OS GOLS DE ZICO NO CALCIO DA SERIE A ITALIANA

TEMPORADA 83/84
12/09/1983 – GENOA 0 – 5 UDINESE / 2 GOLS
18/09/1983 – UDINESE 3 – 1 CATÂNIA / 2 GOLS
25/09/1983 – AVELINO 2 – 1 UDINESE / 1 GOL
02/10/1983 – UDINESE 1 – 1 VERONA / 1 GOL
23/10/1983 – UDINESE 2 – 2 INTER / 1 GOL
06/11/1983 – UDINESE 1 – 0 ROMA / 1 GOL
31/12/1983 – UDINESE 4 – 1 NAPOLI / 1 GOL
08/01/1984 – MILAN 3 – 3 UDINESE / 2 GOLS
22/01/1984 – CATANIA 0 – 2 UDINESE / 2 GOLS
29/01/1984 – UDINESE 3 – 1 AVELINO / 2 GOLS
12/02/1984 – VERONA 2 – 1 UDINESE / 1 GOL
19/02/1984 – UDINESE 3 – 1 FIORENTINA / 1 GOL
21/04/1984 – JUVENTUS 3 – 2 UDINESE / 1 GOL
29/04/1984 – UDINESE 2 – 0 LAZIO / 1 GOL

19 GOLS E A VICE-ARTILHARIA UM GOL A MENOS QUE PLATINI DA JUVENTUS.

TEMPORADA 84/85
23/09/1984 – UDINESE 5 – 0 LAZIO / 1 GOL
31/03/1985 – UDINESE 3 – 1 INTER / 1 GOL
14/04/1985 – JUVENTUS 3 – 2 UDINESE / 1 GOL

3 GOLS EM SUA SEGUNDA TEMPORADA, MARCADA POR MUITAS CONTUSÕES E PROBLEMAS COM O FISCO ITALIANO.

O dia em que a terra (Piracicaba) parou

Existe uma história, a qual não é desmentida por ninguém, de que a nossa “terrinha” parou por um dia. Outros dizem que isso é mentira. Pois era parou por vários dias … Este fato completa na próxima semana seus 40 anos. Foi quando os piracicabanos aguardavam a decisão do Torneio do Acesso ao Futebol Profissional de 1967. A cidade acompanhou na expectativa as três partidas do triangular decisório. Parou também para comemorar a vitória do E. C. XV de Novembro e para receber como heróis os jogadores do alvinegro local. Toda essa festividade ocorreu em janeiro, encerrando assim as comemorações do bicentenário de fundação do município.

Foi exatamente na noite de 17 de janeiro de 1968 que o XV venceu o Bragantino, em pleno Pacaembu, na capital paulista, sagrando-se Campeão do Acesso (atual Série A-2), retornando, assim, à elite do futebol paulista onde ficou de 1948 a 1965.

Testemunhos da época relatam que, no início de 1968, a cidade torceu para o alvinegro como se fosse a Seleção Brasileira de Futebol disputando uma final do mundial. Até o carnaval, que ocorreria duas semanas depois, começou cedo. As festividades prosseguiram por semanas pois foi um orgulho o retorno do time às partidas junto aos grandes, como São Paulo, Palmeiras, Santos, Corinthians e outros, sem levar em conta a projeção que a cidade conseguiu em todo o país. A cidade estava em efusão constante devido à ousadia do prefeito Luciano Guidotti que instalava obras grandiosas para tudo que era canto. Foi o ano de crescimento da cidade, condecorada como a cidade de maior desenvolvimento do país.

Especialistas acreditam que a euforia de janeiro de 1968 só foi sentida em 1947 quando o time subiu para a divisão principal decretando ser equipe profissional, e, em 1976, quando foi o segundo colocado no Campeonato Paulista.

Segundo Rubens Braga, 78, ex-dirigente do basquete e do futebol do XV, a conquista de 1967 serviu para ratificar o esporte como profissão na cidade. “Os anos 60 serviram para as grandes contratações do alvinegro e, com este retorno à Divisão Especial, houve a necessidade de contratar jogadores de grandes times”, diz. A equipe contratada pelo presidente Humberto D’Abronzo, industrial proprietário da Caninha Tatuzinho, é considerada como uma das melhores em toda sua história. Braga é mais enfático e diz que as comemorações pelo título não duraram apenas algumas semanas. “A comemoração foi o ano todo, pois até dezembro, quando se decidiria o próximo campeão, o título era de Piracicaba”.

Era uma época diferente, período em que o futebol era transmitido apenas pelas emissoras de rádio, gerava rodinhas nos bares, era motivo de festa até para a alta sociedade e celebrado até por aqueles que não possuíam qualquer simpatia pela bola.

Comércio, indústria, escolas … Tudo parou nos dias 11 e 17 de janeiro, quando o alvinegro foi a São Paulo jogar, respectivamente contra o Paulista F.C., de Jundiaí, e o C. A. Bragantino, de Bragança Paulista. A cidade acompanhava as partidas pelas emissoras de rádio, sendo que três delas transmitiam pela freqüência A.M.

Nestas duas disputas, os jogadores viajaram em ônibus da Prefeitura Municipal cedido pelo prefeito Luciano Guidotti (que faleceria no dia 7 de julho do mesmo ano), um amante do esporte e assíduo incentivador do time. Guidotti tinha paixão imensurável pelo time, utilizando seus jogadores como garotos-propaganda para propagar a imagem da cidade. Ele chegou a presidir o XV por vários anos.

