O Esporte Clube Renascença foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Foi fundado na quarta-feira, do dia 15 de outubro de 1941, por funcionários e diretores da Fábrica de Tecidos Renascença. Era conhecido como o “Time dos Tecelões” e tinha como mascoteo Urubu.
Era o time do bairro da Renascença, na cidade de Belo Horizonte/MG, mas nunca chegou a disputar o Campeonato da Liga de Belo Horizonte. Disputou os campeonatos mineiros entre os anos de 1959 e 1967.
Seu estádioera denominado Cristiano Guimarães (Eucaliptos) e se situava no bairro da Renascença, assim como também sua Sedeque ficava na Rua Botucatu, nº 177. Aliás, a antiga sede ainda está o escudo raro acima até os dias de hoje.
No circulo vermelho está o escudo raro do Renascença
No início, disputou as competições do futebol amador promovidas pela Federação Mineira de Futebol (FMF). Em 1947, após a construção do seu estádio, pediu inscrição no Campeonato da Cidade de 1948.
O ingresso no certameera complicado, pois dependia da aprovação dos demais clubes. E a inscrição do Renascençanão foi aceita, pois temiam que seus jogos causassem déficit nas arrecadações.
O escudo no tamanho ampliado
Em 1958, a Federação Mineira de Futebol aceitou a inscrição de diversos clubes, dentre eles o Renascença. Devido ao grande número de inscritos, houve a necessidade de se organizar um torneio eliminatório para definir as equipes que iriam disputar o campeonato.
O Renascençaperdeu a oitava vagapara o Cruzeiroe ficou fora do certame. Em 1959, voltou a disputar o Torneio Classificatório e conseguiu uma das vagas para o Campeonato.
O Renascençatambém disputou oito edições do Campeonato Mineiro da 1ª Divisão:1959(9º lugar); 1960(10º lugar); 1961(11º lugar); 1962(10º lugar); 1963(11º lugar); 1964(11º lugar); 1965(11º lugar) e 1966(12º lugar), quando foi rebaixadopara a 2ª Divisão Mineira.
Uma das maiores glórias do Renascençafoi ter conquistadoa Copa Belo Horizonteno ano de 1961, uma competição que antecedia o Campeonato Mineiroe que era disputada pelos clubes profissionais da capital, mais uma Seleção Amadora.
O Renascençavenceu o Cruzeiro Esporte Clube (2 a 0), o Sete de Setembro Futebol Clube(2 a 0), a Seleção Amadora(4 a 0), empatou com o América Futebol Clube(0 a 0) e venceu o Clube Atlético Mineiro(2 a 0).
O artilheiroda Copafoi o atacante Luis Carlos, do Renascença, com 6 gols. O time campeão do Renascençafoi o seguinte: Tonho; Celso, Dalmo, Negrinho e Coelho, Zeca; Piazza (Grilo) e Luiz Carlos; Rafael, Robson e Joãozinho. O técnico era Gérson dos Santos.
O “Time dos Tecelões” também conquistou o Torneio Início de 1963. Empatou com o Cruzeiro Esporte Clube(0 a 0) e classificou-se nos pênaltis (3 a 2), depois empatou com o Esporte Clube Siderúrgica de Sabará (0 a 0) e também classificou-se nos pênaltis(9 a 8). Na final, empatou com o Clube Atlético Mineiro(0 a 0) e venceu nos pênaltis (9 a 6).
O time campeão foi Arésio; Sérgio, Grilo, Borges e Fernando; Piazza, De Paula e Jorge; Zimba, Miltinho, Robson.
Em 1966ficou em último lugare caiu para a Segunda Divisão, o que levou a Companhia Renascença Industrial a extinguir o departamento de futebol em 1967. Atualmente, no local da fábrica, encontra-se instalada uma universidade particular.
O Renascençarevelou grandes craques, tais como Wilson Piazza, campeão mundial em 1970, o zagueiro Procópio Cardoso, Tonho, ex-goleiro do Cruzeiroe Silvinho, ex-ponta esquerda do Vasco. Encerraram suas carreiras no clube o genial goleiro Veludo, Décio Brito, irmão do zagueiro Brito, da Copa de 70 e Waldir Lellis, o médio-volante Amarelinho. Também passaram pelo Urubu, os jogadores Hélio Lazarotti, Hilton de Oliveira e o goleiro Mussula.
Colaborou: Fabiano Rosa Campos (presidente do Sete de Setembro F.C., de B.H.)
