Badeco, ídolo da Portuguesa e do América

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O Craque: Badeco

Ivan Manoel de Oliveira, o Badeco, nasceu a 15 de março de 1945.Ex-volante do Corinthians, América do Rio, Portuguesa, Comercial de Campo Grande e Juventude, nos anos 60 e 70, é delegado da Polícia Federal aposentado, é presidente da Cooperativa Craques de Sempre, Difusor de Esportes da Prefeitura de São Paulo e mora em São Paulo (SP) no bairro da Horto Florestal, zona norte.

O principal momento da carreira profissional de Badeco aconteceu em 1973, quando conquistou o título paulista pela Lusa. Naquele ano, o caneco foi dividido com o Santos, após uma presepada do ex-árbitro Armando Marques, que se confundiu na decisão por pênaltis.
Durante 14 anos como jogador profissional (64 a 78), Badeco se notabilizou por ser um volante clássico de toque refinado. Não conseguiu defender a Seleção Brasileira pois na época haviam outros grandes jogadores na posição, como Clodoaldo, um dos destaques do grupo tricampeão do mundo.

Passagem rápida pelo Timão
Badeco fez mais sucesso mesmo com as camisas do América do Rio e da Portuguesa, mas chegou a vestir a corintiana. O ex-volante defendeu o Timão em apenas dois jogos e não marcou nenhum gol. Ele jogou pelo alvinegro em amistosos. O primeiro foi na vitória sobre o Bragantino, por 4 a 0, no dia 21 de setembro de 1967. E o segundo, seis dias depois, no empate com o Paulista, por 1 a 1, no dia 27 de setembro de 1967.

Badeco iniciou sua carreira no América, de Joinville, em Santa Catarina. Depois defendeu o Corinthians, o América, do Rio de Janeiro e, em 1973 retornou a São Paulo para jogar na Portuguesa.
Um dos grandes ídolos da Lusa, Badeco teve a carreira abreviada em razão de um “carrinho” dado pelo ex-jogador Paulo Roberto Falcão. “Eu jogava pelo Juventude, de Caxias do Sul, e estávamos enfrentando o Internacional, de Porto Alegre. Num lance enquanto protegia a bola o Falcão me deu um carrinho e rompi o tendão de Aquiles. Apesar da gravidade da contusão, não vi maldade no lance. Eu acredito que o meu tendão já estava com problemas pois alguns dias antes tinha feito duas infiltrações para aliviar as dores.”

Badeco tem uma dívida de gratidão com o ex-jogador Marçal e o volante Dino Sani. “O Dino me orientou muito nos treinos, no Corinthians. Ele me posicionou. Dizia que assim não precisaria correr tanto. Falava da importância da preparação física e da maneira como deveria encarar a profissão. O Marçal cobrava o estudo. Na época, às vezes, ficava irritado com essas recomendações. Hoje dou muito valor aos dois”.

Além dos clubes que defendeu, Badeco tem um carinho especial pelo Fluminense e pelo São Paulo. “O meu pai era jogador de futebol do América, de Joinville. Eu tinha uns quatro anos e o Fluminense do Rio foi na minha cidade enfrentar o América. Depois da partida o meu pai ofereceu um churrasco para a delegação do Fluminense. O Didi compareceu e me deu a sua camisa . Em 1957 ocorreu a mesma coisa. O São Paulo foi a Joinvile e depois do jogo o pessoal foi em casa e o Zizinho me presenteou com uma camisa”, recorda Badeco.

Quem se depara com aquele negro esguio, sempre elegante, 1m86 de altura, barba grande, fala mansa e português correto, nem de longe imagina as dificuldades que teve de superar para chegar até onde se encontra hoje.

LEMBRANÇAS DE UM CLÁSSICO

No dia seis de agosto de 1970, numa quinta-feira, Vasco da Gama e América se enfrentaram no Maracanã pelo primeiro turno do campeonato carioca com os rubros saindo vencedores pelo placar de 3 tentos a 1. Nesse ano o C.R. Vasco da Gama foi o campeão carioca depois de uma espera de 12 anos.
Súmula do clássico com Badeco em campo.
VASCO DA GAMA(RJ) 1 X 3 AMÉRICA(RJ)
Data: 06 / 08 / 1970
Campeonato carioca
Local: Estádio do Maracanã
Gols: Silva; Tarciso(2), Jorge Cuíca
VASCO DA GAMA: Andrada, Fidélis, Moacir, Renê, Batista, Alcir, Buglê(Willi), Luis Carlos, Ademir, Silva, Gilson Nunes(Valfrido) / Técnico: Tim
AMÉRICA: Helinho, Paulo César, Tião, Aldeci, Zé Carlos, Badeco, Jorge Cuíca(Mareco), Tarciso, Jeremias, Edu(Tadeu), Sarão.

