Esporte Clube Siderantim – Barra Mansa (RJ): Mascote ‘Periquito do Vale’

O Esporte Clube Siderantim é uma agremiação esportiva da cidade de Barra Mansa (RJ). O “Periquito do Vale” foi Fundado no sábado, do dia 04 de Agosto de 1951, por um grupo de funcionários da empresa Siderúrgica Barra Mansa (atual: Votorantim).

Com apenas um ano de atividades, o Siderantim, conquistou o seu 1º titulo Campeonato Citadino, mas que, infelizmente, não se possui muitos registros sobre esta edição da competição. No final do mês de Julho de 1952, o Siderantim recebe uma carta da FFD (Federação Fluminense de Desportos) convidando o clube a se profissionalizar para disputar a elite do Campeonato Fluminense, que na época era a competição de maior valor em todo o estado do Rio de Janeiro.

No dia 19 de Março de 1953 o Esporte Clube Siderantim aceita o convite da FFD para a disputa de sua primeira competição profissional. No dia 12 de Abril no Estádio Esperidião Geraidine ocorre o II Torneio de Inicio profissional do Campeonato Fluminense, sendo um torneio de pré-temporada, que apesar de não ser um torneio de extrema importância ele fica marcado como a primeira competição profissional disputada pelo Esporte Clube Siderantim, infelizmente o clube é eliminado já na primeira fase após um empate contra Barra Mansa Futebol Clube, entretanto perde no critério de corners (escanteios) por 2 a 0.

Após 7 dias do Torneio de Inicio no dia 19 de Abril, o Siderantim finalmente estreia no Campeonato Fluminense contra o Tupi de Paracambi, no dia 20 de Abril o Siderantim contrata um reforço para a equipe  o jogador Odair de Souza Bueno que estava defendendo o quadro de profissionais do Canto do Rio de Niterói, o clube terminou na 10º colocação no fim do primeiro turno, no dia 18 de Janeiro de 1954 o Siderantim fecha o contrato com o atleta Francisco Régio para a disputa do 2º turno.

Notório clube da região centro-sul fluminense, o Siderantim debuta nas competições realizadas na década de 50, tais quais o Campeonato Estadual Fluminense. Participa dessa competição em 1953 e 1954. No Torneio Início de 53, é eliminado ainda na primeira fase.

Em 54, na chave de sua região se encontravam Barra Mansa Futebol Clube, Associação Atlética Comercial, Guarani Esporte Clube, Resende Futebol Clube e Associação Atlética de Volta Redonda. Se classificaram para a segunda fase: Guarani, Barra Mansa e Resende.

Após a fusão dos antigos estados da Guanabara e Rio de Janeiro, o Siderantim estreia em 1982 no Campeonato Estadual da Terceira Divisão de Profissionais.

Na primeira fase, se classifica para a fase final como líder de sua chave, à frente de União Esportiva Coelho da Rocha, Tomazinho Futebol Clube, Nacional Foot-Ball Club, Heliópolis Atlético Clube e Cruzeiro Futebol Clube. Na fase final é novamente o primeiro colocado, à frente de Clube Esportivo Rio Branco, Rio das Ostras Futebol Clube e União Esportiva Coelho da Rocha, fazendo a final contra o Rio Branco, de Campos, vencendo-o por 2 a 1, e consagrando-se campeão e promovido à Segunda Divisão de Profissionais do estado do Rio de Janeiro. O artilheiro da equipe nesse campeonato foi o hoje radialista Walter Cardoso.

Em 1983, já na Segunda Divisão, fica na sexta posição, atrás dos promovidos Olaria Atlético Clube e Friburguense Atlético Clube, além de Serrano Foot Ball Club, Associação Atlética Portuguesa e Madureira Esporte Clube, e à frente de Rubro Atlético Clube e Mesquita Futebol Clube.

Em 1984, é o segundo colocado ao fim do primeiro turno, atrás somente do Bonsucesso Futebol Clube. No segundo turno, fica apenas em oitavo lugar, último, atrás de Bonsucesso Futebol Clube, Associação Atlética Cabofriense, São Cristóvão de Futebol e Regatas, Associação Atlética Portuguesa, Madureira Esporte Clube, Rubro Atlético Clube e Nacional Foot-Ball Club. O Siderantim acaba tendo que participar de um torneio da morte com Madureira, Nacional e Rubro, que posteriormente é anulado, não havendo descenso.

Em 1985, é apenas o 11º colocado, penúltimo, à frente apenas do Nacional Foot-Ball Club, que já agonizava os seus últimos instantes de sua bela história. O campeonato conheceu naquele ano os acessos de Campo Grande Atlético Clube e Mesquita Futebol Clube, respectivamente primeiro e segundo lugares, cabendo a Associação Atlética Cabofriense, Friburguense Atlético Clube, Serrano Foot Ball Club, Royal Sport Club, Rubro Atlético Clube, São Cristóvão de Futebol e Regatas e Madureira Esporte Clube as colocações seguintes.

