EM PÉ (esquerda para a direita): Renato, Chiquinho, Moreira, Reyes, Liminha e Vanderlei Luxemburgo; AGACHADOS (esquerda para a direita): Rogério, Zé Mário, Caio Cambalhota, Doval e Paulo Cézar Caju.
Por Sérgio Mello
A fase final do Campeonato Carioca de 1972, foi denominado como “Supercampeonato”, organizado pela Federação Carioca de Futebol (FCF), que reuniu o Clube de Regatas Flamengo(campeão do 1º Turno), FluminenseFootball Club(campeão do 2º Turno) e Clube de Regatas Vasco da Gama(campeão do 3º Turno).
No 1º jogo, na quinta-feira, do dia 31 de agosto de 1972, o Flamengo venceu o Vasco da Gama por 1 a 0, no Maracanã. O gol da vitória foi assinalado por Paulo Cézar Caju aos 16 minutos do 1º tempo. O árbitro da peleja foi Arnaldo César Coelho. A Renda foi de Cr$ 754.352,00; enquanto o público pagante foi de 77.915 pessoas.
A 2ª partida, foi realizado no domingo, do dia 03 de setembro de 1972. O Fluminense bateu o Vasco da Gama por 2 a 0, no Maracanã. Os gols foram de Cafuringa aos 19 e Lula aos 21 minutos do 1º tempo. O árbitro foi José Marçal Filho. A Renda foi Cr$ 393 497,00; enquanto o público pagante foi de 41.269 pessoas.
Taça Sesquicentenário da Independência do Brasil
Com esses resultados, o “Clássico das Multidões”, entre Flamengo e Fluminense, definiria o grande campeão do Campeonato Carioca de 1972. A data deste jogo foi na quinta-feira, do dia 07 de setembro de 1972, tendo como um “ingrediente extra” a Taça Sesquicentenário da Independência do Brasil(vinculada às massivas comemorações dos 150 anos da Independência do Brasil).
Diante de mais de 135 mil pessoas, o Flamengo derrotou o Fluminense por 2 a 1, no Estádio Mário Filho, o ‘Maracanã‘, conquistando o título do Campeonato Carioca de 1972, e, de lambuja, a Taça Sesquicentenário da Independência do Brasil.
O Rubro-negro abriu uma boa vantagem na primeira etapa, com os gols do argentino Doval e do atacante Caio Cambalhota. Na etapa complementar, o centroavante Jair diminuiu para o Tricolor, mas não foi suficiente para evitar a derrota. Fim de jogo, e a torcida rubro-negra fez a festa no estádio e pela cidade do Rio.
C.R. FLAMENGO (RJ) 2 X 1 FLUMINENSE F.C. (RJ)
LOCAL
Estádio Mário Filho, o Maracanã
CARÁTER
Final do Estadual de 1972
DATA
Quinta-feira, do dia 07 de setembro de 1972
HORÁRIO
17 horas (de Brasília)
RENDA
Cr$ 1.456.115,00 (Um milhão, quatrocentos e cinquenta e seis mil, cento e quinze cruzeiros)
PÚBLICO
136.829 pagantes
ÁRBITRO
Oscar Scolfaro (SP)
AUXILIARES
Valdir Luís Louruz (FCF) e Sílvio Luís de Oliveira (FCF)
FLAMENGO
Renato; Moreira, Chiquinho, Reyes (Tinho) e Vanderlei; Liminha e Zé Mário; Rogério (Vicente), Caio Cambalhota, Doval e Paulo Cézar. Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo.
FLUMINENSE
Félix; Oliveira (Toninho), Ari Hercílio, Assis e Marco Antônio; Denílson (Ivair) e Gérson; Didi, Cafuringa, Jair e Lula. Técnico: João Carlos Pinheiro.
GOLS
Doval aos 23 minutos (Flamengo); Caio, aos 38 minutos (Flamengo), do 1º tempo. Jair aos 15 minutos (Fluminense), do 2º tempo.
FOTO:Revista Placar
FONTES:Jornal dos Sports (RJ) – Última Hora (RJ) – Revista Placar
O Santa Marina Futebol Clube (atual: Santa Marina Atlético Clube) é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Foi Fundado na sexta-feira, do dia 15 de agosto de 1913, por funcionários da antiga “CompanhiaVidraria Santa Marina” (Criada em 1892), com o nome de “Santa Marina Football Club”. Tão-somente na década de 70, adotou a nomenclatura atual: Santa Marina Atlético Clube.
A sua Sede atual fica localizado na Avenida Santa Marina, nº 883, no Água Branca (na várzea do Rio Tietê), na Zona Oeste de São Paulo (SP). Recebeu em seus quadros descendentes de imigrantes italianos e é, em regra, um desdobramento do crescimento populacional e fabril da cidade.
Campeão da Lapa em 1945
O Santa Marina Futebol Clube se sagrou Campeão do Campeonato Amador do Bairro da Lapa em 1945. A Campanha: Foram 10 jogos e 16 pontos; com sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota; marcando 56 gols, sofrendo 15 e um saldo pomposo de 41.
Jogou o Paulista da Quarta Divisão em 1960
Nos primeiros anos de atividade disputou competições das ligas menores, mas em 1960 se aventurou no futebol profissional, onde disputou por apenas uma temporada O Campeonato Paulista da 4ª Divisão, organizado pela FPF (Federação Paulista de Futebol).
Nesta competição, os times participantes foram divididos em quatro grupos. O Santa Marina ficou na “Série Brasília“. Os outros clubes que formaram o grupo também não disputam mais profissionalismo atualmente. Foram o Cerâmica, de São Caetano do Sul; Rigesa; Volkswagen Clube; Corinthians, de Santo André; Itatiba; Esporte Clube São Bernardo; Lapeaninho e Floresta.
O jogo de estreia, no domingo 26 de junho de 1960, fora de casa, do Santa Marina foi goleado pelo Floresta, de Amparo, por 7 a 3. Uma semana depois, no domingo, 3 de julho, atuando em casa, perdeu para Cerâmica por 4 a 2. No domingo, do dia 24 de julho, jogando em seu estádio, o Santa Marina finalmente conquistou a 1ª vitória, batendo o São Bernardo por 2 a 1.
Depois de 16 rodadas e findo o campeonato, o Santa Marina amargou a última posição de seu grupo, com 12 derrotas e apenas 4 vitórias. A equipe marcou 23 gols e sofreu 32, terminando o certame com um saldo negativo de 19 gols.
Apesar de sua curta trajetória no profissionalismo, o time deixou saudade e até hoje é lembrado com nostalgia pelos amantes do futebol paulista. O clube existe até hoje e se dedica mais às categorias de base e escolinhas de futebol.
Saudosa sede social
A antiga sede social constituía-se em orgulho para o clube, possuindo instalações para a prática de vários esportes, quadra de futebol de salão e um campo de futebol com arquibancada. E para completar, um grande salão de festas.
