Arquivo do Autor: Sergio Mello

Sobre Sergio Mello

Sou jornalista, trabalho no Jornal dos Sports (atual ‘RJ Sports’), aqui no Rio de Janeiro/RJ, desde 2005. Anteriormente, trabalhei na Rádio Record e Jornal O Fluminense, de Niterói. No jornal já fiz o esporte amador, passando pelo futebol de base, Campeonatos da Terceira e Segunda Divisões, chegando a ser o setorista dos quatro grandes do Rio, Seleção Brasileira. Cobri os Jogos Pan-Americanos do Rio 2007, Eliminatórias, entre outros. Atualmente, tenho cerca de 3 mil matérias assinadas, e cubro o Flamengo e ainda faço a página dos pequenos. Também sou Benemérito do Bonsucesso Futebol Clube. E-mail para contato: sergiomellojornalismo@msn.com Facebook: https://www.facebook.com/SergioMello.RJ

Vianense Futebol Clube – Niterói (RJ): Fundado em 1938

O Vianense Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). O Alvicelestefoi Fundado na terça-feira, do dia 09 de Agosto de 1938. A sua Praça de Esportes (que ficou conhecido popularmente como ‘Campo do Vianense’), ficava próximo ao Estaleiro Guanabara (que ficava na Rua Barão do Amazonas), na Rua Santa Clara, s/n, no Bairro Ponta da Areia, em Niterói.

Na esfera futebolística, o Vianense participou tanto do Torneio Início quanto do Campeonato Niteroiense da Segunda Categoria, organizado pela Federação Fluminense de Desportos (FFD), nos anos de 1941, 1942, 1943, 1944 e 1945.

Em maio de 1948, se filiou no Departamento Niteroiense de Football (DNF). Disputou o Torneio Início e o Campeonato Niteroiense da Categoria Popular, nos anos de 1948 e 1949.

Em 1950, a competição mudou a nomenclatura, passando a se chamar Campeonato Niteroiense da Segunda Categoria. Nesse ano duas situações aconteceram na vida do Vianense: 1º o clube foi declarado utilidade pública, em junho. Em novembro, acabou se indispondo com a Liga e acabou desligado do Departamento Niteroiense de Football (DNF).

Esse problema foi determinante para que a diretoria do Vianense se afastasse do futebol. A partir de 1952, passou a dar ênfase ao atletismo, sobretudo, as corridas de rua, como por exemplo: São Silvestre, realizado anualmente no final do ano, na capital paulista.

Craques do Vianense

O clube ajudou e inspirou no surgimento de craques, como Milton Copolilo (Flamengo), Jair Marinho (Fluminense) deram os seus primeiros passos no Vianense. Ali também surgiu os irmãos Lemos: Cesar Maluco, Luizinho Tombo e Caio Cambalhota.

Campo do Vianense: da grama ao concreto

Em 1965, já sem nenhuma atividade, o ‘Campo do Vianense’ passou a ser tutelado pelo Esporte Clube Costeira. Em setembro de 1980, o presidente do Costeira, Sebastião Barbosa entrou em contato com o dono do campo, José Duarte Oliveira que na época residia em São Paulo. O acordo parecia eminente, uma vez que além do valor, o proprietário só exigiu que o estádio tivesse o seu nome. Exigência essa que a diretoria não se opôs.

Porém, a notícia despertou o interesse e uma Cooperativa da Cidade entrou na disputa, a fim de adquirir o ‘Campo do Vianense’ para construir um conjunto habitacional no local.   Na foto acima, a linha na cor amarela demarca aonde ficava o ‘Campo do Vianense’.

O último evento no ‘Campo do Vianense’ aconteceu no sábado, do dia 29 de agosto de 1981, quando ocorreu o Torneio Início dos Bancários de Niterói. Depois, o dono acabou aceitando a oferta da construtora de Cr$ 280 milhões (duzentos e oitenta milhões de cruzeiros) pelo campo. Fim da linha do ‘Campo do Vianense’ que se transformou em quatro blocos de edifícios.

