Arquivo da categoria: Hinos de Clubes

Escudo raro de 1978: Castelo Futebol Clube – Castelo (ES)

Por Sérgio Mello

O Castelo Futebol Clube é uma agremiação do município de Castelo, que fica região sul capixaba, na bacia hidrográfica do rio Itapemirim, aproximadamente 148 km da capital Vitória, no estado do Espirito Santo. A localidade conta com uma população de 36.930 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022.   

O “Alvinegro da Terra do Café” foi Fundado na quarta-feira, do dia 1° de Janeiro de 1930, por Luiz Nemer, substituindo o nome de Sport Clube Alfaiate. Em 1955, o clube foi reconhecido como uma entidade jurídica de direito privado de “Real Utilidade Pública”, pelos “relevantes serviços prestados à educação cívica, física, moral e social da mocidade castelense”, de acordo com a Lei Municipal n° 140/1955.

O clube manda seus jogos no mesmo município, no Estádio Emílio Nemer, com capacidade para 2 mil pessoas, que foi construído pelo próprio homenageado, Emílio Nemer, fica localizado na Rua José Alves Rangel, nº 331, no Centro / São Miguel, em Castelo (ES).

A 1ª partida do time castelense marcou um episódio inusitado. A equipe foi jogar fora de casa, porém o veículo que transportava os atletas teve problemas técnicos, o que fez com que os jogadores seguissem a pé até o campo de jogo.

Por isso, apenas oito jogadores estavam no time no apito inicial, alguns até com as chuteiras trocadas. Mas mesmo em desvantagem numérica, o Castelo conseguiu abrir o placar. Porém, quando todos os demais jogadores chegaram e completaram a equipe, os adversários viraram para 2 a 1. 

O Castelo tem um título profissional em sua galeria, o do Campeonato Capixaba Série B de 1988, conquistado diante do Muniz Freire Futebol Clube, com duas vitórias, por 2 a 0 e 3 a 2. 

Em 1995 o Castelo disputou o Campeonato Capixaba pela última vez e entrou em inatividade. Em 2001 o Castelo voltou a jogar profissionalmente, pela Segunda Divisão Capixaba, ficando em último lugar. No ano seguinte, em 2002, a equipe terminou a competição em quarto lugar e não conseguiu o retorno para à elite do futebol capixaba.

Foto do Estadual de 1978: Estrela do Norte versus Castelo F.C.

De 2002 até 2010 o Castelo só disputou competições nas categorias de base. Em 2011, voltou a cena do futebol profissional, disputando o Campeonato Capixaba da 2ª Divisão.

Em 2013, consegue ir para a final do Segunda Divisão e garante o seu acesso à Primeira Divisão do ano seguinte. A melhor participação no Campeonato Capixaba da 1ª Divisão foi em 2014, quando terminou na 4ª posição, após cair na fase semifinal para o Linhares.

Entretanto, no ano seguinte, o Castelo não repetiu o feito e acabou rebaixado. No Estadual da Série B de 2016, terminou a primeira fase na 3ª colocação, avançando para as semifinais diante do Vitória (ES). Contudo, acabou eliminado e, consequentemente, não conseguiu o acesso à Série A.

Na Segundona de 2017, o Castelo classifica-se às semifinais com uma rodada de antecipação. Como no ano anterior, o clube é eliminado novamente nas semifinais, agora pelo Rio Branco de Venda Nova, e não consegue o acesso à Série A.

Em 2018, no Estadual da Série B, o Castelo na penúltima rodada da fase preliminar, acabou goleado por 5 a 1 pelo Aracruz. Mesmo com a derrota classifica-se às semifinais. Porém, o Castelo foi eliminado pelo Rio Branco-ES e pelo terceiro ano seguido fica de fora da disputa pelo acesso à Série A. Porém em novembro de 2018, após desistência do Espírito Santo na participação no Capixabão de 2019 e a recusa do Aracruz, terceiro colocado, o “Alvinegro da Terra do Café”, quarto colocado, assume a vaga e retorna à elite após três anos.

O time castelense, porém, terminou como lanterna do Capixabão 2019, sendo novamente rebaixado para a Segunda Divisão do Estadual. No momento, o clube ainda tenta retornar à primeira divisão estadual.

Distintivo atual

HINO do Castelo F.C.

Salve o Clube mais querido

Alvinegro da Terra do Café!

Seu passado glorioso

De conquista triunfal!

Desde 1930,

Formando atleta e cidadão

Emílio Nemer patrono e fundador,

Emílio Nemer nosso Caldeirão!

Castelo Forte, Time guerreiro!

Castelense, de coração

Vamos todos torcer com alegria,

Amor, fé e paixão!

Castelo é tudo!

Castelo Orgulho!

Castelo é Tradição

Bola pra frente, vamos vencer

Castelo é Campeão!

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Redes sociais – Instagram do clube – Federação Capixaba de Futebol

Escudo raro de 1960: Grêmio Esportivo e Recreativo 14 de Julho – Passo Fundo (RS)

Por Sérgio Mello

O Grêmio Esportivo e Recreativo 14 de Julho foi uma agremiação da cidade de Passo Fundo, localizado no Interior do estado do Rio Grande do Sul. Fica a 289 km da capital gaúcha e conta com uma população de 214.564 habitantes (estimativa IBGE de 2014).  

Curiosidade – O nome do clube não tem relação com a data de sua fundação. O nome foi sugestão de Dyonisio Lângaro, inspirado no time que defendeu quando estudante, o 14 de Julho do Ginásio, formado por alunos do Ginásio Marista de Santa Maria (onde jogavam dois dos futuros fundadores do clube passo-fundense: Dyonisio Lângaro e Telêmaco Pires), instituição de origem francesa, cujo feriado principal era o 14 de Julho, referência à Revolução Francesa.

Quando deixaram a escola, Dyonisio Lângaro e Telêmaco Pires decidiram fundar um clube com o mesmo nome. Então, o ‘Campeão do Centenário’ (também possui outras duas alcunhas: Colorado e Rubro), foi Fundado na segunda-feira, do dia 27 de Junho de 1921.

Seus Estádios: Cancha da Vila Vergueiro, campo da Vila Rodrigues, Celso da Cunha Fiori (Baixada) e Vermelhão da Serra.

 Principais jogadores: Armando Rebechi, Barão, Bebeto, Brasileiro, Caíco, Calé, Cavalheiro, Celio Barbosa, Centenário, China, Chita, Culmann, Daizon Pontes, Dionisio Langaro, Egydio Reolon, Gitinha, Gradin, Guilherme Rebechi (Rebechinho), Heitor Moura, Kita, Liminha, Marioti, Miléo, Nelcy, Pedruca, Plínio, Pregentino, Prinche, Pupe, Santarém, Tubino, Vacaria, Vadecão, Verardi, Vete, Vicente Souza, Zangão e Zoca.

