Arquivo da categoria: Rio de Janeiro (antigo Estado do RJ)

Vianense Futebol Clube – Niterói (RJ): Fundado em 1938

O Vianense Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O Alvicelestefoi Fundado na terça-feira, do dia 09 de Agosto de 1938. A sua Praça de Esportes (que ficou conhecido popularmente como ‘Campo do Vianense’), ficava próximo ao Estaleiro Guanabara (que ficava na Rua Barão do Amazonas), na Rua Santa Clara, s/n, no Bairro Ponta da Areia, em Niterói.

Na esfera futebolística, o Vianense participou tanto do Torneio Início quanto do Campeonato Niteroiense da Segunda Categoria, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD), nos anos de 1941, 1942, 1943, 1944 e 1945.

Em maio de 1948, se filiou no Departamento Niteroiense de Football (DNF). Disputou o Torneio Início e o Campeonato Niteroiense da Categoria Popular, nos anos de 1948 e 1949.

Em 1950, a competição mudou a nomenclatura, passando a se chamar Campeonato Niteroiense da Segunda Categoria. Nesse ano duas situações aconteceram na vida do Vianense: 1º o clube foi declarado utilidade pública, em junho. Em novembro, acabou se indispondo com a Liga e acabou desligado do Departamento Niteroiense de Football (DNF).

Esse problema foi determinante para que a diretoria do Vianense se afastasse do futebol. A partir de 1952, passou a dar ênfase ao atletismo, sobretudo, as corridas de rua, como por exemplo: São Silvestre, realizado anualmente no final do ano, na capital paulista.

Craques do Vianense

O clube ajudou e inspirou no surgimento de craques, como Milton Copolilo (Flamengo), Jair Marinho (Fluminense) deram os seus primeiros passos no Vianense. Ali também surgiu os irmãos Lemos: Cesar Maluco, Luizinho Tombo e Caio Cambalhota.

Campo do Vianense: da grama ao concreto

Em 1965, já sem nenhuma atividade, o ‘Campo do Vianense’ passou a ser tutelado pelo Esporte Clube Costeira. Em setembro de 1980, o presidente do Costeira, Sebastião Barbosa entrou em contato com o dono do campo, José Duarte Oliveira que na época residia em São Paulo. O acordo parecia eminente, uma vez que além do valor, o proprietário só exigiu que o estádio tivesse o seu nome. Exigência essa que a diretoria não se opôs.

Porém, a notícia despertou o interesse e uma Cooperativa da Cidade entrou na disputa, a fim de adquirir o ‘Campo do Vianense’ para construir um conjunto habitacional no local.   Na foto acima, a linha na cor amarela demarca aonde ficava o ‘Campo do Vianense’.

O último evento no ‘Campo do Vianense’ aconteceu no sábado, do dia 29 de agosto de 1981, quando ocorreu o Torneio Início dos Bancários de Niterói. Depois, o dono acabou aceitando a oferta da construtora de Cr$ 280 milhões (duzentos e oitenta milhões de cruzeiros) pelo campo. Fim da linha do ‘Campo do Vianense’ que se transformou em quatro blocos de edifícios.

 Time de 1950: Chiquinho; Gato e Julio; Vitoriano, Julinho e Haroldo; Popinha, Peru, Quintanilha, Vevé e Nelson.

 

 FONTES: A Tribuna (RJ) – Jornal dos Sports – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Imprensa Popular (RJ) – O Fluminense – Última Hora (RJ) – A Noite – Diário de Notícias – Arquivo Público do Estado de São Paulo (Memória Pública)

Semeando Cidadania F.C. – Rio de Janeiro (RJ): Três edições na 3ª Divisão do Rio

O Semeando Cidadania Futebol Clube Ltda. foi uma agremiação efêmera da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Tricolor de Rio das Pedras” foi Fundado na quarta-feira, do dia 23 de Agosto de 2006. Ressaltando que a data oficial de fundação é: quinta-feira, do dia 7 de setembro de 2006. No escudo a caricatura do político ao centro.

A sua Sede administrativa ficava localizado na Estrada do Capenha, nº 1.127 / Bloco IV / Ap. 103 – Pechincha – Zona Oeste do Rio. As suas cores: azul, vermelho e branco. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Eustáquio Marques, em Curicica.

