Outros grandes jogadores da Alemanha

ANDREAS BREHME
Um dos mais completos defensores da história do futebol europeu, Andreas Brehme estreou na seleção de seu país em 1984 e seu futebol contribuiu para o sucesso da Alemanha nos anos seguintes.
Teve uma atuação brilhante na Copa do Mundo de 1986, contemplada com o gol que marcou contra a França, na semifinal.
Mais tarde tentou a sorte no Campeonato Italiano, na Internazionale de Milão, time pelo qual conquistou o título nacional de 1989, ao lado dos compatriotas Lothar Matthäus e Jürgenn Klinsmann.
No ano seguinte, conquistou a Copa do Mundo com a Alemanha, numa revanche contra a Argentina, campeã de 86.
Após sua passagem pela Itália, retornou ao futebol alemão para jogar no Bayern de Munique. Mais tarde voltou ao Kaiserslautern, equipe que o revelou.
Ainda teve tempo de ganhar uma Copa da Alemanha e um Campeonato Alemão, em 1998, já com 37 anos. Depois disso, despediu-se dos gramados.

PAUL BREITNER
Em uma de suas primeiras partidas com a seleção da Alemanha Ocidental, Paul Breitner ganhou a Eurocopa de 1972, disputada na Bélgica.
Em 1974 levou a Copa do Mundo numa final histórica contra a Holanda. Seu gol, na estréia contra o Chile, com um chute de 25 metros de distância, deu a vitória à equipe. Na decisão, marcou outro, desta vez de pênalti.
A conquista motivou a sua contratação pelo Real Madrid, clube onde atuou por duas temporadas e ganhou o bicampeonato espanhol.
Em 1977 retornou ao Bayern de Munique e conseguiu o título de melhor jogador da Alemanha na temporada 1980/1981.
Em 1978 deixou a seleção num jogo pelas Eliminatórias do Mundial da Argentina, contra a Grécia. Decidiu voltar na Copa da Espanha, em 1982, ano em que conquistou o vice-campeonato.
Meio-campista de habilidade, tinha entre as suas principais virtudes a mobilidade em campo e a versatilidade.
Em 1983 abandonou o futebol profissional e se tornou presidente do Bayern de Munique. Desde então trabalha como comentarista esportivo na imprensa local e como representante de marcas esportivas.

FRITZ WALTER
Começou a jogar futebol aos oito anos naquele que seria seu clube de sempre, o Kaiserslautern. Aos 17 anos já atuava como atacante, destacando-se por seu faro de goleador. Mas foi no meio-de-campo que firmou sua lenda como um dos melhores jogadores alemães de todos os tempos.
Sua grande visão de jogo e capacidade de liderança o transformaram na peça central do time. Desde 1985 o estádio do Kaiserslautern leva seu nome.
Começou na seleção em 1940. Porém, sua carreira esportiva se viu interrompida pelo início da Segunda Guerra Mundial. Fritz Walter se alistou no exército alemão, foi convocado para servir na Brigada de pára-quedistas do Reich e foi feito prisioneiro na frente do Leste. Até 1951 não voltou a vestir a camisa da Alemanha.
No Mundial de 1954, na Suíça, Fritz Walter já era um veterano jogador de 34 anos, porém, conduziu a equipe a uma emocionante final contra a Hungria de Puskas. Os alemães ocidentais venceram por 3 a 2 e levaram a Copa do Mundo pela primeira vez na história.
Na Suécia, em 1958, voltou a capitanear a equipe, mas os alemães perderam nas semifinais. Aposentou-se no ano seguinte, depois de uma grande e vitoriosa carreira esportiva.

HASSLER
Thomas Hässler disputou três Copas do Mundo pela Alemanha e leva no currículo o título mundial de 1990, além da Eurocopa de 96.
Passou por uma série de equipes alemãs e italianas: Colônia (1984-90), Juventus (1990-91), Roma (1991-94), Karlsruhe (1994-98), Borussia Dortmund (1998-99), Munique 1860 (1999-2003) e Salzburg (2003-04).
Retornou ao Colônia no final da carreira, onde parou de jogar em 2005.
Pequeno, mas muito hábil e inteligente, atuava no setor do meio-campo, mais precisamente na armação das jogadas.
Pela Alemanha, Hässler disputou 101 partidas e marcou 11 gols. Na Olimpíada de Seul, em 1988, conquistou a medalha de bronze, após ter perdido para a Seleção Brasileira, nas semifinais, na disputa de pênaltis.

