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Centro Sportivo Mossoroense – Mossoró (RN): O pesadelo dos grandes nordestinos

O Centro Sportivo Mossoroense foi uma agremiação da cidade de Mossoró (RN). Fundado no domingo, do dia 21 de Novembro de 1920. As suas cores escolhidas: vermelho e branco. O seu campo ficava na Praça do Hospital, atualmente chamado: Rua Juvenal Lamartine, s/n, no bairro Bom Jardim, em Mossoró. A 1ª Diretoria foi constituída da seguinte forma:

Presidente – Gentil Soares e Silva;

Orador – Manoel Rodrigues da Chagas;

Tesoureiro – Manoel Soares de Miranda;

Adjunto-tesoureiro – Genipapo Fernandes;

Diretor Sportivo – Paulo de Albuquerque.

A ideia de fundação do Centro Sportivo deu-se através de alguns dirigentes do Humaytá, que tinha como objetivo, contar com um aliado nas reuniões presididas pela Liga Mossoroense de Futebol (LMF), posicionando-se contrário às pretensões do Ypiranga, tendo em vista que, naquele momento, a rivalidade chegava ao limite máximo permitido entre os Alviceleste e o alvinegros.

Ocorre, entretanto que, como se diz no adágio popular, o “tiro saiu pela culatra”. Tão logo o Centro tomou conhecimento da artimanha aplicada pelo “vovô”, posicionou-se contrário, passando a fazer parte do bloco que decidia os interesses do Ypiranga.

A formação inicial do Centro Sportivo foi a seguinte: Loureiro; Toinho e Nino; Joca Delfino, João Batista Pinto e Pio Xis; Carlito Santiago, João Nogueira Filho, Humberto Mendes, José Soares e Zeca Matias.

No dia 25 de dezembro de 1921, a Liga Mossoroense de Futebol (LMF), idealizou um torneio no qual o Centro Sportivo havia sido sorteado para atuar diante do Humaytá, sendo que, ao final do clássico, “vovô” conquistou a vitória pelo placar de 1 a 0, gol marcado através do atacante Nunes.

Na citada partida, o Centro Sportivo atuou com o futebol de Cazuza (goleiro que havia sido dispensado pelo América de Natal-RN, dada a sua indisciplina na meã); Cabeleira e Navegantino; Joca, João Batista e Pio Xis; Olavo, Luisinho, Eurico, Bobô e Gim.

Na história do Campeonato Citadino de Mossoró, o Centro Sportivo foi campeão uma vez: em 1939, organizado pela Associação Mossoroense de Esportes Atléticos (AMEA).

As Marchinhas que viraram um Hino para os torcedores

No ano de 1935, ainda no apogeu, o Centro Sportivo, cantavam os seus torcedores uma canção na música de Grau Dez, marcha carnavalesca de autoria de Elizeu de tal, a qual era:

A vitória há de ser tua, tua, tua,

Centro Idolatrado…

És o time que atua, atua,

Sempre equilibrado,

Toda vez que fores jogar

A vitória tens que levar…

            O Esporte diz: eu lá não vou não,

            O Palmeiras, alimenta ilusão,

            O ABC diz quem pode arriscar,

            É o União, União, União…

Não me arrisco, diz o Humaitá,

É tolice, quem com ele jogar,

O União empatou por descuido,

De outra vez a lavagem virá…

Há uma outra, por ocasião do Carnaval no ano de 1935, que era assim:

Somos do Centro, onze jogadores,

Embaixadores,

Somos do prazer…

Marcando passo com viva alegria,

Até na folia

Iremos vencer…

Roulleaux, Bitenta, Paraguai, Midinho,

Ayres, Luiz Zezinho, Lolinha, Bolão,

Lóia e Sabino, eis o time altivo,               (BIS)

Do Centro Esportivo,

O nosso campeão…

Vamos treinar,

Para jogar,

Com Deus Momo na folia,

Se ele perder,

Para aprender,

Rasgamos-lhe a fantasia.

Amistosos com as grandes forças do futebol nordestino

Em 1933, o Centro Sportivo Mossoroense recebeu a visita do Fortaleza Esporte Clube da capital alencarina, num clássico que terminou sem abertura do placar. Observe a súmula: Centro Sportivo: Rolleaux; Júlio Ferreira e Paraguai; Lolinha, Saruê e Bitenta; Mundoca, Antônio Ayres, Careca, Zezinho e Raimundo Canuto.

Fortaleza-CE: Zé Augusto; Alberto e Zé Félix; Jaburu, Tancredo e Corado; Pirão, Jandir, Agápito, Juraci e Bacurim.

