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Tubarão Futebol Clube – Tubarão (SC): Existiu de 1992 a 2005!

Por Sérgio Mello

O Tubarão Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Tubarão, situado no Sul a 133 km da capital (Florianópolis) do estado de Santa Catarina, conta com uma população de 117.924 habitantes, segundo os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2026.

Breve história

A sua Sede social ficava localizado na Rua dos Ferroviários, s/n, no Bairro Oficinas, em Tubarão/SC. O “Peixão Tricolor” foi Fundado na segunda-feira, do dia 25 de Maio de 1992, através da iniciativa de um grupo de empresários e ex-diretores dos rivais Hercílio Luz Futebol Clube e Esporte Clube Ferroviário, rubro-negro do bairro de Oficinas, campeão catarinense nos anos 70, ocupando o lugar do já inativo clube da Vila dos Ferroviários, no coração daqueles torcedores.

O objetivo deste fervoroso grupo, amantes do futebol, era de formar um Clube, uma equipe forte para melhor representar o futebol de Tubarão e toda região da AMUREL (Associação Municípios Região de Laguna). O Conselho Deliberativo foi formado por cem sócios comandados por abnegados como:

Evaristo Niehues, Roberto Tournier, Rui Acácio Lima, Antônio Carlos Vieira, José Mauri Albino, Ângelo Zabot, Alberto Botega, Valmor da Silva Jr., Antônio João Paes, Riberto Lima, Pedro Almeida, Ângelo Augusto Nogared, Fernando Genovez Filho, Márcio Anselmo Ribeiro, José Antônio Botega, entre outros.

Várias reuniões se realizaram entre os componentes do grupo, e no sábado, do dia 2 de maio de 1992, tendo por local o sitio do sr. Rui Lima, nascia o Tubarão Futebol Clube, sendo fixada a data de 25 de maio de 1992, para a fundação da agremiação. As cores escolhidas foram o azul, branco e preto.

Primeira Diretoria

Nesta data, às 20 horas e 30 minutos, em solenidade realizada no Clube Cidade Luz, com a presença da comunidade, autoridades e desportistas, onde foi empossada a 1ª Diretoria executiva, que foi assim constituída:

Presidente – Evaristo Niehues;

Vice-presidente Administrativo – Alberto Botega;

Vice-presidente Patrimonio – Fernando Genovez Filho;

Vice-presidente de Futebol – Alberto Botega/Ângelo Zabot;

Vice-presidente Finanças – Rui Acácio Lima;

Vice-presidente Social – Valério Rampinelli;

Presidente Conselho Deliberativo – Antônio Olivio Benedet.

Primeiro jogo

A primeira partida do Tubarão F.C., foi contra o Interacional de Porto Alegre, em jogo amistoso e que terminou com vitória do Colorado gaúcho pelo placar de 1 a 0.

Foto de Kraemer na sua passagem pelo Vasco da Gama (RJ)

Kraemer foi o maior goleador da história

O maior artilheiro da história do Peixe, é o ponteiro Kraemer, que em dois anos e meio de clube, já marcou 38 gols, entre partidas oficiais e amistosas. Natural de Santa Maria (RS), Jefferson Kraemer Gauto, ou simplesmente ‘Kraemer’, nasceu na quinta-feira, do dia 03 de março de 1966. Atuava como ponta direita. Vindo do Clube de Regatas Vasco da Gama, em 1991, jogou no Tubarão entre os anos de 1992 a 1997.

Direção de 1995

Em 1995, diretoria executiva era formada pelos seguintes membros:

Presidente de Honra – Rui Lima; Presidente – Evaristo Niehues;

Vice-presidente Administrativo – Antônio Olívio Benedet;

Vice-presidente Futebol – Riberto Lima;

Vice-presidente Finanças – Antônio João Paes;

Vice-presidente Social – Paulo Cruz;

Presidente do Conselho Deliberativo – Ângelo Antônio Zabot;

Diretoria de Imprensa e Relações Públicas – Hélio Salvador e Valmor da Silva Jr.

Técnico Comissão Técnica de 1995

Técnico e gerente de futebol – Adelardo Madalena (Ladinho), natural de Tubarão/SC;

Preparador físico – Gonzaga de Souza (prof. Gonzaga), natural de São José/SC;

Supervisor – Nivaldo Elizeu Martins (Nivaldo), natural de Braço do Norte/SC;

Massagista – Edson Luiz Espindola (Ratinho);

Roupeiro – Mendonça Luz (Pardal);

Massagista – Eduardo Perez Filho (Seu Perez), colaborador do Tubarão F.C.         

