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CIP campeão catarinense de 1938

por Fernando Alécio

Em maio de 1931, instalava-se na Rua Blumenau, em Itajaí, a Companhia Itajahyense de Phosphoros. Mais conhecida pela sigla CIP, a empresa foi idealizada pelo industrial Antônio da Silva Ramos e formada com capital de investidores de Itajaí e Blumenau.

No período de 1932 a 1939, produziu 148.300 caixas, cada uma contendo 120 pacotes e cada pacote 10 caixinhas com 55 palitos em média. Os fósforos eram comercializados com as marcas “Triumpho”, “Faísca”, “Libertador” e “Corsário”. Irineu Bornhausen, um dos principais acionistas, ocupou o cargo de diretor-presidente por vários anos.

Ofício timbrado do CIP em 1937. Acervo Adalberto Klüser/OsniMeira

A fábrica abrigava cerca de 150 operários em 1940 e era uma das principais fontes de arrecadação do município, possuindo também uma fecularia em Tubarão. Além de contribuir com o progresso econômico de Itajaí, a Companhia Itajahyense de Phosphoros, liquidada na década de 1950, deixou um importante legado na área esportiva: deu origem ao glorioso CIP Foot-Ball Club, agremiação que entrou para a história do futebol catarinense.

Conforme registram os estatutos, o CIP F.C. foi fundado em 27 de outubro de 1936, por iniciativa de Francisco Medeiros, Alfredo Medeiros e Eugenio Cypriano Abelino, tendo por finalidade a prática dos esportes em geral, em particular o futebol. O clube adotou as cores vermelha e preta, teve Antônio da Silva Ramos como primeiro presidente e passou a mandar seus jogos num campo próximo à fábrica, na Rua Blumenau.

Prédio da fábrica de fósforos na Rua Blumenau. Reprodução Jornal do Povo

Campeão do Vale do Itajaí

Em maio de 1938 teve início o certame regional da Associação Sportiva do Vale do Itajaí (ASVI), entidade fundada no ano anterior e da qual o CIP foi um dos idealizadores. Tratava-se de um autêntico campeonato do Vale do Itajaí, contando com equipes de Itajaí, Brusque e Blumenau.

Com uma campanha impressionante, o CIP faturou o título com 13 vitórias e apenas uma derrota. A conquista do time da Rua Blumenau foi festivamente comemorada num animado piquenique organizado pela diretoria do clube na então praia de Piçarras.

Campeão Catarinense

A conquista do campeonato regional da ASVI deu ao CIP o direito de disputar o Campeonato Catarinense de 1938, que foi realizado somente no ano seguinte. Na época, apenas os campeões regionais participavam do certame estadual. O adversário do time itajaiense nas semifinais foi o tradicional Avaí, campeão de Florianópolis, que já havia sido campeão catarinense cinco vezes (1924, 1926, 1927, 1928 e 1930). A última conquista estadual do Avaí havia sido obtida ao vencer na final outro time de Itajaí, o Marcílio Dias.

O primeiro embate entre CIP e Avaí foi designado para o dia 5 de fevereiro de 1939. No campo da Rua Blumenau, os jogadores itajaienses não se intimidaram ante a maior tradição do time da Capital e aplicaram uma goleada de 4 a 0. A pressão dos locais sobre os visitantes foi tamanha que os quatros gols saíram logo no primeiro tempo. Couceiro (duas vezes), Villa e Nanga foram os autores dos tentos.

No segundo tempo, o panorama se inverteu com o Avaí indo para cima, mas o goleiro Geninho fez grandes defesas e manteve inalterado o placar do primeiro tempo. O goleiro cipiano foi considerado o melhor homem em campo.

Diploma conferido ao jogador Alberto Correia. Acervo FGML

O jogo de volta foi marcado para 5 de março de 1939. Mesmo debaixo de uma chuva torrencial que caía sobre o antigo Estádio Adolpho Konder, em Florianópolis, o CIP apresentava uma boa atuação e chegou a estar vencendo por 2 a 0 (gols de Vitório e Pavan), mas o Avaí conseguiu empatar, aos nove minutos do segundo tempo.

