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Riachuelo Football Club (Marinha de Guerra) – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1911!

Por Sérgio Mello

O Riachuelo Football Club, da Marinha de Guerra foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava no Arsenal da Marinha, na Praça Barão de Ladário, s/n, na Ilha das Cobras, no Centro do Rio (RJ). Na década de 30, as reuniões eram realizadas na Sede do Mauá F.C., situado na Rua Sacadura Cabral, nº 95, no bairro da Saúde, na Zona Portuária do Rio/RJ.

O “Auriverde Riachuelense” foi Fundado na quinta-feira, do dia 14 de dezembro de 1911, por um grupo de destemidos marinheiros, que não obstante obstáculos conseguiram à custa de esforços tirar do papel a ideia de criar uma nova agremiação.

Apesar de ser um clube modesto, a exatos 16 anos depois da sua fundação, o Riachuelo já contava com mais de 600 sócios. Além do futebol também contava com uma equipe de Ping-Pong (Tênis de Mesa) e Water-Polo (Polo Aquático).

Os treinos de futebol, na sua maioria, eram realizados no campo do Fortaleza. No futebol, o Riachuelo realizou diversos jogos contra os grandes times dos anos 20, sendo amistosos, jogos treinos ou meros treinos.

Escudo de 1927

Diretoria eleita da 1927

No sábado, às 15h12min., do dia 31 de dezembro de 1927, perante grande número de associados foi empossada a nova diretoria do Riachuelo Football Club, assim constituída:

Presidente – Octavio Dias;

Vice-presidente – Manoel Hyppolito de Oliveira;

1° Secretário – Adelio Rego;

2° Secretário – Jorge Romero de Souza;

Thesoureiro – José Teixeira Barbosa;

1º Procurador – Josino Antunes Martins;

2º Procurador – Sylvio Peçanha;

Captain Geral – David F. Lima.

Entre troféus e medalhas mais de 100

Em 1927, o Riachuelo F. C. possuía cerca de 70 troféus e um brasão com 60 medalhas pertencentes aos seus associados, ganhas em diversos esportes, tais como: Futebol, basquete, water-polo, voleibol, ping-pong, natação, regatas, dominó, corridas, saltos, etc.

Os componentes da esquadra principal de football eram: China, Oswaldo, Medina, Bahianinho, Peçanha, Toppel, Eugenio, Eurydes, Agenor, Nunes, Chimango, Cardoso, Petis, Alexandre, Monteiro, Catita, Noite, Castorino e Naval.

Foto divulgada no jornal Rio Sportivo (RJ), no dia 24 de janeiro de 1927

Troféu Comandante Sarrat

No sábado, do dia 03 de dezembro de 1927, o Riachuelo derrotou o seu coirmão Villegagnon F. C. pelo score de 1 a 0. O gol da vitória foi assinalado pelo seu antigo e incansável amador Agenor, ganhando desta forma a taça denominada “Comandante Sarrat”.

O team estava assim constituído: China; Bahianinho e Medina-Oswaldo; Eugenio, Toppel e Agenor; Catita, Petiz, Nunes, Monteiro e Noite.

No domingo seguinte, o Riachuelo conquistou mais um troféu no campo do America Suburbano, vencendo com o seu Team B, um combinado, por 3 a 0, sendo os pontos feitos pelos players Alexandre e Aragão. Eis o team: Paiva; Sylvio e Ormindo; Eurydes, Apparício e Gonçalves- Wamburck; Hugo, Alexandre, Noronha, Lauriano, Aragão e Naval.

Riachuelo enfrentou o Atlético Mineiro

O jornal A Batalha, fez uma bela reportagem sobre a excursão do Riachuelo Football Club, na capital de Minas Gerais, para realizar dois amistosos contra o Combinado Mineiro no 1º jogo e depois diante do Clube Atlético Mineiro, na segunda e última partida. Abaixo, a matéria na íntegra:

 – Belo Horizonte, cidade mineira por excelência, possuidora de um povo hospitaleiro, com um clima tão benéfico quanto salutar, teve, por iniciativa do Palmeiras F. C., a felicidade de agasalhar por alguns dias uma plêiade de denodados players que com galhardia representaram a nossa Marinha de Guerra.

Esta plêiade foi a do Riachuelo F. C., club que pelas suas tradições sabe honrar o bom nome e grande fama do association nas corporações militares, onde a Marinha é bem conceituada.

Não podíamos deixar desapercebido nem passarmos sem comentar aqui nas nossas colunas, o que de facto vimos na bela cidade mineira por ocasião dos interestaduais formados pelo valoroso grêmio dos marujos.  

Como diz no subtítulo desta nota “O club da Marinha perdeu na bola, mas, venceu na disciplina“. Foi o percebemos desde que pisou ao solo belo-horizontino.

Em todas as oportunidades os defensores do club verde amarelo deram provas da sua educação sportiva. Souberam vencer como melhor souberam perder. Enfrentaram os seus coirmãos mineiros com uma lealdade sem qualificativos.

Em duas partidas de football que tiveram, fugiu-lhes a sorte e perderam, sendo que na última o score foi elevadíssimo, mesmo assim, em nada lhes preocupou o score, pois deixaram o gramado com o mesmo sorriso que entraram.

Assim, podem es “riachuelenses” se envaidecerem e gritarem a viva voz que são as verdadeiros compreendedores da educação esportiva.

