Arquivo da categoria: Carências

Categoria criada a fim de listarmos aquilo que nos falta informações. E assim, quem sabe; finalmente conseguirmos eliminá-los de nossa lista!

Esporte Clube Sauassú – Aracruz (ES): Existiu de 1954 a 1992

O Esporte Clube Sauassú (atual: Esporte Clube Aracruz) é uma agremiação do município de Aracruz (ES). Situado a 83 km da capital (Vitória), a localidade conta com uma população de 103.101 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2020. A sua Sede fica na Rua Padre Luiz Parenzi, nº 369, no Centro de Aracruz.

O “Dragão Vermelho” foi Fundado no sábado, do dia 12 de Junho de 1954, com o nome Esporte Clube Sauassú, em homenagem ao antigo distrito que hoje é a sede do Município.

No começo a ideia foi criar um time amador para disputar a  prática de esportes da região. A 1ª Diretoria foi constituída com os seguintes membros: F. Souza Neto, Artêmio Modenesi, Aurício Modenesi, Pedro Tonon, Francisco Monteiro Bermudes, João Paulo de Barcelos e Otacílio Bermudes.

Em 1956, por doação do benemérito Eugênio Antônio Bitti, o Sauassú recebeu uma área de mais de 29 mil m² para a construção de sua praça esportiva, por anos chamada de Estádio do Bambu, em função do fato de que era toda cercada pela referida planta.

No final dos anos 80, o espaço recebeu alvenaria e jogos amadores, principalmente contra Mariano, rival na época. Pela primeira vez como clube profissional, o Sauassú se sagrou campeão do Campeonato Capixaba da 2ª Divisão, em 1990, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo.

Em 1993, já com o nome novo: Esporte Clube Aracruz, decidiu o título do Campeonato Capixaba da 1ª Divisão, contra o extinto Linhares Esporte Clube. Acabou ficando com o vice-campeonato.

 Após o único rebaixamento de sua história, em 1994, paralisou suas atividades nos anos de 1995 e 1996, retornando ao Campeonato Capixaba de 1997, mais uma vez se tornando inativo de 2001 a 2006. Retornou às disputas em 2007, quando participou, sem êxito, da 2ª Divisão do Campeonato Capixaba.
Em 2010, novo retorno, vindo a se sagrar campeão Capixaba da Segunda Divisão invicto, derrotando na final a equipe do Estrela do Norte, de Cachoeiro de Itapemirim (ES).

Em 2011, com boa campanha, quase chegou à vaga nas semifinais da 1ª divisão estadual, deixando o sonho de ser campeão estadual mais uma vez adiado.
Em 2012 veio o melhor momento da histórica do clube. O Aracruz foi 2° colocado na 1ª fase do Capixabão, chegando às semifinais contra o Vitória e às finais contra o Conilon, de Jaguaré.

Tendo em vista que o Estádio “Eugênio A. Bitti” não comportava a capacidade de público mínima de 5 mil pessoas, a diretoria teve que correr contra o tempo para que as reformas necessárias fossem cumpridas num prazo de uma semana, tempo concedido após a ciência que participaria da grande decisão do Campeonato.

Com problemas quanto à quantidade de operários nas obras de ampliação, insuficientes, tendo em vista que o prazo somente seria cumprido se o trabalho continuasse durante a madrugada, membros da torcida organizada Dragão Vermelho colocaram a “mão na massa” onde se construía a extensão das arquibancadas e passaram a trabalhar para que o sonho de realizar a grande final em casa fosse literalmente concretizado.

Com a obra concluída e o estádio autorizado pelos órgãos governamentais, o Aracruz derrotou o Conilon no dia 05 de maio de 2012 pelo placar de 4 a 1, sendo campeão do Campeonato Capixaba da 1ª Divisão pela primeira vez, com um público de 5 mil pagantes. Em razão dessa conquista, disputou o Campeonato Brasileiro da Série D de 2012, ficando em 3° lugar em seu grupo, mas não avançando de fase.

Em janeiro de 2013, disputou contra a Desportiva Ferroviária a Copa dos Campeões do Espírito Santo, sagrando-se novamente campeão pelo placar de 2 a 1. No mesmo ano, disputou a Copa do Brasil, vindo a ser eliminado, na 1ª fase, pelo Joinville (SC), após empatar em casa por 1 a 1 e a perder em Santa Catarina por 1 a 0.