Outras modalidades esportivas
Muito antes da aventura no futebol profissional, o Santa Marina era conhecido e respeitado pelas excelentes equipes de base que formava, e que se destacavam em jogos amistosos e torneios amadores. E também em outros esportes, como o Boxe, Basquete, Atletismo, Ciclismo, luta Greco-romana e halterofilismo.
O início nos gramados estendeu-se para o futebol de salão, modalidade pela qual o clube foi campeão municipal e três vezes e campeão estadual, formando a Seleção Paulista de Futebol de Salão. No entanto, dentre as conquistas, é pela Taça do Estado de São Paulo que Chiquinho tem maior estima – a do ano de 1932 está na Sala de Troféus que o clube mantém em sua sede.
No Box o clube conquistou uma enormidade de títulos e revelou grandes atletas. Essa história de sucesso pode ser relembrada nos diversos murais que estão a mostra na sede atual.
Categoria de base
Depois do insucesso no futebol profissional, o clube voltou às suas origens amadoras e nunca mais repetiu a aventura. O bom é que as categorias de base continuam a dar alegrias até hoje, apesar do Santa Maria não ter mais todo o espaço que tinha anteriormente à sua disposição.
Perda do terreno
Por toda a história, o clube perdeu muito do seu terreno original, e as instalações clube nem chegam perto do tamanho que já teve um dia. A própria vidraria não é mais a mesma. Hoje pertence a um grupo francês. As duas vilas de empregados que mantinha, Vila Nova e Vila Velha, foram derrubadas e os dois lagos que existiam foram aterrados. No local estão hoje as instalações da TV Cultura.
Para completar, parte da propriedade foi cortada ao meio para dar lugar a Avenida Ermano Marchetti e o fundo da empresa, que se situava ao lado do Rio Tietê, foi perdido quando da construção da Marginal.
Com tudo isso, o espaço ficou menor, o que obrigou a empresa, para não desaparecer, a usar grande parte dos espaços antes utilizados para as práticas sociais e esportivas do clube.
Clube nos dias atuais
Hoje o espaço dedicado às práticas sociais do Santa Marina Atlético Clube se localiza na antiga Vidrobrás. um pequeno espaço, se comparado com o anterior. Lá foram construídos um campo de areia, uma quadra de futebol de salão, um salão de jogos e a nova sede social, onde estão os murais com fotos, taças, troféus e toda a memória do clube. Apesar de tudo, o Santa Marina ainda é clube forte nas categorias menores.
O futuro do Santa Maria ainda é incerto. A empresa francesa, dona do complexo industrial continua a diminuir o espaço concedido ao clube. E para piorar as coisas, dá um auxilio mensal de apenas R$ 400,00. E o clube vai levando a vida, com os sócios abnegados e apaixonados que restaram, lutando para que uma memória paulistana tão bonita não seja apagada do mapa.
Hoje, o retorno do Santa Marina ao futebol profissionalismo é impossível, mas as categorias de base e o futebol dos veteranos ainda sobrevive nas tardes de sábados e domingos pela manhã, no pequeno campo de areia.
ARTE:desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
Imagem do escudo:Revista Placar de 1972
FOTO restaurada e Colorizada:Sérgio Mello
FOTO:Acervo Museu do Futebol – Coleção Santa Marina
FONTES:Pesquisador e Historiador Nilo Dias – Museu do Futebol – Ligia Dona, Pesquisadora – Centro de Referência do Futebol Brasileiro – Gazeta Esportiva (SP)
O Riachuelo Football Club, da Marinha de Guerra foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede ficava no Arsenal da Marinha, na Praça Barão de Ladário, s/n, naIlha das Cobras, no Centro do Rio (RJ). Na década de 30, as reuniões eram realizadas na Sede do Mauá F.C., situado na Rua Sacadura Cabral, nº 95, no bairro da Saúde, na Zona Portuária do Rio/RJ.
O “Auriverde Riachuelense” foi Fundado na quinta-feira, do dia 14 de dezembro de 1911, por um grupo de destemidos marinheiros, que não obstante obstáculos conseguiram à custa de esforços tirar do papel a ideia de criar uma nova agremiação.
Apesar de ser um clube modesto, a exatos 16 anos depois da sua fundação, o Riachuelo já contava com mais de 600 sócios. Além do futebol também contava com uma equipe de Ping-Pong(Tênis de Mesa) e Water-Polo(Polo Aquático).
Os treinos de futebol, na sua maioria, eram realizados no campo do Fortaleza. No futebol, o Riachuelo realizou diversos jogos contra os grandes times dos anos 20, sendo amistosos, jogos treinos ou meros treinos.
Escudo de 1927
Diretoria eleita da 1927
No sábado, às 15h12min., do dia 31 de dezembro de 1927, perante grande número de associados foi empossada a nova diretoria do Riachuelo Football Club, assim constituída:
Presidente –Octavio Dias;
Vice-presidente –Manoel Hyppolito de Oliveira;
1° Secretário –Adelio Rego;
2° Secretário –Jorge Romero de Souza;
Thesoureiro –José Teixeira Barbosa;
1º Procurador –Josino Antunes Martins;
2º Procurador –Sylvio Peçanha;
Captain Geral –David F. Lima.
Entre troféus e medalhas mais de 100
Em 1927, o Riachuelo F. C. possuía cerca de 70 troféus e um brasão com 60 medalhas pertencentes aos seus associados, ganhas em diversos esportes, tais como: Futebol, basquete, water-polo, voleibol, ping-pong, natação, regatas, dominó, corridas, saltos, etc.
Os componentes da esquadra principal de football eram: China, Oswaldo, Medina, Bahianinho, Peçanha, Toppel, Eugenio, Eurydes, Agenor, Nunes, Chimango, Cardoso, Petis, Alexandre, Monteiro, Catita, Noite, Castorino e Naval.
Foto divulgada no jornal Rio Sportivo (RJ), no dia 24 de janeiro de 1927
Troféu Comandante Sarrat
No sábado, do dia 03 de dezembro de 1927, o Riachuelo derrotou o seu coirmão Villegagnon F. C. pelo score de 1 a 0. O gol da vitória foi assinalado pelo seu antigo e incansável amador Agenor, ganhando desta forma a taça denominada “Comandante Sarrat”.
O teamestava assim constituído: China; Bahianinho e Medina-Oswaldo; Eugenio, Toppel e Agenor; Catita, Petiz, Nunes, Monteiro e Noite.
No domingo seguinte, o Riachuelo conquistou mais um troféu no campo do America Suburbano, vencendo com o seu Team B, um combinado, por 3 a 0, sendo os pontos feitos pelos players Alexandre e Aragão. Eis o team: Paiva; Sylvio e Ormindo; Eurydes, Apparício e Gonçalves- Wamburck; Hugo, Alexandre, Noronha, Lauriano, Aragão e Naval.
