Arquivo do Autor: Sérgio Mello

Sobre Sérgio Mello

Sou jornalista, desde 2000, formado pela FACHA. Trabalhei na Rádio Record; Jornal O Fluminense (Niterói-RJ) e Jornal dos Sports (JS), no Rio de Janeiro-RJ. No JS cobri o esporte amador, passando pelo futebol de base, Campeonatos da Terceira e Segunda Divisões, chegando a ser o setorista do América, dos quatro grandes do Rio, Seleção Brasileira. Cobri os Jogos Pan-Americanos do Rio 2007, Eliminatórias, entre outros. Também fui colunista no JS, tinha um Blog no JS. Sou Benemérito do Bonsucesso Futebol Clube. Também sou vetorizador, pesquisador e historiador do futebol brasileiro! E-mail para contato: sergiomellojornalismo@msn.com Facebook: https://www.facebook.com/SergioMello.RJ

3º Escudo Raro – 1929: Associação Atlética Ponte Preta – Campinas (SP)

Associação Atlética Ponte Preta é uma agremiação da cidade de Campinas, interior do estado de São Paulo. A “Macaca” foi Fundada no sábado, do dia 11 de Agosto de 1900, por um grupo de estudantes do Colégio Culto à Ciência passava suas tardes jogando bola em campos improvisados de um bairro de nome curioso: Ponte Preta. Na época, a ferrovia municipal havia construí­do uma ponte de madeira naquela região e a obra, para que pudesse ser melhor conservada, foi tratada com piche.

Em 11 de agosto, aqueles jovens apaixonados por futebol se reuniram para fundar o que se tornaria a primeira equipe de futebol do Brasil em funcionamento ininterrupto, nascida pelas mãos (e pelos pés) do capitão João Vieira da Silva, de Theodor Kutter, de Hermenegildo Wadt e de Nicolau Burghi, patronos da instituição. As suas cores são preto e branco.

atleta Bino, da A.A. Ponte Preta, em 1929

É o time mais antigo do estado de São Paulo e o 2º clube mais antigo do Brasil, sendo também um dos times pioneiros do futebol nacional a contar com jogadores negros em seu elenco, o que então destoava do elitismo do esporte em seus primórdios no Brasil.

Conhecido popularmente como “Macaca“, o time atua em seu próprio estádio, o Moisés Lucarelli, com capacidade para 17.728 espectadores. Seu maior rival é o Guarani, com quem faz o Dérbi Campineiro, uma das maiores rivalidades do futebol paulista e do futebol brasileiro.

Ponte é uma das equipes mais tradicionais do futebol brasileiro e é o clube do interior paulista que mais cedeu jogadores para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Revelou grandes craques como, Dicá, Oscar, Carlos, Polozzi, Juninho, Manfrini, Sabará, Ciasca, Nenê Santana, Chicão, Nelsinho Baptista, Waldir Peres, Fábio Luciano, André Cruz, Brigatti, Alexandre Negri, Luís Fabiano, Adrianinho, Aranha, entre outros.

FONTES: Wikipédia – Site da A.A. Ponte Preta

COLABORARAM: Jorge Farah – Rodrigo Oliveira

FOTO: Acervo de Fernando Pereira da SilvaPágina do Facebook “Amigos do Museu do Esporte de Campinas”

Escudo inédito!! Tacaruna Futebol Clube – Recife (PE): Disputou a Segunda e Terceira Divisões na década de 40

O Tacaruna Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Recife (PE). O Tricolor (Vermelho, branco e preto) foi Fundado no dia 12 de Abril de 1931, por funcionários da Fábrica de Tecidos Tacaruna. A sua sede e o campo ficavam na Estrada de Belém, 1799, no bairro de Campo Grande (Sítio Novo), Zona Norte do Recife.

Três anos depois, no dia 06 de Março de 1934, se filiou a Associação Suburbana de Desportos Terrestres (ASDT). Na quinta-feira, do dia 05 de setembro de 1940, inaugurou o seu campo, Parque Esportivo da Estrada Velha ou, simplesmente Campo de Salgadinho’, localizado no Salgadinho (O distrito de Salgadinho era parte do território de Bom Jardim. Com a criação do município de João Alfredo, Salgadinho passou a ser distrito da nova cidade. Foi elevado à categoria de município com a denominação de Salgadinho, pela lei estadual, 4.974,de 20 de dezembro de 1963).