Ainda em 2013, o Dragão foi mais bem classificado na 1ª fase do Campeonato Capixaba da 1ª Divisão, garantindo a vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D do mesmo ano, classificando para as semifinais contra o Real Noroeste, de Águia Branca (ES).

Após perder por 2 a 1 fora, ganhou a partida de volta por 4 a 2, passando novamente à grande final, contra a Desportiva. Desta vez, porém, após empatar por 1 a 1 o jogo de ida em Cariacica, o Aracruz perdeu, em casa, por 2 a 1, razão pela qual ficou com o vice-campeonato.

O resultado contra os grenás, porém, não retirou do Dragão o título de maior público acumulado, mais de 22 mil pagantes, e maior renda acumulada do Estado, mais de 220 mil reais. Outra vez na disputa do Campeonato Brasileiro da Série D, o clube não logrou êxito, vindo a ser eliminado novamente na 1ª fase.

Em 2014, o Aracruz desiste de participar do Campeonato Capixaba e fica suspenso pelo período de um ano. No retorno a uma competição oficial, o Aracruz empata em 1 a 1 com o Rio Branco (ES), no Estádio do Bambu na estreia do Campeonato Capixaba da Série B de 2018.

O Dragão goleia o Vilavelhense por 3 a 0, em casa, e classifica-se para as semifinais com três rodadas de antecedência. Nas semifinais, o Aracruz é eliminado pelo Estrela do Norte e não consegue o acesso à Série A.

O Aracruz foi convidado a participar da Série A, de 2019 após desistência do Espírito Santo, porém recusa e também não participa da Série B de 2019, entrando novamente em inatividade.

FONTES: Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo – site do clube – Wikipédia – Manchete Esportiva

Tamoyo Football Club (atual: Tamoyo E.C.) – Cabo Frio (RJ): 1º escudo entre 1915 a 1918

Hoje o Tamoyo Esporte Clube completa 105 de existência!

Uma breve história desta simpática agremiação que fica na cidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos no estado do Rio de Janeiro. A sua atual Sede está localizado na Avenida Nilo Peçanha, nº 153, no Centro da cidade.

Fundado no sábado, do dia 15 de Novembro de 1915, com o nome de Tamoyo Football Club. Na década seguinte alterou a nomenclatura para “Tamoyo Sport Club“. Na década de 40, com o aportuguesamento de boa parte dos clubes, a agremiação cabofriense passou a se chamar: Tamoyo Esporte Clube, que perdura até os dias atuais.  

O Tamoyo possui um histórico expressivo em duas modalidades esportivas: Futebol e o Futsal (antigo Futebol de Salão), onde é considerado um dos clubes mais tradicionais do Estado. Em 2015, ano em que completou seu centenário, disputou o Campeonato Estadual sub-20.

No campo, possui diversos títulos do Campeonato Citadino de Cabo Frio. No âmbito estadual, nos anos de 1941 (terminando na 5ª colocação, no geral) e 1942, o Tamoyo participou do Campeonato Fluminense de Futebol.

Na esfera profissional, o clube participou em três oportunidades do Campeonato Carioca da 3ª Divisão, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ): 1982, 1983 e 1985.

FONTES: Wikipédia – Site do Clube – Acervo de Marcelão Marcelo Santos (ex-goleiro da Cabofriense)

Inédito!! Esporte Clube São Bento – Angra dos Reis (RJ): Duas participações no Campeonato Fluminense de Clubes Campeões Municipais em 1962 e 1964

O Esporte Clube São Bento foi uma agremiação da cidade de Angra dos Reis (RJ). A sua Sede social ficava localizado na Rua Arcebispo Santos, nº 94, no Centro da cidade. Foi Fundado em 1950.

Há poucas informações do São Bento. O que foi apurado é que o time foi Tricampeão de Angra dos Reis em 1955, 1956 e 1957. Cinco anos depois disputou o III Campeonato Fluminense de Clubes Campeões Municipais de 1962. Na estreia, nem precisou jogar, uma vez que o seu adversário (Guarani Esporte Clube, de Volta Redonda), desistiu de participar. Assim, avançou para a segunda fase.