Em 1986, é o 12º colocado, último, do campeonato que teve como promovidos Porto Alegre Futebol Clube e Associação Atlética Cabofriense. Em 1987, é 9º colocado ao fim do primeiro turno, ficando à frente de Esporte Clube Nova Cidade, Clube Esportivo Rio Branco e Tomazinho Futebol Clube. No segundo turno é apenas o nono colocado, à frente de Tomazinho Futebol Clube, Serrano Foot Ball Club e Clube Esportivo Rio Branco. O Volta Redonda Futebol Clube foi o campeão e vice foi o Friburguense Atlético Clube.

Em 1988, em acentuada crise financeira e estrutural, demonstrada pelas más campanhas dos anos anteriores, se licencia das competições de âmbito profissional.

Volta apenas em 1992 na 2ª Divisão, na prática uma terceira, visto que a verdadeira segunda virara Módulo B da Primeira Divisão. A campanha não é boa. O clube é apenas o penúltimo colocado em sua chave na primeira fase, sendo logo eliminado da disputa, ficando atrás de Colégio Futebol Clube, Tamoio Futebol Clube, Monte D’Ouro Futebol Clube e Porto Real Country Club. O GREFFEM foi o último porque perdeu 5 pontos devido a ter utilizado um jogador em condição irregular.

Em 1993, disputa novamente a mesma Segunda Divisão. Fica em quinto em sua chave ao fim do primeiro turno, atrás de Barra Mansa Futebol Clube, Bayer Esporte Clube, Heliópolis Atlético Clube e Grêmio Esportivo Km 49. No segundo turno é segundo, atrás do Bayer Esporte Clube, contudo não consegue se classificar para o quadrangular final após o somatório dos dois turnos.

Desde então, a agremiação não mais disputa os campeonatos promovidos pela FFERJ. Foi extinto quando a Siderúrgica Barra Mansa, pertencente ao Grupo Votorantim, resolveu acabar com suas dependências para ampliar a área da empresa.

FONTES: Blog do clube – Wikipédia – Mercado Livre

Inédito!! Grêmio Sportivo Quintino Bocaiúva – Rio de Janeiro (RJ): 1º Campeão do Campeonato Carioca de Basquete Feminino

O Grêmio Sportivo Quintino Bocaiúva (Grêmio de Quintino) foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fundado no domingo, do dia 02 de Abril de 1939. A sua Sede ficava localizada na Rua Nerval de Gouveia, nº 13, em frente à Estação Quintino, que é anexo a Rua Elias da Silva, no bairro de Quintino Bocaiúva, na Zona Norte do Rio.

O clube era muito atuante nos bailes de carnaval, festas juninas, desfiles e musicais, realizados em sua bela sede. Entre suas atividades praticadas, estavam o atletismo, Tênis de mesa, futebol, bilhar, voleibol, basquetebol, entre outros.  

A sua quadra poliesportiva (chamada de “Quadra Olímpica”) foi inaugurada no domingo, do dia 04 de junho de 1950, quando foi realizado um amistoso entre as equipes de basquete masculino do Tijuca Tênis Clube e Clube de Regatas Flamengo. No final, melhor para a equipe tijucana que venceu por 25 a 20.  

No domingo, do dia 26 de Agosto de 1945, o clube excursionou até o Município de Rodeio (atual: Engenho Paulo de Frontim), onde enfrentou, em amistoso,  o Centro Fluminense de Cultura Física.

No início de setembro de 1949, foi eleito para a presidência do clube, o vereador pelo Partido Republicano (entre 1947 a 1951) Luís da Gama Filho, então com 43 anos.

No final da década de 30, ele assumiu a presidência do River Football Club. Para quem não associou o nome a pessoa, ele comprou em 1939 o Colégio Piedade e em 1951 criou a Universidade Gama Filho.

1º campeão estadual de basquete feminino

Apesar do futebol ter sido o “carro-chefe“, o Grêmio Quintino entrou para a história do estado do Rio de Janeiro no basquete! Após se filiar a Federação Metropolitana de Basketball (FMB), na segunda-feira, do dia 09 de junho de 1952, o Grêmio de Quintino disputou o Campeonato Carioca adulto de basquete masculino e feminino em 1952.

Foi o 1º Campeonato Carioca de Basquete Feminino, realizado na história, e o Grêmio de Quintino fez história ao se sagrar campeão invicto do estadual, com sete vitórias no mesmo números de jogos. O Flamengo acabou com o vice-campeonato.

A competição, que teve início no dia 30 de julho, contou com a participação de oito equipes:

America Football Club;

Botafogo Futebol e Regatas;

Carioca Esporte Clube;

Clube de Regatas Flamengo;

Clube de Regatas Vasco da Gama;

Fluminense Football Club;

Grêmio de Quintino;

Madureira Atlético Clube.

Uma curiosidade é que o treinador da equipe (masculino e feminino) foi o lendário Charles de Macedo Soares, o “Charles Borer“, que trabalhou no cargo, sem nenhuma remuneração, de forma filantrópica. Lembrando que, entre 1976 a 1981, Charles Borer foi presidente do Botafogo de Futebol e Regatas.