Em ambas as partidas, o Executivo Municipal pediu atenção especial à segurança no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (o Pacaembu), sendo que foram disponibilizados cerca de 200 soldados da Força Pública e Guardas Rodoviários.

No dia 11 de janeiro de 1967, o alvinegro partiu a tarde para São Paulo. Venceu o Paulista por 2 a 0 (Piau aos 19’ do primeiro tempo e Amauri aos 45’ do segundo), garantindo vaga para a final que ocorreria seis dias depois. No dia 14, o Bragantino vence o Paulista por 1 a 0 definindo sua vaga na final diante do XV.

A partir de então, a euforia tomou conta de Piracicaba. A vitória era previamente comemorada pois o time havia feito uma excelente campanha no Paulista de 1967. Para chegar à fase decisiva, o alvinegro esteve junto a outros 29 times divididos em duas séries. Na primeira fase foi campeão do grupo B, tendo como vice o Paulista. A campanha foi positiva pois foram 30 jogos, sendo 22 vitórias, seis empates e duas derrotas. Foram feitos 68 gols e a defesa deixou passar 15 gols dos adversários.

Contavam-se os minutos para a disputa final. Os comandados do técnico Renganeschi eram a esperança da terra. Motivaram, inclusive, os vereadores a realizar uma sessão extraordinária, no dia 12, para votar a cessão de NCR$ 150 mil ao E.C. XV de Novembro, valor que seria utilizado para premiar os jogadores caso ocorresse a vitória. Foi aprovado por unanimidade pelos 15 presentes do legislativo municipal que participaram da sessão. Um dia antes, o time participa de uma missa de ação de graças celebrada pelo então padre Jorge Simão Miguel na Matriz Imaculada Conceição.

Às 15 horas de 17 de janeiro, data da partida decisiva, o alvinegro ruma ao Pacaembu novamente em ônibus cedido pela prefeitura. A partida ocorreu à noite permeada por pancadas de chuva que castigaram a torcida.

Em sua edição desta data, um jornal da cidade relata que uma “caravana monstro” foi organizada para levar a torcida alvinegra para São Paulo. Desde o dia anterior já não era possível encontrar um ônibus disponível para ser fretado. Muitos foram de carro, trem ou táxi. Segundo Waldemar Romano, cirurgião-dentista e vereador na época, a Câmara Municipal fretou três carros para levar vereadores na disputa. “O Legislativo se via na obrigação de acompanhar os passos do time, e como não tinha veículos, contratou-se motoristas para levar alguns vereadores”, diz. Ele comenta que isso não pode ser considerado regalia, pois na época a função de vereador nem era remunerada.

Há notícias de que torcidas de cidades vizinhas também incentivaram o time piracicabano, destacando-se as cidades de Santa Bárbara D’Oeste, Americana, Rio Claro, Limeira e Rio das Pedras. O fato congestionou ruas e avenidas da capital, provocando a falta de vagas no estacionamento para os ônibus nas proximidades do estádio. Interessante é que muitos dos ônibus chegaram ao mesmo tempo, como que por acaso. A bola começou a rolar em campo, e a torcida ainda estava na fila no portão do Pacaembu. Alguns sequer viram o primeiro gol alvinegro marcado aos dois minutos iniciais. Foi motivo para que, os que estavam fora, iniciassem uma correria para o interior do estádio, pulando catracas a fim de não perder nenhum minuto da disputa. O fato não atrapalhou o juiz Armando Marques e seus assistentes Wilson Medeiros e Eraldo Gongora.

A partida foi acirrada definindo-se no primeiro tempo quando o alvinegro marcou os seus quatro gols feitos por Amauri (aos 2’), Joaquinzinho (13’), Piau (25’) e Amauri (38’). Luizão fez o primeiro para o adversário ainda no primeiro tempo. O Bragantino marcou mais dois no segundo tempo, provocando pavor na torcida. Resultado : XV de Piracicaba 4 Bragantino 3. Piracicaba desabou de alegria. Foi a glória para o município. Praticamente ninguém dormiu naquela noite. Muito menos na noite seguinte, quando a equipe retornaria a cidade.

Após a partida, mesmo molhada, a torcida caiu na folia em pleno Pacaembu, com música a noite toda. Nos vestiários, jogadores tomavam banho com champanhe. Piracicaba era uma alegria só. As manifestações se concentraram na Praça José Bonifácio que era toda aberta, com travessias por todas as suas laterais.

Autoridades estudavam a recepção dos atletas-heróis para o dia 19 no período noturno. O trajeto da equipe, diretores e comissão técnica foi traçado. Todos circulariam em carro do Corpo de Bombeiros concentrando-se na avenida Independência próximo à atual sede do DER, percorrendo a avenida Armando de Salles Oliveira, a avenida Rui Barbosa, avenida Barão de Serra Negra, rua do Rosário, avenida Doutor Paulo de Moraes, rua Governador Pedro de Toledo, rua São José, finalizando em frente à catedral de Santo Antônio. No local foi montado um palanque no qual o elenco quinzista seria recebido pelas autoridades.