Riachuelo enfrentou o Atlético Mineiro
O jornal A Batalha, fez uma bela reportagem sobre a excursão do Riachuelo Football Club, na capital de Minas Gerais, para realizar dois amistosos contra o Combinado Mineiro no 1º jogo e depois diante do Clube Atlético Mineiro, na segunda e última partida. Abaixo, a matéria na íntegra:
– Belo Horizonte, cidade mineira por excelência, possuidora de um povo hospitaleiro, com um clima tão benéfico quanto salutar, teve, por iniciativa do Palmeiras F. C., a felicidade de agasalhar por alguns dias uma plêiade de denodados players que com galhardia representaram a nossa Marinha de Guerra.
Esta plêiade foi a do Riachuelo F. C., club que pelas suas tradições sabe honrar o bom nome e grande fama do association nas corporações militares, onde a Marinha é bem conceituada.
Não podíamos deixar desapercebido nem passarmos sem comentar aqui nas nossas colunas, o que de facto vimos na bela cidade mineira por ocasião dos interestaduais formados pelo valoroso grêmio dos marujos.
Como diz no subtítulo desta nota “O club da Marinha perdeu na bola, mas, venceu na disciplina“. Foi o percebemos desde que pisou ao solo belo-horizontino.
Em todas as oportunidades os defensores do club verde amarelo deram provas da sua educação sportiva. Souberam vencer como melhor souberam perder. Enfrentaram os seus coirmãos mineiros com uma lealdade sem qualificativos.
Em duas partidas de football que tiveram, fugiu-lhes a sorte e perderam, sendo que na última o score foi elevadíssimo, mesmo assim, em nada lhes preocupou o score, pois deixaram o gramado com o mesmo sorriso que entraram.
Assim, podem es “riachuelenses” se envaidecerem e gritarem a viva voz que são as verdadeiros compreendedores da educação esportiva.
UM LIGEIRO REPARO
Também não podíamos passar sem deixar nesta coluna o nosso protesto aos colegas de Belo Horizonte, que se estenderam em demasia nas suas propagandas chegando ao ponto de chamar os “riachuelenses” de representantes oficiais do association da Marinha, coisa inteiramente diversa e podemos garantir que a embaixada de marujos que pisou em Belo Horizonte, foi o Riachuelo F. C., club de uma organização perfeita, e capaz de qualquer missão sportiva.
1º JOGO: RIACHUELO X SCRATCH MINEIRO
No domingo, do dia 08 de fevereiro de 1931, o Scratch Mineiro venceu o Riachuelo pelo marcador de 3 tentos a 1. Neste jogo teve como juiz o nosso colega Waldemar Silva(RJ), cuja atuação foi regular, sendo substituído no 2º tempo, conforme combinação previa entre os diretores do Riachuelo e Palmeiras pelo sr. Donorte André(MG). Teve início esta partida às 16 horas, com os quadros assim organizados:
Scratch Mineiro:Armando; Pedercin e Tayan; Virgílio, Brant e Nininho; Piorra, Ninão, Satyro, Chaffyr e Cunha.
Riachuelo F. C.:Ovidio; Fraga e Varella; Rita, Chaves e Eugenio; Pará, Zé Luiz, Carioca, Aragão e Ribeiro. Técnico: Paulo Francisco.
Primeiro Tempo
Transcorreu o 1º tempo com ataques recíprocos sem nenhuma técnica, pois para isto corroborou o estado do campo que era péssimo. Aos 7 minutos de jogo, Cunha marca 1º gol para o Scratch mineiro, para as 16h40min., terminar a etapa inicial com o score de em favor dos mineiros.
Segundo tempo
Às 17 horas com o juizDonorte deu início a etapa final. Neste tempo, os mineiros souberam impor diante aos marujos que foram impotentes para conter os ataques, e desta forma não evitaram que Nininho e Chaffyr conquistassem dois gols para os seus, enquanto Carioca conquistava único tento para o Riachuelo F.C.
Sem mais interesse terminou encontro às 17h40min., com a vitória do Scratch Mineiro por 3 x 1.
Houve uma preliminar entre o Calafate e Guarany em que saiu vencedor o quadro do Guarany por 2 x 1.
2º JOGO: RIACHUELO X ATHLETICO MINEIRO
Na quarta-feira, às 21h40min., do dia 11 de fevereiro de 1931, ocorreu o segundo amistoso interestadual foi entre o Riachuelo F. C.versusClub Athletico Mineiro, à noite, no Stadium Antônio Carlos(Estadinho da Colina), no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte/MG.
No final, o ‘Galão da Massa’ goleou pelo placar de 8 a 0. Como a exemplo do 1º jogo teve partida os mesmos juízes srs. Waldemar Silva (RJ) e Donorto André (MG), apitando cada, um tempo. Os quadros para este encontro formaram assim:
ATHLETICO:Armando; Ewandro e Binga; Cordeiro, Brant e Mário Gomes; Naná, Said, Orlando Vaz, Chaffyr e Cunha. Técnico: Ivo Mello.
RIACHUELO:Ovídio; Fraga e Authemio; Eugenio, Ritta (depols Toppel) e Chaves; Louveira, Zé Luiz, Carioca, Aragão e Esquerdinha.Técnico: Paulo Francisco.
Primeiro Tempo
No 1º tempo deste jogo teve início às 21h40min. Logo de início os atleticanos se aproveitaram da sua superioridade e conquistaram cinco gols por Intermédio de Naná e Brant(dois tentos cada); Authenio, marcando um tento contra, terminando a etapa inicial às 22h23min., com o score de 5 x 0, em favor de Minas.
Segundo tempo
Foi dado o início pelos “riachuelenses” às 22h45min., e aos 15 minutos de jogo Cunha aumentou o score em favor dos seus. Mais 15 minuto Orlando Vaz fez o 7º gol. Às 23h21min., Naná recebendo em visível off-sid (impedimento) um passe do Said fechou a contagem dos seus, marcando o 8º gol. Mais quatro minutos de jogo terminou o grande encontro que teve como vencedor os atleticanos pelo score de 8 x 0.
Na preliminar, entre o Fluminense x C. Prates, saiu vencedor o quadro do Fluminense por 1 x 0, goal conquistado por Carlinhos, de pênalti.
O REGRESSO DOS RIACHUELENSES
Chegaram a esta cidade de regresso de Belo Horizonte, na quarta-feira, dia 11 de fevereiro de 1931, às 24 horas, a embaixada do Riachuelo F. C. Fizeram uma viagem excelente.
Algumas formações:
Time base de 1926:China; Alpino (Castorino) e Danton (Oswaldo); Cardoso (Fausto), Toppel e Affonso (André); Chimango, Nunes (Paiva), Hugo, Petiz e Agenor. Reservas: Nahor, Alexandre, Flores, Eugênio e Peçanha.
Time base de 1927:China; Bahianinho e Medina-Oswaldo; Eugenio, Toppel e Agenor; Catita, Petiz, Nunes, Monteiro e Noite.
Time base de 1931:Ovidio; Fraga e Authemio; Eugenio, Ritta (Toppel) e Chaves; Louveira, Zé Luiz, Carioca, Aragão e Esquerdinha. Reservas: Varela, Antônio, Pimentel, Bomfim, Paiva, Pará, Christiano, Vacca, Tartaruga, Faísca, Sylvio, Levi, Caboclo, Mãozinha, Mendes, Paranhos, Hippolyto, Gonçalves e Galeguinho.