UM LIGEIRO REPARO

Também não podíamos passar sem deixar nesta coluna o nosso protesto aos colegas de Belo Horizonte, que se estenderam em demasia nas suas propagandas chegando ao ponto de chamar os “riachuelenses” de representantes oficiais do association da Marinha, coisa inteiramente diversa e podemos garantir que a embaixada de marujos que pisou em Belo Horizonte, foi o Riachuelo F. C., club de uma organização perfeita, e capaz de qualquer missão sportiva.

1º JOGO: RIACHUELO X SCRATCH MINEIRO

No domingo, do dia 08 de fevereiro de 1931, o Scratch Mineiro venceu o Riachuelo pelo marcador de 3 tentos a 1. Neste jogo teve como juiz o nosso colega Waldemar Silva (RJ), cuja atuação foi regular, sendo substituído no 2º tempo, conforme combinação previa entre os diretores do Riachuelo e Palmeiras pelo sr. Donorte André (MG). Teve início esta partida às 16 horas, com os quadros assim organizados:

Scratch Mineiro: Armando; Pedercin e Tayan; Virgílio, Brant e Nininho; Piorra, Ninão, Satyro, Chaffyr e Cunha.

Riachuelo F. C.: Ovidio; Fraga e Varella; Rita, Chaves e Eugenio; Pará, Zé Luiz, Carioca, Aragão e Ribeiro. Técnico: Paulo Francisco.

Primeiro Tempo

Transcorreu o 1º tempo com ataques recíprocos sem nenhuma técnica, pois para isto corroborou o estado do campo que era péssimo. Aos 7 minutos de jogo, Cunha marca 1º gol para o Scratch mineiro, para as 16h40min., terminar a etapa inicial com o score de em favor dos mineiros.

Segundo tempo

Às 17 horas com o juiz Donorte deu início a etapa final. Neste tempo, os mineiros souberam impor diante aos marujos que foram impotentes para conter os ataques, e desta forma não evitaram que Nininho e Chaffyr conquistassem dois gols para os seus, enquanto Carioca conquistava único tento para o Riachuelo F.C.

Sem mais interesse terminou encontro às 17h40min., com a vitória do Scratch Mineiro por 3 x 1.

Houve uma preliminar entre o Calafate e Guarany em que saiu vencedor o quadro do Guarany por 2 x 1.

2º JOGO: RIACHUELO X ATHLETICO MINEIRO

Na quarta-feira, às 21h40min., do dia 11 de fevereiro de 1931, ocorreu o segundo amistoso interestadual foi entre o Riachuelo F. C. versus Club Athletico Mineiro, à noite, no Stadium Antônio Carlos (Estadinho da Colina), no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte/MG.

No final, o ‘Galão da Massa’ goleou pelo placar de 8 a 0. Como a exemplo do 1º jogo teve partida os mesmos juízes srs. Waldemar Silva (RJ) e Donorto André (MG), apitando cada, um tempo. Os quadros para este encontro formaram assim:

ATHLETICO: Armando; Ewandro e Binga; Cordeiro, Brant e Mário Gomes; Naná, Said, Orlando Vaz, Chaffyr e Cunha. Técnico: Ivo Mello.

RIACHUELO: Ovídio; Fraga e Authemio; Eugenio, Ritta (depols Toppel) e Chaves; Louveira, Zé Luiz, Carioca, Aragão e Esquerdinha. Técnico: Paulo Francisco.

Primeiro Tempo

No 1º tempo deste jogo teve início às 21h40min. Logo de início os atleticanos se aproveitaram da sua superioridade e conquistaram cinco gols por Intermédio de Naná e Brant (dois tentos cada); Authenio, marcando um tento contra, terminando a etapa inicial às 22h23min., com o score de 5 x 0, em favor de Minas.

Segundo tempo

Foi dado o início pelos “riachuelenses” às 22h45min., e aos 15 minutos de jogo Cunha aumentou o score em favor dos seus. Mais 15 minuto Orlando Vaz fez o 7º gol. Às 23h21min., Naná recebendo em visível off-sid (impedimento) um passe do Said fechou a contagem dos seus, marcando o 8º gol. Mais quatro minutos de jogo terminou o grande encontro que teve como vencedor os atleticanos pelo score de 8 x 0.

Na preliminar, entre o Fluminense x C. Prates, saiu vencedor o quadro do Fluminense por 1 x 0, goal conquistado por Carlinhos, de pênalti.

O REGRESSO DOS RIACHUELENSES

Chegaram a esta cidade de regresso de Belo Horizonte, na quarta-feira, dia 11 de fevereiro de 1931, às 24 horas, a embaixada do Riachuelo F. C. Fizeram uma viagem excelente.

Algumas formações:

Time base de 1926: China; Alpino (Castorino) e Danton (Oswaldo); Cardoso (Fausto), Toppel e Affonso (André); Chimango, Nunes (Paiva), Hugo, Petiz e Agenor. Reservas: Nahor, Alexandre, Flores, Eugênio e Peçanha.

Time base de 1927: China; Bahianinho e Medina-Oswaldo; Eugenio, Toppel e Agenor; Catita, Petiz, Nunes, Monteiro e Noite.

