Arquivo da categoria: Rio de Janeiro (antigo Estado do RJ)

Tamoyo Football Club (atual: Tamoyo E.C.) – Cabo Frio (RJ): 1º escudo entre 1915 a 1918

Hoje o Tamoyo Esporte Clube completa 105 de existência!

Uma breve história desta simpática agremiação que fica na cidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos no estado do Rio de Janeiro. A sua atual Sede está localizado na Avenida Nilo Peçanha, nº 153, no Centro da cidade.

Fundado no sábado, do dia 15 de Novembro de 1915, com o nome de Tamoyo Football Club. Na década seguinte alterou a nomenclatura para “Tamoyo Sport Club“. Na década de 40, com o aportuguesamento de boa parte dos clubes, a agremiação cabofriense passou a se chamar: Tamoyo Esporte Clube, que perdura até os dias atuais.  

O Tamoyo possui um histórico expressivo em duas modalidades esportivas: Futebol e o Futsal (antigo Futebol de Salão), onde é considerado um dos clubes mais tradicionais do Estado. Em 2015, ano em que completou seu centenário, disputou o Campeonato Estadual sub-20.

No campo, possui diversos títulos do Campeonato Citadino de Cabo Frio. No âmbito estadual, nos anos de 1941 (terminando na 5ª colocação, no geral) e 1942, o Tamoyo participou do Campeonato Fluminense de Futebol.

Na esfera profissional, o clube participou em três oportunidades do Campeonato Carioca da 3ª Divisão, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ): 1982, 1983 e 1985.

FONTES: Wikipédia – Site do Clube – Acervo de Marcelão Marcelo Santos (ex-goleiro da Cabofriense)

Inédito!! Esporte Clube São Bento – Angra dos Reis (RJ): Duas participações no Campeonato Fluminense de Clubes Campeões Municipais em 1962 e 1964

O Esporte Clube São Bento foi uma agremiação da cidade de Angra dos Reis (RJ). A sua Sede social ficava localizado na Rua Arcebispo Santos, nº 94, no Centro da cidade. Foi Fundado em 1950.

Há poucas informações do São Bento. O que foi apurado é que o time foi Tricampeão de Angra dos Reis em 1955, 1956 e 1957. Cinco anos depois disputou o III Campeonato Fluminense de Clubes Campeões Municipais de 1962. Na estreia, nem precisou jogar, uma vez que o seu adversário (Guarani Esporte Clube, de Volta Redonda), desistiu de participar. Assim, avançou para a segunda fase.

Time posado de 1973

Posteriormente, participou do Torneio de Campeões do Estado do Rio de 1964, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD). Tupi (Paracambi); São Pedro (São João de Meriti); Mauá e Metalúrgico (São Gonçalo); Tanguá (Rio Bonito); PIauí (FNM); Flamengo (Macaé); Mangueira (Paraíba do Sul); Cantagalo (Cantagalo).

Time base de 1957: Zezito; China e Pindaro; Santos, Benê e João Cidade (Assaid); Artur, Mair, Edson e Ézio.

Time posado de 1976

FONTES: Jornal dos Sports – O Fluminense (RJ) – A Noite (RJ) – Última Hora (RJ) – Acervo de Pedro Almeida

Andarahy Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): escudo e reportagem com lindas fotos de 1930

O Andarahy Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado numa terça-feira, do dia 09 de Novembro de 1909, tinha a sua Sede e o campo localizados na Rua Prefeito Serzedello Correa (atual Rua Barão de São Francisco), que em 1960 foi vendido ao América e nos anos 90 foi trocado para a construção do Estádio Giulitte Coutinho, no Distrito de Edson Passos, em Mesquita. Atualmente, o campo do Andarahy é o shopping Boulevard (antigo: Iguatemi), no bairro do Andaraí, na Zona Norte do Rio.

De suas fileiras suburbanas saíram alguns jogadores de valor para o futebol do Rio antigo. E, entre outras coisas, se conta a história de um sapo enterrado no campo do Vasco, por uma figura “folclórica” do clube Arubinha. Esse sapo foi vingança da gente do Andarahy, depois de um revés em 1937,  no 2º Turno, para o Vasco, por 12 a 0.

