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Tabela completa: Campeonato Sergipano da Primeira Divisão de 1970

Por Sérgio Mello

O Campeonato Sergipano de Futebol da Primeira Divisão de 1970, foi organizado pela Federação Sergipana de Desportos (FSD). Vale registrar que o Socialista e o Vasco da Gama desistiram de disputar o certamente antes do começo do Estadual.

A competição, que teve a duração de 5 meses e 15 dias (disputada entre 05 de abril a 20 de setembro), contou com a participação de 10 clubes (quatro da capital e seis do interior):

América Futebol Clube (Propriá);                            

Associação Desportiva Confiança (Aracaju);

Associação Olímpica de Itabaiana (Itabaiana);

Club Sportivo Sergipe (Aracaju);

Cotinguiba Sport Club (Aracaju);

Estanciano Esporte Clube (Estância);

Esporte Clube Propriá (Propriá);

Lagarto Esporte Clube (Lagarto);

Olímpico Futebol Clube (Aracaju);

Sport Club Santa Cruz (Estância).

Regulamento

O regulamento do Estadual da FSD, foi definido que: na 1ª Fase os clubes ficariam divididos em duas chaves; Grupo da Capital (quatro equipes) e Grupo do Interior (seis clubes). Os jogos foram em turno e returno dentro de cada chave. No final, os três primeiros de cada grupo, avançavam para a Fase Final. Nesta fase, as equipes fariam jogos de ida e volta, e, o clube que somar o maior número de pontos será declarado o Campeão Estadual de 1970.

GRUPO DA CAPITAL

PRIMEIRA FASE

DATAR  E  S  ULTAD  O  SLOCAL
Domingo – 12 de abrilCotinguiba0X0SergipeAracaju
Domingo – 19 de abrilOlímpico0X4ConfiançaAracaju
Domingo – 26 de abrilCotinguiba2X3ConfiançaAracaju
4ª-feira – 06 de maioSergipe1X1OlímpicoAracaju
Sábado – 09 de maioOlímpico2X3CotinguibaAracaju
Domingo – 17 de maioConfiança1X0SergipeAracaju
Domingo – 31 de maioSergipe3X1CotinguibaAracaju
Sábado – 06 de junhoConfiança3X0OlímpicoAracaju
Sábado – 13 de junhoCotinguiba4X2ConfiançaAracaju
Sábado – 20 de junhoOlímpico0X3SergipeAracaju
Domingo – 28 de junhoCotinguiba0X1OlímpicoAracaju
Domingo – 05 de julhoSergipe2X0ConfiançaAracaju

CLASSIFICAÇÃO DA CAPITAL

CLUBESPGJVEDGPGCSG
Confiança0864213085
Sergipe            08632109036
Cotinguiba         0562131011-1
Olímpico           0361140414-10

GRUPO DO INTERIOR

PRIMEIRA FASE

DATAR  E  S  ULTAD  O  SLOCAL
Domingo – 05 de abrilPropriá1X0Santa CruzPropriá
Domingo – 05 de abrilEstanciano1X0AméricaEstância
Domingo – 12 de abrilSanta Cruz1X2LagartoEstância
Domingo – 12 de abrilAmérica0X0ItabaianaPropriá
Domingo – 19 de abrilPropriá0X1AméricaPropriá
Domingo – 19 de abrilEstanciano0X3Santa CruzEstância
Domingo – 19 de abrilLagarto0X1ItabaianaLagarto
Domingo – 26 de abrilItabaiana1X0Santa CruzItabaiana
Domingo – 26 de abrilAmérica1X0LagartoPropriá
Domingo – 26 de abrilPropriá0X0EstancianoPropriá
4ª-feira – 06 de maioPropriá1X2LagartoPropriá
4ª-feira – 06 de maioItabaiana3X1EstancianoItabaiana
Sábado – 09 de maioItabaiana4X2PropriáItabaiana
Sábado – 09 de maioAmérica1X1Santa CruzPropriá
Sábado – 09 de maioEstanciano3X1LagartoEstância
Domingo – 17 de maioItabaiana1X0LagartoItabaiana
Domingo – 17 de maioSanta Cruz2X1PropriáEstância
Domingo – 17 de maioAmérica1X0EstancianoPropriá
Domingo – 24 de maioItabaiana4X0AméricaItabaiana
Domingo – 24 de maioLagarto1X0Santa CruzLagarto
Domingo – 31 de maioSanta Cruz2X0EstancianoEstância
Domingo – 31 de maioAmérica0X0PropriáPropriá
Domingo – 07 de junhoSanta Cruz1X1ItabaianaEstância
Domingo – 07 de junhoLagarto1X0AméricaLagarto
Domingo – 07 de junhoPropriá2X3Estanciano*Propriá
Domingo – 14 de junhoLagartoXPropriá**Lagarto
Domingo – 14 de junhoEstanciano1X1ItabaianaEstância
Domingo – 21 de junhoEstancianoXLagarto**Estância
Domingo – 05 de julhoSanta Cruz0X1AméricaEstância
Domingo – 05 de julhoItabaiana6X1PropriáItabaiana

* O Estanciano perdeu os pontos da partida para o Propriá, por ter escalado Pedro Touro, de maneira irregular.

** Resultados não encontrados.

CLASSIFICAÇÃO DO INTERIOR

CLUBESPGJVEDGPGCSG
Itabaiana         170773220616
América           11104330507-2
Lagarto            0808440708-1
Santa Cruz        081032507091
Estanciano         06092250913-4
Propriá            06092250818-10

Com o fim da Primeira Fase, ficou definidos seis classificados para a Fase Final do Campeonato Sergipano de 1970: Associação Desportiva Confiança, Club Sportivo Sergipe e Cotinguiba Sport Club pelo Grupo da Capital; enquanto a Associação Olímpica de Itabaiana, Lagarto Esporte Clube e América Futebol Clube pelo Grupo do Interior.

TURNO FINAL

Em reunião do Conselho Arbitral, realizada à noite da última quarta-feira, na sede da F.S.D. (Federação Sergipana de Desportos), ficou delineada a tabela que vigorará para o Turno Final do Campeonato Sergipano da 1ª Divisão de 1970, envolvendo três clubes do interior e três da nossa capital, classificados para a disputa final.

América Futebol Clube (Propriá);

Associação Desportiva Confiança (Aracaju);

Associação Olímpica de Itabaiana (Itabaiana);

Club Sportivo Sergipe (Aracaju);

Cotinguiba Esporte Clube (Aracaju);

Lagarto Futebol Clube (Lagarto).

