O DIA 23 DE MAIO NO FUTEBOL

23/05/1987 – REP. DA IRLANDA 1 X 0 BRASIL, em Dublin o Brasil perde pela primeira vez para a Republica da Irlanda (Eire) com um gol de Liam Brady.

23/05/1990 – MILAN 1 X 0 BENFICA, em Viena com um gol de Rijkaard o Milan vence a Copa dos Campeões da Europa pela quarta vez.

23/05/2001 – BAYERN 1 X 1 VALÊNCIA, em Milão o time alemão vence nos pênaltis o Valência por 5 a 4 e conquista a Copa dos Campeões da Europa pela quarta vez.

ANIVERSARIANTES:

23/05/1932 – Dino Sani ex-jogador do São Paulo e seleção brasileira.
23/05/1957 – Marinho ex-atacante do Bangu e Atlético/MG
23/05/1963 – Wilson Gottardo – ex-zagueiro do Botafogo, Flamengo e Guarani
23/05/1976 – Ricardinho meia ex-Paraná, Corinthians, Santos, São Paulo

O Lokomotive, de Leipzig, caiu junto com o muro de Berlim

O Lokomotive, de Leipzig, é hoje um timeco de bairro

Em Leipzig ainda tem Trabant, o carrinho fabricado pela ex-Alemanha Oriental. No centro da cidade há um painel do Marx. Existem prédios deteriorados e muito a reconstruir. Na periferia da cidade, a ruína maior dos tempos do comunismo é o 1. FC Lokomotive Leipzig, o time de futebol (escrito assim mesmo, com esse “1.” para distinguir a equipe principal). Diga a qualquer um – até ao presidente do clube – que você é um jornalista brasileiro interessado em saber mais sobre a história do time, e essa pessoa vai rir de você. “Lok Leipzig??? Isso ainda existe?” O Lok, para a cidade de Leipzig, é uma piada de mau gosto.

O Lokomotive Leipzig, que antes se chamava VFB Leipzig, foi o primeiro campeão da Alemanha, em 1903. Nessa época, a importância de Leipzig para o futebol do país era tanta que a própria Associação de Futebol Alemã (DFB) foi fundada na cidade três anos antes. Com a Alemanha dividida, os comunistas decidiram transformá-la de vez numa meca do esporte. Em 1956, inauguraram o Zentralstadion, onde acontecem hoje os jogos da Copa. Era o Estádio dos 100 mil, o maior das duas Alemanhas, no qual hoje cabem de 44 mil espectadores. O VFB ganhou o patrocínio da companhia estatal de trens. E virou Lokomotive Leipzig.

O Lok, porém, jamais ganhou coisa alguma. Viveu sua melhor fase entre o começo dos anos 70 e 1989, quando caiu o Muro de Berlim. Enfrentou o Barcelona, o Manchester United, o Napoli de Maradona. Em 87, jogou a final da Eurocopa contra o Ajax. Perdeu de 1 a 0. É a sua maior glória. Com a queda do comunismo alemão, acabou o dinheiro. O time não conseguiu se qualificar para a Bundesliga, a principal liga de futebol criada da Alemanha. Foi direto para a segundona. De lá despencou até a 11ª divisão, que vem a ser o fundo do poço. Hoje joga na sétima. Ao invés de ser rival do Bayern ou do Borussia, seus torcedores – que este ano puseram 12.500 pessoas em um jogo no Zentralstadion – saem no tapa com o pessoal do Saxon, um time do bairro.

Na última temporada, o Lokomotive chegou em primeiro lugar, 18 pontos à frente do segundo. Jogam umas peladas de tal proporção que outro dia meteram 21 a 0. Seus jogadores ganham 150 por mês – R$ 400. Um é padeiro, outro conserta telhado, um italiano tem uma pizzaria. Agora estão de férias. Apenas o 2. FC Lok Leipzig continua treinando. Depois do treino seus “atletas” ficam no bar do clube bebendo cerveja.
Fonte: O Estado de São Paulo

Flamengo tricampeão estadual 1944!!!

