Arquivo da categoria: Arquivo digital

Escudos raros de 1926 e 1980: Operário Ferroviário Esporte Clube – Ponta Grossa (PR)

Escudo de 1980

O Operário Ferroviário Esporte Clube é uma agremiação da cidade de Ponta Grossa (PR). O “Fantasma” foi Fundado na quarta-feira, do dia 1º de Maio de 1912, no Dia do Trabalhador, sendo o 2º clube mais antigo do estado em atividade.

Ponta Grossa, uma das maiores cidades do Paraná com mais de 300 mil habitantes, é considerada o berço do futebol paranaense, pois foi aqui na Princesa dos Campos que em 1909 disputou-se o 1º jogo de futebol oficial da história do Paraná, entre ponta-grossenses e curitibanos, com vitória de 1 a 0 para o time da casa.

Primeiro time

Em 1913, foi formado o 1º time da história do Operário para as disputas de jogos amistosos e das primeiras competições locais e estaduais. A escalação da equipe, neste ano, foi a seguinte: José Moro; Pedro Azevedo e Alexandre Bach; Henrique Piva, João Simonetti e Souza; Ewaldo Meister, Adolfo Piva, Holger Mortensen e Ernesto.

Escudo de 1926

Escolha do nome

O 1º nome, que durou até 1914, foi Foot-ball Club Operário Ponta-grossense, depois foi alterado para Operário Foot-ball Club. A escolha do nome há algumas teses. Alguns defendem que o Operário se originou de outra equipe esportiva, o Tiro de Guerra Ponta Grossense, enquanto para outros, decorreu do Riachuelo Sport Club.

Entretanto, a variante frequentemente mais aceita é que o clube surgiu de um grupo de operários ferroviários que trabalhavam nos escritórios e oficinas da Rede Viação Paraná – Santa Catarina, em Vila Oficinas.

A partir de 1926, nova alteração no nome, agora para Operário Sport Club, mudança essa motivada provavelmente para atrair um número maior de novos sócios, capitalizando recursos para se transformar também em um clube social.

Apenas em 1933, após a inclusão do clube social dos ferroviários, que nunca tinha entrado em atividade oficial esportivamente, chegou-se ao nome definitivo: Operário Ferroviário Esporte Clube.

As cores e os uniformes

Segundo o pioneiro sr. Abel Ricci a cor do uniforme principal, não modificada até os dias atuais, foi ideia do senhor Alberto Scarpim: “trata-se de uma homenagem às raças branca e negra, que sempre terão vez em nossa agremiação”.

Essa atitude de busca de harmonia entre todos causou imediata simpatia pelo clube, lembrando que em 1912, apenas 24 anos após a promulgação da Lei Áurea, pouquíssimos times no país aceitavam jogadores negros em suas formações.

O Operário Ferroviário é considerado um dos pioneiros clubes no Brasil a ter tal postura civilizada. A camisa alvinegra listrada verticalmente com calções pretos aparece desde então nos campos e corações de todos nós, sem nenhuma mudança nas cores nesses cem anos de história.

Posteriormente como segundo uniforme surge a camisa branca com calções brancos e mais recentemente como terceiro uniforme a camisa e calções todos pretos.

Como surgiu a alcunha “Fantasma”

A mascote e símbolo do Operário Ferroviário é o Fantasma. Esse apelido, Fantasma da Vila, foi dado pelo meio esportivo de Curitiba logo nos primeiros anos de jogos do Operário contra os times da capital do estado, retornando sempre nos ressurgimentos do Alvinegro, pois observava-se que os visitantes ficavam assustados com a garra do time de Ponta Grossa e geralmente perdiam as partidas em Vila Oficinas, tanto que na sua primeira temporada de atividades regulares contra outras equipes, em 1914, o Operário Ferroviário passou o ano todo invicto. Estava formada a lenda do Fantasma.

Primeira diretoria

Na segunda-feira, do dia 07 de abril de 1913, o jornal Diário dos Campos, destacou a eleição da 1ª diretoria do clube. “Temos a honra de levar ao vosso conhecimento que hoje, em Vila Oficinas, com grande número de pessoas propensas a fundação de uma sociedade esportiva de foot ball, em sessão ordinária foi eleita a primeira diretoria desta associação denominada de Foot Ball Club Operário Pontagrossense, que deverá reger os destinos do mesmo durante o primeiro ano de sua fundação“.