Time posado de 1973

Posteriormente, participou do Torneio de Campeões do Estado do Rio de 1964, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD). Tupi (Paracambi); São Pedro (São João de Meriti); Mauá e Metalúrgico (São Gonçalo); Tanguá (Rio Bonito); PIauí (FNM); Flamengo (Macaé); Mangueira (Paraíba do Sul); Cantagalo (Cantagalo).

Time base de 1957: Zezito; China e Pindaro; Santos, Benê e João Cidade (Assaid); Artur, Mair, Edson e Ézio.

Time posado de 1976

FONTES: Jornal dos Sports – O Fluminense (RJ) – A Noite (RJ) – Última Hora (RJ) – Acervo de Pedro Almeida

Outro escudo de 1957: Esporte Clube Parames, de Jacarepaguá – Rio de Janeiro (RJ)


Esporte Clube Parames foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O seu campo e a Sede ficavam localizados na Rua Berdardino, s/n, e na Rua Pedro Teles, 490, ambos no Bairro da Praça Seca, em Jacarepaguá – Zona Oeste do Rio, respectivamente.

‘Mais Querido de Jacarepaguá’ foi Fundado no dia 03 de Junho de 1925, por um grupo de jovens, liderados por Victor Parames Domingues, que emprestou o seu terreno para a construção do campo e da sede (que em seguida, passou a ser o Patrono do clube). As suas cores eram o azul celestepreto branco.

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é EC-Parames-Jacarepagua-1925-57-500x303.jpg

TÍTULOS 

clube paramistas foi um grande celeiro de jogadores para os grandes do Rio de Janeiro. No Campeonato Carioca da Terceira Divisão, o Parames foi vice-campeão em 1944, e, campeão em 1945. No domingo, dia 07 de setembro de 1950, faturou a bela Taça Carlos Eiras, após vencer os dois jogos contra o Diário da Noite Futebol Clube, por 6 a 3 (nos seus domínios) e 4 a 1 (no campo do Bemfica, na Rua Jockey Club (atual Licínio Cardoso), nº 42, no Bairro de São Francisco Xavier, na Zona Norte do Rio). 

Ainda em 1950, participou do Campeonato do Departamento Autônomo, organizado pela Federação de Metropolitana de Futebol (F.M.F.). Outro título expressivo pelo Parames  (1956) veio sete anos depois, quando faturou a ‘I Copa da Cidade’ de 1952 (evento de futebol amador promovido pelo jornal Diário da Noite), que contou com a participação de 68 clubes da capital carioca.

Parames chegou na grande final de forma invicta. No 1º jogo da final, enfrentou o Continental, da Gáveano  Domingo, 28 de Dezembro de 1952, às16h30min, no Estádio do Flamengo. Arbitrado por Miguel A. Ruas (Departamento Autônomo da F.M.F.), a partida terminou empatada sem gols.

Na disputa de pênaltis, o Continental venceu por 4 a 3.A partida decisiva, aconteceu na tarde do domingo, do dia 11 de janeiro de 1953, no Estádio Aniceto Moscoso, na Rua Conselheiro Galvão, em Madureira. o Parames levantou a taça ao golear do Continental por 4 a 1. Grilo abriu o placar no 1º tempo. Na etapa final, Sérgio ampliou e Grilo, novamente, fez o terceiro gol. Oldemar, contra, elevou o placar para 4 a 0. Iante, de pênalti, fez o tento de honra para o clube da Gávea.

No jogo da entrega das faixas, o Parames goleou o EC Valim, do Méier por 7 a 4. O clube também faturou o tricampeonato da Região Administrativa de Jacarepaguá, em 19611962 e 1963Time-base de 1951: Antonio; Tutuca e Tião; Didico, Ivam e Quimba; Carlos, Octacilio, Harodinho, Guilherme e Haroldo.

O CLUBE FECHOU ÀS PORTAS EM 1974 

O mais tradicional clube de futebol que existiu em Jacarepaguá. Durou por 49 anos, quando em 1974, quando a família Parames pediu de volta o terreno onde ficava o campo e a sede, na Rua Pedro Teles, a fim de alugá-lo para o Parque de Diversões IV Centenário. Atualmente o local fica o Residencial Porto Bello e o Residencial porto Fino

AGRADECIMENTO ESPECIAL: O levantamento dos clubes, sobretudo, extintos nem sempre é fácil. Nem sempre as pesquisas equacionam certas questões! Nessas horas a parceria sempre é bem-vinda, pois ajuda no resgate da história do nosso futebol.

