História do Campeonato de Acesso Paulista – Cap. V

1951: O Galo da Comarca se consagra!
O Campeonato da 2ª Divisão contou com 48 agremiações. A exemplo dos anos anteriores, as equipes foram agrupadas em chaves e jogaram entre si na primeira fase, dentro da mesma chave.
As duas melhores se classificavam para a 2ª fase, o chamado “Torneio dos Campeões”, onde seriam divididas em 2 novos grupos de 4 equipes.
Os campeões de cada grupo disputaram a final e o vencedor, teria ainda que disputar com o último colocado da 1ª Divisão, numa série de 3 partidas, se haveria ou não acesso. A FPF dessa maneira dava uma chance ao último colocado da divisão principal de permanecer na elite do futebol paulista.
O campeonato iniciou em junho e se estendeu até setembro do corrente ano, nesse período foram disputados jogos da 1ª fase. A 2ª fase durou de dezembro a meados de janeiro do ano seguinte.
A classificação da 1ª fase foi a seguinte:

Zona Leste
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º BOTAFOGO 32 8 20 15 2 3 60 21 39
2º SANJOANENSE 28 12 20 12 4 4 41 23 18
2º RIO PARDO 28 12 20 12 4 4 65 26 39
4º RIO PARDENSE 27 13 20 11 5 4 53 24 29
5º FRANCANA 24 16 20 10 4 6 51 25 26
5º VELO CLUBE 24 16 20 11 2 7 47 34 13
7º ORLÂNDIA 19 21 20 9 1 10 37 39 -2
8º COMERCIAL (ARA) 11 29 20 3 5 12 27 74 -47
9º RIO CLARO 9 31 20 4 1 15 40 70 -30
10º PIRASSUNUNGUENSE 9 31 20 3 3 14 25 69 -44
11º ARARENSE 9 31 20 2 5 13 30 71 -41

JOGOS REALIZADOS 110
GOLS ASSINALADOS 476
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,3
Classificados: Botafogo e Sanjoanense, após abater o Rio Pardo em jogo extra.

Zona Oeste
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º LINENSE 40 12 26 18 4 4 71 35 36
2º SÃO BENTO (MAR) 39 13 26 18 3 5 60 26 34
3º CORINTHIANS (PP) 36 16 26 15 6 5 67 39 28
4º GARÇA 32 20 26 13 6 7 66 33 33
4º BAURU 32 20 26 13 6 7 60 38 22
6º FERROVIÁRIA (AS) 30 22 26 12 6 8 64 40 24
6º NOROESTE 30 22 26 11 8 7 38 33 5
8º BRASIL 23 29 26 9 5 12 49 57 -8
9º SÃO PAULO (ARÇ) 22 30 26 9 4 13 38 54 -16
10º TUPÃ 20 32 26 8 4 14 42 54 -12
11º PRUDENTINA 18 34 26 7 4 15 28 65 -37
12º PENAPOLENSE 17 35 26 6 5 15 36 77 -41
13º FERROVIÁRIA (BOT) 14 38 26 5 4 17 27 53 -26
14º IX DE JULHO 11 41 26 3 5 18 28 70 -42

JOGOS REALIZADOS 182
GOLS ASSINALADOS 674
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 3,7
Classificados: Linense e São Bento (Mar)

Zona Central
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º XV DE JAU 34 6 20 16 2 2 65 14 51
2º INTERNACIONAL (BEB) 28 12 20 12 4 4 50 17 33
2º FERROVIÁRIA (ARQ) 28 12 20 12 4 4 41 27 14
4º PAULISTA (ARQ) 20 20 20 8 4 8 38 29 9
4º SÃO PAULO (ARQ) 20 20 20 7 6 7 32 34 -2
6º UCHOA 19 21 20 7 5 8 29 29 0
6º OLÍMPIA 19 19 19 6 7 6 24 31 -7
8º MIRASSOL 16 24 20 5 6 9 30 49 -19
9º MONTE AZUL 14 26 20 4 6 10 32 39 -7
10º BARRETOS 12 28 20 4 4 12 21 43 -22
11º PALMEIRAS (JAU) 10 30 20 4 2 14 29 78 -49

JOGOS REALIZADOS 110
GOLS ASSINALADOS 391
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 3,6
Classificados: XV de Jaú e Internacional (Beb), após eliminar a Ferroviária (Arq).

