Futebol Feminino:Torneio Início do Paraibano será dia 5 de abril

Terça, 18 de Março de 2008 08h40
GLOBO.COM

O Torneio Inicio do Campeonato Paraibano de Futebol Feminino acontece no próximo dia 5 de abril, no estádio Evandro Lélis, em Mangabeira, em João Pessoa. No dia 13 ocorre o início da competição, com as partidas acontecendo na Capital.
Os dez clubes participantes serão divididos em dois grupos (A e B), jogando entre si, no primeiro turno, classificando os dois melhores para o cruzamento olímpico. No segundo turno os times do Grupo A enfrentam os times do B, com os dois primeiros de cada clube se classificando para o cruzamento olímpico.
Fazem parte do grupo A – Pedrafoguense, COPM, Goiás, CCCLB e Portuguesa; B – Santos, River Plate, Santa Cruz, Desportiva e Auto Esporte. Os jogos do torneio inicio serão os seguintes: Goiás x Portuguesa;

Como as transmissões de Rádio e TV evoluíram ao longo dos Mundiais

A Copa do Mundo, o mais atraente evento esportivo para o público, faz parar todo o país, mas nem sempre chegou às casas dos brasileiros com um simples toque no botão do controle remoto. Do primeiro Mundial transmitido para o Brasil, em 1938, até 1966, o único meio de o torcedor estar em cima do lance ao vivo era pelo rádio. Hoje se vê a imagem de cada jogada; antigamente tinha-se de acreditar no locutor. E dar asas à imaginação.

Não era fácil torcer pelo verde-amarelo em outras terras. As transmissões, em ondas curtas, às vezes tornavam-se inaudíveis, deixando os ouvintes ainda mais nervosos. Como fazem hoje diante da televisão, as pessoas reuniam-se nas casas ao redor do rádio. Em algumas praças, multidões juntavam-se para ouvir as narrações em alto-falantes que cumpriam a mesma função dos telões atuais.

1930 – Uruguai
Os programas de rádio eram interrompidos para informar os resultados dos jogos, que vinham por telegrama da UPI. Algumas pessoas sintonizavam emissoras uruguaias e argentinas em rádios de fabricação caseira

1934 – Itália
Só ouviu o jogo quem conseguiu sintonizar rádios italianas ou inglesas (ondas curtas)

1938 – França
Pela primeira vez um Mundial foi transmitido para o Brasil – por Gagliano Netto, da Rádio Clube do Brasil, do Rio de Janeiro. Alto-falantes eram instalados nas praças

1950 – Brasil
Quem não foi aos estádios ouviu pelo rádio. Não havia ainda repórteres de campo. Os narradores às vezes eram dois, um para cada ataque

1954 – Suíça
Primeiro Mundial televisionado para a Europa. O Brasil acompanhou de novo pelo rádio. Destaque para Oduvaldo Cozzi, da Rádio Guanabara, do Rio, que levou a emoção para a narrativa

1958 – Suécia
Os filmes dos jogos eram passados na TV dias depois, editados com meia hora de duração. Direto, só pelo rádio

1962 – Chile
Começamos a receber os videoteipes das partidas, que chegavam no dia seguinte e eram mostrados na íntegra. Fiori Giglioti transmite sua primeira Copa

1966 – Inglaterra
Os teipes eram passados dois dias depois dos jogos. No centro de São Paulo, em transmissão virtual, com uma bolinha luminosa marcando a posição da bola num painel-campo

1970 – México
O Brasil vê, enfim, uma Copa direto pela TV – como não havia ainda TV colorida no país, as imagens eram em preto-e-branco. Os mexicanos introduzem o replay durante a transmissão

1974 – Alemanha
Pela primeira vez o Brasil vê uma Copa colorida

1978 – Argentina
Aumenta o número de câmeras abertas e no meio do campo. Replay de impedimento

