Arquivo do Autor: Sérgio Mello

Sobre Sérgio Mello

Sou jornalista, desde 2000, formado pela FACHA. Trabalhei na Rádio Record; Jornal O Fluminense (Niterói-RJ) e Jornal dos Sports (JS), no Rio de Janeiro-RJ. No JS cobri o esporte amador, passando pelo futebol de base, Campeonatos da Terceira e Segunda Divisões, chegando a ser o setorista do América, dos quatro grandes do Rio, Seleção Brasileira. Cobri os Jogos Pan-Americanos do Rio 2007, Eliminatórias, entre outros. Também fui colunista no JS, tinha um Blog no JS. Sou Benemérito do Bonsucesso Futebol Clube. Também sou vetorizador, pesquisador e historiador do futebol brasileiro! E-mail para contato: sergiomellojornalismo@msn.com Facebook: https://www.facebook.com/SergioMello.RJ

Escudo raro de 1919! Clube Atlético Mineiro – Belo Horizonte (MG)

Por Sérgio Mello

Club Athletico Mineiro (atual: Clube Atlético Mineiro) é uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). A Sede administrativa fica localizada na Avenida Olegário Maciel, nº 1516, no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte/MG.

Sede do Galo fica na Rua Bernardo Guimarães, nº 2.300, no Lourdes, em Belo Horizonte/MG. A Cidade do Galo está situado na Rodovia MG 424, s/n, no Jardim da Glória, em Vespasiano/ MG. Já o palco para os jogos é a Arena MRV (Capacidade para 46 mil pessoas), que fica na Rua Cristina Maria de Assis, nº 202, no bairro Califórnia, em Belo Horizonte/MG.

Breve história do Galão da Massa

O começo do Século XX, o “futebol bretão” em Belo Horizonte, rapidamente ganhou o interesse, principalmente, dos alunos. Assim, foi Fundado na quarta-feira, do dia 25 de Março de 1908, por um grupo de rapazes liderados por Margival Mendes LealMário ToledoRaul Fracarolli e Augusto Soares, todos mataram aula de manhã e, se reuniram no coreto, sob as árvores do Parque Municipal.

Dessa forma era criado o Atlético Mineiro Futebol Clube, herdado o nome do outro Athlético, que já não mais existia.

Participaram do célebre encontro: Margival Mendes Leal, Sinval Moreira, Mário Neves, Raul e Hugo Fracarolli, Mário Lott, Carlos Maciel, Eurico Catão, João Barbosa Sobrinho, Aleixanor Alves Pereira, Antunes Filho, Mário Toledo, José Soares Alves, Horácio Machado, Augusto Soares, Humberto Moreira, Júlio Menezes Melo e Benjamim Moss Filho.

Outros, que não puderam comparecer à reunião, tão logo souberam da fundação do clube aderiram à ideia: Francisco Monteiro, Jorge Dias Pena e Mauro Brochado.

Primeira Sede

1ª Sede, lembra Mário Lott, um dos fundadores, localizou-se em pequeno espaço de um porão da casa onde residia Vate (Margival Mendes Leal), à Rua Goiás, nos fundos do antigo Palácio da Justiça.

Ali se discutiam os problemas e as providências para que o clube tomasse impulso. Uma dessas dificuldades mais sérias para enfrentar a realidade: conseguir a bola.

1ª Torcida Feminina no Brasil

O grupo cresceu e o ponto de encontro era na Rua Guajajaras, nº 317, onde morava dona Alice Neves, mãe do fundador Mario NevesDona Alice tornou-se a madrinha do novo clube, participando ativamente e criando a 1ª torcida feminina de futebol no Brasil.

Foto de 1919

A 1ª bola veio da França

Lembrou-se então que Ninico Antunes (Antônio Antunes Filho) enviava besouros e outros bichinhos para um seu amigo que residia na França, o qual lhe creditava as importâncias correspondentes às remessas feitas.

Aí estava a solução para o sério problema: Ninico pediria ao seu amigo que lhe mandasse uma bola em troca do seu crédito. E isso foi feito. Para a alegria dos atleticanos, a bola chegou da França. Era uma bola de número 3 e custou, àquela época, 11 mil réis.

Os Primeiros Dez Sócios

Os seus primeiros sócios do Atlético Mineiro Futebol Clube e suas respectivas funções:

Mário Lott, 23 anosestudanteSalesiano Lara, 17 anosfuncionário público
Mário Neves, 23 anosfuncionário públicoAlfredo C. Lima Júnior, 20 anoscomerciário
Antônio Antunes Filho, 20 anosfuncionário públicoJorge Dias Penna, 20 anosfuncionário público
Sinval Moreira da Silva, 23 anosfuncionário públicoGino Panicali, 20 anosfuncionário público
Eurico Catão, 23 anosfarmacêutico10ºRodrigo Melo Franco, 20 anosestudante

Em 1908 o Galo só realizou treinos

Após a sua fundação em 1908, o Athletico não disputou nenhum jogo. Suas atividades resumiam-se em treinos, dos quais participavam entre outros, os jovens atletas: Jorge Pena, Oscar Maciel, Enrico Catão, Mauro Brochado, Leônidas Fulgência, Raul Fracarolli, Mário Neves, Francisco Monteiro, Mário Lott, Margival Mendes Leal, Horácio Machado, Artur Pinto, Carlos Maciel e Benjamim Moss.

Foto de 1921

Primeira Diretoria do Galo

Foi constituída a 1ª Diretoria, sem contenda, os seguintes membros:

Presidente – Margival Mendes;

Secretário – Mário Lott;

Thesoureiro – Eurico Catão.

Primeiro jogo e primeira vitória

primeira formação do time era o seguinte: Eurico; Mauro e Leônidas; Raul, Mário Toledo e Hugo; Francisco, Mário Lott, Marginal, Horácio e Benjamim. Técnico: Chico Neto.

Para a estreia oficial do Atlético, aconteceu no domingo, do dia 21 de março de 1909, contra o Sport Club. Para esse jogo, o treinador Chico Neto fez três alterações no ataque: Mário Neves no lugar de FranciscoAníbal Machado no de Mário Lott e Zeca Alves no de Horácio.

O técnico Mário Neves mostrou ser ‘pé quente’, pois a vitória pelo placar de 3 a 0, contou com os gols o trio: Aníbal MachadoZeca Alves e Mário Neves, no campo do Sport (onde hoje fica a Secretaria da Agricultura, ao lado da estação rodoviária), ficou lotado.

As duas equipes voltaram a se enfrentar outras duas vezes: 2 a 0 e 4 a 0, ambos os triunfos conquistados pelo Galo. Nesses encontros mais de 3 mil pessoas compareceram para assistir os jogos.

Esses três revés do Sport Club acabaram decretando a sua extinção. Com isso, boa parte dos seus integrantes ingressaram no quadro atleticano, tornando-o mais forte ainda.

É bom ressaltar, que o Atlético Mineiro Futebol Clube surgiu forte no cenário esportivo da cidade. Tanto é verdade que a primeira derrota demorou cerca de três anos para acontecer.

