Inédito!!! Rio Foot-Ball Club – Rio de Janeiro (RJ): Foi o 1º adversário na história do Fluminense F.C. (RJ), em 1902!

O Rio Foot-Ball Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado da sexta-feira, do dia 18 de julho de 1902, por iniciativa dos jovens desportistas Armando Savio, Harold Cox, Gabriel e Jorge Nicklaus, Francisco Loup, Adolpho Nery, T. Mackintost e Jorge Paes Leme. No primeiro mês, o Rio contava com 14 sócios, número esse que se elevou a 26, no segundo mês e assim foi aumentando gradativamente até chegar a 87. As cores escolhidas foram, o preto, branco e roxo.

A polêmica escolha do nome

A história começou meses antes, quando Oscar Cox organizou uma excursão para São Paulo, aonde iria realizar dois jogos, com o nome de “Rio Team”. Ali nascia o embrião que depois surgiria o Tricolor das Laranjeiras.

Oscar Cox montou a lista dos jogadores que viajariam para a Terra da Garoa. Dentre os “cortados” estava o Mister T. Mackintost, que não gostou nem um pouco dessa decisão.

Então, organizou um grupo de rapazes e fundou o Rio Foot-Ball Club. A curiosidade do nome é que Oscar Cox já tinha manifestado para os amigos que o nome escolhido para fundar a futura equipe seria Rio Foot-Ball Club.

Porém, Mister T. Mackintost, talvez por picuinha, se antecipou e batizou o seu time com o nome que Oscar Cox escolhera. Com isso, tal imprevisto determinou a mudança de nome para Fluminense Football Club.

A sua 1ª Diretoria estava composta pelos seguintes senhores:

Presidente – Armando Savio;

Vice-Presidente – Jorge Paes Leme;

Secretario – Jorge Nicklaus;

Thesoureiro – Francisco Loup;

Captain – Harold Cox.

A 2ª Diretoria foi eleita cerca de dois meses depois, na terça-feira, do dia 30 de Setembro de 1902, com os seguintes dirigentes:

Presidente – Raul Brandão;

Secretario – Emílio da Rocha Lima;

Thesoureiro – Heitor Luz;

Commisiorario – Manoel da Guia Ferreira;

Commisão Diretora de Jogos – João Ferreira, Henrique Palm, T. Mackintosh, Affonso Castro e Arnaldo Cerqueira.

Primeira “Praça de Esportes”

No mês seguinte, a diretoria trabalhou muito em prol do clube, pois o Rio se via em dificuldades para realizar seus jogos devido à falta de campo. O clube já contava com um grande número de sócios e conseguiram comprar terrenos na Rua Dona Mariana, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio, com o intuito de construir a sua Praça de Esportes.

O Rio conseguiu o seu campo na Rua Guanabara, esquina da do Paysandú, graças aos esforços tanto da diretoria como dos sócios em geral. Apesar dessa afirmação da matéria, acredito que na realidade, o Rio F.B.C. fez alguma parceria com o Fluminense Football Club, pois esse endereço correspondia ao Tricolor das Laranjeiras.

Harold Cox era irmão de Oscar Cox

Um dos fundadores do Rio F.B.C., Haroldo Cox era filho de um cidadão inglês vice-cônsul da Inglaterra no Equador e irmão de Oscar Cox, que três dias depois (do surgimento do Rio F.B.C.)  ajudou a fundar o Fluminense Football Club. Então, tempos depois, os dois irmãos resolveram fazer de forma oficial a estreia das duas agremiações e marcaram a data para a peleja: 19/10/1902.

Fluminense Football Club x Rio F.B.C. – 1º jogo da história do Tricolor!

No dia do jogo, uma matéria no Correio da Manhã, destacava o encontro: “Para assistir esta emocionante prova recebemos amável convite assignado pelos directores srs. Mario Rocha e dr. Domingos Moitinho.

Três meses e um dia depois da sua fundação, o Rio Foot-Ball Club entrou para a história do futebol carioca e brasileiro, pois foi o 1º time que enfrentou o Fluminense Football Club, no domingo, às 16 horas (de Brasília), dia 19 de outubro de 1902, na Praça de Esportes, da Rua Payssandu, em Laranjeiras.

Na ocasião, o Tricolor das Laranjeiras goleou o Rio F.B.C. pelo elástico placar de 8 a 0. Os gols da peleja foram assinalados por Horácio Costa Santos, três vezes; Heráclito Vasconcellos, em duas oportunidades; Félix Frias, Eurico de Moraes e Adolpho Simonsen um tento cada.

O curioso foi que oito dias antes da partida, uma pequena nota no Jornal do Brasil (sábado do dia 11 de outubro de 1902), descreveu que o Rio F.B.C. estava se preparando para a peleja: “Logo que o Rio Foot-Ball Club completar o seu team, consta-nos que desafiará o Fluminense Foot-Ball Club”.

O segundo jogo do Fluminense aconteceu no domingo seguinte (26/10/1902), diante do Paysandu Cricket Club, na Praça de Esportes, da Rua Payssandu, em Laranjeiras. O Tricolor, desperdiçou dois pênaltis – defendido pelo arqueiro Harrison, acabou derrotado por 3 a 0. Os gols foram de K. Robinson, duas vezes, e R. Brenton completou o placar. 

FLUMINENSE F.B.C (RJ)           8        X        0        RIO F.B.C. (RJ)

LOCALEstádio da Rua Payssandu, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio (RJ)
CARATERAmistoso Estadual
DATADomingo, do dia 19 de outubro de 1902
HORÁRIO16 horas (de Brasília)
PÚBLICOEntrada Franca
ÁRBITROLouis Nóbrega Junior
AUXILIARESJ. Rocha Lima e Dr. Domingos Moitinho
FLUMINENSEAmerico Couto (Goal-keeper); Victor Etchegaray (full-bocks) e Mario Frias (holf-bocks); Walter Schubak, Oscar Cox e Mario Rocha (holf-bocks); Félix Frias, Heráclito Vasconcellos, Horácio Costa Santos, Eurico Moraes e Adolpho Simonsen (forwards).
RIO F.B.C.R. Belfort (Goal-keeper); T. Mackintost e H. Palm (full-bocks); B. Lockhost, Alvarenga Senior e D. Croik (holf-bocks); T. Pereira, Alvarenga Junior, H. Brenton, J. Stewart e A. Cerqueira (forwards).
GOLSHorácio Costa Santos aos 5 minutos (Flu); Adolpho Simonsen aos 12 minutos (Flu); Heráclito Vasconcellos aos 20 minutos (Flu); Félix Frias aos 32 minutos (Flu), no 1º Tempo. Eurico de Moraes aos 8 minutos (Flu); Horácio Costa Santos aos 16 e 23 minutos (Flu); Heráclito Vasconcellos aos 28 minutos (Flu), no 2º Tempo.

Amistosos

Em 1903, o club jogou somente um jogo contra o Internacional Sport Club, vencendo pelo placar de 3 a 1. Em 1904, o Rio disputou dois jogos contra o Internacional. Vencendo um e sendo derrotado no outro.

Em pouco tempo depois jogou com Carioca, perdendo por 4 a 1. Uma das causas dessa derrota foi que o time estava desfalcado de dos jogadores.

Uniforme inglês

O club encomendou na Inglaterra o seu uniforme completo, que consta de camisa branca com monograma bordado a cores preta e roxa, bonet e faixas da mesma cor. As referidas cores branca, preta e roxa de tom violáceo, são ainda usadas e pertencem bem ao seu altivo pavilhão.

Em 1905, o Rio Fot ball Club tornou-se uma time forte e adquiriu bons reforços como: M. Simonsen, R. Brancante, Alberto Borgerth, A. de Almeida, D. Amaral, H. Peixoto, F. Figueira, A, Antunes e outros. Contra o Carioca, também um adversário forte, empenhou-se nos jogos vencendo em dois e empatando dois.

Em março de 1905 foi definido a Diretoria para os dois próximos anos, formado pelos seguintes membros:

Presidente – Mario Campello;

Vice-Presidente – Harold Cox;

Secretario – Adolpho Nery;

Thesoureiro – Francisco Loup;

Conselho Fiscal – Crespo Savio, Antônio Araujo e Armando Savio.

Um fato curioso é que nos próximos anos (1905-07) foram encontrados, algumas notas no qual o clube realizava treinos, no campo do Fluminense Football Club, e jogos-treinos contra o Tricolor das Laranjeiras, demonstrando que a relação de ambos era da mais alta fidalguia. 

Em 1906, no começo da temporada jogou contra o Humaytá, mas a partida nã não terminou, porque o adversário desistiu, depois do Rio ter marcado o primeiro gol. Em seguida, jogou contra o Brasil Foot-Ball Club: derrotando-o por 5 a 1; contra o Gymnasio, do qual goleou por incríveis 10 a 0; contra o Carioca, derrotando-o por 5 a 2.

Grandes goleadas

Disputou depois contra o Ypiranga, infringindo uma inapelável goleada de 15 a 0; poucos dias após contra o Cattete levando-o de vencida por 3 a 0; e encerrou a sua brilhante temporada, no sábado dia 3 de novembro de 1906, goleando novamente o Cattete peplo placar de 10 a 1. O 2º Team também jogou na estação de 1906, com dois jogos e duas vitórias diante do Carioca (2 a 0) e contra o Guanabara (1 a 0).