Que Expresso da Vitória, que nada!
O Flamengo venceu o poderoso Vasco e se tornou tricampeão estadual
Era uma tarde calorenta a de 29 de outubro. No pequeno Estádio da Gávea, mais de 20 000 pessoas se espremiam para assistir à decisão do Campeonato Estadual de 1944.
Lutando por um inédito tricampeonato, o Flamengo enfrentaria o poderoso Vasco, um esquadrão que logo se tomaria conhecido como o Expresso da Vitória. Os rubro-negros já não tinham mais Domingos da Guia, vendido antes da competição para o Corinthians, e Perácio, pracinha convocado pela Força Expedicionária Brasileira (FEB) para combater na Itália, quando o torneio já ia avançando em alguma rodadas.

Foi um jogo renhido. Os dois times chegaram à última rodada com os mesmos oito pontos perdidos. Persistia o 0 x 0 que levaria a decisão para uma melhor de três jogos. Mas, aos 42 minutos do segundo tempo, Vevé cobrou uma falta na entrada da área, o argentino Valido se aproveitou da indecisão da zaga e cabeceou a bola para a rede. Os vascaínos reclamaram que o ponta argentino teria se apoiado nos ombros de Argemiro, mas o juiz Guilherme Gomes nada viu de anormal.

Foi o gol de uma vitória heróica. Aos 30 anos, Valido só voltara ao futebol no fim de semana anterior, nos 6 x 1 sobre o Fluminense, atendendo a um pedido do técnico Flávio Costa, que perdera o ponta Jacy, machucado. O argentino abandonara os gramados, depois da conquista do Campeonato de 1942, para cuidar de sua gráfica. Tivera febre durante a semana da decisão e sofria com dores musculares. Para piorar, o artilheiro Pirillo jogou sofrendo com uma incômoda inflamação dos testículos. “Profissionais com alma de amadores” foi uma das manchetes do Jornal dos Sports, que virou definição para exaltar o feito do time que entrou para a história rubro-negra.

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Fonte:Placar

Flamengo Bi-campeão Carioca 1943

Por Zizinho:

No ano de 1943, como de costume e para não perder o habito sofremos uma grande perda. Nosso grande ponteiro Augustin Valido abandonava as canchas para assumir definitivamente o comando da sua tipografia.
Chegou do Paraguai um grande reforço na figura do centro-médio Modesto Bria e veio da Bahia o porteiro Nilo, subiu o Jacyr, cria da casa.
Com a entrada definitiva do Perácio ma equipe titular, passamos a jogar com quatro homens na frente.Começou assim o grande passo para a evolução dos Sistemas Táticos no Rio de Janeiro, fugindo do ABC, que recebemos como herança dos ingleses para a evolução de uma formação ousada de ataque.

Era a primeira vez que alguém ousava tocar no “legendário M ofensivo” do mais perfeito sistema tático para se jogar futebol, o MM.
Com essa formação de ataque mais um homem na frente já não havia necessidade do revezamento que eu e Nandinho fazíamos no apoio a Pirilo. Ele tinha ganho um companheiro para dialogar com ele na frente. “Já não precisava fazer discurso no deserto.”
Como tinha uma função específica no ataque e jogava na mesma linha de campo com Jaime, eu me tomei o primeiro meia-armador do futebol carioca. Com essa formação de ataque, Pirilo abriu mão de sua marca de artilheiro para acrescentar em sua bela carreira uma nova faceta, abrir espaço para outros goleadores. Nós tínhamos sempre em mente a nossa primeira jogada de ataque: Quando a bola estava em meu poder no meio-campo, Pirilo vinha ao meu encontro, se o zagueiro o acompanhasse eu lançava Perácio ou Nilo que foi o ponta que mais atuou.

