COPA DA ESPANHA EM 1982 A COPA DAS GRANDES SURPRESAS! SE NÃO FOSSEM ELAS PODERIA SER DIFERENTE

Bem em todas as Copas do Mundo realizadas até hoje, sempre temos algumas surpresas, tanto com relação a zebras, tanto com futebol bem jogado que encanta a todos no mundo da bola, vide a Hungria em 54, o Brasil de 70, a Holanda de 74 e o Brasil de 82 por exemplo. Na Copa da Espanha houve uma serie de surpresas que para mim esta foi a Copa do Mundo que venceu todas as outras no quesito até agora.

Começamos com o jogo de abertura quando a Argentina de Diego Maradona debutando em mundiais perde para a Bélgica por 1 x 0. Seguindo o tour das surpresas e na primeira rodada de jogos tivemos a derrota da Alemanha para á Argélia por 2 x 1, o empate da anfitriã Espanha por 1 x 1 contra Honduras e até uma surpresa diferente a goleada histórica até hoje em Copas da Hungria diante El Salvador por 10 x 1.

Na segunda rodada tivemos mais resultados surpreendentes como o empate da Polônia com Camarões por 0 x 0, no jogo entre França e Kuwait com os franceses vencendo por 4 x 1 tivemos um gol legitimo dos franceses anulado por um xeque.

Na terceira roda a final da fase de classificação tivemos o empate da Itália diante Camarões por 1 x 1, e a Irlanda do Norte vencendo á Espanha por 1 x 0.

Na segunda fase as surpresas continuaram e como estavam soltas, ninguém esperava que a Itália que vinha de três empates seguidos fosse vencer Argentina e Brasil e vencesse o grupo, a outra foi que a Inglaterra não vencesse a Espanha e eliminasse a Alemanha, mais o English Team apenas empatou em 0 x 0 e adeus.

E terminou com a Itália a grande campeã como mais uma surpresa já que ninguém apostava muito na Squadra Azzurra no inicio do mundial, nem mesmo os italianos e sua mídia acreditavam muito devido ao escândalo da loteria esportiva do cálcio que levou até Il Bambino Paolo Rossi a prisão e sair para ser o grande herói da conquista italiana.

O QUE PODERIA SER DIFERENTE?

Bem se a Itália vencesse a sua chave na primeira fase não cruzaria com o Brasil.

A chave seria Brasil, Bélgica e Polônia e ai será que teríamos chances de passar?

A chave da Itália se esta fosse primeira seria: Itália, União Soviética e Argentina e ai como se sairia a Itália e a própria Argentina contra os gélidos soviéticos.

A chave da Inglaterra não teria a Espanha se esta terminasse sua chave em primeiro lugar, e sim a Irlanda do Norte ou Iugoslávia e mais a Alemanha.

Na chave da França teríamos a Espanha no lugar da Irlanda do Norte e mais a Áustria será que os franceses passariam fácil como passaram?

Bem são perguntas difíceis por que o tempo não volta e o passado não se pode alterar somente em nossas imaginações.

Fonte: Texto Galdino Silva

Mazurkiewicz, o polaco goleiro do Uruguai

No Brasil, exceção à torcida do Atlético Mineiro, ele é lembrado por um dos lances mais conhecidos do futebol: a sensacional meia-lua de Pelé sobre ele na semifinal entre Brasil x Uruguai Copa de 70, que infelizmente para nós, brasileiros, não terminou em gol.
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Porém, Mazurkiewicz é um ícone no futebol uruguaio, equiparando-se a nomes como Roque Máspoli e Rodolfo Rodriguez.

Filho de um imigrante polonês, Ladislao Mazurkiewicz Iglesias nasceu em 14 de fevereiro de 1945 em Piriápolis. Começou a jogar em 1962 no Racing Club de Montevidéu e, mesmo atuando num time pequeno, foi convocado para a seleção uruguaia juvenil, ajudando a equipe a conquistar o sul-americano da categoria, em 1964. Suas atuações, nas quais demonstrava agilidade e segurança, chamaram a atenção dos dirigentes do Peñarol e logo ele foi contratado por 500 mil pesos para ser reserva de Maidana.

Sua primeira prova de fogo ocorreu em 1965 quando o Peñarol disputou a partida-desempate das semifinais da Libertadores da América contra o Santos. Maidana teve problemas disciplinares e foi afastado. Sua atuação no Monumental de Nuñez foi sensacional e com a vitória por 2 a 1 o time garantiu vaga na final contra o Independiente. Infelizmente, o Peñarol perdeu a decisão. Mas ganhou um novo goleiro, pois Mazurkiewicz nunca mais perdeu a titularidade.

Em 1966, o Peñarol venceu a Libertadores e foi campeão mundial interclubes ao bater o Real Madrid por 2 a 0, no Santiago Bernabeu, repetindo o placar do primeiro jogo em Montevidéu. Mazurkiewicz foi protagonista de uma defesa inesquecível ao defender um tiro de Amâncio à queima-roupa. Também naquele ano, defendeu a Celeste na Copa do Mundo da Inglaterra, onde os uruguaios foram até as quartas-de-final, sendo eliminados pela Alemanha.

Mas no ano seguinte, ajudou o Uruguai a conquistar o Campeonato Sul-Americano de Seleções. E ainda em 1967 obteve um recorde, até agora não superado no seu país, ao permanecer 985 minutos sem tomar gols.