Presidente – Raul Lara;

Vice-presidente – Oscar Wanke;

1º Secretário – Antônio Joaquim Dantas;

2º Secretário – João Gotardello;

1º Tesoureiro – Joaquim Eleutério;

2º Tesoureiro – Álvaro Eleutério;

1º Capitão – Victorio Maggi;

2º Capitão – Oscar Marques;

Fiscal de campo – João Simonetti.

Pioneiros do Operário Ferroviário Esporte Clube, assim como Pedro Azevedo, Henrique Piva, João Hoffman Júnior, Ewaldo Meister, Álvaro Meister, Adolfo Piva, José Antônio Moro, Frederico Dias Júnior, Alexandre Bach, Abel Ricci, João Fernandes de Castro, Michel Farhat, Cesário Dias, Oscar Serra, Inácio Lara, Ricardo Wagner, Alberto Scarpim, Frederico Holzmann, Francisco Barbosa, Holger Mortensen em meio a tantos outros que contribuíram para manter aceso o ideal operário naqueles primeiros tempos.

Títulos

Aclamado Campeão Ponta-grossense pela invencibilidade em todo o ano – 1914

Campeão da Segunda Divisão da Liga Sportiva Paranaense – 1916

Bicampeão invicto da Taça Abraham Glasser – 1918/1919

Na época do amadorismo: Campeão da Liga Regional Ponta-grossense 23 vezes em 32 campeonatos disputados

Campeão do Interior do Torneio Estadual do Centenário da Independência do Brasil – 1922

Vice-campeão Paranaense do Torneio Estadual do Centenário da Independência do Brasil – 1922

Campeão do Torneio Início do Interior – 1956

Campeão do Torneio Início Profissional da Federação Paranaense de Futebol – 1927 e 1956

Campeão do Torneio Profissional Quadrangular do Interior – 1956

Campeão do Torneio Quadrangular Barros Júnior – 1964

Campeão da Taça Sul – Torneio Incentivo – 1975

Campeão do Torneio da Amizade – 1980

Campeão da Segunda Divisão Paranaense – 1969

Campeão do Interior do Paraná em 1923, 1924, 1925, 1926, 1929, 1930, 1932, 1934, 1936, 1937, 1938, 1940, 1947, 1958, 1990 e 1991

Vice-campeão Paranaense em 1923, 1924, 1925, 1926, 1929, 1930, 1932, 1934, 1936, 1937, 1938, 1940, 1958, 1961

Campeão Paranaense da Zona Sul – 1961

Campeão Paranaense – 2015

Campeão da Taça FPF Sub-23 – 2016

Campeão Brasileiro – Série D – 2017

Campeão Paranaense – Segunda Divisão – 2018

Campeão Brasileiro – Série C – 2018

Campanhas em competições nacionais

Torneio Interclubes dos Campeões Sul-Brasileiros 1962 – 5° lugar

Campeonato Brasileiro – Copa Brasil 1979 – 88º lugar entre 94 participantes

Campeonato Brasileiro – Taça de Prata 1980 – 53º lugar entre 64 participantes

Campeonato Brasileiro – Série B 1989 – 11º lugar entre 96 participantes

Campeonato Brasileiro – Série B 1990 – 5º lugar entre 24 participantes

Campeonato Brasileiro – Série B 1991 – 29º lugar entre 64 participantes

Campeonato Brasileiro – Série C 1992 – 6º lugar entre 20 participantes

Campeonato Brasileiro – Série D 2010 – 6º lugar entre 40 participantes

Campeonato Brasileiro – Série D 2011 – 24º lugar entre 40 participantes

Campeonato Brasileiro – Série D 2015 – 8º lugar de 40 participantes

Campeonato Brasileiro – Série D 2017 – 1º lugar entre 68 participantes

Campeonato Brasileiro – Série C 2018 – 1º lugar entre 20 participantes

Campeonato Brasileiro – Série B 2019 – 10º lugar entre 20 participantes

Campanhas recentes

2009 – Conquista do Acesso à Primeira Divisão do Campeonato Paranaense

2010 – 5º lugar no Campeonato Paranaense, primeiro campeonato na primeira divisão desde o licenciamento de 1994, conquista de vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D 2010

2010 – 6º lugar no Campeonato Brasileiro da Série D

2011 – 3º lugar no Campeonato Paranaense, conquista de vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D 2011 e para Copa do Brasil de 2012

