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Santa Cruz Esporte Clube – João Pessoa (PB): 3º lugar no Estadual de 1931

O Santa Cruz Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de João Pessoa (PB). A sua Sede ficava localizada na Rua Direita (atual: Duque de Caxias), nº 326, no Centro de João Pessoa.

A equipe Alvirrubra foi Fundado no domingo, do dia 06 de Abril de 1930, com o nome de “Santa Cruz Sport Club“, por importantes famílias da cidade. Na reportagem de O Norte, foi descrito com detalhes de como era o escudo, bandeira e uniforme da equipe.

O clube se filiou na Liga Desportiva Paraibana (LDP), na terça-feira, do dia 31 de Março de 1931. Nesse momento, o Santa Cruz era constituído da seguinte Diretoria:

Presidente – Antonio Tourinho Paes Barreto;

Vice-Presidente – Deraldo de Almeida;

1º Secretário – Manuel Pereira do Nascimento;

2º Secretário – Francisco Espínola;

Tesoureiro – Gilberto Stuckert;

Diretor de Esportes – Walfredo Alcântara.

Atletas transferidos com ‘Passe’ para o Santa Cruz

Cabo Branco: Juvenal Silva – Raul Coutinho – José Rodrigues Albuquerque;

Vasco da Gama: Alcino Ribeiro de Lira – Manoel Aragão – José Pessoa Pimentel;

Internacional: Aluizio Monteiro da França – Luiz Von Sohsten;

Palmeiras e do America: Lourival Ribeiro – Luiz Pinheiro – Fernando Falcão.

Jogadores que não renovaram com o alvirrubro

Manoel Corrêa Lima (grande goleiro da época); Petrarca Grisi; Gilberto Stuckert; Mario Romero; Nelson Murilo Lemos; Fernando Murilo Lemos; Orlando do Rêgo Luna (em 1955, era presidente do Santos); Carlos Jatahy Filho; Orlando Menezes; Mathias de Oliveira; Manoel Deodato; Dr. Everaldo Soares; Walfredo Alcântara do Nascimento; Astrogildo Miranda; Mario Corrêa; João Lins Fialho, entre outros.

Primeiros jogos realizados após filiação

Derrota para o Pytaguares (3 a 0); empate com o Vasco da Gama (2 a 2); vitória sobre o Internacional (2 a 0); derrota para o Cabo Branco (6 a 3); triunfos em cima do Palmeiras (2 a 1), Pytaguares (4 a 1) e Vasco da Gama (2 a 1); derrota para o Internacional (2 a 1); vitória sobre o Pytaguares (3 a 1); nova derrota para o Internacional (1 a 0).

Terceiro lugar no Estadual de 1931

No final, a equipe alvirrubra terminou na 3ª colocação, no geral, do Campeonato Paraibano de 1931. Ao todo, a campanha foi a seguinte: foram dez jogos e 11 pontos; com cinco vitórias, um empate e quatro derrotas; marcando 19 gols, sofrendo 18 e um saldo positivo de um tento.

Representantes junto à Liga

Por designação da Diretoria foram, credenciados como representantes junto à Liga os desportistas João Elias Bernardo e Waldemar Leite, ficando na suplência, Manoel Pereira do Nascimento.   

Na terça-feira, do dia 08 de Setembro de 1931, o clube apresentou o desportista Manoel Pereira do Nascimento para prestar exame para árbitro, o Presidente da Liga, Dr. João Santa Cruz, designou a seguinte comissão para examiná-lo: Anchises Gomes, Luiz França Sobrinho e Severino de Carvalho.    

Um ex-presidente da FPF que também jogou no Santa Cruz com 16 anos, ainda no colegial, defendeu as cores do Santa Cruz, o estimado desportista França Neto, presidente da FPF em 1951. Também jogaram pelo alvirrubro os seguintes atletas: Adhemar Sorrentino, Alberto Grisi, Domingos Sorrentino, Clóvis Procópio e João Correia Teixeira.   

Deixou a presidência Antonio Tourinho

Na terça-feira, do dia 22 de março de 1932, em ofício dirigido a Liga, por questões de ordem interna o Santa Cruz, foi licenciado, para com sete dias depois de voltar a declinar da licença; quando assumiu a Presidência o Dr. Orris Barbosa.

FONTES: Livro “A História do Futebol Paraibano”, de Walfredo Marques – O Norte (PB)

Inédito!! Internacional Sport Club – Cabedelo (PB): Vice-campeão Paraibano de 1932

O Internacional Sport Club foi uma agremiação da cidade de Cabedelo (conta com uma população de 69.773 habitantes, segundo o IBGE/2021), que fica a 18 km da capital de João Pessoa, no estado da Paraíba. Foi Fundado no sábado, do dia 12 de Janeiro de 1924, na Vila de Cabedelo, que era um distrito de João Pessoa (ganhou status de município pela Lei Estadual 1.631, em 12 de dezembro de 1956).  

Foi um dos clubes que marcou época na história do futebol paraibano. Por ele desfilaram craques como Neco, Manduquinha, Carlos Teles, Zezinho, Ademar Viana. Também envergou a camisa, o zagueiro Clodoaldo Passos Fialho, que depois se tornou Tenente Coronel da Polícia Militar e presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), na década de 50.

