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Escudo raro de 1927: Nictheroyense Football Club – Niterói (RJ)

Por Sérgio Mello

O Nictheroyense Football Club foi uma agremiação da cidade de Niterói (RJ). Fundado no domingo, do dia 11 de Maio de 1913, por um grupo de esportistas: Alberto Callado, Gastão Ramos, Alípio José dos Santos, Antônio Freitas I, Antônio Freitas II, Manoel Rocha e Sylvio Vieira Goulart.

No mesmo dia foi aclamada uma Junta Governativa, que ficou assim constituída:

Presidente – Antônio de Freitas II; Secretario – Gastão Ramos e Thesoureiro – Alberto Callado.

Primeira Diretoria

Na segunda-feira, do dia 30 de Junho de 1913, foi eleita a 1ª Diretoria, composta pelos seguintes membros:

Presidente – Antônio de Freitas II;

Vice-Presidente – Adalberto Guimarães;

Thesoureiro – Alberto Callado;

1º Secretario – Antônio de Freitas I;

2º Secretario – Oscar Villela;

Procurador – Alípio José dos Santos;

Director de Esportes – Gastão Ramos.

Clube ajudou a fundar várias ligas

O Nictheroyense foi um dos fundadores da extinta Liga Sportiva Fluminense, depois ajudou a fundar a A.F.E.A. (Associação Fluminense de Esportes Athleticos) e A.N.E.A. (Associação Nictheroyense de Esportes Athleticos).

Sedes e campos

No começo, o campo ficava na Rua Coronel Gomes Machado, esquina da Visconde de Sepetiba, em Niterói. Teve também como campo situado na Praça de Esportes ficava na Rua Santa Clara, s/n, na Ponta da Areia, em Niterói (RJ).

Em 1919, a sua Sede social ficava na Travessa General Andrade Neves, nº 4, no Centro de Niterói. Posteriormente a sua Sede social passou a ser na Travessa Cadete Xavier Leal, nº 30, no Centro de Niterói.

O seu campo foi inaugurado no domingo, do dia 23 de março de 1919, na Rua Marques do Paraná, s/n, no Centro da cidade. O local foi cedido pelo então prefeito de Niterói, Eneas de Castro. A partida terminou empatada em 2 a 2 com o Ypiranga Football Club. O time formou com: Gastão Ramos; Jovelino e Damazio; Antônio Neves, Tavares e Melo; Dick, Antenor, Bilu, Oscar e Leci.

A iluminação foi instalada em 1930, com grandes festejos durante o mês de julho. No dia 5, era feito o teste às 21 horas, com benção feita pelo Monsenhor Xavier seguindo-se os discursos de Antônio Mota, Acúrcio Torres, pela ANEA e Alarico Damazio, pela AFEA, que eram as duas entidades que dirigiam o futebol na cidade.

Pioneiro no futebol noturno no estado

Foi iniciador de temporadas noturnas no Estado do Rio, inaugurando, em 1928, a instalação elétrica no seu campo.

O 1º jogo noturno no campo do Niteroiense foi no sábado, do dia 12 de julho de 1930, com o Fluminense de Friburgo, derrotando o Gragoatá por 3 x 1. O amistoso encheu o estadinho do alvinegro e após a preliminar, onde o São Bento venceu o Canto do Rio por 2 x 1. o árbitro Álvaro Silva chamou os dois “captains” e deu início ao jogo principal.

Lindório, Bonin e Pedrinho marcaram para os friburguenses enquanto que Marão diminuiu para os niteroienses. Os times jogaram assim:

Fluminense: Otílio; Martins e Henrique; Bassani, Hugo e Bizoto; Bonin, Pedrinho, Leal (Nonô), Lindório e Bocan.

Gragoatá: Arnaldo; Bibi e Luiz; Thimóteo, Almeida e Luciano; Eduardo (Marão), Valdir, Pudinho, Clovis e Thelio.

Vivia então o alvinegro, sua fase áurea, enfrentando grandes equipes do Rio e reunindo ainda nos dias de semana, grandes astros da música popular brasileira que se apresentavam na sede para as “camomilas e beladonas” tendo uma “pelada” de futebol como exercício. Dentre eles, o Silvio Caldas que se reunia ao lado de Ciro Monteiro, Nono, Roberto, Dutrinha e outros.

Em 1915, o Nictheroyense foi um dos fundadores da Liga Sportiva Fluminense (LSF), em Niterói. A entidade organizou campeonatos estaduais de 1915 a 1925, tornando-se em 1918 a representante oficial do estado perante a CBD (atual CBF).

Time posado de 1929

Ingressou na ANDT

Com a dissolução da LSF, em 1925, o clube se filiou a ANDT (Associação Nictheroyense de Desportos Terrestres), onde ficou até fevereiro de 1927, quando o simpático Grêmio alvinegro da Rua Visconde de Sepetiba, quando saiu em razão pelo declínio da ANDT.

Em seguida, no dia 18 de março de 1927, o Nictheroyense acabou sendo o 1º clube da ANDT a solicitar filiação a AFEA (Associação Fluminense de Esportes Athleticos).

Os títulos conquistados

Em 1922, conseguiu levantar o campeonato infantil, patrocinado pela L.P.F;

Em 1917 e 1924, também na Liga Sportiva Fluminense foi campeão dos Segundos Teams;

No ano de 1918, levantou brilhantemente campeonato da cidade dos Primeiros Teams;

A sua equipe secundaria em 1917, venceu o Torneio dos 2º Quadros;

Campeão dos Primeiros Quadros, em 1923;

O Primeiro Quadros também campeão do Torneio Initium, em 1924;

Em 1931, sagrou-se campeão do Torneio Initium dos 1.º e 2.º Quadros.

Até 1927, o Nictheroyense acumulava 28 taças, dois bronzes e diversos troféus na sua Sala de Troféus.

Campeão Campeonato Niteroiense de 1937;

Campeão do Torneio Início do Campeonato Niteroiense: 1931 e 1945.

Jogadores que serviram o Selecionado Fluminense

Nos anos 10 e 20, o Nictheroyense tinha cedido jogadores para a Seleção de Niterói e Fluminense, em Campeonatos Brasileiro de Seleções Estaduais, como Dick, Raymundo, Gastão, Figueiredo, entre outros.

Além de outros, como o goleiro Carlos; o back Congo, com passagem pelo futebol uruguaio; o back Baleiro; o half Vadinho, que jogou no Fluminense A. C.,

Sócios Honorários

Ainda em 1927, os sócios honorários eram: Conde Ernesto Pereira Carneiro, Edmundo Leite Bastos, Coronel Luís Leonel de Moura, Dr. Nelson Campos, Dr. Rodolpho de Macedo, Affonso Magalhães, Armando Ferreira, Djalma de Aquino, Agenor Feliz Braga, etc.

Clube deixou a LNF por fato inusitado

Time posado de 3/05/1962

Na terça-feira, do dia 12 de Maio de 1936, a diretoria do Nictheroyense decidiu deixar a Liga Nictheroyense de Football (LNF), do qual foi um dos fundadores. A razão que gerou esse ‘racha’ se deveu ao fato de o alvinegro ter solicitado realizar um festival, em comemoração ao seu 23º aniversário. No entanto, o presidente da LNF, o sr. Anisio de Castro Botelho, eleito com o voto do Nictheroyense, negou o pedido.

O clube alegou que todas as entidades que antecederam a LNF, concediam o direto de comemorar a data com a realização de algum evento. O presidente do Nictheroyense, dr. Affonso de Magalhães comentou:

Assinei o oficio de desligamento do Nictheroyense F. C. Aliás, devo dizer, para evitar possível exploração, que o clube venho a dirigir, não voltara à L. N. F., de vez que se sente prejudicado por ela, desde que dali se afastou o seu benemérito presidente sr. Pereira Gomes e o sr. Eurico Costa, vice-presidente, quando no exercício da presidência”, disse.

Campeão Citadino de 1937

Em 1937, o Niteroiense voltava a ser campeão da cidade, mas junto com o Fonseca. Os dois terminaram iguais no final do 2º turno e jogaram entre si quatro vezes: cada um venceu uma e houve dois empates obrigando a proclamação de ambos como campeões.

O campeonato já era promovido pela ANEA e o alvinegro estreou em 20 de junho de 1937, goleando o Bandeirantes por 5 x 0, com gols de Tavinho (três vezes), Guerra e Anezilio, no campo da rua São Lourenço.

No seu elenco figuravam: Mário Silva, Mário Andrade, Carino Monteiro, Walter Ferraz, Celio Ferreira, Arlindo Ferreira, Joaquim Laper, Reinaldo Patureau, Zalmir Câmara, Herve Saldanha, Albino Ferreira, Otávio Miranda Filho, Joaquim Pinto Guerra, Cicero Monteiro, Anezilio Ramos, Antônio Oliva Guimarães, Rubem Rosa, Waldir Pacheco, Walter de Almeida, Oscar Coelho, Acir Ferraz e Heitor Soares.

