Arquivo da categoria: Minas Gerais

Associação Esportiva Ituiutabana – Ituiutaba (MG): escudo diferente dos anos 80

A Associação Esportiva Ituiutabana é uma agremiação da cidade de Ituiutaba, no estado de Minas Gerais. O curioso dessa postagem é o escudo e a data de fundação diferentes do que conhecemos.  

A “Véia” foi Fundado na segunda-feira, do dia 17 de Julho de 1933. No entanto, nesse escudo acima postado, há uma outra data de fundação: no domingo, do dia 05 de Março de 1933. A criação aconteceu por meio da fusão entre o Comercial e Associação Atlética Operária.

A sua Sede e o seu Estádio Coleto de Paula, com capacidade para 7 mil pessoas, depois do acréscimo de arquibancada, que aconteceu no ano de 2005, tem o seguinte endereço: Rua Vinte (com Avenida 31), nº 2235, no Centro de Ituiutaba (MG).

E o seu maior rival era o Esporte Clube Ituiutaba que mudou seu nome para Boa Esporte Clube hoje em Varginha após subir para o Campeonato Brasileiro da Série B.

A Associação Esportiva Ituiutabana chegou no futebol profissional na década de 80, quando disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão em 1986. A diretoria montou um bom time que decidiu com o Rio Branco, de Andradas uma vaga na Elite do Futebol de Minas. Porém, acabou não conseguindo o tão sonhado acesso. Depois jogou a Segundona nos anos de 1987, 1988 e 1989.

Na década de 90, a equipe foi Campeã da Copa Triângulo, competição promovida pela Liga do Triangulo de Futebol. Em 2001, foi Vice-Campeonato Mineiro da Terceira Divisão.

Depois passou a atuar no futebol amador até o retorno ao futebol profissional, que foi planejado a partir de 2010, com a reforma do seu estádio e a filiação junto a Federação Mineira de Futebol (FMF).

Em 2012 disputou a Segunda Divisão (na realidade a Terceirona) do Campeonato Mineiro e foi eliminado, na fase semifinal, ao vencer o Minas Futebol por 1 a 0, fora de casa, no jogo da ida e na volta acabou perdendo por 2 a 0, diante da sua torcida. Ter minando na 3ª colocação no geral. Posteriormente, se retirou da esfera profissional sem retornar até o momento.

Colaborou: Fabiano Rosa Campos

FONTES: Mercado Livre – Wikipédia – Página do clube no Facebook – YouTube (História da AE Ituiutabana)

Foto rara de 1936, quando o clube era alvirrubro: América Mineiro – Belo Horizonte (MG)

O América Futebol Clube, ou simplesmente América Mineiro é uma tradicional agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). A sua Sede fica localizada na Avenida dos Andradas, nº 3.000, no Bairro Santa Efigênia (Piso G-I do Boulevard Shopping), em Belo Horizonte (MG).

O “Coelho” foi Fundado na terça-feira, do dia 30 de Abril de 1912, quando garotos de 11 a 13 anos realizaram um sorteio para a escolha do nome de um novo clube na capital mineira. A garota Alda Meira, irmã de Adhemar de Meira, um dos fundadores, sorteou o nome e, naquele momento, nascia o América Foot-Ball Club, um dos clubes mais vencedores, tradicionais e revelador de craques do futebol nacional. Esta primeira grafia foi alterada mais tarde para América Futebol Clube, que prevalece até os dias de hoje.

De sonho a realidade, o projeto inicial contou com as participações dos jovens Affonso Silviano Brandão, Aureliano Lopes de Magalhães, Aldemar de Meira, Oscar Gonçalves e Henrique Dinis Gomes. Em seguida, se juntaram ao grupo, Alcides de Meira, Álvaro Moreira da Cruz, Augusto Penna, Caetano Germano, Carlos Antônio Nunes, Cezar Gonçalves, Fioravante Gonçalo Labruna, Francisco Bueno Brandão Filho, Gerson de Salles Coelho, Guilherme Halfed, Henrique Diniz Gomes, José Miranda Megale, Leon Roussoullieres Filho, Lincoln Brandão, Waldemar Jacob, Dario Ferraz, Fausto Ferraz, Geraldino de Abreu, Otacílio Negrão de Lima, Henrique Moura Costa, Antônio Duarte, Cleantho Nunan e Luiz Guimarães, todos fundadores do América Futebol Clube.

As cores verde e branca também foram escolhidas por sorteio e, em 1913, ano seguinte à fundação, foi agregada a cor preta, que predominava nos calções dos atletas. Hoje, as três participam nas variações dos uniformes do tricolor América Mineiro (nome fantasia). A  Diretoria foi formada pelos seguintes membros:

Presidente – Affonso Silviano Brandão;

Vice-Presidente – Aureliano Lopes Magalhães;

 Secretário – Aldemar de Meira;

 Secretário e zelador – Oscar Gonçalves.