Clubes em que atuou:

América, de Joinville-SC, de 1965 a 1967;

Corinthians, 1967 e 1968;

América-RJ, de 1968 1973;

Portuguesa, 1973 a 1978;

Comercial, de Campo Grande-MS e Juventude-RS 1978.

Principais títulos:

Campeão Paulista,

campeão Taça Governador do Estado e campeão da Taça São Paulo, em 1973.

Vice-campeão paulista em 1976.

Fontes: Site do Milton Neves; Gazeta Esportiva; futebolcarioca2008.blogspot

OS DIAS 25 E 26 DE MAIO NO FUTEBOL

25/05/1919 – BRASIL 2 X 2 URUGUAI, nas Laranjeiras o Brasil reage depois de estar perdendo por 2 a 0, para delirio do publico na final da Copa América com Neco heroi da tarde marcando os gols brasileiro, Gradin e C.Scarone para os uruguaios com este empate houve um jogo desempate quatro dias depois.

26/05/1982 – ASTON VILA 1 X 0 BAYERN MUNIQUE, em Roterdam o time inglês surpreende o poderoso Bayern com um gol de Withe e levanta a Copa de Campeões da Europa.

26/05/1987 – ESCÓCIA 0 X 2 BRASIL, em Glasgow o Brasil vence e conquista a Copa Stanley Rous com gols de Rai e Valdo.

26/05/1993 – UNIVERSIDAD CATÓLICA 2 X 0 SÃO PAULO, em Santiago do Chile mesmo com a derrota o São Paulo conquista o bicampeonato da Libertadores graças a goleada de 5 a 1 no primeiro jogo.

ANIVERSARIANTES:

25/05/1953 – Daniel Passarela ex-jogador argentino
25/05/1957 – Eder ex-jogador Grêmio, Atlético/MG e Palmeiras
25/05/1961 – Tite ex-jogador do Guarani e Portugesa hoje técnico
26/05/1942 – Grapete ex-jogador do Atlético/MG
26/05/1952 – Antenor ex-jogador do São Paulo e Sport
26/05/1953 – Dendê ex-jogador do Atlético/BA,Flamengo, Vitória
26/05/1973 – Alex Dias ex-Vasco, Goiás
26/05/1977 – Luca Toni atacante italiano do Bayern Munique

fonte: RSSSF Brasil e Confraria do Esporte de Salvador

Braguinha, voz viva da Copa de 58, revê criação

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Geraldo José de Almeida, pela Rádio Record, e Braga Júnior, pela Rádio Panamericana, cobriram a Copa do Mundo de 1958. Braga é o único narrador de rádio vivo dentre os que viajaram para a Suécia em 1958.

Locutor que narrou o título da seleção na Suécia admite a fantasia de imagens.

Para jornalista, imagem marcante da Copa não foi um gol, mas reação de Didi após o Brasil sair perdendo na final contra a Suécia

“”O locutor esportivo era mais um criador, formava imagens que muitas vezes não eram correlatas com os fatos. Às vezes, a partida era uma porcaria, mas era irradiada com vibração, havia sempre uma paixão acima do normal na transmissão.”

Quem diz isso é Braga Júnior, o Braguinha, locutor esportivo de rádio que trabalhou na Copa de 1958 e que, aos 75 anos, ainda esbanja um vozeirão ao atender a Folha em seu apartamento em São Paulo.

“”Pelo que dizem, eu sou o único locutor de rádio brasileiro na Copa-58 ainda vivo .”

Advogado, ele teve seu grande batismo nos microfones na primeira Copa conquistada pelo Brasil. “”Fui pé-quente”, diz.

