Arquivo da categoria: Seleções Municipais

Amistoso nacional de 1990: Seleção de Parintins (AM) 0 x 1 C.R. Flamengo (RJ)

Por Sérgio Mello

O Clube de Regatas Flamengo fez uma excursão pelo Norte e Nordeste do Brasil. Há exatos 36 anos e um mês, na tarde de domingo, às 16 horas, do dia 27 de maio de 1990, aproveitando os festejos do 59º Festival Folclórico de Parintins, e a pausa para a Copa do Mundo, o rubro-negro enfrentou a Seleção de Parintins, em amistoso, no Estádio Tupi Catanhede, na época com capacidade para 8 mil pessoas, em Parintins (AM).

Foto de Yuri Pinheiro – Estádio Tupi Catanhede, em Parintins (AM)

O lateral direito, Cláudio Gomes que foi vetado e devolvido ao Itaperuna, deu lugar ao volante Ailton, que foi improvisado na posição. Fabinho, da base do clube, recebeu uma oportunidade no time. O zagueiro Vitor Hugo, cedido por empréstimo pelo Guarani de Campinas, ficará como opção no banco. A Seleção de Parintins, atuou com o uniforme do Santos local, era composta por jogadores amadores da cidade.

O saudoso Gaúcho foi o autor do único gol da partida

No final, o Flamengo venceu pelo placar de 1 a 0, com gol do centroavante Gaúcho, de pênalti, aos 4 minutos do primeiro tempo. Apesar da vitória, o treinador Jair Pereira não gostou do rendimento de sua equipe, que teve uma atuação razoável, apesar da fragilidade do adversário.

O início do jogo foi marcado pela facilidade com que o Flamengo chegava à área adversária, com um toque de bola sempre de primeira. Logo aos 4 minutos, o ponta Zinho sofreu pênalti, que foi bem cobrado por Gaúcho, marcando o único gol da partida, seu quarto gol na excursão. Mas, bastou 15 minutos para a equipe carioca começar a encontrar dificuldades em campo.

A falta de um jogador no meio-campo, para distribuir e criar as jogadas do time e a forte chuva prejudicaram muito o desempenho da equipe. De nada adiantou a bronca do treinador Jair Pereira no intervalo da partida, pois o time voltou apático e, em algumas oportunidades foi envolvido pela raça do combinado local, que jogava na base de contra-ataque.

O ponta Zinho foi o nome da partida

O ponta Zinho foi o destaque do jogo, que teve a dupla de zaga do Flamengo. Fernando e André Cruz, demonstrando muita segurança e técnica na defesa. O meio-campo Fabinho, que vinha merecendo elogios de Jair Pereira foi uma figura apagada do jogo.

EM PÉ (esquerda para direita): Guruga de Jesus, Edimilson Lamparina, Adilson Bastos (comissão técnica), Ray, Maguila, Careca, Araça, Jeferson, Júlio, Messias, Ito Teixeira, João Jaime, Enéas Gonçalves (prefeito), Pedrinho, Carlos de Paula, Lázaro Garcia (torcedores), Tristão Cruz e Jamil Medeiros (comissão técnica);
AGACHADOS (esquerda para direita): Nilo Gama (comissão técnica), Tate, Ismael, Piaza, Parrudo (treinador), Chiquinho, Walter, Aroldo Neguinho, Paulo Parrudo e Nilo Filho.

O árbitro da partida foi Sebastião Orimar, auxiliado por Flávio Lima e Eduardo Cruz. Os times jogaram com:

Flamengo – Zé Carlos II; Ailton, Fernando, André Cruz e Pia; Uidemar, Fabinho e Djalminha; Alcindo (Bujica), Gaúcho e Zinho. Técnico: Jair Pereira.

Seleção Parintins – Ray; Jeferson (Araça), Messias, Júlio e Ailton; Ito Teixeira (Haroldo), Walter (Chiquinho) e Ismael; Tate (Marinho), Piaza (Careca) e Maguila. Técnico: Parrudo.

ARTE: Desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Acervo do jornalista Correa Neto – Messias Cursino

FONTES: Correio Braziliense (DF) – Jornal dos Sports (RJ)

Liga Leopoldinense de Football (LLF) – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1921 a 1928

Por Sérgio Mello

A Liga Leopoldinense de Football (LLF) foi uma importante entidade do futebol localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi Fundada na quinta-feira, do dia 10 de fevereiro de 1921, com o intuito de organizar os clubes suburbanos e do interior do Rio de Janeiro, a liga foi essencial para a expansão e democratização do esporte na região.

A Liga Leopoldinense de Football, organizou-se na sede do Penha Football Club por convocação de um grande número de desportistas entre os quais destacava-se Azevedo Machado. Emprestaram-lhe logo seu concurso os grêmios: Athletico Club Braz de Pinna, União Sportiva, Sport Club Luzitano, que foram os fundadores da nova entidade.

Abertas as filiações ingressaram o Victoria Football Club, Electro Football Club, Sport Club Rio Cricket, Sport Club Bomsuccesso, Mundial Football Club, Belizário Penna Football Club, Del Castillo Football Club, Palestra Itália Football Club e Reinado Football Club (sediado na Rua Barão de São Félix, nº 210, no Centro do Rio).

Primeira Diretoria

Foi realizado na sexta-feira, às 20 horas, do dia 03 de março de 1921, na sede do Penha Football Club a instalação definitiva da Liga Leopoldinense , além de eleição da 1ª diretoria, que ficou assim constituída:

Presidente – Sr. Tercio Machado;

Vice-presidente – Sr. Joaquim Macedo;

1º Secretário – Francisco de Assis Machado;

2º Secretário – Álvaro dos Santos;

1º Thesoureiro – Júlio Valle;

2º Thesoureiro – Claudemiro da Silva.

Del Castillo foi o 1º campeão

O 1º Torneio Initium (chamado de Torneio General Silva Pessoa) foi realizado no domingo, do dia 17 de abril de 1921, com todo o esplendor no campo do Bomsuccesso Football Club, precedido de uma parada esportiva, a primeira e única que se realizou nos subúrbios. Foi campeão do torneio o Del Castillo e o Victoria ficou com o vice.