Clube obteve cessão para mandar os seus jogos no estádio Anibal Torres Costa

No final do ano de 1995, diretores do Hercílio Luz Futebol Clube e do Tubarão Futebol Clube assinam um contrato cessão do estádio Anibal Torres Costa que passa a ser utilizado pelo Tubarão Futebol Clube.

Dessa forma o Tubarão F.C. passou a ser uma grande força no esporte catarinense sendo o 1º clube a ter dois estádios e um ginásio. O estádio Anibal Torres Costa, cedido ao Tubarão F.C e de propriedade Hercílio Luz, para mandar seus jogos profissionais e o estádio Olímpico Domingos Silveira Gonzáles e o Ginásio José Warmuth Teixeira para suas categorias de base e lazer dos associados.

O aumento significativo no número de torcedores nos jogos trouxe um novo espírito ao futebol da cidade de Tubarão. O clube competiu em campeonatos brasileiros, estaduais, na Copa Sul e na Copa Sul-Minas (terminando na 5ª posição).

Tubarão foi Bi vice Estadual

O “Peixão Tricolor” conquistou dois vice-campeonatos estaduais seguidos, em 1997 e 1998. Aliás, um marco notável ocorreu em 1998, quando o Tubarão Futebol Clube foi vice-campeão catarinense, em partida marcada por polêmica arbitragem de Luiz Orlando de Souza, que anulou um gol legítimo no final do jogo diante do Criciúma, ficando no empate em 0 a 0, no estádio Heriberto Hülse.

Campeão da Copa Santa Catarina de 1998

Ainda em 1998, o peixe venceu o Criciúma Esporte Clube na Copa Santa Catarina, conquistando seu maior título até então. No segundo semestre, aconteceu novamente uma final entre Tubarão Futebol Clube e Criciúma Esporte Clube no mesmo estádio Heriberto Hülse.

O Tubarão foi novamente decidir o título com uma equipe na maioria de juniores e o Criciúma com sua equipe titular. No final, melhor para o Tubarão que venceu  por 2 a 1. Maior título do Peixe!

No ano seguinte (1999), o Tubarão Futebol Clube deveria ter representado Santa Catarina na Copa do Brasil, mas foi escolhido o Figueirense, devido a uma nova norma criada pelo então presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto.

Participações em âmbito nacional

Em 2001, o clube alcançou sua melhor posição no Campeonato Brasileiro da Série C, terminando em 6º lugar, um feito inédito na região da AMUREL. Em 2002, participou pela primeira vez na Copa Sul-Minas, destacando-se como o melhor clube catarinense na história desse torneio.

Em 2003, devido a problemas financeiros e disputas com o Hercílio Luz Futebol Clube, o Tubarão Futebol Clube deixou de utilizar o Estádio Aníbal Torres Costa.

Em abril de 2005, o clube tomou a difícil decisão de se licenciar do futebol profissional devido a questões financeiras, deixando de competir na primeira divisão do Campeonato Catarinense nos anos seguintes. Vale ressaltar que não existe relação com o Clube Atlético Tubarão.

ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Adeilton Alves

FOTOS: Paulo Wrencher, fotógrafo do Jornal dos Sports (RJ) – Jornal da Cidade (SC) – Diário do Sul (SC)

FONTES: ND+ – Jornal de Laguna (SC) – Prefeitura de Tubarão

Escudo raro de 1978: Castelo Futebol Clube – Castelo (ES)

Por Sérgio Mello

O Castelo Futebol Clube é uma agremiação do município de Castelo, que fica região sul capixaba, na bacia hidrográfica do rio Itapemirim, aproximadamente 148 km da capital Vitória, no estado do Espirito Santo. A localidade conta com uma população de 36.930 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022.   

O “Alvinegro da Terra do Café” foi Fundado na quarta-feira, do dia 1° de Janeiro de 1930, por Luiz Nemer, substituindo o nome de Sport Clube Alfaiate. Em 1955, o clube foi reconhecido como uma entidade jurídica de direito privado de “Real Utilidade Pública”, pelos “relevantes serviços prestados à educação cívica, física, moral e social da mocidade castelense”, de acordo com a Lei Municipal n° 140/1955.