PRIMEIRO TURNO

DATAR  E  S  ULTAD  O  SLOCAL
Domingo – 19 de julhoConfiança2X2CotinguibaAracaju
Domingo – 19 de julhoLagarto2X3SergipeLagarto
Domingo – 19 de julhoAmérica0X0ItabaianaPropriá
Domingo – 02 de agostoSergipe4X1AméricaAracaju
Domingo – 02 de agostoItabaiana3X0CotinguibaItabaiana
Domingo – 02 de agostoLagarto0X1ConfiançaLagarto
Domingo – 09 de agostoCotinguiba3X2LagartoAracaju
Domingo – 09 de agostoAmérica1X3ConfiançaPropriá
Domingo – 09 de agostoItabaiana2X2SergipeItabaiana
Domingo – 16 de agostoConfiança0X2ItabaianaAracaju
Domingo – 16 de agostoLagarto2X0AméricaLagarto
Domingo – 23 de agostoSergipe2X0CotinguibaAracaju
Domingo – 23 de agostoItabaiana1X1LagartoItabaiana
Domingo – 30 de agostoConfiança1X3SergipeAracaju
Domingo – 30 de agostoCotinguiba1X0AméricaAracaju

CLASSIFICAÇÃO DA FASE FINAL (1º TURNO)

CLUBESPGJVEDGPGCSG
Sergipe            95411468
Itabaiana         85321037
Confiança5521278-1
Cotinguiba         5521269-3
Lagarto            3511378-1
América           55212-10

SEGUNDO TURNO

DATAR  E  S  ULTAD  O  SLOCAL
Domingo – 06 de setembroCotinguiba0X0ConfiançaAracaju
Domingo – 06 de setembroItabaiana7X0AméricaItabaiana
Domingo – 06 de setembroSergipe3X1LagartoAracaju
Domingo – 13 de setembroCotinguiba1X0ItabaianaAracaju
Domingo – 13 de setembroAmérica0X3SergipePropriá
4ª-feira – 16 de setembroConfiança2X0LagartoAracaju
Domingo – 20 de setembroLagarto1X0CotinguibaLagarto
Domingo – 20 de setembroSergipe *2X1ItabaianaAracaju
Jogo canceladoConfiançaXAméricaAracaju
Jogo canceladoLagartoXItabaianaLagarto
Jogo canceladoAméricaXCotinguibaPropriá
Jogo canceladoItabaianaXConfiançaItabaiana
Jogo canceladoCotinguibaXSergipeAracaju
Jogo canceladoSergipeXConfiançaAracaju
Jogo canceladoAméricaXLagartoPropriá

* O vice-líder, o Itabaiana, com cinco pontos perdidos, restando apenas dois jogos para encerrar a sua participação, não poderia mais alcançar o rival. Uma vez que o Sergipe, somava apenas um ponto perdido. Com isso, a equipe sergipana se sagrou campeã de forma antecipada.

No domingo, do dia 27 de setembro de 1970, teve início a Copa Norte-Nordeste e como o Campeonato Sergipano da 1ª Divisão estava decidido, a Federação Sergipana de Desportos (FSD) optou por cancelar os sete jogos que faltavam para completar o campeonato.

CLASSIFICAÇÃO DA FASE FINAL

CLUBESPGJVEDGPGCSG
Sergipe            1587122814
Itabaiana         10842218612
Confiança87322981
Cotinguiba         88323710-3
Lagarto            58215913-4
América           77222-20

Com esse resultado, o Club Sportivo Sergipe se sagrou campeão, pela 15ª vez na sua história, do Campeonato Sergipano de profissionais da 1ª Divisão de 1970. Lembrando que o Sergipe também faturou o Torneio Início de 1970 (matéria postada no História do Futebol. O link: https://historiadofutebol.com/blog/?p=13678).

CLASSIFICAÇÃO GERAL

CLUBESPGJVEDGPGCSG
Sergipe            23141031311120
Itabaiana         27181152401228
Confiança161372422166
Cotinguiba         13145361721-4
Lagarto            13166191621-5
América           111743100729-22
Santa Cruz        081032510091
Estanciano         06092250913-4
Propriá            06092250818-10
10ºOlímpico           03061140414-10

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Acervo da Revista Placar – Jornal dos Sports (RJ) – Cidade de Santos (SP) – Diário da Manhã (PE) – A Gazeta de Sergipe (SE) – A Cruzada (SE) – Diário da Manhã (PE) – Associação Olímpica de Itabaiana: Da Gênesis ao Penta (1938-1982) de Manoel Aelson Gois – Felipe Leite – Arthur Júnior Silva Mendes

Escudo raro de 1958: Guarany Esporte Clube – Ponta Grossa (PR)

Por Sérgio Mello

Guarany Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Ponta Grossa, situada na Região dos Campos Gerais, no estado do Paraná. A princesino ou ponta-grossense fica a 103 km da capital (Curitiba) e conta com uma população de 375.632 habitantes, conforme a estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2025.

A sua atual Sede social fica na Rua Dr. Joaquim de Paula Xavier, s/n, no bairro Vila Estrela, em Ponta Grossa/PR. O “Bugre Rubro-negro” foi Fundado na quinta-feira, do dia 30 de Julho de 1914, por comerciantes e parte da elite local com o objetivo de levar lazer e esporte aos comerciários. O nome escolhido foi Guarany Sport Club, cuja denominação tem origem no romance do renomado escritor José de Alencar, e na ópera do genial Carlos Gomes.

O clube teve papel fundamental na criação da Liga Sportiva Paranaense (LSP), onde disputou o 1º Campeonato da 2ª Divisão em 1915, ficando na 3ª posição, junto com o Operário Sport Club.

Iniciava ali uma grande rivalidade dos clubes, batizado o clássicoOpe-Guá”, que perduraria até a década de 60, sempre com partidas equilibradas. Foi a 1ª equipe do interior do Paraná a excursionar pelo Sul do país. Iniciou a mesma em agosto de 1917.

Vice-campeão Paranaense de 1931

Em 1931, como campeão do Interior, o Guarany disputou o título do Campeonato Paranaense com o Coritiba, campeão da capital, no domingo, do dia 03 de Abril de 1932, em Curitiba. No final, derrota de 1 a 0, definindo assim o Coritiba campeão Paranaense e o Guarany vice-campeão estadual de 1931.

O Guarany jogou assim:Flaviano; Naumann, e Túlio; Nelson, Jango e Aparício; Lycio Taques, Durval, Dominguito, Flori, Soares, Rodrigo, Moisés, Jatão Freitas e Nenê Frare.

Em 1954, o Guarany volta a participar do Campeonato Paranaense da 1ª Divisão, iniciando uma série de 12 participações, rivalizando com o Operário Ferroviário Esporte Clube. Sendo a sua última aparição na Elite do futebol do Paraná, no ano de 1965, ficando na 9ª colocação.

Foto de 1958 – Guarany de Ponta Grossa, válido pelo Campeonato Paranaense. A formação do time posado:
EM PÉ (esquerda para a direita): Arnaldo, Edgar, Dica, Zoé, Madalozzo e Oscar;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Nivaldinho, Celso, Rosinha, Lara e Xavier.

Vice-campeão Paranaense de 1956

Mais uma vez ficou comprovado o valor das equipes de Ponta Grossa. 0 Operário foi o campeão do Torneio Início e o Guarany o vice-campeão paranaense, sendo campeão do returno dessa temporada.

Finais

Sábado – 02 junhoCoritiba2X2Guarany
Sábado – 09 junhoGuarany1X3Coritiba
Sábado – 16 junhoCoritiba2X1Guarany

O Guarany formou com: Nino; Arnaldo Garcia e Leio (Ladinho); Falco e Oscar; Ozires, Nivaldinho, Odilon, Agostinho e Xavier. Reservas que jogaram no Estadual: Nenê, Xavier, Madalozzo, Alvacir, Zoé, Edgar e Rosinha.

