Arquivo da categoria: Jogos Históricos

Poster de 1942: Clube de Regatas Flamengo – Rio de Janeiro (RJ)

EM PÉ (esquerda para a direita): Volante, Biguá, Domingos da Guia, Jurandir, Newton Canegal e Jayme de Almeida;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Valido, Zizinho, Pirillo, Perácio e Vevé.

Por Sérgio Mello

Essa foto remete a partida realizada no domingo, do dia 6 de setembro de 1942, entre o Clube de Regatas Flamengo versus Madureira Atlético Clube, válido pelo 3º Turno, do Campeonato Carioca de 1942, organizado pela Federação Metropolita de Futebol (FMF).  

Comandados por Flávio Costa, o Rubro-negro goleou o Tricolor Suburbano pelo placar de 4 a 1, no Estádio da Gávea, no bairro homônimo, na Zona Sul do Rio (RJ). Os gols da peleja foram assinalados por Pirilo, Perácio, Zizinho e Vevé para o Mengão, enquanto o atacante Isaías do Madura fez o tento de honra.

No final, o Flamengo se sagrou Campeão Estadual de 1942, com a seguinte campanha: foram 27 jogos, somando 45 pontos, com 20 vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas; marcando 87 gols, sofrendo 29 tentos e um saldo pomposo de 58 gols. O Botafogo ficou com o vice-campeonato com 44 pontos.

EM PÉ (esquerda para a direita): Volante, Biguá, Domingos da Guia, Jurandir, Newton Canegal e Jayme de Almeida;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Valido, Zizinho, Pirillo, Perácio e Vevé.

C.R. FLAMENGO (RJ)     4        X        1        MADUREIRA A.C. (RJ)

LOCALEstádio da Gávea, no bairro da Gávea, na Zona Sul do Rio/RJ
CARÁTER3º Turno do Campeonato Carioca de 1942
DATADomingo, do dia 6 de setembro de 1942
RENDARs 11.082$500 (onze mil e oitenta e dois mil-réis e quinhentos réis)
ÁRBITROJosé Ferreira Lemos (FMF)
FLAMENGOJurandir; Domingos da Guia e Newton; Biguá, Volante e Jaime; Valido, Zizinho, Pirilo, Perácio e Vevé. Técnico: Flávio Costa
MADUREIRAHerrera, Jaú e Rubem; Otacílio, Alegrete e Esteves; Jorge, Waldemar, Isaias, Jair e Murilinho. Técnico: Gentil Cardoso
GOLSIsaias (Madureira); Pirilo, Zizinho, Perácio e Vevé (Flamengo)
Foto de Emmanuel do Valle
Foto de Cláudio Aldecir Oliveira

FOTOS: Emmanuel do Valle – Cláudio Aldecir Oliveira

Restauração das fotos: Sérgio Mello

FONTE: Jornal dos Sports (RJ)

Corintians Saltense Football Club – Salto (SP): Existiu entre 1928 a 1936!

Modelo de 1931

Por Sérgio Mello

O Corintians Saltense Football Club foi uma agremiação da cidade de Salto, situado no Interior do estado de São Paulo. Com uma população de 141.989 habitantes, segundo o Censo de 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), a localidade fica a 105 km da capital de São Paulo.

Fundado no sábado, do 12 de maio de 1928, principalmente por membros da família Ferrari. O clube, que também era chamado de Atlético Corintians Saltense, teve a sua curta duração na esfera do futebol amador de Saltos. O Corintians Saltense mandava seus jogos no campo que hoje abriga o Estádio Alcides Ferrari.

Naquela época, como não havia estrutura de alvenaria no estádio, a diretoria improvisou uma cerca de arame e pano com o auxílio da empresa Brasital. Isso, no entanto, não impedia que os pedestres acompanhassem os jogadores em ação diretamente da rua.

Amistosos

No amistoso realizado no domingo, 21 de setembro de 1930, Corintians Saltense e Associação Athletica Light e Power, da capital paulista, empataram em 1 a 1, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP). 

No domingo, do dia 17 de maio de 1931, em partida amistosa, o Corintians Saltense venceu o Ypiranga Football Club, de Campinas, por 1 a 0, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP). 

Corintians Saltense derrotou o Corinthians Paulista

Na tarde de domingo, às 16 horas, do dia 17 de abril de 1932, o Corintians Saltense derrotou o xará famoso: o Sport Club Corinthians Paulista, em amistoso, pelo placar de 2 a 1, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP).

Os gols da peleja foram assinalados por Zuza para o Timão no 1º tempo. Rubinato empatou aos 9 minutos e Orestes fez o tento da vitória aos 36 minutos do 2º tempo. A arbitragem ficou a cargo de Benedito do Amaral. Os times tiveram as seguintes formações:

Corintians Saltense: Sylvino; Sebastião, Mignoy, Adelino e Mosca; Magetta, Orestes, Villa e Garcia; Pauly e Rubinato.

Corinthians Paulista: Onça; Amador (Roberto), Juvenal, Parras e Osvaldo; Valão, Bonelli, Baianinho e Zuza (Mamede); Guimarães e Staffen. Técnico: José de Carlo.

Santos aplicou goleada histórica 

Na tarde sábado, do dia 23 de dezembro de 1933, a delegação do Corintians Saltense seguiu de ônibus para a cidade de Santos, juntamente com um grande número de sócios, a fim de disputar uma partida amistosa com o Santos Futebol Clube, no domingo chuvoso, do dia 24 de dezembro de 1933, às 16 horas, na Vila Belmiro.

O mau tempo afugentou boa parte do público, porém quem esteve presente assistiu o Santos golear impiedosamente o Corintians Saltense por 9 a 0. O árbitro foi o sr. Edgard da Silva Marques.

Os gols foram assinalados por Raul aos seis e sete minutos; Maroim fez o 3º e 4º tentos aos 28 e 34 minutos, finalizando o 1º tempo com a vantagem santista de 4 a 0.

Na etapa final, logo aos 3 minutos, Lugu’ ampliou. Maroim aos 6 minutos, fez o sexto gol. Aos 25 minutos, Raul marcou mais um para o Santos. Aos 32 e 34 minutos, foi a vez de Mario dar números finais  peleja.

Santos F.C.: Lovecchio; Arlindo e Garcia; Alfredo, Dino e Gloch; Victor, Mario Seixas, Raul, Lugu’e Maroim.

Corintians Saltense: Sylvino (Edison); Sebastião, Mugnai, Filipino (Americo), Barretto (Oswaldo) e Masetto; Luís (Rubinato), Mosca, Garcia, Paulyn e Romário.

Números da temporada de 1933

Até então, na temporada de 1933, foram 31 jogos, com 21 vitórias, cinco empates e cinco derrotas. Alguns resultados: Sãojoanense, de São João da Boa Vista (2 a 2); XV de Novembro, de Piracicaba (empate); Ponte Preta, de Campinas (4 a 1); Campinas, de Campinas (4 a 0); Corinthians, de Jundiahy (4 a 1); Botucatu (1 a 0).

Triunfo em cima do Guarani de Campinas

No domingo, do dia 04 de março de 1934, o Corinthians Saltense bateu o Guarany, de Campinas, em amistoso, pelo placar de 1 a 0. Gol da vitória foi assinalado pelo centroavante Garcia. 

Taça Gessy

No domingo, do dia 12 de agosto de 1934, o Corintians Saltense, então campeão absoluto da Liga Regional Itú-Salto-Indaiatuba (ISI), ganhou por 3 a 2, do Guanabara Football Club, de Campinas, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP). Com o triunfo, a equipe de Saltos ficou de posse da linda Taça Gessy.

Filiação na APEA

No sábado, do dia 13 de fevereiro de 1932, o Corintians Saltense recebeu a confirmação da sua filiação junto a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos).  

Foi extinto em 1936

No domingo, do dia 29 de março de 1936, o clube se encontrava com dificuldades financeiras, e decidiu fazer uma fusão com outras duas equipes de Salto: Ypiranga Football Club (Fundado em 1927) e São Paulo Football Club (Fundado em 1934), dando origem ao Associação Atlética Saltense. 

Colaborou: Moisés H G Cunha

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Gazeta (SP) – Almanaque do Timão – A Tribuna (SP) – Correio de São Paulo (SP) – Correio Paulistano (SP) – Folha da Manhã (SP) – Página do Facebook “História de Salto/SP”

Maior goleada do Dérbi Campineiro: Guarani (SP) 6 x 0 Ponte Preta (SP)

EM PÉ (esquerda para a direita): Dimas, Valter, Eraldo, Ferrari, Carlão, Diogo e Hermínio Garbelini (diretor);
AGACHADOS (esquerda para a direita): Armando Renganeschi (técnico), Dorival, Marin, Cabrita, Benê I e Osvaldo.

No futebol brasileiro, seguramente, um dos maiores clássicos do Interior é Guarani e Ponte Preta! Uma partida que marcou o “Dérbi Campineiro” foi um amistoso (valia a Taça Amizade), que aconteceu na tarde de domingo, dia 05 de junho de 1960, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

A partida terminou com uma goleada do Bugre pelo placar de 6 a 0, sendo até hoje o placar mais elástico da história desse confronto. Os gols foram assinalados por Benê e Osvaldo, com dois tentos cada; Cabrita e Paulo Leão, com gol cada.

