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Ypiranga Futebol Clube – Palmeira (PR): Escudo inédito do clube Centenário!

O Ypiranga Futebol Clube é uma agremiação do município de Palmeira, situado na microrregião de Ponta Grossa, que fica a 70 km da capital de Curitiba, no estado do Paraná. No último dia 06, o clube alvirrubro completou 100 anos!

Fundação

O “Glorioso’’ foi Fundado na sexta-feira, no dia 6 de Agosto de 1920, depois de meses de conversas entre apaixonados por futebol da cidade que tiveram a ideia de criar um time. Um grupo com cerca de 53 pessoas fundaram o inicialmente Ipiranga Foot Ball Clube.  

A 1ª ata de reunião entre os fundadores do clube está registrada no domingo, do dia 8 de agosto do mesmo ano. As reuniões ocorreram onde se encontra, nos dias atuais, o Hospital de Caridade, na Cidade Clima.

Sede

A mudança de local da equipe, aconteceu após a doação de um terreno do Prefeito Sr. Domingos Theodorico de Freitas. Este local foi na Rua Coronel Ottoni Ferreira Maciel, s/n, no Centro de Palmeira, onde, até os dias atuais, é o local da sede ypiranguista.

Mesmo com a ideia fundada, ainda faltava um time que disputasse as partidas de futebol. As discussões para arrumar o escrete foram longas, tanto que demoraram semanas para chegar em um consenso. Após tanta discussão para montar a equipe, apenas em dezembro de 1920 a decisão teve um desfecho.

Primeiro jogo

Foto posada dos jogadores que realizaram o 1º jogo

A 1ª partida do Ypiranga, em um amistoso contra a equipe do Porto Amazonas, realizada no Largo Ypiranga (onde hoje é o atual Estádio João Chede), o escrete ypiranguista foi a campo com: Ignácio Cupinski Bach; Pedro Schon, Orácio Teixeira, Alff Bach, José Vida; Henrique Margraf, João Pizzoni, Ephiphano Vida, Augusto Henrique, Germano Jenrich, Pedro Albuquerque e Alfredo Teixeira. Infelizmente não há registros do resultado da partida.

Um detalhe curioso desta partida foi a festa de inauguração proporcionada pelos diretores. A comemoração foi realizada graças a arrecadação dos diretores durante as semanas anteriores que saíram pela cidade em busca de dinheiro.

Foi então, que arrecadaram 90 mil réis e duas caixas de cerveja. Assim, foi feita a 1ª comemoração nos arredores do João Chede, primeira de muitas. No dia do amistoso foi apresentado oficialmente os primeiros uniformes da equipe. A tradicional camisa um, nas cores vermelha e branca, é mantida até hoje.

A curiosidade é o segundo uniforme, nas cores verde e branco. Cores que alguns anos depois viria a ser de um dos maiores rivais do Ypiranga, o extinto clube Nacional.

Estádio

As discussões para a mudança da terraplanagem do campo de futebol iniciaram-se em 1926. Neste mesmo período é colocado em pauta pelos diretores a construção de um pavilhão para que novos torcedores pudessem assistir aos jogos, além de um melhor espaço para realizar as reuniões da diretoria e sócios.

A ideia inicial da mudança, na praça esportiva, começou a ser fundamentada apenas dois anos depois. Em 1928, os dirigentes ypiranguistas discutem e aprovam a pauta que consolidaria o projeto. Assim, João Chede, presidente do clube, consegue idealizar o projeto do estádio e, por ser uma pessoa de grande influência, consegue um empréstimo junto aos bancos para a construção da sede social e pavilhão.

Apesar da facilidade em conseguir o dinheiro do empréstimo, a construção foi iniciada apenas em outubro de 1929. Neste período, foram construídos dois alicerces da arquibancada e uma parte da escada. Após isto, outro empréstimo precisou ser realizado, pois o dinheiro não foi suficiente para o todo.

A construção do pavilhão de madeira foi feita através de uma licitação e o vigamento utilizado havia sido adquirido pelo clube de empresas da cidade. O valor total da praça esportiva ficou no total de 10 conto e quinhentos mil réis, pago em duas parcelas.