Guarany Esporte Clube desempenho nos campeonatos estaduais foi quase sempre entre as melhores colocações:

ANOSPOSIÇÕESDETALHES
1954 
1955 
1956 
1957 
1958 
1959 
1960 
1961grupo da capital e região
1962grupo da capital e região
1963grupo da capital e região
1964grupo da capital e região
1965grupo da capital e região

Em 1970, Guarany e Operário, ‘uniram forças’ com os departamentos de futebol, fundando a Associação Pontagrossense de Desportos que disputou três certames do Estadual da 1ª Divisão em: 1971, 1972 e 1973. Após o fim da última edição (1973), as duas agremiações resolveram desfazer a parceria e cada um seguiu o seu caminho.

Atualmente, o Guarany Esporte Clube é um clube social e esportivo e se destaca no futsal. O seu Estádio Joaquim de Paula Xavier, embora pequeno e antigo, se encontra em bom estado de conservação. O Bugre‘ não é mais filiado a Liga Pontagrossense.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTO: Acervo de Douglas Julio Toppel Reinaldim

FONTES: Pesquisador e Historiador, Mario Ielo – Livro “Futebol Ponta-Grossense – Recortes da História”, José Cação Ribeiro Junior, Editora UFPG (2004) – Lista de participantes do Blog História do Futebol

Escudo raro de 1927: Sport Club União, de Marechal Hermes – Rio de Janeiro (RJ)

Por Sérgio Mello

O Sport Club União de Marechal Hermes é uma agremiação esportiva da cidade do Rio de Janeiro. O ‘Glorioso Clube Alvinegro’ foi Fundado na sexta-feira, do dia 05 de Novembro de 1915, por um grupo de rapazes residentes na Villa Marechal Hermes:

Antenor Sgambato, Arlindo Alves dos Santos, Armando Alves dos Santos, Benjamin Alves dos Santos, Diosconides de Albuquerque, Euclydes de Araujo, José Linhares, Manoel P. de Lima, Oscar W. da Silva e Sebastião Sgambato, entre outros.

No sábado, do dia 22 de Fevereiro de 1919, o clube inaugurou o Theatro da Villa Proletária Marechal Hermes, com duas peças. A primeira foi a comédia “Atribuições de um Bagageiro“. E a segunda, também uma comédia: “Os três coiós modernos“.

A sua Praça de Esportes também ficava na Villa Proletária Marechal Hermes. Em 1920, se filiou a LSF (Liga Suburbana de Football).

No Campeonato da LSF em 1920, foi o único clube que conseguiu vencer em luta leal e memorável, em 26 de dezembro de 1920, o até então invencível Campeão Suburbano – o  Mavilis Football Club, pelo significativo escore de 3 a 1. O time atuou da seguinte maneira: Edmundo; Loli e Dica (Cap.); Guarany, Barroso e Dias; Menezes, Virgilio, Humberto, Odilon e Chico.

Foto de 1926, do Sport Club União

Primeiro jogo

Em 1915, O União fez a sua primeira partida diante do Sul Americano Footbal Club, com o resultado terminando empatado em 1 a 1. O União formou com a seguinte equipe: Orlando; Dica e Lima; Sebastião, Cobra e Dias; Oscar, Waldomiro, Mimi, Júlio e Pavão.

Confrontos Interestaduais

O ‘Glorioso clube Alvinegro’ disputou 11 partidas interestaduais entre 1915 a 1928, nas seguintes cidades:

Em Mendes, com Frigorifico F. C. (foram 13 jogos: uma vitória, 10 empates e duas derrotas);

Em Valença, S. C. Valenciano (foram três jogos: uma vitória e duas derrotas);

Em Barra do Piraí, diante do S.C. Central (dois jogos: duas vitórias, pelo elevado score de 6 x 2 e 1 x 0);

Em Nictheroy, foram dois jogos, sendo, com o Araribóia F. C. e Nictheroyense F. C., com duas vitórias por 2 x 1 e 4 x 1, respectivamente;

Liga Suburbana de Football

Em 1919, filiou-se a Liga Suburbana de Football (LSF), de onde retirou-se em 1921 devido à má orientação dos directores dessa entidade.

Liga Brasileira de Desportos

Em 1921, os associados Oscar W. da Silva e Denizart Moreira Sampaio, tiveram a grata lembrança de proporem em assembleia geral para que o União se filiasse à Liga Brasileira de Desportos então em fundação. Em 1928, o União estava filiado a gloriosa Sub-liga Carioca, dirigida por Cantidio de Aguiar.

Foto tirada na posse do presidente Homero Mesquita, que assumiu pela 5ª vez.

Bicampeão Invicto da Liga Brasileira em 1925 e 1928

Na Liga Brasileira, em 1926, o União foi campeão no Terceiros Quadros, sem nenhuma derrota. No Primeiro Quadros, o União sempre obteve lugar de destaque nos campeonatos; em 1925 conquistou brilhantemente o campeonato da Série A, sem nenhuma derrota, feito que repetiu em 1928, conquistando brilhantemente o campeonato de sua série, sem derrota e apenas com dois empates.  O time de 1928, formou assim: Jarbas; Mario Lopes e Waldemar; Lulú, Doca e Mario; Fernando, Uruca, Feitiço, João e Arantes. Reservas: Marcollino, Americano, e Alceu, que tomaram parte em algumas partidas.

Em 1928, possuía campo próprio e uma sede bem organizada com cerca de 60 taças, destacando-se entre elas, não só pelo valor material com também pelo valor moral, as seguintes: Associação de Imprensa, Dr. Carlos Sampaio, Marechal Hermes e Aviadores Brasileiros.

Diretoria de 1928

Presidente, Benjamin Alves dos Santos; 1º vice-presidente, João Rodrigues de Souza; 2° vice-presidente, Antenor Sgambato; Secretário Geral, Cézar Pedrette; 1º Secretário, Leopoldino Pereira de Alencar; 2º Secretário, Júlio Vieira; 1º Thesoureiro, Octavio Pacheco; 2º Thesoureiro, Nestor Quaresma; Director Geral de Desportos, Oscar Rabello Leite; Director de Football, Felisberto Coelho; Commissão Fiscal, Constant Caldonazzi, Alfredo Bizarra e Manoel Costa.

Elenco de 1928

Conta o União com um grupo de amadores de reconhecido valor como Jarbas Manso, Doca, Mario Lopes, Waldemar de Castro, João Mello, Arlindo Mello, Fernando de Almeida, Oswaldo Arantes, Luiz de Mello, Luiz Marcollino da Silva, e Mario Corrêa Freire, que se destaca pela sua excelente técnica e Antônio Corrêa mais conhecido nas rodas do alvinegro como Feitiço.

Em 1932, participou da Segunda Divisão Carioca, na série Raul Meirelles Reis, em campeonato promovido pela Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), o mesmo ocorrendo nos anos seguintes. Em 1933, vence o Campeonato Carioca de 2°s quadros da Segunda Divisão em certame promovido pela AMEA.