Os jogadores que mais se destacaram na temporada foram: F. da Silveira, Mario Rezende, A. Antunes, A. Barreto, Brancente, Simonsen, Alair, Décio, Figueira, Arminio Motta, Alberto Borgerth, A. Almeida, W. Silva, Harold Cox, M. Campello, Η Peixoto, F. Loup, C. Smart, O. Ferreira, H. Rezende, J. Ayrosa, A. Bartholomeu, L. Bartholomeu, J. Paes Leme, Armando Dutra e Leoncio de Carvalho.

O 1º Team jogou, na temporada de 1906, 10 jogos, vencendo em todos; marcando 52 gols e sofrendo apenas cinco. Os artilheiros foram H. Peixoto, F. Loup e Armande de Almeida; cada um tendo assinalado mais de 10 gols.

Rio F.B.C. ajudou a fundar a União Sportiva Fluminense

No domingo, às 16 horas, do dia 5 de Maio de 1907, em amistoso, o Rio enfrentou o Cattete, no campo do Cattete, na Escola Militar. O 1º Team escalado foi: F. da Silveira; F. Lopes e Simonsen; A. Borgeth, A. Oliveira e C. Menezes; H. Peixoto, F. Loup, G. Carvalho, M. Campello e F. Mattos. Reservas: A. Valente, L. Bartholomeu, J. Paes Leme e Adolpho Nery.

Na preliminar, às 14 horas, as duas equipes também se enfrentam nos Segundos Team. O Rio estava assim escalado: M. Rezende (Cap.); D. Amaral e A. Gomes de Castro; H. Cox, W. Silva e G. Agese; M. Lopes, J. de Castro, A. Bartholomeu.

Por iniciativa do Rio Foot-Ball Club foi fundado na quarta-feira, do dia 08 de Maio de 1907, a União Sportiva Fluminense (USF), com Sede ficava na Rua Paysandu, n° 40, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio/RJ. O Cattete Football Club e Bahia Football Club também estiveram presentes e filiados.

A 1ª Diretoria da União Sportiva Fluminense (USF) foi composta pelos seguintes membros:

Presidente – Luiz Costa Carvalho;

Secretário – Emmanuel de Almeida Sodré;

Thesoureiro – Oswaldo Palhares.

Pela 3ª rodada do Campeonato da União Sportiva Fluminense (USF), no domingo, do dia 14 de Julho de 1907, O Rio Foot-Ball Club derrotou o Sport Club José Floriano, de Copacabana, pelo placar de 2 a 1, nos Primeiros Team e 4 a 0, nos Segundos Team.

O Rio liderava nos Primeiros Team ao lado Cattete com 4 pontos (três jogos, com duas vitórias e uma derrota; marcando seis gols e sofrendo quatro). E, nos Segundos Team, o Rio liderava isolado com seis pontos: três vitórias em três jogos; marcando oito gols sem sofrer nenhum.

Alberto Borgerth ajudou a montar o futebol no C.R. Flamengo

Apesar do começo trincado, a relação entre o Rio Foot-Bball Club e Fluminense Football Club ao longo do tempo estreita. Muitos sócios frequentavam as duas agremiações de forma harmoniosa.

No final, o Rio F.B.C. passou a ser um “Clube Satélite” foi Tricolor, onde possua uma equipe juvenil de sócios do Fluminense passavam a jogar nessa equipe. Nessa leva de jovens atletas, um em especial: Alberto Borgerth.

Nascido no Rio de Janeiro/RJ, em 03 de dezembro de 1892, Borgerth começou no futebol do Rio F.B.C. em 1905, aos 13 anos. No ano seguinte (1906), acumulou o futebol com o Remo, no Flamengo.

Em 1910, aos 18 anos, começou a jogar no primeiro time do Fluminense, sagrando-se campeão carioca em 1911. No final de 1911, por causa de um desentendimento interno no clube, do qual foi pivô, passou para o Flamengo, que não tinha seção de desportos terrestres e fundou o Departamento de futebol.

Fez o seu 1º jogo, na sexta-feira, do dia 03 de maio de 1912, na sonora goleada imposta pelo Flamengo ao Mangueira pelo placar de 15 a 2, no Estádio da Campos Salles, no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio. Jogou no Flamengo até 1916, marcando um total de 27 gols.

Sedes sociais

Em 1902, a sua 1ª Sede (provisória, onde ficava a Federação Brasileira das Sociedades de Remo) ficava na Rua Evaristo da Veiga, nº 74, no Centro do Rio (RJ). Até o clube definir a sua Sede na Rua Dona Mariana, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, alguns imóveis serviram de “casa”. Em 1907, dois endereços: no 1º semestre estava na Rua São Clemente, nº 140, em Botafogo, na Zona Sul do Rio; e no 2º semestre na Rua Paysandu, nº 40, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Em 1908, na Avenida Central, 183/ Sobrado, no Centro.

Homônimos 

Vários times, possuindo um senso de “originalidade extrema” resolveram fundar com o mesmo nome. Como por exemplo, o Rio Football Club, fundado no domingo, do dia 19 de maio de 1912, no bairro da Lapa, na região central do Rio.  Em junho de 1912, agremiação denominada Curso Anexo Football Club, mudou o nome para o Rio Football Club.

Algumas formações:

Time base de 1902 (1º Team): R. Belfort; T. Mackintost e H. Palm; B. Lockhost, Alvarenga Senior e D. Croik; T. Pereira, Alvarenga Junior, H. Brenton, J. Stewart e A. Cerqueira.

Time base de 1905 (1º Team): Mario Rezende; F. Ramos (Cap.) e A. Borgeth; O. Trompowsky, J. Paes Leme e Alberto Borgerth, Sabino Antunes, Godofredo Sylvio Rocha, Mario Campello e Alair Antunes.

 Time base de 1905 (2º Team): Adolpho Nery; Renato Machado e Harold Cox; Jorge Dodsworth, Antônio de Araujo e Armando de Almeida; Francisco Loup, Jonas Cunha (Cap.), Brigard Biunt, Armando Savio e D. Dodsworth.

Time base de 1907 (2º Team): Mario Rezende (Cap.); D. Amaral e A. Gomes de Castro; H. Cox, W. Silva e G. Agese; M. Lopes, J. de Castro, A. Bartholomeu.

COLABOROU: Auriel de Almeida

Estatuto: Acervo de Gerson Rodrigues

FONTES: A Notícia (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Brasil (RJ) – Revista da Semana (RJ) – Semana Sportiva (RJ)

Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919: Brasil conquista seu 1º título no continente

BRASIL CAMPEÃO

Por: Sérgio Mello

Após ter sido realizado na Argentina (1916) e Uruguai (1917), respectivamente, a 3ª edição do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919, aconteceu no Brasil. Na realidade a competição deveria ter acontecido um ano antes, porém devido a epidemia mundial de gripe espanhola adiou em um ano. A doença vitimou mais de 50 milhões de pessoas pelo mundo, só no Brasil matou mais de 35 mil.

URUGUAI VICE-CAMPEÃO

Para fazer bonito, o Estádio da Rua Guanabara (atual Estádio das Laranjeiras e de propriedade do Fluminense), foi construído para o torneio, com capacidade para 25 mil torcedores, na época era o maior estádio das Américas. Localizado na Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado, no bairro das Laranjeiras, situado na Zona Sul do Rio/RJ.

ARGENTINA 3º LUGAR

O torneio contou com a participação de quatro países: Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. O regulamento simples, todos contra todos e aquele que somasse mais pontos ficaria com o título.

CHILE 4º COLOCADO

Brasil estreia com goleada

Na tarde de domingo, às 15 horas, do dia 11 de maio de 1919, a Seleção Brasileira não tomou conhecimento e goleou o Chile pelo placar de 6 a 0, no Estádio das Laranjeiras, que estava lotado. Os gols foram assinalados por Haroldo, uma vez; Neco, duas vezes e Arthur Friedenreich, que balançou as redes em três oportunidades.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Gallo; Menezes, Neco, Arthur Friedenreich, Haroldo e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Chile: Guerrero; Gatica e Poirier; Baez, Baeza e Gonzalez; Fuentes, Dominguez, Francia, Muñoz e Varas.     

Seleção Brasileira conquistou primeiro grande título no Campeonato Sul-Americano de 1919, sediado no Estádio de Laranjeiras

Segundo jogo e nova vitória

A segunda partida, aconteceu na tarde de domingo, às 15h30min., do dia 18 de maio de 1919, quando o Brasil bateu a Argentina por 3 a 1, novamente com o Estádio das Laranjeiras estava abarrotado. Os gols da partida, foram assinalados por Heitor, Amílcar e Millon para os brasileiros e Carlos Izaguirre fez o de honra para “Los Hermanos”. O árbitro da partida foi o uruguaio A. Minoli.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Heitor, Arthur Friedenreich, Neco e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Argentina: Isola; Castagnola e Reys; Mattozzi, Uslenghi e Martin; Calomino, Laiolo, Clarke, Izaguirre e Perinetti.

EM PÉ (esquerda para a direita): Píndaro, Sérgio Pires, Marcos de Mendonça, Fortes, Bianco e Amílcar;
AGACHADOS (esquerda para a direita): Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.  

