O DIA 25 DE ABRIL NO FUTEBOL

25/04/1954 – SPORT 3 – 1 SANTA CRUZ, na Ilha do Retiro o leão engoliu a cobra coral e conquistou o título pernambucano de 1953.

25/04/1956 – ITÁLIA 3 – 0 BRASIL, em Milão a seleção sofre sua primeira derrota em seu tour europeu e foi o segundo confronto entre os gigantes do futebol mundial os gols foram de: Virgili (2), De Sordi (contra).

25/04/1982 – GRÊMIO 0 – 1 FLAMENGO, no Olimpico com um gol de Nunes no inicio da partida o Flamengo vence e conquista o bicampeonato brasileiro.

25/04/1985 – BRASIL 2 – 1 COLÔMBIA, no Mineirão Evaristo de Macedo estréia na sua rápida passagem pela seleção ainda abalados com a morte de Tancredo Neves o Brasil vence com gols de: Alemão, Casagrande (Bra), Miguel Augusto Prince (Col).

ANIVERSARIANTES:

25/04/1947 – JOHAN CRUYFF maior jogador holandês da história

O Futebol, por definição

O futebol é o desporto coletivo mais praticado no mundo. É disputado num campo retangular por duas equipas, de onze jogadores cada, que têm como objetivo colocar a bola dentro da baliza adversária, o maior número de vezes sem usar as mãos e braços. Esse objetivo é chamado de gol (Brasil) ou golo (Portugal). A meta, baliza, goleira ou gol é um retângulo formado por duas traves ou postes verticais, perpendiculares ao solo, uma trave ou travessão paralela ao solo e uma faixa branca posicionada no gramado exatamente abaixo do travessão. Ali fica posicionado o goleiro, ou guarda-redes, que é o único jogador com permissão para colocar as mãos na bola (apenas dentro da sua área), defendendo o gol (exceto na cobrança do arremesso lateral, onde o jogador deve lançar a bola para dentro do campo com as duas mãos). Uma partida de futebol é vencida pela equipa que marcar um maior número de gols. O torneio mais prestigiado do futebol é a Copa do Mundo Fifa, os maiores vencedores são Brasil (1958, 1962, 1970, 1994, 2002), Itália (1934, 1938, 1982, 2006) e Alemanha (1954, 1974, 1990).

Partida profissional de futebol.
O desporto é praticado de acordo com algumas regras, resumidas aqui:
As duas equipas de onze jogadores cada, disputam pela posse de bola para fazer um gol no adversário. A equipeque fizer mais gols vence a partida; no caso do jogo ser finalizado com o mesmo número de gols ele termina empatado ( a não ser que o jogo seja de “mata-mata”). Para conduzir a bola os jogadores não podem tocar na mesma com as mãos, braços ou antebraços. Qualquer outra parte do corpo é permitida para se dominar a bola e conduzi-la. A única exceção são os goleiros (ou guarda-redes em Portugal) e no caso de arremessos laterais. Os goleiros são jogadores únicos que ficam embaixo da trave e cujo objetivo é defender a baliza dos chutes adversários, podendo para tal usar qualquer parte do corpo, desde que esteja dentro de um espaço delimitado por linhas chamado de área (ou grande área).
Quando a bola sai pela linha de lado do campo, o jogo é interrompido e o time adversário àquele que pertence o jogador que tocou na bola por último deve devolver a bola ao campo; neste caso, para recolocá-la em jogo é necessário usar as duas mãos. E os escanteios ocorrem quando a bola sai pela linha de fundo do campo, tendo sido tocada por último por um jogador do time que está na defesa. O escanteio é cobrado sempre pelo time atacante. E neste caso deve ser recolocada em jogo com os pés. Quando a bola sai pela linha de fundo tendo sido tocada por último por um jogador do time atacante, deve ser cobrado o tiro de meta, que é executado pelo time da defesa. O tiro de meta é na maioria das vezes cobrado pelo goleiro, mas pode ser cobrado por qualquer jogador do time.
Num nível profissional poucos gols são marcados por partidas. Na temporada 2004-2005 da Premier League (Liga de Futebol inglesa) uma média de 2,57 gols por jogo foram marcados, e 88% terminaram com não mais que quatro gols. Porém, só 8% terminaram sem gols.