ARTE:desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTES:A Batalha (RJ) –A Manhã (RJ) –A Noite (RJ) – A Rua: Semanario Illustrado (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) –O Imparcial (RJ) – Rio Sportivo (RJ)
O Tubarão Futebol Clube foi uma agremiação da cidade de Tubarão, situado no Sul a 133 km da capital (Florianópolis) do estado de Santa Catarina, conta com uma população de 117.924 habitantes, segundo os dados divulgados pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2026.
Breve história
A sua Sede social ficava localizado na Rua dos Ferroviários, s/n, no Bairro Oficinas, em Tubarão/SC. O “Peixão Tricolor” foi Fundado na segunda-feira, do dia 25 de Maio de 1992, através da iniciativa de um grupo de empresários e ex-diretores dos rivais Hercílio Luz Futebol Clube e Esporte Clube Ferroviário, rubro-negro do bairro de Oficinas, campeão catarinense nos anos 70, ocupando o lugar do já inativo clube da Vila dos Ferroviários, no coração daqueles torcedores.
O objetivo deste fervoroso grupo, amantes do futebol, era de formar um Clube, uma equipe forte para melhor representar o futebol de Tubarão e toda região da AMUREL (Associação Municípios Região de Laguna). O Conselho Deliberativo foi formado por cem sócios comandados por abnegados como:
Evaristo Niehues, Roberto Tournier, Rui Acácio Lima, Antônio Carlos Vieira, José Mauri Albino, Ângelo Zabot, Alberto Botega, Valmor da Silva Jr., Antônio João Paes, Riberto Lima, Pedro Almeida, Ângelo Augusto Nogared, Fernando Genovez Filho, Márcio Anselmo Ribeiro, José Antônio Botega, entre outros.
Várias reuniões se realizaram entre os componentes do grupo, e no sábado, do dia 2 de maio de 1992, tendo por local o sitio do sr. Rui Lima, nascia o Tubarão Futebol Clube, sendo fixada a data de 25 de maio de 1992, para a fundação da agremiação. As cores escolhidas foram o azul, branco e preto.
Primeira Diretoria
Nesta data, às 20 horas e 30 minutos, em solenidade realizada no Clube Cidade Luz, com a presença da comunidade, autoridades e desportistas, onde foi empossada a 1ª Diretoria executiva, que foi assim constituída:
Presidente – Evaristo Niehues;
Vice-presidente Administrativo – Alberto Botega;
Vice-presidente Patrimonio – Fernando Genovez Filho;
Vice-presidente de Futebol – Alberto Botega/Ângelo Zabot;
Vice-presidente Finanças – Rui Acácio Lima;
Vice-presidente Social – Valério Rampinelli;
Presidente Conselho Deliberativo – Antônio Olivio Benedet.
Primeiro jogo
A primeira partida do Tubarão F.C., foi contra o Interacional de Porto Alegre, em jogo amistoso e que terminou com vitória do Colorado gaúcho pelo placar de 1 a 0.
Foto de Kraemer na sua passagem pelo Vasco da Gama (RJ)
Kraemer foi o maior goleador da história
O maior artilheiro da história do Peixe, é o ponteiro Kraemer, que em dois anos e meio de clube, já marcou 38 gols, entre partidas oficiais e amistosas. Natural de Santa Maria (RS), Jefferson Kraemer Gauto, ou simplesmente ‘Kraemer’, nasceu na quinta-feira, do dia 03 de março de 1966. Atuava como ponta direita. Vindo do Clube de Regatas Vasco da Gama, em 1991, jogou no Tubarão entre os anos de 1992 a 1997.
Direção de 1995
Em 1995, diretoria executiva era formada pelos seguintes membros:
Presidente de Honra – Rui Lima; Presidente – Evaristo Niehues;
Presidente do Conselho Deliberativo – Ângelo Antônio Zabot;
Diretoria de Imprensa e Relações Públicas – Hélio Salvador e Valmor da Silva Jr.
Técnico Comissão Técnica de 1995
Técnico e gerente de futebol – Adelardo Madalena (Ladinho), natural de Tubarão/SC;
Preparador físico – Gonzaga de Souza (prof. Gonzaga), natural de São José/SC;
Supervisor – Nivaldo Elizeu Martins (Nivaldo), natural de Braço do Norte/SC;
Massagista – Edson Luiz Espindola (Ratinho);
Roupeiro – Mendonça Luz (Pardal);
Massagista –Eduardo Perez Filho (Seu Perez), colaborador do Tubarão F.C.
Clube obteve cessão para mandar os seus jogos no estádio Anibal Torres Costa
No final do ano de 1995, diretores do Hercílio Luz Futebol Clube e do Tubarão Futebol Clube assinam um contrato cessão do estádio Anibal Torres Costa que passa a ser utilizado pelo Tubarão Futebol Clube.
Dessa forma o Tubarão F.C. passou a ser uma grande força no esporte catarinense sendo o 1º clube a ter dois estádios e um ginásio. O estádio Anibal Torres Costa, cedido ao Tubarão F.C e de propriedade Hercílio Luz, para mandar seus jogos profissionais e o estádio Olímpico Domingos Silveira Gonzáles e o Ginásio José Warmuth Teixeira para suas categorias de base e lazer dos associados.
O aumento significativo no número de torcedores nos jogos trouxe um novo espírito ao futebol da cidade de Tubarão. O clube competiu em campeonatos brasileiros, estaduais, na Copa Sul e na Copa Sul-Minas (terminando na 5ª posição).
Tubarão foi Bi vice Estadual
O “Peixão Tricolor” conquistou dois vice-campeonatos estaduais seguidos, em 1997 e 1998. Aliás, um marco notável ocorreu em 1998, quando o Tubarão Futebol Clube foi vice-campeão catarinense, em partida marcada por polêmica arbitragem de Luiz Orlando de Souza, que anulou um gol legítimo no final do jogo diante do Criciúma, ficando no empate em 0 a 0, no estádio Heriberto Hülse.
Campeão da Copa Santa Catarina de 1998
Ainda em 1998, o peixe venceu o Criciúma Esporte Clube na Copa Santa Catarina, conquistando seu maior título até então. No segundo semestre, aconteceu novamente uma final entre Tubarão Futebol Clube e Criciúma Esporte Clube no mesmo estádio Heriberto Hülse.
O Tubarão foi novamente decidir o título com uma equipe na maioria de juniores e o Criciúma com sua equipe titular. No final, melhor para o Tubarão que venceu por 2 a 1. Maior título do Peixe!
No ano seguinte (1999), o Tubarão Futebol Clube deveria ter representado Santa Catarina na Copa do Brasil, mas foi escolhido o Figueirense, devido a uma nova norma criada pelo então presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto.
Participações em âmbito nacional
Em 2001, o clube alcançou sua melhor posição no Campeonato Brasileiro da Série C, terminando em 6º lugar, um feito inédito na região da AMUREL. Em 2002, participou pela primeira vez na Copa Sul-Minas, destacando-se como o melhor clube catarinense na história desse torneio.