Se o zagueiro não o acompanha, Pirilo recebia a bola e Jaime se adiantava pelo setor esquerdo para receber o passe. Poucos técnicos se preocupavam com esse jogador de meio-campo por ter uma função específica de defensor. No caso do Jaime, era puro engano, ele passava muito bem e era um excelente chutador de meia distância.
A campanha do bi-campeonato não foi dificil como a do ano anterior, a equipe tinha amadurecido e pôde encarar as pequenas dificuldades que ocorreram com mais confiança Chegamos ao final do campeonato com um resultado que não surpreendeu.Talvez o excesso de confiança tenha tirado alguns pontinhos que não deveríamos ter perdido.
Perdemos a primeira partida no 1° turno contra o América, em nosso campo, por 2x 1 e tivemos cinco empates em que mereceríamos uns bons puxões de orelha. Empatamos com Vasco, Bangu, Canto do Rio, Fluminense e São Cristóvão.

Equipe base do bi-campeonato: Jurandir, Domingos e Newton. Biguá, Bria e Jaime. Nilo, Zizinho, Pirilo, Perácio e Vevé.
Artilheiro do Flamengo: Perácio – 14 gols.

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Os Especialistas do 4-2-4

O 4-2-4 foi na realidade o primeiro sistema tático do Rio de Janeiro para se jogar futebol. Como toda formação inicial, houve necessidade de se criar dois especialistas para a difícil função de ocupar um espaço tão grande.
Foi um ato de coragem ou talvez de rebeldia quando tocaram em algo sagrado… o M ofensivo do Sistema Tático MM, colocando quatro atacantes adiantados.
Foi assim que Zé Perácio se tornou o primeiro ponta-de-lança do futebol carioca, e eu o primeiro meia-armador. Os dois jogadores do meio-campo tinham que marcar bem e ter uma inteligência acima da média para fazer seus lançamentos rápidos e precisos, e seus passes corretos para não cometerem erros. Por exemplo: Se você fizesse um passe lateral no meio-campo e o mesmo fosse cortado, seu sistema defensivo ficaria totalmente vulnerável. Nós já insistimos nesse tipo de erro muitas vezes, até mesmo em campeonatos mundiais.

Uma das regras de suas funções: quando você não puder chegar junto para a disputa da bola com o jogador que lhe cabe marcar, recue para o seu próprio campo com o objetivo de reduzir o espaço entre você e os seus zagueiros, para não permitir que os mesmos saiam em campo aberto na marcação de atacantes geralmente mais rápidos do que eles.
Toda essa estratégia defensiva era comandada por um dos dois jogadores do meio-campo do setor de sua defesa que estava sendo atacada com um aviso: – não sei. Ao reduzir o espaço, era o momento dos dois juramentados saírem para o combate, procurando sempre induzir o atacante que vinha com a bola, para o setor do campo que lhe convinha. “SEM FALTA”.

Às vezes eu brincava com meus companheiros de equipe referindo-me ao sistema. Eu dizia:
– O 4-2-4 é jogado com quatro cafetões na frente, quatro cafetões atraís e duas prostitutas trabalhando para o sustento de todos.
Tudo isso era pura brincadeira, eu adorava jogar 4-2-4, ele nasceu comigo!
Eu assisto muito futebol pela TV, e vejo sempre o Gérson e o
Rivelino martelando na mesma tecla o jogo inteiro:
– Tem que valorizar a bola, tem que valorizar o passe!
Hoje se joga 4-4-2. Imaginem, o valor que se dava a bola
quando se jogava 4-2-4!

Fonte:Verdades e Mentiras do Futebol, Mestre Ziza

As glórias do futebol português

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Matateu , o Diamante Negro, chegou em Setembro de 1951, viu e venceu. Estreou-se uma semana depois, a 16/09/51, contra o Futebol Clube do Porto (3-3), e deslumbrou o público das Salésias oito dias mais tarde, a 23 de Setembro – dia de aniversário do clube -, dando uma vitória ao Belenenses com dois golos da sua autoria.Foi levado em ombros. Conquistou a primeira “Bola de Prata”, na época de 1952/53 (29 golos), e outra em 1954/55, com 32 golos.