1ª derrota só aconteceu em 1912

No domingo, no dia 12 de maio de 1912, o Galo acabou perdendo para o Instituto Granbery, de Juiz de Fora, por 5 a 1. Os atleticanos pediram revanche e no sábado, do dia 7 de setembro de 1912, voltaram a se enfrentaram.Porém, o Instituto Granbery voltou a derrotar o Athletico, pelo placar de 3 a 0, em Juiz de Fora/MG.

As derrotas em nada alteraram a vida do clube, que tratou de formar sua infraestrutura e ganhou da Prefeitura um terreno para construir seu campo e sede.

Ficava na Rua Guajajaras, entre a São Paulo e a Curitiba. Limparam o terreno, taparam os buracos e fincaram as traves. O travessão era uma corda esticada, o gramado tinha tamanho irregular, mas ficou assim mesmo.

Nos primeiros dias, roubaram as traves. Margival não gostou e achou melhor escolher outro local. Conseguiu trocar a área de Guajajaras por um quarteirão na Avenida Paraopeba (hoje, Augusto de Lima), entre as ruas Curitiba e Santa Catarina.

Mas ali também não durou: o governo do Estado, que também estava-se organizando, requisitou o terreno para a construção da Secretaria da Educação (hoje, Minascentro) e o Athlético passou então a ocupar o campo que foi do Sport Club, ao lado da estação rodoviária.

Disputa da Taça Souza Cruz, no Campo do Athletic Club de São João del-Rei, em 1919

Clube altera o nome em 1913

Na noite de terça-feira, do dia 25 de março de 1913, foi realizado Assembleia Geral, em que os sócios e diretores do Atlético Mineiro Futebol Clube decidiram mudar o seu nome para Club Athletico Mineiro.

E foi com sua nova e importante personalidade que o time disputou o primeiro torneio interclubes, organizado pela recém-fundada Liga de Futebol de Belo Horizonte.

Primeiro troféu

O vencedor receberia o rico troféu “Taça Bueno Brandão”, em homenagem ao então Governador do Estado de Minas. Os jogos tiveram os seguintes resultados:

05/07/1914Athletico2X0Yale
12/07/1914Athletico3X0América
19/07/1914Athletico0X0Yale
02/08/1914Athletico1X0América
16/08/1914Athletico2X0Comb. América/Yale

Athletico foi o campeão invicto do torneio. Disputou cinco jogos, somando 9 pontos: foram quatro vitórias e um empate; marcando oito gols sem sofrer nenhum tento. Era o primeiro título conquistado. Outros viriam, bem maiores, em grande número, consagrando o maior clube de Minas Gerais.

O 1º título do Campeonato Mineiro

Na quinta-feira, do dia 28 de janeiro de 1915, foi fundada a LMEA (Liga Mineira de Esportes Atléticos), que nesse mesmo ano organizou o 1º Campeonato da cidade de Belo Horizonte.

A capital contava com cinco equipes de futebol inscritas para o importante certame: Club Athletico MineiroAmérica Football ClubYale Athletico Club,  Club de Sports Hygienicos e Sport Club Christovam Colombo.

As partidas foram realizadas em turno e returno, e coube ao Club Athletico Mineiro a conquista do 1º título de campeão do estado. A campanha teve os seguintes resultados:

1° TURNO

11/07/1915Athletico5X0Yale
25/07/1915Athletico2X2América
29/08/1915Athletico4X0Hygienicos
05/09/1915Athletico0X1Christovam  Colombo

2° TURNO

12/09/1915AthleticoWOXHygienicos *
26/09/1915Athletico3X1Yale
03/10/1915Athletico2X1América**
24/10/1915Athletico4X0Christovam  Colombo

* O Higiênicos não compareceu ao jogo e perdeu os pontos. 
** O América deixou o campo aos cinco minutos do 2° tempo.


Foram, oito jogos, com seis vitórias, um empate e uma derrota; marcou 20 gols, sofreu cinco e um saldo de 15. O artilheiro do Galo foi Meireles com 7 golsMatos com 5 golsPaula Dias com 3 golsMorethzon, Curthbert, Guimarães, Lé e Rose, com 1 gol cada.

Os primeiros campeões de Belo Horizonte pelo Club Athletico MineiroFerreira, Morethzon, Leon, Sigaud, Lé, Testi, Paula Dias, Lott, Meireles, Matos, Rose, Curthbert, Guimarães, Coutinho e Guido.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: Arquivo EM/D.A.Press – Dissertação de Mestrado “O Jogo de Bola em Terras Mineiras”

Colaborou: Carlos Eduardo

FONTES: Galo Digital – site do clube

Associação Athletica River São Bento – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1917 a 1919!

Por Sérgio Mello

A Associação Athletica River São Bento foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 23 de junho de 1914, pela Associação dos Antigos Alumnos Salesianos, do bairro de Santa Rosa, em Niterói/RJ o River Football Club. A sua 1ª Sede social ficava localizada na Rua Barão do Rio Branco, nº 10.

Em assembleia geral, na quarta-feira, do dia 5 de agosto de 1914, foi eleita a Primeira diretoria:

Presidente – Paschoal Ferroni;

Vice-presidente – Dr. Vicente Antonio Apollaro;

1º Secretário – Carlos Belache;

2º Secretário – Sebastião Gonçalves;

1° Thesoureiro – Cyro Haydt;

2º Thesoureiro – Dante de Queiroz;

Director-sportivo – Cicero R. Castro;

Commissão de syndicancia – Anacleto Neves, Balbino Horta e Itamar Cardoso.

Em 1915, o River disputou o campeonato organizado pela Associação Brazileira de Sports Athleticos (ABSA).  Na segunda-feira, do dia 31 de janeiro de 1916, o clube solicitou filiação a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).

Mudança do nome: Associação Athletica River São Bento

Foi realizado, na quinta-feira, do dia 10 de Maio de 1917, uma Assembleia Geral extraordinária, com a presença de grande número de associados. Na primeira parte da ordem do dia foram eleitos, por unanimidade de votos, os Srs. Abelardo Fonseca e Flavio dos Santos, respectivamente 1º Secretario e 2º Thesoureiro. Na segunda parte, foram eliminados os Srs. Eugenio Vairão, Erico Barreto, Arlindo Mendes, Francisco Magalhães Couto, Francisco José Nova Filho, José Alves Baptista, Manuel Fernandes, Prospero Sanmartino, José Faria da Rocha, Pedro Graça, João Alberto Bressam e Antonio Gonçalves Torres.

Passando-se a tratar de assumptos de interesse geral, o Sr. Plinio de Carvalho apresentou uma proposta para alterar do nome de River Football Club para Associação Athletica River São Bento. No qual foi aceito por unanimidade.

Modificar os estatutos, reformar a matricula e considerar sócios fundadores os que se acham presentes à sessão, sendo approvada unanimemente. Foram eleitos para a commissão de estatutos os Srs. Plinio de Carvalho, Dr. Vicente Antonio Apollaro, Augusto Cesário Dias André e João dos Santos.

Time posado dos Primeiros Quadros de 1918

Foram consignados em acta votos de louvor aos Srs. Dr. Vicente Antonio Apollaro, Plinio de Carvalho e tenente Augusto José de Almeida Junior, pelos relevantes serviços prestados ao club na Liga Metropolitana. Foi encerrada a sessão às 10 horas da noite.