Etimologia
Diz-se que o futebol traz para o mundo moderno as rudes competições dos cavaleiros medievais. Este esporte, nascido na Inglaterra do século XIX e rapidamente difundido em todo o mundo, tomou seu nome das palavras “foot”(pé) e “ball” (bola), dois vocábulos cujas origens podem ser rastreadas muito longe.
“Foot” provém das raízes ´pod-´ e ´ped-´ das línguas pré-históricas indo-européias, que também deram lugar ao vocábulo grego ´pous´ (pé), do qual se derivaram palavras como trípode, pódio e antípoda. Do ponto de vista da língua portuguesa, sua derivação mais importante resultou no latim ´pedes´ (pé), que deu lugar a incontáveis palavras, tais como pedicuro, peão, pedal, velocípede.
No início do século XX foi cunhado um neologismo, a palavra ludopédio, com o objetivo de substituir football – palavra da língua inglesa – como a denominação do desporto. Todavia, a palavra nem remotamente conseguiu firmar-se como uma alternativa.
Esquemas táticos
As regras do futebol não determinam especificamente outras posições além do goleiro. Porém, com o desenvolvimento do jogo, um certo número de posições especializadas foi criada. As posições principais no futebol são:
· O goleiro ou guarda-redes é quem protege a baliza. É o único jogador que pode usar as mãos, e mesmo assim só pode usá-las dentro da área. Sua função é impedir que a bola passe pelas traves.
· Os zagueiros ou centrais tem a função de ajudar o goleiro a proteger o gol, tentando desarmar os atacantes adversários.
· Os laterais ocupam as laterais do campo. Também ajudam o goleiro a proteger o gol e normalmente são os responsáveis de repor a bola em jogo quando esta sai pelas linhas laterais do campo.
· Os meias, médios, meio campista têm basicamente a função de fazer a conexão entre a defesa e o ataque do time, atuando tanto na marcação como nas jogadas ofensivas.
· O atacante ou avançado tem a função fundamental de fazer o gol.
As posições definem a área do campo de atuação de um jogador, mas não o prendem a ela. Jogadores podem trocar de posições, sendo isso bem frequente. Os goleiros têm uma mobilidade menos versátil por sua função, mas também podem participar de cobranças de faltas e escanteios.
O número de jogadores em cada posição define o esquema tático do time, sendo os mais comuns na atualidade o 4-4-2, o 3-5-2 e o 4-5-1. A seleção italiana, no entanto, foi campeã da Copa do Mundo Fifa 2006 utilizando o esquema tático 4-4-1-1. Os números indicam a ordem sequencial de jogadores nas posições: o 4-4-1-1, por exemplo, significa que a Itália jogava com 4 jogadores mais defensivos( incluindo zagueiros e laterais, que podem ser mais ofensivos, sendo chamados no Brasil de alas), 4 meias , 1 meia mais avançado e 1 atacante.

Jogadores e Equipamento
Uma típica bola de futebol
Cada equipe é composta de 11 jogadores (excluindo os reservas que são 12), no qual um deve ser o goleiro. O mínimo de jogadores permitido numa partida em andamento é de sete jogadores. Se uma equipe ultrapassar esse número (por expulsão ou impossibilidade de troca) o jogo é terminado com o placar com que foi finalizado.
O equipamento básico necessário são calções, uma camisa, meias, um calçado (chuteira) e uma caneleira. Os jogadores são proibidos de usarem qualquer objeto que possa machucar outros jogadores, como jóias e relógios.
Um certo número de substituições pode ser feita durante o jogo. Em competições oficiais são permitidas no máximo três substituições. O número, entretanto, pode variar, sendo isso normalmente em amistosos. O jogador substituido pode voltar a campo, dentro do limite de substituição

Árbitro
A partida é controlada por um árbitro, que terá “autoridade total para fazer cumprir as regras de jogo”, sendo que “suas decisões sobre os fatos do jogo são definitivas”. (Regra 5)
O árbitro é auxiliado por dois assistentes (os bandeirinhas), que ficam nas linhas laterais do campo ajudando na marcação de faltas e impedimentos. Na maioria dos jogos oficiais há também um quarto árbitro, no caso de precisar substituir o árbitro que controla a partida.