O clube manda seus jogos no mesmo município, no Estádio Emílio Nemer, com capacidade para 2 mil pessoas, que foi construído pelo próprio homenageado, Emílio Nemer, fica localizado na Rua José Alves Rangel, nº 331, no Centro / São Miguel, em Castelo (ES).

A 1ª partida do time castelense marcou um episódio inusitado. A equipe foi jogar fora de casa, porém o veículo que transportava os atletas teve problemas técnicos, o que fez com que os jogadores seguissem a pé até o campo de jogo.

Por isso, apenas oito jogadores estavam no time no apito inicial, alguns até com as chuteiras trocadas. Mas mesmo em desvantagem numérica, o Castelo conseguiu abrir o placar. Porém, quando todos os demais jogadores chegaram e completaram a equipe, os adversários viraram para 2 a 1. 

O Castelo tem um título profissional em sua galeria, o do Campeonato Capixaba Série B de 1988, conquistado diante do Muniz Freire Futebol Clube, com duas vitórias, por 2 a 0 e 3 a 2

Em 1995 o Castelo disputou o Campeonato Capixaba pela última vez e entrou em inatividade. Em 2001 o Castelo voltou a jogar profissionalmente, pela Segunda Divisão Capixaba, ficando em último lugar. No ano seguinte, em 2002, a equipe terminou a competição em quarto lugar e não conseguiu o retorno para à elite do futebol capixaba.

Foto do Estadual de 1978: Estrela do Norte versus Castelo F.C.

De 2002 até 2010 o Castelo só disputou competições nas categorias de base. Em 2011, voltou a cena do futebol profissional, disputando o Campeonato Capixaba da 2ª Divisão.

Em 2013, consegue ir para a final do Segunda Divisão e garante o seu acesso à Primeira Divisão do ano seguinte. A melhor participação no Campeonato Capixaba da 1ª Divisão foi em 2014, quando terminou na 4ª posição, após cair na fase semifinal para o Linhares.

Entretanto, no ano seguinte, o Castelo não repetiu o feito e acabou rebaixado. No Estadual da Série B de 2016, terminou a primeira fase na 3ª colocação, avançando para as semifinais diante do Vitória (ES). Contudo, acabou eliminado e, consequentemente, não conseguiu o acesso à Série A.

Na Segundona de 2017, o Castelo classifica-se às semifinais com uma rodada de antecipação. Como no ano anterior, o clube é eliminado novamente nas semifinais, agora pelo Rio Branco de Venda Nova, e não consegue o acesso à Série A.

Em 2018, no Estadual da Série B, o Castelo na penúltima rodada da fase preliminar, acabou goleado por 5 a 1 pelo Aracruz. Mesmo com a derrota classifica-se às semifinais. Porém, o Castelo foi eliminado pelo Rio Branco-ES e pelo terceiro ano seguido fica de fora da disputa pelo acesso à Série A. Porém em novembro de 2018, após desistência do Espírito Santo na participação no Capixabão de 2019 e a recusa do Aracruz, terceiro colocado, o “Alvinegro da Terra do Café”, quarto colocado, assume a vaga e retorna à elite após três anos.

O time castelense, porém, terminou como lanterna do Capixabão 2019, sendo novamente rebaixado para a Segunda Divisão do Estadual. No momento, o clube ainda tenta retornar à primeira divisão estadual.

Distintivo atual

HINO do Castelo F.C.

Salve o Clube mais querido

Alvinegro da Terra do Café!

Seu passado glorioso

De conquista triunfal!

Desde 1930,

Formando atleta e cidadão

Emílio Nemer patrono e fundador,

Emílio Nemer nosso Caldeirão!

Castelo Forte, Time guerreiro!

Castelense, de coração

Vamos todos torcer com alegria,

Amor, fé e paixão!

Castelo é tudo!

Castelo Orgulho!

Castelo é Tradição

Bola pra frente, vamos vencer

Castelo é Campeão!

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Redes sociais – Instagram do clube – Federação Capixaba de Futebol

Argos Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1927

Por Sérgio Mello

O Argos Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os “Rapazes da Camisa Amarela” ou “Os Canarinhos da Zona Sul” foi Fundado na terça-feira, do dia 03 de Maio de 1927. O termo ‘Argos’ significa “reluzente” ou “brilhante“. Também simboliza a vigilância extrema devido a uma famosa lenda da mitologia grega.