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Mário Esteves Coluna, grande referência do futebol dos anos 50 e 60 do Benfica e da famosa selecção portuguesa que obteve o 3º lugar no Mundial de Inglaterra (1966). O moçambicano voltou para a terra pátria, vivendo os anos exaltantes e difíceis do pós independência. Actualmente é Presidente da Federação Moçambicana de Futebol. . Ele é sem dúvidas o “monstro sagrado “do futebol moçambicano, português, e internacional.

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Vicente, mais uma Glória nascida em Moçambique, com equipamento dos veteranos do Belenenses. Um dos maiores marcadores de Pelé.

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Eusébio, atacante, representou em Portugal o Benfica, Beira-mar, e União de Leiria. Títulos: Campeonato Nacional: 11, Títulos: (60/61, 62/63, 63/64, 64/65, 66/67, 67/68, 68/69, 79/71, 71/72, 72/73 E 74/75). Campeões Europeus: 1 vitória: (61/62). Taça de Portugal: 5 vitórias (61/62, 63/64, 68/69, 69/70, 71/72). Campeonato dos EUA: 1 titulo (75/76). Campeonato do México (Vice Campeão 75/76). Melhor marcador do Mundial 66 (9 GOLS). Bola de Ouro (1965). Bola de Prata (1962 E 1966). Bota de Ouro: (67/68 – 42 gols) e (72/73 – 40 gols). Internacionalizações: 64, gols: 40.
MGM@groups.msn.com

A VISITA DOS CHILENOS AO BRASIL EM 1912

Desde meados de 1912 que o América vinha entabulando negociações, através do Itamarati, com a delegação do Chile, para a vinda do selecionado andino de futebol ao nosso país. A precária situação financeira não permitia ao clube realizar despesas de vulto, como as que seriam necessárias, forçosamente, para bem receber os distintos visitantes. Contudo, a diretoria criou ânimo pela promessa de ajuda, feita pelo Chanceler Lauro Müller.
Acertados os detalhes, fixadas as datas, começaram os preparativos. Um escritório foi instalado no centro da cidade (Avenida Central, n.° 117, 1.° andar, sala 4), para facilitar a coordenação das providências. Entre as medidas administrativas, duas foram logo atacadas: a reforma e ampliação das arquibancadas e a colocação de enorme tapume (com anúncios das companhias Hanseática, Águas Corcovado e Salitre do Chile), vedando a visão dos “caronas”, que, já naquela época, enchiam a saudosa barreira, prejudicando sensivelmente a arrecadação.

A 25 de julho, o Ministro do Chile, Dr. Alfredo Irarraxagabai, foi agraciado com o título de sócio honorário do clube. E a 4 de setembro, outra comissão de americanos compareceu ao Itamarati, para entregar ao Ministro Lauro Muller a presidência honorária do América, vaga desde a morte do Barão do Rio Branco.
A delegação andina aqui chegou a 11 de setembro, pelo “Orcoma” após 17 dias de viagem. Era composta por um chefe, um secretário, também juiz, e 16 jogadores, a ela tendo-se incorporado em Santos a comissão formada por Guilherme Medias, Durval Toledo e Fernando Ojeda, que o América enviara para recepcioná-la naquela cidade.

O navio ancorou ao largo da Baía de Guanabara e o traslado para terra foi feito no iate presidencial “Tenente Rosa”, impulsionado a remo por uma guarnição de 60 marinheiros. No Cais Pharoux foram os visitantes recebidos por uma pequena multidão, onde se notavam os desportistas do América e dos demais clubes cariocas, diplomatas, representantes da colônia chilena, jornalistas, etc. Hospedaram-se no Hotel Avenida, um dos mais categorizados da cidade, à época.
Do esmerado programa elaborado, constavam quatro jogos. A estréia, a 14, contra uma seleção organizada com jogadores militares, do Exército e da Marinha, recrutados nas principais equipes cariocas, teve a assisti-la o Presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca, e terminou com a vitória dos visitantes por 2 x 1.