 Time de 1950: Chiquinho; Gato e Julio; Vitoriano, Julinho e Haroldo; Popinha, Peru, Quintanilha, Vevé e Nelson.

 

 FONTES: A Tribuna (RJ) – Jornal dos Sports – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Imprensa Popular (RJ) – O Fluminense – Última Hora (RJ) – A Noite – Diário de Notícias – Arquivo Público do Estado de São Paulo (Memória Pública)

Semeando Cidadania F.C. – Rio de Janeiro (RJ): Três edições na 3ª Divisão do Rio

O Semeando Cidadania Futebol Clube Ltda. foi uma agremiação efêmera da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Tricolor de Rio das Pedras” foi Fundado na quarta-feira, do dia 23 de Agosto de 2006. Ressaltando que a data oficial de fundação é: quinta-feira, do dia 7 de setembro de 2006. No escudo a caricatura do político ao centro.

A sua Sede administrativa ficava localizado na Estrada do Capenha, nº 1.127 / Bloco IV / Ap. 103 – Pechincha – Zona Oeste do Rio. As suas cores: azul, vermelho e branco. A equipe mandava os seus jogos no Estádio Eustáquio Marques, em Curicica.

Criado em 1996, o projeto de inclusão social voltado para os jovens da favela de Rio das Pedras, a principal base política do ex-vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o ‘Nadinho de Rio das Pedras’, na região de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Uma década depois, Nadinho fundou o clube, onde era presidente e acionista majoritário, dono de 80% das cotas, mas tinha outros dois sócios: o ex-assessor parlamentar Renato Telles e o advogado João Gilberto Demercian Filho.

Filiou-se à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) e se inscreveu para disputar ainda naquele ano para disputar o Campeonato Carioca da 3ª Divisão em 2006. Na sua estreia acabou ficando em 4º lugar na sua chave. Posição esta que não foi suficiente para avançar de fase.

Time posado de 2007

Em 2007, voltou a jogar a Terceirona do Rio, é obteve a 2ª colocação no seu grupo, se classificando para a seguinte. Na segunda fase, ficou em 2º lugar, só atrás do Campo Grande Atlético Clube.

Na terceira fase, o Semeando Cidadania terminou na 3ª posição, atrás de Aperibeense Futebol Clube e Teresópolis Futebol Clube, sendo eliminado da competição.

Em 2008, não conseguiu repetir as atuações da temporada anterior e acabou caindo logo na primeira fase, ao ficar em último lugar na sua chave. O ano de 2009 foi péssimo duplamente para o clube.

Primeiro, pediu licença da FERJ por conta da falta de recursos e pela sequência de competições, proveniente da passagem de todas as divisões dos Estaduais para o primeiro semestre.

Depois veio o golpe fatal, quando na tarde da quarta-feira, do dia 10 de junho de 2009, o ex-vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras, foi assassinado. Com isso, apesar das tentativas de manter a agremiação em atividade, tempos depois foi colocado um ponto final na efêmera passagem do Semeando Cidadania Futebol Clube.

 

FONTES: Jornal dos Sports – EmpresasRJ.com (CNPJ) – Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) – Wikipédia – SRZD

FOTO: Paulo Roberto Rodrigues

Inédito!!! Noroeste Sport Club – Porto Velho do Estado do Amazonas (atual Rondônia): Fundado em 1923

O Noroeste Sport Club foi uma agremiação da cidade de Porto Velho (RO). O “Rubro-negro Porto-Velhense” foi Fundado na segunda-feira, do dia 1º de Janeiro de 1923, com o nome de Club Jararaca.

A Sede provisória ficava localizada na Avenida Sete de Setembro, nº 12 – Centro de Porto Velho. Já a sua Praça de Esportes foi inaugurada na sexta-feira do dia 12 de Outubro de 1923.

O clube sobrevivia por meio de realizações de bailes de carnaval, danças de salão, que eram realizados no Hotel Brasil. E também o clube realizava leilões variados.

O Noroeste disputou o Campeonato Citadino de Porto Velho, organizado pela Liga Desportiva Porto-Velhense (LDP), nos anos de 1923, 1924, 1925 e 1926. Nessas edições, contou com as seguintes agremiações: Brazil Sport Club, Noroeste Sport Club, União Sportiva Porto-Velhense (Fundado em 1916) e Ypiranga Sport Club (Fundado em 1919).