Nesse caso em especial, um agradecimento ao Carlos Alberto, ‘Carlão’ (jogou no time de Aspirantes na década de 60) pelo envio da carteirinha de sócio do seu pai o Sr. Casemiro Leal, que também foi diretor do clube. Muito obrigado pela colaboração!

 FONTES: Site WSC  – Jornal A Manhã – Diário da Noite 

2º Escudo Raro – 1928: Associação Atlética Ponte Preta – Campinas (SP)

A Associação Atlética Ponte Preta é uma agremiação da cidade de Campinas, interior do estado de São Paulo. A “Macaca” foi Fundada no sábado, do dia 11 de Agosto de 1900, por um grupo de estudantes do Colégio Culto à Ciência passava suas tardes jogando bola em campos improvisados de um bairro de nome curioso: Ponte Preta. Na época, a ferrovia municipal havia construí­do uma ponte de madeira naquela região e a obra, para que pudesse ser melhor conservada, foi tratada com piche.

Em 11 de agosto, aqueles jovens apaixonados por futebol se reuniram para fundar o que se tornaria a primeira equipe de futebol do Brasil em funcionamento ininterrupto, nascida pelas mãos (e pelos pés) do capitão João Vieira da Silva, de Theodor Kutter, de Hermenegildo Wadt e de Nicolau Burghi, patronos da instituição. As suas cores são preto e branco.

É o time mais antigo do estado de São Paulo e o 2º clube mais antigo do Brasil, sendo também um dos times pioneiros do futebol nacional a contar com jogadores negros em seu elenco, o que então destoava do elitismo do esporte em seus primórdios no Brasil.

Conhecido popularmente como “Macaca“, o time atua em seu próprio estádio, o Moisés Lucarelli, com capacidade para 17.728 espectadores. Seu maior rival é o Guarani, com quem faz o Dérbi Campineiro, uma das maiores rivalidades do futebol paulista e do futebol brasileiro.

A Ponte é uma das equipes mais tradicionais do futebol brasileiro e é o clube do interior paulista que mais cedeu jogadores para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Revelou grandes craques como, Dicá, Oscar, Carlos, Polozzi, Juninho, Manfrini, Sabará, Ciasca, Nenê Santana, Chicão, Nelsinho Baptista, Waldir Peres, Fábio Luciano, André Cruz, Brigatti, Alexandre Negri, Luís Fabiano, Adrianinho, Aranha, entre outros.

O clube campineiro possui conquistas e grandes campanhas a níveis municipais, estaduais, nacionais e internacionais, como seus 10 títulos campineiros (1912, 1931, 1935, 1936, 1937, 1940, 1944, 1947, 1948, 1951), 6 títulos do Campeonato do Interior (1927, 1951, 2009, 2013, 2015, 2018), 1 Taça dos Invictos (1970), 7 vices do Campeonato Paulista (1929, 1970, 1977, 1979, 1981, 2008, 2017), 3° lugar no Campeonato Brasileiro (1981), 3° lugar na Copa do Brasil (2001) e vice-campeã da Copa Sul-Americana (2013), além do título na Divisão Especial de Acesso (1969) e 2 vices no Campeonato Brasileiro Série B (1997 e 2014).

Na “Era dos pontos corridos“, fórmula de disputa que entrou em vigor a partir de 2003, a Ponte é o clube do interior com melhores resultados sendo: participante em 9 temporadas, com a maior pontuação nas 9 edições acumuladas (432 pontos), melhor classificação ao final da competição (8º lugar em 2016), mais vitórias (114 no total) e o time interiorano que mais liderou a competição (9 rodadas).

No Ranking da CBF a “Macaca” ocupa a 21ª posição com 6.694 pontos, sendo o 5º clube paulista melhor colocado no Ranking Nacional de Clubes. De acordo com a empresa BDO, que avalia anualmente a marca dos clubes brasileiros, a Ponte possui a 20ª marca mais valiosa do país, avaliada em 50,4 milhões de reais.

FONTES: Wikipédia – Site da A.A. Ponte Preta

FOTOS: Acervo de Fernando Pereira da Silva – A Cigarra

Inédito!! Esporte Clube Marechal Rondon – Guajará-Mirim (RO): Fundado em 1958

O Esporte Clube Marechal Rondon é uma agremiação do Município de Guajará-Mirim (RO). O “Alviverde Guajaramirensefoi Fundado na segunda-feira, do dia 10 de Março de 1958. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Municipal João Saldanha (Capacidade para 3 mil pessoas), em Guajará-Mirim. O “Galo de Rondônia” é a mascote.