Decacampeão Mineiro

O América Mineiro fez história ao conquistar uma sequência de vitórias ininterruptas no Campeonato Mineiro, com o América se tornando o primeiro time decacampeão do mundo, entre 1916 a 1925, abriu a história de conquistas do Clube.

O 1º título desta série foi no sábado, do dia 29 de abril de 1916 e o fechamento deste glorioso feito, que valeu registro no ‘Guiness Book’, além de empolgar a todos os mineiros, foi em 1925.

Sob protesto contra o profissionalismo, clube adota a cor vermelha

No ano de 1933, inconformado com a implantação do profissionalismo, pois os americanos acreditavam que o futebol, assim como os demais esportes, deveria ser amador, o Clube passou a disputar suas partidas com a camisa vermelha, em sinal de protesto.

Nasce o ‘Coelho’

Em 1945, surge a mascote: Coelho. Criado pelo cartunista Fernando Pierucetti, o ‘Mangabeira’, o Coelho vira o Mascote do Clube. Hoje a torcida americana se orgulha de dizer que torce pelo Coelhão.

Para conhecer mais curiosidades e o restante da história do América Mineiro acesse o site do clube e clica na “História” do clube. Vale a pena!

ACERVO: Do livro “Futebol no Embalo da Nostalgia”, de autoria de Plínio Barreto  

FONTES: Site do clube (https://www.americamineiro.com.br/) – Fabiano Rosa Campos

Sport Club Renato Dias – Juiz de Fora (MG): Existiu entre 1917 a 1932

O Sport Club Renato Dias foi uma agremiação da cidade de Juiz de Fora (MG). O “Alvirrubro Juiz-forano” foi Fundado na quarta-feira, do dia 28 de Março de 1917, pelo coronel Renato Cordeiro Dias, que se tornou presidente honorário e patrono.

O coronel Renato Cordeiro Dias foi um industrial, dono da refinaria de açúcar Renato Dias, que se tornou o 1º presidente da Sub-Liga dos Sports Athleticos (Fundado na sexta-feira, do dia 1º de Março de 1918), filiada Liga Mineira de Sports Athleticos, com Sede em Belo Horizonte. 

Na noite da sexta-feira, do dia 22 de fevereiro de 1918, foi criada a Liga de Desportos de Juiz de Fora. Entre os diversos  nomes que ajudaram a criar a nova liga estava o Cel. Renato Cordeiro Dias.

Recorte de 1918

Além dele, tivemos outros desportistas que contribuíram para a fundação: Antônio Aguiar (Canoinha), Paulo Schmitz, Marcondes Ferraz, Abril de Araújo Alves, Eduardo Weiss, Hosano Fonseca, Besnier de Oliveira, Pedro Gonçalves de Oliveira, além dos clubes Tupy, Tupynambás, Sport Club Juiz de Fora e Sport Club Renato Dias.

O Sport Club Renato Dias foi “figurinha carimbada” no Campeonato Citadino de Juiz Fora, onde participou em 14 edições do certame: 1918, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924, 1925, 1926, 1927, 1928, 1929, 1930 e 1931.

Clube virou marca de Cerveja em 1918

Na quinta-feira, do dia 05 de Dezembro de 1918, os proprietários da Cervejaria Americana, de Juiz de Fora, lançaram novas marcas de cerveja Tupy, Sport Club, Tupynambás e Renato Dias.

Em homenagem aos clubes juiz-foranos foram lançados no mercado da cidade. O produto foi destacado assim: “Muito recomenda pelo seu sabor agradável, pela cor e pela pureza do líquido“.

Praça de Esportes, da Rua Raul Soares

No domingo, do dia 04 de Maio de 1924, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes (atualmente fica o Shopping Solar Center), junto a estação da Leopoldina Railway, na Rua Raul Soares, s/n, no Centro da cidade, diante o então campeão da cidade: Tupy Football Club.

Cerca de três meses depois, no domingo, do dia 03 de Agosto de 1924, às 15h30min., o Renato Dias inaugurou as arquibancadas, diante do scrath de São João Del Rey, valendo a ‘Taça Coronel Renato Cordeiro Dias’. Os ingressos para arquibancada custaram 2$000 (dois mil reis). A partida terminou empatada em 4 a 4.

Primeiro jogo nacional

No domingo, do dia 10 de Julho de 1921, o Sport Club Renato Dias realizou o seu 1º amistoso nacional, ao enfrentar o Carioca Football Club (RJ), no campo do Tupy Football Club, em Juiz de Fora.

No final, melhor para os cariocas que venceram pelo placar de 4 a 3. Os gols foram de Braz aos 4 e 30 minutos (Carioca); Guilherme aos 13 minutos (Renato Dias); Tatão, de pênalti, aos 36 minutos (Renato Dias); no 1º tempo.