O time titular era formado pelas seguintes atletas: Nívea (Nívea Figueiredo de Andrade e Silva), Norma, Ivone (Ivone de Araújo Santos), Irani (Irani P. da Costa) e Eugenia (Eugenia Rindeika). As reservas: Glicínia (Glicínia Clara Leal de Carvalho), Lourdes (Lourdes de Jesus Dias), Abigail, Marina, Dircí, Eunice, e Zombinha.

Vice-campeão de basquete feminino em 1953

No ano seguinte, voltou a fazer bonito, e ficou com vice-campeonato estadual de 1953, com oito vitórias e duas derrotas (O Fluminense foi campeão com dez vitórias), quando sua jogadora Ivone foi a cestinha da competição, com 161 pontos.

O time formou com: Maria Teresinha Paz, Abigail dos Santos, Joana Rindeica, Estefania Nair Chalodwski, Lais Gomes Mourão, Norma Rosa Paz, Efigênia Rindeica, Lourdes de Jesus Dias, Ivone de Araujo Santos

No futebol, disputou os campeonatos amadores menores. A Praça de Esportes utilizado para os jogos era o da Escola 15 de Novembro, atual ETE República, dentro do campus da FAETEC Quintino, que ficava na Rua Clarimundo de Melo.

O campo era conhecido como “Estádio do Instituto 15 de Novembro“, inaugurado no domingo, do dia 14 de novembro de 1943, com a goleada do Clube de Regatas Flamengo (então bicampeão da 3ª categoria da Federação Metropolitana de Futebol) por 5 a 2, em cima do Botafogo de Futebol e Regatas.

O Grêmio de Quintino era ligado ao político Jorge Leite, e entrou em decadência ao mesmo tempo em que este perdeu prestígio eleitoral.

Sua antiga sede ainda é conhecida popularmente pelo nome de Grêmio de Quintino, e alugada para eventos. Em 2012, o nome “Baixo Quintino” foi usado comercialmente.

Foto de 2010, da Sede do Grêmio Quintino

Time base de 1945: Sylvio; Nico (Ivo) e Alberto (Carlos); Cito, Bira e Aloísio; Orlando (Djalma), Zequinha, Gerente, Nelson e Canhoto (Aldo). Reservas: Germano e Helio.       

Imagem da carteirinha: site ‘Leilão Naira Santos’

FONTES: A Luta Democrática – A Noite – Diário Carioca – Diário de Notícias – Federação de Basquetebol do Estado do Rio de Janeiro – Imprensa Popular – Jornal dos Sports – O Imparcial – O Jornal (RJ) – Tribuna Popular

Campeões do Campeonato Citadino de Piracicaba, entre 1971 a 2019

A Liga Piracicabana de Futebol (LPF), Fundado na quarta-feira, do dia 1º de Maio de 1940, tem a sua Sede localizada na Rua Silva Jardim, nº 759, no bairro Alto, em Piracicaba, no interior Paulista. A entidade máxima de Piracicaba é filiada a Federação Paulista de Futebol (FPF).

ANOCAMPEÃOVICE-CAMPEÃO
2019Alkaeda FCEC Novo Horizonte
2018EC Vera CruzEC Novo Horizonte
2017EC FiorentinaAlkaeda FC
2016União Vila Fátima FCUnião Paulista FC
2015EC Serrote
2014EC Novo Horizonte
2013EC Vera Cruz
2012EC Novo Horizonte
2011União Vila Fátima FC
2010EC Vera Cruz
20097 de Setembro
2007AA Saltinhense
2006Brasilense FC
2005Santa Terezinha
2004Grêmio Piracicaba
2003AA Saltinhense
20017 de Setembro
19987 de Setembro
1997Katatumba FC
1996AA Saltinhense
1995Katatumba FC
1994Katatumba FC
1992Katatumba FC
19917 de Setembro
1990Katatumba FC
1989Katatumba FC
1988Brasilense FC
1987AA Saltinhense
1986AA Saltinhense
1985EC Vera Cruz
1980Tupi FC
1979CAP
1978EC Vera Cruz
1971EC Vera Cruz
FONTE: Site Amador Esportes

Potyguar Futebol Clube – Currais Novos (RN): Nove participações na elite do Estadual

O Potyguar Futebol Clube (atual: Associação Cultural e Desportiva Potyguar Seridoense) foi uma agremiação do município de Currais Novos, que fica na região do Seridó, a 182 km da capital  (Natal) do estado do Rio Grande do Norte. A localidade conta com uma população de 45.060 habitantes, segundo o Censo do IBGE/2015.

O “Leão do Seridó” foi Fundado na sexta-feira, do dia 15 de janeiro de 1960, com o nome de “Potiguar Futebol Clube“, nas cores em vermelho e branco. Já a sua Sede ficava na Avenida Coronel José Bezerra, s/n, no Centro da cidade.  Em 1976, a Sede passou a ser na Rua Bernadete Xavier, s/n, no bairro de Currais Novos, na cidade homônima, aonde ficava o Estádio Municipal Coronel José Bezerra.

