Primeira tentativa de “Transmissão” de uma partida de futebol em 1924

No Recife, o grande interesse despertado pelo inédito acontecimento,o jogo BA X PE, levou
o Diario de Pernambuco a organizar um serviço especial de informações, o que se pode
considerar como primeira tentativa para a transmissão de uma partida de futebol.
Numa matéria circulada,na página esportiva, o jornal explicava em que consistiria o seu
“serviço especial de informação”:

– No intuito de bem servir ao nosso público, vivamente interessado no resultado do match que,
para disputa do Campeonato Brasileiro de Futebol, terá início, amanhã, às 15 horas,na cidade
de S. Salvador, entre os selecionados oficiais da Bahia e deste Estado, organizou o “Diario de Pernambuco” um serviço especial de informações, de três em três minutos, entre o estádio da
Graça e o edifício desta folha – por meio de ligações telefônicas, diretas com as estações da
“Western Telegraph” aqui e na Bahia, de muito lhe valendo para esse fim a obsequiosa coope
ração da superintendência dessa empresa e da direção técnica da “Pernambuco Telephone
Company”.
“Para mais ampla e completa divulgação, será instalado numa das sacadas do edifício do
“Diario” o autofalante Gaumont da Casa Rádio, que é o mais poderoso da América do Sul, niti-
damente audível num raio maior de 200 metros, e por um obséquio muito penhorante posto �
nossa disposição por aquele estabelecimento de rádio-eletricidade. Hoje, às 161/2 horas, será
feita uma experiência com esse forte amplificador. Deste modo,todas as peripécias do sensacional
jogo vão ser conhecidas entre nós à proporção que se forem verificando na Bahia”.

No dia do esperado encontro, 30 de dezembro de 1924,cerca de 2 mil pessoas, nervosas e
expectantes, concentravam-se defronte ao edifício do Diario, na pracinha, para ouvir as infor-
mações, que começaram às 9 horas e 55 minutos da manhã:

“A experiência telefônica entre o estádio da Graça e a estação da Western Telegraph, aqui,
deu excelente resultado. Reina em toda a cidade grande interesse pelo resultado do jogo. As
apostas sobem a 100 mil contos de réis. Haverá um encontro preliminar entre dois combinados
da Liga Baiana, denominados”Artur Moraes” e “Henrique Carvalho”. O jogo principal começará
às 15,30.

10,10 – Servirão como juízes auxiliares no jogo principal os srs. Antonio e Aprígio Braga, ambos
cariocas. Os jogadores enviam lembranças afetuosas as suas famílias e ao povo pernambucano, prometendo todos os esforços para conseguirem a vitória.

14,30 – A delegação pernambucana em companhia do representante da Confederação acaba de
tomar o bonde especial em frente ao “Hotel Meridional”, rumando para o estádio da Graça.

15,05 – Acaba de entrar no estádio da Graça sob delirantes aclamações da assistência a delegação pernambucana. A assistência é calculada em mais de 12 mil pessoas.

15,10 – 0 pavilhão de honra das arquibancadas está ocupado pelo Exmo. Sr. Dr. Goes Calmon, Governador do Estado,secretários do Governo, comandantes da Região e da Força Policial além
de outras autoridades civis e militares.

15,11 – O pavilhão pernambucano é içado no topo de um mastro sob vivas aclamações da
assistência. Continua no campo o jogo preliminar. O dr. Goes Calmon, Governador do Estado,
foi em pessoa cumprimentar a embaixada pernambucana.
Reina indescritível entusiasmo em toda a numerosa assistência.O aviador Lafay voa sobre o campo, fazendo evoluções em seu aparelho, atirando flores sobre os jogadores. Os bondes e automóveis chegam repletos de passageiros. Esgotam-se os bilhetes de ingresso. A multidão que está fora do estádio tenta invadi-lo. A polícia toma providências enérgicas.

15,12 – Terminou o jogo preliminar.

15,15 – Os assistentes vivaram os pernambucanos. Leça agradeceu erguendo uma saudação
a Bahia.

15,20 – 0 chefe da delegação pernambucana e o representante da Confederação passaram a
ocupar o pavilhão de honra, ao lado do Governador e autoridades.