HINO: ‘Salve 14 de Julho’

Autores: Alfredo Custodio (Alfredinho) e Ruth C. Vieira

Intérprete: Almir Pegoraro

Salve o 14 de Julho,

Do primeiro centenário é o campeão

Teu distintivo me orgulho

De usar sôbre o meu coração

No teu pendão carmesim

Quero morrer abraçado

Por isso eu canto assim:  

Uma vêz 14 sempre colorado!!!

14 de Julho eu sou

14 eu sempre serei

Uma vêz 14 de Julho

Colorado, colorado morrerei

Foto: GER 14 de Julho de Passo Fundo, campeão da 2ª Divisão Gaúcha de 1968.
EM PÉ (esquerda para a direita): Cavalheiro, Amâncio, Noé, Zé Carlos Tome e Osvaldo;
AGACHADOS (esquerda para a direita):  Mariotti, Abílio, Pedruca, Santarém e Picão.

TÍTULOS

17 Campeonatos Citadinos: 1922, 1925, 1930, 1943, 1945, 1947, 1955, 1956, 1957, 1958, 1958 extra, 1959, 1959 extra, 1960, 1962, 1969 e 1978;

Dez Torneios Início: 1941, 1942, 1943, 1945, 1946, 1956, 1962, 1963, 1964 e 1966;

Campeonato Regional: 1930, 1947, 1955, 1964 e 1968;

Campeonato Gaúcho da 2ª Divisão: 1968;

Dois Torneios Relâmpago: 1945 e 1949;

Um caneco Torneio de Encerramento: 1940.

Fim da linha

Seu último jogo foi em 07 de dezembro de 1985, derrota por 2 a 0 para o Grêmio Bagé, terminando em último lugar na fase final do Campeonato Gaúcha da 2ª Divisão. Em crise, acabou aceitando uma fusão com o Sport Club Gaúcho que resultou na fundação do Esporte Clube Passo Fundo, em 10 de janeiro de 1986. 

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Moisés H G Cunha

FOTO: Flâmula é um acervo da ‘Velharia Crazinho’ – Time posado é um acervo de Lion

FONTE: Extraídos do livro ‘Os Donos da Bola – 1922 – 1978 – O Campeonato Citadino de Futebol de Passo Fundo’, do autor Lucas Scherer.

Escudo inédito de 1916: Clube Atlético Pirassununguense – Pirassununga (SP)

Por Sérgio Mello

O Clube Atlético Pirassununguense (CAP) é uma agremiação da cidade de Pirassununga, que fica Região Centro-Leste do estado de São Paulo. Com uma população é de 76.877 habitantes (segundo o Censo do IBGE de 2020), fica a 208 km da capital de São Paulo.

Sediado, na Avenida Newton Prado, nº 1.783, no Centro de Pirassununga/SP, o “Gigante do Vale” foi Fundado no sábado, do dia 07 de Setembro de 1907, se tornando o 3º clube mais antigo do estado de São Paulo, atrás apenas da Ponte Preta (1900) e da Internacional de Bebedouro (1906), e o 14º mais antigo do Brasil.

Breve História

A 1ª partida oficial do Pirassununguense correu no dia 23 de fevereiro de 1908, contra o antigo Paulista de São Carlos. Naquele jogo amistoso o CAP venceu por 2 a 1.

Em 18 de junho de 1916, em assembleia, foi eleita a nova diretoria que estaria à frente do CAP, tendo sido eleito o Major Henrique Leme Waldvogel como presidente e o Capitão Abner Borges, como vice-presidente.

Nesta assembleia mesmo aconteceu, por indicação de Rahael Nico, o Faé Nico, A unificação do Clube Sportivo Pirassununguense e o Clube Atlético Paulista (clube recém fundado que representava para o Sportivo um forte adversário), estancando uma terrível oposição que se fazia urgente e eliminando as rivalidades entre ambas que eram enormes, ficando a data de 7 de setembro de 1907 como a data de fundação do recém criado Clube Atlético Pirassununguense.

Liga do Interior

No ano seguinte, 1917, o Comercial de Ribeirão Preto convidou o CAP para uma reunião quando então seria formada a Liga do Interior, para a disputa da rica Taça Castelões.

Várias partidas de futebol foram realizadas, sendo a de grande importância, na época, o empate conseguido frente ao Comercial Futebol Clube, da cidade de Ribeirão Preto, que era um dos mais importantes do Estado de São Paulo.

Em abril de 1917 assumiu a presidente o sr. Dante Bonafé, tendo como vice Vicente Laureano. O curioso desta época é que as reuniões eram realizadas na casa do presidente ou no cinema existente na cidade na época.

Não tinha ainda o CAP uma sede social. Usavam os sócios, somente como do clube, a praça de esportes. Já nesta época o clube possuía quadros infantis e juvenis.

Clubes de São Paulo e do estado continuavam a jogar em Pirassununga e o CAP realizava partidas em outras cidades. Guarani de Campinas, Club Athletico Ipiranga, e outros times sempre nos visitavam.

Primeira Sede

Em 1918, ainda com Dante Bonafé na presidência, o clube teve sua 1ª sede social na rua General Osório, antigo número 20 e no campo, foram iniciadas as obras da construção de arquibancadas de madeira, com o auxílio dos sócios e simpatizantes do clube.

O seu quadro social cresceu e as glórias obtidas pelas belas vitórias dos seus 1º, 2º e 3º quadros de futebol já estavam se consolidando perante a opinião pública.

Em 1920, Raphael Nico passou a ser o treinador dos times principais do clube, ganhando assim os quadros alvinegros maior consistência técnica. Neste ano, militavam-no quadro principal os atletas sócios (Juca, Maneco, Calá, Fritz, Antonio, Gradim, Unda, Petrelli, Casusa, Gino e Domingos).

E o clube continuava a ter vitórias expressivas. Uberaba, Campinas, Jundiaí e São Paulo já conheciam o amargor da derrota frente ao alvinegro Pirassununguense.

HINO

Em 1922, sob a presidência de Eurico Miranda, o prof. Lulla Guasca, com letra do prof. Elias de Mello Ayres compôs o Hino do CAP, e o maestro Passarelli o Dobrado CAP.

Em 1923 volta a presidência o sr. Dante Bonafé e novos jogadores se juntam ao clube: Galício Del Nero, Therense, Gruninger, Zé Petrelli, Júlio Tesche, Arildo e Urbano Ribeiro, demonstrando em suas ações um grande mor pelo clube.

