima o time posado do São Cristóvão de Futebol e Regatas, no Estádio de Moça Bonita, no bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que saiu postado na revista Placar, em 1972:            

FOTO: Acervo de José Leôncio Carvalho

Foto Rara de 1972: Olaria Atlético Clube/RJ, com Garrincha, em Juazeiro do Norte (CE)

EM PÉ (esquerda para a direita): Aluísio, Fernando Pirulito, Mario Tito, Pedro Paulo, Altivo e Mineiro;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Garrincha, Ézio, Roberto Pinto, Salvador e Carlos Antonio.
Destes, já faleceram: Mario Tito, Pedro Paulo, Garrincha, Roberto Pinto e Salvador.

Na foto posada (acima), onde está Mané Garrincha, defendendo as cores do Olaria Atlético Clube, referente ao amistoso nacional contra o Combinado Icasa-Guarani. A partida transcorreu na sexta-feira, do dia 21 de abril de 1972, no Estádio Municipal Mauro Sampaio, o “Romeirão“, em Juazeiro do Norte (CE).

O clube da Rua Bariri recebeu a cota de Cr$ 25 mil pelo jogo. Após a partida, Mané Garrincha foi homenageado, onde recebeu o título de “Cidadão Juazeirense“, pela Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, proposto pelo vereador Francisco Rocha da Silva.      

No final da peleja, o Combinado Icasa-Guarani venceu pelo placar de 3 a 1. A presença de Garrincha levou ao Romeirão o maior público de sua história: com mais de 15 mil pagantes. Mané Garrincha conseguiu os seus dribles clássicos (saída para a direita) sobre o lateral Catolé, o “João” da vez.

Da esquerda para direita: Francisco Bezerra (gerente das extintas Casas Pernambucanas), Edmilson Bezerra (dirigente da Liga Desportiva Juazeirense), Garrincha, Francisco Gama e Ednaldo Dantas (ambos dirigentes do Guarani).

FOTO POSADA: Acervo de José Leôncio Carvalho

FOTO: Acervo de Wilton Bezerra

FONTES: Jornal dos Sports – Correio da Manhã (RJ) – Diário de Pernambuco

Rodoviário Atlético Clube – Volta Redonda (RJ): Pentacampeão citadino nos anos 50

O Rodoviário Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Volta Redonda (RJ). O “Alvianil Volta-redondense” foi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Outubro de 1942.

Foi figurinha carimbada no Campeonato Citadidino de Volta Redonda, onde alcançou o seu auge na década de 50, quando faturou o pentacampeonato nos anos de 1954, 1955, 1956, 1957 e 1958.

Porém, no começo de setembro de 1961, o declínio se acentuou após o contrato que mantinha com o Guarani Esporte Clube para utilizar a Praça de Esportes General Sylvio Raulino de Oliveira (que nesse ano foram instalados os refletores e também os alambrados) para jogos e treinos, não foi renovado.

Com isso, o clube Pentacampeão citadino, sob a presidência do Sr. Neri Miglioli ficou sem local para se preparar o seu elenco. A partir daí, o dirigente buscou junto as autoridades de Volta Redonda, conseguir um terreno para construir a sua Praça de Esportes. No entanto, no ano seguinte conseguiu um campo no município vizinho: Barra Mansa. Mais precisamente no estádio da Associação Atlética Goiabal.

Porém, o Rodoviário tentou seguir disputando o Campeonato Citadino de Volta Redonda, o que gerou descontentamento da Liga Desportiva de Volta Redonda (LDVR) e dos clubes da cidade do Aço. Após pressão, a LDVR não aceitou e o Rodoviário não disputou o certame.     

FONTES: Última Hora (RJ) – Livro “Varandão da Saudade”, do autor Sérgio Luiz – pesquisador, Gil Bracarense Leite