Em 1926, o Inter de Cabedelo se filiou a LDP

No sábado, do dia 06 de Fevereiro de 1926, o secretário do clube, o desportista João Dornelas enviou um ofício a Liga Desportiva Parahybana (existiu entre 1919 a 1940), solicitando filiação e inscrição ao campeonato.

A ação da diretoria despertou entusiasmo aos freqüentadores do Prado, como era conhecido anteriormente Cabo Branco. João da Mata Corrêa Lima, o valoroso presidente da Liga Desportiva Parahybana (LDP), concedeu a filiação Requerida.   

Lista dos jogadores de 1926

Uma curiosidade foi o clube enviou a solicitação de filiação, e também no ofício a relação dos atletas da equipe dos dois quadros, que continham os seguintes nomes:  

Primeiro Quadro – José Ribeiro, Genésio da Silva, João da Cruz Santiago, Antonio Roughe, Joaquim Rodrigues (na década de 50, se tornou presidente do Saturno do Roger), Agripino Dornelas, Balduino Gomes Viana, José Vitalino de Carvalho, José Rodrigues, Epímaco Dornelas e Ulisses Dornelas (nos anos 50, era funcionário do Departamento de Portos, Rios e Canais).

Segundo Quadro – Ademar Vianna, Antonio Vital, Antonio Barbosa, Laurindo Teixeira, Ulisses Correia, João Correia Filho, Pedro da Costa, Waldevino Carlos, Severino Bezerra, Martin Freire e Antonio Sálvio de Azevedo (popular Menininho).

Entre os documentos apresentados, uma lista de 54 sócios do clube, na qual o nome do desportista Genival Leal de Menezes, que décadas depois se tornou presidente da FPF.

O mesmo secretário João Dornelas, pelo ofício s/n da quinta-feira, do dia 04 de Março de 1926, credenciou como representantes do Internacional, junto à Liga, os diretores, Aderbal Piragibe de Oliveira e Narciso de Souza Falcão.

Primeiro jogo oficial

Em obediência a tabela oficial do Campeonato de 1926, jogou pela 1ª vez, após a filiação, na tarde da sexta-feira, no dia 26 de março, no Prado, em Jaguaribe, o Palmeiras Sport Club, de João Pessoa.

Na peleja do 2º Quadros, o Internacional perdeu por 4 a 0. O time formou assim: Antonio Roughe; Antonio Barbosa e Ulisses Correia; Waldevino Carlos, Ademar Vianna e Antonio Vital; Agripino Dornelas, José Ribeiro, Severino Bezerra, José Rodrigues e João Balduino.

Na peleja entre as equipes principais, houve empate de 1 a 1. Resultado deveras sensacional para um clube que se exibia pela primeira vez. Os atletas que integraram o 1º Quadro do Inter de Cabedelo:

Laurindo Silva; Epímaco Dornelas e Ulisses Dornelas; Agripino Dornelas, João da Cruz Santiago e José Ribeiro; Antonio Roughe, Ademar Viana, Antônio Vital da Silva, José Rodrigues e Balduino Viana.

O juiz da partida foi Edgard Neiva, auxiliado por Zé Pedro e Pitota. Como representante da Liga esteve em campo, o desportista da época, Artur Paiva.

Oito participações na Elite do Futebol Paraibano

Ao todo o Internacional Sport Club disputou o Campeonato Paraibano da 1ª Divisão, pela Liga Desportiva Parahybana (LDP), em oito oportunidades: 1926, 1927, 1929 (5º lugar), 1930, 1931 (4º lugar), 1932 (2º lugar), 1933 (5º lugar) e 1935 (5º lugar).

Vice-campeão Paraibano de 1932

Das oito edições, a sua melhor participação aconteceu no Campeonato Paraibano da 1ª Divisão de 1932, ao terminar na segunda colocação, no geral, só atrás do campeão Sport Club Cabo Branco. A competição contou com a presença de oito equipes:  

Sport Club Cabo Branco; Inter de Cabedelo; Miramar Sport Club; Palmeiras Sport Club; Pitaguares Sport Club; Santa Cruz Sport Club; Vasco da Gama Sport Club e Vencedor Sport Club.

A campanha do Internacional de Cabedelo foi a seguinte: foram 14 pontos em nove jogos, com seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota.

TEXTO, PESQUISA, DESENHO DO ESCUDO E UNIFORME: Sérgio Mello

FONTES: Walfredo Marques, de o jornal O Norte (PB) – Rsssf Brasil

Inédito!! Tibiry Sport Club – Santa Rita (PB): Três edições do Estadual na década de 20

O Tibiry Sport Club foi uma agremiação da cidade de Santa Rita, que possui uma população de 136.586 habitantes, segundo o IBGE/2019, e fica a 11 km da capital de João Pessoa, no estado da Paraíba.

O “Alviceleste de Santa Rita” foi Fundado na sexta-feira, do dia 16 de Outubro de 1925, na Sede da filarmônica de Santa Rita, por funcionários da grande indústria dos irmãos Veloso Borges: Fabrica de Tecidos Tibiry S/A.