Seguiu-se, a 16, a partida contra o selecionado brasileiro, cujo resultado final favoreceu aos nossos por 2 x 1. O terceiro compromisso, contra o América, foi a 18, em comemoração à dupla data, da independência do Chile e da fundação do América. Por fim, a despedida, a 21, terminou com o triunfo surpreendentemente fácil do scratch carioca, por 6z1.
A 22, os rapazes do Chile seguiram para S. Paulo, onde disputaram nova série de partidas.

São Cristóvão, campeão carioca de 1926

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Esse título é o maior amuleto da história do São Cristóvão. Sua maior glória. Basta dizer que dos mais de sessenta clubes que já disputaram os Campeonatos Cariocas, apenas oito se sagraram campeões, a saber: Fluminense, Botafogo, Flamengo, Vasco da Gama, Américo, Bangu, Paissandu (cuja seção de Futebol foi extinta) e o São Cristóvão.
O livro de Mário Filho “O Negro no Futebol Brasileiro” na parte 3 do capítulo III dedica a narração dos bastidores do time do São Cristóvão por ocasião do título. Foi uma campanha árdua, porém muito regular.
Foram 18 jogos com 14 vitórias 2 empates 2 derrotas, com 70 gols pró e 37 contra. Com direito. inclusive, a 1 jogo anulado. Eis a campanha:

1° Turno

1) 04-04 – Na R. Figueira de Meio. 4×4 Botafogo
Gols de S. Cristóvão: Octávio “Jaburu” (3), Vicente (2) e Artur “Baianinho”

2) 18-04 – Nas Laranjeiras, 2×6 Fluminense Gols: Baianinho e Octávio “Jaburu

3) 21-04 – Na R. Campos Sales, 3×2 Vila Isabel Gols: Vicente (2) e Baianinho

4) 25-04- Na R. Paissandu, 2×1 Vasco Gols: Henrique e Octávio “Jaburu”

5)16-04 – Na R. Figueira de Melo, 5×0 Flamengo
Gols: Vicente (2). Octávio “Jaburu”, Baianinho e Osvaldo

6) 23-05 – Na R.Figueira de Melo, 8×2 Sport Club Brasil Gols: Osvaldo (3). Vicente (2). Teófilo (2) e Octávio “Jaburu”

7) 30-05 – Nas Laranjeiras, 3x 1 Syrio e Libanez
Gols: Osvaldo (2) e Baianinho
8) 13-06 – Na R. Figueira de Melo. 2×2 Bangu Gols: Vicente e Teófilo

9) 20-06 – Na R. Campos Sales. 3xl América Gols: Baianinho, Teófilo e Octávio “Jaburu”

2° Turno

10) 27-06 – Na R. Gen. Severiano, 4×3 Botafogo Gols: Octávio “Jaburu”(2), Baianinho e Vicente

11) 04-07 – Na R. Figueira de Melo, 4×2 Fluminense Gols: Vicente (3) e Doca

12) 14-07 – Na R. Figueira de Melo, 2×3 Vasco da Gama Gols: Teófilo e Vicente
No jogo aconteceu muita confusão, fruto da rivalidade entre torcedores dos Clubes (o Vasco já havia adquirido um terreno no bairro para construção de seu Estádio e Sede). Vicente desperdiçou um penalty decepcionando os sãocristovenses e novas confusões ocorreriam, sobressaindo uma torcedora do São Cristóvão chamada Eusébio. Os jornais narraram o fato.

13) 18-07 – Na R. Figueira de Melo, 2×1 Vila Isabel Gols: Vicente (2)

Em 01-08 ocorreu o jogo com o Flamengo que posteriormente haveria de ser anulado, a pedido do próprio Flamengo. O placar estava 3×1 Flamengo, quando por volta dos 18’do 2° tempo o árbitro Ciro Werneck marcou penalty a favor do S. Cristóvão. Estourou um grande conflito com agressão ao árbitro e com a torcida do flamengo impedindo a cobrança da infração. O jogo foi interrompido e houve uma decisão de recomeçar com o penalty em outro dia, com portões fechados ao público. O Flamengo não concordou, e foi jogado em 21-10 como veremos.