A sua 1ª Sede ficava situado na Rua Dois de Dezembro, 67 (sobrado) – bairro do Catete (atualmente fica no Flamengo), na Zona Sul do Rio (RJ). Em 1928, se instalou numa Sede provisória, na Rua Real Grandeza, nº 264; depois se mudou para a Rua Conde de Irajá, s/n; e por fim na Rua São Clemente, nº 17; todos no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio (RJ).

Em 1928 e 1929, Presidido pelo sr. Bernardino de Oliveira Vinha, e pelo secretário Porphyrio Faria da Costa, o Argos Athletico Club disputou às competições organizadas pela Associação Sul de Esportes Athleticos (ASEA).

Excursão a Barra Piraí

Em carro especial ligado ao trem das 4h50min. da manhã no domingo, do dia 31 de julho de 1927 – seguiu para Barra do Pirahy, o Argos Athletico Club, que disputou uma partida de football com o Central Sport Club campeão dessa cidade fluminense. A embaixada do Argos esteve assim constituída:

Chefe – Albino Soares da Costa;

Secretário – Arthur Henrique;

Thesoureiro – Abelardo Peres Alonso;

Juiz – José François Jooris;

Orador oficial – Eduardo Magalhães.

Os times serão provavelmente assim organizados:

1º Quadros – Chorão; Luiz e Manoel; Cem, França e Cachimba; Durva, Mineiro, Pará, Berolha e Miúdo.

2º Quadros – Luiz II; Maneco e Oliveira; Lalinho, Heitor e Itália; Delmar, Nonô, Oswaldo, Moacyr e José.

Com a embaixada seguiu também uma caravana de associados e algumas senhoritas torcedoras do novel club botafoguense. Os ingressos para o trem foram colocados à venda nas seguintes casas comerciais: ruas Bambina 2, 80 e 60; Conde Irajá, nº 172, Real Grandeza, nº 292 e o O Botafogo”.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – A Rua: Semanário Illustrado (RJ) – Beira-Mar: Copacabana, Ipanema, Leme (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Amistoso nacional de 1990: Seleção de Parintins (AM) 0 x 1 C.R. Flamengo (RJ)

Por Sérgio Mello

O Clube de Regatas Flamengo fez uma excursão pelo Norte e Nordeste do Brasil. Há exatos 36 anos e um mês, na tarde de domingo, às 16 horas, do dia 27 de maio de 1990, aproveitando os festejos do 59º Festival Folclórico de Parintins, e a pausa para a Copa do Mundo, o rubro-negro enfrentou a Seleção de Parintins, em amistoso, no Estádio Tupi Catanhede, na época com capacidade para 8 mil pessoas, em Parintins (AM).

Foto de Yuri Pinheiro – Estádio Tupi Catanhede, em Parintins (AM)

O lateral direito, Cláudio Gomes que foi vetado e devolvido ao Itaperuna, deu lugar ao volante Ailton, que foi improvisado na posição. Fabinho, da base do clube, recebeu uma oportunidade no time. O zagueiro Vitor Hugo, cedido por empréstimo pelo Guarani de Campinas, ficará como opção no banco. A Seleção de Parintins, atuou com o uniforme do Santos local, era composta por jogadores amadores da cidade.

O saudoso Gaúcho foi o autor do único gol da partida

No final, o Flamengo venceu pelo placar de 1 a 0, com gol do centroavante Gaúcho, de pênalti, aos 4 minutos do primeiro tempo. Apesar da vitória, o treinador Jair Pereira não gostou do rendimento de sua equipe, que teve uma atuação razoável, apesar da fragilidade do adversário.

O início do jogo foi marcado pela facilidade com que o Flamengo chegava à área adversária, com um toque de bola sempre de primeira. Logo aos 4 minutos, o ponta Zinho sofreu pênalti, que foi bem cobrado por Gaúcho, marcando o único gol da partida, seu quarto gol na excursão. Mas, bastou 15 minutos para a equipe carioca começar a encontrar dificuldades em campo.