O 1º presidente de honra foi o Dr. Edgard Seager, tendo sido seu sucessor o Dr. Manoel Veloso Borges. A 1ª Diretoria, contou com o concurso dos seguintes membros:

Presidente – Heriberto Barbosa;

Secretário – Vicente Freire;

Tesoureiro – Luiz Emílio;

Orador – Floriano Mendes Freire;

Diretor de Esportes – o cargo ficou vago

Debutando na Elite Paraibana

Sob a presidência do Dr. João da Mata, na terça-feira, do dia 15 de Fevereiro de 1927, conseguiu a filiação à Liga Desportista Paraibana (LDP). Ao todo, foram quatro participações no Estadual: 1927, 1928, 1929 e 1944.

A sua estreia no Campeonato Paraibano de Futebol, no domingo, do dia 03 de Abril de 1927, nas derrotas para o Potyguares, por 6 a 1 e 5 a 0, no 1º e 2º Quadros, respectivamente.

Nessa peleja, jogaram atletas destacados, como o guardião Tiburcio dos Santos Filho, e, seus companheiros de clube, como José Clementino, José Francisco Chaves, Vicente Carneiro, Luiz Gomes, Severino Pereira, Adalberto Carvalho e tantos outros.

Todas as vezes, uma grande caravana de torcedores acompanhavam o quadro industrial até o hipódromo de Jaguaribe, nesse ainda cercado de zinco. Infelizmente, a falta de ambiente, contribuía sempre para lhe proporcionar dolorosos revezes.

Seu próximo compromisso com o Cabo Branco, foi mais decepcionante, pois voltou a ser esmagado pelo ingrato placar de 8 a 1. O árbitro desse jogo foi o popular desportista Aloysio França.

No 3º compromisso, fez uma grande partida contra o Palmeiras; embora derrotado por 2 a 1, deixou uma boa impressão. Com o resultado, o entusiasmo invadiu as hostes do simpático esquadrão da cidade vizinha cidade, voltando a jogar no domingo, do dia 05 de Junho, para conseguir a primeira vitória no certame oficial, frente ao conjunto do Internacional de Cabedelo por 3 a 1. O árbitro desse jogo foi Edgard Neiva.

FONTES: O Norte (PB) – Diário de Pernambuco (PE)

Inédito!! Clube Atlético Dolaport – João Pessoa (PB): Vice-campeão Paraibano da 1ª Divisão de 1944

O Clube Atlético Dolaport foi uma agremiação da cidade de João Pessoa (PB). A sua Sede e o seu Estádio da Graça ficavam localizados na Avenida (atual: Rua) Porfírio Costa, s/n (próximo do nº 366), no Bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa (PB).

O Alviverde foi Fundado na quinta-feira, do dia 10 de Fevereiro de 1938, por funcionários da Fábrica de Cimento Dolaport (Companhia Parahyba de Cimento Portland S.A.), com o nome de “Club Athletico Dolaport”. Na quarta-feira, do dia 07 de Setembro daquele ano, o clube inaugurou a sua Praça de Esportes. Nesse dia, o Dolaport enfrentou a Associação Sportiva da Cia. Portella, de Jaboatão dos Guararspes (PE)

O clube nasceu de forma modesta, mas a partir de 1940, surpreendeu os seus próprios sócios com um progresso assustador até 1942, quando se inscreveu na Federação Paraibana de Desportos (FPD), a fim de disputar o Campeonato Estadual de futebol profissional.

O Dolaport disputou a Elite do Futebol Paraibano em duas oportunidades: 1942 e 1944. No seu primeiro ano, debutou com estilo. Surpreendeu com uma atuação fantástica terminando na 3ª colocação.

No estadual de 1943, nem chegou a disputar, uma vez que a Federação Paraibana expulsou o Dolaport por indisciplina, na sexta-feira, do dia 11 de Junho.

Naquele ano, a diretoria do clube alviverde, liderados pelo presidente José Inácio Caldeira Versiane, Gutenberg Gomes Guimarães (vice-presidente), Valdemar Machado Rios (secretário) e Elpídio Ramalho (1º tesoureiro), lançaram uma campanha “Dos mil sócios” com o intuito de ampliar as suas instalações, e assim, concluir as obras da sua Sede e da Praça de Esportes.

Assim, retornou em 1944, onde conseguiu o seu melhor resultado, ao terminar com o vice-campeonato Paraibano de futebol da 1ª Divisão em 1944. O Botafogo ficou com o título daquele ano.

Amistosos nacionais

O Clube Atlético Dolaport excursionou a cidade de Natal (RN), para a realização de dois jogos. No primeiro encontro, no sábado, do dia 05 de junho de 1943, empate em 3 a 3, com o América de Natal.

No dia seguinte (domingo, do dia 06/06/43), o Dolaport goleou o campeão estadual, Clube Atlético Potiguar pelo placar de 6 a 2, no Estádio do Tirol, em Natal. A Renda dos dois jogos atingiu a soma de Cr$ 5.049,00.

No domingo, do dia 12 de Dezembro de 1943, Dolaport e América (PE) ficaram iguais em 2 a 2, em João Pessoa. Astrogildo abriu o placar para América no 1º tempo. Na fase final, Djalma e Antonio Berto marcaram para os paraibanos. Nos minutos finais Zé Pequeno, em cobrança de pênalti, deixou tudo igual.                                                                                

No domingo, do dia 09 de Janeiro de 1944, o Dolaport empatou com o Santa Cruz, do Recife (PE), em 4 a 4, em amistoso nacional, realizado no Estádio da Graça, em João Pessoa. O Dolaport chegou a estar vendendo por quatro a zero, mas acabou cedendo a igualdade no fim da partida.

