Protegido: Fausto,a “Maravilha Negra”

Fausto nasceu em Codó, Maranhão, em 2/02/1905 e ainda menino mudou-se com a
família para o Rio de Janeiro. Morando no subúrbio, iniciou sua carreira como jogador de
futebol no time de amadores do Bangu, que defendeu por 2 anos. Em 1929, Fausto foi
para o Vasco como meia-direita, posição em que jogava, e o clube de São Januário precisava
de um jogador que ligasse a defesa ao ataque.

Welfare um velho sábio, o levou à posição de center-half, pois conhecia no Fausto todas
as qualidades para a função.
Em 1929, o Vasco com uma equipe de alta categoria levantou o campeonato carioca com:
Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola. Pascoal, Oitenta e Quatro, Russo, Mário
Mattos e Santana.
Foi ainda em 1929 que o Fausto formou na Seleção Brasileira que derrotou, no campo do
Fluminense por 2×0, a Iugoslávia. Fausto estava no auge, mas sua projeção internacional
viria no ano seguinte a Taça Jules Rimet foi disputada pela primeira vez em 1930 na capital
uruguaia,Montevidéu, e os donos da casa foram os campeões.
A maior figura da Seleção naquela Copa fora o negro Fausto dos Santos. Inteligente, clássico,
criativo, elegante, um center-half admirável a quem os uruguaios e argentinos chamavam de
“Maravilha Negra”.

O Vasco viajou para a Europa em 1931 e o Fausto foi negociado com o Barcelona onde atuou
com grande eficiência até 1933, transferindo-se para a Suíça onde ficou apenas dois meses,
pelo seu estado de saúde. Regressou ao Brasil em 1934 onde foi campeão pelo Vasco. Em 1935
jogou no Nacional de Montevidéu. Em 1936 ingressou no Flamengo com Valdemar e Leônidas
aguardando a chegada do Da Guia.

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Fonte:Mestre Ziza,Verdades e Mentiras no Futebol

Porque o sensacionalismo nas manchetes dos jornais esportivos

O semanário Mundo Esportivo, de propriedade de Geraldo Bretas, o mais polêmico jornalista que tive notícia, era um jornal pelo qual passaram algumas das mais brilhantes penas do jornalismo esportivo do Brasil como Roberto Avalone, Milton Camargo, Luís Carlos Ramos, Renato Santana, Reginaldo Leme, Ítalo Neves, Chico Lang, Juarez Soares, Albino Castro, Dalmo Pessoa, Vital Bataglia, entre tantos outros. Nesta mesma época circulava um tablóide, também semanal, de autoria do jornalista Wilson Brasil, creio que o nome era Equipe.
Porque relembro os semanários? Porque tinham manchetes exageradas e sensacionalistas. Destaco a seguir o inconformismo atual de um torcedor do Fluminense sobre as manchetes atuais dos jornais cariocas no Blog do JSports:
” A mídia rubronegra ataca novamente: Apesar de o Fluminense ser o time de melhor campanha entre o Brasileiros na Libertadores, ser o único até o momento a ter conquistado uma vitória fora de casa,contra um adversário que é o bi-campeão nacional do país que lidera a eliminatória da copa do mundo, de virada e apresentando um futebol competitivo, e ter feito apresentações convincentes nos seus três jogos, e estar a um passo da classificação para a segunda fase, a imprensa rubro-negra dá maior destaque a uma vitoria no Flamengo no Maracanã contra um time inexpressivo do interior fluminense (eu nem me lembro da última vez que ganhou fora, como também não me lembrava de uma vitória sem que o juiz tivesse sido decisivo), com direito a matéria de capa no JS , em detrimento do clássico do dia, como eu já previa desde ontem após o jogo. O ufanismo e a vontade de vender jornal não tem limites. Mas será que é realmente preciso fazer esse tipo de presepada pra vender jornal? Será que é impossível colocar um olhar mais imparcial sobre os fatos?”
No que responde o jornalista: ” O leitor precisa entender que um jornal comercial vive de renda, precisa vender seu produto e obter lucros. Esta é a verdade nua e crua e tentar desmentir esta verdade é tentar, como diz o outro, tentar tapar o sol com a peneira”.
Voltando ao semanário Mundo Esportivo, de idêntica tendência, em 1965 eu tinha 14 anos de idade e o time do meu coração tinha como principais adversários o Santos de Pelé e a Academia de Palestra Itália. É mole? Então não dava mesmo. Mas bastava uma vitória corintiana para eu correr às bancas de jornais procurando a manchete do jornal. E era deste tipo em letras garrafais:
CORINTHIANS PLÁ PLÁ PLÁ. E eu acreditava.
Por isso não posso criticar os jovens de hoje .
Vi certa vez em frente aos Diários e Emissoras Associados na rua Sete de Abril em São Paulo o jornalista Geraldo Bretas. O homem era do tamanho do antigo técnico Yustrich. E tão bravo quanto. E não sei quem era mais brigão.
Eis então breve relato sobre os jornais ufanistas dos anos 60.