Curiosamente o estádio (que antes levava o nome de ’10 de Abril’) leva o nome de João Batista Saldanha Guerreiro – que não é o João Alves Jobin Saldanha, jornalista e treinador de futebol que classificou a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970 -, mais conhecido como João Saldanha, foi jogador de futebol e vôlei, locutor esportivo, piloto de avião e prefeito por dois mandatos no município de Guajará-Mirim.

Filiado a Liga Desportiva de Guajará-Mirim (LDGM), o Marechal Rondon conquistou diversos títulos como o vice-campeonato em 1965 e 1970; o título de 1966 e 1968 e Tricampeonato citadino em 1972, 1973 e 1974.

Mané Garrincha jogou no Marechal Rondon

Mané Garrincha é o segundo agachado da esquerda para a direita

No sábado, do dia 03 de Março de 1973, a partida entre Marechal Rondon e Pérola do Mamoré contou com a presença do ídolo do Botafogo e da Seleção Brasileira, Mané Garrincha.

O ex-goleiro do time Marechal Rondon, Abrahim Chamma, 71 anos, relembra orgulhoso da partida de futebol e se emociona ao ‘voltar no tempo’: “Nunca tinha visto tanta gente naquele estádio. Nesse dia, mais de 5 mil torcedores compareceram para ver o clássico. Garrincha jogou um tempo em cada time. No primeiro tempo ele jogou no nosso time, o resultado ficou em 0 a 0. No segundo tempo, o placar terminou em 1 a 0 contra o time que o Garrincha estava jogando. Joguei e ganhei dele (risos)“, lembra o jogador que ainda tira onda:

O Garrincha deu um drible no lateral esquerda do Pérola, que ficou tão frustrado, que quando o jogo terminou, pendurou a chuteira e não jogou mais. Todo mundo tirou sarro dele“.

Marechal Rondon bate o Botafogo e garante vaga para o Copão da Amazônia   

Em 1974, o Marechal Rondon se sagrou Tricampeão municipal. Com isso, decidiu quem seria o melhor de Rondônia enfrentando o Botafogo Futebol Clube, então campeão do Campeonato Porto-Velhense de Futebol. No final, o “Alviverde Guajaramirense” bateu o Botafogo e garantiu a vaga para disputa do Copão da Amazônia

Marechal Rondon supera o Ypiranga e assegura vaga nacional

Após se tornar campeão Estadual, o Moto Clube assegurou a vaga para jogar o II Torneio da Integração. A segunda e última vaga de Rondônia foi disputado pelo vice-campeão Ypiranga e o campeão de Guajará-Mirim: Esporte Clube Marechal Rondon.

A história começou no Estádio João Saldanha, realizado na tarde de domingo, do dia 25 de Abril de 1976, o Marechal Rondon venceu, em casa, o Ypiranga, de Porto Velho por 1 a 0, no jogo de ida da disputa do representante do Território no Copão. O gol da vitória saiu aos 10 minutos da etapa inicial por intermédio de Cascauva.

O árbitro da partida foi Ronaldo Brito, de Porto Velho, auxiliado por Roberto Franco e José Messias, de Guajará-Mirim. A Renda foi de Cr$ 9.814,00.

Marechal: Abrahim; Pantoja, Nélio, Nilson e Bic; Miro e Matos; Wilson (Jansen), De Souza, Cascauva e Janjão (Washington).   

Ypiranga: Pinga; Reginaldo, Boró, Raimundão e Nequinho; Zezé (Brandão), Alcimar e Esquerdiha; Ronaldo, Caetano e Bento (Risomar).

No Estádio Aluizio Ferreira, em Porto Velho, realizado na tarde de domingo, do dia 02 de Maio de 1976, o jogo da volta. O Marechal Rondon arrancou um empate com o Ypiranga em 1 a 1, assegurando a vaga para disputar o II Torneio da Integração. O árbitro foi Wagner Cardoso (Federação Acreana), auxiliado por Ronaldo Brito e Augustinho Leandro. A Renda foi de Cr$ 13.640,00. Ao final da partida o Alviverde recebeu o Troféu ‘Copa Ministro Arnaldo Pietro’. Reginaldo do Leão Azulino foi expulso aos 43 minutos da etapa final.