15,25 – Entrou em campo o “team” baiano, conduzindo a bandeira de Pernambuco e uma cesta
de flores naturais. Sob delirantes aclamações da assistência acaba de ingressar na arena o conjunto pernambucano. Os jogadores formados em linha erguem vibrante aclamação ao povo baiano.

15,30 – O juiz Tinoco e seus auxiliares estão “posando”para os fotógrafos que acabam de invadir o campo.

15,35 – A Liga Baiana presta significativa homenagem ao quadro pernambucano, oferecendo ao seu “capitão” uma palma de flores naturais. O quadro baiano saúda ao pernambucano e este agradece.
É tirado a sorte que favorece aos locais, escolhendo estes a barra de fundo do estádio. Péricles dá o pontapé inicial passando a Osvaldo. Saez intercepta. Popó recebe a pelota e atira pelo alto. Matias
está na defesa. Os baianos atacam com vigor e Alarcon defende. Péricles investe e obriga a defesa
local praticar um comer, batido por Osvaldo sem resultado. A bola volta ao centro e sai de campo. Osvaldo investe pela ex¬trema e Cláudio defende. Ademar inutiliza uma investida rápida da linha baiana. A assistência chama pelo nome de Popó sem resultado. Péricles faz uma passagem a Osvaldo que perde a pelota.

15,45 – Alarcon defende. Os baianos batem um corner de Bredherood sem resultado. Aloísio bate um outro contra os baianos, saindo a pelota. Astério atira e Valença agarra com segurança recebendo palmas. Novo chute de Astério vai pelo alto. Péricles passa a bola a Aloísio, que atira pelo alto. Alarcon defende de cabeça um pelotaço de Sandoval.

15,50 – Mica avança passando a bola a Astério, que a envia por cima da trave de Valença. Os locais atacam e Valença defende com firmeza. 0 juiz pune uma falta de Popó e Osvaldo investe sem resultado. Sandoval manda a pelota obrigando a uma defesa de Alarcon. Valença é vivamente aplaudido pela assistência. Os pernambucanos avançam sem resultado. Péricles passa a Osvaldo, e a defesa local intervém, anulando o ataque.

15,55 – Alofsio avança e obriga a defesa local jogar fora a pelota. Ademar pratica uma falta. A linha pernambucana avança. Matias passa a bola a Osvaldo e este centra. Os baianos atacam e Valença defende. Os locais dominam o jogo. A defesa visitante pratica um corner. Armando bate sem resultado. Pedro Sá inutiliza uma formidável entrada de Popó. Novo assédio à barra de Valença, e Popó de uma cabeçada marca às 16,00 o 1° gol.

16,04 – De uma virada de esquerda, Astério conquista o 2.° gol.

16,08 – Péricles, após fulminante entrada, atira com violência e marca o 1.° gol pernambucano.

16,10 – 0 juiz pune uma falta de Miranda que, recebendo novamente a bola a perde para Cláudio. Péricles manda a bole rente à trave de Juvenal. Manteiga atira alto e novo arremate baiano. Valença defende com maestria. Um avanço da linha pernambucana, Osvaldo prejudica se colocando fora de jogo. Alarcon faz uma brilhante defesa e o juiz dá por findo o 1° tempo com o resultado de 2×1 em favor dos locais.

2.° tempo

16,25 – Começou a segunda fase da partida. Os pernambucanos são aplaudidos pela assistência.

16,30 – Os baianos investem. Manteiga atira por fora.Um avanço dos baianos os pernambucanos o inutilizam. Os pernambucanos investem sem resultado. A defesa de Pernambucomanula um ataque baiano. Popó atira por cima do arco de Valença. Novo avanço dos baianos e a bola sai de jogo.

16,35 – Valença agarra a pelota e Pedrosa avança e Valença pratica corner, que batido por Sandoval
vai a Popó que recebe de cabeça. Valença faz linda pegada.

16,38 – Popó carrega e manda formidável pelotaço, marcando o 3.° gol baiano.

16,40 – Saída pernambucana. Péricles passou a Zilo e este de cabeça faz o 2.° gol pernambucano.

16,46 – Osvaldo fora de jogo inutiliza um avanço da sua linha. Pedro Sã bate sem resultado uma falta baiana. Manteiga investe e nada produz. Sandoval pune uma falta dos pernambucanos. Armando recebendo um oportuno passe faz o 4.° gol da Bahia.