1ª Seleção da Liga

No domingo, do dia 20 de novembro de 1921, a Liga Leopoldinense aceitando convite do Manguinhos Football Club, realizou um treino, no campo deste clube.

A diretoria informou que a Liga Leopoldinense de Football: formara com os seguintes atletas: Malaquias (Braz de Pina); Armindo, (Electro); Bernardo (Victoria); Samuel (Belizário Penna); Júlio, (Electro); Baltsteiro, (Belizário Penna); Alceu, (Victoria); Francisco, (Braz de Pina); João, (Braz de Pina); Heitor, (Braz de Pina); Gallo. (Braz de Pina). Reservas: Rezende, Tillete, Sebastião de Oliveira.

Mudança de Sede

No domingo, do dia 27 de novembro de 1921, o Penha F.C. desligou-se o que forçou a transferência da sede para a Estrada da Freguezia (Estrada do Porto), nº 372, em Bonsucesso (de propriedade do Estrella F. Club).

Crise quase gerou a extinção da entidade

Os primeiros meses da Liga foram de grande dificuldade, e, em novembro de 1921, esteve a ponto de sucumbir, esfacelando-se o campeonato. Foi quando ascendeu à presidência, antes ocupada por José Braz, o abnegado e distinto desportista Henrique Duran que concatenando os esforços dos demais diretores, conseguiu remodelar os serviços, organizando definitivamente da Liga.

Reeleito em 1922, Henrique Duran continuou a sua obra gloriosa firmando, cada vez mais, o prestigio da sua entidade e para o campeonato conseguiu obter 20 concorrentes, divididos em duas séries.

Nova mudança da sede

Em dezembro de 1922, desligando-se o Estrella, a Liga Leopoldinense, num golpe de arrojo de Henrique Duran, Antunes e Magalhães, transferiu sua sede para local independente da vida dos clubes, instalando-se a Rua Jockey Club, nº 283, próximo à estação de Triagem (estação de São Francisco Xavier).

Este empreendimento foi o fator principal da estabilização e subsequente progresso da simpática entidade, pois colocou-se a Leopoldinense, num ponto, onde podia atender, facilmente, não só a qualquer ponto dos subúrbios, como também aos arrebaldes urbanos.

Henrique Duran foi presidente até 1923. quando renunciou, ocupando então a presidência José Ribeiro Alves, que por sua vez deixou-a em 1924, quando foi eleito Amadeu de Azevedo, logo depois substituído pelo tenente Vicente Lopes Pereira.

Última Sede

Em 1923, a Liga Leopoldinense, adquiriu uma magnifica Sede instalada na Rua D. Anna Nery, nº 335, na estação do Rocha, situado na Zona Norte do Rio. A entidade demostrava franco crescimento tanto na estrutura quanto na organização. 

O Malho, de 1926

Barroso fica com o título do Torneio Início de 1926

No domingo, do dia 18 de Abril de 1926, no campo da rua Jockey Club, ocorreu a final do Torneio Initium, da Liga Leopoldinense de Football. Seis foram as provas disputadas até a grande decisão quando o forte quadro do Barroso F. C. que conseguiu sobrepujar o ótimo quadro do Electro F. C. pela contagem de 2 a 0 e dois escanteios a zero. Com esse resultado, o Barroso levantou a taça de campeão, enquanto o Electro F. C. ficou com vice.

Diretoria da LLF em 1927

Edmundo José Vieira foi o presidente da Liga em 1926, não completando o mandato por haver renunciado. A diretoria eleita em 1927 era a seguinte:

Presidente – Gastão de Vasconcellos;

Vice-Presidente – Amadeu Azevedo;

Secretário Geral – Carlos Pinto Cardoso;

1º Secretario – Nelson Rodarte Machado;

2º Secretario – Pedro da Silva Luz;

1º Thesoureiro – Isolino B. Magalhães;

2º Thesoureiro – Roberto de Almeida.

Campeões da Liga Leopoldinense de Football (LLF)

1921 – Del Castilho Football Club;

1922 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e Athletico Cajuense Club (campeão da Série B);

1923 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e o Serrano (campeão da Série B);

1924 – Athletico Cajuense Club;

1925 – Mauá Football Club;

1926 – Mauá Football Club (campeão da Série A) e o Cordovil Athletico Club (campeão da Série B);

1927 – Mauá Football Club.

O decano dos clubes da Leopoldinense

O Sport Club Rio Cricket, o querido alvinegro da Rua Senador Pompeu, s/n, no Centro do Rio, é o decano dos clubes da Leopoldinense, pois a sua filiação vem desde os primeiros dias da Liga, em 1921.

Barreto campeão do Torneio Início de 1926

Em 1926, o campeão do Torneio Initium foi o Barreto Football Club, tendo o Electro Football Club como o 2º colocado.

Em 1928, Fusão define o fim da LLF

Na sexta-feira, às 21 horas, do dia 03 de Agosto de 1928, em reunião conjunta, dos representantes dos clubes filiados, a Associação Athletica Suburbana (AAS) e Liga Leopoldinense de Football (LLF), foi fundada a Associação Carioca de Esportes Athleticos (ACEA).

Além dos representantes dos clubes filiados, as duas entidades, compareceram diversos representantes da imprensa, presidente de clubes e os representantes das Ligas de Amadores de S. Paulo e Graphica de Sports.

O presidente da comissão organizadora das bases para unificação, o sr. Amadeu de Azevedo, comandou a reunião, tendo secretários os srs. Luiz da Silva Porto e Innocencio Cunha, o dr. Edmundo José Vieira, presidente da Liga Leopoldinense de Football, Mario de Souza, de “O Jornal“, Eduardo Magalhães, de “A Noite“, Romeu Dias Pino, representante da Liga de Amadores de Football, de S. Paulo e Manoel Antunes Baptista, da Liga Graphica de Sports, que fizeram parte da mesa.

Alguns representantes dos clubes, Internacional, Esperança, Cordovil e Vasco Suburbano, aproveitaram o ensejo para dar diversas sugestões sobre a escolha do nome a ser dado à nova entidade.

Foi aprovada a proposta do representante do Vasco Suburbano Athletico Club, que dá a nova entidade o nome de Associação Carioca de Esportes Athleticos.