Em 2003, devido a problemas financeiros e disputas com o Hercílio Luz Futebol Clube, o Tubarão Futebol Clube deixou de utilizar o Estádio Aníbal Torres Costa.
Em abril de 2005, o clube tomou a difícil decisão de se licenciar do futebol profissional devido a questões financeiras, deixando de competir na primeira divisão do Campeonato Catarinense nos anos seguintes. Vale ressaltar que não existe relação com o Clube Atlético Tubarão.
ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
Colaborou: Adeilton Alves
FOTOS: Paulo Wrencher, fotógrafodo Jornal dos Sports (RJ) – Jornal da Cidade (SC) – Diário do Sul (SC)
FONTES: ND+ – Jornal de Laguna (SC) – Prefeitura de Tubarão
Confronto entre Yale Athletic Club versus Morro Velho Athletic Club
No sábado, do dia 15 de julho de 1911, o jornal Minas Geraes publicou uma reportagem sobre o jogo amistoso entre as equipes do Yale Athletic Club”, de Belo Horizonte/MG e o Morro Velho Athletic Club, de Nova Lima/MG.
Naquele momento o futebol ainda estava engatinhando no futebol brasileiro, sobretudo no desporto mineiro. O texto em si, já deflagava que o futebol ainda não tinha o seu linguajar, que hoje conhecemos. Leia o texto na íntegra:
“Bello Horizonte vai assistir a uma festa que, além de nova no gênero, será uma prova de quanto está progredindo a nossa Capital, que acompanha, de modo o mais brilhante, o movimento evolutivo dos Estados mais cultos do país.
Queremos falar dos grandes progressos entre nós realizados na educação física da mocidade mineira, pela cultura inteligente que aqui se tem feito dos esportes mais recomendados na Europa e Norte America. As primeiras iniciativas em prol dessa educação, em nossa cidade, não faziam supor, há bem pouco ainda, que tanto já se tivesse caminhado no sentido de orientação tão útil e pratica, por parte da nossa mocidade.
A festa, que vae ser uma revelação magnifica para a nossa sociedade, é organizada pelos simpáticos e valentes “foot-ballers” (jogadores de futebol) do “Yale Athletic Club”, que é a sociedade formada dos melhores elementos esportivos desta Capital, agora congregados sob a denominação de um dos centros mais celebres de “football” americano.
Constará de um “match” entre esse e o “Morro Velho Athletic Club”, composto de jogadores de grande reputação no meio esportivo da Inglaterra. Esse team, que é esperado hoje, á noite, pelo noturno, compõe-se dos seguintes nomes, com a indicação dos clubs ingleses a que já pertenceram:
Goal – T. Shaw, do club inglês; “Crewe” (tripulação) – backs –R. Smith, do “Broadheath”, e F. Smith, do “South Shields”; hulves – H. Lowes, do “Newcastle”, I. Gent, do “Truro College”, H. Clemence, idem; forwards – C. W. Mayo, do “Bishop Auckland”, H. Armstrong, do “Liverpool College”, R. Mayo, do “Bishop Auckland”, F. Owen, do “Wingate”, e J. Tharlaway, idem.
Referee (árbitro) –E. S. Lowes. Os “foot-bailers” horizontinos, todos eles jovens e entusiastas apaixonados do esporte, já provados em mais de uma refrega, constituem o team abaixo:
Goal –J. E. Ferreira; backs – F. Netto e A. Nogueira; haves –0. Penna, P. Ferreira, C. Bar; forwards – Leopoldo, J. Morette, A. Holley, J. L. Moretzhon e Romulo. Ginesmen –Eduardo Santos e Nullo Savini”.
Morro Velho vence o duelo e fica com a Taça Viserpa
No domingo, do dia 16 de julho de 1911, o jornal Minas Geraes contou a história da peleja:
“Não nos enganamos quando previmos que o grande “match” de “foot-balls” entre os “teams” desta Capital (Yale Athletic Club) e de Morro Velho ia ser uma festa nova e brilhante para Bello Horizonte, que nela teria uma prova bem eloquentede quanto se tem já progredido aqui, em relação à boa causa da educação physica da mocidade mineira.
Na partida, valentemente disputada durante uma hora, que foi toda cheia de lances esportivos os mais emocionantes, os nossos “foot-ballers” confirmaram galhardamente a nossa opinião sobre o que ia ser a sua luta com os hábeis jogadores de Morro Velho, todos de reputação já feita em clubs ingleses de nomeada universal.
A festa despertou vivo interesse e simpatia em nosso meio, afluindo ao “ground” da Avenida Paraopeba um público tão numeroso como ainda não vimos em qualquer outra diversão realizada nesta Capital.
As arquibancadas de campo, lindamente ornamentadas de escudos e bandeiras, estavam repletas de famílias e cavalheiros da nossa melhor sociedade, notando-se ainda ao longo da avenida, fora do recinto, uma grande aglomeração de populares, que acompanharam, cheios de entusiasmo, as peripécias da luta, aplaudindo, em delírio, os valentes “foot-ballers”, a cada golpe de mestre vibrado por algum dos jogadores.
Assistiam, de camarotes especiais, o dr. Júlio Bueno Brandão Filho e o tenente-coronel Vieira Christo, representando o exm. sr. Presidente do Estado, o dr. Olyntho Meirelles, prefeito da Capital e os representantes dos Secretários do Governo.
Notava-se também a presença de grande número de famílias inglesas, vindas do Morro Velho, especialmente para assistir ao grande “match” de anteontem. Na defesa e no ataque, ambos os clubes se mostraram conhecedores perfeitos do “football”, sustentando uma luta encarniçada de 1 hora sem que se pudesse prever a qual deles caberia o triunfo.
Só nos últimos momentos da partida, conseguiram os ingleses, com grande esforço, levar vantagem sobre os adversários, conquistando a vitória por 1 goal a 0.
Ao Morro Velho Athletic Club foi feita, em seguida, pelo sr. dr. Júlio Bueno Brandão Filho, representante do exm. sr. Presidente do Estado, a entrega da belíssima taça “Viserpa”, destinada pelos intrépidos “foot-ballers” horizontinos ao “team” vencedor.
Nessa ocasião, o povo aplaudiu entusiasticamente os jogadores do Morro Velho. A taça, que é um finíssimo trabalho em prata, tem aquela denominação em homenagem à memória do acadêmicoVictor Serpa, o brilhante poeta e jornalista que foi o fundador do footballem Bello Horizonte.
ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello
Apesar da escassez de informações, vamos contar um breve resumo do Sport Club Luzitano. Foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe “luzitanista” foi fundada no começo da década de 20. A sua Sede ficava localizado na Rua Portinho, nº 239; na década de 30, se mudou para Rua Lobo Junior, s/n; ambos na Circular da Penha, na Zona Norte do Rio (RJ).