A partir de 1937 em diante, o 1º time do Niteroiense nada mais conseguiu em campeonatos, a não ser conquistas oficiosas como torneio início, quadrangular, etc.

Viveu assim, o futebol do Niteroiense, sua grande fase de 18 a 37 apesar de ter apenas dois títulos oficiais. A defasagem, no entanto, foi maior e acompanhando os passos dos demais clubes tradicionais da cidade terminou também com o seu futebol.

Depois, ficou sem o campo vendido a uma imobiliária – e a sede acabou sendo incorporada nas negociações, restando apenas um pequeno acervo que motivou a decisão do presidente do clube em doá-lo a uma instituição de caridade.

Sede social no começo da década de 80

Niteroiense se extinguiu em 1981

O jornal O Fluminense deu a matéria sobre o triste fim, do Niteroiense Futebol Clube, no domingo, 25 e segunda-feira, 26 de outubro de 1981:

“O Niteroiense Futebol Clube, tradicional em nossa cidade, está em processo de extinção. Primeiro, perdeu sua seção de futebol: depois o campo e pôr fim a sede, restando ao seu atual presidente Dilermando, apenas o acervo. Mas onde colocá-lo? Sem sede ou local apropriado e cansado de convocar os conselheiros e até mesmo as pessoas tradicionais do clube. Dilermando resolveu destinar todo o material esportivo à uma casa de caridade onde haja garotos para a pratica de futebol.

Desta forma, o Niteroiense FC vai doar publicamente seu material esportivo para o Lar Humaitá ficando a data de entrega a ser divulgada posteriormente. Esta será a medida que selará o fim do Niteroiense Futebol Clube, restrito apenas à figura jurídica do seu atual presidente, Dilermando Soares.”

Algumas formações:

Time base de 1915: Gastão Ramos; Cicero e Damásio; A. Neves, Callado e Nenóco; Ramiro, Cattete, J. Santos, Dick e Mattoso. Capitão: Callado.

Time base de 1917 (1º Team): Gastão Ramos; Damásio e Jovelino; Antônio Neves, Callado e Adalberto; Bibio, Samuel, Freitas, Raymundo e André.

Time base de 1917 (2º Team): J. Barros; Júlio e Cesar; Azamor, Gloria e Pinho; Mario, Bibi, Oscar e Durval.

Time base de 1917 (3º Team): Henley; Manoel e Rocha; Sobral, Portella e Souza; José, Edmundo, Antenor, Renato e Joaquim. Reservas: Minotto, Waldemir, Waldemar, Agenor e Roberto.

Time base de 1918: Gastão Ramos; Jovelino e China; Antônio Neves, Tavares e Beleco; Raymundo, Dic, Bilu, Oscar e Zeca.

Time base de 1919: Gastão Ramos; Jovelino e Damazio; Antônio Neves, Tavares e Melo; Dick, Antenor, Bilu, Oscar e Leci.

Time base de 1927: China; Epaminondas e Humberto (Machado); Carlos Outeiral, Germano e Aristides; Athayde (Campos), Quaresma (Cunha), Nababo (Vavado), Byra e Seixas (seu nome era: Eustachio Gomes da Cruz).

Time base de 1928: Russo (Chico); Epaminondas e Figueiredo (Vicente); Oreste, Germano (Cosme) e Athayde (Tavares); Vavado (Pardal ou Gino), Congo (Orestes), Paulista (Severo ou Verde), Clovis (Sylvio) e Godofredo (Edmundo).

Time base de 1929: Pardal; Congo (Tavares) e Figueiredo (Epaminondas); Cosme, Laca (Nereu, Neném ou Germano) e Júlio; Athayde (Guro ou Décio), Godofredo (Haroldo), Oswaldo (Gastão), Clovis (Motta) e Edmundo (Agenor).

Time base de 1930: Martins; Oswaldo e Luiz; Figueiredo, Laca e Júlio (Tavares); Cosme, Godofredo (Costa), Oswaldo II (Félix), Esquerda e Duque Estrada (Marinho).

Time base de 1931: Carlos; Epaminondas e Oswaldo; Costa, Chiquinho e David; Oswaldo II, João Cabeça, Laca, Castello e Pinto.

Time base de 1932: Carlos; Cesar e Baleiro; Vadinho, Chiquinho e Nicanor; Oswaldo, Dorinho, Cantidio, Paschoal e Naran.

Time base de 1933: Argemiro (Jeronymo); Luiz (Boiadeiro) e Baiaco; Felix (Agostinho), Garrafa e Lulú (Chiquinho); Tude, Dorinho (Vaváo), Manoelzinho (Villas Boas), Nicanor (Raul) e Fernandinho (Haroldo).

ARTE: escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: O Fluminense (RJ) – A Noite (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

FONTES: A Manhã (RJ) – A Noite (RJ) – A Razão (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – O Fluminense (RJ) – O Imparcial: Diário Illustrado do Rio de Janeiro (RJ) – O Radical (RJ) – Rio Sportivo (RJ)

Escudo dos anos 70: Itumbiara Esporte Clube – Itumbiara (GO)

Por Sérgio Mello

Itumbiara Esporte Clube é uma agremiação do município de Itumbiara, situado ao sul do estado de Goiás. O município fica a 205 km de Goiânia, contando com uma população de 104.742 habitantes, segundo o IBGE/2019. O “Gigante do Vale” ou “Tricolor da Fronteira” foi Fundado na segunda-feira, do dia 09 de Março de 1970.

A sua Sede social fica localizada na Rua Amadeu Machado Filho, nº 99, no Setor Anhanguera, em Itumbiara. Enquanto a casa do “Gigante do Vale” é o Estádio Municipal Juscelino Kubitschek, “JK”, com capacidade para 14.455 mil pessoas.

Na década de 1960 o município de Itumbiara possuíam duas equipes de futebol que proporcionava o clássico denominado “NAGO” (Nacional x Goiás). A rivalidade se expandiu não apenas no âmbito esportivo, mas inclusive no aspecto político partidário.

Goiazinho não conseguindo acesso à Primeira Divisão e o Nacional amargando a queda para a Segunda Divisão motivaram, sobretudo, o Sr. Modesto de Carvalho (membro da diretoria do Nacional), a mobilizar a junção destas duas equipes com propósito de criar uma equipe mais competitiva e expressiva objetivando o envolvimento mais intenso e fiel dos torcedores.

Na quarta-feira, do dia 04 de março de 1970, o Nacional e o Goiás reuniram-se para tratar do afastamento de ambos das atividades profissionais junto á Federação Goiana de Futebol (FGF), cedendo seus patrimônios a títulos de empréstimo à nova entidade que surgia: Itumbiara Esporte Clube.

Assim, às 19h30min.do dia 09 de Março, desportistas de Itumbiara, sócios do Goiás e do Nacional, reuniram-se para fundar a nova agremiação. Na mesma reunião decidiram aproveitar o azul do Goiazinho e o vermelho e branco do Nacional resultando assim no “ Tricolor da Fronteira “.

As principais conquistas, foi o Torneio Seletivo de Goiás (1987)Campeonato Goiano do Interior (melhor colocado no Estadual de 2007) e o momento mais importante na história do clube: o título do Campeonato Goiano da 1ª Divisão de 2008.

Com essa conquista o Itumbiara disputou pela 1ª vez a Copa do Brasil de 2009. Na ocasião, Jogou contra o Corinthians em um jogo que marcou a estreia oficial do jogador Ronaldo Fenômeno no time paulista após vários anos jogando na Europa.

O Itumbiara já disputou o Brasileiro da Série D (2011)Brasileiro da Série C (2007 e 2008)Brasileiro da Série B (1984) e uma vez na elite do futebol brasileiro de 1979, quando terminou na 69ª colocação.

ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Colaborou: Márcio Javaroni

FONTES: Página do clube no Facebook e Instagram – Jornais goianos

Maior goleada do Dérbi Campineiro: Guarani (SP) 6 x 0 Ponte Preta (SP)

EM PÉ (esquerda para a direita): Dimas, Valter, Eraldo, Ferrari, Carlão, Diogo e Hermínio Garbelini (diretor);
AGACHADOS (esquerda para a direita): Armando Renganeschi (técnico), Dorival, Marin, Cabrita, Benê I e Osvaldo.

No futebol brasileiro, seguramente, um dos maiores clássicos do Interior é Guarani e Ponte Preta! Uma partida que marcou o “Dérbi Campineiro” foi um amistoso (valia a Taça Amizade), que aconteceu na tarde de domingo, dia 05 de junho de 1960, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

A partida terminou com uma goleada do Bugre pelo placar de 6 a 0, sendo até hoje o placar mais elástico da história desse confronto. Os gols foram assinalados por Benê e Osvaldo, com dois tentos cada; Cabrita e Paulo Leão, com gol cada.