Na mesma assembleia, foram eleitos para a Junta Governativa, até a aprovação dos novos estatutos os seguintes senhores:

Presidente – Luiz da Silva Porto;

Vice-presidente – Amadeu de Azevedo;

1º Secretário – Rubens Gomes;

2º Secretário – Caio G. de Oliveira Valle;

1° Thesoureiro – Innocencio Cunha;

2º Thesoureiro – Roberto de Almeida.

Para a comissão organizadora dos estatutos, foram eleitos os srs. Antonio Saint’ Justo Filho, Mario de Barros Martins, Manoel Ignacio de Souza e Raul Salgado.

Em seguida foram empossados todos os eleitos, com excepção dos 2º Secretário (Caio G. de Oliveira Valle) e 2º Thesoureiro (Roberto de Almeida), por não estarem presentes.

A Associação Carioca de Esportes Athleticos teve a sua Sede na antiga da Liga Leopoldinense de Football, situado na Rua D. Anna Nery, nº 335, na estação do Rocha, que possuía ótimas instalações, contando com a filiação de 22 clubes.

FONTES: A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal A Rua (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Malho (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Foto rara de 1963: Seleção de Corumbá de Futebol – Corumbá (MS)

A Liga de Esportes de Corumbá (LEC) é a entidade máxima da cidade de Corumbá, que fica localizado a 415 km da capital de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul. Corumbá conta com uma população de 96.268 habitantes, segundo o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022. O nome da cidade vem do Tupi-guarani (Korü’ba) que significa ‘Banco de Cascalho’

A LEC (Liga de Esportes de Corumbá) foi fundada na sexta-feira, do dia 04 de julho de 1941. A sua Sede fica no Estádio Municipal Arthur Marinho, situado na Rua Delamare, 1.958-2.118, no bairro Dom Biosco, em Corumbá/MS.

Seleção de Corumbá em 1963, em Aquidauana/MS
EM PÉ (esquerda para a direita): Queite, Garrafinha, Tachi e Lara. AGACHADOS (esquerda para a direita): Arionor, Vandir, Nelson, Judson, Adalberto e Cuiabano.

FOTO: Página no Facebook “Memórias de Corumbá”, do acervo de Milton Evangelista

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTE: Minhas anotações

1º escudo da Liga Campineira de Futebol – Campinas (SP)

Por Sérgio Mello

A Liga Campineira de Futebol (LCF) é a entidade esportiva máxima da cidade de Campinas, situada no Interior do estado de São Paulo a 99 km da capital. A sua população é de 1.139.047 habitantes, segundo o XIII Recenseamento Geral do Brasil, mais conhecido como Censo 2022, a cargo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Foi Fundado na quinta-feira, do dia 28 de fevereiro 1935, e a sua Sede atual, desde 1989, localizado na Rua Prefeito Faria Lima, nº 200, no bairro São Bernardo, em Campinas (SP). As suas cores correspondem a bandeira da cidade: amarelo e azul.

Breve História

 O futebol amador de Campinas, a nível de entidade de administração desportiva, iniciou-se de maneira precária, sem nomenclatura, oficialmente em 1907, que promoveu um campeonato, sendo campeã a Associação Athletica Campineira.

Em 1912, seis clubes reuniram-se e fundaram a denominada Liga Operaria de Foot-Ball Campineira (LOFC), promovendo o segundo campeonato campineiro de futebol.

Em 1916, foi fundada a Associação Campineira de Foot-Ball, organizando-se um novo campeonato. O Guarani foi o campeão neste ano e nos anos de 1919 e 1920. Em 1934 o campeão foi o Campinas F C.

Nasce a Liga Campineira de Futebol

Seleção Campineira de 1963

Na quinta-feira, do dia 28 de fevereiro 1935, na residência do Dr. Francisco Ursaia, presidente e representando a Associação Athletica Ponte Preta, com a presença do presidente do Guarany Futebol Clube, João Mezzalira, fundaram a definitiva Liga Campineira de Futebol (LCF), assumindo o controle do desunido futebol local, que se filiou a Liga Paulista de Futebol, entidade oficial no Estado de São Paulo, filiada à Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Nesta fundação, o presidente da referida Liga Paulista, Pedro Baldassari, nomeou como seu representante o Dr. Jose Carlos da Silva Freire para participar deste ato de fundação.

Os presentes definiram que a recém fundada Liga Campineira de Futebol seria dirigida neste início por uma Junta Provisória composta por quatro membros, Dr. Francisco Ursaia e Orlando Fernandes de Oliveira, representantes da Associação Athletica Ponte Preta e João Mezzalira e Durval F G Castanho, representantes do Guarany Futebol Clube, até a eleição da diretoria definitiva.

Estiveram presentes na fundação da Liga Campineira de Futebol, além dos já referidos, os senhores João Baptista de Camargo Castro, Nestor Rocha, Francisco Antonio Dias e Oscar Barreto, diretores da Associação Athletica Ponte Preta e os senhores Álvaro Pontes Carvalho, João Savioli, Miguel Cantareiro e Carlos Carcani, diretores do Guarani Futebol Clube.

Eleição da 1ª Diretoria da LCF

Na quinta-feira, do dia 02 de maio de 1935, foi realizada a Assembleia Geral para a eleição da Diretoria, Conselho Fiscal e Conselho de Julgamentos da Liga Campineira de Futebol, em sua Sede (Palacete Dias) situada a Rua General Osório, nº 1.118/ Salas 8 e 9, no Centro de Campinas/SP (foi utilizado entre 1935 a 1940). Foram eleitos os seguintes desportistas:

Presidente – Salvador Ovídio de Arruda;

Vice-Presidente – Miguel Cantareiro;

Secretário Geral – Orlando F. de Oliveira;

1º Secretário – Manoel Mattos Pereira;

2º Secretário – Jose Velloni;

1º Tesoureiro – Heitor Silva;

2º Tesoureiro – Alberto Wonrath;

Conselho Fiscal – Luiz Picolotto, Antonio Bento Gonçalves, Jose Alves, Jose Rezze e Vicente Paschoal Junior.