Após a extinção da Federação Atlética Suburbana, os clubes que faziam parte da mesma sentiam-se desprestigiados com a política estabelecida pela Federação Metropolitana de Futebol.

Na tentativa de mudar esse quadro, criou-se o Departamento Autônomo em Assembléia realizada no dia 7 de julho de 1949. O SC União disputa o primeiro campeonato já nesse mesmo ano. Vence em 1951 a Taça Disciplina.

Em 1954, é campeão da categoria aspirantes e ganha novamente a Taça Disciplina. No ano seguinte, vence novamente a Taça Disciplina, feito que ocorre novamente em 1956 e 1957. Em 1957, é vice-campeão do Departamento Autônomo na série João da Silva Ramos.

O clube que, atualmente disputa o Campeonato da Terceira Divisão do Rio de Janeiro, estreou nas competições profissionais, em 1993, na mesma Terceira Divisão. Continua no mesmo grupo em 1994 e 1995. Em 1996, está na Quarta Divisão, que tinha o nome de Segunda Divisão. No ano seguinte se licencia das competições, o mesmo ocorrendo em 1998.

 Clube altera o nome em 2000

Em 1999, volta na Terceira Divisão ficando em último em seu grupo na primeira fase. No sábado, do dia 13 de maio de 2000 mudou a sua nomenclatura para União de Marechal Hermes Futebol Clube.

Ainda em 2000, foi penúltimo colocado em seu grupo, não conseguindo se classificar à segunda fase. Em 2001, faz a sua melhor campanha chegando em terceiro na classificação geral. Em 2002, não consegue chegar às finais, o mesmo ocorrendo no ano seguinte.

Em 2004, também não passa da primeira fase. Em 2005, se licencia das atividades profissionais. No ano seguinte, retorna mas não passa da primeira fase do campeonato. Em 2007, se licencia novamente, ausentando-se da competição. No ano posterior, é o último colocado em sua chave, permanecendo na Terceira Divisão.

O clube teve projeção na mídia ao lutar com o Botafogo pela posse do Estádio Mané Garrincha, que havia sido cedido ao Glorioso quando ele perdeu sua sede de General Severiano e teve de mudar-se para Marechal Hermes (o Botafogo, na década de 1990, voltou a sua sede original). Em 2002, quando havia retomado suas atividades, o União reivindicou a devolução do terreno, que foi concedido por decreto pela governadora Rosinha Garotinho.

Este fato fez o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, a não investir no estádio, que permanecia ocupado pelo clube, que o utilizava como Centro de Treinamentos das categorias de base de futebol. A luta, por parte de movimentos ligados a torcedores botafoguenses, fez com que o terreno fosse repassado novamente ao Botafogo, em 2007, que pretende utilizá-lo para a criação de novos jogadores. O União segue na luta jurídica para reaver o seu antigo estádio.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES E FOTOS: A Manhã (RJ) – A Noite (SP) – Diário Carioca (RJ) – O Jornal (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – O Imparcial “Supplemento Sportivo” – A Noite – O Jornal – Rio Sportivo (RJ)

Foto rara de 1926: Seleção Paranaense de Futebol

Por Sérgio Mello

A 1ª entidade do estado surgiu em 1914, com a criação da Liga Sportiva Paranaense (LSP). No entanto, pouco tempo depois aconteceu um ‘racha’ entre diretores do America Football Club, que contestavam a vitória do Internacional Football Club, no campeonato de 1914.

Sem o desfecho desejado, os diretores do America resolveram fundar a Associação Paranaense de Sports Athleticos (APSA). A fusão entre essas duas entidades veio alguns meses depois, por intervenção do poeta Olavo Bilac. Com isso, nascia a Associação Sportiva Paranaense (ASP).

Na quarta-feira, do dia 02 de junho de 1926, a ASP teve seu nome alterado para Federação Paranaense de Desportos (FPD). Por fim, na quarta-feira, do dia 04 de agosto de 1937, surgiram a Liga Curitibana de Futebol (LCF), que cuidaria dos tramites da cidade de Curitiba, enquanto a Federação Paranaense de Futebol (FPF), ficava responsável pelo futebol no estado do Paraná. Já FPD ficou com o papel de organizar as categorias menores.

O selecionado paranaense que interveio no Campeonato Brasileiro de Football de 1926. O time posado formou com os seguintes nomes:
EM PÉ (esquerda para a direita): Tercio, Borba, Gabardo, Mano, Ninho e Orlando;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Ary, Marreco, Urbino, Canhoto e Cunha.

Por quatro anos, o futebol paranaense funcionou com essa estrutura. Porém, em 1941, a Federação Paranaense de Desportos e a Liga Curitibana de Futebol foram extintas. A partir daí até os dias atuais a gerencia do futebol no Paraná está a cargo da Federação Paranaense de Futebol (FPF).

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTO: Rio Sportivo (RJ)

FONTES: Diversos jornais do Paraná

Foto rara de 1925: Guarani Futebol Clube – Campinas (SP)

Por Sérgio Mello

O Guarani Futebol Clube é uma agremiação tradicional da cidade de Campinas, que fica no Interior do estado de São Paulo. Com uma população de 1.139.047 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022, fica a 99 km da capital paulista. (SP

O “Bugre” foi Fundado no domingo, do dia 02 de abril de 1911, por um grupo de jovens liderado por Pompeo de Vito. A Sede e o Estádio Brinco de Ouro da Princesa (Capacidade: 20.580 pessoas), ficam localizados na Avenida Imperatriz Dona Tereza Cristina, nº 11, no Jardim Guarani, em Campinas/SP.  As suas cores: verde e branco inspiradas na grama e na luz do dia.

O time posado do Guarany FC de 1925

EM PÉ (esquerda para a direita): Nerino; Mario; Joaquim (médio): Aristides (centroavante); Juca; Zeca (meia-direita); Tavares e Roberto;

AGACHADOS (esquerda para a direita): Angelino (em 1926, o defensor defendeu as cores do Concordia F. C.); Luiz (goleiro) e Joca (Quarto-zagueiro).

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTO: Rio Sportivo (RJ)

FONTES: site do clube – Rio Sportivo (RJ)

Escudo raro de 1926: Ypiranga Futebol Clube – Campinas (SP)

Por Sérgio Mello

O Ypiranga Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Campinas, que fica no Interior do estado de São Paulo. Com uma população de 1.139.047 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022, fica a 99 km da capital paulista.

A história começou em março de 1911, quando um grupo formado por militantes e alunos do Externato São João apaixonados pelo ‘Esporte Bretão’ resolveram fundar o Ypiranga Foot Ball Club.

O clube rapidamente cresceu e a diretoria entendeu que era necessário reorganizar o clube, a fim de que a agremiação pudesse dar “voos mais altos”, e assim aconteceu no domingo, do dia 19 de outubro de 1913. Vale registrar que esta é a data oficial de fundação que consta nos documentos arquivados na prefeitura de Campinas.