A falta de um jogador no meio-campo, para distribuir e criar as jogadas do time e a forte chuva prejudicaram muito o desempenho da equipe. De nada adiantou a bronca do treinador Jair Pereira no intervalo da partida, pois o time voltou apático e, em algumas oportunidades foi envolvido pela raça do combinado local, que jogava na base de contra-ataque.

O ponta Zinho foi o nome da partida

O ponta Zinho foi o destaque do jogo, que teve a dupla de zaga do Flamengo. Fernando e André Cruz, demonstrando muita segurança e técnica na defesa. O meio-campo Fabinho, que vinha merecendo elogios de Jair Pereira foi uma figura apagada do jogo.

EM PÉ (esquerda para direita): Guruga de Jesus, Edimilson Lamparina, Adilson Bastos (comissão técnica), Ray, Maguila, Careca, Araça, Jeferson, Júlio, Messias, Ito Teixeira, João Jaime, Enéas Gonçalves (prefeito), Pedrinho, Carlos de Paula, Lázaro Garcia (torcedores), Tristão Cruz e Jamil Medeiros (comissão técnica);
AGACHADOS (esquerda para direita): Nilo Gama (comissão técnica), Tate, Ismael, Piaza, Parrudo (treinador), Chiquinho, Walter, Aroldo Neguinho, Paulo Parrudo e Nilo Filho.

O árbitro da partida foi Sebastião Orimar, auxiliado por Flávio Lima e Eduardo Cruz. Os times jogaram com:

Flamengo – Zé Carlos II; Ailton, Fernando, André Cruz e Pia; Uidemar, Fabinho e Djalminha; Alcindo (Bujica), Gaúcho e Zinho. Técnico: Jair Pereira.

Seleção Parintins – Ray; Jeferson (Araça), Messias, Júlio e Ailton; Ito Teixeira (Haroldo), Walter (Chiquinho) e Ismael; Tate (Marinho), Piaza (Careca) e Maguila. Técnico: Parrudo.

ARTE: Desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Acervo do jornalista Correa Neto – Messias Cursino

FONTES: Correio Braziliense (DF) – Jornal dos Sports (RJ)

Fotos raras dos anos 40/50: Lavoura Futebol Clube – Arapongas (PR)

Por Sérgio Mello

Lavoura Futebol Clube foi uma agremiação do município de Arapongas (PR). Localizado a 380 km da capital (Curitiba) do estado do Paraná, o município possui uma população de cerca de 125 mil habitantes. 

Rubro-negro Araponguense foi Fundado nos anos 40, e o seu maior feito foi ter disputado o Campeonato Paranaense da Segunda Divisão de 1951, organizado pela FPF (Federação Paranaense de Futebol).

Lavoura chegou para disputar a competição pelo feito do vice-campeão do Campeonato Citadino de Arapongas e o título do Torneio Dr. Idelfonso Marques, ambos em 1951.

O presidente do clube, Carlos Gonçalves acertou a contratação do técnico do Arturzinho (ex-técnico do Clube Atlético Ferroviário, de Curitiba). O elenco recebeu um investimento pesado com as contratações do ex-colorado Rosinha e Tide (ex-Ferroviário).

O meia direita Odilon, bem como o ponta-esquerda Edgard vieram da Associação Esportiva Jacarezinho, onde tiveram um bom destaque. Na meia esquerda tinha o talentoso Miltinho. O médio esquerdo Dema, que brilhou por muito tempo no futebol paulista.      

O destaque era o centroavante paraguaio Acosta, que veio do River Plate, de Assunção. O jogador chegou a ser cobiçado pelo Boca Juniors (ARG). O médico do clube era o paraguaio Dr. Ayala.

FOTO: Acervo de Reinaldo José Esper

Com a comissão técnica e elenco montados, o time estava pronto para disputar o Campeonato Paranaense da 2ª Divisão de Profissionais da Zona Norte de 1951. A competição, que transcorreu em turno único, contou a com a participação de oito clubes:

Associação Atlética Cambaraense (Cambará);

Associação Esportiva e Recreativa Jandaiense (Jandaia do Sul);

Bela Vista Futebol Clube (Bela Vista do Paraíso);

Esporte Clube Recreativo Operário (Londrina);

Guarany Futebol Clube (Cambé);

Lavoura Futebol Clube (Arapongas);

Nacional Atlético Clube (Rolândia);

São Paulo Futebol Clube (Londrina).