Quadras de Basquete e voleibol

Nessa temporada o Andarahy foi o último colocado no Campeonato da Liga de Futebol do Rio de Janeiro, ano da pacificação nacional. Seria também o último campeonato em que o velho Andarahy tomaria parte na Divisão Maior do futebol carioca.

Curioso que de um modo geral, na era das cisões, o Andarahy esteve sempre junto com o Vasco, na mesma Liga. Mas, o fato é que depois dessa “praga”, o Vasco somente seria campeão carioca depois de um longo jejum, em 1945.

O Andarahy iniciou sua participação em Campeonatos da cidade do Rio de Janeiro, em 1916 na então Liga Metropolitana de Sports Athléticos. Nessa temporada o América foi campeão carioca e o clube do subúrbio ficou colocado em penúltimo lugar, com 10 pontos ganhos e 14 pontos perdidos.

Quadra de Tênis

Mas, conseguiu a façanha de derrotar o campeão por 1 a 0, no returno, assim como venceu o Botafogo por 3 a 2, e o Fluminense por 2 a 1. O Andarahy jamais conseguiu derrotar o Vasco da Gama na sua passagem pelo futebol carioca em campeonatos oficiais.

Foi um clube carioca de grandes campanhas, ganhou o Torneio Início do Campeonato Carioca de 1924 foi vice-campeão carioca em 1921 e 1934, e 3º colocado no Campeonato Carioca em 1924, e 1933. Com a união da FCF e da FMD em 1937, o clube deixa o Campeonato Carioca para sempre.

Estádio Prefeito Serzedello Correa

Abaixo uma reportagem na íntegra do jornal Excelsior, em 1930:   

O Andarahy Athletico Club é uma das nossas instituições desportivas brilhantes tradições. Sua actuação no meio esportivo carioca tem sido efficiente, cooperando sempre pelo maior desenvolvimento da nossa cultura physica.

Excelsior”, que, há muito, vem se interessando pela vida dos esportes entre nós, occupa-se hoje o Andarahy A.C., dedicando-lhe nada menos de quatro páginas, todas illustradas com photographias colhidas na sede do referido club. Na primeira destas páginas encontra-se a actual diretoria do Andarahy, na segunda, o seu primeiro team; na terceira, varios aspectos colhidos na sua sede, quando estivemos, há dias, alli; e na quarta, ou melhor, nesta página, alguns trophéus conquistados brilhantemente, em encontros com outros clubs desta capital.

Pelo avultado número de taças e bronzes ganhos nobremente pelo Andarahy, o leitor avaliará por si o valor desportivo dessa instituição que é, sem exaggero da nossa parte, uma das mais valorosas que possuímos.

Reconhecendo-o é que aqui prestamos esta homenagem, aliás espontânea e desinteressada, como vimos fazendo com os demais clubs, cuja vida tem sido tratada por nós, que, como já dissemos, muito nos interessamos pela prosperidade da nossa cultura physica, através de todos os esportes.

O Andarahy, possuindo um bom campo de foot-ball e locaes apropriados para apropriados para a pratica de outros gêneros esportivos, está destinado a ter cada dia maior actuação nos nossos meios que cultivam o esporte.

Tendo tomado parte em pugnas memoraveis, das quaes tantas vezes sahira triumphante, o Andarahy impoz-se definitivamente no conceito público, tornando-se um dos clubs que desfructam de maiores sympathias populares.

Diretoria de 1930

Para demonstração da sua prosperidade, o Andarahy está actualmente dotando o seu campo de uma excellente archibancada, de onde o público possa assistir com conforto os jogos que, de futuro próximo, se realizarem alli.

Emfim, é uma das nossas mais bem constituídas organizações desportivas, razão pela qual sempre se impôz no conceito e na admiração de quantos, como nós, se interessam pelo esporte no Brasil“.