GUARANI F.C. (SP)         6        X        0        A.A. PONTE PRETA (SP)

LOCALEstádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
CARÁTERAmistoso estadual, valendo a Taça da Amizade
DATAdomingo, dia 05 de junho de 1960
RENDACr$ 359.325,00
ÁRBITROAnacleto Pietrobom (SP)
GUARANIDimas; Ferrari, Carlão e Diogo; Valter e Eraldo; Dorival (Dido), Marin, Cabrita (Paulo Leão), Benê I (Bené II) e Osvaldo. Técnico: Armando Renganeschi.
PONTE PRETAWalter; Darci Santos, Esmeraldo (Ivan) e Ilzo; Miltinho e Pitico; Alcides, Paulinho (Zezinho), Nilson, Sílvio (Nivaldo) e Joubert. Técnico: Gentil Cardoso.
GOL(S)Benê I aos 21 minutos (Guarani); Osvaldo aos 22 minutos (Guarani), no 1º tempo. Osvaldo, de pênalti, aos 14 minutos (Guarani); Cabrita aos 31 minutos (Guarani); Benê I aos 33 minutos (Guarani); Paulo Leão aos 43 minutos (Guarani), no 2º tempo.

Atualmente, o retrospecto geral do confronto entre Ponte Preta e Guarani é o seguinte (atualizado: 1º/02/2026):

  • Total de jogos: 211
  • Vitórias do Guarani: 72
  • Vitórias da Ponte Preta: 70
  • Empates: 69
  • Gols do Guarani: 276
  • Gols da Ponte Preta: 276

FOTO: Acervo e colorização de Zuzarte

FONTE: Jogos do Guarani

Escudo raro: Esporte Clube Renascença – Belo Horizonte (MG)

Escudo raro encontrado na antiga Sede do clube

Por Sérgio Mello

Esporte Clube Renascença foi uma agremiação da cidade de Belo Horizonte (MG). Foi fundado na quarta-feira, do dia 15 de outubro de 1941, por funcionários e diretores da Fábrica de Tecidos Renascença. Era conhecido como o “Time dos Tecelões” e tinha como mascote Urubu.

Era o time do bairro da Renascençana cidade de Belo Horizonte/MG, mas nunca chegou a disputar o Campeonato da Liga de Belo Horizonte. Disputou os campeonatos mineiros entre os anos de 1959 e 1967.

Seu estádio era denominado Cristiano Guimarães (Eucaliptos) e se situava no bairro da Renascença, assim como também sua Sede que ficava na Rua Botucatu, nº 177. Aliás, a antiga sede ainda está o escudo raro acima até os dias de hoje.

No circulo vermelho está o escudo raro do Renascença

No início, disputou as competições do futebol amador promovidas pela Federação Mineira de Futebol (FMF). Em 1947, após a construção do seu estádio, pediu inscrição no Campeonato da Cidade de 1948.

O ingresso no certame era complicado, pois dependia da aprovação dos demais clubes. E a inscrição do Renascença não foi aceita, pois temiam que seus jogos causassem déficit nas arrecadações.

O escudo no tamanho ampliado

Em 1958, a Federação Mineira de Futebol aceitou a inscrição de diversos clubes, dentre eles o Renascença. Devido ao grande número de inscritos, houve a necessidade de se organizar um torneio eliminatório para definir as equipes que iriam disputar o campeonato.

Renascença perdeu a oitava vaga para o Cruzeiro e ficou fora do certame. Em 1959, voltou a disputar o Torneio Classificatório e conseguiu uma das vagas para o Campeonato.

Renascença também disputou oito edições do Campeonato Mineiro da 1ª Divisão: 1959 (9º lugar)1960 (10º lugar)1961 (11º lugar)1962 (10º lugar)1963 (11º lugar)1964 (11º lugar)1965 (11º lugar) e 1966 (12º lugar), quando foi rebaixado para a 2ª Divisão Mineira.

Uma das maiores glórias do Renascença foi ter conquistado Copa Belo Horizonte no ano de 1961, uma competição que antecedia o Campeonato Mineiro e que era disputada pelos clubes profissionais da capital, mais uma Seleção Amadora.

Renascença venceu o Cruzeiro Esporte Clube (2 a 0), o Sete de Setembro Futebol Clube (2 a 0), a Seleção Amadora (4 a 0), empatou com o América Futebol Clube (0 a 0) e venceu o Clube Atlético Mineiro (2 a 0).

artilheiro da Copa foi o atacante Luis Carlos, do Renascença, com 6 gols. O time campeão do Renascença foi o seguinte: Tonho; Celso, Dalmo, Negrinho e Coelho, Zeca; Piazza (Grilo) e Luiz Carlos; Rafael, Robson e Joãozinho. O técnico era Gérson dos Santos.

O “Time dos Tecelões” também conquistou o Torneio Início de 1963. Empatou com o Cruzeiro Esporte Clube (0 a 0) e classificou-se nos pênaltis (3 a 2), depois empatou com o Esporte Clube Siderúrgica de Sabará (0 a 0) e também classificou-se nos pênaltis (9 a 8). Na final, empatou com o Clube Atlético Mineiro (0 a 0) e venceu nos pênaltis (9 a 6).

time campeão foi Arésio; Sérgio, Grilo, Borges e Fernando; Piazza, De Paula e Jorge; Zimba, Miltinho, Robson.

Em 1966 ficou em último lugar e caiu para a Segunda Divisão, o que levou a Companhia Renascença Industrial a extinguir o departamento de futebol em 1967. Atualmente, no local da fábrica, encontra-se instalada uma universidade particular.

Renascença revelou grandes craques, tais como Wilson Piazzacampeão mundial em 1970, o zagueiro Procópio CardosoTonho, ex-goleiro do Cruzeiro Silvinho, ex-ponta esquerda do Vasco. Encerraram suas carreiras no clube o genial goleiro VeludoDécio Brito, irmão do zagueiro Britoda Copa de 70 e Waldir Lellis, o médio-volante Amarelinho. Também passaram pelo Urubu, os jogadores Hélio LazarottiHilton de Oliveira e o goleiro Mussula.

Colaborou: Fabiano Rosa Campos (presidente do Sete de Setembro F.C., de B.H.)

FOTO: Google Maps

ARTE: desenho dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FONTES: Ligeirinhoclubesemdestaque e acervo pessoal

Inédito!! Fundição Nacional Athletico Club – Rio de Janeiro (RJ): jogou três edições do Estadual da 2ª Divisão

Por Sérgio Mello

O Fundição Nacional Athletico Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os ‘Periquitos’ jogou o Campeonato Carioca da 2ª Divisão em três oportunidades: 1928, 1929 e 1933, todas pela LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres).

História

Fundado na quinta-feira, do dia 20 de Janeiro de 1916, por três jovens operários da casa Hime & Cia: Alberto de Medeiros, Augusto de Oliveira e Raymundo Santos, no sobrado da empresa, na Rua Riachuelo, nº 363, no Centro do Rio (RJ). As suas cores era o verde e amarelo.

Trabalhando nas unidades oficinas da Fundição Nacional, foi fácil angariar um bom número de associados para o novo clube. Adão Duarte de Oliveira foi o 1º Presidente do clube.

O seu 1º campo ficava na Barreira do Senado (1920-1921), com o nome de Fundição Nacional Football Club (manteve essa nomenclatura até o dia 20 de Janeiro de 1920, quando alterou para Fundição Nacional Athletico Club). Depois o espaço físico foi erguido o edifício da Cruz Vermelha.

O Fundação Nacional pertencia a Hime & Cia. Fábrica de ferros de engomar, na Rua Luiz Gama, nº 40, na Tijuca (atualmente, a rua faz parte do bairro do Maracanã), na Zona Norte do Rio, era uma fábrica que produzia ferros de engomar, balanças, louças de ferro batido, fundido, estanhado, etc.

O clube alugava salões de outras agremiações para realizar grandes bailes. No futebol, além dos Primeiros, Segundos e Terceiros Teams, o clube ainda dispunha das categorias base: juvenil e infantil.

Entre 1919 a 1928, a sua Sede ficava na Rua do Senado, nº 1 (sobrado); já em 1929, a sua Sede passou a ser na Rua Senador Pompeu, nº 280; em 1938, a sua Sede estava situada na Rua Pedro I, nº 51; ambos no Centro do Rio

Praça de Esportes (1926)

A sua Praça de Esportes ficava localizada na Avenida Pedro Ivo (meses depois alterou o nome para ‘Avenida Pedro II’), nº 147, no Imperial de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Em 1917, a Cruz Vermelha Brasileira cedeu uma parte do terreno ao clube.

No contrato, constava a obrigação do Fundição Nacional Football Club em murá-lo e gradeá-lo, ficando com o direito de utilizá-lo pelo período de dois anos. Em fevereiro de 1918, o clube não conseguiu concluir as obras por falta de recursos, passando o contrato, com autorização da diretoria, ao empresário sr. Paschoal Segreto, que pagou todas as despesas do Fundição Nacional, como também concluiu todas as obras, deixando o terreno completamente murado, gradeado e a grama nivelada, sem ônus algum para a Cruz Vermelha Brasileira.