Time base de 1921 (1º Team): Juvenal; Jorge e Felicio; Garcia, Lydio e Pereira; Horácio, Waldemar, Menezes, João e Carlos. Reservas: Avelino, Pedrinho e Jeremias. Capitão: Carlos.
Time base de 1921 (2º Team): Teixeira; Jorge e Avelino; Henrique, Jeremias e China; Waldetario, Francisco, João II, Melão e Pedrinho. Capitão: Avelino.
Time base de 1926: Hildebrando; Manezinho e Marujo; Americano, Reis e Alves; Adelino, Waldemar, Coelho, Neca e Lauro. Capitão: Hildebrando.
Time base de 1928 (1º Team): Paulino; Americo (Andrade) e Zé Maria (Alyrio); Antônio, Frederico e Mathias (Marques); Pedro, Mario (Mano), Nobrega, José (Bazilio) e Juvenal (Moacyr).
Time base de 1928 (2º Team): Carnaval (Pinto); João (Garcia) e Antônio (Leoni); Niguinho, Pistola e Albino; Valentino (João II), Dodô (Ary), Luiz (Alberto), Francisco (Gastão) e Irênio (Lobo).
Time base de 1929: Casanova; Henrique e Américo; Frederico, Juvenal e Albino; Sardinha, Antonico, João, Bazilio e Pedro. Capitão: Juvenal.
ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTES: Diário Carioca (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Mundo Desportivo (RJ) – Rio Sportivo (RJ)
O Corintians Saltense Football Club foi uma agremiação da cidade de Salto, situado no Interior do estado de São Paulo. Com uma população de 141.989 habitantes, segundo o Censo de 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), a localidade fica a 105 km da capital de São Paulo.
Fundado no sábado, do 12 de maio de 1928, principalmente por membros da família Ferrari. O clube, que também era chamado de Atlético Corintians Saltense, teve a sua curta duração na esfera do futebol amador de Saltos. O Corintians Saltense mandava seus jogos no campo que hoje abriga o Estádio Alcides Ferrari.
Naquela época, como não havia estrutura de alvenaria no estádio, a diretoria improvisou uma cerca de arame e pano com o auxílio da empresa Brasital. Isso, no entanto, não impedia que os pedestres acompanhassem os jogadores em ação diretamente da rua.
Amistosos
No amistoso realizado no domingo, 21 de setembro de 1930, Corintians Saltense e Associação Athletica Light e Power, da capital paulista, empataram em 1 a 1, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP).
No domingo, do dia 17 de maio de 1931, em partida amistosa, o Corintians Saltense venceu o Ypiranga Football Club, de Campinas, por 1 a 0, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP).
Corintians Saltense derrotou o Corinthians Paulista
Na tarde de domingo, às 16 horas, do dia 17 de abril de 1932, o Corintians Saltense derrotou o xará famoso: o Sport Club Corinthians Paulista, em amistoso, pelo placar de 2 a 1, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP).
Os gols da peleja foram assinalados por Zuza para o Timão no 1º tempo. Rubinato empatou aos 9 minutos e Orestes fez o tento da vitória aos 36 minutos do 2º tempo. A arbitragem ficou a cargo de Benedito do Amaral. Os times tiveram as seguintes formações:
Corintians Saltense: Sylvino; Sebastião, Mignoy, Adelino e Mosca; Magetta, Orestes, Villa e Garcia; Pauly e Rubinato.
Corinthians Paulista: Onça; Amador (Roberto), Juvenal, Parras e Osvaldo; Valão, Bonelli, Baianinho e Zuza (Mamede); Guimarães e Staffen. Técnico: José de Carlo.
Santos aplicou goleada histórica
Na tarde sábado, do dia 23 de dezembro de 1933, a delegação do Corintians Saltense seguiu de ônibus para a cidade de Santos, juntamente com um grande número de sócios, a fim de disputar uma partida amistosa com o Santos Futebol Clube, no domingo chuvoso, do dia 24 de dezembro de 1933, às 16 horas, na Vila Belmiro.
O mau tempo afugentou boa parte do público, porém quem esteve presente assistiu o Santos golear impiedosamente o Corintians Saltense por 9 a 0. O árbitro foi o sr. Edgard da Silva Marques.
Os gols foram assinalados por Raul aos seis e sete minutos; Maroim fez o 3º e 4º tentos aos 28 e 34 minutos, finalizando o 1º tempo com a vantagem santista de 4 a 0.
Na etapa final, logo aos 3 minutos, Lugu’ ampliou. Maroim aos 6 minutos, fez o sexto gol. Aos 25 minutos, Raul marcou mais um para o Santos. Aos 32 e 34 minutos, foi a vez de Mario dar números finais peleja.
Santos F.C.: Lovecchio; Arlindo e Garcia; Alfredo, Dino e Gloch; Victor, Mario Seixas, Raul, Lugu’e Maroim.
Corintians Saltense: Sylvino (Edison); Sebastião, Mugnai, Filipino (Americo), Barretto (Oswaldo) e Masetto; Luís (Rubinato), Mosca, Garcia, Paulyn e Romário.
Números da temporada de 1933
Até então, na temporada de 1933, foram 31 jogos, com 21 vitórias, cinco empates e cinco derrotas. Alguns resultados: Sãojoanense, de São João da Boa Vista (2 a 2); XV de Novembro, de Piracicaba (empate); Ponte Preta, de Campinas (4 a 1); Campinas, de Campinas (4 a 0); Corinthians, de Jundiahy (4 a 1); Botucatu (1 a 0).
Triunfo em cima do Guarani de Campinas
No domingo, do dia 04 de março de 1934, o Corinthians Saltense bateu o Guarany, de Campinas, em amistoso, pelo placar de 1 a 0. Gol da vitória foi assinalado pelo centroavante Garcia.
Taça Gessy
No domingo, do dia 12 de agosto de 1934, o Corintians Saltense, então campeão absoluto da Liga Regional Itú-Salto-Indaiatuba (ISI), ganhou por 3 a 2, do Guanabara Football Club, de Campinas, no Estádio Alcides Ferrari, em Salto (SP). Com o triunfo, a equipe de Saltos ficou de posse da linda Taça Gessy.
Filiação na APEA
No sábado, do dia 13 de fevereiro de 1932, o Corintians Saltense recebeu a confirmação da sua filiação junto a APEA(Associação Paulista de Esportes Atléticos).
Foi extinto em 1936
No domingo, do dia 29 de março de 1936, o clube se encontrava com dificuldades financeiras, e decidiu fazer uma fusão com outras duas equipes de Salto: Ypiranga Football Club(Fundado em 1927) e São Paulo Football Club (Fundado em 1934), dando origem ao Associação Atlética Saltense.
Colaborou: Moisés H G Cunha
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTES: A Gazeta (SP) – Almanaque do Timão – A Tribuna (SP) – Correio de São Paulo (SP) – Correio Paulistano (SP) – Folha da Manhã (SP) – Página do Facebook “História de Salto/SP”
O Clube Esportivo Rio Branco é uma agremiação da cidade de Campos dos Goytacazes, que fica na região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro. De acordo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), possui uma população estimada (de 2022), de 483.551 habitantes. A localidade está a 275 km da capital do Rio de Janeiro.