Zona Sul
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º CORINTHIANS (SA) 35 9 22 16 3 3 52 20 32
2º ESTRELA DA SAUDE 33 11 22 15 3 4 61 33 28
3º INTERNACIONAL (LIM) 32 12 22 14 4 4 58 32 26
4º TAUBATÉ 31 13 22 14 3 5 72 26 46
5º SÃO CAETANO 30 14 22 15 0 7 54 35 19
6º VALINHENSE 23 21 22 11 1 10 58 38 20
7º VOTORANTIM 19 25 22 9 1 12 49 47 2
8º PAULISTA (JUN) 18 26 22 8 2 12 50 50 0
9º SÃO BERNARDO 13 31 22 5 3 14 23 71 -48
9º PALESTRA (SB) 13 31 22 5 3 14 23 71 -48
11º UNIÃO (MOG) 11 33 22 4 3 15 36 76 -40
12º PIRACICABANO 6 38 22 1 4 17 24 77 -53

JOGOS REALIZADOS 132
GOLS ASSINALADOS 560
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,2
Classificados: Corinthians (SA) e Estrela da Saúde

A 2ª fase teve a seguinte classificação:
Grupo 1
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º XV DE JAÚ 9 3 6 4 1 1 17 14 3
2º SÃO BENTO (MAR) 8 4 6 4 0 2 19 7 12
3º BOTAFOGO 5 7 6 2 1 3 10 13 13
4º SANJOANENSE 2 10 6 1 0 5 6 18 -12

JOGOS REALIZADOS 12
GOLS ASSINALADOS 52
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,3
Campeão XV de Jaú

Grupo 2
Colocação CLUBES PG PP J V E D GP GC S
1º LINENSE 10 2 6 5 0 1 25 7 18
2º INTERNACIONAL (BEB) 7 5 6 3 1 2 16 12 4
3º ESTRELA DA SAUDE 4 8 6 1 2 3 7 18 13
4º CORINTHIANS (SA) 3 9 6 1 1 4 11 22 -11

JOGOS REALIZADOS 12
GOLS ASSINALADOS 59
MÉDIA DE GOLS POR JOGO 4,9
Campeão: Linense

Final: XV de Jaú 4 x 2 Linense
Data: 27/01/52
Local: Pacaembu, pela manhã.
Árbitro: André Garcia Martins
Gols: Guanxuma, Américo Salomão, Pinga II, Washington; Pinga II e Américo Murolo.
XV de Jaú: Lourenço; Servilio e Grita; Gengo, Gérsio e Clóvis; Guanxuma, Américo Murolo, Gino, Pinga II e Itamar. Técnico: Armando Frederico Renganeschi
Linense: Petrônio; Noca e Ecidir; Frangão, Goiano e Artur; Reis, Zezinho, Washington, Américo Salomão e Perruche. Técnico: Nelson Teixeira

O XV de Jaú sendo campeão da 2ª divisão, disputaria contra o Jabaquara, último colocado da 1ª Divisão, uma melhor de três partidas para se apurar se haveria ou não acesso.
1º jogo: 03/02/52: XV de Jaú 5 x 0 Jabaquara
2º jogo: 10/02/52: Jabaquara 2 x 0 XV de Jaú
3º jogo: 17/02/52: XV de Jaú 1 x 0 Jabaquara
Local: Pacaembu
Árbitro: Dante Rossi
Gol: Guanxuma (6′ do 2º T)
XV de Jaú: Lourenço; Rui e Grita; Gengo, Gérsio e Clóvis; Guanxuma, Américo Murolo, Gino, Pinga II e Itamar. Técnico: Armando Federico Renganeschi
Jabaquara: Mauro; Mazzini e Arnaldo; Olegário, Léo e Feijó; Barbuy, Clóvis, Alemão, Veiguinha e Zé Carlos. Técnico: Washington Giovani
Ocorrência: Os jogadores do “Leão do Macuco” abandonaram a partida após a expulsão de Barbuy e Olegário. O árbitro deu a partida por encerrada e o XV de Jaú foi proclamado vencedor.
Após esses jogos, o “Galo da Comarca” estava credenciado a disputar a 1ª Divisão e o Jabaquara, rebaixado para a 2ª Divisão.

