Casos da bola – Garrincha, João Saldanha e Pezão

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Garrincha, João saldanha e o zagueiro Pezão. Charge de Eklisleno Ximenes

Esta aconteceu mesmo e envolveu dois grandes personagens do nosso futebol: Mané Garrincha e João Saldanha. Aconteceu na época em que Garrincha estava no auge da carreira e era presença obrigatória em todos os jogos do Botafogo. Sem ele a cota reduziria pela metade.

Pois certa vez, num destes amistosos no interior, Saldanha, então técnico do time, era só preocupação. O motivo dos temores do bravo João, era um becão de 1,85m, o lateral que marcaria Mané. Atendia pelo sugestivo apelido de Pezão e, diziam, era daqueles que davam pontapé até na própria sombra…

Ciente de que precisava fazer algo para preservar as valiosas canelas de seu craque, Saldanha mandou, então, um mensageiro procurar o truculento zagueiro com um recado:

– O homem está a fim de te levar para uns testes no Botafogo. O problema é que você é muito violento e seu João prefere zagueiro clássico, que só joga na bola. Não vá desperdiçar a sua grande chance.

Final do jogo, Botafogo 5 x 0, com três gols de Mané Garrincha, um deles passando a bola por entre as pernas de Pezão, que até o dia de sua morte, sempre repetia nos bares por onde passava:

– Qualquer dia desses, seu João vai me chamar.

Jesus chamou primeiro…

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Canal 100 – Que saudades

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Era sagrado, antes do filme começar nada de trailers, ou propagandas,nada de informar a saída de incêndio,nada de pedir para desligar o celular,não… antes era o CANAL 100 !!!! que saudades…

Para muitos o cinema é o conjunto dos grandes filmes. Para outros, o cinema não passa de uma técnica de ilusão. Mas para aquele que quer conhecer a história do século XX, para quem busca desvendar o segredo dos deuses e das lendas do homem contemporâneo, o cinema é, sem qualquer dúvida, a mais importante das fontes de informação.

Daí a importância dos cinejornais. Como gênero de cinema, em todo o mundo, o cinejornal esteve presente registrando o século. No Brasil desde os anos cinqüenta, o CANAL 100 criou a legenda dos grandes cinejornais.

O criador Carlos Niemeyer, começou a fazer cinema nos anos 50, produzindo com Jean Manzon alguns documentários sobre o Rio de Janeiro.
Em 1958 fundou sua própria produtora que mais tarde se especializou em cinejornal, surgia o Canal 100 que de 1959 à 1986 produziu um cinejornal por semana, formando um importante acervo cinematográfico dos acontecimentos jornalísticos da época. (aproximadamente setenta mil minutos de imagens)

O nome Canal 100 foi uma analogia à televisão que até recentemente se identificava pelo número do Canal. Canal 13(Tv Rio), Canal 6 (Tv Tupi), Canal 4 (Tv Globo), etc.
Canal 100 era na visão de Carlos Niemeyer um número inatingível pela Televisão.

Desde 1959 as lentes do CANAL 100 tentam inovar; Seja na simples criação das vinhetas, ou na “mis en scene” da montagem, e principalmente nas filmagens, onde sobressaiu , Francisco Torturra , o melhor cinegrafista de futebol da história dos cinejornais. Tudo sob a supervisão de Carlos Niemeyer.

Na parte musical , foram compostas trilhas para cada vinheta do jornal, uma delas com partituras do maestro Tom Jobim. No futebol, após diversas tentativas, descobriu-se o samba de Luis Bandeira, “Na cadencia do Samba” que virou hino e trilha sonora do futebol brasileiro .

Criador de um estilo próprio, foi no futebol que a marca do nosso jornal se tornou mais famosa. O perfeito casamento entre o maior esporte do mundo e a síntese de todas as artes, o cinema.

Como dizia Nelson Rodrigues: “Foi a equipe do CANAL 100 que inventou uma nova distância entre o torcedor e o craque, entre o torcedor e o jogo, grandes mitos do nosso futebol, em dimensão miguelangesca, em plena cólera do gol. Suas coxas plásticas, elásticas enchendo a tela. Tudo o que o futebol brasileiro possa ter de lírico, dramático, patético, delirante…”

Mas, apesar de todo o sucesso, os tempos mudaram e em 1985 o ministério da Cultura do Governo Figueiredo, apoiado pelos lobistas do cinema americano, inviabilizou a produção, proibindo a propaganda comercial em cine-jornal. Era o fim do futebol do Canal 100 e de um estilo brasileiro de fazer cinema.