“”Fiz curso de direito na PUC e depois comecei a discutir o rádio, o que ele deveria fazer. O locutor tinha a obrigação de fazer um espetáculo, de inventar, de fazer uma fantasia, sobretudo porque, se o camarada irradiasse triste, se retratasse fielmente um jogo horrível, seria demitido”, fala Braguinha.

E um superior dele na Copa de 1958 era “”só” Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira na Suécia.

“”Ele era meu chefe, mas devo dizer que estive com ele só uma vez na Copa, para resolver um problema criado na equipe. Só fui rever o doutor Paulo 40 dias depois. Pedi férias após a Copa e passei 30 dias na Europa.”

Braga Júnior narrou o Mundial quase pela paulista Rádio Record em cadeia com a Rádio Globo do Rio.

“”Eu representava a Record a mando do Paulo Machado de Carvalho. Pela Globo, deveria irradiar o Mário Garcia, mas ele brigou com o chefe da equipe. Pegaram o segundo locutor deles, o baiano Carlos Lima. Eu e ele fomos com a incumbência de irradiar, meio tempo de cada um, as partidas da Copa.”

A cobertura era bastante parcial e parceira do chefe da delegação? “”Quando tratava-se de seleção brasileira, claro que estava vestido com a camisa da equipe. O resto era só o resto. Sobre o doutor Paulo, por ele ser dono de um império de rádio e TV, era sempre potencialmente um futuro patrão. Os jornalistas tinham que considerar isso e o respeitavam.”

Com 25 anos na Copa-58, Braguinha testemunhou a proximidade de integrantes da imprensa com a cúpula da seleção. “”O Paulo, inteligente, cercou-se de três jornalistas: Ary Silva, Flávio Iazzetti e Paulo Planet Buarque. A esse grupo, juntaram-se Nilton Santos, Didi e Feola. Conversavam entre eles. Didi e Nilton Santos, jogadores fantásticos e pessoas maravilhosas, tinham grande influência na formação do time.”

Narrar aquele que para muitos foi o melhor time da história dispensou até a fantasia.

“”Tive oportunidades melhores para inventar irradiando. O Brasil tinha um time excelente, com jogadores excepcionais em todas as posições. Estava muito bem preparado, endurecido. Atribuo muito do título ao Garrincha, o melhor jogador brasileiro de seleção, no conjunto da obra”, diz Braguinha.

Uma narração marcante não foi a de um gol, foi a de um gesto: “”Quando levou o primeiro gol da Suécia, o Brasil poderia ter dado uma degringolada, mas Didi pegou a bola no fundo da rede e a colocou no meio-campo, foi uma reação máscula. O Brasil tinha aquela coisa antes de se deixar levar. Mas reagiu, empatou e dominou amplamente o time sueco.”

O melhor jogo para narrar? “”Brasil x França. O primeiro tempo foi de arrepiar cabelos.”

E deu mesmo emoção no final? “”Foi uma coisa inusitada, uma grande emoção. O pessoal recebendo medalhas de ouro, o rei da Suécia, o hino nacional… A partir dali se construiu o império do futebol brasileiro.”

TRANSMISSÕES
As dificuldades para as transmissões dos jogos da Copa-58 não eram poucas. E o sucesso não era garantia de qualidade.

“”O maior problema é que não se trabalhava com satélite, que não tinha surgido. As transmissões de longa distância eram por meio meio de transmissores enormes, SSB (Single Side Band). Na realidade, eram duas bandas, uma chegava mais ou menos e a outra muito pior. Havia muita trapalhada nesse tipo de coisa”, conta Braga Júnior.

A situação para o narrador era bem pior do que a vista nos dias atuais. “”Era um negócio meio às cegas. Não tinha retorno na Copa de 1958, era praticamente impossível nesses grandes eventos. Hoje, transmite-se com uma segurança fantástica, o cara tem o retorno, o som, às vezes até o retorno da imagem, transmite vendo o tempo inteiro o que está fazendo”, compara o narrador, que é capixaba.

E olha que a Suécia, país-sede daquela Copa, estava avançada já na época, segundo Braga Júnior. “”Era um país rico e dispunha de estrutura muito boa de comunicação. Era de se supor que um país avançado como a Suécia fizesse uma preparação grande para aquela cobertura. Queriam fazer uma divulgação de seu avanço tecnológico.”