Ingressou em diversas ligas

No futebol, o clube ingressou na Associação Suburbana, onde obteve brilhante colocação. Em 1920, existia Fundição Nacional Football Club que fazia parte do Campeonato Suburbano, organizado pela União Sportiva Suburbana (USS). Time base de 1920: Zeferino; Sebastião e Caetano; Martello, Ganso e Oscar; Gasolina, Mané, Hermogênio, Bibi e Brancura.

Fundição Nacional se afastou devido à crise na empresa

Na década de 20, o clube sofreu uma paralização da atividade esportiva (entre 1922 a 1924), por três temporadas, pois ocorreu uma grande crise de trabalho nas oficinas que em uma assembleia geral foi deliberado suspender temporariamente a pratica dos esportes. Após o problema ter sido contornado, o clube ressurgiu na segunda-feira, do dia 25 de maio de 1925, mais forte e coeso.

Ingressou na LMDT em 1926

No sábado, do dia 17 de julho de 1926, o sportman Adão Duarte deu entrada de filiação na secretaria da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), que homologou cinco dias depois, na quinta-feira, do dia 22 de julho de 1926

Fundição Nacional ficou com o Vice do Torneio Início

No domingo, do dia 15 de abril de 1928, na Praça de Sports do Fidalgo, em Madureira, realizou-se o Torneio Initium da LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres), sob o patrocínio da Associação de Chronistas Desportivos (ACD).

O interessante torneio foi disputado com muito ardor e entusiasmo, correndo tudo na melhor ordem possível. A esquadra do Modesto, que, brilhantemente, levantou o campeonato, apresentou-se em completa forma, atuando com muita técnica e precisão. O segundo lugar coube à equipe da Fundição Nacional, cujo jogo muito agradou.

Na estreia, o Fundição Nacional bateu o Esperança por 1 a 0 e dois escanteios a zero. Oscar de Souza (Fidalgo) foi o árbitro da partida. Nas semifinais, os ‘Periquitos’ eliminaram o Americano por 1 a 0 e um escanteio a zero. A arbitragem ficou a cargo de Lindolpho Ribeiro (Associação de Chronistas Desportivos).

Na grande final, diante do Modesto, o Fundição Nacional empatou sem gols, porém acabou perdendo nos escanteios: 2 a 0 a favor do Modesto. Norberto de Palva Anciñes (LMDT) foi o árbitro da peleja.

A esquadra campeã estava assim organizada:

Belfort; Leal e Lerruth; Saturnino, Rhodas e Estácio; Rubens, Mulatinho, Lyrio, Armando e Inglez.

Era a seguinte a organização do Fundição, que ficou em 2º lugar:

Maneco; Sinhó e Nelson; Jodeshal, Pedro e Arthur; Gago, Alberto, Fica, Manoelzinho e Oliveira.

Em 1928, disputou o Campeonato da Primeira Divisão da AMEA, na Divisão Emmanuel Nery. Na tarde de domingo, às 15h15 min., do dia 29 de julho de 1928, o Fundição Nacional venceu o Esperança Football Club por 2 a 0, no campo da Avenida Pedro II, em São Cristóvão. Nos Segundos Quadros, nova vitória: 1 a 0.

Na “canetada” o Fundição Nacional fica com o vice dos 2º Teams de 1929

No domingo, às 16 horas, do dia 23 de março de 1930, foi decidido o torneio de Segundos Quadros da veterana Liga Metropolitana, entre as esquadras do Sport Club Boa Vista, do Alto da Boa Vista, vencedor da divisão “Emmanoel Coelho Netto“, e do Fundição Nacional Athletico Club, campeão da divisão “Emmanoel Nery“.

Vale informar que essa partida tinha acontecido, a exatos um mês antes (domingo, do dia 23 de fevereiro de 1930). Na ocasião, no campo do Mavilis, no bairro do Caju, o Fundição Nacional venceu por 4 a 3, após várias prorrogações.

Entretanto, a diretoria da Liga Metropolitana, sediada na rua Sete de Setembro, resolveu anular esse jogo, em vista do seu regulamento não permitir prorrogações em tais casos.

A partida derradeira, aconteceu no campo do Sport Club America, situado na Rua Isolina, nº 64, no bairro do Méier, na Zona Norte do Rio, que passou por importantes transformações para essa peleja.

Após 90 minutos, melhor para o Fundição Nacional que bateu o Boa Vista pelo placar de 4 a 2, conquistando naquele momento o título da Liga Metropolitana dos Segundos Quadros de 1929.

Na etapa final, quando o time auriverde vencia por 3 a 0 (gols de Nelson e Firmino, com dois tentos), o Boa Vista ameaçou uma reação, com dois gols do atacante Sérgio. No entanto, Cadorna fez o 4º gol do Fundição, colocando por terra o desejo de empate do time do Alto da Boa Vista.

A partida teve como árbitro o sr. Antônio Drummond, que precisou agir quando alguns jogadores trocaram sopapos.

Fundição Nacional: Waldemar; Gualter e Nelson; Chorão, Dininho e Doutor; Octavio, Firmino, Otto, Cadorna e João.

Boa Vista: Caetano; Bahiano e Arthur; Sérgio, Joca e Noravio Gomes; Gentil, Mazessi, Amaro, Petronilho e Fernandes.

Porém, quatro dias depois (27/03), o título foi retirado do Fundição e dado ao Boa Vista. A direção da Liga deu a seguinte resolução: “Declarar o Sport Club Boa Vista vencedor dos Segundos Quadros, nos termos do Artigo 52 do Regulamento de Football”.

Tal decisão teve consequências por parte do Fundição Nacional. No dia 3 de abril de 1930, a diretoria solicitou o desligamento da Liga Metropolitana por se considerar sem nenhum respaldo junto a entidade.

Entrou na AMEA num mês e no seguinte desistiu

Em dezembro de 1931, o clube tentou se filiar na AMEA. No mês seguinte foi analisado pela entidade, que aprovou a entrada do Fundição Nacional. No entanto, em 15 de fevereiro de 1932, o clube acabou desistindo de ingressar na AMEA.

Clube retorna a LMDT em 1933

Na quinta-feira, do dia 09 de março de 1933, o Fundição deu entrada na secretaria da LMDT, o pedido de filiação, que foi prontamente aceito.

Em 1933, o Fundição Nacional disputou a sua última edição do Campeonato Carioca da 2ª Divisão, organizado pela Liga Metropolitana. Pela Divisão Emmanuel Nery, estiveram presentes: Mauá, Sparta, Viação Excelsior, Triangulo Azul, Silva Manoel, Jornal do Commercio, Boa Vista, Fundição Nacional, Jequiá, Sporting Club Brasil.  

Na estreiano domingo, dia 04 de junho de 1933 – o Fundição Nacional ficou no empate em 1 a 1 com o Sporting Club do Brasil, nos seus domínios. Os visitantes abriram o placar por intermédio de Pekim.  Na etapa final, Lauro deixou tudo igual para time da casa. O árbitro foi Benedicto Tosta Parreiras (Oriente A.C.).

O Fundição jogou assim: Capilé; Zé Luiz e Zico; Turco, Pinho e Eloy; Adyr, Mesquita, Lauro, Manulo e Montenegro.

Pela 2ª rodada, no sábado, dia 10 de junho de 1933 – o Fundição Nacional foiaté o Centro do Rio e derrotou o Silva Manoel pelo placar de 3 a 2. Os gols foram de Lauro, duas vezes, e Mesquita um tento; enquanto Mingo fez os dois gols dos visitantes.

Fundição: Capilé; Zé Luiz e Zico; Bolão, Tininho e Gago; Malvino, Mesquita, Lauro, Manteiga e Sebastião.

Pela 3ª rodada, no domingo, dia 18 de junho de 1933 – nova vitória do Fundição ao bater o Sparta por 4 a 1, em São Cristóvão.

Fundição: Capilé; Zé Luiz e Zico; Bolão, Tininho e Gago; Malvino, Mesquita, Lauro, Manteiga e Sebastião.

Pela 4ª rodada, no domingo, dia 25 de junho de 1933 – Fundição e o Triangulo Azul FC empataram 2 a 2, em São Cristóvão.

Pela 5ª rodada, no domingo, dia 02 de julho de 1933 – o Fundição perdeu a invencibilidade ao ser goleado pelo Boa Vista por 5 a 2, na Estrada das Furnas.

Pela 6ª rodada, no domingo, dia 09 de julho de 1933 – o Fundição sofreu outra derrota acachapante. O Viação Excelsior FC goleou por 8 a 0, em São Januário. O árbitro foi Hermenegildo Luiz da Costa.

Pela 7ª rodada, no domingo, dia 16 de julho de 1933 – o Fundição voltou a perder e por goleada: Mauávenceu por 4 a 0, no campo do Jornal do Commercio, na Av. Francisco Bicalho. O árbitro foi Hermenegildo Luiz da Costa.