A cada ano, as competições (Campeonato Citadino e Torneio Início) recebiam o nome de uma personalidade local. Por exemplo, em 1925, a competição recebeu o nome de Taça Paulo Saldanha (coronel e desportista da cidade). As quatro equipes citadas acima estiveram presente nas competições até a década de 40.

 

Time base de 1923: Oliveira (Maicy); Grijalva e Maurício; Carlyle, Serapião e Ferreira; Azevedo, Carola, Lauro, Antonio e Pombinha.

Time base de 1925: Bensabath; Mundico e Antonio; Lincoln, Narciso e Palácio; Telmo, Lauro, Repolho, Carroussel e Joaquim.

Time base de 1926: Lindolpho (Bensabath); João (Ângelo) e Marques; Severino (Ciclysta), Lauro (Petronillo) e Trindade (Carlos); Zezinho (Carvalho), Repolho, Durval (Saavedra), Pombinha e Boy.

 Porto Velho, antes Estado do Amazonas 

Esclarecendo que na sexta-feira, do dia 02 de outubro de 1914, Porto Velho (atual capital de Rondônia) foi oficializado como Município pelo Estado do Amazonas, que na época a localidade fazia parte.

Em 1943, foi desmembrado do Amazonas assim como o Município de Lábrea e, juntamente com os Municípios Guajará-Mirim e Santo Antônio do Alto Madeira, desmembrados do Mato Grosso, passou a constituir o Território Federal do Guaporé, sendo sua capital.

Em 1945, após diversas reivindicações do Estado do Amazonas neste sentido, o Município de Lábrea foi devolvido ao Amazonas e o Município de Santo Antônio do Alto Madeira foi extinto, passando a integrar Porto Velho, sendo este e Guajará-Mirim os únicos municípios que compunham o Território Federal do Guaporé que, em 1956 passou a ser denominado Rondônia, e veio a ser elevado à categoria de Estado em 4 de janeiro de 1982.

 

FONTES: Prefeitura de Porto Velho/RO – Wikipédia – Alto Madeira (RO)

Distintivo Raro, de 1935: Grêmio Sportivo Ruy Barbosa – Pelotas (RS)

O Grêmio Sportivo Ruy Barbosa foi uma agremiação da cidade de Pelotas (RS). O Alviverde Pelotense foi Fundado na quarta-feira, do dia 30 de Março de 1927.

O futebol em Pelotas estava efervescente em 1922, onde existiam quatro ligas na cidade: Liga Pelotense de Foot-ball (LPF), Liga Cassiano do Nascimento (LCN), Liga Desportiva Acadêmica (LDA) e Liga José do Patrocínio (LJP).

Durante esse período, o Ruy Barbosa disputou várias competições em diversas ligas, como por exemplo, no Campeonato Pelotense de 1933, organizado pela LPAD (Liga Pelotense de Amadores de Desportos).

O GS Ruy Barbosa foi Campeão pela LCN, da Série B de 1941. Não confundir com o Sport Club Ruy Barbosa, da cidade de Porto Alegre (Fundado em 1915).

FONTES: Jornal Opinião Pública (RS)  – A Federação Orgam do Partido Republicano (RS) – Illustração Pelotense (RS) – Christian Ferreira Mackedanz – Rosélio Luís Basei

Escudo diferente: Esporte Clube Húngaro Ypiranga – São Paulo (SP)

Esporte Clube Húngaro Ypiranga (Y.M.S.E. – Ypiranga Magyar Sport Egiletfoi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado na década de 20, ficava sediado no Bairro da Villa Anastácio, do Distrito da Lapa, na Região Oeste de São Paulo. Aliás, a escolha da sede não foi à toa.

O bairro possui imigrantes lituanos, russos, croatas e italianos, mas o predomínio era da colônia húngara. A escolha das cores (verde e branco) e o modelo do uniforme foi uma homenagem ao grande clube húngaro dos anos 30: Ferencváros Torna Club (conhecido como “Águias Verdes”, que fica sediado na capital húngara de Budapeste, fundado em 03 de maio de 1889).

