BRASIL X ITÁLIA! O MAIOR CLÁSSICO DO FUTEBOL MUNDIAL

Brasil e Itália, podem não ser a maior rivalidade do futebol mundial, mais certamente é o maior clássico no mundo futebolístico afinal de contas em um duelo das duas seleções estão nada mais do que 9 (nove) títulos de Copas do Mundo, 5 (cinco) d0 Brasil e 4 (quatros) da Itália, 17 (dezessete) títulos mundiais de clubes, 9 (nove ) dos clubes brasileiros, incluindo o do Corinthians em 2000, e 8 (oito) dos clubes italianos, enfim é um prato cheio para os amantes do futebol.

O confronto entre eles é jogado desde do Mundial de 1938 na França quando a Itália derrotou o Brasil na semifinal em Marselha por 2 a 1, os brasileiros se vingaram ganhando duas Copas diante os italianos uma em 1970 e a outra em 1994, derrotas não tão sentidas pelos italianos quanto nós sentimos a vitória surpreendente da Itália em 1982, quando a seleção show de Zico, Falcão e Sócrates sucumbiu diante de Paolo Rossi & Cia, são as idas e vindas desde choque, que até o confronto de amanhã esta rigorosamente empatado em tudo veja abaixo:

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Primeiro Confronto em 1938

Jogos 12 (doze)
Vitórias do Brasil 05 ( cinco)
Vitórias da Itália 05 ( cinco)
Empates 02 (dois )

Gols do Brasil 19 (dezenove)
Gols da Itália 19 (dezenove)

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Paolo Rossi

1938 – Copa do Mundo da França

Itália 2 x 1 Brasil ( Colaussi e Meazza – ITA) Romeu Pellciari (BRA)

1956 – Amistoso em Roma

Itália 3 x 0 Brasil (Virgili (2), De Sordi contra – ITA)

1956 – Amistoso no Rio de Janeiro

Brasil 2 x 0 Itália ( Canário e Ferreira)

1963 – Amistoso em Milão

Itália 3 x 0 Brasil ( Sormani, Mazzola, Bulgarelli – ITA)

1970 – Copa do Mundo do México

Brasil 4 x 1 Itália ( Pelé, Gerson, Jairzinho e Carlos ª Torres – BRA) Boninsegna – ITA

1973 – Amistoso em Roma

Itália 2 x 0 Brasil – ( Riva, Capello – ITA)

1976 – Torneio Bicentenário dos EUA

Brasil 4 x 1 Itália ( Gil 2, Zico e Dinamite – BRA) Capello – ITA

1978 – Copa do Mundo da Argentina

Brasil 2 x 1 Itália – ( Nelinho e Dirceu – BRA) Causio – ITA

1982 – Copa do Mundo da Espanha

Itália 3 x 2 Brasil – (Paolo Rossi 3 – ITA) Sócrates e Falcão – BRA

1989 – Amistoso em Bolonha

Itália 0 x 1 Brasil – (André Cruz – BRA)

1994 – Copa do Mundo dos EUA

Brasil 0 x 0 Itália ( Pênaltis 3 x 2 Brasil)

1997 – Torneio da França

Brasil 3 x 3 Itália – ( Del Piero 2, Albertini – ITA, Lombardo (contra), Ronaldo e Romário.

Goleadores do Confronto:

Paolo Rossi com 3 (três) gols, aqueles três do dia 05/07/1982
Del Piero e Capello- Itália e Gil – Brasil com 2 (dois) gols

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Copa de 1982

O que desequilibra este clássico onde estão de um lado o Brasil que possui durante gerações muitos dos melhores jogadores do mundo, e do outro a Itália que já teve grandes craques também nem tanto quanto o brasileiro, mais sem duvida tem o campeonato mais competitivo do planeta. Então para desequilibrar os dois paises tiveram através de seus clubes confrontos que decidiram campeonato e torneios internacionais importantes e ai que o Brasil leva uma vantagem:

1951 – Taça Rio

Palmeiras 1 X 0 Juventus de Turim
Palmeiras 2 x 2 Juventus de Turim
Palmeiras Campeão

1963 – Mundial Interclubes

Milan 4 x 2 Santos
Santos 4 x 2 Milan
Santos 1 x 0 Milan

Santos Campeão

1981 – Mundialito Interclubes

Internazionale 4 x 1 Santos

Internazionale campeão

1983 – Mundialito Interclubes

Juventus 2 x 1 Flamengo

Juventus Campeão

1993 – Mundian Interclubes

São Paulo 3 x 2 Milan

São Paulo Campeão

Total de 3 (Três) títulos para clubes brasileiros, contra 2 (dois) de clubes italianos, curiosamente os títulos dos clubes brasileiros foram conquistados por equipes paulistas, e a cidade de São Paulo é onde se concentra o maior numero de italianos fora da Itália.

Então amigos amanhã no finalzinho da tarde aqui no Brasil todos ficaremos ligados para vermos este verdadeiro choque de titãs, eu particularmente tenho uma ligação com Itália pois minha bisavó Urccina Stella veio da Sicília para o Brasil 1895 chegando no porto de Santos e em 1905 veio para Cabaceiras do Paraguaçu que na época era Vila de São Vicente distrito de Feira de Santana, por isso tenho um prazer imenso em também torcer para a Itália, mais até que o Brasil confesso mais que vença o melhor nesta terça-feira 10/02/2009 dia que certamente durante duas horas o mundo quase irá parar.

O Rei deixou sua marca no confronto em 1970

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Fontes: Texto: Galdino Silva
Pesquisa: Folha Online
Imagens: Folha Online e Uol nas Copas

ARTIGO DA SEMANA N°5/2009 Derby Campineiro

GUARANI F.C. x A.A. PONTE PRETA – O maior clássico do interior desse país

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Neste domingo acontece o jogo mais esperado do Paulistão 2009 na cidade de Campinas; no Estádio Brinco de Ouro estarão frente a frente dois dos maiores rivais do futebol Paulista. Segue um pouco da História deste confronto, que mexe com uma cidade inteira e desperta curiosidades devido a grande rivalidade entre bugrinos e pontepretanos:

Todos os jogos entre os dois rivais

24/03/1912 – Campo da Vila Industrial – resultado desconhecido – Amistoso

19/05/1912 – Hipódromo – Ponte Preta 2 x 1 Guarani – Campeonato Campineiro

11/08/1912 – Campo do London – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Campeonato Campineiro

23/08/1914 – Sousas – Guarani 2 x 0 Ponte Preta – Amistoso

24/10/1915 – Hipódromo – Ponte Preta 0 x 1 Guarani – Amistoso

13/02/1916 – Hipódromo – Ponte Preta 2 x 0 Guarani – Campeonato Campineiro

21/05/1916 – Hipódromo – Ponte Preta 0 x 2 Guarani – Campeonato Campineiro

20/01/1918 – Hipódromo – Ponte Preta 1 x 1 Guarani – Campeonato Campineiro

23/06/1918 – Hipódromo – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Campeonato Campineiro

30/03/1919 – Hipódromo – Ponte Preta 0 x 1 Guarani – Campeonato Campineiro

29/06/1919 – Hipódromo – Ponte Preta 0 x 1 Guarani – Campeonato Campineiro

31/08/1919 – Hipódromo – Ponte Preta 0 x 1 Guarani – Taça Chauffers

13/06/1920 – Hipódromo – Ponte Preta 0 x 1 Guarani – Campeonato Campineiro

28/11/1920 – Hipódromo – Ponte Preta 1 x 4 Guarani – Campeonato Campineiro

12/03/1922 – Hipódromo – Ponte Preta 0 x 3 Guarani – Amistoso

22/07/1923 – Pastinho – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato do Interior

15/11/1923 – Pastinho – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato do Interior

14/06/1925 – Pastinho – Guarani 0 x 3 Ponte Preta – Campeonato do Interior

23/08/1925 – Pastinho – Guarani 0 x 1 Ponte Preta – Campeonato do Interior

08/08/1926 – Pastinho – Guarani 3 x 1 Ponte Preta – Taça Colúmbia

07/09/1926 – Pastinho – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato do Interior

14/11/1926 – Pastinho – Guarani 2 x 0 Ponte Preta – Taça Circo Wheler

23/01/1927 – Pastinho – Guarani 3 x 1 Ponte Preta – Campeonato do Interior

20/11/1932 – Pastinho – Guarani 2 x 1 Ponte Preta – Campeonato do Interior

24/03/1935 – Pastinho – Guarani 4 x 3 Ponte Preta – Amistoso

14/04/1935 – Hipódromo – Ponte Preta 3 x 4 Guarani – Taça Italo-Brasileira

24/11/1935 – Hipódromo – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Campeonato Campineiro

16/02/1936 – Pastinho – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

26/04/1936 – Hipódromo – Ponte Preta 2 x 1 Guarani – Campeonato Campineiro

22/11/1936 – Pastinho – Guarani 2 x 5 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

04/07/1937 – Pastinho – Guarani 2 x 2 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

13/03/1938 – Pastinho – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

19/06/1938 – Pastinho – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Amistoso

20/11/1938 – Pastinho – Guarani 3 x 3 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

11/12/1938 – Pastinho – Guarani 1 x 0 (WO) Ponte Preta – Campeonato Campineiro

02/04/1939 – Pastinho – Guarani 2 x 2 Ponte Preta – 2 X 2 – Amistoso

09/07/1939 – Pastinho – Guarani 2 x 2 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

14/01/1940 – Pastinho – Guarani 1 x 2 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

18/08/1940 – Pastinho – Guarani 1 x 2 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

08/06/1941 – Est. Mogiana – Ponte Preta 3 x 0 Guarani – Campeonato Campineiro

30/11/1941 – Est. Mogiana – Guarani 2 x 1 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

15/05/1942 – Est. Mogiana – Ponte Preta 2 x 1 Guarani – Campeonato Campineiro

23/08/1942 – Est. Mogiana – Guarani 4 x 1 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

31/01/1943 – Est. Mogiana – Ponte Preta 4 x 1 Guarani – Campeonato Campineiro

20/06/1943 – Pastinho – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Serie Confraternidade Esportiva

04/07/1943 – Pastinho – Guarani 4 x 3 Ponte Preta – Serie Confraternidade Esportiva

18/07/1943 – Pastinho – Guarani 3 x 4 Ponte Preta – Serie Confraternidade Esportiva

29/08/1943 – Pastinho – Guarani 2 x 2 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

07/09/1943 – Pastinho – Guarani 0 x 4 Ponte Preta – Serie Confraternidade Esportiva

19/12/1943 – Pastinho – Guarani 2 x 1 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

02/07/1944 – Pastinho – Guarani 1 x 2 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

06/08/1944 – Pastinho – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

01/07/1945 – Pastinho – Guarani 3 x 1 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

30/12/1945 – Est. Mogiana – Guarani 3 x 2 Ponte Preta – Campeonato Campineiro

18/08/1946 – Pastinho – Guarani 3 x 0 Guarani – Campeonato Campineiro

28/06/1947 – Pastinho – Guarani 2 x 3 Ponte Preta – Campeonato Profissional do Interior

05/10/1947 – Est. Mogiana – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Campeonato Profissional do Interior

28/04/1948 – Est. Mogiana – Guarani 5 x 2 Ponte Preta – Taça Cidade de Campinas

11/07/1948 – Pastinho – Guarani 4 x 3 Ponte Preta – Campeonato Paulista (2a. Divisão)

26/09/1948 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 1 Guarani – Campeonato Paulista (2a. Divisão)

07/04/1949 – Est. Mogiana – Ponte Preta 3 x 2 Guarani – Taça Cidade de Campinas

10/07/1949 – Pastinho – Guarani 2 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista (2a. Divisão)

09/10/1949 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 1 Guarani – Campeonato Paulista (2a. Divisão)

11/05/1950 – Est. Mogiana – Guarani 2 x 0 Ponte Preta – Taça Cidade de Campinas

08/06/1950 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Taça Cidade de Campinas

29/06/1950 – Pastinho – Guarani 4 x 3 Ponte Preta – Taça Cidade de Campinas

04/03/1951 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Taça Cidade de Campinas

22/04/1951 – Pastinho – Guarani 0 x 1 Ponte Preta – Taça Cidade de Campinas

12/08/1951 – Pastinho – Guarani 2 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