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Canal 100 Captou o Imaginário do Futebol

Sobre cinema e futebol, é difícil não incluir também na equação a televisão, que se apoderou do esporte, aparentemente para nunca mais largar, ao longo dos últimos 30-40 anos. A TV ao vivo substituiu o cinema filmado, que, após cada partida, precisava ainda ser revelado, copiado e montado. Caiu em desuso. A TV passou a apresentar o futebol instantâneo em tamanho menor, fator comercial maior e impondo ao mundo sua limitada escala eletrônica.

A associação cinema-futebol, no Brasil, tem um nome que ironiza a competição entre TV e cinema: Canal 100. A idéia de Carlos Niemeyer era exatamente oferecer algo de inatingível para o meio televisivo, um canal imaginário de som e imagem que suplantava a simples idéia de ‘canal 2’ ou ‘canal 13’. Lembra a briga cinema versus TV dos anos 50, quando o “CinemaScope” e o “Cinerama” tentavam fazer a diferença. E era exatamente na parte esportiva desse noticiário semanal, exibido no início das sessões de cinema do Brasil (de 1959 até 1986), que isso ficava claro.

O futebol do Canal 100 tinha releituras de jogadas impossíveis de serem vistas das arquibancadas ou na televisão, um futebol em 35mm, gingado nos seus mínimos detalhes. Mulheres na platéia geralmente amavam as imagens ampliadas de coxas musculosas dos atletas, os jogadores escarravam elegantemente ansiosos em câmera lenta, a tensão de uma barreira de homens preocupados com um chute potente, a bola rodopiando doida em direção à rede. Dezenas de imagens como essas tornaram-se assinaturas de uma estética que engrandecia um esporte já enorme dentro da cultura brasileira.

O fotógrafo-mestre Walter Carvalho (“Central do Brasil”, “Abril Despedaçado”, “Lavoura Arcaica”) diz que a estética do Canal 100 foi forjada por uns quatro grandes “cameramen”, especialmente Walter Torturra.

“Eles eram craques, capazes de segurar o foco na bola com lentes telescópicas de 600mm. Isso equivale a fazer uma cirurgia a laser no olho. Trabalhavam numa época em que os negativos eram menos sensíveis e as luzes dos estádios também não ajudavam. Se o Canal 100 ainda existisse hoje, seria mais fácil filmar futebol com o ganho na sensibilidade à luz dos filmes; os atuais refletores também fornecem condições ideais de imagem, no caso, para a televisão”.

A pesquisadora Ivana Bentes acha que a televisão ousa muito pouco hoje. “Poderia ser um campo fantástico de experimentação, principalmente com as novas tecnologias e câmeras digitais.”

E o que teria ficado do Canal 100 como herança para a TV?

Walter Carvalho acha que “nada” . Na televisão, o grande engodo é pensar que há ali uma imagem que domina, quando, na verdade, há mesmo uma hegemonia da palavra. Na TV, se você tirar o som, não vai entender o que está acontecendo. Já ao tirar a imagem, o som continua claro e repleto de informação. Há uma tendência ignóbil de fazer da TV um programa de rádio com imagens. Na verdade, o gol é bem mais sensacional no rádio, pois a narração usa a sua imaginação, enquanto, na TV, os comentaristas limitam-se a comentar aquilo que eu já estou vendo. É por isso que Galvão Bueno é tão chato”, diz Carvalho.
Kleber Mendonça Filho

O jogo que levar gols custou o bicho dos jogadores!!!

O mignon centroavante Tará, que havia se transferido há dois anos atrás do Santa Cruz para o Náutico, foi o responsável direto por este outro extravagante escore no futebol pernambucano.
Dos 21 tentos marcados por sua equipe, ele fez 10, constituindo-se assim no recordista de gols até então.
Esta goleada, no entanto, gerou certa revolta nos jogadores alvirrubros, porque a diretoria do clube timbu se recusou a pagar “bicho”, sob alegação de que o time que faz 21, não pode deste mesmo adversário levar 3 gols. E o “bicho” não foi mesmo pago.

Esta partida entre Náutico e Flamengo foi a principal da rodada dupla realizada no estádio dos Aflitos, no domingo 10 de julho de 1945 e válida pelo campeonato. Quando o Náutico fez o vigésimo gol, não havia mais ninguém em campo, não só pelo desinteresse da partida, mas também face às pesadas chuvas que caíram durante toda à tarde. No dia seguinte, o jogo foi comentado humoristicamente pelos jornais e um apelo foi feito ao tenente Colares para que retirasse seu time do campeonato.

