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Escudo raro de 1919! Clube Atlético Mineiro – Belo Horizonte (MG)

Por Sérgio Mello

Club Athletico Mineiro (atual: Clube Atlético Mineiro) é uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). A Sede administrativa fica localizada na Avenida Olegário Maciel, nº 1516, no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte/MG.

Sede do Galo fica na Rua Bernardo Guimarães, nº 2.300, no Lourdes, em Belo Horizonte/MG. A Cidade do Galo está situado na Rodovia MG 424, s/n, no Jardim da Glória, em Vespasiano/ MG. Já o palco para os jogos é a Arena MRV (Capacidade para 46 mil pessoas), que fica na Rua Cristina Maria de Assis, nº 202, no bairro Califórnia, em Belo Horizonte/MG.

Breve história do Galão da Massa

O começo do Século XX, o “futebol bretão” em Belo Horizonte, rapidamente ganhou o interesse, principalmente, dos alunos. Assim, foi Fundado na quarta-feira, do dia 25 de Março de 1908, por um grupo de rapazes liderados por Margival Mendes LealMário ToledoRaul Fracarolli e Augusto Soares, todos mataram aula de manhã e, se reuniram no coreto, sob as árvores do Parque Municipal.

Dessa forma era criado o Atlético Mineiro Futebol Clube, herdado o nome do outro Athlético, que já não mais existia.

Participaram do célebre encontro: Margival Mendes Leal, Sinval Moreira, Mário Neves, Raul e Hugo Fracarolli, Mário Lott, Carlos Maciel, Eurico Catão, João Barbosa Sobrinho, Aleixanor Alves Pereira, Antunes Filho, Mário Toledo, José Soares Alves, Horácio Machado, Augusto Soares, Humberto Moreira, Júlio Menezes Melo e Benjamim Moss Filho.

Outros, que não puderam comparecer à reunião, tão logo souberam da fundação do clube aderiram à ideia: Francisco Monteiro, Jorge Dias Pena e Mauro Brochado.

Primeira Sede

1ª Sede, lembra Mário Lott, um dos fundadores, localizou-se em pequeno espaço de um porão da casa onde residia Vate (Margival Mendes Leal), à Rua Goiás, nos fundos do antigo Palácio da Justiça.

Ali se discutiam os problemas e as providências para que o clube tomasse impulso. Uma dessas dificuldades mais sérias para enfrentar a realidade: conseguir a bola.

1ª Torcida Feminina no Brasil

O grupo cresceu e o ponto de encontro era na Rua Guajajaras, nº 317, onde morava dona Alice Neves, mãe do fundador Mario NevesDona Alice tornou-se a madrinha do novo clube, participando ativamente e criando a 1ª torcida feminina de futebol no Brasil.

Foto de 1919

A 1ª bola veio da França

Lembrou-se então que Ninico Antunes (Antônio Antunes Filho) enviava besouros e outros bichinhos para um seu amigo que residia na França, o qual lhe creditava as importâncias correspondentes às remessas feitas.

Aí estava a solução para o sério problema: Ninico pediria ao seu amigo que lhe mandasse uma bola em troca do seu crédito. E isso foi feito. Para a alegria dos atleticanos, a bola chegou da França. Era uma bola de número 3 e custou, àquela época, 11 mil réis.

Os Primeiros Dez Sócios

Os seus primeiros sócios do Atlético Mineiro Futebol Clube e suas respectivas funções:

Mário Lott, 23 anosestudanteSalesiano Lara, 17 anosfuncionário público
Mário Neves, 23 anosfuncionário públicoAlfredo C. Lima Júnior, 20 anoscomerciário
Antônio Antunes Filho, 20 anosfuncionário públicoJorge Dias Penna, 20 anosfuncionário público
Sinval Moreira da Silva, 23 anosfuncionário públicoGino Panicali, 20 anosfuncionário público
Eurico Catão, 23 anosfarmacêutico10ºRodrigo Melo Franco, 20 anosestudante

Em 1908 o Galo só realizou treinos

Após a sua fundação em 1908, o Athletico não disputou nenhum jogo. Suas atividades resumiam-se em treinos, dos quais participavam entre outros, os jovens atletas: Jorge Pena, Oscar Maciel, Enrico Catão, Mauro Brochado, Leônidas Fulgência, Raul Fracarolli, Mário Neves, Francisco Monteiro, Mário Lott, Margival Mendes Leal, Horácio Machado, Artur Pinto, Carlos Maciel e Benjamim Moss.