16,54 – É punida uma falta de Popó, que está produzindo jogo violento.

16,55 – Armando atira por fora e Ademar investe sem resultado,

17,00 – Péricles investe e Zilo sai machucado, sendo o jogo suspenso por 2 minutos. Zilo deixa o
campo nos braços de Alarcon. Recomeça o jogo. Pernambuco está apenas com 10 homens.

17,03 – Astério faz o 5.° gol baiano.

17,05 – Zilo volta ao campo e os baianos investem dominando inteiramente o terreno pernambucano.

17,07 – Pedro Sá, de três investidas seguidas de Astério,defende duas. Valença, mal colocado, não
pôde evitar que na terceira investida, Astério consiga o 6.° gol. Os pernambucanos investem e Brotherood defende. 0 juiz pune uma falta de Miranda, que batida vai a pelota fora do campo. Ademar livra um gol iminente. Popó faz o 7.° gol baiano.

17.11 – Os baianos desenvolvem jogo violentíssimo.

17,15 – 0 juiz dá por finda a partida com o resultado de 7×2 em favor dos locais.

Nosso time em Salvador jogou com esta formação: Valença (Torre); Pedro Sá (Sport) e Alarcon (Sport); Matias (Sport), Ademar (Sport) e Brotherood (Sport); Osvaldo (Torre), Miranda (Sport), Péricles (Sport), Zilo (Santa Cruz) e Aloísio (Sport).

Havia, como se observa, 8 jogadores rubronegros na Seleção. Em parte, justificava-se a predominância do Sport, porque seu time havia sido campeão do ano, disparado. Era de fato uma equipe poderosa, uma verdadeira seleção. A fragorosa derrota, porém, ensejou muitas críticas à Liga, que até para diretor-técnico do selecionado indicara um rubronegro: Renato Silveira. De Salvador, ele passou o seguinte telegrama: “A sorte foi ingrata. Minha tristeza é profunda”.

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Fonte:A Historia do Futebol em PE

Esporte Clube 15 de Novembro

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O Esporte Clube 15 de Novembro, nome com o qual surgiu, foi fundado em 15 de novembro de 1911, por operários de uma indústria de calçados – Vetter & Irmão, que passaram a praticar o futebol, um novo esporte que aparecia na região.
Em 1917, juntamente com duas outras entidades locais (Sociedade Alemã de Tiro e a Sociedade de Canto), participou da fundação da Sociedade Concórdia, um clube social com vários departamento
Em 12 de abril de 1943, a Diretoria da Sociedade Concórdia resolveu extinguir o departamento de futebol, que tornou-se independente, até no nome : E. C. Independente, adotando as cores branca e preta. Esta decisão provocou muitas polêmicas, mas a verdade é que o futebol progrediu.
Após um grande movimento popular, o E. C. Independente recebeu o seu nome de origem, E. C. 15 de Novembro e foram adotadas as cores originais : amarelo, vermelho e verde. Isso aconteceu no dia 29 de setembro de 1949.Em 1957, o “15” conquistou o seu primeiro e importante título :
Campeão da Zona Sul do Estado.

Mas no ano de 1960 foi iniciada a conquista de muitos e importantes títulos a nível estadual, na categoria especial de amadores. Com uma equipe modesta, sob o comando do treinador Raul Freitas, o “15” conquistava o campeonato estadual, Série Branca. Muita raça e entusiasmo dos jogadores, para alegria de uma torcida que, aos domingos, prestigiava o clube no Estádio dos Eucaliptos (hoje Estádio Sady Arnildo Schmidt).O feito repetiu-se em 1961, 1963,1964 e 1966.

Em 1968 veio o primeiro título do Absoluto de Amadores. E o “15” continuava a conquistar títulos e mais títulos : 1970, 1971, 1972, 1973, 1976, 1977, 1982, 1987, 11920 e 1992.
O E. C. 15 de Novembro é o maior ganhador de títulos
amadores do Estado do Rio Grande do Sul.No ano de 1988, no Estado do Paraná, o 15 de Novembro conquistou o primeiro título de Campeão Sul-brasileiro de Futebol Amador, disputado contra clubes catarinenses e paranaenses.Em 1975 passou a chamar-se CLUBE 15 DE NOVEMBRO, por força da fusão com a Sociedade Concórdia, cuja denominação deixou de existir : tudo passou a ser Clube 15 de Novembro.Em 1994 profissoinalizou-se, disputando a segundona do futebol gaúcho. Sagrou-se vice-campeão, com passagem para a Série B da primeira divisão. Em 1998 obteve o segundo lugar na Copa Abílio dos Reis, o que lhe deu o direito de disputar a Série A da primeira divisão, juntamente com Juventude, Grêmio, Internacional e outros clubes da elite gaúcha.