Escudo retirado da Revista Híradó - Informativo da Associação Húngara - Brazíliai Magyar Segélyegyle

1930 – Clube se filia a APSA

Na quinta-feira, do dia 06 março de 1930, o clube foi filiado na seção da Divisão Municipal, da Associação Paulista de Sports Athleticos (APSA). No mês seguinte, disputou o Torneio Eliminatório entre as equipes da Divisão Municipal, para preencher as duas vagas para o Campeonato Paulista da Segunda Divisão da APSA de 1930.

Estreou com vitória, no domingo, do dia 20 de Abril de 1930, ao ser vencer o Húngaro Paulistano pelo placar de 2 a 0. Porém, no feriado da quinta-feira, do dia 1º de Maio (Dia do Trabalhador) de 1930, acabou sendo eliminado pelo Luso Brasileiro, ao ser derrotado por 2 a 0.

Nas três temporadas em sequência o Húngaro Ypiranga, participou do Campeonato Municipal da Segunda Divisão (equivalia a Terceira Divisão Paulista) da APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos): 1931 (Quarta Divisão), 1932 (terminando na 6ª e penúltima posição) e 1933 (Quarta Divisão).

Em 1932, foi promovido a Segunda Divisão Paulista (na pratica, a Terceira Divisão). Depois há um hiato até 1937 e 1938, quando disputou o Campeonato da Liga Esportiva Hungara do Brasil, onde possuíam os seguintes jogadores: Szabo, Grané, Raul, Katona, Gregorio, Kias, Drobina I, Drobina II, Klacsák, Diego, Kahnan, Bolazs III e Mike.

Time-base de 1930: Katko; Carlito e João; Stern, João e Hanseck; Sipos, Platech, Perez, Tatu e Baleca.

Time-base de 1931: Zelise (Estevam ou Massa); Milinkovitz (José ou Grillo) e Perez (Carlito); Stern (Careca), Pinto I (Alexandre) e Vicentini (Luiz ou Kiraly); Caetano (Crocce), Francisco (Ferreira ou Katona), Platteck (Anselmo), Mininich (Benando ou Zani) e Balazs (João ou Minguito).

Time-base de 1932: Celisi (Martins); Milinkovitz e Carlito (Yochis); Hanck II (Perez), Balaza e Handro I (Jorge); Katona, Zani, Caetano (João), Plotck (Pinto) e Henrich (Dicto).

Time-base de 1933: Katko (Erno); Milinkovitz (Baveito ou Carlito) e Perez (Grulo ou Carlos Thomaz); Hancsko (Zubra), Zumbera (Jorge) e Famas (Varga ou Charly); Kolarreck (Zani ou Pinto), Catona (Mursa ou Protek), Plateck (Zaitano), Heirrieu (Gloteck ou Henrique) e Balass (Ilcinsvick ou João).

Foto acima de 1934 (esquerda para a direita): alguns jogadores foram identificados. O 2º era  Milinkovic; o 4º era Plotek; o 8º era Buono. O senhor de terno e gravata era o técnico Josef Folker, que depois chegou a presidir o clube.

 

FONTES: A Noite (RJ) –  Correio de São Paulo – Correio Paulistano – A Gazeta (Esportiva) – Associação Húngara – Sociedade Brasileira de Socorro do Brasil (http://www.ahungara.org.br/)

FOTO de 1934: Acervo de Sérgio Adriano Buono

Inédito!! Sport Club Húngaro Paulistano – São Paulo (SP): Existiu entre 1919 a 1940

O Sport Club Húngaro Paulistano (São Pauloi Magyad) foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundado por húngaros desportistas da escol. na quinta-feira, do dia 20 de Fevereiro de 1919. O futebol era o carro-chefe, mas também participavam de outras modalidades como o Ping-Pong (Tênis de Mesa), Xadrez, entre outros.

