Comandos pelo técnico Mário Travaglini, a Seleção Brasileira se preparava para a disputa do Sul-Americano de juniores de 1979. No final, o Brasil terminou na 4ª colocação do Quadrangular Final, assegurando o seu lugar nos Jogos Pan-Americanos, porém ficou de fora do Mundial de 1979.
Na foto (acima) a descrição dos atletas e membros da comissão técnica:
EM PÉ (esquerda para a direita): Mário Travaglini (treinador), Antonio Melo (preparador físico), Paulinho (auxiliar técnico), André, Robertinho, Marola, Márcio Rosini, Paulo César Borges, Paulo César, Solitinho, Paulo Borges, Luís Cláudio, Raul Carlesso (preparador físico), Guiseppe Taranto (médico) e José Dias (supervisor);
AJOELHADOS (esquerda para a direita): Deinha, Leandro, Loti, Jorginho, Everton, Anchieta e Chico de Assis;
SENTADOS (esquerda para a direita):Gersinho, João Maria, Vagner Basílio, Claudinho, Rudnei e César Pappiani.
EM PÉ (esquerda para a direita): Leandro, Emerson Leão, Márcio Rossini, Mozer, Andrade, Júnior e Admildo Chirol (preparador físico); AGACHADOS (esquerda para a direita):Nocaute Jack (massagista), Renato Gaúcho, Sócrates , Roberto Dinamite, Jorginho, Éder Aleixo e Ximbica (roupeiro).
Na segunda-feira, às 16h30min., do dia 12 de setembro de 1983, o treinador Carlos Alberto Parreira realizou o segundo treino da seleção brasileira para o clássico diante da Argentina. O meia Jorginho, do Palmeiras/SP, foi a novidade, uma vez que Tita estava preocupado com a gravidez de sua esposa e por isso nem treinou.
A arbitragem teve uma curiosidade: um sorteio meia-hora antes da partida definiu o chileno Mário Lira. Os demais também os compatriotas Gaston Castro e Hernan Silva.
Empate dava classificação a Seleção Canarinho
Ao Brasil bastava o empate; enquanto para ‘Los Hermanos’, só a vitória interessava. No primeiro jogo, em Buenos Aires, os argentinos quebraram um tabu de 13 anos sem vitória e ganharam por 1 a 0, gol do centroavante Gareca.
Brasil x Argentina, que marcava o reencontro da seleção com o torcedor carioca – o último jogo no Rio foi em abril, contra o Chile terá a renda líquida integralmente doada à campanha de ajuda aos flagelados da seca no Nordeste. E pela importância do jogo e pelo apelo filantrópico que está sendo feito, a CBF acredita em uma arrecadação em torno de Cr$ 200 milhões.
Brasil e Argentina são, no momento, duas equipes em renovação de nomes e de filosofia. A CBF, depois da perda da Copa da Espanha contratou Carlos Alberto Parreira para a vaga de Telê Santana. Já a AFA(Associação de Futebol Argentina) – destituiu César Luís Menotti e em seu lugar colocou Carlos Billardo.
A classificação nesta Copa América, devido a esta circunstância, tem uma importância fundamental para o prosseguimento do trabalho dos dois treinadores.
Ambos raciocinam da mesma maneira: o Brasil ganhar da Argentina ou vice-versa comprovará a correção do planejamento de preparação e, além disso, reforçará as duas equipes no aspecto psicológico.
Mas para obter a classificação, Brasil e Argentina vão trilhar caminhos diferentes. Parreira, embora precise apenas de um empate, promete armar seu time de forma ofensiva, “mas com algumas cautelas“, enquanto Billardo deve esquematizar a Argentina para jogar em função dos contra-ataques.
Entretanto, os próprios argentinos reconhecem o favoritismo brasileiro para este jogo. E têm motivos de sobra para isso. Primeiro, porque a torcida terá participação decisiva. Segundo porque Parreira terá de volta na equipe o principal jogador do Brasil na atualidade: Sócrates. O atacante corintiano estreará nesta Copa América, e sua escalação provocou comentários entusiasmados dos companheiros.
O treinador brasileiro, ao contrário da partida contra o Equador, optou, desta vez, pelo aproveitamento de um cabeça-de-área e escalou Andrade, compondo o resto do meio-campo com Jorginho e Sócrates.
O ponteiro Renato Gaúcho, no início da semana, resumiu o ponto de vista do grupo em relação a Sócrates: “Com ele, o Brasil ganha em experiência e criatividade”.
Da mesma forma pensa Parreira, para quem a presença de um jogador das qualidades de Sócrates será ponto de desequilíbrio num jogo “em que o adversário deverá jogar na retranca e encurtando os espaços“.
Foto: Custodio Coimbra Roberto Dinamite lutou muito, mas sem sucesso
Brasil empata, se classifica, mas não convence
A crônica do Jornal dos Sports assim descreveu a partida: “Mesmo sem realizar uma boa faltou criatividade no meio-campo – o Brasil empatou com a Argentina em 0 a 0, ontem, no Maracanã, garantindo sua classificação para a próxima fase da Copa América, como vencedor do Grupo 2. Agora, a Seleção Brasileira enfrentará o Paraguai, campeão da última competição, em 79, tentando decidir o torneio com o vencedor da disputa entre os primeiros colocados dos grupos l e III.
Éder tentou passar por Olarticoechea, mas sem sucesso
1º TEMPO
O Brasil iniciou jogo tendo Sócrates e Jorginho do mesmo lado do campo, facilitando, assim o sentido de marcação da Argentina, por sinal, rigorosa. Por isso, não foi difícil ao adversário bloquear quase todas as oportunidades da Seleção Brasileira, que não foram tantas na fase inicial.
E, com cerrada marcação, a Argentina evitou que sua defesa corresse perigo e pode sair em rápidos contra-ataques, principalmente pela direita. Mas a primeira chance de gol surgiu pela esquerda, aos 7 minutos, quando Leandro falhou, permitindo que Gareca penetrasse às costas de Mozer.
Junior fez a cobertura e salvou a situação de perigo. O Brasil procurou utilizar a saída rápida da defesa para o ataque e tentou fazer a linha do impedimento, mas essa tática não funcionou bem.
O primeiro grande lance dos brasileiros ocorreu aos 18 minutos, quando Roberto recebeu, matou no peito e chutou de voleio, aparecendo Fillol para desviar para corner. Mas o Brasil encontrou dificuldades para criar, pela marcação argentina. Brown colou em Roberto; Olarticoechea procurou bloquear Éder, e Russo exerceu marcação individual em cima de Sócrates. Além disso, Trossero ficou na sobra, matando a jogada quando um dos companheiros era batido.
Russo marcou Sócrates em cima
2º TEMPO
No início da fase complementar a Argentina deu mais espaços ao Brasil, que, mais veloz, passou a ameaçar efetivamente o goleiro Fillol. Logo aos 2 minutos, Éder cobrou falta, a bola bateu na barreira, e o argentino, com incrível reflexo, mandou a corner.
Aos 5, Renato cruzou, Roberto entrou de cabeça e novamente Fillol surgiu para fazer outra defesa sensacional. Aos 7, foi a vez de Sócrates exigir do goleiro. Mas a melhor oportunidade do Brasil aconteceu nos 18 minutos, quando Leandro recebeu pela direita, cruzou, o zagueiro Brown falhou e Roberto perdeu gol feito. A partir dos 30 minutos, o jogo caiu muito, com jogadas ruins das duas equipes, justificando o empate sem gols, numa partida que não agradou ao público.
Técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira
Parreira: Importante foi a classificação
“O importante foi o Brasil se classificar. Não me importei com as vaias e com a reclamação de um bom futebol. O Brasil está classificado para a semifinal da Copa América e isso é o importante. Não o resultado do jogo ou a forma de atuar de nossa equipe”.