02/12/1951 – M. Lucarelli – Ponte Preta 2 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

06/04/1952 – Pastinho – Guarani 2 x 1 Ponte Preta – Taça Cidade de Campinas

18/05/1952 – M. Lucarelli – Ponte Preta 4 x 2 Guarani – Taça Cidade de Campinas

06/07/1952 – M. Lucarelli – Ponte Preta 4 x 0 Guarani – Triangular c/ Bangu

05/10/1952 – M. Lucarelli – Ponte Preta 3 x 4 Guarani – Campeonato Paulista

25/01/1953 – Pastinho – Guarani 2 x 2 Ponte Preta – Campeonato Paulista 52

29/03/1953 – M. Lucarelli – Ponte Preta 2 x 5 Guarani – Quad. c/ S. Cristóvão e América-RJ

07/06/1953 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 3 Ponte Preta – Taça Cidade de Campinas

21/06/1953 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Taça Cidade de Campinas

13/09/1953 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

31/01/1954 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 1 Guarani – Campeonato Paulista 53

22/08/1954 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 4 Ponte Preta – Campeonato Paulista

13/02/1955 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Campeonato Paulista 54

28/08/1955 – Brinco de Ouro – Guarani 5 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

11/12/1955 – M. Lucarelli – Ponte Preta 2 x 0 Guarani – Campeonato Paulista

18/03/1956 – Brinco de Ouro – Guarani 4 x 3 Guarani – Taça Amizade

25/03/1956 – M. Lucarelli – Ponte Preta 3 x 1 Guarani – Taça Amizade

20/05/1956 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Amistoso

12/08/1956 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

09/12/1956 – Brinco de Ouro – Guarani 3 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

13/01/1957 – M. Lucarelli – Ponte Preta 4 x 1 Guarani – Campeonato Paulista 56

15/05/1957 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 1 Guarani – Taça Amizade

19/05/1957 – Brinco de Ouro – Guarani 3 x 0 Ponte Preta – Taça Amizade

11/08/1957 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 2 Ponte Preta – Campeonato Paulista

08/03/1958 – Brinco de Ouro – Guarani 2 x 2 Ponte Preta- Taça Amizade

10/08/1958 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 4 Ponte Preta – Campeonato Paulista

07/12/1958 – M. Lucarelli – Ponte Preta 2 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

03/02/1959 – Brinco de Ouro – Guarani 3 x 2 Ponte Preta – Taça Amizade

29/03/1959 – M. Lucarelli – Ponte Preta 2 x 1 Guarani – Taça Amizade

31/05/1959 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

25/10/1959 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

05/06/1960 – Brinco de Ouro – Guarani 6 x 0 Ponte Preta – Amistoso

21/08/1960 – M. Lucarelli – Ponte Preta 3 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

25/09/1960 – Brinco de Ouro – Guarani 3 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

24/07/1966 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Taça Amizade

27/07/1966 – Brinco de Ouro – Guarani 2 x 1 Ponte Preta – Taça Amizade

30/11/1969 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Taça Amizade

07/12/1969 – M. Lucarelli – Ponte Preta 2 x 2 Guarani – Taça Amizade

15/02/1970 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 0 Guarani – Torneio Paulistinha

19/04/1970 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Torneio Paulistinha

12/07/1970 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Campeonato Paulista

19/08/1970 – Brinco de Ouro – Guarani 2 x 2 Ponte Preta – Campeonato Paulista

28/03/1971 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

20/06/1971 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Campeonato Paulista

20/02/1972 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 0 Ponte Preta – Torneio Laudo Natel

05/03/1972 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 0 Guarani – Campeonato Paulista

16/07/1972 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

04/02/1973 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Torneio Laudo Natel

13/05/1973 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

17/06/1973 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 2 Ponte Preta – Taça São Paulo

29/07/1973 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

18/08/1974 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

27/10/1974 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 1 Guarani – Campeonato Paulista

19/01/1975 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 2 Guarani – Torneio Laudo Natel

23/03/1975 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 1 Guarani – Campeonato Paulista

07/03/1976 – M. Lucarelli – Ponte Preta 2 x 1 Guarani – Campeonato Paulista

22/08/1976 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

03/10/1976 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Brasileiro

27/02/1977 – M. Lucarelli – Ponte Preta 3 x 1 Guarani – Campeonato Paulista

07/08/1977 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

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04/09/1977 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 2 Ponte Preta – Campeonato Paulista

20/11/1977 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 1 Ponte Preta – Campeonato Brasileiro

23/04/1978 – Brinco de Ouro – Guarani 2 x 1 Ponte Preta – Campeonato Brasileiro

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05/11/1978 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 0 Guarani – Campeonato Paulista

03/12/1978 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

03/06/1979 – Pacaembu – Guarani 2 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista 78

27/06/1979 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 1 Guarani – Campeonato Paulista 78

19/08/1979 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Campeonato Paulista

21/10/1979 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

27/01/1980 – M. Lucarelli – Ponte Preta 2 x 1 Guarani – Campeonato Paulista 79

30/01/1980 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista 79

20/07/1980 – M. Lucarelli – Ponte Preta 3 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

05/10/1980 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

05/07/1981 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 0 Guarani – Campeonato Paulista

01/08/1981 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

05/08/1981 – M. Lucarelli – Ponte Preta 3 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

27/09/1981 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

12/09/1982 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

23/11/1982 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 0 Guarani – Campeonato Paulista

10/07/1983 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 0 Guarani – Campeonato Paulista

23/10/1983 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

02/09/1984 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 2 Ponte Preta – Campeonato Paulista

04/11/1984 – Brinco de Ouro – Guarani 3 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

09/06/1985 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 3 Ponte Preta – Campeonato Paulista

10/07/1985 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato Brasileiro

17/07/1985 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 0 Guarani – Campeonato Brasileiro

08/09/1985 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

20/04/1986 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 1 Guarani – Campeonato Paulista

20/07/1986 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

03/05/1987 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 2 Ponte Preta – Campeonato Paulista

28/06/1987 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

18/03/1990 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

24/01/1993 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

21/03/1993 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 0 Ponte Preta – Campeonato Paulista

05/03/1994 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 1 Guarani – Campeonato Paulista

08/05/1994 – Brinco de Ouro – Guarani 2 x 2 Ponte Preta – Campeonato Paulista

02/04/1995 – M. Lucarelli – Ponte Preta 2 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

07/05/1995 – Brinco de Ouro – Guarani 2 x 2 Ponte Preta – Campeonato Paulista

26/07/1998 – Brinco de Ouro – Guarani 2 x 0 Ponte Preta – Campeonato Brasileiro

18/08/1999 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 0 Guarani – Campeonato Brasileiro

02/11/2000 – Brinco de Ouro – Guarani 2 x 1 Ponte Preta – Copa João Havelange

04/02/2001 – Brinco de Ouro – Gurani 2 x 1 Ponte Preta – Campeonato Paulista

21/10/2001 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 1 Guarani – Campeonato Brasileiro

06/04/2002 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 1 Ponte Preta – Torneio Rio-São Paulo

28/10/2002 – Brinco de Ouro – Guarani 2 x 4 Ponte Preta – Campeonato Brasileiro

23/02/2003 – M. Lucarelli – Ponte Preta 1 x 3 Guarani – Campeonato Paulista

14/06/2003 – M. Lucarelli – Ponte Preta 0 x 2 Guarani – Campeonato Brasileiro

11/10/2003 – Brinco de Ouro – Guarani 1 x 3 Ponte Preta – Campeonato Brasileiro

10/07/2004 – M. Lucarelli – Ponte Preta 3 x 1 Guarani – Campeonato Brasileiro

24/10/2004 – Brinco de Ouro – Guarani 0 x 0 Ponte Preta – Campeonato Brasileiro

29/01/2005 – Brinco de Ouro – Guarani 2 x 2 Ponte Preta – Campeonato Paulista

05/02/2006 – M. Lucarelli – Ponte Preta 2 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

16/03/2008 – M. Lucarelli – Ponte Preta 4 x 2 Guarani – Campeonato Paulista

Curiosidades sobre os Derbys

Foi num derby, em 13 de fevereiro de 1916 (há quase 93 anos, portanto), que o Guarani jogou pela primeira vez com camisas inteiramente verdes. O jogo era pelo campeonato Campineiro e chovia muito, além do campo do Hipódromo Campineiro ser de terra. O Guarani ganhou por 2 x 0.
……..
O 1º derby com 90 minutos (antes os jogos eram de 40 x 40) aconteceu em 02/04/1939 (2 x 2)
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Os derbys que decidiram:
29/06/19 – GFC 1 x 0 AAPP – Com essa vitória o Guarani tornou-se Campeão Campineiro por antecipação (2º título municipal que conquistou)
18/11/32 – depois de 5 anos sem derbys, Guarani jogava pro empate para ser campeão da “Série Campineira” do Campeonato do Interior – Guarani 2 x 1
30/11/41 – GFC 2 x 1 AAPP – Guarani Campeão Campineiro (LCF), depois de 7 anos sem vitória em derby.
15/05/42 – AAPP 2 x 1 GFC – decisão para saber quem representaria Campinas no Campeonato do Interior de 1942.
19/12/43 – GFC 2 x 1 AAPP – Guarani é tricampeão campineiro e representante de Campinas no Campeonato do Interior de 1944 (onde seria campeão).
04/02/73 – AAPP 1 x 0 GFC – Jogo eliminatório pela Taça Laudo Natel.
05/08/81 – 1º turno do Camp. Paulista (valendo vaga para a final) – AAPP 3 x 2 GFC.
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Jogos inacabados:
16/02/36 – 0 x 0 – Só foi disputado o 1º tempo. A AAPP já era campeã campineira por antecipação. No intervalo, o árbitro Mafaldo Massa Feli expulsou um jogador bugrino, não permitindo que voltasse para o 2º tempo. O time todo não voltou.
18/08/46 – Jogo pelo Camp. Campineiro – O Guarani vencia por 3 x 0 (marcou o 3º aos 34 do 1º tempo) e a AAPP deixou o campo. Mais tarde, 3 dirigentes “sequestraram” o árbitro Aldo Bernardi na capital e trouxeram-no a Campinas para que assinasse um depoimento dizendo que havia sido “comprado” pelo Guarani. Depois de “libertado”, o árbitro negou que houvesse qualquer “arranjo” e houve grande polêmica por muito tempo. O resultado foi mantido.
……..
1º derby no Majestoso (2º jogo naquele campo) – 26/09/48 – AAPP 0 x 1 GFC (Camp. Paulista da 2ª Divisão)
1º derby no Brinco (3º jogo no estádio) – 07/06/53 – GFC 0 x 3 AAPP (1º jogo pela Taça Cidade de Campinas)
1º derby à noite – 28/04/48 – GFC 5 x 2 no estádio do Mogiana. Guarani começou perdendo de 2 x 0 e no intervalo o presidente bugrino Romeu Tórtima foi ao vestiário, tirou o cinto e ameaçou bater nos jogadores se não ganhassem a partida.
……..
Em 19/06/38 o árbitro escalado para o jogo pelo 2º turno do Campeonato Campineiro estranhamente não compareceu. O Guarani não aceitou o substituto, apresentado pela AAPP e a partida foi disputada como amistoso (1 x 1). Novo jogo foi marcado para o final do campeonato, mas como o Guarani já era campeão, a Ponte preferiu não jogar e abriu mão dos pontos em favor do Guarani. Oficialmente considera-se esse jogo não realizado como WO, com placar de 1 x 0.
……..
Em 13/09/53, quando ainda não eram permitidas substituições nos jogos oficiais, o goleiro bugrino Dirceu machucou-se e o atacante Nonô foi para o gol. Final: 0 x 0.
……..
…….
O maior artilheiro em derbys, foi “Luís Stevan de Siqueira Neto” (Zuza) do Guarani com 18 gols. Da Ponte, foi Cilas, com 9 (há uma dúvida sobre o total de gols que Cilas marcou, por divergência dos jornais).
………
OS DÉRBIS-RELÂMPAGO