Em 1936, a equipe do Fortaleza Esporte Clube (CE), da capital alencarina, atuou amistosamente em nossa cidade, diante do Centro Sportivo, obtendo uma vitória pelo placar de 3 a 1.

Observe a formação do alvirrubro no referido jogo: Rolleaux; Júlio Ferreira e Antônio Paraguai; Lolinha, Saruê e Bitenta; Mundoca, Antônio Ayres, Careca, Zezinho e Raimundo Canuto.

O Fortaleza formou: Zé Augusto; Alberto e Zé Félix; Jaburu, Tancredo e Corado; Pirão, Jandir, Agapito, Juraci e Bacurim.

Goleadas históricas em cima do ABC, Treze e América de Natal

Em 1938, o Centro Sportivo recebeu a visita do Santa Cruz de Natal, e, sem cerimônias, goleou por 5 a 1. Depois foi a vez do ABC de Natal tombar frente ao Centro Sportivo pelo marcador de 6 a 1. Depois, voltou a vencer o ABC de Natal, em outubro de 1938, por 3 a 0.       

Em 1939, o Centro Sportivo Mossoroense fez história aos golear impiedosamente o Treze da Paraíba pelo placar de 6 a 1. Porém, a maior goleada ainda estava por vir. O América de Natal acabou sucumbindo diante do Centro Sportivo pelo impressionante placar de 12 a 1.

Em 1940, o jogo foi diante do Maguari de Fortaleza, e o campeão da temporada de Mossoró, empatou em 4 a 4. O fato curioso, é que o Mossoroense vencia por quatro a zero, mas com quatro frangos seguidos sofridos pelo arqueiro Zé Olindo acabou cedendo o empate.

Ainda em 40, diante de resultados tão expressivos e somado a goleada histórica sofrida, o América de Natal convidou o Centro Sportivo Mossoroense a jogar em Natal. Sob o comando do técnico Manoel Eufrásio de Oliveira, o Centro Sportivo bateu Mecão por 3 a 1, com gols de Raimundo Canuto e Mundoca, duas vezes; enquanto Petrovich marcando o tento de honra do América.   

Antes de retornar para Mossoró, o time realizou o último amistoso na capital potiguar, diante do Santa Cruz de Natal, na época uma das grandes forças do estado. Derrota por 1 a 0 para o time da capital foi muito contestada. O gol foi assinalado numa cobrança de pênalti, por intermédio de Stéfenson. A reclamação foi que a falta aconteceu na entrada da área e não dentro. Além disso, a arbitragem do cabo João, foi repleto de incidentes.

Apesar do Centro Sportivo Mossoroense viver um momento de ascensão, o clube acabou fechando às portas, no início da década de 40, deixando um vazio e uma saudade no povo mossoroense, que perdura até os dias de hoje.    

Colaborou: Gerson Rodrigues

FONTES: Blog do Olivar Monte – Livro “Esboço Histórico do Futebol Mossoroense”, de Manoel Leonardo Nogueira         

Torneio Taça Norte de 1973: União Bandeirante F.C. foi o grande campeão!

Para aproveitar que o Campeonato Brasileiro estava em andamento, a Federação Paranaense de Futebol (FPF), criou uma competição para os clubes menores do estado, a fim de mantê-los em atividade. Importante ressaltar que o projeto só foi adiante, graças a verba destinada pela Loteria Esportiva, no valor de 25 mil cruzeiros.

Ficou combinado, que cada clube que se deslocasse de uma cidade para outra, receberia 500 cruzeiros, para ajudar nas despesas. No final do torneio, o que sobrasse da verba seria rateado entre os clubes participantes.

Assim, foi criado o Torneio Taça Norte de 1973, que teve a participação de seis clubes: Londrina, Maringá, Mourãoense, Pontagrossense, Umuarama e União Bandeirantes.

O torneio começou no dia 13 de janeiro e se encerrou no dia 04 de fevereiro de 1973. A fórmula de disputa era simples, com as equipes se enfrentando em turno único, e a equipe que somasse o maior número de pontos ficaria com o título.