Logo após o empate do time da casa, o árbitro Leovegildo Amaral Alves suspendeu a partida por falta de visibilidade e alagamento do gramado devido ao temporal. Enquanto a bola rolou, a partida foi marcada por lances duros, jogadas violentas e pouca disciplina. Com a suspensão do jogo, a Federação Catarinense de Desportos (FCD)agendou para 11 de março a continuação dos 36 minutos faltantes, ocasião em que o Avaí fez o terceiro gol e venceu o jogo por 3 a 2.

Armando, Humaytá e Victorio, jogadores do CIP

A vitória do Avaí forçou a realização de uma terceira partida para decidir a vaga na final, pois na época não era levado em consideração o saldo de gols. A FCD marcou a partida logo para o dia seguinte, 12 de março, em Florianópolis. Num jogo muito movimentado, o CIP saiu na frente com Vitório, mas o Avaí virou com Saul e Sapo ainda no primeiro tempo.

O Rubro-Negro voltou para a segunda etapa determinado a remontar o placar e alcançou o objetivo com gols de Pavan e Couceiro aos seis e oito minutos. “Justa e merecida vitória do CIP”, reconheceu em letras garrafais a página esportiva do jornal O Estado, de Florianópolis, na edição que circulou em 14 de março de 1939.

Pavan, Alberto e Lico, jogadores do CIP

O título de campeão catarinense de 1938 seria decidido em jogo único entre CIP e Atlético de São Francisco Sul, que na outra semifinal eliminou o Caxias de Joinville também em três jogos (6×1, 1×2 e 3×0). Assim como o CIP, o time francisquense, fundado em 1931, disputava pela primeira vez a final do certame estadual. A grande decisão foi marcada pela FCD para 2 de abril, em Florianópolis, mas devido às chuvas a data foi alterada para 16 de abril.

Manchete do Jornal do Povo, de Itajaí

O CIP abriu o placar logo nos primeiros minutos de jogo através de Couceiro e ampliou na segunda etapa com Nanga. O adversário tentou pressionar para buscar o empate, mas esbarrou na heroica resistência cipiana, que tinha como principal guardião o veterano zagueiro Luiz Avellar Pereira (ex-Marcílio Dias), o Lico, cuja atuação foi muito elogiada tanto pela crônica esportiva de Itajaí quanto pela imprensa de Florianópolis.

Devido ao jogo excessivamente violento praticado pelo time de São Francisco do Sul, dois de seus jogadores foram expulsos. O livro Almanaque do Futebol Catarinense comenta que “o rubro-negro itajaiense triunfou na bola e no pau. Seus atletas receberam elogios ‘pela exuberância e energia com que souberam batalhar ante a agressividade brutal’ dos francisquenses”.

Manchete do jornal O Estado, de Florianópolis

O time que subiu ao gramado do Estádio Adolpho Konder e derrotou o Atlético de São Francisco por 2 a 0 formou com Geninho; Lico e Humaytá (Villa); Soto e Alberto; Fatéco, Victorio, Couceiro, Pavan, Nanga e Armando. Há fontes que propagam equivocadamente a informação de que o campeonato catarinense de 1938 teria sido decidido em três jogos. Trata-se de erro, pois a competição teve jogo único na fase final em 16 de abril de 1939.

Soto, jogador do CIP. Acervo FGML

Além do título estadual de 1938, outro legado deixado pelo CIP foi ter revelado ao futebol catarinense o craque Nildo Teixeira de Mello, o Teixeirinha, considerado um dos melhores jogadores do Estado em todos os tempos. Embora tenha atuado por pouco tempo com a camisa rubro-negra, em 1942, coube ao CIP a honra de ter sido o seu primeiro clube.

O CIP continuou disputando as competições da ASVI até 1943. Em 1944, desapareceria para sempre do cenário das competições oficiais do futebol catarinense. O destino dos troféus e demais artigos e documentos históricos do CIP é desconhecido.

Hino do CIP

Companheiros sempre firme

Para o inimigo vencer

Nosso CIP glorioso

Muitas glórias há de ter

Venceremos com bravura

E com toda lealdade

Aos vencidos respeitamos

Dando prova de amizade

Se vencidos, saberemos

A derrota festejar

Também é uma vitória

A derrota suportar

É dever do nosso team

Para todos ser gentil

Lutar sempre com heroísmo

Para glória do Brasil

Fonte

Artigo “Memórias do Futebol: CIP Foot Ball Club”, de Fernando Alécio, Adalberto Klüser e Gustavo Melim. Publicado no Anuário de Itajaí — 2017. Editora da Fundação Genésio Miranda Lins, 2017.