Vale ressaltar que esse jogo marcou a inauguração do campo do Dolaport: Estádio Leonardo Vinagre da Silveira, o “Estádio da Graça”, localizado na Rua Porfírio Costa, s/n, no bairro Cruz das Armas, em João Pessoa. O 1º gol foi assinalado pelo atacante do Dolaport, Odilon.

No domingo, do dia 20 de Fevereiro de 1944, o Dolaport bateu o São Cristóvão (RJ) por 3 a 1, no Estádio da Graça, em João Pessoa. Essa foi a 1ª vez que um clube carioca jogou no estado da Paraíba.

A revanche contra o Santa Cruz (PE), aconteceu na tarde de domingo, às 15h45, do dia 12 de março do mesmo ano, no Estádio do Náutico, na Avenida Rosa e Silva. No jogo de dez gols, melhor para a Cobra Coral que venceu por 6 a 4 o Dolaport.

O time paraibano jogou: Paredão; Waldemar e Nilo; Rubinho, Marcial e Sabino; Gordinho, Antonio Berto, Djalma, Pedrinho e Odilon.

Na quarta-feira, do dia 22 de Março de 1944, o Dolaport goleou a Associação Atlética Great Western, do Recife (PE), pelo placar de 4 a 1, no Estádio da Graça, em João Pessoa. O primeiro tempo, terminou empatado em um gol. Na etapa final, os alviverdes marcaram três tentos, decretando o triunfo.

Dolaport: Pagé; Waldemar e Durval; Nilo, Marcial e Sabino; Zé Pequeno, Antonio Berto, Djalma, Nuca e Gordinho.

Great Western: Rubens; Luiz e Mario Matos; Quirino, Pixe e Narciso; Badú, Beroni, Damião, Dedé e Batista.

Fim da linha

A partir de 1945, o clube se afastou das competições profissionais, mas realizou alguns amistosos. A sua última relevante informação, aconteceu na terça-feira, do dia 17 de maio de 1949, quando o Legislativo Municipal de João Pessoa, apresentou um projeto-lei autorizado pela prefeitura a desapropriar amigável ou judicialmente, o campo (adaptado a um pequeno estádio) do clube. Nessa época, a agremiação estava com o nome alterado: Dolaport Esporte Clube, pertencente a industria Reunida F. Matarazzo.

Time-base de 1944: Paredão (Congo ou Pagé); Waldemar e Nilo (Durval); Rubinho (Guariba), Marcial e Sabino; Gordinho (Pedeaço), Antonio Berto (Zé Pequeno), Djalma (Amorim), Pedrinho (Nuca) e Odilon (Carlito).

FONTES: Diário de Pernambuco (PE) – Pequeno Jornal (PE) – A Noite (RJ) – Diário Carioca – Diário da Noite (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – Sport Ilustrado (RJ)

Escudo inédito, de 1954: Auto Esporte Clube – João Pessoa (PB)

O Auto Esporte Clube é uma agremiação da cidade de João Pessoa (PB). O “Clube do Povo” foi Fundado no dia 07 de Setembro de 1936, por um grupo de taxistas que se concentravam na Praça do Relógio, hoje conhecido como Ponto de Cém Reis, no centro da cidade de João Pessoa.

No entanto, por motivos até então desconhecidos, seu aniversário é comemorado no dia 7 de setembro. É conhecido como o Clube do Povo e o seu mascote é o macaco. É o quarto maior vencedor do Campeonato Paraibano de Futebol.

Nos primeiros anos, o Auto treinava nos campos localizados no centro da capital, o que foi lhe dando popularidade, devido a isso, arrastou multidões aos estádios, e pouco a pouco, criando a sua originalidade que até hoje é conhecido como o Clube do Povo.

Dando início a sua galeria de troféus, o Clube do Povo em 1939 conquistou o seu 1º campeonato paraibano e de maneira invicta. Em 1959 foi o primeiro clube paraibano a disputar uma competição nacional, a Taça Brasil (hoje reconhecida como Campeonato Brasileiro pela CBF).

Conquistou esse direito depois de ter sido campeão paraibano do ano anterior. Já no ano de 1993 foi o primeiro paraibano a vencer na Copa do Brasil ao derrotar o Paysandu por 2a1 no Estádio Almeidão, em João Pessoa.

PRIMEIRO JOGO INTERNACIONAL

No ano de 1951 o Auto Esporte Clube realizou sua primeira partida internacional, contra a tripulação do barco argentino Punta Del Loyola, que estava ancorado no porto de Cabedelo, e venceu por 5 a 1.

CAMPEÃO INVICTO DE 1939

Em 1939, o Auto Esporte sagrou-se Campeão Paraibano invicto, pelo campeonato organizado pela LDP (Liga Desportiva Paraibana). No primeiro compromisso, o Auto Esporte venceu ao Treze por 3 a 2; em seguida derrotou o Esporte Clube União por 2 a 1; Palmeiras-PB por 2 a 1, para, 8 dias depois, empatar em 1 a 1 com o Botafogo-PB e, finalmente, encerrar a temporada, aplicando a goleada de 7 a 1 ao Felipeia.