Esta obra realizada é o que vemos até os dias atuais, construída totalmente de madeira, comportando, aproximadamente, 400 pessoas. A inauguração oficial da nova praça esportiva e casa dos ypiranguistas, aconteceu em abril de 1930. O convidado para o amistoso, realizado na estreia do novo complexo foi o Operário Ferroviário. O estádio leva o nome do idealizador do projeto, João Chede, um dos maiores nomes que passou na história do clube.

Conquistas

A história ypiranguista já tinha 36 anos de existência e evidentemente, títulos conquistados. Mas, conquistas em torneios de menor relevância dentro do cenário local e estadual. Pelo pouco desenvolvimento do futebol amador em Palmeira o clube optava por disputar a Liga de Futebol de Campo Largo, mas isto mudou em 1956.

Equipe campeã do 1º campeonato da Liga de Palmeira de 1957

Naquele ano, por iniciativa do Ypiranga foi criada a Liga de Futebol Regional de Palmeira. Consequentemente, as equipes da cidade foram chamadas para participar do campeonato. Em 1957 aconteceu o 1º campeonato da Liga de Palmeira e o 1º grande título da história alvirrubra.

As finais deste campeonato colocaram frente a frente dois grandes rivais, o Ypiranga e a equipe da Associação Atlética Palmeira. O Glorioso ganhou as duas partidas pelos placaras de 2 a 1 e 3 a 1, respectivamente. O esquadrão alvirrubro foi pentacampeão da Liga de Palmeira, no período de 1957 até 1961.

Durante estes anos, um dos grandes ídolos da torcida foi formado. João Hoffman, mais conhecido como João Grande, marcou mais de 100 gols durante este período, sendo titular em todos estes anos. Ao todo, o Ypiranga conquistou 17 títulos da Liga de Palmeira, consolidando-se como o maior vencedor do torneio. Atualmente, este campeonato não é mais realizado.

Em 1964, a Liga de Palmeira encerrava as atividades e o cenário do futebol em Palmeira acontecia apenas com amistosos. Dois anos depois, em 1966, aconteceu a retomada da Liga, sob uma nova direção. De 1961 até o ano de 1976, a equipe do Ypiranga passou por um jejum de títulos da Liga.

Foram 15 anos sem conquistar o torneio, mas isto mudou em 76. A rivalidade entre os clubes na Cidade Clima estava acirrada entre o alvirrubro, a equipe do Palmeira e o Nacional, e foi em um “YPINAL’’ que a seca ypiranguista acabou.

A decisão aconteceu na fórmula, popularmente conhecida, como “melhor de três’’. A primeira partida ficou no 0 a 0, a segunda com vitória ypiranguista por 2 a 1 e a decisão, novamente, um empate. Mas desta vez em 1 a 1. Após a partida, a festa da torcida tomou conta da cidade, em uma das maiores comemorações pela conquista da Liga.

Após ter conquistado o cenário local e ser uma equipe conhecida entre os clubes da região, faltava concretizar o nome entre os grandes clubes amadores do Paraná.

Essa pressão aumentou quando em 1992, um dos grandes rivais do Ypiranga, conquistou a Taça Paraná. A Associação Atlética Palmeira foi campeã e a rivalidade entre os dois aumentou. Três anos depois, a diretoria ypiranguista toma novas decisões sobre o comando técnico e Cláudio Kapp assume a presidência e a “prancheta’’ da equipe, montando o esquadrão ideal para a temporada.

Campeão inédito da Taça Paraná de 1995

Em 1995, o ano começou com mais um título da Liga de Palmeira e ali a base foi formada para um desafio maior, a disputa da Taça Paraná. Com um plantel recheado de crias ypiranguistas, a equipe foi unida dentro e fora de campo.

Na 1ª fase foi marcada pelos jogos contra o Scheifer de Ponta Grossa, Sociedade Esportiva Lagoa de Antônio Olinto e o Clube Atlético São Mateuense.  Nesta fase inicial do certame, o esquadrão de Cláudio Kapp marcou 18 gols e sofreu apenas quatro, em seis partidas disputadas.