A cidade não funcionou normalmente no dia 19 de janeiro. Por volta das 15 horas, a praça José Bonifácio começa a receber os torcedores. A cidade vivia um clima de feriado e carnaval nesta data. Consta que a TV Tupi acompanhou a viagem do alvinegro de São Paulo a Piracicaba filmando manifestações de cidades vizinhas que esperaram à beira das rodovias para acenar aos campeões. A própria emissora, mais a TV Bandeirantes, cobriram as festividades levando o nome do alvinegro para todo o país.

A população comemorava com flâmulas, faixas, serpentina, confete, rojões … Era o carnaval – que cairia naquele ano em 5 de fevereiro – sendo antecipado. A Banda União Operária abriu as festividades tocando no palanque pontualmente às 18 horas. A comitiva chega por volta das 21 horas e inicia o trajeto programado. Às 22h10m começa chover motivando encurtar o percurso. Decide-se que a equipe não daria a volta por toda a Praça José Bonifácio entre a população.

Todos os campeões saem do ônibus e sobem o palanque. Gritaria incontrolável. Rojões. Dos prédios vizinhos, moradores soltam água através de bisnagas e com serpentinas criam um clima festivo. O chafariz da praça é invadido por pessoas que festejam de forma saudável, não chegando a ser reprimida pela força policial. É estendida nela uma faixa com mais de 24 metros quadrados com a inscrição “XV”. No palanque, prefeito Luciano Guidotti saúda os jogadores alvinegros, seguido pelo presidente do time comendador Humberto D’Abronzo, Lodovico Trevizan (Corregedoria) e Francisco Antonio Coelho (Presidente da Câmara Municipal). Outros pronunciaram-se até que os populares decidem subir no palanque criando um clima desconcertante para a equipe que é agarrada pelos mais afoitos, deixando alguns jogadores apenas de calça, levando suas camisetas, meias e calçados como souvenirs. Relatos da época dizem que cerca de mil pessoas sobem desordenadamente ao palanque, ocasionando sua queda e fazendo vários feridos. Como a aglomeração era intensa, a força policial encontrou resistência para prestar auxílio aos machucados. Mas, imperou o bom-senso e as festividades seguiram por toda a madrugada sem qualquer outra ocorrência. O incidente adiou a entrega de medalhas, desenhadas por Archimedes Dutra, que seria feita pelo prefeito Luciano Guidotti.
Outras manifestações foram realizadas nas semanas seguintes. Foram feitas homenagens nos clubes recreativos locais com membros da diretoria e jogadores recepcionados junto ao Rei Momo oficial vivido pelo radialista Antonio José. Santa Bárbara D’Oeste, Saltinho e o Rotary Club, dentre outros municípios e entidades, realizaram sessões para recepcionar o time.

O XV realizou um amistoso comemorativo à vitória no Torneio do Acesso contra a Seleção da Romênia em pleno Estádio Barão da Serra Negra (inaugurado dois anos antes), no dia 23 de janeiro. A comemoração era tão importante que o governador do estado, Abreu Sodré, marcou presença na partida fazendo questão de participar da solenidade. Por ironia, levou uma goleada : 6 a 2. Na ocasião seriam entregues as faixas aos campões do acesso. Aos 25 minutos, o juiz paralisou a partida. Um pára-quedista de Rio Claro saltou no meio do Barão trazendo uma bandeira do XV. O estádio ovacionou a iniciativa.
Na primeira partida de seu retorno à Divisão Especial, o XV empatou com o Comercial em 2 a 2, no dia 28 de janeiro de 1968.

No livro “A História Ilustrada do Futebol Brasileiro” (Edobrás, 1968), escrito por Roberto Porto e João Máximo, diz que os pequenos times escrevem sua história com espírito de sacrifício que o futebol exige de quem o pratica. Isso faz com que muitos times pequenos desapareçam e os times grandes, com bases sólidas e constantes investimentos acabem se perpetuando. “Na comemoração de uma vitória, na alegria do povo nas ruas, no carnaval improvisado pela conquista de um ansiado título, no cerco ao juiz que se equivocou, na luta pela bola, está o esforço heróico, dramático e até trágico dos pequenos clubes”, fala um trecho. Outro diz que “partidas ou títulos conquistados no interior paulista, onde o campeonato de acesso – esperança de equipes modestas no sentido de subirem à divisão principal – mobiliza uma população inteira”. Foi o que ocorreu em Piracicaba.

A Província de Piracicaba

Franceses que encantaram o futebol Mundial

Por: Antonio Ferreira da Silva Galdino

Raymond Kopaszewski

Raymond Kopaszewski, ou simplesmente Kopa, nascido em 13 de Outubro de 1931, este meia defendeu a França nas Copas de 54 e 58 onde foi eleito o melhor jogador deste mundial. Começou a carreira no Angers SCO, Stade Reims e Real Madrid onde conquistou 3 títulos europeus em 1957, 1958 e 1959. Pela Seleção Francesa, jogou 45 partidas, marcando 18 gols, na carreira marcou 141 gols.

Just Fontaine

Just Fontaine, nascido em Marraquexe, no Marrocos, até então colônia francesa, no norte da áfrica, em 18 de agosto de 1933, Fontaine
começou sua carreira profissional no US Casablanca, onde jogou de 1950 a 1953.

O OGC Nice o recrutou em 1953, e ele acabou fazendo 44 gols em 3 temporadas pelo clube. Em 1956, ele se mudou para o Stade de Reims para substituir Raymond Kopa, onde marcou 121 gols em 6 temporadas. No total, Fontaine marcou 165 gols em 200 partidas na Liga 1, e ganhou duas vezes o campeonato em 1958 e 1960.