Já constituído com sede, campo e categorias de base, o Tacaruna se tornou uma força respeitável, na Segunda Divisão Pernambucana. Em 1941, se filiou a Federação Pernambucana de Desportos (FPD). No mesmo ano disputou o Campeonato da 3ª Divisão, sendo campeão da Zona Norte e depois da 3ª Divisão de 1943, vencendo na decisão o Guanabara (vencedor da Zona Sul), por 7 a 1.

Tricampeão do Campeonato da 3ª Divisão de 1941-42-43 (Segundos Quadros). Depois veio o título do Torneio Início da 2ª Divisão de 1944. Também se sagrou campeão do Campeonato da Zona Norte de 1953. Depois, decidiu o título contra o Locomoção (vencedor da Zona Sul) e conquistou o título da temporada ao vencer opor 2 a 0, com gols de Tará aos 25 minutos e Zequinha aos 35 minutos, ambos da fase final.

Na decisão do Segundos Quadros, foi a vez do Locomoção dar o troco e conquistar o caneco ao derrotar o Tacaruna por 3 a 1. Ao longo da sua existência, o Tacaruna realizou diversos amistosos estaduais, municipais e nacional. Alguns jogos pinçados:

Domingo, 02 de Novembro de 1941 – 15hs (amistoso) – Tacaruna 3  x 4 Santa Cruz

Domingo, 27 de Setembro de 1942 – 15hs (amistoso) – Tacaruna 1  x 3 Sport Recife

Quinta-feira, 08 de Junho de 1944 – 15hs (amistoso) – Tacaruna 1  x 3 Santa Cruz

A primeira crise do Tacaruna ocorreu na terça-feira, do dia 09 de setembro de 1952, quando teve uma assembleia geral para definir se o clube seria paralisado, extinto, licenciado ou modificar a administração do clube. A decisão foi a mudança da diretoria. Contudo, o Tacaruna passou a diminuir as suas participações até desaparecer na década de 60.

Time-base de 1940: Bude; Espicha (Lula) e Alcides (Camaleão); Roldão (Waldeck), Wilson e Robson; Braga (Mario), Folgazão, Baptista (Zé Pequeno), Euclydes e Leonel (Tarzan).

Time-base de 1942: Lula; Guaberão e Palito; Rato, Orlandino e Soares; Cancio,Castelar, Tonhão, Capuco e Bio.

Time-base de 1943: Eladio; Guaberão e Palito (Alcides); Espicha (Enedino), Wilson e Luiz Pretinha; Cancio (Sérgio), Itaguari (Castelar), Tonhão, Capuco e Lula (Nicinho). Técnico: Antonio Rodrigues de Oliveira

Time-base de 1953: Julião; Amaro e Zito; Lero, Pretinha e Louro; Zequinha, Tará, Tim e Adalberto.

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Manchete Esportiva – Acervo de Gabriel Santos

Esporte Clube Sauassú – Aracruz (ES): Existiu de 1954 a 1992

O Esporte Clube Sauassú (atual: Esporte Clube Aracruz) é uma agremiação do município de Aracruz (ES). Situado a 83 km da capital (Vitória), a localidade conta com uma população de 103.101 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2020. A sua Sede fica na Rua Padre Luiz Parenzi, nº 369, no Centro de Aracruz.

O “Dragão Vermelho” foi Fundado no sábado, do dia 12 de Junho de 1954, com o nome Esporte Clube Sauassú, em homenagem ao antigo distrito que hoje é a sede do Município.

No começo a ideia foi criar um time amador para disputar a  prática de esportes da região. A 1ª Diretoria foi constituída com os seguintes membros: F. Souza Neto, Artêmio Modenesi, Aurício Modenesi, Pedro Tonon, Francisco Monteiro Bermudes, João Paulo de Barcelos e Otacílio Bermudes.

Em 1956, por doação do benemérito Eugênio Antônio Bitti, o Sauassú recebeu uma área de mais de 29 mil m² para a construção de sua praça esportiva, por anos chamada de Estádio do Bambu, em função do fato de que era toda cercada pela referida planta.