Porém o ouvinte brasileiro sofria com a recepção, talvez mais do que com a seleção. “”Não chegava nenhuma maravilha a transmissão. Era uma espécie de sanfona, o som aumentava e diminuía. Você não ouvia como hoje, que não tem interferência nenhuma”, fala o locutor, que também levou sua voz para lutas épicas de boxe de Eder Jofre e corridas de F-1.

O fato de não haver concorrência com a TV dava outro colorido às narrações (as poucas TVs eram em preto e branco).

“Naquele tempo, não tinha a televisão para te cobrar. Irradiava gol até um minuto depois de ele acontecer”, conta Braguinha, que não ia com muita freqüência à concentração da seleção em Hindas -havia encontros com os atletas menos restritos do que ocorre hoje.

“Nós não tínhamos muito dinheiro para gastar. A nossa transmissão foi miserável. O dinheiro era exíguo, o necessário para a cobertura. Outras emissoras tinham mais recursos: a Bandeirantes, que tinha dois extraordinários locutores, Pedro Luiz e Edson Leite, e a Panamericana, que tinha o Geraldo José de Almeida, excelente locutor”, relembra Braguinha.
Sem boletins diários, havia tempo para curtir a Suécia: “Ficávamos por Gotemburgo, vendo meninas e tentando desvendar o grande mistério da época: o sexo livre das suecas.”

Narração de um gol da final

“O Brasil está perdendo por 1 a 0 para a seleção da Suécia. Vai para o ataque o time brasileiro, a bola está com Zito. Zito conduz pela sua linha intermediária, avança um pouco mais pela direita, Garrincha está solto, é lançado. Domina Garrincha, chama Axbom, passa pela primeira vez, joga para a direita, joga o corpo para a esquerda, saiu-se muito bem, passa para a frente, vai para a linha de fundo, vai se aproximando da linha de fundo. Atenção, cruzou, entra Vavá, atira, e é gol. Gooooooooolllllll da seleção brasileira. Está empatada a partida na Suécia”

OPINIÃO:
COMENTARISTA DO MUNDIAL AINDA ATUA NO RIO GRANDE DO SUL

O comentarista Flávio Alcaraz Gomes, popular na imprensa gaúcha, trabalhou na Copa de 58 e ainda atua na Rádio Pampa. Ganhou projeção com o programa “”Guerrilheiros da Notícia”, também com versão televisiva. Flávio, hoje com 80 anos, é advogado. Está entre as poucas dezenas de jornalistas do país que cobriram a Copa da Suécia.
Fonte: Folha de São Paulo

O DIA 24 DE MAIO NO FUTEBOL

24/05/1972 – INDEPENDIENTE 2 X 1 UNIVERSITARIO, em Buenos Aires o time portenho vence a Libertadores com gols de Maglioni; Rojas marcou para os peruanos este foi o terceiro título do clube argentino.

24/05/1972 – GLASGOW RANGERS 3 X 2 DINAMO MOSCOU, em Barcelona o time escocês vence os russos e conquistam a extinta Recopa da Europa com gols de: Stein, Johnston (2) e Estrekov e Makovikov (Din)

24/05/1984 – FLUMINENSE 1 X 0 VASCO, no Maracanã com um gol de Romerito o Fluzão venceu a primeira partida da final e praticamente zelou a conquista do brasileiro daquele ano.

24/05/1989 – MILAN 4 X 0 STEUA BUCARESTE, em Barcelona o time milanês volta da vencer a Liga dos Campeões da Europa com uma atuação de gala da dupla Van Basten e Gullit cada um com 2 gols, este foi o terceiro titulo do Milan.

24/05/1995 – AJAX 1 X 0 MILAN, em Viena o time jovem do Ájax com Van der Sar no gol, Seedorf e Davids no meio, os irmãos De Boer na defesa, Kanu e Kluivert no ataque e comandado por um experiente jogador que tinha dado um titulo ao Milan em 1990 no mesmo estádio, Frank Rijkaard, o time holandês vence com um gol de Kluivert e levanta a Liga de Campeões da Europa pela quarta vez.

ANIVERSARIANTES:

24/05/1966 – ERIC CANTONA ex-jogador francês
24/05/1978 – SANDRO GOIANO jogador do Sport

Atlético Ivaiporã do Paraná

IVAIPORA, marcou época no Vale do Ivaí.