Em 1999 outra vez disputou a Série B e, com extraordinário brilho, voltou à Série A. Preparou-se cuidadosamente, ficou campeão da fase classificatória – Chave 2, e conquistou o direito de participação no Octogonal final do Gauchão/2000, etapa disputada somente pelos grandes do futebol riograndense. Após brilhante campanha, o estreante “15” ficou em 5º lugar, atrás somente de Grêmio, Internacional, Caxias e Juventude.A primeira grande campanha aconteceu em 2002. Com um excelente plantel, o “15” chegou às finais do Gauchão, disputando o título contra o S.C. Internacional. Foi vice-campeão e este fato mobilizou ainda mais a direção do Clube.Em 2003 não foi diferente, Mercê de uma campanha melhor do que em 2002, o “15” chegou outra vez ao vice-campeonato gaúcho. Outra vez contra o S. C. Internacional, de Porto Alegre.Em 2004, com outro grande elenco, o “15” chegou ao terceiro lugar na Copa do Brasil. intercalando jogos desta competição com o certame gaúcho. Uma verdadeira maratona de jogos.

A Copa do Brasil fez história, promoveu o “15” e o município de Campo Bom além das fronteiras brasileiras. Em terceiro lugar, só perdeu posição para Santo André, que foi o campeão, e o Flamengo carioca, segundo colocado. À frente. logicamente, de todos os clubes brasileiros tradicionais em grandes competições. Veio o ano de 2005 e o “15” conseguiu armar mais uma grande equipe. Foi o melhor nas etapas iniciais do Gauchão e classificiu-se para as finais, jogadas, outra vez, contra o Internacional, de Porto Alegre.No Beira-Rio, vitória do Inter, 2 a 0. Na final de Campo Bom, vitória do “15” por 3 a 2 (2 a 0 nos 90 minutos e 1 a 2 na prorrogação).Como o regulamento não estipula o saldo de gols e como a prorrogação não deixa de ser um complemento do jogo disputado anteriormente, muitos especialistas entendem que o “15” é o campeão de direito do Gauchão/2005.Mas os torcedores do Rio Grande do Sul e do Brasil viram, na realidade, um grande time de futebol, que em 2006 vai outra vez disputar a Copa do Brasil. Para alegria dos torcedores.2006 – Muito planejamento, contratações e novamente uma bela equipe. Vários certames, o Gauchão, a Copa do Brasil e a Copa Emídio Perondi.Na Gauchão, as coisas não andaram como deveriam andar. Intercalando o Gauchão, jogos pela Copa do Brasil, viagens, etc., dando pouco tempo para recuperação física e técnica.

Na Copa do Brasil, o “15” eliminou, na primeira fase, o Noroeste de Baurú, vencendo em casa pelo escorte de 4 a 1 e perdendo em São Paulo por 2 a 0. Na segunda fase, o “15” eliminou o Grêmio Portoalegrense, a quem venceu em Campo Bom, por 1 a 0. Perdeu no Estádio Olímpico pelo mesmo escore e eliminou o clube da capital nas penalidades máximas por 6 a 5. Foi eliminado, na terceira fase, pelo Volta Redonda, que venceu o primeiro jogo, no Rio de Janeiro, por 1 a 0. Em Campo Bom, vitória do “15” por 2 a 1. O gol qualificado beneficiou o Volta Redonda.E na terceira competição do ano, o “15” sagrou-se Campeão da Copa Emídio Perondi. Derrotou, nas finais, a Ulbra, de Canoas, por 3 a 1 (no Complexo Esportivo da Ulbra) e por 3 a 0 no jogo disputado em Campo Bom.
No ano de 2007, o clube não fez boa campanha no Gauchão. Participou somente da primeira fase, permanecendo, contudo, na elite do futebol gaúcho.