Campeão do Campeonato Paulista do Interior de 1954

Na década de 50, afastou-se do profissionalismo e conquistou o título de Campeão Amador do Interior, em 1954, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Durante sua história centenária, contou com jogadores que foram destaque no Brasil e no mundo, ente eles os meio-campistas Del Nero e Alex, que chegaram até a seleção brasileira.

Inauguração do Estádio Belarmino Del Nero

Com capacidade para 5.300 pessoas, o estádio Belarmino Del Nero foi inaugurado no dia 7 de fevereiro de 1931. E a 1ª partida foi entre o CAP e o Juventus, vencida por 2 a 0 pelos donos da casa.

Após 25 apresentações no Campeonato Paulista profissional, paralisou suas atividades no esporte bretão em 1992. Retornou, em 2000, uma parceria com o Guarani de Campinas e, a partir de 2001, voltou às disputas montando um bom elenco, mas não obtendo o acesso para o Campeonato Paulista da Série A3. Participou do Campeonato Paulista da Série B, em 2007 (eliminado na primeira fase) e a partir daí se licenciou.

ARTE: escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Acervo da Exposição “100 Anos de Lutas e Glórias”

FONTES: Livro “Amor, Garra e Tradição”, de autoria de José do Valle Sundfeld – Roberto Bragagnollo – Israel Foguel

1º Escudo: ICASA Sport Clube – Juazeiro do Norte (CE)

Por Sérgio Mello

O ICASA Sport Clube (Atual: Associação Desportiva Recreativa Cultural Icasa) é uma agremiação do município de Juazeiro do Norte, situado na Região Metropolitana do Cariri, que fica a 491 km da capital (Fortaleza) do estado do Ceará. A localidade conta com uma população de 286.120 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022.   

História

Em 1947, foi criada a Indústria e Comércio de Algodão SA – ICASA. Algum tempo depois, a direção da firma fez um campo de futebol, para que os operários pudessem jogar aos domingos, como uma forma de lazer e integração.  

A partir daí nasceram dois times: Algodão (da fábrica de algodão) e o Óleo (fábrica do óleo). A implementação foi um sucesso instantâneo. Os jogos eram disputados e o assunto durante a semana era sobre o futebol entre as duas equipes.

A continuidade das partidas de futebol entre as equipes do Óleo e a do Algodão levou a direção da indústria ao sonho de criar um time forte, que a representasse na disputa do Campeonato Municipal, promovido anualmente no campo da Liga de Desporto Juazeirense (LDJ).

Quanto à determinação dos entusiastas… Não bastava só participar, se a equipe tivesse que entrar no campeonato, seria pra ser vencedora, afinal era a reputação da indústria que estava em jogo!

Nessa época, o time dos motoristas de praça (taxistas) de Juazeiro, estava desfazendo sua agremiação (Volante Atlético Clube) e, sabendo da intenção da direção da indústria em formar um time para disputar o campeonato municipal, fundiu-se ao quadro de funcionários da indústria.

Nasce o ICASA Sport Clube

Assim, às 9 horas da manhã, da quarta-feira, do dia 1º de Maio de 1963, ‘Dia Internacional do Trabalhador’, foi Fundado o ICASA Sport Clube, numa solenidade festiva nas dependências da Indústria e Comércio de Algodão Sociedade Anônima (ICASA), sob inflamado discurso e com uma forma de divulgar o nome da indústria. O industrial Teodoro de Jesus Germano, o ‘Doro Germano’ foi o 1º Presidente.

A origem das cores e distintivo

As cores escolhidas do escudo e do uniforme: O verde representando a folha do algodão e, o branco, a pluma. O pintor da indústria foi chamado para desenhar o emblema da camisa, representando a engrenagem de uma máquina de beneficiamento de algodão, contendo, em seu interior, o nome da indústria ICASA, sendo que a letra “I” seria desenhada na forma de uma chaminé.

ICASA Campeão juazeirense de 1969.
EM PÉ (esquerda para direita): Azul, Zé do Carmo, Ramos, Zé Cicero, Nena, Pirajá e Isaias (massagista); AGACHADOS (esquerda para direita): Raimundo Pio, Dote, Caçote, Joãozinho, Geraldino e Gilson.

Nove títulos Juazeirense em uma década

Logo no 1º ano, o Icasa Sport Clube surpreendeu a todos, desbancando os favoritos e se consagrando campeão juazeirense de 1963 e vice-campeão no ano seguinte. Daí pra frente, nos anos de 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969 só deu Icasa se sagrando pentacampeão Citadino.

O futebol bonito do Icasa encantava a todos. A cada jogo, aumentava o número de pessoas vindas até das cidades circunvizinhas, que queriam ver a equipe habilidosa do Icasa em campo.

Assim o escrete da vitória foi cativando torcedores por toda região do Cariri, dando início à “era de ouro do futebol juazeirense”.

Antigo Estádio Romeirão - Capacidade para 10 mil pessoas

Estádio Romeirão e a Sede Social

Na sexta-feira, do dia 1º de Maio de 1970, dia do 7º aniversário do Icasa, a capital da fé amanheceu mais uma vez em festa, desta vez, o município inaugurava o seu estádio de futebol, carinhosamente denominado:

Estádio Romeirão, em homenagem aos fiéis romeiros do Padre Cícero. Afinal, a cidade já tinha uma grande equipe de futebol, com uma legião de torcedores a altura que justificasse tal empreendimento.

O jogo inaugural contou com a vitória do Cruzeiro (MG) sobre o Fortaleza (CE), pelo placar de 3 a 0. O 1º gol foi assinalado por Evaldo. Mais de 20 mil pagantes compareceram para prestigiar o jogo inaugural.

A sua Sede fica localizado na Rua Frei Damião, nº 1.720ª, no Bairro Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte/CE. Já a Arena Romeirão fica localizado na Avenida Presidente Castelo Branco, nº 4.464, no bairro Pirajá, em Juazeiro do Norte/CE.

Sede social do ICASA

O porquê das estrelas no escudo

No Romeirão, o Icasa consagrou sua hegemonia, dando continuidade a uma sequência de conquistas, ganhando os títulos nos anos de: 1970, 1971 e 1972. Bordando em seu emblema oito estrelas, que representam os oito títulos seguidos, octacampeão do campeonato da Liga de Desporto Juazeirense (LDJ).

Ingressou no profissionalismo

A nova Arena Romeirão – Capacidade atual para 17.230 pessoas

Diante do grande sucesso, o ICASA resolveu alçar voos maiores e, em 1973, se profissionalizou e se filiou a Federação Cearense de Futebol (FCF). De lá pra cá foram 15 participações no Campeonato Cearense da 1ª Divisão, onde alcançou os seus melhores resultados em 2005, 2007 e 2008, quando terminou com o vice-campeonato.