GUARANI F.C. (SP)         6        X        0        A.A. PONTE PRETA (SP)

LOCALEstádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTERAmistoso estadual, valendo a Taça da Amizade
DATAdomingo, dia 05 de junho de 1960
RENDACr$ 359.325,00
ÁRBITROAnacleto Pietrobom (SP)
GUARANIDimas; Ferrari, Carlão e Diogo; Valter e Eraldo; Dorival (Dido), Marin, Cabrita (Paulo Leão), Benê I (Bené II) e Osvaldo. Técnico: Armando Renganeschi.
PONTE PRETAWalter; Darci Santos, Esmeraldo (Ivan) e Ilzo; Miltinho e Pitico; Alcides, Paulinho (Zezinho), Nilson, Sílvio (Nivaldo) e Joubert. Técnico: Gentil Cardoso.
GOL(S)Benê I aos 21 minutos (Guarani); Osvaldo aos 22 minutos (Guarani), no 1º tempo. Osvaldo, de pênalti, aos 14 minutos (Guarani); Cabrita aos 31 minutos (Guarani); Benê I aos 33 minutos (Guarani); Paulo Leão aos 43 minutos (Guarani), no 2º tempo.

Atualmente, o retrospecto geral do confronto entre Ponte Preta e Guarani é o seguinte (atualizado: 1º/02/2026):

  • Total de jogos: 211
  • Vitórias do Guarani: 72
  • Vitórias da Ponte Preta: 70
  • Empates: 69
  • Gols do Guarani: 276
  • Gols da Ponte Preta: 276

FOTO: Acervo e colorização de Zuzarte

FONTE: Jogos do Guarani

Campeonato Fluminense de Seleções de 1947: Campos dos Goytacazes foi o campeão!

Por Sérgio Mello

O Campeonato Fluminense de Football de Seleções de 1947, teve uma final eletrizante, sendo definido na terceira e decisiva partida.

E quem ‘soltou o grito de Campeão‘ foi o selecionado de Campos dos Goytacazes que goleou a Seleção de Petrópolis pelo placar de 6 a 0, ficando com o título do Campeonato Fluminense de Football de Seleções de 1947.

Vamos contar um pouco dessa final, numa melhor de três, que acabou sendo decida no começo da temporada de 1948.

Petrópolis sai na frente

Na melhor de três, o 1º jogo foi realizado no domingo, do dia 1º de fevereiro de 1948, e o Petrópolis venceu o Campos, pelo placar de 2 a 1, na Região Serrana. Renda Cr$ 14.428,00. Os gols foram de Jardel e Zezinho para os petropolitanos; enquanto Cliveraldo fez o tento de honra dos campistas. O árbitro foi Belgrano dos Santos.

Petrópolis: Jorge; Dadai e Neri; Alaor, Geraldo e Dumas; Quadrelli, Zezinho, Milton, Jardel e Didi.

Campos: Cabrita; Catosca e Jarbas; Votinha, José Alves e Hugo; Chico Leão, Cesar, Amaro, Santana e Cliveraldo.

Campos vence e deixa decisão empatada

Na “Pérola da Paraíba”, foi realizado o 2º jogo no domingo, do dia 15 de fevereiro de 1948. A Seleção de Campos bateu Petrópolis por 5 a 3, em Campos dos Goytacazes. Os gols foram assinalados por Cliveraldo, Santana e Amaro (três gols) para o escrete campista; enquanto Quadrelli (duas vezes) e Jardel marcaram para os petropolitanos.

O árbitro foi Francisco de Assis. O “velho” Chico apresentou várias falhas, as quais, felizmente não interferiu no resultado da peleja. A Renda foi de Cr$ 12.365,00, uma das melhores do certame.

Campos: Cabrita; Catosca e Jarbas; Votinha, José Alves e Hugo; Chico Leão, Cesar, Amaro, Santana e Cliveraldo.

Petrópolis: Jorge; Dadai e Neri; Geraldo, Waldir e Dumas; Quadrelli, Zezinho, Juquinha, Jardel e Nelson.

Campos goleia e fica com o título de 1947

Diante de uma assistência das mais numerosas, realizou-se na tarde de domingo, do dia 22 de fevereiro de 1948, no Estádio Caio Martins, a finalíssima entre Petrópolis e Campos, em decisão do título de campeão do Estado do Rio.

E a partida, embora os petropolitanos não tenham de modo algum confirmado as suas atuações anteriores, agradou principalmente pela soberba atuação dos campistas e que lhes valeu um triunfo espetacular. O árbitro foi José Fernandes Duarte, que teve boa atuação.

A partida

Logo de início os campistas deixaram patenteados que dificilmente seriam derrotados. E isso porque o seu quadro se locomovia dentro do gramado como uma máquina, tal a harmonia de suas linhas.

Por outro lado, a intermediária de Campos numa esplendida atuação foi a mola propulsora de todo o quadro, quer avançando, quer recuando punham em prática um ótimo trabalho técnico.

E depois de aberta contagem, os campistas passaram a controlar a partida não dando tréguas aos petropolitanos, cuja retaguarda, com a intermediária atuando fracamente, era impotente para impedir a contagem que foi subindo até a casa dos seis.

A seleção de Petrópolis não se exibiu bem. Fracassou, mais uma vez, a linha intermediária que, como não podia deixar de ser, influiu na atuação de todo o conjunto.

A vanguarda agindo isoladamente não conseguiu se entender e a retaguarda não pode evitar a goleada, pelas arrancadas fulminantes pelos flancos e bem concluídos pelo centroavante campista.

Assim sendo, o triunfo campista foi lógico tecnicamente, e brilhante pela lisura e bravura nos seus jogadores. E não resta dúvida que o título de campeão ou campeões nunca expressou tão bem um feito como esse conquistado pela representação de Campos.

Os tentos

Aos 7 minutos, os campistas abriram a contagem por intermédio de Santana. Aos 40 minutos, Amaro marca o 2º tento e um minuto depois Cliveraldo encerra a contagem do 1º tempo.

Na fase final logo no início Amaro consigna o 4º tento. Aos 13, novamente Cliveraldo marca o 5º e aos 26 Amaro marca o 6º e último tento da série campista.

O governador do Estado presente ao jogo

Entre outras autoridades assinalamos à presença do governador do Estado do Rio, Sr. Macedo Soares (Partido Social Democrático, governou de 24/02/1947 a 30/01/1951). E também o Dr. Mário Mota, presidente da FFD (Federação Fluminense de Desportos).

SELEÇÃO DE CAMPOS (RJ)     6        X        0        SELEÇÃO DE PETRÓPOLIS (RJ)

LOCALEstádio Caio Martins, em Niterói (RJ)
CARÁTERFinal do Campeonato Fluminense de Football de Seleções de 1947
DATADomingo, dia 22 de fevereiro de 1948
HORÁRIO15 horas e 30 minutos
PÚBLICOСr$ 27.235,00
ÁRBITROSr. José Fernandes Duarte (Liga Iguaçuana)
CAMPOSCabrita; Catosca e Jarbas; Votinha, José Alves e Hugo; Chico Leão, Cesar, Amaro, Santana e Cliveraldo. Técnico: Cezar
PETRÓPOLISJorge; Dadai e Neri; Waldir, Evaldo Dumas; Anadrelli, Zezinho, Zequinha, Jardel e Didi.
GOLSSantana aos sete minutos (Campos); Amaro aos 40 minutos (Campos); Cliveraldo aos 41 minutos (Campos), no 1º Tempo. Amaro aos três e 26 minutos (Campos); Cliveraldo aos 13 minutos (Campos), no 2º Tempo.

FONTE E FOTOS: A Noite (RJ) – Jornal dos Sports (RJ)

Inédito!! Liga Curitybana de Esportes Athleticos – Curitiba (PR): existiu entre 1932 a 1937.

Por Sérgio Mello

A Liga Curitybana de Esportes Athleticos (LCEA) foi uma entidade esportiva da cidade de Curitiba (PR). Fundado na terça-feira, do dia 26 de Julho de 1932, um grupo de esforçados esportistas os quais tiveram a ideia em organizar uma Liga, congregando os diversos clubes dos arredores e centro de nossa Capital; enfim, todos os que militavam por aquelas zonas.

E assim, sendo, Oswaldo Vardanega, Ildefonso Erthal, e o popular atleta Silas Pioli, após vários esforços viam os seus esforços coroados de êxito. Com a cooperação dos representantes de cinco clubes, realizava-se pois, a primeira assembleia, ficando deliberado que a nova entidade teria a seguinte denominação: “Liga Curitybana de Esportes Athleticos” cujas cores seriam: branco e azul, e o escudo em forma triangular, encimado por um retângulo com as iniciais, L.C.E.A.

Naquela assembleia, realizada na sexta-feira, do dia 5 de Agosto, também cogitaram sobre os estatutos, adotando os da Federação Paranaense de Desportos (F.P.D.), até que fossem elaborados os seus.

Na segunda-feira, do dia 8 de Agosto, o Conselho Director da Federação Paranaense de Desportos, aprovou a L.C.E.A. outorgando a entidade e o seu estatuto.

E uma semana após reunia-se a 2ª assembleia para tratarem da organização do Conselho Director entre os representantes dos 8 (oito) clubes filiados. Silas Pioli, o “condotiére” (chefe de bandoleiros) dos fundadores pertencentes ao quadro de amadores do Clube Athletico Paranaense, do qual é um esforçado representante, incumbiu ao seu irmão que “hoje ocupa a presidência da Liga” – de levar avante, o seu elogiável empreendimento.