Brasil e Uruguai ficam no empate

Brasileiros e uruguaios venceram os seus dois jogos e se enfrentaram para definir quem ficaria com a taça! De um lado, a Celeste lutando pelo seu 3º título e do outro, a Seleção Canarinho buscando uma inédita conquista.

Na tarde de sábado, às 15h30min., do dia 25 de maio de 1919, bola rolando e o que se viu foi uma partida truncada e muito disputada. Final de jogo e o empate em 2 a 2, no Estádio das Laranjeiras (adivinha? Casa cheia!). O árbitro foi o chileno R. L. Todd.

Nos 18 primeiros minutos houve uma grande superioridade dos uruguaios que abriram dois gols com Isabelino Gradín e H. Scarone. Com o desenrolar da peleja o Brasil conseguiu reequilibrar a partida. Mas foi no segundo tempo, que a Seleção Canarinho voltou com tudo, chegando ao empate com dois gols de Neco.

Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.

Uruguai: Saporiti; Varella e Foglino; Vauzzino, Zibecchi e Nagun; H. Scarone, Carlos Scarone, Carlos, Gradin e Maran. Técnico: Severino Castillo.

Reunião definiu o jogo-extra

Após o resultado, no período da tarde e começo da noite, os Srs. Hector Gomes, presidente da Confederacion Sudamericana, B. Pereyra e R. Mibelli, delegados uruguaios, tiveram uma conferência com a diretoria e membros da comissão terrestre da Confederação Brasileira, tendo ficado resolvido:

a) desempatar o Campeonato Sul- Americano na próxima quinta-feira, 29 do corrente;

b) começar a prova ás 2 horas da tarde em virtude das prorrogações que podem ir até 3 horas, de acordo com o regulamento;

c) propor o Sr. J. Barbera, juiz argentino, para servir no desempate.

EM PÉ (esquerda para a direita): Sérgio Pires, Fortes, Millon, Bianco, Marcos de Mendonça, Neco, Píndaro, Amílcar, Heitor, Arnaldo e Arthur Friedenreich.

Jogo-extra e prorrogação: veio o título inédito para o Brasil

 Apesar do Brasil ter um saldo melhor (8 a 3), o regulamento previa nesse caso, um jogo-extra e, se persistisse o empate: prorrogação. Então, na tarde de quinta-feira, às 14 horas, do dia 29 de maio de 1919, Brasil e Uruguai voltaram a campo para definir o campeão.

Após 150 minutos (com direito a duas prorrogações), o Brasil superou o desgaste físico e bateu o Uruguai por 1 a 0, ficando com o inédito título do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919.

A partida terminou empatado em 0 a 0. Veio a prorrogação e um novo empate sem ninguém ter balançado as redes. Aí veio a 2ª prorrogação! Não precisa ser um gênio para deduzir o nível absurdo de esgotamento físico e emocional dos dois lados.  A partir daí o que restou foi a famosa frase: “Coração na ponta da chuteira”, a Seleção Brasileira foi para cima.

Aos 2 minutos do primeiro tempo da segunda prorrogação saiu o gol do Brasil. Neco avança pelo lado esquerdo e dá excelente lançamento para Arthur Friedenreich, que muito bem colocado, chutou firme a meia-altura, sem chance para o arqueiro uruguaio Cayetano Saporiti, que viu a bola morrer no fundo das redes.

Um baixinho invocado, de pele escura, olhos caros, filho de funcionário público e com mãe negra aproveitou a situação para anotar o gol do título brasileiro: Arthur Friedenreich, nascia ali o 1º herói do futebol brasileiro, para o delírio de 27.500 torcedores presentes no Estádio das Laranjeiras.

Artilharia foi verde e amarela

Os brasileiros Arthur Friedenreich e Neco foram os artilheiros do Campeonato Sul-Americano de 1919, com quatro gols cada um. Além da dupla outros quatro brasileiros também deixaram a sua marca na competição: Haroldo, Heitor, Amílcar e Millon, com um gol cada.

EM PÉ, NA PARTE ACIMA (esquerda para a direita): Bianco, Píndaro, Sérgio Pires, Píndaro, Amílcar e Fortes;  
EM PÉ, NA PARTE ABAIXO (esquerda para a direita): Marcos de Mendonça, Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.  

Curiosidades pós-jogo

Após o apito final da partida, apesar dos esforços empregados pelos policiais não conseguiram evitar que os torcedores brasileiros invadissem o gramado para carregar nos ombros os jogadores brasileiros pelo inédito título.  

A Taça Rio Branco foi oferecida pelo Ministro do Exterior, o Dr. Domício da Gama, fez a entrega ao Dr. Arnaldo Guinle, presidente da Confederação Brasileira de Desportos, uma rica e artística taça destinada ao campeão.

Preços durante a competição: o valor da arquibancada estava 5$000 (cinco mil réis) e a geral 3$000 (três mil réis). A cerveja 1$300 (um mil e trezentos réis); água mineral 1$000 (um mil réis); soda 600 réis e guaraná 800 réis. Os Bondes que levaram a maioria dos torcedores custavam 200 réis.

Tabela dos jogos do Sul-Americano de 1919

1ª Rodada:

Domingo, 11 de maio, às 15 horasBrasil6X0ChileEstádio das Laranjeiras
3ª-feira, 13 de maio (feriado), às 14 horasUruguai3X2ArgentinaEstádio das Laranjeiras

2ª Rodada:

Sábado, 17 de maio, às 14 horasUruguai2X0ChileEstádio das Laranjeiras
Domingo, 18 de maio, às 15h30min.Brasil3X1ArgentinaEstádio das Laranjeiras

3ª Rodada:

5ª-feira, 22 de maio, às 15h30min.Argentina4X1ChileEstádio das Laranjeiras
Domingo, 25 de maio, às 15h30min.Brasil2X2UruguaiEstádio das Laranjeiras

Jogo-Extra:

5ª-feira, 29 de maio, às 14 horasBrasil1X0UruguaiEstádio das Laranjeiras

BRASIL        1        X        0        URUGUAI

LOCALStadium da Rua Guanabara, no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio/RJ
CARÁTERFinal do Campeonato Sul-Americano de 1919
DATAQuinta-feira, do dia 29 de maio de 1919
HORÁRIO14 horas (de Brasília)
RENDANão divulgado
PÚBLICO27.500 pagantes
ÁRBITROJuan Pedro Barbera (ARG)
AUXILIARESErnesto Matozzi (ARG) e Armindo Castagnola (ARG)
BRASILMarcos de Mendonça (Fluminense); Píndaro (Flamengo) e Bianco (Palestra Itália, atual Palmeiras); Sérgio Pires (Paulistano-SP), Amílcar (Corinthians) e Fortes (Fluminense); Millon (Santos), Neco (Corinthians), Friedenreich (Paulistano), Heitor (Palestra Itália-SP) e Arnaldo (Santos). Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.
URUGUAICayetano Saporiti; Manuel Varela e Alfredo Foglino; Rogelio Naguil, Alfredo Zibechi e José  Vanzzino; José Pérez, Héctor Scarone, Angel Romano, Isabelino Gradín e Rodolfo Marán. Técnico: Severino Castillo.
GOLArthur Friedenreich, aos 2 minutos (Brasil), no 1º Tempo da segunda prorrogação.

Classificação Final do Sul-Americano 1919

PAÍSESPGJVEDGPGCSG
BRASIL74311239
Uruguai54211752
Argentina2312770
Chile03311211

Elenco da Seleção Brasileira no Sul-Americano de 1919

ATLETASCLUBES
Marcos de MendonçaFluminense F.C. (RJ)
Píndaro de CarvalhoC.R. Flamengo (RJ)
Bianco GambiniS.S. Palestra Itália (SP)
Sérgio PiresC.A. Paulistano (SP)
Amílcar BarbuyS.C. Corinthians Paulista (SP)
Fortes FilhoFluminense F.C. (RJ)
Adolpho MillonSantos F.C. (SP)
NecoS.C. Corinthians Paulista (SP)
Arthur FriedenreichC.A. Paulistano (SP)
Heitor DominguesS.S. Palestra Itália (SP)
Arnaldo SilveiraSantos F.C. (SP)
DyonísioC.A. Ypiranga (SP)
PalamoneA.A. Mackenzie College (SP)
LaísFluminense F.C. (RJ)
PicagiliS.S. Palestra Itália (SP)
MartinsSão Cristóvão A.C. (RJ)
CarregalC.R. Flamengo (RJ)
ArlindoAmerica F.C. (RJ)
HaroldoSantos F.C. (SP)
GalloC.R. Flamengo (RJ)
Luiz MenezesBotafogo F.C. (RJ)
JunqueiraC.R. Flamengo (RJ)


A Comissão Técnica composta por Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto convocaram 22 jogadores, todos o eixo Rio São Paulo: sendo 10 cariocas e 12 paulistas.

O clube mais cedeu jogadores foi o Flamengo com quatro atletas. Depois com três jogadores: Palestra Itália, Santos e Fluminense. Na sequencia, com dois atletas o Paulistano e o Corinthians. Com um jogador, cinco clubes: Botafogo, America, São Cristóvão, Mackenzie College e Ypiranga.