Campo de jogo com as medidas oficiais
O comprimento do campo de jogo numa partida oficial deve ser de 90-120 metros e a largura de 45-90 metros.
As duas linhas de marcação denominam-se linhas laterais. As duas mais curtas são as linhas de meta. A bola ao sair das linhas laterais deve ser recolocada em jogo pelas mãos. Já nas linhas de metas há duas possibilidades: se o último toque da bola antes de sair foi feito pelo time defensor, será dado o escanteio (que é batido com os pés) para o time atacante. Do contrário a bola é do goleiro do time defensor.
O gol deve ter um comprimento de 7,32m, e a distância do travessão (a trave superior) ao chão deve ser de 2,44m. As redes não são obrigatórias (apesar serem fixadas em qualquer torneio); elas só podem ser colocadas se estiverem presas de forma que não atrapalhe o goleiro.
Na frente de cada gol há a área penal (chamada coloquialmente de grande área). Essa área consiste de duas linhas perpendiculares à linha de meta, a 16,5m de cada poste. Essas linhas se unem com uma linha de 40,3m paralela à linha de meta. Toda essa área delimitada é a área penal.
Em cada área penal a 11m do ponto médio entre as traves há o ponto penal, onde a bola é colocada no caso de um pênalti.
O campo tem outras medidas além das descritas; vide a Regra 1.

Duração
90 minutos
Padrão
As partidas oficiais são compostas de dois tempos iguais de 45 (quarenta e cinco) minutos cada um. Entre esses tempos há um intervalo, que não poderá exceder 15 (quinze) minutos.

Acréscimos
Como o tempo de jogo é contínuo, ou seja, não para devido a saída da bola, gols ou faltas e outros acontecimentos que possam parar o mesmo, o juiz pode acrescentar alguns minutos a mais a cada final de um tempo. Este acréscimo serve para compensar situações específicas. É definido pelo árbitro, e dificilmente ultrapassa três minutos.

Tempo extra
Em algumas competições, se a partida terminar empatada, é concedido dois tempos extras de 15 minutos cada um. Se o jogo continuar empatado, mesmo após o tempo extra, é levada para uma decisão de pênaltis.
Faltas e conduta anti-desportiva

Os jogadores são punidos com um cartão amarelo, e expulsos do jogo com o vermelho.
Uma falta se dá quando um jogador comete uma das ações listadas na Regra 12, entre as quais incluem pontapés sobre o adversário, rasteiras, puxões, empurrões etc., podendo ser direta ou indireta. Quando direta, o jogador a cobrá-la pode a fazer com só um toque. Já na indireta é preciso de dois toques, ou seja, um jogador precisa tocar a bola para seu companheiro.
Ainda há uma falta especial, o pênalti (penalidade máxima). Ele ocorre quando uma falta é cometida dentro da área penal. Nesse caso a bola é colocada no ponto penal, e os dois times (com exceção do cobrador e do goleiro que irá defender a cobrança) devem ficar fora da linha área penal, só podendo entrar nela quando a cobrança for feita. O goleiro deverá ficar na sua linha de meta, só podendo se deslocar para os lados, nunca para a frente. Qualquer contravenção a essas regras será punida com a repetição da cobrança.
Faltas mais violentas, que de acordo com a regra sejam típicas de uma conduta anti-desportiva, são punidas com um cartão amarelo. Se o jogador receber dois do mesmo numa única partida é expulso dela, sendo-lhe apresentado o cartão vermelho após o segundo amarelo. O cartão vermelho é também usado em casos de faltas extremas, quando expulsa automaticamente o jogador do jogo.