O DIA 25 DE MARÇO NO FUTEBOL

25/03/1903 – Ë fundado em Buenos Aires o RACING CLUB, 16 títulos argentinos amador até 1925 e de 49/50/51 em diante profissional Campeão da Libertadores em 1967, mundial interclubes em 1967 e uma supercopa Sul-americana em 1988.

25/03/1908 – É fundado o CLUBE ATLÉTICO MINEIRO, O Galo das Alterosas, 39 vezes Campeão Mineiro, Primeiro Campeão Brasileiro em 1971, 02 Copas Comenbol, Campeão no Gelo na Alemanha, Campeão Brasileiro Serie B em 2006.

25/03/1923 – É fundado em São Luis/MA o SAMPAIO CORREIRA FC, 29 vezes campeão maranhense, campeão Copa Norte em 1998, Campeão da Serie B do brasileiro em 1972 e da Serie C em 1997.

ANIVERSARIANTES:

25/03/1972 – Roberto Miguel Acuña meia da Seleção Paraguai jogou em várias equipes da Espanha, Boca JR/Arg e hoje no Olimpia/Par.

25/03/1982 – Alex meia esquerda do Internacional/RS.

25/03/1983 – Túlio volante do Botafogo/RJ

Sexta Copa do Mundo em 1958 e o planejamento brasileiro

Apesar da morte de três de seus pioneiros, a Fifa seguiu a receita da Copa de 1954, na Suíça, para garantir o sucesso do mundial de 1958, na Suécia.

A Suécia foi apontada (provisoriamente) como sede da Copa de 1958 com dez anos de antecedência, no Congresso da Fifa de 1948, em Luxemburgo. A decisão acabou oficializada em 1954, sem contestações, em Zurique, na Suíça.Logo em seguida, porém, três dos grandes pioneiros da Fifa morreram em 7 de outubro de 1955, aos 78 anos, o belga Rodolphe Seeldrayers, que presidia a entidade desde de novembro de 1954. Em 9 de novembro de 1954, aos 72 anos o francês Henri Delaunay e em 16 de outubro, aos 83 anos, o também francês Jules Rimet, seu primeiro presente de 1921 a 1954. Com a morte de Seeldrayers o comando passou para o britânico Arthur Drewry, de 64 anos. E ele, para não correr riscos na organização da primeira copa sob sua gestão, entregou-a ao suíço Ernst Thommen, que havia feito um excelente trabalho no mundial de 1954.

Cada vez mais gente estava convencida de que nossos jogadores eram talentosos, mas nada confiáveis na hora da decisão. As preces pelo surgimento de um craque foram atendidas em 1957, com a entrada em cena de Pelé. Nas cinco primeiras Copas, o Brasil acumulara mais desculpas do que glorias. Em 1930, tínhamos sido representados por uma seleção inferior. Em 1950, estávamos confiantes demais. Em 1934, 1938 e 1954, a culpa foi de juizes mal intencionados. Após a frustração do mundial na Suíça, começou a ganhar corpo a teoria de que nossos jogadores eram talentosos, mas pouco confiáveis, na hora da decisão. Era consenso que havia atletas bons e sérios, mas que os bons não eram muito sérios e os sérios não eram muito bons. Para levantar a taça Jules Rimet, o Brasil precisava de um craque diferenciado. E as preces foram atendidas em 1956, com a entrada em cena de Pelé. Tudo aconteceu muito rápido. No dia 7 de setembro, aos 15 anos e 10 meses, Pelé estreava no time principal do Santos. Em abril de 1957, assinou seu primeiro contrato de profissional com o clube da Vila Belmiro. Nesse mesmo ano foi artilheiro do campeonato paulista com 18 gols de 17 partidas. Em junho, participou de um combinado Vasco-Santos na disputa de um torneio internacional do Rio de Janeiro. Jogou quatro partidas e fez seis gols. Pirilo era o técnico da seleção e o convocou para os jogos do Brasil contra a Argentina. E no dia 7 de julho, no maracanã, Pelé estava no banco e entrou no segundo tempo para marcar o único gol do Brasil na derrota de 2×1 para os argentinos. Nunca mais deixou de ser convocado.