1ª Rodada

Sábado – 13/01/73Maringá2X2União Bandeirantes
Domingo – 14/01/73Londrina0X0Pontagrossense
Domingo – 14/01/73Mourãoense1X0Umuarama

2ª Rodada

Domingo – 21/01/73Pontagrossense0X0Maringá
Domingo – 21/01/73União Bandeirantes2X2Mourãoense
Domingo – 21/01/73Umuarama0X0Londrina

3ª Rodada

Domingo – 28/01/73Mourãoense2X2Pontagrossense
Domingo – 28/01/73Umuarama0X0União Bandeirantes
Domingo – 28/01/73Londrina2X1Maringá

4ª Rodada

4ª-feira – 31/01/73Pontagrossense1X0Umuarama
4ª-feira – 31/01/73União Bandeirantes4X1Londrina
5ª-feira – 1º/02/73Maringá0X1Mourãoense

5ª Rodada

Domingo – 04/02/73Pontagrossense1X2União Bandeirantes
Domingo – 04/02/73Londrina2X1Mourãoense
Domingo – 04/02/73Umuarama3X0Maringá

A última rodada tinha um panorama favorável ao Mourãoense, que liderava isolado com seis pontos, e só dependia de uma vitória simples para faturar o título. No entanto, acabou perdendo para o Londrina por 2 a 1, e abriu o caminho para o União Bandeirante, que superou o Pontagrossense por 2 a 1, em Ponta Grossa, ficando com o título invicto e inédito do Torneio Taça Norte de 1973!

No primeiro tempo, o União Bandeirante abriu o placar aos 37 minutos (infelizmente, o jornal não mencionou o autor do tento). Na etapa final, logo aos dois minutos, Nondas fez um ótimo lançamento para Brandão que marcou o segundo. O Pontagrossense diminuiu aos 35 minutos, por intermédio de Canhoto, mas foi só.

O árbitro foi Bráulio Zanoto e a partida teve uma Renda de Cr$ 7.735,00. O União Bandeirante jogou assim: Julinho; Carlos Roberto, Silvio, Geraldo e Edno; Ademar e China (Coutinho); Nondas, Marcos, Brandão e Russinho.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CLUBESPGJVEDGPGCSG
União Bandeirante0752301064
Mourãoense065221761
Londrina06522156-1
Pontagrossense055131440
Umuarama045122321
Maringá02502338-5

ARTILHARIA

6 Gols – Brandão (União Bandeirante);

3 Gols – Alfredinho (Mourãoense); Tatú (Maringá);

2 Gols – Kruger (Londrina); Valdeci (Mourãoense); Canhoto e Cafuringa (Pontagrossense); Joãozinho (Umuarama);

1 Gol – Cara, Orlando e Anísio (Londrina); China e Russinho (União Bandeirante); Noriva e Lula (Mourãoense); Darci (Umuarama).

FONTE: Diário da Tarde (PR)

Apucarana Futebol Clube – Apucarana (PR): 3º colocado no Estadual de 1968

O Apucarana Futebol Clube (AFC) foi uma agremiação da cidade de Apucarana (PR). O “Tricolor da Cidade Alta” foi Fundado na quarta-feira, do dia 29 de Novembro de 1961. Seu 1º presidente foi o Sr. José Milani. O 1º técnico foi Alfredo Farid. A equipe mandava os seus jogos no acanhado Estádio Bom Jesus da Lapa.

No sábado, do dia 28 de Janeiro de 1967, foi inaugurado o novo campo, em um novo local, mas batizado com o nome do antigo Estádio Bom Jesus da Lapa. O Estádio Municipal Olímpio Barreto, “Irmãos Barreto(Capacidade para 10 mil pessoas), ganhou está nomenclatura em 2012.

Na esfera profissional, o Apucarana disputou dez edições do Campeonato Paranaense: 1962 (campeão da Zona Norte), 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1970 e 1971.

Melhor campanha de um clube de Apucarana até hoje!

Time posado de 1968

Em 1968, coube ao Apucarana Futebol Clube fazer história na Elite do Futebol Paranaense até os dias atuais. No final, o Coritiba ficou com o título estadual, e o Athletico Paranaense foi o vice-campeão. No entanto, a grande sensação daquele ano foi o Apucarana Futebol Clube. O “Tricolor da Cidade Alta” terminou na 3ª colocação, ficando com o título honroso de campeão do interior e até os dias de hoje foi a melhor campanha de um time apucaranense na elite do Estadual. 

O Campeonato Paranaense da 1ª Divisão de 1968 foi disputada em turno e returno. Contou com 14 equipes: Athletico Paranaense,Coritiba, Ferroviário, Primavera, Britânia e Água Verde, todos de Curitiba; Londrina e Paraná, de Londrina; Seleto, de Paranaguá; Jandaia; Grêmio Maringá; Paranavaí, União Bandeirante e o Apucarana Futebol Clube.

Campanha

O Apucarana realizou 26 jogos, somando 32 pontos: com 13 vitórias, seis empates e sete derrotas, marcando 34 gols, sofrendo 20 e um saldo de 14 tentos. Inclusive, a AFC teve a defesa menos vazada da competição. Em pontuação o Coritiba somou 39, seguido por Athletico 37 e Apucarana 32.