Na fase de mata-mata, o plantel estava entrosado para a disputa das partidas de oitavas-de-final. O adversário da vez era o Grêmio Madeirite de Guarapuava. A primeira partida terminou com o placar de 1 a 1 no João Chede e o jogo da volta, no centro-oeste do estado, ficou em 4 a 2 para a equipe alvirrubra, classificando-se para próxima fase.

Nas quartas-de-final o Glorioso passou pelo Califórnia, com o agregado de 4 a 1. Na sequência, o Ypiranga não se intimidou contra o Bocaiuvense. Em dois jogos repletos de gols, o Ypiranga passa no agregado com o placar de 7 a 3 e chega na sonhada final.

A equipe adversária nestes dois últimos jogos foi o Real, da cidade de Realeza. No 1º jogo, disputado fora de casa, o Ypiranga conheceu a primeira derrota no certame, quando sofreu o revés de 2 a 0. Assim, a equipe teria que vencer no João Chede, pelo placar que fosse, pois no regulamento não constava saldo de gols.

Para conquistar o título, a vitória era essencial para levar a partida para prorrogação. O lema estampado no pavilhão vermelho e branco precisava motivar os jogadores, e assim, o desanimo não venceu as dificuldades. Com 2 a 1 na etapa regulamentar, a partida foi para prorrogação e nos últimos 30 minutos que restavam, a história foi escrita.

Debaixo de uma chuva intensa, as duas equipes não diminuíam o ritmo de jogo, mesmo com a exaustão de todo o campeonato. Aproveitando o apoio da torcida e a facilidade em jogar na chuva, pois o certame todo a equipe disputou partidas, que por coincidência, estava chovendo.

O Ypiranga fez o gol do título com os pés do atacante Edson Breda, popularmente conhecido como “Kinn’’. A festa das arquibancadas tomou conta da cidade e a noite foi de festa nos arredores do João Chede, finalmente o alvirrubro era campeão da Taça Paraná

Campeão da Copa Interclubes de 2000

Quinze anos depois de conquistar o estado, mais um grande título na história do clube estava por vir. Em janeiro de 2000, o Ypiranga recebe o convite da Federação Paranaense de Futebol para disputar a primeira Copa Interclubes. A diretoria aceitou o desafio e se propôs em fazer um bom trabalho. Ao todo, 16 equipes disputaram o certame, divididos em quatro grupos, classificando-se para a segunda fase os dois melhores de cada grupo. A equipe alvirrubra ficou no grupo 4 e classificou-se em 1º lugar com 16 pontos.

Na 2ª fase, a primeira derrota veio no jogo de ida das quartas-de-final, quando perdeu para o Urano pelo placar de 3 a 2. Na partida decisiva, dentro do João Chede, o placar terminou em 2 a 0 para o Glorioso e na prorrogação garantiu a classificação vencendo por 1 a 0.

Nas partidas de semifinal, o adversário era o Colombo. As partidas terminaram com o agregado de 3 a 1 para o plantel ypiranguista, conquistando a vaga para a final. 

O União Capão Raso seria o adversário nas duas decisões, a 1ª partida foi disputada em Palmeira e o jogo decisivo em Curitiba. Com o Estádio João Chede lotado pelos torcedores alvirrubros, a festa de recebimento da equipe foi inesquecível.

A motivação das arquibancadas refletiu em campo e a partida terminou em 5 a 2 para o Glorioso.  No dia 20 de maio de 2000, a equipe decidiu o campeonato na capital paranaense e garantiu o título com um empate de 1 a 1. O gol que assegurou o título assinalado por Júlio César Vida, mais conhecido como Duío.