Alguns títulos na esfera amadora

Em 1967, o clube se sagrou campeão do Campeonato de futebol Interiorano, o “Matutão“. Em 1973, foi campeão do Campeonato Seridosão de Futebol, considerado o mais importante torneio amador da região do Seridó.

Mané Garrincha jogou em Currais Novos

Potiguar F.C. da década de 60

Um dos maiores jogadores de todos os tempos do futebol brasileiro e mundial Mané Garrincha jogou em 1973, vestindo a camisa da Liga Desportiva Curraisnovense, que era a seleção local, cujo a base era do Potyguar, para disputar um amistoso contra o seu maior rival na época o tradicional Centenário de Parelhas.

A “Seleção de Currais Novos” venceu por 2 a 1, com dois gols de Nabor Filho um dos maiores ídolos da história do clube. Nessa época o time era chamado de “seleção currais-novense“.

Dedé de Dora: um capítulo à parte

Início da década de 70

O maior ídolo da história do Potyguar foi José Gomes de Medeiros, o “Dedé de Dora” revelado pelo próprio clube e mais tarde se tornaria ídolo nos dois maiores clubes do estado o ABC e o América de Natal.

Convite para jogar na elite do futebol do estado fez o clube realizar mudanças

O clube permaneceu amador até 1976, quando recebeu o convite da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF), para debutar no Campeonato Potiguar da 1ª Divisão daquele ano.  

Talvez uma das razões de receber o convite é que o presidente de honra do clube, na época, era o senador da república Agenor Nunes de Maria (entre 1975 a 1983); também o apoio do prefeito de Currais Novos, Bitamar Bezerra Barreto (ARENA, governou entre 1973 a 1977), o empresário Radir Pereira de Araújo, que era o patrono do clube e o presidente Benedito Targino.

Após aceitar o convite, foi realizado no cinema da cidade, um plebiscito, para definir qual seria o nome da equipe: Potyguar ou Seridó? E, evidentemente, o escolhido foi o primeiro nome. 

Como já existia o alvirrubro Potiguar de Mossoró, a diretoria para se diferenciar resolveu  agregar a letra ‘Y‘, passando a se chamar “ Potyguar Futebol Clube“.

A grafia do nome do time mereceu charges na imprensa natalense que passou a chamá-lo de “Potyguar com Ípsilon“. O comércio, das minerações de Currais Novos, e os próprios torcedores ajudavam financeiramente o clube.

Depois, viajaram até a cidade de Fortaleza (CE), e, compraram o novo material esportivo, similar ao Fortaleza Esporte Clube. Dessa forma o vermelho e branco, ganhou a companhia do azul, passando a ser Tricolor.

A prefeitura de Currais Novos realizou uma reforma completa no Estádio Municipal Cel. José Bezerra, com capacidade para cerca de 2 mil pessoas, num custo de mais de 200  mil cruzeiros. Dentre as melhorias destaque para as cabines de rádios, vestiários, o túnel de acesso ao campo e a instalação da drenagem para o gramado.   

Nove participações na elite do Estadual

A estreia aconteceu no domingo, do dia 07 de março de 1976. Diante da sua torcida, o Tricolor Curraisnovense venceu o Baraúnas por 2 a 1, no Estádio Coronel José Bezerra, em Currais Novos.

O atacante Pedrinho abriu o placar logo aos 5 minutos e ampliou aos 36, da primeira etapa. No segundo tempo, Robson, aos 38 minutos, fez o gol de honra dos visitantes. O Potyguar formou assim: Inácio; Gilvã, Ivo, Luisão e Carlos; Carlinhos, Chiquinho e Imagem; Carlinhos II, Pedrinho e Dinha. Técnico: Manuel Veiga.

A 1ª vitória da história em cima do América de Natal

No primeiro turno, em Currais Novos, o América goleou o Potyguar por 4 a 1 (gols de Aluísio, três vezes; e Alberí para o América; descontando Dinha, para o Potyguar). Dessa forma, a expectativa era que jogando nos seus domínios, o América venceria com tranquilidade.

Porém, no sábado, do dia 16 de julho de 1977, no estádio Castelão, em Lagoa Nova, em Natal, o Potyguar de Currais Novos surpreendeu o América de Natal, em jogo válido pela 2ª rodada do Returno.

Foi um jogo com mais oportunidades de gols para o América e com grandes defesas do goleiro Índio, do “Leão do Seridó“. Porém,  o antigo ditado “Quem não faz leva“, aconteceu aos 11 minutos da etapa final, em jogada de contra-ataque, o atacante Djalma ficou na cara do gol do goleiro Cícero, do América, e fez o tento da vitória.