Nos Torneios Início dos Campeonatos Campineiros e num Festival Esportivo realizado em 1916, aconteceram nada menos que 9 derbys com tempo de jogo reduzido, com 7 vitórias do Guarani e duas derrotas. Os resultados:
10/09/16 – Hipódromo – Guarani 2 escanteios a 0
19/06/32 – Estádio GFC – Guarani 1 gol a zero
08/03/36 – Estádio GFC – Guarani 1 gol a zero
10/04/38 – Estádio GFC – Guarani 6 escanteios a 3
26/03/39 – Estádio GFC – Guarani 3 escanteios a zero
28/02/43 – Estádio Mogiana – AAPP 3 X 2 nos pênaltis
05/03/44 – Estádio Mogiana – Guarani 3 X 2 nos pênaltis
18/03/45 – Estádio GFC – AAPP 1 gol a zero
10/03/46 – Estádio Mogiana – Guarani 1 gol a zero
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MAIOR SEQÜÊNCIA DE VITÓRIAS SEGUIDAS DO BUGRE:
30/03/1919 – Hipódromo – GUARANI 1 X 0 – C. Campineiro
29/06/1919 – Hipódromo – GUARANI 1 X 0 – C. Campineiro
31/08/1919 – Hipódromo – GUARANI 1 X 0 – Taça Chauffers
13/06/1920 – Hipódromo – GUARANI 1 X 0 – C. Campineiro
28/11/1920 – Hipódromo – GUARANI 4 X 1 – C. Campineiro
12/03/1922 – Hipódromo – GUARANI 3 X 0 – Amistoso
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MAIORES GOLEADAS:
05/06/1960 – Brinco de Ouro – Guarani 6 X 0 – Amistoso
28/08/1955 – Brinco de Ouro – Guarani 5 X 1 – C. Paulista
28/04/1948 – Est. Mogiana – Guarani 5 X 2 – Taça Cidade de Campinas
29/03/1953 – Majestoso – Guarani 5 X 2 – Quadrangular c/ S.Cristóvão e América
22/11/36 – Pastinho – Guarani 2 x 5 AAPP – Camp. Campineiro 36
……….
MAIORES PÚBLICOS:
3/06/1979 – Pacaembu – Guarani 2 X 0 – C. Paulista 78 (maior público em
derbys: 38.948 pessoas: 35.209 pagantes e 3.739 não pagantes)
30/01/1980 – Brinco de Ouro – AAPP 1 X 0 – C. Paulista 79 (maior público
em derbys no Brinco de Ouro: 34.222)

HISTÓRIAS DO DERBY – COMO COMEÇOU A RIVALIDADE

O Primeiro Derby
A primeira vez que se noticiou a realização de um derby campineiro foi a 17 de março de 1912. O jogo, previsto para o campo do Guarani, na Vila Industrial, acabou não sendo realizado em virtude de fortes chuvas. No domingo seguinte, o novo jornal Diário do Povo, com muita felicidade, aliás, trazia impressa a seguinte nota:
“Em virtude do mau tempo não pode ser jogado no domingo passado o annunciado match de foot-ball entre os valorosos 1º e 2º teams do Guarany Foot-Ball Club e A.A. Ponte Preta.
Hoje, caso o tempo o permita, encontrar-se-ão pela primeira vez em um importante match estes vallentes teams.”
Vamos repetir: “…encontrar-se-ão pela primeira vez…”, em 24/03/1912! Como se explica, então, a baboseira tantas vezes divulgada de que o primeiro derby teria ocorrido em 1911, com vitória alvinegra por 1 a zero, com gol de Lopes, arbitragem de Adalberto Sarmento etc, etc?
Lamentavelmente nenhum dos jornais campineiros apresentou o resultado daquela histórica partida de março de 1912, mas há vários depoimentos do fundador bugrino Pompeo de Vito, como os publicados em A Gazeta Esportiva de 02/04/66 e 02/04/67, que diziam ter o primeiro derby empatado em 1 a 1.
Veio depois o Campeonato Campineiro de 1912, um torneio que começou com 6 clubes e acabou com três, e os dois derbys do campeonato foram vencidos pela AAPP.

O Derby de Souzas – O início da rixa

Em 1914, depois de várias tentativas não concretizadas (frase usada pela imprensa da época), Guarani e AAPP acertaram um jogo para 23 de agosto, que acabaria ficando na história como o desafio mais empolgante até então entre duas equipes de futebol de Campinas, e que marcaria o início da rivalidade eterna. O campeão campineiro de 1912 (AAPP) e o que melhores resultados conseguiu em 1913/14 contra clubes de fora (Guarani) mediriam suas forças no Parque Arraialense, um local de lazer no Arraial dos Souzas (atual Distrito de Souzas), tirando a limpo, no campo, quem era o melhor time da cidade naquele momento.
Dois dias antes da partida os jornais locais já abriam grande espaço à promoção do encontro, destacando que a Companhia Campineira de Tracção, Luz e Força (que inclusive era a proprietária do Parque) faria correr trens especiais entre Campinas e Souzas para atender aos desportistas interessados em ver o grande desafio. O povo de Souzas, representado pela Diretoria do Parque Arraialense, ofereceu duas medalhas, sendo uma de ouro e outra de prata, respectivamente para os vencedores dos jogos entre os primeiros e segundos quadros. Era ainda anunciado que a Banda do Arraial executaria “lindas peças”, antes e no intervalo da partida principal.
Dia do jogo, campo repleto. A torcida do Guarani, motivada, invadira o Arraial, certa de que, nas quatro linhas, seria confirmada a supremacia bugrina no futebol campineiro e que uma grande vitória seria conquistada. Todos os cuidados haviam sido tomados: o campo fora ampliado, as traves trocadas e, durante as duas partidas, além do juiz principal e dois juizes de linha, atuariam dois juizes de gol, já que não possuíam redes.
E a festa alviverde começou logo no jogo entre os segundos quadros: Guarani 3 X 1 AAPP. O time bugrino anunciado: Aldo, Arthur e Castanho; Affonso, Zico e Angelo; Rosa, Trani, Adalberto, Soligo e Olympio.
Na partida principal, outra grande vitória: Guarani 2 x 0 AAPP, sendo esta a primeira conquistada em derbys.
As escalações anunciadas para os times principais:
Guarani – João Gualhango, Dario e Carlos; Romeu, Juca e Grecco; Fernandes, Moura, Russo, Augusto e Leugim.
AAPP – Amparense, Wadt e Rabesco; Fernandes, Zézinho e Burghi; Adolphino, Lopes, Lili, Oliveira e Mello.
Nos dias que se seguiram ao jogo, o jornal Diário do Povo acabou acendendo a rivalidade ao publicar uma série de comentários e ofensas de torcedores da AAPP contra o Sr. Nagib José, árbitro da partida de Souzas. O árbitro, que era conceituado comerciante e presidente do Parque Arraialense, não se intimidou e passou a responder e a atacar os chorões. Veio a diretoria da AAPP então se manifestar em defesa de seus simpatizantes e Nagib José arrematou a polêmica com o seguinte texto: “(…) Eu não fiz mais do que justificar a minha conducta de referee provando cathegoricamente que fui imparcial e diante de tudo isso desmascarar a turma de despeitados e bajuladores da AAPP (…)Demais a mais o estratagema que a Directoria da AAPP está pondo em practica adulterando os acontecimentos no qual ficou bem patente a victória do Guarany é próprio dos vencidos que não se consolando com a derrota soffrida vem pela imprensa querer engazopar a opinião pública levando a questão para um terreno extranho á esta polemica.
Diante do exposto, nada mais me resta a dizer sinão que a Directoria deve guardar para si os tocos das velas porque podem fazer falta para o enterro da A.A. Ponte Preta que moralmente deixou de existir.
Nagib José”
Em meio às discussões, a diretoria bugrina e os primeiro e segundo quadros foram ao Estúdio Costa, que ficava na Rua Regente Feijó, nº 66, e lá posaram para fotos oficiais, que eternizaram o melhor momento do Clube até então, considerado informalmente o “Campeão Campineiro de 1914”. Eis a foto do time principal:
Ao lado, da esquerda: Fernandes, Gualhango e Dario; ao meio: Romeu, Juca e Grecco; abaixo: Leugim, Moura, Russo, Augusto e Amaral (que substituiu Carlos na hora do jogo).
Depois do “bate-boca” no jornal, o Sr. Nagib José associou-se ao Guarani e muito ajudaria o clube no futuro, sendo inclusive seu representante na Capital, quando o comerciante assumiu a gerência de uma grande loja em São Paulo, e foi ele o responsável pela vinda do CA Paulistano, em 1923, para a inauguração do “Pastinho”. Chegou a “Sócio Benemérito” do Bugre.

O Derby meio beneficente

Em outubro de 1915, o Guarani convidou a AAPP para uma partida no Hipódromo do Bonfim, com renda destinada ao Asylo de Inválidos. A Ponte aceitava jogar, mas não em dar sua parte da renda. Sobre isso comentou o jornal Correio de Campinas no dia 22 de outubro (sexta):
“Este match promette ser interessantissimo, dada a rivalidade existente desde o anno passado entre aquellas agremiações sportivas.
A rivalidade a que alludimos originou-se no Arraial dos Souzas, na occasião em que os dois teams do Guarany venceram os da Ponte Preta, recebendo duas medalhas – uma de ouro, outra de prata – como prêmio de seus esforços. Era intenção do Guarany fazer reverter o producto das entradas em favor do Asylo de Inválidos (…) Entretanto, em sessão realizada antehontem, das directorias de ambas as sociedades, a A. A Ponte Preta não concordou em ceder para aquelle fim, a parte que lhe ha de tocar. Deste modo, apenas a que couber ao Guarany será dada ao Asylo (…)”
O jornal Cidade de Campinas não perdoou, quando soube do fato: “Não faltam em Campinas clubs de foot-ball dignos da consideração geral (…) e que estão dispostos a promover essa festa em favor do Asylo de Invalidos.”
A Banda Progresso Campineiro, solidária à posição adotada pelo Guarani, apresentou-se para tocar gratuitamente durante o jogo. Pois a AAPP contratou sua própria banda, a Italo-Brasileira. Era a rivalidade fervilhando.
A 24 de outubro, depois de um empate por 1 a 1 entre os segundos quadros, onde os bugrinos muito contestaram um penal marcado para a AAPP, entraram a campo as seguintes equipes: Guarany – Gomes, Dario e Paulino; Grecco, Juca e Romeu; Fernandes, Egydio, Carlos, Augusto e Leugim. A.A.P.P. – Amparense, Wadt e Rabesco; Fontão, Duarte e Tonico; Lili, Lopes, Adolphino, Mello e Adriano.
A vitória no derby mais uma vez sorriu ao Guarani: 1 x 0, gol de Fernandes. O jornal Commercio de Campinas teceu os seguintes comentários sobre o jogo, em sua edição de 25 de outubro:
“De há muito que se conhece a rivalidade desses dois formidáveis teams e era de se lastimar que innumeros obstáculos sobreviessem impedindo que os valentes jogadores viessem a campo, afim de disputarem o título de campeão.
O glorioso “Guarany” apresentou-se magnificamente “treinado” e todos os seus jogadores corresponderam a espectativa do publico, que os saudava durante seus maravilhosos ataques e defezas (…) foi sob uma estrondosa ovação do publico recebido o signal do juiz que deu por findo o jogo, marcado pela victoria do Guarany.
(…) cumpre-nos enviar nossos parabens aos valentes jogadores do Guarany, aos quaes está voltada a sympathia pública neste momento, não só pelo admiravel conhecimento que possuem do sport a que se dedicam, como também pela prova de altruismo que acabam de dar, fazendo reverter em benefício do Asylo de Invalidos desta cidade, a parte que lhes cabe, lucros verificados no resultado das entradas vendidas para a importante festa de hontem (…) Á noite grande numero de associados do Guarany precedidos da Banda Progresso Campineiro fizeram uma passeata pela cidade.”
Conforme prometido, o Bugre entregou à diretoria do Asylo de Inválidos a quantia de 400 mil réis, a parte que lhe coube na partida. Em troca, receberia depois um diploma e o título de “Sócio Benfeitor”.
José Fernandes, autor do gol da vitória no derby de 1915.