Vestindo a camisa azul da França, as estatísticas de Fontaine foram ainda mais impressionantes. Em sua estreia com o time, em 17 de Dezembro de 1953, Fontaine marcou um gol de chapéu numa vitória esmagadora de 8 a 0 sobre a Seleção de Luxemburgo.

Apenas em 1960, ele marcou 30 gols, em 21 partidas pelo time. Contudo, Fontaine será sempre lembrado pela Copa do Mundo de 58, na Suécia, onde marcou 13 vezes em apenas 6 partidas, incluindo ter metido 4 na Alemanha Ocidental.

Fontaine jogou sua última partida, em Julho de 1962, sendo forçado a se aposentar precocemente por causa de uma contusão recorrente. Ele brevemente assumiu as rédeas da Seleção Francesa em 1967, mas foi substituído após dois jogos amistosos, que terminaram com duas derrotas.

Alain Giresse

Alain Giresse, nascido em 02 de Agosto de 1952, este meia baixinho habilidoso de técnica refinada em campo. Passou quase toda a carreira no Bordeaux, clube em que jogou de 1970 a 1986. Os dois títulos no campeonato francês vieram justamente na antepenúltima e penúltima temporada.

Giresse deixou o clube em 1986 para jogar seus dois últimos anos como profissional no Olympique, que estava emergindo para seu domínio nacional que culminaria em um pentacampeonato (que se reduziu a um tetra depois da anulação do último título).

Jogou duas Copas do Mundo em 1982 e 1986 onde a França realizou grandes campanhas, e marcou para sempre a história do futebol francês com um meio campo que ficou conhecido como os 3 mosqueteiros ao lado de Jean Tigana e Michel Platini, marcou 6 gols em 47 jogos pela seleção francesa.

Jean Tigana

Jean Tigana, nascido em Bamako, Mali na África, em 23 de Maio de 1955, de porte atlético esbelto e bem definido, clássico, habilidoso, altamente refinado, esguio e jogando sempre de cabeça erguida participou da mágica seleção francesa que encantou o mundo em 1982 e 1986 e venceu a Eurocopa de 1984, sempre atuou em clubes franceses Lyon, Bordeaux e Marsellie, atuou pela seleção 52 vezes e marcou apenas um gol, mais o jeito clássico de atuar como volante ajudou muito no surgimento de volantes clássicos no futebol europeu.

Marius Trésor

Marius Trésor, nascido Saint-Anne, Guadalupe, 15 de janeiro de 1950. O defensor começou a carreira em 1969, no Ajaccio, da Córsega. Em três anos, estava no Olympique Marselha, onde jogaria com Jairzinho e Paulo César Caju. Jogou no clube até 1980 e jogaria os quatro anos seguintes no Bordeaux, encerrando a carreira na temporada em que conquistou seu único título no campeonato francês.

Pela França, Trésor marcou quatro gols em 65 jogos, participando das Copas do Mundo de 1978 (onde foi o capitão da equipe) e 1982. Nos anos 90, teve uma espécie de “sucessor” entre Les Bleus: Lilian Thuram, outro defensor vindo da colônia caribenha de Guadalupe.

Michel Platini

Michel Platini, nascido em Jœuf, 21 de junho de 1955, para boa parte do povo francês foi o maior craque francês e europeu que viram jogar. Refinado, elegante, clássico, gênio, goleador exímio cobrador de faltas dentro de campo um jogador que todo time ou seleção desejaria ter.

Ganhou três bolas de ouro da France Football em anos seguidos, um recorde Johan Cruijff e Van Basten ganharam três mas não seguidas. Foi um dos maiores jogadores da história do futebol mundial.

Marcou época carregando nas costas a França rumo ao título da Eurocopa de 1984, e principalmente com a Juventus, que entre sua estada por lá de 1982 a 1987, viveu conquistas e momentos dos mais fantásticos.

Defendeu os seguintes clubes: Nancy (1972-1979); Saint-Étienne (1979-1982) e Juventus de Turim/ITA (1982-1987). Foram 265 gols, na carreira, sendo 41 pela Seleção Francesa, onde ganhou a Eurocopa de 84, campeão na Itália pela Juventus e na França pelo Saint Etiene.

Jean-Pierre Papin

Jean-Pierre Papin, nascido em 05 de Novembro de 1963, foi um goleador nato tanto na seleção francesa e nos clubes que defendeu como Marsellie, Milan, Club Brugge e Bordeaux, em sua carreira foram 30 gols pela França em 54 jogos e 215 gols pelos clubes.

Zinédine Yazid Zidane

Zinédine Yazid Zidane, nascido em Marselha, em 23 de junho de 1972, é o maior jogador francês de toda história, enquanto atuou, Zidane foi considerado por muitos o melhor jogador de todos os tempos, ultrapassando gênios como Pelé, Maradona, Beckenbauer e Cruijff.

‘O novo Rei do futebol?‘ Essa foi a pergunta que o mundo se fez quando passou a conhecer a fundo toda sua magia. Driblador, elegante, sua fantástica visão de jogo e sua habilidade de passe lhe valeram os adjetivos de “gênio” e “mágico“, atribuídos pela mídia esportiva.

Zizou era um jogador completo, indiscutivelmente o jogador de maior técnica da história, ele era um exímio cabeceador, tinha velocidade, driblava como ninguém e era inteligente. A própria UEFA o considerou, em 2001, o melhor jogador europeu dos últimos 50 anos.