O Atlético Ivaiporã foi fundado em 5 de dezembro de 1954, por
iniciativa dos desportistas Manoel Teodoro Rocha, o Manéco, que foi
o primeiro prefeito da cidade, Antõnio Pereira Teixeira, pioneiro,
Oscar Spigolon, comerciante, Joanino Beviláqua, coletor, Rubem
Vovicki, secretário de educação e assessor político.

O Atlético formou boas equipes como a de 1960 que reuniu jogadores
de alto nível técnico, destacando-se: Franklin, Edmundo Rother, Baiana,
Vidi, Éder, Quinzinho, João Sinval, Canhoto, Nando Corupá, ex
jogador profissional em Santa Catarina e no Gera de Apucarana,
esse foi um grande artilheiro. Adail Bolívar Rother, ex-jogador
profissional no futebol gaúcho e no Gera de Apucarana, e no
Arapongas. Foi prefeito municipal e industrial no ramo madeireiro,
Itajubá, outro que proporcionou muitas alegrias aos torcedores,ex-
jogador do Atlético Mineiro, e outras equipes do interior de Minas
Gerais. João Lavo, também foi um dos destaques.

Em 1964, os diretores resolveram formar um grande time, o primeiro
passo foi a contratação do técnico Touguinha, ex jogador do Corinthians Paulista
de outras grandes equipes. Em seguida, a vinda de bons jogadores
como Quirino, ex-goleiro da Apucarana, Leônidas, Flauzinho, Castelo
ex-Apucarana), Reis (ex-Corinthians e Apucarana), Cambão, Botelho
;ex-Gera de Apucarana), Quitito (ex-Londrina, Mandaguari e outras
boas equipes), Quintiliano (ex-Apucarana). A equipe foi completada
com jogadores da própria cidade e da região: Filó, Cabeçudo,
Ilaulinho, Polaco, Careca, Paulo Vagareza, Cambão, Flavinho, que foi
prefeito, é filho do fundador e pioneiro Antônio Pereira Teixeira. Com este
time o Atlético proporcionou muitas alegrias aos torcedores.

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Fonte:Interior Bom de Bola

Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão do Cruzeiro

TOSTÃO
Eduardo Gonçalves de Andrade – Atacante – Belo Horizonte (MG) -25.01.1947

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Maior jogador do Cruzeiro de todos os tempos e um dos maiores gênios do futebol brasileiro. Rápido, habilidosíssimo e jogador de rara inteligência. Jogava na meia, abrindo espaços para os companheiros. Mudou seu posicionamento para poder jogar ao lado de Pelé e Rivelino, na Copa de 70. Passava bem, possuía o drible curto e sempre jogava de cabeça erguida, procurando a melhor jogada.

Armava o jogo, mas chegava na área para concluir as jogadas. Sua principal e melhor característica era a sua excepcional capacidade de antever a jogada. Ganhou o apelido de Tostão ainda na infância. Jogava com garotos mais velhos e era o menor do grupo. Foi logo chamado dessa maneira, em alusão à moeda brasileira, já desvalorizada na época. Entrou para os juvenis do América de Belo Horizonte. Destacou-se tanto que foi vendido para o Cruzeiro com apenas 16 anos, por uma fortuna naquele momento.

Aos 18 anos já era convocado para a Seleção Mineira de profissionais. Participou da partida que inaugurou o Mineirão, em 65, como titular da Seleção. Foi pentacampeão mineiro com o Cruzeiro, de 65 a 69 e participou do melhor esquadrão do clube mineiro em toda a sua história, jogando ao lado de Dirceu Lopes, Piazza, Raul, Natal, Evaldo e outros. Em 66, comandou o time do Cruzeiro campeão da Taça do Brasil, vencendo o Santos, de Pelé, na final. Foi artilheiro do campeonato mineiro em 65 (17 gols), 66 (18), 67 (20), 68 (25) e 70 (11). Em 72 foi vendido ao Vasco por US$ 535 mil, a maior transação do futebol brasileiro na época. Um ano depois encerrou sua carreira devido a problemas com seu olho.