Foto de 1921

Primeira Diretoria do Galo

Foi constituída a 1ª Diretoria, sem contenda, os seguintes membros:

Presidente – Margival Mendes;

Secretário – Mário Lott;

Thesoureiro – Eurico Catão.

Primeiro jogo e primeira vitória

primeira formação do time era o seguinte: Eurico; Mauro e Leônidas; Raul, Mário Toledo e Hugo; Francisco, Mário Lott, Marginal, Horácio e Benjamim. Técnico: Chico Neto.

Para a estreia oficial do Atlético, aconteceu no domingo, do dia 21 de março de 1909, contra o Sport Club. Para esse jogo, o treinador Chico Neto fez três alterações no ataque: Mário Neves no lugar de FranciscoAníbal Machado no de Mário Lott e Zeca Alves no de Horácio.

O técnico Mário Neves mostrou ser ‘pé quente’, pois a vitória pelo placar de 3 a 0, contou com os gols o trio: Aníbal MachadoZeca Alves e Mário Neves, no campo do Sport (onde hoje fica a Secretaria da Agricultura, ao lado da estação rodoviária), ficou lotado.

As duas equipes voltaram a se enfrentar outras duas vezes: 2 a 0 e 4 a 0, ambos os triunfos conquistados pelo Galo. Nesses encontros mais de 3 mil pessoas compareceram para assistir os jogos.

Esses três revés do Sport Club acabaram decretando a sua extinção. Com isso, boa parte dos seus integrantes ingressaram no quadro atleticano, tornando-o mais forte ainda.

É bom ressaltar, que o Atlético Mineiro Futebol Clube surgiu forte no cenário esportivo da cidade. Tanto é verdade que a primeira derrota demorou cerca de três anos para acontecer.

1ª derrota só aconteceu em 1912

No domingo, no dia 12 de maio de 1912, o Galo acabou perdendo para o Instituto Granbery, de Juiz de Fora, por 5 a 1. Os atleticanos pediram revanche e no sábado, do dia 7 de setembro de 1912, voltaram a se enfrentaram.Porém, o Instituto Granbery voltou a derrotar o Athletico, pelo placar de 3 a 0, em Juiz de Fora/MG.

As derrotas em nada alteraram a vida do clube, que tratou de formar sua infraestrutura e ganhou da Prefeitura um terreno para construir seu campo e sede.

Ficava na Rua Guajajaras, entre a São Paulo e a Curitiba. Limparam o terreno, taparam os buracos e fincaram as traves. O travessão era uma corda esticada, o gramado tinha tamanho irregular, mas ficou assim mesmo.

Nos primeiros dias, roubaram as traves. Margival não gostou e achou melhor escolher outro local. Conseguiu trocar a área de Guajajaras por um quarteirão na Avenida Paraopeba (hoje, Augusto de Lima), entre as ruas Curitiba e Santa Catarina.

Mas ali também não durou: o governo do Estado, que também estava-se organizando, requisitou o terreno para a construção da Secretaria da Educação (hoje, Minascentro) e o Athlético passou então a ocupar o campo que foi do Sport Club, ao lado da estação rodoviária.

Disputa da Taça Souza Cruz, no Campo do Athletic Club de São João del-Rei, em 1919

Clube altera o nome em 1913

Na noite de terça-feira, do dia 25 de março de 1913, foi realizado Assembleia Geral, em que os sócios e diretores do Atlético Mineiro Futebol Clube decidiram mudar o seu nome para Club Athletico Mineiro.

E foi com sua nova e importante personalidade que o time disputou o primeiro torneio interclubes, organizado pela recém-fundada Liga de Futebol de Belo Horizonte.