KLINSMANN
Conhecido como “Atacante de Ouro”, Jürgen Klinsmann foi um dos centroavantes mais importantes da última década na Europa. Suas principais armas foram a velocidade e perícia no jogo aéreo e nas finalizações.
Começou a carreira no Stuttgart. De lá passou por muitos clubes: Internazionale de Milão (1989-1992), Monaco (1992-1994), Tottenham Hotspurs (1994-1995), Bayern de Munique (1995-1997), Sampdoria (1997) e Tottenham (1998) novamente.
Na seleção alemã ganhou a Copa do Mundo de 1990 e a Eurocopa de 1996, tornando-se um dos maiores goleadores da história do futebol alemão.
Depois do Mundial da França, em 1998, se retirou definitivamente do futebol profissional.
Klinsmann se caracterizou sempre pela lealdade em campo e espírito humano e solidário. Isso o levou a participar de atos beneficentes e a criticar a excessiva comercialização que envolve o mundo do futebol.

MATTHAUS
Lothar Matthäus não tinha o físico ideal para a média do futebol alemão, mas, com o tempo, se converteu num grande atleta e ganhou o apelido de “Super-Homem”. Começou a carreira no Borussia Monchengladbach, no final dos anos 70 e, em 1984, foi jogar no Bayern de Munique.
Na final da Copa dos Campeões, em 1987, o Bayern perdeu para o Porto e o jogador terminou como bode expiatório da imprensa alemã.
A partir de 1988, Matthäus se tornou capitão da seleção alemão e, no mesmo ano, foi vendido à Internazionale de Milão.
As relações com o clube italiano foram fortes. Na Itália, conquistou o Campeonato Italiano da temporada 1988/1989, a Copa da Uefa de 1990/1991 e a Supercopa da Itália em 1989.
Alguns anos depois, em 1992, Matthäus voltou ao Bayern. Encerrou a carreira nos Estados Unidos, jogando pelo New York Metrostars, em 2000.
Em 1990, recebeu a Bola de Ouro e o prêmio de melhor jogador do mundo. Ingressou no Clube dos Cem, formado por jogadores que superaram as cem partidas pelas suas respectivas seleções.
Após abandonar o futebol como jogador, começou a carreira de treinador no Rapid Viena, da Áustria. Passou pelo Partizan Belgrado, da Sérvia e Montenegro, e, por fim, a seleção da Hungria.

LITTBARSKI
Não é todo mundo que disputa três finais de Copa do Mundo. Littbarski é, junto ao brasileiro Cafu, um dos únicos atletas que conseguiu tal feito. Ele foi campeão em 1990 e vice em 1982 e 1986.
Baixinho e rápido, Littbarski era um alemão com nome francês e futebol de sul-americano. Extremamente habilidoso, abusava dos dribles, mas sempre em direção ao gol.
Jogando pela seleção alemã, fez 73 jogos e marcou 18 gols.
Littbarski começou sua carreira profissional em 1978, jogando pelo Colônia, clube que tornou sua casa.
Ficou na equpe da segunda maior cidade da Alemanha até 1986, quando se transferiu para o Racing, de Paris.
Mas seu lugar era mesmo no Colônia. Após um ano na França voltou ao seu clube do coração, onde permaneceu até 1993.
Nos 15 anos de Colônia, Littbarski foi campeão da Copa da Alemanha, em 1983, e vice-campeão nacional em três oportunidades.
Antes de abandonar os gramados, o atacante ainda atuou por dois anos no futebol japonês, onde defendeu as cores do JEF Ichihara.
Fonte: TERRA