FOTO: Google Maps
ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
FONTES: Ligeirinhoclubesemdestaque e acervo pessoal
O victorioso team do Djalma Santos Football Club, de Faria Lemos, Minas, composto dos conceituados jogadores Zito, Quindola, Coré, Guilherme, Malinho, Milton Nogueira, Decio (‘Faizão Dourado’), Lessa (1º), Lessa (2º) e Zézinho.
O Sport Club Campanhense foi uma agremiação do pequeno município de Campanha, que fica a 316 km da capital (Belo Horizonte) do estado de Minas Gerais. Com uma população de 15.935 habitantes, segundo o Censo do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022.
Fundado no domingo, do dia 26 de outubro de 1913, tinha as suas cores vermelho e verde, em homenagem a bandeira do município. A equipe mandava os seus jogos, no campo do São Christovam.
Há registros, do encontro amistoso, contra o Cambuquira Foot-Ball Club, do município vizinho de Cambuquira(a distância entre as duas localidades é de 16,9 km), na segunda-feira, às 16 horas, do dia 10 de novembro de 1913. A partida terminou empatada em 2 a 2, no Campo doSão Christovam.
Na quinta-feira, do dia 27 de novembro de 1913, no Campo de S. Christovam o Sport Club Campanhense levou a efeito um interessante match de foot-ball, entre os teamsbranco e vermelho do referido club, cabendo a victoria para a equipe rubra, por 2 a 0.
EM PÉ (esquerda para a direita): Graccho (árbitro), Orozimbo, Saturnino e Brandão; AGACHADOS (esquerda para a direita): Guimarães (cap.), Antenor e Carvalho; SENTADOS (esquerda para a direita): Pires, Musa, Amador Paiva, Amador Horta e José Camargo.
Para assistir a essa festa, a directoria do club dirigiu um delicado convite ao sr. bispo diocesano, Dom João Ferrão, que compareceu acompanhado de todo o clero e seminário, bem como o Externato S. João, de que director o cônego Soares. A partida contou com grande público, apesar da chuva impertinente que caiu por ocasião do jogo.
Em 1914, O 1º Team do Sport Club Campanhense, que disputou um match de foot-ball, com o 1º Team do Cambuquira Foot-Ball Club, saindo vencedor por 2 goals a 0, no campo do São Christovam, na cidade de Campanha/MG.
FONTES: Revista Fon-Fon (RJ) – Correio Paulistano (SP)
Uma equipe mista do Flamengo, exibiu se na tarde da segunda-feira, do dia 09 de agosto de 1954, na cidade de Rio Preto, interior de Minas Gerais, enfrentando o Rio Preto Futebol Clube.
O rubro-negro carioca conseguiu espetacular vitória pela contagem de 8 a 0. Paulinho foi o artilheiro, marcando cinco tentos, cabendo a Mauricio(duas vezes) e Alaor completarem o placar do triunfo de Flamengo.
A equipe da Gávea formou com: Arlindo; Marinho e Leoni; Valter, Milton (Luiz Roberto) e Jorge (Papagaio); Paulinho, Alaor, Maurício, Tião (Chico) e Babá.
FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – Jornal do Brasil (RJ)
O Guarani Esporte Clube é uma tradicional agremiação da Cidade de Divinópolis (MG). Fundado no dia 20 de setembro de 1930, como Guarani Sport Club, quando José de Oliveira reuniu os amigos para a formação de um time de futebol.
Em 1936, com o surgimento da LMDD(Liga Municipal de Desportos de Divinópolis) o Guarani entrou no campeonato da cidade, e mandava seus jogos em um campo onde hoje é a sede da Copasa, entre os bairros Esplanada e Bela Vista.
Os primeiros anos de história do Guarani foram marcados pela rivalidade com o Ferroviário, time da cidade que contava com os funcionários da Rede Ferroviária Estadual, setor forte da indústria em Divinópolis. Neste período o Guarani consolidou o seu nome no futebol divinopolitano e da região centro-oeste.
Em 1954 foi inaugurada a iluminação do Farião, fato marcante para um clube do interior de Minas. Um dos motivos maiores foi para fazer frente a torcida do Ferroviário, o rival da cidade. Nesta ocasião houve um amistoso contra o Botafogo-RJ, um dos maiores times da época, para comemorar a inauguração.
O curioso é que no Botafogo daquele amistoso, estava presente um jogador que viria a ser um dos maiores atletas que o Brasil já viu: Garrincha, ainda novo e desconhecido, pisou no Farião pela primeira vez.