A primeira baixaria

Depois do derby de Souzas, em 1914, só dava Guarani em Campinas. Na abertura do Campeonato Campineiro de 1916, em 13 de fevereiro, o Guarani venceu a AAPP por 2 a zero (quando usou pela primeira vez camisas inteiramente verdes) e seguiu invicto no certame. No dia 21 de maio, porém, estava previsto um novo derby para a abertura do 2º turno. A alvinegra já havia perdido para Guarani, White Team e Campinas Black Team e estava em crise. Havia até pedido seu desligamento da competição, mas como seu 2º quadro liderava no campeonato da sua categoria (que ocorria nas preliminares), acabou voltando atrás. Sua esperança agora era estragar a boa campanha do principal rival. Os times anunciados: Guarany – Gomes, Dario e Paulino; Romeu, Juca e Carlos; Fernandes, Miguel, Augusto, Grecco e Egydio. AAPP – Amparense, Wadt e Meirelles; Nenê, Fausto e Pin; Rosa, Neves, Lopes, Adriano e Mello. Árbitro: Octávio de Mello (do White), escolhido pela AAPP.
Para melhor imaginarmos o que aconteceu, vamos observar parte da matéria publicada pelo Commercio de Campinas em 22 de maio de 1916. Depois de anunciar que entre os segundos quadros a AAPP vencera o Guarani, o jornal narrou o encontro principal (que começou logo com um gol de Augusto) até a marcação de um pênalti não aceito pela AAPP, que acabou originando o segundo gol bugrino no jogo (embora tenha sido cobrado com o goleiro Amparense se recusando a ficar em sua meta).
No momento em que a bola foi chutada para dentro do gol vazio, ocorreu o que o jornal chamou de:

O INDECOROSO FACTO DE HONTEM NO HYPPÓDROMO
“(…) Nesta altura começa a degradante scena provocada por dois elementos da Ponte. Irreflectidamente, não sabemos se com ou sem autorização da directoria da Ponte, invadem o campo, impondo ao seu team a retirada do ground. Esse acto mais exalta os partidários do team alvi-negro e as maiores balbúrdias se iniciam nas archibancadas. As famílias que ali se achavam foram tomadas de pânico, procurando retirar-se apressadamente. Os amigos, torcedores e alliados se arregimentam em defesa de seus teams e o campo de jogo em poucos momentos logo se transformou em campo de batalha, ao mesmo tempo que outros conflictos se davam nas archibancadas.
O juiz, cercado, levou umas fortes doses de socos, bengaladas, bofetadas, empurrões e umas amostras de armas de fogo (…)”
Obs: O Guarani foi Campeão Campineiro invicto de 1916 e nunca mais o derby foi um “jogo normal”.

Fontes: Arquivo pessoal, site do Bugre e da Macaca, colaboração de Fernando Pereira

Amistosos dos clubes maranhenses – Janeiro de 2009

28.01.2009
Sampaio Corrêa 3-1 Americano (Jogo-Treino), em São Luís
29.01.2009
Moto Club 4-2 Americano (Jogo-Treino), em São Luís
31.01.2009
Araguaína 0-0 Imperatriz, em Araguaína (TO)
Sampaio Corrêa 7-0 Juventude de Coroadinho (Jogo-Treino), em São Luís
IAPE 1-0 AA Ludovicense (Jogo-Treino), em São Luís
IAPE 4-2 Operário da Cidade Operária (Jogo-Treino), em São Luís

Fontes: Jornal Pequeno, Jornal O Progresso, imirante.com e site oficial do Sampaio Corrêa.

Madagascar, conheça seu futebol!!!

[img:Madagascar.jpeg,full,centralizado]

Em nossas descobertas do futebol mundial, vamos a um dos países mais pobres do planeta. Madagascar é a quarta maior ilha do mundo, localizada no sudeste da África, este país muito pobre conta com cerca de 15 milhões de habitantes, fala o francês e o malgaxe e tem como capital a cidade de Antanarivo, sobrevive da criação de gado e da agricultura, sendo o principal exportador mundial de baunilha.

Sim!!! Existe futebol em Madagascar. Amador, um dos mais fracos do continente africano.
A Federação Malgaxe foi fundada em 1961, filiou-se a FIFA em 1962 e a CAF em 1963. Possui cerca de 450 clubes amadores e mais de 10.000 praticantes de futebol. Sua seleção jamais disputou uma fase final de copa africana ou foi bem em uma eliminatória.
Os “Bareas”(espécie de Zebu africano) atuam com um uniforme vermelho e calções brancos e meias verdes. O estádio nacional é o MUNICIPAL de MAHAMASINA em Antanarivo para 16.000 espectadores.

Mas nem tudo é fraco em Madagascar, seu principal jogador foi Hérve Arsene já atuou no futebol francês com algum sucesso e foi treinador da seleção nacional até 2008. Hora ou outra seus jogadores vão fazer testes nos clubes da antiga pátria-mãe, mas sem nenhum destaque até o momento, apenas atuando em times reservas. Mas Madagascar se destacou em uma competição, conseguiu vencer nos anos 1947/58/63/83/90 e 93 os Jogos do Oceano Índico, onde disputou contra Mauricio, Reunião e Seychelles estes torneios.

Em relação aos clubes um belo destaque para o BFV Mahajunga que no ano de 1989 chegou a semi-final da Recopa Africana. O principal clube do país é o Sotema Morovoay de Mahaganja, os laranjas atuam no estádio “Aléx Rabemananjara” para 4.000 pessoas e já conquistou 4 títulos nacionais e 3 copas. Ao lado dele seu rival o AS Fortior também de Mahaganja. Os azuis, já chegaram 4 vezes ao título nacional e possuem 5 copas nacionais. Da capital o grande clube é o BTM (Bankiu Tantsaha Mapamokatra), que tem dois títulos nacionais.

Logo Sotema
[img:Sotema_Morovoay.jpeg,full,vazio]

Nota-se um equilíbrio muito grande nos torneios em Madagascar, mas o futebol é bem amador.
O campeonato local é muito confuso.Oficialmente é disputado em regiões com um play-off final que aponta o campeão nacional. O campeonato regional de Antanarivo, a capital é o mais forte e é considerado o campeonato principal do país, existe também uma disputa para saber o representante do país na Copa dos Campeões da Africa e também uma competição importante. que é a Copa de Madagascar,este sim,parece ser o torneio mais disputado por lá.

Autor:Edu Cacella

História do Campeonato de Acesso Paulista – Cap. I

Estamos nos propondo a recontar, é isso mesmo, recontar a história do campeonato de acesso que em algum momento do passado já foi ditada em prosa e verso pelo brilhante mestre Delphin Ferreira Rocha Netto (1913-2003).
O nosso trabalho contou com a colaboração desse magnífico cronista, que permitiu que pudéssemos desfrutar de seu acervo. O Sr. Rocha Netto na qualidade de correspondente esportivo, viajava pelo nosso interior afora colhendo matéria para o velho “Esporte Ilustrado” ou para “A Gazeta Esportiva”.
Ele foi um dos primeiros a contar “causos” do futebol caipira e tinha uma maneira “sui generis” de relatar os fatos, além da preocupação permanente com a “verdade” dos mesmos.
Outro grande parceiro foi Nelcy Pauleto, que pacientemente coletou a maioria dos resultados da outrora chamada “segundona”. Não poderia deixar de citar o nome de Júlio Diogo, grande batalhador para a preservação da memória esportiva brasileira que muito auxiliou com seus arquivos de resultados.
Outros colaboradores foram aparecendo à medida que evoluíamos de ano para ano. Nosso trabalho se baseou na reunião de dados, obtidos da pesquisa em bibliotecas, jornais e arquivos públicos, portanto, informações colhidas em jornais da época.
Nossa missão é acima de tudo pela preservação da memória esportiva, principalmente do nosso interior. Esse trabalho não é conclusivo e estará sujeito a correções e complementações.
O campeonato de 1947 foi o primeiro da era do profissionalismo envolvendo clubes do interior e pode ser considerado como “balão de ensaio” para o primeiro campeonato de acesso que seria realizado em 1948. Esse campeonato foi também o primeiro da era profissional envolvendo clubes do interior e não contemplava o acesso.
A idéia de um campeonato de acesso nasceu da necessidade de se acabar com o chamado “amadorismo marrom” que vigorava entre as agremiações do interior.
Naquele tempo os clubes profissionais “tiravam” os melhores valores provenientes do interior, através de um depósito simbólico na Federação. “Amadores” estes que eram lapidados com muito carinho pelos seus clubes de origem.
Para por fim a esse disparate, o XV Piracicaba e mais 13 agremiações do interior resolveram, com a ajuda da Federação Paulista, implantar o profissionalismo no interior. Assim os clubes “prendiam” seus atletas através de contratos, para poder se protegerem dos ataques dos clubes da capital e do Rio.
Os acertos para a implantação do profissionalismo foram finalizados em 1946 e em 1947 foi realizado o campeonato que mencionamos acima.
É importante frisar que uma das figuras que mais colaborou para a implantação da lei do acesso foi Roberto Gomes Pedrosa (1914-1954), ex atleta e presidente da Federação Paulista, precocemente falecido no exercício de suas funções como mandatário máximo do futebol em São Paulo.
Mas vamos ao Primeiro Campeonato Profissional envolvendo clubes do interior.
Apesar de ser pouco lembrado, foi um campeonato muito importante para o XV de Piracicaba, pois serviu para a montagem da equipe que conquistaria o primeiro campeonato da Lei de Acesso de 1948.
O campeonato iniciou em meados de maio de 1947 e terminou em dezembro do mesmo ano. Como já foi dito anteriormente, foi disputado por 14 agremiações pelo sistema de turno e returno, todos contra todos.
A disputa foi ferrenha e emocionante, ora se alternava na liderança o XV, ou Taubaté, ora a Ponte Preta ou Batatais.

O jogo decisivo:
Desfalcado de Rabeca e Strauss, o XV enfrentou pela última rodada a agremiação da Palmeiras, da cidade de Franca, equipe já extinta. O jogo era pela última rodada e o Taubaté torcia por um tropeço do XV para tentar a conquista do campeonato
Jogo: XV de Piracicaba 1 x 0 Palmeiras
Data: 21/12/47
Local: Franca
Árbitro: Otávio Richter
Gol: Henrique aos 43′ do 2º tempo
XV: Bertolucci; Elias e Idiarte; Cardoso, Changai e Adolfinho; Curtinho, Sato, Gatão, Berto e Henrique. Técnico: Humberto Cabelli
Palmeiras: Paulo; Zezão e Joacir; Marreta, Cazeca e Tostão; Nené, Marinho, Cabelo, Pacu e Lógico. Técnico: nd

Campanha do Campeão:
1º Turno 2º Turno
18/05/47: XV 2 x 0 Mogiana 07/09/47: XV 4 x 0 Botafogo
25/05/47: XV 6 x 2 São Bento 14/09/47: Mogiana 1 x 3 XV
01/06/47: Guarani 2 x 2 XV 21/09/47: XV 1 x 0 Barretos
08/06/47: XV 3 x 2 Sanjoanense 23/09/47: São Bento 4 x 1 XV
15/06/47: Rio Branco 0 x 5 XV 07/10/47: XV 3 x 0 Rio Branco
22/06/47: Batatais 1 x 1 XV 19/10/47: Sanjoanense 1 x 1 XV
06/07/47: XV 6 x 2 Palmeiras 26/10/47: XV 3 x 3 Internacional
13/07/47: Botafogo 0 x 3 XV 01/11/47: Ponte Preta 1 x 1 XV
20/07/47: XV 4 x 1 Ponte Preta 23/11/47: Francana 1 x 1 XV
27/07/47: Internacional 3 x 0 XV 30/11/47: XV 1 x 1 Batatais
10/08/47: XV 2 x 1 Taubaté 07/12/47: Taubaté 3 x 3 XV
17/08/47: Barretos 2 x 1 XV 14/12/47: XV 4 x 0 Guarani
24/08/47: XV 6 x 2 Francana 21/12/47: Palmeiras 0 x 1 XV

Balanço geral: Jogos: 26; Vitórias: 14; Empates: 9, Derrotas: 3, Gols marcados: 68, Gols sofridos: 35, Saldo: 33

Equipe base do campeão:
Bertolucci; Idiarte e Mário Renzi; Cardoso, Straus e Adolfinho; Cardeal, Berto, Gatão, Sato e Rabeca. Também jogaram: Picolino, Rubens, Henrique, Changai, Curtinho, Elias, Luis Foltran, Tão, Bita Pixe e Cardinalli. Técnico: Humberto Cabelli
Destaques: Antonio Bertolucci, goleiro que mais tarde defenderia o São Paulo Futebol Clube. Idiarte Massariol, segundo Rocha Netto, é o jogador símbolo da história do XV. Vicente Naval Filho (1928-1995), o Gatão, defenderia mais tarde o Corinthians e após encerrar a carreira foi técnico. Sato, o jogador mais cerebral da equipe, seu “espírito amador”, impediu de jogar nas grandes equipes. Hoje vive em Sorocaba como agrônomo aposentado.