Na Copa de 70, Mazurkiewicz atingiu seu ápice. Fez uma partida memorável contra URSS pelas quartas-de-final e só não conseguiu parar o fantástico Brasil de Pelé, Rivelino, Jairzinho e Cia. O Uruguai terminou em quarto lugar, mas ele foi considerado o melhor goleiro da competição – o último uruguaio a conseguir tal façanha.
Na Copa de 1970, contra o Uruguai, Pelé aplicou um inacreditável drible de corpo no goleiro Mazurkievicz e chutou para fora. O Brasil venceu por 3 a 1, mas até hoje a partida é lembrada pelo lance. Foi o mais belo gol perdido da história do futebol.

Em 1972, transferiu-se para o Atlético Mineiro. Chegou com pompa de ídolo e uma aposta dos dirigentes para conquistar a torcida feminina de Minas, cujos olhos voltavam-se à época para os cabelos loiros e olhos claros de Raul, goleiro do rival Cruzeiro. Apesar de ter defendido a meta atleticana com correção, não ficou marcado por grandes atuações.

Em 1974, defende o Uruguai pela terceira e última vez numa Copa do Mundo, mas como o restante da equipe, sucumbe ao carrossel holandês. Depois do Mundial, transfere-se para o Granada, da Espanha. Por problemas de documentação, jogou poucas partidas. Voltou em 1976 à América do Sul para atuar pelo América de Cali. Em 1980, aos 35 anos, retornou ao Peñarol, mas logo pendurou as luvas e até hoje dá saudades nos torcedores do Peñarol.

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE FIGURINHAS

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Nem Pacaembu em dia de jogo do Timão, nem domingão na praia, nem circo. Quando eu era pequeno, meu programa preferido era acompanhar meu pai ao trabalho dele, na padaria. Eu ajudava a fazer pão, a carregar caçulinhas e comia muita coisa boa. Era a padoca Santa Marcelina, no Brooklin (SP). Sabe quem ia lá? Roberto Rivelino, que gostava da simpatia e o bom papo de papai. O bigode me deu uma bola autografada, um vinho de sua grife particular e sempre nos deixava entrar no vestiário da “Seleção de Masters”, do Luciano do Valle.

Uma das coisas boas dessas excursões era poder ficar pertinho das caixas de chiclete Ping-Pong e pegar quantos eu quisesse. Menos pela goma e mais pelo que ela trazia: figurinhas da Copa, lembra? Ainda me recordo da alegria de desembrulhar o Éder (que, sei lá por que, acabou virando Éder Aleixo; na minha época era só Éder) e finalmente completar o Brasil de 82. Quem tem aquele álbum levanta a mão aí.

Naranjito, Mora (goleiro de El Salvador), N’Kono (de Camarões), Dasaev, Aleinikov e Demianenko (da URSS), Litibarski (Alemanha Ocidental), Butragueño (Espanha), Colovatti, Conti e Tardelli (Itália)… Putz, que saudade… Nada pode ser mais inesquecível do que passar um dia nos bastidores do trabalho do pai e ainda por cima tirar a figurinha do Éder.

Pois dias atrás acho que dei um presente desses pra minha filha. Deixei-a faltar na escola e levei-a comigo à Panini, que produz as (difíceis de achar, segundo meu amigo Fábio Altman) figurinhas da Copa de 2006. Para mim era trabalho; eu ia entrevistar o presidente da empresa para a revista “IstoÉ Dinheiro”. Para minha pequenina, pura farra. Só que eu acabei me divertindo à beça também. Vi como funciona a fantástica fábrica de figurinhas e fiz todas aquelas perguntas que a gente se faz quando coleciona cromos:

Será que os caras guardam os craques para vender só lá na frente, depois que a gente já gastou uma fortuna comprando repetidas?
Quem define os jogadores que vão para o álbum, já que ele é sempre lançado bem antes de os técnicos soltarem a lista final dos convocados?

Vou contar procês o que me explicaram e o que eu vi lá.

O José Eduardo Martins, presidente da Panini, jurou que não existem figurinhas difíceis. Sai tudo na mesma quantidade e eles não escondem Ronaldinhos, Henris e Riquelmes. A produção é mais ou menos assim:

Fase 1
A figurinhas chegam de uma gráfica terceirizada já impressas. Uma enorme folha de papel traz, lado a lado, todas os 596 cromos. A disposição deles na folha é calculada por computador.

Fase 2
A enorme folha entra em uma máquina que a corta e diversos pedaços menores com 20 figurinhas cada um. Eles chamas essas folhas menores de pranchas.

Fase 3
Uma outra máquina embaralha as pranchas e as faz uma grande pilha com elas. Uma terceira máquina dá o último corte, parindo as figurinhas individuais. É complicado explicar, mas é por causa desses cortes e desses embaralhamentos que nunca vêm figurinhas repetidas no mesmo pacotinho, diz o Martins.

Fase 4
Mais uma máquina – sempre elas – empacota as figurinhas.

Fase 5
Enfim, mãos humanas (sempre femininas) separam os pacotinhos em bolos de 50, envolvem tudo em um filme plástico e guardam em caixinhas de papelão.

Fase 6
Uma outra empresa terceirizada entrega o ouro às bancas de jornal.

Certo dia , um jornaleiro da Avenida Paulista me contou que as figurinhas da Copa estavam saindo como pão quente (da Santa Marcelina?). Ele havia recebido 800 pacotinhos (sexta) de manhã. “E não durou nem até a hora do almoço”, disse.