FONTE & FOTOS: Jornal Excelsior          

Foto rara: Flamengo 4 x 1 Fluminense – amistoso do ‘Dia do Trabalhador’ de 1957

Zagalo (Flamengo) e Pinheiro (Fluminense), no centro o árbitro da FMF , Alberto da Gama Malcher

Em homenagem ao “Dia dos Trabalhador” e com portões franqueados ao público, Flamengo e Fluminense defrontaram-se, na tarde de quarta-feira, do dia 1º de Maio de 1957, no Estádio de São Januário, em caráter amistoso, porém valendo a Taça Brasília. A peleja contou com a presença do exmo. do Sr. presidente da República, Juscelino Kubitschek. O espetáculo, tecnicamente deixou muito à desejar, estando longe daquele clássico renhido e cheio de emoções, de há muito tradicional no futebol metropolitano.

Para a fraqueza do prélio contribuiu muito o Fluminense, que se apresentou cheio de falhas, com um conjunto desarticulado e sem demonstrar o menor senso de coordenação. A vitória do Flamengo por 4 a 1 foi justa e merecida, sem que entretanto, dê margem para que se afirme esteja o rubro-negro reabilitado de seus últimos insucesso. A exibição negativa do Tricolor facilitou em grande parte a tarefa de seu mais ferrenho adversário.

A maior parcela de culpa pela contundente derrota do Fluminense, coube à sua defensiva, principalmente pela maneira dispersiva como atuou. Do começo ao fim da peleja, seus integrantes não se definiram em campo, como fossem calouros a sofrer os impactos psicológicos duma estreia, em match de grande importância.

Dois elementos merecem, contudo, um destaque negativo: Cacá e Altair, que mais pareciam médios volantes que propriamente zagueiros laterais. Amos, avançando em demasia, deixando uma lacuna, que era preenchida pelos avantes do Flamengo.

Os 4 a 1 talvez sejam exagerados para quem ignora o transcurso da partida, mas na verdade foram até modestos para o rubro-negro, que poderia dilatar a contagem, caso assim o desejasse. Os tentos, à exceção do feito por Joel com uma espetacular cabeçada, foram consignados facilmente, sem maiores entraves.

Os erros da retaguarda influíram no ataque chefiado por Valdo. Neste setor, não houve também destaque individual. Telê não foi aquele mesmo dínamo que a torcida está acostumada a ver: Valdo, parece que ficou indigesto com os “gols” feitos na temporada de 56, e Escurinho, que vinha atuando surpreendentemente bem nos últimos compromissos do Fluminense, voltou ao nível que lhe é peculiar.

Um Flamengo à vontade

A fragilidade de estrutura que caracterizou o “onzetricolor, como dissemos, facilitou a tarefa do Flamengo. Este, contudo, houve-se melhor do que no prélio de domingo último, quando deixou-se abater pelo São Paulo e por idêntica contagem. Embora todo o conjunto atuasse a contento, merecem destaque: o goleiro Ari, que demonstrou muita firmeza nas poucas bolas que o ameaçaram; a linha média e os avantes, Joel, Moacir e Henrique.

FONTE & FOTO: Correio da Manhã

Foto de 1914: São Christovão Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ)

O clube São Cristóvão de Futebol e Regatas foi fundado no bairro de São Cristóvão, a partir da fusão do Club de Regatas São Christóvão, um clube de regatas fundado em 12 de outubro de 1898, e o São Christóvão Athletic Club, que se restringia apenas ao futebol e disputava o campeonato metropolitano, fundado em 15 de julho de 1909.

A fusão ocorreu no dia 13 de fevereiro de 1943 e o novo clube herdou do futebol a fama conseguida nos campos, já campeão carioca e com bom desempenho nos gramados, assim como os resultados e conquistas.

A primeira partida do São Cristóvão foi disputada em 1 de agosto de 1909 contra o Piedade Football Club, tendo saído vencedor pelo placar de 5 a 1.

FONTES: Site do clube – Jornal Leitura Para Todos (RJ)

Outro escudo de 1957: Esporte Clube Parames, de Jacarepaguá – Rio de Janeiro (RJ)


Esporte Clube Parames foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O seu campo e a Sede ficavam localizados na Rua Berdardino, s/n, e na Rua Pedro Teles, 490, ambos no Bairro da Praça Seca, em Jacarepaguá – Zona Oeste do Rio, respectivamente.

‘Mais Querido de Jacarepaguá’ foi Fundado no dia 03 de Junho de 1925, por um grupo de jovens, liderados por Victor Parames Domingues, que emprestou o seu terreno para a construção do campo e da sede (que em seguida, passou a ser o Patrono do clube). As suas cores eram o azul celestepreto branco.