Em relação a Sede socialdois registros: em 1925, ficava na Avenida (atual: Rua) Sete de Setembro, s/n, no bairro da Vila Industrial. A segunda, em 1927, era situada na Avenida João Jorge, nº 93, também na Vila Industrial, em Campinas/SP.

Cinco vezes no Paulista do Interior

Disputou cinco edições do Campeonato Paulista do Interior: três organizada pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), em 1926, 1927 e 1933; e duas pela LAF (Liga de Amadores de Football), em 1928 e 1929.  

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTO: Rio Sportivo (RJ)

FONTES: Pesquisadores e Historiadores, Moisés H. Cunha e Fernando Pereira – Enciclopédia do Futebol Paulista

Barreira do Andaraí Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ): revelou o craque Evaristo de Macedo!

Por Sérgio Mello

O Barreira do Andaraí Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no sábado, do dia 20 de Agosto de 1938, inspirado por João de Barros Rainha, tinha a sua Sede social, localizado na Rua Leopoldo, nº 991 (começo do morro Arrelia) – Andaraí, na Zona Norte do Rio (RJ)

As suas cores eram o preto e o branco. O 1º uniforme em homenagem ao Vasco da Gama, enquanto o segundo, em homenagem ao Botafogo. O seu 1º Sócio foi João Barros Rainha.

Vista da sede do Barreira do Andaraí F. C., no momento interditado, em face do pouco caso da diretoria anterior. Os atuais diretores estão lutando para obter a alvará de funcionamento.

Primeira Diretoria

Presidente – João Dutra Barbosa;

Vice-presidente – Álvaro Pereira de Araújo;

1º Secretário – João Barros Rainha;

2º Secretário – Álvaro Pinto dos Santos;

1º Tesoureiro – Eduardo Gonçalves de Moura;

2º Tesoureiro – Bronliliber Vale da Fonseca;

1º Procurador – Odillo José Quintanilha;

2º Procurador – Sebastião Belisário;

Diretor de Esportes – Isaltino Antônio de Oliveira.

Em 1968, o clube contava com 200 sócios contribuintes, com o valor NCr$ 0,20 (vinte centavos de cruzeiros novos). O clube contava com as categorias de Aspirantes e Amadores. Além do futebol, o clube oferecia Bailes, jogos de salão e voleibol.

Evaristo em dois momentos: à esquerda com a camisa do Barcelona e à direita com o Real Madrid

Craque e ídolo do Barcelona e Real Madrid começou no Barreira do Andaraí

Esse modesto clube, sem nenhum título conquistado, talvez passaria em branco, se no seu currículo não constasse um dos maiores jogadores do Brasil e mundo: Evaristo de Macedo, que passou pelo Madureira (1950-52), Flamengo (1953-57 e 1964-66), Seleção Brasileira (1955-57), Barcelona/ESP (1957-62) e Real Madrid/ESP (1962-64).

Evaristo, então morando no bairro do Grajaú, começou a jogar futebol com os rapazes do morro da Arrelia. Era o meia direita efetivo do Barreira do Andaraí. A partir de 1950, começou no Madureira aos 17 anos, trilhando uma carreira rica em talento e grandes conquistas. Outro craque que saiu do Barreira do Andaraí foi Jorge Costa, que jogou no Fluminense.

Foto de 1952

Filiou no DA

Na sexta-feira, do dia 27 de junho de 1952, iniciou o processo para se filiar ao Departamento Autônomo (DA), da Federação Metropolitana de Futebol (FMF). No entanto, a filiação só aconteceu, de forma oficial, quase dois anos depois: na sexta-feira, do dia 11 de junho de 1954. Na década de 50, o clube já possuía a sua Praça de Esportes. Disputou duas edições do Campeonato Tribuna da Imprensa: 1958 e 1960.

Barreira do Andaraí aplicou goleada de 15 a 0

No domingo, do dia 08 de junho de 1952, o Barreira do Andaraí não teve dó e goleou o Horizonte Futebol Clube espetacularmente pelo placar de 15 a 0. Na preliminar, disputada entre as equipes de aspirantes, terminou com a vitória do Horizonte pelo escore de 2 a 1.

O quadro do Barreira do Andaraí, foi o seguinte: Everaldo; Jaú e Vani: Zezinho Cabeção, Picolé e Rubinho; Artur, Clovis, Arubinha, Evati, Evaristo e Peixinho.

Os tentos do quadro vencedor foram assinalados: por Clovis e Peixinho, com quatro tentos cada; Arubinha, três gols; Evaristo, duas vezes; Picolé e Artur, com um tento cada.

Foto de 1958

Anos 60: tempos difíceis

Em 1968, o modesto clube passava por dificuldades. A sede era alugada, onde o clube tentava reabri-la, graças a negligência da diretoria anterior. Apesar de lutar com muita dificuldade, o Barreira do Andaraí Futebol Clube pretendia disputar os campeonatos do Departamento Autônomo.

O clube chegou a realizar algumas partidas amistosas a fim de os atletas não perdessem a forma física. Apesar de todo o esforço, o clube acabou sucumbindo, deixando órfão os moradores Arrelia.

Foto de 1952

Diretoria de 1968

Presidente – Silvio da Rosa Vaz Balieiro;

Vice-Presidente – Armindo Pereira da Fonseca;

1º Tesoureiro – Eduardo Gonçalves;

2º Tesoureiro – Alberto Ferreira Neves;

1º Secretário – João Alves Pinto da Silva;

2º Secretário – Delacir Neves de Sousa;

1º Procurador – Nélson José da Silva;

2º Procurador – Hildo Vieira da Silva;

Diretor de Esportes – José Correia da Rocha.

Algumas Formações:

Time base de 1942: Murilo; Antônio (Cidinho) e Boas Condições (Cedinha); Niginho (Permenio), Silvio (Dudu) e Durval (Dininho); Dario (Mario ou Zezinho), Helinho (Alvinho ou Deny), Tuninho (Rainha), Joãozinho (Cozeca ou Haroldo) e Herminio (Cecy ou Pedro).

Time base de 1946: João Pinto (Jagunço); Álvaro (Beto ou Luiz) e Herminio (Niquinho); Antônio (Álvaro), Soldado (Cuica) e Negrinhão (Humberto); Wilson (Victor), João (Rainha), Silvio (Toninho), Pedro (Sipinha) e Alcides (Tipinho). Técnico: Pedro.

Time base de 1948: João Pinto; Fausto e Pedro; Zezinho Cabeção (Toninho), Rainha (Tesoura) e Neguinho (Herminio); Armindo (Cazeca), Caxambu (Nelson), Lua (Tonico), Vitor (Aldo) e Nelson (Lua).

Time base de 1951: João Pinto; Jaú e Rubinho; Rainha (Zezinho), Aruba (Mamão) e Soeni (Arnaldo); Nelson (Bira), Chiquinho (Artur), Borracha (Joinha), Kilaú e Altair (Clovis). Técnico: Bazilio Teixeira de Barros (ex-Guarani de Magé).

Time base de 1952: João Pinto (Everaldo ou Norival); Picolé (Jaú) e Rubinho (Vani); Jaú, Floriano (Arnaldo) e Zezinho Cabeção (Rubinho); Chico (Rainha ou Domingo), Kilau (Darci ou Artur), Borracha (Nico ou Aruba), Clovis (Vani ou Garoto) e Peixinho (Tico).