Na sexta-feira, do dia 12 de Agosto, foi definida a 1ª Diretoria, para comandar a entidade no triênio de 1932-1934, com as seguintes constituições:

Presidente – João de Faria Pioli (Apollo Esporte Clube);

1º Vice-presidente – Maximino Zanon (Corinthias Esporte Clube);

2º Vice-presidente – Honorio Mello (Itália Sport Club);

Secretário Geral – José Holzmann, pelo (Tebé Football Club);

1º Secretário – Gastão Bellegard (Poty Sport Club);

2º Secretário – Antenor Boaventura da Silva (União Sport Club);

1º Thesoureiro – Oswaldo Vardanega (Savoia Football Club);

2º Thesoureiro – Leonardo Osiecki (Sport Club Esperança);

Conselho Fiscal – Fausto Thomaz, Lauro Dias do Rosario e Mario Lobo;

Conselho de Julgamento – Jonas Brasil, João Kopryk, Natalin Carraro, Eduardo Haserauer e Haroldo Gerber;

Commissão de Syndicancia – Theodorico do Nascimento, – Alfredo Bergamini e Elias Darviche;

Commissão de Futebol – Nelson Gonçalves, Henrique Sperandio, Ildefonso Erthal e Luiz José dos Santos.

As organizações acima mencionadas, são recentes (conforme observei nos estatutos), códigos de penalidades, e futebol da Liga aprovados em sessão de assembleia geral de 10 de Março de 1932, os quais acham-se registrados.

Importante acrescentar, que anteriormente os cargos de 1.º e 2.º vice-presidentes, foram ocupados pelos srs. Augusto Dudeque (União Sport Club) e Ildefonso Erthal (America Sport Club), respectivamente.

Aquele esportista logo nos primeiros meses demitiu-se, e o sr. Erthal passou a tomar parte na Commissão de Futebol. Era então Secretário Geral, o sr. Gercino Artigas, pelo Corinthias, e cuja demissão também verificou-se meses após.

São fundadores da entidade municipal, os oito clubes: Savoia Football Club, Apollo Esporte Clube, America Sport Club, Sport Club Esperança, Tebé Football Club, Poty Sport Club, Corinthias Esporte Clube e União Sport Club. Decorridos alguns dias, dois clubes solicitavam filiação, com as regalias de fundadores: o Itália Sport Club e Avante Esporte Clube.

Notáveis Empreendimentos Esportivos e Sociais

Na tarde de domingo, do dia 21 de Agosto de 1932, aconteceu o Torneio Início, ao qual concorreram os dez clubes filiados, deixando transparecer o ótimo preparo dos seus conjuntos, sob todos os motivos.

O Apollo foi o Campeão do 1º Torneio Início

Na praça de desportos do Britannia (depois passou a ser o campo oficial da F. P. D.) uma numerosa assistência, afluiu a fim de presenciar aquela competição. Os resultados foram os mais promissores. Coube ao Apollo Esporte Clube o então “Benjamín“, o título de campeão, em 2º lugar o Poty Sport Club, que receberam duas valiosas taças.

Campeonato da LCEA de 1932

Uma semana após realizavam-se os embates do certame “lceano” de 1932, em um turno somente e tendo por locais as praças de desportos da F. P. D. e do Club Athletico Paranaense.

Mencionar a grandiosidade daquele campeonato seria tarefa demasiada quão desnecessária; pois o nosso público teve oportunidade de presenciá-lo, ou mesmo, por intermédio da imprensa esportiva, a qual vem muito acertadamente cooperando pelo progresso do “soccer tinguy” em suas diversas fases.

Entre mentes, a entidade municipal efetuou um festival no gramado do Athletico, em seu benefício e com o concurso dos clubes: Avante x Itália; Tebé x Esperança e Savoia x União.

Três prêmios foram instituídos aos vencedores, Tebé x Savoia; ficando empatado o 1.º encontro. Por ocasião das temporadas intermunicipais e interestaduais sob os auspícios da máxima entidade, a Liga não só transferiu os seus encontros oficiais, como também, emprestou o seu modesto, mas sincero apoio confirmado pois, a sua valiosa contribuição, como evidenciara, quando das eleições para a diretoria da “mater”.

Naquela reunião memorável, o conselho dos presidentes prestigiava a “una você”, a candidatura composta dos acatados esportistas que, no momento atual dirigem a F. P. D.

No futebol intermunicipal os clubes Savoia e Corinthias representaram brilhantemente as cores Iceanas ao evidenciarem a classe do futebol “tinguy“, em canchas paranaenses.

Ainda em pleno transcurso do campeonato de 1932, ο União S. C. com a sua praça de desportos veio ampliar o progresso do futebol “lceano“. Е na sua cancha se efetuaram os demais jogos da temporada.

Numa brilhante atuação os clubes Savoia e Tebé obtinham os honrosos títulos de campeão e vice-campeão nos Primeiros e Segundos Quadros respectivamente.

Em Abril de 1932, tinha lugar na cancha “unionense” o campeonato “Encerramento” que foi levantado pelo Savoia (1° lugar) e Poty S.C. na 2ª colocação, os quais obtiveram as taças “Caridade” e “Savoia“, respectivamente.

O time campeão formou assim: Rafael; Amílcar e Alfredo; Augusto, Olavo e Orestes; Reinaldo, Frederico, Oscar, Arnaldo e Herondino (Biale, Lima, Nelson, Moisés, Alberto e Scuissiato).

Para a atual temporada, novos clubes vieram cerrar fileiras na L. C. E. A. aumentando ainda mais o seu prestigio. Vemo-los com as suas cores variadíssimas, representado os aprazíveis arrabaldes e zonas do centro da Cidade Sorriso, numa expansão logicamente progressista.

As agremiações recém inscritas são as seguintes: Ypiranga Football Club, Bloco Esportivo Água Verde, Nacional Sport Club, Aquidaban Sport Club, Universal Sport Club e Sociedade de Educação Physica Junak.

Campeonato da LCEA de 1933

A fim de facilitar o campeonato de 1933, foram organizados duas séries com 8 clubes cada uma; a “Paraná“, e “Iguassu” constando a tabela de um turno. Com a extinção da secção futebolística do Corinthias Esporte Clube verificada ultimamente ficou a serie Paraná, com sete clubes.

Realizando-se o Torneio Início e devido o considerável número de concorrentes foram os jogos disputados em dois domingos no campo do Britannia ainda… E assim ficavam de posse de duas taças os clubes Itália Sport Club e Avante Esporte Clube, respectivamente o campeão e vice-campeão. Vários festivais esportivos foram efetuados pelos clubes: America, Avante Esporte Clube e Apollo.

Na fase social o conceito dos aguerridos clubes “Iceanos” foi concretizado com magnificas festividades inaugurais, e todos eles possuindo em amplos edifícios as suas sedes instaladas, e dotadas dos mais modernos requisitos, sendo que alguns pretendem dentro em breve oficializar os seus campos, após as necessárias remodelações a exemplo do União.

Como antigo amador em quantas entidades houveram, desde a Liga Infantil Paranaense, Liga Curitybana de Desportos (em suas diversas décadas) ou seja de 1923 ao dinâmico 1933, testemunhando essa evolução do nosso futebol municipal até a L.C.E.A. não é de minha intenção, desmerecer numa breve comparação, o que, os outros fizeram; pelo contrário, rendo-lhes minha obscura homenagem nesta crônica, porque eles, implantando o que hoje qualifico de futebol “tinguy” poderão constatar muita justiceiramente, que a L.C.E.A. cujo esforço unido e deveras elogiável é, e não há negar, uma entidade que honra o futebol paranaense!

No Campeonato Municipal de 1933, o Savoia conquistou o bicampeonato, enquanto o Junak ficou com o vice. O time campeão formou assim: Rafael; Biale e Mikare; Nito, Olavo e Orestes; Tedesco, Frederico, Moisés (Reinaldo), Albertinho e Carlito.  

O Tebé Football Club e o Savóia Football Club ficaram com o título e o vice-campeão nos Segundos Quadros respectivamente.

O Corinthias Esporte Clube, inaugurou a sua Sede social –na noite de sábado do dia 4 de fevereiro de 1933. O endereço da equipe rubro-negra fica na Rua Visconde de Guarapuava, nº 609, no Alto da XV, em Curitiba/PR. O evento teve início às 21h30min., onde ocorreu um estupendo baile, comandada pela banda Royal Jazz Band.

Campeonato da LCEA de 1934

Pelo Torneio Início, entre os dias de 28 de janeiro e 4 de fevereiro, o Avante Esporte Clube derrotou na final o Aquidaban Sport Club, ficando com o título. Pelo Campeonato dos Segundos Quadros, o Savóia se sagrou campeão, enquanto o SEF Junak ficou com o vice.

No Primeiro Quadros, o Savóia Football Club conquistou o Tricampeonato, enquanto o Botafogo Football Club ficou com a segunda colocação. O time campeão formou: Rafael; Scuissiato e Luiz; Orestes, Tarquá e Bicudo; Turim, Armandinho, Reinaldo, Albertinho, Carlito (Biale), Nelson, Moisés e Érico.  