O juiz foi Leon Markman e os times formaram assim:

Náutico 21 x Flamengo 3

Náutico – Zeca; Periquito e Durval; Evaldo, Palito e Mário Ramos;Plínio, Hilton, Tará, Hermenegildo e Luiz.

Flamengo – Sarmento (Alves); Proa e Adelson; Arlindo, Enedino e Djalma; Clemildo,Francisco, Dias, Airton e Carioca.

Os goleadores foram: Tará (10),Luiz (5), Plínio (3), Hermenegildo (2) e Evaldo.
Os do chamado “campeão da fidalguia” foram anotados por Dias (2) e Francisco.

Fonte:Historia do Futebol em PE

O DIA 11 DE MAIO NO FUTEBOL

11/05/1919 – BRASIL 6 X 0 CHILE, No Rio de Janeiro no Estádio das Laranjeiras o Brasil organiza pela primeira vez o Sul-americano de seleções e estréia bem goleando com gols de: Friedenreich (3), Neco (2), Haroldo

11/05/1949 – BRASIL 7 X 0 PARAGUAI, No Rio de Janeiro em São Januário o Brasil vence a Copa América e de goleada com gols de: Ademir Menezes (3), Jair R. Pinto (2), Tesourinha (2)

11/05/1966 – REAL MADRID 2 X 1 PARTIZAN, Em Bruxelas o Real Madrid volta a conquistar a Copa dos Campeões da Europa ao vencer o time do Partiza da Iugoslávia com gols de: Amâncio e Serena; Vasovic (Par).

11/05/1969 – JUVENTUS 0 X 2 FIORENTINA, Em Turim a Fiorentina vence a Juventus com gols de Chiarugi e Maraschi e conquista o scudetto com uma rodada de antecipação.

ANIVERSARIANTES:

11/05/1970 – Sérgio goleiro ex-Palmeiras, Vitória, Bahia
11/05/1983 – Dario Conca jogador do Fluminense
11/05/1984 – Iniesta meia do Barcelona

Copa Araguari de Futebol Sênior

A 12° edição da Copa Araguari de Futebol Sênior foi disputada entre 17 de fevereiro de 2008 a 07 de maio.Fluminense e Cruzeiro se classificaram para a grande final e vão repetir a decisão de 2005 quando o Azulão levou a melhor e ficou com o título.
Nas semfinais de 2008 o Fluminense derrotou o Comercial Amanhece com uma vitória de 2×1 e um empate de 1×1 na partida seguinte.Já o Cruzeiro derrotou a equipe do Amanhece com um empate de 1×1 e uma vitória de 4×2 na segunda partida.

Equipes Participantes

Fluminense
Cruzeiro
Resgate
União
Comercial Amanhece
Botafogo
Santa Helena
Amanhece
Corinthians
Flamengo
Grêmio

Corinthians em Marcha – programa de rádio desde os anos 40

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Grande referência de informação para a torcida corintiana, o programa radiofônico ‘Corinthians em Marcha’ foi apresentado durante muitos anos na rádio Panamericana, hoje Jovem Pan, pelo saudoso Otávio Munis. Ficou célebre a forma como o jornalista anunciava o início da atração: ‘Torcida corintiana, cordialmente boa noite! São 18 horas e 30 minutos em São Paulo. Estamos iniciando pela Rádio Panamericana de São Paulo, a emissora dos esportes, o programa Corinthians em Marcha. Otávio passava à Fiel informações sobre o clube que tanto idolatrou, além de analisar os fatos relevantes relacionados ao clube.

Trinta anos após sair do ar, no início da década do ano 2000, o ‘Corinthians em Marcha’ renasceu na rádio Atual AM sendo apresentado por seu filho Otávio Munis Filho, o Tatá Munis. Em seu novo formato, o programa, que infelizmente deixou a grade de programação da emissora tempos depois, contava com quadros de humor e personagens que expressavam o amor pelas cores alvinegras.

Fonte: Marcelo Rozenberg

Reinventando uma fórmula já consagrada por Otávio Munis – o pai, nas décadas de 40, 50, 60 e 70, a equipe de esportes da Rádio Atual-Am1230kHz ,está com um programa diário com todas as informações do clube de Pq. São Jorge (2a. a 6a. das 20 as 21 horas) e passou também a transmitir todas as partidas do Corinthians e só do Corinthians, com muita irreverência e com o diferencial de “aqui não tem gol do adversário”, slogan utilizado nas jornadas esportivas.
As inovações não pararam por aí, afinal de contas, todo corintiano é antes de tudo brasileiro, motivo pelo qual passamos a transmitir, também, todas as partidas da Seleção Brasileira de Futebol, paixão maior do nosso povo.