Disputou o Carioca da Segundona duas vezes

Disputou duas edições do Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1917 e 1918, organizado pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). No domingo, do dia 10 de setembro de 1917, no campo do São Christovão A. C., o esperado encontro entre River São Bento e o Vasco Gama. O jogo desenvolvido pelas primeiras equipes, foi muito bom, acima mesmo da expectativa geral, terminando com a vitória do Vasco da Gama por 1 a 0, no River São Bento. Na luta travada entre os Segundos Quadros, foi vencedor o River pelo score de 3 a 0.

No domingo, do dia 15 de dezembro de 1918, o River São Bento enfrentou o Vasco Gama, e acabou derrotado pelo placar de 4 a 2.

Time posado dos Segundos Quadros de 1918

Em março de 1918, o clube anunciou dois reforços vindos do Tupy Football Club, de Juiz de Fora/MG: Álvaro Vassallo e Orlando de Carvalho. A dupla integrou o elenco dos Segundos Quadros.

Foto de 1918

Nova mudança do nome, voltando a se chamar River Football Club

Na quinta-feira, do dia 23 de janeiro de 1919, ocorreu uma Assembleia Geral, onde ficou definido que a agremiação alterou o nome e voltando a adotar o seu 1º nome: River Football Club. O 1º Secretário, João dos Santos enviou uma nota aos principais jornais cariocas, informando sobre essa mudança.

Atualmente, o River Futebol Clube existe, com a sua sede social localizada na Rua João Pinheiro, nº 462, no bairro Piedade, na Zona Norte do Rio/RJ. Os seus principais títulos foram:

Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1922; Campeonato Carioca dos Segundos Quadros da 2ª Divisão de 1932; Campeonato Carioca da Federação Atlética Suburbana dos Primeiros Quadros de 1937 (título dividido com o Engenho de Dentro AC) e 1938; Torneio Início da Federação Atlética Suburbana de 1939.

Elenco de 1917: Motta, Altamiro, Alamiro, Mario Brandão, Delphim, Thiago, Alarico, Rochinha, Monteiro, Valentim, Lyrio, Tó, Lincoln, Tasso, Amorim, Edgard, Costa Bastos, Tatu, Mourão, Joaquim, J. Augusto, Basilio, Manoel Duarte, Paiva, Benedicto, Rosas e Jarbas.

Time base de 1918 (1º Team): Lincoln (Motta); Rosas (Gabriel) e Gaby (Altamiro); Costa Bastos (Guimarães), Delphim e Ruy (Wilton); Cyro, Barroso (Santos), Lyrio (Mendes), Octavio e Netto. Capitão: Barroso.

Time base de 1918 (2º Team): Mallet; Adhemar (Carrão) e Lacombe; Faria, C. Lage e Jarbas (Adherbal); Álvaro Vassallo, Joaquim (Elivio), Fontoura, Carlinhos e Clynton (Orlando de Carvalho). Capitão: Mallet.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: Vida Sportiva (RJ)

FONTES: A Época (RJ) – A Noite (RJ) – Comedia Jornal de Theatro (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Paiz (RJ) – O Tico-Tico: Jornal das crianças (RJ) – Rio-Jornal (RJ)

Escudo raro de 1931: Rio Branco Sport Club – Paranaguá (PR)

Por Sérgio Mello

No início do século XX o futebol estava concentrado em Curitiba e Ponta Grossa. Desde 1909 equipes eram formadas nas duas cidades. Os jogos aconteciam acompanhados de grandes festas e um intenso clima de amizade entre as equipes. Em Paranaguá o futebol ganha força e vigor em maio de 1913, quando foi fundado o Paranaguá Foot-Ball Club. No mês de setembro surgiu o Brazil Foot-Ball Club e em Outubro daquele ano o nosso querido Rio Branco Sport Club, o Leão da Estradinha.

DESDE 13 DE OUTUBRO DE 1913

A história do Rio Branco Sport Club começa no domingo, do dia 12 de Outubro de 1913, dia comemorativo ao descobrimento da América. Em um bate papo envolvendo Manuel Victor da Costa, Aníbal José de Lima, Euclides de Oliveira, José de Oliveira, Jarbas Nery Chichorro, Antonio Gomes de Miranda e Raul da Costa Pinto, surgiu a conversa sobre esse novo esporte, “coqueluche” no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, e que já havia influenciado a criação dos dois primeiros clubes de futebol na cidade: Brazil Football Club e Paranaguá Football Club.

Surgiria o Rio Branco Sport Club no dia seguinte. Além dos nomes já citados e com a presença de mais alguns amigos ocorreu a aclamação de diretoria, com ata lavrada por Raul da Costa Pinto, tendo sido publicada a composição diretiva no jornal Diário do Commercio de 17 de Outubro, depois de uma reunião ocorrida na casa do Sr. Manoel Victor da Costa.

Diretoria provisória: Presidente, Manoel Victor da Costa; Vice Presidente, Antonio Gomes de Miranda; Secretário, Jarbas Marques Mery Chichorro; Thesoureiro, José de Oliveira. O nome escolhido era uma justa e perfeita homenagem ao herói nacional, Barão do Rio Branco.

Foto: domingo, do dia 17 de maio de 1931

O PRIMEIRO JOGO

Houve também a escolha do primeiro time do Rio Branco: Jarbas; Nenê e Miranda; Lucidio, Ellias e Hugo; Luiz José, Mathias, Nero e Nagib. Da fundação até o primeiro jogo transcorreram mais de 30 dias e a escalação da estreia, contra o Brazil Foot Ball Club, mudou bastante, permanecendo só Mathias e Nagib daquele time original.

Os novos integrantes eram Eugenio, Itaborahy, Raul, Rocha, Romeu, Cezario, Braga, Flota e Colombino. O jogo aconteceu dia 23 de novembro, na Pires Pardinho, também conhecida por Campo Grande, com a praça lotada. Com um gol de cabeça o Brazil saiu vencedor pelo escore mínimo.

Em dezembro os sócios se reuniram na sede localizada à rua Marechal Deodoro, número 59, e escolheram sua diretoria definitiva. Foram eleitos e empossados: Presidente, Itaborahy de Macedo; Vice-presidente, José Colombino; 1° secretário, Antonio Roza; 2° secretário, Nagib Balech; 1° Thesoureiro, Angelo Perusin; 2º Thesoureiro, José de Oliveira; Orador, Raul da Costa Pinto; Capitão, Mathias Lourenço; 2° Capitão, Cezario Corriel e “Guarda Sport”, Lucilio F. do Nascimento.

O primeiro jogo contra uma equipe de fora aconteceu no dia 6 de janeiro de 1914, na Pires Pardinho, enfrentado o América de Curitiba. Sabendo que o adversário levaria uma equipe mais forte do que o normal, o Rio Branco se uniu com o Brazil e o Paranaguá e formaram um time misto com os melhores jogadores da cidade: Osmario, Arcesio, Mendes, Zizo, Quinquin, Luiz, Nagib, Agostinho, Acrisio, Fernando e Soffiati. O grande goleador do Rio Branco foi Quinquin, que marcou três, mas o juiz anulou um porque estava “off-side”.