Campeonato da LCEA de 1935

Pelo Campeonato dos Segundos Quadros, o Bloco Água Verde se sagrou campeão, enquanto o Esperança Football Club ficou com o vice. No Primeiro Quadros, o Ipiranga Football Club conquistou o inédito título, enquanto o Itália Sport Club ficou em 2º lugar. O time campeão formou: Neno; Ilio e Gilberto; Aldino, Miro e Lourival; Pedrinho, Afonso, Naldo, Marcha e Chefe.  

Liga Curitybana venceu a Federação Paranaense de Desportos

Na manhã de domingo, do dia 27 de Outubro de 1935, a Seleção da LCEA surpreendeu o Selecionado da FPD, e venceu pela contagem de 4 a 2, no campo da Água Verde.

A partida transcorreu, contra expectativa geral, sem incidentes de vulto, sagrando-se vencedor o “potente” combinado da LCEA. Os gols da partida foram assinalados por José, duas vezes; Maximino e Jurandyr, um tento cada, para Liga Curitybana de Desportos; enquanto Pandú e Ary marcaram para a FPD. Conduziu-se com acerto na arbitragem, o sr. Ubirajara Pinheiro Lima.

LCEA: Vosgeram; Lucas e Tony; Leonel, Xingo e Maximino; Ribeiro, Jurandyr, Pedrinho, Elysio e Tedesco.

FPD: Pandú; Altino e Paraná; Marchand, Annibal e Sobocinski; Ary, Canhoto, Faria, Itaciano e Placido.

Campeonato da LCEA de 1936

No Torneio Início, no dia 15 de março, no Campo do Athletico, o Bloco Água Verde derrotou na final o Itália Sport Club, ficando com o título. No Primeiro Quadros, o Ipiranga Football Club conquistou o Bicampeonato, enquanto o Bloco Água Verde ficou com o vice-campeonato.  

O time campeão formou: Neno; Ilio e Gilberto; Narciso, Naldo e Pauca (Odilon); Miro, Nelson, Júlio, Marcha e Lourival. Também jogaram: Afonso, Pedrinho, Atílio, Chefe, Massuci, Dando, Bebê, Russo e Emilio.  

LCEA desapareceu em 1937

A Liga Curitybana de Esportes Athleticos (LCEA) existiu por seis temporadas, organizado os campeonatos da cidade de 1932 a 1937. A última notícia sobre a entidade aconteceu na quinta-feira, às 20 horas, do dia 15 de abril de 1937.

Na ocasião, o presidente da LCEA, Jurandyr Azevedo e Silva convocou os clubes filiados, na sede da FPD, a fim de tratar da organização do Campeonato Citadino de Curitiba de 1937. Fato é que esse campeonato não aconteceu, a Liga Curitybana de Esportes Athleticos foi extinta, sendo substituída meses depois pela Liga Curitybana de Futebol (LCF).

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Laércio Becker

FONTES: Correio do Paraná (PR) – Diário da Tarde (PR) – O Dia (PR) – Livro “Futebol do Paraná – 100 anos de história”, de Heriberto Ivan Machado e Levi Mulford Chrestenzen

Escudo diferente: Associação Atlética Matarazzo – São Paulo (SP): Campeã Estadual Amador de 1955

Escudo e uniforme utilizado nos anos de 1955 e 1956

Por Sérgio Mello

A Associação Atlética Matarazzo foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Fundada no sábado, do dia 14 de novembro de 1914, reunia os empregados dos escritórios comerciais e industriais da S/A Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.

Breve história

Voltada principalmente ao “cultivo do futebol“, segundo estabelecia seu 1º estatuto (1928), a Associação também se destinava à promoção de festivais esportivos e recreativos, bem como bailes com a participação de sócios e seus familiares.

Ao ser admitido a um daqueles escritórios, automaticamente, o empregado se tornava sócio dessa agremiação. Como os escritórios sempre mantiveram uma média de 1.800 funcionários, este também deveria ser o número aproximado dos associados da Atlética Matarazzo.

As mensalidades pagas variavam segundo faixas salariais. Os valores envolvidos eram pequenos, mas regularmente descontados das folhas de pagamento. Assim, todos os funcionários dos escritórios contribuíam, mesmo aqueles que não frequentavam a Atlética. Os funcionários não poderiam optar entre serem ou não associados. Como informou um ex-diretor, todos eram obrigados a se filiar:

Na Atlética era o seguinte. Você entrava como empregado na Matarazzo, automaticamente, você era sócio. Então você fazia parte do quadro da Atlética. (…) Descontava-se a mensalidade na folha de pagamento. (…) Quando você assinava o contrato de trabalho, você já era sócio da Atlética. Era obrigatório. Várias pessoas tentaram mais tarde sair, quando ela já não oferecia nada… Mas não era possível. Nunca ninguém conseguiu. Então eles descontavam. Não era uma coisa exorbitante, mas vinha descontado na folha de pagamento. (…) Você era obrigado a entrar. (L.R.)

Sedes Sociais

Em julho de 1931, a diretoria resolveu desocupar a sala situada na Av. Brigadeiro Luís Antônio nº 44. Alegava tratar-se “De um prédio muito acanhado, fora de mão e de aluguel demasiado alto“.

Em 1932, a Associação comprou um terreno situado na Alameda Casa Branca, de propriedade do Conde Luiz Eduardo Matarazzo, onde foi instalada a praça de esportes. Além de um bangalô e de uma quadra de tênis já existentes no local, a Associação pretendia construir um ginásio para jogos de basquete, aproveitável também para bailes.

O Conde Francisco Matarazzo Jr., então administrador gerente da S/A Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, prometia que, durante o primeiro ano posterior à compra, a empresa contribuiria com a soma de um conto de réis (1:000$000) por mês, a fim de auxiliar a Associação a saldar sua dívida de 400 contos de réis!

A tarefa, bastante árdua, não foi levada adiante e, em maio de 1936, a Associação desfez o negócio, passando, então, a alugar o mesmo terreno, utilizando-se apenas da quadra de tênis. Nesse mesmo ano, uma nova sede social (alugado) foi instalada num conjunto de salas do Edifício Martinelli.

Associação Atlética Matarazzo, montou no 19º andar, a sua sede, onde ocupava praticamente três quartos do espaço físico. Pegava toda a parte da Avenida São João e parte da Rua Líbero Badaró.

Tinha uma mesa de bilhar, tinha uma bonita biblioteca, um bar, mesa de pingue-pongue, xadrez, dama, dominó. Naquela ocasião, o clube já contava com time de futebol, onde disputava o campeonato, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Em 1940, devido às dificuldades financeiras pelas quais passava, a Atlética deixou de alugar a quadra de tênis. Os custos com sua manutenção e com a compra do material para a prática do esporte tornaram-se muito onerosos. Para os jogos de futebol, a Atlética alugava o campo da vila operária Maria Zélia, na Rua Catumbi.

Escudo publicado no História do Futebol em 2011: https://historiadofutebol.com/blog/?p=21686

No Martinelli, a Associação ficou até 1956, quando recebeu uma notificação para desocupar as salas. Mudou-se, então, para um salão de propriedade da empresa num edifício recém-construído na Av. do Estado.

Finalmente, por volta de 1958, a empresa permitiu que o clube construísse a sede definitiva em um terreno de sua propriedade, situado à Av. Ordem e Progresso, no bairro do Limão.

Lá permaneceu até 1986, quando a empresa vendeu a praça de esportes para uma fábrica de retentores. Hoje, a Atlética Matarazzo se resume à sua secretaria, que funciona precariamente numa das salas dos escritórios da fábrica do Belenzinho.

Futebol na Matarazzo

Escalação: Tião; Cardoso e Oldemar; Chico, Marino e Douglas; Mineiro, Yube, Piloto, Dante e Gasolina.

O futebol era praticado na Associação Atlética Matarazzo, desde sua fundação, em campeonatos internos entre as diferentes seções dos escritórios centrais, de onde selecionavam-se os integrantes da equipe principal. Esta, por sua vez, disputava os campeonatos internos interfábricas, que reuniam os grêmios das Indústrias Matarazzo da Capital e também do interior do estado de São Paulo.

A partir da década de 30, esse quadro passou por transformações. Em 1933, a primeira participação da Atlética no Campeonato da Liga Esportiva Comércio e Indústria (LECI), quando obteve a 2ª colocação.

Já nessa época, a diretoria constatava e criticava o pequeno entusiasmo dos associados com relação ao desempenho do time de futebol, problema que se intensificaria nos anos seguintes: “Provavelmente teríamos obtido ainda melhor colocação se houvesse mais entusiasmo por parte dos senhores sócios por esta modalidade de esporte, fato este, aliás, já consignado no relatório da Diretoria relativo a 1932“.

A inclusão no torneio da LECI motivou a Atlética Matarazzo a admitir jogadores dos grêmios das fábricas para integrar sua equipe. Com isso, os campeonatos internos interfábricas ganharam novo ânimo, acirrando ainda mais as disputas entre os jogadores que, agora, deparavam-se com a possibilidade de participar de um campeonato oficial e de aumentarem seus proventos, projetando-se como futebolistas.

Desse modo, favoreceu-se a profissionalização paralela de operários-jogadores, que dependiam do emprego para seu sustento e que não encaravam o esporte como diversão, mas como uma forma de complementação salarial.

No entanto, com o passar do tempo, esses operários-jogadores deixaram de ser privilegiados pela Atlética Matarazzo em virtude da entrada no time de jogadores profissionais de fato.