Antoninho Justiniano (ex-Saad e Marcílio Dias)

Faro de gol apurado, perspicácia, técnica e inteligência. Estas eram algumas das qualidades de Antoninho Justiniano, um dos grandes nomes que vestiram a camisa do Marcílio Dias na década de 1980. Natural de São Paulo, onde nasceu em 7 de agosto de 1954, o atacante começou a carreira no Saad de São Caetano do Sul e chegou ao Gigantão das Avenidas em 1981, contratado pelo então presidente Delfim de Pádua Peixoto Filho.

Antoninho em ação pelo Marinheiro: goleador implacável

Embora fosse meio-campista de origem, Antoninho atuou em algumas temporadas como centroavante e foi um dos principais goleadores do time entre 1982 e 1985. Somente no ano de 1982 foram 24 gols. No período em que defendeu o Marcílio Dias, atuou ao lado de outros jogadores que ficaram marcados na memória da torcida rubro-anil, tais como Leleco, Careca e Veiga, entre outros.

Antoninho foi uma das figuras da equipe campeã da Taça FCF 60 Anos, em 1984. Coube a ele marcar o gol do título, na vitória por 2 a 0 sobre o Avaí, em 15 de abril daquele ano, no Estádio Hercílio Luz. Naquela competição, que reuniu os principais clubes do futebol catarinense da época, o time base do Marinheiro era formado por Mauro; Ari Marques, Jorge, Gilberto e Luiz Fernando; Rosa Lopes, Osmarzinho e Antoninho; Anderson, Jair e Veiga.

Campeões da Taça FCF 60 Anos. Antoninho é o último da esquerda para direita

Além do Saad e do Marcílio, Antoninho também jogou no Novo Hamburgo (1984) e Inter de Lages (1986), entre outros clubes. Atualmente, reside em São Paulo.

Nome: Antoninho Justiniano
Nascimento: 7 de agosto de 1954, São Paulo (SP)
Posição: Atacante
Período no Marcílio Dias: 1981-1985

FONTE

Baú do Marcílio – http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

Exposição Blumenau Esporte Clube – 98 anos

Troféus, camisas e fotos são alguns dos artigos que compõem a exposição “Brasil, Palmeiras, Blumenau 98 anos! Nossa história continua”, aberta ao público de 19 de julho a 14 de agosto de 2017 no Shopping Neumarkt, em Blumenau.

A exposição celebra os 98 anos do BEC, fundado em 19 de julho de 1919 como Brazil Sport Club. Em 1936, mudou para Recreativo Brasil Esporte Clube e durante a Segunda Guerra Mundial alterou a denominação para Palmeiras Esporte Clube. A partir de 1980, a agremiação passou a adotar o nome da cidade: Blumenau Esporte Clube. Também neste ano adicionou a cor grená às tradicionais branca e verde.

Entre os títulos conquistados pelo clube tricolor  estão o Campeonato Catarinense da Segunda Divisão de 1987 e o Campeonato Catarinense da Série C de 2017. Também foi campeão catarinense de juniores em 1982. A exposição é organizada pela Associação dos Amigos do BEC, entidade criada em 2008 com o objetivo de manter viva a história do Blumenau Esporte Clube.

Blumenau E. C. campeão catarinense da Série C 2017

 

BLUMENAU ESPORTE CLUBE 
CAMPEÃO CATARINENSE SÉRIE C 2017

O Campeonato Catarinense da Série C de 2017 foi realizado no período de 21 de maio a 5 de agosto e teve como campeão o Blumenau Esporte Clube, que garantiu o acesso para a Série B de 2018. Além do Blumenau, participaram do certame as seguintes equipes: Curitibanos/Orleans, Caçador, Imbituba e Porto.