No inicio de 1958, João Havelange escolheu para chefe da delegação brasileira o paulista Paulo Machado de Carvalho, patrono do São Paulo e dono da TV Record. Paulo Machado e Carlos Nascimento foram os responsáveis pelo plano da seleção na Suécia. E tinha mais Paulo Amaral, Dr. Hilton Gosling professor Cavalhares, Mario Américo e a novidade, o dentista Mario Trigo. Só faltava a decisão do técnico. Dois técnicos eram candidatos: Fleitas Solich e Flavio Costa. Mas, o eleito foi Vicente Ítalo Feola. Foi bi campeão paulista em 1948 e 1949. Foi auxiliar de Flavio Costa na Copa de 1950 e atuava nos bastidores do São Paulo quando o técnico era o hungaro Bela Guttman. A indicação provocou irritação entre os jornalistas cariocas que começaram a ter pesadelos com uma seleção somente com paulistas. Mas as intenções de Paulo Machado de Carvalho e Carlos Nascimento eram outras: eles só queriam alguém capaz de se amoldar a um plano e de trabalhar em equipe, duas coisas que provocavam urticária em Flavio Costa.

Conforme o previsto, no dia 7 de abril os 33 convocados escolhidos se apresentaram para exames médicos na Santa Casa de Misericórdia, no Rio. Garrincha e Orlando tiveram que operam as amigdalas. Mas quem teve mais trabalho foi Mario Trigo: todos os jogadores tinham problemas dentários. Mario Trigo e seus ajudantes da faculdade Nacional de Odontologia contabilizaram perto de 500obturações e extrações. No dia 10 de abril, a seleção partiu para Poços de Caldas, em Minas Gerais, onde ficou por 20 dias treinando. E, por sugestão dos jogadores, Mario Trigo foi junto, por sua capacidade de descontrair qualquer ambiente com uma piada. O tempo mostrou que ele ajudava a dar estabilidade emocional aos craques, mais até que o professor Cavalhares. Por falar nele, sua bateria de testes apresentou resultados assustadores: alguns jogadores eram infantis, outros tinham QI baixo e a maioria nem deu bola para aquela coisa de completar figuras ou interpretar rabiscos. O plano de Paulo Machado de carvalho tinha críticos veementes. No Jornal dos Sports, Mario Filho não se cansava de torpedear as invencionices. Ademar Pimenta, técnico da seleção de 1938, batia na mesma tecla em seus comentários na Rádio Mauá do Rio de Janeiro. Em São Paulo, o comentarista da Rádio Tupi, Geraldo Bretas, prometia solenemente nunca mais comentar futebol se o Brasil voltasse campeão, promessa que não foi cumprida.

A comissão técnica que tinha tudo planejado nos mininos detalhes, se esqueceu de fornecer a Fifa os números das camisas dos jogadores. Diz a lenda que o uruguaio Lorenzo Vilizio, membro do comitê organizar da Copa, definiu a numeração por contra própria , sem consultar nenhum dirigente brasileiro. O que realmente ocorreu nunca ficou bem explicado, mas a lista de Vilizio teve erros e acertos incríveis. O mais intrigante foi a concessão do 10 para Pelé. Mais do que um numerólogo por acidente, Vilizio foi profético. Confira os números com que os jogadores brasileiros disputaram a Copa de 1958.
1) Castilho.
2) Belini.
3) Gilmar.
4) Djalma Santos.
5) Dini Sani.
6) Didi.
7) Zagalo.
8) Moacir.
9) Zozimo.
10) Pelé.
11) Garrincha.
12) Nilton Santos.
13) Mauro.
14) De Sordi.
15) Orlando.
16) Oreco.
17) Joel.
18) Mazzola.
19) Zito.
20) Vavá.
21) Dida.
22) Pepe.

Depois de vencer por 4×0, as duas partidas internacionais contra Fiorentina e Internacionale, na Itália, no dia 3 de junho, o Brasil seguiu para Copenhague, na Dinamarca, e de lá, para Gotemburgo, na Suécia. Às 11 horas e 30 minutos, os jogadores pisaram em solo sueco e seguiram direto para a concentração, no Turist Hotel da pequena cidade de Hindas. Cinco dias depois, o Brasil estreou na Copa.