A partir dos anos 40, o quadro de futebol manteve-se muito próximo da administração da empresa, despertando o interesse dos filhos do Conde Jr., que chegaram a integrar a equipe como jogadores. Pode-se mesmo afirmar que o time de futebol estava mais estreitamente ligado à administração da empresa que à própria diretoria da Atlética Matarazzo. Era quase outro clube.

A adoção do profissionalismo parecia ocorrer de modo concomitante a uma maior autonomia do departamento de futebol dos clubes em relação às suas demais atividades.

Escalação: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Essa autonomia garantia maiores recursos à prática do futebol, pois, caso se mantivesse equiparada às outras atividades do clube, as verbas teriam que ser divididas.

Ainda na década de 40, a Associação deixou de participar com frequência dos torneios da LECI. Sua maior atividade centrava-se, então, na disputa de jogos amistosos contra times varzeanos, até, finalmente, ser incluída entre os clubes com direito à participação do Campeonato Amador da Cidade de São Paulo, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

Ao contrário do Campeonato Amador do Interior, as exigências da FPF para a inscrição no torneio da Capital eram menores. A partir de determinado número de associados, os clubes já teriam condições de participar, mesmo não dispondo de instalações necessárias à prática do futebol, como era o caso da Atlética Matarazzo.

Na década de 50, com a participação dos irmãos Ermelino e Eduardo Matarazzo, filhos do Conde Júnior, foi decisiva nesse sentido. Cuidaram de dotar a Atlética das condições necessárias à manutenção de uma equipe profissional.

Montaram uma comissão técnica com massagista, roupeiro e um técnico de futebol com experiência anterior, que já era funcionário da empresa. Mas, sobretudo, passaram a fornecer o dinheiro para o pagamento do “bicho” aos jogadores.

Craques de bola

Ermelino, então goleiro da equipe juvenil do Palmeiras (entre os anos 1943/45), valendo-se de sua influência no meio futebolístico, também conseguiu reunir jogadores profissionais, seus colegas, para integrarem, eventualmente, o time da Matarazzo.

Durante a disputa do Campeonato Amador da Capital e dos torneios da LECI e do Serviço Social da Indústria (SESI), a equipe da Atlética era formada basicamente por jogadores profissionais de clubes da cidade, que, mais tarde, tornar-se-iam nomes famosos do futebol brasileiro como, por exemplo: Colombo (Corinthians); Gino Orlando, Bibe, Savério e Bauer 121 (apelidado “o monstro do Maracanã” por sua atuação na Copa do Mundo de 1950), todos do São Paulo F.C. entre outros.

Matarazzo campeão da Divisão de Comércio e Industria (ACEA) de 1955

Na quinta-feira, às 21 horas, do dia 22 de dezembro de 1955, a Atlética Matarazzo se sagrou campeão da Divisão de Comércio e Industria, organizada pela ACEA (Associação Comercial de Esportes Atheticos. Fundada em 1930), ao vencer a Metalúrgica Matarazzo F.C. por 1 a 0, no Estádio do Pacaembu, na capital paulista.

O gol do título saiu aos 23 minutos do primeiro tempo. Após receber o passe, Mineiro toca para Yube, que rapidamente centra a meia altura para Mineiro, que mesmo marcado, conseguiu dominar e chutar firme para o gol da noite. Arbitragem ficou a cargo de João Etzel.

A.A. Matarazo: Tião; Cardoso e Oldemar; Chico, Marino e Douglas; Mineiro, Yube, Piloto, Dante e Gasolina.

Met. Matarazzo: Bilu; Pires e Stelvio; Mario, Carlito e Moraes; Jacob, Abelha, Hélio, Placido e Valdemar.

Detalhe: O Metalúrgica Matarazzo Futebol Clube foi Fundado na quinta-feira, do dia 15 de Junho de 1933. A sua Sede social ficava localizada na Rua da Mooca, nº 609, no bairro da Mooca, na região leste da cidade de São Paulo/SP. Em 1942, contava com número total de 1.300 sócios.

Campeonato Paulista de Futebol Amador do Estado de 1955

No primeiro jogo, fora de casa, Matarazzo arrancou empate

No domingo, às 15 horas, do dia 2 de junho de 1956, foi realizado o 1º jogo, na melhor de três, entre Atlética Matarazzo (campeão da capital)e Associação Atlética Itapetininga (campeão do Interior), para definir o Campeão Amador do Estado de São Paulo, certame este referente ao ano de 1955, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF).

O Matarazzo arrancou empate em 2 a 2, fora de casa, após estar perdendo por dois gols. O primeiro tempo foi marcado pelas defesas sobressaindo os ataques e o placar terminou sem gols.

Na etapa final, Alceu marcou duas vezes colocando os itapetininganos em vantagem. No entanto, Dante e Mario deixaram o placar novamente em igualdade. O árbitro foi Norberto Rodrigues de Paula e a Renda foi de 26 mil cruzeiros.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Name, Coquita e Quitu.

Matarazzo: Tião; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Na segunda partida, Matarazzo goleou

A segunda peleja da série melhor de três será realizada no domingo seguinte, às 15 horas, do dia 9 de junho de 1956, entre Atlética Matarazzo e Associação Atlética Itapetininga, no Parque Antarctica. A partida foi transmitida pela Rádio Panamericana.

Com a entrada franca, o que se viu foi de um público apenas regular. O árbitro foi Casimiro Gomes, que cometeu alguns erros, mas em que nada influíram no resultado final.

O Matarazzo conquistou uma imponente goleada sobre o Itapetininga pelo placar de 5 a 0. Com o resultado, o time só precisava de um ponto no terceiro jogo para fica com o título.

O primeiro tempo foi fraco tecnicamente, com poucas chances de gol. Mas quando melhor chance surgiu o Matarazzo abriu o placar aos 5 minutos. Yube tocou para Mario, pela direita, que driblou o seu marcador e centrou na área. Piloto testou firme para o 1º gol.

Na segunda etapa, o Matarazzo ampliou aos 6 minutos. Após bela jogada, Piloto deu passe “açucarado” para Mario, que dentro da área, fuzilou a meta de Bili, que nada pode fazer.

Com o Itapetininga atordoado, veio o 3º gol. Dante deu ótimo passe para Zeca que tocou na saída do goleiro, colocando a bola no fundo das redes. O 4º tento saiu aos 22 minutos, quando Dante lançou Yube fez um golaço com maestria.

O 5º tento, saiu aos 38 minutos, numa arrancada de Zeca, que invadiu a grande área e foi derrubado por Rubens. Pênalti, Yube cobrou com categoria, dando números finais a peleja.

Matarazzo: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Marolo, Coquita e Quitu.

Matarazzo volta a vencer e fica com o título inédito do Estadual Amador

Escalação: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

No domingo, às 15 horas, do dia 16 de junho de 1956, foi realizado o 3º jogo e último, na melhor de três, entre Atlética Matarazzo e Associação Atlética Itapetininga, no Estádio do Esporte Clube São Bento, em Sorocaba, no Interior Paulista. Mais uma vez o árbitro foi Casimiro Gomes, que teve uma atuação regular. A Renda foi de Cr$ 12.530,00.

Após um empate (2 a 2) e uma vitória (5 a 0), a Atlética Matarazzovoltou a derrotar o Itapetininga pelo placar de 2 a 1, ficando com o inédito título do Campeonato Paulista de Futebol Amador do Estado de 1955.

Ao contrário dos dois primeiros jogos, a primeira etapa foi agitada com as duas equipes buscando o gol. Melhor para o Matarazzo que abriu o placar aos 12 minutos, após o zagueiro Rubens cometer um pênalti. Ciro cobrou com categoria. Porém, aos 18 minutos, o Itapetininga conseguiu o empate por intermédio de Alceu. O que se viu até o final da primeira etapa foi um jogo equilibrado.

No segundo tempo, melhor coordenado, o Matarazzovoltou a ficar na frente do placar aos 20 minutos por intermédio de Mario. O clima esquentou e o meia do Itapetininga Tempero agrediu o árbitro Casimiro Gomes. Na sequência o juiz expulsou quatro jogadores Itapetininga: Tempero, Roque, Quitu e Tico-Tico. Com isso, sem forças e emocionalmente abalado o Itapetininga não foi páreo e viu a Associação Atlética Matarazzo ficar com o título!

Matarazzo: Mion; Cardoso e Oldemar; Chicão, Marino e Douglas; Mario, Yube, Piloto, Dante e Zeca.

Itapetininga: Bili; Rubens e Roque; Silvio, Cacau e Tempero; Tico-Tico, Alceu, Marolo, Coquita e Quitu.

Desenho dos escudos e uniformes: Sérgio Mello

FOTOS: A Gazeta Esportiva (SP)

FONTES: A Gazeta Esportiva (SP) – “Futebol de Fábrica em São Paulo”, um trabalho de Dissertação de Mestrado em Sociologia apresentada ao Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, por Fátima Martin Rodrigues Ferreira Antunes.  

Inédito!!! Rio Foot-Ball Club – Rio de Janeiro (RJ): Foi o 1º adversário na história do Fluminense F.C. (RJ), em 1902!

Por Sérgio Mello

O Rio Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado da sexta-feira, do dia 18 de julho de 1902, por iniciativa dos jovens desportistas Armando Savio, Harold Cox, Gabriel e Jorge Nicklaus, Francisco Loup, Adolpho Nery, T. Mackintosh e Jorge Paes Leme. No primeiro mês, o Rio contava com 14 sócios, número esse que se elevou a 26, no segundo mês e assim foi aumentando gradativamente até chegar a 87. As cores escolhidas foram, o preto, branco e roxo.