Títulos e participações em âmbito nacional

Faturou três títulos do Campeonato Cearense da 2ª Divisão, em 2003, 2010 e 2020. Na esfera nacional, o ICASA debutou no Campeonato Brasileiro da Série C, de 1995. Ao todo, foram sete edições da Série C, obtendo o seu melhor resultado o vice de 2012.

No Campeonato Brasileiro da Série D, foram duas participações: 2016 e 2022, sem destaque. No Campeonato Brasileiro da Série B, foram quatro edições: 2010, 2011, 2013 e 2014. Melhor campanha foi 5º lugar, em 2013. Já na Copa do Brasil foram cinco participações, obtendo o melhor desempenho em 2009, quando avançou até as Oitavas de final.

HINO (Letra e Música: Luiz Fidélis)

O verde vale do Cariri

É a bandeira do nosso esquadrão

Desfraldada sobre a maior torcida

Numa só corrente, de mão em mão

Meu padim nos gramados do céu

É mais um craque a orar meu Verdão

A fé nos conduz à vitória

Icasa eterno campeão

Icasa

Temos forças pra lutar, Uh! Tererê!

Icasa estamos do teu lado, Uh! Tererê!

Não importa o resultado, Uh! Tererê!

O que importa é te amar

Vamos jogar para vencer, Uh! Tererê!

Não temos nada a temer, Uh! Tererê!

Icasa estamos aí És a paixão do meu Cariri.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Fabiano Batista

FOTOS: Blog do Kempes – Google Maps – Acervo de Alemberg Quindins

FONTES: Livro “ICASA do Meu Coração”, de Alemberg Quindins – Feeração Cearense de Futebol (FCF)

Inédito!! Itabaiana Sport Club – Itabaiana (SE): Existiu entre 1938 a 1950

Por Sérgio Mello

A Associação Olímpica de Itabaiana é uma agremiação da cidade de Itabaiana (população de 103.439 habitantes, segundo o censo do IBGE de 2022), que fica a 54 km da capital (Aracaju) do estado de Sergipe.

Fundado no domingo, do dia 10 de julho de 1938, graças a fusão de duas equipes amadoras: o Brasil Football Club e o Balípodo Club Santa Cruz, dando origem ao Botafogo Sport Club. A sua Sede fica localizada na Avenida Manoel Francisco Téles, s/n, no Centro de Itabaiana (SE).

O objetivo da fusão era manter uma frequência de atividades esportivas, já que estes dois clubes apareciam e desapareciam constantemente e não tinham um calendário fixo. Então, os desportistas itabaianenses entenderam que deveria ser formado um time mais consistente, mais participativo e com maior regularidade esportiva.

O nome do Botafogo S.C. durou apenas três meses, já que o mesmo não adquiriu a simpatia de todos os integrantes. Assim na quinta-feira, do dia 6 de outubro de 1938, numa reunião de iniciativa do Sr. Irineu Pereira de Andrade, o time serrano passou-se a chamar Itabaiana Sport Club. A mudança definitiva para Associação Olímpica de Itabaiana ocorreu em 1950.

A escolha das cores do clube não foi difícil. Como o Santa Cruz tinha as cores azul e branco e o Brasil as cores vermelho e branco, a homenagem foi prestada aos precursores e o Itabaiana viraria o tricolor serrano, nas suas cores azul, vermelho e branco.

A Primeira Partida

EM PÉ (esquerda para a direita): Zé de Sevino (goleiro), Osvaldo de Vivi, Divo, Wilson Noronha, Melinho, Ramalho, Zé de Hermógenes, Nilo Base, Bonito, Jeová e Zé Rezende (Borrachinha). 

A 1ª partida do novo time itabaianense aconteceu no domingo, do dia 14 de agosto de 1938. Ainda com o nome de Botafogo Sport Club. O time serrano enfrentou o Guttemberg Football Club da cidade de Aracaju. E o Sergipe Jornal, da capital anunciava:

“Na própria cidade de Itabaiana, encontrar-se-ão amanhã em partida amistosa, os fortes esquadrões do Guttemberg F.C desta capital e o Botafogo S.C daquela cidade. Ambos os quadros estão devidamente treinados prometendo deste modo um embate cheio de lances emocionantes, realizando em Itabaiana amanhã uma das suas maiores tardes esportivas”.

O jogo foi recheado de controvérsias e o Sergipe Jornal da quarta-feira, do dia 17 de agosto, numa matéria inteiramente parcial polemizou:

“Sob a arbitragem de um juiz inconsciente, os rapazes do Guttemberg F.C. perderam para o Botafogo S.C da cidade de Itabaiana, pelo apertado score de 2×1. (…) Decorridos alguns minutos de jogo, coube a abertura do score aos locais, não desanimando os visitantes que o tempo todo investem, (…).

Em uma das vezes, apossando-se Teleco da bola, escapa, e a grande distância, em um forte pelotaço vaza as redes dos locais, mas o juiz, que desde o início da peleja procurava prejudicar todas as jogadas dos rapazes do “Guttemberg” anula inescrupulosamente o tento feito, sem aceitar o menor protesto do time prejudicado.

Minutos depois, ainda Teleco apossando-se da pelota (…), descobrindo em frente ao goal dos locais, manda um forte tiro, conseguindo deste modo empatar a partida (…).

Já ao término da peleja, chocam-se três jogadores, inclusive dois locais próximo à área penal dos visitantes, e o juiz, desconhecedor das refras do football, (…), ao em vez de marcar bola ao ar, marca uma penalidade contra os ‘guttemberguenses’, que batido, resultou em goal para eles, terminando a partida minutos depois com o score de 2 a 1, favorável ao time local”,

Dos Primeiros Títulos à Atualidade

O 1º título, a Zona Centro de Sergipe, veio em 1959, ainda como clube amador. Em 1960, o profissionalismo chega ao futebol sergipano. O primeiro título de Campeão Sergipano de profissionais viria no ano de 1969 no antigo Estádio Etelvino Mendonça.

Esse momento da história do time foi de fundamental importância, por ter provocado uma “febre” de autoestima e orgulho nos itabaianenses, marcando para sempre o início de uma paixão entre clube e torcida.

O 2º título estadual seria conquistado no ano de 1973, em pleno estádio Lourival Batista, o “Batistão”, em Aracaju/SE. Mas foi entre o final da década de 70 e início da década de 80 (78, 79, 80, 81 e 82) que o Itabaiana consolidaria sua hegemonia no futebol do Estado, conquistando um inédito pentacampeonato, tendo como responsável direto por tal feito histórico o Sr. José Queiroz da Costa, eterno patrono da equipe, que não medira esforços para obter tais conquistas.