A boa fase da equipe continuou nos dois anos seguintes, quando o clube foi campeão inédito e de forma consecutiva da Liga de Futebol de Campo Largo, nos anos de 2001 e 2002. Mesmo com toda a trajetória dentro do estado, a equipe ypiranguista manteve a gana por títulos, mas passou por uma fase sem conquistas relativas. O escrete alvirrubro voltou a conquistar um título importante em 2019, quando faturou o Campeonato Amador de Ponta Grossa de maneira invicta

Colaborou: Rodrigo Oliveira

FONTES: Livro ‘’Ypiranga Futebol Clube: 80 anos de glórias’’, de Luiz Gastão Gummy – João Paulo Pacheco do DRAP (site “Do Rico Ao Pobre)

Escudos de clubes e/ou entidades desportivas Gaúchas de 1936 – Parte II

Clube de Regatas Guaíba-Porto Alegre

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

C.R. Vasco da Gama

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Federação Rio Grandense de Tênis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FC Porto Alegre

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: A Federação : Orgam do Partido Republicano (RS) 

Um time do “Kurdistão” na 1ºdivisão da Suécia!!!

Olá amigos, pois então, na verdade melhorando o título, um time de descendentes do Kurdistão acabou de conquistar nessa temporada o acesso a primeira divisão da Suécia.Para quem não sabe o Kurdistão é uma região com cerca de 500.000 km², estende-se pela Turquia, Irã, Síria e Iraque.Seu povo são os curdos.

O Dalkurd FF tem sede na cidade de Borlange, o clube utiliza o estádio Domnarvsvallen para 6.500 pessoas.Foi fundado em 2004 como um projeto social com jovens até 17 anos, posteriormente ingressou no futebol profissional, iniciando uma trajetória vencedora na sexta divisão sueca, superou todas até 2009, quando alcançou a 3º divisão, posteriormente ficou 6 anos nesta etapa, conseguindo acesso a 2ºdivisão em 2015 e o grande salto nesta temporada.

Uma história curiosa envolve o clube, em 2015, em uma viagem para Espanha estavam retornando a Borlange, tinham reservado lugar no voô fatídico do acidente da Germanwings Flight 9525 que se despedaçou nos Alpes Franceses, mas no último instante acharam que a escala para a Alemanha era muito longa e desistiram da reserva.

Sua média de público hoje chega a 1200 torcedores por partida.

Boa sorte para este clube nesse novo desafio, onde as distâncias são encurtadas com um único objetivo e propósito.

Fontes: https://www.facebook.com/Rojfans, wikipedia.

Inédito!! São José Atlético Clube – Cachoeiras de Macacu (RJ): Participou do Campeonato Fluminense de 1944

O São José Atlético Clube é uma agremiação do Município de Cachoeiras de Macacu, que fica na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. A localidade fica a 97 km da capital do Rio, e conta com uma população de 54.370 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2010.

anos 40

Sediado na Rua São João, s/n, no Bairro Venezas, em Cachoeiras de Macacu, o São José foi Fundado na terça-feira, do dia 19 de Março de 1935. O time manda os seus jogos no Estádio Municipal Izaltino Carneiro Ribeiro, com capacidade para 5 mil espectadores.

A principal competição no qual o São José participou foi, sem nenhuma dúvida o Campeonato Fluminense de 1944. Com a presença de 35 clubes de todas as regiões do estado do Rio, a competição tinha um glamour e era o sonho de consumo das agremiações interioranas.

Anos 50

O São José debutava na competição, mas isso não incomodou nem um pouco. Na sua estreia, no domingo, do dia 28 de janeiro de 1945 (a edição era 1944, mas foi disputada em 1945), a equipe cachoeirense jogou diante do seu torcedor e não decepcionou. O adversário foi o Esporte Clube Brasil, de Itaguaí, que não foi páreo. Fim de jogo e o placar apontava incríveis 8 a 0! Resultado este, que praticamente sacramentava a classificação para a próxima fase.

No jogo de volta, o São José foi até Itaguaí, podendo até perder por sete gols de diferença, que mesmo assim avançaria na competição. No entanto, a equipe cachoeirense fez bonito e voltou a golear o Brasil por 4 a 1 (quarta-feira, do dia 31 de janeiro de 1945).