Sorte que, além de boas lembranças e muita diversão, na época o passeio/trabalho à Panini me rendeu um álbum da Copa 2006 + todas (TODAS!) as figurinhas. Só veio uma repetida, o escudo da Holanda.
Por Christian Cruz
fotolog.terra.com.br/caroco:4

DEU PIOLHO NA JUBA DO LEÃO NA FINAL DO CAMPEONATO BAIANO DE 1974

No dia 18 de Dezembro de 1974 no Estádio da Fonte Nova, quase 60.000 pagantes foram prestigiar mais um Ba-Vi decisivo, de um lado o Bahia que lutava pelo bicampeonato e do outro o Vitória tentando retomar á hegemônia do futebol da Bahia, além de ter um time mais forte tecnicamente que vinha de uma excelente participação no campeonato brasileiro quando ficou na oitava colocação e ter uma linha de ataque que fazia qualquer defesa tremer de medo, com Osni, André Catimba e Mario Sérgio, no meio campo Denilson, Gibira e Washington davam o toque refinado nas jogadas concluidas pelo trio de ataque, na defesa o rubro-negro da boa terra, tinha no gol Joel Mendes, Vavá e Valter na zaga não afinavam diante dos atacantes rivais e Jorge Valença na lateral esquerda jogava duro e ainda subia ao ataque, do lado tricolor Zé Luis era um arqueiro de que quando estava no dia não passava nada nem vento, e que foi o caso neste dia 18 de dezembro de 1974, a defesa tinha Sapatão e Altivo e o polivalente e xodó da torcida Baiaco davam tranquilidade, no meio Fito e Douglas jogavam e armavam o ataque que era um dos grandes problemas do Bahia naquela ano, formado por Thirson Chiquitita, Piolho e Marquinhos que se revezava com Jorge Campos e um jovem e promissor talento o jogador Alberto Leguelé que defendeu o Seleção Brasileira no Pré-Olimpico de 1976 e jogou no Flamengo, o Bahia entrou em campo naquela tarde sabendo que o jogo seria dificil e que o Vitória era o favorito mais como em classíco não reza esta cartilha de favoritismo o jogo começa quente, logo aos 2 minutos numa arrancada de Jorge Valença o Vitória, quase abre o placar com André cabeçeando para defesa espetacular de Zé Luis, Sapatão zagueiro tricolor cai no campo e é atendido, na cobrança de escanteio a bola sobra para Gibira que mando para a meta e Zé Luis novamente espalma para escanteio, a pressão é grande a torcida do Vitória grita o nome do time, são 5 minutos, Gibira vai para a cobrança do corner, a zaga tira e a bola sobra para Fito que se livra de Washington e lança Thirson que parte para cima de Jorge Valença que fica atortoado com os dribles, Denilson chega para ajudar e é driblado também, Valter sai no desespero Thirson já está na grande aréa e dribla o zagueiro, Vavá sai ao seu encontro e Joel Mendes fecha o ângulo, mais Thirson rola para Piolho que ainda domina a bola que se ergue com o toque do atacante antes dela quicar no gramado ele imenda para as redes é o gol do Bahia, Piolho aos 6 minutos do primeiro tempo, festa nas arquibancadas, ANTONIO JESUINO DA SILVA nome de batismo de PIOLHO, revelado pelo Conquista Esporte Clube, no final da decáda de 60, foi contratado pelo Cruzeiro e retornou á Bahia em 1973, para defender o Bahia clube pelo qual jogou até 1975, com este gol histórico ele entrou para a galeria de herois do Bahia, e ao lado de Zé Luis foram os grandes nomes da partida, já que a pressão do Vitória aumentou e no final do primeiro tempo o ponta esquerda Marquinhos fora expulso, no segundo tempo o Vitória veio para cima do Bahia como uma tsunami, o Bahia só na defesa e quando dava explorava os contra-ataques com Thirson e Piolho que saiu para dar lugar a Alberto Leguelé que quase aumentou o placar numa roubada de bola mais Joel Mendes se atirou aos seus pés para evitar o gol do Bahia, ao quese viu até o apito do arbitro foi varias tentativas de gols do rubro-negro com Osni e André Catimba mais de nada adiantou o torcedor do Vitória coçava a cabeça desesperadamente se irritava com as chances de gols paradas nas mãos de Zé Luis, fim de jogo Bahia é bicampeão a massa invade o gramado e o Leão da Barra como é chamado o Vitória saiu com a cabeleira coçando, e coçando muito por que deu Piolho na juba do leão, foi um só mais vez um estrago muito grande na cabeça do torcedor e no time do Vitória.

Fonte: Texto Galdino Silva
Detalhes do Jogo por Jorge Sanmartin grande icone do radio esportivo da Bahia.

Assunto: As grandes finais da Libertadores dos anos 60

Resolvi encaminhar estas finais porque tenho na lembrança o fabuloso time do Peñarol de 60/6l. Quatro anos depois ainda entraram Pedro Rocha e Hector Silva. O jogo de 1961 no Pacaembu foi aquele que no último minuto o Djalma Santos foi fazer uma graça e perdeu a bola. Gol de empate do Peñarol.

