
O Central Atlético Clube foi uma agremiação da cidade de Miguel Pereira, situada na região Centro-Sul Fluminense (Vale do Café), a cerca de 120 km da capital do estado do Rio de Janeiro. Localizada na Serra do Tinguá, com uma população de 25.582 habitantes (segundo o Censo do IBGE/2020), a aproximadamente 618 metros acima do nível do mar, a cidade é conhecida por seu clima ameno e como estância climática.
O “Tricolor Miguelense” foi Fundado no sábado, do dia 22 de outubro de 1955, tendo a sua Sede social situado na Rua General Ferreira do Amaral, nº 46, no Centro de Miguel Pereira/RJ.
Breve história
Com o inesperado desaparecimento do futebol do Miguel Pereira Atlético Clube, a cidade passou a contar tão-somente com o Estrela Futebol Clube, sendo que no 2º Distrito o Portela Atlético Clube prosseguia em sua vitoriosa trajetória. Corria o ano de 1954, e Miguel Pereira e Portela viviam a efervescência dos movimentos populares voltados para sua emancipação político-administrativa.
João Deister – que ainda jovem colaborara na construção do campo do Miguel Pereira AC em 1930 – sentiu-se órfão com o eclipse do seu clube, e instigado por amigos e pelos filhos que tanto gostavam de futebol, resolveu reunir em torno de si uma plêiade de companheiros ferroviários no intuito de fundar uma nova agremiação na cidade, cujas hostes pudessem abrigar os jogadores que não obtinham vagas no Estrela FC ou no Portela AC e que, por essa razão, no podiam praticar seu esporte favorito.
De imediato, ele atraiu para sua causa o Dr. Geraldo Soares Berford, engenheiro residente na estação de Miguel Pereira, cujo prestígio junto à direção da Estrada de Ferro lhe possibilitou conseguir uma grande área para a construção do campo de futebol do futuro clube.
Praticamente todos os ferroviários de Miguel Pereira aderiram à ideia, e dessa maneira nasceu, no dia 22 de outubro de 1955 – exatamente três dias antes da emancipação do Município – o Central Atlético Clube, designação que homenageava a ferrovia onde João “Alemão” trabalhava havia anos.
Já na primeira reunião foram aprovados os estatutos do Clube, previamente redigidos pelo fundador, e aceita a sugestão de cores para o uniforme dos times: grená, verde e amarelo.
Primeira Diretoria
A 1ª Diretoria do clube ficou assim formada:
Presidente – Maurício de Araújo Santos
Vice-presidente – Antônio Lopes de Vasconcelos
Tesoureiro – Francisco Maurício Rezende
Secretário – Luiz Ramos da Costa
Patrono – Dr. Geraldo Soares Berford.

Demais fundadores
Além desses nomes, outros importantes personagens participaram diretamente da fundação do Central AC, como Manoel Ferraz de Araújo, Oswaldo Lioi, Getúlio de Carvalho, José Baldez Alves de Macedo, Ernesto Vilela da Almeida, Antônio de Araújo Leitão, Mário de Figueiredo Bacelar, Walter Vieira Barbosa, José Basileu Ribeiro, Carmosino de Oliveira, Hugo Deister e Manuel de Nonno.
Desde sua criação, o Central AC passou a ocupar a vaga deixada pelo Miguel Pereira AC, inclusive na rivalidade com o Estrela e com o Portela, mas hoje restam do clube apenas as dependências do seu campo praticamente abandonado e uma grande saudade de seus gloriosos tempos, quando as arquibancadas do Estádio Dalvet recebiam centenas e centenas de entusiasmados torcedores. Os refletores do estádio foram inaugurados na quarta-feira, do dia 16 de julho de 1969.

Defenderam o Central atletas de grande prestígio na Serra, como: Mário Bacelar, Hugo, Humberto, Agostinho, Marcos, Ricardo e Tião Deister, Édson “Piau”, Chiquinho Luchesi, Agenir Rezende, Danilo Ferreira Gomes, Totonho, Alédio, Moacir, Walter, Siridó, Jorge Antônio, José Carlos, Fuzil, Paulo Lisboa, Luiz Ney, Jorge Cleber, Cacacho, Eduardo, Carlinhos Moreira, “Tampinha”, Getúlio, Adilson, Santaninha, Jorginho Alexandre, Enéas, Biluca, Paquinha, Clésio, Júlio Carlos, Armando e Aloísio Moreira, Valcir, Juquinha Fraga, Geraldo “Tôco”, “Bolão” e dezenas de outros cuja lembrança não pode jamais ser apagada dos anais de nossa rica História.
FONTE E FOTOS: Jornal Regional Rio – professor e historiador Sebastião Deister