1952

Na segunda fase, o São José enfrentou um dos oponentes mais poderosos daquela época: Esperança Futebol Clube, de Nova Friburgo. Diante de um adversário complicado, o time cachoeirense acabou sendo goleado nos seus domínios (domingo, dia 04 de fevereiro de 1945), pelo placar de 6 a 0.

No jogo da volta (domingo, do dia 18 de fevereiro de 1945), o São José acabou eliminado, porém de cabeça em pé. Num jogo duro, acabou caindo por 3 a 1, mostrando que foi um figurante na competição. Na sequência, o Esperança chegou até a final, ficando com o vice-campeonato, perdendo para o campeão do Campeonato Fluminense de 1944 Petropolitano F.C., de Petrópolis, os dois jogos: 3 a 1, fora de casa, e 3 a 2, em Nova Friburgo.

anos 60

Ao todo, o São José Atlético Clube realizou quatro jogos no do Campeonato Fluminense: duas vitórias, nenhum empate e duas derrotas; marcando 13 gols (média de 3,25 gols por partida) e sofrendo 10 (média de 2,5 por jogo); com saldo de três.

Atualmente, o São José vive uma nova era. Após ficar dez anos inativo, graças a perseverança e o empreendedorismo do presidente Leandro Ribeiro, o clube está reativado e crescendo gradativamente. Contado com diversos parceiros, o clube cachoeirense planeja novos voos, enchendo de alegria e esperança o povo de Cachoeiras de Macacu.

Escudo e uniforme atuais

 

anos 80

1995

2005

FONTES: Página do clube no Facebook – Site do clube – Rsssf Brasil

Fotos Raras, de 1986 a 1988: Porto Alegre Futebol Clube – Itaperuna (RJ)

 O Porto Alegre Futebol Clube(Atual: Itaperuna Esporte Clube) foi uma agremiação do Município de Itaperuna, localizado na Região Noroeste Fluminense do Estado do Rio de Janeiro. A 313 km da capital do Rio, Itaperuna conta com uma população de 98.004 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2013. Uma curiosidade é o significado de “Itaperuna”: é um termo proveniente da língua tupi antiga, que quer dizer “pedra erguida escura”, por meio da junção dos termos itá (pedra), byr (erguida) e una (escura).

Outra curiosidade é que a 1ª bola de futebol chegou em Itaperuna em 1911 e as primeiras partidas do esporte foram disputadas na Fazenda Porto Alegre, na Av. Zulamith Bittencourt. Já o 1º clube de futebol, foi justamente o Porto Alegre F.C. foi Fundado na segunda-feira, do dia 16 de Agosto de 1915. O seu 1º Presidente foi Augusto Otaviano da Silva. O terreno para a Sede foi comprado do Coronel Romualdo Monteiro de Barros, na Rua Santiro Garibaldi, nº 12, no Centro de Itaperuna, onde é até hoje a sede do clube. Em 23 de novembro de 1943, surgiu o Comércio e Indústria Atlético Clube e, a 8 de julho de 1948, o Unidos Atlético Clube.

A fundação do Unidos se deu na residência de Rodolfo Novaes. O primeiro mandatário foi Júlio Malta. O antigo estádio tinha o nome Monte Líbano, em homenagem à colônia libanesa no Brasil. Ficava na Rua Cel. Luiz Ferraz, s/n.º. Porém, foi demolido e o terreno loteado para a construção de residências. José Câncio Barbosa Soares, quando presidente, comprou o novo terreno e, em 1983, foi iniciada a construção do estádio Álvaro Catanheda, na Estrada Mourão Filho, então sítio pertencente a João França.

A construção do estádio Jurandir Nunes, do Comércio e Indústria, foi iniciada em 1947, quando adquirido o terreno. Sempre passou por reformas complementares com obras para a construção de quinze lojas e dezesseis salas para aluguel. Possuía uma arquibancada coberta e outra sem cobertura. Localizava-se na Rua José Egídio Tinoco, Cidade Nova. Sua primeira diretoria teve como presidente Ary Vilela Marins. O patrono era Jurandir Nunes e o presidente de honra era Moacyr de Paula. Em 1963, foi iniciada a construção do estádio Jair Siqueira Bittencourt, com capacidade para 10 mil pessoas. Apesar de ser uma agremiação centenária, somente ingressou na esfera profissional em meados dos anos 80.