Em relação a Sede, o clube passou por vários endereços. Citando alguns:  Rua da Mooca, nº 381, no Bairro da Mooca (1930); Ladeira Santa Ephigenia, nº 19 / sobrado (1931); Rua (atual Avenida) Carlos Campos, s/n, no Bairro Pari (1937); Rua Brigadeiro Tobias, nº 509, Centro, São Paulo (SP). Número do Telefone: 4-6304 (até 1940).

A Praça de Esportes ficava na Rua Brigadeiro Tobias, nº 55-A, Centro de São Paulo. Além do nome, para não deixar dúvidas, o escudo foi inspirado no distintivo da Seleção Húngara de futebol, assim como o uniforme também seguia a mesma linha utilizando as cores da Hungria (grená, branco e verde).

Competições

Em março de 1927, ingressou na LAF (Liga de Amadores de Futebol), onde disputou no mesmo ano a Segunda Divisão, da Série Principal (equivalente a Terceira Divisão Paulista), que em termos de importância só ficava atrás da Série Intermediária (Segunda Divisão) e da Primeira Divisão da Série Principal (Elite Paulista).

Em 1929, o Húngaro Paulistano participou da Divisão Municipal, pela LAF. Uma Quarta Divisão Paulista.

Disputou o Torneio Eliminatório entre as equipes da Divisão Municipal, para preencher as duas vagas para o Campeonato Paulista da Segunda Divisão da APSA de 1930. Porém, acabou caindo na 1ª fase, no domingo, do dia 20 de Abril de 1930, ao ser derrotado pelo Húngaro Ypiranga por 2 a 0.

Esteve presente no Campeonato Municipal da APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos) de 1931 e 1932. Um fato curioso, aconteceu na segunda-feira, do dia 06 de Julho de 1931.

 

Escudo retirado da Revista Híradó - Informativo da Associação Húngara - Brazíliai Magyar Segélyegyle

Preliminar do amistoso internacional

O Húngaro Paulistano fez a preliminar do amistoso internacional, entre o Palestra Itália (atual Palmeiras) versus o campeão húngaro: Ferencvárosi Torna Club, às 21h40, que terminou com a goleada dos brasileiros por 5 a 2.

Na preliminar o Húngaro Paulistano foi derrotado por 4 a 2, pelo Club Athletico Brasil. Porém, a felicidade em estar no mesmo palco que o clube húngaro superou a derrota.

 

Clube é desclassificado e recebe multa pesada

No Campeonato Paulista da Segunda Divisão da APEA de 1933, o Húngaro Paulistano acabou passando por uma situação desagradável. Após não ter comparecido em dois jogos, o clube sofreu dura punição.

De acordo com a letra “G” do Artigo 27 do código de penalidades, por não ter comparecido no domingo, dia 23 de julho de 1933, para enfrentar o Esporte Clube Ypiranga, a APEA desclassificou o Húngaro Paulistano, além de ter recebido uma multa de 200$000 (duzentos mil réis).

 

Clube é obrigado a mudar o nome  

No início de fevereiro de 1940, o Sport Club Húngaro Paulistano solicitou autorização para funcionar como sociedade brasileira. No entanto, o então Ministro da Justiça, o mineiro Francisco Campos, de 49 anos, afirmou que só iria autorizar se caso a agremiação modificasse o nome, de acordo com a lei em vigor na época.

Diante das poucas opções, o Sport Club Húngaro Paulistano acabou acatando a “recomendação” e decidiu alterar o nome para: Clube Cultural Paulistano. A mudança acarretou com o afastamento do futebol.

Na década de 40, mudou de Sede duas vezes: Rua Sousa, nº 193; e na Rua Aurora, nº 408. Na década de 50, se transferiu para a Rua Conselheiro Nébias, 815, no Bairro dos Campos Elísios.

Durante esse período o clube apareceu diversas vezes no noticiário esportivo no Ping-Pong (Tênis de Mesa) e Xadrez. As últimas linhas sobre a existência do Clube Cultural Paulistano se esvaíram em meados da década de 70.

Time-base de 1927: Isazy; Matis e Hachmant; Miklos, Alcides e Boskovitz; Strauss II, Timon, Fillip, Varga e Strauss I.