Imbatível em casa

Nos seus domínios, o AFC terminou o campeonato invicto. Venceu o Jandaia, União Bandeirante, Água Verde, Ferroviário, Britânia, Primavera, Londrina, Paraná, Paranavaí e Seleto. Empatando com o Athletico Paranaense, Grêmio Maringá e Coritiba.

Vitória histórica!

O grande resultado no campeonato foi a vitória do Apucarana sobre o Coritiba por 3 a 0, e, pleno Estádio Belfort Duarte (Atual: Couto Pereira). A partida  aconteceu no domingo, do dia 21 de abril de 1968, válido pela 11ª rodada do 1º turno.

CORITIBA F.C. 0 X 3 APUCARANA F.C.

LOCALEstádio Belford Duarte, em Curitiba (PR)
CARÁTERCampeonato Paranaense da 1ª Divisão de 1968
DATADomingo, do dia 21 de abril de 1968
RENDANCr$ 13.868,00
ÁRBITROKalil Karan Filho (FPF)
AUXILIARESCélio Laudelino da Silva (FPF) e Dorival Campos (PR)
CARTÃO AMARELONenhum
CORITIBAJoel (Célio); Reis (Marinho), Nilo, Berto e Antoninho (Reis); Paulo Vecchio e Roderlei; Coutinho, Kruger, Kosilek e Oromar. Técnico: Hélio Alves
APUCARANA F.C.Viraci; Paina, Darci Faria, Calegari e Nilton Santos; Edílio e Berguinho; Passarinho (Tantos), Didi, Leocádio e Ganzepe. Técnico: Bonelli
GOLSPassarinho aos 19 minutos (Apucarana), no 1º Tempo. Passarinho a 1 minuto (Apucarana); Ganzepe aos 6 minutos (Apucarana), no 2º Tempo.

O Coritiba tinha em seu elenco atletas de destaque como o goleiro Célio, o lateral-esquerdo Nilo, o meia Paulo Vecchio e os atacantes Krüger e Kosilek. Mesmo assim o time coxa-branca não viu a cor da bola e não foi páreo para o Tricolor do Norte do Estado.

Presidido por Heitor Pinheiro e treinado por Bonelli, ex-goleiro do São Paulo, o time base do AFC era formado por Viraci, Ditinho, Calegari, Darci Faria e Nilton Santos; Edílio, Leocádio e Berguinho; Passarinho, Didi e Ganzepe. Também faziam parte do elenco os jogadores Barbosa, Quirino, Português, Vitão, Dito Cola, Wilson Botão, Paina, Fifi e Tantos.

O time de 1968 foi formado por alguns remanescentes de 1967, e jogadores que vieram do Comercial de Cornélio Procópio, Bangu-RJ, Ferroviária-SP e Botafogo-SP

O.b.s.: Não confundir esse clube com o outro homônimo: “Apucarana Futebol Clube, fundado em 28 de novembro de 1996”!

Colaborou: Rodrigo S. Oliveira

FONTES: Diário do Paraná – Diário da Tarde (PR) – Correio do Paraná – Site TNOnline

Clube Atlético Platinense, União Esportiva Platinense, Associação Platinense Atlética e Esportiva, de Santo Antônio da Platina (PR): Fundados na década de 50

O Município de Santo Antônio da Platina (PR) e os seus ‘primeiros times’ com o gentílico “platinense“! Localizado a 362 km da capital (Curitiba), o lugarejo foi criado  1914 e conta com uma população de 46.251 habitantes, segundo o IBGE/2020.

Com o fim da APAE (Associação Platinense de Amadores de Esportes), rapidamente a cidade ficou efervescente com o surgimento de dois novos clubes: CAP – Clube Atlético Platinense, Fundado em 1951; e UEP – União Esportiva Platinense, também criada no início dos anos 50.

O CAP foi fundado pelo Sr. Ângelo Donofre, palmeirense de coração, em 1951. Por isso, que a escolha da cor predominante do clube foi o verde (além do branco), que também é uma das cores da bandeira do município (verde e amarelo). O Clube Atlético Platinense foi campeão Citadino de 1953.

Recorte de 05 de setembro de 1954

Já a União Esportiva Platinense, foi fundada pela família Senra. As cores desta agremiação tricolor era: vermelho, branco e preto. O UEP participou duas vezes do Campeonato Paranaense do Interior: 1954 e 1955.

Em 1958, as famílias Senra e Danofre ensaiaram realizar uma fusão entre o Clube Atlético Platinense com a União Esportiva Platinense. No entanto, entre a teoria e a pratica, às vezes as diferenças são enormes.