Pela 8ª rodada, no domingo, dia 23 de julho de 1933 – o Fundição e o Jornal do Commercio empataram em 4 a 4, no campo da Av. Francisco Bicalho. Fundição: Barriga; Neco e Bolão; Turco, Mussum e Gago; Lua, Mesquita, Malvino, Manteiga e Manezinho.

No returno, no domingo, dia 27 de agosto de 1933 – o Fundição acabou goleado, fora de casa, pelo Sporting Club do Brasil, por 4 a 1.   

Pela 10ª rodada, no domingo, dia 17 de setembro de 1933, no campo da Av. Francisco Bicalho. Triangulo Azul e Fundição Nacional ficaram no empate em 3 a 3. Os gols foram de Vica (três gols) para o Fundição; enquanto Padilha, Badé e João, de pênalti para o Triangulo.

Fundição: Djalma; Neco e Mello; Turco, Alex e Gago; Chorão, Mesquita, Allegria, Vica e Manezinho.

Pela 11ª rodada, no domingo, dia 24 de setembro de 1933, mesmo jogando nos seus domínios, o Fundição Nacional acabou derrotado pelo Boa Vista por 3 a 0. Os gols foram de Salvador (dois gols) e Antoninho.

No final, o Fundição Nacional não conseguiu emplacar, ficando na parte de baixo da tabela de classificação da LMDT.

Na terça-feira, do dia 24 de abril de 1934, em reunião da direção do clube ficou definido que o Fundição não disputaria o certamente da Liga Metropolitana. Além disso, a sua praça de esportes passaria por grandes reformas. O futebol seguiria realizando jogos amistosos e excursões.

Jogou na Federação Metropolitana em 1935

Em 1935, disputou o Campeonato da Federação Metropolitana de Desportos (FMD). A competição contou com a participação de 22 clubes, divididos em duas chaves de 11 equipes.

Série Norte:

Oriente A.C., Campo Grande A.C., Santíssimo F.C., S.C. São José, Deodoro A.С., S.C. União, Magno F.C., Cordovil A.C., S.C. Ideal, Irajá A.C. e Sudan A.C.

Série Sul:

S.C. Cocotá, Jardim F.C., S.C. Boa Vista, Sporting Club do Brasil, Fundição Nacional A.C., Confiança A.C., Viação Excelsior F.C., Japohema F.C., C.A. Central, River F.C. e S.C. Portugal Brasil.

Foto do jornal A Noite, de 1939

Disputou o campeonato da Federação Suburbana, em 1939 e 1940

Na quinta-feira, do dia 24 de março de 1939, o clube deu entrada na secretária Federação Athletica Suburbana (FAS), situado na Avenida Amaro Cavalcanti, no bairro do Méier, na Zona Norte do Rio, o pedido de filiação. Em seguida, o Fundição foi informado que o pedido foi aceito. 

A sua primeira participação na FAS, foi no Torneio Início de 1939, na tarde de domingo, do dia 23 de abril. Na estreia, nem precisou jogar uma vez que o Del Castillo FC, não compareceu. Nas semifinais, empatou em 1 a 1 com o Mavilis, porém nos escanteios acabou sendo eliminado por 1 a 0.

Depois, disputou o Campeonato Suburbano de 1939, da Federação Athletica Suburbana (FAS), que contou com a presença de 12 clubes: Adélia Football Club, Confiança Athletico Club, Engenho de Dentro Athletico Club, Fundição Nacional Athletico Club, Manufatura Porcellana Football Club, Mavilis Football Club, River Football Club, Sport Club Abolição, Sport Club Ideal, Sport Club Mackenzie, Sport Club Opposição e Sport Club União.

No final, o Fundição Nacional terminou na 3ª colocação, nos Primeiros Quadros (Engenho de Dentro foi o campeão); enquanto nos Segundos Quadros ficou em 4º lugar (O River ficou com o título).

Na estreia, pela Série Ricardino Netto, na tarde de domingo, do dia 14 de maio de 1939, o Fundição Nacional foi até a Rua João Pinheiro, na Piedade, e acabou derrotado pelo River Football Club por 3 a 2. Nos Segundos Quadros, o River também venceu pelo placar de 2 a 1.

Na 2ª rodada, na tarde de domingo, do dia 28 de maio de 1939, diante de seus torcedores, o Fundição Nacional bateu o Santíssimo por 3 a 0. Nos Segundos Quadros, o Fundição goleou placar de 6 a 1.

Pela 3ª rodada, na tarde de domingo, do dia 26 de junho de 1939, jogando fora de casa, o Fundição Nacional derrotou o Piedade por 3 a 0. Nos Segundos Quadros, o Fundição também venceu: 2 a 1.

Pela 4ª rodada, na tarde de domingo, do dia 09 de julho de 1939, contando com um grande público, o Fundição Nacional goleou o River por 5 a 0 (no returno, nova goleada do Fundição: 4 a 0), no campo da Avenida Pedro II, em São Cristóvão.

Os gols foram assinalados por Pisca duas vezes, Mesquita, Carlinhos e Loló, um tento cada. Nos Segundos Quadros outro triunfo pelo placar de 3 a 0. O time principal do Fundição jogou assim: João; Zica e Bolão; Nadinho, Bico e Caçula; Loló, Mesquita, Pisca, Carlinhos e Mario.

Pela 5ª rodada, na tarde de domingo, do dia 16 de julho de 1939, o Fundição foi até o bairro de Santíssimo e ficou no empate com o time homônimo em 2 a 2. Nos Segundos Quadros o Santíssimo venceu por 2 a 1.

O Fundição seguiu fazendo boa campanha e até sonhou com o título. Porém, no domingo, do dia 21 de janeiro de 1940, o clube enfrentou o Engenho de Dentro, no campo da Avenida João Ribeiro, em Pilares. A partida teve arbitragem do sr. Augusto Silva.

No final, o Fundição acabou derrotado pelo placar de 4 a 2, resultando na conquista do Engenho de Dentro que se sagrou campeão do Campeonato Suburbano de 1939, de forma antecipada.

O atacante Claudio abriu o placar para o Fundição. Logo depois, Mulambo deixou tudo igual. Aos 40 minutos, Rubens marcou o tento da virada do Engenho, na primeira etapa.

No segundo tempo, Mulambo ampliou para os ‘Fantasmas’. Em seguida, após um bate e rebate na área, Carlinhos aproveitou o rebate de Basilio, para diminuir o marcador. Num contra-ataque, Mulambo, marcou o 4º tento do Engenho, dando números finais a peleja. 

Engenho de Dentro: Basilio; Virada e Carestia; Monteiro, Joffre e Venerotti; Bahianinho, Salim, Mulambo, Rubens e Joãozinho.

Fundição: Oliveira; Juca e Walter; Pico, Betinho e Almerindo; Zico, Mesquita, Carlinhos, Claudio e Belmiro.

Última aparição do Fundição

Em 1940, o Fundição Nacional voltou a jogar o Campeonato Suburbano, organizado pela Federação Athletica Suburbana (FAS), ficando na Divisão Benedicto Sarmento, que contava com nove clubes:

Sport Club Abolição; Sport Club Opposição; Engenho de Dentro Athletico Club; Fundição Nacional; Casino Realengo; Sport Club Mackenzie; Argentino Football Club; Gaúcho Football Club e Sport Club Cisper.

Em abril de 1941, a diretoria do Fundição Nacional comunicou a Federação Suburbana, que não participaria da temporada. O motivo foi que o grêmio de São Cristóvão, entendeu que não tinha o respaldo da entidade por ter sido inserido na Divisão Benedicto Sarmento.

O clube acreditava ter todos os requisitos necessários, para figurar ao lado dos chamados clubes fundadores que formam a principal chave: série “Mario Calderaro“.

Como a Federação Suburbana não atendeu o pedido, o Fundição optou em se ausentar do campeonato. Em maio daquele ano, a diretoria foi além e deu entrada na entidade solicitando o seu desligamento em definitivo.

A partir daí, o clube se limitou a realizar amistosos e algumas excursões. Esses jogos, gradativamente foram diminuindo até a década de 50, quando encontrar notícias do clube se tornou cada vez mais escassa até desaparecer.   

Algumas formações:

Time base de 1919: Malho (Chiquinho ou Roberto); Ernesto (Baguette) e Arthur; Bahia, Hermes e Mario; Veado (Jarbas), Arnold (Bibi), Lulú, Capelli (Álvaro) e Manoel (Paulista).

Time base de 1920: Zeferino; Sebastião e Caetano; Martello, Ganso e Oscar; Gasolina, Mané, Hermogênio, Bibi e Brancura.

Time base de 1921 (1º Quadros): Mario; Orlandino e Annibal; Lauriano (Lulú), Hermógenes e Casimiro (Nesi); Claudionor (Gazolina), Manuel (Marinheiro), Ratinho (Juca) e Paulino (Romano). Capitão: Hermógenes.