Gerhardt Müller – Atacante – Nördlingen (Alemanha) –

Pouco se podia esperar do gordinho atacante alemăo que, na infância, era apelidado de Der Dick, em alemăo, o gordinho. Tanto assim que o técnico da seleçăo alemă Helmut Schön justificava-se para năo convocá-lo (quando já começava a marcar os seus gols no Bayern de Munique) dizendo que “Müller é gordo, năo é bem um jogador de futebol, e faz gols por sorte”.
No decorrer de sua carreira, entretanto, Müller foi deixando de ser Der Dick para ser Der Bomber de “o gordinho” para o “bombardeiro”.
Agora sim o apelido estava bem colocado. Afinal, Gerd Müller é, até hoje, quem mais marcou gols na história das Copas do Mundo: dez na Copa de 70 e quatro na de 74, totalizando 14 gols.
Além de marcar muitos gols, Müller marcava gols importantes: foi dele o gol que deu o título mundial ŕ Alemanha em 1974 e marcou 3 no jogo que deu ao seu país a Eurocopa de 72. Por 7 vezes, Müller foi artilheiro do campeonato alemăo, estabelecendo em 71 um recorde: 40 gols no campeonato nacional. No ano seguinte, esse recorde seria igualado. Por ele mesmo. Foi por duas vezes artilheiro da Europa. Pela seleçăo, jogou 62 partidas, marcando 68 gols. É o maior artilheiro da história da seleçăo alemă, com uma média de 1,1 gol por jogo.
Logo que chegou no Bayern de Munique, ajudou o clube da capital alemă a subir para a primeira divisăo em 1965. Já no ano seguinte, estrearia na seleçăo contra a seleçăo da Turquia (era a primeira partida da Alemanha Federal depois de perder a final da Copa de 66 para os donos da casa, os ingleses). Campeăo do campeonato alemăo em 69, 72,73 e 74, venceu também as Copas da Alemanha de 66, 67, 69, 74, 75 e 76. Foi também campeăo da Recopa em 74, da Copa dos Campeőes em 74, 75 e 76, e Mundial Interclubes em 1976, todos esses títulos pelo Bayern. Pela seleçăo alemă, foi campeăo da Eurocopa de 72 e do Mundo em 74.
Em 1970, ganhou o título de melhor jogador da Europa. Em 1978, machucou-se gravemente, nunca chegando a se recuperar por completo. Foi entăo jogar no futebol americano, assim como seu compatriota, Franz Beckenbauer. Em 75 jogos pelo Fort Lauderdale, marcou 38 gols. Jogou ainda pelo Smith Brothers Lounge, também dos Estados Unidos.
Ao terminar a carreira, teve sérios problemas com a bebida, perdendo todo o dinheiro acumulado em anos de futebol. Aos 45 anos, internou-se numa clínica, com as despesas pagas por Franz Beckenbauer. Recuperado, assumiu o cargo de técnico das categorias de base do Bayern de Munique.
“Müller é gordo, năo é bem um jogador de futebol, e faz gols por sorte.”
(Helmut Schön, ex-técnico da seleçăo alemă, justificando porque năo convocava Gerd Müller, que viria a ser o jogador que mais gols fez na história das Copas do Mundo (superado por Ronaldo na Copa de 2006)
“Chuto rente ao chăo, assim é mais difícil para o goleiro.”

O conhecido jornalista desportivo Wolfgang Golz regularmente entrevista jogadores, técnicos, fãs e especialistas . Desta feita ele fala com o ex-jogador da seleção alemã e recordista de gols em Copa do Mundo, Gerd Müller, sobre sua expectativa em relação à Copa do Mundo, seu gol mais famoso, e as peculiaridades do futebol atual.

Antigamente o senhor sempre entrava em campo com uma calma impressionante – ou era só aparência?

Antes de jogos importantes o nervosismo vai aumentando. Mas, uma vez em campo não havia mais nervosismo. Também, no meu caso tenho de reconhecer: eu sempre joguei em equipes de ponta. Aí, não há porque ficar nervoso.

O senhor é o maior goleador alemão de todos os tempos. Onde é mesmo que está a sua estátua?

Imagina – não, isso não existe. Não preciso disso.

O senhor era conhecido com “Der Bomber” ou Müller baixinho, gordinho.

Nesse caso preferia o Bomber. O meu ex-técnico Cajkovsky me chamava de Müller baixinho, gordinho. E na realidade era um apelido carinhoso.