No final dos anos 80, o espaço recebeu alvenaria e jogos amadores, principalmente contra Mariano, rival na época. Pela primeira vez como clube profissional, o Sauassú se sagrou campeão do Campeonato Capixaba da 2ª Divisão, em 1990, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo.

Em 1993, já com o nome novo: Esporte Clube Aracruz, decidiu o título do Campeonato Capixaba da 1ª Divisão, contra o extinto Linhares Esporte Clube. Acabou ficando com o vice-campeonato.

 Após o único rebaixamento de sua história, em 1994, paralisou suas atividades nos anos de 1995 e 1996, retornando ao Campeonato Capixaba de 1997, mais uma vez se tornando inativo de 2001 a 2006. Retornou às disputas em 2007, quando participou, sem êxito, da 2ª Divisão do Campeonato Capixaba.
Em 2010, novo retorno, vindo a se sagrar campeão Capixaba da Segunda Divisão invicto, derrotando na final a equipe do Estrela do Norte, de Cachoeiro de Itapemirim (ES).

Em 2011, com boa campanha, quase chegou à vaga nas semifinais da 1ª divisão estadual, deixando o sonho de ser campeão estadual mais uma vez adiado.
Em 2012 veio o melhor momento da histórica do clube. O Aracruz foi 2° colocado na 1ª fase do Capixabão, chegando às semifinais contra o Vitória e às finais contra o Conilon, de Jaguaré.

Tendo em vista que o Estádio “Eugênio A. Bitti” não comportava a capacidade de público mínima de 5 mil pessoas, a diretoria teve que correr contra o tempo para que as reformas necessárias fossem cumpridas num prazo de uma semana, tempo concedido após a ciência que participaria da grande decisão do Campeonato.

Com problemas quanto à quantidade de operários nas obras de ampliação, insuficientes, tendo em vista que o prazo somente seria cumprido se o trabalho continuasse durante a madrugada, membros da torcida organizada Dragão Vermelho colocaram a “mão na massa” onde se construía a extensão das arquibancadas e passaram a trabalhar para que o sonho de realizar a grande final em casa fosse literalmente concretizado.

Com a obra concluída e o estádio autorizado pelos órgãos governamentais, o Aracruz derrotou o Conilon no dia 05 de maio de 2012 pelo placar de 4 a 1, sendo campeão do Campeonato Capixaba da 1ª Divisão pela primeira vez, com um público de 5 mil pagantes. Em razão dessa conquista, disputou o Campeonato Brasileiro da Série D de 2012, ficando em 3° lugar em seu grupo, mas não avançando de fase.

Em janeiro de 2013, disputou contra a Desportiva Ferroviária a Copa dos Campeões do Espírito Santo, sagrando-se novamente campeão pelo placar de 2 a 1. No mesmo ano, disputou a Copa do Brasil, vindo a ser eliminado, na 1ª fase, pelo Joinville (SC), após empatar em casa por 1 a 1 e a perder em Santa Catarina por 1 a 0.

Ainda em 2013, o Dragão foi mais bem classificado na 1ª fase do Campeonato Capixaba da 1ª Divisão, garantindo a vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D do mesmo ano, classificando para as semifinais contra o Real Noroeste, de Águia Branca (ES).

Após perder por 2 a 1 fora, ganhou a partida de volta por 4 a 2, passando novamente à grande final, contra a Desportiva. Desta vez, porém, após empatar por 1 a 1 o jogo de ida em Cariacica, o Aracruz perdeu, em casa, por 2 a 1, razão pela qual ficou com o vice-campeonato.

O resultado contra os grenás, porém, não retirou do Dragão o título de maior público acumulado, mais de 22 mil pagantes, e maior renda acumulada do Estado, mais de 220 mil reais. Outra vez na disputa do Campeonato Brasileiro da Série D, o clube não logrou êxito, vindo a ser eliminado novamente na 1ª fase.

Em 2014, o Aracruz desiste de participar do Campeonato Capixaba e fica suspenso pelo período de um ano. No retorno a uma competição oficial, o Aracruz empata em 1 a 1 com o Rio Branco (ES), no Estádio do Bambu na estreia do Campeonato Capixaba da Série B de 2018.