A polêmica escolha do nome

A história começou meses antes, quando Oscar Cox organizou uma excursão para São Paulo, aonde iria realizar dois jogos, com o nome de “Rio Team”. Ali nascia o embrião que depois surgiria o Tricolor das Laranjeiras.

Oscar Cox montou a lista dos jogadores que viajariam para a Terra da Garoa. Dentre os “cortados” estava o Mister T. Mackintosh, que não gostou nem um pouco dessa decisão.

Então, organizou um grupo de rapazes e fundou o Rio Foot-Ball Club. A curiosidade do nome é que Oscar Cox já tinha manifestado para os amigos que o nome escolhido para fundar a futura equipe seria Rio Foot-Ball Club.

Porém, Mister T. Mackintosh, talvez por picuinha, se antecipou e batizou o seu time com o nome que Oscar Cox escolhera. Com isso, tal imprevisto determinou a mudança de nome para Fluminense Football Club.

A sua 1ª Diretoria estava composta pelos seguintes senhores:

Presidente – Armando Savio;

Vice-Presidente – Jorge Paes Leme;

Secretario – Jorge Nicklaus;

Thesoureiro – Francisco Loup;

Captain – Harold Cox.

A 2ª Diretoria foi eleita cerca de dois meses depois, na terça-feira, do dia 30 de Setembro de 1902, com os seguintes dirigentes:

Presidente – Raul Brandão;

Secretario – Emílio da Rocha Lima;

Thesoureiro – Heitor Luz;

Commisiorario – Manoel da Guia Ferreira;

Commisão Diretora de Jogos – João Ferreira, Henrique Palm, T. Mackintosh, Affonso Castro e Arnaldo Cerqueira.

Primeira “Praça de Esportes”

No mês seguinte, a diretoria trabalhou muito em prol do clube, pois o Rio se via em dificuldades para realizar seus jogos devido à falta de campo. O clube já contava com um grande número de sócios e conseguiram comprar terrenos na Rua Dona Mariana, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio, com o intuito de construir a sua Praça de Esportes.

O Rio conseguiu o seu campo na Rua Guanabara, esquina da do Paysandú, graças aos esforços tanto da diretoria como dos sócios em geral. Apesar dessa afirmação da matéria, acredito que na realidade, o Rio F.B.C. fez alguma parceria com o Fluminense Football Club, pois esse endereço correspondia ao Tricolor das Laranjeiras.

Harold Cox era irmão de Oscar Cox

Um dos fundadores do Rio F.B.C., Haroldo Cox era filho de um cidadão inglês vice-cônsul da Inglaterra no Equador e irmão de Oscar Cox, que três dias depois (do surgimento do Rio F.B.C.)  ajudou a fundar o Fluminense Football Club. Então, tempos depois, os dois irmãos resolveram fazer de forma oficial a estreia das duas agremiações e marcaram a data para a peleja: 19/10/1902.

Fluminense Football Club x Rio F.B.C. – 1º jogo da história do Tricolor!

No dia do jogo, uma matéria no Correio da Manhã, destacava o encontro: “Para assistir esta emocionante prova recebemos amável convite assignado pelos directores srs. Mario Rocha e dr. Domingos Moitinho.

Três meses e um dia depois da sua fundação, o Rio Foot-Ball Club entrou para a história do futebol carioca e brasileiro, pois foi o 1º time que enfrentou o Fluminense Football Club, no domingo, às 16 horas (de Brasília), dia 19 de outubro de 1902, na Praça de Esportes, da Rua Payssandu, em Laranjeiras.

Na ocasião, o Tricolor das Laranjeiras goleou o Rio F.B.C. pelo elástico placar de 8 a 0. Os gols da peleja foram assinalados por Horácio Costa Santos, três vezes; Heráclito Vasconcellos, em duas oportunidades; Félix Frias, Eurico de Moraes e Adolpho Simonsen um tento cada.

O curioso foi que oito dias antes da partida, uma pequena nota no Jornal do Brasil (sábado do dia 11 de outubro de 1902), descreveu que o Rio F.B.C. estava se preparando para a peleja: “Logo que o Rio Foot-Ball Club completar o seu team, consta-nos que desafiará o Fluminense Foot-Ball Club”.

O segundo jogo do Fluminense aconteceu no domingo seguinte (26/10/1902), diante do Paysandu Cricket Club, na Praça de Esportes, da Rua Payssandu, em Laranjeiras. O Tricolor, desperdiçou dois pênaltis – defendido pelo arqueiro Harrison, acabou derrotado por 3 a 0. Os gols foram de K. Robinson, duas vezes, e R. Brenton completou o placar. 

FLUMINENSE F.B.C (RJ)           8        X        0        RIO F.B.C. (RJ)

LOCALEstádio da Rua Payssandu, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio (RJ)
CARATERAmistoso Estadual
DATADomingo, do dia 19 de outubro de 1902
HORÁRIO16 horas (de Brasília)
PÚBLICOEntrada Franca
ÁRBITROLouis Nóbrega Junior
AUXILIARESJ. Rocha Lima e Dr. Domingos Moitinho
FLUMINENSEAmerico Couto (Goal-keeper); Victor Etchegaray (full-bocks) e Mario Frias (holf-bocks); Walter Schubak, Oscar Cox e Mario Rocha (holf-bocks); Félix Frias, Heráclito Vasconcellos, Horácio Costa Santos, Eurico Moraes e Adolpho Simonsen (forwards).
RIO F.B.C.R. Belfort (Goal-keeper); T. Mackintosh e H. Palm (full-bocks); B. Lockhost, Alvarenga Senior e D. Croik (holf-bocks); T. Pereira, Alvarenga Junior, H. Brenton, J. Stewart e A. Cerqueira (forwards).
GOLSHorácio Costa Santos aos 5 minutos (Flu); Adolpho Simonsen aos 12 minutos (Flu); Heráclito Vasconcellos aos 20 minutos (Flu); Félix Frias aos 32 minutos (Flu), no 1º Tempo. Eurico de Moraes aos 8 minutos (Flu); Horácio Costa Santos aos 16 e 23 minutos (Flu); Heráclito Vasconcellos aos 28 minutos (Flu), no 2º Tempo.

Amistosos

Em 1903, o club jogou somente um jogo contra o Internacional Sport Club, vencendo pelo placar de 3 a 1. Em 1904, o Rio disputou dois jogos contra o Internacional Football Club. Vencendo um e sendo derrotado no outro.

Em pouco tempo depois jogou com Carioca Foot-Ball Club, do bairro de Botafogo, perdendo por 4 a 1. Uma das causas dessa derrota foi que o time estav2a desfalcado de dos jogadores.

Uniforme inglês

O club encomendou na Inglaterra o seu uniforme completo, que consta de camisa branca com monograma bordado a cores preta e roxa, bonet e faixas da mesma cor. As referidas cores branca, preta e roxa de tom violáceo, são ainda usadas e pertencem bem ao seu altivo pavilhão.

Em 1905, o Rio Fot ball Club tornou-se uma time forte e adquiriu bons reforços como: M. Simonsen, R. Brancante, Alberto Borgerth, A. de Almeida, D. Amaral, H. Peixoto, F. Figueira, A, Antunes e outros. Contra o Carioca, também um adversário forte, empenhou-se nos jogos vencendo em dois e empatando dois.

Em março de 1905 foi definido a Diretoria para os dois próximos anos, formado pelos seguintes membros:

Presidente – Mario Campello;

Vice-Presidente – Harold Cox;

Secretario – Adolpho Nery;

Thesoureiro – Francisco Loup;

Conselho Fiscal – Crespo Savio, Antônio Araujo e Armando Savio.

Um fato curioso é que nos próximos anos (1905-07) foram encontrados, algumas notas no qual o clube realizavam treinos, no campo do Fluminense Football Club, e jogos-treinos contra o Tricolor das Laranjeiras, demonstrando que a relação de ambos era da mais alta fidalguia. 

Em 1906, no começo da temporada jogou contra o Humaytá, mas a partida nã não terminou, porque o adversário desistiu, depois do Rio ter marcado o primeiro gol. Em seguida, jogou contra o Brasil Foot-Ball Club: derrotando-o por 5 a 1; contra o Gymnasio, do qual goleou por incríveis 10 a 0; contra o Carioca Football Club, derrotando-o por 5 a 2.

Grandes goleadas

Disputou depois contra o Ypiranga, infringindo uma inapelável goleada de 15 a 0; poucos dias após contra o Cattete levando-o de vencida por 3 a 0; e encerrou a sua brilhante temporada, no sábado dia 3 de novembro de 1906, goleando novamente o Cattete peplo placar de 10 a 1. O 2º Team também jogou na estação de 1906, com dois jogos e duas vitórias diante do Carioca (2 a 0) e contra o Guanabara (1 a 0).

Os jogadores que mais se destacaram na temporada foram: F. da Silveira, Mario Rezende, A. Antunes, A. Barreto, Brancente, Simonsen, Alair, Décio, Figueira, Arminio Motta, Alberto Borgerth, A. Almeida, W. Silva, Harold Cox, M. Campello, Η Peixoto, F. Loup, C. Smart, O. Ferreira, H. Rezende, J. Ayrosa, A. Bartholomeu, L. Bartholomeu, J. Paes Leme, Armando Dutra e Leoncio de Carvalho.