Conselho de Julgamentos – João Trorello Reginato, Oscar Barreto, Antonio P. Azevedo, Miguel Nucci, João Palma, Edgar Ariani, Jarbas de Carvalho Asbahr e Amadeu Tomazine, que tomaram posse na segunda-feira, do dia 06 de maio de 1935.

Esta 1ª Diretoria assumiu a direção da entidade tendo como ativo financeiro a importância de R$ 130.000,00 (cento e trinta mil réis). A diretoria, em sua primeira reunião de trabalho, criou as seguintes comissões:

Comissão de Sindicância – Jacintho Pinto, Alberto F. Marques, Pedro Bonfiglio Zinni, Ricardo Pompermayer e Abel Augusto Dias.

Comissão de Esportes – Ângelo Beluomini, Alberto Simões Augusto, Jose Nogueira Junior, Salvador Amaral e Luiz Payolla.

Comissão de Justiça – Jose Tauil, Vicente Ghilardi, Carlos Serafim, Eugenio Zimaro e Aníbal Sbragia Porto.

Ranking dos maiores campeões

CLUBESTÍTULOS
Guarani F.C.09
 E.C. Gazeta09
A.A. Ponte Preta08
S.R.C. Parques das Universidades04
E.C. Alessandra03
C.A. Valinhense02
 Souza F.C.02
 A.D.C. Kleber02
 A.A. Alvorada02
 Clube Rhodia02
 Yara Clube02
 A.D. Guara02
 D.F.S. Vila Rica02
 C.R. Flamengo02
 Cruzeiro F.C.02
 A.E. Acadêmicos02
 Parque Brasília F.C.02
A.D. Rigesa01
 Floresta F.C.01
 E.C. Juventude Paulista01
 Jabaquara F.C.01
 Vila Nova FC01
 E.C. Santa Odila01
 Bonfim S.R.01
 Flamengo F.C.01
 U.C. Vila Teixeira01
 Esportiva Santalucense01
 S.R.E. Vila Marieta01
 Botafogo F.C.01
 Unidos P.A.F.C.01
 G Santa Isabel01
 A.A. Boa Vista01
 S.C. Advocacia01
 Tricolor V.P.01
 E.C. Cruzeirinho01
 Cofa Vila Costa e Silva01
 S.E. Campos Elíseos01
 D.P.Z. Futebol Clube01

Recorte do documento: Moisés H G Cunha

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Acervo da Liga Campineira de Futebol

FONTE: site oficial da Liga Campineira de Futebol

Campeonato Fluminense de Seleções de 1947: Campos dos Goytacazes foi o campeão!

Por Sérgio Mello

O Campeonato Fluminense de Football de Seleções de 1947, teve uma final eletrizante, sendo definido na terceira e decisiva partida.

E quem ‘soltou o grito de Campeão‘ foi o selecionado de Campos dos Goytacazes que goleou a Seleção de Petrópolis pelo placar de 6 a 0, ficando com o título do Campeonato Fluminense de Football de Seleções de 1947.

Vamos contar um pouco dessa final, numa melhor de três, que acabou sendo decida no começo da temporada de 1948.

Petrópolis sai na frente

Na melhor de três, o 1º jogo foi realizado no domingo, do dia 1º de fevereiro de 1948, e o Petrópolis venceu o Campos, pelo placar de 2 a 1, na Região Serrana. Renda Cr$ 14.428,00. Os gols foram de Jardel e Zezinho para os petropolitanos; enquanto Cliveraldo fez o tento de honra dos campistas. O árbitro foi Belgrano dos Santos.

Petrópolis: Jorge; Dadai e Neri; Alaor, Geraldo e Dumas; Quadrelli, Zezinho, Milton, Jardel e Didi.

Campos: Cabrita; Catosca e Jarbas; Votinha, José Alves e Hugo; Chico Leão, Cesar, Amaro, Santana e Cliveraldo.

Campos vence e deixa decisão empatada

Na “Pérola da Paraíba”, foi realizado o 2º jogo no domingo, do dia 15 de fevereiro de 1948. A Seleção de Campos bateu Petrópolis por 5 a 3, em Campos dos Goytacazes. Os gols foram assinalados por Cliveraldo, Santana e Amaro (três gols) para o escrete campista; enquanto Quadrelli (duas vezes) e Jardel marcaram para os petropolitanos.

O árbitro foi Francisco de Assis. O “velhoChico apresentou várias falhas, as quais, felizmente não interferiu no resultado da peleja. A Renda foi de Cr$ 12.365,00, uma das melhores do certame.

Campos: Cabrita; Catosca e Jarbas; Votinha, José Alves e Hugo; Chico Leão, Cesar, Amaro, Santana e Cliveraldo.

Petrópolis: Jorge; Dadai e Neri; Geraldo, Waldir e Dumas; Quadrelli, Zezinho, Juquinha, Jardel e Nelson.

Campos goleia e fica com o título de 1947

Diante de uma assistência das mais numerosas, realizou-se na tarde de domingo, do dia 22 de fevereiro de 1948, no Estádio Caio Martins, a finalíssima entre Petrópolis e Campos, em decisão do título de campeão do Estado do Rio.

E a partida, embora os petropolitanos não tenham de modo algum confirmado as suas atuações anteriores, agradou principalmente pela soberba atuação dos campistas e que lhes valeu um triunfo espetacular. O árbitro foi José Fernandes Duarte, que teve boa atuação.

A partida

Logo de início os campistas deixaram patenteados que dificilmente seriam derrotados. E isso porque o seu quadro se locomovia dentro do gramado como uma máquina, tal a harmonia de suas linhas.

Por outro lado, a intermediária de Campos numa esplendida atuação foi a mola propulsora de todo o quadro, quer avançando, quer recuando punham em prática um ótimo trabalho técnico.

E depois de aberta contagem, os campistas passaram a controlar a partida não dando tréguas aos petropolitanos, cuja retaguarda, com a intermediária atuando fracamente, era impotente para impedir a contagem que foi subindo até a casa dos seis.

A seleção de Petrópolis não se exibiu bem. Fracassou, mais uma vez, a linha intermediária que, como não podia deixar de ser, influiu na atuação de todo o conjunto.

A vanguarda agindo isoladamente não conseguiu se entender e a retaguarda não pode evitar a goleada, pelas arrancadas fulminantes pelos flancos e bem concluídos pelo centroavante campista.