DESENHOS DOS ESCUDOS E UNIFORMES: Sérgio Mello

FOTOS: O Malho (RJ) – Arquivo Nacional – Vida Sportiva (RJ)

FONTES: CBF – Wikipédia – O Malho (RJ) – Vida Sportiva (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ)

Centro Sportivo Natalense – Natal (RN): 1º Campeão do Campeonato Potiguar de 1918

O Centro Sportivo Natalense (atual: Clube Atlético Potiguar) foi uma agremiação da cidade de Natal (RN). Graças a fusão do Flamengo Foot-Ball Club e do Alecrim Foot-Ball Club foi fundado na quinta-feira, às 12 horas, do dia 04 de Julho de 1918, por um grupo de desportistas, que se reuniram na Rua Santo Antônio, s/n, na Cidade Alta, em Natal/RN. O 1º Presidente foi o Sr. Lauro Medeiros.

Nessa Rua Santo Antônio, foi fundado o Centro Sportivo Natalense (Foto de 1904)

Dez dias depois, foi criado no domingo, do dia 14 de julho de 1918, a Liga de Desportos Terrestres do Rio Grande do Norte (atual: Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol – FNF).

Na quarta-feira, do dia 17 de julho de 1918, foi realizado a eleição da diretoria do Centro Sportivo Natalense, que ficou assim constituída e empossados na mesma sessão:

Presidente – Baroncio Guerra;

Vice-Presidente – Cicero Aranha;

1º Secretário – Silvino Dantas;

Orador – Adaucto da Câmara;

Thesoureiro – Miguel Medeiros;

Director de Sport – João Café Filho;

Vice-director de Sport – Joaquim Lustosa Filho.

Centro Sportivo Natalense é o 1º Campeão Potiguar em 1918

Assim, foi organizado o 1º Campeonato Potiguar de 1918 (na época, a imprensa local chamava a competição de “Campeonato Natalense” ou “Campeonato da Cidade”). Três clubes participaram: ABC Football Club, América Football Club e Centro Sportivo Natalense.

O regulamento era simples: turno único ou simplesmente três jogos, para definir o campeão inédito! No domingo, do dia 15 de setembro, o América venceu o ABC por 3 a 0. No domingo, do dia 13 de outubro, o Centro Sportivo Natalense derrotou o América pelo placar de 3 a 0. Porém, o último jogo entre o ABC x Natalense não aconteceu por causa de uma onda de gripe denominada de influenza espanhola.

Centro Sportivo Natalense: Nicolau; Jota Carneiro e Souza; Albuquerque, Agripino e Ricardo; Oliveira, Gentil, Sérgio, Leite e Nobre. Técnico: João Café Filho.


Classificação final do Estadual de 1918

CLUBESPGJVEDGPGCSG
C.S. Natalense211303
América F.C.2211330
ABC F.C.01103-3
Centro Sportivo Natalense foi o 1º Campeão Potiguar
Em Natal, no Rio Grande do Norte, as mulheres já jogavam bola desde, pelo menos, o ano de 1920, quando ocorreu um jogo entre o “Team” feminino do ABC e o Centro Esportivo Natalense, realizado no sítio Senegal, residência do Coronel Joaquim Manoel Teixeira de Moura – Quincas Moura, atual 16º Batalhão de Infantaria Motorizada, no Tirol.
A fotografia foi divulgada por Sophia A. Lyra a primeira vez, em 1920, na Revista Vida Esportiva, edição de 20 de março de 1920 e, posteriormente, nos anos 50, na Revista Manchete de seu amigo Adolpho Bloch.
Na fotografia, entre outros, João Café Filho, Galdino Lima e Quincas Moura. Entre as mulheres estão: Jandira Café, Nanita Maranhão, Dulce Moura, Aline Moreira Brandão, Maria de Lourdes de Moura Brito, Mabel e Isaura Tavares, Maria Antonieta Chaves, Alice Tavares de Lyra, Maria Amélia Medeiros, Cândida Palma, Belezita Moura, entre outras.

Colaborou: Adeilton Alves

FOTOS: Acervo do Instituto Tavares de Lyra – Acervo do ResearchGate – Vida Sportiva: hebdomadario sportivo e mundano (RJ) 

FONTES: Marcos Trindade – site do América de Natal – Diário de Pernambuco (PE)

União Esportiva Operária (atual: Anápolis Futebol Clube) – Anápolis (GO): clube busca o reconhecimento do título Estadual de 1947

Escudo e uniforme utilizado em 1947

O Anápolis Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Anápolis (população de 398.817 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2022), que fica a 48 km da capital (Goiânia) do estado de Goiás. Fundado na quarta-feira, do dia 1º de Maio de 1946 (Dia do Trabalhador), por um grupo de carroceiros, que batizaram o time de União Esportiva Operária (UEO). A ideia era de criação de um time do “povão“, para competir com outro já existente, o Anapolina, que era considerado time de “elite“.

Clube irá solicitar à FGF o reconhecimento o título de 1947

O time foi crescendo ano após ano e, em 1947, conquistou o seu primeiro título estadual (não reconhecido pela Federação Goiana de Futebol), quebrando um tabu. Pela primeira vez um time do interior ganhava o campeonato que não é reconhecido pela FGF (Federação Goiana de Futebol).

Na última quarta-feira, do dia 1º de Maio de 2024, o vice-presidente do clube, Kim Abrahão, afirmou que irá solicitar junto à Federação Goiana de Futebol (FGF) o reconhecimento de campeão goiano de 1947, conquistado pelo Galo da Comarca.

O pedido oficial, por parte da diretoria do clube, será protocolado, após um período de estudos e levantamento de provas e documentos da época para que a conquista fosse comprovada. Foi produzido um dossiê de mais de 50 páginas, assinado pelos autores Ramon Loiola de Oliveira e Vitor Souza, professores e pesquisadores do futebol anapolino.

O dossiê se encontra disponível para consulta no CT Walterci de Melo, possibilitando que torcedores e interessados saibam qual o pleito do clube com relação à conquista.

Tinha um campeonato do interior e um da capital. No interior, quem ganhou foi o Anápolis, e na capital quem ganhou foi o Atlético/GO. Em 1948, houve a decisão entre os dois e o Anápolis ganhou do Atlético. Então, nada mais legítimo que o reconhecimento do título pelo Anápolis Futebol Clube. Estivemos na federação, não queremos o título só para nós. Pode ser junto com o Atlético, mas nós queremos o título reconhecido e a segunda estrela no nosso peito”, disse Kim Abrahão.

O documento, apresentado à torcida durante o evento, apresenta o regulamento do campeonato, as fichas técnicas das partidas, relação dos 22 atletas campeões, como os irmãos Laudo, Zeca e Júlio Puglisi, recortes e manchetes de vários periódicos e fotos inéditas da época. Além da contextualização histórica, o conjunto de provas buscou embasamento em documentos oficiais da época, atestando a oficialidade da disputa.

Time posado de 1947

O que foi o Campeonato Goiano de 1947?

Naquele ano a FGF organizou um torneio goianiense e um interiorano, determinando que os vencedores deveriam decidir o título goiano entre si. Atlético Goianiense e União Operária (nome de fundação do clube, alterado para Anápolis Futebol Clube em 1951), respectivamente, conquistaram os certames e se classificaram à final.

O Galo da Comarca, comandado pelo técnico Edmundo Martins, passou por Jaraguá, Flamengo de Anápolis e União Ipamerina para conquistar o torneio do interior. Na grande final, disputada no domingo, do dia 18 de abril de 1948, no Estádio Olímpico, em Goiânia, a equipe bateu o Dragão pelo placar de 3 a 2, com um tento de Chupeta e dois de Laudo Puglisi, artilheiro do campeonato com seis gols.

Mesmo após a conquista da competição, oficialmente denominada Campeonato Goiano de Futebol, o título não consta na lista oficial de edições vencedores do torneio. Caso aconteça a confirmação da homologação, o Anápolis será, portanto, bicampeão goiano (1947 e 1965).

UEO muda de nome para Anápolis F.C.

Em 1951, muda de nome e passa a ser o Anápolis Futebol Clube. Tudo isso porque o time que se chamava até então Anápolis Sport houvera encerrado suas atividades, culminando na fundação da Anapolina.

Estádio Jonas Duarte

A sua casa é o Estádio Jonas Ferreira Alves Duarte, com capacidade para 20 mil pessoas, que fica localizado na Avenida Brasil Sul, nº 3165/3292, na Cidade Jardim, em Anápolis/GO. O Estádio Jonas Duarte foi inaugurado no domingo, do dia 11 de abril de 1965, no amistoso nacional, com vitória para o São Paulo Futebol Clube (SP) sobre a Seleção de Anápolis pelo placar de 4 a 1.

Curiosidades

Mas a adoção do nome Anápolis Futebol Clube não mudou o futebol de seus jogadores, que continuava a crescer a cada ano. Desta forma, ele conquistou o campeonato regional de 1954.

Na década de 60, o Anápolis já era bastante conhecido e tinha vários apelidos, dentre os quais Galo da Comarca, Tricolor da Manchester e Time dos Carroceiros.

Grandes desportistas comandaram o clube, como João Bezze, Munir Calixto, Altino Teixeira de Moraes, Amim Gebrim, Osvaldo Cunha Soares, Ronaldo Jaime, Sebastião Richelieu da Costa e Fadel Skaff.