Curiosidades:
• Artilheiro máximo do campeonato: Rivetti (Sanjoanense) com 20 gols;
• Outros goleadores: Hugo (Taubaté), Pedrinho (Mogiana) e Rabeca (XV) todos com 19 gols, Tonho Rosa (Batatais) com 18 gols, Perruche (Taubaté) com 17 gols, Tião (Taubaté) com 16 gols;
• Goleiros mais vazados:
Nelson (Barretos): 40 gols, Magalhães (Mogiana): 38 gols, Paulo (Palmeiras): 37 gols, José (Taubaté): 36 gols;
• Goleiros menos vazados:
Barone (Botafogo) com 29 gols, Jura (São Bento) com 30 gols e Costa (Rio Branco) com 31 gols; Ari (Sanjoanense): 32 gols;
• Maior goleada: Internacional (Limeira) 10 x 2 Palmeiras (Franca) em 8/6/1947;
• Equipes que se destacaram:
Taubaté: Zezão; Bibide e Orestes; Dunga, Gute e Juju; Tião, Renato, Gerson, Hugo e Perruche;
Ponte Preta: Fia; Alcides e Stalingrado, Nego, Oscar e Oliveira; Damião, Bruninho, Cacique, Vicente (Gaiola) e Armandinho. Técnico: José Guillermo Agnelli (1912-1998);
Batatais: Joãozinho; Piolim e Antero; Moacir, Luís Lopes e Itamar; Dema, Renatinho, Tonho Rosa, Dirceu e Carlito. Técnico: Tito Rodrigues/Conrado Ross de Marco;
• Mauro Ramos de Oliveira (1930-2002), capitão da Seleção Brasileira na conquista do bicampeonato no Chile, jogou nesse ano na Sanjoanense, transferindo-se no ano seguinte para o São Paulo;
• João José da Silva, o Pirombá (Barretos) fez parte daquela célebre equipe do Sport Recife que excursionou pelo sul do Brasil em 1942, faziam parte daquela equipe Ademir de Menezes (1922-1996) e Magri;
• José Chagas, o Eca (Francana), seria o treinador da Francana no acesso de 1977;
• Mário Marcos Gaiola (Ponte Preta) seria campeão em 1951 com o XV de Jaú;
• Antonio Justino Figueiredo Rosa (? -2001), o Tonho Rosa (Batatais), era o “craque fazendeiro”, filho de uma família de posses, passava o tempo “batendo uma bolinha”. Foi considerado um dos melhores jogadores do interior e encerrou a carreira em 1957 na Francana, agremiação que defendeu na maior parte das vezes. Seu irmão Luís Clóvis Rosa (1922-?) atuou muitas vezes com Tonho e chegou a ser cogitado como substituto de Leônidas da Silva (1913-2004) quando da sua despedida no São Paulo;
• Antonio Rosolém (1928-2005), o Rosalém (Rio Branco), jogaria mais tarde pelo Corinthians onde seria campeão paulista de 1950;
• Revelações do campeonato: Mauro (Sanjoanense), Piolim (Guarani), Gatão (XV), Hugo (Taubaté) e Perruche (Taubaté).

fila da esquerda p/ direita: Bertolucci, Idiarte, Mário Renzi, Cardoso, Straus e Adolfinho;
Segunda fila na mesma ordem: Cardeal, Berto, Gatão, Sato, Rabeca, Picolino, Rubens, Henrique;
Última fila: Tão, Elias, Cardinalli, Luisinho, Changai, Pixe, Curtinho e Brito.

 

História do Campeonato de Acesso Paulista – Cap. IV

1950 – Deu Radium no Ano Santo!
Em 1950 o Campeonato da 2ª Divisão (Acesso), reuniu um número recorde de participantes: 54 equipes. Esse número excede em 14 aos integrantes do campeonato de 1948, e em 7 aos de 1949. O Batatais pediu licença nesse ano.
Esse “mega campeonato”, foi dividido em 5 séries regionais, como nos anos anteriores. As equipes na primeira fase jogaram entre si, dentro de cada série em turno e returno. Para a 2ª fase, a FPF resolveu inovar: Para a disputa do ”Torneio dos Campeões” além dos campeões, os vices de cada série também disputaram, trazendo mais emoção ao campeonato. Tivemos assim, duas novas séries de 5 equipes. Os campeões das séries disputariam a finalíssima.
O vencedor ascenderia à 1ª Divisão. A 1ª fase durou de junho á novembro. A 2ª fase ou “Torneio dos Campeões”, de dezembro á fevereiro de 1951. Os jogos finais foram em número de quatro. Essa disputa levou quase um mês para apuração do campeão.
Na 1ª fase tivemos a seguinte classificação:

1ª Série
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º FRANCANA 33 7 20 15 3 2 66 20 46
2º BOTAFOGO 31 9 20 15 1 4 71 27 44
3º ORLÂNDIA 24 16 20 10 4 6 42 30 12
4º INTERNACIONAL (BEB) 23 17 20 10 3 7 40 33 7
5º UCHOA 22 18 20 9 4 7 51 42 9
6º OLIMPIA 21 19 20 9 3 8 42 41 1
6º AMÉRICA 21 19 20 7 7 6 35 32 3
8º MONTE AZUL 14 26 20 5 4 11 29 57 -28
9º SÃO JOAQUIM 11 29 20 5 1 14 33 58 -25
10º MOTORISTAS 10 30 20 5 0 15 25 57 -32
10º BARRETOS 10 30 20 4 2 14 28 65 -37

JOGOS REALIZADOS 110
GOLS ASSINALADOS 462
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,2
Classificados: Francana e Botafogo
Obs.: INTERNACIONAL (BEB)=INTERNACIONAL (BEBEDOURO)

2ª Série
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º LINENSE 34 10 22 16 2 4 69 28 41
2º SÃO BENTO (MAR) 31 13 22 13 5 4 59 30 29
3º CORINTHIANS (PP) 30 14 22 14 2 6 48 31 17
4º PRUDENTINA 29 15 22 13 3 6 53 37 16
5º NOROESTE 25 19 22 9 7 6 45 45 0
6º BAURU 23 21 22 10 3 9 50 50 0
7º SÃO PAULO (ARÇ) 20 24 22 8 4 10 33 37 -4
8º FERROVIÁRIA (ASS) 18 26 22 8 2 12 54 52 2
9º GARÇA 17 27 22 7 3 12 31 45 -14
10º BRASIL 16 28 22 6 4 12 29 54 -25
11º TUPÃ 12 32 22 5 2 15 42 74 -32
12º BANDEIRANTE 11 33 22 3 5 14 27 57 -30

JOGOS REALIZADOS 132
GOLS ASSINALADOS 540
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,09
Classificados: Linense e São Bento (Mar)
Obs.: SÃO BENTO (MAR)=SÃO BENTO (MARÍLIA); CORINTHIANS (PP)=CORINTHIANS (PRESIDENTE PRUDENTE); SÃO PAULO (ARÇ)=SÃO PAULO (ARAÇATUBA); FERROVIÁRIA (ASS)=FERROVIÁRIA (ASSIS)
3ª Série
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º XV DE JAU 26 10 18 12 2 4 57 31 26
2º FERROVIÁRIA (BOT) 22 14 18 10 2 6 52 40 12
2º SÃO PAULO (ARQ) 22 14 18 9 4 5 43 30 13
4º PAULISTA (ARQ) 21 17 19 9 3 7 47 41 6
5º ARARENSE 19 17 18 9 1 8 55 39 16
6º VELO CLUBE 18 18 18 8 2 8 36 33 3
7º PIRASSUNUNGUENSE 17 19 18 7 3 8 28 40 -12
8º COMERCIAL (ARA) 16 20 18 6 4 8 36 38 -2
9º PALMEIRAS (J) 14 22 18 6 2 10 30 52 -22
10º RIO CLARO 7 29 18 3 1 14 20 60 -40

JOGOS REALIZADOS 90
GOLS ASSINALADOS 404
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,49
Classificados: XV de Jaú e Ferroviária (após eliminar o S Paulo-Arç)
Obs.: FERROVIÁRIA (BOT)=FERROVIÁRIA (BOTUCATU); SÃO PAULO (ARQ)=SÃO PAULO (ARARAQUARA); COMERCIAL (ARA)=COMERCIAL (ARARAS); PALMEIRAS (J)=PALMEIRAS (J)=PALMEIRAS (JAU)

4ª Série
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º RADIUM 29 7 18 13 3 2 39 18 21
1º RIOPARDENSE 29 7 18 13 3 2 67 24 43
3º SANJOANENSE 24 12 18 12 0 6 53 25 28
4º RIO PARDO 23 13 18 10 3 5 54 28 26
5º GINÁSIO PINHALENSE 18 18 18 8 2 8 33 41 -8
6º PONTE PRETA 16 20 18 7 2 9 34 28 6
6º INTERNACIONAL (LIM) 16 20 18 7 2 9 39 40 -1
8º MOGIANA 14 22 18 5 4 9 24 39 -15
9º PIRACICABANO 9 27 18 4 1 13 19 60 -41
10º COMERCIAL (LIM) 2 34 18 0 2 16 11 70 -59

JOGOS REALIZADOS 109
GOLS ASSINALADOS 373
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 3,42
Classificados: Radium e Rio Pardense
Obs.: INTERNACIONAL (LIM)=INTERNACIONAL (LIMEIRA); COMERCIAL (LIM)=COMERCIAL (LIMEIRA)

5ª Série
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º SÃO CAETANO 31 9 20 14 3 3 64 31 33
2º COMERCIAL (SP) 27 13 20 12 3 5 58 41 17
3º VOTORANTIM 26 14 20 12 2 6 58 41 17
4º CORINTHIANS (SA) 24 16 20 10 4 6 64 35 29
5º TAUBATÉ 21 19 20 8 5 7 52 30 22
5º ESTRELA DA SAUDE 21 19 20 9 3 8 41 45 -4
7º PORTOFELICENCE 20 20 20 9 2 9 37 50 -13
8º SÃO JOÃO 14 26 20 6 2 12 36 52 -16
8º SÃO BERNARDO 14 26 20 6 2 12 31 47 -16
10º PAULISTA (JUN) 12 28 20 5 2 13 37 70 -33
11º PALESTRA (SB) 8 32 20 3 2 15 22 70 -48

JOGOS REALIZADOS 110
GOLS ASSINALADOS 500
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,54
Classificados: São Caetano e Comercial (SP)
Obs.: COMERCIAL (SP)=COMERCIAL (CAPITAL); CORINTHIANS (SA)=CORINTHIANS (SANTO ANDRÉ); PAULISTA (JUN)=PAULISTA (JUNDIAI); PALESTRA (SB)=PALESTRA (SÃO BERNARDO)
A 2ª fase ou “Torneio dos Campeões” apresentou a seguinte classificação:

1º Grupo
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º RADIUM 12 4 8 6 0 2 20 12 8
2º FRANCANA 10 6 8 5 0 3 11 11 0
3º SÃO BENTO (MAR) 7 9 8 3 1 4 15 11 4
4º FERROVIÁRIA (BOT) 6 10 8 3 0 5 12 22 -10
5º XV DE JAU 5 11 8 2 1 5 14 16 -2

JOGOS REALIZADOS 20
GOLS ASSINALADOS 72
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 3,6
Classificado: Radium