 Terceirona: Estreia e título

Para ser mais preciso, no ano de 1985, quando o clube recebeu o apoio dos dois maiores bicheiros e empresários da cidade: Norton Nassif e Roberto Sued. Assim, o Rubro-negro Itaperunense debutou no Campeonato Carioca da 3ª Divisão de 1985, organizado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ). Com grana e bons valores, o Porto Alegre, não só conseguiu o acesso como conquistou o título inédito da Terceirona.

Na primeira fase, disputada em seu grupo, o Norte/Centro/Vale, a equipe ficou em 1º lugar, superando os classificados Tamoyo e Flamengo de Volta Redonda, além dos eliminados XV de Novembro de Araruama, Cruzeiro Futebol Clube, Canto do Rio e Olympico. Na fase final, foi novamente líder ao superar Central de Barra do Piraí, Tomazinho, Tamoyo, Flamengo de Volta Redonda e Heliópolis. Na finalíssima derrotou o Central por 1 a 0 e se sagrou campeão justamente na sua estreia em nível profissional. O apoio financeiro aumentou na temporada seguinte, e o Porto Alegre seguiu como um meteoro na esfera profissional.

 Segundona: Outra estreia e outro título

Em 1986, disputou pela primeira vez o Campeonato Estadual da 2ª Divisão, o Porto Alegre mostrou que não estava para brincadeiras. Na ocasião a competição foi disputado por pontos corridos. Após dois turnos, o Rubro-negro Itaperunense se sagrou campeão, deixando a Associação Atlética Cabofriense com o vice-campeonato. O Volta Redonda foi o terceiro. A seguir vieram São Cristóvão, Serrano de Petrópolis, Friburguense, Central SC de Barra do Piraí, Rio Branco de Campos, Bonsucesso, Madureira, Rubro de Araruama e Siderantim de Barra Mansa.

 

1987: Em tempo recorde, Porto Alegre debuta da Elite do Futebol Carioca

Após assombrar do futebol do Rio, conquistando em sequência os títulos da Terceira e Segunda Divisões, o Porto Alegre F.C. chegava a Elite do futebol do Rio, em 1987. No meio das grandes potências do Estado e quiçá do mundo, o Porto Alegre encerrou a sua participação em 9º lugar (foram 20 pontos, em 26 jogos, com seis vitórias, oito empates e 12 derrotas; 19 gols pró e 28 contra; saldo de menos nove).

Nesse ano, o clube do Noroeste Fluminense obteve resultados expressivos. Na estreia (22 de abril de 1987), arrancou um empate sem gols com o Fluminense, fora de casa. Ainda no primeiro turno, diante do Botafogo(dia 03 de maio de 1987), jogando em Caio Martins, em Niterói, empatou em 0 a 0. Atuando no seu Estádio (Jair Bittencourt), venceu o Flamengo(11 de março de 1987) por 2 a 0.

1988: último Estadual, antes de mudar de nome

Em 1988, o Porto Alegre ficou em 9º lugar ao final da Taça Guanabara. À frente de Associação Atlética Cabofriense, Friburguense e Volta Redonda. Ao final do segundo turno, a Taça Rio, o time ficou em oitavo, à frente dos tradicionais Bangu e América, além de Goytacaz e Friburguense.

 

1988: 1ª participação no Brasileiro da Série C

Em 1988, um ano após estrear na elite estadual, o Porto Alegre classificou-se para disputar o Campeonato Brasileiro da Divisão de Acesso (Terceira Divisão). Na primeira fase, terminou na 1ª colocação do Grupo B, à frente de Desportiva/ES, Cabofriense/RJ e Tupi de Juiz de Fora/MG. Na segunda, voltou a enfrentar a Desportiva/ES em seu grupo, além do Volta Redonda/RJ e do Esportivo/MG, mas desta vez terminou na 3ª colocação e acabou eliminado.