Foi dessa forma que o técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, analisou o empate do Brasil, diante da Argentina, ontem à noite, no Maracanã. Na opinião de Parreira, os argentinos vieram para buscar o empate e isto ficou evidente estratégia tática ermada pelo técnico Carlos Bilardo:
“No segundo tempo, criamos algumas oportunidades de gol e o Leão foi um espectador privilegiado. A única defesa mais difícil sua foi quando cortou um cruzamento de soco. Mais nada”.
Segundo Parreira, o Brasil em nenhum momento da partida jogou pelo empate, mas não adiantava nada arriscar o gol faltando cinco minutos para terminar o jogo. Jogamos de acordo com o adversário.
O treinador se mostrou surpreso com a marcação argentina, segundo ele, inédita em toda sua história: “Nunca vi a Argentina marcar tão bem. O Brasil teve dificuldades para encontrar espaços”.
BRASIL 0 X 0 ARGENTINA
LOCAL
Estádio Mario Filho, o ‘Maracanã’, na cidade do Rio (RJ)
CARÁTER
Grupo 2, da Copa América de 1983
DATA
Quarta-feira, do dia 14 de setembro de 1983
HORÁRIO
21h30min. (de Brasília)
RENDA
Cr$ 78.769.800,00 (setenta e oito milhões, setecentos e sessenta e nove mil e oitocentos cruzeiros)
PÚBLICO
53.921 pagantes
ÁRBITRO
Mario Lira (FIFA/Chile)
AUXILIARES
Gaston Castro (Chile) e Hernan Silva (Chile)
CARTÃO AMARELO
Miguel Ángel Russo e Claudio Marangoni (ARG); Éder e Márcio Rossini (BRA)
BRASIL
Emerson Leão; Leandro, Márcio Rossini, Mozer e Júnior; Andrade, Jorginho e Sócrates; Renato Gaúcho, Roberto Dinamite e Éder. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
ARGENTINA
Ubaldo Fillol; Julio Olarticoechea, José Luis Brown, Enzo Trossero e Oscar Garré; Miguel Ángel Russo, Claudio Marangoni e Alejandro Sabella (Victor Ramos); Alberto Marcico (José Daniel Ponce), Ricardo Gareca e Jorge Burruchaga. Técnico: Carlos Billardo
GOL
Nenhum
FOTO: Acervo dos fotógrafos Custodio Coimbra e Olavo Rufino
A Liga de Sports da Marinha (LSM) é a entidade desportiva máxima da Marinha, localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O processo de fundação de entidades esportivas e clubes ampliou-se de maneira significativa no Brasil nos anos iniciais do século XX. Esse movimento chegou também às Forças Armadas.
Apesar de alguns esportes já serem praticados de forma corriqueira por oficiais e praças da Marinha, até 1915 não existia nenhuma regulamentação institucional dessas práticas.
Preocupados em centralizar a organização desses jogos e normatizar a participação dos militares da MB, um grupo de oficiais se reuniu no Clube Naval e Fundou na quinta-feira, do dia 25 de Novembro de 1915, cuja regulamentação institucional se deu por meio do Aviso nº 1, de 4 de janeiro de 1916.
O Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), com sede na Avenida Brasil, nº 10.590 – bairro da Penha, na Zona Norte do Rio (RJ), teve sua origem na Liga de Sports da Marinha, que foi Posteriormente, pelo Decreto nº 24.581, de 5 de julho de 1934, a Liga de “Sports” da Marinha passou a ser subordinada a então Diretoria do Pessoal da Marinha, que mais tarde foi extinta pelo Decreto-Lei nº 2.296, de 10 de junho de 1940, mesmo ato que criou o Departamento de Educação Física da Marinha.
Historicamente, a Marinha do Brasil possui uma tradição de inovar no que tange aos investimentos multiesportivos, o que ocorre desde a criação da Liga de Sports da Marinha (LSM).
Enquanto o Exército Brasileiro focava em uma tendência moo esportiva em 1915, com a Liga Militar de Football do Exército (fundado em 22 de junho de 1915), a Marinha diversificava o processo de gestão esportiva apostando em modalidades aquáticas, como natação, water polo, remo e vela.
Os ditos esportes militares, exercícios físicos funcionais voltados à tropa, foram traduzidos para o campo competitivo e inseridos como atividades da LSM, assim como o próprio futebol, que foi adotado como esporte e serviu, além de prática interna, como mecanismo de duelo de performance atlética entre Exército e Marinha.
O início do século XX foi marcado pela criação de diversas ligas, que passaram a regular o esporte no país e acabaram por fundar a Federação Brasileira de Sportem 1914; após um biênio, essa entidade se converteria na Confederação Brasileira de Desportos (CBD).
O Departamento de Educação Física da Marinha foi extinto pelo Decreto-Lei nº 7.467, de 16 de abril de 1945 e foi reativado pelo Decreto-Lei nº 9.265, de 17 de maio de 1946, como Departamento de Esportes da Marinha, denominação esta alterada para Centro de Esportes da Marinha pelo Decreto nº 32.742, de 7 de maio de 1953.
O Centro de Esportes da Marinha teve, novamente, sua denominação alterada para Centro de Educação Física da Marinha pelo Decreto nº 70.161, de 18 de fevereiro de 1972.
Finalmente, passou a ter a denominação atual, Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), pelo Decreto nº 73.058, de 31 de outubro de 1973.
Posteriormente, suas atividades foram regulamentadas pelo Decreto nº 76.687, de 27 de novembro de 1975, que foi revogado pelo Decreto nº 84.781, de 11 de junho de 1980 e alterado pela Portaria nº 110, de 30 de janeiro de 1986, do então Ministro da Marinha, tendo sido, posteriormente, regulamentada pela Portaria nº 20, de 6 de fevereiro de 1997.
A citada Portaria de regulamentação foi revogada pela Portaria nº 63, de 6 de novembro de 1998, do Comando de Operações Navais (ComOpNav), que aprovou uma nova regulamentação.
Por intermédio da Portaria nº 120, de 31 de março de 2008, foi transferida a subordinação do CEFAN para o Comando de Pessoal de Fuzileiros Navais (CPesFN).
Revogada esta última, passou à subordinação do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN), por meio da Portaria nº 65, de 24 de fevereiro de 2010, e tendo suas atividades e organização estruturadas pelo presente Regulamento, aprovado pela Portaria nº 81, de 7 de junho de 2016, do CGCFN, revogada pela Portaria nº 30, de 14 de maio de 2020, do CGCFN, que acrescentou em sua organização uma Assessoria de Sustentabilidade e um Elemento de Controle Interno.
Desde sua criação, o CEFAN tem orientação voltada para o desporto e o aperfeiçoamento físico dos militares da Marinha do Brasil (MB), preparando atletas para competições de nível nacional e internacional.
Torneio dos Campeões de 1937
No futebol, a Liga de Sports da Marinha (LSM) fez alguns amistosos, como no domingo, do dia 14 de Janeiro de 1934, quando enfrentou a Seleção Paulista, onde acabou derrotada pelo placar de 3 a 2, no Estádio General Severiano, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio/RJ.
O Torneio dos Campeões de 1937 foi promovido pela Federação Brasileira de Futebol (não pela CBD) com os campeões estaduais de 1936. Assim, os campeões estaduais de 1936 de São Paulo e Rio de Janeiro foram aqueles que ganharam os campeonatos patrocinados pela APEA – Associação Paulista de Esportes Athléticos e Liga Carioca de Futebol, respectivamente.
Houve uma Seletiva entre o Aliança FC, campeão da cidade de Campos dos Goytacazes, o time da Liga de Sports da Marinha e o Rio Branco de Vitória/ES, que e classificou para disputar o Torneio.