Time base de 1931: Ovidio; Fraga e Authemio; Eugenio, Ritta (Toppel) e Chaves; Louveira, Zé Luiz, Carioca, Aragão e Esquerdinha. Reservas: Varela, Antônio, Pimentel, Bomfim, Paiva, Pará, Christiano, Vacca, Tartaruga, Faísca, Sylvio, Levi, Caboclo, Mãozinha, Mendes, Paranhos, Hippolyto, Gonçalves e Galeguinho.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Batalha (RJ) –A Manhã (RJ) –A Noite (RJ) – A Rua: Semanario Illustrado (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) –O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Sport Club Luzitano, da Penha Circular – Rio de Janeiro (RJ): Fundado na década de 20!

Por Sérgio Mello

Apesar da escassez de informações, vamos contar um breve resumo do Sport Club Luzitano. Foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe “luzitanista” foi fundada no começo da década de 20. A sua Sede ficava localizado na Rua Portinho, nº 239; na década de 30, se mudou para Rua Lobo Junior, s/n; ambos na Circular da Penha, na Zona Norte do Rio (RJ).

Time base de 1921 (1º Team): Juvenal; Jorge e Felicio; Garcia, Lydio e Pereira; Horácio, Waldemar, Menezes, João e Carlos. Reservas: Avelino, Pedrinho e Jeremias. Capitão: Carlos.

Time base de 1921 (2º Team): Teixeira; Jorge e Avelino; Henrique, Jeremias e China; Waldetario, Francisco, João II, Melão e Pedrinho. Capitão: Avelino.

Time base de 1926: Hildebrando; Manezinho e Marujo; Americano, Reis e Alves; Adelino, Waldemar, Coelho, Neca e Lauro. Capitão: Hildebrando.

Time base de 1928 (1º Team): Paulino; Americo (Andrade) e Zé Maria (Alyrio); Antônio, Frederico e Mathias (Marques); Pedro, Mario (Mano), Nobrega, José (Bazilio) e Juvenal (Moacyr).  

Time base de 1928 (2º Team): Carnaval (Pinto); João (Garcia) e Antônio (Leoni); Niguinho, Pistola e Albino; Valentino (João II), Dodô (Ary), Luiz (Alberto), Francisco (Gastão) e Irênio (Lobo).

Time base de 1929: Casanova; Henrique e Américo; Frederico, Juvenal e Albino; Sardinha, Antonico, João, Bazilio e Pedro. Capitão: Juvenal.

ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Diário Carioca (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Mundo Desportivo (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Grêmio Sportivo Santa Sophia – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1927

Por Sérgio Mello

O Grêmio Sportivo Santa Sophia (G.S.S.S.) foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na quarta-feira, do dia 16 de fevereiro de 1927, por um grupo de desportistas liderados por Eduardo Magalhães, que escolheram as cores azul e branca.

A 1ª Sede ficava situado na Rua Gottemburgo, nº 51, no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio (RJ). No fim de 1927, se mudou para a Sede na Rua Mello e Souza, s/n – bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio (RJ). O Presidente era José Ávilla Vianna, enquanto Eduardo Magalhães, era o presidente de honra.

Campanha invicta em 1927

O Grêmio Sportivo Santa Sophia se manteve invicta no ano de 1927: foram 26 jogos, com 21 vitórias e cinco empates; com 96 gols marcados, 32 tentos sofridos e um saldo positivo de 64 gols. Abaixo, a lista das partidas.

Santa Sophia2X0S. Club S. Christovão
Santa Sophia3X2Companhia Ferroviária
Santa Sophia2X2Barroso F. Club
Santa Sophia2X2Villa Luzitânia
Santa Sophia2X2Club Pontinha
Santa Sophia3X0Vênus F. Club
Santa Sophia8X0S. Última Hora
Santa Sophia3X2S. Suburbano
Santa SophiaWOXMacau F. Club
Santa Sophia0X0C. Penna de Ouro
Santa Sophia6X2Floresta F. Club
Santa Sophia3X0S. C. Esther
Santa Sophia6X1A.C. Glorioso
Santa Sophia4X0C. Pedro Ivo
Santa Sophia9X3Maciel A. Club
Santa Sophia5X1A. Club Renovação
Santa Sophia5X2Itararé
Santa Sophia2X1Iberico F. Club
Santa Sophia3X2Vasco da Gama A. Club
Santa Sophia4X3Z Oito F. Club
Santa Sophia6X0A. C. Sotemburgo
Santa Sophia3X0Combinado 111
Santa Sophia4X1A. Club Maciel
Santa Sophia2X2Comp. Óleo Mineral
Santa Sophia5X2Custa Mas Vae
Santa Sophia4X2Mattoso

O HYMNO OFFICIAL

O hymno official do Grêmio Sportivo de Santa Sophia:

1ª parte

Salve! Grêmio Sportivo Santa Sophia Alvi-azul e formoso pendão! Salve!

Oh conjuncto de harmonia

Que inspiras amor e paixão.

São teus elementos valorosce,

No stadium, ao ar livre

A lutar

São teus teams

Poderosos

Sempre victorias

A conquistar.