Um jejum de 15 anos ocorreu até o próximo título em 1997, quando o Itabaiana derrotou o Confiança, mais uma vez no Batistão. Em casa, no Estádio Presidente Médici, mais um título de campeão sergipano seria conquistado em 2005. Recentemente, em 2012, em campanha histórica, o Tricolor conquistou o seu 10º título estadual.

Vale destacar, ainda, a conquista do Nordestão de 1971, título ainda não reconhecido pela CBF, mas registrado nos anais da história através de diversos jornais e do Boletim Oficial da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Inauguração Estádio Presidente Médici

O Estádio Estadual Presidente Médici com capacidade de 11 mil pessoas é onde o Itabaiana manda seus jogos. O nome foi sugestão do então governador de Sergipe, Lourival Baptista, como modo de agradar o então Presidente da República, o militar Emílio Garrastazu Médici.

O estádio foi inaugurado na tarde de domingo, do dia 7 de março de 1971, num jogo do Tricolor Serrano contra o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense/RS. Foi um dia inesquecível e uma partida de futebol da melhor qualidade, apesar de o público ter voltado para casa sem ver gols (0 a 0) foi o resultado final, mesmo com a equipe do Grêmio contando com a presença do tricampeão mundial, o lateral-esquerdo Everaldo, que travou um acirrado duelo com o veloz e habilidoso ponta-direita serrano Edmílson Santos, este não deu vida fácil ao famoso lateral. Estes foram os protagonistas da festa:

ITABAIANA: Marcelo, Augusto, Humberto, Elísio e Messias; Gustinho, Bené e Zequinha; Edmilson, Horácio e Tatica. Técnico: Alberto Menezes.

GRÊMIO: Jair, Domingos (Espinosa), Di, Beto e Everaldo; Jadir (Júlio Amaral – Ivo), Gaspar e Caio; Flecha, Alcindo (Paraguaio) e Loivo. Técnico: Otto Glória.

Centro de Treinamento

O Centro de Treinamento do Itabaiana (C.T da Serra), ainda inacabado, tem sua localização no povoado Serra, município de Itabaiana e fica distante cerca de 6 km do centro da cidade. Saindo de Itabaiana com destino à Aracaju, o acesso ao CT da Serra fica na BR 235, entrada do povoado, a 1,5 km das margens da rodovia.

É uma área de 2,2 ha de terreno, com alojamentos, dois campos com dimensões oficiais, vestiários, área de convivência, cozinha industrial, departamento médico e fisioterápico, diretoria e rouparia. Ainda serão construídos salão de jogos, sala de troféus e alguns outros compartimentos.

HINO da A.O. ITABAIANA

Letra: Alberto Carvalho

Música: Nelson Ferreira

Interpretação: Claudionor Germano

Descendo a Serra
Jogando uma bola
Com alma e paixão

Três cores na faixa
Alegria do povo
É o seu campeão

Em casa ou distante
O ardor é o mesmo
No campo de ação

Na vitória ou derrota
A disputa com luta
E o abraço do irmão

Somos Itabaiana
Cidade celeiro
Que vibra no esporte
Com o seu Tremendão

Galeria de Títulos

Regionais

Campeão do Nordeste e Vice do Norte-Nordeste – 1971
Maior título da história do Futebol Sergipano

Campeonato Segipano – Série A1 (1ª Divisão)

Campeão – 1969, 1973, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1997, 2005 e 2012

Copa Governo do Estado de Sergipe

Campeão – 2006 e 2007

Participações em competições Nacionais 

1971 – Campeonato Brasileiro Série B (3º colocado)
1972 – Campeonato Brasileiro Série B
1974 – Campeonato Brasileiro Série A
1979 – Campeonato Brasileiro Série A
1980 – Campeonato Brasileiro Série A
1981 – Campeonato Brasileiro Série A
1982 – Campeonato Brasileiro Série A
1983 – Campeonato Brasileiro Série B
1994 – Campeonato Brasileiro Série C
1995 – Campeonato Brasileiro Série C 
1996 – Campeonato Brasileiro Série C
1997 – Campeonato Brasileiro Série C
1998 – Campeonato Brasileiro Série C (4º colocado) 
1999 – Campeonato Brasileiro Série C 
2001 – Campeonato Brasileiro Série C 
2002 – Campeonato Brasileiro Série C
2003 – Campeonato Brasileiro Série C
2005 – Campeonato Brasileiro Série C
2012 – Campeonato Brasileiro Série D

1998 – Copa do Brasil
2003 – Copa do Brasil
2006 – Copa do Brasil
2007 – Copa da Brasil
2008 – Copa do Brasil
2009 – Copa do Brasil
2013 – Copa do Brasil 

Colaborou: José Matheus Tavares de Lima

ARTE: desenho do escudo e uniformes – Sérgio Mello

FOTO: Acervo de Joãozinho Retratista

FONTES: Site do clube

União Esportiva Operária (atual: Anápolis Futebol Clube) – Anápolis (GO): clube busca o reconhecimento do título Estadual de 1947

Escudo e uniforme utilizado em 1947

O Anápolis Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Anápolis (população de 398.817 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2022), que fica a 48 km da capital (Goiânia) do estado de Goiás. Fundado na quarta-feira, do dia 1º de Maio de 1946 (Dia do Trabalhador), por um grupo de carroceiros, que batizaram o time de União Esportiva Operária (UEO). A ideia era de criação de um time do “povão“, para competir com outro já existente, o Anapolina, que era considerado time de “elite“.

Clube irá solicitar à FGF o reconhecimento o título de 1947

O time foi crescendo ano após ano e, em 1947, conquistou o seu primeiro título estadual (não reconhecido pela Federação Goiana de Futebol), quebrando um tabu. Pela primeira vez um time do interior ganhava o campeonato que não é reconhecido pela FGF (Federação Goiana de Futebol).

Na última quarta-feira, do dia 1º de Maio de 2024, o vice-presidente do clube, Kim Abrahão, afirmou que irá solicitar junto à Federação Goiana de Futebol (FGF) o reconhecimento de campeão goiano de 1947, conquistado pelo Galo da Comarca.

O pedido oficial, por parte da diretoria do clube, será protocolado, após um período de estudos e levantamento de provas e documentos da época para que a conquista fosse comprovada. Foi produzido um dossiê de mais de 50 páginas, assinado pelos autores Ramon Loiola de Oliveira e Vitor Souza, professores e pesquisadores do futebol anapolino.

O dossiê se encontra disponível para consulta no CT Walterci de Melo, possibilitando que torcedores e interessados saibam qual o pleito do clube com relação à conquista.