No final, o Lavoura terminou na 3ª colocação, com 8 pontos em sete jogos: foram quatro vitórias e três derrotas; marcando 21 gols, sofrendo 12 e um saldo de nove tentos.

O campeão foi o Nacional de Rolândia, que somou 11 pontos, enquanto o Cambaraense foi o vice-campeão com 10 pontos. A campanha do Lavoura de Arapongas foi a seguinte:

28 de outubroLavoura6X3Jandaiense
04 de novembroBela Vista2X1Lavoura
11 de novembroLavoura1X0Cambaraense
18 de novembroSão Paulo3X7Lavoura
25 de novembroOperário (L)3X2Lavoura
02 de dezembroLavoura1X0Nacional *
09 de dezembroGuarany (C)1X3Lavoura

* Nacional conquistou os pontos

EM PÉ (Esquerda para a direita): Galmachi, Ayala, Limão, Job, Odilon, Russo, Miltinho e Godofredo;
AGACHADOS (Esquerda para a direita): Tostoy, Artista (Adolfo Shimika), Leônidas, Valente, Tide e Luiz Borracha.

Lavoura enfrentou o poderoso Água Verde

A boa campanha rendeu convites para jogos de ‘peso’, como o que aconteceu no domingo, do dia 27 de janeiro de 1952, quando o Lauvora Futebol Clube foi até Curitiba enfrentar o forte Esporte Clube Água Verde. No final, o time de Arapongas acabou derrotado pelo placar de 4 a 2, no Estádio Joaquim Americo, em Curitiba/PR.

O Diário da Tarde (PR), assim fez a seguinte crônica do jogo:

– Não houve afinal de contas nada de novo na exibição do Lavoura. E para usarmos mesmo de uma franqueza, talvez rude, é forçoso reconhecer, ele nos pareceu um team medíocre e nada mais que isso. Individualmente vivendo dos esforços isolados de quatro ou cinco elementos, os mais categorizados do onze Valente. Donezzo, Rosinha e Acosta.

E só isso, repetimos. Nem um milímetro mais. Lamentável e decepcionante. Tide, de quem se dizia maravilhas, não rendeu nada além daquilo que se sabia como possibilidades normais. Elemento bisonho e sem maiores recursos, e em cujo setor tanto Belmonte como Cezar Frizzio passearam a inteiro gosto.

E disso um prélio fraco e despido de maior interesse em que o Água Verde dominou a seu bel prazer, “bateando” em muitos instantes sem sombras de resistência maior ou melhor definida. Aliás, o alviceleste reapareceu esplendidamente. Principalmente porque não se surpreendeu ao primeiro embalo do adversário, deixando, antes, passar o seu “fogo” para depois dominá-lo segura e suficientemente, e em razão do que marcou a vantagem nítida de 4 a 2.

SELOU, CARIMBOU E SACRAMENTOU…

E em consequência: O Água Verde selou, carimbou e sacramentou uma ascendência técnica a que não tem limites e nem paralelos. Não foi por nada que triunfou lá mesmo em Arapongas por 5 a 3. O seu quadro é evidentemente muito melhor e o seu padrão de jogo mais efetivo, mais consistente e mais articulado.

Também individualmente os seus jogadores são muito melhores, o que de resto dispensa maiores comentários. A esperada revanche, portanto, deixou de existir. E decisivamente o Água Verde cristalizou a sua vantagem e o potencial maior do seu conjunto.

PEQUENO O PÚBLICO CONSPIROU O TEMPO

E para um jogo assim fraco também foi o público Assistência pequena e disso renda mínima de Cr$ 12.909,00. Muito pouca e que veio estabelecer um prejuízo para o alviceleste, que terá de arcar com um total de pelo menos 15 mil cruzeiros.

Diga-se não obstante, à guisa de referência, apenas, que o mau tempo conspirou. Ameaçando chuva desde cedo, afastou da cancha, inegavelmente, grande parte da torcida.

OS TENTOS DO ENCONTRO

A contagem foi aberta aos 16 minutos de jogo, posteriormente a um pelotaço de Odilon no travessão superior. Houve na recarga uma falta na entrada da área, cobrando-a Rosinha precisão absoluta para assim marcar o tento que viria a ser o único dos seus.