Time base de 1921 (2º Quadros): Mole (Severino); Camões (Didi) e Renato; Vidal (Reynaldo), Leonardo e Luiz (Carlos); Bexiga, Lyrio, Mario, Mario II e Manuel.

Time base de 1927: Bacharel (Manoel); Zé Maria e Nelson (Antonino); Eloy (Attila ou Ary), Ribeiro (Machado) e Sebastião (Nogueira); Canto (Manoel II), Chiquinho (Carolino), Wanderá (Octavio), Jayme (Candinho ou Bahia) e Oscar (Esquerdinha ou Cruz)

Time base de 1928: Maneco (Pato); Sinhô (Esquerdinha) e Nelson (Amorim); Juvenal (Joderval ou Sebastião), Pedro (Coutinho) e Doutor (Arthur, Eloy ou Wandevá); Gago (Mineiro), Alberto (Chiquinho), Fico (Eurico ou Mario), Manoelzinho (Dito) e Oliveira (Casaca).

Time base de 1929: Gallego (Paulino); Oscar (Nelson ou Waldemar) e Henrique; Joderval (Sodoval), Ribeiro e Eloy (Allonso); Oswaldo (Orivaldo), Daniel (Izzo), João (Nenê), Marcello (Bahia ou Manoelzinho) e Sebastião (Petronilho ou Gladiston).

Time base de 1930 (2º Quadros): Waldemar; Gualter (Goulart) e Nelson (Rola); Chorão, Dininho (Deminho) e Doutor; Octavio (Jobel), Firmino, Otto, Cadorna e João (Cardoso).

Time base de 1933: Capilé (Barriga, Djalma, Francisco ou Aldemar); Zé Luiz (Bolão ou Mello) e Zica (Rubens ou Neco); Turco (Nicanor ou Tininho), Pinho (Alex, Antenor ou Mussum) e Eloy (Waldemar ou Gago); Adyr (Chorão, Flavio ou Malvino), Mesquita (Lua ou Juvenal), Lauro (Allegria, Antônio ou Manezinho), Manulo (Vica, Pinto ou Manteiga) e Montenegro (Sebastião ou Mendes).

Time base de 1934: Orestes; Miguel (Cuica) e Mussum (Ary); Zica (Gunça), Cabral (Esquimber) e Mario (Gaguinho); Corniga (Octavio), Mesquita (Sylvio), Dyonisio, Bahiano (Gago II) e Sebastião (Trabalho).

Time base de 1936: Orestes; Carvalho e Turco; Paulino, Cabral e Eloy; Carlinhos, Pisca, Zica, Bahiano e Sebastião.

Time base de 1937: Vicente; Carlos Leite e Tião; Hugo, Agostinho e Mussum; Octavio (Ary), Gordinho (Barroso), Miguel, Manduca (Bigode) e Oscar (Cacá).

Time base de 1938: Beiçola (Joãozinho ou Novato); Hugo e Benê; Nandes, Augusto e Theotonio; Luizinho (Ary), Pico (Baleia), Mesquita (Dionisio) ou Sardinha), Zica (Pisca) e Zeca (Kaká ou Mario).

Time base de 1939: João (Nelsinho ou Oliveira); Zica (Jayme) e Ribeiro (Bolão ou Bené); Pico, Augusto (Moacyr ou Nadinho) e Caçula (Palmerindo); Loló (Ary), Mesquita, Pisca (Jaguaré), Claudio e Mario (Carlinhos).

Time base de 1940: Oliveira; Juca e Walter; Pico, Betinho e Almerindo; Zica, Mesquita, Carlinhos, Claudio e Belmiro.

Time base de 1942: Oliveira (Louro, Laurentino ou Pinguim); Russo e Mascote; Bolão (Pico ou Roberto), Chatô (Noca) e Bagre (Luiz Orlando); Sitine (Noberto), Mesquita (Merola), Rafael (Careca ou Ary), Camello (Selado ou Velha) e Gabirú (Tião ou Baleia).

Time base de 1943: Nelson (Pinga); Mattos e Bolinha; Lica, Noca e Russo; Silime, Mesquita, Oliveira, Pico e Terciano.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

Trabalho de pesquisa: Sérgio Mello

FONTES: A Batalha (RJ) – A Esquerda (RJ) – A Noite (RJ) – A Nação (RJ) – A Noite (RJ) – Anuário Estatístico do Distrito Federal: Ano VI – 1938 – A Razão (RJ) – A Rua: Semanário Illustrado (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Jornal (RJ) – O Paiz (RJ) – Revista Suburbana (RJ) – Rio-Jornal (RJ) – Rio Sportivo (RJ) – Vida Doméstica (RJ)

Campeonato Carioca da Federação Athletica Suburbana de 1939: Engenho de Dentro Athletico Club foi o campeão!

Por Sérgio Mello

O Campeonato Suburbano, organizado pela Federação Athletica Suburbana (FAS) de 1939, foi disputada com a presença de 12 clubes: Adélia Football Club, Confiança Athletico Club, Engenho de Dentro Athletico Club, Fundição Nacional Athletico Club, Manufatura Porcellana Football Club, Mavilis Football Club, River Football Club, Sport Club Abolição, Sport Club Ideal, Sport Club Mackenzie, Sport Club Opposição e Sport Club União.

O regulamento era simples, com as equipes se enfrentando em turno e returno. O campeão seria o time que somasse mais pontos. Nos Segundos Quadros, quem levantou a taça foi River Football Club. Nos Primeiros Quadros, o título ficou com o Engenho de Dentro Athletico Club.  

Classificação final dos Segundos Quadros

POSIÇÃOCLUBESPONTOS PERDIDOS
River F.C.03
Mavillis F.C.11
S.C. Opposição12
Fundição Nacional A.C.13
S.C. Ideal17
S.C. Mackenzie18
Manufactura Porcellana F.C.18
Engenho de Dentro A.C.21
Confiança A.C.21
10ºAdélia F.C.21
11ºS.C. União25
12ºS.C. Abolição26

Classificação final dos Primeiros Quadros

POSIÇÃOCLUBESPONTOS PERDIDOS
Engenho de Dentro A.C.06
S.C. Ideal11
Fundição Nacional A.C.12
River F.C.13
Manufactura Porcellana F.C.13
Mavillis F.C.16
S.C. Opposição16
Confiança A.C.18
S.C. União19
10ºAdélia F.C.21
11ºS.C. Mackenzie23
12ºS.C. Abolição27

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTO: A Noite (RJ)

FONTE: O Imparcial (RJ)

Inédito!! Jardim Foot-Ball Club, da Gávea – Rio de Janeiro (RJ): Quatro participações no Estadual da 2ª Divisão

Por Sérgio Mello

O Jardim Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Camiseta Azul, da Gávea’ foi Fundado na segunda-feira, do dia 08 de julho de 1907. As cores, no estatuto constam: azul turquesa e branco

A sua Sede social ficava localizado na Rua Márquez de São Vicente, nº 18, 76 (sobrado) e depois passou para o nº 173, na Gávea, na Zona Sul do Rio/RJ. Já a sua Praça de Esportes ficava na Rua Jardim Botânico, nº 840, no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio/RJ.  A distância entre a sede e o campo é de 1,8 km, o que dá cerca de 17 minutos andando (bicicleta cerca de 8 minutos).

Essa distância diminuiu ainda mais em 1928, quando o Jardim inaugurou o seu novo campo situado na Rua Márquez de São Vicente, nº 185 e depois 173, na Gávea, na Zona Sul do Rio/RJ. A partir daí o deslocamento passou a ser de 400 metros (cerca de dois minutos andando).

A sua Sede foi inaugurada no sábado, do dia 21 de agosto de 1926. Além do futebol, também disputava as competições de Ping Pong (atual: tênis de mesa). No salão nobre, o clube realizava bailes, eventos carnavalescos, festas juninas, entre outros.

Campeão de remo? Sim, senhor!

Em dezembro de 1919, o Jardim foi campeão nos Segundos e Terceiros Team, pela União das Sociedades do Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas. O Club de Regatas Lage foi o vencedor nos Primeiros Quadros.

Clube ajudou a fundar entidade em 1921

Em junho de 1921, por iniciativa do Jardim FBC foi fundada a Liga União das Sociedades dos Desportos Terrestres da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os primeiros filiados foram: Praia Vermelha Football Club e Sport Humayta Football Club. A Sede ficava localizada na Avenida Doze de Maio, nº 21, na Gávea, na Zona Sul do Rio/RJ.

Em 1925, disputou o Campeonato na Lagoa, organizada pela Federação Brasileira de Desportos Athleticos (FBDA).

Modelo de 1927

Vice-campeão da Sub-Liga da LBD de 1927

Deu entrada na quarta-feira, dia 08 de dezembro de 1926, na secretaria da Liga Brasileira de Desportos (LBD), para se filiar. Dias depois teve a sua filiação aprovada pela LBD.