O Dragão goleia o Vilavelhense por 3 a 0, em casa, e classifica-se para as semifinais com três rodadas de antecedência. Nas semifinais, o Aracruz é eliminado pelo Estrela do Norte e não consegue o acesso à Série A.

O Aracruz foi convidado a participar da Série A, de 2019 após desistência do Espírito Santo, porém recusa e também não participa da Série B de 2019, entrando novamente em inatividade.

FONTES: Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo – site do clube – Wikipédia – Manchete Esportiva

“Clássico do Rio Negro”: Brasil x Uruguai – 104 anos de tradição! Escudos e uniformes em 1916

O “Clássico do Rio Negro! Assim é conhecido no continente Sul-americano o jogo entre a Seleção Brasileira e o Uruguai, com 104 anos de grandes partidas, com diversos ingredientes como suor, sangue, lágrimas e emoções.

Uniforme pelo Brasil utilizado em 1916

Uniforme pelo Uruguai utilizado em 1916

Ao longo da história (contando com a vitória do Brasil por 2 a 0, nesta noite, em 17/11/2020, em Montevidéu), foram 77 jogos, com 37 vitórias para o Brasil, com 20 empates e 20 derrotas; 138 gols pró, 97 tentos contra; um saldo pomposo de 41 gols.

Sem nenhuma dúvida, é um dos maiores clássicos do futebol mundial. Tanto a Seleção Canarinho quanto La Celeste Olímpica são campeãs mundiais, campeãs sul-americana e campeões olímpicas, formados por jogadores renomados e campeões por todo o mundo, como Pelé, Schiaffino, Garrincha, Francescoli, Jairzinho, Álvaro Recoba, Nílton Santos, Diego Forlán e Luis Suárez, entre tantos outros craques.

A Seleção Uruguaia dominou o mundo na década de 1920 tendo suplantado às grandes moldes por ter sido a primeira seleção com futebol técnico e categoria, em vez do futebol de cruzamentos e chutões que dominava a Europa.

Já a Seleção Brasileira foi o que melhor dominou a arte do Esporte Bretão, levando à mestria o futebol técnico, o chamado Futebol-Arte, que valendo-se da categoria, improvisação, gingas e dribles, priorizava o ofensivo e o ataque.

O futebol brasileiro reencontrou seu auge após a Copa do Mundo de 1994, voltando a ser o mais temido e reverenciado do planeta. O Futebol uruguaio entrou em decadência na Década de 1990, porém nós últimos anos tem voltado ao seu auge sobretudo devido a ótima campanha na Copa do Mundo de 2010 e o título conquistado na Copa América de 2011, continuando a ser grande e respeitado, prosseguindo uma história de muita rivalidade com o Brasil, cheia de decisões, brigas, craques e gols, muitos gols.

Abaixo a ficha-técnica do Primeiro jogo entre as duas seleções, que aconteceu no domingo, do dia 12 de Julho de 1916, válido pelo 1º Campeonato Sul-Americano de futebol, realizado na Argentina. O Uruguai venceu, de virada, por 2 a 1.

BRASIL 1 x 2 URUGUAI

DATAEstádio do Club Gimnasia y Esgrima, em Buenos Aires (ARG)
CARÁTERCampeonato Sul-Americano de 1916
DATADomingo, do dia 12 de julho de 1916
PÚBLICO20 mil pagantes
ÁRBITROCarlos Fanta (Chile)
BRASILCasemiro, Orlando Pires e Nery; Lagreca, Sidney Pullen e Galo; Luiz Menezes, Alencar, Friedenreich, Mimi Sodré e Arnaldo. Ground Committeé: Joaquim de Souza Ribeiro, Benedicto Montenegro, Mário Sérgio Cardim e Sylvio Lagreca (capitão).
URUGUAISaporiti; Varela e Foglino; Germán Pacheco, Delgado e Vanzzino; Somma, Tognola, Pendibene, Gradín e Romano. Técnico: Jorge Germán Pacheco.
GOLSFriedenreich, aos 16 minutos (Brasil), no 1º Tempo. Gradin, aos 16 minutos (Uruguai); Tognola, aos 30 minutos (Uruguai),no 2º Tempo.