Fonte:Site Oficial

Argentina: Futebol e Guerra

Em 1976, foi instaurada uma ditadura militar de extrema-direita na Argentina. Os militares ficaram apenas sete anos (de março de 1976 a dezembro de 1983). Apesar de ter durado menos tempo, a ditadura portenha conseguiu ser muito mais violenta com a oposição.

O número de torturados, mortos e “desaparecidos” pelo regime argentino superou em muito o “nosso” regime militar, fazendo milhares de vítimas. Na América do Sul, a ditadura argentina só foi superada em violência e número de vítimas pelo regime ditatorial instaurado pelo general Augusto Pinochet no Chile, que governou o pais de 1973 a 1990.

Argentina vence a copa de 78 em casa

Em 1978, a seleção de futebol da Argentina venceu a Copa do Mundo em casa, a ditadura argentina aproveitou a conquista do título mundial para fazer propaganda e ganhar popularidade. Apesar de invicto, o time brasileiro perdeu a chance de disputar a final quando foi superado em saldo de gols pelo time da casa depois que a seleção da Argentina goleou a seleção do Peru (6×0).

A goleada atraiu suspeitas de fraude. Ainda hoje, muitos torcedores brasileiros suspeitam que houve “marmelada”. Segundo essa versão, o time peruano teria sido subornado para “entregar” o jogo. Até o fato de o goleiro da seleção peruana, Ramon Quiroga, ser um argentino que se naturalizou peruano, contribuiu para aumentar as suspeitas. De qualquer modo, com ou sem trapaça, a seleção argentina venceu a seleção holandesa na final.

A seleção brasileira teve que se conformar com o terceiro lugar e com o título de “campeão moral”. A Copa de 1978 também é lembrada pela partida que ficou conhecida como a “Batalha de Rosário”, na qual brasileiros e argentinos se enfrentaram num jogo que terminou empatado (0x0).
Argentina e Inglaterra: rivais na guerra e no futebol

Guerra das Malvinas

Em 2 de abril de 1982, para desviar a atenção da opinião pública dos problemas internos, o governo ditatorial argentino resolveu apelar novamente para o nacionalismo: iniciou uma guerra contra o Reino Unido pela posse das ilhas Falklands (a Guerra das Malvinas, com as ilhas são chamadas pelos argentinos).

O tiro saiu pela culatra: a guerra terminou com uma humilhante derrota para as forças armadas argentinas, cuja rendição se deu em 14 de junho do mesmo ano. Com a derrota militar para os britânicos, a opinião pública da Argentina se voltou contra o governo, que entrou em colapso. No ano seguinte, a ditadura chegava ao fim na Argentina. Curiosamente, a Guerra das Malvinas aumentou a rivalidade entre as seleções de futebol da Inglaterra e da Argentina (sem falar em briga de torcidas).

A rivalidade já existia antes da guerra e teria começado na Copa do Mundo de 1966, realizada na Inglaterra: numa das partidas, a seleção inglesa derrotou a seleção argentina por 1×0 num jogo marcado por uma arbitragem polêmica, que resultou na expulsão do então capitão do time argentino, Antonio Rattín, considerada injusta pela maioria dos torcedores argentinos.

Maradona e a “mão de Deus”

Na Copa de 1986, realizada no México, que acabou vencida pela Argentina, os argentinos viram num jogo contra a seleção inglesa, uma chance de se “vingarem” da derrota na guerra. Dessa vez, os argentinos saíram vitoriosos (2×1). Foram dois gols de Maradona, o segundo foi legítimo, mas o primeiro foi feito com a mão. O craque argentino afirmou cinicamente que esse gol foi de cabeça, a mão que se viu era “de Deus”.

Muita gente misturou política e futebol, seja para fazer propaganda, seja para difundir a discórdia e o preconceito. No entanto, também é verdade que o futebol-arte supera as diferenças políticas e ideológicas. Um exemplo disso ocorreu em 1969 , durante uma excursão na África, o Santos de Pelé jogou dois amistosos no antigo Congo Belga: o pais estava dividido por uma guerra civil, mas os dois lados fizeram uma trégua para ver o “Rei” jogar.

