
Por Sérgio Mello
O Fundição Nacional Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os ‘Periquitos’ jogou o Campeonato Carioca da 2ª Divisão em três oportunidades: 1928, 1929 e 1933, todas pela LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres).
História
Fundado na quinta-feira, do dia 20 de Janeiro de 1916, por três jovens operários da casa Hime & Cia: Alberto de Medeiros, Augusto de Oliveira e Raymundo Santos, no sobrado da empresa, na Rua Riachuelo, nº 363, no Centro do Rio (RJ). As suas cores era o verde e amarelo.
Trabalhando nas unidades oficinas da Fundição Nacional, foi fácil angariar um bom número de associados para o novo clube. Adão Duarte de Oliveira foi o 1º Presidente do clube.
O seu 1º campo ficava na Barreira do Senado (1920-1921), com o nome de Fundição Nacional Football Club (manteve essa nomenclatura até o dia 20 de Janeiro de 1920, quando alterou para Fundição Nacional Athletico Club). Depois o espaço físico foi erguido o edifício da Cruz Vermelha.
O Fundação Nacional pertencia a Hime & Cia. Fábrica de ferros de engomar, na Rua Luiz Gama, nº 40, na Tijuca (atualmente, a rua faz parte do bairro do Maracanã), na Zona Norte do Rio, era uma fábrica que produzia ferros de engomar, balanças, louças de ferro batido, fundido, estanhado, etc.
O clube alugava salões de outras agremiações para realizar grandes bailes. No futebol, além dos Primeiros, Segundos e Terceiros Teams, o clube ainda dispunha das categorias base: juvenil e infantil.
Entre 1919 a 1928, a sua Sede ficava na Rua do Senado, nº 1 (sobrado); já em 1929, a sua Sede passou a ser na Rua Senador Pompeu, nº 280; em 1938, a sua Sede estava situada na Rua Pedro I, nº 51; ambos no Centro do Rio.
Praça de Esportes (1926)
A sua Praça de Esportes ficava localizada na Avenida Pedro Ivo (meses depois alterou o nome para ‘Avenida Pedro II’), nº 147, no Imperial de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Em 1917, a Cruz Vermelha Brasileira cedeu uma parte do terreno ao clube.
No contrato, constava a obrigação do Fundição Nacional Football Club em murá-lo e gradeá-lo, ficando com o direito de utilizá-lo pelo período de dois anos. Em fevereiro de 1918, o clube não conseguiu concluir as obras por falta de recursos, passando o contrato, com autorização da diretoria, ao empresário sr. Paschoal Segreto, que pagou todas as despesas do Fundição Nacional, como também concluiu todas as obras, deixando o terreno completamente murado, gradeado e a grama nivelada, sem ônus algum para a Cruz Vermelha Brasileira.

Ingressou em diversas ligas
No futebol, o clube ingressou na Associação Suburbana, onde obteve brilhante colocação. Em 1920, existia Fundição Nacional Football Club que fazia parte do Campeonato Suburbano, organizado pela União Sportiva Suburbana (USS). Time base de 1920: Zeferino; Sebastião e Caetano; Martello, Ganso e Oscar; Gasolina, Mané, Hermogênio, Bibi e Brancura.
Fundição Nacional se afastou devido à crise na empresa
Na década de 20, o clube sofreu uma paralização da atividade esportiva (entre 1922 a 1924), por três temporadas, pois ocorreu uma grande crise de trabalho nas oficinas que em uma assembleia geral foi deliberado suspender temporariamente a pratica dos esportes. Após o problema ter sido contornado, o clube ressurgiu na segunda-feira, do dia 25 de maio de 1925, mais forte e coeso.
Ingressou na LMDT em 1926
No sábado, do dia 17 de julho de 1926, o sportman Adão Duarte deu entrada de filiação na secretaria da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), que homologou cinco dias depois, na quinta-feira, do dia 22 de julho de 1926.
Fundição Nacional ficou com o Vice do Torneio Início
No domingo, do dia 15 de abril de 1928, na Praça de Sports do Fidalgo, em Madureira, realizou-se o Torneio Initium da LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres), sob o patrocínio da Associação de Chronistas Desportivos (ACD).