Assim sendo, o triunfo campista foi lógico tecnicamente, e brilhante pela lisura e bravura nos seus jogadores. E não resta dúvida que o título de campeão ou campeões nunca expressou tão bem um feito como esse conquistado pela representação de Campos.

Os tentos

Aos 7 minutos, os campistas abriram a contagem por intermédio de Santana. Aos 40 minutos, Amaro marca o 2º tento e um minuto depois Cliveraldo encerra a contagem do 1º tempo.

Na fase final logo no início Amaro consigna o 4º tento. Aos 13, novamente Cliveraldo marca o 5º e aos 26 Amaro marca o 6º e último tento da série campista.

O governador do Estado presente ao jogo

Entre outras autoridades assinalamos à presença do governador do Estado do Rio, Sr. Macedo Soares (Partido Social Democrático, governou de 24/02/1947 a 30/01/1951). E também o Dr. Mário Mota, presidente da FFD (Federação Fluminense de Desportos).

SELEÇÃO DE CAMPOS (RJ)     6        X        0        SELEÇÃO DE PETRÓPOLIS (RJ)

LOCALEstádio Caio Martins, em Niterói (RJ)
CARÁTERFinal do Campeonato Fluminense de Football de Seleções de 1947
DATADomingo, dia 22 de fevereiro de 1948
HORÁRIO15 horas e 30 minutos
PÚBLICOСr$ 27.235,00
ÁRBITROSr. José Fernandes Duarte (Liga Iguaçuana)
CAMPOSCabrita; Catosca e Jarbas; Votinha, José Alves e Hugo; Chico Leão, Cesar, Amaro, Santana e Cliveraldo. Técnico: Cezar
PETRÓPOLISJorge; Dadai e Neri; Waldir, Evaldo Dumas; Anadrelli, Zezinho, Zequinha, Jardel e Didi.
GOLSSantana aos sete minutos (Campos); Amaro aos 40 minutos (Campos); Cliveraldo aos 41 minutos (Campos), no 1º Tempo. Amaro aos três e 26 minutos (Campos); Cliveraldo aos 13 minutos (Campos), no 2º Tempo.

FONTE E FOTOS: A Noite (RJ) – Jornal dos Sports (RJ)

Inédito!! Liga Curitybana de Esportes Athleticos – Curitiba (PR): existiu entre 1932 a 1937.

Por Sérgio Mello

A Liga Curitybana de Esportes Athleticos (LCEA) foi uma entidade esportiva da cidade de Curitiba (PR). Fundado na terça-feira, do dia 26 de Julho de 1932, um grupo de esforçados esportistas os quais tiveram a ideia em organizar uma Liga, congregando os diversos clubes dos arredores e centro de nossa Capital; enfim, todos os que militavam por aquelas zonas.

E assim, sendo, Oswaldo Vardanega, Ildefonso Erthal, e o popular atleta Silas Pioli, após vários esforços viam os seus esforços coroados de êxito. Com a cooperação dos representantes de cinco clubes, realizava-se pois, a primeira assembleia, ficando deliberado que a nova entidade teria a seguinte denominação: “Liga Curitybana de Esportes Athleticos” cujas cores seriam: branco e azul, e o escudo em forma triangular, encimado por um retângulo com as iniciais, L.C.E.A.

Naquela assembleia, realizada na sexta-feira, do dia 5 de Agosto, também cogitaram sobre os estatutos, adotando os da Federação Paranaense de Desportos (F.P.D.), até que fossem elaborados os seus.

Na segunda-feira, do dia 8 de Agosto, o Conselho Director da Federação Paranaense de Desportos, aprovou a L.C.E.A. outorgando a entidade e o seu estatuto.

E uma semana após reunia-se a 2ª assembleia para tratarem da organização do Conselho Director entre os representantes dos 8 (oito) clubes filiados. Silas Pioli, o “condotiére(chefe de bandoleiros) dos fundadores pertencentes ao quadro de amadores do Clube Athletico Paranaense, do qual é um esforçado representante, incumbiu ao seu irmão que “hoje ocupa a presidência da Liga” – de levar avante, o seu elogiável empreendimento.

Na sexta-feira, do dia 12 de Agosto, foi definida a 1ª Diretoria, para comandar a entidade no triênio de 1932-1934, com as seguintes constituições:

Presidente – João de Faria Pioli (Apollo Esporte Clube);

1º Vice-presidente – Maximino Zanon (Corinthias Esporte Clube);

2º Vice-presidente – Honorio Mello (Itália Sport Club);

Secretário Geral – José Holzmann, pelo (Tebé Football Club);

1º Secretário – Gastão Bellegard (Poty Sport Club);

2º Secretário – Antenor Boaventura da Silva (União Sport Club);

1º Thesoureiro – Oswaldo Vardanega (Savoia Football Club);

2º Thesoureiro – Leonardo Osiecki (Sport Club Esperança);

Conselho Fiscal – Fausto Thomaz, Lauro Dias do Rosario e Mario Lobo;

Conselho de Julgamento – Jonas Brasil, João Kopryk, Natalin Carraro, Eduardo Haserauer e Haroldo Gerber;

Commissão de Syndicancia – Theodorico do Nascimento, – Alfredo Bergamini e Elias Darviche;

Commissão de Futebol – Nelson Gonçalves, Henrique Sperandio, Ildefonso Erthal e Luiz José dos Santos.

As organizações acima mencionadas, são recentes (conforme observei nos estatutos), códigos de penalidades, e futebol da Liga aprovados em sessão de assembleia geral de 10 de Março de 1932, os quais acham-se registrados.

Importante acrescentar, que anteriormente os cargos de 1.º e 2.º vice-presidentes, foram ocupados pelos srs. Augusto Dudeque (União Sport Club) e Ildefonso Erthal (America Sport Club), respectivamente.

Aquele esportista logo nos primeiros meses demitiu-se, e o sr. Erthal passou a tomar parte na Commissão de Futebol. Era então Secretário Geral, o sr. Gercino Artigas, pelo Corinthias, e cuja demissão também verificou-se meses após.