2º Grupo
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º BOTAFOGO 11 7 9 5 1 3 15 11 4
2º LINENSE 10 6 8 4 2 2 19 9 10
3º SÃO CAETANO 8 8 8 4 0 4 15 20 -5
3º RIOPARDENSE 8 8 8 3 2 3 19 15 4
5º COMERCIAL (SP) 3 13 8 1 1 6 11 24 -13

JOGOS REALIZADOS 20
GOLS ASSINALADOS 79
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,0
Classificado: Botafogo

Para a apuração do campeão foram necessários quatro jogos, evidenciando o equilíbrio entre as equipes.
Jogo Decisivo: Botafogo 1 x 2 Radium
Data: 11/03/51
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
Árbitro: José de Moura Leite.
Gols: Pirombá
Silas e James
Radium: Brazão; Aguinaldo e Jorge; Bahia, Olegário e Stacis; Bagunça, James, Alipio, Silas e Ari. Técnico: Florindo Alves Ferreira
Botafogo: Rafael; Alcides e Carolo; Diógenes, Kelé e Itamar; Pirombá, Ladeira, Xixico, Cândido e Adelino. Técnico: Zezé Procópio

Campanha do Campeão
1ª fase – 4ª Série
1º Turno: 2º Turno:
17/06/50: Sãojoanense 0 x 2 Radium 10/09/50: Radium 3 x 1 Piracicabano
02/07/50: Radium 6 x 0 Comercial (Lim) 17/09/50: Radium 2 x 1 Sãojoanense
09/07/50: Piracicabano 0 x 1 Radium 24/09/50: Radium 2 x 1 Internacional (Lim)
16/07/50: Radium 3 x 2 Rio Pardo 01/10/50: Ginásio Pinhalense 2 x 0 Radium
23/07/50: Rio Pardense 2 x 2 Radium 15/10/50: Rio Pardo 3 x 2 Radium
30/07/50: Mogiana 1 x 2 Radium 22/10/50: Radium1 x 0 Mogiana
06/08/50: Radium 2 x 1 Ginásio Pinhalense 29/10/50: Radium 2 x 2 Riopardense
13/08/50: Internacional (Lim) 0 x 0 Radium 12/11/50: Comercial (Lim) 0 x 5 Radium
20/08/50: Radium 2 x 0 Ponte Preta 19/11/50: Ponte Preta 1 x 2 Radium
2ª fase – Torneio dos Campeões
1º Turno: 2º Turno:
03/12/50: São Bento 1 x 2 Radium 07/01/51: Radium 1 x 0 São Bento
10/12/50: Radium 5 x 2 Ferroviária (Bot) 14/01/51: Ferroviária (Bot) 2 x 3 Radium
24/12/50: XV de Jaú 1 x 2 Radium 28/01/51: Radium 5 x 2 XV de Jaú
31/12/50: Radium 1 x 2 Francana 11/02/51: Francana 2 x 1 Radium
Finais
18/02/51: Radium 1 x 1 Botafogo
25/02/51: Botafogo 0 x 0 Radium
04/03/51: Botafogo 1 x 1 Botafogo
11/03/51: Radium 2 x 1 Botafogo

Balanço Geral: Jogos: 30; Vitórias: 20; Empates: 6; Derrotas: 4, Gols marcados: 63, Gols sofridos: 30, Saldo: 33

Equipe base do campeão:
Brazão; Aguinaldo e Jorge; Baia, Olegário e Stacis; Bagunça, James, Brejinho, Carrega e Ari. Jogaram ainda: Ié, Sidnei, Reinaldo, Amado, Alípio, Silas, Ermelindo. Técnico: Florindo Alves Ferreira (1914-?).
Destaques: Brazão, o penal que defendeu no terceiro jogo da final, lhe valeu a indicação como destaque. Bagunça e James, formavam uma ala direita bem entrosada na qual muitas jogadas de gols forma criadas. De uma maneira geral, a equipe era bem homogênea não sobressaindo ninguém.

Curiosidades:
• Artilheiro máximo do campeonato: Miranda (Riopardense) e Dirceu (XV de Jaú) com 32 gols;
• Outros goleadores: Zezinho (Linense) com 30 gols, Osvaldo (São Caetano) com 25 gols, Leonaldo (Francana) com 21 gols e Sturaro (Riopardense) com 20 gols;
• Goleiro mais vazado da primeira fase:
Flávio (Rio Claro) com 54 gols;
• Maior goleada do campeonato: Uchoa 9×0 São Joaquim (1/10/1950), Internacional (Limeira) 9×0 Piracicabano (29/10/50) e São Joaquim 9×0 Motoristas (12/11/1950);
• Equipes que se destacaram:
Botafogo: Rafael; Fonseca (Hebert) e Alcides (Ferraciolli); Diógenes (Carolo), Kelé (Wilsinho) e Itamar; Xavier (Pirombá), Marinho (Romeu), Xixico, Américo Salomão (Ladeira) e Adelino (Cândido). Técnico: José Procópio Mendes (1913-1980), o Zezé Procópio, ex atleta do São Paulo;
Linense: Petrônio (Fernando); Sarvas e Noca (Ecidir); Frangão, Goiano (Artur) e Mário Pereira (Dito Brás); Reis, Zezinho, Romeuzinho, Eduardinho e Agostinho (Mário). Técnico: Tito Viana
Francana: Garito (Caju); Pixo (Antero) e Duti; Inglês, Ditinho e Eca; Afonsinho (Tinola), Hélio (Luís Rosa), Tonho Rosa (Cabelo), Leonaldo (Djalma) e Newland.
• Seleção do campeonato, segundo o semanário “Mundo Esportivo”:
Caju (Francana); Bruninho (Ponte Preta) e Jorge (Radium); Diógenes (Botafogo), Goiano (Linense) e Itamar (Botafogo); Brejinho (Radium), Zezinho (Linense), Miranda (Riopardense), Leonaldo (Francana) e Xavier (Botafogo);
• Manoel Pessanha (1918-2003), o Lelé, que formou um trio de atacantes do Fluminense carioca chamado de os “três patetas”, jogou nesse ano na Ponte Preta;
• O Botafogo deixou escapar uma grande oportunidade de ganhar o campeonato, quando o seu avante Américo Salomão (1920-1997) perdeu uma penalidade máxima, no segundo jogo da decisão contra o Radium em seu estádio. Dizem que a cobrança foi bisonha, mas no final acabou consagrando o goleiro Brazão;
• Os jogadores Rafael, Itamar, Xixico e o próprio Américo Salomão, todos do Botafogo, defenderam o Batatais no ano anterior e foram, portanto bi vice-campeões;
• “Craques numerais”: Duzentos (Corinthians-PP), Noventa (Ginásio Pinhalense) e Dezoito (São Bento-Marília);
• “Craques animais”: Frangão (Linense), Gatinho (São Paulo-Araçatuba), Ratinho (Pirassununguense), Cação (Mogiana), Mosca (São Caetano) e Carrapato (Mogiana);
• Revelação do campeonato: Onofre Anacleto de Souza (1931-1997) (Ponte Preta), o Sabará, que defenderia o Vasco da Gama e a Seleção Brasileira;
• Em Assembléia realizada em 22/12/50, ficou estabelecido que não haveria descenso para a 2ª Divisão. Decidiu-se também incluir a AA Ponte Preta e o Comercial FC, de São Paulo, na 1ª Divisão em 1951.
Em pé da esquerda p/ direita: Olegário, Jorge, Brazão, Stacis, Agnaldo e Bahia.
Agachados na mesma ordem: Bagunça, James, Alípio, Silas e Ari

Trabalho inédito que contou com a colaboraçào do Júlio Diogo

 

História do Campeonato de Acesso Paulista – Cap. III

1949- Bugre sobe e se mantém por quase 50 anos!
O Campeonato de Acesso desse ano contou 47 equipes divididas em quatro séries. A FPF procurou agregar as equipes em regiões, deste modo tivemos 4 campeonatos regionais que agrupava as principais malhas ferroviárias da época.
Cada agremiação jogava entre si, dentro da sua série em turno e returno. O campeão de cada série disputaria com os outros três o “Torneio dos Campeões”, que apontaria a equipe que teria o direito de integrar a Divisão Principal do futebol paulista. O nível técnico do campeonato não foi dos melhores, a presença de equipes semi-amadoras contribuíram para um número muito grande de goleadas. A competição ficaria para as mais “profissionais” como o Guarani, Batatais, Linense e Ponte Preta.
Os jogos regionais duraram de maio a novembro de 1949. A tabela de classificação dessa fase foi a seguinte:

Série Branca
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º BATATAIS 31 9 20 13 5 2 43 31 12
2º FRANCANA 26 14 20 11 4 5 39 24 15
3º RIO PARDO 23 17 20 9 5 6 54 41 13
4º RIO PARDENSE 23 17 20 10 3 7 45 38 7
4º BOTAFOGO 22 18 20 10 2 8 33 33 0
6º RADIUM 21 19 20 8 5 7 39 34 5
7º SANJOANENSE 20 20 20 6 8 6 32 33 -1
8º GINÁSIO PINHALENSE 16 24 20 7 2 11 29 42 -13
9º SÃO JOAQUIM 14 26 20 6 2 12 30 48 -18
9º ORLÂNDIA 13 27 20 4 5 11 22 40 -18
11º PALMEIRAS (FRA) 11 29 20 4 3 13 33 45 -12
JOGOS REALIZADOS 110
GOLS ASSINALADOS 399
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 3,6
Campeão: Batatais

Série Ouro
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º UCHOA 31 13 22 13 5 4 55 25 30
2º INTERNACIONAL (BEB) 28 16 22 13 2 7 54 27 27
3º INTERNACIONAL (LIM) 26 18 22 12 2 8 42 35 7
4º XV DE JAÚ 25 19 22 12 1 9 38 50 -12
5º AMÉRICA 24 20 22 11 2 9 51 39 12
6º PAULISTA (ARA) 24 20 22 11 2 9 54 49 5
7º SÃO PAULO (ARQ) 24 20 22 10 4 8 45 41 4
8º RIO CLARO 22 22 22 9 4 9 37 36 1
9º VELO CLUBE 19 25 22 7 5 10 43 49 -6
9º RIO PRETO 17 27 22 6 5 11 38 46 -8
11º ARARENSE 14 30 22 6 2 14 38 55 -17
12º COMERCIAL (LIM) 10 34 22 4 2 16 29 72 -43
JOGOS REALIZADOS 132
GOLS ASSINALADOS 524
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,0
Campeão: Uchoa

Série Preta
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º LINENSE 30 10 20 13 4 3 45 26 19
2º PRUDENTINA 29 11 20 13 3 4 69 28 41
3º SÃO BENTO(MAR) 27 13 20 11 5 4 71 38 33
4º FERROVIÁRIA (BOT) 25 15 20 12 1 7 42 48 -6
4º CORINTHIANS (PP) 23 17 20 11 1 8 58 34 24
6º COMERCIAL (LINS) 18 22 20 7 4 9 28 37 -9
7º FERROVIÁRIA (ASS) 17 23 20 8 1 11 41 49 -8
7º BAURU 17 23 20 8 1 11 23 44 -21
9º NOROESTE 16 24 20 6 4 10 35 42 -7
10º TUPÃ 11 29 20 5 1 14 31 62 -31
11º SÃO PAULO (ARÇ) 7 33 20 2 3 15 26 61 -35
JOGOS REALIZADOS 110
GOLS ASSINALADOS 469
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,3
Campeão: Linense

Série Vermelha
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º GUARANI 40 8 24 19 2 3 69 19 50
2º PONTE PRETA 36 12 24 17 2 5 82 30 52
2º MOGIANA 36 12 24 15 6 3 63 40 23
4º BRAGANTINO 28 20 24 11 6 7 54 36 18
5º TAUBATÉ 25 23 24 9 7 8 55 48 7
5º RIO BRANCO 25 23 24 10 5 9 46 53 -7
7º SÃO CAETANO 23 25 24 11 1 12 51 60 -9
8º VOTORANTIM 22 26 24 9 4 11 44 54 -10
9º SÃO JOÃO 21 27 24 8 5 11 54 64 -10
9º CORINTHIANS (SA) 20 28 24 8 4 12 49 60 -11
11º PORTOFELICENSE 16 32 24 6 4 14 45 76 -31
12º PIRACICABANO 15 33 24 5 5 14 45 60 -15
13º PAULISTA (JUN) 5 43 24 1 3 20 30 87 -57
JOGOS REALIZADOS 156
GOLS ASSINALADOS 687
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,4
Campeão: Guarani

O “Torneio dos Campeões” foi disputado em turno e returno e durou de 18/12/1949 à 05/02/1950, reunindo os quatro campeões de cada série.
Ao final, tivemos o Guarani e o Batatais empatados no primeiro posto com 4 pontos perdidos, o Linense com 5, e por último o Uchoa com 11.
Portanto, Guarani e Batatais deveriam disputar a finalíssima num campo neutro.