Na etapa final, Braz aos 2 e 17 minutos (Carioca); Raul, contra, aos 8 minutos (Renato Dias). O Carioca formou assim: Raul; Surica e Gallo; Moacyr, Bernardo e Arnaldo; Santos, Braz, Chiccarino II, Aristides e Nicola

O Renato Dias, jogou com: Mario; Duca e Ninho; Jacy, Arthur e Justin; Tatão, Doca, Guilherme, Xavier e Quintino.

No domingo, do dia 28 de Agosto de 1927, com arbitragem de Jayme Barcellos, o Renato Dias enfrentou o poderoso America Football Club (RJ), em Juiz de Fora. O clube da Campos Salles goleou por 5 a 2. No primeiro tempo, o Mecão foi para o vestiário com a vantagem de 3 a 1, com dois gols de Mario Pinto e um de Mineiro. Na etapa final, Mario Pinto e Mineiro marcaram mais um tento cada.

O America jogou com: Joel; Jayme e Lazaro; Hermógenes, Hildegardo e Walter; Ripper, Celso, Mario Pinto, Mineiro e Miro

1932: Clube muda de nome

Em meados de 1932, quando alterou o nome para Sport Club Palestra Itália. Com a nova denominação chegou a disputar e vencer o Torneio Início de Juiz de Fora em 1933, porém o campeonato não chegou a ser realizado por conta da implantação do profissionalismo. Como até maio de 1934 o clube não se profissionalizou, foi desligado da nova liga AME (Associação Mineira de Esportes, situado na Rua Espírito Santo, nº 757 – Centro – Belo Horizonte) e desapareceu do cenário esportivo em definitivo.

Algumas formações:

Time base de 1918: Teixeira (Ormindo); Mimi (Chaves) e Ducca; Penne (Vasco), Bahiano e Canário (João); Daniel (Paulista), Xovieit (Braga), Rosa (Dung), Puino (Primo ou Imponi) e Almeida (Montrezol ou Batoque).

Time base de 1919: Ormindo; Duca e Ninho (Moacyr); Canário (Perini), Arthur (Alves) e Bahiano (Vieira); Daniel, Othon (Braga), Guilherme (Xavier), Primo e Quintino.

Time base de 1920: Ormindo; Duca e Ninho; Bahiano, Percegoni e Perini; Daniel, Doca, Alves, Xavier e Quintino.

Time base de 1921: Mario; Duca e Ninho; Jacy, Arthur e Justin; Tatão, Doca, Guilherme, Xavier e Quintino.

Time base de 1924: Campos; Ninho e José Pequeno; Capitão, Ferro e Osório; Guadin (Sá Rita), Canário (Rolleaux), Pedro, Doca e Quintino.

Time base de 1926: Vicente; Angelino e José Pequeno; Bonfim, Doca e Rolleaux; Guadin, Canário, Pedro, Doca e Quintino.

Time base de 1928: Carvalho; Alberto e Ninho; Oliveira, Ferro e Agenesio; Carestia, Roça, José Pequeno, Quintino e Sebastião.

Time base de 1930: Carvalho (Cláudio); Treventi e Arnaldo; Jayme, Ferro e Pergentino; Mão (Panamá), Hugo (Tabara), Tião, Fernando e Tamoyo.

Desenho do escudo, uniforme, pesquisa e texto: Sérgio Mello

FONTES: Vida Sportiva: hebdomadario sportivo e mundano (RJ) – Livro Retrospectiva Futebol – Juiz de Fora (1918-78), de Geraldo Gerheim – Pharol (MG) – A Época (RJ) – O Paiz (RJ) – Jornal das Moças (RJ) – O Brasil (RJ) – A Noite (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Diário da Noite (RJ)

Vasco da Gama Futebol Clube – Juiz de Fora (MG): Fundado em 1929

O Vasco da Gama Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Juiz de Fora (MG). A sua Sede ficava na Rua Bernardo Mascarenhas, nº 618, no bairro Fábrica, em Juiz de Fora.

Fundado na quinta-feira, do dia 15 de Agosto de 1929, e a escolha do nome foi devido ao fato do Clube de Regatas Vasco da Gama (RJ), ter feito uma bela campanha culminando com o título do Campeonato Carioca de 1929. O uniforme era idêntico ao clube carioca.   

Em meados de 1939, tinha uma Sede bem instalada, com secretária, tesouraria, uma comissão de futebol (desde 1932), um número de 200 sócios, sendo que 50 eram jogadores, e uma sala de troféus com aproximadamente 60 taças.

O Vasco participou do Campeonato de Juiz de Fora, organizado pela Liga de Desportos de Juiz de Fora (LDJF), entre as décadas de 30 a 50. Abaixo os desempenho da equipe entre os anos de 1934 a 1938.

Em 1934, o Vasco realizou 31 jogos na temporada, com 19 vitórias, sete empates e cinco derrotas; marcando 71 gols (média de 2,3 gols por partida), com 42 gols contra e um saldo de 29.

Em 1935, foram 33 partidas na temporada, com 21 vitórias, sete empates e cinco derrotas; marcando 84 gols (média de 2,5 gols por partida), com 43 gols contra e um saldo de 41.