“Tinha um campeonato do interior e um da capital. No interior, quem ganhou foi o Anápolis, e na capital quem ganhou foi o Atlético/GO. Em 1948, houve a decisão entre os dois e o Anápolis ganhou do Atlético. Então, nada mais legítimo que o reconhecimento do título pelo Anápolis Futebol Clube. Estivemos na federação, não queremos o título só para nós. Pode ser junto com o Atlético, mas nós queremos o título reconhecido e a segunda estrela no nosso peito”, disse Kim Abrahão.

O documento, apresentado à torcida durante o evento, apresenta o regulamento do campeonato, as fichas técnicas das partidas, relação dos 22 atletas campeões, como os irmãos Laudo, Zeca e Júlio Puglisi, recortes e manchetes de vários periódicos e fotos inéditas da época. Além da contextualização histórica, o conjunto de provas buscou embasamento em documentos oficiais da época, atestando a oficialidade da disputa.

Time posado de 1947

O que foi o Campeonato Goiano de 1947?

Naquele ano a FGF organizou um torneio goianiense e um interiorano, determinando que os vencedores deveriam decidir o título goiano entre si. Atlético Goianiense e União Operária (nome de fundação do clube, alterado para Anápolis Futebol Clube em 1951), respectivamente, conquistaram os certames e se classificaram à final.

O Galo da Comarca, comandado pelo técnico Edmundo Martins, passou por Jaraguá, Flamengo de Anápolis e União Ipamerina para conquistar o torneio do interior. Na grande final, disputada no domingo, do dia 18 de abril de 1948, no Estádio Olímpico, em Goiânia, a equipe bateu o Dragão pelo placar de 3 a 2, com um tento de Chupeta e dois de Laudo Puglisi, artilheiro do campeonato com seis gols.

Mesmo após a conquista da competição, oficialmente denominada Campeonato Goiano de Futebol, o título não consta na lista oficial de edições vencedores do torneio. Caso aconteça a confirmação da homologação, o Anápolis será, portanto, bicampeão goiano (1947 e 1965).

UEO muda de nome para Anápolis F.C.

Em 1951, muda de nome e passa a ser o Anápolis Futebol Clube. Tudo isso porque o time que se chamava até então Anápolis Sport houvera encerrado suas atividades, culminando na fundação da Anapolina.

Estádio Jonas Duarte

A sua casa é o Estádio Jonas Ferreira Alves Duarte, com capacidade para 20 mil pessoas, que fica localizado na Avenida Brasil Sul, nº 3165/3292, na Cidade Jardim, em Anápolis/GO. O Estádio Jonas Duarte foi inaugurado no domingo, do dia 11 de abril de 1965, no amistoso nacional, com vitória para o São Paulo Futebol Clube (SP) sobre a Seleção de Anápolis pelo placar de 4 a 1.

Curiosidades

Mas a adoção do nome Anápolis Futebol Clube não mudou o futebol de seus jogadores, que continuava a crescer a cada ano. Desta forma, ele conquistou o campeonato regional de 1954.

Na década de 60, o Anápolis já era bastante conhecido e tinha vários apelidos, dentre os quais Galo da Comarca, Tricolor da Manchester e Time dos Carroceiros.

Grandes desportistas comandaram o clube, como João Bezze, Munir Calixto, Altino Teixeira de Moraes, Amim Gebrim, Osvaldo Cunha Soares, Ronaldo Jaime, Sebastião Richelieu da Costa e Fadel Skaff.

Campeão Goiano da 1ª Divisão de 1965

Em 1961, conquistou o vice-campeonato do primeiro torneio octogonal e finalizou nessa data sua fase de amadorismo. Em 1965, sagra-se campeão estadual pela segunda vez, vencendo o Vila Nova por 3 a 2 em uma virada histórica, no Estádio Jonas Duarte.

Nesse dia, recebendo público recorde, a torcida foi ao delírio quando o time entrou em campo, com: Sorriso; Nina, Osmar, Paraguaio e Áli; Genésio e Eudécio; Zezito, Dida, Nelson Parrila e Deca. No banco ficaram o goleiro Morais, Baiano, Wilson e outros craques. O técnico era Agnaldo Felisberto, o Caxambu. No ano seguinte disputou a Taça Brasil, sendo o 1º clube do interior de Goiás a participar desta competição.

Foto de 2023

História recente

Após acesso (e vice) na Divisão de Acesso de 2015, o Anápolis disputou a elite goiana e conseguiu chegar à decisão, eliminando o Atlético na semifinal em pleno Serra Dourada, mas perdeu o título nos pênaltis para o Goiás. Com o vice-campeonato, o Galo da Comarca conquistou vaga para disputar a Copa do Brasil de 2017 e também vaga no Campeonato Brasileiro da Série D.

Títulos conquistados

Campeonato Goiano da 1ª Divisão – 1965;

Campeonato Goiano da Divisão de Acesso (2ª Divisão) – 1990 e 2012;

Campeonato Estadual de Goiás – 1947 (não reconhecido);

Copa Goiás – 1967;

Campeonato Goiano do Interior – 1947;

Torneio Início da 1ª Divisão – 1966;

Campeonato Citadino de Anápolis – 1954, 1958 e 2002;

Taça Cidade de Anápolis – 1966, 1967 e 2011.

Hino oficial do Anápolis Futebol Clube

Na comarca se conhece a tradição

Do galo forte brigador

Entrou no terreiro o bravo guerreiro

Cruel matador

Sou no terreiro o canto guerreiro

Do meu tricolor, tricolor

Já se vê da Boa Vista

A conquista majestosa

No engrandecer da sua crista

Surge a vitória gloriosa

Vai galo na raça traz a taça

É bola é rede é grito é gol é grande glória

As três cores vivas na memória

Do Pavilhão nas graças da vitória

Sou Anápolis Futebol Clube

A toda hora, agora e sempre até morrer

Salve o tricolor da Boa vista

Galo coroado na conquista

Vai galo na raça traz a taça

É bola é rede é grito é gol é grande glória

As três cores vivas na memória

Do Pavilhão nas graças da vitória

Sou Anápolis Futebol Clube

A toda hora, agora e sempre até morrer

Salve o tricolor da Boa vista

Galo coroado na conquista

FOTOS: Edivair Custódio/Anápolis FC – Reprodução Redes Sociais

FONTES: Mais Esporte Anápolis – Federação Goiana de Futebol – site do clube

Distintivo raro de 1920: Sport Club Rio de Janeiro – Rio de Janeiro (RJ)

O Sport Club Rio de Janeiro foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no dia 15 de Maio de 1914, a sua Sede ficava sediada na Rua São Francisco Xavier com Avenida Boulevard 28 de Setembro, em Vila Isabel. Em 1922, a sua Sede se encontrava na Rua Santa Luiza, nº 125, no bairro Engenho Velho (atualmente Tuijuca). Mandava seus jogos no extinto campo da Rua Morais e Silva, na Tijuca. Possuía as cores branca, azul e preta.