Campanha do Campeão
1ª fase – Zona Central
1º Turno 2º Turno
03/06/51: XV de Jaú 5 x 0 Monte Azul 02/09/51: XV de Jaú 10 x 0 Mirassol
10/06/51: Mirassol 0 x 4 XV de Jaú 16/09/51: Paulista (Arq) 1 x 2 XV de Jaú
17/06/51: XV de Jaú 3 x 0 Ferroviária (Arq) 23/09/51: XV de Jaú 3 x 0 S. Paulo (Arq)
01/07/51: Palmeiras 0 x 7 XV de Jaú 07/10/51: XV de Jaú 6 x 2 Palmeiras
08/07/51: Barretos 0 x 5 XV de Jaú 21/10/51: Ferroviária (Arq) 2 x 0 XV de Jaú
22/07/51: XV de Jaú 2 x 0 Uchoa 28/10/51: XV de Jaú 0 x 0 Barretos
05/08/51: S Paulo (Arq) 2 x 2 XV de Jaú 11/11/51: Internacional 4 x 2 XV de Jaú
12/08/51: XV de Jaú 2 x 0 Internacional 18/11/51: XV de Jaú 1 x 0 Olímpia
19/08/51: XV de Jaú 4 x 1 Paulista (Arq) 25/11/51: Uchoa 0 x 3 XV de Jaú
26/08/51: Olímpia 0 x 1 XV de Jaú 02/12/51: Monte Azul 2 x 3 XV de Jaú
2ª fase – Grupo 1
1º Turno 2º Turno
16/12/51: S Bento 6 x 1 XV de Jaú 6/1/52: XV de Jaú 4 x 1 S. Bento
23/12/51: XV de Jaú 4 x 1 Sanjoanense 13/1/52: Sanjoanense 1 x 2 XV de Jaú
30/12/51: XV de Jaú 3 x 2 Botafogo 20/1/52: Botafogo 3 x 3 XV de Jaú
Final
27/01/52: XV de Jaú 4 x 2 Linense
Série melhor de 3 partidas
03/02/52: XV de Jaú 5 x 0 Jabaquara
10/02/52: Jabaquara 2 x 0 XV de Jaú
17/02/52: XV de Jaú 1 x 0 Jabaquara

Balanço Geral: Jogos: 30; Vitórias: 23; Empates: 3; Derrotas: 4; Gols marcados: 92; Gols sofridos: 32; Saldo: 60

Equipe base do campeão
Lourenço; Servilio e Gritta; Gérsio, Gengo e Clóvis; Guanxuma, Dino Sani, Américo Murolo, Pinga II e Itamar. Jogaram ainda: Inocêncio, Euclides, Serra, Rui, Pádua, Gino, Gaiola, Ciro, Duvilio, Cardeal. Técnico: Armando Frederico Renganeschi (1913-1983).
Destaques: José Lucas (1929-2001), o Servílio, era irmão de Antenor Lucas (1925-2000), o Brandãozinho, que se consagrou na Portuguesa de Desportos. Servílio também defendeu também o Flamengo. José Martins (1926-?), o Guanxuma, era um ponta rápido e driblador. Benedito Lourenço Carmo da Silva, foi cedido pelo Palmeiras em troca de Inocêncio A. Perissinoto (1929 – 1992). Inocêncio realizou apenas três partidas pelo XV na campanha desse ano. Outros jogadores cedidos pelo Palmeiras: Donato Gengo (1921-2006), Gérsio Passadore, Gino Orlando (1929-2003) – foi um grande artilheiro do São Paulo e Dino Sani (1932 -) – se tornaria um grande jogador que inclusive defenderia a Seleção Brasileira, e um técnico de renome internacional. Américo Murolo (1932 – ), que se destacaria mais tarde no Palmeiras e Guarani. Arnaldo Robles (1921-), o Pinga II, defenderia também a Portuguesa de Desportos e era irmão de José Lázaro Robles (1924-1996), Pinga I, antigo jogador da Portuguesa de Desportos, Vasco da Gama, Seleção Brasileira.