Zidane era o jogador mais bem pago da história, e ainda detém o recorde de maior transferência, 78 milhões de euros. O melhor jogador da história, assim que acabou o jogo, em que eliminou, o Brasil da Copa do Mundo de 2006, foi elevado ao nível de Deus do futebol, pelo jornal alemão Bild. A manchete foi: “Por favor, não nos deixe Zidane, ou melhor Zideus“.

Três vezes melhor jogador do mundo, jogou também 3 Copas: 1998, onde foi o grande nome da final onde marcou, 2 gols contra o Brasil; em 2002, só jogou um jogo onde a França sucumbiu diante a Dinamarca; e, em 2006, onde voltou a mostrar toda sua técnica e elegância dentro de campo com jogadas plásticas, principalmente no jogo contra o Brasil e comandou a França até a final contra a Itália onde, já sabemos o que aconteceu.

Mesmo assim foi escolhido como o Bola de Ouro daquele mundial, sua carreira foi marcada por uma série de títulos não só pela seleção onde também ganhou a Eurocopa de 2000, mais muitos títulos pela Juventus de Turim e Real Madrid e muitos golaços como aquele da final da Champions League de 2002 contra o Bayer 04 Leverkusen.

Thierry Daniel Henry

Thierry Daniel Henry, nascido em 17 de agosto de 1977, Henry cresceu no bairro de Les Ulis, Essonne, onde jogou por clubes locais como júnior e mostrou grande potencial.

O AS Mônaco contratou-o em 1990. Estreou entre os profissionais em 1994, e ficou no Mônaco até 1998, onde, em boa forma, foi convocado para a seleção francesa de futebol.

Em 1998, Henry foi transferido ao gigante italiano Juventus, mas após uma temporada sem sucesso foi vendido ao Arsenal por £10.5 milhões em 1999. Foi no Arsenal que Henry teve maior sucesso como jogador. Jogando na Premiership, logo ele se firmou como principal artilheiro da equipe em quase todas as temporadas suas pelo clube.

Seu mentor e treinador Arsène Wenger transformou-o no maior artilheiro da história do Arsenal, com mais de 200 gols. Com os Gunners, Henry venceu duas vezes a Premiership e três vezes a FA Cup.

Foi também indicado duas vezes para Melhor Jogador do Ano e recebeu duas vezes o prêmio de melhor jogador da temporada pela Barclays Premiership. Na Seleção Francesa, Henry venceu a Copa do Mundo de 1998 e a Euro 2000 e jogou ainda as Copas e 2002 e 2006 onde se tornou o carrasco do Brasil e foi um dos artilheiros da equipe.

São até hoje 248 gols na carreira, 174 pelo Arsenal e 44 pela Seleção Francesa, onde já se tornou o maior artilheiro dos Azuis, atualmente joga no Barcelona, da Espanha.

O DIA 28 DE MARÇO NO FUTEBOL

28/03/1957 – BRASIL 2 – 3 URUGUAI, em Lima pela Copa América os celestes batem o Brasil num jogo eletrizante com gols de: Ambrois, Campero (2) (Uru), Evaristo, Didi (Bra)

28/03/1984 – UBERLÂNDIA 1 – 0 REMO, no Parque do Sabiá com um gol de Vivinho aquele mesmo da chapelaria conta a Portuguesa em 88 pelo Vasco, o time mineiro saiu na frente na final do Serie B de 84.

28/03/1990 – INGLATERRA 1 – 0 BRASIL, em Londres o English Team quebra uma serie de 15 jogos invictos do Brasil em jogo preparatório para a Copa de 90 o gol foi de Gary Lineker

28/03/1999 – CORÉIA DO SUL 1 – 0 BRASIL, em Seul o Brasil sofre pela primeira vez na história uma derrota com seu time principal para uma Seleção Asiática o gol foi de:Do-Hoon Kim

28/03/2000 – COLÔMBIA 0 – 0 BRASIL, em Bogotá o Brasil começou sua trajetória rumo ao penta na Coréia e Japão em 2002.

28/03/2001 – EQUADOR 1 – 0 BRASIL, em Quito o Brasil perde para o Equador pela primeira vez em sua história o gol foi de: Delgado

Bem o dia 28 de Março não é um bom dia para a Seleção Brasileira é um dia nebuloso só tomou pancadas e empatou uma.

ANIVERSARIANTES:

28/03/1943 – Denilson ex-zagueiro do Fluminense-RJ

28/03/1952 – Odirley ex-lateral esquerdo da Ponte Preta

28/03/1972 – Galeano volante ex-Palmeiras, Juventude, Bahia hoje no Sertãozinho.

28/03/1975 – Marcão zagueiro ex-Atlético/PR hoje no Inter/RS

28/03/1986 – Abuda atacante ex-Corinthians e hoje no Vasco

Quando os craques visitavam Ribeirão Preto

Ribeirão-pretanos acostumados com Botafogo e Comercial na então 1ª Divisão do futebol paulista, lembram que jogos como o de hoje não aguçam tanto a rivalidade do torcedor local.
“Bom era quando o Corinthians enfrentava o Comercial e nós íamos a Palma Travassos torcer contra. Ou vice-versa. Botafogo e Palmeiras e os comercialinos engrossavam a torcida palmeirense”, disse o vendedor Afrânio Daniel Teixeira, 54 anos.
Embora torça pelo Palmeiras, disse que não vai ao campo por total desinteresse.
“A minha ligação básica com o futebol é Ribeirão Preto”, afirmou.