1982 – Espanha
Surgem as câmeras em planos mais fechados e as por trás dos gols

1986 – México
Novidades: os tira-teimas da Globo, as estatísticas e o super-slow motion (com melhor definição)

1990 – Itália
A organização do Mundial põe no ar os tira-teimas. A Globo lança o comentário de arbitragem

1994 – EUA
Nos estádios, telões reproduzem o público

1998 – França
Experimenta-se a alta definição. O recurso torna as imagens quase perfeitas

2002 Japão/Coréia
Muitos países viram a Copa em alta definição, o que forçará a mudança do parque de transmissores e receptores

Os bordões que ficaram

“Aplica-lhe o rodopio!”
Oduvaldo Cozzi

“Indivíduo competente” e “O relógio marca…”
Waldir Amaral

“Que que é isso, minha gente!” e “Lindo, lindo, lindo, lindo!”
Geraldo José de Almeida

“Ripa na xulipa!”
Osmar Santos

“Anotem… Tempo e placar no maior do mundo”
Jorge Curi

“Atirou… entrou!”
José Carlos Araújo

“Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”
Fiori Giglioti

“Vai que é tua, Taffarel!”
Galvão Bueno

“Tá lá o corpo estendido no chão”
Januário de Oliveira

“Pelo amor dos meus filhinhos!”
Sílvio Luiz

Fonte: Revista Época

Clubes de futebol e a Segunda Guerra Mundial

Clubes de futebol foram alvo da vigilância da polícia política durante a Segunda Guerra Mundial
Medidas influenciadas pela política nacionalista do Estado Novo obrigaram clubes a expulsar associados de origem estrangeira. Reuniões de diretoria só podiam ser realizadas com autorização da DEOPS

Pesquisa do historiador Alfredo Oscar Salun aponta que na época da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1942, Corinthians e Palmeiras foram forçados a expulsar cerca de 150 sócios de origem estrangeira, inclusive alguns de seus dirigentes. Os dois clubes estavam entre as entidades atingidas pela legislação repressora do Estado Novo, especialmente de 1941 até 1945, quando aumentou o rigor na vigilância da polícia política aos grupos estrangeiros e seus descendentes.
Equipes mais populares da época, Palestra Itália (antigo nome do Palmeiras) e Corinthians atraíam grande número de torcedores de origem imigrante, muitos dos quais operários, caracterizando-os como times populares. “Quando o Brasil declarou guerra à Itália, Alemanha e Japão, a vigilância aos estrangeiros pela Delegacia de Ordem Política e Social (DEOPS) aumentou, devido a suspeitas de espionagem”, conta Salun.

“No Palestra Itália, predominavam os italianos, e no Corinthians havia também italianos, além de espanhóis, alemães e até árabes”, explica o historiador, que pesquisou os efeitos das medidas de nacionalização para sua tese de doutorado no Núcleo de Estudos de História Oral (NEHO) na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
Após a entrada do Brasil na guerra, o Conselho Nacional de Desportos (CND) baixou uma série de regulamentações para o esporte, em acordo com o projeto nacionalista do regime do Estado Novo (1937-1945). “Os clubes de futebol foram atingidos, tendo que expulsar dirigentes e associados estrangeiros, principalmente os ligados aos países do Eixo, rotulados como ‘Súditos do Eixo’.”

Vigilância
A desobediência às normas de nacionalização poderia levar ao fechamento dos clubes. “No caso do Palestra Itália, isso gerou rumores não confirmados de que dirigentes do São Paulo manobravam nos bastidores para tomar seu patrimônio”, relata Alfredo Salun. “Os boatos e a mudança de nome para Palmeiras, em 1942, tornaram o episódio marcante na história do clube e dos seus torcedores, ao contrário dos fatos ocorridos no Corinthians.”
A aplicação das leis levou a destituição do presidente do Corinthians Manuel Correncher, espanhol de nascimento. “O clube conquistou vários títulos na gestão de Correncher, considerado uma figura folclórica, comparada a de Vicente Matheus”, conta Salun. “A presidência foi assumida por Mario de Almeida, interventor indicado pelo CND, que ocupou o cargo por alguns meses, até o clube escolher um novo presidente.”