TABELA DE JOGOS

Turno

21/05/2017 – Imbituba 2 x 0 CEC/Orleans

21/05/2017 – Caçador 1 x 4 Blumenau

28/05/2017 – Porto 1 x 3 CEC/Orleans

28/05/2017 – Blumenau 3 x 1 Imbituba

04/06/2017 – Porto 2 x 1 Caçador

04/06/2017 – CEC/Orleans 2 x 2 Blumenau

11/06/2017 – Blumenau 3 x 0 Porto

11/06/2017 – Caçador 2  x 3 Imbituba

18/06/2017 – Imbituba 2 x 2 Porto

18/06/2017 – CEC/Orleans 1 x 0 Caçador

Returno

25/06/2017 – Porto 2 x 4 Imbituba

25/06/2017 – Caçador 0 x 2 CEC/Orleans

02/07/2017 – Porto 0  x 0 Blumenau

02/07/2017 – Imbituba 2 x 0 Caçador

08/07/2017 – Caçador 1 x 2 Porto

10/07/2017 – Blumenau 5 x 0 CEC/Orleans

16/07/2017 – CEC/Orleans 1 x 0 Porto

16/07/2017 – Imbituba 0 x 0 Blumenau

23/07/2017 – CEC/Orleans 2 x 0 Imbituba

23/07/2017 – Blumenau 5 x 0 Caçador

Final

30/07/2017 – CEC/Orleans 2 x 2 Blumenau

05/08/2017 – Blumenau 4 x 2 CEC/Orleans


FONTE

Federação Catarinense de Futebol

Amistoso em 1924 – C. S. Paysandu (Brusque) 4 x 1 Operário F. B. C. (Itajaí)

No dia 7 de setembro de 1924, feriado da Independência do Brasil, o Club Sportivo Paysandu recebeu na Praça de Esportes Coronel Carlos Renaux, em Brusque (SC), a visita do Operário Foot-Ball Club da vizinha cidade de Itajaí (na época, Itajahy) para a disputa de um amistoso. O quadro local se impôs com autoridade e venceu a partida pelo placar de 4 a 1.

Segundo o jornal Gazeta Brusquense, o espetáculo foi atrapalhado pela “chuva miúda e irritante”, que deixou  o campo “demasiadamente escorregadio em algumas partes e alagado em outras”. No jogos dos aspirantes ou “segundo quadro”, também deu Paysandu: 3 a 0.

C.S. PAYSANDU 4 x 1 OPERÁRIO F.B.C.

Data: 07/09/1924

Local: Coronel Carlos Renaux – Brusque (SC)

Árbitro: Henrique Bosco

Gols: não disponível

PAYSANDU: Sassy I; Rudy, Zanão, José, Pedro e Becker; Senador, Pedro II, Jacob, Appel e Sassy II.

OPERÁRIO: Adolpho; Mendonça, Pimenta, Coca e Cachopa; Lúcio, Emílio, Antonio, Alberto, Pedro e Canário.

FONTE

Gazeta Brusquense

 

Grandes vitórias do Marcílio Dias sobre o Figueirense

Os confrontos entre Marcílio Dias e Figueirense remontam a 1930. Em 27 de julho daquele ano, houve o primeiro embate: vitória do Marinheiro por 3 a 0, em amistoso disputado no Estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí. Os gols foram anotados por Guarino (duas vezes) e Zé Macaco.

Duas expressivas vitórias marcilistas por 4 a 0 ocorreram em outro amistoso realizado em Itajaí em 1933 e numa partida do Campeonato Catarinense de 1964. Mas foi em 16 de junho de 1946, em mais um amistoso em Itajaí, que se registrou a maior goleada do Marcílio sobre o rival alvinegro: 6 a 1.

Um fato curioso ocorreu no Campeonato Catarinense de 1958. Em 11 de janeiro de 1959, o Marcílio Dias venceu o primeiro jogo em Itajaí por 4 a 0 – gols de Cirilo, Idésio (duas vezes) e Zênio. O Figueirense precisava vencer o segundo jogo no tempo normal e na prorrogação para se classificar.

Página esportiva do jornal Libertador, de Itajaí, em 1959. Acervo FGML

No dia 18 de janeiro as duas equipes se enfrentaram no Estádio Adolpho Konder, em Florianópolis. O time da Capital venceu no tempo normal por 2 a 0, mas a prorrogação de 30 minutos terminou sem gols. Uma nova prorrogação de 15 minutos foi disputada, sem movimentação no placar.