2ª parte

A linha no centro

Vai o jogo

Começar

Nossa defeza

Não tem dias

P’ra jogar

Nossa torcida

Sempre firme

E valorosa

Põe a equipe

Adversaria

Em polvorosa

O nosso grêmio

Abate qualquer rival

É o melhor

Da capital

Quer chova multo

Quer faça sol

Sempre de Victoria

Nos sorri

No football

3ª parte

Salve Admiradoras

Do querido pavilhão

Graciosas torcedoras

Nois a formosa Visão

Das glórias todas

Pelo grêmio conquistadas

Salve! Lindas torcedoras

Lindas flores delicadas

Excursão à Valença

Na tarde de domingo, do dia 16 de outubro de 1927, enfrentou o Sport Club Valenciano. No dia anterior, a embaixada do Santa Sophia seguiu para Valença, com a seguinte constituição:

Presidente – Eduardo Magalhães;

Secretários – Theodorico de Castro e Gelson Aquino;

Thesoureiro – José Teixeira;

Directores technicos – Álvaro José Lopes e Miguel Grão.

Jogadores – Joaquim, Nicanor, Broa, Benedicto, Evaristo, Sacramento, Horácio, Amilak, Dodô, José Teixeira e Formiga.

Algumas formações:

Time base de 1927: Joaquim (Pão ou Salvador); Brôa (Chico ou Ignácio) e Bolão (Sophia, Toninho ou Nicanor); Judêval (Messias ou Benedicto), Evaristo (Anselmo ou Sacramento) e Castro (Toninho); Horácio (Lili ou Amilak), Annelárd (Nilo), Dodô (Lopes), Formiga (José Teixeira) e Benedicto (Bacalhau). Capitão: Chico.

Time base de 1928: Joaquim; Villa e Evaristo; Macedo, Teixeira e Bahiano; Lino, Formiga, Annibal, Dodô e Major. Reservas: Jonny e Vavá.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: Rio Sportivo (RJ)

FONTES: A Rua: Semanário Illustrado (RJ) –O Jornal (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Fotos raras de 1930, 32 e 34: Clube Esportivo Rio Branco – Campos dos Goytacazes (RJ)

Por Sérgio Mello

O Clube Esportivo Rio Branco é uma agremiação da cidade de Campos dos Goytacazes, que fica na região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro. De acordo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), possui uma população estimada (de 2022), de 483.551 habitantes. A localidade está a 275 km da capital do Rio de Janeiro.

História do clube

Um grupo de meninos tiveram a ideia de criar um clube, pois residindo nas imediações da Praça da República, assistiam sempre os treinos do Goytacaz Futebol Clube, o que lhes despertou o interesse pelo viril esporte bretão. De início, houve a fase dos treinos despretensiosos com bola de meia. Mais tarde, apareceu a ideia de nome ao time. Todos estudantes, resolveram escolher para denominar a agremiação por eles arquitetada, em seus sonhos juvenis, a legenda Barão do Rio Branco.

Com efeito, o grande estadista brasileiro morrera em fevereiro de 1912 e os moços campistas aproveitaram para prestar uma singela homenagem ao homem que é responsável pela consolidação dos limites do Brasil. Estava, assim, fundado o clube que iria exercer um papel relevante na história do futebol campista.

Nasce o Rio Branco

Junto a uma Palmeira da Praça da República, o “Róseo Negro” foi Fundado na terça-feira, do dia 05 de novembro de 1912, por um grupo de garotos, entre 13 e 15 anos, que pertenciam as melhores famílias de Campos: Celso Linhares, Custódio Barroso dos Santos, Manoel Landim, Fausto Apady da Cruz Saldanha e Brasil Castilho Leão, com o nome de Rio Branco Football Club. Sua mascote é o Carcará.

A tonalidade rósea dos seus rostos corados e sadios determinou a escolha da cor preponderante das camisas da agremiação, por sugestão, aliás, de Yayá Linhares, irmã de Celso Linhares, um dos fundadores. A sua 1ª Sede ficava situada à Rua Sacramento, nº 91.

Foto tirada, em amistoso, no domingo, do dia 20 de novembro de 1932, na vitória do Club Sportivo Rio Branco diante da Campos A. A. pelo placar de 3 a 2, no campo da rua Rocha Leão (A Rede).

Curiosidade

A ata de fundação do clube, a exemplo do Goytacaz Futebol Clube, Campos Atlético Associação e Americano Futebol Clube, não existe. A pátina do tempo se incumbiu de fazer desaparecer os documentos que contariam em sua frieza os primeiros dias de vida dessas agremiações.

Os dados que relatamos foram colhidos com seus fundadores. Relatou-nos esses sucessos o senhor Custódio Barroso que, juntamente com Manoel Landim e Otacílio Barroso participaram dos primeiros tempos da grande agremiação. Depois de fundado o Clube, veio a fase mais difícil da novel agremiação, isto é, quando os meninos róseos da Praça da República deveriam enfrentar a turma adulta dos outros times.

Mesmo assim, não fizeram feio. A classe, a velocidade, e a fibra da “garotada” davam trabalho aos “barbados” que tinham que suar camisa para vencer os jovens “róseos negros”. Do time dos primeiros tempos, a tradição nos trouxe os nomes dos jogadores Firmino, Batista, Custódio Barroso, Celso Linhares, Fausto Apady, Brasil, Manoel Landim, Carolino Francisco e Otacílio Barroso.

Dissidentes fundaram o Americano de Campos

Foto de 1934

Dois anos após a sua fundação, a fase não era das melhores, quando “estourou” uma crise que resultou na saída de oito integrantes da agremiação, sem dúvida, os seus melhores jogadores, liderados pelos irmãos Pamplona, deixavam o time para fundar o Americano Futebol Clube, com jogadores egressos do Luso Brasileiro e Aliança.