“Em um clube é uma história conhecida e celebrada e no outro, silenciada e apagada”, destaca o historiador. Nesse aspecto, o pesquisador desenvolve um trabalho em História Oral, com torcedores, jogadores e dirigentes. “Esses clubes não foram os únicos na capital paulista que foram alvos da repressão, mas tinham maior torcida e prestígio.”
Reuniões de diretoria dos dois clubes só eram feitas com autorização da DEOPS e a presença de um agente do órgão. “Os clubes também precisavam de permissão oficial para jogos fora de São Paulo, especialmente no litoral, devido a importância estratégica das regiões costeiras na Segunda Guerra Mundial.”
Após as expulsões, Corinthians e Palmeiras realizaram uma “campanha de nacionalização” para atrair novos sócios, nascidos no Brasil. “A imprensa da época viu essa iniciativa como uma prova de patriotismo”, diz Salun. “Os estrangeiros expulsos começaram a retornar aos clubes após 1945, como reflexo do final da Guerra, de medidas liberalizantes adotadas pelo governo de Getúlio Vargas e o fim da perseguição à ‘quinta-coluna’, espiões e os ‘Súditos do Eixo’.”

Fonte:USP-Julio Bernardes

Copa de 78, uma história obscura!!!!!

Ezequiel Fernández Moores(AFP)
Buenos Aires, Argentina

“Em minha própria terra, senti, eu juro, o pior de tudo… Todo mundo falando a mesma coisa: ‘este traidor da pátria, por que vem aqui…'”. Rodulfo Manzo nem sequer pode escapar à vergonha em San Luis de Cañete, a 140 km de Lima, sua terra natal. Confessou há alguns anos. Mas essa vergonha ameaça persegui-lo por toda a vida. Manzo foi um dos zagueiros-centrais da seleção peruana que foi goleada em 6 a 0 pela Argentina na Copa de 1978, em uma das partidas mais escandalosas da história das Copas do Mundo e cujos fantasmas foram resgatados esses dias por Fernando Rodríguez Mondragón.

O filho de Gilberto Rodríguez Orejuela e sobrinho de Miguel Rodríguez Orejuela, líderes do Cartel de Cali, revelou um dado inédito ao assegurar que o narcotráfico contribuiu com dinheiro para subornar o Peru. Saberá por acaso se o Cartel de Cali tinha algum vínculo com hierarcas da ditadura que governava a Argentina e com alguns de seus membros interessados em que o mundial servisse de plataforma a suas ambições políticas?
Esse suposto vínculo, que me foi sugerido anos atrás por fontes ligadas à própria ditadura, teria servido à goleada de 6 a 0 que permitiu à Argentina estar à frente do Brasil por melhor saldo de gols e classificar-se para a final do mundial que aconteceu em sua própria casa. Jamais houve evidências concretas. Mas os próprios jogadores reabriram as portas às suspeitas em torno do desenvolvimento e do resultado final desta partida, fundamental para que a Argentina ganhasse justamente esse Mundial, para a alegria não só de seu povo, mas também da sangrenta ditadura comandada pelo general Jorge Rafael Videla.

Ainda tenho fresca a imagem de Juan Carlos Oblitas, outro integrante daquela seleção peruana, quando o perguntei sobre essa partida na tribuna de imprensa no Estádio Azteca, no dia da abertura da Copa do México de 86. “Essa partida não foi normal, nessa partida houve coisas raras”, revelou Oblitas.
Já no ano de 1982, numa investigação que realizei para a Rádio Continental, de Buenos Aires, o falecido jornalista argentino Carlos Juvenal contou que, depois do 6 a 0, encontrou-se com um grupo de jogadores peruanos no centro de Buenos Aires e que o próprio capitão da equipe, Héctor Chumpitaz, lhe confessou sobre “um dinheiro adicional”, mas completou que nunca o admitiria em público.
Chumpitaz, é claro, sempre rechaçou as suspeitas. O fez inclusive há alguns dias, logo quando houve a denúncia do colombiano Fernando Rodríguez Mondragón e o havia desmentido em outro programa de investigação cujo roteiro escrevi e que foi transmitido em 2003 pelo canal Telefe da Argentina, logo retransmitido em diversos países pelo History Channel (“A festa paralela”).