A família Donofre queria que o novo time utilizasse jogadores da cidade, enquanto a família Senra queria trazer jogadores de fora. Mediante as divergências, membros do CAP, desistiram da fusão e logo depois decidiram fechar às portas do clube.

APAE em 1958

Já a UEP tocou a mudança do nome, passando a se chamar: APAE (Associação Platinense Atlética e Esportiva), com o intuito de montar um forte time e brigar pelos títulos.

Assim, a diretoria montou o time aproveitando alguns jogadores da cidade e contratando outros de fora da cidade. Porém a campanha no Paranaense da Série Norte de 1958, foi pífia. O resultado desanimou a família Senra, que tomou a decisão drástica de encerrar as suas atividades.

Recorte da APAE em 1958

Colaboração: Gerson Rodrigues e Rodrigo S. Oliveira

FONTES: Jornal O Dia (PR)  – O Estado (PR) – Correio do Paraná – Diário do Paraná

ACERVO: Nelson Facanali Donofriu (filho de Ângelo Donofre)

APAF (Associação Platinense de Amadores de Futebol) – Santo Antônio da Platina (PR): Fundado em 1937

O Município de Santo Antônio da Platina (PR) e os seus ‘primeiros times’ com o gentílico “platinense“! Localizado a 362 km da capital (Curitiba), o lugarejo foi criado  1914 e conta com uma população de 46.251 habitantes, segundo o IBGE/2020.

O 1º time que se tem registro foi a APAF (Associação Platinense de Amadores de Futebol), Fundado no início de Maio de 1937. As suas cores era o verde e branco.

Numa reportagem de O Estado faz uma abordagem, destacando a ótima estrutura da APAF: “O clube já conta em seu patrimônio um viçoso campo de futebol, aparelhado com arquibancada excelente, capacitada para comportar folgadamente 3 mil pessoas. E tudo enquadrado dentro das normas da técnica, perfeito, singelo!“.

O seu 1º jogo, aconteceu no domingo, do dia 16 de Maio de 1937, goleou a Associação Atlética Jacarezinho, nos Primeiros e Segundos Quadros, ambos pelo placar de 7 a 0.

O 2º jogo, ocorreu no domingo, do dia 13 de Junho de 1937, em Cambará, goleando o Comercial Futebol Clube, por 5 a 0 e 4 a 1, nos Primeiros e Segundos Quadros, respectivamente.

No domingo, dia 18 de Julho de 1937, a 3ª partida e o 1º confronto nacional, com novo triunfo: 2 a 1 e 6 a 1, nos Primeiros e Segundos Quadros, diante da Associação Atlética Satacruzense, de Santa Cruz do Rio Pardo (SP).

Uma semana depois, no domingo, dia 25 de Julho de 1937, o 4º jogo, contra o Bandeirantes Futebol Clube, de Bandeirantes (PR), e vitórias por 2 a 1 (Primeiro Quadro) e 4 a 0 (Segundo Quadros). Alguns jogadores nesses jogos: Carabinha, Ministrinho, Nico, Quim, Sertorio, Romano, Nenezinho, Alfeu, Ataliba, Pequeno, entre outros.

Importante citar que ainda no 1º semestre de 1937, também foi criado a Liga de Santo Antônio da Platinachamada: Associação Platinense de Futebol (APF). Na década de 50, alterou o nome para: Liga Regional Platinense de Futebol (LRPF).

A APAF existiu até o fim de 1944. A partir do começo de 1945, a sua nomenclatura sofreu uma sutil alteração, passando a se chamar: Associação Platinense de Amadores de Esportes (APAE), que existiu até o início da década de 50.  

Colaborou: Rodrigo S. Oliveira

FONTES: Wikipédia – Jornal O Dia (PR)  – O Estado (PR) – Correio do Paraná – Diário do Paraná

Inédito!! America Futebol Clube (America de Mafra) – Mafra (SC): Fundado em 1933

O America Futebol Clube (America de Mafra) foi uma agremiação do Município de Mafra (SC). Com uma população de 56.292 habitantes, segundo o IBGE/2019. Uma curiosidade da “Perola do Planalto” é que fica a 310 km da capital catarinense e a 105 km de Curitiba, capital do estado do Paraná.

O “Diabo Rubro” foi Fundado na 1ª Quinzena de Junho de 1933. A sua Sede social e a Praça de Esportes, ficavam localizados na Rua Capitão João Bley, s/n, na Vila Ivete, em Mafra. Apesar de possuir um campo próprio, inaugurado em 1939, devido as limitações do espaço, o local não era utilizado nos campeonatos, onde a equipe participava.