O “fim da linha” do Rio Branco só não foi consumado graças aos valorosos Floriano Quitete, Velho Grilo e os irmãos Celso e Carlos Linhares. As coleções dos jornais campistas da época têm perpetuada a flama desses homens que através deles deixavam claro que o seu time não morreria com o êxodo terrível, mas que seria recomposto com integrantes novos.

E assim foi. E graças ao grande amor devotado as cores do time, a fase má foi vencida e três anos mais tarde, isto é, em 1917, a agremiação se transformava numa das grandes forças do futebol fluminense, levantando o Campeonato Campista daquele ano com o seu célebre time: Grain; Batista e Germano; Badanho, Velhinho e Barreto; Otacílio (Dedé), Floriano Quitete, Velho Grilo, Antoninho Manhães e Álvaro Linhares.

Clube criou o jornal O Róseo Negro

A marca em relevo é, sem dúvida, a sua fibra. Esteve, em várias oportunidades, com a sua vida tumultuada por sérias crises e dissidências que, embora abalassem a agremiação nunca conseguiram deter o seu impetuoso desenvolvimento.

Teve, inclusive, em certa época de sua vida, até mesmo o “boicote” dos cronistas esportivos da cidade, o que levou os riobranquenses a fundar o jornalzinho “O Róseo Negro”, dirigido por Hélvio Bacelar da Silva, para dar notícia sobre suas atividades.

Há, ainda, a dissidência que deu origem à fundação do Itatiaia Atlético Clube, dessa vez liderada pelos irmãos Bacelar da Silva, mas que não conseguiu apagar o “fogo” sagrado, aceso pela garotada corada da Praça da República!

O Itatiaia acabou após uma goleada de 17 a 0 sofrida diante do Americano e um incêndio na sede onde promovia bailes na antiga Rua da Direita, hoje, Boulevard Francisco de Paula Carneiro.

Foto de 1930

Aquisição das Sedes

Como diz o ditado popularDepois da tempestade, vem a bonança”. Assim foi como o Rio Branco. O crescimento avançou, saindo da Praça da República para outros campos até adquirir, na gestão Mário Veloso – do sr. Menês dos Santos por trinta contos de réis -, os amplos terrenos da avenida Sete de Setembro, somando 12 mil metros quadrados, onde funcionou até o final da década de 70.  

Na sexta-feira, do dia 06 de janeiro de 1978, o então presidente Clóvis Expedito Arenari, apoiado pelo Conselho Deliberativo, presidido por Chaquib Machado Bechara, adquiriu a área do Parque Barão do Rio Branco, com 97 mil metros quadrados ao preço de Cr$3.700.000,00 (Três Milhões e setecentos mil cruzeiros).

Praças de Esportes

O 1º campo do Rio Branco ficava localizado na Rua Dr. Siqueira, depois na Rua da Minhocas (hoje, Espírito Santo), passando depois para a Rua do Gás (onde funcionou o Itatiaia), Sete de Setembro e finalmente Parque Calabouço (Parque Barão do Rio Branco).

Um fato marcante ajudou na aquisição dos terrenos da Sete de Setembro. Os jogadores campeões de 1928 doaram as medalhas de ouro que receberam ao Clube, dentre eles Carino Quitete, Constantino Escocard, Osvaldino Lima Ribeiro, Vicente Arenari e Mário Jobel.

Parque Calabouço ‘Barão do Rio Branco’

A partir da mudança para o Parque Calabouço, ‘Barão do Rio Branco’, foi efetivada a partir de proposta do vereador Geraldo Augusto Venâncio. A mudança da Av. Sete de Setembro para a sede da Avenida Senador José Carlos Pereira Pinto, ocorreu no final da década de 70, promovida pelo então presidente Clóvis Expedito Arenari. No ano de 1962 o Rosão foi vice-campeão da Zona Sul da Taça Brasil, o campeão foi o Cruzeiro Esporte Clube.

Sem recursos para a construção da nova sede, o presidente Clóvis contava com parcos recursos doados por abnegados como Amaro Ribeiro Gomes, o Matraca; Osvaldo Macedo Rodrigues; Édio Pereira; Bernardino Maria Filho; Vanildo da Silva Costa; Renê Ribeiro Gomes e por outro lado, contava com a oposição de tantos outros ferrenhos riobranquenses, contrários a venda da sede antiga, no Centro da cidade, como Antônio José Petrucci, Miraldo Ribeiro Lima, José Carlos Lima, Fernando Campos Ribeiro, dentre outros.

Clóvis Arenari foi o que mais vezes presidiu o clube

O bacharel em direito Clóvis Arenari não só entrou para a história como o presidente que teve a coragem de vender uma sede em área urbana e adquirir um imenso terreno num inabitado e na época periférico bairro, como também está na história do Clube como o dirigente que mais vezes presidiu o Clube. No início dos anos 90, este mesmo Clóvis Arenari convidou o vitorioso médico, Paulo Sérgio dos Santos Machado, para candidatar-se à presidência.