Em 1936, aconteceram 33 jogos na temporada, com 12 vitórias, oito empates e 13 derrotas; marcando 56 gols (média de 1,7 gols por partida), com 50 gols contra e um saldo de seis.

Em 1937, a cruz de malta realizou 37 jogos na temporada, com 21 vitórias, cinco empates e 11 derrotas; marcando 109 gols (média de 2,9 gols por partida), com 74 gols contra e um saldo de 35.

Em 1938, o Vasco realizou 34 jogos na temporada, com 19 vitórias, cinco empates e dez derrotas; marcando 101 gols (média de 2,9 gols por partida), com 39 gols contra e um saldo de 32. Os artilheiros foram: Zazá (20 gols, em 22 jogos); Natividade (11 gols, em 20 jogos); Santinho (10 gols, em 19 jogos); Gury (10 gols, em 24 jogos); Valotte (09 gols, em 20 jogos).

Time base de 1936: Max; Álvaro e José; Maria, Olavo, Nazir e Pico; Natividade, Zazá, Waldemar e Célio.

FONTES:  Sport Ilustrado (RJ) – O Sol (MG) – Folha Mineira (MG)

Torneio Início da Liga Uberabense de Futebol (LUF) de 1953: Nacional F.C. foi o campeão!

O Torneio Início da Liga Uberabense de Futebol (LUF) de 1953, foi realizado no domingo, às 13 horas, do dia 17 de maio de 1953, no Estádio Dr. Boulanger Pucci, no bairro Alto das Mercês, em Uberaba (MG).

Campeão do Torneio Início de 1953

A competição contou com a participação de nove equipes:

Asas Futebol Clube;

Associação Esportiva Merceana;

Botafogo Esporte Clube;

Clube Atlético Mineiro;

Clube Recreativo Ferroviário (Ibiá);

Esporte Clube Fabrício;

Independente Atlético Clube;

Nacional Futebol Clube;

Uberaba Sport Club.

Os Preços dos ingressos para a peleja foram definidos assim:

Cavalheiros – Cr$ 10,00;

Senhoras – Cr$ 5,00;

Crianças – Cr$ 3,00.

Com uma Renda de Cr$ 8.200,00, o evento não lotou às dependências do Estádio Dr. Boulanger Pucci. Talvez um dos fatores tenha sido o forte calor que aconteceu no dia e acabou afastando boa parte dos torcedores.

Na final, o Nacional se sagrou campeão ao derrotar o Clube Recreativo Ferroviário (Ibiá) pelo placar de 2 a 0. Abaixo os resultados do Torneio Início da LUF de 1953.

Vice-campeão do Torneio Início de 1953

1º jogo – Uberaba Sport Club 0 x 1 Clube Recreativo Ferroviário (1 x 2 escanteios)

Ferroviário: Nivaldo; Bigode e Lola; Ataíde, Paulo e Mário; Tuna, Nelito, Manoel, Juliano e Ivanir.

Uberaba: Caju; Aflaton e Beco; Santista, Tiago e Cocada; Sapinho, Jarbas. Maquinista, Celom e Lolo.

Árbitro: Joaquim Praxedes.

2º jogo – Associação Esportiva Merceana 0 x 0 Nacional Futebol Clube (0 x 1 escanteio)

Nacional: Osvaldo; Plínio e Sebastiãozinho; Ingronga, Geraldo e Rossi; Nicotina, Rubinho, Pé de Ferro, Domingos e Zé Pedro.

Merceana: Nenzico; Claiton e Acrisio; Nego, Olavo e Geraldo; Tucha, Betinho, Toró, Paulo e Aquino.

Árbitro: Policarpo Santos.

3º jogo – Asas Futebol Clube 0 x 0 Clube Atlético Mineiro (5 x 4, nos pênaltis. Milionário converteu os cinco para o Asas, enquanto Brauer errou o segundo).

Asas: Nenem; Fio e Ley; Demerval, Helio e Nego; Lazinho,  Galo, China, Waldomiro e Milionário.

Atlético: Rui; Helio e Inelo; Brauer, Hely e Lecha; Ari, Nonô, Azambuja, Calmon e Barriga.

Árbitro: Arlindo de Oliveira.

4º jogo – Independente Atlético Clube 0 x 0 Botafogo Esporte Clube (4 x 2, nos pênaltis. Nilo assinalou os quatro para o Independente, enquanto Joãozinho desperdiçou as duas primeiras cobranças).

Independente: Nivaldo; Mané e Nonato; Ditinho, Zezão e Darinho; Rogério, Márcio, Jorge, Nilo e Sargento.

Botafogo: Bruno; Roldan e Biguá; Gringo, Galo e Joãosinho; Barba, Baiano, Gato, Tatão e Ronaldo.

Árbitro: Joaquim Praxedes.

5º jogo – Clube Recreativo Ferroviário 0 x 0 Esporte Clube Fabrício (5 x 4, nos pênaltis. Nelito acertou todas as cobranças para o Ferroviário; enquanto Chiquinho perdeu a última cobrança).