O interessante torneio foi disputado com muito ardor e entusiasmo, correndo tudo na melhor ordem possível. A esquadra do Modesto, que, brilhantemente, levantou o campeonato, apresentou-se em completa forma, atuando com muita técnica e precisão. O segundo lugar coube à equipe da Fundição Nacional, cujo jogo muito agradou.
Na estreia, o Fundição Nacional bateu o Esperança por 1 a 0 e dois escanteios a zero. Oscar de Souza (Fidalgo) foi o árbitro da partida. Nas semifinais, os ‘Periquitos’ eliminaram o Americano por 1 a 0 e um escanteio a zero. A arbitragem ficou a cargo de Lindolpho Ribeiro (Associação de Chronistas Desportivos).
Na grande final, diante do Modesto, o Fundição Nacional empatou sem gols, porém acabou perdendo nos escanteios: 2 a 0 a favor do Modesto. Norberto de Palva Anciñes (LMDT) foi o árbitro da peleja.
A esquadra campeã estava assim organizada:
Belfort; Leal e Lerruth; Saturnino, Rhodas e Estácio; Rubens, Mulatinho, Lyrio, Armando e Inglez.
Era a seguinte a organização do Fundição, que ficou em 2º lugar:
Maneco; Sinhó e Nelson; Jodeshal, Pedro e Arthur; Gago, Alberto, Fica, Manoelzinho e Oliveira.
Em 1928, disputou o Campeonato da Primeira Divisão da AMEA, na Divisão Emmanuel Nery. Na tarde de domingo, às 15h15 min., do dia 29 de julho de 1928, o Fundição Nacional venceu o Esperança Football Club por 2 a 0, no campo da Avenida Pedro II, em São Cristóvão. Nos Segundos Quadros, nova vitória: 1 a 0.
Na “canetada” o Fundição Nacional fica com o vice dos 2º Teams de 1929
No domingo, às 16 horas, do dia 23 de março de 1930, foi decidido o torneio de Segundos Quadros da veterana Liga Metropolitana, entre as esquadras do Sport Club Boa Vista, do Alto da Boa Vista, vencedor da divisão “Emmanoel Coelho Netto“, e do Fundição Nacional Athletico Club, campeão da divisão “Emmanoel Nery“.
Vale informar que essa partida tinha acontecido, a exatos um mês antes (domingo, do dia 23 de fevereiro de 1930). Na ocasião, no campo do Mavilis, no bairro do Caju, o Fundição Nacional venceu por 4 a 3, após várias prorrogações.
Entretanto, a diretoria da Liga Metropolitana, sediada na rua Sete de Setembro, resolveu anular esse jogo, em vista do seu regulamento não permitir prorrogações em tais casos.
A partida derradeira, aconteceu no campo do Sport Club America, situado na Rua Isolina, nº 64, no bairro do Méier, na Zona Norte do Rio, que passou por importantes transformações para essa peleja.
Após 90 minutos, melhor para o Fundição Nacional que bateu o Boa Vista pelo placar de 4 a 2, conquistando naquele momento o título da Liga Metropolitana dos Segundos Quadros de 1929.
Na etapa final, quando o time auriverde vencia por 3 a 0 (gols de Nelson e Firmino, com dois tentos), o Boa Vista ameaçou uma reação, com dois gols do atacante Sérgio. No entanto, Cadorna fez o 4º gol do Fundição, colocando por terra o desejo de empate do time do Alto da Boa Vista.
A partida teve como árbitro o sr. Antônio Drummond, que precisou agir quando alguns jogadores trocaram sopapos.
Fundição Nacional: Waldemar; Gualter e Nelson; Chorão, Dininho e Doutor; Octavio, Firmino, Otto, Cadorna e João.
Boa Vista: Caetano; Bahiano e Arthur; Sérgio, Joca e Noravio Gomes; Gentil, Mazessi, Amaro, Petronilho e Fernandes.
Porém, quatro dias depois (27/03), o título foi retirado do Fundição e dado ao Boa Vista. A direção da Liga deu a seguinte resolução: “Declarar o Sport Club Boa Vista vencedor dos Segundos Quadros, nos termos do Artigo 52 do Regulamento de Football”.
Tal decisão teve consequências por parte do Fundição Nacional. No dia 3 de abril de 1930, a diretoria solicitou o desligamento da Liga Metropolitana por se considerar sem nenhum respaldo junto a entidade.