História do clube
Um grupo de meninos tiveram a ideia de criar um clube, pois residindo nas imediações da Praça da República, assistiam sempre os treinos do Goytacaz Futebol Clube, o que lhes despertou o interesse pelo viril esporte bretão. De início, houve a fase dos treinos despretensiosos com bola de meia. Mais tarde, apareceu a ideia de nome ao time. Todos estudantes, resolveram escolher para denominar a agremiação por eles arquitetada, em seus sonhos juvenis, a legenda Barão do Rio Branco.
Com efeito, o grande estadista brasileiro morrera em fevereiro de 1912 e os moços campistas aproveitaram para prestar uma singela homenagem ao homem que é responsável pela consolidação dos limites do Brasil. Estava, assim, fundado o clube que iria exercer um papel relevante na história do futebol campista.
Nasce o Rio Branco
Junto a uma Palmeira da Praça da República, o “Róseo Negro” foi Fundado na terça-feira, do dia 05 de novembro de 1912, por um grupo de garotos, entre 13 e 15 anos, que pertenciam as melhores famílias de Campos: Celso Linhares, Custódio Barroso dos Santos, Manoel Landim, Fausto Apady da Cruz Saldanha e Brasil Castilho Leão, com o nome de Rio Branco Football Club. Sua mascote é o Carcará.
A tonalidade rósea dos seus rostos corados e sadios determinou a escolha da cor preponderante das camisas da agremiação, por sugestão, aliás, de Yayá Linhares, irmã de Celso Linhares, um dos fundadores. A sua 1ª Sede ficava situada à Rua Sacramento, nº 91.
Foto tirada, em amistoso, no domingo, do dia 20 de novembro de 1932, na vitória do Club Sportivo Rio Branco diante da Campos A. A. pelo placar de 3 a 2, no campo da rua Rocha Leão (A Rede).
Curiosidade
A ata de fundação do clube, a exemplo do Goytacaz Futebol Clube, Campos Atlético Associação e Americano Futebol Clube, não existe. A pátina do tempo se incumbiu de fazer desaparecer os documentos que contariam em sua frieza os primeiros dias de vida dessas agremiações.
Os dados que relatamos foram colhidos com seus fundadores. Relatou-nos esses sucessos o senhor Custódio Barroso que, juntamente com Manoel Landim e Otacílio Barroso participaram dos primeiros tempos da grande agremiação. Depois de fundado o Clube, veio a fase mais difícil da novel agremiação, isto é, quando os meninos róseos da Praça da República deveriam enfrentar a turma adulta dos outros times.
Mesmo assim, não fizeram feio. A classe, a velocidade, e a fibra da “garotada” davam trabalho aos “barbados” que tinham que suar camisa para vencer os jovens “róseos negros”. Do time dos primeiros tempos, a tradição nos trouxe os nomes dos jogadores Firmino, Batista, Custódio Barroso, Celso Linhares, Fausto Apady, Brasil, Manoel Landim, Carolino Francisco e Otacílio Barroso.
Dissidentes fundaram o Americano de Campos
Foto de 1934
Dois anos após a sua fundação, a fase não era das melhores, quando “estourou” uma crise que resultou na saída de oito integrantes da agremiação, sem dúvida, os seus melhores jogadores, liderados pelos irmãos Pamplona, deixavam o time para fundar o Americano Futebol Clube, com jogadores egressos do Luso Brasileiro e Aliança.
O “fim da linha” do Rio Branco só não foi consumado graças aos valorosos Floriano Quitete, Velho Grilo e os irmãos Celso e Carlos Linhares. As coleções dos jornais campistas da época têm perpetuada a flama desses homens que através deles deixavam claro que o seu time não morreria com o êxodo terrível, mas que seria recomposto com integrantes novos.
E assim foi. E graças ao grande amor devotado as cores do time, a fase má foi vencida e três anos mais tarde, isto é, em 1917, a agremiação se transformava numa das grandes forças do futebol fluminense, levantando o Campeonato Campista daquele ano com o seu célebre time: Grain; Batista e Germano; Badanho, Velhinho e Barreto; Otacílio (Dedé), Floriano Quitete, Velho Grilo, Antoninho Manhães e Álvaro Linhares.
Clube criou o jornal O Róseo Negro
A marca em relevo é, sem dúvida, a sua fibra. Esteve, em várias oportunidades, com a sua vida tumultuada por sérias crises e dissidências que, embora abalassem a agremiação nunca conseguiram deter o seu impetuoso desenvolvimento.
Teve, inclusive, em certa época de sua vida, até mesmo o “boicote” dos cronistas esportivos da cidade, o que levou os riobranquenses a fundar o jornalzinho “O Róseo Negro”, dirigido por Hélvio Bacelar da Silva, para dar notícia sobre suas atividades.
Há, ainda, a dissidência que deu origem à fundação do Itatiaia Atlético Clube, dessa vez liderada pelos irmãos Bacelar da Silva, mas que não conseguiu apagar o “fogo” sagrado, aceso pela garotada corada da Praça da República!
O Itatiaia acabou após uma goleada de 17 a 0 sofrida diante do Americano e um incêndio na sede onde promovia bailes na antiga Rua da Direita, hoje, Boulevard Francisco de Paula Carneiro.
Foto de 1930
Aquisição das Sedes
Como diz o ditado popular “Depois da tempestade, vem a bonança”. Assim foi como o Rio Branco. O crescimento avançou, saindo da Praça da República para outros campos até adquirir, na gestão Mário Veloso – do sr. Menês dos Santos por trinta contos de réis -, os amplos terrenos da avenida Sete de Setembro, somando 12 mil metros quadrados, onde funcionou até o final da década de 70.
Na sexta-feira, do dia 06 de janeiro de 1978, o então presidente Clóvis Expedito Arenari, apoiado pelo Conselho Deliberativo, presidido por Chaquib Machado Bechara, adquiriu a área do Parque Barão do Rio Branco, com 97 mil metros quadrados ao preço de Cr$3.700.000,00 (Três Milhões e setecentos mil cruzeiros).
Praças de Esportes
O 1º campo do Rio Branco ficava localizado na Rua Dr. Siqueira, depois na Rua da Minhocas (hoje, Espírito Santo), passando depois para a Rua do Gás(onde funcionou o Itatiaia), Sete de Setembro e finalmente Parque Calabouço(Parque Barão do Rio Branco).
Um fato marcante ajudou na aquisição dos terrenos da Sete de Setembro. Os jogadores campeões de 1928 doaram as medalhas de ouro que receberam ao Clube, dentre eles Carino Quitete, Constantino Escocard, Osvaldino Lima Ribeiro, Vicente Arenari e Mário Jobel.
Parque Calabouço ‘Barão do Rio Branco’
A partir da mudança para o Parque Calabouço, ‘Barão do Rio Branco’, foi efetivada a partir de proposta do vereador Geraldo Augusto Venâncio. A mudança da Av. Sete de Setembro para a sede da Avenida Senador José Carlos Pereira Pinto, ocorreu no final da década de 70, promovida pelo então presidente Clóvis Expedito Arenari. No ano de 1962 o Rosão foi vice-campeão da Zona Sul da Taça Brasil, o campeão foi o Cruzeiro Esporte Clube.