Senhor Müller, no final da Copa do Mundo de 1974 o senhor fez o gol decisivo contra a Holanda, na vitória de 2×1. O senhor hoje em dia ainda sabe o ponto certo?

O ponto exato. Até porque este gol está sempre sendo mostrado na televisão. Mas eu também tenho este gol na memória. Quando eu vejo o lance, muitas vezes me pergunto: como consegui chutar aquela bola dentro do gol? Toda vez me arrepio.

E como foi, exatamente?

(Gerd Müller levanta de súbito e organiza a cena em cima da mesa, mesmo sem bonecos que representem jogadores). Bem, havia três holandêses, eu fui para frente, eles também. Eu voltei, eles ficaram. A bola veio da direita, chutada pelo Bonhof, a bola quicou e escapou do meu pé esquerdo …

Desculpe, o senhor não trocou de pé de modo propositado?

Não, não, a bola pulou do meu pé esquerdo para o pé direito. Eu me virei e chutei direto. Como atacante a gente não tem que parar para pensar onde está o gol …

O senhor chutou em gol de qualquer posição. Os atacantes hoje em dia costumam chutar para o gol com força bruta.

É o que eu sempre digo e reclamo. Eles só usam a força e na maioria das vezes chutam em cima do goleiro. As vezes a bola tem de ser rolada ou levantada. O que conta é a bola atrás da linha. Gols pequenos também valem.

O senhor é técnico da seleção de amadores do FC Bayern. O que o senhor transmite a estes jovens?

Eu lhes dei vídeos para que vissem como eu joguei, mas isso é algo que não se aprende, só aperfeiçoa. O Bruno Labbadia foi o único, que tinha um estilo de jogo parecido. Não há outro.

Aqui entre nós, Senhor Müller, considerando a quantidade de gols que o senhor marcou, surge a pergunta: os defensores eram tão ruins, ou o senhor era tão bom?

Eu era bom, sem dúvida. Naquela época ainda havia o beque e o médio-volante contra você. Quase não havia espaço. Agora eles jogam com a linha de quatro. Com este sistema eu teria feito ainda mais gols. Mas os que eu fiz já está bom.

Qual o gol que considera o seu gol mais bonito, e qual foi o mais importante?

O 2×1 na final da Copa do Mundo sem dúvida foi o mais importante. Mas o meu gol mais bonito foi o do jogo repetido da Copa da Europa, final, em 1974, no 2×0 contra o Atlético Madrid: bola do Kapellmann – mas não tenho mais bem certeza -, bola matada no peito, volley e gol.

(Nota o primeiro jogo terminou em 1:1, o segundo em 4:0 para o FC Bayern, gols: Müller e Hoeneß, 2 gols respectivamente)

Comparando com os anos 70 e 80, quais as alterações que ocorreram no sistema de jogo?

Nós ainda jogavamos com cinco atacantes , ou pelo menos três. Hoje em dia as vezes eles jogam com dois atacantes, as vezes só um. E com a linha de quatro sempre há um jogador a mais atrás, do que havia antigamente. Quando o Franz (Beckenbauer.) como libero ia pra frente, o Zobel ou o Bulle Roth tinham que lhe dar cobertura. O beque “Katsche” Schwarzenbeck nunca podia ir pra frente.

O senhor trabalha como técnico – antigamente o senhor aparecia mais. O senhor gosta do que faz?

Sim, é o que mais gosto. Acabei de prolongar meu contrato em cinco anos, até 2010. Até lá estarei com 65 anos, e aí vou parar.

Fonte: deutschland.de/PT/Content/WM-Aktuell/Interviews

Meus amigos, para aqueles que não o viram jogar, não precisa nem ler o currículo, basta somente ler a entrevista para sentir o quanto era perigoso este baixinho alemão.

OS DIAS 26 E 27 DE MARÇO NO FUTEBOL

26/03/1924 – É fundado em Curitiba/PR o CLUBE ATLÉTICO PARANAENSE ( O FURAÇÃO), com a fusão entre o Internacional FC e o América FC do Paraná. Campeão Brasileiro Serie A em 2001 e Serie B em 1995, 21 vezes campeão paranaense, 2 vezes campeão do Torneio de Winterthur na Suiça em 1991/1992 e muitos outras conquistas.