Um clássico e a história de um torcedor

Em 08 de dezembro de 1983 Corinthians X Palmeiras disputaram uma das semifinais do Paulistão de 1983. No primeiro jogo, a marcação individual de Marcio sobre Sócrates deu certo, garantindo o empate de 1 x 1. Mas na segunda partida, bastou uma jogada individual do Doutor para dar a vitória ao Corinthians. O jogo terminou 1 x 0 para o Corinthians.
Mas vou relatar a epopéia que vivi neste jogo. Eu tinha acabado de vender meu carro e estava esperando o Nelinho, dono da agência , arrumar um bom ” usado ” . Enquanto aguardava ele me emprestou um Dodge Polara, uma verdadeira bicheira para ir ao jogo. E mandou eu ter cuidado com o podrão. Fomos eu e dois amigos pro jogo. Pegamos um trânsito terrível, o Dodginho começou a rajar o motor, pensei que não iria conseguir chegar no Morumbi. Para quem não é de São Paulo, ir ao Morumbi no começo da noite de um dia de semana é problemático.
Chegando no estádio, compramos numeradas superiores. Aí um dos amigos resolveu pular o muro e ir para as cativas. E me chamou……vêm que tá mole. Quando eu estava em cima do muro, literalmente, um tenente da PM estava passando e gritou: Desce! Do lado de dentro meu amigo falou: Pula! Que dúvida cruel. O tenente falou: se você pular para dentro vou te buscar. Desci , vai fazer o que. O tenente dobrou meu braço como se eu fosse um marginal e me botou pra fora do estádio, pelas rampas do setor 5 das numeradas. Mas o pior é que eu chamava ele de “ seu guarda “ .
E tem mais: a minha jaqueta com a chave do podrão estava com o meu “ mui amigo “ que estava rolando no chão de rir.
E não tinha mais ingresso….comecei a ficar desesperado. Aí eu vi um guarda que presenciou tudo e falei para ele: Chamei-o de Tenente e disse: – o senhor viu o que fizeram comigo, minha chave tá lá dentro, minha jaqueta, eu tenho que entrar, por favor.
O guarda olhou pra mim e viu que eu não era marginal e me deixou entrar.
Foi um sufoco.
Mas passado tudo isso, depois do jogo, peguei o carro pra voltar e o motor parecia uma britadeira. Quando fui devolver, o dono da agência falou que eu tinha estourado o motor dele. Pode? Mas eu acho que tive um pouco de culpa, porque acendeu a luz verde do motor. Acho que era falta de óleo ou a cebolinha não estava funcionando . A luz verde acendeu na avenida Cidade Jardim totalmente parada pelo trânsito. Se eu fosse deixar aquela bicheira ali naquela hora, iam me prender. Ninguém iria chegar no estádio.
Esta é mais uma das situações que creio todos vivemos um pouco no futebol.
Gilberto Maluf
ET: Se o carro não fosse uma bicheira, certamente pararia quando acendeu a luz verde.
ET: O “ mui amigo “ era um palmeirense . O outro, um amigo corintiano, que também riu do episódio.

O VEXAME DO FLAMENGO!

BEM AMIGOS DO BLOG EU NA QUALIDADE DE TORCEDOR DO FLAMENGO FIQUEI DECEPCIONADO COMO TODA NAÇÃO RUBRO-NEGRA COM O PAPELÃO VEXAMITÓRIO DADO PELO CAMPEÃO CARIOCA DE 2008.

QUANDO VI AS COMEMORAÇÕES PELO BICAMPEONATO CARIOCA ME BATEU UM PRESÁGIO UM AGORO VER JUAN E OUTROS JOGADORES NUMA BOITE E COM UM JOGO DE UMA COMPETIÇÃO MAIS IMPORTANTE MARCADO PARA 72 HORAS DEPOIS DAQUELA FINAL O TIME ESTAR FAZENDO TANTA FESTA.

POIS BEM NADA DE TREINO NA SEGUNDA, TERÇA FOI RELAX E QUARTA MICO DAQUELES MAIOR QUE DA CONCORRÊNCIA DA MARCA DE TUBOS E CONEXÕES, E OS MEXICANOS FAZENDO A FESTA E COMPARANDO A VITÓRIA COMO UM NOVO MARACANAZO ME POUPE FOI PIOR MUITO PIOR:

FOI UMA MALDIÇÃO DE MONTEZUMA E DAQUELAS