O 1º Team jogou, na temporada de 1906, 10 jogos, vencendo em todos; marcando 52 gols e sofrendo apenas cinco. Os artilheiros foram H. Peixoto, F. Loup e Armande de Almeida; cada um tendo assinalado mais de 10 gols.

Rio F.B.C. ajudou a fundar a União Sportiva Fluminense

No domingo, às 16 horas, do dia 5 de Maio de 1907, em amistoso, o Rio enfrentou o Cattete, no campo do Cattete, na Escola Militar. O 1º Team escalado foi: F. da Silveira; F. Lopes e Simonsen; A. Borgeth, A. Oliveira e C. Menezes; H. Peixoto, F. Loup, G. Carvalho, M. Campello e F. Mattos. Reservas: A. Valente, L. Bartholomeu, J. Paes Leme e Adolpho Nery.

Na preliminar, às 14 horas, as duas equipes também se enfrentam nos Segundos Team. O Rio estava assim escalado: M. Rezende (Cap.); D. Amaral e A. Gomes de Castro; H. Cox, W. Silva e G. Agese; M. Lopes, J. de Castro, A. Bartholomeu.

Por iniciativa do Rio Foot-Ball Club foi fundado na quarta-feira, do dia 08 de Maio de 1907, a União Sportiva Fluminense (USF), com Sede ficava na Rua Paysandu, n° 40, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio/RJ. O Cattete Football Club e Bahia Football Club também estiveram presentes e filiados.

A 1ª Diretoria da União Sportiva Fluminense (USF) foi composta pelos seguintes membros:

Presidente – Luiz Costa Carvalho;

Secretário – Emmanuel de Almeida Sodré;

Thesoureiro – Oswaldo Palhares.

Pela 3ª rodada do Campeonato da União Sportiva Fluminense (USF), no domingo, do dia 14 de Julho de 1907, O Rio Foot-Ball Club derrotou o Sport Club José Floriano, de Copacabana, pelo placar de 2 a 1, nos Primeiros Team e 4 a 0, nos Segundos Team.

O Rio liderava nos Primeiros Team ao lado Cattete com 4 pontos (três jogos, com duas vitórias e uma derrota; marcando seis gols e sofrendo quatro). E, nos Segundos Team, o Rio liderava isolado com seis pontos: três vitórias em três jogos; marcando oito gols sem sofrer nenhum.

No entanto, o Rio F.B.C. e o Carioca Football Club, do bairro de Botafogo (não confundir com o homônimo e tradicional do Jardim Botânico) abandonaram a competição.

Não se sabe oficialmente o motivo do abandono, mas talvez tenha relação com a partida entre as duas equipes quando aconteceu uma briga generalizada, que ganhou repercussão em parte da imprensa.

A briga aconteceu uma vez que o Rio era quase uma filial do Fluminense, enquanto o Carioca era uma filial do Botafogo F.C. Devido a rivalidade, na época, os jogadores acabaram indo às vias de fato.

Alberto Borgerth ajudou a montar o futebol no C.R. Flamengo

Apesar do começo trincado, a relação entre o Rio Foot-Bball Club e Fluminense Football Club ao longo do tempo estreita. Muitos sócios frequentavam as duas agremiações de forma harmoniosa.

No final, o Rio F.B.C. passou a ser um “Clube Satélite” do Tricolor, onde possuia uma equipe juvenil de sócios do Fluminense que passavam a jogar nessa equipe. Nessa leva de jovens atletas, um em especial: Alberto Borgerth.

Nascido no Rio de Janeiro/RJ, em 03 de dezembro de 1892, Borgerth começou no futebol do Rio F.B.C. em 1905, aos 13 anos. No ano seguinte (1906), acumulou o futebol com o Remo, no Flamengo.

Em 1910, aos 18 anos, começou a jogar no primeiro time do Fluminense, sagrando-se campeão carioca em 1911. No final de 1911, por causa de um desentendimento interno no clube, do qual foi pivô, passou para o Flamengo, que não tinha seção de desportos terrestres e fundou o Departamento de futebol.

Fez o seu 1º jogo, na sexta-feira, do dia 03 de maio de 1912, na sonora goleada imposta pelo Flamengo ao Mangueira pelo placar de 15 a 2, no Estádio da Campos Salles, no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio. Jogou no Flamengo até 1916, marcando um total de 27 gols.

Sedes sociais

Em 1902, a sua 1ª Sede (provisória, onde ficava a Federação Brasileira das Sociedades de Remo) ficava na Rua Evaristo da Veiga, nº 74, no Centro do Rio (RJ). Até o clube definir a sua Sede na Rua Dona Mariana, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, alguns imóveis serviram de “casa”. Em 1907, dois endereços: no 1º semestre estava na Rua São Clemente, nº 140, em Botafogo, na Zona Sul do Rio; e no 2º semestre na Rua Paysandu, nº 40, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Em 1908, na Avenida Central, 183/ Sobrado, no Centro.

Homônimos 

Vários times, possuindo um senso de “originalidade extrema” resolveram fundar com o mesmo nome. Como por exemplo, o Rio Football Club, fundado no domingo, do dia 19 de maio de 1912, no bairro da Lapa, na região central do Rio.  Em junho de 1912, agremiação denominada Curso Anexo Football Club, mudou o nome para o Rio Football Club.

Algumas formações:

Time base de 1902 (1º Team): R. Belfort; T. Mackintosh e H. Palm; B. Lockhost, Alvarenga Senior e D. Croik; T. Pereira, Alvarenga Junior, H. Brenton, J. Stewart e A. Cerqueira.

Time base de 1905 (1º Team): Mario Rezende; F. Ramos (Cap.) e A. Borgeth; O. Trompowsky, J. Paes Leme e Alberto Borgerth, Sabino Antunes, Godofredo Sylvio Rocha, Mario Campello e Alair Antunes.

 Time base de 1905 (2º Team): Adolpho Nery; Renato Machado e Harold Cox; Jorge Dodsworth, Antônio de Araujo e Armando de Almeida; Francisco Loup, Jonas Cunha (Cap.), Brigard Biunt, Armando Savio e D. Dodsworth.

Time base de 1907 (2º Team): Mario Rezende (Cap.); D. Amaral e A. Gomes de Castro; H. Cox, W. Silva e G. Agese; M. Lopes, J. de Castro, A. Bartholomeu.

COLABOROU: Auriel de Almeida

Estatuto: Acervo de Gerson Rodrigues

FONTES: A Notícia (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Revista da Semana (RJ) – Semana Sportiva (RJ)

Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919: Brasil conquista seu 1º título no continente

BRASIL CAMPEÃO

Por: Sérgio Mello

Após ter sido realizado na Argentina (1916) e Uruguai (1917), respectivamente, a 3ª edição do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919, aconteceu no Brasil. Na realidade a competição deveria ter acontecido um ano antes, porém devido a epidemia mundial de gripe espanhola adiou em um ano. A doença vitimou mais de 50 milhões de pessoas pelo mundo, só no Brasil matou mais de 35 mil.

URUGUAI VICE-CAMPEÃO

Para fazer bonito, o Estádio da Rua Guanabara (atual Estádio das Laranjeiras e de propriedade do Fluminense), foi construído para o torneio, com capacidade para 25 mil torcedores, na época era o maior estádio das Américas. Localizado na Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado, no bairro das Laranjeiras, situado na Zona Sul do Rio/RJ.

ARGENTINA 3º LUGAR

O torneio contou com a participação de quatro países: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. O regulamento simples, todos contra todos e aquele que somasse mais pontos ficaria com o título.

CHILE 4º COLOCADO

Brasil estreia com goleada

Na tarde de domingo, às 15 horas, do dia 11 de maio de 1919, a Seleção Brasileira não tomou conhecimento e goleou o Chile pelo placar de 6 a 0, no Estádio das Laranjeiras, que estava lotado. Os gols foram assinalados por Haroldo, uma vez; Neco, duas vezes e Arthur Friedenreich, que balançou as redes em três oportunidades.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Gallo; Menezes, Neco, Arthur Friedenreich, Haroldo e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Chile: Guerrero; Gatica e Poirier; Baez, Baeza e Gonzalez; Fuentes, Dominguez, Francia, Muñoz e Varas.     

Seleção Brasileira conquistou primeiro grande título no Campeonato Sul-Americano de 1919, sediado no Estádio de Laranjeiras

Segundo jogo e nova vitória

A segunda partida, aconteceu na tarde de domingo, às 15h30min., do dia 18 de maio de 1919, quando o Brasil bateu a Argentina por 3 a 1, novamente com o Estádio das Laranjeiras estava abarrotado. Os gols da partida, foram assinalados por Heitor, Amílcar e Millon para os brasileiros e Carlos Izaguirre fez o de honra para “Los Hermanos”. O árbitro da partida foi o uruguaio A. Minoli.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Heitor, Arthur Friedenreich, Neco e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Argentina: Isola; Castagnola e Reys; Mattozzi, Uslenghi e Martin; Calomino, Laiolo, Clarke, Izaguirre e Perinetti.

EM PÉ (esquerda para a direita): Píndaro, Sérgio Pires, Marcos de Mendonça, Fortes, Bianco e Amílcar;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.  