26/03/1956 – FLAMENGO 1 – 0 AMÉRICA, No Maracanã o Flamengo com um gol de Evaristo sai na frente nas finais do Carioca de 1955.

26/03/1959 – BRASIL 3 – 1 URUGUAI, Em Buenos Aires pela Copa América o Brasil venceu numa batalha em campo em todos os sentidos inclusive um quebra-pau daqueles famosos, o jogo teve 4 expulsões e os gols foram de: Paulinho Valentim 3 (Bra) e Escalada (Uru).

26/03/1975 – FORTALEZA 3 – 1 CEARÁ, Baile tricolor no Castelão e conquista do bi-campeonato com gols de: Haroldo e Amilton Melo (2) (For) e Cl’óvis (Cea).

27/03/1981 – GUARANI 1 – 1 ANAPOLINA, Em Campinas o Bugre se torna o primeiro clube a vencer as Series A e B do Brasileiro após empate com sabor de vitória com gols: Marcelo (Gua) e Osmário (Ana).

ANIVERSARIANTES:

26/03/1974 – Odvan ex-zagueiro do Vasco e Seleção Brasileira hoje no Madureira.

26/03/1974 – Bruno Carvalho, ex-lateral direito revelado pelo Vasco, passou por Botafogo/RJ e Flamengo, Bahia e Nautico.

27/03/1950 – Romeu, ponta esquerda que infernizou muitas defesas Brasil afora ex-Atlético/MG e Corinthians.

27/03/1974 – Fernando Diniz meia ex-Palmeiras, Guarani/SP, hoje no Juventus/SP.

27/03/1981 – Jeronimo Baretto, Cacau brasileiro idolo do Stuttgart da Alemanha.

Solta essa bola, Garrincha!

Essa é do tempo que os jogos da Copa do Mundo eram transmitidos apenas pelas ondas do rádio. Na Copa do Mundo de 1962, no Chile, no entanto, o torcedor brasileiro passou a assistir em videoteipe às partidas que eram exibidas um dia depois, muitas vezes nas madrugadas.

O videoteipe de Brasil x Espanha teve uma grande audiência. O jogo representou a classificação da Seleção Brasileira para as quartas-de-final. O time dirigido por Aymoré Moreira começou a partida muito mal e terminou o primeiro tempo perdendo por 1 a 0, gol de Adelardo.

Começou o segundo tempo, e o Brasil continuou jogando mal. Garrincha, que estava prendendo a bola mais do que o costume, passou então a irritar o locutor que transmitia o jogo. A cada lance, a cada bola perdida, o locutor não perdoava.

– Assim não dá, ele não passa a bola para ninguém!

Aos 26 minutos do segundo tempo, Zagallo fez boa jogada pela ponta-esquerda e cruzou para Amarildo empatar, de pé esquerdo, antecipando-se aos zagueiros espanhóis.

Mas a implicância do locutor com Garrincha não parava.

Até que, a três minutos do final., Garrincha exagerou. O genial ponta-direita segurou a bola, driblou de um lado para o outro, e não a soltava. O locutor se desesperou.

– Por isso que o Brasil não ganha esse jogo. O Garrincha não dá a bola pra ninguém! Tem de soltar essa bola! – repetia, aos berros.

Cada vez mais enfático na pregação contra Garrincha, o locutor não percebia que o ponta ia levando a melhor sobre seus marcadores. Até que ele chegou à linha de fundo e cruzou com precisão para Amarildo desempatar, com uma cabeçada. Os berros do locutor passaram do inconformismo à empolgação.

[img:garrincha.jpg,full,vazio]

– Cruzou Garrincha, é gol do Brasil!. É gol do Brasil, Amarildo!. Grande jogada de Garrincha! Brasil 2 a 1!.

Com a vitória, o Brasil passou às quartas-de-final, em que derrotou a Inglaterra por 3 a 1. Depois viriam o Chile, na semifinal, superado por 4 a 2, e a Tchecoslováquia na final, vencida por 3 a 1. O Brasil foi bicampeão mundial, na Copa em que Garrincha foi o herói.