Campeão Goiano da 1ª Divisão de 1965

Em 1961, conquistou o vice-campeonato do primeiro torneio octogonal e finalizou nessa data sua fase de amadorismo. Em 1965, sagra-se campeão estadual pela segunda vez, vencendo o Vila Nova por 3 a 2 em uma virada histórica, no Estádio Jonas Duarte.

Nesse dia, recebendo público recorde, a torcida foi ao delírio quando o time entrou em campo, com: Sorriso; Nina, Osmar, Paraguaio e Áli; Genésio e Eudécio; Zezito, Dida, Nelson Parrila e Deca. No banco ficaram o goleiro Morais, Baiano, Wilson e outros craques. O técnico era Agnaldo Felisberto, o Caxambu. No ano seguinte disputou a Taça Brasil, sendo o 1º clube do interior de Goiás a participar desta competição.

Foto de 2023

História recente

Após acesso (e vice) na Divisão de Acesso de 2015, o Anápolis disputou a elite goiana e conseguiu chegar à decisão, eliminando o Atlético na semifinal em pleno Serra Dourada, mas perdeu o título nos pênaltis para o Goiás. Com o vice-campeonato, o Galo da Comarca conquistou vaga para disputar a Copa do Brasil de 2017 e também vaga no Campeonato Brasileiro da Série D.

Títulos conquistados

Campeonato Goiano da 1ª Divisão – 1965;

Campeonato Goiano da Divisão de Acesso (2ª Divisão) – 1990 e 2012;

Campeonato Estadual de Goiás – 1947 (não reconhecido);

Copa Goiás – 1967;

Campeonato Goiano do Interior – 1947;

Torneio Início da 1ª Divisão – 1966;

Campeonato Citadino de Anápolis – 1954, 1958 e 2002;

Taça Cidade de Anápolis – 1966, 1967 e 2011.

Hino oficial do Anápolis Futebol Clube

Na comarca se conhece a tradição

Do galo forte brigador

Entrou no terreiro o bravo guerreiro

Cruel matador

Sou no terreiro o canto guerreiro

Do meu tricolor, tricolor

Já se vê da Boa Vista

A conquista majestosa

No engrandecer da sua crista

Surge a vitória gloriosa

Vai galo na raça traz a taça

É bola é rede é grito é gol é grande glória

As três cores vivas na memória

Do Pavilhão nas graças da vitória

Sou Anápolis Futebol Clube

A toda hora, agora e sempre até morrer

Salve o tricolor da Boa vista

Galo coroado na conquista

Vai galo na raça traz a taça

É bola é rede é grito é gol é grande glória

As três cores vivas na memória

Do Pavilhão nas graças da vitória

Sou Anápolis Futebol Clube

A toda hora, agora e sempre até morrer

Salve o tricolor da Boa vista

Galo coroado na conquista

FOTOS: Edivair Custódio/Anápolis FC – Reprodução Redes Sociais

FONTES: Wikipédia – Mais Esporte Anápolis – Federação Goiana de Futebol – site do clube

Foto rara de 1918: América Futebol Clube – Natal (RN)

O América Futebol Clube (América de Natal) é uma agremiação da cidade de Natal (RN). A sua Sede está localizado na Av. Rodrigues Alves, 950 – Bairro do Tirol – Natal/RN. O seu principal título nacional: Campeão Brasileiro da Série D 2022.

Foi Fundado na quarta-feira, do dia 14 de julho de 1915, por um grupo de 34 jovens estudantes, comerciários e funcionário públicos. A reunião aconteceu na residência do juiz Joaquim Homem de Siqueira, situada na Rua Vigário Bartolomeu.

Na quinta-feira, do dia 15 de julho de 1915, a 1ª Diretoria do clube que foi eleita por aclamação, foi a seguinte:

Presidente – Getúlio Soares;

Secretário – Mário Monteiro;

Tesoureiro – Clóvis Fernandes Barros;

Guardião do Material – Manoel Coelho Filho.

Foto tirada em 1918

Em 1915, as cores do time eram o azul e o branco, transformando-se nas cores atuais (vermelho e branco) em 1918, com a personificação jurídica do clube. A oficialização jurídica do clube tem uma história curiosa.

Sobre isto, existe uma versão que diz que o então Coronel Júlio Canavarro de Negreiros Melo, no dia 3 de junho de 1918, furou a única bola que o clube tinha para treinar e jogar, tendo sido o América obrigado a possuir personalidade jurídica para poder entrar com uma ação indenizatória.

Para tanto, os estatutos foram registrados pela primeira vez no dia 3 de julho de 1918, no Primeiro Ofício de Notas, em documento assinado pelo então presidente Oswaldo da Costa Pereira.

Os jogadores do América eram provenientes da Cidade Alta. Nos seus primeiros sete anos de existência, os recursos financeiros do clube vinham em grande parte do bolso de Aguinaldo Tinôco, um dos seus fundadores e que também era zagueiro e capitão do time.

Vida Sportiva (Foto de 1919)

Primeiro jogo foi contra o ABC

A primeira partida realizada pelo América de Natal ocorreu no domingo, do dia 26 de setembro de 1915, contra a equipe que seria posteriormente seu maior rival, o ABC. Nessa partida, o clube atuou com: Oscar Siqueira; Lélio e Gato; Carvalho, Gallo e Barros; Antônio, Carlos Siqueira, Neco, Garcia e Pipiu.

1ª partida oficial

Já a primeira partida oficial foi realizada entre ABC e América de Natal ocorreu no domingo, do dia 15 de setembro de 1918, pelo Campeonato Estadual daquele ano, que não foi finalizado. O América venceu a partida pelo placar de 3 a 0, com gols de Arnaldo, Pinheiro (contra)Nilo Murtinho Braga.

modelo de 2022

FOTOS: Wikipédia – Vida Sportiva (RJ)

FONTE: site do clube

Alvacelli Sport Club – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1930!

O Alvacelli Sport Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A equipe Alvirrubra foi fundada na terça-feira, do dia 17 de Junho de 1930. A sua Sede e a Praça de Esportes, localizados na Estrada do Itararé, nº 363 (depois 370, 417 e 420), no bairro de Ramos, na Zona Norte do Rio, foi inaugurado no domingo, do dia 03 de agosto de 1930.

O clube se destacou no futebol, ping-pong (Tênis de Mesa) e no atletismo. Nos gramados, o seu maior rival era[SM1] [SM2] , literalmente, o seu vizinho: São Paulo Football Club, cujo campo ficavam a metros de distância um do outro.

Apenas para um esclarecimento: a mudança dos números não foram mudanças do campo, mas sim com o crescimento da localidade, foi necessário ajustar os números.

Diário da Noite (RJ) – 09-05-1935

Corrida rustica “Volta Alvacelli”

Em 1934 e 1935, o clube contava com uma equipe de atletismo epromovia uma das principais corridas rústicas da cidade, denominada como “Volta Alvacelli”.

O percurso da prova era de 11,2 quilômetros possuía o seguinte itinerário: saída, em frente ao campo do Alvacelli Sport Club, sito à Estrada do Itararé, na estação de Ramos, e daí continuando pela Freguezia; Rua M. Costa; Est. Automóvel Club; Avenida Suburbana; Avenida dos Democráticos; Rua Uranos; rua 4 de Novembro; e novamente Estrada do Itararé, em frente ao campo do A. S. C., onde a chegada está no funil.

Alvacelli se fundiu com outras duas agremiações

No início de outubro de 1935, graças ao apoio no atletismo, o Sport Club Barreiros e o Grupo Athletico Azul e Branco se fundiram ao Alvacelli Sport Club, a fim de transformá-lo numa grande força da modalidade no subúrbio leopoldinense.  

A frente dessa fusão encontra-se verdadeiros abnegados do atletismo, como Raymundo Honorio (Diretor de Atletismo), Lindolpho Barrios, Domingos Silva, sargento Delmar Pereira da Silva (Técnico de Cultura Física).

Em razão dessa união, a diretoria do Alvacelli S. C. deliberou em sua última reunião, marcar a data de 8 de outubro, às 9 horas da noite para receber os novos atletas que defenderão o pavilhão tricolor de Ramos.

Por essa nota (acima) dá para entender que o nome foi mantido, mas o vermelho e branco ganhou mais uma cor: azul celeste. Nesse momento, o clube já estava filiado a Federação Metropolitana de Desportos (FMD) e Liga Carioca Athletismo, onde disputava o Campeonato Carioca de Atletismo.

Na quinta-feira, do dia 3 de dezembro de 1936, o clube se filiou a Federação Suburbana de Football (FSF). Na década de 40, o clube alterou o nome para Unidos da Alvacelli Futebol Clube. Nesse período o clube se limitou a realizar apenas amistosos sem participar de nenhuma competição.   

Algumas formações:

Time base de 1931 (1º Team): Gelson; Solon e Olympio; Rubem, Antônio e Canivete; Bolão, Enresto, Losso (Salvador), Armando e Moacyr (Assis).

Time base de 1931 (2º Team): Zé Maria; Motta e Jorge; Casaca, Adayl e Oswaldo; Armando, Pimpa, Claudionor, Chico e Salvador.