Foi nesse mesmo programa que Manzo, então um humilde pedreiro, contou que até seu próprio povo o chamava de “o vendido”. Por que ele e não outro dos jogadores peruanos que atuaram naquela partida? Ocorreu que um ano depois, comprado pelo clube argentino Vélez Sarsfield, Manzo, numa conversa informal sobre aquele 6 a 0, respondeu uma piada em Buenos Aires afirmando que a Argentina teve que pagar em dinheiro para lograr essa goleada. Só horas depois teve que assinar uma retratação diante das câmeras de TV assegurando que jamais havia dito isso.
Também o goleiro argentino daquela seleção peruana, Ramón Quiroga, rachaçou sempre as suspeitas sobre sua figura, mas não sobre a de outros. “Dos que agarraram a grana, vários morreram e outros morreram para o futebol”, disse Quiroga, numa entrevista ao diário La Nación, de Buenos Aires, do dia 8 de outubro de 1998, que logo, igual a Manzo, se encarregou de desmentir.
“Nesta partida jogou (Roberto) Rojas, um tipo que nunca havia jogado. Ele morreu em um acidente… Marcos Calderón morreu na queda de um avião”, seguiu Quiroga na entrevista. E adicionou que no intervalo dessa partida ele e também Chumpitaz pediram a Calderón que tirasse Manzo, porque “não parava ninguém. No gol de (Alberto) Tarantini, o “Negro” Manzo agachou-se e o deixou sozinho. Não sei nem por onde anda Manzo agora. Era um bom jogador, mas não o queríamos”.
Quiroga afirmou que contra a Argentina “jogaram jogadores que não haviam estado em nenhuma outra partida”, e mencionou Raúl Gorriti (“que entregou o quarto ou quinto gol”), a Roberto Rojas e o próprio Manzo, e admitiu que a equipe peruana estava dividida entre os jogadores do Alianza Lima de um lado e os do Sporting Cristal de outro.