1960
Peñarol 1 Olimpia 0
Olimpia 1 Peñarol 1
Campeón: Peñarol (Uruguay)

Peñarol: L.Maidana, W.Martínez (Majewski), Salvador, Pino, N.Goncalves, W.Aguerre, L.Cubilla, Linazza, Spencer, Crescio y Borges. Olimpia: H.Arias, J.V.Lezcano, Arévalo, P.Rojas, C.Lezcano, M.Osorio, V.Rodríguez, Recalde, Doldán. P.Cabral y T.Melgarejo. Gol: Spencer(P). Estadio: Centenario(Montevideo). Juez: C.Robles(Chile). Expulsado: J.V.Lezcano. 12/06/1960.
Olimpia: H.Arias, Arévalo, J.Peralta, P.Rojas, C.Lezcano, E.Echague, V.Rodríguez, Recalde, Doldán, P.Cabral y T.Melgarejo. Peñarol: L.Maidana, W.Martínez., Salvador, Pino, N.Goncalves, W.Aguerre, L.Cubilla, Linazza, Spencer, Griecco y Borges. Goles: Recalde(O) y Cubilla(P). Estadio: Puerto Sajonia(Asunción). Juez: J.L.Praddaude(Argentina). 19/06/1960.

1961
Peñarol 1 Palmeiras 0
Palmeiras 1 Peñarol 1
Campeón: Peñarol (Brasil)

Peñarol: L.Maidana, W.Martínez, N.Cano, E.González, R.Matosas, W.Aguerre, L.Cubilla, E.Ledesma, Spencer, Sacía y Joya. Palmeiras:Waldir, Djalma Santos, Waldemar, Aldemar, Zequinha, Geraldo Da Silva, Julinho Botelho, Humberto, Geraldo Scotto, Chinezinho y Romeiro. Gol: Spencer(Pe). Estadio: Centenario(Montevideo). Juez: J.L.Praddaude(Argentina). 04/06/1961.
Palmeiras: Waldir, Djalma Santos, Waldemar, Aldemar, Zequinha, Geraldo Da Silva, Julinho Botelho, Romeiro(Nardo), Geraldo Scotto, Chinezinho y Gildo. Peñarol: L.Maidana, W.Martínez, N.Cano, E.González, R.Matosas, W.Aguerre, L.Cubilla, E.Ledesma, Spencer, Sacía y Joya. Goles:Nardo(Pal) y Sacía(Pe).Estadio: Pacaembú(San Pablo). Juez: J.L.Praddaude(Argentina). 11/06/1961.

1962

Peñarol 1 Santos 2
Santos 2 Peñarol 3
Santos 3 Peñarol 0
Campeón: Santos (Brasil)

Peñarol: L.Maidana, J.V.Lezcano, N.Cano, E.González, R.Matosas, Caetano, Rocha, Sacía, Cabrera(Moacyr), Spencer y Joya. Santos: Gilmar, Mauro, Calvet, Lima, Zito, Dalmo, Dorval, Mengalvio, Pagao, Coutinho y Pepe(Oswaldo). Goles: Spencer(P) y Coutinho(2)(S). Estadio: Centenario(Montevideo). Juez: C.Robles(Chile). 28/07/1962.
Santos: Gilmar, Mauro, Calvet, Lima, Zito, Dalmo, Dorval, Mengalvio, Pagao, Coutinho y Pepe. Peñarol: L.Maidana, J.V.Lezcano, N.Cano, E.González, R.Matosas(N.Goncalves), Caetano, Fernández Carranza(Matosas), Rocha, Sacía, Spencer y Joya. Goles: Dorval(S), Mengalvio(S), Spencer(2)(P) y Sacía(P). Estadio: Villa Belmiro(Santos). Juez: C.Robles(Chile). 02/08/1962. Oficialmente el partido terminó a los 51 minutos, por agresiones del público. Por temor, siguieron jugando 39 minutos extraoficiales, sin informarle al público. En ese lapso Santos igualó 3-3(gol de Pepe).
Santos: Gilmar, Mauro, Calvet, Lima, Zito, Dalmo, Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé y Pepe. Peñarol: L.Maidana, J.V.Lezcano, N.Cano, E.González, N.Goncalves, Caetano, Rocha, Matosas, Spencer, Sacía y Joya. Goles: Lezcano en contra(S) y Pelé(2)(S). Estadio: Monumental(Buenos Aires). Juez: Leo Horn(Holanda). 30/08/1962.

1963

Santos 3 Boca Juniors 2
Boca Juniors 1 Santos 2
Campeón: Santos (Brasil)

Santos:Gilmar, Mauro, Calvet, Dalmo, Zito, Geraldinho, Dorval, Lima, Coutinho, Pelé y Pepe. BOCA JUNIORS: Errea, Magdalena, Marzolini (Silveira), C.Simeone, Rattín, Silveira, Grillo, A.C.Rojas, Menéndez, Sanfilippo y A.M.González. Goles: Coutinho(2)(S), Lima(S) y Sanfilippo(2)(BJ). Estadio: Maracaná(Río de Janeiro). Juez:M.Bois(Francia). 04/09/1963.
BOCA JUNIORS: Errea, Magdalena, Orlando, C.Simeone, Rattín, Silveira, Grillo, A.C.Rojas, Menéndez, Sanfilippo y A.M.González. Santos: Gilmar, Mauro, Calvet, Dalmo, Zito, Geraldinho, Dorval, Lima, Coutinho, Pelé y Pepe. Goles: Sanfilippo(BJ), Coutinho(S) y Pelé(S). Estadio: Boca Juniors(Buenos Aires). Juez: M.Bois(Francia). 11/09/1963.

1964

Nacional 0 Independiente 0
Independiente 1 Nacional 0
Campeón: INDEPENDIENTE

Nacional: R.Sosa, Baeza, Emilio Alvarez, Ramos, Eliseo Alvarez, Méndez, D.Pérez, Douksas, Jaburú, Arias(Bergara) y Urruzmendi. INDEPENDIENTE: Santoro, Zerrillo, Rolan, Ferreiro, Acevedo, J.Maldonado, Bernao, Prospitti, L.Suárez, M.Rodríguez y Savoy. Estadio: Centenario(Montevideo). Juez:L.Horn(Holanda). 06/08/1964.
INDEPENDIENTE: Santoro, J.C.Guzmán, Rolan, Ferreiro, Acevedo, J.Maldonado, Bernao, Prospitti, L.Suárez, M.Rodríguez y Savoy. Nacional: R.Sosa, Baeza, Emilio Alvarez, Ramos, Eliseo Alvarez, Méndez, D.Pérez, Douksas, Jaburú, Oyarbide y Urruzmendi(Bergara). Gol: M.Rodríguez(I). Estadio: Independiente(Avellaneda). Juez: J.Dimas Larrosa(Paraguay). 12/08/1963.

1965

Independiente 1 Peñarol 0
Peñarol 3 Independiente 1
Independiente 4 Penarol 1
Campeón: INDEPENDIENTE

INDEPENDIENTE: Santoro, Navarro, Decaria, Ferreiro, Acevedo, J.C.Guzmán, Bernao, Mura, L.Suárez(de la Mata), Avallay y Savoy. Peñarol: Mazurkiewicz, C.G.Pérez, Varela, Forlán, N.Goncalves, Caetano, Ledesma, Rocha, H.Silva, Sacía y Joya. Gol: Bernao(I). Estadio: Independiente(Avellaneda). Juez: A.Yamasaki(Perú). Expulsado: Sacía(P). 09/04/1965.
Peñarol: Mazurkiewicz, C.G.Pérez, Varela, Forlán(R.Soria), N.Goncalves, Caetano, Ledesma, Rocha, Reznik, H.Silva y Joya. INDEPENDIENTE: Santoro, Navarro, Paflik, Ferreiro, Acevedo, J.Maldonado, Bernao, Mura, L.Suárez, Avallay(de la Mata) y Savoy. Goles: Goncalves(P), Reznik(P), Rocha(P) y de la Mata(I). Estadio: Centenario(Montevideo). Juez: A.Yamasaki(Perú). 12/04/1965.
INDEPENDIENTE: Santoro, Navarro, Decaria, Ferreiro, Acevedo, J.C.Guzmán, Bernao, Mura, de la Mata(Mori), Avallay y Savoy. Peñarol: Mazurkiewicz, C.G.Pérez, Varela, Forlán, N.Goncalves, Caetano, Ledesma, Rocha, Reznik(Sacía), H.Silva y Joya.Goles: Bernao(I), Avallay(I), Mura(I), Pérez, en contra(I) y Joya(P). Estadio: Nacional(Santiago). Juez: A.Yamasaki. Expulsados: Navarro(I), Ledesma(P) y Sacía(P). 15/04/1965.

1966

· Peñarol 2 RIVER PLATE 0
· RIVER PLATE 3 Peñarol 2
· Peñarol 4 RIVER PLATE 2

Campeón:

Peñarol (Uruguay)
Peñarol: Mazurkiewicz; Lezcano y N. Díaz; Forlán, Goncalves y Caetano; Abbadie, Cortés, Silva, Rocha y Joya. RIVER PLATE: Carrizo; Guzmán y Matosas; Sainz, Daniel Bayo y Vieitez; Cubilla, Sarnari, Loayza (Ermindo Onega), Daniel Onega y Solari. Goles: Abbadie (P) y Joya (P). Estadio: Centenario (Montevideo). Juez: Roberto Goicoechea (A). 14/5/1966.
RIVER PLATE: Carrizo; Guzmán y Matosas; Sainz, Sarnari y Vieitez; Cubilla, Solari, Daniel Onega (Lallana), Ermindo Onega y Mas. Peñarol: Mazurkiewicz; Lezcano y N. Díaz; Forlán, Goncalves y Cateano; Abbadie, Rocha, Spencer, Cortés y Joya. Goles: Ermindo Onega (2) (RP), Sarnari (RP), Spencer (P) y Joya (P). Estadio: Monumental (River Plate). Juez: Julio Codesal (U). 18/5/1966.
Peñarol: Mazurkiewicz; Lezcano y N. Díaz (T. González); Forlán, Goncalvezs y Caetano; Abbadie, Cortés, Spencer, Rocha y Joya; RIVER PLATE: Carrizo; Matosas y Vieitez; Sainz (Lallana), Sarnari y Grispo; Cubilla, Solari, Daniel Onega, Ermindo Onega y Mas. Goles: Daniel Onega (RP), Solari (RP), Spencer (2) (P), Matosas en contra (P) y Rocha (P). Estadio: Nacional (Santiago). Juez: Carlos Vicuña (Chile). 20/5/1966.

1967

RACING CLUB 0 Nacional 0
Nacional 0 RACING CLUB 0
RACING CLUB 2 Nacional 1
Campeón: RACING CLUB

RACING CLUB: Cejas; Perfumo y Rubén Díaz; Martín, Mori y Basile; Martinoli, Rulli, Raffo, Juan José Rodríguez y Maschio. Nacional: Domínguez; Manicera y Emilio Alvarez; Ubiña, Montero Castillo y Mujica; Espárrago, Viera, Celio, Rubén Sosa y Urruzmendi. Estadio: Racing Club (Avellaneda). Juez: César Orozco (Perú). 15/8/1967.
Nacional: Domínguez; Manicera y Emilio Alvarez; Ubiña, Montero Castillo y Mujica; Espárrago, Viera, Celio, Rubén Sosa y Urruzmendi. RACING CLUB: Cejas; Perfumo y Rubén Díaz; Martín, Mori y Basile; Joao Cardoso, Rulli, Cárdenas, Raffo y Maschio. Estadio: Centenario (Montevideo). Juez: César Orozco (Perú). 25/8/1967.
RACING CLUB: Cejas; Perfumo y Rubén Díaz; Martín, Mori y Basile; Joao Cardoso (Parenti), Rulli, Cárdenas, Raffo y Maschio. Nacional: Domínguez; Manicera y Emilio Alvarez; Ubiña, Montero Castillo y Mujica; Urruzmendi, Viera, Celio, Espárrago y Morales (Oyarbide). Goles: Joao Cardoso (RC), Raffo (RC) y Viera (N). Estadio: Nacional (Santiago). Juez: R. Pérez Osorio (Paraguay). 29/8/1967.

1968

ESTUDIANTES DE LA PLATA 2 Palmeiras 1
Palmeiras 3 ESTUDIANTES DE LA PLATA 1
ESTUDIANTES DE LA PLATA 2 Palmeiras 0
Campeón: ESTUDIANTES DE LA PLATA

ESTUDIANTES DE LA PLATA: Poletti; Spadaro y Malbernat; Fucceneco, Pachamé y Madero; Ribaudo (Lavezzi), Bilardo, Conigliaro, Flores y Juan Ramón Verón. Palmeiras: Waldir Peres; Baldocchi y Omar; Geraldo, Dudú y Ferrari; Suingue, Tupazinho, Servilio, Ademir da Guía y Rinaldo. Goles: Servilio (P), Juan Ramón Verón (ELP) y Flores (ELP). Estadio: Estudiantes (La Plata. Juez: Esteban Marino (U). 2/5/1968.
Palmeiras: Waldir Peres; Baldocchi y Osmar; Geraldo, Dudú y Ferrari; Suingue, Tupazinho, Servilio (China), Ademir da Guía y Rinaldo. ESTUDIANTES DE LA PLATA: Poletti; Spadaro y Malbernat; Fucceneco, Pachamé y Madero; Ribaudo, Bilardo, Conigliaro, Flores (Togneri) y Juan Ramón Verón. Goles: Tupazinho (2)(P), Rinaldo (P) y Juan Ramón Verón (EL). Estadio: Pacaembú (San Pablo). Juez: Esteban Massaro (Ch). 7/5/1968.
ESTUDIANTES DE LA PLATA: Poletti; Aguirre Suárez y Malbernat; Medina, Pachamé y Madero; Ribaudo, Bilardo, Conigliaro, Flores y Juan Ramón Verón. Palmeiras: Waldir Peres; Baldocchi y Osmar; Escalera, Dudú y Ferrari; Suingue, Tupazinho, Servilio (China), Ademir da Guía y Rinaldo. Goles: Ribaudo (ELP) y Juan Ramón Verón (ELP). Estadio: Centenario (Montevideo). Juez: César Orozco (Perú). 16/5/1968.

1969

Nacional 0 ESTUDIANTES DE LA PLATA 1
ESTUDIANTES DE LA PLATA 2 Nacional 0
Campeón: ESTUDIANTES DE LA PLATA

Nacional: Manga; Ancheta y Emilio Alvarez; Ubiña, Montero Castillo y Mujica; Cubilla, Prieto, Celio, Maneiro (Espárrago) y Morales. ESTUDIANTES DE LA PLATA: Poletti; Aguirre Suárez y Malbernat; Togneri, Pachamé y Madero; Rudzky (Ribaudo), Bilardo, Conigliaro, Flores y Juan Ramón Verón. Gol: Flores (ELP). Estadio: Centenario (Montevideo). Juez: Daniel Massaro (Chile). 15/5/1969.
ESTUDIANTES DE LA PLATA: Poletti; Aguirre Suárez y Malbernat; Togneri, Pachamé y Madero; Rudzky, Bilardo, Conigliaro, Flores y Juan Ramón Verón. Nacional: Manga; Ancheta y Emilio Alvarez; Ubiña, Montero Castillo y Mujica; Cubilla, Prieto, A. García (Silveira), Espárrago y Morales. Goles: Flores (ELP) y Conigliaro (ELP). Estadio: Estudiantes (La Plata). Juez: Javier Delgado (Colombia). 21/5/1969.

Saulzinho, do Vasco da Gama, o dono do Maracanã no início dos anos 60

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Distensão na virilha impediu ex-vascaíno de ser parceiro de Pelé na Copa do Mundo

Ele foi o único atacante a obter uma média de gols superior a de Pelé, nas disputas estaduais da década de 60. Principal artilheiro do Campeonato Carioca de 1962, Saul Santos Silva, o Saulzinho, iniciou a sua sina de “matador” por volta dos 12, 13 anos de idade, em um areião, onde agora fica a Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, em Bagé-RS, disputando uma competição interna, nas manhãs de domingo. Com 15 anos, mesmo juvenil, já jogou e fez gol pelo time profissional do Bagé. Hoje, Saulzinho é advogado, na fronteira gaúcha com o Uruguai. Foi lá que ele voltou ao passado e “balançou a rede” para o Jornal de Brasília, em entrevista para Gustavo Mariani:

JBr – Você iniciou a carreira arrumando confusão?

Saulzinho – Eu tinha contrato de gaveta com o Bagé, mas o troquei pelo Guarany. Fiquei um ano sem poder jogar. Por volta de 1956/57, pude rolar a bola e acumular títulos municipais, até 1959. Em 60, o Guarany teve um time poderoso, vice-campeão gaúcho. Foi por ali que começou a minha história.

Como pintou o Vasco?

No início de 1961, o Guarany venceu o Internacional, duas vezes: 2 x 1, no Estádio dos Eucaliptos, em Porto Alegre, quando marquei o gol da vitória, e 4 x 2, em Bagé. No segundo jogo, não fiz gol, mas o técnico do Inter, o Martim Francisco, gostou de mim e, ao trocar o Colorado pelo Vasco, pediu a minha contratação.

O Vasco daquele tempo só tinha fera: Bellini, Orlando, Coronel, Sabará, Pinga. Como você arrumou uma vaguinha naquele time?

Cheguei a São Januário no dia 1º de abril de 1961 e, no meu primeiro treino, fiz três gols, no primeiro tempo, pelo time reserva, que tinha Brito, Maranhão e Alcir Portela. Com aquele meu feito, o presidente vascaíno, o João Silva, mandou fazer logo o meu contrato.

Quando você chegava, Vavá (Atlético de Madrid), e Almir (Corinthians) saíam. Facilitou a sua vida…

Eu era um garoto interiorano no meio de cobrões, mas fui logo me enturmando, melhorando. A concorrência era dura, pois o Vasco tinha outros três bons centroavantes: Pacoti, Wilson Moreira e um que não me lembro agora.

Como foi sua estréia?

Uma semana ou duas depois da minha chegada. Joguei só dez minutos contra o Santos de Pelé, pelo Torneio Rio-São Paulo. O Pepe fez um gol, do meio do campo, mas o Sabará empatou e o Wilson Moreira desempatou. Ganhei um salário de bicho.

Quando você herdou a vaga de titular no Vasco?

Numa excursão à Europa, fiz 12 gols em 11 jogos, mas só virei titular no Campeonato Carioca de 1961. O meu primeiro gol, no Rio, foi sobre o Pompéia, goleiro do América. Fora do Rio, nos 3 x 1, contra o América-MG. Depois, fiz cinco gols, em Uberlândia, e dois contra o Vila Nova-GO. Também marquei conta o Atlético-GO. Em amistosos, fui me revelando o artilheiro de que o Vasco precisava.

Qual foi o seu primeiro time-base no Vasco?

Barbosa; Paulinho de Almeida, Bellini, Barbosinha e Coronel; Nivaldo e Lorico; Sabará, Saulzinho, Roberto Pinto e Da Silva (Tiriça).
O grande ano no Vasco…Foi 1962, quando fui o artilheiro do Campeonato Carioca, com 18 gols, em 19 jogos. Só fiquei fora de três. Eu estava cotado para a seleção brasileira que foi bi, no Chile, mas tive um problema de garganta, que exigiu cirurgia, e uma forte distensão na virilha. Esta me deixou um mês e meio parado, sem qualquer condição física para jogar.

O Dida, do Flamengo, era seu grande concorrente?

A concorrência pela artilharia era muito pesada. Tinha também o Henrique, do Flamengo, o Quarentinha, o Amoroso e o Amarildo, do Botafogo, o Rodarte, do Olaria, e muitos outros.
E a grande glória da temporada seguinte?No início de 63, vencemos um torneio, no México, muito famoso, na época, e eu marquei quatro gols. Goleamos Oro, o campeão nacional, por 5 x 0, e empatamos, por 1 x 1, com o Guadalajara. Jogamos, também, contra um clube argentino, contra o América, o time das massas mexicanas, e o Dukla, de Praga, que tinha o Masopust e aquela raça toda que esteve na seleção da Tchecoslováquia que pegou o Brasil na final da Copa de 62.
O seu Vasco não ganhou títulos nacionais…Ganhamos disputas internacionais, como o Torneio Ramon de Caranza, na Espanha, o Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro, uma disputa no Chile, vencendo, inclusive, aquele fabuloso Peñarol, de Maidana, Sacia, Spencer, Jóia, etc, e o torneio mexicano que já me referi, o qual nenhum time estrangeiro havia ganho ainda. Em 62, não fomos campeões cariocas porque perdemos quatro pontos para o Olaria.

Que história é esta?

Levamos um olé do Olaria, dentro de São Januário. Fiz um gol, de saída, mas eles viraram, para 3 x 1, no segundo tempo. Quando jogamos na Rua Bariri, um gol de falta, no final da partida, nos liquidou. Terminamos a três pontos do campeão, o Botafogo.

No início de 1966, você deixou o Vasco e voltou para a sua terra. Por quê?

Eu estava com 28 anos, tinha convites do Benfica e do Bahia, contra o qual marquei dois gols, em um amistoso, em Ilhéus. Mas coloquei o lado familiar na frente, pois a minha mulher, também de Bagé, tinha muito medo, não se sentia bem no Rio. Então, decidi voltar.

Já que você falou no Benfica, se lembra de quê?

Em 1965, o Vasco o trouxe ao Rio, para um amistoso. Marquei um dos meus gols mais bonitos. Até olhei para o pé de onde saíra o chute, conferindo se fora verdade. Recebi um passe, dei um corte em um marcador e soltei a bomba, quase da intermediária. Eu era rápido dentro da área, mas não chuva muito forte, de longe. Foi um grande jogo, 1 x 1, com o Eusébio fazendo o gol deles.

O seu nome era muito gritado pela torcida vascaína?
Quando eu fazia gols, o Maracanã vinha abaixo. Em 1962, fui o dono da casa, sem ser jogador de rush. Mas tinha rapidez, batia bem de perto, driblava fácil e raciocinava rápido, quando estava marcado. Quando eu fazia dupla de ataque com o Célio, eu avisava: parte que vou lançar. Eu recebia a bola de costas para o ataque, tocava para ele, que tinha velocidade e, assim, fizemos muitos gols.

Como era o Sabará?

Uma figura! Brigava o jogo todo conosco e com o adversário. Xingava, pois não queria ver ninguém parado.
A sua grande partida?

Contra o Flamengo, pelo Torneio do IV Centenário do Rio, em janeiro de 1965. Fizemos 4 x 1. Outra grande? Contra o Peñarol, base da seleção uruguaia. Deixei dois.
Você só vestiu a camisa da seleção brasileira quando voltou para o Guarany…O Carlos Froner, técnico do Grêmio, me convocou para a seleção gaúcha que representou o Brasil na Taça O´Higgins, contra o Chile, em 1966. Joguei 30 minutos em uma partida e mais 15 na outra. Fomos campeões.

Se Pelé jogasse hoje…

Faria dois mil gols. O quarto-zagueiro e os laterais se mandam. Se, contra zagueiros plantados, fez o que fez, imagine agora. Para se entrar na área, teria que ser muito rápido, ou perdia as canelas.

Seu marcador mais difícil?

O Luís Carlos, do Flamengo. O Jadir (do Botafogo) também era duro. Chegavam junto, mas não eram desleais.

O gol mais bonito?

Contra o América, do México, em 1963. O Sabará cruzou, da direita, a bola bateu no chão, veio no meu peito, e peguei de bicicleta, antes da chegada do zagueiro. Foi capa na revista mexicana Futbol

O que pesa mais no futebol jogado hoje?

Bom preparo físico é 70%, no mínimo, do necessário para se jogar. Mas quem decide ainda é cara talentoso.

No seu tempo, ganhava-se pouco, mesmo?

Quando cheguei ao Vasco, o maior salário era o do Bellini, US$ 8 mil. Hoje, qualquer juvenil está ganhando isso.

A sua seleção brasileira…

Barbosa; Paulinho de Almeida, Brito, Fontana e Oldair; Carlinhos e Gérson; Sabará, Célio, Pelé e Zagallo. Acho que eu pegaria uma reservinha.

Pérolas nas ondas do rádio

Carlos Drummond de Andrade, em suas digressões como sempre poéticas e profundas, se refere aos cronistas esportivos como “bem aventurados que insistem em explicar o inexplicável e racionalizar a loucura”. Usaram e usam frases e termos que analisarmos do ponto de vista usual, foge dos padrões rotineiros no mundo da comunicação. Aliás, só fica aceitável falando aos microfones. No dia-a-dia, não só o diálogo simples ou em âmbito familiar soa como um pedantismo ridículo e alvo de gozações. Vamos às frases e os comentários ficam por conta de vocês:

“Cobrou o escanteio de pé trocado” :

“O placar passou em brancas nuvens”:

“O centro-avante tem cheiro de gol”:

“Escanteio de mangas curtas”:

“Público de regular para bom”:

“Empate com sabor de vitória”:

“A bola beijou o travessão”:

“Gol ao apagar das luzes”:

“A bola explodiu na barreira”:

“A bola procura o artilheiro”:

“O gol está amadurecendo”:

“A bola pegou no pé da trave”:

“Público se faz presente”:

“Vitória magra”:

“Chuva de gols”:

“Jogador prata da casa”:

Invariavelmente, para encerrar as jornadas, eles dizem com toda empáfia: “voltaremos numa outra oportunidade, se Deus assim o permitir, deixando carinhosamente o nosso ‘melhor muito obrigado’”. Fica apenas um comentário: Isso quer dizer que algumas vezes foram dados obrigados não muito bons!!!!
Rui Guimarães de Santa Catarina

O DIA 20 DE MAIO NO FUTEBOL

20/05/1966 – PEÑAROL 4 X 2 RIVER PLATE, em Santiago do Chile o Peñarol numa virada espetacular conquista á Taça Libertadores da América Onega e Scolari abriram vantagem para os argentinos mais o Peñarol comandados por Pedro Rocha virou o jogo com Spencer (2) Abbadie e Pedro Rocha.

20/05/1998 – REAL MADRID 1 X 0 JUVENTUS, em Amsterdam o Real volta a mandar na Europa e conquista o seu sétimo titulo da Copa dos Campeões da Europa com um gol de Mijatovic.

20/05/2004 – FRANÇA 0 X 0 BRASIL, em Saint Denis no mesmo palco do massacre de 1998 o Brasil enfrenta a França no jogo comemorativo dos 100 anos da FIFA.

20/05/2007 – Romário marca o seu milésimo gol em sua carreira no jogo contra o Sport pelo Campeonato Brasileiro em São Januário.