Depois de mais duas prorrogações de 15 minutos cada, totalizando 165 minutos sem balançar as redes, o jogo finalmente foi finalizado, tornando-se o mais longo da história do futebol de Santa Catarina. A vaga seria decidida numa terceira partida, em Blumenau, campo neutro, no dia 22 de janeiro de 1959. Deu Marinheiro: 2 a 1, dois tentos do goleador Idésio.

Outro jogo marcante para os marcilistas ocorreu em 3 de novembro de 1963. Jogando em Florianópolis, o Marinheiro bateu o Figueirense por 2 a 1, gols de Renê e Dufles. Era a primeira rodada do Campeonato Catarinense de 1963 e iniciava ali a campanha que levaria o Marcílio Dias à conquista do seu primeiro e único título da principal competição estadual. “Peguei a bola fora da área e enchi o pé. Acertei um belo chute, uma bomba, o goleiro nem se mexeu”, detalhou o autor do gol em depoimento ao livro “Torneio Luiza Mello – Marcílio Dias Campeão Catarinense de 1963”.

Lelo vibra após gol da classificação no Orlando Scarpelli.
Foto: Reprodução

Uma partida especialmente guardada na memória da torcida rubro-anil foi a realizada em 3 de junho de 2000, pelas semifinais do Campeonato Catarinense. Depois do empate em 0 a 0 no jogo de ida em Itajaí, o Marinheiro precisava vencer no Orlando Scarpelli.

Marquinhos abriu o placar para o Marcílio, mas Fernandes empatou para o Figueirense. O jogo caminhava para o final quando o lateral-direito Lelo, numa cobrança de falta milimétrica, fez o gol que decretou a vitória por 2 a 1 e classificou o Marcílio Dias à final do Catarinão daquele ano.

18 de novembro de 2007 é outra data que entrou para a história deste confronto. Neste dia, o Marinheiro derrotou de virada o Figueirense por 3 a 1 no Orlando Scarpelli e sagrou-se campeão da Copa Santa Catarina. Os gols do Marcílio foram marcados por Felipe Oliveira, Dauri e Michel.

No jogo do primeiro turno, dia 28 de outubro, em Itajaí, outra vitória marcilista: 4 a 1 – gols de Dauri, Felipe Oliveira, Luís Ricardo e Márcio Alcides. O título da Copa Santa Catarina deu ao Marinheiro uma vaga na Recopa Sul-Brasileira, disputada em dezembro daquele mesmo ano e também vencida pelo Rubro-Anil.

Schwenck comemora gol contra o Figueirense em Camboriú.
Foto: Marcos Porto/ClicRBS/2015

No Campeonato Catarinense de 2015, outro jogo memorável. Jogando em Camboriú, debaixo de chuva e com apagões dos refletores durante a partida, o Marcílio Dias saiu na frente com Schwenck, mas o Figueirense virou para 3 a 1. Numa reação espetacular, o Marinheiro virou o placar para 4 a 3. Soares e Schwenck empataram e Rogélio, aos 45 do segundo tempo, fez de cabeça o gol da vitória, para delírio da apaixonada torcida rubro-anil que lotou a arquibancada do acanhado estádio Robertão.

FONTE

Baú do Marcílio – http://baudomarcilio.blogspot.com.br/

Colecionador completa as onze camisas do Criciúma de 1991/1992

Embora já possua mais de 300 camisas do Criciúma e seja considerado um dos maiores colecionadores de camisas de futebol de Santa Catarina, Fernando Geremias, 29 anos, também conhecido como Fernando Criciúma, ainda tinha um objetivo a ser alcançado: juntar as camisas, de 1 a 11, do time de 1991/1992, o melhor da história do Tigre.

Neste sábado, 1º de abril, o colecionador anunciou que a missão foi cumprida, ao postar em sua conta no Facebook a foto com as onze peças da época em que o Criciúma conquistou a Copa do Brasil (1991) e ficou em quinto lugar na Copa Libertadores da América (1992). “Há um ano faltavam apenas a 4 e a 6 e eis que essa semana, surpreendentemente, apareceram”, comemora o colecionador, que também possui camisas do Metropol, clube que fez sucesso no futebol catarinense na década de 1960, e do Comerciário, antigo nome do Criciúma.