Em 24 de setembro de 69, Tostão levou uma bolada do jogador Ditão, do Corinthians, e descolou a retina do olho esquerdo. ( Eu fui ao jogo mas fiquei no morrinho acima das sociais, os ingressos estavam nas mãos dos cambistas e caríssimos) . Voltando ao assunto, Tostão foi operado em Houston (EUA) e voltou a jogar futebol. Em 73 sua retina se inflamou, o que o levou à nova operação nos EUA. Depois da cirurgia não pôde mais jogar futebol e encerrou a carreira com apenas 26 anos. Era um jogador muito dedicado. Treinava sozinho após os treinos do Cruzeiro, procurando corrigir suas deficiências. Assim, aprimorou o chute e, principalmente, aprendeu a jogar com a perna direita, seu grande defeito. Muito autocrítico, nunca ficava satisfeito com seu desempenho e sempre achava que podia jogar melhor.

Foi convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez em 66, com 19 anos. Disputou a Copa da Inglaterra. A partir daí foi convocado sempre para a Seleção. Foi o artilheiro das Eliminatórias para a Copa de 70, jogando ao lado de Pelé, com 10 gols. Lutou muito para se recuperar para a Copa, pois o problema na retina ainda persistia. Foi campeão mundial jogando como titular. Marcou 36 gols em 65 jogos pela Seleção Brasileira. Após encerrar a carreira de jogador de futebol em 73, cursou Medicina em Belo Horizonte.

Tornou-se médico e professor e passou um bom período sem dar entrevistas relacionadas com o futebol, para não confundir uma profissão com outra. Após a Copa de 94, largou o magistério e tornou-se comentarista e cronista esportivo. Atualmente trabalha na televisão e escreve colunas semanais para vários jornais do Brasil. É um dos mais respeitados comentaristas esportivos do Brasil. Tostão foi tema de livros, revistas, filmes, documentários, homenagens e é nome indiscutível na Seleção do Cruzeiro de todos os tempos.

Ganhou o Prêmio Golfinho de Ouro em 69, para a personalidade brasileira mais destacada no esporte. Em 92, foi eleito por jornalistas, técnicos e ex-jogadores como um dos 10 gênios do futebol brasileiro, de 70 a 92. Escreveu um livro de memórias recentemente.
JUSTAS HOMENAGENS ESCRITAS

“A tabelinha de Pelé e Tostão confirma a existência de Deus.”
(Armando Nogueira, jornalista e escritor)

“A concepção do futebol solidário começou com Tostão.”
(Daniel Gomes, jornalista)

“Por mais que eu reze não tem jeito. Esse Tostão é mesmo infernal.”
(Dom Serafim Fernandes de Araújo, ex-bispo de Belo Horizonte, torcedor do Atlético Mineiro)

“Poucos jogadores sabiam abrir espaços para os companheiros como Tostão fazia.”
(Didi, ex-jogador da Seleção Brasileira)

“Afora Pelé, eu me incluo entre os melhores jogadores que o país já descobriu.”
(Tostão, ex-jogador da Seleção Brasileira)

“Quem viu Tostão pode se considerar uma pessoa feliz.”
(Armando Nogueira, escritor e jornalista)

“A ele bastava um palmo de grama para encantar o mundo com dribles e gols jamais sonhados antes.”
(Roberto Drummond, jornalista e escritor)

“Está entre os cinco ou seis maiores jogadores de todos os tempos.”
(Nelson Rodrigues, jornalista, escritor e dramaturgo, sobre Tostão)

“A diferença de um grande jogador para o outro é a capacidade de inventar o momento. De repente, sai uma jogada que não estava prevista.”
(Tostão, ex-jogador da Seleção Brasileira)

O título da Taça Brasil sobre o Santos de Pelé, em 1966, elevou-o ao patamar máximo de ídolo. Formando uma dupla inesquecível com Dirceu Lopes, o Cruzeiro venceu as duas partidas, por 6 a 2 (no Mineirão) e 3 a 2 (em pleno Pacaembu).