Entrou na AMEA num mês e no seguinte desistiu
Em dezembro de 1931, o clube tentou se filiar na AMEA. No mês seguinte foi analisado pela entidade, que aprovou a entrada do Fundição Nacional. No entanto, em 15 de fevereiro de 1932, o clube acabou desistindo de ingressar na AMEA.
Clube retorna a LMDT em 1933
Na quinta-feira, do dia 09 de março de 1933, o Fundição deu entrada na secretaria da LMDT, o pedido de filiação, que foi prontamente aceito.
Em 1933, o Fundição Nacional disputou a sua última edição do Campeonato Carioca da 2ª Divisão, organizado pela Liga Metropolitana. Pela Divisão Emmanuel Nery, estiveram presentes: Mauá, Sparta, Viação Excelsior, Triangulo Azul, Silva Manoel, Jornal do Commercio, Boa Vista, Fundição Nacional, Jequiá, Sporting Club Brasil.
Na estreia – no domingo, dia 04 de junho de 1933 – o Fundição Nacional ficou no empate em 1 a 1 com o Sporting Club do Brasil, nos seus domínios. Os visitantes abriram o placar por intermédio de Pekim. Na etapa final, Lauro deixou tudo igual para time da casa. O árbitro foi Benedicto Tosta Parreiras (Oriente A.C.).
O Fundição jogou assim: Capilé; Zé Luiz e Zico; Turco, Pinho e Eloy; Adyr, Mesquita, Lauro, Manulo e Montenegro.
Pela 2ª rodada, no sábado, dia 10 de junho de 1933 – o Fundição Nacional foiaté o Centro do Rio e derrotou o Silva Manoel pelo placar de 3 a 2. Os gols foram de Lauro, duas vezes, e Mesquita um tento; enquanto Mingo fez os dois gols dos visitantes.
Fundição: Capilé; Zé Luiz e Zico; Bolão, Tininho e Gago; Malvino, Mesquita, Lauro, Manteiga e Sebastião.
Pela 3ª rodada, no domingo, dia 18 de junho de 1933 – nova vitória do Fundição ao bater o Sparta por 4 a 1, em São Cristóvão.
Fundição: Capilé; Zé Luiz e Zico; Bolão, Tininho e Gago; Malvino, Mesquita, Lauro, Manteiga e Sebastião.
Pela 4ª rodada, no domingo, dia 25 de junho de 1933 – Fundição e o Triangulo Azul FC empataram 2 a 2, em São Cristóvão.
Pela 5ª rodada, no domingo, dia 02 de julho de 1933 – o Fundição perdeu a invencibilidade ao ser goleado pelo Boa Vista por 5 a 2, na Estrada das Furnas.
Pela 6ª rodada, no domingo, dia 09 de julho de 1933 – o Fundição sofreu outra derrota acachapante. O Viação Excelsior FC goleou por 8 a 0, em São Januário. O árbitro foi Hermenegildo Luiz da Costa.
Pela 7ª rodada, no domingo, dia 16 de julho de 1933 – o Fundição voltou a perder e por goleada: Mauávenceu por 4 a 0, no campo do Jornal do Commercio, na Av. Francisco Bicalho. O árbitro foi Hermenegildo Luiz da Costa.
Pela 8ª rodada, no domingo, dia 23 de julho de 1933 – o Fundição e o Jornal do Commercio empataram em 4 a 4, no campo da Av. Francisco Bicalho. Fundição: Barriga; Neco e Bolão; Turco, Mussum e Gago; Lua, Mesquita, Malvino, Manteiga e Manezinho.
No returno, no domingo, dia 27 de agosto de 1933 – o Fundição acabou goleado, fora de casa, pelo Sporting Club do Brasil, por 4 a 1.
Pela 10ª rodada, no domingo, dia 17 de setembro de 1933, no campo da Av. Francisco Bicalho. Triangulo Azul e Fundição Nacional ficaram no empate em 3 a 3. Os gols foram de Vica (três gols) para o Fundição; enquanto Padilha, Badé e João, de pênalti para o Triangulo.
Fundição: Djalma; Neco e Mello; Turco, Alex e Gago; Chorão, Mesquita, Allegria, Vica e Manezinho.