CBFnews

Franz Beckenbauer, este sim o verdadeiro Imperador

Franz Beckenbauer nasceu em Munique, na Alemanha. Aos 13 anos já jogava no juvenil do Bayern. Com 20 se integrou à seleção B do país e, pouco tempo depois, à seleção principal. Na Copa do Mundo da Inglaterra, em 1966, fez parte da campanha do vice-campeonato. Jogou também o Mundial do México, em 1970. Mas foi em 1974, na cidade onde nasceu, que se tornou campeão mundial.Com o Bayern, Beckenbauer foi campeão alemão em 1969 e 1972, e conquistou a Copa da Alemanha nos anos de 1966, 67, 69 e 1971. Era chamado de “Kaiser” (imperador) pela liderança dentro e fora de campo. Em 77, já próximo de encerrar a carreira, participou da criação da Liga de futebol dos Estados Unidos, contratado pela equipe do Cosmos, onde atuou ao lado de Pelé . De 1980 a 82 jogou no Hamburgo, retirando-se dos campos no dia 1º de junho com uma partida em sua homenagem entre o próprio Hamburgo e a seleção alemã. A partir de 1984 passou a treinar a Alemanha, dirigindo o time nos Mundiais do México , em 1986, e da Itália, em 1990. Após conquistar o título da Copa de 1990, passou a ser garoto propaganda de uma fábrica de materiais esportivos e, entre 1990 e 1992, treinou o Olympique de Marselha, da França. Em 1993 voltou ao Bayern, agora como treinador, e chegou a ser presidente do clube que o revelou para o futebol .Foi eleito o melhor jogador da Alemanha três vezes e ganhou a Bola de Ouro da revista francesa France Football em uma oportunidade . O velho Sepp Herberger, mitológico treinador da seleção alemã que ganhou a Copa do Mundo de 1954, conseguiu, certa vez, realizar a proeza tentada inutilmente por jogadores, técnicos, jornalistas e admiradores do futebol dos cinco continentes: definir, com palavras, o deslumbrante e até então indescritível talento de Franz Bekenbauer. – “Se houvesse apenas craques como ele, o futebol não seria um jogo. Seria uma manifestação artística”.
Maior estrela que já brilhou nos estádios alemães e certamente um dos seis principais nomes de toda a história do futebol internacional, Bekenbauer foi, na verdade, bem mais que um simples artista dos gramados. O supremo momento de Beckenbauer, aconteceu em 1974, na sua própria terra. Ao levantar da Taça de ouro da FIFA, mais do que simbolizando a comemoração de um titulo mundial, ele se mostrava aos olhos do mundo, através das imagens da televisão, como o responsável maior pela façanha através de sua notável capacidade de liderança.
Redação Terra.
Meus amigos, não houve no Brasil, na posição do Kaiser, alguém com semelhante técnica e categoria. Como dizia o capitão do tri, Carlos Alberto, ele gastava a chuteira somente no lado, pois só batia na bola de três dedos, de trivela, de “fianco” etc.

Quarentinha,o Homem de Gelo!!!!

Gelado era Ouarentinha.Até 1956, não dava sequer um pulo, nem mesmo um sorriso, depois que fazia um gol pelo Botafogo. A torcida começou a se incomodar,achando que o craque era algum vira-casaca ou que não tinha orgulho de vestir o manto alvinegro.
A implicância dos torcedores,com o jeito sóbrio e frio do artilheiro quase custou ao Botafogo o maior artilheiro de sua história,pois foi por conta dessa frieza que a diretoria na época emprestrou Waldir Cardoso Lebrêgo ao Bonsucesso.
Mas, em 57, ele voltaria ao Botafogo, para tomar parte no glorioso título carioca, com direito a promessa de Didi e tudo o mais (o meia alvinegro fez o percurso a pé do Maracanã até General Severiano).

Formado no Paysandu, do Pará, ele veio para o Botafogo em 54 e logo chamou a atenção por seu estilo de jogo rápido e oportunista.
Artilheiro do campeonato carioca três vezes seguidas 58/59 e 60, deixava os zagueiros preocupados em evitar que a bola caísse limpa em seu pé esquerdo. Se caísse, o jeito era buscá-la no fundo das redes, porque o chute vinha violento e certeiro.