Pelé nos visitou 16 anos, para encarar Botafogo e Comercial
Pelé, o atleta do século, durante 16 anos, com raras interrupções, visitou Ribeirão Preto para enfrentar Comercial e Botafogo. Sua primeira aparição foi em 1958, com 18 anos de idade, já campeão mundial na Suécia.
Neste longo período em que esteve entre nós, até sua despedida, em julho de 74, num jogo contra o Comercial, Pelé hospedou-se em apenas dois hotéis.
O primeiro deles foi o Umuarama (depois Bradesco) no centro da cidade, hoje o Vila Real. O segundo, foi o Umuarama Recreio, ao lado da USP.
Pelé era um enigma. Na véspera dos jogos deixava o hotel prometendo regressar logo para uma conversa mais calma com os repórteres de plantão. Não voltava nunca. Ficava com as namoradas.
Pelé era tão profissional, que numa fria noite de junho de 73, ao ser abordado por quatro repórteres, optou por dar entrevista exclusiva a cada um deles. Pelé, no bom sentido, sabia reconhecer a sua importância.

Da Guia, Gerson
Outros grandes craques também estiveram em Ribeirão vários anos seguidos. Ademir da Guia, um dos maiores meias da história do Palmeiras, atraia uma pequena multidão por onde caminhava.
Roberto Rivelino, o gênio do Corinthians, era ídolo dos mais jovens. Onde o Corinthians se hospedasse, estabelecia-se o caos. No começo dos anos 70, o goleiro Ado, campeão do mundo no México, era o preferido das meninas. Numa tarde, recebeu mais de cincoenta bilhetes ardorosos de fãs, levados por repórteres e funcionários do hotel.
Os mais antigos lembram-se de Gilmar, Idário, Roberto, Cláudio. Os de meia idade não se esquecem de Luís Pereira (Palmeiras), Dudu, Edu, César e Leivinha.
Mauro Ramos de Oliveira (Santos) e Gérson (São Paulo) estiveram entre nós, bem como Garrincha e Paulo Borges (Corinthians).
Garrincha fez um jogo melancólico, numa quarta-feira à noite, diante do Comercial, defendendo um combinado carioca.
O grande Garrincha não recebeu aplausos, nem vaias. O que se viu foi uma uma sofrida indiferença. Na noite de terça para quarta, Garrincha dormiu no apartamento 18 do Hotel Brasil, com mais três companheiros, sem jamais perder a tolerância.

Craque-fã
Nesta época, a relação entre torcedor e fã era tímida. Apenas conversa. Autógrafos eram raros. Comércio de camisa de clube não existia. Só a autêntica, usada no jogo, dada espontaneamente. Ninguém arrancava à força a camisa de ninguém.
Quando as delegações ficavam no Umuarama ou Bradesco, o centro “bufava”. O Pingüim e o Lanches Paulista transbordavam. Não havia o Calçadão. O movimento de carro era infernal. Formava-se corso em torno do hotel.

O rádio mandava
No fim dos anos 60 e início dos 70, a televisão engatinhava nas transmissões esportivas. Assistia-se, no máximo, teipes com um ou dois dias de atraso, transmitidos pela TV Cultura, com narração de Valter Abraão e depois Luiz Noriega.
O grande meio de comunicação era o rádio. Radialistas como Pedro Luís, Fiori Giglioti, Haroldo Fernandes, Alfredo Orlando, Mário Moraes, Mauro Pinheiro, Ethel Rodrigues, Victor Moran e Luiz Augusto Maltoni eram tão reverenciados quanto os grandes craques. O rádio em Ribeirão não era diferente. Forte e respeitado, dedicava ao futebol várias horas diárias.

Hotel Brasil
Mas Ribeirão Preto teve outro hotel antológico no que diz respeito à hospedagem de delegações: o Brasil, na avenida Jerônimo Gonçalves com a General Osório. Recebia como hóspedes os times do Interior, chamados “pequenos”. O hotel Aurora, que existe até hoje, igualmente hospedou várias delegações.
Pelos apartamentos e refeitórios do Hotel Brasil passaram craques inesquecíveis. A Ferroviária de Araraquara trazia Bazani, Faustino, Ismael, Pimentel, Baiano, Dirceu, Téia ou Galhardo.
O Guarani desfilava com Dimas, Babá, Beluomini, Nelsinho, Careca, Amaral e Benê.
A Ponte Preta tinha Dicá, Oscar, Valdir Perez, Aníbal, Esnel e Pitico. O XV de Piracicaba trazia o central Fernando, o volante Chicão, Gatão, Osvaldo ou o lendário presidente do clube, o engenheiro Romeu Ítalo Rípoli. Na década de 60, em plena guerra fria União Soviética-Estados Unidos, o XV do presidente Rípoli, disputou quinze amistosos em países da Cortina de Ferro, como Hungria, Iugoslávia e Checoeslováquia. Uma façanha inesquecível.