Quadro campeão, com os jogadores que revezaram durante a temporada: Terceiro (Lins), Biu (Lucena), Zé Novo, Henrique, Gerson, Aluízio, Neco de Cabedelo e Formiga (Pé de Aço); Pitôta, Pedrinho e Misael.
1958: AUTO CONQUISTA O ESTADUAL DUAS VEZES

O Campeonato Estadual de 1956, conquistado pelo Auto Esporte, só foi decidido dois anos depois, numa série em “melhor de três”, entre Auto e Botafogo-PB.

O alvirrubro venceu o primeiro jogo pelo escore de 2 a 1, no Estádio Olímpico. O placar foi inaugurado aos 21 minutos do primeiro tempo, por intermédio de China, marcando para o Auto Esporte. Pedro Negrinho empatou aos 36 ainda na fase inicial. No segundo tempo coube a Delgado marcar a tento que deu a primeira vitória ao quadro automobilista.

Na semana seguinte, foi decidido o campeonato com o Auto vencendo mais uma vez por 2 a 1, escore que lhe deu o título de Campeão Paraibano de 1956, com a seguinte equipe: Freire, Calado e Lucas; Xavier, Américo e Croinha; Pitada, China, Delgado, Massangana e Alfredinho.

No dia 21 de dezembro de 1958, no Estádio Leonardo da Silveira, Auto Esporte e Íbis se empenharam na luta pelo título estadual, que acabou sendo conquistado pelo quadro automobilista pelo placar de 3 a 1, marcando para os vencedores Piau (2) e Alfredinho, cabendo a Moacir descontar para o Íbis. O time campeão atuou com: Agostinho; Wilson e Américo; Élcio, Joca e Croinha; Tito, China, Macau, Alfredinho e Piau.


TÍTULO DE 1987 ACABA COM JEJUM DE QUASE TRÊS DÉCADAS

Em 2 de novembro de 1987, perante um público de 15 mil espectadores, o Auto Esporte conseguiu, ao empatar com o Botafogo-PB, quebrar um tabu que já vinha durando 29 anos sem conquistas do Campeonato Paraibano.

O árbitro deste jogo foi José de Assis Aragão, que pertencia à Federação Paulista de Futebol e deixou de validar um gol do Botafogo-PB, marcado pelo lateral-direito Santana Filho, quando o jogo estava 0 a 0. Os assistentes foram José do Egito e Marcos Nunes Teobaldo, ambos da Paraíba.

Para desespero da torcida motorizada, o Botafogo partiu na frente. Mas o Auto Esporte teve forças para empatar com Bona, aos 44 minutos da etapa final. A equipe esteve formada assim: Adaílton; Walter, Neurilene, Marconi e Carlito; Farias, Dagoberto (Dentinho) e Tola; Zé Carlos, Isaías e Anchieta (Bona). O Auto Esporte na ocasião era treinado por Víctor Hugo e presidido por João Máximo Malheiros.
CAMPEÃO ESTADUAL DE 1990 E 1992

Durante o Campeonato Paraibano de 1990, era inegável que, mesmo antes de terminar o campeonato, o Auto tinha o melhor time. A confiança excessiva da torcida e da diretoria, acabou provocando um clima de guerra para o jogo contra o seu principal rival. O Botafogo-PB bem que tentou dificultar os passos do quadro volante.

Porém, isso nada valeu, pois Neto Surubim recebeu uma bola cruzada e bateu forte para o gol, sem chances de defesa para o goleiro Marola, do Botafogo-PB. O placar de 1 a 0 garantiu o título ao Auto Esporte, sob comando do treinador Mineiro, com a seguinte escalação: Jorge Pinheiro; Santana, Carlinhos Paraíba, Gilvan e Mano; Farias Álvaro e Neto Surubim (Adriano); Cao (Gilmar), Isaías e Betinho.

No Estadual de 1992, os alvirrubros fizeram a festa do título em pleno Estádio Amigão, diante dos torcedores trezeanos, que eram a maioria. Após a derrota no tempo normal de jogo, o Auto esteve impecável taticamente na prorrogação.

Mais ativo na partida, indo para o tudo ou nada, haja vista que o empate interessava unicamente ao Treze, o Auto fez o gol da vitória na prorrogação, aos 5 minutos, com Cristiano marcando o tento alvirrubro.

O Auto Esporte jogou com: Zenóbio; Gilmar (Cao), Salerno, Carlinhos Paraíba e Adriano; Deoclécio, Nilo e Betinho; Walber (Everton), Isaías e Cristiano. Técnico: Carlos (Carlão). Ainda neste mesmo ano, o Auto Esporte terminou na 3ª colocação do Campeonato Brasileiro da Série C.

O Auto Esporte é o único clube paraibano a fazer excursão à Europa, em 1999. Em 2004, o Auto Esporte foi rebaixado para a Segunda Divisão paraibana, retornando, no ano de 2006 à elite do futebol paraibano. No dia 29 de maio de 2011 o Auto Esporte é campeão da Taça Brasil de Futsal Sub-17 – 2ª Divisão, levando o futsal paraibano para a 1ª Divisão do campeonato. O destaque do time foi o ala Netinho, camisa 10 da equipe.