Fonte:Tulio Vilela

Flamengo x América de Minas Gerais

Quem não se lembra daquele famoso jogo em que o Flamengo de Varginha jogou contra o grande time do América Mineiro que na época contava com jogadores do quilate de Zé Maurício,Celso Augusto,Luiz Carlos Hippie,Ananias,Warner,Jorge Nobre,Claudio Barbosa,Claudio Reginatto,Luiz Carlos Gaúcho,Wagner,Paulinho e tantos outros. É, pois foi neste dia que o juizão Marcus Vinicius dos Santos sentiu a força e a fúria da torcida Varginhense e não é que o danado fez de tudo para que o América mesmo com aquele timaço ganhasse ilicitamente do nosso Mengão dentro de Varginha! Se ferrou, pois a torcida ficou furiosa e fez com que no grito e na raça dos jogadores o Mengão empatasse aquela partida e se demorasse mais um pouco tería virado, quem se lembra? E neste dia os heróis Rubro Negro foram estes aí, em pé: Santos,Beto,Alves,Josías,Moacir,Walmir Vinhas(Que se eu não tiver enganado era o treinador) e Neneca. Agachados: O bom velho Jorge Santos,Cirío,Julinho,Palhinha,Bilau e Lelé. As crianças não estou reconhencendo, me parece que a menina é a filha do Beto nosso latera de Boa Esperança e o menino eu não estou reconhecendo. Mais foi um grande jogo e me lembro bem, pois estava lá na Flapaineira acompanhando a encrenca, teve de tudo naquele dia, rádio,chinelos e outros bichos mais, da-lhe Mengãoooooo… E quanto aos gols do Mengão foram marcados pelo Palhinha se eu não tiver errado e se eu tiver errado me corrijam, ok?

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Fonte: Gilberto Beneton

CIANORTE DERROTA CORINTHIANS,um jogo que entrou na história!!!

10/03/2005

Cianorte amanhece nesta quinta-feira com bom tempo e embalada pelo sonho que o país inteiro viu na noite de verão do dia anterior. Nem o mais entusiasta da vitória de Davi sobre o Golias apostaria que o modesto time da cidade do Noroeste paranaense, fundado há apenas três anos, venceria com folga o quase nonagenário Corinthians (de “tradições e glórias mil”, como reza seu hino), tornando coadjuvante o badalado elenco da equipe paulista. Pois, na noite de nove de março de 2005 cravou-se, no estádio Willie Davids, em Maringá: Cianorte 3 x 0 Corinthians, pela Copa do Brasil.

A vitória dos sonhos (que teve até gritos de “olé” no final e gol de bicicleta) permite ao Leão do Vale perder por até três gols de diferença, desde que marque um (1 x 4, 2 x 5, etc) na partida de volta, no Pacaembu, no dia 6 de abril, para avançar à terceira fase do torneio. Mais: se cair por 3 x 0, o Cianorte ainda não vai ser desclassificado, podendo ganhar a vaga nos pênaltis.
O time que jogou em Maringá porque não tem luz em casa (o estádio Albino Turbay) deixou estupefato o técnico argentino Daniel Passarella (estreante no banco corintiano), o goleiro Fábio Costa, os meias Carlos Alberto e Roger, o atacante Tevez numa seqüência iniciada aos oito e terminada aos nove minutos. Neste curto espaço, o abriu dois gols na conta.

O primeiro teve notável colaboração de Fábio Costa, que viu a bola saída de uma cobrança de escanteio escorrer por suas mãos e encontrar, sozinho, o zagueiro Édson Santos, que concluiu de cabeça. O segundo gol, aos nove, teve méritos do lateral-direito Daniel Marques, que chutou rasteiro e com força, da intermediária. A bola desviou no atacante Márcio Machado e enganou Fábio Costa: 2 x 0.
Muito longe do que pede o seu figurino, o Timão teve suas chances quase que restritas à chutes de Roger, disparados de fora da área: aos 15, a bola passou à direita da trave de Adir; aos 23, o goleiro rebateu e a zaga aliviou.
Aos 33, a ocasião esteve com Gil, mas o cabeceio do atacante passou à direita. Pouco depois, veio o lance da noite: Márcio Machado recebeu na entrada da área, pela direita, e emendou uma bicicleta, encerrada no canto direito de Fábio Costa: irresistível 3 x 0.