Ypiranga: Pinga; Reginaldo, Boró, Nequinho e Raimundão; Zezé, Alcimar e Esquerdiha; Ronaldo (Mário Sérgio), Caetano e Bento (Risomar).

Marechal: Abrahim; Pantoja (Martins), Nélio, Nilson e Bic; Miro e Matos e De Souza; Wilson, Cascauva (Luisão) e Janjão (Washington). 

II Torneio da Integração de 1976

O II Torneio da Integração contou com a participação dos campeões e vices:

Acre – Juventus e Rio Branco (campeão desta edição);

Roraima – Sampaio Esporte Clube e Roraima Esporte Clube;

Amapá – Amapá Esporte Clube e Macapá Esporte Clube;

Rondônia – Moto Clube e Marechal Rondon.

Nova sede

Em junho de 2015, a nova diretoria iniciou a realização de uma grande feijoada visando arrecadar fundos para a construção da Sede do clube que fica na Avenida Abrahão Azulay, entre as Avenidas Osvaldo Cruz e José Bonifácio, no Estrelinha, no bairro Santa Luzia, em Guajará-Mirim.

Time de 1965: Vulcão; Benino, Pimentel, Dácio e Gama; José Luiz e João Gomes; Alcântara (Lippo), Carlos Alberto, Nery e Sena.

FONTES: Guarajá Notícias – Portal Guarajá – Mais Rondônia – GloboEsporte.com – Jornal Alto Madeira (RO) – Acervo de Abrahim Cuellar Chamma

O Pery Ferroviário Esporte Clube completa neste dia 18 de setembro: 100 anos!!

O Pery Ferroviário Esporte Clube é uma agremiação do município de Mafra, que fica a 310 km da capital do estado de Santa Catarina. A localidade conta com uma população de 56.292 habitantes, segundo o IBGE/2019.

O “Leão da Fronteira” foi Fundado no Sábado, do dia 18 de Setembro de 1920, por funcionários da Viação Férrea, com o nome de Pery Sport Club. Essa nomenclatura perdurou até 1938, quando o nome foi alterado para “Pery Ferroviário Esporte Clube”, também conhecido como “Pery” ou “Pery Ferroviário” foi destaque até a década de 70. A sua Sede social está situada na Avenida Coronel José Severiano, nº 117, no Centro de Mafra (SC).

O Pery Ferroviário participou de 14 edições do Campeonato Catarinense da Primeira Divisão, alcançando o vice-campeonato em 1939. Sua torcida o batizou de Leão da Fronteira, já que Mafra localiza-se no norte catarinense, às margens do rio Negro e fazendo divisa com o Paraná.

Em 1936 o Pery Ferroviário ganhou a alcunha de Leão da Fronteira. O Pery atuava havia 17 anos, mas numa tarde qualquer de 1936, ao empatar em 5 gols contra o Rio Negrinho, é que a equipe de empregados da Viação Férrea caiu definitivamente no gosto dos fãs.

Sede atual do Peri Ferroviário

Até aos 25 minutos finais, o placar apontava 5 a 0 para os adversários. “O Pery Ferroviário sempre teve seus cobras e finos, como eram chamados os craques da época“, relembrou um emocionado Rivadávia Pereira, 66 anos, o Zagallo do Norte catarinense, que defendeu as cores verde e branco do time mafrense entre os anos 50 e 60.

Time posado de 1939

Setenta anos após sua fundação, entretanto, o Pery Ferroviário praticamente se resume às lembranças de ex-jogadores e dirigentes, além das poucas fotos e troféus (de um total de 300 taças) que teimam em permanecer no que restou da cede, no Centro da cidade de Mafra.

No auge, a agremiação tinha centenas de sócios (uma mensalidade vinha descontada no salário dos ferroviários de SC e do PR), um bom gramado e uma piscina de ponta. “Até a Vera Fischer nadou aqui“, ilustra Pereira, hoje um pacato senhor que se comove imensamente ao relembrar antiguidades do time que aprendeu a admirar ainda criança, quando seu irmão Silvio integrava o elenco do Pery Ferroviário, que levou este nome em homenagem ao índio estilizado pelo escritor José de Alencar.