O Auto Esporte sagrou-se, no dia 29 de outubro de 2011, campeão da Copa Paraíba 2011 em cima do Treze, vencendo por 3 a 1. Em 2012 o Auto Esporte foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil pelo Bahia, ao perder por 3 a 0, no Estádio Almeidão. Ficou em oitavo lugar no Campeonato Paraibano de Futebol de 2012.

E a partir daí, o Auto Esporte começou a ter um desempenho muito ruim. E até hoje tem lutado para recuperar a época das grandes conquistas.

Desenho do escudo, uniforme e texto: Sérgio Mello

FOTO: Matheus Emmanuel

FONTES: Wikipédia – http://automaniacos1939.blogspot.com.br/ Jornal O Norte de (04/11/54)

Escudo Raro de 1952: Botafogo Futebol Clube – João Pessoa (PB)

O Botafogo Futebol Clube (Botafogo da Paraíba) é uma agremiação da cidade de João Pessoa (PB). A sua Sede está localizada na Rua Antonio Teotônio, nº 688, no bairro Cristo Redentor, em João Pessoa.

O Estado da Paraíba ainda respirava o ar da Revolução de 1930. A capital acabava de trocar de nome, já se chamava João Pessoa. Afetados ou não pelos trágicos acontecimentos políticos, um valoroso grupo de estudantes paraibanos tinha como passatempo predileto participar das peladas nas dezenas de terrenos baldios, ainda existentes, nos arredores de suas residências.

Foi exatamente em torno desse grupo de talentosos atletas adolescentes que foi amadurecendo a ideia de se fundar um novo clube. Assim, depois de uma “Assembleia” de muitos palpites, o “Belo” foi Fundado na segunda-feira, do dia 28 de Setembro de 1931, vários garotos, que nem imaginavam que estavam dando vida a um dos times mais tradicionais do estado da Paraíba.

Eles decidiram por este nome e montaram, então, a sua 1ª diretoria:

Presidente: Beraldo de Oliveira

Vice-Presidente: Manoel Feitosa (Nezinho)

1º Secretário: Livonete Pessoa

2º Secretário: José de Melo

Tesoureiro: Edson de Moura Machado

Orador: Enock Lins.

O palco do tão importante acontecimento foi uma modesta casa, a de nº 45, da rua Borges da Fonseca, hoje Av. D.Pedro II, bem próxima à esquina da Rua 13 de maio.

O nome “Botafogo”

O Belo, traz em sua história uma grande curiosidade na escolha do nome. O jornalista André Resende escreveu um livro (ainda inédito) em que fala sobre o clássico Botauto. E, segundo suas pesquisas, registros históricos retirados de jornais da época mostram que o nome saiu em meio a um contexto de greve em João Pessoa, no início da década de 1930.

– Nos primeiros registros que se teve acesso, o nome do clube aparece escrito separado: Bota-Fogo, por conta de alguns funcionários do jornal A União, que participaram da fundação do clube. Eles estavam passando por uma greve na época. E queriam usar o time recém-fundado como forma de protesto.

Durante os três meses após a sua fundação, a equipe do Botafogo conseguiu bons resultados e foi, a partir daí, conquistando a simpatia dos pessoenses. O primeiro amistoso que o Botafogo realizou foi contra o Triunfo, tendo vencido por 1 x 0 em jogo realizado no Campo do América, onde hoje está instalada uma caixa d’àgua da Cagepa, na rua Diogo Velho.

Na época, o Botafogo jogava com a seguinte formação: Beraldo, Louro e Nilton; Henrique, Pires e Mario; Bilica, Paulo, Ponzinho, Galego e Luca.

No ano seguinte à sua fundação, o Botafogo participou do Campeonato de Juvenis disputado na Escola de Aprendizes de Marinheiro, local onde, atualmente, encontra-se a Maternidade da Legião Brasileira de Assistência (L. B. A.), oportunidade em que conquistou o seu 1º título com o seguinte time base: Beraldo, Louro e Quidão; Aluysio, Vicente e Marinho; Bilica, Souzinha, Mario, Viegas e Zé Henrique. Reservas: Wamberto e Huerta.

Animado com os resultados, em 1933 vinculou-se à Liga de Barreira, hoje Bayeux, conhecida como Liga Suburbana, ou “Liga do São Bento”, que fazia uma relativa concorrência à LDP (Liga Desportiva Paraibana) que funcionava em caráter oficial.

A animação era tão grande que muita gente boa procurava a referida entidade. O Botafogo, pois, concorreu ao campeonato daquela liga, conquistando o título máximo em renhida porfia com o “São Bento”, que em decisão do certame foi abatido por 3×1. Nesse ano de 1933, o Botafogo apresentou-se assim constituído: Pagé, Genival e Rossini; Paulo, Teixeira e Nilo; Zé Henrique, Duílio, Windsor, Bilica e Von Shosten.

O resultado deu mais ânimo ao clube e meses depois, já em 1934, pedia filiação à Liga Desportiva Paraibana. Depois da filiação, o Botafogo passou a pensar na formação de uma boa equipe e reforçou-se com jogadores dos principais clubes filiados à LDP.

O Botafogo formou um timaço e tornou-se uma agremiação respeitada, principalmente porque passou a ser uma equipe mais prestigiada por seus torcedores em razão da qualidade de cada jogador.