Nos três primeiros anos, o America de Mafra realizou diversos jogos amistosos, visando montar um time competitivo. Em 1935, o time base era comporto assim: Elpídio; Sebastião e Walter; Maneco, Chinês e Mario; Ataíde, Abreu, Pedrinho, Tatá e Finka.

Foto de julho de 1939

No ano de 1936, sob a presidência do Sr. João Manoel de Paula (popularmente conhecido por Nenê),  o clube resolveu ‘dar um passo a frente’ e se filiou a Associação Catarinense de Desportos (ACD), sediada na cidade de Joinville e uma entidade de caráter estadual. Paralela a Federação Catarinense de Futebol (FCF).    

No mesmo ano (1936), debutou no Campeonato Estadual da ACD, fazendo parte da 3ª Região, juntamente com o Peri Ferroviário e Operário Sport Club, ambos também do município de Mafra. A equipe base era formada com: Manasses; Mios e Andrade; Sebastião, Juvenal e Pinto; Silveira, Bolesio, Manoel, José e Fermino.

Em 1937, o America ajudou a fundar a Liga Esportiva Catarinense (LEC), com sede em Mafra. A LEC, conhecida como Zona Serrana, definiu a diretoria, tendo João Manoel de Paula como presidente, Ivo Pinto Cordeiro na vice-presidência e Abelardo Luiz de Oliveira no cargo de Secretario Geral.   

Ainda nesse ano o America disputou o certame classificatório para o Campeonato Catarinense. O time base formou assim: Manasses (Irineu); Sebastião (Rodrigues) e Valter (Neves); Abel (Ângelo), Chico e Antonio (Siqueira); Silvestre (Maneco), Bolesio (Vadeco), Aldo (Ponta Grossa), Otacílio (Gabardo) e Arturzinho (Janguito).

Reportagem de maio de 1939

Após terminar na lanterna no Campeonato Serrano em 1937 e 1938, O America de Mafra fez bonito na temporada de 1939, ficando com o vice-campeonato. O time base formou com: Miro (Hugo); Sebastião e Marçal (Brandalize); Marinho (Beltrão), Trancoso (Nino) e Tite; Miguel (Irineu), Nuti (Machado), Heitor (Pfau), Ponta Grossa e Osmenio (Luiz).

Em 1940, oDiabo Rubroterminou na 3ª colocação da Zona Serrana, além de ter faturado o título da Taça Relojoaria Müller, vencendo o Grêmio Esportivo Rionegrense, de Rio Negro (PR).

O time base formou com: Tadeu (Miro); Domingos (Marçal) e Zanon (Brandalise); Chichita (Tite), Bento (Nino) e Mendes (Mala); Jonas (Chico), Otacílio (Nuti), Juca (Jonas), Miguel (Abílio) e Ford (Ponta Grossa).

Na temporada de 1941, o America de Mafra, novamente fechouna 3ª colocação da Zona Serrana. O time base formou com: Tadeu; Marçal e Ponta Grossa; Beltrão (Tatu), Chichita e Mendes; Gonçalves (Chico), Bento (Jonas), Otacílio, Abílio (Barbosa) e Miguel.

Em 1942, a equipe rubra mafrense terminou com o vice-campeonato Serrano. O time base formou com: Tadeu; Rumor e Ponta Grossa; Rosário, Batista e Vergulino; Bento, Otacílio, Gurski I, Lauro e Domingues.

Na sua última temporada que se tem registro, em 1943, o America de Mafra ficou na terceira posição da Zona Serrana.

Colaboração: Cícero Urbanski

Desenho do escudo e uniforme: Sérgio Mello

FONTES: O Estado (SC) – O Estado de Florianópolis (SC) – A Notícia (SC) – Rio Negrenser Zeitung (PR)

Rio Tinto Esporte Clube – Rio Tinto (PB): Fundado em 1928

O Rio Tinto Esporte Clube foi uma agremiação do Município de Rio Tinto, localizado na Região Metropolitana de João Pessoa (PB). Situado a 52 km da capital, conta com uma população de 24.176 habitantes, segundo o IBGE/2019.

O “Tricolor Riotintense” foi Fundado no domingo, do dia 05 de Agosto de 1928, por funcionários da Fábrica Rio Tinto, na Vila Rio Tinto, no Município de Mamanguape (Rio Tinto ganhou status de município na quinta-feira, do dia 06 de dezembro de 1956).

Time posado de 1976

O 1º Presidente foi o desportista Raimundo de Oliveira e o primeiro técnico foi o Sr. Miguel Florêncio. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Municipal Comendador Arthur Lundgren. As suas cores: amarelo, branco e azul.