América de Natal   0          X         1          POTYGUAR-CN

LOCALEstádio Castelão, no bairro de Lagoa Nova, em Natal (RN)
CARÁTER2ª rodada do Returno do Campeonato Potiguar de 1977
DATASábado, do dia 16 de julho de 1977
RENDACr$ 10.540,00 (dez mil e quinhentos e quarenta cruzeiros)
PÚBLICO586 pagantes
ÁRBITROCésar Virgílio (FNF)
AMÉRICACícero; Ivã, Argeu, Ivã Xavier e Olímpio; Zéca, Rogério (Garcia) e Ronaldo; Marinho (Santa Cruz), Aluísio e Soares.
POTYGUARÍndio; Gilvan, Guri, Luizão e Gonzaga; Naldo, Carlinhos e Valdeci Santana; Vandinho, Djalma (Vã) e Dinha.
GOLDjalma aos 11 minutos (Potyguar), no 2º tempo.

No Estadual de 1977, o Potyguar jogou 16 vezes, com  seis vitórias, cinco empates e cinco derrotas, marcando 11 gols e sofrendo 14. Os artilheiros da equipe foram: Vandinho com cinco gols; Djalma e Pereira, com dois tentos cada; e Gilvan e Dinha com um gol.

No Potyguar de Currais Novos, o atacante Djalma atuou como jogador amador e depois como profissional. Posteriormente, foi presidente e técnico do Potiguar time amador (jogava, dirigia e ainda batia os pênaltis).

Alem do Potyguar-CN, Djalma jogou nos clubes potiguares: ABC, América, Alecrim, Riachuelo; Treze, de Campina Grande (PB); Central, de Caruaru (PE) e Potiguar, de Mossoró (RN).

1º confronto diante de um clube carioca

Um fato importante na história do Potyguar foi o amistoso nacional, no domingo, do dia 06 de dezembro de 1981, diante do Botafogo (RJ), no estádio Coronel José Bezerra. Até hoje foi o único grande clube carioca que jogou em Currais Novos. No final, o Clube da Estrela Solitária venceu por 2 a 1, com gols de Mendonça e Jerson.

O clube também jogou na Elite do Futebol do Rio Grande do Norte em 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983 e 1984. Num total de nove participações. A partir daí, o clube se retirou em razão de muitas dívidas, que por pouco não causou a extinção da agremiação.

A estratégia para salvar o clube foi refundá-lo, na terça-feira, do dia 1° de agosto de 1989, com o nome de “Associação Cultural e Desportiva Potyguar Seridoense“. A partir daí, é uma outra história para um outro momento.  

Colaborou: Adeilton Alves

FONTES: João Cesário, do Blog Terra da Xalita – Blog do Futebol de Seridó – Luís Sátiro ‘Lulinha’ do Blog Escrete de Ouro – Walter Irís – Diário de Natal (RN) – Jornal O Poti (RN) – Revista de Currais Novos

Torneio Início da Liga Uberabense de Futebol (LUF) de 1953: Nacional F.C. foi o campeão!

O Torneio Início da Liga Uberabense de Futebol (LUF) de 1953, foi realizado no domingo, às 13 horas, do dia 17 de maio de 1953, no Estádio Dr. Boulanger Pucci, no bairro Alto das Mercês, em Uberaba (MG).

Campeão do Torneio Início de 1953

A competição contou com a participação de nove equipes:

Asas Futebol Clube;

Associação Esportiva Merceana;

Botafogo Esporte Clube;

Clube Atlético Mineiro;

Clube Recreativo Ferroviário (Ibiá);

Esporte Clube Fabrício;

Independente Atlético Clube;

Nacional Futebol Clube;

Uberaba Sport Club.

Os Preços dos ingressos para a peleja foram definidos assim:

Cavalheiros – Cr$ 10,00;

Senhoras – Cr$ 5,00;

Crianças – Cr$ 3,00.

Com uma Renda de Cr$ 8.200,00, o evento não lotou às dependências do Estádio Dr. Boulanger Pucci. Talvez um dos fatores tenha sido o forte calor que aconteceu no dia e acabou afastando boa parte dos torcedores.

Na final, o Nacional se sagrou campeão ao derrotar o Clube Recreativo Ferroviário (Ibiá) pelo placar de 2 a 0. Abaixo os resultados do Torneio Início da LUF de 1953.

Vice-campeão do Torneio Início de 1953

1º jogo – Uberaba Sport Club 0 x 1 Clube Recreativo Ferroviário (1 x 2 escanteios)

Ferroviário: Nivaldo; Bigode e Lola; Ataíde, Paulo e Mário; Tuna, Nelito, Manoel, Juliano e Ivanir.

Uberaba: Caju; Aflaton e Beco; Santista, Tiago e Cocada; Sapinho, Jarbas. Maquinista, Celom e Lolo.

Árbitro: Joaquim Praxedes.

2º jogo – Associação Esportiva Merceana 0 x 0 Nacional Futebol Clube (0 x 1 escanteio)

Nacional: Osvaldo; Plínio e Sebastiãozinho; Ingronga, Geraldo e Rossi; Nicotina, Rubinho, Pé de Ferro, Domingos e Zé Pedro.

Merceana: Nenzico; Claiton e Acrisio; Nego, Olavo e Geraldo; Tucha, Betinho, Toró, Paulo e Aquino.

Árbitro: Policarpo Santos.

3º jogo – Asas Futebol Clube 0 x 0 Clube Atlético Mineiro (5 x 4, nos pênaltis. Milionário converteu os cinco para o Asas, enquanto Brauer errou o segundo).