No 1º jogo da Seletiva (eliminatório), na noite dequarta-feira, do dia 06 de janeiro de 1937, a Seleção daLiga de Sports da Marinha foi até Campos dos Goytacazes, e venceu o Alliança Football Club pelo placar de2 a 0. Os gols foram assinalados pelos dianteiros Paranhos e Aldo. Os grandes destaques da partida foram Mascotte, Paranhos, Fraga e Chaves. Roberto Porto (Liga Carioca) foi o árbitro do jogo.
Liga de Sports da Marinha: Perpetuo; Batistaca e Fraga (cap.); Chaves, Jorcelyno e Appolinário; Mascotte, Paranhos, Sessenta, Aldo e Gaúcho. Técnico: Nicolas Ladany. Reservas: Belmiro, Veiga, 29, Fraga II, Pará e Estanislao.
Na 2ª e última partidadaSeletiva (eliminatório), no domingo, do dia 10 de janeiro de 1937, o Rio Branco recebeu a visita da a Liga de Sports da Marinha,noEstádio Punare Bley, em Vitória/ES. A partida terminou empatada sem gols.
Com isso, o jogo foi para a prorrogação e o Rio Branco venceu por 2 a 0. Renato abriu o placar aos 7 minutos do 1º tempo da prorrogação e Caxambu definiu o marcador na etapa final. Roberto Porto foi o árbitro da peleja, que expulsou o capitão da Liga, Fraga.
Rio Branco: Dias; Humberto e Vicente; Allemão, José Pereira e Manduquinha; Marcionilio (Thales), Alcy, Caxambú, Lucinio (cap.) e Renato.
Liga de Sports da Marinha: Belmiro; Batistaca e Fraga (cap.); Chaves, Jorcelyno e Appolinário; Mascotte, Paranhos, Sessenta, Aldo e Pará. Técnico: Nicolas Ladany. Reservas: Perpetuo, Veiga, 29, Fraga II, Gaúcho e Estanislao.
Com isso, a Liga de Sports da Marinha não conseguiu acesso a chave principal do Torneio dos Campeões de 1937. O Atlético Mineiro se sagrou campeão. Uma curiosidade é que na quarta-feira, do dia 25 de Agosto de 2023, se reuniram o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues e dirigentes do Galo, onde foi sacramenta homologação do Campeonato Brasileiro de Clubes como título nacional. Com isso, o Atlético Mineiro passou a ter três títulos do Campeonato Brasileiro: 1937, 1971 e 2021.
Recorte da imagem: Moisés H G Cunha
ARTE: desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello
FONTES: Revista do CEFAN/CDM Podium Naval, Ano II/ Nº02 “Centenário da Liga Sports da Marinha” – Diário de Notícias (RJ) – Correio da Manhã (RJ) – O Globo Sportivo (RJ) – O Imparcial (RJ)
Brasil: De Sordi, Oreco, Dino Sani, Zózimo Gylmar, Bellini e o técnico Vicente Feola (em pé); Mário Américo (massagista), Joel, Didi, Vavá, Dida e Zagallo.
Finalmente dissipou-se a dúvida quanto ao treino da seleção brasileira, na quinta-feira, do dia 1º de maio de 1958. Como o Ministério do Trabalho não houvesse concretizado a sua proposta para que o prélio tivesse lugar no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). A C.B.D.(Confederação Brasileira de Desportos) resolveu atender ao pedido do SESI, de São Paulo a fim de que a exibição se realize no Pacaembu.
Assim sendo os craques nacionais, depois de seu retorno de Araxá (MG), se apresentarão primeiramente aos olhos da torcida bandeirante. No domingo, do dia 4 de maio, todavia, estarão em atividade no Rio, para enfrentar a representação paraguaia no primeiro jogo pela Taça Oswaldo Cruz. A segunda peleia está confirmada para São Paulo, na quarta-feira, do dia 7 de maio.
A entidade brasileira convidou o árbitro austríaco, Erwin Hiergger para apitar a peleja, no Maracanã. Com a impossibilidade em atender o convite, a CBD acabou escolhendo o árbitro carioca Alberto da Gama Malcher(Federação Metropolitana de Futebol).
Paraguai: Aurelio González (Técnico), Edelmiro Arévalo, Juan Vicente Lezcano, Ignacio Achucarro, Salvador Villalba, Elígio Echagüe e Ramón Mayeregger (em pé); Juan Bautista Agüero, José del Rosario Parodi, Jorgelino Romero, Óscar Aguilera, Florencio Amarilla e o massagista.
Cr$ 50,00: arquibancadas na estreia do selecionado
Abertura dos portões do Maracanã às 12:45 horas, por ocasião da partida entre brasileiros e paraguaios – Aprovada a tabela de preços dos ingressos
A C.B.D. anunciou, ontem, preços dos ingressos para a parti da de apresentação do escrete brasileiro, frente ao do Paraguai, dia 4 de maio, no Estádio do Maracanã, na primeira partida da série de duas, pela posse do troféu “Oswaldo Cruz”.
Tais preços deverão prevalecer, também, por ocasião do segundo cotejo, dia 7, no Pacaembu. A tabela aprovada é a seguinte:
Camarotes: Cr$ 750,00;
Camarotes laterais: Cr$ 400,00;
Cadeiras numeradas: Cr$ 150,00;
Cadeiras sem número: Cr$ 80.00;
arquibancadas: Cr$ 50,00;
Gerais: Cr$ 20,00;
Militares e menores: Cr$ 15,00.
Garrincha (reserva), Mário Américo (massagista), Joel, Dida, De Sordi, Zagallo, Oreco, Didi, Dino Sani, Vavá (encoberto), Zózimo, Gylmar, Bellini, Vicente Feola (encoberto) e o juiz Alberto da Gama Malcher (ao fundo)
Programou a C. B. D. a venda antecipada dos ingressos, nos Teatros Municipal e João Caetano, a partir das seguintes datas: Cadeiras, 28 do corrente; Arquibancadas, 2 de maio, e as demais, das 9 horas em diante, do dia do jogo, nas bilheterias do próprio Estádio do Maracanã.
A preliminar desse encontro reunirá as equipes do Cruzeiro do Sul e do S. C. Maracanã. O cotejo entre as representações do Brasil e do Paraguai terá início às 15,30 horas e os portões do Estádio estarão abertos a partir das 12:45 horas.
De acordo com o regulamento da Taça “Oswaldo Cruz”, se houver empate após os dois jogos, permanecerá em poder do detentor.
Joel, Didi, Vavá, Dida e Zagallo, o ataque brasileiro
Crônica na integra do jogo, pelo Diário de Notícias
NÃO deixa de ser algo significativa uma vitória de um selecionado nacional sobre outro, por 5 a 1. E quando se trata de selecionados que se preparam para uma final de Taça do Mundo, um triunfo em tais proporções traz sempre algo de alentador.
Alentador, sim, deve ter sido para quantos assistiram o encontro de domingo, aquele resultado de 5 a 1 a favor da equipe brasileira. Porque, afinal de contas, ganhando de tal forma de uma equipe que já fora, inclusive, apontada como uma das favoritas do Mundial e que viera de uma vitória sobre os argentinos, em Assunção, seguida de uma derrota vendida a peso de grandes esforços, em Buenos Aires, os paraguaios deixam-nos o consolo de que, pelo menos não deverá ser o Brasil o concorrente mais fraco dentre os sul-americanos.
Vamos considerar, com excesso de otimismo, brilhantíssima a vitória do nosso quadro domingo último. Foi de certo, uma vitória espetacular, a tanto elevou-a o marcador de 5 a 1. Mas, devemos ter em conta que os números expressam mais a precariedade da defesa e do ataque paraguaios do que, propriamente, perfeição do trabalho do nosso conjunto.
Partindo-se desse ponto, temos que os brasileiros se impuseram, realmente, e realmente mereceram o triunfo. Fizeram-se senhores da situação logo aos primeiros dez minutos de jogo e manobram como bem entenderam, superando com surpreendente facilidade os homens da defesa contrária, que não apresentaram a menor ideia de coe são nem de valor individual, e aniquilando por completo a ação dos atacantes, dentre os quais José Parodi e Romero mostraram-se mais agressivos que os seus companheiros.