Vantagem
No caso de uma falta ter sido cometida mas na continuação da jogada a bola continuar com a posse do time que sofreu a falta o árbitro pode dar vantagem, ou seja, não parar o jogo para marcar a falta.

O impedimento é uma regra para impedir a chamada banheira (gíria do futebol para os jogadores que ficam só dentro da área penal adversária esperando pela bola). Ela caracteriza-se quando um jogador que poderia receber um passe, no momento em que este é executado, não tem entre si e a linha de fundo adversária pelo menos dois jogadores do outro time. Quando um jogador não está em posição de impedimento, diz-se que há jogadores adversários “dando condições a ele”. Os jogadores a “dar condições” ao atacante podem ser um goleiro e um jogador de linha ou dois jogadores de linha. As exceções a regra do impedimento são unicamente os casos de lançamentos diretos de tiros de meta, arremessos laterais, escanteio; e situações específicas: quando o jogador a receber o passe encontra-se no campo de defesa ou quando está atrás da linha da bola.

Estádio de futebol. Na Copa do Mundo de 2006 na Alemanha foram dispostos telões que trasmitem a cobertura televisiva.
Difusão
O futebol tem cada vez mais se tornado um esporte popular em vários países sem muita tradição neste jogo. Esta é uma tendência mundial. Especialmente porque para se jogar futebol precisa-se de poucos recursos e equipamentos, uma bola e uma área plana. Países pobres assim como países mais desenvolvidos, como Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul, vem descobrindo esta modalidade.

Tecnologia
As inovações tecnológicas vem cada vez mais interferindo nas partidas. Muitas vezes, é possivel perceber imprecisões nas decisões do árbitro. A televisão, e os recursos de alta resolução de vídeo demostram para o telespectador todas as nuances de uma partida em tempo real. Assim é possível visualizar diversos ângulos de uma jogada, que muitas vezes a equipe de arbitragem, os jogadores, e os torcedores em campo não poderiam ver.
Recentemente na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha foram dispostos telões de grandes dimensões nos estádios. As imagens televisivas permitem à torcida rever detalhes ampliados das jogadas. Porém, os lances polêmicos não são mostrados em replays nos telões dos estádios. Também, os árbitros estão usando um discreto sistema rádio-comunicador durante a jogo que permite a troca de informações entre a equipe de arbitragem.

Outras Variedades do Futebol
O futebol possui diversos esportes derivados de suas regras, em sua maioria versões modificadas das regras para determinado piso (areia, quadra) ou ao tamanho ou característica destas (paredes ao invés de laterais, campos gramados menores).
Variações FIFA
· Futsal: Jogado em Quadras similares a de Basquete e Handebol, com 5 jogadores de cada lado.
· Futebol de Areia: Também conhecido pelo seu nome em inglês, Beach Soccer, é jogado em Campos de areia fofa e também é praticado com 5 jogadores de cada lado.
Futebol Paraolímpico
· Futebol-de-Sete: Projetado para atletas que sofram de Paralisia Cerebral.
· Futebol-de-Cinco: Projetado para desportistas com Deficiência Visual (total ou parcial). Para igualar o grau de deficiência são usadas vendas nos olhos.

Variações Independentes
· Futebol Society: Variação jogada em campos gramados (ou artificiais) menores, com pelo menos sete metros de cada lado. Já existem campeonatos amadores na América do Sul.
· Indoor Soccer: Popular nos Estados Unidos e Ganhando Atenção na América do Sul (Onde é conhecido como Showbol) é parecido com o Futsal, mas nas laterais e linhas de fundo se tem paredes como no Hóquei no Gelo.
· Futebol de Salão: Muitíssimo parecido com o Futsal, é decorrente de uma rixa entre a FIFA e a FIFUSA que era a única federação internacional de futebol de salão, As regras são consideradas mais clássicas, tendo a bola um pouco menor e mais pesada, entre outras diferenças.
· Rush goalie: Praticado na Europa, Basicamente é um futebol Society onde a posição de Goleiro não é definida podendo ser desempenhada por qualquer um dos jogadores mas não ao mesmo tempo. Em algumas variedades o Goleiro temporário tem de avisar com um grito que está assumindo a posição.