Mais times
A extinta Prudentina trazia para Ribeirão o goleiro Glauco, o meia Lopes e Ademar Pantera. O Corinthians de Prudente tinha o meia-esquerda Zé Amaro e o lateral Sabirú. O Taubaté vinha com Mazolinha, Teck, Henrique, Almir e Machadinho.
O Noroeste de Bauru podia trazer Toninho Guerreiro, Davi (cunhado de Pelé), o goleiro Julião ou o atacante Baroninho.
A Portuguesa Santista vinha com Samaroni, Clóvis, Aparecido, Pixu, Adelson, Marcos ou Dé. O América de Rio Preto tinha Valtinho, Bertolino, Ambrósio, Cuca e Dirceu.
O “encardido” Juventus atazanava nossos clubes com o central Buzzeto, Lanzoninho, Suingue ou o goleiro Bernardino.
A Portuguesa de Desportos era uma exceção. Hospedava-se no Palace Hotel, ao lado do Pedro II. Jogadores como Djalma Santos, Brandãozinho, Julinho e o central Ditão podiam ser vistos nos bancos da Praça XV.
Muitos dos jogadores citados já morreram. Com eles, o futebol de Ribeirão também morreu um pouco. O Comercial está entre a 3ª e 2ª Divisão há 20 anos. O Botafogo também se apegou à 3ª e 2ª Divisão. E o torcedor está perdendo a identidade com nossos clubes
Jornal A Cidade de RP

Romeu Italo Ripoli, raposa do XV de Piracaicaba

E Rípoli transformou Ditinho em Ditão
Se houve o que Romeu Ítalo Rípoli soube jogar, esse foi o jogo da vida. Pois a vida é jogo. E jogo é algo profundamente sério, parte da alma humana, elaboração do “homo ludens”. Os que não entendem pensam que jogo é algo menor, mas é ciência e arte que começaram a se compor desde que o homem saiu de sua caverna e descobriu ter um vizinho. Nos esportes, na ciência, na família, na convivência e na coexistência, há sempre um jogo. E são jogos sérios, pois tem regras definidas. O jogo acaba quando as regras são menos prezadas. Pois, então, vira bagunça, desordem.
Rípoli sabia jogar. Às vezes, pensava ser dono do jogo e, então, as coisas complicavam. Mas, dentro das regras, ele sabia como agir, como fazer, como recuar e atacar. O futebol, em toda parte do mundo, tem, fora de campo, um jogo de influências, de simulações e de dissimulações. Rípoli não apenas tinha consciência disso, mas era um especialista. Na verdade, já eram “regras do mercado”, mesmo antes de o Brasil tê-las oficialmente adotado.
Aconteceu na década de 1960. A Portuguesa Desportos havia revelado, em São Paulo, um zagueiro que se transformara sensação nacional, um gigante de ébano, o Ditão. Atlético, vigoroso, imponente, Ditão acabou transferindo-se para o Corinthians onde se transformou em ídolo da torcida e obteve consagração nacional. Pois bem. Ditão tinha um irmão, o Ditinho, com semelhanças físicas e também no estilo de jogar. E Ditinho iniciou sua carreira no XV de Piracicaba, sob a presidência do XV. Mas Ditinho era inexpressivo, em relação à fama e ao prestígio do Ditão, irmão mais velho.
E seria lá, isso, problema para Romeu Ítalo Rípoli? Pelo contrário: no jogo, era uma vantagem, a tal “prata da casa”, jóia rara, uma promessa real de grande jogador, como os clubes e empresários têm feito nos últimos anos. Rípoli fazia antes, visionário que foi. E começou a divulgar o nome de Ditinho: “É o novo Ditão.” E, em poucas semanas, já apregoava e anunciava: “É melhor do que o Ditão. O Ditinho é o do Corinthians; Ditão é o do XV. ” E já tinha planos para faturar em cima do garoto.
Diante de tanto barulho na imprensa, o Flamengo começou a se interessar pelo passe de Ditinho. Mas era interesse ainda pálido, tímido. Rípoli, no entanto, sabia jogar, tinha relações. Era grande amigo do então presidente do Santos, o influente Modesto Roma. E pediu ao colega santista que lhe fizesse um grande, um imenso favor: que, pela imprensa, informasse que o Santos estava interessado em adquirir o passe de Ditinho. E Modesto Roma participou do jogo: “O Santos está negociando o passe de Ditinho, um craque com muito mais categoria do que o Ditão, do Corinthians. São irmãos, mas Ditinho é mais jovem, mais habilidoso e tem grande futuro.”
Não deu outra. O vice-presidente do Flamengo – o suíço Gunnar Goransson, todo-poderoso presidente da multinacional Facit – se interessou, quis “passar a perna no Santos” e “atravessou” o negócio, para alegria e felicidade de Romeu Ítalo Rípoli. Resultado: o Flamengo comprou o passe de Ditinho que nunca chegou a ser Ditão e, além de pagar um dinheirão, o Gunnar Goransson fez a Facit financiar e montar todo um esquema para o XV de Piracicaba excursionar à Europa.
O dr.Thomas Caetano Rípoli, filho querido de Romeu, lembra-se de tudo isso e, entre orgulhoso e ainda assustado – pois foi testemunha ocular das entranhas do jogo – conta das peripécias do pai. De vice-campeão paulista, de clube e time conhecidos na Europa, de clube e time respeitados no Brasil todo – a uma dramática saga de estar na divisão dos pequeninos….
Rípoli liderava e, em torno dele, a cidade, o povo, empresários mobilizavam-se com confiança e entusiasmo. Rípoli sabia que, no jogo do desenvolvimento da própria Piracicaba, o XV, o “Nhô Quim” era a grande marca, a griffe especial.