Time base de 1953: Everaldo (João Pinto ou Jaime); Jaú e Rubinho (Rainha II); Rainha, Jaime (Arubinha) e Artur (Moreno); Chiquinho (Roberto ou Zezinho), Clovis (Vani), Irami (Fernando), Belinho (Peixinho) e Tico-Tico (Tiburcio). Técnico e presidente: Avelino Marques de Oliveira.

Time base de 1954: João Pinto (Darcy); Vani (Cascata) e Rubinho (Antônio); Zezinho (Esquerdinha), Roberto (Hélio) e Jaime (Prainha ou Floriano); Rainha (Serafim), Clovis (Pedrinho), Sapateiro (Chico ou Cabeludo), Artur (Damião ou Floriano) e Zé (Naná ou Paulinho). Técnico: Izaltino de Oliveira.

Time base de 1955: Darcy (Luiz); Esquerdinha e Vani; Arthur, Cavata e Serafim; Clovis, Roberto, Pedrinho, Tico-Tico e Damião. Técnico e presidente: Avelino Marques de Oliveira.

Time base de 1956: João Pinto (Paulo); Artur e Rubinho; Waldir, Rainha e Pascoal; Cilônio, Sales, José, Damião e Paulinho.

Time base de 1957: Jurandir; Aluízio e Vani; Paulo, Cascata e Rainha (Paulinho); Neném, Ítalo, Zé Maria, Waldir e Damião.

Time base de 1958: Jorge (Wany); Djalma (Aluísio) e Vani (Cascata); Tasca, Rainha e Waldir II (Djalma); Armando, Serafim (Ítalo), Waldir I (Zé Maria), Domingos (Augusto ou José) e Augusto (Paulinho).

FOTOS: O Globo Sportivo (RJ) – A Manhã (RJ) – Tribuna da Imprensa (RJ)

FONTES: A Luta Democrática (RJ) – A Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ)– Imprensa Popular (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – Tribuna da Imprensa (RJ)

Inédito!! Futebol Clube Galitos – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1940

Por Sérgio Mello

Distintivo e uniforme da década de 40

O Futebol Clube Galitos foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A 1ª Sede (anos 40) ficava localizado na Rua Vaz de Toledo, nº 417 (sobrado), no Engenho Novo. Posteriormente transferiu a sua Sede social para a Rua Sousa Barros, nº 2, no Engenho Novo, na Zona Norte do Rio (RJ).

Na sexta-feira, às 21 horas, no dia 15 de janeiro de 1965, o clube inaugurou o Salão de Festas. Atualmente, o local foi demolido e construído o Hospital da UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Três remadores portugueses fundaram o Galitos

O Clube da Cidade Olímpica” ou “Rubro-verdefoi Fundado na quinta-feira, do dia 1º de Agosto de 1940, por três remadores portugueses que pertenciam ao Clube dos Galitos (fundado em 1904 e o escudo também há um galo) de Aveiro, que fica na sub-região da Região de Aveiro, que pertence a região do Centro e ao Distrito de Aveiro e ainda à antiga província da Beira Litoral. A localidade fica a 255 km da capital Lisboa (Portugal).

As cores foi uma homenagem à Portugal

As cores, evidentemente foi inspirado na bandeira portuguesa. O uniforme nos anos 60 era: verde e vermelho (camisa verde com gola e punhos vermelhos, calção branco, e meias com listras vermelhas e verdes).

Primeira Diretoria

A 1ª Diretoria do Galitos foi constituída pelos seguintes membros:

Presidente – Antônio Camano;

Vice-presidente – João Campos;

Diretor de Finanças – Valkir Laranja;

Secretário – Júlio Coutinho;

Diretor de Esportes – Antônio Valério;

Tesoureiro – José Emilio dos Santos;

Diretor de Publicidade – Fernando Santos.

Entrada principal da sede do Galitos, na Rua Sousa Barros. O clube esteve parado socialmente e a diretoria recém-eleita pretende, além de voltar às lides esportivas em 1968, reiniciar todas as atividades.

Início no esporte bretão

O seu começo na vida futebolística, o Galitos realizou centenas de partidas amistosas contra equipes cariocas e fluminenses, conquistando muitas vitórias conquistando o respeito e prestigio no desporto menor.

Na quinta-feira, do dia 1º de outubro de 1942, a diretoria anunciou Silvio Marçal como o novo técnico do clube, que ainda atua como goleiro, defendendo as cores do possante São Cristóvão.

Na década de 40, realizou duas excursões a Miguel Pereira (derrota para o Miguel Pereira por 5 a 2, em 1948) e Mendes (empate em 3 a 3 com o CIPC, em 1949).

FOTO: Globo Sportivo – Uma das formações do F.C. Galitos de 1942

Primeiro título: Campeã do ‘Torneio dos Campeões’

No domingo, do dia 12 de julho de 1942, foi realizado o Torneio dos Campeões, idealizado pelo Corcovado, revestiu-se do máximo brilhantismo. O Futebol Clube Galitos, se sagrou campeão, exibiu-se de maneira notável, conseguindo dois lindos feitos no mesmo dia.

Assim é que, além da vitória alcançada no torneio, saiu-se vitorioso por 3 a 2, no amistoso realizado com o Maravilha da Praça Tiradentes. Disputaram o Torneio dos Campeões oito equipes:

Paula Matos; Club Athletico Tijuca; Corcovado Football Club; Associação Athletica Casa Bruno; Esporte Clube Caveiras; Futebol Clube Galitos, Radial Football Club e Esporte Clube Goitacaz.

O vice-campeão foi o Esporte Clube Goitacaz, que, no prélio final com o Galitos, exigiu quatro prorrogações até ser batido. A equipe campeã foi a seguinte: Camisolão; Nonô e Maravilha; Mario, Antero e Roldão; Luiz Odarilo, Laurito, Walter e Mello.

FOTO (1943): Gazeta de Notícias – Time formado com: Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Lenine e Elmo; Othon, Darcy, Mario, Patola e Neco.

Galitos campeão do Engenho Novo de 1943

O Jornal dos Sports fez a crônica desse título conquistado pelo Galitos:

– Obteve um sucesso notável o, Campeonato Regional do Engenho Novo, promovido pelo “Correio da Noite“, com a cooperação do E. C. Vallim que foi além da expectativa; cedeu o seu majestoso campo, deu artística taças com as legendas: campeão e vice; além do policiamento que pediu para que tudo correspondesse a expectativa, enfim, tudo correu às mil maravilhas, não pela compreensão dos litigiantes, como também pelas disciplinadas assistências dos concorrentes.

Os quadros que disputaram o torneio foram Galitos, Pacífico, Palmeira, Corintians, Eng. Novo, Nacional. Lamentável é que o Souza Barros e o Cabuloso desistissem de tão extraordinário empreendimento. A vitória do Galitos foi justíssima, foi quem apresentou melhor conjunto, ardor e combatividade.