Órgãos
O orgão que cuida do futebol no mundo (assim como o futsal e o futebol de areia) é a Fedération Internationale de Football Association (FIFA), cuja sede está localizada em Zurique, Suíça.
Há seis confederações regionais associadas a FIFA, sendo elas:
· Ásia: Confederação Asiática de Futebol (AFC)
· África: Confederação Africana de Futebol (CAF)
· América Central/América do Norte & Caribe: Confederation of North, Central American and Caribbean Association Football (CONCACAF)
· Europa: Union of European Football Associations (UEFA)
· Oceania: Confederação de Futebol da Oceania (OFC)
· América do Sul: Confederación Sudamericana de Fútbol (CONMEBOL)
Principais competições internacionais
· Mundo (FIFA): Copa do Mundo (seleções) e Mundial de Clubes (clubes)
· Europa (UEFA): Eurocopa (seleções) e Liga dos Campeões da UEFA (clubes)
· América do Sul (CONMEBOL): Copa América (seleções) e Copa Libertadores da América (clubes)
· América do Norte e Central (CONCACAF): Copa Ouro (seleções) e Copa dos Campeões da CONCACAF (clubes)
· Ásia (AFC): Copa da Ásia (seleções) e Liga dos Campeões da AFC (clubes)
· África (CAF): Copa das Nações Africanas (seleções) e Liga dos Campeões da CAF (clubes)
· Oceania (OFC): Copa da Oceania (seleções) e Campeonato de Clubes da OFC (clubes)

· FIFA (Federação Internacional)
· UEFA (Federação Europeia)
· CONMEBOL (Confederação Sul-Americana)
· FPF (Federação Portuguesa de Futebol)
· CBF (Confederação Brasileira de Futebol)
-Fonte: Museu dos Esportes

Ardiles – o Revolucionário

Quando o argentino Osvaldo Ardiles se transferiu para o futebol inglês se tornou ídolo do Tottenham Hotspurs. De seus pés saíram os lances mais inteligentes, alguns deles resultando em vitórias memoráveis. Graças a isso, seu clube chegou a novos títulos e passou a atrair, em média 40 mil torcedores por partida. Ídolo e craque respeitado, era tido como o jogador intelectualmente mais bem dotado do futebol inglês. Ardiles acabou vivendo um drama tão inesperado quanto intenso pouco antes de viajar para Buenos Ayres, onde se apresentou para a seleção argentina. Tudo isso porque a Argentina decidiu resolver à força sua centenária discussão com a Inglaterra pela posse das Ilhas Malvinas. A invasão do arquipélago deflagrou uma séria crise internacional e tornou insuportável a vida dos argentinos e ingleses. Nesse clima de guerra, Ardiles jogou sua partida de despedida do Tottenham, contra o Leicester, na cidade de Birmingham. Embora apoiado e prestigiado por seus companheiros de equipe e o presidente do clube, Ardiles estava tenso. Não era exatamente desta forma que ele havia planejado sua despedida do futebol inglês.

Quando Cesar Menotti convocou Ardiles para a seleção argentina que disputaria a Copa do Mundo de 1978 o colocou como titular, ele se impôs graças ao seu futebol clássico, fino e de um vasto repertório que inclui, entre outras coisas, o jeito lépido de evitar as entradas violentas dos adversários.

O homem é um animal capaz de adaptar-se a qualquer ambiente. Na Inglaterra o meio é estranho, mas qualquer jogador pode ser bem sucedido, desde que seja um bom profissional. Jogadores ingleses são mais responsáveis e disciplinados do que os sul-americanos. Quase não há concentração, a temporada é dura, mas existe mais tempo para a família do que no futebol argentino, onde o regime de concentração é muito mais intenso. Ardiles aprendeu muito no futebol inglês. Quando deixou o futebol, era economicamente, um homem independente.
Revista Placar

BOCA JUNIOR CARRASCO DOS CLUBES BRASILEIROS! DEVEMOS TEME-LO TANTO?