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é EC-Parames-Jacarepagua-1925-57-500x303.jpg

TÍTULOS 

clube paramistas foi um grande celeiro de jogadores para os grandes do Rio de Janeiro. No Campeonato Carioca da Terceira Divisão, o Parames foi vice-campeão em 1944, e, campeão em 1945. No domingo, dia 07 de setembro de 1950, faturou a bela Taça Carlos Eiras, após vencer os dois jogos contra o Diário da Noite Futebol Clube, por 6 a 3 (nos seus domínios) e 4 a 1 (no campo do Bemfica, na Rua Jockey Club (atual Licínio Cardoso), nº 42, no Bairro de São Francisco Xavier, na Zona Norte do Rio). 

Ainda em 1950, participou do Campeonato do Departamento Autônomo, organizado pela Federação de Metropolitana de Futebol (F.M.F.). Outro título expressivo pelo Parames  (1956) veio sete anos depois, quando faturou a ‘I Copa da Cidade’ de 1952 (evento de futebol amador promovido pelo jornal Diário da Noite), que contou com a participação de 68 clubes da capital carioca.

Parames chegou na grande final de forma invicta. No 1º jogo da final, enfrentou o Continental, da Gáveano  Domingo, 28 de Dezembro de 1952, às16h30min, no Estádio do Flamengo. Arbitrado por Miguel A. Ruas (Departamento Autônomo da F.M.F.), a partida terminou empatada sem gols.

Na disputa de pênaltis, o Continental venceu por 4 a 3.A partida decisiva, aconteceu na tarde do domingo, do dia 11 de janeiro de 1953, no Estádio Aniceto Moscoso, na Rua Conselheiro Galvão, em Madureira. o Parames levantou a taça ao golear do Continental por 4 a 1. Grilo abriu o placar no 1º tempo. Na etapa final, Sérgio ampliou e Grilo, novamente, fez o terceiro gol. Oldemar, contra, elevou o placar para 4 a 0. Iante, de pênalti, fez o tento de honra para o clube da Gávea.

No jogo da entrega das faixas, o Parames goleou o EC Valim, do Méier por 7 a 4. O clube também faturou o tricampeonato da Região Administrativa de Jacarepaguá, em 19611962 e 1963Time-base de 1951: Antonio; Tutuca e Tião; Didico, Ivam e Quimba; Carlos, Octacilio, Harodinho, Guilherme e Haroldo.

O CLUBE FECHOU ÀS PORTAS EM 1974 

O mais tradicional clube de futebol que existiu em Jacarepaguá. Durou por 49 anos, quando em 1974, quando a família Parames pediu de volta o terreno onde ficava o campo e a sede, na Rua Pedro Teles, a fim de alugá-lo para o Parque de Diversões IV Centenário. Atualmente o local fica o Residencial Porto Bello e o Residencial porto Fino

AGRADECIMENTO ESPECIAL: O levantamento dos clubes, sobretudo, extintos nem sempre é fácil. Nem sempre as pesquisas equacionam certas questões! Nessas horas a parceria sempre é bem-vinda, pois ajuda no resgate da história do nosso futebol.

Nesse caso em especial, um agradecimento ao Carlos Alberto, ‘Carlão’ (jogou no time de Aspirantes na década de 60) pelo envio da carteirinha de sócio do seu pai o Sr. Casemiro Leal, que também foi diretor do clube. Muito obrigado pela colaboração!

 FONTES: Site WSC  – Jornal A Manhã – Diário da Noite 

Anagé Sport Club – Rio de Janeiro (RJ): Duas participações no D.A. em 1952 e 1953

O Anagé Sport Club é uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Clube mais Querido de Ricardo de Albuquerque” foi Fundado no sábado, do dia 21 de Abril de 1928. A sua Sede ficava localizada na Estrada de Nazareth, nº 20, enquanto a Praça de Esportes estava situada na Estrada do Camboatá, s/n, ambos no Bairro de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio. Nos anos 60, a Sede e o campo passou para Rua Aripuá, nº 391, no Bairro de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio.