Na sua 1ª participação na Sub-Liga, da LBD (Liga Brasileira de Desportos), o Jardim foi o campeão do Torneio da Série B. Com isso decidiu o título com o Municipal Football Club, da Rua da America, no bairro de Santo Cristo.

No domingo, do dia 18 de dezembro de 1927, foi decidido o título. Após o 1º tempo equilibrado com vitória apertada de 3 a 2 para o time alviverde, na etapa final, o Municipal voltou melhor e marcou mais dois tentos, decretando um placar de 5 a 2, conquistando o Bicampeonato (1926 e 1927). O Jardim ficou com o vice.

Quatro participações no Campeonato Carioca da 2ª Divisão

O Jardim Foot-Ball Club disputou quatro edições do Campeonato Carioca da 2ª Divisão: 1928 (LBD), 1933 (AMEA – 2º lugar), 1934 (AMEA – 2º lugar) e 1935 (FMD).  

Campeão nos Segundos Quadros de 1928

Na tarde de domingo, do dia 16 de dezembro de 1928, foi decidido o título dos Segundos Quadros do Campeonato da 2ª Divisão da LBD, no campo do S. C. Bemfica. De um lado o Marqueza Football Club, campeão da Série A, e do outro o Jardim, campeão da Série B.

Com uma atuação impecável, o Jardim foi superior e venceu sem dificuldades pelo placar de 3 a 0. Com este resultado tornou-se o Jardim Foot-Ball Club se sagrou campeão dos Segundos Quadros da Segundona de 1928.

Filiou-se a AMEA

No sábado, do dia 22 de abril de 1933, a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), concedeu filiação ao Jardim FBC, porém com a obrigação de aumentar o campo com as dimensões legais, e o respectivo nivelamento, bem como cerca-lo seguindo as regras da entidade. 

Vice-campeão da Segundona dos 2º Teams e 1933

No domingo, às 14h30min., do dia 31 de dezembro de 1933, o Jardim (campeão da Série Miguel de Pino Machado) e o Sport Club União (campeão da Série João Cantuária) iniciaram a disputa, numa melhor de três, do título do Campeonato Carioca da 2ª Divisão da AMEA, nos Segundos Quadros. A partida foi realizada no Estádio de General Severiano, em Botafogo e teve arbitragem de Waldemar Liotti. No final, melhor para o Jardim, que derrotou o União por 3 a 2.

No 2º jogo, o Anchieta goleou por 5 a 1, levando a decisão para a terceira e última partida. Então, no domingo, dia 14 de janeiro de 1934, da melhor de três, no campo da Portuguesa, decidiram o título! A arbitragem ficou a cargo do sr. Leonardo Teixeira.

Embora se esperasse um jogo difícil, no final tal situação não sucedeu, porque o Sport Club União apresentando uma equipe em melhores condições e mais treinada, venceu o Jardim com relativa facilidade por 7 a 2, conquistando o título de campeão dos Segundos Teams da Segunda Divisão da A. Μ. Ε. Α.

Os gols foram assinalados Hugo e Dozinho, com três tentos cada; e Zeca, com um gol, para o União; enquanto Sebastião e Horácio, de pênalti, fizeram os tentos do Jardim.

União: Brasil; Antônio e Heitor; Titéo, Loli e Laert; Barthô, Armando, Zeca, Hugo e Dozinho.

Jardim: Loma; Ariza e Mauro; Sebastião, Lourival e Júlio; Oswaldo, Adalberto, Horácio, Dutra e Carijó. Reservas: Russo, Gallo, Tote, Maneco e Atanásio.

Final da Segundona dos 1º Quadros de 1933, o Jardim ficou com o vice!

Na Série Miguel de Pino Machado, o Jardim foi o campeão. Foram seis jogos e 11 pontos; com cinco vitórias e um empate; marcando 15 gols, sofrendo nove e um saldo positivo de seis.

Os resultados abaixo:

02/07Jardim FBC4X3AC CordovilRua Marquês de São Vicente, na Gávea
16/07Penha AC2X2Jardim FBCRua Cândido Silva, Olaria
30/07Municipal FC0X1Jardim FBCEstrada do Norte, Bonsucesso
13/08AC Cordovil2X3Jardim FBCRua Oliveira Mello, Cordovil
27/08Jardim FBC2X0Municipal FCRua Marquês de São Vicente, na Gávea
10/09Jardim FBC3X2Penha ACRua Marquês de São Vicente, na Gávea

No domingo, às 15h30min., do dia 05 de novembro de 1933, foi realizado o 1º jogo da competição decisiva do Campeonato Carioca da Segunda Divisão da AMEA, entre o Sport Club Anchieta (vencedor da série “João Cantuária) e o Jardim Football Club (campeão da série Miguel de Pino Machado).

A partida foi disputada no campo do C. A. Central (anteriormente o jogo estava marcado para ser realizado no River Football Club), na Rua Adriani, no bairro de Todos os Santos, na Zona Norte do Rio. O árbitro foi o sr. Jayme Guimarães, do Mavilis Football Club. Apesar de importância do jogo, o Anchieta não compareceu e o Jardim venceu por W.O., somando dois pontos.

Uma semana depois, o segundo jogo, no domingo, às 15h30min., do dia 12 de novembro de 1933, na Av. Pasteur, Praia Vermelha, Urca. Com arbitragem do sr. Oswaldo Travassos Braga, o Anchieta venceu por 2 a 1, obrigando a necessidade do terceiro e último jogo. Os gols foram de Mário para o Jardim; enquanto Jarbas e Archimedes para o Anchieta.

Jardim: Silvino; Carolino e Dantas; Arnaldo, Lourival e Bem-Te-Vi; Nélson, Licínio, Antoniquinho, Onilo e Mário.

Anchieta: Escoteiro; Henrique e Leal; Pedro, Arnaldo e Telephone; João, Jarbas, Gastão, Archimedes e Pinto.

O título foi decidido, na quarta-feira, do dia 15 de novembro de 1933, no Estádio General Severiano, na preliminar do amistoso do Botafogo, que goleou a Seleção Paulista pelo placar de 5 a 1.

Numa partida nervosa e cheia de alternâncias, a sorte caiu para o Anchieta que derrotou o Jardim por 1 a 0, ficando com o título do Campeonato Carioca da 2ª Divisão da AMEA de 1933. O herói da peleja foi o atacante Pinto, autor do gol que deu a vitória ao campeão. Arbitragem foi do sr. Waldemar Rodrigues Gomes

Anchieta: Escoteiro; Léo e Hermínio; Pedro, Arnaldo e Telephone; João, Jarbas, Gastão, Gradim e Pinto.

Jardim: Silvino; Carolino e Dantas; Arnaldo, Lorico e Bem-Te-Vi; Adalberto, Antoniquinho (Nélson), Oswaldo, Carijó e Mário.

Jardim goleou time invicto, sem dó

No domingo, do dia 07 de outubro de 1934, o Jardim, jogando nos seus domínios, colocou fim a invencibilidade do Brasil Suburbano com uma goleada de 7 a 2. Nos Segundos Quadros outro triunfo do Jardim.

Reorganização do Jardim F. Club

Fazendo parte da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), o Jardim tomou importante decisão, na quarta-feira, às 20 horas, do dia 19 de dezembro de 1934, o sr. Ricardo Costa, socio benemérito, grande esforçado pelo Jardim F. C. convocou uma reunião na sede social, com os sócios a fim de ser organizada uma junta para reerguimento do clube, evitando se que o clube fosse extinto.

Atendendo ao apelo do sr. Ricardo Costa, compareceu à reunião um grande número de sócios, organizaram a seguinte junta:

Presidente: Zeniz Cezar da Rosa;

Thesoureiro: Ricardo Costa;

Secretário: Arlindo Cunha;

Procurador: Manoel Baptista.

Ficou resolvido que a partir de Janeiro de 1935, o valor da mensalidade passaria a ser de 3$000 (três mil cruzados), a fim de ser facultado a volta de todos os associados.

Jardim ingressou na FMD, em 1935

Em 1935, disputou o Campeonato da Divisão Intermediária da Federação Metropolitana de Desportos (FMD). Na pratica o Campeonato Carioca da Segunda Divisão. O Jardim F.C. esteve presente no grupo ‘Série Sul’, com os seguintes clubes:

Sport Club Boa Vista (Alto da Boa Vista);

Club Athletico Central (Todos os Santos);

Sport Club Cocotá (Ilha do Governador);

Confiança Athetico Club (Andaraí);

Japohema Football Club (Méier);

Jardim Football Club, (Gávea);

Sport Club Portugal-Brasil (Centro);

River Football Club (Piedade);

Sporting Club do Brasil (Centro);

Viação Excelsior Football Club (São Cristóvão).