Campeão Estadual da 3ª Divisão de 1983

O convite foi aceito e uma nova fase estava sendo inaugurada com prioridade total para o futebol. Com o apoio do próprio Clóvis Arenari e de outros desportistas como, Reginaldo Henriques Mota, José Carlos Azevedo, Édio Pereira Filho, Luiz Antônio Petrucci, Carlos Fernando Dutra de Andrade, Ramildo Rangel de Azeredo, Edward da Silva Ferreira, João Carlos Guimarães Machado, Sebastião Siqueira, José Luís de Macedo e Josaphat Ribeiro, o time dirigente passou a trabalhar muito o futebol, o que redundou no sucesso de 1983, com a conquista do Campeonato Estadual da Terceira Divisão, passando a disputar a chamada “Segundona” do Rio de Janeiro.

Mudança das cadeiras

Terminado o mandato de Paulo Machado ao final de 1984, em que se bateu à porta para subir para a Primeira Divisão, ele se afastou do Clube, com o grupo por ele liderado, tomando o mesmo caminho.

Dr. Clóvis Arenari voltou ao comando do Clube, rompendo com “Dr. Paulinho” logo em seguida. Foram dias difíceis, mas o Rio Branco ainda disputou a Segunda Divisão de 2005, marcado por duas partidas incríveis contra o Volta Redonda Futebol Clube, no Ary de Oliveira e Souza (onde o Rosão mandava os seus jogos) e no Raulino de Oliveira.

Mas o tempo passou, o Clube abandonou o futebol profissional e houve o convite ao comerciante Adauto Alves Rangel para fazer parte da diretoria, cabendo a ele a vice presidência social. Bons momentos aqueles em que o Clube passou a promover serestas dançantes, como a mínima estrutura, mas com todo o sucesso que requer uma promoção deste quilate.

Início de uma nova era

Em 1992, Adauto Rangel foi eleito presidente do Rio Branco. Estava ali inaugurada uma nova fase na história do Clube. Foi uma das mais unidas e atuantes diretorias já vistas no Clube. Além do presidente Adauto Rangel faziam parte do grupo diretor: Roberto Manhães (Finanças), Hélio Pinto Duarte (Administração), Domingos Loureiro (Jurídico), Demilton Sales (Patrimônio e Obras), Profª Eli Manhães Rodrigues (Social), Arnaldo Garcia (Relações Públicas e Publicidade), José Carlos Waltz (Expediente) Edward da Silva Ferreira (Esportes) e Edson Coelho dos Santos (Médico).

Grandes foram os esforços para a recuperação do tempo perdido em se tratando da sede do Barão do Rio Branco. Para a construção do Salão Social, além de doações que os próprios diretores faziam, foram promovidos jantares de adesão, churrascos, serestas e a montagem de um quadro social ativo, pois era um absurdo um clube com 7.500 sócios não ter uma receita mínima. Mas como nada tinha a oferecer aos associados além da Quadra de Futebol Nodge Etienne Samary, Campo de Futebol Soçaite Bernardino Maria Filho, a ideia evoluiu, mas sem o efeito esperado.

Mais tarde, ao fim da administração Adalto Rangel, o Salão Social era uma realidade, sendo inaugurado no mandato seguinte do presidente Demilton Sales, que foi uma cópia fiel da gestão anterior, incentivando o futebol das categorias de base, melhorando o patrimônio existente e avançando com construção dos muros dos quase 98 mil metros quadrados de área.

Campeão Invicto da Terceirona em 2001

O Rio Branco faturou o bicampeonato Estadual da Série A2 Módulo Especial (Terceira Divisão) de 2001. A competição contou com a participação de seis clubes: Miguel (Vassouras); Rio Branco (Campos dos Goytacazes); Rio das Ostras; Teresópolis FC; União de Marechal Hermes (Rio de Janeiro) e União Central (Rio de Janeiro). A Campanha foi 25 pontos em nove jogos: foram oito vitórias e um empate; marcando 19 gols, sofrendo quatro e um saldo positivo de 15 tentos.

Dias atuais

A nova sede do Clube Esportivo Rio Branco fica no prédio ao lado do Ciep, na Avenida José Carlos Pereira Pinto, através de uma permuta com um grupo empresarial de Campos. No lugar da antiga sede, foi construído um shopping center, o primeiro de Guarus.

Em relação ao futebol, o clube se encontra licenciado da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), desde 2013, quando o disputou o Campeonato Carioca da Série B.

Didi, ‘Folha Seca

Após jogar no Industrial Futebol Clube (Campos), Didi, o famoso inventor da “Folha Seca” jogou no clube ainda como juvenil. Seu melhor desempenho, após a fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, foi a 4º colocação no Estadual da Segunda Divisão, em 2002. Ganhou em 1980, o Campeonato Estadual de Juniores da Divisão de Acesso, o primeiro título em se tratando de Divisão de base após a fusão.

TÍTULOS

Estaduais
Campeonato Fluminense de Futebol: 1961;
Vice-Campeonato Fluminense:
1958 e 1962;
Campeonato Carioca da Terceira Divisão (Série A2 Módulo Especial):
1984 e 2001;
Campeão Estadual de Juniores:
1980;
Campeonato Citadino de Campos dos Goytacazes (8 vezes):
1917, 1928, 1929, 1931, 1949, 1958, 1961 e 1962;

Bicampeão Fluminense: 1961 e 1962.