Sem recursos para a construção da nova sede, o presidenteClóvis contava com parcos recursos doados por abnegados como Amaro Ribeiro Gomes, o Matraca; Osvaldo Macedo Rodrigues; Édio Pereira; Bernardino Maria Filho; Vanildo da Silva Costa; Renê Ribeiro Gomes e por outro lado, contava com a oposição de tantos outros ferrenhos riobranquenses, contrários a venda da sede antiga, no Centro da cidade, como Antônio José Petrucci, Miraldo Ribeiro Lima, José Carlos Lima, Fernando Campos Ribeiro, dentre outros.
Clóvis Arenari foi o que mais vezes presidiu o clube
O bacharel em direitoClóvis Arenari não só entrou para a história como o presidente que teve a coragem de vender uma sede em área urbana e adquirir um imenso terreno num inabitado e na época periférico bairro, como também está na história do Clube como o dirigente que mais vezes presidiu o Clube. No início dos anos 90, este mesmo Clóvis Arenari convidou o vitorioso médico, Paulo Sérgio dos Santos Machado, para candidatar-se à presidência.
Campeão Estadual da 3ª Divisão de 1983
O convite foi aceito e uma nova fase estava sendo inaugurada com prioridade total para o futebol. Com o apoio do próprio Clóvis Arenari e de outros desportistas como, Reginaldo Henriques Mota, José Carlos Azevedo, Édio Pereira Filho, Luiz Antônio Petrucci, Carlos Fernando Dutra de Andrade, Ramildo Rangel de Azeredo, Edward da Silva Ferreira, João Carlos Guimarães Machado, Sebastião Siqueira, José Luís de Macedo e Josaphat Ribeiro, o time dirigente passou a trabalhar muito o futebol, o que redundou no sucesso de 1983, com a conquista do Campeonato Estadual da Terceira Divisão, passando a disputar a chamada “Segundona” do Rio de Janeiro.
Mudança das cadeiras
Terminado o mandato de Paulo Machado ao final de 1984, em que se bateu à porta para subir para a Primeira Divisão, ele se afastou do Clube, com o grupo por ele liderado, tomando o mesmo caminho.
Dr. Clóvis Arenari voltou ao comando do Clube, rompendo com “Dr. Paulinho” logo em seguida. Foram dias difíceis, mas o Rio Branco ainda disputou a Segunda Divisão de 2005, marcado por duas partidas incríveis contra o Volta Redonda Futebol Clube, no Ary de Oliveira e Souza(onde o Rosão mandava os seus jogos) e no Raulino de Oliveira.
Mas o tempo passou, o Clube abandonou o futebol profissional e houve o convite ao comerciante Adauto Alves Rangel para fazer parte da diretoria, cabendo a ele a vice presidência social. Bons momentos aqueles em que o Clube passou a promover serestas dançantes, como a mínima estrutura, mas com todo o sucesso que requer uma promoção deste quilate.
Início de uma nova era
Em 1992, Adauto Rangel foi eleito presidente do Rio Branco. Estava ali inaugurada uma nova fase na história do Clube. Foi uma das mais unidas e atuantes diretorias já vistas no Clube. Além do presidente Adauto Rangel faziam parte do grupo diretor: Roberto Manhães (Finanças), Hélio Pinto Duarte (Administração), Domingos Loureiro (Jurídico), Demilton Sales (Patrimônio e Obras), Profª Eli Manhães Rodrigues (Social), Arnaldo Garcia (Relações Públicas e Publicidade), José Carlos Waltz (Expediente) Edward da Silva Ferreira (Esportes) e Edson Coelho dos Santos (Médico).
Grandes foram os esforços para a recuperação do tempo perdido em se tratando da sede do Barão do Rio Branco. Para a construção do Salão Social, além de doações que os próprios diretores faziam, foram promovidos jantares de adesão, churrascos, serestas e a montagem de um quadro social ativo, pois era um absurdo um clube com 7.500 sócios não ter uma receita mínima. Mas como nada tinha a oferecer aos associados além da Quadra de Futebol Nodge Etienne Samary, Campo de Futebol Soçaite Bernardino Maria Filho, a ideia evoluiu, mas sem o efeito esperado.
Mais tarde, ao fim da administração Adalto Rangel, o Salão Social era uma realidade, sendo inaugurado no mandato seguinte do presidente Demilton Sales, que foi uma cópia fiel da gestão anterior, incentivando o futebol das categorias de base, melhorando o patrimônio existente e avançando com construção dos muros dos quase 98 mil metros quadrados de área.
Campeão Invicto da Terceirona em 2001
O Rio Branco faturou o bicampeonato Estadual da Série A2 Módulo Especial (Terceira Divisão) de 2001. A competição contou com a participação de seis clubes: Miguel (Vassouras); Rio Branco (Campos dos Goytacazes); Rio das Ostras; Teresópolis FC; União de Marechal Hermes (Rio de Janeiro) e União Central (Rio de Janeiro). A Campanha foi 25 pontos em nove jogos: foram oito vitórias e um empate; marcando 19 gols, sofrendo quatro e um saldo positivo de 15 tentos.
Dias atuais
A nova sede do Clube Esportivo Rio Branco fica no prédio ao lado do Ciep, na Avenida José Carlos Pereira Pinto, através de uma permuta com um grupo empresarial de Campos. No lugar da antiga sede, foi construído um shopping center, o primeiro de Guarus.
Em relação ao futebol, o clube se encontra licenciado da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), desde 2013, quando o disputou o Campeonato Carioca da Série B.
Didi, ‘Folha Seca‘
Após jogar no Industrial Futebol Clube (Campos), Didi, o famoso inventor da “Folha Seca” jogou no clube ainda como juvenil. Seu melhor desempenho, após a fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, foi a 4º colocação no Estadual da Segunda Divisão, em 2002. Ganhou em 1980, o Campeonato Estadual de Juniores da Divisão de Acesso, o primeiro título em se tratando de Divisão de base após a fusão.
TÍTULOS
Estaduais Campeonato Fluminense de Futebol: 1961; Vice-Campeonato Fluminense: 1958 e 1962; Campeonato Carioca da Terceira Divisão (Série A2 Módulo Especial): 1984 e 2001; Campeão Estadual de Juniores: 1980; Campeonato Citadino de Campos dos Goytacazes (8 vezes): 1917, 1928, 1929, 1931, 1949, 1958, 1961 e 1962;
Bicampeão Fluminense:1961 e 1962.
Nacionais Vice-campeão Zona Sul da Taça Brasil: 1962; Campeonato Brasileiro de Juniores:2003 (invicto); Campeão da Copa Rio Sub-17: 2001;
FOTOS: A Rede (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ)
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTES: Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Diversos jornais campistas – Pesquisador e historiador, Wesley Machado