 

1989: Nasce o Itaperuna Esporte Clube

Após três temporadas regulares, a diretoria entendeu que era chegado o momento do clube estreitar os laços com o povo itaperunense. Assim, após a fusão de três clubes: o Porto Alegre Futebol Clube mais dois amadores: o Unidos Atlético Clube (preto e branco) e o Comércio e Indústria Atlético Clube (vermelho e branco). Desta forma surgia o Itaperuna Esporte Clube, que manteve as cores rubro-negras, mas alterando o escudo (mais bonito, na opinião da maioria de seus torcedores). Assim, no dia 21 de julho de 1989, “nascia” uma agremiação com a pompa de já estar na elite do futebol do Rio.

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FONTES: Arquivo Pessoal – Wikipédia – Página do clube no Facebook

FOTOS: André Luiz Pereira Nunes

Há exatos 35 anos: Flamengo goleava o ‘esnobe’ Liverpool e se sagrava Campeão Mundial Interclubes (13 de dezembro de 1981)

A maior partida da história do Flamengo. O jogo da vida de todos os rubro-negros. Este foi o Flamengo x Liverpool de 13 de dezembro de 1981.

Foi em 1978 que o Flamengo de Zico, Júnior, Leandro e outros venceu o Campeonato Carioca e iniciou a série de conquistas que incluiu depois os dois Estaduais seguintes, o Brasileiro de 1980 e a Libertadores de 1981.  ano que a equipe inglesa venceu a Liga dos Campeões da UEFA, dando início a uma sequência de conquistas de dois campeonatos ingleses (1979/1980) e o título europeu de 1981. Enquanto isso, o Flamengo havia ganho o tricampeonato carioca (1978/1979/1979 especial), o Campeonato Brasileiro de 1980 e o Campeonato Carioca 1981, além do título continental deste mesmo ano.

O time inglês superara Bayern de Munique e Real Madrid nas duas últimas fases – semifinais e final, respectivamente – da Copa dos Campeões da UEFA. Mas os 62.000 torcedores que compareceram ao Estádio Nacional de Tóquio não viram um show dos vermelhos, mas sim, do vermelho e preto, que trajava sua camisa branca na decisão. Viram um show de Zico, inspiradíssimo. Um show que garantiu o título para o Fla ainda no primeiro tempo, com um indiscutível 3×0, para acabar com as dúvidas de quem era o melhor. Não apenas naquela partida, mas o melhor do Mundo. E era o Flamengo.

O jogo
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Logo aos 13 minutos de jogo, Zico lançou Nunes, que viu a saída do goleiro Grobbelaar e, ainda fora da grande área, o encobriu para abrir o placar. O “Artilheiro das Decisões” saiu para comemorar antes mesmo de a bola entrar. O show rubro-negro estava apenas começando.
Além de enfrentarem todo o time rubro-negro motivado, os ingleses tinham pela frente um Zico inspirado. Aos 34 minutos, McDermott derrubou Tita na entrada da área e o craque se encarregou da cobrança da falta. Veio a bomba, que Grobbelaar apenas rebateu. Na sobra, Lico bateu e o zagueiro Thompson cortou – mas não impediu o gol do oportunista Adílio, que estufou a rede e colocou o 2 a 0 no placar.
O Liverpool sentiu o golpe. E viu o jogo estava definitivamente perdido ainda aos 41 minutos do primeiro tempo. Zico, que acabou eleito o melhor jogador da partida, protagonizou lance parecido com o do primeiro gol: lançou novamente o centroavante Nunes, que avançou e bateu na saída do goleiro. Antes mesmo do intervalo, o 3×0 antecipava que a taça  tinha destino certo: o Rio de Janeiro.
O segundo tempo serviu apenas para os torcedores rubro-negros em todo o Mundo se prepararem para a festa que se seguiria ao apito final. Os craques do Flamengo tocavam a bola de pé em pé, envolvendo os adversários e esperando o tempo passar.