Nacionais
Vice-campeão Zona Sul da Taça Brasil: 1962;
Campeonato Brasileiro de Juniores:
2003 (invicto);
Campeão da Copa Rio Sub-17:
2001;

FOTOS: A Rede (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ)

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Diversos jornais campistas – Pesquisador e historiador, Wesley Machado

Vênus Football Club – Rio de Janeiro (RJ): disputou a Liga Brasileira de Desportos de 1927

Por Sérgio Mello

O Vênus Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Tricolor São-cristovense” foi Fundado no 1º semestre de 1926, por um grupo de desportistas liderados por Justino Costa.

A sua 1ª Sede social ficava situado na Rua São Cristóvão, nº 537 (Sobreloja), no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Em 1927, transferiu a sua Sede para a Rua Marechal Floriano, nº 52 / 1º andar – Centro – Rio de Janeiro (RJ).

A sua Praça de Esportes, inaugurada em 1926, ficava localizado na Praça Marechal Deodoro, s/n, no Centro do Rio. Em 1927, o Vênus Football Club disputou o Campeonato Carioca, organizado pela Liga Brasileira de Desportos (LBD).

O ressurgimento do Vênus

Na segunda-feira, do dia 10 de setembro de 1928, os antigos associados do Vênus F. Club realizaram uma concorridíssima reunião a fim de reerguer esta agremiação são-cristovense, que outrora constituiu neste populoso bairro, um dos clubes de maior evidencia.

Para dirigir os destinos do Vênus, na sua nova fase foi organizada a seguinte diretoria:

Presidente – Benjamin Gama;

Vice-presidente – Antônio Marques de Oliveira;

1º Secretário – Clélio Flores;

2º Secretário – Carlos Xavier;

1º Thesoureiro – Joventino Codeço;

2º Thesoureiro – Olympio Teixeira;

Procurador – Amaro Francisco;

Director Sportivo – Cosme Gomes;

Conselho Fiscal – Salvador Motta, Miguel dos Santos e Alberto Ferreira.

Apesar do esforço, o “Tricolor São-cristovense” não conseguiu juntar forças para se restabelecer e na década de 30, já não foi encontrado notícias dessa simpática agremiação.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – O Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Argos Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1927

Por Sérgio Mello

O Argos Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os “Rapazes da Camisa Amarela” ou “Os Canarinhos da Zona Sul” foi Fundado na terça-feira, do dia 03 de Maio de 1927. O termo ‘Argos’ significa “reluzente” ou “brilhante“. Também simboliza a vigilância extrema devido a uma famosa lenda da mitologia grega.

A sua 1ª Sede ficava situado na Rua Dois de Dezembro, 67 (sobrado) – bairro do Catete (atualmente fica no Flamengo), na Zona Sul do Rio (RJ). Em 1928, se instalou numa Sede provisória, na Rua Real Grandeza, nº 264; depois se mudou para a Rua Conde de Irajá, s/n; e por fim na Rua São Clemente, nº 17; todos no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio (RJ).

Em 1928 e 1929, Presidido pelo sr. Bernardino de Oliveira Vinha, e pelo secretário Porphyrio Faria da Costa, o Argos Athletico Club disputou às competições organizadas pela Associação Sul de Esportes Athleticos (ASEA).

Excursão a Barra Piraí

Em carro especial ligado ao trem das 4h50min. da manhã no domingo, do dia 31 de julho de 1927 – seguiu para Barra do Pirahy, o Argos Athletico Club, que disputou uma partida de football com o Central Sport Club campeão dessa cidade fluminense. A embaixada do Argos esteve assim constituída:

Chefe – Albino Soares da Costa;

Secretário – Arthur Henrique;

Thesoureiro – Abelardo Peres Alonso;

Juiz – José François Jooris;

Orador oficial – Eduardo Magalhães.

Os times serão provavelmente assim organizados:

1º Quadros – Chorão; Luiz e Manoel; Cem, França e Cachimba; Durva, Mineiro, Pará, Berolha e Miúdo.

2º Quadros – Luiz II; Maneco e Oliveira; Lalinho, Heitor e Itália; Delmar, Nonô, Oswaldo, Moacyr e José.

Com a embaixada seguiu também uma caravana de associados e algumas senhoritas torcedoras do novel club botafoguense. Os ingressos para o trem foram colocados à venda nas seguintes casas comerciais: ruas Bambina 2, 80 e 60; Conde Irajá, nº 172, Real Grandeza, nº 292 e o O Botafogo”.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – A Rua: Semanário Illustrado (RJ) – Beira-Mar: Copacabana, Ipanema, Leme (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Marqueza Football Club – Rio de Janeiro (RJ): Existiu de 1925 a 1931!

Por Sérgio Mello

O Marqueza Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no domingo, do dia 17 de Maio de 1925, por um grupo de rapazes, como Octavio Gonzalez, José Moutinho, Oswaldo Gonzalez, José Vilela Guerra, entre outros.

As suas cores: verde e branco. Além do futebol, também contava com outras modalidades como o Ping-Pong (Tênis de Mesa) e Atletismo. No âmbito social, o clube realizava festivais, bailes de carnaval e músicas dançantes.

A sua 1ª Sede (provisória) ficava no andar térreo do prédio nº 9, na Rua Marquesa de Santos. A partir daí nasceu o projeto de obter a sua sede própria até que no dia 14 de novembro de 1925, o grande dia chegou.