Infraestrutura satisfatória à parte, o Pery Ferroviário não era um clube rico. “Ao final do jogo, não sobrava para nós nem as camisetas, que eram reutilizadas“, disse Melchíades Rosa, o Kid, 55 anos, que garante ter defendido o clube mafrense em todas as posições possíveis, exceto no gol.

Agora, pouco há: a piscina está desativada, sócios são escassos (aproximadamente 40 em 2000) e o estádio Ildefonso Mello é só um arremedo do que já simbolizou – arquibancadas desmontadas, casamatas quebradas, vestiários alagados e gramado esburacado.

Eventualmente, alguma promoção social é organizada por obra do seu presidente, Orlando Reis. Para piorar tudo, resume Reis, uma dívida trabalhista de R$ 30 mil, a ser paga em 6 anos, minguou as possibilidades de reerguer naturalmente o Pery Ferroviário.

Qualquer um que desejar investir no clube é bem-vindo“, arremata Reis, tentando levantar o Leão da Fronteira à base de colaboradores, a exemplo do que aconteceu na década de 20, quando 24 ferroviários, em suas horas de folga, derrubavam imbuías e guaviroveiras para dotar Mafra de um campo de futebol. Em 1937 as equipes do Operário, Pery FerroviárioAmérica e Rio Negro ambas de Mafra, Três Barras de Três Barras, Canoinhas de Canoinhas e Bandeirantes de São Bento do Sul fundam em Mafra a Liga Esportiva Catarinense (LEC).

Trajetória
1920 – O clube é fundado em Mafra, então um importante entroncamento ferroviário catarinense. Aos domingos, um grupo de funcionários da Viação Férrea começa a jogar num campo improvisado ao lado do galpão das locomotivas.

1925 – O time aplica 12 a 0 no Rio Negrinho.

1934 – Campeão da Taça Trabalho, ao derrotar o União, de União da Vitória (PR), por 3 a 1.

1936 – O clube é vice-campeão estadual. Em seguida, ao vencer o Grêmio, de Curitiba (PR), leva a Taça Alexandre Gutierrez.

1939 – O Pery sagra-se novamente vice-campeão de SC. Ganha o Torneio Festival da América, ao passar pelo América, de Joinville, por 4 a 2.

1940 – Ganha a Taça Pérola, ao vencer o Canoinhas, por 8 a 0, num jogo disputado em Mafra.

1957 – Campeão municipal invicto.

1969 – Campeão do Torneio Início da Liga Corupaense.

1970 – A partir desta data, com a lenta falência do sistema férreo, o Pery inicia sua queda.

2006 – Disputa o Campeonato Catarinense de Futebol Profissional da Divisão de Acesso, obtendo a 5ª colocação geral.

Colaborou: Cícero Urbanski

FONTES: Wikipédia – Google Maps – Correio de Corumbá – Clickriomafra.com.br

Anagé Sport Club – Rio de Janeiro (RJ): Duas participações no D.A. em 1952 e 1953

O Anagé Sport Club é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Clube mais Querido de Ricardo de Albuquerque” foi Fundado no sábado, do dia 21 de Abril de 1928. A sua Sede ficava localizada na Estrada de Nazareth, nº 20, enquanto a Praça de Esportes estava situada na Estrada do Camboatá, s/n, ambos no Bairro de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio. Nos anos 60, a Sede e o campo passou para Rua Aripuá, nº 391, no Bairro de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio.

Uma curiosidade em relação ao nome: o significado de “Anajê” em tupi guarani quer dizer: Gavião! Na língua portuguesa é Ave do Amazonas.

Os primeiros jogos não foram animadores, com derrotas para o Elite Athletico Club por 6 a 0, em casa, no domingo do dia 14 de Junho de 1929; o São Bento por 6 a 3, em Bangu, no domingo do dia 29 de Setembro de 1929.

No ano seguinte, na quarta-feira, do dia 12 de Novembro de 1930, se desligou da Associação Suburbana.

No início de maio de 1943, o Anagé ingressou na Federação Metropolitana de Futebol (FMF), a fim de disputar o Campeonato da 3ª Divisão de Amadores, que contou com a participação de 26 equipes: Brasil Novo Atlético Clube – Anchieta – Pau Ferro – Parames – Bento Ribeiro – União – Progresso – Engenho de Dentro – Irajá – Tavares – Nova América – Del Castilho – Cosmos – Campo Grande – Transporte – Guanabara – Distinta – Rosita Sofia – Oiti – Unidos de Ricardo de Albuquerque – São José – Oriente – Atlético Clube Nacional – Esporte Clube Valim – Corintians.

As equipes foram distribuídos em três grupos: dois com nove e uma com oito times. O Anagé ficou na Série B, juntamente com Anchieta, Bento Ribeiro, Nacional, Parames, Pau Ferro, São José e Unidos de Ricardo de Albuquerque.

No 1º turno, a campanha foi pífia, em sete jogos, um empate e seis derrotas. Na estreia – no domingo, do dia 27 de Junho de 1943 – o Anagé acabou derrotado pelo Anchieta pelo placar de 5 a 3. Pela 2ª rodada, derrota para o Nacional; na 3ª rodada, derrota para o Parames por 6 a 2; Na 4ª rodada, foi superado pelo Unidos de Ricardo de Albuquerque por 3 a 0; Na 5ª rodada, nova derrota: São José 2 a 1; Na 6ª rodada, foi goleado pelo Pau Ferro por 7 a 2; pela última rodada, enfim, o 1º pontinho: empate com o Bento Ribeiro em 0 a 0.

O returno começou com outra derrota: Nacional 3 a 0; depois superado pelo Parames por 3 a 1; São José venceu por 2 a 1. Terminou com apenas quatro pontos em 28 disputados.

Se o time principal foi uma decepção, a equipe juvenil da Anagé foi a campeã da Série B. Dos 28 pontos em disputa, a garotada do Anagé só perdeu quatro pontos, avançando para a Fase final. Da mesma foram avançaram o Del Castilho Futebol Clube (campeão da Série A) e o Campo Grande Atlético Clube (campeão da Série C)

No domingo, do dia 14 de novembro de 1943, às 15h15min., os juvenis do Anagé venceu o Campo Grande, no campo do Manufatura. Na quarta-feira, do dia 17 de novembro de 1943, às 19h45min., os juvenis do Campo Grande venceu o Del Castilho, jogaram no campo do Oposição.

No domingo, do dia 21 de novembro de 1943, os juvenis do Anagé acabou goleado pelo Del Castilho por 4 a 0, no campo do Brasil Novo, em Madureira. Com o resultado, a garotada do Anagé terminaram na 3ª colocação no geral.   

No Campeonato da 3ª Divisão de Amadores de 1944, organizadopela Federação Metropolitana de Futebol (FMF), a Anagé voltou a ter uma campanha ruim. O clube somou apenas dois pontos em 34 disputados.

Em 1945, o Anagé começou bem e goleou o Brasil Novo, pela 2ª rodada, pelo placar de 7 a 0.

Em 1952, disputou o Departamento Autônomo, organizadopela Federação Metropolitana de Futebol (FMF), que contou com a presença de 27 equipes, divididos em três chaves:

Série Urbana Atília Futebol Clube – Benfica – Dramático – Cacique – Sampaio – Mavilis – Torres Homem – Nova América – Cocotá.

Série Suburbana Anagé Sport Club – Esporte Clube Valim – Nacional – Unidos de Ricardo de Albuquerque – Del Castilho – Manufatura – Anchieta – Rio – Esporte Clube Oposição.

Série Rural São José – Cosmos – Realengo – Distinta – Corintians – União – Cruzeiro – Guanabara – Oriente.

O final, na Série Suburbana, o Manufatura se sagrou campeão (com cinco pontos perdidos), enquanto o Anagé terminou em penúltimo lugar com 19 pontos perdidos.   

Disputou o Departamento Autônomo, organizadopela Federação Metropolitana de Futebol (FMF), em 1953.

Em fevereiro de 1964, a Assembléia Legislativa da Guanabara aprovou em decreto como utilidade pública o Anagé Sport Club. Na década de 70, o clube participou do campeonato de veteranos. Atualmente, não disputa nenhuma competição.    

Time base de 1952: Helinho; Nica (Gil) e Lourenço (David); Agrícola, Mirim e Pedrinho; Capo (Soares), Pirilo (Odir), Nilton, Joãozinho e Fausto.

Colaborou: Rodrigo Oliveira

FONTES: A Esquerda (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – O Jornal (RJ) – A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – A Manhã (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) –  Página do Facebook: “Anagé Anagé (Ulisses)” – A Luta Democrática (RJ)