O Palmeira também agradou pelos valores que apresentou, só cedendo nos últimos momentos de Jogo. O Nacional, Eng. Novo e Corintians regulares, e finalmente o Pacífico que era o favorito, devido ao scratch que apresentou foi abafado pelo Galitos, perdendo por 2 goals, 1 corner a zero, embora reforçado com, Ludovico, do Bonsucesso, Otavio, do Nacional, Osmar, do C.R. Flamengo aliás, foi campeão pelo rubro-negro, Paco do Valim, etc.

A assistência presente foi colossal, lotando totalmente as dependências do Valim. O resultado geral do torneio foi o seguinte:

1º Jogo: Nacional empatou com o Eng. Novo por 1 a 1, mas venceu nos escanteios por 3 a 1. O árbitro foi o sr. Brasiliano Vallim

2º Jogo: Palmeira derrotou o Corintians por 1 a 0, tendo Faustino Vallim como árbitro.

3.° jogo: Galitos bateu o Pacífico por 2 a 0, e levou a melhor nos escanteios: 1 a 0. O árbitro foi o sr. Arthur Lopes, o popular Baianinho do S. Christovão.

4º jogo: Palmeira e Nacional empataram sem gols, mas nos escanteios o Palmeira venceu por 1 a 0. A arbitragem ficou a cargo de Isaac Mendes de Almeida.

Na grande final, com Arthur Lopes no apito, Galitos e Palmeira decidiram o título. A partida teve a duração de uma hora (30 minutos cada tempo). Aos 5 minutos, Marinho cortando uma bola conseguiu o 1.º goal para o Palmeira, terminando o primeiro tempo em vantagem 1 x 0.

No 2.º tempo, aos 22 minutos, Nonô cobrou uma falta do meio de campo. A bola caiu nos pés de Lippi, que de maneira notável, empatasse o prélio com uma bicicleta, terminando o tempo regulamentar 1 x 1.

Na 1ª prorrogação permanece o placard 1 x 1. Ao iniciar se a 2ª prorrogação o Galitos força a defesa do Palmeira que finalmente cede. Lippi apanhando um magnifico passe de Patola dribla os zagueiros e coloca magistralmente a bola no arco de Macarrão obtendo não só a vitória como também o honroso título de Campeão do Engenho Novo.

GALITOS (Campeão) – Betinho; Nonô e Ary; Cornélio, Roldão e Neco; Walter, Odorico (cap.), Lippi, Patola e Otton.

PALMEIRA (Vice-campeão) – Macarrão; Mario e Marinho; Milton, Floriano e Jayme, Léo (cap.), Jocelino, Milani, Mario e Newton.

À noite, em comemoração ao seu grande feito, o Galitos realizou uma passeata por várias ruas das estações do Meyer, Engenho Novo e Sampaio.

FOTO (1968) – Quadra de basquete do Galitos que está sendo recomposta pelos dirigentes atuais para a atividade do seu quadro social.

Títulos conquistados

Campeão do Torneio dos Campeões (1942);

Campeão do Campeonato Regional do Engenho Novo (1943);

Tricampeão da Disciplina no Departamento Autônomo (1958, 1959 e 1960);

Vice-campeão infanto-juvenil do Departamento Autônomo (1960).

Revista O Cruzeiro (RJ) de1966 – O craque Denilson , o ‘Rei Zulu’, revelado pelo F.C. Galitos

Fábrica de Craques

A agremiação Galitense contava com as categorias Juvenis, Aspirantes, Amadores e Veteranos. Dos jogadores de maior destaque revelados no clube: o goleiro Betinho se transferiu para o Vasco da Gama em 1943; Denílson (Fluminense); Carlos Pedro (America/RJ e Sporting/POR); Jorge Andrade (Vasco) e Tião (Portuguesa Carioca).

Inauguração do campo do Galitos

A Praça de Esportes, batizada por ‘Cidade Olímpica’, ficava situado entre as Ruas Sousa Barros e Dois de Maio, no Engenho Novo (próximo à sede do clube), e foi adquirida na quarta-feira, do dia 16 de abril de 1941. Na década de 60, o clube acabou perdendo o campo num imbróglio com o Banco do Brasil. Posteriormente, jogou nesse campo cedido pelo próprio banco.

No domingo, do dia 25 de Maio de 1941, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes, enfrentando o Palmeira. No entanto, o resultado não foi o esperado, sendo derrotado pelo placar de 3 a 0.

Galitos entra no pugilismo

Na quinta-feira, do dia 21 de julho de 1949, o clube deu entrada na secretaria da Federação Metropolitana de Pugilismo (FMP) um pedido de filiação. O Galitos construiu em seu campo uma aparelhagem própria para competições de pugilismo.

O diretor Walquir Laranja definiu como técnico, o sr. Albino Alvarez, veterano lutador com muitos triunfos em ringues cariocas. A partir da sua filiação, o campo passou a ter diversas competições de boxe, organizadas pela FMP.

Além do futebol e o boxe, o clube possuía jogos de salão (como Futebol de Botão), voleibol, futebol de salão, tênis e basquete. No salão nobre eram realizados shows, bailes, carnaval, festa junina, entre outros.

Galitos ingressa no DA

Na quinta-feira, do dia 17 de janeiro de 1952, o Conselho de Representantes do Departamento Autônomo (DA), ligado a Federação Metropolitana de Futebol (FMF), concedeu filiação ao clube rubro-verde.

Jornal dos Sports (1953) – Uma das formações da equipe Infantil do F.C. Galitos

Na base o Galitos enfrentou os grandes clubes do carioca

Em 1953 a 59, o Galitos disputou o Campeonato Infantil e Infanto-Juvenil do DA (Departamento Autônomo), que contavam com os clubes da 1ª Divisão do Campeonato Carioca, como Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Bangu, America, entre outros.  

Modelo do escudo e uniforme das décadas de 50 e 60

Três vezes no Maracanã

O Galitos jogou em três oportunidades no estádio Mario Filho, o ‘Maracanã. A 1ª foi na tarde de sábado, do dia 09 de fevereiro de 1952, na preliminar de Botafogo 2 a 0, no Fluminense, válidopela 2ª rodada do Torneio Rio São Paulo. O Galitos venceu o Canadá por 2 a 1. A segunda vez, aconteceu na tarde de sábado, do dia 30 de maio de 1952, na preliminar de Botafogo 1 a 0 no Bangu, pelo Torneio Rio São Paulo. O Galitos dessa vez acabou caindo diante do Macaé Futebol Clube pelo placar de 5 a 3.

O terceiro jogo, foi na tarde de sábado, do dia 31 de abril de 1955, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, na vitória do America em cima do Fluminense por 1 a 0. O Galitos acabou derrotado pelo Esporte Clube Nacional por 2 a 1.

Amistoso Nacional

Na tarde de domingo, do dia 05 de junho de 1955, no campo do São Cristóvão, aconteceu a peleja interestadual entre os quadros do Galitos, e o Jardim Oriental, de São Paulo.

A partida foi bem disputada, notadamente no primeiro tempo, quando o prélio transcorreu equilibrado com ataques alternados. Nesta fase, os Galitenses marcaram o seu primeiro tento, por intermédio de Nico e terminando-o com a vantagem de 1 x 0 para o Galitos.