Fabrício: Nicácio; Almir e Tonico; Vico, José e Roldan; Colmaneti, Chiquinho, Totonho, Zé Vieira e Pirilo.

Ferroviário: Nivaldo; Bigode e Lola; Ataíde, Paulo e Mário; Tuna, Nelito, Manoel, Juliano e Ivanir.

Árbitro: Waldemar Gomes.

6º jogo – Nacional Futebol Clube 1 x 0 Asas Futebol Clube (gol de Domingos)

Nacional: Osvaldo; Plínio e Sebastiãozinho; Ingronga, Geraldo e Rossi; Nicotina, Rubinho, Pé de Ferro, Domingos e Zé Pedro.

Asas: Nenem; Fio e Ley; Demerval, Helio e Nego; Lazinho,  Galo, China, Waldomiro e Milionário.

Árbitro: João de Melo.

7º jogo – Clube Recreativo Ferroviário 0 x 0 Independente Atlético Clube (5 x 4, nos pênaltis. Nelito acertou todas as cobranças para o Ferroviário; enquanto Nilo desperdiçou uma cobrança).

Ferroviário: Nivaldo; Bigode e Lola; Ataíde, Paulo e Mário; Tuna, Nelito, Manoel, Juliano e Ivanir.

Independente: Nivaldo; Mané e Nonato; Ditinho, Zezão e Darinho; Rogério, Márcio, Jorge, Nilo e Sargento.

Árbitro: Policarpo Santos.

8º jogo (Final) –  Nacional Futebol Clube 2 x 0 Clube Recreativo Ferroviário

Na final, teve a duração de 60 minutos. Os gols foram assinalados por Nicotina aos 15 minutos da etapa inicial; e Bel aos 23  minutos da segunda etapa.

Bel e Tinoco entraram no quadro do Nacional, enquanto Croner e Baiano no Ferroviário.

Nacional: Osvaldo; Plínio e Sebastiãozinho; Ingronga, Geraldo e Rossi; Nicotina, Rubinho, Pé de Ferro, Domingos e Zé Pedro.

Ferroviário: Nivaldo; Bigode e Lola; Ataíde, Paulo e Mário; Tuna, Nelito, Manoel, Juliano e Ivanir.

Árbitro: Arlindo de Oliveira.

FONTE: Lavoura e Commercio (MG)

Escudo Raro de 1958: URT de Patos de Minas (MG)

A U.R.T. (União Recreativa dos Trabalhadores) é uma agremiação da cidade de Patos de Minas (MG). Após uma reunião de amigos, foi Fundado no domingo, do dia 09 de Julho de 1939. O seu 1º Presidente foi Júlio Fernandes, eleito no mesmo dia da fundação e empossado no dia 5 de Agosto do mesmo ano.

A sua Sede está localizada na Rua Joaquim das Chagas, nº 688, no bairro da Várzea, em Patos de Minas. A equipe manda os seus jogos no Estádio Zama Macial, “Arena DB – DanBred“, com capacidade para 4.858 pessoas.

A URT conseguiu suas principais conquistas nos anos de 1999 e 2000: o bicampeonato da Taça Minas Gerais. Com isso, assegurou sua participação nas edições de 2000 e 2001 da Copa do Brasil. Em 2000, estreou contra uma grande equipe: o Fluminense, do Rio de Janeiro, e só perdeu no Maracanã, tendo conseguido um empate no Zama Maciel por 1 a 1, gol de Ditinho. Em 2001, a URT foi eliminada pelo Mixto de Cuiabá, logo na 1ª fase.

Esse escudo fez parte do clube, pelo menos, entre 1958 a 1960

Em 2005 foi a 3ª colocada no Campeonato Mineiro, tendo como presidente Romero Meira, ficando atrás apenas do Ipatinga e do Cruzeiro. Em 2006, o clube novamente participou da Copa do Brasil, após a grande campanha no Campeonato Mineiro de 2005. Na estreia, jogou contra o Londrina e classificou-se a 2ª fase, vencendo os paranaenses no primeiro jogo por 3 x 2 no Estádio Zama Maciel e empatando no Estádio do Café. Na 2ª fase, o clube jogou contra outro time grande, o Santos Futebol Clube, dentro de casa, e perdeu por 3 a 1, sendo eliminado. O autor do gol da equipe foi Ditinho.

Ditinho é um dos maiores ídolos da história da “veterana“. Foi artilheiro por duas vezes do Campeonato Mineiro da 1ª Divisão em 1999 e 2000, digno de estar eternizado nas bandeiras do nossa maior torcida, a “TOPA“.

O principal rival da equipe é o Esporte Clube Mamoré. Também mantém rivalidades com o Uberaba Sport Club, Associação Atlética Caldense e Uberlândia Esporte Clube.