São fundadores da entidade municipal, os oito clubes: Savoia Football Club, Apollo Esporte Clube, America Sport Club, Sport Club Esperança, Tebé Football Club, Poty Sport Club, Corinthias Esporte Clube e União Sport Club. Decorridos alguns dias, dois clubes solicitavam filiação, com as regalias de fundadores: o Itália Sport Club e Avante Esporte Clube.

Notáveis Empreendimentos Esportivos e Sociais

Na tarde de domingo, do dia 21 de Agosto de 1932, aconteceu o Torneio Início, ao qual concorreram os dez clubes filiados, deixando transparecer o ótimo preparo dos seus conjuntos, sob todos os motivos.

O Apollo foi o Campeão do 1º Torneio Início

Na praça de desportos do Britannia (depois passou a ser o campo oficial da F. P. D.) uma numerosa assistência, afluiu a fim de presenciar aquela competição. Os resultados foram os mais promissores. Coube ao Apollo Esporte Clube o então “Benjamín“, o título de campeão, em 2º lugar o Poty Sport Club, que receberam duas valiosas taças.

Campeonato da LCEA de 1932

Uma semana após realizavam-se os embates do certame “lceano” de 1932, em um turno somente e tendo por locais as praças de desportos da F. P. D. e do Club Athletico Paranaense.

Mencionar a grandiosidade daquele campeonato seria tarefa demasiada quão desnecessária; pois o nosso público teve oportunidade de presenciá-lo, ou mesmo, por intermédio da imprensa esportiva, a qual vem muito acertadamente cooperando pelo progresso do “soccer tinguy” em suas diversas fases.

Entre mentes, a entidade municipal efetuou um festival no gramado do Athletico, em seu benefício e com o concurso dos clubes: Avante x Itália; Tebé x Esperança e Savoia x União.

Três prêmios foram instituídos aos vencedores, Tebé x Savoia; ficando empatado o 1.º encontro. Por ocasião das temporadas intermunicipais e interestaduais sob os auspícios da máxima entidade, a Liga não só transferiu os seus encontros oficiais, como também, emprestou o seu modesto, mas sincero apoio confirmado pois, a sua valiosa contribuição, como evidenciara, quando das eleições para a diretoria da “mater”.

Naquela reunião memorável, o conselho dos presidentes prestigiava a “una você”, a candidatura composta dos acatados esportistas que, no momento atual dirigem a F. P. D.

No futebol intermunicipal os clubes Savoia e Corinthias representaram brilhantemente as cores Iceanas ao evidenciarem a classe do futebol “tinguy“, em canchas paranaenses.

Ainda em pleno transcurso do campeonato de 1932, ο União S. C. com a sua praça de desportos veio ampliar o progresso do futebol “lceano“. Е na sua cancha se efetuaram os demais jogos da temporada.

Numa brilhante atuação os clubes Savoia e Tebé obtinham os honrosos títulos de campeão e vice-campeão nos Primeiros e Segundos Quadros respectivamente.

Em Abril de 1932, tinha lugar na cancha “unionense” o campeonato “Encerramento” que foi levantado pelo Savoia (1° lugar) e Poty S.C. na 2ª colocação, os quais obtiveram as taçasCaridade” e “Savoia“, respectivamente.

O time campeão formou assim: Rafael; Amílcar e Alfredo; Augusto, Olavo e Orestes; Reinaldo, Frederico, Oscar, Arnaldo e Herondino (Biale, Lima, Nelson, Moisés, Alberto e Scuissiato).

Para a atual temporada, novos clubes vieram cerrar fileiras na L. C. E. A. aumentando ainda mais o seu prestigio. Vemo-los com as suas cores variadíssimas, representado os aprazíveis arrabaldes e zonas do centro da Cidade Sorriso, numa expansão logicamente progressista.

As agremiações recém inscritas são as seguintes: Ypiranga Football Club, Bloco Esportivo Água Verde, Nacional Sport Club, Aquidaban Sport Club, Universal Sport Club e Sociedade de Educação Physica Junak.

Campeonato da LCEA de 1933

A fim de facilitar o campeonato de 1933, foram organizados duas séries com 8 clubes cada uma; a “Paraná“, e “Iguassu” constando a tabela de um turno. Com a extinção da secção futebolística do Corinthias Esporte Clube verificada ultimamente ficou a serie Paraná, com sete clubes.

Realizando-se o Torneio Início e devido o considerável número de concorrentes foram os jogos disputados em dois domingos no campo do Britannia ainda… E assim ficavam de posse de duas taças os clubes Itália Sport Club e Avante Esporte Clube, respectivamente o campeão e vice-campeão. Vários festivais esportivos foram efetuados pelos clubes: America, Avante Esporte Clube e Apollo.

Na fase social o conceito dos aguerridos clubes “Iceanos” foi concretizado com magnificas festividades inaugurais, e todos eles possuindo em amplos edifícios as suas sedes instaladas, e dotadas dos mais modernos requisitos, sendo que alguns pretendem dentro em breve oficializar os seus campos, após as necessárias remodelações a exemplo do União.

Como antigo amador em quantas entidades houveram, desde a Liga Infantil Paranaense, Liga Curitybana de Desportos (em suas diversas décadas) ou seja de 1923 ao dinâmico 1933, testemunhando essa evolução do nosso futebol municipal até a L.C.E.A. não é de minha intenção, desmerecer numa breve comparação, o que, os outros fizeram; pelo contrário, rendo-lhes minha obscura homenagem nesta crônica, porque eles, implantando o que hoje qualifico de futebol “tinguy” poderão constatar muita justiceiramente, que a L.C.E.A. cujo esforço unido e deveras elogiável é, e não há negar, uma entidade que honra o futebol paranaense!

No Campeonato Municipal de 1933, o Savoia conquistou o bicampeonato, enquanto o Junak ficou com o vice. O time campeão formou assim: Rafael; Biale e Mikare; Nito, Olavo e Orestes; Tedesco, Frederico, Moisés (Reinaldo), Albertinho e Carlito.  

O Tebé Football Club e o Savóia Football Club ficaram com o título e o vice-campeão nos Segundos Quadros respectivamente.