O empate do Água Verde nasceu aos 26 minutos, assinalando Cezar Frizzio, de cabeça ao escorar um centro de Tibica, na cobrança de uma falta. Tento característico do atacante alviceleste. O desempate nasceu ainda por intermédio de Cezar, aos 36, culminando o mesmo Cezar no rebate de Mario, numa disputa com Belmonte, 3 a 1. E finalmente aos 41 minutos, aproveitando-se Belmonte de uma “furada” espetacular Tide.

Na etapa complementar, Paulinho ampliou para 4 a 1, aos 8 minutos e Miltinho diminuiu aos 26, cobrando uma penalidade máxima concedida por Barbosinha.

FIGURAS DESTACADAS DO JOGO

Individualmente, Rubio, Barbosinha, Belmonte e Cezar Frizzio foram os melhores do Água Verde. No lado do Lavoura os mais esforçados foram Valente e Donezzo. Os outros entre regulares, fracos e muito fracos.

OUTROS DETALHES DO ENCONTRO

Na preliminar entre os quadros do Operário do Ahú e do Madureira, o primeiro venceu pelo alto escore de 4 a 1. Vantagem nítida do melhor quadro em campo.

A arbitragem esteve a cargo do sr. Benedito Souza Lima, da Segunda Divisão Extra de Profissionais. Conduta regular, prejudicada por lances em que beneficiou os infratores.

Os quadros que atuaram com os seguintes atletas:

LAVOURA: Mario; Tide (Louro) e Leonidas (Tide); Ayala, Valente e Dema; Rosinha, Odilon (Edgard), Acosta, Miltinho e Donezzo. Técnico: Arturzinho.

ÁGUA VERDE: Vadico;Rubio e Nhoca; Tibica (Mario), Ítalo (Salim) e Barbosinha; Didico, Mario (Pó), Belmonte, Cezar e Paulinho (Valdomiro). Técnico: Mario Rosseto.

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) concedeu filiação em caráter extraordinário o Lavoura, na segunda-feira, do dia 20 de setembro de 1954.

Time base de 1949: Turco; Adair e Carioca; Ditinho, Baianinho e Bauru; Milton, Isac, Atacilio, Antoninho e Vadico.

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTOS: Página no Facebook “Acervo Futebol Paranaense de Profissionais” – Acervo de Reinaldo José Esper

FONTES: Rsssf Brasil –Diário da Tarde (PR) – A Tarde (PR) – Paraná-Norte (PR)

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Um forte abraço e fiquem com Deus!

Dois grandes clubes africanos vivem um martírio em suas ligas nacionais!!!!

Na Costa do Marfim o grande AFRICA SPORTS DE ABDJÃ, 11 vezes campeão nacional, vice-campeão africano em 1986, 02 vezes campeão da Recopa Africana de clubes em 1992 e 1999, passa a cinco anos por um momento único, jogar a 2º Divisão do país.

E com requintes de crueldade para sua torcida, uma das maiores do país. O clube foi rebaixado em 2021 ao obter apenas duas vitórias no campeonato nacional.

Aí que se iniciou o martírio do clube, seguidamente sendo vice-campeão, até esta última temporada 2024-2025, quando novamente foi vice-campeão da 2º Divisão, não conseguindo o tão sonhado acesso a divisão de elite!

Em Angola, outro grande clube também passa por uma situação semelhante, o ASA de Luanda, 07 vezes campeão nacional, 03 vezes campeão da Copa de Angola, semifinalista da CAF Cup, equivalente a antiga Taça da Uefa, também segue seu martírio, desde 2019.

Longe da elite, o clube passa por situação financeira critica, inclusive algumas vezes não conseguindo nem chegar a etapa final da 2º Divisão, nos classificatórios da etapa regional de Luanda ou não participando ou não se classificando e mais uma vez esse ano não será o da volta a elite nacional, ficando em uma posição intermediária na etapa final da Segunda divisão.

FONTE: Wikipedia

Seleção Brasileira de futebol Campeã Pan-Americano de 1952, em Santiago (Chile)

Pode ser uma imagem de futebol, futebol americano e texto que diz "ูต M BRASIL 1952"

EM PÉ (esquerda para a direita): Arati, Brandãozinho, Nilton Santos, Bauer, Castilho e Pinheiro;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Julinho, Didi, Baltazar, Ademir Menezes e Rodrigues.

FONTE: Acervo pessoal