Entre os fundadores destacam-se Ernâni Silva de Almeida (presidente), Belmiro Alves (vice-presidente), Paulo Ramos Paz “Pazinho” (secretário), Guilherme Silva (tesoureiro), Waldemar Macieira (1° procurador), Carleto Botelho (2° procurador), Nicanor Tourinho (capitão-geral), Eliézer Leite (vice-capitão), Alberto Silva (comissão de sindicância), Arnaud Reis (comissão de sindicância) e Arsênio Brousse (comissão de sindicância).

Praça de Esportes da Rua Moares e Silva

O Sport Club Rio de Janeiro inaugurou o seu campo, no domingo, do dia 24 de novembro de 1918. O valoroso club da 2ª Divisão da Liga Metropolitana, O seu novo e excelente campo ficava situado na Rua Moraes e Silva, no bairro do Engenho Velho (depois passou para a Tijuca e atualmente no bairro do Maracanã).

A Vida Sportiva destacou: “O lindo ‘ground’ que está situado em uma optima zona proxima do centro, se bem que seja pequeno é, no entanto, uma obra elegante dentro das regras hygienicas e desportivas.

A “Vida Sportiva” publicando hoje algumas photographias do bello campo nada mais faz do que render uma justa homenagem ao esforço dos queridos ‘sportsmen’ componentes do Sport Club Rio de Janeiro”.

Foi reorganizado em 2 de julho de 1914, com as cores preto e branco. A partir de 1920 se tornou azul e branco. Em 1915, filiou-se á Associação Brasileira Sports Athleticos (ABSA), fazendo bela figura no campeonato. Em 1916, continuou na A. B. S. A., conseguindo o terceiro lugar. Neste ano, o S. C. Rio de Janeiro derrotou, em seu último jogo returno, o campeão invencível Americano, por 3 a 2, depois de um prélio movimentado.

Em 1917, filiando-se á L. M. D. T (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres) conduziu-se de forma brilhante; embora não conseguindo o título de campeão, obteve boa colocação, proporcionando-lhe passar á 2ª Divisão, devido ao aumento de clubes em cada divisão.

Em 1918, foi o 3º colocado do Campeonato Carioca da Terceira Divisão. Conseguiu o acesso à Segunda Divisão ao derrotar o último colocado da Segunda Divisão, Paladino Foot-Ball Club por 6 a 1 na repescagem.

A diretoria de 1918 do S. C. Rio de Janeiro estava assim constituída:

Presidente, Horacio Werner;

Vice-presidente, Francisco da Cruz Vianna;

1° secretario, Pedro Lopes Macieira Sobrinho;

2° secretario, Domingos da Silva Manno;

1º thesoureiro, José Nunes Ribeiro;

2° thesoureiro, Carlos Leopoldo de Souza;

Procurador, Carlos Medeiros de Mello;

Conselho fiscal, Mario Guerra, Alipio Borges e Dermeval Freitas Gonçalves;

Commissão de syndicancia, Raul Portugal, Alvaro Leite Gomes e Arnaldo Reis.

Os seus quadros de football:

1º team: Roberto Ramos de Oliveira – Gustavo Moraes Vasconcellos e João Gomes Menezes – Armando Reis (cap.), Eurico Pinheiro Guerra, Arthur Machado Filho – Francisco Vianna Filho, Waldemar Alves Bragança, Emilio Champion, Carlito de Oliveira e Luciano Alver Bragança.

2º team: Horace Smith – Saint Clair Faria e Oswaldo Faria – Goamerges Silva, Oscar Couto e José Pinto Rodrigues – Humberto Malagutti de Souza, Ary Monteiro Amarante, Adalberto Santos Ribeiro, Oswaldo Carneiro e Alfredo José Vieira.

O quadro de honra:

Socios honorarios – Antonio de Miranda, Dr. Souza Silva, W Sylvester e Dr. Julio Fur- tado.

Socios benemeritos – José Nunes Ribeiro, Francisco Vianna Filho, Belmiro Alves, Horacio Werner e Alvaro Pereira da Costa.

Fundadores – Attila Ferraz, Ernaei Ferraz, Frederico Monken, Belmiro Alves, José Moreno Rodrigues, Arthur Soa- res, Nestor Soares, Alvaro Gomes, Paulo Ramos Paz e outros cujos nome nos escaparam.

Em 1919, foi vice-campeão da Segunda Divisão. O campeão e promovido à elite foi o Palmeiras Athletico Clube. Foi 6º lugar no Campeonato Carioca da Segunda Divisão, em 1920, em certame vencido pelo Carioca Foot-Ball Club.

Ainda em 1920, o Sport Club Rio de Janeiro prestou uma homanegem a bandeira do estado do Rio, alterando as suas cores. O uniforme passou a ser listrado na verticais nas cores azul e branco, enquanto o seu distintivo passou a ter o fundo na cor vermelha.

Em 1921, é campeão da Série A da Segunda Divisão. Na fase final perde para o Bonsucesso Futebol Clube, campeão da Série B, o título do campeonato. No mesmo ano conquista o Torneio Início da Segunda Divisão. 

Em 1922, faz fraca campanha e termina em sexto lugar na classificação da Série A, sendo eliminado na fase inicial. Em 1923, faz novamente má campanha e termina em último no campeonato. Em 1926 foi extinto. Em 1925, foi fundado o Sport Club Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana, na Zona Sul fo Rio. Porém, não tem nenhuma relação.

“Hymno do Sport Club Rio de Janeiro”

(Musica da Canção do Soldado) – Letra de Moacyr Lafayette Chagas

Nós somos do glorioso Rio Janeiro.
Fieis defensores,
Nosso pavilhão garboso
Mostra altaneiro
Suas nobres côres.
 
Seguimos o mesmo trilho,
Cheios de crença,
Na altiva idéa,
– Cercal-o de intenso brilho,
Na gloria immensa,
Numa epopea!
 