Pela 11ª rodada, no domingo, dia 24 de setembro de 1933, mesmo jogando nos seus domínios, o Fundição Nacional acabou derrotado pelo Boa Vista por 3 a 0. Os gols foram de Salvador (dois gols) e Antoninho.
No final, o Fundição Nacional não conseguiu emplacar, ficando na parte de baixo da tabela de classificação da LMDT.
Na terça-feira, do dia 24 de abril de 1934, em reunião da direção do clube ficou definido que o Fundição não disputaria o certamente da Liga Metropolitana. Além disso, a sua praça de esportes passaria por grandes reformas. O futebol seguiria realizando jogos amistosos e excursões.
Jogou na Federação Metropolitana em 1935
Em 1935, disputou o Campeonato da Federação Metropolitana de Desportos (FMD). A competição contou com a participação de 22 clubes, divididos em duas chaves de 11 equipes.
Série Norte:
Oriente A.C., Campo Grande A.C., Santíssimo F.C., S.C. São José, Deodoro A.С., S.C. União, Magno F.C., Cordovil A.C., S.C. Ideal, Irajá A.C. e Sudan A.C.
Série Sul:
S.C. Cocotá, Jardim F.C., S.C. Boa Vista, Sporting Club do Brasil, Fundição Nacional A.C., Confiança A.C., Viação Excelsior F.C., Japohema F.C., C.A. Central, River F.C. e S.C. Portugal Brasil.

Disputou o campeonato da Federação Suburbana, em 1939 e 1940
Na quinta-feira, do dia 24 de março de 1939, o clube deu entrada na secretária Federação Athletica Suburbana (FAS), situado na Avenida Amaro Cavalcanti, no bairro do Méier, na Zona Norte do Rio, o pedido de filiação. Em seguida, o Fundição foi informado que o pedido foi aceito.
A sua primeira participação na FAS, foi no Torneio Início de 1939, na tarde de domingo, do dia 23 de abril. Na estreia, nem precisou jogar uma vez que o Del Castillo FC, não compareceu. Nas semifinais, empatou em 1 a 1 com o Mavilis, porém nos escanteios acabou sendo eliminado por 1 a 0.
Depois, disputou o Campeonato Suburbano de 1939, da Federação Athletica Suburbana (FAS), que contou com a presença de 12 clubes: Adélia Football Club, Confiança Athletico Club, Engenho de Dentro Athletico Club, Fundição Nacional Athletico Club, Manufatura Porcellana Football Club, Mavilis Football Club, River Football Club, Sport Club Abolição, Sport Club Ideal, Sport Club Mackenzie, Sport Club Opposição e Sport Club União.
No final, o Fundição Nacional terminou na 3ª colocação, nos Primeiros Quadros (Engenho de Dentro foi o campeão); enquanto nos Segundos Quadros ficou em 4º lugar (O River ficou com o título).
Na estreia, pela Série Ricardino Netto, na tarde de domingo, do dia 14 de maio de 1939, o Fundição Nacional foi até a Rua João Pinheiro, na Piedade, e acabou derrotado pelo River Football Club por 3 a 2. Nos Segundos Quadros, o River também venceu pelo placar de 2 a 1.
Na 2ª rodada, na tarde de domingo, do dia 28 de maio de 1939, diante de seus torcedores, o Fundição Nacional bateu o Santíssimo por 3 a 0. Nos Segundos Quadros, o Fundição goleou placar de 6 a 1.
Pela 3ª rodada, na tarde de domingo, do dia 26 de junho de 1939, jogando fora de casa, o Fundição Nacional derrotou o Piedade por 3 a 0. Nos Segundos Quadros, o Fundição também venceu: 2 a 1.
Pela 4ª rodada, na tarde de domingo, do dia 09 de julho de 1939, contando com um grande público, o Fundição Nacional goleou o River por 5 a 0 (no returno, nova goleada do Fundição: 4 a 0), no campo da Avenida Pedro II, em São Cristóvão.
Os gols foram assinalados por Pisca duas vezes, Mesquita, Carlinhos e Loló, um tento cada. Nos Segundos Quadros outro triunfo pelo placar de 3 a 0. O time principal do Fundição jogou assim: João; Zica e Bolão; Nadinho, Bico e Caçula; Loló, Mesquita, Pisca, Carlinhos e Mario.