2011 – 24º lugar no Campeonato Brasileiro da Série D

2012 – Participação na Copa do Brasil 2012

2012 – 6° lugar no Campeonato Paranaense – artilheiro da competição: o atacante do Operário Ferroviário, Nivaldo José da Costa, o Baiano, com 13 gols

2013 – 6° lugar no Campeonato Paranaense

2014 – 9° lugar no Campeonato Paranaense

2015 – Campeão Paranaense – Campeão Estadual, conquista de vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D 2015 e para Copa do Brasil de 2016

2016 – Campeão da Taça FPF Sub-23 – conquista da vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D 2017

2017 – Campeão Brasileiro – Série D – conquista da vaga para o Campeonato Brasileiro da Série C 2018

2018 – Campeão Paranaense – Segunda Divisão – conquista do acesso à Primeira Divisão do Campeonato Paranaense 2019

2018 – Campeão Brasileiro – Série C – conquista da vaga para o Campeonato Brasileiro da Série B 2019

 Estádio Germano Krüger

A construção do estádio do Operário Ferroviário e da sede do clube se deu em um terreno próximo à rede ferroviária. Germano Ewaldo Krüger, um grande incentivador das práticas esportivas que assumiu a chefia das oficinas da Rede Viária Paraná – Santa Catarina na década de 30, além de acompanhar dedicadamente o clube propôs a mudança do seu primeiro campo utilizado para os jogos, ao lado das oficinas, para um terreno mais ao largo dos trilhos.

Mandou, então, canalizar um olho d’água ali existente para se aproveitar um espaço bem maior que acomodasse arquibancadas, sede social e outras benfeitorias para os associados.

Na entrega do novo estádio, em outubro de 1941, Germano Krüger exercia um dos três mandatos que conquistou como presidente do Operário, recebendo na década de 60 a homenagem de dar seu nome ao Estádio de Vila Oficinas do Operário Ferroviário, com capacidade para 10.632 pessoas, localizado na Rua Padre Nóbrega, nº 265, no bairro Vila das Oficinas, em Ponta Grossa (PR).

FOTOS: Site do clube – Rouparia do Garcia – Acervo do Futebol Do Interior Paranaense – Profissionais (Luiz Souza)

FONTES: Site oficial do clube – Diário dos Campos, de Ponta Grossa (PR)

Byron Football Club, campeão do Torneio Início da ANEA de 1929 – Niterói (RJ)

Por Sérgio Mello

Em Niterói, o Byron Football Club levantou o título do Torneio Initium, enquanto o Nictheroyense Football Club ficou com o vice. Numa esplendida tarde de domingo, do dia 07 de abril de 1929, teve uma festa esportiva, na vizinha Niterói, com a realização do Torneio Initium, organizado pela Associação Nictheroyense de Esportes Athleticos (ANEA). Quatro foram as provas que melhor aspecto de entusiasmo despertara entre os aficionados.

Em condições apreciáveis, apresentaram-se em campo e Byron, Fonseca, Ypiranga, Nictheroyense e Barretos, os quais em luta empenhada emprestaram ótimas fases durante o transcurso dos jogos.

1º JOGO

O Ypiranga venceu o São Bento, pelo placar de 1 a 0. O gol foi assinalado por Manoelzinho. O árbitro foi Antônio Cabral. Os times formaram assim:

Ypiranga: Carlos; Moreno e Everardo; Oscarino e Irênio; Nonô, Jacatiba, Cunha, Manoel e Calão.

São Bento: Placido; Mozart e Sylvie; Lili, Othon e Elias; Celso, Cata, Rocha, Rubem e Jaguanham.

2º JOGO

O Nictheroyense bateu o Canto do Rio, por 3 a 1 (também venceu nos escanteios: 2 a 1). Os gols foram marcados por Germano; Clovis, de pênalti, e Júlio, contra, para o Nictheroyense; enquanto Lauria fez o tento de honra para o Cantusca. Os times formaram com os seguintes atletas:  

Nictheroyense: Pardal; Epaminondas e Figueiredo; Cosme, Nereu e Júlio; Godofredo, Athayde, Germano, Clovis e Edmundo.

Canto do Rio: Zé Maria; Camarinha e Orlando; Humberto, Santa Rosa e Neiva; Levy, Lauria, Manoel, Edmundo e Irineu.