Bem amigos do Blog nesta última terça-feira aqui no Brasil muitos torcedores de Cruzeiro, Santos, São Paulo, Flamengo e Fluminense fizeram uma corrente forte para o temido Boca Junior da Argentina fosse eliminado ainda na primeira fase da competição mais importante da América do Sul na qual o clube argentino é um verdadeiro fantasma das nossas equipes, a corrente foi forte havia possibilidades mais não deu e de cara sobrou para os cruzeirenses que vão encarar o Boca já nas oitavas porém o Cruzeiro já venceu o Boca na Bombonera em 1994 por 2 a 1, porém o pânico já esta instalado e os números abaixo comprovam que o Boca é um carrasco nato de nossas equipes na Libertadores e em outras competições Sul-Americanas mais não é um bicho tão feio como pitam.

03/09/1963 – SANTOS 3 X 2 BOCA JUNIORS – SÃO PAULO
11/09/1963 – SANTOS 2 X 1 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
Santos bicampeão da Libertadores

06/06/1977 – CRUZEIRO 0 X 1 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
11/09/1977 – CRUZEIRO 1 X 0 BOCA JUNIORS – BELO HORIZONTE
14/09/1977 – CRUZEIRO 0 X 0 BOCA JUNIORS – MONTEVIDÉU
Nos pênaltis o Boca venceu por 5 a 4 e conquistou o título sua 1ª Libertadores

24/09/1978 – ATLÉTICO/MG 1 X 2 BOCA JUNIORS – BELO HORIZONTE
05/10/1978 – ATLÉTICO/MG 1 X 3 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES

17/04/1991 – CORINTHIANS 1 X 3 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
24/04/1991 – CORINTHIANS 1 X 1 BOCA JUNIORS – SÃO PAULO

01/05/1991 – FLAMENGO 2 X 1 BOCA JUNIORS – RIO DEJANEIRO
08/05/1991 – FLAMENGO 0 X 3 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES

09/03/1994 – PALMEIRAS 6 X 1 BOCA JUNIORS – SÃO PAULO
16/03/1994 – CRUZEIRO 2 X 1 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
30/03/1994 – PALMEIRAS 1 X 2 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
06/04/1994 – CRUZEIRO 2 X 1 BOCA JUNIORS – BELO HORIZONTE

14/06/2000 – PALMEIRAS 2 X 2 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
21/06/2000 – PALMEIRAS 0 X 0 BOCA JUNIORS – SÃO PAULO
Nos pênaltis o Boca venceu por 4 a 2 e conquistou a sua 3ª Libertadores

23/05/2001 – VASCO DA GAMA 0 X 1 BOCA JUNIORS – RIO DE JANEIRO
30/05/2001 – VASCO DA GAMA 0 X 3 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES

07/06/2001 – PALMEIRAS 2 X 2 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
13/06/2001 – PALMEIRAS 2 X 2 BOCA JUNIORS – SÃO PAULO
Nos pênaltis o Boca venceu por 3 a 2 e se classificou para a final

24/04/2003 – PAYSANDU 1 X 0 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
15/05/2003 – PAYSANDU 2 X 4 BOCA JUNIORS – EM BELÉM

25/06/2003 – SANTOS 0 X 2 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
02/07/2003 – SANTOS 1 X 3 BOCA JUNIORS – SÃO PAULO
Boca pentacampeão da Libertadores

20/05/2004 – SÃO CAETANO 0 X 0 BOCA JUNIORS – SÃO CAETANO
25/05/2004 – SÃO CAETANO 1 X 1 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
Nos pênaltis o Boca venceu por 4 a 3 e avançou

13/06/2007 – GRÊMIO 0 X 3 BOCA JUNIORS – BUENOS AIRES
20/06/2007 – GRÊMIO 0 X 2 BOCA JUNIORS – PORTO ALEGRE
Boca hexacampeão da Libertadores

Foram 29 jogos

13 vitórias do Boca Juniors
08 vitórias dos brasileiros
08 empates (em 4 delas houve decisão por penaltis e sempre o Boca venceu)

Em finais o Boca só perdeu para o Santos em 1963
Venceu as outras contra Cruzeiro em 1977, Palmeiras em 2000, Santos em 2003 e Grêmio em 2007.