Jogo final –29 de julho de 1958.
Horário: 15 horas.
Brasil 5 x Suécia 2 –Solna Racunda, em Estocolmo.
Gols de Liedholm. Vavá. Vavá no primeiro tempo. Pelé. Zagalo. Pelé e Simonsson no etapa complementar.
Juiz: Maurice Guigue, da França.
Publico: 49.737 torcedores.
Brasil: Gilmar. Djalma Santos e Belini. Zito. Orlando e Nilton Santos. Garrincha. Didi. Vavá. Pelé e Zagalo.
Suécia: Swensson. Bergmark e Axdom. Borjesson. Gustavsson e Parling. Hamrim. Gunnar Green. Simonsson. Liedholn e Skoglund.

Comissão Técnica –
Chefe da delegação: Paulo Machado de Carvalho.
Técnico: Vicente Ítalo Feola.
Supervisor: Carlos Nascimento.
Médico: Dr. Hilton Gosling.
Preparador Fisico: Paulo Amaral.
Psicólogo: Professor Cavalhares.
Dentista: Dr. Mario Trigo.
Massagista: Mario Américo.

Doutor Paulo… Na época, esse titulo era atribuído, por mérito, a médicos e advogados. Mas, por cortesia ou temor, o povo também apelidava de “Doutor” os delegados da policia e os homens ricos. Paulo Machado de Carvalho se enquadrava no último quesito, mas ninguém duvidava que ele assumiria qualquer um dos outros três papéis, se as circunstâncias assim o exigissem. Figura exuberante, o doutor Paulo ria muito, gostava de apertar as bochechas dos jogadores e tinham sempre um conselho na ponta da língua. Nilton Santos afirmou que ele foi o primeiro dirigente a tratar jogador de futebol como gente.

Julinho Botelho, ponta direita da Seleção na Copa de 1954, preparava-se para voltar ao Brasil após quatro anos em Florença. Lá, ajudara a Fiorentina a ganhar o primeiro scudetto de campeão italiano de sua história, em 1956. Julinho chegou a ser convocado para a Copa de 1958, mas recusou alegando que não era justo, jogando njo exterior, tomar o lugar daqueles que estavam atuando no Brasil. Ele chorou quando teve que enfrentar o Brasil em amistoso na Itália antes da Copa na Suécia.

A Argentina foi goleada pela Tchecoslováquia por 6×1 e o retorno da delegação a Buenos Ayres foi precedido por noticias de noitadas e falta de empenho nos treinos. Apesar dos desmentidos de Raul Colombo, presidente da Associação de Futebol da Argentina, uma pequena multidão foi ao aeroporto atirar moedas e pedras nos jogadores. Foi um melancólico fim de carreira para o grande Angel Labruna, craque desde dos anos 40, com nove campeonatos conquistados pelo River Plate e 292 gols assinalados.

Diz a lenda que uma comissão de jogadores – Belini, Nilton Santos e Didi – foi ao técnico Feola exigir a escalação de Garrincha e Pelé. Mas não foi bem assim. Dois dias antes do jogo contra a Rússia, já era dada como certa a estréia de Pelé. Mas ninguém sabia se Garrincha ia jogar. Nos dois primeiros Joel recebera boas notas da imprensa, por seu um ponta moderno que ajudava na marcação. Mas Zagalo já fazia isso pela esquerda. Com a entrada de Zito, um marcador implacável, Feola teve a chance de reforçar o ataque com um ponta autêntico. Ele tinha duas opções: substituir Zagalo por Pepe ou Joel por Garrincha. E ficou com a segunda hipótese. A alteração, decidida num treino secreto na véspera do jogo, foi comunicada a todo o grupo. E o doutor Paulo Machado de Carvalho, como sempre fazia, foi ouvir a opinião dos mais experientes, Belini como capitão, se manifestou a favor e foi apoiado por Didi e Nilton Santos. Dessas conversas informais, após o anuncio oficial, surgiu mais tarde a lenda da rebelião.