3º JOGO

Após empate sem gols, o Fonseca precisou de duas prorrogações para superar o Gragoatá, por 2 a 0, nos escanteios. O árbitro foi o Sr. Antônio Santa Rosa (Canto do Rio). Entraram em campo com esta organização:

Gragoatá: Archimedes; Bruno e Gumercindo; Villela, Timotheo e Luciano; Ary, Pedrinho, Edmundo, Thelio e Malheiros.

Fonseca: Martins; Mariano e Hilario; Antônio, Orestes e Lemos; José, Mandinho, Edesio e Lomelino.

4º JOGO

O Byron venceu o Fluminense por 1 a 0 (nos escanteios, outro triunfo: 1 a 0). Tento da peleja foi marcado por Dias para o Cruz de Malta. Arbitragem ficou a cargo do Sr. Sysipho Tavares (Nictheroyense).

Byron: China; Binoculo e Judão; Djalma, Terrível e Luiz; Miguel, Dias, Bode, Moço e Zacharias.

Fluminense: Acyr; Henrique e Vicente; Joeiro, Álvaro e Seraphim; Quirino, Nol, Mario, Curto e Alfredinho.

5º JOGO

O Ypiranga eliminou o Barreto, vencendo o jogo por 2 a 1. Os gols foram de Calão e Correa para o rubro-negro, enquanto Bilu fez o tento de honra para o Barreto. O Juiz foi o sr. Elias Jorge (Gragoatá).

Ypiranga: Carlos; Moreno e Everardo; Oscarino e Irênio; Nonô, Jacatiba, Correa, Manoel e Calão.

Barreto: Antônio; Juvêncio e Firmo; Sá, Dario e Olympio; Minelly, Aristheu, Bilú. Aristides e Déco.

6º JOGO

O Nictheroyense precisou de duas prorrogações para eliminar o Fonseca por magro 1 a 0, nos escanteios. O árbitro da partida foi o Sr. Antônio Santa Rosa (Canto do Rio), que deixou de marcar um pênalti do zagueiro Hilario (Fonseca) no atacante Athayde (Nictheroyense).

Nictheroyense: Pardal; Epaminondas e Figueiredo; Cosme, Nereu e Júlio; Godofredo, Athayde, Germano, Clovis e Edmundo.

Fonseca: Martins; Mariano e Hilario; Antônio, Orestes e Lemos; José, Mandinho, Edesio e Lomelino.

7º JOGO

Num jogo cheio de alternâncias, o Byron venceu o Ypiranga pelo placar de 1 a 0, avançando, assim, para a grande final. O gol da classificação foi assinalado pelo atacante Dias. O Juiz foi o sr. Henrique Rocha (Fluminense AC).

Byron: China; Binoculo e Judão: Djalma, Terrível e Luiz; Miguel, Dias, Bode, Moço e Zacharias.

Ypiranga: Carlos; Moreno e Everardo; Oscarino e Irênio; Nonô, Jacatiba, Cunha, Manoel e Calão.

8º JOGO (FINAL)

O embate final do Torneio Initium, organizado pela Associação Nictheroyense de Esportes Athleticos (ANEA) teve como antagonistas os conjuntos do Byron Football Club e do Nictheroyense Football Club. Após uma disputa intensa, levou a melhor o Byron que derrotou o seu forte oponente por 1 a 0. O herói da peleja foi o atacante Lauro. O árbitro foi o sr. Henrique Rocha (Fluminense AC), com boa atuação.

Byron: China; Binoculo e Judão: Djalma, Terrível e Luiz; Miguel, Dias, Lauro, Moço e Zacharias.

Nictheroyense: Pardal; Epaminondas e Figueiredo; Cosme, Nereu e Júlio; Godofredo, Athayde, Germano, Clovis e Edmundo.

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: A Noite (RJ) – Rio Sportivo (RJ) – O Fluminense (RJ)

Foto rara de 1945: Serrano F.C. – Petrópolis (RJ) enfrentou o Comercial F.C. (SP), no Pacaembu!

Por Sérgio Mello

No domingo, do dia 21 de outubro de 1945, foi realizado em São Paulo, interessante partida interestadual, entre o Serrano F. C., líder invicto do campeonato de Petrópolis, tri e tetra campeão da linda cidade fluminense, e do Comercial F. Clube, da Federação Paulista de Futebol, no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o ‘Pacaembu’, na capital paulista. A partida terminou empatada em 1 a 1.