Artigo: Galdino Silva
Fonte pesquisa jogos: RSSSF

O DIA 24 DE ABRIL NO FUTEBOL

24/04/1949 – BRASIL 7 – 1 PERU, em São Januário em sua volta ao Rio de Janeiro depois de três partidas em São Paulo pela Copa América o Brasil brinda o torcedor carioca com uma atuação de gala e goleia com gols dë: Salina (Per), Arce (contra/own goal), Simão, Orlando Pingo de Ouro, Augusto, Ademir Menezes, Jair R. Pinto (2) (Bra).

24/04/1955 – FORTALEZA 2 – 2 AMÉRICA/CE, com este empate o tricolor cearense conquista o bicampeonato. Moésio foi o heroi da conquista

24/04/1962 – BRASIL 4 – 0 PARAGUAI, em São Paulo o Brasil goleia e conquista a extinta Taça Oswaldo Cruz com gols de: Pelé (2), Pepe, Vavá

24/04/1963 – BÉLGICA 5 – 1 BRASIL, em Bruxelas em sua segunda partida por seu desastroso tour pela Europa o Brasil sofre uma humilhante derrota ante aos belgas que usaram de muitas jogadas violentas segundo as crônicas da epóca é o surgimento do futebol força os gols foram de: Stockman (3), Van Himst, Altair (contra/own goal) (Bel), Quarentinha (Bra).

ANIVERSARIANTES:

24/04/1966 – ALESSANDRO COSTACURTA ex-zagueiro do Milan e Itália

Ibope de torcidas no Rio em 1954

Em 31 de Dezembro de 1954 o Jornal dos Sports divulgou pesquisa de torcidas do IBOPE em que o Flamengo era a maior torcida do Rio de Janeiro com 29% da preferência, em seguida vinham Fluminense com 19%, Vasco 18%, América 6%, Botafogo 5%, Bangu 2% e São Cristóvão 1%.

O fato da torcida do América aparecer como maior do que a do Botafogo era natural, pois até então o América havia sido campeão carioca em 6 ocasiões (1913, 1916, 1922, 1928, 1931 e 1935) e considerando as ligas principais, o Botafogo só havia conquistado 5 títulos (o polêmico de 1907, 1910, 1930, 1932 e 1948), já que 4 títulos do Botafogo foram conquistados em ligas mais fracas (1912, 1933, 1934 e 1935), sem a mesma repercussão, enquanto o América disputava grandes clássicos cariocas. No confronto entre estes clubes, o América chegou a golear o Botafogo por 11 a 2 em 3 e Novembro de 1929.

Provavelmente só a partir da década de 1960, quando o Botafogo teve grandes momentos, é que sua torcida superou a do América, talvez inclusive, ocupando grande parte do espaço que antes pertencia ao clube rubro da rua Campos Sales. Na década de 50 era comum América e Bangu disputarem partidas com bons públicos que superaram em algumas ocasiões a 30 mil pessoas, como no jogo de 18 de Novembro de 1951 (2 a 2) quando 38.646 espectadores (29.380 pagantes) compareceram ao Maracanã ou no 1º jogo entre eles neste estádio (América 3 a 1 em 7 de Outubro de 1950), quando 33.515 pagaram ingressos .

Em um simples amistoso do América contra o Portsmouth , da Inglaterra, 24.005 espectadores compareceram ao jogo (17.864 pagantes) em 8 de Junho de 1951 (América 3 a 2).

JS

Domingos da Guia, por Mestre Ziza!!