Terminada a decisão, os jogadores brasileiros ficaram perfilados no centro do campo para ouvir o hino nacional, com Zagalo e Pelé chorando copiosamente. Em seguida, o Rei Gustavo Adolfo desceu das tribunas e entregou a Taça Jules Rimet para o capitão Belini, em cima de um patamar de madeira. A legião de jornalistas impedia que muitos fotógrafos registrassem o momento – e um deles pediu para Belini levantar o troféu. Belini segurou a taça com as duas mãos e ergueu sobre a cabeça, num gesto que, dali em diante, virou marca registrada de todos os campeões.

OS DIAS 23 E 24 DE MARÇO NO FUTEBOL

23/03/1957 – BRASIL 9 – 0 COLÔMBIA, Em Lima pela Copa América goleada brasileira com Evaristo marcando 5 gols, Didi (2), Zizinho, Pepe completaram o massacre.

24/03/1903 – Ë fundada na cidade italiana de Cremona na Itália a Unione Sportiva Cremonese.

24/03/1976 – CRUZEIRO 4 – 1 SPORTIVO LUQUEÑO, Na sua campanha vitoriosa pela Libertadores o Cruzeiro venceu bem os paraguaios.

Aniversariantes:

24/03/1954 – Rudd Krol libero da Seleção Holandesa em 74/78 e do Ajax.

24/03/1964 – Paulinho Carioca ponta esquerda do Fluminense e Corinthians, campeão mundial juniores em 1983 pelo Brasil, e em 1985 fez o gol do tri-campeonato do Fluminense.

24/03/1987 – Ramires, volante revelação do Cruzeiro que vem brilhando na Libertadores

O Ramalhão aprontou em 1990!!!

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Este foi o dia em que o nosso amígo e conterrâneo Luciano Lemes teve uma bela tarde(inspirada), pois neste dia aí o seu clube, o Santo André Esporte Clube derrotou o todo poderoso São Paulo Futebol Clube, o tricolor do Morumbí por 1 x0 (gol do Mané da Favela), isto foi no ano de 1990 no Estádio Bruno José Daniel.

E neste dia o Ramalhão, como é conhecído o Santo André entrou em campo e venceu com, em pé: Corrêa,Donizetti,Clemer,Cipó,Luiz Antonio e LUCIANO. Agachados: Edevaldo,Rizza,Mané,Ivan e Preta. Então taí uma foto marcante pro nosso conterrâneo e amígo Luciano(filho do Nenzinho Lemes e D. Tomázia) que ficará marcada na memória dos Varginhenses, que são amantes do futebol, é óbvio!

Fonte: Gilberto Beneton Jr.

Antigas recordações, Ferroviária de Araraquara!!!

Achei interessante e repasso aos colegas,

(In memoriam Sidney Schiavon – Jornalista Araraquarense)