Time-base de 1929: Raez (Varga); Horvath I e Bugyi (Horvath II); Nebel, Boskovitz e Stanicz; Marosan, Tomon (Stnutz), Kaplar (Varga), Struc (Tonem), Piller (Beltz).

Time-base de 1931: Casanady (Huber); Emílio e Idylio; Enke (Coke), Paschoal (Luiz) e Jacob (Manoel); Mathias (Augusto), José, Francisco, Ernesto (Varga) e Struc.

Time-base de 1932: Malck; Norvath e Bettoni; Kebel, Paschoal e Franckfurter; Barno, Costa, Roggerio, Hausner e Crocci.

 

FONTES: Correio Paulistano – Almanak Laemmert : Administrativo, Mercantil e Industrial (RJ) – Jornal dos Sports – Correio de São Paulo – Correio Paulistano – Diario Nacional : A Democracia em Marcha (SP) – A Gazeta (SP) – A Rua : Semanario Illustrado (RJ) – Revista Híradó (Informativo da Associação Húngara – Brazíliai Magyar Segélyegylet ) – Associação Húngara – Sociedade Brasileira de Socorro do Brasil (http://www.ahungara.org.br/) – Tribuna da Imprensa (RJ) – O Estado de Florianópolis (SC)

Campineira Futebol Clube – Brasília (DF): Escudo diferente de 1977

A assembleia de constituição da Campineira Futebol Clube aconteceu no dia 1º de janeiro de 1975, à Avenida W-2 Sul, Quadra 514, Bloco C, Loja 52, Sala 104, em Brasília (DF) e teve a presença de Adolpho Silvério Figueiredo, Alberto Luiz Esteves Teixeira, Antônio Carlos Malaman, Antônio Esteves Teixeira, Djalma de Carvalho Silva, Francisco de Assis Dória Bastos, Jacy Bezerra de Araújo, João da Silva Araújo, José Ivan Lopes, Manuel Augusto de Melo, Oddoni Luigi, Ramon Monteiro Back Van Buggenhout e Waltinho Ferrari.

 Por aclamação dos presentes, assumiu a presidência Alberto Luiz Esteves Teixeira, que convidou Adolpho Silvério Figueiredo para secretariar a reunião. João da Silva Araújo foi convidado a fazer parte de uma comissão criada para elaborar os estatutos sociais do clube que, num futuro próximo, seria filiado à Federação Metropolitana de Futebol.

 Por proposta de Waltinho Ferrari, foi composta uma Diretoria Provisória, que foi eleita e aclamada, sendo assim constituída: Presidente – Antônio Esteves Teixeira; Vice-Presidente – Waltinho Ferrari; 1º Secretário – Oddoni Luigi; 2º Secretário – Antônio Carlos Malaman; 1º Tesoureiro – Alberto Luiz Esteves Teixeira; 2º Tesoureiro – Jacy Bezerra de Araújo; Diretor Geral de Esportes – Sir Peres de Barros; Relações Públicas – Manuel Augusto de Melo; Diretor de Promoções e Consultor Jurídico – José Ivan Lopes; Diretor Administrativo e Consultor Jurídico – Ramon Monteiro Back Van Buggenhout, Diretor de Patrimônio – Djalma de Carvalho Silva e Diretor do Departamento Médico – Francisco de Assis Dória Bastos.

Suas cores oficiais eram a preta e a branca. O uniforme era semelhante ao do Botafogo, do Rio de Janeiro, ou seja, camisas com listras verticais pretas e brancas, calção preto e meias brancas (que viria a ser adotado pelo Sobradinho mais tarde).