Time base de 1932 (1º Team): Mario; Waldemar e Tuneco; Lemos, Oswaldo (Cap.) e Pessôa II; João I, Pedro, Maranhense, Agostinho e Bolão. Reservas: Lula e Paulo.

Time base de 1932 (2º Team): Albino;Ledo e Nilton; Luiz, Zeca (Cap.) e Anísio; Brasilino, Álvaro, Milton, Velloso e Malvino. Reservas: Abdnago, Castorino, Rosa, João II e Pereira.

Time base de 1933 (1º Team): Domingos (Albino); Justino (Rodrigues) e Tuneca (Álvaro); Zeca (Arthur), Anísio (Nininho) e Milton (Lemos); Chamarrelli  (Rosa), Nero (Motta), Olavo (Oswaldo), Machado (Lucindo ou Rogério) e Zequinha (Araujo ou Arlindo).

Time base de 1933 (2º Team): Abílio; João e Álvaro (Juca); Rosa (Honorio), Oswaldo e Pessôa (Antoninho); Oscar, Péricles (Castorino), Vianna (Raymundo), Moacyr (Maranhense ou Alyrio) e Bolão (Arthur ou Brasilino).

Time base de 1934 (1º Team): Domingos; Juca e Tuneca (Cap.); Nelson (A. Silva), Chamarrelli (Oswaldo) e Pessôa; Vianna, Péricles, Roberto (Bangu), Leônidas e Chumbo.

Time base de 1935 (1º Team): Domingos; Juca e Nelson; Chamarrelli, Constantino e Pessôa; Pereira, Candido, Canoa (Péricles), Moacyr e Chumbo.

Time base de 1936 (1º Team): Domingos; Juca e Nelson; Canivete, Constantino e Pessôa; Formiga (Milton), Péricles (Candido), Cláudio (Arary), Captiveiro e Amaral. Técnico: Domingos Silva.

FONTES: A Batalha (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Jornal (RJ) – O Radical (RJ)


Sport Club Milionários de São João Clímaco – São Paulo (SP)

O Sport Club Milionários de São João Clímaco é uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Sediado no bairro São João Clímaco, na Zona Sul de São Paulo (SP). Fundado na sexta-feira, do dia 23 de Julho de 1965, por dissidentes da SBR Copa Rio de São João Clímaco.

O nome escolhido foi sugerido pelo fundador Rosário Martinez, que faleceu dois dias depois, após um acidente de trânsito. Em sua homenagem resolveu por maioria de sócios fundadores acatar o nome de Sport Club Milionários de São João Clímaco.

contando na ocasião com muita simpatia e apoio financeiro de vários comerciantes do bairro de São João Clímaco, que através da colaboração no livro de ouro propiciaram ao clube uma arrecadação que permitiu a confecção de dois jogos de uniformes para a estreia oficial, bem como a compra de bolas, mala de remédios, rede etc.

Primeiro Jogo Oficial do 2° Quadro – Em pé: Manolo, Roberto, Paco, Fininho, Zezinho, Ari, Toninho, Dengo, Jurandir e Sr.Ivo. Agachados: Rino, Arlindo, Ricardo, Eduardo, Clayton, Orlando e Moka – 31/07/1965

1º Jogo e primeira vitória

O primeiro jogo oficial foi realizado na tarde de sábado, do dia 31 de julho de 1965, no campo do S.B.R. Copa Rio, contra o Linense F.C. (Ipiranga). A partida terminou empatada em 2 a 2, no Segundos Quadros, que estreava o uniforme azul celeste e vitória por 2 a 1, com a equipe principal que estreava o uniforme todo branco.

Primeiro Jogo Oficial do 1° Quadro – Em pé: Anacleto, Manolo, Sr. Ivo, Cuca, Janjão, Taubaté, Baianinho, Zelito, Aredio, Nelsinho, Nico, Italianinho, Joãozinho, Zé Português, Romeu, Roberto e Orestes – 31/07/1965

Após alguns anos, em outubro de 1968, o clube já havia conseguido obter junto aos órgãos públicos o tão sonhado e desejado campo de futebol, na Estrada das Lágrimas, onde hoje se situa a Travessa Mateus Coferati e os muros da prefeitura.

Milionários enfrentou o poderoso São Paulo

Foto original recuperada da partida entre Milionários X S.P.F.C. em 27 de Julho de 1969 – Em pé: Valter, Manolo, José Douglas Dallora, Zé Gago, Sérgio, Tadeu, Carlito, Fernando, Guiné, Paraguaio, Erasmo, Lima, Sérgio Valentim, Bataglia, Betinha, Wilsinho, Xará, Sr. Laudo Natel, Guilherme Teodoro Mendes, Sr. Tonico Castro e Rubão. Agachados: Roberto Castro, Sr. Ivo Uvina, Bié, Toninho, Toti, Lauro, Paulo Nani, Zé Português, Toninho II, Dinho, Baianinho, Carbone e Italianinho

Em 1969, o Milionários já gozava de prestígio no futebol amador. Para comemorar a data, o time realizou uma partida contra o expressinho do São Paulo F.C., no estádio dos Meninos F.C. (onde hoje é o Jardim Oriental no Largo do Rudge Ramos) no domingo, do dia 27 de julho de mil 1969.

A partida contou com a presença de vários jogadores profissionais e diretores do São Paulo F.C., entre esses estava presente o então atual presidente do clube na época, Laudo Natel. A comemoração foi vencida pelo São Paulo por 4 a 0, num evento que seria muito comentado nos meios desportivos.

Na década de 70, ficou mais de 40 jogos sem derrota

Entre os anos 1972/73, o quadro principal ostentou uma série invejável de 42 partidas invictas, resultando em um período de um pouco mais de um ano sem perder. O técnico dessa série invicta era o Lelo, pai do Canário, e o fim dessa série foi marcado por uma tarde infeliz aonde nada deu certo dentro das quatro linhas, o time que quebrou a invencibilidade foi um time sem prestígio na várzea naquela época, o Caloroil FC da Vila Carioca, que era uma equipe de uma distribuidora de combustível.

Nos anos 80, clube perde a sede social

Durante as décadas de 70/80, o clube contava com grande prestígio no bairro, perante a população, contando com o apoio dos comerciantes locais que eram em sua maioria associados ao clube. Eram oferecidos aos associados, além do futebol, outras atividades em nossas sedes sociais, como quadra de futsal.

No dia 5 de março de 1988, a administração de Jânio Quadros desapropriou a área para a construção de casas populares da Cohab, com o clube sobrevivendo a esse golpe, o S.C. Milionários passou a jogar em campos adversários, mantendo seu padrão de muito amor à camisa e muita união entre seus defensores.

Nova série: 32 jogos invictos

O Milionários em tempos passados, quando possuía seu campo, mantinha as seguintes atividades: equipe principal (primeiro e segundo quadro) aos sábados à tarde, dente de leite e dentão aos domingos de manhã, juvenil A e B, e veteranos A e B nos domingos à tarde, além de equipes de futebol de salão.
No fim dos anos 80, o primeiro quadro ostentou novamente uma boa série invicta, desta vez foram 32 partidas sem perder. A base deste time era composta pelo goleiro Hudson, na lateral direita o Canário, na zaga Mussarela, Wagnão e Picolé, na lateral esquerda Caipira e Ivan, volantes Jairo e Limão, na meia jogava o Nirão, e no ataque Mineiro e Nenê. O técnico deste time era o Erasmo. Todos os jogos dessa época foram fora de casa pois o clube havia perdido seu campo em 1988.

Clube segue firme e resgatando a sua história

Após alguns longos anos jogando apenas como visitante, em meados dos anos 90, o Milionários passou a jogar suas partidas no campo do Cerâmica, em São João Clímaco, aonde hoje se encontra o CÉU Meninos. O local se tornou a casa do Milionários até 2002 aproximadamente, quando o local foi reapropriado pela prefeitura para o início das obras do CÉU.

Pertinho dali, e na mesma época, a equipe de veteranos do clube jogava suas partidas de domingo de manhã no campo do Clube Esportivo e Recreativo São José em São Caetano do Sul, local aonde hoje se encontra o Centro de Treinamento de Atletismo.

Uma curiosidade é que durante os anos 90, tanto o primeiro quadro quanto o segundo eram muito fortes, e por esse motivo existia um confronto interno para disputar quem era o melhor time da época, sendo assim, sempre que jogavam contra em brincadeiras tínhamos ótimos jogos. 

O clube mantém suas tradições e em todos os meses de julho realiza seu jantar de aniversário, muitas vezes realizados nos restaurantes do Bairro Demarchi, na maioria das vezes no saudoso restaurante São Francisco, que foi fechado em 2019.

A festa conta com a presença de atletas com suas famílias e amigos, o jantar sempre leva em média 80 a 120 pessoas. Os jantares são realizados desde o primeiro aniversário do clube até os dias atuais.

Dessa maneira o Sport Club Milionários mantém suas atividades e consegue se firmar no futebol de várzea paulistano há quase 59 anos.

Este artigo e seus detalhes foram generosamente cedidos por Manoel Gonçalves Palmares, o único sócio-fundador em atividade no clube, na qual exerce o cargo de Presidente executivo.