Tão dividido estava o time que Calderón foi pressionado por uns jogadores para que não incluísse Quiroga nessa partida, dada sua condição de argentino, mas que o goleiro se manifestou seguro de poder atuar sem pressões e por isso foi finalmente incluído pelo treinador. Vários gols foram feitos debaixo de seu nariz, por rivais sem qualidade. Mas também é certo que, depois daquela goleada e durante muitos anos, no Brasil, cada vez que um goleiro cometia erros grosseiros, dizia-se que era “um Quiroga”. Quinze dias depois do Mundial, a Argentina do general Videla, que antes da partida tinha ingressado ao vestiário peruano junto com o ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Henry Kissinger, “outorgou um crédito não reembolsável” ao Peru “para a aquisição de quatro mil toneladas de trigo a granel”, segundo publicou o diário La Razón daquele dia, na sua página 11 e sob o título “Trigo”. Essa doação, segundo afirmou o escritor inglês David Yallop em seu livro de 1999 “How they stole the game” (“Como eles roubaram o jogo”), formou parte do suposto acordo da ditadura argentina com a peruana, cuja seleção, a pedido do técnico Calderón, atuou nessa partina com a camiseta alternativa (vermelha), “para não passar vergonha com a tradicional alvi-rubra”.
Yallop cita como autor do suborno o almirante Carlos Lacosta, homem forte da ditadura na organização do Mundial, logo premiado pela Fifa, que o designou vice-presidente. Lacoste, falecido em 2004, era mão direita do almirante Emilio Massera, por acaso o mais sanguinário e mais ambicioso politicamente dos três integrantes da Junta Militar que comandava a Argentina. Contra Lacoste e Massera apontou também o então Secretário da Fazenda da Argentina, Juan Alemann, crítico dos gastos que demandava o Mundial e que teve uma bomba explodindo em sua casa, localizada a metros de uma sede policial no elegante bairro Norte de Buenos Aires, no mesmo momento em que a Argentina marcava seu quarto gol no Peru. Era o gol que bastava para classificar-se como finalista do Mundial. “Quem armou toda essa operação sabia que iam ter quatro gols”, disse Alemann no documentário de TV “A festa paralela”.
Poucos sabem que a ditadura argentina já havia se interessado pela seleção peruana alguns meses antes da Copa, quando a equipe conseguiu a classificação para o Mundial diante do Chile, onde mandava o ditador Augusto Pinochet, de pouca afinidade com os militares argentinos. Fato confirmado pelo conflito de Beagle que quase acarretou uma guerra, no fim daquele mesmo 1978. Não agradava à Argentina de Videla e Massera que o Chile jogasse em seu Mundial. E a Junta se interessou, portanto, vivamente, pela classificação do Peru.
O técnico César Luis Menotti e o goleiro Ubaldo Matildo Fillol juraram até por seus filhos, no documentário de TV, que o triunfo era legítimo. Recordaram que a Argentina já tinha vencido com facilidade o Peru, em Lima, num amistoso pouco antes do Mundial e que, quando se enfrentaram no torneio, o Peru era uma seleção debilitada pelas lesões e pelo cansaço e que só queria voltar a seus país.
Mas o testemunho mais notável foi de outro jogador, Osvaldo Ardiles, peça-chave daquela Seleção Argentina e ex-técnico do Huracán: “Se vocês me perguntam se a Junta Militar fez algo, eu vou te dizer que não sei, mas essa gente estava preparada para fazer absolutamente tudo. Tomara que não tenham feito nada, que o triunfo tenha sido simplesmente esportivo. Se não tivesse sido assim, me sentiria muito mal, estaria pensando provavelmente em devolver minha medalha”.

A equipe de futebol que preferiu morrer a perder PARTE 2

Amigos achei uma história um pouco diferente em alguns aspectos,principalmente que não foi o time todo fuzilado e sim 4 jogadores

Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as Copas que seriam disputadas em 1942 e 1946 não puderam ser realizadas (a guerra acabou em 1945, mas em 1946 a Europa ainda estava arrasada e tentando se reconstruir). Isso não impediu que um dos momentos mais heróicos e ao mesmo trágicos da história do futebol acontecesse nesse período.

A Ucrânia é um país localizado no leste europeu que teve no século 20 a nada invejável experiência de conhecer a opressão de dois regimes totalitários: o stalinista, da União Soviética, e o nazista, que então vigorava na Alemanha.

Em 1922, a Ucrânia foi incorporada à União Soviética e conheceu os horrores da ditadura de Stalin. Em 1941, a Alemanha nazista decidiu atacar a União Soviética, quebrando o tratado de não-agressão assinado em 1939.
Ocupação nazista na Ucrânia
Assim, a Ucrânia acabou sendo ocupada pelas forças nazistas. Os ucranianos mais otimistas tentaram se conformar com a situação, alegando que, sob o domínio de Stalin, eles já viviam no inferno, e que, portanto, o domínio de Hitler não poderia ser pior. Estavam enganados: a maioria da população ucraniana acabou sendo aprisionada, escravizada e enviada para morrer em campos de concentração e de extermínio.