Menos de uma semana depois, em amistoso, as duas seleções voltaram a se enfrentar. No sábado, do dia 18 de Julho de 1916, o Uruguai recebeu a Seleção Brasileira, em Montevidéu (URU). Dessa vez, o selecionado Canarinho venceu pelo placar de 1 a 0, gol de Mimi Sodré (então, jogador do Botafogo Football Club). Abaixo a ficha-técnica do Segundo jogo entre as duas seleções e a 1ª vitória do Brasil.   

URUGUAI 0 x 1 BRASIL

LOCALEstádio Parque Central, em Montevidéu (URU)
CARÁTERAmistoso em 1916
DATASábado, do dia 18 de julho de 1916
PÚBLICO8 mil pagantes
ÁRBITROCarlos Fanta (Chile)
BRASILMarcos de Mendonça, Osny e Carlito; Amílcar, Lagreca e Facchini; Luiz Menezes, Alencar, Friedenreich, Mimi Sodré e Arnaldo. Ground Committeé: Joaquim de Souza Ribeiro, Benedicto Montenegro, Mário Sérgio Cardim e Sylvio Lagreca (capitão).
URUGUAICastro; Urdinarán e Foglino; Olivieri, Harley e Pascuariello; Pérez, Dacal, Broncini, Scarone e Bracchi. Técnico: Juan Harley (capitão).
GOLMimi Sodré, aos 12 minutos (Brasil), no 2º Tempo.

FONTES: Wikipédia – site da CBF

Tamoyo Football Club (atual: Tamoyo E.C.) – Cabo Frio (RJ): 1º escudo entre 1915 a 1918

Hoje o Tamoyo Esporte Clube completa 105 de existência!

Uma breve história desta simpática agremiação que fica na cidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos no estado do Rio de Janeiro. A sua atual Sede está localizado na Avenida Nilo Peçanha, nº 153, no Centro da cidade.

Fundado no sábado, do dia 15 de Novembro de 1915, com o nome de Tamoyo Football Club. Na década seguinte alterou a nomenclatura para “Tamoyo Sport Club“. Na década de 40, com o aportuguesamento de boa parte dos clubes, a agremiação cabofriense passou a se chamar: Tamoyo Esporte Clube, que perdura até os dias atuais.  

O Tamoyo possui um histórico expressivo em duas modalidades esportivas: Futebol e o Futsal (antigo Futebol de Salão), onde é considerado um dos clubes mais tradicionais do Estado. Em 2015, ano em que completou seu centenário, disputou o Campeonato Estadual sub-20.

No campo, possui diversos títulos do Campeonato Citadino de Cabo Frio. No âmbito estadual, nos anos de 1941 (terminando na 5ª colocação, no geral) e 1942, o Tamoyo participou do Campeonato Fluminense de Futebol.

Na esfera profissional, o clube participou em três oportunidades do Campeonato Carioca da 3ª Divisão, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ): 1982, 1983 e 1985.

FONTES: Wikipédia – Site do Clube – Acervo de Marcelão Marcelo Santos (ex-goleiro da Cabofriense)

Inédito!! Esporte Clube São Bento – Angra dos Reis (RJ): Duas participações no Campeonato Fluminense de Clubes Campeões Municipais em 1962 e 1964

O Esporte Clube São Bento foi uma agremiação da cidade de Angra dos Reis (RJ). A sua Sede social ficava localizado na Rua Arcebispo Santos, nº 94, no Centro da cidade. Foi Fundado em 1950.

Há poucas informações do São Bento. O que foi apurado é que o time foi Tricampeão de Angra dos Reis em 1955, 1956 e 1957. Cinco anos depois disputou o III Campeonato Fluminense de Clubes Campeões Municipais de 1962. Na estreia, nem precisou jogar, uma vez que o seu adversário (Guarani Esporte Clube, de Volta Redonda), desistiu de participar. Assim, avançou para a segunda fase.

Time posado de 1973

Posteriormente, participou do Torneio de Campeões do Estado do Rio de 1964, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD). Tupi (Paracambi); São Pedro (São João de Meriti); Mauá e Metalúrgico (São Gonçalo); Tanguá (Rio Bonito); PIauí (FNM); Flamengo (Macaé); Mangueira (Paraíba do Sul); Cantagalo (Cantagalo).