FONTES: Cantinho do Zezé – Blog do clube – Página do clube no Facebook – Manoel Gonçalves Palmares, o único sócio-fundador vivo

Escudo raro de 1935: Modesto Football Club – Rio de Janeiro (RJ)

Modesto Football Club foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado na terça-feira, do dia 27 de maio de 1913, por um grupo de sócios dissidentes do Cascadura Football Club.

A sua Sede e a Praça de Esportes, na Rua Goyaz (atual Rua Goiás), próxima da estação Quintino Bocaiúva (do ramal principal da Central do Brasil), no Subúrbio Carioca. Em 1917, a sua Sede ficava situada na Rua Elias da Silva, nº 287 depois 301, em Quintino, enquanto o campo permaneceu no endereço anterior. Atualmente, o local não existe mais e no seu lugar há casas e lojas comerciais. As suas cores eram o preto e o vermelho.

Na esfera do futebol, um relato dessa simpática agremiação. Em 1915, disputou o Campeonato organizado pela Associação Atlética Suburbana (AAS). Já em 1917, filiado à Liga Suburbana de Football (LSF), o Modesto foi vice-campeão do 1º Team: foram 12 jogos e 18 pontos: sete vitórias, quatro empates e uma derrota. Em 1918 foi campeão do Segundo Team.

Durante a sua permanência na Liga Suburbana de Football, época que foi o período áureo do simpático rubro-negro de Quintino Bocayuva, a sua equipe sempre representou o maior obstáculo para poderosos adversários de então, tais como Engenho de Dentro Ahtletico Club, Bonsucesso Futebol Clube, Eclair Football Club, Dois de Junho Football Club, Inhaumense Football Clube, entre outros.

Modesto ajuda fundar a Alliança Sportiva Municipal

O Modesto ajudou a Fundar no dia 15 de fevereiro de 1919, a Alliança Sportiva Municipal (ASM). “Tenho a subida honra de levar no vosso conhecimento que em reunião efetuada em 3 do presente, reunião de início, representada pelos clubs Modesto F. Club, Tiradentes F. Club, Cruz de Malta A. Club, A. Cajuense Club o Sport Club Pimenta de Mello, na sede do A. Cajuense Club, foi definitivamente fundada a Alliança Sportiva Municipal, sociedade que funcionará com a autoridade que lhe foi assegurada ne reunião acima mencionada”.

Seus estatutos foram aprovados em segunda reunião, efetuada no dia 18 de fevereiro, na sede do Cruz de Malta A. Club, sede provisória da Alliança Sportiva Municipal, o acham-se no prelo.

Foto de 1938

Sendo esta sociedade ainda nascente, está aparelhada com o seu mecanismo a funcionar por um sistema prático e moderno, sendo de esperar grande desenvolvimento no sport, do grande escrúpulo que em virtude predomina nos seus dirigentes, o na confecção de suas leis, códigos e regulamentos, que porão em vigor.

A Alliança Sportiva Municipal solicita desta ilustrada redacção a publicação deste, para que sirva de incremento ao seu desenvolvimento, fineza esta que antecipadamente agradecemos.

São representantes dos clubes fundadores os seguintes senhores: Cruz de Malta, José Paulo de Souza; Modesto F. Club, Godofredo Barbariz; Tiradentes F. Club, Octavio Rio Branco; Sport C. Pimenta de Mello, Jaymo Maia; Athletico Cajuense Club, João Souza Cardoso.

Duas participações no Campeonato Carioca da 1ª Divisão em 1924 e 1935

 O clube rubro-negro disputou à elite do futebol carioca duas vezes: 1924 e 1935. Em 1924, 1926 e 1927 jogou o Campeonato Carioca (LMDT), considerados não oficiais pela FERJ. Na sua primeira participação, pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), o Modesto F.C. ficou na Série C, terminando na segunda posição com 17 pontos, atrás apenas do Engenho de Dentro A.C. (22 pontos).

 Contudo, apenas os campeões avançaram: Vasco da Gama (Série A), Bonsucesso F.C. (Série B) e o Engenho de Dentro A.C. (Série C). No final, o Vasco goleou o Engenho de Dentro por 5 a 0 (23/11/1924) e o Bonsucesso por 1 a 0 (30/11/1924) e ficou com o título. O Bonsucesso foi vice-campeão e o Engenho acabou em terceiro lugar

 Abaixo, os resultados dos jogos do Modesto F.C. em 1924. A campanha foi: 17 pontos em 12 jogos; com Sete vitórias, três empates e duas derrotas; marcando 32 gols e sofrendo 13, com um saldo de 19 gols.

25/05

Engenho de Dentro A.C.

2

X

1

Modesto FC

Eng. De Dentro

1º/06

Modesto F.C.

5

X

0

Ramos FC

Quintino

15/06

Modesto F.C.

2

X

3

S.C. Everest

Quintino

22/06

Campo Grande A.C.

0

X

2

Modesto FC

Campo Grande

29/06

Independência F.C.

0

X

4

Modesto FC

Independência

13/07

Olaria A.C.

2

X

2

Modesto FC

Rua Cândido Silva, em Olaria

10/08

Ramos F.C.

0

X

7

Modesto FC

Rua Jockey Club, em Ramos

31/08

Modesto F.C.

3

X

3

Campo Grande A.C.

Quintino

14/09

Modesto F.C.

2

X

1

Independência

Quintino

12/10

Modesto F.C.

W.O.

X

Olaria A.C.

Quintino

26/10

S.C. Everest

0

X

2

Modesto FC

Inhaúma

02/11

Modesto F.C.

2

X

2

Engenho de Dentro A.C.

Quintino

A sua segunda e última participação em 1935, o Modesto disputou a Liga Carioca de Football (LCF). O campeonato foi disputado por seis clubes (América, Bonsucesso, Flamengo, Fluminense, Modesto e Portuguesa), que se enfrentaram em três turnos, todos contra todos. No final, o América Football Club foi o grande campeão, somando.

 Já o Modesto F.C. terminou na 5ª posição. Foram Sete pontos em 15 jogos: Três vitórias, Um empate e 11 derrotas; marcando 19 gols e sofrendo 56. O único jogo realizado em Quintinho, no dia 1º de setembro de 1935, o Modesto venceu por 2 a 1 a A.A. Portuguesa Carioca.

 Abaixo, os resultados dos jogos do Modesto F.C. em 1935:

21/07

A.A. Portuguesa

3

X

4

Modesto F.C.

Campos Sales

28/07

América F.C.

3

X

1

Modesto FC

Campos Sales

11/08

Modesto FC

1

X

3

C.R. Flamengo

Estrada do Norte, na Rua Uranos

18/08

Modesto FC

2

X

6

Fluminense F.C.

Estrada do Norte, na Rua Uranos

25/08

Modesto FC

1

X

1

Bonsucesso F.C.

Estrada do Norte, na Rua Uranos

1º/09

Modesto FC

2

X

1

A.A. Portuguesa

Quintino

08/09

Modesto FC

0

X

5

América F.C.

Estrada do Norte, na Rua Uranos

22/09

C.R. Flamengo

4

X

1

Modesto F.C.

Laranjeiras

29/09

Fluminense F.C.

9

X

0

Modesto F.C.

Laranjeiras

06/10

Bonsucesso F.C.

4

X

0

Modesto F.C.

Estrada do Norte, na Rua Uranos

13/10

A.A. Portuguesa

4

X

2

Modesto F.C.

Estrada do Norte, na Rua Uranos

20/10

Modesto F.C.

1

X

6

América F.C.

Laranjeiras

27/10

Modesto F.C.

1

X

2

C.R. Flamengo

Campos Sales

03/11

Modesto F.C.

0

X

4

Fluminense F.C.

Campos Sales

10/11

Modesto F.C.

3

X

1

Bonsucesso F.C.

Campos Sales

Modesto Bicampeão do Torneio Início de 1926 e 1927

Torneio Início de 1927, no domingo, do dia 08 de maio, organizado pela LMDT (Liga Metropolitana de Desportes Terrestres) e ACD (Associação de Cronistas Desportivo), o Modesto foi campeão, no campo do Engenho de Dentro. O São Paulo-Rio, do Catumbi ficou com o vice.

Estreou vencendo o Esperança por 3 a 0. Depois, na semifinal, bateu o Engenho de Dentro por 2 a 0. Na grande final, derrotou o São Paulo-Rio por 1 a 0, gol assinalado por Lyrio, num chute enviesado magistralmente.

Depois o glorioso rubro-negro suburbano, presidido por Godofredo Barbariz e de João Moreira, tornou-se bicampeão 1926 e 1927.  

Foto de 1936

Modesto Campeão do Torneio Início da AMEA de 1929

Na sexta-feira, do dia 15 de Março de 1929, o clube se filou a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA). No domingo, do dia 06 de Abril de 1930, o Modesto se sagrou campeão do Torneio Início da 2ª Divisão da AMEA, na Rua Figueira de Mello (campo do São Christovão Athletico Club). Na estreia, após empate sem gols, o Modesto passou pelo Engenho de Dentro por 2 a 1, em escanteios.

Na decisão, o Modesto bateu o River por 1 a 0, conquistando o título. O gol saiu restando dois minutos para o fim. Pio depois de driblar os zagueiros, conseguiu o gol da vitória!