Joel, Dida e Zagallo, os jogadores do Flamengo
Tendo assinalado, sem maiores preocupações depois do primeiro tento, três a zero na primeira etapa, os brasileiros, provavelmente desestimulados pela fraqueza do adversário, desinteressaram-se do marcador, o que não lhes Impediu de marcar mais dois tentos, enquanto os paraguaios. graças a uma falta máxima do viril Belini, conseguiram o seu tento de honra, para fixar o marcador, finalmente, em 5 a 1.
OS SEIS TENTOS
Brasil 1 a 0 – Foi Zagallo que abriu a contagem, aos 12 minutos; recebendo um passe de Dino Sani, que invadira a área pela direita, o ponteiro rubro-negro, num belo ‘mergulho’ cabeceou, abrindo o placar.
Brasil 2 a 0 – Aos 13 minutos, um tiro de Dida levou a bola a resvalar nos pés do zagueiro Lescano e voltar aos de Vavá, que acompanhava Dida; emendando violentamente, Vavá assinalou o segundo.
Brasil 3 a 0 – Aos 33 minutos Dida, aproveitando um centro de Dino, de fora da área, desviou a bola com o calcanhar para ampliar.
Brasil 3 a 1 – O tento do Paraguai surgiu nos 33 minutos do segundo tempo. Arevalo, depois de impressionante e resistência dos demais jogadores (o mal é continental…) cobrando uma falta máxima de Belini em Pelayo.
Brasil 4 a 1 – Aos 37 minutos, aproveitando a bola rebatida na trave, na cobrança de um escanteio, Pelé (entrou aos 24 minutos do 2º tempo), que entrara em lugar de Dida, marcou o quarto tento.
Brasil 5 a 1 – Е, aоs 39 minutos, Zagallo, valendo-se de uma rebatida do guardião Mayeregger, assinalou o quinto e último tento brasileiro.
De Sordi, Vavá e Oreco
Destaques
Entre os brasileiros, que tiveram, como dissemos, uma tarefa cômoda, agradou especialmente, o trabalho de Dino e Zózimo, na defesa, e Didi, Vavá e Pelé, no alaque. É certo que Dida mostrou-se um elemento oportunista: Pelé foi, porém, mas agressivo, emprestou mais vida às investidas dos brasileiros nos poucos momentos em que esteve em campo.
Os demais ele mentos, regulares, apenas Oreco falhou muito. Em conjunto, nossa defesa apresentou-se mais falha do que ataque. Entre os guaranis, salientaram-se Arevalo e Exchague, na defesa, e José Parodi e Romero, no ataque.
Juan Bautista Agüero, José del Rosario Parodi, Jorgelino Romero, Óscar Aguilera e Florencio Amarilla, o quinteto avançado da Seleção do Paraguai
ARBITRAGEM
Funcionou na arbitragem o sr. Alberto Gama Malcher. Teve um trabalho suave, dado o comportamento amistoso dos jogadores, embora fossem assinalados alguns “fouls” e deixasse de marcar outros. Eunápio de Queirós e Frederico Lopes funcionaram como auxiliares.
Na preliminar, os quadros Maracanã e Cruzeiro do Sul empataram por 2 a 2. Foi apurada a renda de Cr$ 4.306.000.30, correspondente a 75.646 ingressos pagos, possivelmente umas oitenta mil pessoas terão assistido ao encontro de domingo.
BRASIL 5 X 1 PARAGUAI
LOCAL
Estádio Mario Filho, o ‘Maracanã’, no Rio de Janeiro (RJ)
CARÁTER
Taça Oswaldo Cruz de 1958
DATA
Domingo, do dia 4 de maio de 1958
HORÁRIO
15 horas e 15 minutos (de Brasília)
RENDA
Cr$ 4.306.030,00
PÚBLICO
75.646 pagantes
ÁRBITRO
Alberto da Gama Malcher (BRA)
AUXILIARES
Eunápio de Queirós (FMF) e Frederico Lopes (FMF)
BRASIL
Gilmar; De Sordi, Bellini, Zózimo e Oreco; Dino Sani e Didi; Joel, Vavá, Dida (Pelé) e Zagallo. Técnico: Vicente Feola
PARAGUAI
Ramón Mayeregger, Edelmiro Arévalo e Juan Vicente Lezcano (Darío Segovia); Salvador Villalba, Ignacio Achucarro e Elígio Echagüe; Juan Bautista Agüero, José del Rosario Parodi, Jorgelino Romero (Raúl Aveiro), Óscar Aguillera e Florencio Amarilla (Gilberto Penayo). Técnico: Aurélio González
GOLS
Zagallo aos 12 minutos (BRA); Vavá aos 13 minutos (BRA); Dida aos 33 minutos (BRA); no 1º tempo. Edelmiro Arévalo, de pênalti, aos 33 minutos (PAR); Pelé aos 37 minutos (BRA); Zagallo aos 38 minutos (BRA), no 2º tempo.
PRELIMINAR
Maracanã 2 x 2 Cruzeiro do Sul
Joel e Zagallo
No segundo jogo, na quarta-feira, do dia 7 de maio de 1958, no Estádio do Pacaembu, terminou empatado sem abertura de contagem. Com esse resultado, a Seleção Brasileira se sagrou campeã da Taça Oswaldo Cruz.
TRABALHO DE PEQUISA: Sérgio Mello
FOTOS: Acervo de Amir Otoni de Oliveira
FONTES: Correio da Manhã (RJ) – Diário de Notícias (RJ) – O Jornal (RJ) –Tribuna da Imprensa (RJ)
Após ter sido realizado na Argentina (1916) e Uruguai (1917), respectivamente, a 3ª edição do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919, aconteceu no Brasil. Na realidade a competição deveria ter acontecido um ano antes, porém devido a epidemia mundial de gripe espanhola adiou em um ano. A doença vitimou mais de 50 milhões de pessoas pelo mundo, só no Brasil matou mais de 35 mil.
URUGUAI VICE-CAMPEÃO
Para fazer bonito, o Estádio da Rua Guanabara (atual Estádio das Laranjeiras e de propriedade do Fluminense), foi construído para o torneio, com capacidade para 25 mil torcedores, na época era o maior estádio das Américas. Localizado na Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado, no bairro das Laranjeiras, situado na Zona Sul do Rio/RJ.
ARGENTINA 3º LUGAR
O torneio contou com a participação de quatro países: Brasil, Argentina, ChileeUruguai. O regulamento simples, todos contra todos e aquele que somasse mais pontos ficaria com o título.
CHILE 4º COLOCADO
Brasil estreia com goleada
Na tarde de domingo, às 15 horas, do dia 11 de maio de 1919, a Seleção Brasileira não tomou conhecimento e goleou o Chile pelo placar de 6 a 0, no Estádio das Laranjeiras, que estava lotado. Os gols foram assinalados por Haroldo, uma vez; Neco, duas vezes e Arthur Friedenreich, que balançou as redes em três oportunidades.
Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Gallo; Menezes, Neco, Arthur Friedenreich, Haroldo e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.
Chile: Guerrero; Gatica e Poirier; Baez, Baeza e Gonzalez; Fuentes, Dominguez, Francia, Muñoz e Varas.
Seleção Brasileira conquistou primeiro grande título no Campeonato Sul-Americano de 1919, sediado no Estádio de Laranjeiras
Segundo jogo e nova vitória
A segunda partida, aconteceu na tarde de domingo,às 15h30min., do dia 18 de maio de 1919, quando o Brasil bateu a Argentina por 3 a 1, novamente com o Estádio das Laranjeiras estava abarrotado. Os gols da partida, foram assinalados por Heitor, Amílcar e Millon para os brasileiros e Carlos Izaguirre fez o de honra para “Los Hermanos”. O árbitro da partida foi o uruguaio A. Minoli.
Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Heitor, Arthur Friedenreich, Neco e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.
Argentina: Isola; Castagnola e Reys; Mattozzi, Uslenghi e Martin; Calomino, Laiolo, Clarke, Izaguirre e Perinetti.
EM PÉ (esquerda para a direita): Píndaro, Sérgio Pires, Marcos de Mendonça, Fortes, Bianco e Amílcar; AGACHADOS (esquerda para a direita): Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.
Brasil e Uruguai ficam no empate
Brasileiros e uruguaios venceram os seus dois jogos e se enfrentaram para definir quem ficaria com a taça! De um lado, a Celeste lutando pelo seu 3º título e do outro, a Seleção Canarinho buscando uma inédita conquista.
Na tarde de sábado, às 15h30min., do dia 25 de maio de 1919, bola rolando e o que se viu foi uma partida truncada e muito disputada. Final de jogo e o empate em 2 a 2, no Estádio das Laranjeiras (adivinha? Casa cheia!). O árbitro foi o chileno R. L. Todd.
Nos 18 primeiros minutos houve uma grande superioridade dos uruguaios que abriram dois gols com Isabelino Gradín e H. Scarone. Com o desenrolar da peleja o Brasil conseguiu reequilibrar a partida. Mas foi no segundo tempo, que a Seleção Canarinho voltou com tudo, chegando ao empate com dois gols de Neco.
Seleção Brasileira: Marcos de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio Pires, Amílcar e Fortes; Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo. Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.
Uruguai: Saporiti; Varella e Foglino; Vauzzino, Zibecchi e Nagun; H. Scarone, Carlos Scarone, Carlos, Gradin e Maran.Técnico: Severino Castillo.
Reunião definiu o jogo-extra
Após o resultado, no período da tarde e começo da noite, os Srs. Hector Gomes, presidente da Confederacion Sudamericana, B. Pereyra e R. Mibelli, delegados uruguaios, tiveram uma conferência com a diretoria e membros da comissão terrestre da Confederação Brasileira, tendo ficado resolvido:
a) desempatar o Campeonato Sul- Americano na próxima quinta-feira, 29 do corrente;
b) começar a prova ás 2 horas da tarde em virtude das prorrogações que podem ir até 3 horas, de acordo com o regulamento;
c) propor o Sr. J. Barbera, juiz argentino, para servir no desempate.
EM PÉ (esquerda para a direita): Sérgio Pires, Fortes, Millon, Bianco, Marcos de Mendonça, Neco, Píndaro, Amílcar, Heitor, Arnaldo e Arthur Friedenreich.
Jogo-extra e prorrogação: veio o título inédito para o Brasil
Apesar do Brasil ter um saldo melhor (8 a 3), o regulamento previa nesse caso, um jogo-extra e, se persistisse o empate: prorrogação. Então, na tarde de quinta-feira,às 14 horas, do dia 29 de maio de 1919, Brasil e Uruguai voltaram a campo para definir o campeão.
Após 150 minutos (com direito a duas prorrogações), o Brasil superou o desgaste físico e bateu o Uruguai por 1 a 0, ficando com o inédito título do Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1919.
A partida terminou empatado em 0 a 0. Veio a prorrogação e um novo empate sem ninguém ter balançado as redes. Aí veio a 2ª prorrogação! Não precisa ser um gênio para deduzir o nível absurdo de esgotamento físico e emocional dos dois lados. A partir daí o que restou foi a famosa frase: “Coração na ponta da chuteira”, a Seleção Brasileira foi para cima.
Aos 2 minutos do primeiro tempo da segunda prorrogação saiu o gol do Brasil. Neco avança pelo lado esquerdo e dá excelente lançamento para Arthur Friedenreich, que muito bem colocado, chutou firme a meia-altura, sem chance para o arqueiro uruguaio Cayetano Saporiti, que viu a bola morrer no fundo das redes.
Um baixinho invocado, de pele escura, olhos caros, filho de funcionário público e com mãe negra aproveitou a situação para anotar o gol do título brasileiro: Arthur Friedenreich, nascia ali o 1º herói do futebol brasileiro, para o delírio de 27.500 torcedores presentes no Estádio das Laranjeiras.
Artilharia foi verde e amarela
Os brasileirosArthur Friedenreich e Neco foram os artilheiros do Campeonato Sul-Americano de 1919, com quatro gols cada um. Além da dupla outros quatro brasileiros também deixaram a sua marca na competição: Haroldo, Heitor, Amílcar e Millon, com um gol cada.
EM PÉ, NA PARTE ACIMA (esquerda para a direita): Bianco, Píndaro, Sérgio Pires, Píndaro, Amílcar e Fortes; EM PÉ, NA PARTE ABAIXO (esquerda para a direita): Marcos de Mendonça, Millon, Neco, Arthur Friedenreich, Heitor e Arnaldo.
Curiosidades pós-jogo
Após o apito final da partida, apesar dos esforços empregados pelos policiais não conseguiram evitar que os torcedores brasileiros invadissem o gramado para carregar nos ombros os jogadores brasileiros pelo inédito título.
A Taça Rio Branco foi oferecida pelo Ministro do Exterior, o Dr. Domício da Gama, fez a entrega ao Dr. Arnaldo Guinle, presidente da Confederação Brasileira de Desportos, uma rica e artística taça destinada ao campeão.
Preços durante a competição: o valor da arquibancada estava 5$000 (cinco mil réis) e a geral 3$000 (três mil réis). A cerveja 1$300 (um mil e trezentos réis); água mineral 1$000 (um mil réis); soda 600 réis e guaraná 800 réis. Os Bondes que levaram a maioria dos torcedores custavam 200 réis.
Tabela dos jogos do Sul-Americano de 1919
1ª Rodada:
Domingo, 11 de maio, às 15 horas
Brasil
6
X
0
Chile
Estádio das Laranjeiras
3ª-feira, 13 de maio (feriado), às 14 horas
Uruguai
3
X
2
Argentina
Estádio das Laranjeiras
2ª Rodada:
Sábado, 17 de maio, às 14 horas
Uruguai
2
X
0
Chile
Estádio das Laranjeiras
Domingo, 18 de maio, às 15h30min.
Brasil
3
X
1
Argentina
Estádio das Laranjeiras
3ª Rodada:
5ª-feira, 22 de maio, às 15h30min.
Argentina
4
X
1
Chile
Estádio das Laranjeiras
Domingo, 25 de maio, às 15h30min.
Brasil
2
X
2
Uruguai
Estádio das Laranjeiras
Jogo-Extra:
5ª-feira, 29 de maio, às 14 horas
Brasil
1
X
0
Uruguai
Estádio das Laranjeiras
BRASIL 1 X 0 URUGUAI
LOCAL
Stadium da Rua Guanabara, no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio/RJ
CARÁTER
Final do Campeonato Sul-Americano de 1919
DATA
Quinta-feira, do dia 29 de maio de 1919
HORÁRIO
14 horas (de Brasília)
RENDA
Não divulgado
PÚBLICO
27.500 pagantes
ÁRBITRO
Juan Pedro Barbera (ARG)
AUXILIARES
Ernesto Matozzi (ARG) e Armindo Castagnola (ARG)
BRASIL
Marcos de Mendonça (Fluminense); Píndaro (Flamengo) e Bianco (Palestra Itália, atual Palmeiras); Sérgio Pires (Paulistano-SP), Amílcar (Corinthians) e Fortes (Fluminense); Millon (Santos), Neco (Corinthians), Friedenreich (Paulistano), Heitor (Palestra Itália-SP) e Arnaldo (Santos). Comissão Técnica: Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto.