Jardim entrou para a ‘Nobre Arte’

Na sexta-feira, do dia 09 de agosto de 1935, a diretoria do Jardim avaliou a ideia de instalar uma seção de boxe e se filiar na Federação Brasileira de Pugilismo

Títulos conquistados na Associação Carioca de Football

Em 1940, o Jardim se sagrou campeão da Associação Carioca de Football (ACF). Em 1941, ficou com o vice-campeonato com 25 pontos, só atrás do Bandeirantes que foi o campeão com 27 pontos. O clube da Gávea recebeu o troféu “Tudo nos Une”, ofertado pelo Sr. Antônio A. Marques, dono da casa A Nova Lusitânia.  

Porém, nos Segundos Quadros e Juvenil, o Jardim ficou com os títulos. No 2º Team, o Jardim com 21 pontos; enquanto o Bandeirantes ficou na 2ª posição com 19 pontos. Já no Juvenil o ‘Camiseta Azul, da Gávea’ levou a taça com 23 pontos, enquanto o Argentino foi o vice com 22 pontos.

Campeão do Torneio Início da AFA

Em 1942, o Jardim mudou de entidade, passando a atuar na Associação de Football de Amadores (AFA). Na primeira aparição, o Jardim foi campeão do Torneio Início da AFA.

Na estreia, bateu o Palestra por 1 a 0, tendo como arbitragem sr. Nelson do Vale. Na fase semifinal, sofreu para eliminar o Nacional. Na prorrogação, após empate em 1 a 1, avançou nos escanteios: 1 a 0. Arbitrou o sr. Raymundo Mello.

Na grande final, a partida terminou empatada sem gols, mas no critério de desempate (nos escanteios), o Jardimbateu o Bela Vista por 3 corners contra 1 corner. O árbitro foi o sr. João Scaramello.

Um fim silencioso

Na década de 50 e 60, o noticiário em relação ao Jardim eram sobre os eventos sociais, além do campo, sendo alugado para outros clubes, inclusive ao Clube de Regatas Flamengo. Infelizmente, na década de 70, já não foi encontrado mais nada! Mais um clube que desapareceu silenciosamente sem deixar rastros.

Algumas formações:

Time base de 1914 (1º Team): Manoel P.; Medina e Mario; Vicente, Justiniano e Annibal; Manduca, Braga, Pedro, Gildo e Gabriel.

Time base de 1914 (2º Team): Manoel; Felix e Arantes; Francisco, Napoleão e Pinto; Waldemar, Mario, José, Doca e Antônio.

Time base de 1926: Thomaz (Manduca); Gallo (Antonico) e Dantas (logato); Alhô, Nicola e Joaquim (Ernesto); Pahyha, Ajacio, Orlando (Cap.), Gordura e Affonso (Augustinho). Reservas: Lima, Oswaldo, Olicio, Rolla, Mingote e Alcides.

Time base de 1927: Henrique (Manduca); Waldemar (Alvarenga) e Antonico (Silvino); Ernesto (Dantas), Gallo (Juca) e Pahyba (Renato); Jayme (Miguel), Orlando (Pereirinha), Corriol (Avelar ou Rolla), Mendes (Olicio ou Gordura) e Affonso (China ou Dutra). Capitão: Orlando e depois Antonico.

Time base de 1933: Silvino; Carolino e Dantas; Arnaldo, Lorico (Lourival) e Bem-Te-Vi; Dadá (Licínio), Antoniquinho (Nélson), Oswaldo, Carijó (Onilo) e Mário.

Time base de 1935: Silvino; Arnaldo e Dantas (Landislau); Horácio (Elpídio), Álvaro e Bem-Te-Vi; (Dadá), Thomé (Maneco), China (Salles), Júlio (Licínio) e Mário (Oswaldo).

Time base de 1941: Rolando; Walter e Alcy; Lissandro, Amaury e Alberto (Raul); Carlos, Romeu, Neném (Salomão), Moreno e Edgard.

Time base de 1942: Waldyr (Alberto); Alberto (Haroldo) e Zeca (China); Rolando (Walfredo), Tião e Hélio (Russo); Armandinho, Orfeu (Raul), Amaury (Vicente), Renato (Edgard) e Djalma (Joaquim).

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Noite (RJ) – Beira-Mar: Copacabana, Ipanema, Leme (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial: Diário Illustrado do Rio de Janeiro (RJ) – O Jornal (RJ) – O Paiz (RJ) – Futebol Nacional – Rio Sportivo (RJ)

Visitante indigesto! No estádio Nilton Santos, o Flamengo tem números expressivos, quando enfrenta o Botafogo!

Por Sérgio Mello

Fui surpreendido, na manhã deste domingo, com muitos internautas pedindo para que eu fizesse o levantamento desde o primeiro jogo até o último, dos jogos entre o Botafogo e Flamengo, no Estádio Nilton Santos. Missão dada e missão cumprida! Vamos a matéria!

“Caiu, no tapetinho, já era. Aí o bagulho flui à vera”. Certamente, mesmo não sendo botafoguense você já ouviu essa música algumas vezes. Surgiu em 2023 e ganhou força em 2024, quando o Botafogo fez história ao vencer o Brasileirão e a Libertadores.

O responsável pela música foi o Mc Cajá, um dos autores do funk original. O hit dominou as redes sociais e as arquibancadas do estádio Nilton Santos, carinhosamente apelidado de tapetinho, que se refere à grama sintética do estádio, instalada em janeiro de 2024. E a partir daí, o Botafogo se tornou, quase que imbatível nos seus domínios.  

E, por falar em mando de campo… O quão é importante o seu time jogar, em casa, diante de um grande rival? Para a maioria esmagadora, certamente a resposta é: muito importante! Porém, como qualquer situação na vida… Há exceções!

Quando o assunto é o “Clássico da Rivalidade”, entre Botafogo e Flamengo, no Estádio Nilton Santos, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio (RJ), os números deixam claro que o mandante não consegue se impor.

Estádio Nilton Santos, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio (RJ)

O Botafogo estreou na sua nova casa, no sábado, do dia 30 de junho de 2007, vencendo o Fluminense por 2 a 0, com dois gols do atacante dos ‘Gols Bonitos’: Dodô, que atualmente trabalha como comentarista na TV Record.

Apesar da estreia ter sido em 2007, o Botafogo só foi enfrentar o Rubro-negro , nos seus domínios, apenas dois anos depois. No domingo, do dia 25 de outubro de 2009, o 1º embate terminou com a vitória do Flamengo por 1 a 0. O gol da vitória foi assinalado pelo atacante Adriano Imperador.

Botafogo só venceu quatro dos 27 jogos disputados no Nilton Santos

De lá pra cá, ao todo, foram 27 jogos, com 14 vitórias do Flamengo (51,85%), nove empates (33,33%) e apenas quatro vitórias do Botafogo (14,82). Ao todo, foram 57 gols no “Clássico da Rivalidade”: com o Rubro-negro marcando 35 gols, enquanto o Clube da Estrela Solitária assinalou 22 tentos. O Clube da Gávea está com um saldo de gols positivo de 13.

Se for somar o percentual do time visitante com as vitórias e empates, o Flamengo tem um aproveitamento de 66,7%. Definitivamente, quando o Botafogo recebe, nos seus domínios, o Flamengo, a preocupação dos seus torcedores é de ‘alta tensão’!

TODOS OS 27 JOGOS (2009 a 2026)

25/01/2009Botafogo0X1Flamengo
21/03/2010Botafogo2X2Flamengo
02/10/2010Botafogo1X1Flamengo
20/02/2011Botafogo1X1Flamengo *
10/04/2011Botafogo0X2Flamengo
19/06/2011Botafogo0X0Flamengo
18/09/2011Botafogo1X1Flamengo
05/02/2012Botafogo0X0Flamengo
26/08/2012Botafogo0X0Flamengo
1º/12/2012Botafogo2X2Flamengo
03/03/2013Botafogo2X0Flamengo
12/02/2017Botafogo1X2Flamengo
16/08/2017Botafogo0X0Flamengo
10/09/2017Botafogo2X0Flamengo
03/03/2018Botafogo0X1Flamengo
10/11/2018Botafogo2X1Flamengo
26/01/2019Botafogo1X2Flamengo
07/11/2019Botafogo0X1Flamengo
05/12/2020Botafogo0X1Flamengo
25/03/2021Botafogo0X2Flamengo
23/02/2022Botafogo1X3Flamengo
28/08/2022Botafogo0X1Flamengo
02/09/2023Botafogo1X2Flamengo
18/08/2024Botafogo4X1Flamengo
15/10/2025Botafogo0X3Flamengo
15/02/2026Botafogo1X2Flamengo
14/03/2026Botafogo0X3Flamengo

* Nos pênaltis, o Rubro-negro venceu por 3 a 1 e se classificou para a Final da Taça Guanabara de 2011.

FOTO: Dodoedo

ARTE: desenho dos escudos – Sérgio Mello

FONTES: Jornal dos Sports (RJ) – O Lance! (RJ) – site Globo Esporte