Brasil e Uruguai ficam no empate

Brasileiros e uruguaios venceram os seus dois jogos e se enfrentaram para definir quem ficaria com a taça! De um lado, a Celeste lutando pelo seu 3º título e do outro, a Seleção Canarinho buscando uma inédita conquista.

Na tarde de sábado, às 15h30min., do dia 25 de maio de 1919, bola rolando e o que se viu foi uma partida truncada e muito disputada. Final de jogo e o empate em 2 a 2, no Estádio das Laranjeiras (adivinha? Casa cheia!). O árbitro foi o chileno R. L. Todd.

Nos 18 primeiros minutos houve uma grande superioridade dos uruguaios que abriram dois gols com Isabelino Gradín e H. Scarone. Com o desenrolar da peleja o Brasil conseguiu reequilibrar a partida. Mas foi no segundo tempo, que a Seleção Canarinho voltou com tudo, chegando ao empate com dois gols de Neco.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Uruguai: Saporiti; Varella e Foglino; Vauzzino, Zibecchi e Nagun; H. Scarone, Carlos Scarone, Carlos, Gradin e Maran. Técnico: Severino Castillo.

Reunião definiu o jogo-extra

Após o resultado, no período da tarde e começo da noite, os Srs. Hector Gomes, presidente da Confederacion Sudamericana, B. Pereyra e R. Mibelli, delegados uruguaios, tiveram uma conferência com a diretoria e membros da comissão terrestre da Confederação Brasileira, tendo ficado resolvido:

a) desempatar o Campeonato Sul- Americano na próxima quinta-feira, 29 do corrente;

b) começar a prova ás 2 horas da tarde em virtude das prorrogações que podem ir até 3 horas, de acordo com o regulamento;

c) propor o Sr. J. Barbera, juiz argentino, para servir no desempate.

EM PÉ (esquerda para a direita): Sérgio Pires, Fortes, Millon, Bianco, Marcos de Mendonça, Neco, Píndaro, Amílcar, Heitor, Arnaldo e Arthur Friedenreich.

Jogo-extra e prorrogação: veio o título inédito para o Brasil

 Apesar do Brasil ter um saldo melhor (8 a 3), o regulamento previa nesse caso, um jogo-extra e, se persistisse o empate: prorrogação. Então, na tarde de quinta-feira, às 14 horas, do dia 29 de maio de 1919, Brasil e Uruguai voltaram a campo para definir o campeão.

Após 150 minutos (com direito a duas prorrogações), o Brasil superou o desgaste físico e bateu o Uruguai por 1 a 0, ficando com o inédito título do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919.

A partida terminou empatado em 0 a 0. Veio a prorrogação e um novo empate sem ninguém ter balançado as redes. Aí veio a 2ª prorrogação! Não precisa ser um gênio para deduzir o nível absurdo de esgotamento físico e emocional dos dois lados.  A partir daí o que restou foi a famosa frase: “Coração na ponta da chuteira”, a Seleção Brasileira foi para cima.

Aos 2 minutos do primeiro tempo da segunda prorrogação saiu o gol do Brasil. Neco avança pelo lado esquerdo e dá excelente lançamento para Arthur Friedenreich, que muito bem colocado, chutou firme a meia-altura, sem chance para o arqueiro uruguaio Cayetano Saporiti, que viu a bola morrer no fundo das redes.

Um baixinho invocado, de pele escura, olhos caros, filho de funcionário público e com mãe negra aproveitou a situação para anotar o gol do título brasileiro: Arthur Friedenreich, nascia ali o 1º herói do futebol brasileiro, para o delírio de 27.500 torcedores presentes no Estádio das Laranjeiras.

Artilharia foi verde e amarela

Os brasileiros Arthur Friedenreich e Neco foram os artilheiros do Campeonato Sul-Americano de 1919, com quatro gols cada um. Além da dupla outros quatro brasileiros também deixaram a sua marca na competição: Haroldo, Heitor, Amílcar e Millon, com um gol cada.

EM PÉ, NA PARTE ACIMA (esquerda para a direita): Bianco, Píndaro, Sérgio Pires, Píndaro, Amílcar e Fortes;  
EM PÉ, NA PARTE ABAIXO (esquerda para a direita): Marcos de Mendonça, Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.  

Curiosidades pós-jogo

Após o apito final da partida, apesar dos esforços empregados pelos policiais não conseguiram evitar que os torcedores brasileiros invadissem o gramado para carregar nos ombros os jogadores brasileiros pelo inédito título.  

A Taça Rio Branco foi oferecida pelo Ministro do Exterior, o Dr. Domício da Gama, fez a entrega ao Dr. Arnaldo Guinle, presidente da Confederação Brasileira de Desportos, uma rica e artística taça destinada ao campeão.

Preços durante a competição: o valor da arquibancada estava 5$000 (cinco mil réis) e a geral 3$000 (três mil réis). A cerveja 1$300 (um mil e trezentos réis); água mineral 1$000 (um mil réis); soda 600 réis e guaraná 800 réis. Os Bondes que levaram a maioria dos torcedores custavam 200 réis.

Tabela dos jogos do Sul-Americano de 1919

1ª Rodada:

Domingo, 11 de maio, às 15 horasBrasil6X0ChileEstádio das Laranjeiras
3ª-feira, 13 de maio (feriado), às 14 horasUruguai3X2ArgentinaEstádio das Laranjeiras

2ª Rodada:

Sábado, 17 de maio, às 14 horasUruguai2X0ChileEstádio das Laranjeiras
Domingo, 18 de maio, às 15h30min.Brasil3X1ArgentinaEstádio das Laranjeiras

3ª Rodada:

5ª-feira, 22 de maio, às 15h30min.Argentina4X1ChileEstádio das Laranjeiras
Domingo, 25 de maio, às 15h30min.Brasil2X2UruguaiEstádio das Laranjeiras

Jogo-Extra:

5ª-feira, 29 de maio, às 14 horasBrasil1X0UruguaiEstádio das Laranjeiras

BRASIL        1        X        0        URUGUAI

LOCALStadium da Rua Guanabara, no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio/RJ
CARÁTERFinal do Campeonato Sul-Americano de 1919
DATAQuinta-feira, do dia 29 de maio de 1919
HORÁRIO14 horas (de Brasília)
RENDANão divulgado
PÚBLICO27.500 pagantes
ÁRBITROJuan Pedro Barbera (ARG)
AUXILIARESErnesto Matozzi (ARG) e Armindo Castagnola (ARG)
BRASILMarcos de Mendonça (Fluminense); Píndaro (Flamengo) e Bianco (Palestra Itália, atual Palmeiras); Sérgio Pires (Paulistano-SP), Amílcar (Corinthians) e Fortes (Fluminense); Millon (Santos), Neco (Corinthians), Friedenreich (Paulistano), Heitor (Palestra Itália-SP) e Arnaldo (Santos). Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.
URUGUAICayetano Saporiti; Manuel Varela e Alfredo Foglino; Rogelio Naguil, Alfredo Zibechi e José  Vanzzino; José Pérez, Héctor Scarone, Angel Romano, Isabelino Gradín e Rodolfo Marán. Técnico: Severino Castillo.
GOLArthur Friedenreich, aos 2 minutos (Brasil), no 1º Tempo da segunda prorrogação.

Classificação Final do Sul-Americano 1919

NºPAÍSESPGJVEDGPGCSG
1ºBRASIL7431–1239
2ºUruguai54211752
3ºArgentina231–2770
4ºChile03––3112–11

Elenco da Seleção Brasileira no Sul-Americano de 1919

ATLETASCLUBES
Marcos de MendonçaFluminense F.C. (RJ)
Píndaro de CarvalhoC.R. Flamengo (RJ)
Bianco GambiniS.S. Palestra Itália (SP)
Sérgio PiresC.A. Paulistano (SP)
Amílcar BarbuyS.C. Corinthians Paulista (SP)
Fortes FilhoFluminense F.C. (RJ)
Adolpho MillonSantos F.C. (SP)
NecoS.C. Corinthians Paulista (SP)
Arthur FriedenreichC.A. Paulistano (SP)
Heitor DominguesS.S. Palestra Itália (SP)
Arnaldo SilveiraSantos F.C. (SP)
DyonísioC.A. Ypiranga (SP)
PalamoneA.A. Mackenzie College (SP)
LaísFluminense F.C. (RJ)
PicagiliS.S. Palestra Itália (SP)
MartinsSão Cristóvão A.C. (RJ)
CarregalC.R. Flamengo (RJ)
ArlindoAmerica F.C. (RJ)
HaroldoSantos F.C. (SP)
GalloC.R. Flamengo (RJ)
Luiz MenezesBotafogo F.C. (RJ)
JunqueiraC.R. Flamengo (RJ)


A Comissão Técnica composta por Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto convocaram 22 jogadores, todos o eixo Rio São Paulo: sendo 10 cariocas e 12 paulistas.

O clube mais cedeu jogadores foi o Flamengo com quatro atletas. Depois com três jogadores: Palestra Itália, Santos e Fluminense. Na sequencia, com dois atletas o Paulistano e o Corinthians. Com um jogador, cinco clubes: Botafogo, America, São Cristóvão, Mackenzie College e Ypiranga.

DESENHOS DOS ESCUDOS E UNIFORMES: Sérgio Mello

FOTOS: O Malho (RJ) – Arquivo Nacional – Vida Sportiva (RJ)

FONTES: CBF – Wikipédia – O Malho (RJ) – Vida Sportiva (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ)