Guevara e o esporte

A lenda voltou a circular, nos últimos dias, em Buenos Aires. Por um lado, porque estamos recordando o quadragésimo aniversário da morte de Che Guevara e, por outro, porque os argentinos, fanáticos por futebol, parecem hoje enlouquecidos com o rúgbi, um dos esportes favoritos do mítico guerrilheiro.
Reza a lenda que, em agosto de 1961, o motorista do carro que conduziu Guevara à sua reunião secreta com o então presidente argentino, Arturo Frondizi, não sabia quem era o personagem que transportava, e tinha ordens de não lhe dirigir a palavra sobre política. Mas Guevara, que estava maquiado, perguntou-lhe no trajeto se ele sabia “como tinham se saído o CASI e o SIC”. E que o motorista, assustado diante da situação e por não saber o que essas siglas estranhas significavam, respondeu: “Sou motorista, senhor, de política não sei nada, peço que me desculpe”.
Reconstituições posteriores pareceriam indicar que esta situação jamais aconteceu, mas ela é ainda assim considerada possível porque Che não só havia sido jogador e jornalista de rúgbi mas também amou o xadrez, jogou futebol, tênis, golfe, pingue-pongue, basquete, beisebol, e praticou patinação, pesca, hipismo, tiro, alpinismo e remo; chegou a conquistar uma marca de 2,80m no salto com vara, em uma edição dos Jogos Universitários argentinos.
Em seu livro “Che, Periodista-Deportista, Pasión y Aventura”, o jornalista argentino Hernán Santos Nicolini afirma que Guevara chegou a praticar 26 esportes. “Foi o esportista asmático mais célebre da história, ainda que sua notoriedade não proviesse nem do esporte e nem da asma”, escreveu por sua vez o colega Ariel Scher, no livro “La Pátria Desportista”, no qual dedica um capítulo inteiro ao Guevara esportista.
Foi exatamente a asma de “Ernestito” que levou sua família, de classe média confortável, a deixar Buenos Aires e se instalar em Alta Gracia, Córdoba, à procura de um clima mais amável. E em Alta Gracia, mais por necessidade, para que a asma não o consumisse, Ernestito começou a se dedicar à natação, um esporte que herdou de sua mãe Célia e que aprendeu com lições do campeão argentino de estilo borboleta, Carlos Espejo.

Não demorou muito para que começasse a praticar os saltos dos acrobatas de um circo japonês ao qual admirou em numerosas tardes de Alta Gracia, se interessasse pelo montanhismo nas serras de Córdoba e aprendesse golfe, porque vivia a poucos metros de um campo de jogo e havia feito grande amizade com os caddies, segundo contou uma vez Ernesto Guevara de la Serna, seu pai. A nova casa em Córdoba estava a metros de uma quadra de tênis, esporte que também aprendeu graças às lições da filha do zelador das quadras, ao mesmo tempo em que praticava boxe e pingue-pongue.
Argentino até a raiz dos cabelos, Ernestito se apaixonou pelo rei futebol, mas quis se diferenciar de seus amigos, que eram fãs dos populares Boca Juniors ou River Plate, e por isso escolheu o Rosário Central, em homenagem a Rosário, sua cidade natal, na província de Santa Fé. Seu jogador favorito era Ernesto “Chueco” García, apelidado de “o poeta da canhota”. A asma o condenou ao posto de goleiro, que honrou em sua primeira grande viagem fora da Argentina, na companhia do inseparável amigo Alberto Granados, aquela jornada de iniciação relatada no filme “Diários de Motocicleta”, do brasileiro Walter Salles, com o mexicano Gael García Bernal encarnando um jovem Guevara.
Che ganhou dinheiro, casa, comida e transporte até Iquique jogando futebol no norte do Chile; jogou também com os leprosos da cidade de San Pablo, no norte do Peru, e chegou a viver um momento glorioso em Letícia, Colômbia, quando agarrou um pênalti em uma final de campeonato, ainda que seu time, treinado por ele e Granados, terminasse perdendo o título.

Em Cuba ele é conhecido e celebrado como grande impulsor do xadrez, e muitos de seus companheiros de guerrilha o recordam, na serra, sempre equipado de fuzil e tabuleiro. “O xadrez”, dizia Guevara, “é um passatempo, mas é também um educador do raciocínio, e os países que têm grandes equipes de enxadristas marcham também à frente do mundo em outras esferas mais importantes”. Inaugurou torneios, competiu com seus colegas, jogou partidas simultâneas com grandes jogadores, como Victor Korchnoi, Mikhail Tal e Miguel Najdorf, e até se deu ao luxo de vencer o grande mestre nacional cubano Rogelio Ortega.

Mas, na Argentina, a figura de Guevara como esportista está vinculada sobretudo ao rúgbi. Ele aprendeu a jogar com seu amigo Granados em Córdoba e, quando a família retornou a Buenos Aires, entrou para o San Isidro Club (SIC), um dos clubes de rúgbi mais poderosos do país. No entanto, sua passagem pelo time durou pouco, porque seu pai exerceu influência junto ao presidente do clube para que o proibisse de jogar, por causa da asma e de advertências médicas de que poderia morrer em campo. Obstinado, Guevara continuou jogando por outros clubes, primeiro o Yporá e depois o Atalaya, nos quais se destacava pelo tackle duríssimo, o que lhe valeu o apelido de “Furibundo Serna”, pelo sobrenome de sua mãe.
A lembrança de que ele foi também jogador de rúgbi provocou nos últimos dias alguns protestos entre os setores mais conservadores desse esporte, hoje mais popularizado, mas historicamente vinculado com as classes abastadas, que simplesmente detestam o Guevara comunista. Mas Che, que também foi cronista esportivo e correu atrás dos esportistas argentinos nos Jogos Pan-americanos do México em 1955, e cujo rosto aparece nas tatuagens célebres de Diego Maradona ou Mike Tyson, é hoje uma figura corrente nos campos de futebol, onde os torcedores costumam portar bandeiras e cartazes que mostram seu rosto.
[img:guevara.jpg,full,centralizado]

Autor:Por: Ezequiel Fernández Moores
Inserido por Edu Cacella

St.Pauli e a política!!!!

St. Pauli é um bairro portuário que fica ao norte de Hamburgo, na Alemanha. Do mesmo modo que o Livorno na Itália, St. Pauli é um dos bairros mais antifascistas da cidade de Hamburgo. Neste artigo falaremos da história da torcida de sua equipe de futebol: o FC St. Pauli. Que expulsaram, na base do confronto físico, todos os fascistas de seu Estádio, o Millentorn. E como diria a banda alemã “Stage Bottles”: “A violência não é o único caminho, mas é o único que muitos entendem. Fuck Fascism!”.

No final dos anos 70 os neonazistas, de forma similar a outros países (especialmente na Inglaterra), começam a se infiltrar nos estádios de futebol de Hamburgo, que até então não tinha nenhum caráter político, tomando em pouco tempo o controle dos estádios graças a sua grande organização. A partir de então eles começam a se situar no “Bloco E” da Curva Norte, por esse motivo muitos torcedores deixam de ir aos estádios. Essas organizações fascistas, que ainda hoje continuam na ativa (como “FAP”, “NF” ou o mais velho partido nazista alemão “NDP”), eram capazes de criarem torcidas organizadas de caráter neonazista como os “Borussenfront” em Dormunt ou os “Hertafrösche” em Berlim. Muitos dos importantes líderes destes grupos eram militantes de partidos neonazistas. Suas zines, bandeiras e outros materiais eram dessa mesma influência política, assim como os hinos que cantavam nos estádios. Não tardou para a polícia interceptar, nesse mesmo ano, uma circular interna escrita pelo líder nazista Michael Kühnen, na qual dizia que “o futebol devia ser um campo de captação de recrutas para o movimento nazista alemão”.

Por outro lado, ao norte da cidade, no bairro de St. Pauli, dar-se início a uma série de acontecimentos significativos para a história do bairro: os “squatters” se multiplicam em muito pouco tempo e as baixas rendas que pagavam pelos tetos fazem com que a maioria dos habitantes da esquerda de Hamburgo se desloque para o bairro de St. Pauli, trazendo consigo, claro, um aumento no número de espectadores do Millentorn (estádio do St. Pauli) que até então não superava os 2000 afiliados.
O FC St. Pauli sempre foi uma equipe modesta, limitando-se apenas a jogar na Bundesliga, e quase sempre jogou na segunda e terceira divisão alemã. Seu estádio, o Millentorn, conta com uma capacidade de 21000 espectadores. Por volta de 1985 começa-se a notar esse crescimento na torcida do St. Pauli. Em apenas um ano a equipe começou a dobrar o número de sócios, passando para 4000 afiliados. Já em 1989 começam a se organizar de um modo mais efetivo os primeiros grupos de torcida do St. Pauli. Em 1991 editam um vídeo sobre eles mesmos em sua passagem pela Bundesliga, feito que voltariam a realizar em 1997. Também começam a organizar seu meio de comunicação próprio, o famoso “Millentorn Roar!”, que atualmente tem uma tiragem de mais de 30000 números, tornando-se assim a revista de torcidas com maior tiragens do mundo.

Mas não avancemos tanto, pois como já dissemos, pouco a pouco a massa do St. Pauli vai aumentando, chamando a atenção da extrema-direita. Em 1988 após uma disputa entre Alemanha e Holanda em Hamburgo, alguns fascistas decidem, para celebrar a vitória da seleção alemã, acabar com a Haffenstrabe, conjunto de okupas situada em St. Pauli. A resposta do bairro é incrível: avançaram em fúria contra os fascistas, confrontando-se fisicamente com eles; os nazistas sofreram numerosas perdas. Depois deste fato, mais e mais antifascistas uniram-se à torcida do St. Pauli. Porém, neste momento, o verdadeiro motivo de sua organização foi para lutar contra os projetos mesquinhos da diretoria do clube, que queria transformar o St. Pauli em um “time grande” à custa da população. Eles planejaram um mega-projeto esportivo que necessitava, como infra-estrutura, milhões de marcos… um estádio novo, um centro comercial, uma cidade esportiva… Enfim, isto supunha o encarecimento do preço dos tetos, o desalojamento das casas okupas, maior controle policial na zona, aburguesamento do bairro etc., e as torcidas do St. Pauli se organizaram para impedir este projeto. Foram ao estádio e fizeram uma série de manifestações, agitando cartazes e bandeiras. O clube então cedeu e as coisas ficaram como estavam. Era a segunda grande vitória, em tão pouco tempo, ganhada pela torcida do St. Pauli, esse foi o verdadeiro começo do que viria depois: deslocamentos de milhares de torcidas organizadas para ver o St. Pauli jogar por toda a Alemanha, o reconhecimento das torcidas estrangeiras (Celtic Glasgow, Athletic de Bilbao etc.) e a perplexidade dos meios de comunicação pela “estranha” torcida do St. Pauli (comunistas, anarquistas e antifascistas em geral), pelas bandeiras de Che tremulando no Estádio de Millentorn e pelos hinos antifascistas cantados por toda a sua torcida. O movimento contra-cultural também se fez presente: punks e skinheads antifascistas prestaram toda a sua solidariedade ao time do St. Pauli, formando inclusive algumas torcidas organizadas.

No início dos anos 90 torcedores antifascistas começaram a se organizar em torno do St. Pauli, surgindo assim o primeiro deles: o “St. Pauli Fans”. Nesse mesmo ano, surgiu também o “St. Paulianer”, que era uma torcida organizada que agrupava todo o tipo de juventude antifascista, contendo em suas fileiras um grande número de skinheads libertários, Redskins e SHARP. Sobre esta torcida ocorreu um fato curioso no final dos anos 90, quando os torcedores do “St. Paulianer” foram a Nuremberg, assistir à partida de seu time, se confrontaram fisicamente com os fascistas. A imprensa e as pessoas leigas ficaram completamente surpreendidas ao ver uma “encarniçada briga de rua entre skinheads de esquerda contra skinheads de direita”. Existia também uma outra torcida denominada “BAFF” (Bündnis Antifas chistischer FusballFans). Entretanto, como já dissemos, o St. Pauli também contava com um grupo de torcedores fascistas que faziam manifestações políticas dentro do Estádio de Millentorn. Em todos os campos que iam, os neonazistas se mobilizavam para enfrentar os torcedores do St. Pauli. Mas a união entre as torcidas antifascistas do St. Pauli resultou na vitória final contra o eixo nazista. As brigas foram continuas e selvagens, mas no final de tudo as torcidas organizadas do St. Pauli limparam seu estádio da sujeira nazi-fascista, os expulsaram na base da violência (a única linguagem que os fachos conhecem). Também são famosos seus confrontos com os fascistas de Hamburgo, Berlim e Borussia Dortmund. Seu reflexo em outras torcidas alemãs é incrível, seguiram seus exemplos outras torcidas como as do Schalke 04, Kaiserlauntern e Mainz.

Enfim, a ideologia no seio do St. Pauli, tanto dos torcedores como da própria equipe, é o antifascismo. Foram os primeiros a organizar partidas contra o racismo, convidando imigrantes a participar. Até pouco tempo, a torcida e a equipe protestaram contra a guerra dos EUA no Iraque, levantando faixas com os dizeres: “FUCK THE WAR!”. Atualmente, o St. Pauli conta com dezenas de grupos organizados que animam regularmente a equipe (todos eles antifascistas, claro!) distribuídos entre a Curva Norte e a “Gegengerade”, que é a parte do estádio situada em frente à tribuna central. Todos eles animam de pé os 90 minutos da partida. Seu lugar de encontro é o ?Fanlanden?, uma espécie de lugar clandestino onde se reúnem todas as torcidas do St. Pauli, e onde se distribuem material do grupo e da equipe, elaboram a fanzine, reúnem bandeiras, discutem futebol e política e, naturalmente, tomam algumas cervejas. Também tem um programa de rádio próprio onde retransmitem diretamente todas as partidas que o St. Pauli joga fora de casa.
Nos últimos anos, as torcidas ficaram muito contentes porque o St. Pauli e o 1.FCN regressaram à primeira divisão juntos, enquanto o Waldhof Mannheim, que é conhecido por suas torcidas fascistas, caiu para a segunda divisão.

[img:st_pauli.jpg,full,centralizado]

COPA DA ESPANHA EM 1982 A COPA DAS GRANDES SURPRESAS! SE NÃO FOSSEM ELAS PODERIA SER DIFERENTE

Bem em todas as Copas do Mundo realizadas até hoje, sempre temos algumas surpresas, tanto com relação a zebras, tanto com futebol bem jogado que encanta a todos no mundo da bola, vide a Hungria em 54, o Brasil de 70, a Holanda de 74 e o Brasil de 82 por exemplo. Na Copa da Espanha houve uma serie de surpresas que para mim esta foi a Copa do Mundo que venceu todas as outras no quesito até agora.

Começamos com o jogo de abertura quando a Argentina de Diego Maradona debutando em mundiais perde para a Bélgica por 1 x 0. Seguindo o tour das surpresas e na primeira rodada de jogos tivemos a derrota da Alemanha para á Argélia por 2 x 1, o empate da anfitriã Espanha por 1 x 1 contra Honduras e até uma surpresa diferente a goleada histórica até hoje em Copas da Hungria diante El Salvador por 10 x 1.

Na segunda rodada tivemos mais resultados surpreendentes como o empate da Polônia com Camarões por 0 x 0, no jogo entre França e Kuwait com os franceses vencendo por 4 x 1 tivemos um gol legitimo dos franceses anulado por um xeque.

Na terceira roda a final da fase de classificação tivemos o empate da Itália diante Camarões por 1 x 1, e a Irlanda do Norte vencendo á Espanha por 1 x 0.

Na segunda fase as surpresas continuaram e como estavam soltas, ninguém esperava que a Itália que vinha de três empates seguidos fosse vencer Argentina e Brasil e vencesse o grupo, a outra foi que a Inglaterra não vencesse a Espanha e eliminasse a Alemanha, mais o English Team apenas empatou em 0 x 0 e adeus.

E terminou com a Itália a grande campeã como mais uma surpresa já que ninguém apostava muito na Squadra Azzurra no inicio do mundial, nem mesmo os italianos e sua mídia acreditavam muito devido ao escândalo da loteria esportiva do cálcio que levou até Il Bambino Paolo Rossi a prisão e sair para ser o grande herói da conquista italiana.

O QUE PODERIA SER DIFERENTE?

Bem se a Itália vencesse a sua chave na primeira fase não cruzaria com o Brasil.

A chave seria Brasil, Bélgica e Polônia e ai será que teríamos chances de passar?

A chave da Itália se esta fosse primeira seria: Itália, União Soviética e Argentina e ai como se sairia a Itália e a própria Argentina contra os gélidos soviéticos.

A chave da Inglaterra não teria a Espanha se esta terminasse sua chave em primeiro lugar, e sim a Irlanda do Norte ou Iugoslávia e mais a Alemanha.

Na chave da França teríamos a Espanha no lugar da Irlanda do Norte e mais a Áustria será que os franceses passariam fácil como passaram?

Bem são perguntas difíceis por que o tempo não volta e o passado não se pode alterar somente em nossas imaginações.

Fonte: Texto Galdino Silva

Mazurkiewicz, o polaco goleiro do Uruguai

No Brasil, exceção à torcida do Atlético Mineiro, ele é lembrado por um dos lances mais conhecidos do futebol: a sensacional meia-lua de Pelé sobre ele na semifinal entre Brasil x Uruguai Copa de 70, que infelizmente para nós, brasileiros, não terminou em gol.
[img:pele70uruguai.jpg,resized,vazio]

Porém, Mazurkiewicz é um ícone no futebol uruguaio, equiparando-se a nomes como Roque Máspoli e Rodolfo Rodriguez.

Filho de um imigrante polonês, Ladislao Mazurkiewicz Iglesias nasceu em 14 de fevereiro de 1945 em Piriápolis. Começou a jogar em 1962 no Racing Club de Montevidéu e, mesmo atuando num time pequeno, foi convocado para a seleção uruguaia juvenil, ajudando a equipe a conquistar o sul-americano da categoria, em 1964. Suas atuações, nas quais demonstrava agilidade e segurança, chamaram a atenção dos dirigentes do Peñarol e logo ele foi contratado por 500 mil pesos para ser reserva de Maidana.

Sua primeira prova de fogo ocorreu em 1965 quando o Peñarol disputou a partida-desempate das semifinais da Libertadores da América contra o Santos. Maidana teve problemas disciplinares e foi afastado. Sua atuação no Monumental de Nuñez foi sensacional e com a vitória por 2 a 1 o time garantiu vaga na final contra o Independiente. Infelizmente, o Peñarol perdeu a decisão. Mas ganhou um novo goleiro, pois Mazurkiewicz nunca mais perdeu a titularidade.

Em 1966, o Peñarol venceu a Libertadores e foi campeão mundial interclubes ao bater o Real Madrid por 2 a 0, no Santiago Bernabeu, repetindo o placar do primeiro jogo em Montevidéu. Mazurkiewicz foi protagonista de uma defesa inesquecível ao defender um tiro de Amâncio à queima-roupa. Também naquele ano, defendeu a Celeste na Copa do Mundo da Inglaterra, onde os uruguaios foram até as quartas-de-final, sendo eliminados pela Alemanha.

Mas no ano seguinte, ajudou o Uruguai a conquistar o Campeonato Sul-Americano de Seleções. E ainda em 1967 obteve um recorde, até agora não superado no seu país, ao permanecer 985 minutos sem tomar gols.

Na Copa de 70, Mazurkiewicz atingiu seu ápice. Fez uma partida memorável contra URSS pelas quartas-de-final e só não conseguiu parar o fantástico Brasil de Pelé, Rivelino, Jairzinho e Cia. O Uruguai terminou em quarto lugar, mas ele foi considerado o melhor goleiro da competição – o último uruguaio a conseguir tal façanha.
Na Copa de 1970, contra o Uruguai, Pelé aplicou um inacreditável drible de corpo no goleiro Mazurkievicz e chutou para fora. O Brasil venceu por 3 a 1, mas até hoje a partida é lembrada pelo lance. Foi o mais belo gol perdido da história do futebol.

Em 1972, transferiu-se para o Atlético Mineiro. Chegou com pompa de ídolo e uma aposta dos dirigentes para conquistar a torcida feminina de Minas, cujos olhos voltavam-se à época para os cabelos loiros e olhos claros de Raul, goleiro do rival Cruzeiro. Apesar de ter defendido a meta atleticana com correção, não ficou marcado por grandes atuações.

Em 1974, defende o Uruguai pela terceira e última vez numa Copa do Mundo, mas como o restante da equipe, sucumbe ao carrossel holandês. Depois do Mundial, transfere-se para o Granada, da Espanha. Por problemas de documentação, jogou poucas partidas. Voltou em 1976 à América do Sul para atuar pelo América de Cali. Em 1980, aos 35 anos, retornou ao Peñarol, mas logo pendurou as luvas e até hoje dá saudades nos torcedores do Peñarol.

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE FIGURINHAS

[img:Official_Album.jpg,resized,vazio]

Nem Pacaembu em dia de jogo do Timão, nem domingão na praia, nem circo. Quando eu era pequeno, meu programa preferido era acompanhar meu pai ao trabalho dele, na padaria. Eu ajudava a fazer pão, a carregar caçulinhas e comia muita coisa boa. Era a padoca Santa Marcelina, no Brooklin (SP). Sabe quem ia lá? Roberto Rivelino, que gostava da simpatia e o bom papo de papai. O bigode me deu uma bola autografada, um vinho de sua grife particular e sempre nos deixava entrar no vestiário da “Seleção de Masters”, do Luciano do Valle.

Uma das coisas boas dessas excursões era poder ficar pertinho das caixas de chiclete Ping-Pong e pegar quantos eu quisesse. Menos pela goma e mais pelo que ela trazia: figurinhas da Copa, lembra? Ainda me recordo da alegria de desembrulhar o Éder (que, sei lá por que, acabou virando Éder Aleixo; na minha época era só Éder) e finalmente completar o Brasil de 82. Quem tem aquele álbum levanta a mão aí.

Naranjito, Mora (goleiro de El Salvador), N’Kono (de Camarões), Dasaev, Aleinikov e Demianenko (da URSS), Litibarski (Alemanha Ocidental), Butragueño (Espanha), Colovatti, Conti e Tardelli (Itália)… Putz, que saudade… Nada pode ser mais inesquecível do que passar um dia nos bastidores do trabalho do pai e ainda por cima tirar a figurinha do Éder.

Pois dias atrás acho que dei um presente desses pra minha filha. Deixei-a faltar na escola e levei-a comigo à Panini, que produz as (difíceis de achar, segundo meu amigo Fábio Altman) figurinhas da Copa de 2006. Para mim era trabalho; eu ia entrevistar o presidente da empresa para a revista “IstoÉ Dinheiro”. Para minha pequenina, pura farra. Só que eu acabei me divertindo à beça também. Vi como funciona a fantástica fábrica de figurinhas e fiz todas aquelas perguntas que a gente se faz quando coleciona cromos:

Será que os caras guardam os craques para vender só lá na frente, depois que a gente já gastou uma fortuna comprando repetidas?
Quem define os jogadores que vão para o álbum, já que ele é sempre lançado bem antes de os técnicos soltarem a lista final dos convocados?

Vou contar procês o que me explicaram e o que eu vi lá.

O José Eduardo Martins, presidente da Panini, jurou que não existem figurinhas difíceis. Sai tudo na mesma quantidade e eles não escondem Ronaldinhos, Henris e Riquelmes. A produção é mais ou menos assim:

Fase 1
A figurinhas chegam de uma gráfica terceirizada já impressas. Uma enorme folha de papel traz, lado a lado, todas os 596 cromos. A disposição deles na folha é calculada por computador.

Fase 2
A enorme folha entra em uma máquina que a corta e diversos pedaços menores com 20 figurinhas cada um. Eles chamas essas folhas menores de pranchas.

Fase 3
Uma outra máquina embaralha as pranchas e as faz uma grande pilha com elas. Uma terceira máquina dá o último corte, parindo as figurinhas individuais. É complicado explicar, mas é por causa desses cortes e desses embaralhamentos que nunca vêm figurinhas repetidas no mesmo pacotinho, diz o Martins.

Fase 4
Mais uma máquina – sempre elas – empacota as figurinhas.

Fase 5
Enfim, mãos humanas (sempre femininas) separam os pacotinhos em bolos de 50, envolvem tudo em um filme plástico e guardam em caixinhas de papelão.

Fase 6
Uma outra empresa terceirizada entrega o ouro às bancas de jornal.

Certo dia , um jornaleiro da Avenida Paulista me contou que as figurinhas da Copa estavam saindo como pão quente (da Santa Marcelina?). Ele havia recebido 800 pacotinhos (sexta) de manhã. “E não durou nem até a hora do almoço”, disse.

Sorte que, além de boas lembranças e muita diversão, na época o passeio/trabalho à Panini me rendeu um álbum da Copa 2006 + todas (TODAS!) as figurinhas. Só veio uma repetida, o escudo da Holanda.
Por Christian Cruz
fotolog.terra.com.br/caroco:4

DEU PIOLHO NA JUBA DO LEÃO NA FINAL DO CAMPEONATO BAIANO DE 1974

No dia 18 de Dezembro de 1974 no Estádio da Fonte Nova, quase 60.000 pagantes foram prestigiar mais um Ba-Vi decisivo, de um lado o Bahia que lutava pelo bicampeonato e do outro o Vitória tentando retomar á hegemônia do futebol da Bahia, além de ter um time mais forte tecnicamente que vinha de uma excelente participação no campeonato brasileiro quando ficou na oitava colocação e ter uma linha de ataque que fazia qualquer defesa tremer de medo, com Osni, André Catimba e Mario Sérgio, no meio campo Denilson, Gibira e Washington davam o toque refinado nas jogadas concluidas pelo trio de ataque, na defesa o rubro-negro da boa terra, tinha no gol Joel Mendes, Vavá e Valter na zaga não afinavam diante dos atacantes rivais e Jorge Valença na lateral esquerda jogava duro e ainda subia ao ataque, do lado tricolor Zé Luis era um arqueiro de que quando estava no dia não passava nada nem vento, e que foi o caso neste dia 18 de dezembro de 1974, a defesa tinha Sapatão e Altivo e o polivalente e xodó da torcida Baiaco davam tranquilidade, no meio Fito e Douglas jogavam e armavam o ataque que era um dos grandes problemas do Bahia naquela ano, formado por Thirson Chiquitita, Piolho e Marquinhos que se revezava com Jorge Campos e um jovem e promissor talento o jogador Alberto Leguelé que defendeu o Seleção Brasileira no Pré-Olimpico de 1976 e jogou no Flamengo, o Bahia entrou em campo naquela tarde sabendo que o jogo seria dificil e que o Vitória era o favorito mais como em classíco não reza esta cartilha de favoritismo o jogo começa quente, logo aos 2 minutos numa arrancada de Jorge Valença o Vitória, quase abre o placar com André cabeçeando para defesa espetacular de Zé Luis, Sapatão zagueiro tricolor cai no campo e é atendido, na cobrança de escanteio a bola sobra para Gibira que mando para a meta e Zé Luis novamente espalma para escanteio, a pressão é grande a torcida do Vitória grita o nome do time, são 5 minutos, Gibira vai para a cobrança do corner, a zaga tira e a bola sobra para Fito que se livra de Washington e lança Thirson que parte para cima de Jorge Valença que fica atortoado com os dribles, Denilson chega para ajudar e é driblado também, Valter sai no desespero Thirson já está na grande aréa e dribla o zagueiro, Vavá sai ao seu encontro e Joel Mendes fecha o ângulo, mais Thirson rola para Piolho que ainda domina a bola que se ergue com o toque do atacante antes dela quicar no gramado ele imenda para as redes é o gol do Bahia, Piolho aos 6 minutos do primeiro tempo, festa nas arquibancadas, ANTONIO JESUINO DA SILVA nome de batismo de PIOLHO, revelado pelo Conquista Esporte Clube, no final da decáda de 60, foi contratado pelo Cruzeiro e retornou á Bahia em 1973, para defender o Bahia clube pelo qual jogou até 1975, com este gol histórico ele entrou para a galeria de herois do Bahia, e ao lado de Zé Luis foram os grandes nomes da partida, já que a pressão do Vitória aumentou e no final do primeiro tempo o ponta esquerda Marquinhos fora expulso, no segundo tempo o Vitória veio para cima do Bahia como uma tsunami, o Bahia só na defesa e quando dava explorava os contra-ataques com Thirson e Piolho que saiu para dar lugar a Alberto Leguelé que quase aumentou o placar numa roubada de bola mais Joel Mendes se atirou aos seus pés para evitar o gol do Bahia, ao quese viu até o apito do arbitro foi varias tentativas de gols do rubro-negro com Osni e André Catimba mais de nada adiantou o torcedor do Vitória coçava a cabeça desesperadamente se irritava com as chances de gols paradas nas mãos de Zé Luis, fim de jogo Bahia é bicampeão a massa invade o gramado e o Leão da Barra como é chamado o Vitória saiu com a cabeleira coçando, e coçando muito por que deu Piolho na juba do leão, foi um só mais vez um estrago muito grande na cabeça do torcedor e no time do Vitória.

Fonte: Texto Galdino Silva
Detalhes do Jogo por Jorge Sanmartin grande icone do radio esportivo da Bahia.

Assunto: As grandes finais da Libertadores dos anos 60

Resolvi encaminhar estas finais porque tenho na lembrança o fabuloso time do Peñarol de 60/6l. Quatro anos depois ainda entraram Pedro Rocha e Hector Silva. O jogo de 1961 no Pacaembu foi aquele que no último minuto o Djalma Santos foi fazer uma graça e perdeu a bola. Gol de empate do Peñarol.

1960
Peñarol 1 Olimpia 0
Olimpia 1 Peñarol 1
Campeón: Peñarol (Uruguay)

Peñarol: L.Maidana, W.Martínez (Majewski), Salvador, Pino, N.Goncalves, W.Aguerre, L.Cubilla, Linazza, Spencer, Crescio y Borges. Olimpia: H.Arias, J.V.Lezcano, Arévalo, P.Rojas, C.Lezcano, M.Osorio, V.Rodríguez, Recalde, Doldán. P.Cabral y T.Melgarejo. Gol: Spencer(P). Estadio: Centenario(Montevideo). Juez: C.Robles(Chile). Expulsado: J.V.Lezcano. 12/06/1960.
Olimpia: H.Arias, Arévalo, J.Peralta, P.Rojas, C.Lezcano, E.Echague, V.Rodríguez, Recalde, Doldán, P.Cabral y T.Melgarejo. Peñarol: L.Maidana, W.Martínez., Salvador, Pino, N.Goncalves, W.Aguerre, L.Cubilla, Linazza, Spencer, Griecco y Borges. Goles: Recalde(O) y Cubilla(P). Estadio: Puerto Sajonia(Asunción). Juez: J.L.Praddaude(Argentina). 19/06/1960.

1961
Peñarol 1 Palmeiras 0
Palmeiras 1 Peñarol 1
Campeón: Peñarol (Brasil)

Peñarol: L.Maidana, W.Martínez, N.Cano, E.González, R.Matosas, W.Aguerre, L.Cubilla, E.Ledesma, Spencer, Sacía y Joya. Palmeiras:Waldir, Djalma Santos, Waldemar, Aldemar, Zequinha, Geraldo Da Silva, Julinho Botelho, Humberto, Geraldo Scotto, Chinezinho y Romeiro. Gol: Spencer(Pe). Estadio: Centenario(Montevideo). Juez: J.L.Praddaude(Argentina). 04/06/1961.
Palmeiras: Waldir, Djalma Santos, Waldemar, Aldemar, Zequinha, Geraldo Da Silva, Julinho Botelho, Romeiro(Nardo), Geraldo Scotto, Chinezinho y Gildo. Peñarol: L.Maidana, W.Martínez, N.Cano, E.González, R.Matosas, W.Aguerre, L.Cubilla, E.Ledesma, Spencer, Sacía y Joya. Goles:Nardo(Pal) y Sacía(Pe).Estadio: Pacaembú(San Pablo). Juez: J.L.Praddaude(Argentina). 11/06/1961.

1962

Peñarol 1 Santos 2
Santos 2 Peñarol 3
Santos 3 Peñarol 0
Campeón: Santos (Brasil)

Peñarol: L.Maidana, J.V.Lezcano, N.Cano, E.González, R.Matosas, Caetano, Rocha, Sacía, Cabrera(Moacyr), Spencer y Joya. Santos: Gilmar, Mauro, Calvet, Lima, Zito, Dalmo, Dorval, Mengalvio, Pagao, Coutinho y Pepe(Oswaldo). Goles: Spencer(P) y Coutinho(2)(S). Estadio: Centenario(Montevideo). Juez: C.Robles(Chile). 28/07/1962.
Santos: Gilmar, Mauro, Calvet, Lima, Zito, Dalmo, Dorval, Mengalvio, Pagao, Coutinho y Pepe. Peñarol: L.Maidana, J.V.Lezcano, N.Cano, E.González, R.Matosas(N.Goncalves), Caetano, Fernández Carranza(Matosas), Rocha, Sacía, Spencer y Joya. Goles: Dorval(S), Mengalvio(S), Spencer(2)(P) y Sacía(P). Estadio: Villa Belmiro(Santos). Juez: C.Robles(Chile). 02/08/1962. Oficialmente el partido terminó a los 51 minutos, por agresiones del público. Por temor, siguieron jugando 39 minutos extraoficiales, sin informarle al público. En ese lapso Santos igualó 3-3(gol de Pepe).
Santos: Gilmar, Mauro, Calvet, Lima, Zito, Dalmo, Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé y Pepe. Peñarol: L.Maidana, J.V.Lezcano, N.Cano, E.González, N.Goncalves, Caetano, Rocha, Matosas, Spencer, Sacía y Joya. Goles: Lezcano en contra(S) y Pelé(2)(S). Estadio: Monumental(Buenos Aires). Juez: Leo Horn(Holanda). 30/08/1962.

1963

Santos 3 Boca Juniors 2
Boca Juniors 1 Santos 2
Campeón: Santos (Brasil)

Santos:Gilmar, Mauro, Calvet, Dalmo, Zito, Geraldinho, Dorval, Lima, Coutinho, Pelé y Pepe. BOCA JUNIORS: Errea, Magdalena, Marzolini (Silveira), C.Simeone, Rattín, Silveira, Grillo, A.C.Rojas, Menéndez, Sanfilippo y A.M.González. Goles: Coutinho(2)(S), Lima(S) y Sanfilippo(2)(BJ). Estadio: Maracaná(Río de Janeiro). Juez:M.Bois(Francia). 04/09/1963.
BOCA JUNIORS: Errea, Magdalena, Orlando, C.Simeone, Rattín, Silveira, Grillo, A.C.Rojas, Menéndez, Sanfilippo y A.M.González. Santos: Gilmar, Mauro, Calvet, Dalmo, Zito, Geraldinho, Dorval, Lima, Coutinho, Pelé y Pepe. Goles: Sanfilippo(BJ), Coutinho(S) y Pelé(S). Estadio: Boca Juniors(Buenos Aires). Juez: M.Bois(Francia). 11/09/1963.

1964

Nacional 0 Independiente 0
Independiente 1 Nacional 0
Campeón: INDEPENDIENTE

Nacional: R.Sosa, Baeza, Emilio Alvarez, Ramos, Eliseo Alvarez, Méndez, D.Pérez, Douksas, Jaburú, Arias(Bergara) y Urruzmendi. INDEPENDIENTE: Santoro, Zerrillo, Rolan, Ferreiro, Acevedo, J.Maldonado, Bernao, Prospitti, L.Suárez, M.Rodríguez y Savoy. Estadio: Centenario(Montevideo). Juez:L.Horn(Holanda). 06/08/1964.
INDEPENDIENTE: Santoro, J.C.Guzmán, Rolan, Ferreiro, Acevedo, J.Maldonado, Bernao, Prospitti, L.Suárez, M.Rodríguez y Savoy. Nacional: R.Sosa, Baeza, Emilio Alvarez, Ramos, Eliseo Alvarez, Méndez, D.Pérez, Douksas, Jaburú, Oyarbide y Urruzmendi(Bergara). Gol: M.Rodríguez(I). Estadio: Independiente(Avellaneda). Juez: J.Dimas Larrosa(Paraguay). 12/08/1963.

1965

Independiente 1 Peñarol 0
Peñarol 3 Independiente 1
Independiente 4 Penarol 1
Campeón: INDEPENDIENTE

INDEPENDIENTE: Santoro, Navarro, Decaria, Ferreiro, Acevedo, J.C.Guzmán, Bernao, Mura, L.Suárez(de la Mata), Avallay y Savoy. Peñarol: Mazurkiewicz, C.G.Pérez, Varela, Forlán, N.Goncalves, Caetano, Ledesma, Rocha, H.Silva, Sacía y Joya. Gol: Bernao(I). Estadio: Independiente(Avellaneda). Juez: A.Yamasaki(Perú). Expulsado: Sacía(P). 09/04/1965.
Peñarol: Mazurkiewicz, C.G.Pérez, Varela, Forlán(R.Soria), N.Goncalves, Caetano, Ledesma, Rocha, Reznik, H.Silva y Joya. INDEPENDIENTE: Santoro, Navarro, Paflik, Ferreiro, Acevedo, J.Maldonado, Bernao, Mura, L.Suárez, Avallay(de la Mata) y Savoy. Goles: Goncalves(P), Reznik(P), Rocha(P) y de la Mata(I). Estadio: Centenario(Montevideo). Juez: A.Yamasaki(Perú). 12/04/1965.
INDEPENDIENTE: Santoro, Navarro, Decaria, Ferreiro, Acevedo, J.C.Guzmán, Bernao, Mura, de la Mata(Mori), Avallay y Savoy. Peñarol: Mazurkiewicz, C.G.Pérez, Varela, Forlán, N.Goncalves, Caetano, Ledesma, Rocha, Reznik(Sacía), H.Silva y Joya.Goles: Bernao(I), Avallay(I), Mura(I), Pérez, en contra(I) y Joya(P). Estadio: Nacional(Santiago). Juez: A.Yamasaki. Expulsados: Navarro(I), Ledesma(P) y Sacía(P). 15/04/1965.

1966

· Peñarol 2 RIVER PLATE 0
· RIVER PLATE 3 Peñarol 2
· Peñarol 4 RIVER PLATE 2

Campeón:

Peñarol (Uruguay)
Peñarol: Mazurkiewicz; Lezcano y N. Díaz; Forlán, Goncalves y Caetano; Abbadie, Cortés, Silva, Rocha y Joya. RIVER PLATE: Carrizo; Guzmán y Matosas; Sainz, Daniel Bayo y Vieitez; Cubilla, Sarnari, Loayza (Ermindo Onega), Daniel Onega y Solari. Goles: Abbadie (P) y Joya (P). Estadio: Centenario (Montevideo). Juez: Roberto Goicoechea (A). 14/5/1966.
RIVER PLATE: Carrizo; Guzmán y Matosas; Sainz, Sarnari y Vieitez; Cubilla, Solari, Daniel Onega (Lallana), Ermindo Onega y Mas. Peñarol: Mazurkiewicz; Lezcano y N. Díaz; Forlán, Goncalves y Cateano; Abbadie, Rocha, Spencer, Cortés y Joya. Goles: Ermindo Onega (2) (RP), Sarnari (RP), Spencer (P) y Joya (P). Estadio: Monumental (River Plate). Juez: Julio Codesal (U). 18/5/1966.
Peñarol: Mazurkiewicz; Lezcano y N. Díaz (T. González); Forlán, Goncalvezs y Caetano; Abbadie, Cortés, Spencer, Rocha y Joya; RIVER PLATE: Carrizo; Matosas y Vieitez; Sainz (Lallana), Sarnari y Grispo; Cubilla, Solari, Daniel Onega, Ermindo Onega y Mas. Goles: Daniel Onega (RP), Solari (RP), Spencer (2) (P), Matosas en contra (P) y Rocha (P). Estadio: Nacional (Santiago). Juez: Carlos Vicuña (Chile). 20/5/1966.

1967

RACING CLUB 0 Nacional 0
Nacional 0 RACING CLUB 0
RACING CLUB 2 Nacional 1
Campeón: RACING CLUB

RACING CLUB: Cejas; Perfumo y Rubén Díaz; Martín, Mori y Basile; Martinoli, Rulli, Raffo, Juan José Rodríguez y Maschio. Nacional: Domínguez; Manicera y Emilio Alvarez; Ubiña, Montero Castillo y Mujica; Espárrago, Viera, Celio, Rubén Sosa y Urruzmendi. Estadio: Racing Club (Avellaneda). Juez: César Orozco (Perú). 15/8/1967.
Nacional: Domínguez; Manicera y Emilio Alvarez; Ubiña, Montero Castillo y Mujica; Espárrago, Viera, Celio, Rubén Sosa y Urruzmendi. RACING CLUB: Cejas; Perfumo y Rubén Díaz; Martín, Mori y Basile; Joao Cardoso, Rulli, Cárdenas, Raffo y Maschio. Estadio: Centenario (Montevideo). Juez: César Orozco (Perú). 25/8/1967.
RACING CLUB: Cejas; Perfumo y Rubén Díaz; Martín, Mori y Basile; Joao Cardoso (Parenti), Rulli, Cárdenas, Raffo y Maschio. Nacional: Domínguez; Manicera y Emilio Alvarez; Ubiña, Montero Castillo y Mujica; Urruzmendi, Viera, Celio, Espárrago y Morales (Oyarbide). Goles: Joao Cardoso (RC), Raffo (RC) y Viera (N). Estadio: Nacional (Santiago). Juez: R. Pérez Osorio (Paraguay). 29/8/1967.

1968

ESTUDIANTES DE LA PLATA 2 Palmeiras 1
Palmeiras 3 ESTUDIANTES DE LA PLATA 1
ESTUDIANTES DE LA PLATA 2 Palmeiras 0
Campeón: ESTUDIANTES DE LA PLATA

ESTUDIANTES DE LA PLATA: Poletti; Spadaro y Malbernat; Fucceneco, Pachamé y Madero; Ribaudo (Lavezzi), Bilardo, Conigliaro, Flores y Juan Ramón Verón. Palmeiras: Waldir Peres; Baldocchi y Omar; Geraldo, Dudú y Ferrari; Suingue, Tupazinho, Servilio, Ademir da Guía y Rinaldo. Goles: Servilio (P), Juan Ramón Verón (ELP) y Flores (ELP). Estadio: Estudiantes (La Plata. Juez: Esteban Marino (U). 2/5/1968.
Palmeiras: Waldir Peres; Baldocchi y Osmar; Geraldo, Dudú y Ferrari; Suingue, Tupazinho, Servilio (China), Ademir da Guía y Rinaldo. ESTUDIANTES DE LA PLATA: Poletti; Spadaro y Malbernat; Fucceneco, Pachamé y Madero; Ribaudo, Bilardo, Conigliaro, Flores (Togneri) y Juan Ramón Verón. Goles: Tupazinho (2)(P), Rinaldo (P) y Juan Ramón Verón (EL). Estadio: Pacaembú (San Pablo). Juez: Esteban Massaro (Ch). 7/5/1968.
ESTUDIANTES DE LA PLATA: Poletti; Aguirre Suárez y Malbernat; Medina, Pachamé y Madero; Ribaudo, Bilardo, Conigliaro, Flores y Juan Ramón Verón. Palmeiras: Waldir Peres; Baldocchi y Osmar; Escalera, Dudú y Ferrari; Suingue, Tupazinho, Servilio (China), Ademir da Guía y Rinaldo. Goles: Ribaudo (ELP) y Juan Ramón Verón (ELP). Estadio: Centenario (Montevideo). Juez: César Orozco (Perú). 16/5/1968.

1969

Nacional 0 ESTUDIANTES DE LA PLATA 1
ESTUDIANTES DE LA PLATA 2 Nacional 0
Campeón: ESTUDIANTES DE LA PLATA

Nacional: Manga; Ancheta y Emilio Alvarez; Ubiña, Montero Castillo y Mujica; Cubilla, Prieto, Celio, Maneiro (Espárrago) y Morales. ESTUDIANTES DE LA PLATA: Poletti; Aguirre Suárez y Malbernat; Togneri, Pachamé y Madero; Rudzky (Ribaudo), Bilardo, Conigliaro, Flores y Juan Ramón Verón. Gol: Flores (ELP). Estadio: Centenario (Montevideo). Juez: Daniel Massaro (Chile). 15/5/1969.
ESTUDIANTES DE LA PLATA: Poletti; Aguirre Suárez y Malbernat; Togneri, Pachamé y Madero; Rudzky, Bilardo, Conigliaro, Flores y Juan Ramón Verón. Nacional: Manga; Ancheta y Emilio Alvarez; Ubiña, Montero Castillo y Mujica; Cubilla, Prieto, A. García (Silveira), Espárrago y Morales. Goles: Flores (ELP) y Conigliaro (ELP). Estadio: Estudiantes (La Plata). Juez: Javier Delgado (Colombia). 21/5/1969.

Saulzinho, do Vasco da Gama, o dono do Maracanã no início dos anos 60

[img:revista_do_esporte___saulzinho.jpg,resized,vazio]

Distensão na virilha impediu ex-vascaíno de ser parceiro de Pelé na Copa do Mundo

Ele foi o único atacante a obter uma média de gols superior a de Pelé, nas disputas estaduais da década de 60. Principal artilheiro do Campeonato Carioca de 1962, Saul Santos Silva, o Saulzinho, iniciou a sua sina de “matador” por volta dos 12, 13 anos de idade, em um areião, onde agora fica a Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, em Bagé-RS, disputando uma competição interna, nas manhãs de domingo. Com 15 anos, mesmo juvenil, já jogou e fez gol pelo time profissional do Bagé. Hoje, Saulzinho é advogado, na fronteira gaúcha com o Uruguai. Foi lá que ele voltou ao passado e “balançou a rede” para o Jornal de Brasília, em entrevista para Gustavo Mariani:

JBr – Você iniciou a carreira arrumando confusão?

Saulzinho – Eu tinha contrato de gaveta com o Bagé, mas o troquei pelo Guarany. Fiquei um ano sem poder jogar. Por volta de 1956/57, pude rolar a bola e acumular títulos municipais, até 1959. Em 60, o Guarany teve um time poderoso, vice-campeão gaúcho. Foi por ali que começou a minha história.

Como pintou o Vasco?

No início de 1961, o Guarany venceu o Internacional, duas vezes: 2 x 1, no Estádio dos Eucaliptos, em Porto Alegre, quando marquei o gol da vitória, e 4 x 2, em Bagé. No segundo jogo, não fiz gol, mas o técnico do Inter, o Martim Francisco, gostou de mim e, ao trocar o Colorado pelo Vasco, pediu a minha contratação.

O Vasco daquele tempo só tinha fera: Bellini, Orlando, Coronel, Sabará, Pinga. Como você arrumou uma vaguinha naquele time?

Cheguei a São Januário no dia 1º de abril de 1961 e, no meu primeiro treino, fiz três gols, no primeiro tempo, pelo time reserva, que tinha Brito, Maranhão e Alcir Portela. Com aquele meu feito, o presidente vascaíno, o João Silva, mandou fazer logo o meu contrato.

Quando você chegava, Vavá (Atlético de Madrid), e Almir (Corinthians) saíam. Facilitou a sua vida…

Eu era um garoto interiorano no meio de cobrões, mas fui logo me enturmando, melhorando. A concorrência era dura, pois o Vasco tinha outros três bons centroavantes: Pacoti, Wilson Moreira e um que não me lembro agora.

Como foi sua estréia?

Uma semana ou duas depois da minha chegada. Joguei só dez minutos contra o Santos de Pelé, pelo Torneio Rio-São Paulo. O Pepe fez um gol, do meio do campo, mas o Sabará empatou e o Wilson Moreira desempatou. Ganhei um salário de bicho.

Quando você herdou a vaga de titular no Vasco?

Numa excursão à Europa, fiz 12 gols em 11 jogos, mas só virei titular no Campeonato Carioca de 1961. O meu primeiro gol, no Rio, foi sobre o Pompéia, goleiro do América. Fora do Rio, nos 3 x 1, contra o América-MG. Depois, fiz cinco gols, em Uberlândia, e dois contra o Vila Nova-GO. Também marquei conta o Atlético-GO. Em amistosos, fui me revelando o artilheiro de que o Vasco precisava.

Qual foi o seu primeiro time-base no Vasco?

Barbosa; Paulinho de Almeida, Bellini, Barbosinha e Coronel; Nivaldo e Lorico; Sabará, Saulzinho, Roberto Pinto e Da Silva (Tiriça).
O grande ano no Vasco…Foi 1962, quando fui o artilheiro do Campeonato Carioca, com 18 gols, em 19 jogos. Só fiquei fora de três. Eu estava cotado para a seleção brasileira que foi bi, no Chile, mas tive um problema de garganta, que exigiu cirurgia, e uma forte distensão na virilha. Esta me deixou um mês e meio parado, sem qualquer condição física para jogar.

O Dida, do Flamengo, era seu grande concorrente?

A concorrência pela artilharia era muito pesada. Tinha também o Henrique, do Flamengo, o Quarentinha, o Amoroso e o Amarildo, do Botafogo, o Rodarte, do Olaria, e muitos outros.
E a grande glória da temporada seguinte?No início de 63, vencemos um torneio, no México, muito famoso, na época, e eu marquei quatro gols. Goleamos Oro, o campeão nacional, por 5 x 0, e empatamos, por 1 x 1, com o Guadalajara. Jogamos, também, contra um clube argentino, contra o América, o time das massas mexicanas, e o Dukla, de Praga, que tinha o Masopust e aquela raça toda que esteve na seleção da Tchecoslováquia que pegou o Brasil na final da Copa de 62.
O seu Vasco não ganhou títulos nacionais…Ganhamos disputas internacionais, como o Torneio Ramon de Caranza, na Espanha, o Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro, uma disputa no Chile, vencendo, inclusive, aquele fabuloso Peñarol, de Maidana, Sacia, Spencer, Jóia, etc, e o torneio mexicano que já me referi, o qual nenhum time estrangeiro havia ganho ainda. Em 62, não fomos campeões cariocas porque perdemos quatro pontos para o Olaria.

Que história é esta?

Levamos um olé do Olaria, dentro de São Januário. Fiz um gol, de saída, mas eles viraram, para 3 x 1, no segundo tempo. Quando jogamos na Rua Bariri, um gol de falta, no final da partida, nos liquidou. Terminamos a três pontos do campeão, o Botafogo.

No início de 1966, você deixou o Vasco e voltou para a sua terra. Por quê?

Eu estava com 28 anos, tinha convites do Benfica e do Bahia, contra o qual marquei dois gols, em um amistoso, em Ilhéus. Mas coloquei o lado familiar na frente, pois a minha mulher, também de Bagé, tinha muito medo, não se sentia bem no Rio. Então, decidi voltar.

Já que você falou no Benfica, se lembra de quê?

Em 1965, o Vasco o trouxe ao Rio, para um amistoso. Marquei um dos meus gols mais bonitos. Até olhei para o pé de onde saíra o chute, conferindo se fora verdade. Recebi um passe, dei um corte em um marcador e soltei a bomba, quase da intermediária. Eu era rápido dentro da área, mas não chuva muito forte, de longe. Foi um grande jogo, 1 x 1, com o Eusébio fazendo o gol deles.

O seu nome era muito gritado pela torcida vascaína?
Quando eu fazia gols, o Maracanã vinha abaixo. Em 1962, fui o dono da casa, sem ser jogador de rush. Mas tinha rapidez, batia bem de perto, driblava fácil e raciocinava rápido, quando estava marcado. Quando eu fazia dupla de ataque com o Célio, eu avisava: parte que vou lançar. Eu recebia a bola de costas para o ataque, tocava para ele, que tinha velocidade e, assim, fizemos muitos gols.

Como era o Sabará?

Uma figura! Brigava o jogo todo conosco e com o adversário. Xingava, pois não queria ver ninguém parado.
A sua grande partida?

Contra o Flamengo, pelo Torneio do IV Centenário do Rio, em janeiro de 1965. Fizemos 4 x 1. Outra grande? Contra o Peñarol, base da seleção uruguaia. Deixei dois.
Você só vestiu a camisa da seleção brasileira quando voltou para o Guarany…O Carlos Froner, técnico do Grêmio, me convocou para a seleção gaúcha que representou o Brasil na Taça O´Higgins, contra o Chile, em 1966. Joguei 30 minutos em uma partida e mais 15 na outra. Fomos campeões.

Se Pelé jogasse hoje…

Faria dois mil gols. O quarto-zagueiro e os laterais se mandam. Se, contra zagueiros plantados, fez o que fez, imagine agora. Para se entrar na área, teria que ser muito rápido, ou perdia as canelas.

Seu marcador mais difícil?

O Luís Carlos, do Flamengo. O Jadir (do Botafogo) também era duro. Chegavam junto, mas não eram desleais.

O gol mais bonito?

Contra o América, do México, em 1963. O Sabará cruzou, da direita, a bola bateu no chão, veio no meu peito, e peguei de bicicleta, antes da chegada do zagueiro. Foi capa na revista mexicana Futbol

O que pesa mais no futebol jogado hoje?

Bom preparo físico é 70%, no mínimo, do necessário para se jogar. Mas quem decide ainda é cara talentoso.

No seu tempo, ganhava-se pouco, mesmo?

Quando cheguei ao Vasco, o maior salário era o do Bellini, US$ 8 mil. Hoje, qualquer juvenil está ganhando isso.

A sua seleção brasileira…

Barbosa; Paulinho de Almeida, Brito, Fontana e Oldair; Carlinhos e Gérson; Sabará, Célio, Pelé e Zagallo. Acho que eu pegaria uma reservinha.