Final: Guarani 2 x 1 Batatais
Data: 12/02/1950
Local: Estádio “Rodolfo Crespi”, em São Paulo
Árbitro: Godfrey Sunderland
Gols: Américo Salomão
Zico e Dorival
Guarani: Arlindo; Orestes e Gritta; Godê, Luís de Almeida e Alcides; Dorival, Piolim, China, Chiquinho e Zico. Técnico: Adelmo Pelegrino Begliomini
Batatais: Rafael; Sapólio e Stacis; Goiano, Pixo e Itamar; Dido, Américo Salomão, Tonho Rosa, Luís Rosa e Lombardini. Técnico: João Lima (1916-2002).
Ocorrência: Após a marcação do segundo gol do Guarani, os jogadores do Batatais se recusaram a continuar o jogo, alegando que o lance que deu origem ao gol foi irregular. O árbitro aguardou o tempo regulamentar para o reinicio do jogo, com a recusa dos atletas do Batatais em continuar o jogo, encerrou a partida.

Campanha do Campeão
1ª Fase – Série Vermelha
1º Turno: 2º Turno:
22/05/49: Guarani 8 x 0 Corintians (SA) 28/09/49: Guarani 8 x 0 Paulista
29/05/49: S. Caetano 0 x 3 Guarani 04/09/49: Portofelicense 1 x 3 Guarani
05/06/49: Guarani 4 x 0 Portofelicense 11/09/49: Guarani 2 x 0 Rio Branco
19/06/49: Paulista 2 x 3 Guarani 18/09/49: Piracicabano 0 x 3 Guarani
25/06/49: Guarani 3 x 0 Piracicabano 02/10/49: Guarani 4 x 2 Votorantim
03/07/49: Votorantim 0 x 1 Guarani 09/10/49: Ponte Preta 0 x 1 Guarani
10/07/49: Guarani 2 x 0 Ponte Preta 15/10/49: Guarani 6 x 0 S. Caetano
17/07/49: Taubaté 3 x 2 Guarani 23/10/49: Bragantino 0 x 1 Guarani
24/07/49: Guarani 1 x 1 Bragantino 30/10/49: Guarani 3 x 0 Mogiana
30/07/49: Guarani 5 x 3 S. João 06/11/49: Guarani 2 x 0 Taubaté
07/08/49: Mogiana 3 x 0 Guarani 13/11/49: S. João 2 x 2 Guarani
14/08/49: Rio Branco 0 x 1 Guarani 20/11/49: Corintians (SA) 2 x 1 Guarani
2ª Fase – Torneio dos Campeões
1º Turno: 2º Turno:
18/12/49: Guarani 2 x 0 Uchoa 22/01/50: Linense 3 x 1 Guarani
08/01/50: Batatais 1 x 1 Guarani 29/01/50: Uchoa 4 x 5 Guarani
15/01/50: Guarani 2 x 2 Linense 05/02/50: Guarani 5 x 0 Batatais
Final:
12/02/50: Guarani 2 x 1 Batatais

Balanço Geral: Jogos: 31; Vitórias: 23; Empates: 4; Derrotas: 4; Gols marcados: 85; Gols sofridos: 29; Saldo: 56

Equipe base do Campeão:
Arlindo; Orestes e Grita; Godê, Luís de Almeida e Alcides; Amado, Piolim, China, Chiquinho e Dirceu. Também atuaram: Euclides, Benjamim, Dorival, Invernize, Marinho, Bode e Zico. Técnico: Adelmo Pelegrino Begliomini
Destaques: Hector Roberto Grita (1915 -?), zagueiro argentino que veio para o Brasil no final dos anos 30. Jogou com relativo sucesso no América carioca e já veterano veio defender o Guarani. E o fez com muita galhardia, foi campeão também com o XV de Jaú no Acesso de 1951. Godê, Luís de Almeida e Alcides: a “espinha dorsal da equipe”. Piolim, o dínamo da equipe. José Gonçalves da Silva (1923-?), o China, apesar de ter entrado na equipe no meio do campeonato, foi responsável direto por muitas vitórias do seu time.

Curiosidades:
• Artilheiro máximo do campeonato: Servilio (Ponte Preta), com 29 gols;
• Artilheiro do Torneio dos Campeões: Tonho Rosa (Batatais), com 7 gols;
• Defesas mais vazadas na primeira fase:
Paulista (Jun): 87 gols; Portofelicense: 76 gols e Comercial (Lim): 72 gols;
• Defesas menos vazadas na primeira fase:
Guarani: 19 gols; Francana: 24 gols e Uchoa: 25 gols;
• Maior goleada do campeonato: Prudentina 10 x 2 Tupã, em 18/09/1949;
• Equipes que se destacaram:
Batatais (vice-campeão):
Rafael; Sapólio e Stacis; Chorete (Goiano), Pixo e Itamar; Dido, Eduardinho (Xixico), Luisinho Rosa, Tonho Rosa (Américo Salomão) e Lombardini. Técnico: João Lima
Linense (3º colocado):
Petrônio (Leopoldo); Sarvas e Noca; Frangão (Gatinho), Dito Brás (Pé de Valsa) e Mário Pereira; Dino (Silas), Zezinho, Carabina, Nelsinho (Moreno) e Alemãozinho (Mário Miranda). Técnico: Waldemar de Brito
Uchoa (4º colocado):
Batistela (Batatais); Pé e Mimosa; Espanador, Santos e Rudge; Alcides, Natalino (Ataíde), Miranda, Viana e Panadiero. Técnico: Paulo Biroli
• Seleção do Campeonato (segundo o semanário “O Mundo Esportivo”):
Arlindo (Guarani); Bruninho (Ponte Preta) e Noca (Linense); Nino (Prudentina), Bolinha (Prudentina) e Itamar (Batatais); Dido (Batatais), Beijinho (Prudentina), Servilio (Ponte Preta), Luís Rosa (Batatais) e Rovério (Mogiana);
• A vitória no jogo final do Guarani foi muito contestada pelo Batatais que até hoje há gente que não se conforma com a atuação do árbitro inglês Mr. Sunerland. A verdade é que o Batatais contava com a simpatia do público e da imprensa e no jogo final não teve uma boa atuação, deixou se envolver pelo jogo viril, mas leal do Guarani;
• Hideraldo Luís Belini (1930-), zagueiro bicampeão do mundo em 58 e 62, defendia a Sanjoanense nesse ano;
• Francisco Rebuá Filho (1925-2004) (Guarani), o Chiquinho era professor de Química em Rio Claro e se decidiu pelo magistério, “pendurando definitivamente as chuteiras” em 1951;
• Dorival Geraldo dos Santos (1928-) (Guarani) entrou na equipe na fase aguda do campeonato, foi mais tarde técnico do próprio Guarani;
• Servilio de Jesus (1915-1984) (Ponte Preta) confirmou a fama de artilheiro sendo o goleador máximo do campeonato. Servílio anteriormente havia atuado pelo Corinthians paulista. Devido a sua classe em jogar, era conhecido pelo público de “bailarino”;
• João Ramos do Nascimento (1917-1996) (Bauru) atendia pelo nome de Dondinho e foi nada mais nada menos do que o pai de Pelé;
• João Batista Ribeiro Neto (1919-?), o Maracaí, jogou no Fluminense carioca, Corinthians e Santos. Praticamente encerraria sua carreira na Ferroviária de Assis;
• Richard Petrocelli (1922-) (Rio Pardo) jogaria no Palmeiras por quatro anos (1950/1954). Encerraria a carreira aos 22 anos devido a uma lesão no joelho;
• Carlos Heidel Feresín (1928-?), o Dido, era irmão de Orlando Adhemar Feresín ( – ), o Pixo. Ambas jogaram no Batatais nesse ano, no início de suas carreiras foram treinados pelo pai, Orlando Feresín (?-?), um antigo jogador de futebol;
• A fase final teve somente árbitros ingleses: Harry Rowley e Godfrey Sunderland;
• Revelação do campeonato: Aquiles dos Reis (1928-) (Corinthians-PP) que mais tarde defenderia o Palmeiras.
Em pé da esq. p/ direita: Godê, Luís de Almeida, Alcides, Orestes, Gritta e Arlindo.
Agachados na mesma ordem: Dorival, Chiquinho, China, Piolim e Dirceu.
Trabalho inédito que contou com a colaboração do Júlio Diogo

 

História do Campeonato de Acesso Paulista – Cap. II

1948 – Nhô Quim perpetua o nome de Piracicaba – É o primeiro campeão

Coube ao XV de Novembro, de Piracicaba, a primazia de ganhar, com méritos, o primeiro campeonato da 2ª Divisão. Em Assembléia realizada em 17 de janeiro de 1948, o então presidente da FPF, Roberto Gomes Pedrosa, formalizou a criação do Acesso e Descenso no futebol paulista.
Deste modo, haveria duas divisões: a Primeira ou Principal que reuniria as agremiações que vinham participando do campeonato paulista desde a fundação da FPF em 1941: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Portuguesa de Desportos, Portuguesa Santista, Ipiranga, Comercial (SP), Jabaquara, Juventus e Nacional. É importante ressaltar que com a criação da “Federação Paulista de Futebol”, entidade chancelada pelo CND, haveria a obrigatoriedade de se respeitar às regras da International Board, entidade vinculada á FIFA e que rege as normas para a prática do futebol no mundo inteiro.
A outra divisão, denominada de Segunda Divisão ou popularmente como ficou conhecida “segundona”, reunia basicamente os clubes do interior e que iria dar ao campeão o ingresso no campeonato da 1ª Divisão. Ficou estabelecido que o último colocado na Divisão Principal, participaria do Campeonato de Acesso.
Os clubes do interior ratificaram essa decisão em Congresso realizado em Batatais em 15 de fevereiro do mesmo ano.
O Campeonato teve inicio no inicio de maio de 1948 e encerrou a 1ª fase em meados de dezembro do mesmo ano. Essa fase apurou os campeões de cada série ou grupo. A adesão dos clubes do interior foi maciça, exceção à Sanjoanense que se licenciou. Assim, os 42 clubes inscritos foram divididos em três séries: Preta, Branca e Vermelha.
Os jogos foram entre os componentes de cada série, em turno e returno. O campeão de cada série disputou a final num chamado “Torneio dos Campeões”. A equipe vencedora desse torneio seria declarada campeã e automaticamente incluída na Divisão Principal.
Depois de computados todos os jogos da primeira fase, tivemos a seguinte classificação:

Série Preta
ColocaçãoCLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º XV DE PIRACICABA 38 14 26 17 4 5 61 29 32
2º TAUBATÉ 35 17 26 16 3 7 58 40 18
3º GUARANI 34 18 26 15 4 7 60 41 19
4º SÃO BENTO (MAR) 30 22 26 14 2 10 52 51 1
4º BATATAIS 30 22 26 12 6 8 55 45 10
6º FRANCANA 29 23 26 12 5 9 53 52 1
7º PONTE PRETA 28 24 26 12 4 10 61 40 21
8º INTERNACIONAL (LIM) 25 27 26 9 7 10 46 55 -9
9º MOGIANA 22 30 26 9 4 13 69 66 3
9º RIO BRANCO 22 30 26 7 8 11 44 54 -10
11º BOTAFOGO 20 32 26 7 6 13 48 70 -22
11º PALMEIRAS (FRA) 20 32 26 8 4 14 46 59 -13
13º BARRETOS 18 34 26 7 4 15 41 69 -28
14º PIRACICABANO 13 39 26 4 5 17 36 62 -26
JOGOS REALIZADOS 182
GOLS ASSINALADOS 730
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,0
Campeão: XV Piracicaba
Foi sem dúvida o grupo mais difícil, pois na sua composição figuravam todas as equipes que disputaram o campeonato de 1947 (exceção a Sanjoanense que se licenciou).
Desde o início as disputas foram acirradas e o XV de Piracicaba suou para suplantar o Taubaté e o Guarani, seus mais próximos rivais.