Asas: Nenem; Fio e Ley; Demerval, Helio e Nego; Lazinho,  Galo, China, Waldomiro e Milionário.

Atlético: Rui; Helio e Inelo; Brauer, Hely e Lecha; Ari, Nonô, Azambuja, Calmon e Barriga.

Árbitro: Arlindo de Oliveira.

4º jogo – Independente Atlético Clube 0 x 0 Botafogo Esporte Clube (4 x 2, nos pênaltis. Nilo assinalou os quatro para o Independente, enquanto Joãozinho desperdiçou as duas primeiras cobranças).

Independente: Nivaldo; Mané e Nonato; Ditinho, Zezão e Darinho; Rogério, Márcio, Jorge, Nilo e Sargento.

Botafogo: Bruno; Roldan e Biguá; Gringo, Galo e Joãosinho; Barba, Baiano, Gato, Tatão e Ronaldo.

Árbitro: Joaquim Praxedes.

5º jogo – Clube Recreativo Ferroviário 0 x 0 Esporte Clube Fabrício (5 x 4, nos pênaltis. Nelito acertou todas as cobranças para o Ferroviário; enquanto Chiquinho perdeu a última cobrança).

Fabrício: Nicácio; Almir e Tonico; Vico, José e Roldan; Colmaneti, Chiquinho, Totonho, Zé Vieira e Pirilo.

Ferroviário: Nivaldo; Bigode e Lola; Ataíde, Paulo e Mário; Tuna, Nelito, Manoel, Juliano e Ivanir.

Árbitro: Waldemar Gomes.

6º jogo – Nacional Futebol Clube 1 x 0 Asas Futebol Clube (gol de Domingos)

Nacional: Osvaldo; Plínio e Sebastiãozinho; Ingronga, Geraldo e Rossi; Nicotina, Rubinho, Pé de Ferro, Domingos e Zé Pedro.

Asas: Nenem; Fio e Ley; Demerval, Helio e Nego; Lazinho,  Galo, China, Waldomiro e Milionário.

Árbitro: João de Melo.

7º jogo – Clube Recreativo Ferroviário 0 x 0 Independente Atlético Clube (5 x 4, nos pênaltis. Nelito acertou todas as cobranças para o Ferroviário; enquanto Nilo desperdiçou uma cobrança).

Ferroviário: Nivaldo; Bigode e Lola; Ataíde, Paulo e Mário; Tuna, Nelito, Manoel, Juliano e Ivanir.

Independente: Nivaldo; Mané e Nonato; Ditinho, Zezão e Darinho; Rogério, Márcio, Jorge, Nilo e Sargento.

Árbitro: Policarpo Santos.

8º jogo (Final) –  Nacional Futebol Clube 2 x 0 Clube Recreativo Ferroviário

Na final, teve a duração de 60 minutos. Os gols foram assinalados por Nicotina aos 15 minutos da etapa inicial; e Bel aos 23  minutos da segunda etapa.

Bel e Tinoco entraram no quadro do Nacional, enquanto Croner e Baiano no Ferroviário.

Nacional: Osvaldo; Plínio e Sebastiãozinho; Ingronga, Geraldo e Rossi; Nicotina, Rubinho, Pé de Ferro, Domingos e Zé Pedro.

Ferroviário: Nivaldo; Bigode e Lola; Ataíde, Paulo e Mário; Tuna, Nelito, Manoel, Juliano e Ivanir.

Árbitro: Arlindo de Oliveira.

FONTE: Lavoura e Commercio (MG)

Rio Branco Esporte Clube – Boa Vista (RR): Fundado em 1920

O Rio Branco Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Boa Vista, no estado de Roraima. Fundado na terça-feira, do dia 20 de abril de 1920, com o nome de Rio Branco Sport Club, na Vila de Boa Vista do Rio Branco, quando ainda pertencia ao estado do Amazonas.

A sua Sede ficava situado na Rua Alfredo Cruz, s/n, no Centro de Boa Vista (RR). Posteriormente se transferiu para Rua (atual Travessa) dos Expedicionários, s/n, no Centro de Boa Vista (RR). A equipe mandava os seus jogos no Estádio João Mineiro. Além do futebol, o Rio Branco também teve equipe de basquete, no qual se sagrou campeão do campeonato da cidade de Boa Vista em 1954, ao vencer o Atlético Roraima Clube por 24 a 16, na quadra Capitão Clóvis.   

Nas décadas de 20 participou do Campeonato da Vila de Boa Vista do Rio Branco e de amistosos. Um dos seus adversários era o Boa Vista Sport Club. O primeiro título aconteceu em 1924/25 ao faturar o Campeonato Municipal da Vila de Boa Vista do Rio Branco.

Com a criação da Federação Rio-branquense de Desportos (FRD), em 1948, se tornou um dos clubes afiliados, Em 1952 sagrou-se campeão do campeonato territorial do Território Federal do Rio Branco, enquanto o Baré Esporte Clube ficou com o vice.