Em 1961, quando na ocasião foi vice-campeão mineiro, o Guarani perdeu o título nas últimas duas rodadas. O torneiro era disputado por pontos corridos. A equipe divinopolitana só ficou atrás do Cruzeiro, campeão daquele ano. Era a melhor campanha do clube até então, o que fortaleceu ainda mais a paixão do divinopolitano pelo Bravo Bugre. Em 1964, o Guarani conquista o título do Torneio Início, vencendo o Atlético na decisão por pênaltis, após empate de 0 a 0 no tempo normal.
Após idas e vindas entre o amadorismo e o profissionalismo, o time se tornou profissional de forma definitiva em 1976. No ano de 1979 o atacante Fernando Roberto foi o artilheiro da competição, marcando 15 gols, ficando a frente de nomes como Reinaldo, Éder e tantos outros.
Em 1981, obtém seu melhor desempenho em competições nacionais, terminando na 4ª colocação da Taça de Bronze, equivalente atual Campeonato Brasileiro daSérie C.
Em 1994, o conquista o título do Campeonato Mineiro da 2ª Divisão. No time capitaneado por Brandãozinho, diversos nomes que entraram para a galeria de ídolos do clube, como Assis, Hgamenon, Renato Paulista, Tarcísio e vários outros. Para este campeonato, foram inscritas dez equipes de todo o estado, a maior parte composta por história e tradição no futebol estadual.
A década de 2000 foi muito positiva para o Guarani. Apesar de começar no Módulo 2 em 2000 e conseguir o vice campeonato da competição, ao perder o título para o Mamoré de Patos de Minas, o time conquistou feitos grandiosos nessa década, mostrando para Minas e para o Brasil a força da torcida e da camisa vermelha que tanto representa do Centro Oeste Mineiro.
Em 2001 o Bugre estava novamente na Elite, porém não conseguiu se manter. A força que o impulsiona pra cima mais uma vez empurrou o Bugre para o título mineiro do Módulo II, numa campanha impecável. No time, nomes como Glaysson, Hgamenon, Maurício, Maurinho Veras, Lela, Helbert e diversos que marcaram seus nomes na galeria de campeões alvirrubros.
De 2003 a 2009 o Bugre permaneceu na elite, sempre travando grandes duelos com Atlético, Cruzeiro, América e todos do interior. Sua melhor campanha neste período, foi no ano de 2008, onde Brandãozinho comandou o time numa heróica campanha que terminou com a 5ª colocação. Neste time, nomes como Jajá (artilheiro do campeonato com 7 gols), Willian César, Haender, Eládio, Micão, Cafu, entre outros.
Em 2009 porém a equipe não repetiu a boa campanha do ano anterior e foi rebaixado ao Módulo II. Uma grave crise financeira e administrativa se abateu sobre o clube que parecia abandonado. E assim ficaria, não fosse a união que se fez para tirar o Bugre dessa situação.
Edílson de Oliveira, presidente na década de 80 e comandante de grandes campanhas com o clube, retornou após muito tempo, para provar mais uma vez que a camisa vermelha de Divinópolis tem força!
Após um início de campeonato em que o time parecia não ir muito longe, o Guarani reagiu na hora certa, e contra tudo saiu vencedor, Campeão Mineiro mais uma vez, provando que a História e a Tradição desse clube são imortais.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
Colaborou: Fabiano Rosa Campos
FONTES & FOTO: redes sociais do clube – Arquivo Público da Prefeitura de Divinopolis (MG)
O Vespasiano Esporte Clube é uma agremiação do município de Vespasiano (população de 129.246 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2019), situado na Região Metropolitana a 27 km de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais.
Fundado na quarta-feira, do 27 de setembro de 1916, por um grupo de desportistas, liderados pelos dois irmãos Paulo Cota da Fonseca, seu ‘Paluca’ e Juca Cota da Fonseca, com o nome de Vespasiano Sport Club. O campo iniciou-se na Fazenda do Barreiro, os mesmos dirigiram o clube até 1930.
Neste ano foi formada uma diretoria completa sendo o Presidente o Sr. Gerson de Moura que na sua gestão elaborou o estatuto do Clube e o registrou no cartório Gero Oliva, em Belo Horizonte. Este estatuto vigorou por muitos anos.