Uma curiosidade em relação ao nome: o significado de “Anajê” em tupi guarani quer dizer: Gavião! Na língua portuguesa é Ave do Amazonas.

Os primeiros jogos não foram animadores, com derrotas para o Elite Athletico Club por 6 a 0, em casa, no domingo do dia 14 de Junho de 1929; o São Bento por 6 a 3, em Bangu, no domingo do dia 29 de Setembro de 1929.

No ano seguinte, na quarta-feira, do dia 12 de Novembro de 1930, se desligou da Associação Suburbana.

No início de maio de 1943, o Anagé ingressou na Federação Metropolitana de Futebol (FMF), a fim de disputar o Campeonato da 3ª Divisão de Amadores, que contou com a participação de 26 equipes: Brasil Novo Atlético Clube – Anchieta – Pau Ferro – Parames – Bento Ribeiro – União – Progresso – Engenho de Dentro – Irajá – Tavares – Nova América – Del Castilho – Cosmos – Campo Grande – Transporte – Guanabara – Distinta – Rosita Sofia – Oiti – Unidos de Ricardo de Albuquerque – São José – Oriente – Atlético Clube Nacional – Esporte Clube Valim – Corintians.

As equipes foram distribuídos em três grupos: dois com nove e uma com oito times. O Anagé ficou na Série B, juntamente com Anchieta, Bento Ribeiro, Nacional, Parames, Pau Ferro, São José e Unidos de Ricardo de Albuquerque.

No 1º turno, a campanha foi pífia, em sete jogos, um empate e seis derrotas. Na estreia – no domingo, do dia 27 de Junho de 1943 – o Anagé acabou derrotado pelo Anchieta pelo placar de 5 a 3. Pela 2ª rodada, derrota para o Nacional; na 3ª rodada, derrota para o Parames por 6 a 2; Na 4ª rodada, foi superado pelo Unidos de Ricardo de Albuquerque por 3 a 0; Na 5ª rodada, nova derrota: São José 2 a 1; Na 6ª rodada, foi goleado pelo Pau Ferro por 7 a 2; pela última rodada, enfim, o 1º pontinho: empate com o Bento Ribeiro em 0 a 0.

O returno começou com outra derrota: Nacional 3 a 0; depois superado pelo Parames por 3 a 1; São José venceu por 2 a 1. Terminou com apenas quatro pontos em 28 disputados.

Se o time principal foi uma decepção, a equipe juvenil da Anagé foi a campeã da Série B. Dos 28 pontos em disputa, a garotada do Anagé só perdeu quatro pontos, avançando para a Fase final. Da mesma foram avançaram o Del Castilho Futebol Clube (campeão da Série A) e o Campo Grande Atlético Clube (campeão da Série C)

No domingo, do dia 14 de novembro de 1943, às 15h15min., os juvenis do Anagé venceu o Campo Grande, no campo do Manufatura. Na quarta-feira, do dia 17 de novembro de 1943, às 19h45min., os juvenis do Campo Grande venceu o Del Castilho, jogaram no campo do Oposição.

No domingo, do dia 21 de novembro de 1943, os juvenis do Anagé acabou goleado pelo Del Castilho por 4 a 0, no campo do Brasil Novo, em Madureira. Com o resultado, a garotada do Anagé terminaram na 3ª colocação no geral.   

No Campeonato da 3ª Divisão de Amadores de 1944, organizadopela Federação Metropolitana de Futebol (FMF), a Anagé voltou a ter uma campanha ruim. O clube somou apenas dois pontos em 34 disputados.

Em 1945, o Anagé começou bem e goleou o Brasil Novo, pela 2ª rodada, pelo placar de 7 a 0.

Em 1952, disputou o Departamento Autônomo, organizadopela Federação Metropolitana de Futebol (FMF), que contou com a presença de 27 equipes, divididos em três chaves:

Série Urbana Atília Futebol Clube – Benfica – Dramático – Cacique – Sampaio – Mavilis – Torres Homem – Nova América – Cocotá.

Série Suburbana Anagé Sport Club – Esporte Clube Valim – Nacional – Unidos de Ricardo de Albuquerque – Del Castilho – Manufatura – Anchieta – Rio – Esporte Clube Oposição.