Antes do jogo a expectativa era de um embate difícil para o time paulista

Em palestra com o esportista Francisco Primerano, “cônsul” do Comercial F. C. no Distrito Federal e adjacências, dele ouvimos as seguintes interessantes palavras a respeito do referido encontro:

O prestígio esportivo do Serrano F. C. não é pequeno. Os cariocas sabem como esse querido clube petropolitano defende tradições do futebol fluminense. Do seu seio tem saído grandes jogadores, que vieram brilhar no futebol carioca, entre eles Carvalho Leite. Não faz muito tempo, enfrentando um quadro misto do C. R. Vasco da Gama do qual faziam parte nada menos de sete profissionais do ‘team’ efetivo do atual líder do campeonato desta capital e o Serrano fez brilhante figura. No primeiro tempo, vencia de 4 a 0 e na fase final, com o ‘team’ adversário numa reação extraordinária, sofreu três tentos, mas elevou sua contagem para seis, terminando o prélio com a diferença de 6 a 3. Se levarmos em conta que o quadro petropolitano vinha de uma festa de coroamento da rainha do clube, realizada na noite anterior, de poder-se-á calcular o valor seus jogadores, que, mesmo assim, puderam levar da vencida um conjunto adestrado e reforçado de bons elementos, como sol ser o que o valoroso C. R. Vasco da Gama levara a Petrópolis”, disse Francisco Primerano.

Como lhe perguntássemos sobre outros detalhes, Primerano acrescentou: “O embarque da delegação do Serrano F. C. está marcado para a próxima sexta-feira (19/1045). É provável que sua equipe seja constituída desta maneira: Bispo; Ari e Justem; Geraldo II, Geraldo 1 e Alaor; Fausto, Zezinho, Dumas, Zeca e Didi. Trata-se a meu ver de um adversário respeitável. Basta atentarmos para o fato de já haver sido tri e tetra campeão de Petrópolis, estando, atualmente, invicto, na liderança do campeonato da linda cidade serrana. Com semelhantes credenciais, o Serrano F. C. deverá ser adversário perigoso para o Comercial F. C., de São Paulo”, arrematou o esportista Primerano.

Time posado: Bispo; Ari e Justen; Geraldo I, Silvio e Alaor; Fausto, Zezinho, Dumas, Zeca e Didi. Técnico: Walter do Nascimento.

Serrano e Comercial ficaram no empate, no Pacaembu

Realizou-se anteontem à tarde, no Estadio Municipal do Pacaembu, a partida amistosa entre o Serrano Football Club, de Petropólis, e o Comercial Futebol Clube. desta capital. O público esportivo bandeirante, conforme se esperava, de mostrou pouco interesse pelo embate, não obstante ser essa a primeira exibição do quadro visitante em São Paulo.

Foi pequena a assistência que compareceu ao local do embate, o que é de lamentar-se. O Comercial visou proporcionar um espetáculo futebolístico aos torcedores dispendendo conseguintemente, os maiores esforços dentro de sus possibilidades para satisfazer aos afeiçoados, porém, não foi bem sucedido.

O desenrolar da luta

Com as sus naturais caraterísticas de jogo, o Comercial, é lógico, soube impor-se ao contendor já no primeiro período da pugna. Sem apresentar um apurado padrão de jogo, os alvirrubros deixaram nitidamente expressa a sua superioridade. Mesmo assim, os visitantes bateram-se com galhardia, mormente a defesa, onde faleciam as tentativas de incursão do quadro de Farid. Na fase complementar, contudo, registrou-se maior equilíbrio nas ações. Enquanto os atacantes do Comercial mostravam-se indecisos diante da meta do antagonista este controlando lhe todos os movimentos anulavam um por um os esforços dos companheiros de Romeuzinho no sentido de buscar maior número de tentos. Com regular movimentação neste e naquele setor, a peleja conseguiu atrair um pouco mais a atenção dos espectadores.

Comercial abre o placar

Aos 39 minutos Farid, do meio do campo, serviu Mendes com um passe em profundidade. O ponteiro avançou um pouco e, próximo à linha de escanteio, centrou bem. Saltaram vários jogadores e Vacaro, colhendo a bola no ar, cabeceou com firmeza, marcando no canto direito da meta de Bispo.

Serrano empata

O tento de empate foi conseguido na fase complementar da luta. Dumas colheu a bola encobrindo Maioral e fez passe em direção ao meia Zeca. Este, após haver controlado, atirou quando Tufi havia se adiantado uns passos.