Sua 1ª Diretoria formada que se tem registro e notícias circulada na comemoração dos 80 anos de fundação, foram o seguinte:
Presidente – Romeu Romanelli;
Vice-Presidente – Miguel Timponi;
Secretários – João Silva e Francisco de Lima;
Tesoureiros – João Barbosa da Fonseca e José Emidio Silva;
Diretor Esportivo – Antônio de Oliveira;
Treinador – Manoel Antônio de Araújo.
Escudo e uniforme dos anos 40
Estádio Ilvo Marani e a sua história
Teve em sua história dois campos, um perto do rio, onde começou o time, era cercado em volta com grade de madeira, localizado na Rua Francisco Lima, s/n, no Centro da cidade. Por mais de 40 anos, o Estádio foi desapropriado pelo antigo proprietário, tendo então de procurar outro local para fazer novo campo.
Aí, 53 pessoas juntaram e deram o dinheiro para comprar o terreno. O Gerente do Banco Agrimisa Zé Campolina, que arrumou a papelada para concretizar o negócio. Construíram definitivamente o atual com muita luta e participação dos admiradores e da sociedade esportiva vespasianense, sob a direção direta do seu Presidente Valdir Soares Pereira e seu maior idealizador do projeto Senhor Ilvo Marani, que deu nome ao estádio, situado na Rua Miguel Timponi, nº 40, no Centro de Vespasiano/MG.
Durante o período de construção das obras do campo, foram diversos estágios, destacaram o plantio do gramado, onde personalidades do time como: Adão Mormela, Sr. Themes, Pedrinho, Horácio e Zé Basilio, Guilherme Rocha, Acácio, Alberci Soares, Zé Rocha, juntamente com muitos adeptos, sempre estiveram participando em diversas áreas do projeto idealizado por Ilvo Marani, ainda destacamos nomes como os Srs Luiz Maria de Souza, Nem Rocha, Ulisses, Sr. Bodé, Pedro Maria, Sr. Themes, Lucas Albano da Costa, Marisio Cedro, Alencar, Maria de Souza, Zeca Perpétuo, Sr. Dé e seu filho Robson, Daltinho, Zé Marani, Núbio, Raimundo Lopes, João Araújo, Marcilio Agostinho Jorge, Daniel Araújo, Jaime do Nascimento este responsável pela topografia.
Acervo de Fabiano Rosa Campos
Construção
Na década de 60, um grupo de pessoas abnegadas e unidas com o objetivo de engrandecer o panorama esportivo e cultural de Vespasiano arregaçou as mangas e iniciou a construção do que é hoje a nossa principal área de eventos esportivos e culturais.
Naqueles tempos Vespasiano estava longe do progresso que ostenta hoje, mas havia a união das famílias e da sociedade em torno dos ideais. Sem maquinário pesado, sem a força de uma arrecadação financeira que pudesse ajudá-los, construíram o estádio literalmente com as próprias mãos.
Um exemplo de que a união, o idealismo e a força de vontade fazem as obras mais produtivas e poéticas que o chamado progresso. No terreno comprado pelos diretores e conselheiros tem início aos trabalhos de construção do estádio.
O Sr. Jaime Nascimento (topógrafo) e o presidenteIlvo Marani, deu início às obras. Estavam alargando o rio na época e aproveitando levavam a terra para a área do campo para aterrar, os caminhões pertencentes a Ivo Marani, João Mula Manca, Roberto Rocha, Zé Rocha, Guilherme Rocha, eram os que mais trabalhavam. Diretores e colaboradores:
Zeca Perpétuo, Orsine Xavier, Daltinho (José A.Martins Soares), Sô Bebeto, Pedrinho Português, Waldir Soares, D. Mariquita, Bento, Núbio, Batista, Zé Basilio, Agostinho Jorge, Euler Conrado, Raimundo Lopes, João Araújo, Marcilio, José Rocha, Luís Maria de Souza, Dé, Nem Rocha, Zé Ulisses, Bodé, Toninho Rocha, Pezão, Roberto Rocha, Alencar Maria de Souza, Toninho, Alencar, Guilherme Rocha, Marisio Cedro, Acácio, Albeci Soares, Temistocles Souza Lima, Sô Temes, Euler Conrado Silva, Adão de Mormelo, Horácio.
Uma participação no Estadual de 1932
O ano de 1932, foi agitado e com muitas “rachaduras” no futebol mineiro. A LMDT(Liga Mineira de Desportos Terrestres), que organizava as principais competições no estado, foi acusada de favorecimento ao Atlético Mineiro. Insatisfeitos, vários clubes se desfiliaram e criaram uma nova liga: AMEG (Associação Mineira de Esportes Geraes).