Um dos principais times de futebol da Ucrânia era o Dínamo de Kiev, formado por funcionários de uma padaria. Durante a ocupação nazista, o time ucraniano mudou o nome para F.C. Start. Em 1942, para conferir uma aparência de normalidade ao país ocupado e conquistar apoio de parte da população ucraniana, as autoridades nazistas permitiram que um campeonato de futebol fosse realizado na Ucrânia.
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Alegria do povo
Para os ucranianos, vitimados pela fome e outras dificuldades decorrentes da ocupação, assistir a uma partida de futebol acabou se tornando uma das poucas formas encontradas para se divertir e esquecer um pouco os problemas.

Nesse campeonato, o Dínamo de Kiev, já rebatizado de Start, venceu todas as partidas. Algumas das partidas foram ganhas contra de times que eram da Ucrânia ou de outros territórios ocupados, não chamando a atenção dos alemães. Isso começou a mudar quando no dia 17 de julho, uma sexta-feira, o time ucraniano disputou uma partida com o PGS, o time de uma unidade militar alemã.

O time alemão acabou sendo goleado pelo time ucraniano (6×0). No dia 6 de agosto daquele ano, o Start disputou uma partida com outro time alemão, o Flakelf, formado por membros da Luftwaffe, a famosa força aérea alemã. Nova vitória dos ucranianos por goleada: 5×1. Os alemães não quiseram acreditar.

Vitória inesquecível
Parecia impossível que um time formado por ucranianos, que estavam sofrendo com a subnutrição e eram considerados uma “sub-raça” pelos nazistas, pudessem vencer os alemães, que estavam muito mais bem alimentados. Inconformados com a derrota, os alemães marcaram uma revanche para o domingo, dia 9 de agosto.

No dia da revanche, o estádio Zenit estava lotado. Os jogadores ucranianos haviam sido instruídos no vestiário a cumprimentar os adversários no início da partida fazendo a saudação nazista “Heil Hitler!”. Num ato de rebeldia, os jogadores ucranianos fizeram outra saudação, gritando “Fizsculthura!”, uma mistura das palavras fitzcultura (“cultura física”) e “hurrah”, que significa “vida longa ao esporte”.

Apesar de o árbitro ignorar todas as faltas cometidas pelos alemães e marcar todas as supostamente cometidas pelos ucranianos, o Start conseguiu vencer o Flakelf na revanche por 5×3. Para os torcedores ucranianos presentes no estádio, aquilo foi mais do que um jogo de futebol, foi um ato de resistência. Os jogadores do Start se transformaram em heróis nacionais, o que incomodava e preocupava as autoridades nazistas.
Prisão, tortura e morte
Os jogadores ucranianos não comemoraram a vitória. Pelo contrário, passaram a temer represálias. Poucos dias depois, na padaria onde trabalhavam, os jogadores foram presos pela Gestapo.

O pretexto usado para prendê-los foi o fato de que a maioria deles fazia parte da NKVD, a polícia secreta soviética. Na verdade, para a maioria dos jogadores do Dínamo de Kiev, a filiação a NKVD não passava de uma mera formalidade que os permitia jogar futebol antes da ocupação nazista.

O que os livrava de problemas com Stalin, acarretou problemas com as forças de Hitler. Levados para interrogatório, os jogadores ucranianos foram torturados pela Gestapo. Quatro deles acabaram sendo mortos pelos nazistas; Nikolai Korotkykh, Nikolai Trusevich, Ivan Kuzmenko e Alexei Klimenko. Dos que sobreviveram, a maioria estava tão debilitada fisicamente que nunca mais puderam jogar futebol.

Após o término da guerra e a derrota dos nazistas, o Start voltou a se chamar Dínamo de Kiev. Uma estátua foi construída em homenagem aos quatro jogadores mortos. Mais detalhes sobre essa emocionante história podem ser encontrados no livro “Futebol e Guerra”, escrito pelo jornalista britânico Andy Dougan, publicado no Brasil pela editora Jorge Zahar.