Série Branca

Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º XV DE PIRACICABA 38 14 26 17 4 5 61 29 32
2º TAUBATÉ 35 17 26 16 3 7 58 40 18
3º GUARANI 34 18 26 15 4 7 60 41 19
4º SÃO BENTO (MAR) 30 22 26 14 2 10 52 51 1
4º BATATAIS 30 22 26 12 6 8 55 45 10
6º FRANCANA 29 23 26 12 5 9 53 52 1
7º PONTE PRETA 28 24 26 12 4 10 61 40 21
8º INTERNACIONAL (LIM) 25 27 26 9 7 10 46 55 -9
9º MOGIANA 22 30 26 9 4 13 69 66 3
9º RIO BRANCO 22 30 26 7 8 11 44 54 -10
11º BOTAFOGO 20 32 26 7 6 13 48 70 -22
11º PALMEIRAS (FRA) 20 32 26 8 4 14 46 59 -13
13º BARRETOS 18 34 26 7 4 15 41 69 -28
14º PIRACICABANO 13 39 26 4 5 17 36 62 -26
JOGOS REALIZADOS 182
GOLS ASSINALADOS 730
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,0
Campeão: Linense
Pela ordem foi o segundo grupo mais difícil, a disputa pelo título do grupo praticamente ficou com o Linense, Rio Preto, Bauru e Noroeste.

Série Vermelha

Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º RIO CLARO 43 27 35 19 5 11 41 47 -6
2º SÃO CAETANO 38 14 26 16 6 4 60 37 23
2º RIO PARDO 38 14 26 18 2 6 97 44 53
4º RIO PARDENSE 34 18 26 15 4 7 59 26 33
5º GINÁSIO PINHALENSE 33 19 26 15 3 8 66 39 27
6º VELO CLUBE 31 21 26 13 5 8 57 43 14
7º VOTORANTIM 29 23 26 12 5 9 50 52 -2
8º PAULISTA (ARQ) 24 28 26 9 6 11 57 60 -3
8º AMPARO 24 28 26 11 2 13 54 55 -1
10º PORTOFELICENSE 23 29 26 8 7 11 44 58 -14
11º SOCORRENSE 19 33 26 7 5 14 36 67 -31
12º SÃO JOÃO 16 36 26 6 4 16 28 58 -30
13º PAULISTA (JUN) 16 36 26 5 6 15 39 70 -31
14º COMERCIAL (LIM) 14 38 26 4 6 16 39 70 -31
JOGOS REALIZADOS 182
GOLS ASSINALADOS 727
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,0
Campeão: Rio Pardo
O jogo desempate pelo título da série foi disputado em19/12/1948, o Rio Pardo abateu o São Caetano por 5 a 3, classificando-se para as finais.
De longe o grupo mais fraco, mas nem por isso tira-se o mérito do Rio Pardo. O São Caetano, Riopardense e Ginásio Pinhalense incomodaram bastante o campeão.
(*) Nota das tabelas, dependendo da referência obtida, os números podem apresentar ligeiras divergências.
O triangular final reuniu as três agremiações vencedoras de cada série. Os jogos foram pelo sistema de “ida e volta“ e no final verificou-se um triplo empate.

Torneio dos Campeões – classificação:
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º XV DE PIRACICABA 4 4 4 2 0 2 7 6 1
1º RIO PARDO 4 4 4 2 0 2 14 8 6
1º LINENSE 4 4 4 2 0 2 4 11 -7
JOGOS REALIZADOS 6
GOLS ASSINALADOS 25
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,2
O Rio Pardo que havia vencido o jogo de ida contra o Linense por 8 a 1, necessitava então, de um simples empate para ser campeão. No jogo de volta e na casa do adversário, perdeu por 2 a 1 e a chance do acesso.
O impasse do triplo empate foi resolvido pela FPF, levando os jogos decisivos para São Paulo, teríamos uma verdadeira “superdecisão”. Pelo regulamento, as duas equipes sorteadas decidiriam uma vaga e a terceira ficaria no “chapéu”.
O Linense ficou na “espera” e iria para a finalíssima enfrentar o vencedor de XV de Piracicaba e Rio Pardo, os detalhes dessa partida estão abaixo:

Jogo: XV de Piracicaba 2 x 1 Rio Pardo
Data: 6/2/1949
Local: Campo da Rua Javari
Árbitro: Cherubim da Silva Torres
Gols: Isidoro (10′) e Rabeca (23′); Demaria (12′)
XV: Ari; Elias e Idiarte; Cardoso, Strauss e Adolfinho; Demaria, Sato, Picolino, Gatão e Rabeca. Técnico: Eugênio Vanni
Rio Pardo: Ciasca; Rubens e Orestes; Valdomiro, Totó e Alemão; Luisinho, Mamão, Isidoro, Mandu e Osvaldo. Técnico: Jorgito

A final teve lugar no estádio do Parque Antártica e o “Nhô Quim” aplicou uma goleada histórica sobre o “Elefante da Noroeste”: 5 a 1, conquistando o título e o acesso.
Jogo: XV de Piracicaba 5 x 1 Linense
Data: 13/02/49
Árbitro: João Gambeta
Gols: Gatão (4′), Rabeca (9′), Demaria (22′), Moreno (28′), Jair I (contra) (34′) e Gatão (36′), todos os gols assinalados na Segunda etapa.
XV: Ari; Elias e Idiarte; Cardoso, Strauss e Adolfinho; Demaria, Sato, Picolino, Gatão e Rabeca. Técnico: Eugênio Vanni
Linense: Leopoldo; Noca e Jair I; Gatinho, Brás e Mário; Demais, Moreno, Carabina, Jair II e Carmelo. Técnico: Adelmo Pelegrino Begliomini (1914-2001)

Campanha do campeão:
1ª Fase – Série Preta
1º Turno: 2º Turno
09/05/48: XV 2 x 3 São Bento 29/08/48: São Bento 1 x 0 XV
23/05/48: XV 2 x 1 Ponte Preta 12/09/48: Ponte Preta 0 x 3 XV
30/05/48: Taubaté 4 x 2 XV 19/09/48: XV 4 x 1 Taubaté
06/06/48: Piracicabano 0 x 1 XV 27/09/48: Botafogo 0 x 1 XV
13/06/48: XV 3 x 0 Botafogo 03/10/48: XV 2 x 1 Piracicabano
20/06/48: Mogiana 1 x 1 XV 10/10/48: XV 4 x 0 Barretos
27/06/48: Barretos 1 x 3 XV 24/10/48: XV 2 x 1 Mogiana
04/07/48: XV 7 x 1 Rio Branco 31/10/48: Rio Branco 0 x 1 XV
11/07/48: Francana 2 x 2 XV 07/11/48: XV 6 x 2 Francana
18/07/48: XV 3 x 0 Batatais 14/11/48: Guarani 1 x 1 XV
25/07/48: Internacional 2 x 2 XV 21/11/48: XV 2 x 0 Internacional
01/08/48: XV 4 x 0 Guarani 28/11/48: Palmeiras 3 x 0 XV
07/08/48: XV 2 x 1 Palmeiras 12/12/48: Batatais 3 x 1 XV
“Torneio dos Campeões”
1º Turno: 2º Turno:
19/12/48: Linense 1 x 0 XV 09/01/49: XV 2 x 0 Linense
26/12/48: XV 3 x 2 Rio Pardo 16/01/49: Rio Pardo 3 x 2 XV
Superdecisão
06/02/49: XV 2 x 1 Rio Pardo
13/02/49: XV 5 x 1 Linense

Balanço Geral: Jogos: 32; Vitórias: 21; Empates: 4; Derrotas: 7; Gols marcados: 75; Gols sofridos: 34; Saldo: 41.

Equipe base do campeão
Ari; Elias e Idiarte; Cardoso, Strauss e Adolfinho; De Maria, Sato, Picolino, Gatão e Rabeca. Também jogaram: Tão, King, Mário Renzi, Pixe, Vitú, Cardeal, Berto, Henrique. Técnicos: Moacir de Moraes, na primeira fase e Eugênio Vanni, para o restante do campeonato.
Destaques: Idiarte, jogador clássico que sabia sair jogando, Strauss com seu físico privilegiado, formava uma excelente zaga com Idiarte. Sato era o “cérebro” da equipe, concatenando as jogadas de ataque. Gatão, clássico e impetuoso. Rabeca, o homem dos chutes espetaculares, decidiu muitos jogos para o XV.

Curiosidades:
• Artilheiro máximo do campeonato: Isidoro (Rio Pardo) com 38 gols. Foi o ainda o artilheiro da Série Vermelha com 31 gols;
• Zuza (Guarani) foi o artilheiro da Série Preta com 26 gols;
• Carabina (Linense) foi o artilheiro da Série Branca com 21 gols;
• Goleiros mais vazados da serie preta:
Nélson (Barretos) e Bonzinho (Piracicabano) com 59 gols sofridos;
• Goleiros menos vazados da série preta:
Ari (XV de Piracicaba): 20 gols, Zezão (Taubaté): com 26 gols, Toquinho (Francana): 30 gols, Zélio (Mogiana): 31;
• A maior goleada da competição se verificou em jogo da série Branca em 25/07/1948, o Rio Preto massacrou o Bandeirante por 13 a 0;
• Os irmãos Rosa, Luís com 21 e Tonho com 14 gols defendiam a Francana; Fizeram juntos mais de 60% dos gols de sua equipe;
• Elba de Pádua Lima (1915-1984), o Tim, tinha a alcunha de “El Peon” Famoso avante da Portuguesa Santista, Fluminense e Seleção Brasileira, disputaria mais um campeonato de acesso em 1949 e encerraria sua brilhante carreira no Botafogo de Ribeirão Preto;
• Zezão (Taubaté) defendeu 7 penalidades durante a competição;
• Waldemar de Brito (1913-1979), dirigia o Bauru que tinha como avante João Ramos do Nascimento (1917-1996), o Dondinho, pai do Pelé;
• Francisco Santana (1926-?), o Xixico (Batatais), era bom com os pés e com as mãos. Numa época que não se permitia substituições em jogos oficiais, Xixico chegava a não comprometer a sua equipe e muitas vezes colocava o goleiro titular na reserva. Atuaria ainda pelo Botafogo (RP) e XV de Piracicaba.
• Os “velhinhos” do campeonato. O uruguaio Sebastian Beracochéa e Laurindo Furlani (1913-2000), o Piolim (Batatais), o argentino Juan Raúl Echevarrieta (São Bento-Mar) (1915-1987), Tim (Botafogo) e Luiz Esteves Siqueira Neto (1911-?), o Zuza (Guarani);
• Uriel Fernandes (1913-2000), o Teleco (Rio Claro) ficou conhecido como o “rei da virada”, assinalou apenas seis gols para a sua equipe, contudo foi um dos maiores artilheiros da história do Corinthians;
• No dia 4/7/48 jogavam a Ponte Preta e o Batatais, num determinado momento do jogo, o goleiro do Batatais João Marques de Oliveira, o Joãozinho “Gato Preto” se chocou com o joelho de seu companheiro de equipe, Stacys. Teve que ser retirado de campo e ser hospitalizado. O resultado apontava vitória parcial da Ponte Preta por 1×0. Xixico avante do Batatais foi o seu substituto (naquele tempo não se permitia substituição em jogos oficiais). Tomou mais 4 gols e Joãozinho só voltaria aos gramados mais de 1 ano depois desse episódio;
• Revelação do campeonato: Itamar (Batatais) e Agenor Epifânio (1925-?), o Pitico (Ponte Preta).

Observação: Trabalho inédito que contou com a colaboração do Júlio Diogo, dentre outros.
Em pé da esquerda p/ direita: Ari, Elias, Idiarte, Strauss, Cardoso e Adolfinho.
Agachados na mesma ordem: De Maria, Sato, Picolino, Rabeca e Gatão.