Criado em 1996, o projeto de inclusão social voltado para os jovens da favela de Rio das Pedras, a principal base política do ex-vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o ‘Nadinho de Rio das Pedras’, na região de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Uma década depois, Nadinho fundou o clube, onde era presidente e acionista majoritário, dono de 80% das cotas, mas tinha outros dois sócios: o ex-assessor parlamentar Renato Telles e o advogado João Gilberto Demercian Filho.

Filiou-se à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) e se inscreveu para disputar ainda naquele ano para disputar o Campeonato Carioca da 3ª Divisão em 2006. Na sua estreia acabou ficando em 4º lugar na sua chave. Posição esta que não foi suficiente para avançar de fase.

Time posado de 2007

Em 2007, voltou a jogar a Terceirona do Rio, é obteve a 2ª colocação no seu grupo, se classificando para a seguinte. Na segunda fase, ficou em 2º lugar, só atrás do Campo Grande Atlético Clube.

Na terceira fase, o Semeando Cidadania terminou na 3ª posição, atrás de Aperibeense Futebol Clube e Teresópolis Futebol Clube, sendo eliminado da competição.

Em 2008, não conseguiu repetir as atuações da temporada anterior e acabou caindo logo na primeira fase, ao ficar em último lugar na sua chave. O ano de 2009 foi péssimo duplamente para o clube.

Primeiro, pediu licença da FERJ por conta da falta de recursos e pela sequência de competições, proveniente da passagem de todas as divisões dos Estaduais para o primeiro semestre.

Depois veio o golpe fatal, quando na tarde da quarta-feira, do dia 10 de junho de 2009, o ex-vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras, foi assassinado. Com isso, apesar das tentativas de manter a agremiação em atividade, tempos depois foi colocado um ponto final na efêmera passagem do Semeando Cidadania Futebol Clube.

 

FONTES: Jornal dos Sports – EmpresasRJ.com (CNPJ) – Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) – Wikipédia – SRZD

FOTO: Paulo Roberto Rodrigues

Foto Rara de 1916: São Cristóvão Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ)

FONTES: O Malho – Henrique Hubner

Sport Club Garage Excelsior – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1932

Sport Club Garage Excelsior foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado em Fevereiro de 1932, tinha a sua Sede Social localizada na Rua Desembargador, s/n, no Bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio.

FONTE: Light (RJ)

Cia. Jardim Botânico – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1932

FONTE: Light (RJ)

Amistoso Estadual de 1937: Barra Mansa F.C. (RJ) 1 x 0 Seleção da LEALCA (RJ)

FONTE: Light (RJ)

A.B.E.L. – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1916 a 1932

A Associação Beneficente dos Empregados da Light – ABEL foi Fundado no dia 1º de Janeiro de 1916 com o objetivo de recolher contribuição de seus funcionários e implantar um serviço de atendimento médico-hospitalar e fundos de aposentadoria.

No relatório de 1928, foram registradas 8388 novas inscrições e 267 esposas e 374 filhos. A principal função da ABEL era o apoio hospitalar, incluindo equipamentos de análise laboratoriais e raios X, atendimento médico e farmacêutico aos associados.

A associação mantinha farmácias com estoques de remédios no Largo do Machado e em Vila Isabel e um hospital na Rua do Resende nº 154. Este hospital foi adquirido em 1928 da Companhia Lloyd Sul-Americana. A mesma associação também contava com atendimento farmacêutico e inscrição de parteiras credenciadas ao atendimento das famílias dos trabalhadores.

A ABEL praticava também o método da medicina preventiva através da prevenção contra doença via esportes: a princípio basquete, vôlei, boxe e natação. Dispunha de 15 médicos, além de auxílio financeiro aos sócios durante o período de doenças, auxílio tanto para despesas de viagem quanto para cura de doenças, despesas para enterro e luto dos associados e dependentes.

Também prestava fiança aos sócios presos em acidentes ocorridos quando do exercício em seus deveres e os auxiliava com advogados. Em seus planos, constava a ampliação do serviço hospitalar e assistência dentária. Por sua vez, a Revista Light incentivava a adesão a seguros pelos trabalhadores através da ABEL.