Para o segundo tempo, Passarella pôs outra atração de peso: Gustavo Nery (também estreante), lateral-esquerdo da Seleção Brasileira e que passou o semestre passado no Werder Bremen, da Alemanha. Nery socorreu a baixa de Roger, que, machucado, ficou no vestiário.
Cuidadoso, o técnico Caio Júnior fez sair do intervalo um Cianorte calculista e ainda mais vigoroso na marcação (em instantes de maior pressão, houve linha com até cinco defensores). A tática funcionou: apesar de ter a posse de bola, o visitante demorou a criar oportunidades.

Apesar da cautela, o time paranaense seguiu importunando a noite de Fábio Costa, que segurou em dois tempos um petardo de Daniel Marques, que cobrara falta, aos quatro minutos. Aos 17, quem quase festejou foi Valdiran, que substituíra Binho, cinco minutos antes.
E foi num lance que envolveu Valdiran que a tarefa de segurar o resultado tornou-se menos árdua aos 25 minutos: ao tentar roubar a bola do atacante, o zagueiro Anderson entrou de carrinho e recebeu um cartão vermelho.

Com um a menos, o Corinthians teve curiosamente, sua grande chance, aos 30: Gil invadiu a área e chutou forte, mas não o suficiente para vencer o atento Adir, que segurou firme. Mas o Cianorte, motivado por gritos de “olé” de uma torcida que contaminara até os fiéis do Timão, respondeu grosso: aos 33, um chute de Rocha voou a centímetros do travessão.
O alvinegro só teve lampejo de grande time aos 38, numa troca de passes entre Carlos Alberto, Tevez e Gil. Mas os passes galácticos esbarraram em Adir, novamente.
Em Maringá, passou-se a semana falando num time dos sonhos, que viria de outra galáxia. O pessoal de Cianorte talvez não tivesse percebido, mas este esquadrão irresistível, pelo menos, por uma noite de verão, lhe soou docemente familiar.

CIANORTE 3 x 0 CORINTHIANS

Cianorte: Adir; Édson Santos, Diego e Fábio Carioca; Daniel Marques, Cuca, Rocha, Robert (Dario) e Maurício; Binho (Valdiran) e Márcio Machado (Djames)
Técnico: Caio Júnior
Corinthians: Fábio Costa, Coelho, Sebá, Anderson e Edson; Wendel (Bobô), Fabrício, Carlos Alberto e Roger (Gustavo Nery); Gil e Tevez
Técnico: Daniel Passarella
Data: 09/03/2005 (quarta-feira)
Local: Willie Davids, em Maringá (PR)
Horário: 21h45 (de Brasília)
Gols: Édson Santos, 8, Márcio Machado, 9 e 36 do 1º
Renda: R$ 380.000,00
Público: 19.500 pagantes
Árbitro: Elvécio Zequetto (MS)
Assistentes: Rogério Carlos Rolim (PR) e Gilson Bento Coutinho (PR)
Expulsão: Anderson, 25 do 2º
Cartões amarelos: Wendel. Cuca, Roger, Fabrício e Fábio Carioca

Fonte: Ayrton Baptista Jr., do FutebolPR

O FUTEBOL EM PONTA GROSSA

O esporte, como fenômeno de massas, é bastante recente. No caso do brasileiro, foi a partir da década de 1910 que as atividades esportivas começaram a marcar o ritmo de vida moderno.
Importadas da Europa, as práticas esportivas se enquadravam nos princípios “civilizatórios”, próprios do estilo de vida “moderno”. Atividades como a ginástica, o boxe, a patinação o ciclismo e principalmente, o futebol ganharam destaques nas cidades brasileiras. As ruas e os clubes eram ocupados com manifestações esportivas, fazendo aumentar o clima de agitação urbana.
O futebol, inicialmente praticado pelas elites, difundiu-se velozmente. Ligas amadoras surgiram para organizar partidas e campeonatos. as populações mais pobres começaram a fundar seus próprios times, em bairros ou locais de trabalho.
O entretenimento, a saúde, a rivalidade e até mesmo o narcisismo precediam a remuneração e o profissionalismo.