O Vespasiano Sport Club debutou no Campeonato Mineiro da 1ª Divisão de 1932, organizado pela AMEG (Associação Mineira de Esportes Geraes). Na ocasião, a competição contou com a participação de seis equipes:
Na sua única participação do Vespasiano SC, terminou na 5ª colocação. Foram 10 jogos com cinco pontos: duas vitórias, um empate e sete derrotas; marcando 14 gols, sofrendo 28 e um saldo de menos 14 tentos.
O Atlético Mineiro foi o único clube grande a ficar na LMDT e venceu seu campeonato facilmente. Já na AMEG, o Villa Nova foi o campeão invicto, o primeiro de uma série de quatro títulos consecutivos – os outros três na liga já reunida e convertida ao profissionalismo.
Foto posada de 1936: do Vespasiano Sport Club
O Jornal (RJ), fez uma bela matéria contando a história do Vespasiano entre os anos de 1932 a 1936. A matéria na integra:
O Vespasiano Sport Club é uma dessas agremiações amadoristas de football do interior de Minas, que, há anos, se vem destacando dentre suas congêneres, mostrando, com brilhantismo, o seu valor ao adversário, nas inúmeras disputas que vem empreendendo.
Seus elementos são rapazes que jogam com amor ao time, têm entusiasmo e desenvolvem um futebol que agrada pela sua técnica; controlam a pelota com eficiência e, além disso, impressionam bem pela disciplina com que se portam, quer quando quer quando vencedores. vencidos,
Club afeito ás grandes pelejas, tomou parte na Liga Mineira de Desportos Terrestres, e, mais tarde, na Associação Mineira de Esportes Geraes. Nesta última disputou o campeonato, em 1932, enfrentando as grandes entidades esportivas de Minas, como Villa Nova Athletico Club, de Nova Lima, Palestra e America, de Belo Horizonte, etc., e, apesar de não ter sido dos primeiros colocados na tabela, não foi o último.
Sua atuação foi sempre magnifica, jamais cedendo com facilidade frente ao adversário, que, se conseguia derrotá-lo, era por score mínimo, como bem poderá provar pelas partidas disputadas com o Villa Nova, campeão da AMEG, e atual campeão mineiro, que, em seu próprio campo, dificilmente conseguiu vencê-lo pela insignificante contagem de 1 gol a 0, no turno, e, no campo local, por 2 x 1, no returno.
Apesar da transformação que sofreu o futebol, ultimamente, com a fase do profissionalismo, o Vespasiano se mantém no rol dos clubes amadores, dadas as suas condições financeiras que, por enquanto, não lhe são suficientemente favoráveis, mas nem por isso falta o entusiasmo a seus jogadores cuja boa vontade de sua diretoria, que muito vem trabalhando e bem do desenvolvimento do conjunto, fazendo jus mesmo a que se diga, sem receio, ser um dos bons times de Minas e dos melhores da zona sertaneja.
Em 1935 tomou parte na Liga Esportiva de Amadores, associação fundada por diversos clubs desta zona, sagrando-se campeão do torneio início, cujas provas tiveram ensejo na vizinha cidade de Pedro Leopoldo, entre 11 times e sob numerosa assistência.
Seguiu-se o campeonato daquele ano, tendo o Vespasiano sabido impor-se frente aos seus adversários, não sendo derrotado nem uma só vez em seu campo, onde fez vários jogos, no turno, notando-se ainda que no mesmo ano de 1925 enfrentou grande número de clubs de Belo Horizonte, em partidas amistosas, como vem enfrentando até hoje, sem que nenhum deles o sobrepujasse.
Tem, contudo, havido empates, conseguidos por alguns times, tais como Renascença (4 x 4), Associação Graphica (2 x 2) e Centro Acadêmico (2 x 2); os dois primeiros da Sub-Liga profissional e este último formado por estudantes, todos conjuntos de valor da capital mineira.
Fora destes, o Vespasiano conta cerca de vinte outros jogos amistosos em seu campo, de 1935 para cá, obtendo vitória em todos eles e alguns sobrepujando mesmo o adversário por contagens elevadíssimas, conforme está ainda bem recente na memória de quantos vêm acompanhando os seus jogos e como constam das notícias insertas nas colunas esportivas do “Estado de Minas“.