Sua estreia no futebol aconteceu em março do mesmo ano, quando teve início a I Copa Arizona de Futebol Amador, evento que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal (alguns com passagens pelo quadro de filiados da Federação Metropolitana de Futebol – FMF) e era patrocinado pelos cigarros Arizona e pela Gazeta Esportiva.
No sistema eliminatório (mata-mata), a competição foi realizada de 23 de março até 25 de maio de 1975.  A Campineira fez sua estreia no dia 30 de março, no Gama, derrotando o local Clube Atlético Planalto por 4 x 2. Chegou até as semifinais, quando, no dia 18 de maio, foi derrotada pelo Humaitá, do Guará, por 2 x 1. Na decisão do 3º lugar, goleou o Penharol por 7 x 0.
Logo depois, participou do campeonato promovido pelo Departamento Autônomo, que teve início em junho de 1975, e foi disputado por 9 equipes. Foi vice-campeã no Torneio Início e campeã da Chave B do campeonato, classificando-se para a Fase Final.
Desligou-se deste Departamento antes de ser decidido o torneio e resolveu apostar no futebol oficial da Federação Metropolitana de Futebol, que na época ainda era amador.
Alguns jogadores do Campineira utilizados nessas duas competições atuariam mais tarde no campeonato oficial da F. M. F., tais como Sir Peres, Zé Afonso, Dázio, Zé Nunes, Vino e Dorival, entre outros.
No dia 12 de setembro de 1975 aconteceu a A.G.E. que aprovou a filiação do Campineira Futebol Clube nas categorias de profissional e amador.
Sua primeira competição oficial foi o Torneio Incentivo, com jogos nas preliminares dos encontros do Ceub no Campeonato Brasileiro de 1975, juntamente com Brasília e Humaitá. Sua estréia aconteceu no dia 13 de setembro de 1975, com derrota de 3 x 1 para o Humaitá. Ficou com a terceira e última colocação do torneio.
Logo depois, passou a participar do Campeonato Oficial da F.M.F., com mais sete equipes amadoras do Distrito Federal.
Antes do início do campeonato oficial, 13 jogadores que pertenciam ao Unidos de Sobradinho foram transferidos para a Campineira.
Após uma decisão extra com o CSU – Clube dos Servidores da Universidade de Brasília – UnB, sagrou-se campeã brasiliense de 1975. Sua campanha: 17 jogos, 11 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. 32 gols a favor e 18 contra.
Em 17 de fevereiro de 1976 a Campineira comunicou à Federação Metropolitana de Futebol não ter condições de participar do campeonato de futebol de profissionais daquele ano.
Continuou disputando competições de futebol amador. Em uma delas, depois de vencer a chave de Brasília, obteve o vice-campeonato nacional da Copa Arizona de Futebol Amador, evento que contou, inicialmente, com a participação de mais de mil equipes, com eliminatórias regionais e cujas finais foram disputadas na cidade de São Paulo. Na decisão, a equipe brasiliense foi derrotada pelo Golfinho, de Guarulhos (SP), por 1 x 0.
A partida, em seu tempo normal, terminou empatada em 0 x 0, sendo necessária a realização da prorrogação. Só no segundo período desta prorrogação é que o Golfinho chegou à vitória.
No jogo final, a Campineira contou com esses jogadores: Ari, Cláudio, Zezão, Sir Peres e Marcos; Peba (Dorival), Toti e Júlio; Vino, Dázio (Antônio Carlos) e Santos. No jogo decisivo, a Campineira atuou sem o seu melhor atacante, o goleador Zé Afonso. 
Também no ano de 1976, a Campineira disputou o campeonato de juvenis. Um dos jogadores que revelou foi Kidão, zagueiro que defendeu por muitos anos outros clubes de Brasília.
Em 1977, a Campineira estava inscrita no Campeonato Regional de Sobradinho.
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FONTES & FOTO: Correio Brasiliense (DF) – José Ricardo Almeida – Almanaque do Futebol Brasiliense – Jornal dos Sports

Esporte Clube Canarinho – Taguatinga (DF): Escudo diferente de 1977

O Esporte Clube Canarinho foi fundado em 20 de outubro de 1973, na Associação Portuguesa, na cidade de Taguatinga (DF). A 1ª Diretoria ficou assim composta: Presidente – Manoel Ramos dos Santos; Vice-Presidente – Evilásio Meira de Souza; Secretário Geral – Raimundo Meira de Souza; 1º Tesoureiro – Expedito Geraldo de Lima; 2º Tesoureiro – Alzerino Cardoso; Conselheiro – João Milani de Souza; Diretor de Futebol – Francisco Araújo Freitas; Diretor de Relações Públicas – Severino Erasmo de Lima; Vice-Diretor de Futebol – Ramiro Cardoso e Supervisor de Futebol – Manoel Gomes Feitosa Neto.