Primeiro troféu

O vencedor receberia o rico troféu “Taça Bueno Brandão”, em homenagem ao então Governador do Estado de Minas. Os jogos tiveram os seguintes resultados:

05/07/1914Athletico2X0Yale
12/07/1914Athletico3X0América
19/07/1914Athletico0X0Yale
02/08/1914Athletico1X0América
16/08/1914Athletico2X0Comb. América/Yale

Athletico foi o campeão invicto do torneio. Disputou cinco jogos, somando 9 pontos: foram quatro vitórias e um empate; marcando oito gols sem sofrer nenhum tento. Era o primeiro título conquistado. Outros viriam, bem maiores, em grande número, consagrando o maior clube de Minas Gerais.

O 1º título do Campeonato Mineiro

Na quinta-feira, do dia 28 de janeiro de 1915, foi fundada a LMEA (Liga Mineira de Esportes Atléticos), que nesse mesmo ano organizou o 1º Campeonato da cidade de Belo Horizonte.

A capital contava com cinco equipes de futebol inscritas para o importante certame: Club Athletico MineiroAmérica Football ClubYale Athletico Club,  Club de Sports Hygienicos e Sport Club Christovam Colombo.

As partidas foram realizadas em turno e returno, e coube ao Club Athletico Mineiro a conquista do 1º título de campeão do estado. A campanha teve os seguintes resultados:

1° TURNO

11/07/1915Athletico5X0Yale
25/07/1915Athletico2X2América
29/08/1915Athletico4X0Hygienicos
05/09/1915Athletico0X1Christovam  Colombo

2° TURNO

12/09/1915AthleticoWOXHygienicos *
26/09/1915Athletico3X1Yale
03/10/1915Athletico2X1América**
24/10/1915Athletico4X0Christovam  Colombo

* O Higiênicos não compareceu ao jogo e perdeu os pontos. 
** O América deixou o campo aos cinco minutos do 2° tempo.


Foram, oito jogos, com seis vitórias, um empate e uma derrota; marcou 20 gols, sofreu cinco e um saldo de 15. O artilheiro do Galo foi Meireles com 7 golsMatos com 5 golsPaula Dias com 3 golsMorethzon, Curthbert, Guimarães, Lé e Rose, com 1 gol cada.

Os primeiros campeões de Belo Horizonte pelo Club Athletico MineiroFerreira, Morethzon, Leon, Sigaud, Lé, Testi, Paula Dias, Lott, Meireles, Matos, Rose, Curthbert, Guimarães, Coutinho e Guido.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: Arquivo EM/D.A.Press – Dissertação de Mestrado “O Jogo de Bola em Terras Mineiras”

Colaborou: Carlos Eduardo

FONTES: Galo Digital – site do clube

Escudo raro: Esporte Clube Renascença – Belo Horizonte (MG)

Escudo raro encontrado na antiga Sede do clube

Por Sérgio Mello

Esporte Clube Renascença foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Foi fundado na quarta-feira, do dia 15 de outubro de 1941, por funcionários e diretores da Fábrica de Tecidos Renascença. Era conhecido como o “Time dos Tecelões” e tinha como mascote Urubu.

Era o time do bairro da Renascençana cidade de Belo Horizonte/MG, mas nunca chegou a disputar o Campeonato da Liga de Belo Horizonte. Disputou os campeonatos mineiros entre os anos de 1959 e 1967.

Seu estádio era denominado Cristiano Guimarães (Eucaliptos) e se situava no bairro da Renascença, assim como também sua Sede que ficava na Rua Botucatu, nº 177. Aliás, a antiga sede ainda está o escudo raro acima até os dias de hoje.

No circulo vermelho está o escudo raro do Renascença

No início, disputou as competições do futebol amador promovidas pela Federação Mineira de Futebol (FMF). Em 1947, após a construção do seu estádio, pediu inscrição no Campeonato da Cidade de 1948.

O ingresso no certame era complicado, pois dependia da aprovação dos demais clubes. E a inscrição do Renascença não foi aceita, pois temiam que seus jogos causassem déficit nas arrecadações.