O PRÓPRIO CAMPO

No mês de junho de 1914 o clube arrendou o terreno do senhor Chrispim da Silva por 5 anos para poder construir seu próprio campo. Os sócios organizaram uma grande quermesse na Pires Pardinho para arrecadação de verbas e a previsão de inauguração era para abril de 1915. Até peça de teatro teve sua bilheteria concorrida para as reformas do novo campo e a construção das arquibancadas.

O Prefeito Dr. Cetano Munhoz da Rocha outorgou ao clube uma área de alagadiço nas redondezas da praça João Gualberto também em 1914. Foram 6 meses de trabalho para deixar o campo em condições de jogo para a prática do esporte. O sócio-benfeitor José Fonseca Lobo, conhecido por Zézito, doou alguns vagões de madeira para a construção das arquibancadas de madeira.

CAMPO INAUGURADO COM VITÓRIA

A inauguração oficial ocorreu contra um selecionado de times de Curitiba, chamado de Team Extra, formado basicamente por jogadores do International e América. O Rio Branco venceu o confronto pelo placar de 2 a 1, com gols de Cardines e Lobo. A formação era a seguinte: Pedrinho; Azevedo e Marinho; Rosa, Eugênio e Manoel; Docelo, Caldeira, Lobo, Cardines e Coelho.

O clube ficou cerca de 10 anos nesse espaço, quando o então Presidente da Província do Paraná, Dr. Caetano Munhoz da Rocha informaria ao prefeito, Coronel José Gonçalves Lobo, que a cidade precisaria doar um terreno para a Construção da Escola Normal – atualmente Instituto de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha.

A área definida ficava em frente à área de fundos das arquibancadas do campo do Rio Branco e isso desagradou as autoridades da época, pois não consideravam adequado uma escola para meninas ficar “contemplando os fundos de uma praça de esportes voltada para o público “masculino”. A diretoria do clube então recebeu a proposta de mudança, comprometendo-se o município a doar um terreno na Estrada das Colônias – atual Alameda Coronel Elysio Pereira – para o novo estádio.

Efetivamente a doação do terreno aconteceu na gestão do prefeito Francisco Accioly Rodrigues da Costa, que também doou a importância de dois contos de réis (2:000$000) para que o clube pudesse providenciar a mudança para a nova sede, que hoje abriga o Estádio Nelson Medrado Dias.

Estádio Nelson Medrado Dias, com capacidade para 4 mil pessoas

O nome do estádio homenageia o Presidente do clube, Nelson Medrado Dias, agente do LLoyd Brasileiro, vindo do Rio de Janeiro e apaixonado pelo futebol. Em sua gestão teve início o projeto de construção do novo campo em meados de 1924, tendo concorrido o prazo de aproximadamente 6 meses para arrecadação de fundos para ás primeiras obras, que começaram em 1925.

Com seu prestígio no comércio local e na política, apesar daqueles que trabalhassem contra, arrecadou fundos e mandou aparelhar o terreno e iniciar a construção das arquibancadas e quase dois anos depois, em 12 de Junho de 1927, era inaugurada a “Praça de EsportesNelson Medrado Dias, que até hoje é a sede do clube e seu campo de futebol.

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTO: Acervo de Rafael Almeida, “Velha Guarda Curitiba”

FONTE: Site do Clube 

Tecelagem de Seda Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): Existiu entre 1928 a 1930!

Por Sérgio Mello

O Tecelagem de Seda Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Clube das Sedas” foi Fundado no sábado, do dia 11 de fevereiro de 1928 por funcionários e operários da firma Aziz Nader & CIA (situado na Av. Suburbana, nº 2.720).

A sua Sede social, queficava localizado na Avenida Suburbana, nº 2.771, no bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio (RJ), foi inaugurada no 1º aniversário do clube. Já a sua Praça de Esportes também ficava na Avenida Suburbana, nº 2.628, em Quintino.

No começo o clube participou de amistosos e de alguns festivais. Além do futebol, o clube contava com atletismo, tênis de mesa, dama, ginastica sueca, escoteiros, etc. No meio social, realizam bailes a fantasia, música dançante, carnavais, entre outros eventos.

Primeira Diretoria

Na Assembleia Geral, que fundou o Tecelagem de Seda, também definiu a composição da 1ª Diretoria, que ficou assim constituído:

Presidente – Camillo Nader;

Vice-Presidente – Armando Bianchi;

1º Secretário – Orlando Ripari (depois Carlos Costa);

2º Secretário – Trajano de Castro;

1º Thesoureiro – Leonídio Fernandez;

2º Thesoureiro – Luiz Remondine;

Diretor Sportivo – Arnaldo Martins;

Commissão de Sportiva – José Cogliatti (depois Ricardo Dalle), Alfredo Vaz e Antônio Cogliatti;

Conselheiros – Antônio Nader e José Fonseca;

Fiscal – Joaquim dos Santos.

Jornal do Brasil – 1929

Ajudou na criação da Associação Brasileira de Sports de Mesa

Com a presença dos clubes: A. A. Portugueza, Tecelagem de Seda, Santa Heloiza, Orfeão Portugal e Atheneu Sport Club, foi fundada Associação Brasileira de Sports de Mesa (Ping-Pong), na quarta-feira, do dia 18 de setembro de 1929.

Filiado a Liga Brasileira em 1929

No sábado, do dia 09 de março de 1929, se filiou a Liga Brasileira de Desportos (LBD), onde disputou a Sub-Liga com 13 equipes: Associação Athletica Portugueza, Dublin Sport Club, Itamaraty Football Club, Jardim Football Club, Jequiá Football Club, Marqueza Football Club, Municipal Football Club, Opposição Football Club, Sport Club Africano, Sport Club Bemfica, Sport Club Oriente, Sport Club União e Tecelagem de Seda Athletico Club.

Colaborou na criação da Associação Suburbana de Desportes Athleticos

Porém, o Tecelagem de Seda ficou menos de cinco meses, mesmo com a competição em andamento, solicitou a sua desfiliação da Liga Brasileira de Desportos. A falta de organização acabou minando o clube. Um exemplo, foi a punição imposta pela LBD, quando multou todos os jogadores do 1º e 2º Quadros (22 atletas), por falta de apresentação de carteira.

Dias depois, na segunda-feira, do dia 12 de agosto de 1929, ajudou a fundar a Associação Suburbana de Desportes Athleticos (ASDA), na sede do Gymnasio Arte e Instrucção, à rua Coronel Rangel, nº 174, em Cascadura, na Zona Norte do Rio/RJ.

Estiveram presentes os representantes dos seguintes clubes: Sport Club Bandeirantes, Sport Club Campinho, Sport Club Parames, A. Club Marangá, Tecelagem de Seda A. Club e Sport Club Sudan, tendo sido eleita uma comissão composta do capitão Álvaro Costa, representante do Parames e do Tecelagem de Seda.

Na assembleia foi organizado os estatutos e outra comissão, composta dos representantes do Bandeirantes, Marangá e Tecelagem de Seda, para estudarem o uniforme e escudo da Associação.

Na ASDA, além do futebol, o clube também participou das competições do atletismo.