Time base de 1957: Zezito; China e Pindaro; Santos, Benê e João Cidade (Assaid); Artur, Mair, Edson e Ézio.

Time posado de 1976

FONTES: Jornal dos Sports – O Fluminense (RJ) – A Noite (RJ) – Última Hora (RJ) – Acervo de Pedro Almeida

Andarahy Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): escudo e reportagem com lindas fotos de 1930

O Andarahy Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado numa terça-feira, do dia 09 de Novembro de 1909, tinha a sua Sede e o campo localizados na Rua Prefeito Serzedello Correa (atual Rua Barão de São Francisco), que em 1960 foi vendido ao América e nos anos 90 foi trocado para a construção do Estádio Giulitte Coutinho, no Distrito de Edson Passos, em Mesquita. Atualmente, o campo do Andarahy é o shopping Boulevard (antigo: Iguatemi), no bairro do Andaraí, na Zona Norte do Rio.

De suas fileiras suburbanas saíram alguns jogadores de valor para o futebol do Rio antigo. E, entre outras coisas, se conta a história de um sapo enterrado no campo do Vasco, por uma figura “folclórica” do clube Arubinha. Esse sapo foi vingança da gente do Andarahy, depois de um revés em 1937,  no 2º Turno, para o Vasco, por 12 a 0.

Quadras de Basquete e voleibol

Nessa temporada o Andarahy foi o último colocado no Campeonato da Liga de Futebol do Rio de Janeiro, ano da pacificação nacional. Seria também o último campeonato em que o velho Andarahy tomaria parte na Divisão Maior do futebol carioca.

Curioso que de um modo geral, na era das cisões, o Andarahy esteve sempre junto com o Vasco, na mesma Liga. Mas, o fato é que depois dessa “praga”, o Vasco somente seria campeão carioca depois de um longo jejum, em 1945.

O Andarahy iniciou sua participação em Campeonatos da cidade do Rio de Janeiro, em 1916 na então Liga Metropolitana de Sports Athléticos. Nessa temporada o América foi campeão carioca e o clube do subúrbio ficou colocado em penúltimo lugar, com 10 pontos ganhos e 14 pontos perdidos.

Quadra de Tênis

Mas, conseguiu a façanha de derrotar o campeão por 1 a 0, no returno, assim como venceu o Botafogo por 3 a 2, e o Fluminense por 2 a 1. O Andarahy jamais conseguiu derrotar o Vasco da Gama na sua passagem pelo futebol carioca em campeonatos oficiais.

Foi um clube carioca de grandes campanhas, ganhou o Torneio Início do Campeonato Carioca de 1924 foi vice-campeão carioca em 1921 e 1934, e 3º colocado no Campeonato Carioca em 1924, e 1933. Com a união da FCF e da FMD em 1937, o clube deixa o Campeonato Carioca para sempre.

Estádio Prefeito Serzedello Correa

Abaixo uma reportagem na íntegra do jornal Excelsior, em 1930:   

O Andarahy Athletico Club é uma das nossas instituições desportivas brilhantes tradições. Sua actuação no meio esportivo carioca tem sido efficiente, cooperando sempre pelo maior desenvolvimento da nossa cultura physica.

Excelsior”, que, há muito, vem se interessando pela vida dos esportes entre nós, occupa-se hoje o Andarahy A.C., dedicando-lhe nada menos de quatro páginas, todas illustradas com photographias colhidas na sede do referido club. Na primeira destas páginas encontra-se a actual diretoria do Andarahy, na segunda, o seu primeiro team; na terceira, varios aspectos colhidos na sua sede, quando estivemos, há dias, alli; e na quarta, ou melhor, nesta página, alguns trophéus conquistados brilhantemente, em encontros com outros clubs desta capital.

Pelo avultado número de taças e bronzes ganhos nobremente pelo Andarahy, o leitor avaliará por si o valor desportivo dessa instituição que é, sem exaggero da nossa parte, uma das mais valorosas que possuímos.