Fonte:Túlio Vilela*

Os vencedores da Bola de Ouro na Europa

BOLA DE OURO TEM NOVO REGULAMENTO

A Bola de Ouro, oferecida no final de todas as temporadas pela revista francesa France Football ao jogador eleito o melhor da Europa, mudou de regulamento.

Agora, a revista passa a premiar o atleta que teve melhor desempenho em qualquer continente, assim como o troféu de Melhor do Mundo da Fifa.

A mudança começou pelo quadro de jornalistas que compõem o júri. De 50 passou para 96 profissionais. O único representante brasileiro será o narrador e apresentador Cléber Machado, da TV Globo e da Sportv. Os demais paises sul-americanos também terão somente um profissional com direito a voto.

Já nações sem tradição no futebol, como Eire e Israel, terão dois jornalistas e, consequentemente terão dois votos.

A Bola de Ouro foi criada em 1956. Antes, ela premiava somente jogadores europeus, e por isso craques como Pelé e Maradona nunca levaram a taça.

Os recordistas são o francês Michel Platini e os holandeses Johan Cruyff e Van Basten, todos com três premiações.

Nos últimos 11 anos, os brasileiros dominaram o troféu. Ronaldo venceu por duas vezes, em 1997 e 2002, enquanto Rivaldo o conquistou em 1999 e Ronaldinho Gaúcho em 2005.

Ano passado, o vencedor foi o meia Kaka do Milan.

Todos os vencedores da Bola de Ouro:

1956 – Stanley Matthews (Inglaterra/Blackpool);
1957 – Di Stéfano (Argentina/Real Madrid);
1958 – Kopa (França/Real Madrid);
1959 – Di Stéfano (Argentina/Real Madrid);
1960 – Suárez (Espanha/Barcelona);
1961 – Sívori (Argentina/Juventus);
1962 – Masopust (Tchecoslováquia/Dukla Praha);
1963 – Yashin (União Soviética/Dynamo Moscou);
1964 – Law (Inglaterra/Manchester United);
1965 – Eusébio (Portugal/Benfica);
1966 – Bobby Charlton (Inglaterra/Manchester United);
1967 – Albert (Hungria/Ferencvaros);
1968 – Best (Irlanda do Norte/Manchester United);
1969 – Rivera (Itália/Milan);
1970 – Gerd Muller (Alemanha Ocidental/Bayern Munique);
1971 – Cruijff (Holanda/Ajax);
1972 – Beckenbauer (Alemanha Ocidental/Bayern Munique);
1973 e 74 – Cruijff (Holanda/Barcelona);
1975 – Blokhin (União Soviética/Dynamo Kiev);
1976 – Beckenbauer (Alemanha Ocidental/Bayern Munique);
1977 – Simonsen (Alemanha Ocidental/Borussia Mönchengladbach);
1978 e 79 – Keegan (Inglaterra/Hamburg);
1980 e 81 – Rummenigge (Alemanha Ocidental/Bayern Munique);
1982 – Rossi (Itália/Juventus);
1983, 84 e 85 – Platini (França/Juventus);
1986 – Belanov (União Soviética/Dynamo Kiev);
1987 – Gullit (Holanda/Milan);
1988 e 89 – Van Basten (Holanda/Milan);
1990 – Matthäus (Alemanha Ocidental/Internazinale);
1991 – Papin (França/Olympique Marseille);
1992 – Van Basten (Holanda/Milan);
1993 – Baggio (Itália/Juventus);
1994 – Stoitchkov (Bulgária/Barcelona);
1995 – Weah (Libéria/Milan);
1996 – Sammer (Alemanha/Borussia Dortmund);
1997 – Ronaldo (Brasil/Internazionale);
1998 – Zidane (França/Juventus);
1999 – Rivaldo (Brasil/Barcelona);
2000 – Figo (Portugal/Real Madrid);
2001 – Owen (Inglaterra/Liverpool);
2002 – Ronaldo (Brasil/Real Madrid).
2003 – Nevdev ( Tchecoslovaquia/Juventus)
2004 – Shevchenko ( Ucrânia/Chelsea)
2005 – Ronaldinho ( Brasil/Barcelona)
2006 – Cannavaro( Italia/Juventus)
2007 – Kaka ( Brasil/Milan)
Fonte – Maicon Mendes e Ubiratan Leal

O DIA 20 DE MARÇO NO FUTEBOL

20/03/1927 – SÃO CRISTOVÃO 0 – 2 PALESTRA ITÁLIA, No Rio com gols de Imparato II e Bianco o Palestra venceu bem e praticamente conquistou a Taça dos Campeões Estaduais.