Diretoria de 1930

Na quinta-feira, do dia 30 de janeiro de 1930, o Tecelagem de Seda definiu a sua nova diretoria composta pelos seguintes membros:

Presidente – Camillo Nader;

Vice-presidente – Francisco Teixeira;

Secretário Geral – Ângelo Fanfoni;

1º Secretario – Samuel Corria Levy;

2º Secretario – Berillo de Albuquerque;

1° Thesoureiro – Hermouth Mesch;

2º Thesoureiro – Trajano de Castro;

Commissão Fiscal – João R. S. Lima, Manoel de Almeida e Pedro Lauterbach;

Commissão de Syndicancia – Agenor Pimentel, Antonio Ribeiro e Antonio Cogliattt.

Filiado a ACEA

Em março de 1930, o Tecelagem de Seda ingressou na Associação Carioca de Esportes Athleticos (ACEA).

Em maio de 1930 o clube foi extinto

De forma surpreendente, na quinta-feira, do dia 22 de maio de 1930, o Tecelagem de Seda Athletico Club foi dissolvido, motivado pela política que se implantou dentro da agremiação.

Dezesseis dias depois clube é reorganizado, alterando o nome

Na assembleia geral, no sábado, do dia 07 de junho de 1930, o clube foi reorganizado. Na ocasião, aconteceu a mudança do nome, passando a se chamar Fluminense Athletico Club. Também ficou definido que seria adotado a bandeira, flamulas, uniformes e escudo do Fluminense F. C., mudando somente a letra F. para A.

A sua nova Sede social ficava situada na Rua Manuel Murtinho, nº 15, em Quintino Bocaiuva, na Zona Norte do Rio/RJ. Posteriormente, foi eleita a nova diretoria, que ficou assim organizada:

Presidente – capitão João Rodrigues de Souza Lima;

Vice-presidente – Francisco Teixeira;

Secretário geral – Augusto Cruz;

1º Secretário – Samuel Corrêa Levy;

2° Secretário – Henrique F. Nazianzeno;

1° Thesoureiro – Antonio Lima;

2º Thesoureiro – Genesio Carvalho Lima;

1º Director Sportivo – Joaquim dos Santos;

2º Director Sportivo – José Eloy Renones Blaz;

Commissão Fiscal: Alexandrino Faria, Angenor Pimentel, Durval Bandeira;

Commissão de Syndicancia: Antonio Faria, Waldemar Machado, José Fonseca.

Antigo campo é adquirido pelo Sudan A.C.

No domingo, do dia 6 de março de 1932, o sr. Adriano da Costa, presidente do Sudan Athletico Club fechou contrato de aquisição da antiga praça de esportes do Tecelagem de Seda, localizado na Avenida Suburbana, nº 2.628, no bairro de Quintino, na Zona Norte do Rio (RJ).

Time base de 1929 (1º Team): Antônio (Cri-cri); Lindinho (Solon) e Boleu (Bianco); Emygdio (Silvino), Niniu (Gomes) e David (Camillo); Abilio (Diogenes), Jayme (Cogliatti), Sylvio, Djalma (Vino) e Bahiano (Lindolpho).

Time base de 1929 (2º Team): Antônio; Tota e Machado; Zé Macaco, Mize e Ritta; Plínio, Pepe, R. Cruz, Cosme e Paulista.

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – Crítica (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Esporte Clube Eletro-Química – São Gonçalo (RJ): Bicampeão citadino em 1952 e 1956!

Por Sérgio Mello

O Esporte Clube Eletro-Química foi uma agremiação da cidade de São Gonçalo, que fica na região Metropolitana do estadodo Rio de Janeiro. Localizado a 25 km da capital do Rio, conta com um a população de 960.652 habitantes, segundo estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2024

Tudo começou com a criação em 1933, da Companhia Eletro-Química Fluminense (tendo iniciado a sua produção em 1936), pelo Sr. José Alves da Motta, sendo a 1ª indústria na fabricação de álcalis. Para erguer a empresa foi necessário um investimento de US$ 3.500.000,00, que naquela época no câmbio médio de Cr$ 65,00

A equipe auriverde foi Fundado na terça-feira, do dia 08 de Junho de 1948, por um grupo de funcionários da Companhia Eletro-Química Fluminense. A Sede ficava na Rua Dr. Alfredo Backer, nº 579, em São Pedro de Alcântara, em São Gonçalo (RJ).

Bicampeão de São Gonçalo

Filiado a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), o Eletro-Química disputou algumas edições do Campeonato Citadino de São Gonçalo de futebol, onde faturou duas vezes o título máximo: em 1952 e 1956!  

Clube atravessa por crise em 1959

Na segunda-feira, do dia 19 de outubro de 1959, o jornal Última Hora (RJ), noticiou que o clube atravessa um momento delicado, mas um grupo estaria inclinado a ajudar na melhoria do clube:

Houve uma época em que o Esporte Clube Eletroquímica, de São Gonçalo, gozava de posição privilegiada nos meios desportivos. Entretanto, a associação que congrega os servidores da Companhia Eletro-Química Fluminense sofreu uma queda tremenda em sua situação. Agora, porém, um grupo de consócios tendo à frente o vigoroso zagueiro Dilon está procurando melhorar o clube e esperam, sobretudo, contar com a colaboração dos industriais que no momento estão dirigindo o parque industrial do Alcantara”.

Inaugurada a quadra poliesportiva em 1963

Em 1962, o Eletro-Química também contava com diversas modalidades esportivas como por exemplo: equipes de voleibol, tênis de mesa, futebol de salão (atual: futsal) e basquete.  

Quando comemorou o seu 15º aniversário no sábado, do dia 08 de junho de 1963 – o clube auriverde inaugurou a sua quadra poliesportiva com uma grande festa. Às 19 horas, transcorreu a preliminar entre o Eletroquímica e o Colégio São Gonçalo. Na partida de fundo, o Eletro-Química enfrentou o Cacren. Ambas partidas de futsal.

Eletro-Química é desligada da LGD

Na quinta-feira, do dia 07 de novembro de 1968, a Liga Gonçalense de Desportos (LGD), desligou diversos clubes por falta de pagamento. suspendeu todos os direitos e regalias dos filiados.

Na lista enviada pelo presidente Ernesto Luz figuram os nomes Clube Esportivo Mauá, Esporte Clube Metalúrgico, Tamoio Futebol Clube e o Eletro-Química. A dívida é de aproximadamente hum mil cruzeiros novos. Logo após a decisão de exclusão, a LGD informou o ocorrido à Federação Fluminense de Desportos (FFD) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

Número de sócios

Na sexta-feira, do dia 1º de janeiro de 1971, uma matéria do Correio da Manhã (RJ) apresentou uma lista dos clubes gonçalenses e os seus respectivos números de sócios. Existem 28 associações culturais, recreativas e desportivas, citando entre elas:

Таmoio Futebol Club, 8 mil sócios (fundado em 1917);

Club Esportivo Mauá, 1.600 sócios (fundado em 1937);

Casa Unidos de Portugal, 1.100 sócios (fundado em 1960);

Vila Lage Esporte Clube, 800 sócios (fundado em 1946);

Embaixadores Social Clube, 415 sócios, (fundado em 1959);

Esporte Clube Metalúrgico, 400 sócios (fundado em 1958);

Grêmio Recreativo Fiat Lux, 250 sócios (fundado em 1957);

Esporte Clube Eletro-Química, 150 sócios (fundado em 1948);

Grêmio Dramático Gonçalense, com 60 sócios (fundado em 1957).