A partir da década de 1930, com a criação da Liga Pontagrossense de Desportos, o futebol passou a atrair um grande número de aficionados. Já incorporada ao cotidiano urbano, a prática esportiva era vista como uma forma de normatizar socialmente as massas.
Desde a década de 1920, a cidade acompanhou acirrados certames locais disputados por times como o Operário, o OLinda , o Savóia, o Guarany , o União Campo Alegre, o Aymoré, o Corinthians, o Americano, o Germânia , o Castelo Branco , o Bloco Esportivo Pontagrossense e o Nova Rússia , entre outros.

Os Clubes representavam comunidades de bairros, como o Nova Rússia e o Olinda (Olarias). Representavam também segmentos ligados a uma categoria profissional específica, como é o caso do Operário (ferroviários de São Paulo-Rio Grande), ou grupos étnicos, como o Germânia. Já o Guarany tinha a preferência da elite local.
Campos de futebol espalharam-se pela cidade, Nova Rússia, União Campo Alegre, Olinda, Operário e Guarany tinham estádios próprios na década de 1930.
Mesmo com a profissionalização do Operário e do Guarany na década de 1950, os times de bairro continuava a proliferar na cidade. O Flamengo da Vila Madureira , o São Cristóvão do bairro Oficinas , são exemplos de times amadores que continuaram atraindo fiéis e inflamados torcedores ponta-grossenses.

Fonte:Desconheço

Torneio Pentagonal de Guadalajara, em 1960.

Jogos do SP

03.02.1960 Torneio Pentagonal de Guadalajara 1960

Guadalajara (México) Jalisco
Club Deportivo GUADALAJARA (México) 0 X 6 SÃO PAULO Futebol Clube (Brasil)
JOSÉ POY (ALBERTINO); ADEMAR, DE SORDI e SERGIO (FERNANDO SÁTYRO); DINO SANI e VICTOR; PEIXINHO, NECO, GINO ORLANDO, CARLOS CÉSAR (BAZZANINHO) e ROBERTO (JURACY).
Técnico Vicente Feola
Gols: ROBERTO; CARLOS CÉSAR; GINO ORLANDO; BAZZANINHO (3)
Árbitro Desconhecido
Não houve jogador do SPFC expulso nessa partida
Renda Desconhecida
Público Desconhecido
*Torneio de Inauguração do Estadio Jalisco.

06.02.1960 Torneio Pentagonal de Guadalajara 1960

Guadalajara (México) Jalisco
ATLAS Club de Fútbol (México) 0 X 0 SÃO PAULO Futebol Clube (Brasil)
JOSÉ POY; ADEMAR, DE SORDI e RIBERTO; DINO SANI e VICTOR; PEIXINHO (JURACY), NECO, GINO ORLANDO, CARLOS CÉSAR (BAZZANINHO, depois FERNANDO SÁTYRO) e ROBERTO.
Técnico Vicente Feola
Gols: Não houve gol do SPFC marcado nessa partida
Árbitro: Juan de la Cruz (México)
Expulso: Roberto
Renda Desconhecida
Público Desconhecido

11.02.1960 Torneio Pentagonal de Guadalajara 1960

Guadalajara (México) Jalisco
Club Atlético SAN LORENZO de Almagro (Argentina) 2 X 2 SÃO PAULO Futebol Clube (Brasil)
JOSÉ POY; ADEMAR, DE SORDI e RIBERTO (CARLITO); DINO SANI (FERNANDO SÁTYRO) e VICTOR; SILVIO, NECO, GINO ORLANDO, CARLOS CÉSAR e ROBERTO.
Técnico Vicente Feola
Gols: GINO ORLANDO; ROBERTO
Árbitro: Pablo Rodríguez (México)
Não houve jogador do SPFC expulso nessa partida
Renda Desconhecida
Público: 40000

17.02.1960 Torneio Pentagonal de Guadalajara 1960

Guadalajara (México) Jalisco
Club Deportivo El ORO (México) 0 X 4 SÃO PAULO Futebol Clube (Brasil)
JOSÉ POY; ADEMAR, DE SORDI e RIBERTO; DINO SANI e VICTOR; PEIXINHO, NECO, GINO ORLANDO, CARLOS CÉSAR e ROBERTO.
Técnico Vicente Feola
Gols: NECO; PEIXINHO; GINO ORLANDO; CARLOS CÉSAR
Árbitro Desconhecido
Não houve jogador do SPFC expulso nessa partida
Renda Desconhecida
Público Desconhecido

Fonte: http://spfcpedia.blogspot.com/