O Corinthias Esporte Clube, inaugurou a sua Sede social na noite de sábado do dia 4 de fevereiro de 1933. O endereço da equipe rubro-negra fica na Rua Visconde de Guarapuava, nº 609, no Alto da XV, em Curitiba/PR. O evento teve início às 21h30min., onde ocorreu um estupendo baile, comandada pela banda Royal Jazz Band.

Campeonato da LCEA de 1934

Pelo Torneio Início, entre os dias de 28 de janeiro e 4 de fevereiro, o Avante Esporte Clube derrotou na final o Aquidaban Sport Club, ficando com o título. Pelo Campeonato dos Segundos Quadros, o Savóia se sagrou campeão, enquanto o SEF Junak ficou com o vice.

No Primeiro Quadros, o Savóia Football Club conquistou o Tricampeonato, enquanto o Botafogo Football Club ficou com a segunda colocação. O time campeão formou: Rafael; Scuissiato e Luiz; Orestes, Tarquá e Bicudo; Turim, Armandinho, Reinaldo, Albertinho, Carlito (Biale), Nelson, Moisés e Érico.  

Campeonato da LCEA de 1935

Pelo Campeonato dos Segundos Quadros, o Bloco Água Verde se sagrou campeão, enquanto o Esperança Football Club ficou com o vice. No Primeiro Quadros, o Ipiranga Football Club conquistou o inédito título, enquanto o Itália Sport Club ficou em 2º lugar. O time campeão formou: Neno; Ilio e Gilberto; Aldino, Miro e Lourival; Pedrinho, Afonso, Naldo, Marcha e Chefe.  

Liga Curitybana venceu a Federação Paranaense de Desportos

Na manhã de domingo, do dia 27 de Outubro de 1935, a Seleção da LCEA surpreendeu o Selecionado da FPD, e venceu pela contagem de 4 a 2, no campo da Água Verde.

A partida transcorreu, contra expectativa geral, sem incidentes de vulto, sagrando-se vencedor o “potente” combinado da LCEA. Os gols da partida foram assinalados por José, duas vezes; Maximino e Jurandyr, um tento cada, para Liga Curitybana de Desportos; enquanto Pandú e Ary marcaram para a FPD. Conduziu-se com acerto na arbitragem, o sr. Ubirajara Pinheiro Lima.

LCEA: Vosgeram; Lucas e Tony; Leonel, Xingo e Maximino; Ribeiro, Jurandyr, Pedrinho, Elysio e Tedesco.

FPD: Pandú; Altino e Paraná; Marchand, Annibal e Sobocinski; Ary, Canhoto, Faria, Itaciano e Placido.

Campeonato da LCEA de 1936

No Torneio Início, no dia 15 de março, no Campo do Athletico, o Bloco Água Verde derrotou na final o Itália Sport Club, ficando com o título. No Primeiro Quadros, o Ipiranga Football Club conquistou o Bicampeonato, enquanto o Bloco Água Verde ficou com o vice-campeonato.  

O time campeão formou: Neno; Ilio e Gilberto; Narciso, Naldo e Pauca (Odilon); Miro, Nelson, Júlio, Marcha e Lourival. Também jogaram: Afonso, Pedrinho, Atílio, Chefe, Massuci, Dando, Bebê, Russo e Emilio.  

LCEA desapareceu em 1937

A Liga Curitybana de Esportes Athleticos (LCEA) existiu por seis temporadas, organizado os campeonatos da cidade de 1932 a 1937. A última notícia sobre a entidade aconteceu na quinta-feira, às 20 horas, do dia 15 de abril de 1937.

Na ocasião, o presidente da LCEA, Jurandyr Azevedo e Silva convocou os clubes filiados, na sede da FPD, a fim de tratar da organização do Campeonato Citadino de Curitiba de 1937. Fato é que esse campeonato não aconteceu, a Liga Curitybana de Esportes Athleticos foi extinta, sendo substituída meses depois pela Liga Curitybana de Futebol (LCF).

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Laércio Becker

FONTES: Correio do Paraná (PR) – Diário da Tarde (PR) – O Dia (PR) Livro “Futebol do Paraná – 100 anos de história”, de Heriberto Ivan Machado e Levi Mulford Chrestenzen

Inédito!! Liga Curitybana de Desportos – Curitiba (PR): Existiu entre 1926 a 1932!

Por Sérgio Mello

A Liga Curitybana de Desportos (LCD) foi a entidade da cidade de Curitiba (PR). Fundado em 1926 (as primeiras notícias na imprensa aconteceram na primeira semana de dezembro), possuía sua Sede social, localizado na Avenida Luiz Xavier (Edifício Palácio da Avenida), nº 11/ 1º andar, no Centro de Curitiba (PR). As suas cores: azul e branco.

A LCD substituiu a Liga Sportiva Municipal (LSM), porém só existiu por seis temporadas. Em 1930, a entidade começou a ruir e no ano seguinte realizou a sua última competição. Agonizou até 1932, quando acabou fechando às portas.

Seleção LCD fez um jogão contra o Selecionado de Ponta Grossa

Em amistoso intermunicipal, no domingo, do dia 24 de Março de 1929, na vizinha “Princesa dos Campos” (alcunha da cidade de Ponta Grossa), as seleções da Liga Curytibana de Desportos e a Liga Paranaense de Desportos (entidade de Ponta Grossa), empataram em 4 a 4

Os Presidentes da LCD, entre 1926 a 1932:

Joaquim N. de Azevedo (1926-28);

Carlos Munhoz Negrão (1928-30);

Leocadio Fernandes,Francisco de Assis (1930-32);

Carlos Munhoz Negrão (1932).

LCD entra em crise

Foto de 1929, do Selecionado da Liga Curitybana de Desportos

No sábado, do dia 11 de Janeiro de 1930, o jornal ‘A República’ fez uma reportagem sobre a Liga Curitybana de Desportos estar agonizando e, correndo sério risco de extinção:

A crise administrativa na L. C. D.

Lentamente vai desaparecendo da vida esportiva de nossa terra, a Liga Curitybana de Desportos.

É de se lastimar deveras que uma entidade como esta, depois de haver transposto as difíceis barreiras que se lhe antepuseram pela vontade ingrata de um seu então dirigente, graças aos esforços inauditos de um pequeno grupo de representantes, viesse agora, mau grado uma única vontade mal sã, se colocar em situação tão difícil.