Há uma distinta senhora, fino ornamento de nossa sociedade, como diriam os velhos cronistas, que fez aniversário no mês de abril, e sem nenhuma falsa vaidade, ostenta fisionomia/moça e plástica perfeita, embora os embates dos anos tenham lhe feito marcas indeléveis que nenhuma cirurgia lhe estirpa. E ela as carrega com orgulho.
Nasceu há 42 anos, o nome foi-lhe dado na pia batismal pelo seu criador, engenheiro Antonio Tavares Pereira Lima, cidadão que, êmulo do Dr. Frankestein, com marcante diferença, já que nunca criou monstros, mas coisas épicas no esporte, sendo suas filhas diletas duas entidades esportivas de grande corpo associativo e polarizadoras das atenções de São José do Rio Preto/SP. e de Araraquara/SP. Sim, Pereira Lima teve o condão de criar duas agremiações repletas de gloriosas passagens pelo futebol profissional de São Paulo.
Eleito Primeiro Presidente do clube que ajudara a fundar, ao lado de ferroviários experientes da antiga Estrada de Ferro Araraquara, no dia 12/04/1950, teve como seus Vices: Francisco Eugênio de Campos e Abel de Almeida Magalhães, conseguindo depois de ardorosa batalha jurídica-esportiva, faz a AFE associar-se à Federação Paulista de Futebol e na 2ª Divisão de profissionais, fato ocorrido a 28/03/1951, tendo contratado os seguintes atletas para integrarem aquele que seria um esquadrão do interior paulista: Sandro(Rio Pardo), Sarvas(Linense), Avelino(Rio Pardo), Pierri(América de Rio Preto), Rudge(Uchôa), Ayres(Araguari), Tite(América de Rio Preto), Rebolo(Estrela da Saúde), Coelho(Rio Preto). Quis Maurinho, do time do Paulista, mas o grande ponta-direita foi para o time do Guarani de Campinas e depois para o time do São Paulo e seleção brasileira.
A Ferroviária, após contratar esses atletas, e outros que a memória não alcança, fez seu primeiro treino no campo do Cambuhy, em Matão/SP., precisamente no dia 9 de maio de 1951. E o primeiro jogo do clube da Estrada de ferro, como carinhosamente era tratada nos seus primórdios, foi contra a equipe do Mogiana de Campinas, no dia 13 de maio de 1951, ganhando de 3 a 1, gols de Fordinho(que marcou, portanto, o primeiro gol da Ferroviária), Basso e Baltazar; Aléssio(contra) fez o gol dos Campineiros.
O segundo jogo da AFE foi no dia 20 de maio de 1951, na cidade de Lins/SP., perdendo por 2 a 1 frente ao time do Linense. O terceiro jogo aconteceu em Taquaritinga/SP., a 25 de maio de 1951. O quarto jogo de sua vida, a Ferroviária disputou frente ao time do Nacional de São Paulo, no dia 28 de maio de 1951, no Estádio Municipal, empatando em 2 a 2. A AFE: Sandro; Sarvas e Aléssio; Pierri, Basso e Pimentel(Rudge); Rebolo(Ministro), Milton Viana, Fordinho, Gonçalves e Tonhé(Baltazar).
O estádio da AFE foi inaugurado oficialmente no dia 10 de junho de 1951, contra o time do Vasco da Gama do Rio de Janeiro. A Ferroviária foi abatida de goleada: 5 a 0, gols de Friaça, Friaça, Friaça, Friaça e Tesourinha.
Finalmente, para matar saudades, o primeiro encontro da Ferroviária diante de um adversário local, de Araraquara, portanto, aconteceu no dia 01/07/1951, no Estádio Municipal, frente ao time do Paulista Futebol Clube, perdendo de 4 a 0, gols de Elvo, Elvo, Elvo e Souza.
Estas, algumas das minhas recordações mais efetivas da Ferroviária. A afetiva fica por conta do jogo entre ela e o Botafogo de Ribeirão Preto, quando alçou-se para a 1ª Divisão, em 1956. Muita emoção e qualquer dia eu conto com detalhes. Inclusive porque um torcedor apareceu no estádio, com um gato preso, feito louco e babando, dentro de uma jaula na hora do jogo.

Fonte:www.ferroviaria.kit.net

Bobby Moore – o Incomparável

A cena ocorrida no venerável Estádio de Wembley perante 100 mil torcedores, entre os quais a Rainha Elizabeth II, continua tão viva como naquela tarde cinzenta de 30 de julho de 1966. Booby Moore, o capitão da Inglaterra, ergueu para a multidão a Taça Jules Rimet, no ato final de uma conquista sem precedentes. Ele pouco sorriu. Com o semblante sempre sério e com os olhos azuis fixo no troféu de ouro, se viu engolfado pelos abraços dos companheiros.

Um dos maiores zagueiros de todos os tempos, Bobby Moore disputou os mundiais de 1962, 66 e 70 pela Inglaterra, tendo somado 14 partidas em Copas. Em 1966 foi fundamental na única conquista inglesa de um campeonato mundial.

Dono de uma categoria invejável, reinou soberano na defesa inglesa por 11 anos, até se despedir do selecionado em 1973, depois de disputar 108 jogos. Apesar de sua classe incontestável, jogou apenas por times pequenos da Inglaterra. Fez praticamente toda carreira no West Ham, entre 1958 e 1974, e depois se transferiu para o Fulham, em 1977. Ainda assim conseguiu ganhar uma Copa da Inglaterra e uma Recopa pelo West Ham.

Onze anos depois, quando Booby Moore saiu de campo pela última vez para entrar nas páginas dos livros da história do futebol, encerrava-se a mais lendária e esplendida época até hoje vivida na Inglaterra. Ele estabeleceu um recorde até agora insuperado de 108 partidas pela seleção inglesa.

Num episódio curioso, acabou preso na Colômbia, local utilizado pela seleção de seu país para os treinamentos antes da Copa do México, em 1970. A história nunca ficou bem explicada. Moore foi acusado de roubar uma peça de uma joalheria, mas acabou inocentado e voltou a se juntar ao grupo quatro dias depois. Faleceu em 1993 depois de uma dura luta contra o câncer.
Revista Placar