Pela 5ª rodada, na tarde de domingo, do dia 16 de julho de 1939, o Fundição foi até o bairro de Santíssimo e ficou no empate com o time homônimo em 2 a 2. Nos Segundos Quadros o Santíssimo venceu por 2 a 1.
O Fundição seguiu fazendo boa campanha e até sonhou com o título. Porém, no domingo, do dia 21 de janeiro de 1940, o clube enfrentou o Engenho de Dentro, no campo da Avenida João Ribeiro, em Pilares. A partida teve arbitragem do sr. Augusto Silva.
No final, o Fundição acabou derrotado pelo placar de 4 a 2, resultando na conquista do Engenho de Dentro que se sagrou campeão do Campeonato Suburbano de 1939, de forma antecipada.
O atacante Claudio abriu o placar para o Fundição. Logo depois, Mulambo deixou tudo igual. Aos 40 minutos, Rubens marcou o tento da virada do Engenho, na primeira etapa.
No segundo tempo, Mulambo ampliou para os ‘Fantasmas’. Em seguida, após um bate e rebate na área, Carlinhos aproveitou o rebate de Basilio, para diminuir o marcador. Num contra-ataque, Mulambo, marcou o 4º tento do Engenho, dando números finais a peleja.
Engenho de Dentro: Basilio; Virada e Carestia; Monteiro, Joffre e Venerotti; Bahianinho, Salim, Mulambo, Rubens e Joãozinho.
Fundição: Oliveira; Juca e Walter; Pico, Betinho e Almerindo; Zico, Mesquita, Carlinhos, Claudio e Belmiro.
Última aparição do Fundição
Em 1940, o Fundição Nacional voltou a jogar o Campeonato Suburbano, organizado pela Federação Athletica Suburbana (FAS), ficando na Divisão Benedicto Sarmento, que contava com nove clubes:
Sport Club Abolição; Sport Club Opposição; Engenho de Dentro Athletico Club; Fundição Nacional; Casino Realengo; Sport Club Mackenzie; Argentino Football Club; Gaúcho Football Club e Sport Club Cisper.
Em abril de 1941, a diretoria do Fundição Nacional comunicou a Federação Suburbana, que não participaria da temporada. O motivo foi que o grêmio de São Cristóvão, entendeu que não tinha o respaldo da entidade por ter sido inserido na Divisão Benedicto Sarmento.
O clube acreditava ter todos os requisitos necessários, para figurar ao lado dos chamados clubes fundadores que formam a principal chave: série “Mario Calderaro“.
Como a Federação Suburbana não atendeu o pedido, o Fundição optou em se ausentar do campeonato. Em maio daquele ano, a diretoria foi além e deu entrada na entidade solicitando o seu desligamento em definitivo.
A partir daí, o clube se limitou a realizar amistosos e algumas excursões. Esses jogos, gradativamente foram diminuindo até a década de 50, quando encontrar notícias do clube se tornou cada vez mais escassa até desaparecer.
Algumas formações:
Time base de 1919: Malho (Chiquinho ou Roberto); Ernesto (Baguette) e Arthur; Bahia, Hermes e Mario; Veado (Jarbas), Arnold (Bibi), Lulú, Capelli (Álvaro) e Manoel (Paulista).
Time base de 1920: Zeferino; Sebastião e Caetano; Martello, Ganso e Oscar; Gasolina, Mané, Hermogênio, Bibi e Brancura.
Time base de 1921 (1º Quadros): Mario; Orlandino e Annibal; Lauriano (Lulú), Hermógenes e Casimiro (Nesi); Claudionor (Gazolina), Manuel (Marinheiro), Ratinho (Juca) e Paulino (Romano). Capitão: Hermógenes.
Time base de 1921 (2º Quadros): Mole (Severino); Camões (Didi) e Renato; Vidal (Reynaldo), Leonardo e Luiz (Carlos); Bexiga, Lyrio, Mario, Mario II e Manuel.