Também esteve presente no campeonato de 1953, juntamente com o Baré Esporte Clube e Atlético Operário Clube; e também em 1954, com Atlético Roraima Clube, Baré Esporte Clube e Atlético Operário Clube.

Em 1954, foi campeão do Torneio Comemorativo ao Aniversário do Rio Branco Esporte Clube.

Colaborou: Felipe Feitosa

FOTO: acervo de Waldelia Garcia, da página do Facebook “Boa Vista Antigamente”

FONTES: Jornal do Commercio (AM) – O Átomo (RR) – Boa Vista (RR)

Esporte Clube de Patos – Município de Patos (PB): Escudo raro dos anos 60

Esporte Clube de Patos é uma agremiação do Município de Patos (PB). A sua Sede fica situada na Rua Pedro Firmino, s/n, no Centro de Patos. O ‘Terror do Sertão’ foi Fundado no dia 07 de Julho de 1952, em uma reunião realizada na sede do Tiro de Guerra de Patos, por alguns ex-atletas do extinto Botafogo de Inocêncio Oliveira Patos, sob o comando do Zéu Palmeira e de Antônio Araújo, conhecido como Araújo, maior glória do Esporte.

Admiradores do futebol pernambucano, os fundadores homenagearam o Sport e o Náutico, ao denominar a equipe como Esporte Clube de Patos e ao utilizarem o mesmo padrão adotado pelo alvirrubro recifense na época. Foram seus fundadores: Inocêncio Oliveira, Sargento Porfírio, Zéu Palmeira, Antônio Araújo, Souto Maior, Dr. Lauro Queiroz, Wilson Nobre, Mozinho Leitão, Francisco Queiroz (Chicão), Medeiros da Chevrolet, Vavá Brandão e Chico.

PRIMEIROS PRESIDENTE E TÉCNICO

O 1º presidente do Esporte foi José Torreão e primeiro técnico foi Manoel de Andrade. Conforme está registrado no álbum do futebol, em depoimento Inocêncio Oliveira afirmou que o Esporte surgiu da vontade de alguns torcedores em criar uma nova entidade esportiva para Patos, substituindo assim, o inesquecível Botafogo.

Segundo Metódio Leitão a escolha do nome do Esporte Clube de Patos foi uma proposta do Sr. Bivar Olhinto de Melo e Silva, que além de jogador, também foi juiz de futebol. Bivar Olhinto anos depois, foi eleito Prefeito de Patos e, posteriormente, deputado federal.

Esporte durante muitos anos foi mantido e comandado por um de seus grandes jogadores, Zéu Palmeira e sua sede localizava-se na Avenida Epitácio Pessoa no centro de Patos, local onde hoje é o Banco do Brasil.

FUTEBOL

Esporte Clube de Patos (esquerda para a direita): Valdenor Gonçalves, Zito Queiroz e Vavá Brandão

A tradição do Esporte Clube de Patos vem de muito tempo, visto que desde sua fase como time amador teve grandes atletas e formou equipes muito boas, mesmo antes de tornar uma equipe profissional, o que somente aconteceu em 1964 e, no ano seguinte 1965 passou a disputar o Campeonato Paraibano, permanecendo até 1974.

Em 1972 conquistou o Torneio Inicio promovido pela Federação Paraibana de Futebol (FPF), e em 1993, depois de 21 anos conquistou novamente. Disputou ainda em 1976 e 1977, retornando apenas em 1982 e disputando até 1995. Participou ainda das edições de 1997, 1998 e 2002. Após a conquista do Campeonato Paraibano da Segunda Divisão no ano de 2005, o alvirrubro patoense retornou mais uma vez a elite do futebol paraibano.

Esporte na época ainda como equipe amadora proporcionou a sua aguerrida torcida, muitas alegrias no velho e inesquecível campo do ginásio. Ali partidas memoráveis contra equipes famosas foram realizadas: Sport RecifeSão Cristovão (RJ) e Portuguesa Carioca (RJ)Ipiranga (BA)SergipeASA de ArapiracaTrezeCampinense e Paulistano de Campina GrandeAuto Esporte e Brejui de Currais Novos, dentre tantas outras.

Ali também o Esporte nunca perdeu para o seu grande rival, o Nacional e na primeira partida ganhou por 3 a 1. Em função de sua fama no interior do Nordeste, o Esporte foi convidado e disputou o Torneio Intermunicipal cearense representando a cidade do Cedro, a qual na época chegou a rivalizar com a cidade de Juazeiro do Norte, que tinha grandes equipes e era destaque no Ceará.

CRAQUES

Dentre os jogadores que passaram pelo Esporte na época do campo do ginásio destacam-se: Antônio Araújo, conhecido como Araújo e considerado pelos mais antigos como a maior glória do Esporte, ele chegou a jogar no Sport Recife e no BahiaMário Moura que saiu de Patos diretamente para jogar no Vitória de Setúbal em Portugal e Araponga um dos maiores craques que a Paraíba já teve.