Um desaparecimento silencioso

A partir de meados de 60, o futebol de campo deixou de ser noticiado e o futsal passou a ser o ‘carro-chefe’. Já na década de 70, o Eletro-Química era citado no noticiário dos programas culturais e eventos sociais na sede do clube. NA década de 80, não foi mais encontrado informações dessa simpática agremiação gonçalense.

Time base de 1962: Barnabé; Délio e Dilon; Anízio, Jorginho e Vicente; Jerico, Dunga, Orlando, Leir e Valcenir.

Colaborou: Auriel de Almeida

ARTE: desenhos do escudo, uniforme e mascote – Sérgio Mello

FONTES: Correio da Manhã (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – O Estado, de Niterói (RJ) O Fluminense (RJ) – Última Hora (RJ)

Castello Branco Football Club (1926) – Rio de Janeiro (RJ): Fundado na década de 20!

Por Sérgio Mello

O Castello Branco Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede social ficava localizado na Rua General Sampaio, nº 18 (depois passou para o nº 22) – Ponta do Caju, na Zona Portuária do Rio (RJ). O Grêmio Róseo-negro foi Fundado no dia 05 de Agosto da década de 20.

Em assembleia geral, realizada na sexta-feira, do dia 14 de novembro de 1930, foi eleita e empossada a seguinte Diretoria do Castello Branco Football Club a fim de administrar os destinos do club no período de 1930-1931:

Presidente – Miguel Sanches;

Vice-presidente – Luiz dos Santos;

1º Secretario – Pedro Caldas;

2° Secretario – Enubano Stu;

1º Thesoureiro – Waldemar Teixeira;

2º Thesoureiro – Benjamín Monteiro Sanches;

1º Fiscal – Turibio Augusto Ferreira;

2º Fiscal – Delphim Alves de Oliveira;

Director de Sports – Armando Henriques.

No futebol, pelo que coletei de informações nos periódicos cariocas, o Castello Branco contava com uma boa estrutura, com sede e campo, que ficava próximo à Praia do Caju (atualmente esse local, que era a praia privativa da família imperial, foi aterrado).

Distintivo de 1927

O clube realizou diversos amistosos e festivais, porém sem ter ingressado em nenhuma liga. Apesar da escassez de informações, sabe-se que o Grêmio Róseo-negro desapareceu em meados da década de 40.  

Algumas formações:

Time base de 1926 (1º team): Altino; Rubem e Pimenta; Paulo, Manoelzura e Bispo; Jossemy, João, Seico, Silvestre e Clementino.

Time base de 1926 (2º team): Joaquim; Pedro e Vieira; Camarão, Riato e Bahú; Miguel, Teotônio, João, Tahioso e Batata.

Time base de 1932 (1º team): Álvaro; Armando (Zéca) e Chiquinho (Álvaro II); Pescador (Abreu), Oliva (Lomenha) e Henrique (Arnaldo); Alberto (Carlos), Elysio (Octavio), Suruba (Quincas), Algemiro (Clementino ou Hugo) e Júlio (Paulo). Capitão: Júlio.

Time base de 1932 (2º team): Waldemar (Lopes); Joviniano (Heitor) e Delport (Arnaldo); Nico (Christovão), Louro (Castilho ou Delfim) e Motta (Eduardo); Cruz (Napoleão ou Silvestre), Carlinhos (Barboza), Cesar (Aladim), Álvaro (Astrogildo) e Delphim (Heitor ou Boucinhas). Capitão: Nico.

Time base de 1932 (3º team): Waldemar; Bolão e Joviniano; Lourival, Evilásio e Erotides; Moacyr, Astrogildo, Cesar (cap.), Jica, Perminio.

Time base de 1933 (1º team): Edemar; Rubens e Deport; Alberto, Oliva e Paixão; Carlos, Ligeireza, Octavio, Joviniano e Sá.

Time base de 1934 (1º team): Hildebrando; Paixão e Faria; Hernestino, Oliva (cap.) e Paulo; Redondo, Nelson, Octavio, Sá e Negosinho (Alberto). Capitão: Oliva.

Time base de 1937 (1º team): Camillo; Miro e Oswaldo; Noca, Maravilha e Esquerdinha; Laláo, Irineu, Nilo, Annibal e Salvador.

Time base de 1937 (2º team): Nobre; Paulo e Joãozinho; Dino, Jayme e Jorginho; Rey, Dermejano, Carios, Babá e Mosquito.

Time base de 1937 (3º team): Dadinho; Zézé e Rey; Armando, Sliba e Dino; Betico, Nilton, Carlos, Babá e Mosquito.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Rua: Semanário Illustrado (RJ) –Jornal do Brasil (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Escudo raro de 1927: Nictheroyense Football Club – Niterói (RJ)

Por Sérgio Mello

O Nictheroyense Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado no domingo, do dia 11 de Maio de 1913, por um grupo de esportistas: Alberto Callado, Gastão Ramos, Alípio José dos Santos, Antônio Freitas I, Antônio Freitas II, Manoel Rocha e Sylvio Vieira Goulart.

No mesmo dia foi aclamada uma Junta Governativa, que ficou assim constituída:

Presidente – Antônio de Freitas II; Secretario – Gastão Ramos e Thesoureiro – Alberto Callado.

Primeira Diretoria

Na segunda-feira, do dia 30 de Junho de 1913, foi eleita a 1ª Diretoria, composta pelos seguintes membros:

Presidente – Antônio de Freitas II;

Vice-Presidente – Adalberto Guimarães;

Thesoureiro – Alberto Callado;

1º Secretario – Antônio de Freitas I;

2º Secretario – Oscar Villela;

Procurador – Alípio José dos Santos;

Director de Esportes – Gastão Ramos.

Clube ajudou a fundar várias ligas

O Nictheroyense foi um dos fundadores da extinta Liga Sportiva Fluminense, depois ajudou a fundar a A.F.E.A. (Associação Fluminense de Esportes Athleticos) e A.N.E.A. (Associação Nictheroyense de Esportes Athleticos).

Sedes e campos

No começo, o campo ficava na Rua Coronel Gomes Machado, esquina da Visconde de Sepetiba, em Niterói. Teve também como campo situado na Praça de Esportes ficava na Rua Santa Clara, s/n, na Ponta da Areia, em Niterói (RJ).

Em 1919, a sua Sede social ficava na Travessa General Andrade Neves, nº 4, no Centro de Niterói. Posteriormente a sua Sede social passou a ser na Travessa Cadete Xavier Leal, nº 30, no Centro de Niterói.

O seu campo foi inaugurado no domingo, do dia 23 de março de 1919, na Rua Marques do Paraná, s/n, no Centro da cidade. O local foi cedido pelo então prefeito de Niterói, Eneas de Castro. A partida terminou empatada em 2 a 2 com o Ypiranga Football Club. O time formou com: Gastão Ramos; Jovelino e Damazio; Antônio Neves, Tavares e Melo; Dick, Antenor, Bilu, Oscar e Leci.