O escudo no tamanho ampliado

Em 1958, a Federação Mineira de Futebol aceitou a inscrição de diversos clubes, dentre eles o Renascença. Devido ao grande número de inscritos, houve a necessidade de se organizar um torneio eliminatório para definir as equipes que iriam disputar o campeonato.

Renascença perdeu a oitava vaga para o Cruzeiro e ficou fora do certame. Em 1959, voltou a disputar o Torneio Classificatório e conseguiu uma das vagas para o Campeonato.

Renascença também disputou oito edições do Campeonato Mineiro da 1ª Divisão: 1959 (9º lugar)1960 (10º lugar)1961 (11º lugar)1962 (10º lugar)1963 (11º lugar)1964 (11º lugar)1965 (11º lugar) e 1966 (12º lugar), quando foi rebaixado para a 2ª Divisão Mineira.

Uma das maiores glórias do Renascença foi ter conquistado Copa Belo Horizonte no ano de 1961, uma competição que antecedia o Campeonato Mineiro e que era disputada pelos clubes profissionais da capital, mais uma Seleção Amadora.

Renascença venceu o Cruzeiro Esporte Clube (2 a 0), o Sete de Setembro Futebol Clube (2 a 0), a Seleção Amadora (4 a 0), empatou com o América Futebol Clube (0 a 0) e venceu o Clube Atlético Mineiro (2 a 0).

artilheiro da Copa foi o atacante Luis Carlos, do Renascença, com 6 gols. O time campeão do Renascença foi o seguinte: Tonho; Celso, Dalmo, Negrinho e Coelho, Zeca; Piazza (Grilo) e Luiz Carlos; Rafael, Robson e Joãozinho. O técnico era Gérson dos Santos.

O “Time dos Tecelões” também conquistou o Torneio Início de 1963. Empatou com o Cruzeiro Esporte Clube (0 a 0) e classificou-se nos pênaltis (3 a 2), depois empatou com o Esporte Clube Siderúrgica de Sabará (0 a 0) e também classificou-se nos pênaltis (9 a 8). Na final, empatou com o Clube Atlético Mineiro (0 a 0) e venceu nos pênaltis (9 a 6).

time campeão foi Arésio; Sérgio, Grilo, Borges e Fernando; Piazza, De Paula e Jorge; Zimba, Miltinho, Robson.

Em 1966 ficou em último lugar e caiu para a Segunda Divisão, o que levou a Companhia Renascença Industrial a extinguir o departamento de futebol em 1967. Atualmente, no local da fábrica, encontra-se instalada uma universidade particular.

Renascença revelou grandes craques, tais como Wilson Piazzacampeão mundial em 1970, o zagueiro Procópio CardosoTonho, ex-goleiro do Cruzeiro Silvinho, ex-ponta esquerda do Vasco. Encerraram suas carreiras no clube o genial goleiro VeludoDécio Brito, irmão do zagueiro Britoda Copa de 70 e Waldir Lellis, o médio-volante Amarelinho. Também passaram pelo Urubu, os jogadores Hélio LazarottiHilton de Oliveira e o goleiro Mussula.

Colaborou: Fabiano Rosa Campos (presidente do Sete de Setembro F.C., de B.H.)

FOTO: Google Maps

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FONTES: Ligeirinhoclubesemdestaque e acervo pessoal

Foto rara de 1925: Djalma Santos Football Club – Faria Lemos (MG)

O victorioso team do Djalma Santos Football Club, de Faria Lemos, Minas, composto dos conceituados jogadores Zito, Quindola, Coré, Guilherme, Malinho, Milton Nogueira, Decio (‘Faizão Dourado’), Lessa (1º), Lessa (2º) e Zézinho.

FONTE: Jornal das Moças: Revista Feminina (RJ)

Foto rara de 1925: Ipiranga Sport Club – Carangola (MG)

Primeiro Team do Ipiranga S.C.

O 1º team, campeão da zona da Matta, constituído por Leopoldino, Edilson, Paiva, Newton, Prior, Candiota, Mazinho e Duplicata e outros.