Os resultados logo apareceram. Em 1935 sagrou-se Vice-Campeão Paraibano. Mas o seu 1º título de Campeão Paraibano surgiu em 1936. E daí logo se tornou tricampeão Paraibano ao conquistar também os campeonatos de 1937 e 1938.

Da sua fundação até hoje o Botafogo construiu uma bela história na Paraíba. Já são 31 títulos conquistados como Campeão Paraibano, e grandes vitórias a nível nacional e internacional. E se o Botafogo cresceu, se ele representa tantas tradições, deve-se muito à sua torcida.

E representando essa torcida, deve-se fazer referência a uma colaboradora anônima: a senhora Sebastiana de Oliveira, mãe de um dos fundadores e primeiro presidente do clube, Beraldo de Oliveira, que, com amor e carinho, cuidava do filho, do clube e de seus amigos, chegando a utilizar suas poucas economias para ajudar os meninos na compra de material esportivo e com outras despesas.

Mas se o Botafogo perdia, dona Sebastiana de Oliveira sentia mais que os garotos. Foi ela, portanto, a primeira grande torcedora, primeira grande sacrificada pelo clube. Seu exemplo foi seguido, ao longo dos anos, sabendo-se que muitos outros sacrifícios jamais deixarão apagar a chama ateada por Beraldo de Oliveira e amigos.

Texto, desenho do escudo e uniformes: Sérgio Mello

FOTO: Acervo de Raimundo Nóbrega

FONTES: Site do clube – Federação Paraíbana de Futebol – o livro “A História do Futebol Paraibano”, de  Walfredo Marques – livro “Memória do Botafogo Paraibano – Vols. 1 e 2”, de  Raimundo Nóbrega – Matheus Emmanuel

Esporte Clube de Patos – Município de Patos (PB): Escudo raro dos anos 60

Esporte Clube de Patos é uma agremiação do Município de Patos (PB). A sua Sede fica situada na Rua Pedro Firmino, s/n, no Centro de Patos. O ‘Terror do Sertão’ foi Fundado no dia 07 de Julho de 1952, em uma reunião realizada na sede do Tiro de Guerra de Patos, por alguns ex-atletas do extinto Botafogo de Inocêncio Oliveira Patos, sob o comando do Zéu Palmeira e de Antônio Araújo, conhecido como Araújo, maior glória do Esporte.

Admiradores do futebol pernambucano, os fundadores homenagearam o Sport e o Náutico, ao denominar a equipe como Esporte Clube de Patos e ao utilizarem o mesmo padrão adotado pelo alvirrubro recifense na época. Foram seus fundadores: Inocêncio Oliveira, Sargento Porfírio, Zéu Palmeira, Antônio Araújo, Souto Maior, Dr. Lauro Queiroz, Wilson Nobre, Mozinho Leitão, Francisco Queiroz (Chicão), Medeiros da Chevrolet, Vavá Brandão e Chico.

PRIMEIROS PRESIDENTE E TÉCNICO

O 1º presidente do Esporte foi José Torreão e primeiro técnico foi Manoel de Andrade. Conforme está registrado no álbum do futebol, em depoimento Inocêncio Oliveira afirmou que o Esporte surgiu da vontade de alguns torcedores em criar uma nova entidade esportiva para Patos, substituindo assim, o inesquecível Botafogo.

Segundo Metódio Leitão a escolha do nome do Esporte Clube de Patos foi uma proposta do Sr. Bivar Olhinto de Melo e Silva, que além de jogador, também foi juiz de futebol. Bivar Olhinto anos depois, foi eleito Prefeito de Patos e, posteriormente, deputado federal.

Esporte durante muitos anos foi mantido e comandado por um de seus grandes jogadores, Zéu Palmeira e sua sede localizava-se na Avenida Epitácio Pessoa no centro de Patos, local onde hoje é o Banco do Brasil.

FUTEBOL

Esporte Clube de Patos (esquerda para a direita): Valdenor Gonçalves, Zito Queiroz e Vavá Brandão

A tradição do Esporte Clube de Patos vem de muito tempo, visto que desde sua fase como time amador teve grandes atletas e formou equipes muito boas, mesmo antes de tornar uma equipe profissional, o que somente aconteceu em 1964 e, no ano seguinte 1965 passou a disputar o Campeonato Paraibano, permanecendo até 1974.

Em 1972 conquistou o Torneio Inicio promovido pela Federação Paraibana de Futebol (FPF), e em 1993, depois de 21 anos conquistou novamente. Disputou ainda em 1976 e 1977, retornando apenas em 1982 e disputando até 1995. Participou ainda das edições de 1997, 1998 e 2002. Após a conquista do Campeonato Paraibano da Segunda Divisão no ano de 2005, o alvirrubro patoense retornou mais uma vez a elite do futebol paraibano.

Esporte na época ainda como equipe amadora proporcionou a sua aguerrida torcida, muitas alegrias no velho e inesquecível campo do ginásio. Ali partidas memoráveis contra equipes famosas foram realizadas: Sport RecifeSão Cristovão (RJ) e Portuguesa Carioca (RJ)Ipiranga (BA)SergipeASA de ArapiracaTrezeCampinense e Paulistano de Campina GrandeAuto Esporte e Brejui de Currais Novos, dentre tantas outras.