A iluminação foi instalada em 1930, com grandes festejos durante o mês de julho. No dia 5, era feito o teste às 21 horas, com benção feita pelo Monsenhor Xavier seguindo-se os discursos de Antônio Mota, Acúrcio Torres, pela ANEA e Alarico Damazio, pela AFEA, que eram as duas entidades que dirigiam o futebol na cidade.

Pioneiro no futebol noturno no estado

Foi iniciador de temporadas noturnas no Estado do Rio, inaugurando, em 1928, a instalação elétrica no seu campo.

O 1º jogo noturno no campo do Niteroiense foi no sábado, do dia 12 de julho de 1930, com o Fluminense de Friburgo, derrotando o Gragoatá por 3 x 1. O amistoso encheu o estadinho do alvinegro e após a preliminar, onde o São Bento venceu o Canto do Rio por 2 x 1. o árbitro Álvaro Silva chamou os dois “captains” e deu início ao jogo principal.

Lindório, Bonin e Pedrinho marcaram para os friburguenses enquanto que Marão diminuiu para os niteroienses. Os times jogaram assim:

Fluminense: Otílio; Martins e Henrique; Bassani, Hugo e Bizoto; Bonin, Pedrinho, Leal (Nonô), Lindório e Bocan.

Gragoatá: Arnaldo; Bibi e Luiz; Thimóteo, Almeida e Luciano; Eduardo (Marão), Valdir, Pudinho, Clovis e Thelio.

Vivia então o alvinegro, sua fase áurea, enfrentando grandes equipes do Rio e reunindo ainda nos dias de semana, grandes astros da música popular brasileira que se apresentavam na sede para as “camomilas e beladonas” tendo uma “pelada” de futebol como exercício. Dentre eles, o Silvio Caldas que se reunia ao lado de Ciro Monteiro, Nono, Roberto, Dutrinha e outros.

Em 1915, o Nictheroyense foi um dos fundadores da Liga Sportiva Fluminense (LSF), em Niterói. A entidade organizou campeonatos estaduais de 1915 a 1925, tornando-se em 1918 a representante oficial do estado perante a CBD (atual CBF).

Time posado de 1929

Ingressou na ANDT

Com a dissolução da LSF, em 1925, o clube se filiou a ANDT (Associação Nictheroyense de Desportos Terrestres), onde ficou até fevereiro de 1927, quando o simpático Grêmio alvinegro da Rua Visconde de Sepetiba, quando saiu em razão pelo declínio da ANDT.

Em seguida, no dia 18 de março de 1927, o Nictheroyense acabou sendo o 1º clube da ANDT a solicitar filiação a AFEA (Associação Fluminense de Esportes Athleticos).

Os títulos conquistados

Em 1922, conseguiu levantar o campeonato infantil, patrocinado pela L.P.F;

Em 1917 e 1924, também na Liga Sportiva Fluminense foi campeão dos Segundos Teams;

No ano de 1918, levantou brilhantemente campeonato da cidade dos Primeiros Teams;

A sua equipe secundaria em 1917, venceu o Torneio dos 2º Quadros;

Campeão dos Primeiros Quadros, em 1923;

O Primeiro Quadros também campeão do Torneio Initium, em 1924;

Em 1931, sagrou-se campeão do Torneio Initium dos 1.º e 2.º Quadros.

Até 1927, o Nictheroyense acumulava 28 taças, dois bronzes e diversos troféus na sua Sala de Troféus.

Campeão Campeonato Niteroiense de 1937;

Campeão do Torneio Início do Campeonato Niteroiense: 1931 e 1945.

Jogadores que serviram o Selecionado Fluminense

Nos anos 10 e 20, o Nictheroyense tinha cedido jogadores para a Seleção de Niterói e Fluminense, em Campeonatos Brasileiro de Seleções Estaduais, como Dick, Raymundo, Gastão, Figueiredo, entre outros.

Além de outros, como o goleiro Carlos; o back Congo, com passagem pelo futebol uruguaio; o back Baleiro; o half Vadinho, que jogou no Fluminense A. C.,

Sócios Honorários

Ainda em 1927, os sócios honorários eram: Conde Ernesto Pereira Carneiro, Edmundo Leite Bastos, Coronel Luís Leonel de Moura, Dr. Nelson Campos, Dr. Rodolpho de Macedo, Affonso Magalhães, Armando Ferreira, Djalma de Aquino, Agenor Feliz Braga, etc.

Clube deixou a LNF por fato inusitado

Time posado de 3/05/1962

Na terça-feira, do dia 12 de Maio de 1936, a diretoria do Nictheroyense decidiu deixar a Liga Nictheroyense de Football (LNF), do qual foi um dos fundadores. A razão que gerou esse ‘racha’ se deveu ao fato de o alvinegro ter solicitado realizar um festival, em comemoração ao seu 23º aniversário. No entanto, o presidente da LNF, o sr. Anisio de Castro Botelho, eleito com o voto do Nictheroyense, negou o pedido.

O clube alegou que todas as entidades que antecederam a LNF, concediam o direto de comemorar a data com a realização de algum evento. O presidente do Nictheroyense, dr. Affonso de Magalhães comentou:

Assinei o oficio de desligamento do Nictheroyense F. C. Aliás, devo dizer, para evitar possível exploração, que o clube venho a dirigir, não voltara à L. N. F., de vez que se sente prejudicado por ela, desde que dali se afastou o seu benemérito presidente sr. Pereira Gomes e o sr. Eurico Costa, vice-presidente, quando no exercício da presidência”, disse.

Campeão Citadino de 1937

Em 1937, o Niteroiense voltava a ser campeão da cidade, mas junto com o Fonseca. Os dois terminaram iguais no final do 2º turno e jogaram entre si quatro vezes: cada um venceu uma e houve dois empates obrigando a proclamação de ambos como campeões.

O campeonato já era promovido pela ANEA e o alvinegro estreou em 20 de junho de 1937, goleando o Bandeirantes por 5 x 0, com gols de Tavinho (três vezes), Guerra e Anezilio, no campo da rua São Lourenço.

No seu elenco figuravam: Mário Silva, Mário Andrade, Carino Monteiro, Walter Ferraz, Celio Ferreira, Arlindo Ferreira, Joaquim Laper, Reinaldo Patureau, Zalmir Câmara, Herve Saldanha, Albino Ferreira, Otávio Miranda Filho, Joaquim Pinto Guerra, Cicero Monteiro, Anezilio Ramos, Antônio Oliva Guimarães, Rubem Rosa, Waldir Pacheco, Walter de Almeida, Oscar Coelho, Acir Ferraz e Heitor Soares.

A partir de 1937 em diante, o 1º time do Niteroiense nada mais conseguiu em campeonatos, a não ser conquistas oficiosas como torneio início, quadrangular, etc.

Viveu assim, o futebol do Niteroiense, sua grande fase de 18 a 37 apesar de ter apenas dois títulos oficiais. A defasagem, no entanto, foi maior e acompanhando os passos dos demais clubes tradicionais da cidade terminou também com o seu futebol.

Depois, ficou sem o campo vendido a uma imobiliária – e a sede acabou sendo incorporada nas negociações, restando apenas um pequeno acervo que motivou a decisão do presidente do clube em doá-lo a uma instituição de caridade.