Estádio Zama Maciel

FONTES: Site do clube – Wikipédia – Manchete Esportiva

Escudo e uniforme, redesenhados: Sérgio Mello

Esporte Clube Siderúrgica – Sabará (MG): Fundado em 1930

O Bicampeão Mineiro (1937 e 1964) é o Esporte Clube Siderúrgica uma agremiação do Município de Sabará, que fica a 15 km da capital (Belo Horizonte) do estado de Minas Gerais. Com uma população de 135.196 habitantes, segundo o IBGE/2016, o povo sabaraense tem como o seu maior orgulho o “Esquadrão de Ferro”, que foi Fundado no sábado, do dia 31 de maio de 1930, pelos funcionários da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira (criada em 11/12/1921), por isto o nome escolhido para o clube.

A equipe das cores azul e branco tem a sua Sede localizada na Rua da Ponte, s/n, no bairro de Siderúrgica, em Sabará (MG). Além do departamento de futebol, a meta era transformar o clube numa recreação esportiva para atender a toda família dos seus funcionários.

O Siderúrgica sempre se apoiou no apoio e patrocínio da Belgo-Mineira, e seu declínio está ligado ao fim de mesma. Seu Estádio Eli Seabra Filho, conhecido como “Praia do Ó” (capacidade para um mil pessoas), foi construído pela empresa siderúrgica em um terreno cedido pelo Recreio Club Siderúrgica, posteriormente inaugurado no domingo, do dia 26 de Agosto de 1934. A mascote escolhida foi a Tartaruga, desenhada pelo cartunista Mangabeira em 1943.

HISTÓRIA E GLÓRIAS

O clube disputou sua 1ª partida, ainda não como profissional, no domingo, do dia 17 de agosto de 1930, contra o Alves Nogueira Foot Ball Club. O jogo foi no campo do adversário e o Siderúrgica acabou derrotado.

Em 1931, se filiou a Liga Mineira de Desportes Terrestres (LMDT), e no ano seguinte, com o forte apoio da Belgo-Mineira, disputou e conquistou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão de 1932. Em 1933, se profissionalizou e venceu, logo na sua estreia, o poderoso Palestra Itália (atual Cruzeiro) pelo placar de 2 a 1.

TÍTULO INÉDITO DA ELITE DO FUTEBOL MINEIRO DE 1937

Em 1937, alcançou uma de suas mais importantes glórias: a conquista do Campeonato Mineiro da Primeira Divisão. Na decisão venceu o tradicional Villa Nova, em um jogo desempate, contando com a sorte também já que o rival perdeu um pênalti importantíssimo. Teve o artilheiro da competição, Arlindo com 10 gols.

O time base: Tonho, Rômulo Januzzi, Ferreira, Chico Preto, Mascote, Paulo Florêncio, Moraes,Geraldo Rebelo, Chiquinho, Arlindo e Princesa.

Nos anos seguintes manteve seu sucesso nos gramados mineiros, vencendo jogos importantes contra rivais tradicionais de Belo Horizonte e se sagrando vice-campeão do torneio regional em 1936, 1938, 1941, 1950, 1952 e 1960. Em 1942, teve a honra de ceder à Seleção Brasileira, para disputa do Sul-americano, seu meio de campo e destaque do time Paulo Florêncio.

Manteve outras atividades além do futebol, tendo êxito nas modalidades de basquetebol, voleibol, tênis e futebol de salão. Este último sendo campeão estadual em 1960 e 1962.

BICAMPEÃO MINEIRO DE 1964

Em 1964, sagrou-se campeão mineiro pela 2ª vez e o último campeão mineiro antes da “Era Mineirão”. Durante a campanha deixou para trás rivais fortíssimos, como o Cruzeiro de Tostão, o decacampeão mineiro América e o tradicional Atlético Mineiro. Na final, venceu o América fora de seus domínios por 3 a 1, no estádio Otacílio Negrão de Lima, o Alameda (estádio atualmente extinto).

O time campeão, comandado pelo lendário técnico Yustrich: Djair; Geraldinho, Chiquito, Zé Luiz e Dawson Laviolla; Edson e Paulista; Ernani, Silvestre, Noventa (Aldeir) e Tião Cavadinha.

Esta conquista rendeu uma simpática marchinha, entoada pelos torcedores: “(…) Não tem, não tem/ não tem Galo, nem Raposa e nem Leão/ esse ano o negócio só vai bem/ pra Tartaruga do Napoleão (…)”.

Um causo citado sobre essa conquista, que teria acontecido, contra o Atlético Mineiro, entre o técnico Yustrich e o atacante Noventa merece ser esclarecido! O jogador sofreu uma fratura no braço e mesmo com uma tipóia, foi obrigado pelo treinador a jogar. Esse caso de fato aconteceu, mas não na conquista do Bicampeonato, mas sim no Estadual de 1965, dia do Galo.

Como campeão mineiro de 1964, coube ao Siderúrgica representar o estado na Taça Brasil de 1965. Jogando no recém-inaugurado “Mineirão”, o clube recebeu e venceu o Atlético-GO por 3 a 1, seguindo na competição até ser derrotado pelo Grêmio (RS).