URUGUAI
Cayetano Saporiti; Manuel Varela e Alfredo Foglino; Rogelio Naguil, Alfredo Zibechi e José Vanzzino; José Pérez, Héctor Scarone, Angel Romano, Isabelino Gradín e Rodolfo Marán. Técnico: Severino Castillo.
GOL
Arthur Friedenreich, aos 2 minutos (Brasil), no 1º Tempo da segunda prorrogação.
Classificação Final do Sul-Americano 1919
Nº
PAÍSES
PG
J
V
E
D
GP
GC
SG
1º
BRASIL
7
4
3
1
–
12
3
9
2º
Uruguai
5
4
2
1
1
7
5
2
3º
Argentina
2
3
1
–
2
7
7
0
4º
Chile
0
3
–
–
3
1
12
–11
Elenco da Seleção Brasileira no Sul-Americano de 1919
ATLETAS
CLUBES
Marcos de Mendonça
Fluminense F.C. (RJ)
Píndaro de Carvalho
C.R. Flamengo (RJ)
Bianco Gambini
S.S. Palestra Itália (SP)
Sérgio Pires
C.A. Paulistano (SP)
Amílcar Barbuy
S.C. Corinthians Paulista (SP)
Fortes Filho
Fluminense F.C. (RJ)
Adolpho Millon
Santos F.C. (SP)
Neco
S.C. Corinthians Paulista (SP)
Arthur Friedenreich
C.A. Paulistano (SP)
Heitor Domingues
S.S. Palestra Itália (SP)
Arnaldo Silveira
Santos F.C. (SP)
Dyonísio
C.A. Ypiranga (SP)
Palamone
A.A. Mackenzie College (SP)
Laís
Fluminense F.C. (RJ)
Picagili
S.S. Palestra Itália (SP)
Martins
São Cristóvão A.C. (RJ)
Carregal
C.R. Flamengo (RJ)
Arlindo
America F.C. (RJ)
Haroldo
Santos F.C. (SP)
Gallo
C.R. Flamengo (RJ)
Luiz Menezes
Botafogo F.C. (RJ)
Junqueira
C.R. Flamengo (RJ)
A Comissão Técnicacomposta por Arnaldo da Silveira (capitão), Amílcar, Mário Pollo, Affonso de Castro e Ferreira Vianna Netto convocaram 22 jogadores, todos o eixo Rio São Paulo: sendo 10 cariocas e 12 paulistas.
O clube mais cedeu jogadores foi o Flamengo com quatro atletas. Depois com três jogadores: Palestra Itália, Santos e Fluminense. Na sequencia, com dois atletas o Paulistano e o Corinthians. Com um jogador, cinco clubes: Botafogo, America, São Cristóvão, Mackenzie College e Ypiranga.
DESENHOS DOS ESCUDOS E UNIFORMES: Sérgio Mello
FOTOS: O Malho (RJ) – Arquivo Nacional – Vida Sportiva (RJ)
FONTES: CBF – Wikipédia – O Malho (RJ) – Vida Sportiva (RJ) – Jornal do Commercio (RJ) – Correio da Manhã (RJ)
Por que os dois uniformes possuíam o escudo da FUGAP?
A partida que marcou a despedida de Mané Garrincha tinha uma curiosidade. Afinal, os dois selecionados entraram em campo com uniformes cujo escudo era um losango com a sigla FUGAP.
Afinal, o que era? Bom, FUGAP quer dizer: Fundação Garantia do Atleta Profissional, entidade foi criada durante o governo de Carlos Lacerda/Estado da Guanabara, por determinação do Decreto “N” nº 107, na segunda-feira, do dia 09 de dezembro de 1963.
A Fundação de Garantia ao Atleta Profissional (FUGAP) é uma das poucas entidades a dar algum tipo de auxílio aos ex-jogadores. A FUGAP está localizada em uma pequena sala no complexo Célio de Barros, e sobrevivia com 2% da renda líquida dos jogos no Maracanã.
Roteiro da Despedida de Mané
Garrincha após se despedir deu a última volta olímpica no Maracanã
O vice-presidente da FUGAP, Gilbert informou a programação da despedida de Mané Garrincha. As duas preliminares foram confirmadas:
A partir das 19h15min., artistas de telenovelas x cantores, e, logo em seguida, às 20h15min., veteranos de 1958 e 1962 (Valdir, Jair Marinho, Belini, Orlando, Nilton Santos, Zózimo, Zito, Bauer, Maurinho, Chinezinho, Servílio, Canhoteiro e outros) x time da ADEG.
A partida da “Despedida de Mané Garrincha” estava programada para começar às 22 horas, entre a Seleção Nacional x Selecionado Estrangeiro.
O Flamengo cedeu o casarão da Rua Jaime Silvado, em São Conrado, para concentrar os jogadores.
Na ocasião, a ADEG, CBD e FUGAP abriram mão de suas taxas e a única despesa que os organizadores do espetáculo terão e da ordem de apenas 15 mil cruzeiros, referente ao quadro móvel do estádio do Maracanã.
O Ponto Frio (30 mil ingressos pela bagatela de Cr$ 300 mil cruzeiros) e BancoDelfin-Rio compraram 400 mil cruzeiros de ingressos para a distribuição entre seus clientes.
Ingressos (locais e valores)
Os ingressos foram vendidos na véspera (terça-feira, do dia 18 de dezembro de 1973) e no dia do jogo, se encerrando às 20 horas. O local das vendas foi nas 16 agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) no Rio Grande, nos seguintes locais:
Zona Sul
Rua Voluntários da Pátria, 254, no bairro de Botafogo;
Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no bairro de Copacabana;
Largo Machado, 35, no bairro de Catete;
Rua Carlos Vasconcelos, 43, no bairro da Tijuca;
Centro do Rio
Rua 1º de Março, 64, no Centro;
Rua das Marrecas, 19, no bairro de Lapa;
Praça Mauá, 7, no Centro;
Subúrbio (atual Zona Norte)
Rua Padre Manso, no bairro de Madureira;
Rua Nicarágua, 517, no bairro da Penha;
Rua Teixeira Soares, 39, no bairro da Praça da Bandeira;
Campo de São Cristóvão, 378, no bairro de São Cristóvão;
Zona Rural (atual Zona Oeste)
Praça Raul Boaventura, 61, no bairro de Campo Grande;
Baixada Fluminense
Avenida Getúlio Moura, 1.399, no município de Nilópolis;
Rua Otávio Tarquino, 87, no município de Nova Iguaçu;
Avenida Dr. Arruda Negreiros, 399, no município de São João de Meriti;
Região Serrana
Avenida 15 de Novembro, 350, no município de Petrópolis.
No 2 do jogo, os postos da ADEG também venderam os ingressos, das 9 as 19 horas:
Theatro Municipal, na Rua Treze de Maio, no Centro;
Mercadinho Azul, no bairro de Copacabana;
Posto Esso, na Av. Epitácio Pessoa;
Rua José Alvarenga, 127, no Centro de Duque de Caxias;
No estádio Mario Filho, o Maracanã, as bilheterias e os portões foram abertos a partir das 18h30min. Os ingressos estavam com os seguintes valores:
SETORES
PREÇOS
Camarote nobre
Cr$ 1.500,00
Camarote lateral
Cr$ 175,00
Camarote de curva
Cr$ 125,00
Cadeira lateral especial
Cr$ 50,00
Cadeira lateral
Cr$ 30,00
Cadeira de curva
Cr$ 25,00
Arquibancada
Cr$ 10,00
Geral
Cr$ 2,00
Geral (militar e/ou fardado)
Cr$ 1,00
Homenagens
Uma linda homenagem na despedida de Garrincha
Pela manhã, às 10 horas da quarta-feira, do dia 19 de dezembro de 1973, a ECT homenageou Garrincha com o lançamento de um carimbo comemorativo, no Gabinete da Presidência da empresa. Às 11h30min., foi entregue no MEC o convite para o Ministro da Educação, o Sr. Jarbas Passarinho, que recebeu um autografo do “Anjo das Pernas Tortas”.