Entre os ídolos do Criciúma na época, figuram jogadores como Itá, Gelson, Grizzo, Soares e Jairo Lenzi, além do goleiro Alexandre (já falecido). “Os melhores anos do Criciúma. Baita jogadores que honravam a camisa do Tricolor”, orgulha-se o torcedor do Tigre, que frequenta as arquibancadas do Heriberto Hülse desde criança.

Morador de Orleans, cidade próxima a Criciúma, Fernando deu o ponta pé inicial em sua coleção no ano de 2007 e a partir de 2011 passou a levar o assunto mais a sério. Atualmente, ele é um dos organizadores do Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol de Santa Catarina, evento que reúne colecionadores de diversas cidades e que já teve cinco edições. No ano passado, o evento foi realizado em Itajaí e neste ano será realizado na cidade de Chapecó.

FONTE:

Texto adaptado do original publicado no site “Torcedores.com”

Sidnei Spina (ex-Juventus, Criciúma e Marcílio Dias)

Natural de Santos, onde nasceu a 26 de março de 1962, o ponta-direita Sidnei Alves Spina surgiu na Portuguesa Santista, mas estourou como um dos destaques do bom time do Juventus da Rua Javari, campeão da Taça de Prata de 1983. Chegou ao Marcílio Dias em 1987, procedente do Criciúma, contratado pelo então presidente Nelson Abrão de Souza. A estreia com o manto rubro-anil se deu no amistoso contra o Vasco da Gama (0 a 0), no Estádio Dr. Hercílio Luz, em 28 de novembro de 1987.

Juventus de 1983: Sidnei é o primeiro agachado

Rápido e habilidoso, tornou-se uma das principais figuras do time que ficou conhecido como “Siri Mecânico” na temporada de 1988. Naquele ano, o Marinheiro conquistou a Taça Carlos Cid Renaux, equivalente ao primeiro turno do Campeonato Catarinense, sob o comando do técnico Levir Culpi. Uma atuação marcante de Sidnei com a camisa rubro-anil ocorreu no dia 20 de março de 1988, na histórica vitória por 4 a 2 sobre o Criciúma.

Marcílio Dias de 1988: Alemão, Ademir, Rosemiro, Fernando, Clademir e Palmito; Sidnei, Wilsinho, Nélio, Joel e Rogério Uberaba: Foto: Reprodução/DC.

Depois de perder em Itajaí por 2 a 1, o Marcílio precisava derrotar o Tigre por dois gols de diferença em pleno Heriberto Hülse para avançar às finais da Taça Carlos Cid Renaux. O primeiro tempo terminou com a vitória do time da casa por 2 a 1 e a classificação do Marcílio àquela altura não passava de utopia. No segundo tempo, porém, Sidnei deixou tudo igual logo no início e o artilheiro Joel se encarregou de marcar dois golaços de cabeça e garantir a vaga na decisão contra o Joinville.

Sidnei foi considerado pela crônica esportiva um dos melhores jogadores em campo e também se tornou personagem do jogo, pelo fato de ter enfrentado seu ex-clube, de onde saiu pouco prestigiado. “Quando fui para o Marcílio Dias, entre outras coisas, diziam por aqui (Criciúma) que eu não jogava nada. Acho que eu mostrei o contrário na partida de hoje”, desabafou o atacante à imprensa após o memorável jogo.

Matéria publicada no Diário Catarinense em 1988

Em 1989, Sidnei integrou a equipe que conquistou a Taça Governador Pedro Ivo Campos e a Taça RCE, referentes ao primeiro e segundo turnos do Campeonato Catarinense. Dez anos depois, já aposentado dos gramados, Sidnei exerceu a função de gerente de futebol do Itajaí Esporte Clube, vice-campeão catarinense da Segunda Divisão de 1999. Atualmente, o ex-jogador segue ligado ao Marcílio Dias participando da equipe de másters do Rubro-Anil.

FOTOS:

http://mantojuventino.blogspot.com.br

http://baudomarcilio.blogspot.com.br

Reprodução – Diário Catarinense (1988)

FONTE:

Texto adaptado do original publicado no blog “Baú do Marcílio” – http://baudomarcilio.blogspot.com.br/