No dia 13 de junho de 1928, dia de Santo Antônio, no Teatro João Caetano na Praça Tiradentes do Rio de Janeiro, com a presença de artistas, foi lançada a marcha Hino da ABEL, música do “popular” Sinhô e versos de Cândido Castro.

Hino da ABEL

Santa luz que nos banha o coração

É atração Doce vibração

Da humana comunhão

Que as almas a bom porto nos conduz

 E divinal todos seduz.

Como um condão de força e luz.

Light! Valor real

Poder nobre e fiel

Nasceu em ti triunfal!

ABEL! ABEL!

 

No Editorial do primeiro aniversário de LIGHT (1929), a revista publica o discurso dos principais administradores de setores da empresa diretamente envolvidos com a promoção dos principais temas tratados pela revista: a vida social e os esportes.

Após o ano de 1930, o Brasil passa a ter pela primeira vez um Ministério da Saúde, da Educação e do Trabalho. Ao mesmo tempo, o final do século XIX e início do XX marcaram a emergência do valor do esporte e da inauguração de clubes como espaço de recreação da classe média que se formava.

Inúmeros clubes que hoje ascendem prioritariamente como de futebol nasceram, antes de tudo, como espaços de recreação de bairros ou fábricas nem sempre ligados ao futebol, mas, sobretudo, aos esportes náuticos. Tais clubes são parâmetros de uma nova sociabilidade em que o operariado e o trabalhador da nova classe média ligada ao comércio e ao serviço público são a demanda de um novo “modus vivendi” nas cidades. E é neste novo modelo de vida social que a Light passa a investir.

Os espaços destinados à ocorrência da vida social e esportiva como a ABEL (Associação Beneficente dos Empregados da Light localizada em São Cristovão), a Associação Atlética Light (Grajaú), The Rio de Janeiro Athletic Association (o atual Leme Tênis Clube) e o Gávea Golf Clube (São Conrado) irão acolher atividades e hospedar práticas esportivas que espelham ao mesmo tempo a divisão de classes entre dirigentes, empresários e trabalhadores e, nos locais onde acorrem eventos organizados para ou pelos empregados, a divisão técnica do trabalho.

Como se verá a frente, o caso dos campeonatos de futebol é exemplar. Por outro lado, a valorização da saúde do trabalhador e o incentivo aos esportes femininos contarão com discursos e atividades de promoção e a devida divulgação na Revista Light.

Em 22 de abril de 1928, na Rua Figueira de Melo, organizou-se uma festa com a seguinte programação: inauguração do campo e da bandeira e a realização de jogos de basquete e futebol. Nela estavam presentes diretores e funcionários do alto escalão da empresa.

No dia 23 de setembro de 1929, foi realizada uma festa em honra de Miller Lash, recém-empossado presidente da Brazilian Traction. A festa intitulada uma “Noite Brasileira” foi organizada pelo então radialista Renato Murse para festejar o presidente Lash e sua estadia.

Nesta festa houve apresentação de escoteiros, prova de ginástica pelo Tiro da Light, luta de boxe, assaltos de esgrima, além de apresentação de expressões do folclore brasileiro. A programação de Lash no Brasil contou com duas reuniões: no dia 6 de setembro com os funcionários e no dia 11 com os veteranos, isto é, quando foram convidados os mais antigos funcionários.

A revista Light registra que no dia 29 de setembro no Jockey Club da Gávea um “jantar íntimo” foi oferecido pela administração da Brazilian Traction Light and Power aos administradores da empresa no Rio de Janeiro. Porém, foi nos salões da ABEL a despedida de Mr. Elmer Barton substituído por Mr. A Wangler na administração da empresa.

Ao final do ano de 1928, a Light declara que a instrução militar está facultada a todos os empregados e associados da ABEL com a criação do Tiro da ABEL, porém, poucos anos depois, ela é extinta, em 1932. Com a extinção da ABEL, a alta cúpula da empresa torna-se mais presente e participativa nos eventos esportivos.

A Traction – setor das oficinas – passa a ser a substituta da ABEL e controla os espaços da Figueira de Melo e da José do Patrocínio com o incentivo a maior participação das mulheres, cônjuges de diretores e funcionários do alto-escalão, como promotoras e patronesses e a presença de um presidente de honra em qualquer evento esportivo.

FONTE: Revista Light