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O GOL INESQUECÍVEL DE TOSTÃO
Um jovem mineiro iniciava sua brilhante carreira no Cruzeiro. Em 1966, ele decidia com o poderoso Santos de Pelé a Taça Brasil. O time de Minas também começava a ganhar títulos com uma equipe que marcou época na história do futebol das Alterosas. E aquela Taça Brasil foi a sua grande chance. Até então somente se falava nos clubes do Rio e São Paulo, principalmente, no time de Pelé. Indiferente à descrença geral, Tostão e seus companheiros, se preocuparam apenas em impor aos adversários o ritmo de jogo do Cruzeiro naquela Taça Brasil. Era uma competição eliminatória, e o time de Tostão foi vencendo um a um todos os obstáculos. Chegar a final já era uma vitória, mas o maior desafio ainda estava por vir. Para colocar a mão na taça, o Cruzeiro tinha que ultrapassar o melhor time do mundo: o Santos Futebol Clube.

Ninguém acreditava no time mineiro que, até certo ponto, era inexperiente, com muitos jovens como Tostão que tinha apenas 19 anos de idade. No primeiro jogo, no mineirão, o Cruzeiro mostrou que não seria presa fácil. Ao contrário: o Santos foi goleado impiedosamente por 6×2. Essa vitória espetacular deu mais confiança a equipe para disputar a segunda partida em São Paulo. Tostão sabia que seria um jogo dificil. Os santistas jogariam ao lado da torcida paulista e os jogadores do Santos estavam com o orgulho ferido porque nunca tinha sido goleado. Eles queriam devolver a humilhante derrota.

E foi nesse jogo que Tostão viveu seu grande momento, seu jogo inesquecível. O Santos foi todo para o ataque, procurando fazer os gols logo no inicio. Pelé então, jogava com uma garra incrível. Era uma correria infernal. Com isso, o Cruzeiro não sabia como sair para o ataque, criar jogadas. Estavam todos perdidos e o primeiro tempo terminou 2×0 para o Santos. Tostão não esconde que seus companheiros voltaram para os vestiários assustados e Pelé acreditava que a goleada seria devolvida. Tanto que a imprensa começou a noticiar que os dirigentes do Santos procuraram os cruzeirense para marcar logo a data para o terceiro jogo. Isso durou todo o intervalo. Tostão e seus companheiros conversaram muito e voltaram diferente.

Um pouco acomodado, o Santos permitiu que o Cruzeiro jogasse tocando mais a bola. Agora, era o time de Tostão que jogava no campo do Santos. E as chances foram aparecendo e sendo desperdiçadas. Até um pênalti Tostão perdeu. E foi nesse momento que o “mineirinho de ouro” se superou. Ele foi tomado pela fúria. Tinha que corrigir seu erro, tinha que partir para cima, jogar tudo que sabia. Ele começou a correr mais ainda. As chances continuavam a aparecer e os jogadores do Santos pareciam cansados e envolvidos.

E veio a consagração. Aconteceu uma falta bem próximo a lateral do lado direito do ataque do Cruzeiro. Tostão, mesmo sem angulo, chutou direto e assinalou o primeiro jogo dos mineiros. A comemoração foi enorme. O time cresceu e o gol de empate era um questão de tempo. E ele veio através de uma jogada individual de Dirceu Lopes que entrou driblando e tocou na saída do goleiro Cláudio. Era o gol do titulo. E o incrível é que, após o gol, o Santos não esboçou nenhuma reação. O Cruzeiro é que continuou atacando. E o terceiro gol veio para coroar uma reação sensacional e fechar com chave de ouro uma campanha maravilhosa. Hilton Oliveira tocou para Tostão driblar vários adversários e entregar limpinha para Natal que livre, apenas encostou para fazer Cruzeiro 3 x Santos 2. Foi uma alegria indescritível. O Cruzeiro era campeão brasileiro com duas vitórias sobre o melhor time do mundo. Tostão que tinha sido um dos responsáveis pelo titulo não esquece aquele jogo no Pacaembu. Para ele foi o seu jogo inesquecível.

Jogo pela decisão aça Brasil de 1966.
No Pacaembu – Santos 2 x Cruzeiro 3
Gols de Pelé. Toninho Guerreiro no primeiro tempo.
Tostão. Dirceu Lopes e Natal no segundo tempo.
Juiz: Armando Marques.
Cruzeiro: Raul. Pedro Paulo. William. Procópio e Neco. Wilson Piaza e Dirceu Lopes. Natal. Tostão. Edvaldo e Hilton Oliveira.
Técnico: Airton Moreira.
Santos: Cláudio. Zé Carlos. Oberdan. Haroldo e Lima. Zito e Mengalvio. Amauri (Dorval). Toninho. Pelé e Edu.
Técnico: Lula.