O time campeão formou assim: Belford; Nauta e Ubaldo; Bisca, Mariano e Djalma; Rhodas, Mario, Pio, Barroso e Sá.

Depois da fundação da Associação Metropolitana de Esportes Athleticos continuou a disputar o campeonato da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres até o fim em 1932, conquistando os títulos em 1926 e 1927.

O futebol carioca era então administrado por duas entidades, a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA) e a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMTD), que continha equipes de menor expressão.

Depois da fundação da Associação Metropolitana de Esportes Athleticos continuou a disputar o campeonato da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres até o fim em 1932, conquistando os títulos em 1926 e 1927. O futebol carioca era então administrado por duas entidades, a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA) e a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMTD), que continha equipes de menor expressão.

Lá no ano de 1930, o Modesto ganhou o Torneio Início da Segunda Divisão promovido pela AMEA ao vencer o River na final. Depois de 1932, participou dos certames da Liga Carioca de Football (LCF). Ao obter o título da segunda divisão de 1934, conquistou o acesso à primeira divisão. O torneio contava com apenas seis equipes : America, Bonsucesso , Flamengo , Fluminense , Modesto e a Portuguesa. O Modesto ficou em penúltimo lugar.

Em 1934, o Modesto F. Club ingressou o Campeonato da Sub-Liga Carioca de Football. Nesse período adotando, sem um estudo aprofundado, o profissionalismo, que começava a ser posto em pratica.

Arcando com inúmeras responsabilidades, superiores as suas posses, e sofrendo revezes desconcertantes. como jamais em sua trajetória esportiva teve ocasião de experimentar, a veterana agremiação foi declinando pouco a pouco, passando a ser quase uma sombra do que fora. Crises seguidas se verificavam em seu seio, definhando o club cada vez mais.

Afinal, foi realizada sábado último, uma assembleia geral para estudar a situação do clube. Diversos oradores se fizeram ouvir, resolvendo-se. afinal, para evitar maiores prejuízos ao club, suprimir a secção de football e solicitar desligamento da Sub-Liga Carioca.

O público suburbano espera que os dirigentes e sócios do Modesto F. Club conseguissem restabelecer o antigo poderio da simpática e veterana agremiação, e para isso o rubro-negro de Quintino Bocayuva deve voltar ao seu antigo elemento, isto é unir-se ás agremiações ícones, procurando viver a sua vida, deixando da velleidade de querer seguir a existência dos grande clubs da cidade, que mal ou bem, vão vivendo do profissionalismo.

O ressurgimento do Modesto F. C.. assim como o das agremiações esportivas suburbanas, está no seu abandono do sport remunerado e na sua volta á pratica do amadorismo.

Modesto é goleado pelo America, pela Liga Carioca

No domingo, às 16 horas, do dia 20 de Outubro de 1935, no Estádio das Laranjeiras, o Modesto foi goleado pelo America Football Club, pelo placar de 6 a 1, valido pela Liga Carioca de Football (LCF). O árbitro foi o Sr. Motta e Souza.

America: Helion; Vital e Cachimbo (Orsini); Paiva, Og e Possato; Lindo, Mamede, Carola, Placido e Orlandinho.

Modesto F. Club: Onça; Valter e Nisco; Cito, Valdemar e Vavá; Valter II, Hélio, Paranhos, Estanislao e Bahianinho.

Pouco depois de começado o jogo o America troca Cachimbo por Orsini, modificou o trio atacante depois do 1º tempo, passando Placido para o centro, ficando Carola na meia esquerda.

A saída é dada pelo Modesto. O jogo inicia-se equilibrado, havendo ataques de parte a parte. Há corner, penalidades de parte a parte, mas sem contudo abrirem o score, até que Lindo em brilhante escapada pela sua ala marca o 1º goal da tarde.

O Modesto esboça uma reacção. Estanisláo de posse da pelota da Paranhos na brecha, aproveitando este para marcar o 1º goal do Modesto. e assim termina o 1º half-time com o score de 1 a 1.

Às 16h55min., é reiniciado o jogo. Logo de saída ha um corner contra o Modesto, batido por Orlandinho. Carola cabeceia magistralmente, marcando o 2º goal Os do America.

Orlandinho escapa, passa a Mamede, este a Placido que marca o 3º goal do America. Pouco depois deste tento, Lindo, de posse da bola passa a Carola e este á Placido que deixa a bola escapar para Orlandinho que arremessa fortemente, marcando o 4º goal fazer a América.

Noutro ataque do America o Modesto em último recurso desvia a bola para corner, batido este por Orlandinho. Placido arremata, marcando o 5º goal do America.

Dada a saída o America ataca novamente, escapando Mamede que centra para Carola, que shoota violentamente, marcando o  6°goal do America.

E sem outros lances termina o encontro, accusando o “placard” a victoria do America por 6 a 1. No jogo de amadores ainda venceu o America por 7 a 3.

No final de 1935, o clube quase teve a sua sede fechada

Uma notícia veiculado no Diário da Noite, na terça-feira, do dia 10 de dezembro de 1935, informava que a 2ª Delegacia Auxiliar iria fechar o Olaria e o Modesto por não terem legalizado os seus documentos, conforme exigia o regulamento da Polícia da época. Porém, o clube conseguiu todos os documentos e não foi fechado.

No dia 07 de Agosto de 1935, o Modesto Football Club e o Alvacelli Sport Club, se filiaram a Liga Carioca de Athletismo.

Modesto Campeão do Torneio Início da FAS de 1936

No dia 11 de Agosto de 1936, o Modesto abandonou a Sub-Liga Carioca. Em seguida ingressou na Federação Athletica Suburbana (FAS).

No domingo, do dia 20 de setembro de 1936, no Campo do River, o Modesto se sagrou Campeão do Torneio Início da FAS (Federação Athletica Suburbana). Na estreia vitória sobre o Mavilis por 2 a 0. Nas semifinais, o Modesto passou pelo Magno, com empate em 1 a 1, mas triunfou nos escanteios: 1 a 0.  Na grande final, com arbitragem de Nelson Conceição, o Modesto bateu o Del Castilho pelo placar de 2 a 0, ficando com o título.

Em 1940, o clube estava filiado a Federação Athletica Suburbana. Na sexta-feira, do dia 16 de setembro de 1944, o Modesto se filiou na 3ª categoria da Federação Metropolitana de Football.

Algumas Formações:

Time base de 1915 (1º Team): A. Silva (Machiada); Henrique (Careca) e Reginaldo; Barros (Joffre), Nelson (Miranda) e Donga (Castilhos); Chiquinho (Miúdo), Braga (Aroucas), Soares II (Paulista), Adolpho (Julinho) e Raul (Waldemar).

Time base de 1915 (2º Team): Mizi (José); Nelson III (Arlindo) e Oliveira (Barros); Pereira I (Nelson), Antunes (Affonso) e Pereira II (Henrique); Jesuíno (Julião), Soares I (Zezé), Filhote (Vianna) e Rocha (Pompilio).

Time base de 1918 (1º Team): Archias; Alcino e Victorino; Castilhos e Miranda; Henrique, Watter, Raphael, Bisca, Sterling e Paulista.

Time base de 1918 (2º Team): Baptista; Bento e Chico; Arthurzinho, Mizé e Lili; Raul, Álvaro, Buluca, Argemiro e Waldemar.

Time base de 1921 (1º Team): Paulino; Armando e Dionysio; Moreira, Lourenço e Jorge (Mizé); Waldemar I, Argemiro, Pacheco (Boluca), Álvaro e Zazá (Raul).

Time base de 1921 (2º Team): Irineu; Bento e Fernandes; Henrique, Soares e Gastão Carvalho; Waldemar II, Leoncio, Euclydes, Mario e Ernestinho.

Time base de 1922 (1º Team): Rubens (Cap.); Armando e Fausto; Moreira, Lourenço e Salvador; Álvaro, Boluca, Jonathas e Argemiro.

Time base de 1922 (2º Team): José de Souza; Nelson e Leal; Albino (Cap.), Henrique e Angenor; Pio, Ernesto, Mario, Machado e Waldemar II (Waldemar I).

Time base de 1930: Belford; Nauta (Lenuth) e Ubaldo (Leleco); Bisca (Machado), Marianno (Abrahão) e Djalma (Walter ou Octacílio); Pio (Dionysio), Mario, Barroso (Abrilino), Rhodas (Villa) e Sá (Careca).

Time base de 1935: Onça; Valter (Campista) e Alfredo (Nisco); Gunça (Cito), Waldemar (Rubens) e Rodrigues (Vavá); Jorge (Valter II ou Luiz), Nobre (Herves), Gallego (Paranhos ou Hélio), Estanislao (Theodomiro ou Canhoto) e Mangueirinha (Bahianinho).

Time base de 1938: Onça; Waldemar e Ludovico; Alberto, Carlos e Vavá; Nico, Antônio, Ayres, Cicero e Mangueirinha.

FONTES: A Offensiva (RJ) – A Razão (RJ) – A Rua: Semanário Ilustrado (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – Diário Carioca (RJ) – Diário da Noite (RJ) – Época Esportiva (RJ) – Gazeta de Notícias (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Jornal dos Sports (RJ) – O Imparcial (RJ) – O Paiz (RJ) – Wikipedia – Álbum Bala Favorita de 1935