No segundo tempo, o Galitos dominou inteiramente a peleja marcando três gols, por intermédio de Nico, Mauricio e Valerio, vencendo assim o match por 4 x 0. A partida teve arbitragem do sr. Wilson de Souza, com ótima atuação.

As partidas preliminares foram as seguintes:

Galitos 4 x 1 São Cristóvão (Infantil);

Boca Negra 3 x 1Guarani;

11 Unidos do Brasil 2 x 4 São Jorge.

Os quadros foram os seguintes:

GALITOS: José; Nei e Valerio; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Mauricio).

JARDIM ORIENTAL: Alexandre; Geraldo e José; Palucio, Amaral e Chafi; Wirzo, Giusi, Roberto, Almir e Evangelista.

Número de sócios

Tribuna da Imprensa (RJ) – 07-04-1958 – Time Infanto-Juvenil do F.C. Galitos

Em 1968, era uma das tradições entre os clubes cariocas, com diversos jogadores que migraram para os principais quadros da cidade. O Galitos contava com cerca de 1.700 associados, um número excelente para a época. Desse número, 1.430 eram contribuintes com mensalidade no valor de NCr$ 1,00 (um cruzeiro novo) e 213 proprietários. Uma curiosidade é que a 1ª pessoa a se associar ao clube foi Adilson Teixeira dos Santos.

Na década de 60, o Galitos participou do Campeonato Carioca de Veteranos do DA, mas sem destaque. Em 1968, o Galitos contava com 65 jogadores registrados para a disputa de diversas modalidades esportiva do DA (Departamento Autônomo). Na parte do futebol destacam-se: Juan, Valmir, Alvino, Nelson, Hélio, Ivo, Arlindo, Nei, Jorge Penteado, Gilnei, Laércio, Gilberto, Anver, Mário e Vanderlei.

Diretoria de 1968

Presidente – Dr. Antônio Carlos Gamaro;

Vice-presidente – Edgard da Rocha Leite;

Secretário – Beneval Teles Silões;

Tesoureiro – Gilberto Vieira Dantas;

Diretor social – Anver Bilate Filho;

Diretor de Esportes – Dr. Francisco Xavier Bastos do Amaral;

Diretor de Patrimônio – Artur Pinto Correia;

Diretor Procurador – Jorge Fernandes Penteado;

Diretor de Publicidade – Laércio Pinheiro Moutinho.

Algumas formações:

Time base de 1940 (1º Quadros); Idalino; Augusto e Homero; Carlinhos, Tião e Gradinho; Boléu, Zeferino, Orestes, Walter e Fernando. Técnico: Idalino.

Time base de 1941 (1º Quadros); Idalino (Amarelinho); Reis (Fausto) e Bimba; Medeiros (Homero), Balthazar e Roldão (Aranha); Hélio (Zú), Norival (Biló), Gamboa (Fernando), Walter (Lora) e Zeferino (Ary ou Dinamite). Técnico: Idalino.

Time base de 1942 (1º Quadros): Betinho (Camisolão ou Walter II); Nonô (Herminio) e Ary (Homero ou Maravilha); Antero (Remendo ou Natalino), Roldão (Reis) e Mario (Norival ou Jayme); Luiz (Gamboa), Lippi (Odarilo ou Bily), Walter (Laurito ou Hélio), Patola (Neco ou Oldemar) e Mello (Fernando). Técnico: Nonô.

Time base de 1943 (1º Quadros): Betinho; Nonô e Maravilha; Cornélio (Elmo), Roldão (Lenine) e Ary (Neco); Walter (Odarilo), Octacílio (Darcy), Lippi (Mario), Patola e Othon. Técnico: Nonô, depois Orlando Cardozo Mendes.

Time base de 1946 (1º Quadros): Raul (Betinho); Jerdal (Elmo ou Nonô) e Pingunça (João ou Maravilha); Ivan (Silvio), Cocada e Dario (Neco); Binha (Hélio Maia), Bidon (Hildebrando), Sapateiro (Pelado), Bando (Kafungá) e Chaves.

Time base de 1947 (1º Quadros): Raul (Betinho); Galego (Maravilha) e Elmo; Ivan (Silvio), Fausto (Pirá) e Cocada (Biorol); Ivan (Pelado), Valdir (Hélio), Bando (Valdemar), Bidon (Hildebrando) e Binha (Jervel ou Chaves).

Time base de 1948 (2º Quadros): Raul (Rola ou Camisolão); Manduca e Bolinha (João); Bamba (Curuba), Boneval (Elcio) e Silvio (Miranda); Luiz (Pé de Mico), Walter (Cidinho), Biguá (Zeferino), Neném (Luiz Miro), Osvaldo (Waltinho), Cidinho e Doca (Zezeca).

Time base de 1948 (1º Quadros): Raul; Galego e Agair (Aroldo); Avilson, Cocada (Finfim) e Binha (Valtinho); Hélio Maia, Legel (Bando), Bidon, Choriço (Deão), Chaves e Castro.

Time base de 1949 (1º Quadros): Camisolão; Galego e Manduca (Finfim); Biguá (Valtinho), Cocada (China) e Binha (Silvio); Hélio Maia, Bando (Legel), Sapateiro, Luiz (Ferreira) e Castro (Vênus).

Time base de 1950 (1º Quadros): Raul (Macarrão); Tião e Finfim (Raimundo); Armando (Cocada), Ivan (Ferreira) e Darcy (Osvaldo); Pé de Mico (Haroldo), Neném (Avilson), Bidon (Lili), Sapateiro (Raimundo) e Elmo (Bimba).

Time base de 1951: Valter (Cifra); Galego (Bolinha) e Miro (Mario); Pé de Mico (Beneval), Sacico (Dode) e Geraldo (Libório); Nado, Neném, Sapateiro (Enéas), Leônidas (Moa) e Miro (Esquerdinha).  

Time base de 1952: Tripa (Raul ou Vadinho); Arthur (Bá) e Quirino (Jorge); Tião (Pé de Mico), Russo e Sapateiro (Biró); Hélio (Enéas), Bidon (Neném), Bolinha (Pery), Ditinho (Careca) e Esquerdinha

Time base de 1953: Celso; Tião e Preto; Hélio, Moacir e Edson; Hélio II, Maia, Simões, Enéas e Mico II

Time base de 1954: José; Ney e Valério; Pé de Mico, Lili e Dodô; Hélio, Carlinhos, Décio, Mariano e Periquito

Time base de 1955: José; Nei e Valério; Reliston, Geraldo e Esteves; Hélio, Marino, Silvio, Nico e Mineiro (Maurício).

Time base de 1956: Zé Américo (Reis); Ney e Tião; Hilton (Relston), Lauri (Vadico) e Valério (Neumar ou Xacoco); Pé de Mico (Chiquinho), Ronaldo (Mauro ou Darci), Carlinhos (Boca ou Haroldo), Valdir (Zezinho ou Ivan) e Jorge (Maurício ou Sabará)

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: O Globo Sportivo (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)

FONTES: A Luta Democrática (RJ) –A Noite (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – O Radical (RJ) – Tribuna de Imprensa (RJ)