O clube instalou-se na sua magnifica Sede social, no edifício localizado na Rua Marquesa de Santos, nº 49, no bairro das Laranjeiras (em algumas reportagens sobre o endereço, o bairro referido era do Catete), na Zona Sul do Rio.

Ajudou a Fundar a Nova AMEA

Em 1926, atendendo a um convite do Sport Club Botafogo, fundou, com este mais o Jardim F. Club e Sport Club Curupaity, a Nova AMEA (Associação Municipal de Esportes Athleticos). Entretanto, a diretoria entendeu por bem pedir desligamento, após haver disputado de maneira altamente cavalheiresca, todo o turno do seu 1º campeonato.

Primeira viagem estadual

No domingo, do dia 25 de Julho de 1926, o Marqueza realizou uma viagem a cidade de Resende, na região sul-fluminense do Estado do Rio de Janeiro, a fim de enfrentar o Rezende Football Club. No final, acabou derrotado pelo placar de 4 a 0.

No sábado, do dia 12 de fevereiro de 1927, um grupo de seus associados de fundaram a “Ala dos Embaixadores”, com o intuito de realizar eventos dançantes. A primeira festa aconteceu uma semana após a sua criação.

Filiado a Liga Brasileira de Desportos

Na terça-feira, do dia 15 de março de 1927, o clube deu entrada na secretária da Sub-Liga da Liga Brasileira de Desportos (LBD),sob a chancela da Associação Metropolitana de Sports Athleticos (AMSA), o pedido de filiação. Para as disputas das competições da Sub-Liga, a direção do Marqueza arrendou a Praça de Esportes, do Municipal F. Club, situado na Rua Jorge Rudge, s/n, no bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio.  

O Marqueza F.C. disputou o Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1928 e 1929, organizado pela Liga Brasileira de Desportos (LBD).

Clube acaba extinto

Na quinta-feira, às 20 horas, do dia 30 de abril de 1931, na Rua Marquesa de Santos, nº 41 / Casa 13, nas Laranjeiras, foi marcado uma assembleia para os antigos sócios, a fim de tentar salvar o clube, que agonizava, ameaçado de ser extinto. No entanto, a condição de falimento não foi revertida e o Marqueza Football Club acabou desaparecendo em definitivo.

 FOTO de 1926 – 1º Quadro do Marqueza F.C. Abaixo, o então presidente do clube, Jorge de Castro Lobo.

Algumas formações:

Time base de 1925 (1º Team): Ernesto; Allemão e Caixa; Lorico, Cabrinha e Alfredo; Jóca, Camillo, Pedro, Guerra e Ayres. Capitão: Pedro.

Time base de 1925 (2º Team): Vidal; Simões e Tampinha; Maneco, Chico e Camillo II; João, Gonzalez II, Pelegueta, Paulo e Arnaldo. Capitão: Arnaldo. Reservas: Barthô, Balma, Marinho.

Time base de 1926 (1º Team): Antoninho (Cabral); Allemão (Silvares) e Gonzalez (Julinho); Barcelos (Caixa ou Arnaldo), Cabrinha e Simões (Barreto); Ayres Ferreira (Leite), Amâncio, Gaspar, Guerra (Camillo de Aguiar) e Alfredo. Capitão: Barcellos.

Time base de 1926 (2º Team): Ernesto; Júlio e Perrer; Torres, Barcellos e Silvares; Leite, Gonzalez II, Andrade, Guerra e Cardoso.

Time base de 1926 (3º Team): Driden; Barcellos II e Mensores; Santos, Americo e Arnaldo; Djalma, Seraphim, Brandão, Benedicto e Aristóteles.

Time base de 1927 (1º Team): Braulio (Antônio); Alfredo (Villaffani) e Juca (Alfredo); Bellorophontes (Oswaldo), Lilico (Raymundo) e Simões (Costa); Djalma (Amarilio), Amâncio (Euclydes), Pedro (Peixoto), Mundinho e Ayres. Capitão: Alfredo.

Time base de 1927 (2º Team): Araujo I; Waldemar e Santos; Benedicto, Nascimento e Eurydio; Peixoto, Oswaldo, Araujo II, Eugenio e Cardoso. Capitão: Waldemar. Reservas: Osmar, Cypriano, Soares II, Vicente e Durval

Time base de 1928 (1º Team): Soares; Araujo e Alfredo; Euripedes (Benedicto), Velloso e Itália (Simões); Humberto (Jacaré), Pinheiro, Gradim, Roguinha e Nunes (Almeida). Capitão: Alfredo.

Time base de 1928 (2º Team): Filho; Curt e Inhamar; Cardosinho, Oswaldo e Soaresinho; Durval, Jaime, Mario, Braz e Amadeu

Time base de 1929 (1º Team): Braulio (Filho); Salvador (Humaytá ou Juca) e Menezes (Fagundes); Cardosinho (Velloso), Ernandes (Vicente) e Bahica (Soaresinho); Waldemar (Juaguará), Vicente (Edgard), Alfredo (Jaguaré Gradim e Felipe (Jayme). Capitão: Alfredo.

Time base de 1930 (1º Team): Eduardo; Gonzalez e Franklin; Cardoso (Filhinho), Pesado e Afonsinho; Juca (Waldemar), Gradim, Nico (Miguel), Velloso e Morgado (Barbosa). Capitão: Juca.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Rua: Semanário Illustrado (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Jornal (RJ) – O Paiz (RJ) – Rio Sportivo (RJ)