Depois de conquistar três títulos estaduais pelo Fogão e mais o torneio Rio-São Paulo de 62, ele seguiu para o Vitória, da Bahia, e foi campeão baiano em 64/65. Acabou encerrando a carreira no América de Cáli, da Colômbia.
Na Seleção Brasileira,Quarentinha jogou 17 vezes, e assinalou 17 gols.
Até hoje, ninguém superou Quarentinha em número de gols com a camisa alvinegra.Seus 308 gols marcados em 446 partidas são uma marca até hoje invejadas. E ainda tem mais: na história do torneio Rio-São Paulo,nenhum artilheiro superou sua marca de 36 gols na história da competição.
Morreu de insufiência cardíaca aos 62 anos em 1996 no Rio de Janeiro.

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Fonte:Lance

Carlito Rocha, o Presidente da Supertição Alvinegra!!!!

Tem coisas que so acontecem ao Botafogo. Essa é uma das frases que refletem muito bem toda a magia misticismo que circundam a Estrela Solitária. O clube tem uma marca no tempo, que é o presidente Carlito Rocha, o primeiro a levar uma mascote para General Severiano.
No Campeonato Carioca de 1948, durante uma goleada sobre o Madureira por 10 a 2,um cachorrinho invadiu o campo no décimo gol,ele era preto e branco. Carlito Rocha, maravilhado, adotou o animal. Com ele no colo, entrava em campo antes de cada jogo.

No final desta metodologia extra-campo, o inusitado: até os adversários reconheciam a forca da mascote do alvinegro. Nos dias antes da final de 48, o Vasco fez de tudo para tentar evitar a presença de Biriba em campo, ameaçando até mesmo envenenar sua comida.
Entrou em ação a picardia de Carlito Rocha, que convenceu o dono de Biriba, o funcionário do clube Macaé, a provar tudo que o animal ingerisse. Assim foi feito e o Fogão terminou campeão.
O Botafogo ainda investiu mais em pequenas superstições,como cortinas amarradas e desamarradas na sede em General Severiano, e a alguns torcedores era recomendado sempre sair pela mesma porta da entrada.

Nos tempo de Garrincha, Didi, Amarildo e Zagallo, em dia de jogo, o ônibus que levava os jogadores ao estádio fazia sempre o mesmo caminho. No dia em que o caminho do õnibus teve alguns trechos interditados, Carlito Rocha culpou a Companhia de Trânsito pela derrota em um clássico.
As superstições sempre estiveram presentes na história do Botafogo,mas tudo começou com Carlito.

Na foto:Biriba em campo,marcando sua presença.
[img:bota_1.jpg,full,centralizado]

Fonte:Lance Grandes Times

Antigo hino do São Paulo Futebol Clube

Curiosidade: No início dos anos 60, apesar do hino atual já estar criado e oficializado por Porfírio da Paz, era este o hino tricolor que se ouvia nas rádios:

Salve o São Paulo
Clube das Treze Listras
Preto, Branco e Vermelho
Tradição dos Paulistas

Salve o São Paulo
Rei da Brasilidade
És um Clube, um Estado
E uma Grande Cidade

Salve o São Paulo
Tradição
Tu viverás em nosso
Coração

Teus Onze Heróis
Modernos Bandeirantes
Reviverão Tuas Glórias
Sob aplausos delirantes.

Letra de Oswaldo Moles
Música de Antônio Bruno”.

Nos anos 40, com a inauguração do Pacaembu, a torcida do São Paulo, quando o locutor do estádio anunciava, pausadamente, a escalação assim se comportava:

Locutor: King.
Torcida: Raaah.

Locutor: Piolin.
Torcida: Raaah.

Ia assim até o ponta esquerda Pardal, quando então havia uma explosão:

São Paulo!
São Paulo!
São Paulo!

Eh São Paulo
Eh São Paulo
O Mais Querido da Terra Bandeirante

Eh São Paulo
Eh São Paulo
Com o Tricolor é bola no barbante!

Entramos em campo confiantes
Nossa defesa joga com valor
Vão para frente os avantes
Aumentar o placar do tricolor

Grita a torcida delirante
Com o Tricolor é bola no barbante.

SPFCpedia