20/03/1977 – BRASIL 1 – 1 PARAGUAI, No Maracanã apesar da falta da vitória o Brasil conseguiu vencer o seu grupo e se classificou para a fase final das Eliminatórias para a Copa de 1978 os gols foram de: Roberto Dinamite (Bra), C. Baez (Par).

20/03/1993 – BRASIL 2 – 1 GANA, Em Melbourne Austrália na final do mundia de futebol juniores o Brasil conquista o tri-campeonato ao bater de virada o bom time de Gana, destaque para o goleiro Dida os gols foram de: Duah (Gan) e Yan e Gian (Bra).

BRASIL – DIDA, BRUNO, GELSON, JUAREZ, MARCELINHO, CATÊ, PEREIRA (CAÍCO), GIAN, ADRIANO (ARGEL), YAN E HERMES. TÉCNICO: JÚLIO CÉSAR LEAL

GANA – OWU, NIMO, ASARE, GARGO, LAMPLEY, AHINFUL, DUAH, AKOMUR (BOAETENE), KUFFOUR, BANINI, ADDO. TÉCNICO: FRED OSAM DUODU

ANIVERSARIANTES:

20/03/1965 -‘Zé Carlos meia atacante campeão brasileiro pelo Bahia em 1988, ex-Inter/RS, Guarani e Atlético/MG.

20/03/1981 – Marcinho meia hoje no Cruzeiro/MG, ex-Paulista, Corinthians e Palmeiras.

20/03/1984 – Fernando Torres atacante espanhol ex- Atlético de Madrid e hoje no Liverpool/ING.

A esperteza de um torcedor antes de entrar no estádio

Nos anos 80 ocorreu um fato com colega de trabalho no Metrô de São Paulo. Ele conta que em um certo jogo no Morumbi, estava indo de carona no carro de um amigo, um Opala. Estavam em 5 no carro. Naqueles tempos já existiam os guardadores de carro, claro!
Pois bem, no carro deste amigo estava faltando a calota da roda traseira esquerda, a do motorista. E como eram de alumínio, custavam muita grana. Tentando ser muito esperto, chamou o guardador de carros e fez a seguinte oferta:
-Olha, se você achar por aí em algum carro uma calota igual a minha, pega e põe na minha roda que eu de dou uma grana a mais.
Quando voltaram do jogo, entraram depressa no carro, pra não pagar o
guardador. Quase todo mundo faz isso, quer levar vantagem e não pagar o coitado do guardador. Quando todo mundo já estava dentro do carro, o cara apareceu dizendo que tinha arrumado a calota. Aí, só o motorista desceu pra conferir. Aí pagou o combinado.
No meio do caminho, resolveram parar numa padaria pra comer alguma coisa. Quando estavam dentro da padaria um dos 5 veio até a porta e, quando olhou o Opala, que estava com o lado do passageiro virado pra padaria, começou a dar frouxos risos. Chamou os outros, que constataram: o guardador tinha tirado a calota do lado direito e passado pro lado onde estava faltando!
O amigo “experto” tomou um golpe bem dado, sem contar que até hoje ele é motivo de gargalhadas .
Conto esta passagem porque já me levaram, certa feita, as quatro calotas do meu carro num jogo que fui. E não teve chororô, tive que comprar as quatro de novo.
Fonte: Amaury -Fone 50110366, r. 255