Reconhecendo-o é que aqui prestamos esta homenagem, aliás espontânea e desinteressada, como vimos fazendo com os demais clubs, cuja vida tem sido tratada por nós, que, como já dissemos, muito nos interessamos pela prosperidade da nossa cultura physica, através de todos os esportes.

O Andarahy, possuindo um bom campo de foot-ball e locaes apropriados para apropriados para a pratica de outros gêneros esportivos, está destinado a ter cada dia maior actuação nos nossos meios que cultivam o esporte.

Tendo tomado parte em pugnas memoraveis, das quaes tantas vezes sahira triumphante, o Andarahy impoz-se definitivamente no conceito público, tornando-se um dos clubs que desfructam de maiores sympathias populares.

Diretoria de 1930

Para demonstração da sua prosperidade, o Andarahy está actualmente dotando o seu campo de uma excellente archibancada, de onde o público possa assistir com conforto os jogos que, de futuro próximo, se realizarem alli.

Emfim, é uma das nossas mais bem constituídas organizações desportivas, razão pela qual sempre se impôz no conceito e na admiração de quantos, como nós, se interessam pelo esporte no Brasil“.

FONTE & FOTOS: Jornal Excelsior          

Foto rara: Flamengo 4 x 1 Fluminense – amistoso do ‘Dia do Trabalhador’ de 1957

Zagalo (Flamengo) e Pinheiro (Fluminense), no centro o árbitro da FMF , Alberto da Gama Malcher

Em homenagem ao “Dia dos Trabalhador” e com portões franqueados ao público, Flamengo e Fluminense defrontaram-se, na tarde de quarta-feira, do dia 1º de Maio de 1957, no Estádio de São Januário, em caráter amistoso, porém valendo a Taça Brasília. A peleja contou com a presença do exmo. do Sr. presidente da República, Juscelino Kubitschek. O espetáculo, tecnicamente deixou muito à desejar, estando longe daquele clássico renhido e cheio de emoções, de há muito tradicional no futebol metropolitano.

Para a fraqueza do prélio contribuiu muito o Fluminense, que se apresentou cheio de falhas, com um conjunto desarticulado e sem demonstrar o menor senso de coordenação. A vitória do Flamengo por 4 a 1 foi justa e merecida, sem que entretanto, dê margem para que se afirme esteja o rubro-negro reabilitado de seus últimos insucesso. A exibição negativa do Tricolor facilitou em grande parte a tarefa de seu mais ferrenho adversário.

A maior parcela de culpa pela contundente derrota do Fluminense, coube à sua defensiva, principalmente pela maneira dispersiva como atuou. Do começo ao fim da peleja, seus integrantes não se definiram em campo, como fossem calouros a sofrer os impactos psicológicos duma estreia, em match de grande importância.

Dois elementos merecem, contudo, um destaque negativo: Cacá e Altair, que mais pareciam médios volantes que propriamente zagueiros laterais. Amos, avançando em demasia, deixando uma lacuna, que era preenchida pelos avantes do Flamengo.

Os 4 a 1 talvez sejam exagerados para quem ignora o transcurso da partida, mas na verdade foram até modestos para o rubro-negro, que poderia dilatar a contagem, caso assim o desejasse. Os tentos, à exceção do feito por Joel com uma espetacular cabeçada, foram consignados facilmente, sem maiores entraves.

Os erros da retaguarda influíram no ataque chefiado por Valdo. Neste setor, não houve também destaque individual. Telê não foi aquele mesmo dínamo que a torcida está acostumada a ver: Valdo, parece que ficou indigesto com os “gols” feitos na temporada de 56, e Escurinho, que vinha atuando surpreendentemente bem nos últimos compromissos do Fluminense, voltou ao nível que lhe é peculiar.

Um Flamengo à vontade

A fragilidade de estrutura que caracterizou o “onzetricolor, como dissemos, facilitou a tarefa do Flamengo. Este, contudo, houve-se melhor do que no prélio de domingo último, quando deixou-se abater pelo São Paulo e por idêntica contagem. Embora todo o conjunto atuasse a contento, merecem destaque: o goleiro Ari, que demonstrou muita firmeza nas poucas bolas que o ameaçaram; a linha média e os avantes, Joel, Moacir e Henrique.

FONTE & FOTO: Correio da Manhã