O Rio Tinto esteve presente esfera profissional duas vez: disputou o Campeonato Paraibano da 1ª Divisão de 1952. A sua última aparição aconteceu em 1991, quando participou do Torneio Integração, ficando na “Chave dos Amadores“, que teve ainda as presenças do Confiança de Sapé e do Industrial de Ingá, saindo ainda na 1ª fase.

Antigo prédio do Rio Tinto Esporte Clube, onde hoje funciona uma igreja.

Time base de 1952: João Carlos; Braga e Sabino (Jaime); Arnobio (Raimundo), Ranulfo e Cordeiro (Lulu); Mario (Raspadinho), Zé Paulino (Manoel), Cancio (Zé Domingues), Araújo (Rafael) e Zé Pirralho (Bimbarra).

Time base de 1953: João Carlos; Braga e Sabino; Arnobio, Ranulfo e Cordeiro; Mario, Zé Domingues, Zé Paulino, Cancio e Araújo.

Time base de 1956: Mascote; Lamparina e Deda; Ranulfo, Quincas e Dui; Dé, Zé Domingues (Dedé), Vadinho, Vavá e Canindé.

Colaborou: Eduardo Cacella

FONTE: Futebol Nacional – Wikipédia – Jornal O Norte (PB) – Acervos Júnio da Locadora David  e Jose Carlos de Andrade Andrade

UNIRB Futebol Clube – Alagoinhas (BA): Título invicto da Série B e acesso inédito à Elite do Futebol Baiano em 2021!

O caçulinha UNIRB Futebol Clube de Alagoinhas, com menos de dois anos de existência, conquistou, de forma invicta, o título do Campeonato Baiano de Futebol da Segunda Divisão de 2020, organizado pela Federação Baiana de Futebol (FBF). A competição contou com a participação de seis clubes:

Associação Atlética Teixeira de Freitas (Teixeira de Freitas);

Associação Desportiva Jequié (Jequié);

Barcelona Futebol Clube (Ilhéus);

Canaã Esporte Clube (Irecê);

Colo Colo de Futebol e Regatas (Ilhéus); 

UNIRB Futebol Clube (Salvador).

O regulamento funcionou assim: as equipes se enfrentaram em turno único e os dois primeiros colocados avançariam para a final em dois jogos. Caso os resultados fossem iguais, o grande campeão seria decidido na disputa de pênaltis. Apenas o campeão disputará o Campeonato Baiano da 1ª Divisão em 2021.   

1ª Rodada

25/10/20UNIRB2X2BarcelonaEstádio Antonio Carneiro (Alagoinhas)
25/10/20Canaã*3X0Teixeira de FreitasEstádio Joviniano Dourado Lopes (Irecê)
25/10/20Jequié2X2Colo ColoEstádio Waldomiro Borges (Jequié)

* Vitória do Canaã foi por W.O.

2ª Rodada

1º/11/20Barcelona0X0CanaãEstádio Eliel Martins (Riachão do Jacuípe)
1º/11/20Teixeira de Freitas0X3Jequié*Estádio Antonio Rodrigues Santana (Teixeira de Freitas)
1º/11/20Colo Colo0X1UNIRBEstádio Lomanto Júnior (Vitória da Conquista)

* Vitória do Jequié foi por W.O.

3ª Rodada

08/11/20UNIRB3X1JequiéEstádio Antonio Carneiro (Alagoinhas)
08/11/20Barcelona3X0Teixeira de FreitasEstádio Eliel Martins (Riachão do Jacuípe)
08/11/20Canaã0X1Colo ColoEstádio Joviniano Dourado Lopes (Irecê)

4ª Rodada

18/11/20Teixeira de Freitas0X3Colo ColoEstádio Antonio Rodrigues Santana (Teixeira de Freitas)
18/11/20Jequié3X1BarcelonaEstádio Waldomiro Borges (Jequié)
18/11/20Canaã0X0UNIRBEstádio Joviniano Dourado Lopes (Irecê)

5ª Rodada

22/11/20Colo Colo4X1BarcelonaEstádio Lomanto Júnior (Vitória da Conquista)
22/11/20UNIRB3X0Teixeira de FreitasEstádio Antonio Carneiro (Alagoinhas)
22/11/20Jequié2X1CanaãEstádio Waldomiro Borges (Jequié)

* Vitória do UNIRB foi por W.O.

Após cinco rodadas, o UNIRB avançou para a final, terminando na 1ª colocação com 11 pontos, com três vitórias e dois empates; marcando nove gols, sofrendo três, com saldo de seis tentos. O Colo Colo também se classificou para a decisão, ficando na 2ª posição com 10 pontos, com três vitórias, um empate e uma derrota; marcando 10 gols, sofrendo quatro, com saldo de seis tentos.