Time base de 1927: Bacharel (Manoel); Zé Maria e Nelson (Antonino); Eloy (Attila ou Ary), Ribeiro (Machado) e Sebastião (Nogueira); Canto (Manoel II), Chiquinho (Carolino), Wanderá (Octavio), Jayme (Candinho ou Bahia) e Oscar (Esquerdinha ou Cruz).
Time base de 1928: Maneco (Pato); Sinhô (Esquerdinha) e Nelson (Amorim); Juvenal (Joderval ou Sebastião), Pedro (Coutinho) e Doutor (Arthur, Eloy ou Wandevá); Gago (Mineiro), Alberto (Chiquinho), Fico (Eurico ou Mario), Manoelzinho (Dito) e Oliveira (Casaca).
Time base de 1929: Gallego (Paulino); Oscar (Nelson ou Waldemar) e Henrique; Joderval (Sodoval), Ribeiro e Eloy (Allonso); Oswaldo (Orivaldo), Daniel (Izzo), João (Nenê), Marcello (Bahia ou Manoelzinho) e Sebastião (Petronilho ou Gladiston).
Time base de 1930 (2º Quadros): Waldemar; Gualter (Goulart) e Nelson (Rola); Chorão, Dininho (Deminho) e Doutor; Octavio (Jobel), Firmino, Otto, Cadorna e João (Cardoso).
Time base de 1933: Capilé (Barriga, Djalma, Francisco ou Aldemar); Zé Luiz (Bolão ou Mello) e Zica (Rubens ou Neco); Turco (Nicanor ou Tininho), Pinho (Alex, Antenor ou Mussum) e Eloy (Waldemar ou Gago); Adyr (Chorão, Flavio ou Malvino), Mesquita (Lua ou Juvenal), Lauro (Allegria, Antônio ou Manezinho), Manulo (Vica, Pinto ou Manteiga) e Montenegro (Sebastião ou Mendes).
Time base de 1934: Orestes; Miguel (Cuica) e Mussum (Ary); Zica (Gunça), Cabral (Esquimber) e Mario (Gaguinho); Corniga (Octavio), Mesquita (Sylvio), Dyonisio, Bahiano (Gago II) e Sebastião (Trabalho).
Time base de 1936: Orestes; Carvalho e Turco; Paulino, Cabral e Eloy; Carlinhos, Pisca, Zica, Bahiano e Sebastião.
Time base de 1937: Vicente; Carlos Leite e Tião; Hugo, Agostinho e Mussum; Octavio (Ary), Gordinho (Barroso), Miguel, Manduca (Bigode) e Oscar (Cacá).
Time base de 1938: Beiçola (Joãozinho ou Novato); Hugo e Benê; Nandes, Augusto e Theotonio; Luizinho (Ary), Pico (Baleia), Mesquita (Dionisio) ou Sardinha), Zica (Pisca) e Zeca (Kaká ou Mario).
Time base de 1939: João (Nelsinho ou Oliveira); Zica (Jayme) e Ribeiro (Bolão ou Bené); Pico, Augusto (Moacyr ou Nadinho) e Caçula (Palmerindo); Loló (Ary), Mesquita, Pisca (Jaguaré), Claudio e Mario (Carlinhos).
Time base de 1940: Oliveira; Juca e Walter; Pico, Betinho e Almerindo; Zica, Mesquita, Carlinhos, Claudio e Belmiro.
Time base de 1942: Oliveira (Louro, Laurentino ou Pinguim); Russo e Mascote; Bolão (Pico ou Roberto), Chatô (Noca) e Bagre (Luiz Orlando); Sitine (Noberto), Mesquita (Merola), Rafael (Careca ou Ary), Camello (Selado ou Velha) e Gabirú (Tião ou Baleia).
Time base de 1943: Nelson (Pinga); Mattos e Bolinha; Lica, Noca e Russo; Silime, Mesquita, Oliveira, Pico e Terciano.
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
Trabalho de pesquisa: Sérgio Mello
FONTES: A Batalha (RJ) – A Esquerda (RJ) – A Noite (RJ) – A Nação (RJ) – A Noite (RJ) – Anuário Estatístico do Distrito Federal: Ano VI – 1938 – A Razão (RJ) – A Rua: Semanário Illustrado (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Jornal (RJ) – O Paiz (RJ) – Revista Suburbana (RJ) – Rio-Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ) – Vida Doméstica (RJ)