Final de jogo e festa no Brasil: o clube mais popular do país conquistava o Mundo. Foi o dia em que frases como “Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo” e “Quero cantar ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro” fizeram ainda mais sentido para os torcedores do clube.

C.R. FLAMENGO

3

X

0

LIVERPOOL (ING)

LOCAL:

Estádio Nacional, em Tóquio (JAP)

CARÁTER:

Final do Mundial Interclubes de 1981

DATA:

Domingo, do dia 13 de Dezembro de 1982

HORÁRIO:

12 horas (0 hora de Brasília)

PÚBLICO:

62 mil pagantes

ÁRBITRO:

Rúbio Vasquez (FIFA/México)

FLAMENGO:

Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Técnico: Paulo César Carpeggiani

LIVERPOOL:

Grobbelaar; Neal, R. Kennedy, Lawnson e Thompson; Hansen, Dalglish e Lee; Johnstone, Souness e McDermott (Johnson). Técnico: Bob Paisley

GOLS:

Nunes aos 13 minutos (Flamengo); Adílio aos 34 minutos (Flamengo); Nunes aos 41 minutos (Flamengo), do 1º Tempo.

 

 Curiosidades
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Fuso horário
Uma semana antes da decisão, o Flamengo passou uma semana em Los Angeles, Estados Unidos, para melhor se adaptar ao fuso horário japonês.
Disney
No período de adaptação ao fuso-horário, nos Estados Unidos, os jogadores do Flamengo foram liberados para irem até a Disney conhecer os parques e os personagens de desenhos animados.
Lua de mel
O único jogador da delegação do Flamengo a não ficar junto com o time no período de adaptação, nos Estados Unidos, foi Adílio. Como tinha se casado há poucos dias, o camisa 8 curtiu sua lua de mel e, no dia do embarque para o Japão, se encontrou com o restante do elenco no aeroporto de Los Angeles. Ele e Zico foram os únicos que viajaram com as esposas para o Mundial.
Caminho difícil
Diferente de hoje em dia, o título era disputado diretamente entre o campeão da América do Sul e da Europa. Para chegar lá, o Liverpool superou o Real Madrid na final e o Bayern de Munique, nas semis.
Goleada
A vitória do Flamengo diante do Liverpool é o maior placar de uma final de Mundial Interclubes desde que os times passaram a jogar em campo neutro (pós 1979). Inter de Milão, em 2010, Estrela Vermelha, em 1991, e Milan, em 1990, também venceram seus jogos por 3 a 0. No entanto, nenhum deles ‘matou’ o adversário no primeiro tempo como o Flamengo de 1981.
O craque
Zico foi o primeiro brasileiro a levar o prêmio de melhor jogador do Mundial Interclubes. A eleição passou a ser feita em 1980.
Risadas
Apesar de muito disse me disse, os jogadores do Flamengo esclarecem que entenderam, e bem, as risadas dos adversários do Liverpool, tanto na hora em que chegaram ao estádio quanto no momento de entrar em campo. De acordo com eles, os ingleses apenas estranharam a tranquilidade rubro-negra e a corrente feita antes de pisar no gramado. Nada demais, mas o suficiente para entrar no hall dos mitos do futebol.
Convidado especial
O atacante Anselmo, que foi expulso no último jogo da Libertadores ao entrar em campo e dar um soco em Mario Soto, foi ao Japão como convidado mais que especial da delegação rubro-negra. E não foi por nenhum motivo técnico. O cartão vermelho recebido diante do Cobreloa impedia o jogador de estar presente na decisão do Mundial.
Hino do título
Acostumados a fazerem suas batucadas antes e depois das conquistas, os jogadores do Flamengo saíram do estádio, com as taças do Mundial, cantando o samba da Portela de 1981: “Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite”. Junior comandava o ‘bloco’ com o pandeiro, seguido de Zico com o tamborim e Adílio com o chocalho.

Assista abaixo os melhores momentos  do  jogo que rendeu o título mais importante da história do Mengão:
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YouTube:  https://www.youtube.com/watch?v=IwymO6Moupg
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FONTE: Site oficial do Clube de Regatas Flamengo