Sede social no começo da década de 80

Niteroiense se extinguiu em 1981

O jornal O Fluminense deu a matéria sobre o triste fim, do Niteroiense Futebol Clube, no domingo, 25 e segunda-feira, 26 de outubro de 1981:

“O Niteroiense Futebol Clube, tradicional em nossa cidade, está em processo de extinção. Primeiro, perdeu sua seção de futebol: depois o campo e pôr fim a sede, restando ao seu atual presidente Dilermando, apenas o acervo. Mas onde colocá-lo? Sem sede ou local apropriado e cansado de convocar os conselheiros e até mesmo as pessoas tradicionais do clube. Dilermando resolveu destinar todo o material esportivo à uma casa de caridade onde haja garotos para a pratica de futebol.

Desta forma, o Niteroiense FC vai doar publicamente seu material esportivo para o Lar Humaitá ficando a data de entrega a ser divulgada posteriormente. Esta será a medida que selará o fim do Niteroiense Futebol Clube, restrito apenas à figura jurídica do seu atual presidente, Dilermando Soares.”

Algumas formações:

Time base de 1915: Gastão Ramos; Cicero e Damásio; A. Neves, Callado e Nenóco; Ramiro, Cattete, J. Santos, Dick e Mattoso. Capitão: Callado.

Time base de 1917 (1º Team): Gastão Ramos; Damásio e Jovelino; Antônio Neves, Callado e Adalberto; Bibio, Samuel, Freitas, Raymundo e André.

Time base de 1917 (2º Team): J. Barros; Júlio e Cesar; Azamor, Gloria e Pinho; Mario, Bibi, Oscar e Durval.

Time base de 1917 (3º Team): Henley; Manoel e Rocha; Sobral, Portella e Souza; José, Edmundo, Antenor, Renato e Joaquim. Reservas: Minotto, Waldemir, Waldemar, Agenor e Roberto.

Time base de 1918: Gastão Ramos; Jovelino e China; Antônio Neves, Tavares e Beleco; Raymundo, Dic, Bilu, Oscar e Zeca.

Time base de 1919: Gastão Ramos; Jovelino e Damazio; Antônio Neves, Tavares e Melo; Dick, Antenor, Bilu, Oscar e Leci.

Time base de 1927: China; Epaminondas e Humberto (Machado); Carlos Outeiral, Germano e Aristides; Athayde (Campos), Quaresma (Cunha), Nababo (Vavado), Byra e Seixas (seu nome era: Eustachio Gomes da Cruz).

Time base de 1928: Russo (Chico); Epaminondas e Figueiredo (Vicente); Oreste, Germano (Cosme) e Athayde (Tavares); Vavado (Pardal ou Gino), Congo (Orestes), Paulista (Severo ou Verde), Clovis (Sylvio) e Godofredo (Edmundo).

Time base de 1929: Pardal; Congo (Tavares) e Figueiredo (Epaminondas); Cosme, Laca (Nereu, Neném ou Germano) e Júlio; Athayde (Guro ou Décio), Godofredo (Haroldo), Oswaldo (Gastão), Clovis (Motta) e Edmundo (Agenor).

Time base de 1930: Martins; Oswaldo e Luiz; Figueiredo, Laca e Júlio (Tavares); Cosme, Godofredo (Costa), Oswaldo II (Félix), Esquerda e Duque Estrada (Marinho).

Time base de 1931: Carlos; Epaminondas e Oswaldo; Costa, Chiquinho e David; Oswaldo II, João Cabeça, Laca, Castello e Pinto.

Time base de 1932: Carlos; Cesar e Baleiro; Vadinho, Chiquinho e Nicanor; Oswaldo, Dorinho, Cantidio, Paschoal e Naran.

Time base de 1933: Argemiro (Jeronymo); Luiz (Boiadeiro) e Baiaco; Felix (Agostinho), Garrafa e Lulú (Chiquinho); Tude, Dorinho (Vaváo), Manoelzinho (Villas Boas), Nicanor (Raul) e Fernandinho (Haroldo).

ARTE: escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: O Fluminense (RJ) – A Noite (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – A Razão (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Fluminense (RJ) – O Imparcial: Diário Illustrado do Rio de Janeiro (RJ) – O Radical (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Escudo dos anos 70: Itumbiara Esporte Clube – Itumbiara (GO)

Por Sérgio Mello

Itumbiara Esporte Clube é uma agremiação do município de Itumbiara, situado ao sul do estado de Goiás. O município fica a 205 km de Goiânia, contando com uma população de 104.742 habitantes, segundo o IBGE/2019. O “Gigante do Vale” ou “Tricolor da Fronteira” foi Fundado na segunda-feira, do dia 09 de Março de 1970.

A sua Sede social fica localizada na Rua Amadeu Machado Filho, nº 99, no Setor Anhanguera, em Itumbiara. Enquanto a casa do “Gigante do Vale” é o Estádio Municipal Juscelino Kubitschek, “JK”, com capacidade para 14.455 mil pessoas.

Na década de 1960 o município de Itumbiara possuíam duas equipes de futebol que proporcionava o clássico denominado “NAGO” (Nacional x Goiás). A rivalidade se expandiu não apenas no âmbito esportivo, mas inclusive no aspecto político partidário.

Goiazinho não conseguindo acesso à Primeira Divisão e o Nacional amargando a queda para a Segunda Divisão motivaram, sobretudo, o Sr. Modesto de Carvalho (membro da diretoria do Nacional), a mobilizar a junção destas duas equipes com propósito de criar uma equipe mais competitiva e expressiva objetivando o envolvimento mais intenso e fiel dos torcedores.

Na quarta-feira, do dia 04 de março de 1970, o Nacional e o Goiás reuniram-se para tratar do afastamento de ambos das atividades profissionais junto á Federação Goiana de Futebol (FGF), cedendo seus patrimônios a títulos de empréstimo à nova entidade que surgia: Itumbiara Esporte Clube.

Assim, às 19h30min.do dia 09 de Março, desportistas de Itumbiara, sócios do Goiás e do Nacional, reuniram-se para fundar a nova agremiação. Na mesma reunião decidiram aproveitar o azul do Goiazinho e o vermelho e branco do Nacional resultando assim no “ Tricolor da Fronteira “.

As principais conquistas, foi o Torneio Seletivo de Goiás (1987)Campeonato Goiano do Interior (melhor colocado no Estadual de 2007) e o momento mais importante na história do clube: o título do Campeonato Goiano da 1ª Divisão de 2008.

Com essa conquista o Itumbiara disputou pela 1ª vez a Copa do Brasil de 2009. Na ocasião, Jogou contra o Corinthians em um jogo que marcou a estreia oficial do jogador Ronaldo Fenômeno no time paulista após vários anos jogando na Europa.

O Itumbiara já disputou o Brasileiro da Série D (2011)Brasileiro da Série C (2007 e 2008)Brasileiro da Série B (1984) e uma vez na elite do futebol brasileiro de 1979, quando terminou na 69ª colocação.

ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Márcio Javaroni

FONTES: Página do clube no Facebook e Instagram – Jornais goianos