No período da tarde, às 16h30min., Garrincha, acompanhado de toda a diretoria da FUGAP, foi recebido, em audiência especial, no Palácio Laranjeiras, para entregar ao Presidente da República, Sr. Emílio Garrastazu Médici, o convite para assistir a festa da gratidão. No jogo, Médici assistiu o jogo, em uma cabine de rádio, uma vez que a Tribuna de Honra estava passando por reformas.
O dia ainda teve o lançamento em todas as livrarias, o livro “Garrincha, o Demônio de Pernas Tortas”, de autoria de Renato Peixoto dos Santos, no qual o jogador fala de seus sonhos (terminar a carreira no Vasco da Gama), suas tristezas (perder a Copa do Mundo de 1966) e seu time de todos os tempos (no qual por modéstia escalou Julinho na ponta direita).
EM PÉ (esquerda para a direita): Carlos Alberto Torres, Félix, Brito, Piazza, Clodoaldo e Everaldo; AGACHADOS (esquerda para a direita): Nocaute Jack (massagista), ManéGarrincha, Rivellino, Jairzinho, Pelé, Paulo César Caju e Mário Americo (massagista).
Crônica do JS
O Jornal dos Sports assim fez a crônica da partida que marcou a despedida de Mané Garrincha, na noite (22 horas) do dia 19 de dezembro de 1973, no Maracanã para um público superior a 155 mil pagantes:
“O Estádio Mário Filho viveu ontem um dia de grande festa, fazendo com que a homenagem a Garrincha se transformasse em tudo aquilo que se esperava. O Estádio lotou para mostrar sua gratidão ao maior ponta-direita do mundo e para assistir a um desfile de grandes estrelas, tendo ainda a satisfação de ver que Pelé continua como Rei.
Numa jogada sensacional, driblando seguidamente cinco adversários, ele fez o primeiro gol da Seleção de Brasileiros na vitória de 2 a 1 sobre a de Estrangeiros.
Mas, sobretudo, houve um momento, no primeiro tempo, que todo o Estádio ficou de pé para aplaudir a jogada tão esperada: Garrincha pegou a bola, jogou por entre as pernas de Brunei, entrou na área, mas chutou mal. Para a torcida foi alegria e ao mesmo tempo tristeza, porque ela reviveu as diabruras de Mané, sabendo que foi aquela a última vez.
Mas aos 23 minutos, o maior volume de jogo dos Estrangeiros resultou em gol. Everaldo falhou ao atrasar a bola e Brindisi, de direita, chutou sem defesa para Félix.
A tristeza acabou quando Garrincha pegou na bola. Ele era o dono da festa e mais uma vez aos 26 minutos, deixou saudades na torcida: cruzou na conta para Jair, que dominou no peito e chutou, mas Andrada pós a corner.
Aos 30 minutos, antes do programado Garrincha teve que deixar o campo. O jogo foi paralisado e ele deu a volta olímpica, jogando a camisa, chuteiras e meias para a torcida.
Garrincha arrancando em direção ao gol e levando o público ao delirio!
Com a entrada de Zequinha, a partida foi reiniciada, permitindo com isso mais pressão dos brasileiros, que empataram numa jogada sensacional de Pelé. Ele recebeu de Clodoaldo na intermediária, driblou cinco adversários e, na saída de Andrada, tocou para o gol.
No segundo tempo, o jogo caiu. Pelas inúmeras substituições e pelo cansaço dos dois times. Como os brasileiros tinham mais reservas, puderam aguentar mais e pressionar, pois o time de estrangeiros recuou. Inclusive a partida perdeu a sua grande estrela, que vinha sendo Pelé, que mostrou que ainda continua sendo o maior jogador do mundo.
Com a pressão, os brasileiros conseguiram desempatar aos 20 minutos, numa arrancada de Jairzinho pela direita. Ele passou por seu marcador e cruzou rasteiro. Luís Pereira, que acompanhava o lance, tocou de direita, quase caindo, para as redes. Depois houve mais substituições e o jogou caiu, com os jogadores procurando deixar o tempo passar”.
Mané Garrincha concedendo entrevista ao, então repórter de campo, Washington Rodrigues, o “Apolinho” e ao jovem Luiz Orlando (filho do lendário apresentador e narrador Orlando Batista, que cobriu 14 copas do mundo).
CANTORES 3 X 1 ATORES
LOCAL
Estádio Mario Filho, o ‘Maracanã’
CARÁTER
Despedida de Mané Garrincha – 1ª Preliminar
DATA
Quarta-feira, do dia 19 de dezembro de 1973
HORÁRIO
19 horas e 15 minutos (De Brasília)
RENDA
Cr$ 1.383.121,00
PÚBLICO
131.555 pagantes (155 mil presentes).
ÁRBITRO
Não divulgado
CANTORES
Zeca do Conjunto do Simonal; Simonal (Paulo Sérgio Vale), Armando Migliácio, Gato Felix dos Novos Baianos e Agnaldo Timóteo (Paulinho Tapajós, depois Erlon Chaves); Mazola e Betinho (Jorge Ben); Rui do MPB4 (Silvio César), Chico Buarque (Galvão), Tobias (Morais) e Miltinho do MPB4 (Paulinho da Viola).
ATORES
Jadilson Santana; Mieli (Nicolau), Pitanga, Maurício do Vale e Edson França; Arnaud Rodrigues (Ivan) e João Carlos Barroso; Petraglia, Milton Morais (Carlos Eduardo Dolabela, depois Fúlvio Stefanini, Grande Otelo e Iata Anderson), Francisco Cuoco (Dari Reis) e Adriano Stewart.
GOL(S)
Jorge Bem (Cantores); Francisco Cuoco (Atores); Jorge Bem (Cantores); Galvão (Cantores).
ADEG 1 X 1 SELEÇÃO DO BI MUNDIAL
LOCAL
Estádio Mario Filho, o ‘Maracanã’
CARÁTER
Despedida de Mané Garrincha – 2ª Preliminar
DATA
Quarta-feira, do dia 19 de dezembro de 1973
HORÁRIO
20 horas e 15 minutos (De Brasília)
RENDA
Cr$ 1.383.121,00
PÚBLICO
131.555 pagantes (155 mil presentes).
ÁRBITRO
Geraldino César (F.C.F.)
ADEG
Barbosa; Joel Martins, Djalma Dias, Altair e Pampoline; Constantino (Antoninho) e Jansen (Barbosinha); Ademir Menezes (Sabará), Airton do Flamengo, Décio Esteves e Calazans (Zé Carlos).
BI MUNDIAL
Adalberto; Jair Marinho, Belini, Orlando e Nilton Santos; Zito (Bauer) e Zózimo; Julinho (Maurinho), Chinesinho, Vavá (Quarentinha) e Zagallo (Bené).
GOL(S)
Vavá aos 6 minutos (Bi Mundial), no 1º Tempo. Pampoline aos 2 minutos (ADEG), no 2º Tempo.
CURIOSIDADE
O 1º tempo teve a duração de 30 minutos, enquanto no segundo tempo foi de apenas 17 minutos. Um total de 47 minutos.
SELECIONADO BRASILEIRO 2 X 1 SELECIONADO ESTRANGEIRO
LOCAL
Estádio Mario Filho, o ‘Maracanã’
CARÁTER
Despedida de Mané Garrincha
DATA
Quarta-feira, do dia 19 de dezembro de 1973
HORÁRIO
22 horas (De Brasília)
RENDA
Cr$ 1.383.121,00
PÚBLICO
131.555 pagantes (155 mil presentes).