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O DIA 23 DE MAIO NO FUTEBOL

23/05/1987 – REP. DA IRLANDA 1 X 0 BRASIL, em Dublin o Brasil perde pela primeira vez para a Republica da Irlanda (Eire) com um gol de Liam Brady.

23/05/1990 – MILAN 1 X 0 BENFICA, em Viena com um gol de Rijkaard o Milan vence a Copa dos Campeões da Europa pela quarta vez.

23/05/2001 – BAYERN 1 X 1 VALÊNCIA, em Milão o time alemão vence nos pênaltis o Valência por 5 a 4 e conquista a Copa dos Campeões da Europa pela quarta vez.

ANIVERSARIANTES:

23/05/1932 – Dino Sani ex-jogador do São Paulo e seleção brasileira.
23/05/1957 – Marinho ex-atacante do Bangu e Atlético/MG
23/05/1963 – Wilson Gottardo – ex-zagueiro do Botafogo, Flamengo e Guarani
23/05/1976 – Ricardinho meia ex-Paraná, Corinthians, Santos, São Paulo

O Lokomotive, de Leipzig, caiu junto com o muro de Berlim

O Lokomotive, de Leipzig, é hoje um timeco de bairro

Em Leipzig ainda tem Trabant, o carrinho fabricado pela ex-Alemanha Oriental. No centro da cidade há um painel do Marx. Existem prédios deteriorados e muito a reconstruir. Na periferia da cidade, a ruína maior dos tempos do comunismo é o 1. FC Lokomotive Leipzig, o time de futebol (escrito assim mesmo, com esse “1.” para distinguir a equipe principal). Diga a qualquer um – até ao presidente do clube – que você é um jornalista brasileiro interessado em saber mais sobre a história do time, e essa pessoa vai rir de você. “Lok Leipzig??? Isso ainda existe?” O Lok, para a cidade de Leipzig, é uma piada de mau gosto.

O Lokomotive Leipzig, que antes se chamava VFB Leipzig, foi o primeiro campeão da Alemanha, em 1903. Nessa época, a importância de Leipzig para o futebol do país era tanta que a própria Associação de Futebol Alemã (DFB) foi fundada na cidade três anos antes. Com a Alemanha dividida, os comunistas decidiram transformá-la de vez numa meca do esporte. Em 1956, inauguraram o Zentralstadion, onde acontecem hoje os jogos da Copa. Era o Estádio dos 100 mil, o maior das duas Alemanhas, no qual hoje cabem de 44 mil espectadores. O VFB ganhou o patrocínio da companhia estatal de trens. E virou Lokomotive Leipzig.

O Lok, porém, jamais ganhou coisa alguma. Viveu sua melhor fase entre o começo dos anos 70 e 1989, quando caiu o Muro de Berlim. Enfrentou o Barcelona, o Manchester United, o Napoli de Maradona. Em 87, jogou a final da Eurocopa contra o Ajax. Perdeu de 1 a 0. É a sua maior glória. Com a queda do comunismo alemão, acabou o dinheiro. O time não conseguiu se qualificar para a Bundesliga, a principal liga de futebol criada da Alemanha. Foi direto para a segundona. De lá despencou até a 11ª divisão, que vem a ser o fundo do poço. Hoje joga na sétima. Ao invés de ser rival do Bayern ou do Borussia, seus torcedores – que este ano puseram 12.500 pessoas em um jogo no Zentralstadion – saem no tapa com o pessoal do Saxon, um time do bairro.

Na última temporada, o Lokomotive chegou em primeiro lugar, 18 pontos à frente do segundo. Jogam umas peladas de tal proporção que outro dia meteram 21 a 0. Seus jogadores ganham 150 por mês – R$ 400. Um é padeiro, outro conserta telhado, um italiano tem uma pizzaria. Agora estão de férias. Apenas o 2. FC Lok Leipzig continua treinando. Depois do treino seus “atletas” ficam no bar do clube bebendo cerveja.
Fonte: O Estado de São Paulo