Este última Inclusive é considerado por muitos em Campina Grande, como o melhor jogador de todos os tempos da equipe do Campinense, que na sua época chegou a ser Hexacampeão da Paraíba. Para se ter uma idéia do quanto Araponga era craque, quando Pelé estava no topo de sua carreira, e Santos considerado o maior time de futebol do mundo da época, Araponga foi comprado para ser o reserva de Pelé.

Essas e outras tantas histórias são a razão principal para que o Esporte tenha uma torcida tão apaixonada e vibrante mesmo quando as coisas não andam tão bem para o time.

PROFISSIONALIZAÇÃO

Após a gloriosa fase de muita tradição como uma grande equipe amadora, ficar bastante famoso no cenário esportivo e conhecido em todo o interior nordestino, pela qualidade de seus grandes atletas e pela formação de ótimas equipes, veio então a fase de profissionalização em 1964, quando filiou-se a Federação Paraibana de Futebol e passou a disputar o Campeonato Paraibano a partir de 1965.

Já ano de sua estréia como equipe profissional começou logo azarando seus adversários, ao aplicar uma histórica goleada de 11 a 0, na equipe do Cinco de Agosto da cidade de João Pessoa, uma das maiores goleadas registradas na história do futebol paraibano.

Por essa e outras façanhas jogando em Patos, o Esporte passou a ser chamado pela crônica esportiva da Paraíba de “O Patinho Terror do Sertão“ como até hoje é conhecido. A seguir são apresentadas algumas das equipes formadas pelo Esporte desde o início de suas atividades como time profissional em 1965.

Hino do Esporte Clube de Patos

Esporte! Esporte! Esporte!

O alvirrubro do meu coração!

Esporte! Esporte! Esporte!

É o patinho, o terror do sertão!

(BIS)

Quando ele arranca, todos sabem como é!

É mais um gol e a turma segue dando olé!

Desde Inocêncio, muita glória, muito amor,

Esse patinho é mesmo o terror!

FONTES: Julio César – Wikipédia – Página do clube no Facebook – Site Letras.mus.br – Página no Facebook “Patos, te amo Patos

Inédito!!! Feira Esporte Clube – Feira de Santana (BA): Três participações na Elite do futebol baiano, em 1969, 1970 e 1971

IMPORTANTE! Caso compartilhe dê os devidos créditos ao autor (Sérgio Mello) e ao blog (História do Futebol). Vamos valorizar quem pesquisa, quem redesenha e quem busca apresentar raridades aos aficionados pela história, pelos escudos, pelo futebol em si! Obrigado!

O Feira Esporte Clube foi uma agremiação da cidade de Feira de Santana (BA). Fundado na sexta-feira, do dia 02 de Julho de 1937, como Associação Desportiva Bahia (Bahia de Feira), onde disputou as competições regionais na esfera amadora.

A Sede está localizada na Rua Excelsior, nº 58 – 35º BI, em Feira de Santana. O seu Estádio é o Professor Jodilton Oliveira Souza, “Arena Tremendão“, com capacidade para cerca de 4 mil pessoas.   

Em 1954, a Federação Baiana convidou o Bahia de Feira para participar do No Campeonato Baiano da 1ª Divisão. No entanto, como o Campeonato de Feira de Santana era forte e rentável, a diretoria agradeceu pelo convite, mas declinou da ideia de se profissionalizar e seguiu no amador.

Treze anos depois, novamente a Federação Baiana de Futebol, por meio do seu presidente, o advogado Carlos Alberto de Andrade, ‘estadualizou’ o campeonato. Inicialmente convidou o Conquista, Itabuna, Colo-Colo (Ilhéus), Flamengo (Ilhéus), Cruzeiro da Vitória (Ilhéus) e o Bahia de Feira para jogar a Elite do Futebol Baiano de 1967, e, dessa vez aceitou.

O time surgiu no final de 1968 e início de 1969. A história que originou o seu surgimento é, no mínimo, curiosa. Segundo o Sr. Juscelino, o Fluminense de Feira tinha um chefe de uma torcida organizada, chamado Horácio.

E, este, tinha um grande sonho de ter na cidade uma equipe chamada Feira Esporte Clube. Ele afirmou que se este time fosse criado ele largaria o Flu de Feira e passaria a torcer pelo Feira Esporte Clube.

Ao saber desse desejo do Horácio, a diretoria do Bahia de Feira, achou interessante a ideia e aceitou a sugestão e decidiu alterar o nome do clube: saindo Associação Desportiva Bahia para a entrada de Feira Esporte Clube.

O auri-rubro participou de três edições do Campeonato Baiano da Primeira Divisão, organizado pela FBF (Federação Baiana de Futebol): 1969, 1970 e 1971.

Após a disputa do Estadual de 1971, a diretoria resolveu voltar ao nome antigo: Associação Desportiva Bahia de Feira (agregando ‘de Feira’ no nome).

Colaborou: Gerson Rodrigues

Desenho do escudo, uniforme e texto: Sérgio Mello

FONTE: Jornal Grande Bahia – Sr. Juscelino Machado (torcedor fanático pelo Bahia de Feira) – Pesquisador, Pedro Nunes