Ali também o Esporte nunca perdeu para o seu grande rival, o Nacional e na primeira partida ganhou por 3 a 1. Em função de sua fama no interior do Nordeste, o Esporte foi convidado e disputou o Torneio Intermunicipal cearense representando a cidade do Cedro, a qual na época chegou a rivalizar com a cidade de Juazeiro do Norte, que tinha grandes equipes e era destaque no Ceará.

CRAQUES

Dentre os jogadores que passaram pelo Esporte na época do campo do ginásio destacam-se: Antônio Araújo, conhecido como Araújo e considerado pelos mais antigos como a maior glória do Esporte, ele chegou a jogar no Sport Recife e no BahiaMário Moura que saiu de Patos diretamente para jogar no Vitória de Setúbal em Portugal e Araponga um dos maiores craques que a Paraíba já teve.

Este última Inclusive é considerado por muitos em Campina Grande, como o melhor jogador de todos os tempos da equipe do Campinense, que na sua época chegou a ser Hexacampeão da Paraíba. Para se ter uma idéia do quanto Araponga era craque, quando Pelé estava no topo de sua carreira, e Santos considerado o maior time de futebol do mundo da época, Araponga foi comprado para ser o reserva de Pelé.

Essas e outras tantas histórias são a razão principal para que o Esporte tenha uma torcida tão apaixonada e vibrante mesmo quando as coisas não andam tão bem para o time.

PROFISSIONALIZAÇÃO

Após a gloriosa fase de muita tradição como uma grande equipe amadora, ficar bastante famoso no cenário esportivo e conhecido em todo o interior nordestino, pela qualidade de seus grandes atletas e pela formação de ótimas equipes, veio então a fase de profissionalização em 1964, quando filiou-se a Federação Paraibana de Futebol e passou a disputar o Campeonato Paraibano a partir de 1965.

Já ano de sua estréia como equipe profissional começou logo azarando seus adversários, ao aplicar uma histórica goleada de 11 a 0, na equipe do Cinco de Agosto da cidade de João Pessoa, uma das maiores goleadas registradas na história do futebol paraibano.

Por essa e outras façanhas jogando em Patos, o Esporte passou a ser chamado pela crônica esportiva da Paraíba de “O Patinho Terror do Sertão“ como até hoje é conhecido. A seguir são apresentadas algumas das equipes formadas pelo Esporte desde o início de suas atividades como time profissional em 1965.

Hino do Esporte Clube de Patos

Esporte! Esporte! Esporte!

O alvirrubro do meu coração!

Esporte! Esporte! Esporte!

É o patinho, o terror do sertão!

(BIS)

Quando ele arranca, todos sabem como é!

É mais um gol e a turma segue dando olé!

Desde Inocêncio, muita glória, muito amor,

Esse patinho é mesmo o terror!

FONTES: Julio César – Wikipédia – Página do clube no Facebook – Site Letras.mus.br – Página no Facebook “Patos, te amo Patos

Rio Tinto Esporte Clube – Rio Tinto (PB): Fundado em 1928

O Rio Tinto Esporte Clube foi uma agremiação do Município de Rio Tinto, localizado na Região Metropolitana de João Pessoa (PB). Situado a 52 km da capital, conta com uma população de 24.176 habitantes, segundo o IBGE/2019.

O “Tricolor Riotintense” foi Fundado no domingo, do dia 05 de Agosto de 1928, por funcionários da Fábrica Rio Tinto, na Vila Rio Tinto, no Município de Mamanguape (Rio Tinto ganhou status de município na quinta-feira, do dia 06 de dezembro de 1956).

Time posado de 1976

O 1º Presidente foi o desportista Raimundo de Oliveira e o primeiro técnico foi o Sr. Miguel Florêncio. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Municipal Comendador Arthur Lundgren. As suas cores: amarelo, branco e azul.

O Rio Tinto esteve presente esfera profissional duas vez: disputou o Campeonato Paraibano da 1ª Divisão de 1952. A sua última aparição aconteceu em 1991, quando participou do Torneio Integração, ficando na “Chave dos Amadores“, que teve ainda as presenças do Confiança de Sapé e do Industrial de Ingá, saindo ainda na 1ª fase.

Antigo prédio do Rio Tinto Esporte Clube, onde hoje funciona uma igreja.

Time base de 1952: João Carlos; Braga e Sabino (Jaime); Arnobio (Raimundo), Ranulfo e Cordeiro (Lulu); Mario (Raspadinho), Zé Paulino (Manoel), Cancio (Zé Domingues), Araújo (Rafael) e Zé Pirralho (Bimbarra).

Time base de 1953: João Carlos; Braga e Sabino; Arnobio, Ranulfo e Cordeiro; Mario, Zé Domingues, Zé Paulino, Cancio e Araújo.

Time base de 1956: Mascote; Lamparina e Deda; Ranulfo, Quincas e Dui; Dé, Zé Domingues (Dedé), Vadinho, Vavá e Canindé.

Colaborou: Eduardo Cacella

FONTE: Futebol Nacional – Wikipédia – Jornal O Norte (PB) – Acervos Júnio da Locadora David  e Jose Carlos de Andrade Andrade