Segundo Team do Ipiranga S.C.

O 2º team, composto de Jaci, Angenor, Sedio, Ganhoto, Andocides, Amaral, Gamberine, Mario Anachoreta, Zeg e Fran.

FONTE: Jornal das Moças: Revista Feminina (RJ)

Sport Club Campanhense – Campanha (MG): Fundado em 1913

Por Sérgio Mello

O Sport Club Campanhense foi uma agremiação do pequeno município de Campanha, que fica a 316 km da capital (Belo Horizonte) do estado de Minas Gerais. Com uma população de 15.935 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022.

Fundado no domingo, do dia 26 de outubro de 1913, tinha as suas cores vermelho e verde, em homenagem a bandeira do município. A equipe mandava os seus jogos, no campo do São Christovam.

Há registros, do encontro amistoso, contra o Cambuquira Foot-Ball Club, do município vizinho de Cambuquira (a distância entre as duas localidades é de 16,9 km), na segunda-feira, às 16 horas, do dia 10 de novembro de 1913. A partida terminou empatada em 2 a 2, no Campo do São Christovam.

Na quinta-feira, do dia 27 de novembro de 1913, no Campo de S. Christovam o Sport Club Campanhense levou a efeito um interessante match de foot-ball, entre os teams branco e vermelho do referido club, cabendo a victoria para a equipe rubra, por 2 a 0.    

EM PÉ (esquerda para a direita): Graccho (árbitro), Orozimbo, Saturnino e Brandão;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Guimarães (cap.), Antenor e Carvalho;
SENTADOS (esquerda para a direita): Pires, Musa, Amador Paiva, Amador Horta e José Camargo.

Para assistir a essa festa, a directoria do club dirigiu um delicado convite ao sr. bispo diocesano, Dom João Ferrão, que compareceu acompanhado de todo o clero e seminário, bem como o Externato S. João, de que director o cônego Soares. A partida contou com grande público, apesar da chuva impertinente que caiu por ocasião do jogo.

Em 1914, O 1º Team do Sport Club Campanhense, que disputou um match de foot-ball, com o 1º Team do Cambuquira Foot-Ball Club, saindo vencedor por 2 goals a 0, no campo do São Christovam, na cidade de Campanha/MG.

FONTES: Revista Fon-Fon (RJ) – Correio Paulistano (SP)

Amistoso Nacional de 1954: S.C. Rio Preto (MG) 0 x 8 C.R. Flamengo (RJ)

Uma equipe mista do Flamengo, exibiu se na tarde da segunda-feira, do dia 09 de agosto de 1954, na cidade de Rio Preto, interior de Minas Gerais, enfrentando o Rio Preto Futebol Clube.

O rubro-negro carioca conseguiu espetacular vitória pela contagem de 8 a 0. Paulinho foi o artilheiro, marcando cinco tentos, cabendo a Mauricio (duas vezes) e Alaor completarem o placar do triunfo de Flamengo.

A equipe da Gávea formou com: Arlindo; Marinho e Leoni; Valter, Milton (Luiz Roberto) e Jorge (Papagaio); Paulinho, Alaor, Maurício, Tião (Chico) e Babá.

FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – Jornal do Brasil (RJ)

Guarani Esporte Clube – Divinópolis (MG): 2º Escudo

Guarani Esporte Clube é uma tradicional agremiação da Cidade de Divinópolis (MG). Fundado no dia 20 de setembro de 1930, como Guarani Sport Club, quando José de Oliveira reuniu os amigos para a formação de um time de futebol.

Em 1936, com o surgimento da LMDD (Liga Municipal de Desportos de Divinópolis) Guarani entrou no campeonato da cidade, e mandava seus jogos em um campo onde hoje é a sede da Copasa, entre os bairros Esplanada e Bela Vista.

Os primeiros anos de história do Guarani foram marcados pela rivalidade com o Ferroviário, time da cidade que contava com os funcionários da Rede Ferroviária Estadual, setor forte da indústria em Divinópolis. Neste período o Guarani consolidou o seu nome no futebol divinopolitano e da região centro-oeste.