DECLÍNIO E ATUAL SITUAÇÃO

Assim como seu meteórico sucesso, o declínio do clube foi algo rápido e intimamente ligado a parceria com a Belgo-Mineira. Em 1966, o Siderúrgica terminou em penúltimo lugar no torneio regional, escapando do rebaixamento, pois apenas o último colocado acabou caindo para a Segundona Mineira (no caso, o Esporte Clube Renascença).

Em 1967, devido à revolução industrial no Brasil, a empresa siderúrgica cessou o apoio financeiro ao Siderúrgica, terminando uma parceria que durava 34 anos de sucesso. Sem condições de se manter, o “Esquadrão de Ferro” pediu licenciamento a Federação Mineira de Futebol (FMF) e depois acabou extinguindo o departamento de futebol profissional, assim como muitos clubes conhecidos da época.

Siderúrgica e Atlético, anos 50. Estádio Praia do Ó em Sabará. O goleiro Dejair do Siderúrgica e o atacante Décio Simeão, Ubaldo do Atlético na jogada (Acervo do E.C. Siderúrgica)

Permaneceu desativado por 26 anos, e retornou, sem sucesso de outrora, mais três vezes no futebol profissional: 1993, 1997 e 2007. Em todos os casos, jogou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão e não teve êxito, sempre terminando nas últimas colocações.

Em 2011, o clube novamente ativou seu departamento de futebol profissional e se inscreveu para a disputa do Campeonato Mineiro da 2ª Divisão, organizado pela Federação Mineira de Futebol (FMF). No entanto, não obteve sucesso e foi eliminado ainda na primeira fase.

Em 2012, o Siderúrgica teve uma campanha fraca na Segundona Mineira, sendo eliminado ainda na 1ª fase e ficando na lanterna do grupo sem nenhuma vitória.

A falta de verbas do Siderúrgica impediram o retorno de uma equipe profissional para a Segunda Divisão em 2014, mantendo apenas seis equipes de base, nas categorias pré-mirim, mirim, infantil e juvenil. Como não podem usar o Estádio da Praia do Ó, treinam em uma escola estadual de Sabará.

O “Esquadrão de Ferro” retomou novamente as atividades em 2015, e para a disputa da Segunda Divisão, utilizou o Estádio Israel Pinheiro, em Itabira, para mando de suas partidas, o mesmo ocorrendo em 2016.

APÓS 31 ANOS, ENFIM, A VITÓRIA

A última partida que o Siderúrgica jogou ainda patrocinado pela Belgo-Mineira foi a vitória fora de casa contra o Renascença, em Belo Horizonte, na quinta-feira, do dia 08 de dezembro de 1966.

Como time profissional, a equipe sabarense voltou a campo apenas em 1993, com uma campanha pífia, aonde em sete jogos, a Tartaruga perdeu seis e empatou um jogo. Depois disso, o time só voltou a disputar um campeonato profissional em 1997, a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, aonde novamente fez uma campanha pífia, com oito jogos, perdeu 4, empatou 2 e venceu 2.

A primeira dessas duas vitórias aconteceu no domingo, do dia 20 de Julho de 1997, 2 a 1 para cima do Fabril, quase 31 anos depois da sua última vitória. A segunda vitória aconteceu no domingo, do dia 31 de agosto de 1997, 4 a 2 em cima do Esportivo de Passos.

NOVO JEJUM DE VITÓRIAS

Essa foi a última vitória até hoje a nível profissional do Siderúrgica, sendo que o último jogo de 1997 ele empatou em 1 a 1 com o Aciara em Ipatinga. O próximo campeonato profissional que a equipe disputou, o da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, foi em 2007 e depois jogou as edições de 2011, 2012, 2015 e 2016.

As campanhas foram as seguintes: 2007: 8 jogos, 4 empates e 4 derrotas; 2011: 6 jogos: 1 empate e 5 derrotas; 2012: 6 jogos: 1 empate e 5 derrotas; 2015: 8 jogos: 2 empates e 6 derrotas e em 2016: 8 jogos: 2 empates e 6 derrotas, o que dá um jejum de 19 anos sem vencer ou 37 jogos profissionais seguidos sem vencer, o que é o jejum mais longo da história do clube se for levado como consideração o número de partidas sem vencer.

HINO DO E.C. SIDERÚRGICA

Não tem, não tem
Não tem pro Galo, Raposa, nem Leão
Este ano o negócio só vai ser,
Pra Tartaruga do Napoleão.

Não tem, não tem
Não tem pro Galo, nem Raposa, nem Leão
Este ano o negócio só vai ser,
Pra Tartaruga do Napoleão.

A tartaruga anda devagar,
Mas neste passo comanda o pelotão,
Ninguém consegue acompanhar.
A Tartaruga do Napoleão.
Não tem, não tem.