ÁRBITRO
Armando Marques (apitou o 1º tempo) e Arnaldo César Coelho (apitou o 2º tempo)
AUXILIARES
Manuel Espezim Neto (FCF) e José Roberto Wright (FCF)
BRASIL
Félix (Leão); Carlos Alberto Torres (Zé Maria), Brito (Luís Pereira), Piazza e Everaldo (Marinho Chagas); Clodoaldo (Zé Carlos) e Rivellino (Manfrini); Garrincha (Zequinha), Jairzinho (André), Pelé (Ademir da Guia) e Paulo César Caju (Mario Sérgio). Técnico: Mario Jorge Lobo Zagallo
ESTRANGEIROS
Andrada; Forlan, Alex, Reyes (Olevanski) e Brunel; Dreyer e Pedro Rocha; Houseman (Babington), Brindisi, Doval e Onishenko (Levtchev). Técnico: Mário Travaglini
GOL(S)
Brindisi aos 23 minutos (Estrangeiros); Pelé aos 38 minutos (Brasil), do 1º Tempo. Luís Pereira aos 20 minutos (Brasil), do 2º Tempo.
Segundo o Jornal dos Sports, Pelé foi o grande nome da partida. Abaixo destacamos alguns dos principais nomes da partida:
Roberto Rivellino – Uma das figuras de destaque. Correu muito e criou várias boas jogadas de estilo. Deu um drible em Doval que arrancou aplausos da galera.
Mané Garrincha – O nome da noite, quando recebeu a primeira bola, o estádio Mário Filho cheio vibrou. Era o dono da festa e só por isso já merecia a nora máxima. Mas para lembrar o demônio de duas Copas, deu um drible por baixo das pernas de Brunel, o último “João”.
Pelé – Foi o grande nome da noite. Marcou um golaço sensacional, quando passou por cinco adversários e tocou na saída desesperada de Andrada. Continua Rei.
Os gringos do jogo
O combinado estrangeiro contava com Andrada (Vasco), Forlan e Pedro Rocha (São Paulo), Alex (América-RJ), Reyes e Doval (Flamengo) e Dreyer (Coritiba). O técnico foi Mário Travaglini.
O argentino convidado Brindisi, que jogava pelo Huracán e seleção argentina, abriu o placar. Pelé, com um golaço, em jogada individual, empatou ainda no primeiro tempo. Luís Pereira fez no segundo o gol da vitória da seleção.
Curiosidades sobre a grana que Garrincha recebeu nesse jogo
Foram arrecadados mais de US$ 160 mil. Garrincha, então com 40 anos, comprou sete casas (para as filhas), outra na Tijuca, um carro Mercedes-Benz (usado) e uma casa de shows no bairro de Vila Isabel, onde sua companheira e cantora Elza Soares poderia se apresentar.
Infelizmente, Mané Garrincha, morreu pobre, uma década depois, aos 49 anos, em decorrência do alcoolismo. Apesar do final não sido da forma como os fãs do Gênio das Penas Tortas, a história desse craque merece ficar guardado nos corações dos brasileiros e do resto do mundo! Obrigado Mané, por tudo que fez pelo Brasil!
Vídeo do jogo: https://www.youtube.com/watch?v=_vX07RXj5dE
RAIO-X de todas as partidas do Grêmio contra Seleções nacionais, ao longo de sua história (1911-2024)
O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense ao longo da sua história já entrou em campo para enfrentar seleções nacionais em 54 oportunidades. E, os números são favoráveis ao Tricolor Gaúcho, com um aproveitamento de 42,6% de vitórias: foram 23 vitórias (42,6%), 19 empates (35,2%) e 12 derrotas (22,2%); marcando 82 gols (média de 1,5 gol por partidas), sofrendo 65 tentos (média de 1,2 gol por partidas) e um saldo positivo de 17 gols.
Nesse percurso, o Grêmio teve como melhor desempenho uma invencibilidade de 14 jogos (1982-1993); enquanto a pior performance foi um jejum sem vitórias de seis partidas (1969-1980)
ANOS
CLUBE
RE
SUL
TADOS
PAÍSES
1911
Grêmio
0
X
3
Uruguai
1916
Grêmio
2
X
1
Federação Atlética do Uruguai
1949
Grêmio
2
X
1
Guatemala
1949
Grêmio
2
X
0
Guatemala
1949
Grêmio
5
X
3
Guatemala
1949
Grêmio
4
X
0
Guatemala
1949
Grêmio
1
X
1
Guatemala
1949
Grêmio
4
X
1
El Salvador
1949
Grêmio
4
X
0
El Salvador
1949
Grêmio
2
X
1
Honduras
1949
Grêmio
5
X
0
Costa Rica
1953
Grêmio
3
X
3
México
1956
Grêmio
0
X
0
Argentina
1959
Grêmio
1
X
1
Uruguai
1959
Grêmio
0
X
2
Argentina
1961
Grêmio
1
X
0
Grécia
1961
Grêmio
1
X
2
Bulgária
1961
Grêmio
0
X
2
União Soviética (URSS)
1962
Grêmio
0
X
1
Bulgária
1962
Grêmio
0
X
4
Bulgária
1962
Grêmio
5
X
2
Romênia
1962
Grêmio
1
X
5
União Soviética (URSS)
1962
Grêmio
0
X
3
União Soviética (URSS)
1966
Grêmio
2
X
0
União Soviética (URSS)
1968
Grêmio
1
X
1
Romênia
1969
Grêmio
1
X
0
Hungria
1969
Grêmio
0
X
3
Peru
1969
Grêmio
1
X
1
Peru
1975
Grêmio
0
X
1
Uruguai
1976
Grêmio
2
X
2
Uruguai
1977
Grêmio
1
X
1
Uruguai
1980
Grêmio
1
X
1
Uruguai
1981
Grêmio
3
X
2
El Salvador
1981
Grêmio
2
X
0
Honduras
1982
Grêmio
0
X
0
Peru
1982
Grêmio
0
X
2
Honduras
1982
Grêmio
1
X
1
El Salvador
1982
Grêmio
2
X
1
El Salvador
1984
Grêmio
1
X
0
Argélia
1985
Grêmio
0
X
0
Peru
1985
Grêmio
2
X
2
Peru
1985
Grêmio
3
X
2
Bolívia
1985
Grêmio
1
X
1
Honduras
1985
Grêmio
4
X
1
Honduras
1988
Grêmio
2
X
0
Honduras
1988
Grêmio
2
X
0
Honduras
1988
Grêmio
2
X
2
Costa Rica
1992
Grêmio
1
X
1
Guatemala
1992
Grêmio
1
X
1
Honduras
1992
Grêmio
1
X
1
Honduras
1993
Grêmio
1
X
0
Irã
1993
Grêmio
0
X
2
Irã
1994
Grêmio
1
X
0
Tailândia
1994
Grêmio
0
X
0
Nigéria
O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense também enfrentou Combinados Internacionais, com um excelente aproveitamento de 71,4% de vitórias. Foram sete jogos, com cinco vitórias (71,4%), um empate (14,3%) e uma derrota (14,3%); 22 gols pró (média de 3,1 gols por partidas), cinco tentos contra (média de 0,7 gol por partidas) e um saldo de 17 gols.
ANOS
CLUBE
RE
SUL
TADOS
PAÍSES
1955
Grêmio
7
X
0
Sel. Payssandu
1961
Grêmio
0
X
2
Silésia
1961
Grêmio
1
X
1
Cracóvia
1962
Grêmio
2
X
1
Macedônia
1962
Grêmio
1
X
0
Macedônia
1981
Grêmio
4
X
0
Sel. Maldonado
1981
Grêmio
7
X
1
Sel. Tegucigalpa
Ao todo, somando essas duas listas (Seleções nacionais e combinados internacionais), o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense realizou 61 jogos, com 28 vitórias (45,9%), 20 empates (32,8%) e 13 derrotas (21,3%); marcando 104 gols (média de 1,7 gol por partidas), sofrendo 70 tentos (média de 1,2 gol por partidas) e um saldo positivo de 34 gols.