O arqueiro fez defesa, porém a bola escapou-lhe de mãos e voltou par Zeca. Rápido, o avante arrematou no canto direito, anulando os esforços de Jaú, que havia cerrado para a trave procurando cobrir o chute do ponteiro Fausto, que apareceu para concluir a jogada.

Um pequeno “equivoco” do árbitro

Dirigiu a peleja regularmente o árbitro José Cruz. Enganando-se na contagem do tempo, deu o final aos 30 minutos, quando ainda restavam 15 minutos de jogo. Constatando o erro ordenou a continuação da peleja com a bola ao chão.

COMERCIAL F.C. (SP)     1        X        1        SERRANO F.C. (RJ)

LOCALEstádio Paulo Machado de Carvalho, o ‘Pacaembu’, em São Paulo (SP)
DATADomingo, do dia 21 de outubro de 1945
CARÁTERAmistoso Nacional
RENDACr$ 8.046,00 (oito mil e quarenta e seis cruzeiros)
ÁRBITROJosé Cruz (F.P.F.)
COMERCIAL/SPTufy; Maioral e Jaú; Ulisses, Bugre e Magri; Mendes, Farid, Invernizzi (Romeuzinho), Paulo e Vacaro.
SERRANO/RJBispo; Ari e Justen; Geraldo I, Silvio (Geraldo II) e Alaor (Silvio); Fausto, Zezinho, Dumas, Zeca (Vale) e Didi. Técnico: Walter do Nascimento.
GOLSVacaro aos 39 minutos (Comercial), no 1º Tempo. Fausto aos 20 segundos (Serrano), no 2º Tempo
PRELIMINARComercial (Aspirantes) 5 x 2 L.P.B. (campeão amador da capital)

ARTE: desenhos dos escudos e uniformes – Sérgio Mello

FOTO: Gazeta Esportiva (SP)

FONTES: Diário de Notícias (RJ) – Correio Paulistano (SP) – O Diário (SP)

Fotos raras de 1948: Bonsucesso Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ)

EM PÉ (esquerda para a direita): Urubatão, Ari, Gilberto, Elis, Waldir e Lusitano;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Malinho, Wassil, Gringo, Soca eH.Blio.

Outra formação do Leão da Leopoldina

 

FOTOS: Acervo pessoal

 

Fotos raras de 1931: Seleção Paulista de Futebol (APEA)

O Scratch Paulista que disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1931. Nessa edição, São Paulo terminou com o vice-campeonato, atrás do Distrito Federal (Rio de Janeiro)

EM PÉ (esquerda para a direita): Grané (zagueiro direito), Lo Schiavo (zagueiro esquerdo), Newton (médio direito), Gogliardo (centro médio) e Munhoz (médio esquerdo);    

AGACHADOS (esquerda para a direita): Luiz (ponta direita), Heitor (meia direita), Arthur Friedenreich (Centroavante), Feitiço (meia esquerda) e Siriri (ponta esquerda).

SENTADO (no centro): Athié (goleiro).

FOTOS: A Noite: Supplemento: Secção de Rotogravura (RJ) – A Gazeta (SP)

Fotos raras dos anos 50: Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o ‘Pacaembu’ – São Paulo (SP)

Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Estádio do Pacaembu ou simplesmente Pacaembu, é um estádio desportivo localizado na praça Charles Miller, no final da avenida Pacaembu, no bairro do Pacaembu, na zona central da cidade de São Paulo, Brasil. Foi inaugurado na década de 1940 com capacidade para 70 mil espectadores e na época, era considerado o mais moderno estádio da América do Sul.

Além do campo de futebol, parte mais conhecida, o local também abriga o Complexo Esportivo do Pacaembu, aberto gratuitamente aos cidadãos, que contém estruturas para atividades físicas variadas. Por fim, ali também está o Museu do Futebol, construído, literalmente, em baixo das arquibancadas do estádio. Pertencente à prefeitura da capital paulista, o Pacaembu pode ser alugado para a realização de eventos diversos.

No âmbito esportivo, sua principal utilização, o Sport Club Corinthians Paulista foi a equipe que mais atuou no local, tendo disputado 1 690 jogos. No entanto, após ter construído o seu próprio estádio, a Arena Corinthians, em 2014, o clube alvinegro reduziu drasticamente os jogos que manda no Pacaembu. Dessa forma, o estádio, que foi um dos principais palcos da Copa do Mundo de 1950, hoje sofre com a subutilização, já que os principais clubes da cidade possuem os seus próprios campos.