14) 08-08 – Na R. Gen. Severiano, 6×0 Brasil
Gols: Vicente (2), Octávio “Jaburu” (2), Baianinho(2 )

15) 15-08 – Na R. Figueira de Melo, 7×5 Svrio e Libanez Gols: Baianinho (2), Teófilo (2). Henrique. Vicente e Octávio.
16) 12-09 – Na R. Ferrer. 2×0 Bangu Gols: Vicente e Baianinho
17) 19-09 – Na R. Figueira de Melo, 4×4 América Gols: Vicente (2). Baianinho e Octávio “Jaburu”

18) 2 1-09 – Na R. Paissandu, 5×1 Flamengo Gols: Vicente (3) e Octávio “Jaburu”(2)

Os 70 gols marcados ficaram assim distribuídos entre os jogadores:

Vicente = 25
Octávio “Jaburu” = 16
Baianinho = 13
Teófilo = 7
Osvaldo = 6
Henrique = 2
Doca = 1

A Diretoria da época era constituída pelos seguintes nomes: Presidente: Amadeu Macedo
Vice: Oscar Valim
Diretores: Adélio Martins, José Maria de Melo Castelo Branco e Manoel Ignácio Pimentel
Colaborador da Campanha: Álvaro Teixeira Novaes
Técnico: Luis Vinhaes
É importante ressaltar que o próprio livro de Mário filho cita como presidente o Sr. Álvaro Novaes, mas felizmente as atas do ano 1926 estão intactas e nela vemos Amadeu Macedo como Presidente. Esse é um reparo que o livro faz.

OS CAMPEÕES

O São Cristóvão utilizou apenas 15 jogadores. O time base foi: Paulino: Póvoa e Zé Luiz; Julinho, Henrique e Alberto; Osvaldo, Jaburu, Vicente. Baianinho e Teófilo.
Os outros 4 utilizados foram: Doca, Mendonça, Martins e o Luis Vinhaes (que também era técnico).

Eis os nomes completos:

Paulino Cataldo – 18 jogos
Octávio de Menezes Póvoa – 17 Jogos
José Luis de Oliveira – “Zé Luis” – 18 jogos
Judo Castilho de Faria – “Julinho” – 18 jogos
Henrique Carneiro – 17 jogos
Oswaldo Affonso de Castro – Osvaldo “Manobra- – 17 jogos
Octávio de Oliveira – Octávio “Jaburu” – 18 jogos
Vicente Alves de Oliveira – 18 jogos
Artur dos Santos – Artur “Baianinho” – 18 jogos
Theóphilo Bethencourt Pereira – Teófilo – 18 jogos
Álvaro Martins – 2 jogos
Alfredo de Almeida Rego – “Doca” – 2 jogos
Eduardo Medeiros Mendonça – 1 jogo
Luís Vinhaes – 1 jogo

Eis as manchetes dos jornais do dia seguinte a conquista do título:

1 – O Globo de 22-11-26:
“Bravo, São Christovão Athletico Club! Bravo!”
2 – Jornal do Brasil de 23-11-26:
“O S. Christovão A.C. é o Campeão Carioca do Footbal” 3 – O Correio da Manhã de 23-11-26:
“O São Christovão A.C. levanta o título de Campeão do Rio de Janeiro— 4 – O Paiz dos dias 22/23-11-26:
“O heroe do mais sensacional torneio do football Carioca” Subtítulos:
“Vencendo o Flamengo, por 5×1, O São Christovão tornou-se o Cam¬peão de 1926 – Vicente e Octávio, os autores dos pontos do vencedor” 5 – O Imparcial de 23-11-26:
“A Bella Victória do São Christovão Athletico Club”

Fonte:Chuvas de Glórias de Raymundo Quadros