Não tem, não tem
Não tem pro Galo, nem Raposa, nem Leão
Este ano o negócio só vai ser,
Pra Tartaruga do Napoleão.

Não tem, não tem
Não tem pro Galo, nem Raposa, nem Leão
Este ano o negócio só vai ser,
Pra Tartaruga do Napoleão.

A tartaruga anda devagar,
Mas neste passo comanda o pelotão,
Ninguém consegue acompanhar.
A Tartaruga do Napoleão.
Não tem, não tem.

Link do Hino, no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=iTZU13C21zk

TRIBUTO

Essa postagem é um tributo ao jovem Mateus Gomes Rossi, geólogo formado na USP, mestrando da COPPE-UFRJ, e dono do blog “Do Capotão ao Couro”, que faleceu prematuramente em 22 de dezembro de 2016 aos 29 anos.

Um agradecimento especial ao pai do Mateus: Sr. Marcelo Rossi, que gentilmente enviou o primeiro trabalho de pesquisa: Esporte Clube Siderúrgica de Sabará.

FONTES: Wikipédia – O Estado de Minas – Mateus Gomes Rossi – Marcelo Rossi  

FOTOS: Página do clube no Facebook – sabaranet.com – Acervo de Guilherme L. de Oliveira

História passo a passo: Didi, ‘Folha Seca’, estreia fora do Rio, com vitória: 2 a 1, no América Mineiro

TEXTO e PESQUISA: Sérgio Mello

Estreia, fora do Rio, também com vitória

Naquela época, o espaçamento de um jogo para o outro, poderia ocorrer em 24 horas, algo inimaginável para os dias atuais. Entre a sua estreia diante do Americano para a outra “estréia” fora do Rio, não durou nem 72 horas.

Porém, o craque não se queixava e voltou a campo. Dessa vez, para encarar o América Mineiro. E, Didi teve grande atuação na vitória do Botafogo em cima do Coelho pelo placar de 2 a 1, na noite de quarta-feira, do dia 14 de Março de 1956, no Estádio Otacílio Negrão, em Belo Horizonte (MG).

O Glorioso abriu o placar aos 31 minutos, quando Garrincha passou pelo marcador e chutou forte, vencendo o goleiro Tonho. O América chegou ao empate ainda no 1º tempo, após Domício marcar contra o próprio patrimônio aos 41 minutos.

O tento da vitória saiu aos 12 minutos da etapa final. Alarcon centrou na área, a defesa americana falhou e João Carlos aproveitou para colocar a bola no fundo das redes. Decretando a vitória do Botafogo em território mineiro.   

AMÉRICA MINEIRO (MG) 1 X 2 BOTAFOGO F.R. (RJ)
LOCALEstádio Otacílio Negrão, em Belo Horizonte (MG).
CARÁTERAmistoso Nacional
DATAquarta-feira, do dia 14 de Março de 1956
RENDACr$ 129.330,00
ÁRBITROJoão Aguiar (RJ) – Boa atuação
AMERICA Tonho; Gaia e Gilson; Cazuza, Wilson Santos e Leônidas (Barbatana); Ernani, Hugo, Osvaldo, Gunga (Miltinho) e Alemão (Wilson).
BOTAFOGOAmauri; Orlando Maia, Domício e Nilton Santos; Bob e Pampolini;Garrincha, Didi, Alarcon, João Carlos (Neivaldo) e Quarentinha. Técnico: Zezé Moreira
GOLSGarrincha aos 31 minutos (Botafogo); Domícilio, contra aos 41 minutos (América) ), no 1º Tempo; João Carlos aos 12 minutos (Botafogo); no 2º Tempo.

Em Uberaba (MG), na quinta-feira, do dia 15 de Março de 1956, com Didi em campo, o Botafogo goleou o Uberaba por 5 a 1. Gols de Alarcon, Gato, Garrincha e Neivaldo, duas vezes, para o Botafogo; enquanto Paulinho fez o de honra para os donos da casa! Dois dias depois, venceu o Uberlândia por 3 a 2, na cidade homônima.    

Em Araguari (MG), na tarde de domingo, do dia 19 de Março de 1956, novo triunfo, ao vencer a Seleção de Araguari por 2 a 1. Os locais foram para o intervalo em vantagem, com gol de Valdo. Na etapa final, Didi empatou (seu 2º gol pelo Botafogo), e Quarentinha fez o gol da virada alvinegra

De volta a capital mineira, na segunda-feira, do dia 20 de Março de 1956, o Botafogo venceu mais uma: 2 a 0 no Atlético Mineiro, no Estádio Independência. Garrincha marcou um gol logo no início da segunda etapa e aos 41 minutos marcou de novo, dando números finais a peleja.

Assim, com Didi em campo, o Botafogo encerrou a sua excursão em Minas Gerais, com quatro jogos, quatro vitórias, 12 gols marcados e cinco sofridos, com saldo pomposo de sete tentos.

  FONTES: Diversos jornais cariocas

IMAGENS VETORIZADAS: Sérgio Mello