Apesar de ter sido o Corinthians o clube que mais vezes realizou partidas no Estádio do Pacaembu, a equipe que mais conquistou títulos no local foi o Palmeiras, que conquistou treze títulos ali, quatro a mais que o Corinthians que conquistou nove. Em seguida, vêm as equipes do Santos, com oito conquistas no estádio, e do São Paulo, com seis.

Estádio Paulo Machado de Carvalho

Apesar de ser normalmente chamado de Pacaembu, foi em 1961 que o nome oficial do local passou a ser Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho. Isso ocorreu porque a Prefeitura de São Paulo quis homenagear o chefe da delegação brasileira da Copa do Mundo de 1958, que rendeu o primeiro título mundial de futebol ao país. Formado em Direito, a relação próxima de Paulo Machado de Carvalho com o futebol já havia começado dentro do São Paulo Futebol Clube, onde chegou a assumir o cargo de presidente entre 1946 e 1947.

Durante a Copa de 1958, Paulo ganhou destaque na final do torneio. Contra a Suécia, anfitriã da competição, o Brasil foi obrigado a jogar com uniforme azul. Preocupado com a superstição dos atletas, que disputaram todo o torneio com a camisa amarela, o chefe da delegação fez questão de dizer aos jogadores que a mudança traria sorte porque as novas roupas eram da mesma cor que o manto de Nossa Senhora Aparecida. Quatro anos depois, Paulo foi chefe da delegação da seleção que ganhou o bicampeonato mundial em 1962, o que lhe garantiu o apelido de “Marechal da Vitória”.

Estádio do Pacaembu

Uma imagem clássica da cidade. Projeto antigo, mas inteligente, até ecológico. As primeiras arquibancadas aproveitaram a inclinação das encostas, no Vale do Rio Pacaembu, hoje subterrâneo. A fachada imponente já foi um complemento.

O futebol se popularizou muito, na São Paulo dos anos 1930, e era preciso acomodar as torcidas. Ele sempre foi multiuso, mesmo. Hoje abriga o moderno Museu do Futebol. No passado, recebeu cinco partidas da Copa de 1950 e os Jogos Pan-americanos de 1963. Maria Esther Bueno ganhou o ouro no tênis.

Ao longo dos anos foram muitos os eventos religiosos, como o com o Papa Bento XVI. E na era dos megashows de música, o Pacaembu brilhou. Muito. O som alto incomodou a vizinhança, que tem conseguido, na Justiça, proibir eventos não desportivos no estádio.

Praça Charles Miller

Localizada em frente ao estádio Pacaembu, praça reúne eventos culturais, práticas esportivas e feiras livres aos finais de semana. Admirar-se com uma raridade do mundo automotivo, praticar esportes, apreciar o melhor da gastronomia brasileira ou mesmo internacional, divertir-se com os aeromodelos que sobrevoam a praça, ou simplesmente fazer a tradicional feira de fim de semana.

O fato é que nem só de futebol vive a nossa querida Praça Charles Miller. Seu nome homenageia o patrono do futebol brasileiro, mas seu uso é dos mais diversos durante a semana. Um passeio que realmente vale a pena!

Charles William Miller ( 1874 – 1953 ), filho de um escocês com uma brasileira de ascendência inglesa, desembarcava no Brasil, em 1894, aos 19 anos, depois de uma temporada de estudos na Inglaterra. Seu objetivo, além de trabalhar na São Paulo Railway ( posteriormente Estrada de Ferro Santos-Jundiaí ), como seu pai, era iniciar aqui o novo esporte que ele havia aprendido no país britânico, na Bannister Court School.

No ano seguinte, na Várzea do Carmo, no Brás, em São Paulo, já era realizada a primeira partida de futebol do Brasil, disputada de forma organizada, entre os funcionários da Companhia de Gás de São Paulo e da São Paulo Railway Company, onde este último, o time de Charles Miller, venceu por 4 a 2. Fundamental na montagem do time do São Paulo Athletic Club e da Liga Paulista de Futebol ( a primeira liga de futebol no Brasil ), Miller jogou no clube até 1910, quando encerrou a carreira de jogador.