[img:domingos.jpg,full,centralizado]

Domingos Antônio da Guia nasceu em Bangu no Rio de Ja neiro, em 19/12/1912 e, dos campos de bairro foi direto ao Bangu Atlético Clube, onde atuaram seus quatro irmãos, Luiz Antônio, Ladislau, o famoso “Tijolo Quente” e o Médio.
Todos foram excelentes jogadores. Em 1930, surgiu Da Guia com um novo estilo de jogo para melhorar a categoria dos zagueiros do Brasil e do mundo. Frio, clássico, inteligente, sutil e manso. Ainda no Bangu fez sua estréia na Seleção Brasileira com grande sucesso. O Vasco da Gama teve sua preferência e levou Da Guia. Em 1932, voltou a integrar a Seleção Brasileira na Copa Rio Branco, em Montevidéu. Brasil ganhou por 2×1.

Da Guia não resistiu a proposta do país. Em 1933 com a camisa bi-campeã do Nacional ganhou o apelido de “Divino Mestre”.Em 1934,voltou ao Vasco da Gama para se tornar campeão.
Em 1935, Da Guia viajou para a Argentina para se tornar campeão pelo Boca Júnior e ganhou o apelido de “Estátua Noturna”.
Em 1937, Da Guia regressou ao Brasil e foi contratado pelo Flamengo. Em 1938, Da Guia formou naquela Seleção Maravilhosa no Mundial da França.
Da Guia foi campeão no Flamengo em 1939, 1942 e 1943.

Um dia eu cheguei com Ademir na casa do Obdúlio Varela e lhe dei um recado do Divino:
– Obdúlio, Da Guia mandou um abraço pra você!
– Da Guia… Da Guia… Maestro, o mundo jamais verá outro Domingos da Guia!
– Amigo Obdúlio, eu assino embaixo!

Fonte:Mestre Ziza,Verdade e Mentiras do Futebol

O Flamengo de 81, um time de machos também!!!

Foi mais do que suar a camisa. Para ganhar seu primeiro título da Copa Libertadores, em 1981, os jogadores do Flamengo tiveram que dar literalmente o sangue para superar coteveladas, altitude e catimba dos rivais. A primeira fase foi dura, em um Grupo 3 que tinha Atlético Mineiro e os paraguaios Olímpia e Cerro Porteno. A classificação só veio no último jogo contra o Atlético.

Na segunda fase, o Rubro-negro eliminou fácil o boliviano Jorge Wilstermann e o colombiano Deportivo Cali. Contra o Cobreloa, do Chile, na final, os cariocas eram favoritos. O adversário não poderia usar a principal arma: o Estádio Municipal de Calama, junto ao deserto de Atacama, onde cabiam só 12 000 torcedores.
Fora de seu habitat, o Cobreloa apelou para o antijogo.
A primeira partida foi no Maracanã e o Flamengo ganhou por 2 x 1. Na segunda, no Estádio Nacional de Santiago, o capitão chileno Mario Soto quase cegou Lico e tirou sangue de Adílio com cotoveladas que o juiz uruguaio Ramón Barreto não viu. O time de Zico perdeu por 1 x 0, forçando o terceiro jogo, no Estádio Centenário, de Montevidéu.

Apesar de estar sem Lico, com derrame na vista, e Figueiredo, o Flamengo parecia preparado para a última batalha. Zico fez 1 x 0, logo aos 17 minutos. E, no segundo tempo, o Galinho, com magistral cobrança de falta, selou a vitória, aos 21 minutos.
Para o técnico Carpegiani, o serviço não estava completo. A 2 minutos do fim, tirou Nunes e pôs Anselmo, com uma instrução muito clara: “Vai lá e dá um soco naquele cara! “, ordenou, apontando Mario Soto. Na primeira chance que teve, Anselmo acertou um direto bem no meio do rosto do chileno, que caiu estatelado. Na confusão, Anselmo, Giménez e até o agredido Mario Soto acabaram expulsos. A vingança estava completa.

[img:223.jpg,full,centralizado]

Fonte:Placar Grandes Clubes