Em 1954 foi inaugurada a iluminação do Farião, fato marcante para um clube do interior de Minas. Um dos motivos maiores foi para fazer frente a torcida do Ferroviário, o rival da cidade. Nesta ocasião houve um amistoso contra o Botafogo-RJ, um dos maiores times da época, para comemorar a inauguração.

O curioso é que no Botafogo daquele amistoso, estava presente um jogador que viria a ser um dos maiores atletas que o Brasil já viu: Garrincha, ainda novo e desconhecido, pisou no Farião pela primeira vez.

Em 1961, quando na ocasião foi vice-campeão mineiro, o Guarani perdeu o título nas últimas duas rodadas. O torneiro era disputado por pontos corridos. A equipe divinopolitana só ficou atrás do Cruzeiro, campeão daquele ano. Era a melhor campanha do clube até então, o que fortaleceu ainda mais a paixão do divinopolitano pelo Bravo Bugre. Em 1964, o Guarani conquista o título do Torneio Início, vencendo o Atlético na decisão por pênaltis, após empate de 0 a 0 no tempo normal.

Após idas e vindas entre o amadorismo e o profissionalismo, o time se tornou profissional de forma definitiva em 1976. No ano de 1979 o atacante Fernando Roberto foi o artilheiro da competição, marcando 15 gols, ficando a frente de nomes como Reinaldo, Éder e tantos outros.

Em 1981, obtém seu melhor desempenho em competições nacionais, terminando na 4ª colocação da Taça de Bronze, equivalente atual Campeonato Brasileiro da Série C.

Em 1994, o conquista o título do Campeonato Mineiro da 2ª Divisão. No time capitaneado por Brandãozinho, diversos nomes que entraram para a galeria de ídolos do clube, como Assis, Hgamenon, Renato Paulista, Tarcísio e vários outros. Para este campeonato, foram inscritas dez equipes de todo o estado, a maior parte composta por história e tradição no futebol estadual.

A década de 2000 foi muito positiva para o Guarani. Apesar de começar no Módulo 2 em 2000 e conseguir o vice campeonato da competição, ao perder o título para o Mamoré de Patos de Minas, o time conquistou feitos grandiosos nessa década, mostrando para Minas e para o Brasil a força da torcida e da camisa vermelha que tanto representa do Centro Oeste Mineiro.

Em 2001 o Bugre estava novamente na Elite, porém não conseguiu se manter. A força que o impulsiona pra cima mais uma vez empurrou o Bugre para o título mineiro do Módulo II, numa campanha impecável. No time, nomes como Glaysson, Hgamenon, Maurício, Maurinho Veras, Lela, Helbert e diversos que marcaram seus nomes na galeria de campeões alvirrubros.

De 2003 a 2009 o Bugre permaneceu na elite, sempre travando grandes duelos com Atlético, Cruzeiro, América e todos do interior. Sua melhor campanha neste período, foi no ano de 2008, onde Brandãozinho comandou o time numa heróica campanha que terminou com a 5ª colocação. Neste time, nomes como Jajá (artilheiro do campeonato com 7 gols), Willian César, Haender, Eládio, Micão, Cafu, entre outros.

Em 2009 porém a equipe não repetiu a boa campanha do ano anterior e foi rebaixado ao Módulo II. Uma grave crise financeira e administrativa se abateu sobre o clube que parecia abandonado. E assim ficaria, não fosse a união que se fez para tirar o Bugre dessa situação.

Edílson de Oliveira, presidente na década de 80 e comandante de grandes campanhas com o clube, retornou após muito tempo, para provar mais uma vez que a camisa vermelha de Divinópolis tem força!

Após um início de campeonato em que o time parecia não ir muito longe, o Guarani reagiu na hora certa, e contra tudo saiu vencedor, Campeão Mineiro mais uma vez, provando que a História e a Tradição desse clube são imortais.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Fabiano Rosa Campos

FONTES & FOTO: redes sociais do clube – Arquivo Público da Prefeitura de Divinopolis (MG)