Emblema das nossas tradições,
Das luctas, de nosso aureo, passado,
Tremula desfraldado,
Victorioso e evacionado
Em meio das multidões…
 
Inda se escuta,
Por onde vais,
– Eil-o nobre quando lucta,
– Sonhador, si reina a paz,
Cante o valor,
O mundo inteiro,
Do bi-color,
Sport Club Rio de Janeiro.
Publicado na Vida Sportiva, em 1918

Colaborou: Pedro Varanda

FONTES: Arquivo pessoal – O Malho (RJ) – Vida Sportiva (RJ) – Jornal do Commercio (RJ)

Esporte Clube de Patos – Município de Patos (PB): Escudo raro dos anos 60

O Esporte Clube de Patos é uma agremiação do Município de Patos (PB). A sua Sede fica situada na Rua Pedro Firmino, s/n, no Centro de Patos. O ‘Terror do Sertão’ foi Fundado no dia 07 de Julho de 1952, em uma reunião realizada na sede do Tiro de Guerra de Patos, por alguns ex-atletas do extinto Botafogo de Inocêncio Oliveira Patos, sob o comando do Zéu Palmeira e de Antônio Araújo, conhecido como Araújo, maior glória do Esporte.

Admiradores do futebol pernambucano, os fundadores homenagearam o Sport e o Náutico, ao denominar a equipe como Esporte Clube de Patos e ao utilizarem o mesmo padrão adotado pelo alvirrubro recifense na época. Foram seus fundadores: Inocêncio Oliveira, Sargento Porfírio, Zéu Palmeira, Antônio Araújo, Souto Maior, Dr. Lauro Queiroz, Wilson Nobre, Mozinho Leitão, Francisco Queiroz (Chicão), Medeiros da Chevrolet, Vavá Brandão e Chico.

PRIMEIROS PRESIDENTE E TÉCNICO

O 1º presidente do Esporte foi José Torreão e primeiro técnico foi Manoel de Andrade. Conforme está registrado no álbum do futebol, em depoimento Inocêncio Oliveira afirmou que o Esporte surgiu da vontade de alguns torcedores em criar uma nova entidade esportiva para Patos, substituindo assim, o inesquecível Botafogo.

Segundo Metódio Leitão a escolha do nome do Esporte Clube de Patos foi uma proposta do Sr. Bivar Olhinto de Melo e Silva, que além de jogador, também foi juiz de futebol. Bivar Olhinto anos depois, foi eleito Prefeito de Patos e, posteriormente, deputado federal.

O Esporte durante muitos anos foi mantido e comandado por um de seus grandes jogadores, Zéu Palmeira e sua sede localizava-se na Avenida Epitácio Pessoa no centro de Patos, local onde hoje é o Banco do Brasil.

FUTEBOL

Esporte Clube de Patos (esquerda para a direita): Valdenor Gonçalves, Zito Queiroz e Vavá Brandão

A tradição do Esporte Clube de Patos vem de muito tempo, visto que desde sua fase como time amador teve grandes atletas e formou equipes muito boas, mesmo antes de tornar uma equipe profissional, o que somente aconteceu em 1964 e, no ano seguinte 1965 passou a disputar o Campeonato Paraibano, permanecendo até 1974.

Em 1972 conquistou o Torneio Inicio promovido pela Federação Paraibana de Futebol (FPF), e em 1993, depois de 21 anos conquistou novamente. Disputou ainda em 1976 e 1977, retornando apenas em 1982 e disputando até 1995. Participou ainda das edições de 1997, 1998 e 2002. Após a conquista do Campeonato Paraibano da Segunda Divisão no ano de 2005, o alvirrubro patoense retornou mais uma vez a elite do futebol paraibano.

O Esporte na época ainda como equipe amadora proporcionou a sua aguerrida torcida, muitas alegrias no velho e inesquecível campo do ginásio. Ali partidas memoráveis contra equipes famosas foram realizadas: Sport Recife, São Cristovão (RJ) e Portuguesa Carioca (RJ), Ipiranga (BA), Sergipe, ASA de Arapiraca, Treze, Campinense e Paulistano de Campina Grande, Auto Esporte e Brejui de Currais Novos, dentre tantas outras.

Ali também o Esporte nunca perdeu para o seu grande rival, o Nacional e na primeira partida ganhou por 3 a 1. Em função de sua fama no interior do Nordeste, o Esporte foi convidado e disputou o Torneio Intermunicipal cearense representando a cidade do Cedro, a qual na época chegou a rivalizar com a cidade de Juazeiro do Norte, que tinha grandes equipes e era destaque no Ceará.

CRAQUES

Dentre os jogadores que passaram pelo Esporte na época do campo do ginásio destacam-se: Antônio Araújo, conhecido como Araújo e considerado pelos mais antigos como a maior glória do Esporte, ele chegou a jogar no Sport Recife e no Bahia; Mário Moura que saiu de Patos diretamente para jogar no Vitória de Setúbal em Portugal e Araponga um dos maiores craques que a Paraíba já teve.

Este última Inclusive é considerado por muitos em Campina Grande, como o melhor jogador de todos os tempos da equipe do Campinense, que na sua época chegou a ser Hexacampeão da Paraíba. Para se ter uma idéia do quanto Araponga era craque, quando Pelé estava no topo de sua carreira, e Santos considerado o maior time de futebol do mundo da época, Araponga foi comprado para ser o reserva de Pelé.

Essas e outras tantas histórias são a razão principal para que o Esporte tenha uma torcida tão apaixonada e vibrante mesmo quando as coisas não andam tão bem para o time.

PROFISSIONALIZAÇÃO

Após a gloriosa fase de muita tradição como uma grande equipe amadora, ficar bastante famoso no cenário esportivo e conhecido em todo o interior nordestino, pela qualidade de seus grandes atletas e pela formação de ótimas equipes, veio então a fase de profissionalização em 1964, quando filiou-se a Federação Paraibana de Futebol e passou a disputar o Campeonato Paraibano a partir de 1965.

Já ano de sua estréia como equipe profissional começou logo azarando seus adversários, ao aplicar uma histórica goleada de 11 a 0, na equipe do Cinco de Agosto da cidade de João Pessoa, uma das maiores goleadas registradas na história do futebol paraibano.

Por essa e outras façanhas jogando em Patos, o Esporte passou a ser chamado pela crônica esportiva da Paraíba de “O Patinho Terror do Sertão“ como até hoje é conhecido. A seguir são apresentadas algumas das equipes formadas pelo Esporte desde o início de suas atividades como time profissional em 1965.

Hino do Esporte Clube de Patos

Esporte! Esporte! Esporte!

O alvirrubro do meu coração!

Esporte! Esporte! Esporte!

É o patinho, o terror do sertão!

(BIS)

Quando ele arranca, todos sabem como é!

É mais um gol e a turma segue dando olé!

Desde Inocêncio, muita glória, muito amor,

Esse patinho é mesmo o terror!

FONTES: Julio César – Wikipédia – Página do clube no Facebook – Site Letras.mus.br – Página no Facebook “Patos, te amo Patos“