Fonte: Cecilio Elias Neto

Neném Prancha,o botafoguense não supersticioso!!!

Ouando em 1976 um enfarte matou Antônio Franco de Oliveira, um coração alvinegro parou no tempo,mas prosseguiu na eternidade. Tratava-se de Neném Prancha, o homem que praticamente virou uma das caras do Botafogo, o outro lado da moeda, o lado não supersticioso. Aliás, como técnico,ele tentou lutar contra essa tradição do clube, e em vão.

Foi por volta de 1943 que Neném Prancha chegou ao Botafogo, vindo de Resende, onde nascera. Trabalhou até como roupeiro do departamento de Atletismo do clube. Ouando chegou a técnico, disse a frase que até hoje tem autoria dividida historicamente com João Saldanha: “Se macumba ganhasse jogo o campeonato baiano terminaria empatado”.

Com sua lógica folclórica, sempre ensinava os jogadores de uma forma inesquecível: “A bola é feita de quê?”, perguntava, “de couro”, respondiam. “E o couro vem de onde?”, perguntava de novo. “Da vaca”, vinha a resposta.
E Neném continuava:”E a vaca gosta do quê?”, “de grama”, e finalmente vinha com o arremate final: “Então, filho, coloca a bola na grama, rasteirinha, rasteirinha…
Assim dizia Neném Prancha.

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Fonte:Lance

O Futebol no Socialismo!!!

O futebol nas repúblicas socialistas soviéticas

Uma das grandes frustrações dos torcedores brasileiros é o fato de que apesar de todas as conquistas do nosso futebol, nenhuma seleção brasileira conseguiu, até o momento, conquistar uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos. Durante muito tempo, as Olimpíadas permitiam apenas a participação de atletas amadores.

Assim, os jogadores de futebol brasileiros que participavam dos Jogos eram em sua maioria muito inexperientes. O Brasil não podia enviar os seus melhores jogadores profissionais. Por outro lado, na época da Guerra Fria, a União Soviética e os seus países-satélites no Leste europeu viam nas Olimpíadas uma oportunidade para fazer propaganda do regime socialista.

Amadorismo profissional

Oficialmente, os atletas desses paises eram amadores, pois jogavam em times de unidades militares ou de operários de fábricas. Um exemplo era a seleção húngara de futebol, que conquistou a medalha de ouro em 1952, nos jogos realizados em Helsinque, na Finlândia. Teoricamente, seus jogadores eram membros do exército húngaro, que, em suas horas de vagas, jogavam futebol.

Na prática, eram atletas profissionais, cujo prestígio no esporte permitia que usufruíssem privilégios negados para a maioria de seus compatriotas: podiam passar direto pela alfândega e contrabandear objetos que eram considerados artigos de luxo nos países socialistas, como, por exemplo, relógios de pulso fabricados no Ocidente.

Ferenc Puskas: um craque húngaro

Entre os craques da seleção húngara de 1952, estava o atacante Ferenc Puskas, o “Major Puskas”, considerado um dos maiores nomes do futebol de todos os tempos, ao lado de Pelé, Maradona, do holandês Cruyff e do alemão Beckenbauer. Na Copa de 1954, realizada na Suíça, a seleção húngara era a favorita, mas acabou perdendo a final para a Alemanha. Os alemães marcaram três gols e os húngaros marcaram dois, dos quais, um foi anulado.

Em 1957, após uma excursão ao Brasil, vários jogadores húngaros aproveitaram uma estada na Áustria para “desertar” e jamais voltar para a Hungria. Esses jogadores pretendiam tentar a sorte nos clubes dos países capitalistas da Europa ocidental, onde ganhariam mais dinheiro e teriam mais liberdade. Foi assim que Puskas acabou entrando para o time do Real Madrid.
O esquema 4-2-4
Os húngaros foram os inventores do esquema tático que, no Brasil, recebeu o nome de 4-2-4. Aqueles que insistiam em misturar qualidade técnica no esporte logo rotularam o futebol jogado pelos húngaros de “futebol socialista”.

Depois de 1956, o esquema foi trazido ao Brasil pelo técnico húngaro Bela Guttmann, que trabalhou no São Paulo Futebol Clube. O segundo clube brasileiro a usar esse esquema foi o Santos. Inventado pelos húngaros, esse esquema tático foi aperfeiçoado pelos brasileiros. Foi usando esse esquema que o Brasil conquistou as Copas de 1958, na Suécia, e de 1970, no México.

Alemanha versus Alemanha

Em 1974, a Copa do Mundo foi disputada na Alemanha Ocidental. Naquela época, ainda existia o Muro de Berlim, que dividia a Alemanha em duas: a Alemanha Ocidental, capitalista, e a Alemanha Oriental, socialista. Aquela Copa foi marcada por um jogo inusitado entre as duas Alemanhas.

Foi a única vez em que as duas seleções se enfrentaram em uma Copa do Mundo. O time da Alemanha Ocidental foi calculista e preferiu perder para a Alemanha Oriental por 1 x 0, para não cair no grupo de Brasil e Holanda, que era a grande favorita, na segunda fase da Copa. O Brasil foi goleado pela Holanda por 2 x 0 e perdeu a disputa pelo terceiro lugar para a Polônia por 1×0. A Alemanha Ocidental venceu a Holanda na final por 2×1 e ganhou o campeonato.

Autor:Túlio Vilela