Série Rural São José – Cosmos – Realengo – Distinta – Corintians – União – Cruzeiro – Guanabara – Oriente.

O final, na Série Suburbana, o Manufatura se sagrou campeão (com cinco pontos perdidos), enquanto o Anagé terminou em penúltimo lugar com 19 pontos perdidos.   

Disputou o Departamento Autônomo, organizadopela Federação Metropolitana de Futebol (FMF), em 1953.

Em fevereiro de 1964, a Assembléia Legislativa da Guanabara aprovou em decreto como utilidade pública o Anagé Sport Club. Na década de 70, o clube participou do campeonato de veteranos. Atualmente, não disputa nenhuma competição.    

Time base de 1952: Helinho; Nica (Gil) e Lourenço (David); Agrícola, Mirim e Pedrinho; Capo (Soares), Pirilo (Odir), Nilton, Joãozinho e Fausto.

Colaborou: Rodrigo Oliveira

FONTES: A Esquerda (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – O Jornal (RJ) – A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – A Manhã (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) –  Página do Facebook: “Anagé Anagé (Ulisses)” – A Luta Democrática (RJ)

Associação Atlética Novo Alcântara – São Gonçalo (RJ): Campeão Gonçalense de 1967

A Associação Atlética Novo Alcântara foi uma agremiação efêmera da cidade São Gonçalo (RJ). A sua Sede ficava localizada no Bairro de Alcântara, em São Gonçalo. Fundado em 1965, o clube disputou a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), em três oportunidades: 1965 (3º colocado), 1966 e 1967 (Campeão).

O Campeonato Gonçalense de 1967, contou com a participação de nove clubes:

Associação Atlético Novo Alcântara;

Canarinhos Futebol Clube;

Colubandê Esporte Clube;

Cordeiros Futebol Clube;

Esporte Clube Trindade;

Fortaleza Futebol Clube;

Pachecos Futebol Clube;

Santos Atlético Clube;

Unidos do Paraíso Atlético Clube.

Dos 16 jogos realizados na campanha vitoriosa do Novo Alcântara, nove deles foram encontrados (Foram 16 pontos, com sete vitórias e dois empates; com 13 gols a favor e seis contra, com um saldo positivo de sete):

Domingo (13/08/67): Novo Alcântara 2 x 1 Codeiros – Estádio Santa Isabel

Domingo (03/09/67): Novo Alcântara 2 x 1 Trindade – Estádio Santa Isabel

Domingo (17/09/67): Novo Alcântara 0 x 0 Colubandê – Estádio Santa Isabel

Domingo (24/09/67): Novo Alcântara 2 x 1 Pachecos – Estádio Santa Isabel

No final do Primeiro Turno, o Novo Alcântara liderava com 2 pontos perdidos; seguido pelo Trindade com 4 pontos perdidos; e o Santos com 5 pontos perdidos.

Returno

Domingo (05/11/67): Cordeiros 0 x 1 Novo Alcântara – Estádio Santa Isabel

Domingo (19/11/67): Trindade 1 x 2 Novo Alcântara – Rua Leopoldina (campo do Mauá)

Domingo (21-01-68): Novo Alcântara 1 x 0 Santos – Rua Leopoldina (campo do Mauá)

Domingo (07/01/67): Fortaleza 2 x 2 Novo Alcântara – Rua Leopoldina (campo do Mauá)

Domingo (14/01/67): Novo Alcântara 1 x 0 Canarinhos – Estádio Santa Isabel

O Novo Alcântara conquistou o inédito título com algumas rodadas de antecipação. Tudo parecia perfeito, mas a diretoria do clube não gostou da premiação concedida pela Liga Gonçalense de Desportos (LGD).

O clube ainda realizou um amistoso, no domingo, do dia 02 de junho de 1968, quando foi derrotado pelo CROL, por 2 a 0, em Várzea das Moças, com dois gols do Pelé (obviamente o genérico). A partir daí, não encontramos mais informações da Associação Atlética Novo Alcântara. Um desaparecimento misterioso e que esperamos encontrar mais pistas num futuro bem próximo.   

FONTES: O Fluminense – Tribuna da Imprensa – Jornal dos Sports