Acervo de Fabiano Rosa Campos
ALGUNS DOS PRINCIPAIS CONJUNTOS QUE O VESPASIANO TEM ENFRENTADO
Dentre outros, podem-se enumerar alguns dos principais clubes que o “Vespasiano” tem enfrentado nestes últimos tempos como sejam: “Far-West“, excelente conjunto da prospera localidade de Matosinhos, adversário leal, que se pode contar ne rol dos bons times da zona sertaneja; tem inúmeras vitórias e se destaca pela eficiência e disciplina de seus elementos; “Fluminense“, de Sete Lagoas; “S. C. Pedro Leopoldo“, da vizinha cidade que lhe empresta o nome; “Associação Graphica“, “Renascença“, “Centro Acadêmico“, de Belo Horizonte; etc.
Foto de 25 de maio 1958
DIRECTORIA
Os detalhes do clube estão entregues as pessoas idôneas, capazes e que muito vem contribuindo em prol de seu desenvolvimento; é presidente o sr. Antônio Maximiano dos Santos, conceituado comerciante da localidade, a quem muito o “Vespasiano” tem a dever, pois vem lucrando consideravelmente com os benefícios recebidos de sua parte, sendo, portanto, o seu nome digno de figurar nos registros desta agremiação esportiva, como um de seus grandes animadores.
Os demais membros da diretoria têm presta dos inestimáveis serviços ao clube. O “cliché” acima mostra os jogadores e reservas que tomam parte no “time“: Murce, goleiro; ingressou há pouco para o quadro e seu jogo tem agradado regularmente, esperando-se, contudo, que se revele ainda melhor futuro, Barão, Mormella, Mandico II, Nelson e Americo, constituem uma defesa eficiente; têm uma marcação segura e magnifica distribuição, nada deixando a desejar; Barroso, Mundico I. Alípio, Cecy e Renato, na vanguarda, formam uma linha perigosa e capaz, bastante para infiltrar em qualquer defesa adversaria, pela precisão de seus passes e rapidez na distribuição, notadamente os três primeiros (Barroso, Mundico I e Alípio) que são elementos de real valor, ótimos arrematadores e perfeitos controladores da pelota:
Cecy, apesar de não possuir grande físico, é ótimo elemento; ágil, bom driblador quando se faz necessário e excelente oportunista; Renato, embora não possua a mesma técnica dos demais, joga com entusiasmo e tem bom chute. Eis, pois, alguns dados sobre o “Vespasiano Sport Club“.
Atualmente o clube disputa as competições na esfera amadora
Várias vezes disputou o campeonato amador do estado, e hoje, com o nome Vespasiano Esporte clube, o “VEC”, é um clube social e esportivo que mantém seu estádio, utilizado pela sua equipe amadora.
E interessante salientar a mascote do clube, o frango d’água, seguindo a tradição mineira de bons mascotes. A escolha da mascote se deve ao local da construção do seu estádio ser um “alagado”, frequentado por muitos frangos D’água.
1º HINO do Vespasiano
Autoria: Dumas Chalita Chalup Colaboração: Mariinha e Deuzinha
Vespasiano pelo passado tradicional. No sertão és o principal, amador veterano. Vespasiano por tua glória que treinaremos. Em segurança seremos de um valor insano. Viva a luta que o ardor controla,
nela mostramos o grande valor que temos no manejo da bola. Revelando o que somos, causamos temor. Vespasiano a nossa linha é formidável, é um terror. A defesa invejável e um quiper soberano. Assim organizado será sempre o vencedor. E no tempo peso, pesado terá fruto em vez de flor.
2º HINO do Vespasiano
Letra e música: Edílson Pereira & Silmar P. Moreira Arranjos e Interpretação: Ziza & Silmar
Oh dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe VEC. O mundo se coloriu de azul O Vespasiano é temido De leste, oeste, de norte a sul.
Vespasiano és o clube do meu coração! Com muita raça, vibra com garra e determinação; O nosso lema é lutar e seu nome honrar Como o azul do céu reflete o mar Sua estrela sempre a brilhar.
Tamanha é a nossa euforia Vespasiano entra em campo para jogar! Explode o coração de alegria; Tanta emoção é difícil segurar…
Com forte sol, debaixo d´água; Por onde passa, deixa mágoa. É o lutador e vingador O imbatível “frango d´água”.
ARTE: escudos e uniformes – Sérgio Mello
Colaborou: Fabiano Rosa Campos
FONTES E FOTOS: Blog Vespasiano Esporte Clube – Conteúdo Esportivo – Coleção Linhares – Hemeroteca de Belo Horizonte – Estado de Minas (MG) – O Jornal (RJ)