A L. C. D. suporta neste momento a maior crise que já se tem visto no sport curityba- no! Atribuir este facto a pouca vontade dos nossos esportistas? Não. Esta negação é justificável, visto como notava-se elevado espirito de verdadeiro patriotismo em cada elemento que compunha aquela Diretoria que se viu forçada a se demitir coletivamente, diante dos factos que infelizmente contribuíram para a sua queda moral.

Se os anelos primordiais desta novel quão útil agremiação esportiva não atingis nem ao ponto visado, não aparecerá por certo mais tarde quem responda com firmeza por tão degradante situação.

Nestas mesmas colunas já tivemos ocasião de nos manifestar a respeito de tão palpitante assunto. A anômala situação da L. C. D. representa tão somente o fruto antiesportivo de sua memorável assembleia de 26 de Novembro de 1929 que deu por terra com uma resolução de seu então Conselho Diretor.

Eram componentes dessa assembleia, esportistas que hoje não encontram solução para o mal que eles mesmo criaram. Não fora isto e, talvez ainda permanecesse em seus postos aqueles que com zelo e carinho, vinham conduzindo a nobre Liga Curitybana Desportos pelo caminho da justiça ao ponto final da elevada causa que abraçou.

Esperamos, entretanto, tudo ali se resolva harmoniosamente de modo a que não desapareça da vida sportiva de nossa terra uma entidade como a L. C. D. cujo escopo é o preparo preliminar da mocidade sadia da terra dos pinheirais no manejo da pelota”.

Os últimos suspiros

A crise aumentou e a própria se manifestou acusando os clubes de terem abandonado a LCD. A competição de 1930, só contou com a presença cinco equipesClube Atlético FerroviárioGaúcho Sport ClubOperário Sport Club (Ahú) e Potty Sport Club

Sem prestigio junto aos clubes e, pelo visto, a imprensa, após 1930 entidade agonizou por duas temporadas (1932) até fechar às portas, sem nenhuma linha nos periódicos paranaenses.    

No domingo, do dia 07 de Agosto de 1932, foi Fundado a Liga Suburbana Independente de Desportos (LSID), de Curitiba/PR. No mesmo ano, surgiu a LCEA (Liga Curitybana de Esportes Athleticos). Ambos, acabaram encampando os clubes da LCD.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Rodrigo Santana e Laércio Becker

FOTO: Acervo de Cícero Alves

FONTES: A República (PR) – Diário da Tarde (PR) – O Dia (PR)

Inédito!! Liga de Football de Bello Horizonte (MG): Fundado em 1937

Por Sérgio Mello

A Liga de Football de Bello Horizonte (LFBH) foi uma entidade situado na cidade de Belo Horizonte (MG). A sua 1ª Sede ficava localizado na Avenida João Pinheiro; depois passou para a Rua Espirito Santo, nº 424/ Sala 22; em 1938, a sua Sede ficava na Avenida Afonso Pena, nº 924; todos no Centro de Belo Horizonte/MG.

O futebol mineiro vivia dias turbulentos, quando na noite, do dia 11 de agosto de 1937, foi realizado uma importante reunião dos próceres do football de Minas, com o objetivo de se estudar a formula apresentada para pacificação do sport montanhês, no gabinete do prefeito de Belo Horizonte, sr. Octacílio Negrão Lima.

Negrão de Lima foi o pacificador do futebol mineiro

Além do prefeito, compareceram ao conclave os Srs. Thomaz Naves, Gerson Saldes, Oswaldo Pinto Coelho, Henrique Othero, Leopoldo Bian, Romulo Rossoni, Fabio Penna e Braz Polepino, respectivamente, presidentes do Athletico, America, Villa Nova, Siderurgica, Retiro, Associação Mineira de Football e Federação Mineira de Desportos.

Após animados debates, que se prolongaram até cerca de meia noite, adoptada afinal a solução pacificadora, foi assinado um acordo pelos clubes da capital, de Nova Lima e Sabará, podendo ser sintetizada nos dois seguintes itens:

criação de uma nova entidade dirigente do football, que se denominará Liga de Football de Bello Horizonte como resultado da fusão da A. M. F. e da L. E. M.; a entidade máxima, que se chamava Federação das Associações Mineiras de Athletismo, passará a denominar-se Federação das Associações Mineiras de Athletismo e Football.

Assim, foi Fundado na quarta-feira, às 19 horas, do dia 11 de agosto de 1937, e, em seguida se filiou a F.A.M.A. (Federação das Associações Mineiras de Athletismo e Football), que por sua vez pediu filiação a Federação Brasileira de Football.

Com relação a Sede, o prefeito cedeu um grande edifício, localizado na Avenida João Pinheiro, no Centro de Belo Horizonte/MG. E, além disso, a prefeitura doou a quantia de 1 mil contos de réis para o patrimônio da Liga de Football de Bello Horizonte.

O árbitro Antônio Luiz Gorle (o 1º da esquerda para a direita)

Eleição da 1ª diretoria da L.F.B.H.

Na terça-feira, do dia 19 de outubro de 1937, ocorreu uma Assembleia Geral da Liga de Football de Bello Horizonte (L.F.B.H.), a fim de proceder a redação final dos estatutos e também eleger os dirigentes da nova entidade.

Para o cargo de presidente da L. F. B. H. foi eleito sr. Saint Clair Valladares Junior. O sr. David Mourão foi eleito vice-presidente. Para o cargo de director technico foi eleito o sr. Carlos Etienne de Castro.

Commissão fiscal – Rubem Zimmermann, Vicentino de Paula e Hilario Eduardo Roberto. Presidente da Assembleia Geral: dr. Gerson de Salles Coelho. A assembleia votou uma moção de solidariedade ao prefeito Octacílio Negrão de Lima, pelo muito que tem feito pelo sport mineiro. Foi também votada uma moção de aplausos aos drs. Josias de Faria e Fabio Penna, pelos bons serviços prestados a L. F. В. Н.

ARTEdesenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTO: Acervo de Fabiano Rosa Campos

FONTES: A Batalha (RJ) – A Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – Sport Illustrado (RJ)