Decisão

 O 1º jogo aconteceu no domingo, do dia 19 de novembro de 2020, às 15 horas, no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. Num jogo truncado, a partida entre o Colo Colo e UNIRB terminou empatado sem abertura do placar.

COLO COLO (BA)  0 X 0 UNIRB F.C. (BA)

LOCALEstádio Mário Pessoa, em Ilhéus (BA)
CARÁTER1º jogo da final do Campeonato Baiano da 2ª Divisão de 2020
DATAdomingo, do dia 19 de novembro de 2020
HORÁRIO15 horas
PÚBLICOPortões fechados
ÁRBITROReinaldo Silva de Santana
AUXILIARESEdevan de Oliveira Pereira e Daniella Coutinho Pinto
4º ÁRBITROJosué Reis de Jesus Junior
5º ÁRBITROLuanderson Lima dos Santos
CARTÕES AMARELOSWaguinho e Carlos Magno (UNIRB)
COLO COLONilton; José, Carlão (Gomes), Renan e Henrique Santos; Mychel, Joadson Bola (Arthur), Jean e Bravo; Du (Adnael) e Pedro (Felipe). Técnico: Índio Ferreira (ex-zagueiro do Flamengo)
UNIRBThiago Passos; Carlinhos (Leandro Santos), Dedé, Fernando e Izaldo; Waguinho (Fausto), Rogério Patrik (Rondallys) e Elcarlos; Rodrigues (Carlos Magno) e Clebson (Tanaka). Técnico: Laelson Lopes
GOLNenhum

O 2º e derradeiro jogo aconteceu no último domingo, do dia 06 de dezembro de 2020, às 15 horas, no Estádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas. A partida foi disputada e tanto o UNIRB quanto o Colo Colo não conseguiram furar a forte marcação do adversário.

Dessa forma o jogo terminou sem gols e, consequentemente, o grande campeão seria conhecido na disputa de pênaltis. O UNIRB venceu o Colo Colo por 4 a 2, conquistando o inédito título e acesso para a Elite do Futebol Baiano em 2021.

O time campeão foi o dono da melhor campanha da competição. Em sete jogos disputados, foram 13 pontos (três vitórias e quatro empates; marcando nove gols, sofrendo três, com saldo de seis tentos) conquistados em uma campanha invicta.

Fundado em 2018, o UNIRB FC disputou sua primeira competição profissional em 2019. Um ano depois, o clube comemora seu primeiro título e o cobiçado acesso.

UNIRB F.C. (BA) 0 X 0 COLO COLO (BA) 

LOCALEstádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas (BA)
CARÁTERÚltimo jogo da final do Campeonato Baiano da 2ª Divisão de 2020
DATAdomingo, do dia 06 de dezembro de 2020
HORÁRIO15 horas
PÚBLICOPortões fechados
ÁRBITROMoises Ferreira Simao
AUXILIARESCarlos Vidal Pereira de Oliveira e Jose dos Santos Amador
4º ÁRBITROEziquiel Sousa Costa
5º ÁRBITROWesley Silva Santos
CARTÕES AMARELOSWaguinho e Clebson (UNIRB);  Gomes, Bravo, Renan e Joadson Bola (Colo Colo)
UNIRBThiago Passos; Carlinhos (Leandro Santos), Dedé, Fernando e Izaldo; Waguinho, Rogério, Patrik (Carlos Magno, depois Marcelo) e Elcarlos; Tanaka (Rodrigues) e Clebson. Técnico: Laelson Lopes
COLO COLONilton; José, Gomes, Renan e Henrique Santos; Mychel, Joadson Bola, Welton (Arthur) e Bravo; Josemar (Du) e Pedro (Felipe). Técnico: Índio Ferreira
GOLNenhum
PÊNALTIS UNIRB converteu quatro cobranças, enquanto o Colo Colo apenas duas vezes.

O técnico Laelson Lopes com o troféu da Segunda Divisão Baiana de 2020

Artilharia:

3 gols – Rodrigo (Jequié);

2 gols – Walson (UNIRB); Acosta (Barcelona); Pedro e Du (Colo Colo); Uenis (Jequié);

1 gol – Dedé, Maycon, Marcelo e Elcarlos (UNIRB); Victor Leandro, Kleiton, Arnold, Tatu e Tchu (Barcelona); Bravo, Felipe, Carlão, Henrique Santos, Mychel e Adnael (Colo Colo); William, Neto e Elenílson (Jequié); Luccas (Canaã);

FONTES: Federação Baiana de Futebol (FBF) – Site e página do clube