Depois disso, o pai do futebol brasileiro ainda atuou como árbitro. Alguns historiadores, no entanto, contestam o pioneirismo de Charles Miller na história do futebol brasileiro, argumentando e apresentando documentação como prova de que o esporte mais popular do Brasil já era praticado no país antes da volta de Miller retornar ao Brasil após temporada na Inglaterra.

Informações gerais

  • Capacidade do Estádio do Pacaembu: 37.730 espectadores
  • Construção: 17 de setembro de 1938 a 1940
  • Inauguração: 27 de abril de 1940
  • Partida inaugural: Palmeiras 6 x 2 Coritiba
  • Público recorde: 72.018 pessoas – recorde oficial
  • Data recorde: 25 de maio de 1942
  • Partida com mais público: Corinthians 3 × 3 São Paulo
  • Remodelado: 2007
  • Proprietário: Prefeitura de São Paulo
  • Administrador: Secretaria Municipal de Esportes

FONTE: https://www.estadiodopacaembu.com.br/

FOTOS: Acervo pessoal

Esporte Clube Primavera – Iguape (SP): Fundado em 1946

Por Sérgio Mello

O Esporte Clube Primavera foi uma agremiação do município de Iguape, situado no Vale da Ribeira, no interior do estado de São Paulo. Localizado a 202 km da capital, conta com uma população de 29.115 habitantes, segundo o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2022.

O “Alviverde Iguapense” foi Fundado no domingo, do dia 28 de abril de 1946. A sua bela Sede social (sobrado), situado no Funil de Cima, na Rua das Neves (próximo do nº 54), no Centro de Iguape (SP), pintado em suas cores verde e branco, foi inaugurado no domingo, do dia 24 de julho de 1949. O Diário (SP) deu a seguinte nota sobre o grande evento:

Inaugura domingo em Iguape sua sede social o E.C. Primavera

O Esporte Clube Primavera, de Iguape, inaugura domingo próximo, às 15 horas, sua sede própria, constando após essa sessão, um programa esportivo-social, caprichosamente elaborado por sua trabalhadora diretoria”.

Sua bela Sede social nos seus aureos tempos

A sede se transformou também em clube social e dançante. Foram antológicos os bailes realizados no clube até os anos 80. O Primavera sempre fez jus à sua tradição. Conquistou inúmeros títulos, entre os quais o de Campeão Regional de 1983. Há alguns anos encontra-se com suas atividades paralisadas. Muitos sonham com o seu renascimento, tanto do time como do clube social.

Foto posada do Campeão: Esporte Clube Primavera, de Iguape (SP)

Torneio Preparação de 1947 – Iguape (SP)

No ano seguinte, O Primavera constou o seu 1º título, ao faturar o Torneio Preparação de 1947, vencendo os seus três jogos! A competição contou com a participação de quatro equipes:

Esporte Clube Primavera;

Independente Futebol Clube;

Liberdade Futebol Clube;

União Brasil Futebol Clube.

Resultados do torneio

DATAEquipe 1   Equipe 2LOCAL
02 de fevereiroLiberdade FC4X1Independente FCIguape/SP
09 de fevereiroEC Primavera2X0União Brasil FCIguape/SP
23 de fevereiroUnião Brasil FC2X2Liberdade FCIguape/SP
09 de marçoEC PrimaveraWOXIndependente FCIguape/SP
16 de marçoEC Primavera2X1Liberdade FCIguape/SP

ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FOTOS: Página no Facebook: “Rocio Um Bom Lugar” – “Maravilhas de Iguape” – Gazeta Esportiva (SP)

FONTES: Gazeta Esportiva (SP) – Página no Facebook “Rocio Um Bom Lugar” – O Diário (SP)

Banco de dados de jornais digitalizados

Prezados,

Estou baixando e montando uma nuvem online de jornais digitalizados para ficar à disposição dos membros do blog. Os jornais que já estão na nuvem podem ser acessados e baixados neste link. Como o armazenamento será pago a partir de fevereiro de 2016 (a nuvem está no período grátis de 3 meses), quando essa data chegar irei pedir ajuda aos membros do blog que puderem colaborar comigo no pagamento da anuidade.

Se alguém quiser que eu baixe e disponibilize na nuvem algum acervo digitalizado, basta citá-lo nos comentários que irei fazer o possível para disponibilizá-lo.

Façam bom proveito do acervo!

Abraços,
Vítor Dias