Participou da I Copa Arizona de Futebol Amador de 1975, torneio que reuniu 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal e foi iniciada em 19 de março. Não conseguiu classificação dentre os oito finalistas.  No dia 25 de março de 1975 solicitou filiação à Federação Metropolitana de Futebol.
Sua primeira participação em torneios realizados pela Federação aconteceu neste mesmo ano. Foi o Torneio Quadrangular da FMF que contou com quatro clubes: o Canarinho, Guadalajara, Humaitá e Relações Exteriores. E o Canarinho estreou ficando com o título de campeão.
No dia 6 de julho, derrotou o Guadalajara, por 2 x 0. No dia 12 de julho, empate em 0 x 0 com o Relações Exteriores. O título veio após a vitória de 3 x 1 sobre o Humaitá, em 3 de agosto. Logo depois, foi um dos oito clubes que disputaram o campeonato oficial de 1975. Fez sua estréia no dia 20 de setembro, com vitória de 1 x 0 sobre o Guadalajara, gol de Peba.
No final do campeonato, ficou na sexta colocação, na frente apenas de Humaitá e Guadalajara. Foram apenas duas vitórias (a outra foi contra o Ceub, por 2 x 0, em 8 de dezembro de 1975) nos 14 jogos que disputou. Conseguiu ainda quatro empates. Marcou 16 gols e sofreu 23.
No dia 15 de agosto de 1976 participou da reabertura do Estádio “Chapadinha”, em Brazlândia. Neste dia, em jogo válido pelo campeonato brasiliense de 1976, foi derrotado pelo Brasília, por 1 x 0. A partir desta data, passou a mandar seus jogos neste Estádio, não mais perdendo: 1 x 1 Gama, 3 x 0 Cruzeiro e 1 x 1 Humaitá.
Em 1976 esteve presente no campeonato brasiliense de profissionais. Sua estréia aconteceu no Estádio Pelezão, em 24 de abril, na derrota de 2 x 0 a favor do Ceub. Ficou na quinta colocação no geral, vencendo três dos quinze jogos disputados. No ano de 1977 tomou parte de três competições.
No primeiro deles, o Torneio Imprensa (disputado por nove equipes), de 5 de março a 7 de maio, ficou com o vice-campeonato. Logo depois, participou do campeonato brasiliense de 1977, ficando com a quarta colocação, somando 9 pontos, advindos de três vitórias e três empates nos treze jogos que disputou.
Passou a ficar conhecido nacionalmente de forma negativa, após um amistoso contra o Grêmio, de Porto Alegre, em 23 de novembro de 1977, no Pelezão. No final do jogo o placar apontava 11 x 0 a favor do tricolor gaúcho. Além da impiedosa goleada, teve um prejuízo de mais de 150 mil cruzeiros.
Apenas 1.130 pessoas foram ver o jogo, proporcionando a renda de Cr$ 35.690,00. O Grêmio tinha um time fortíssimo e não foi difícil chegar aos onze gols, marcados por Tarcísio (2), Ladinho, Éder (2), Alcindo (3), Vilson e Leandro (2). Por último, participou do Torneio Incentivo, juntamente com Desportiva Bandeirante, Gama, Grêmio e Taguatinga.
Chegou a vencer o segundo turno mas uma suspeita levou a Federação a formular uma consulta ao Departamento Jurídico da Confederação Brasileira de Desportos-CBD com relação a condição de jogo dos atletas profissionais do Canarinho. Em 2 de fevereiro de 1978, o Esporte Clube Canarinho encaminhou ofício pedindo licenciamento junto a Federação Metropolitana de Futebol, por um ano. Nunca mais voltou a disputar competições oficiais no Distrito Federal.

 

FONTES: Almanaque do Futebol Brasiliense – Jornal dos Sports (RJ) – Correio Braziliense (DF)