Curiosidades:
• Artilheiro máximo do campeonato: Washington (Linense) com 45 gols;
• Outros goleadores: Leonaldo (Botafogo) com 29 gols, Américo Murolo (XV de Jaú), com 21 gols. João (Ferroviária-Assis), e Pedrinho (Rio Pardo), todos com 20 gols, Guanxuma (XV de Jaú), Lero (Corinthians – PP), Zezinho (Linense) e Donga (São Bento) com 19 gols;
• Goleiros mais vazados na primeira fase:
Salvador (Ararense): 69 gols, Alcides (Palestra-SB) e Bizarro (IX de Julho): 63 gols;
• Goleiros menos vazados na primeira fase:
Velasco (Garça): 13 gols, Lourenço (XV de Jaú): 14 gols, Antonio (Internacional-B): 14 gols;
• Maior goleada do campeonato: XV de Jaú 10 x 0 Mirassol, em 2/9/1951;
• Equipes que se destacaram:
Linense: Petrônio (Fernando); Noca (Tremembé) e Ecidir; Frangão, Goiano e Artur (Mário Pereira); Reis (Cláudio), Zezinho, Washington, Américo Salomão (Cláudio) e Romeu (Perruche). Técnicos: Chiquinho e depois Nélson Teixeira.
São Bento (Mar): Lindolfo (Natale); Doutor e Rosalém; Nélson Faria, Nascimento e Nélson Teixeira; Donga (Rui), João Menta (Mendonça), Carrega, Rebolo e Eliezer. Técnico: João Lima
Internacional (Beb): Toninho; Ary e Lauri; Xorete (Nardinho), Tanga e Campineiro (Rubens); Braguinha (Edson), Silvinho, Dozinho (Miranda), Valdemar (Tico) e Du.
• Seleção do campeonato, segundo o semanário “O Mundo Esportivo”:
Petrônio (Linense); Vila (Estrela da Saúde) e Ecidir (Linense); Frangão (Linense), Goiano (Linense) e Clóvis (XV de Jaú); Guanxuma (XV de Jaú), Zezinho (Linense), Gino (XV de Jaú), Tico (Inter-Lim) e Perruche (Linense).
• Washington Cândido Dias (Linense) (1928-2004) apesar de ser goleador, teve passagens com pouco brilho por São Paulo, Flamengo e Palmeiras;
• O futebol de Washington da Silva Guimarães (1928-2003), o Goiano, começou a aparecer no Batatais em 1948. Mas foi no Linense que ganhou projeção, transferindo-se no ano seguinte para o Corinthians paulista;
• Domingos da Guia (1912-2000) dirigia o Bauru AC nesse ano;
• Zito, José Ely de Miranda (1932-), que faria sucesso no grande Santos de Pelé, jogava no Taubaté nesse ano;
• O futebol de Aristides Bernardes (1927-?), o Zé Amaro apareceu na Sanjoanense no ano anterior, mas foi a partir desse ano é que ganharia projeção jogando pela Ferroviária e depois pela Portuguesa de Desportos e sendo campeão do acesso em 1959 pelo Corinthians prudentino;
• José Maria Marin (1932-), que futuramente seria Governador do Estado de São Paulo e dirigente esportivo, atuaria nesse ano pelo São Bento (Marília);
• Revelações do campeonato: Belini (Sanjoanense) e Américo Murolo (XV de Jaú).

 

O DIA AS AVESSAS DO ZAGUEIRO GUERREIRO!

Sabe aqueles dias que nada dá certo, tudo que nós fazemos não fica do jeito que desejamos e tudo vai por água abaixo, o que vou relatar aqui aconteceu com um camarada chamado Guerreiro, que em 1978 era zagueiro e capitão da Associação Desportiva Guarani que em 1946 se sagrou campeão baiano. No dia 02/07/1978 na preliminar do jogo Bahia 1×0 Corinthians pelo campeonato brasileiro, jogaram Guarani e Fluminense de Feira, por um torneio criado pela Federação Baiana de Futebol para manter em atividade os clubes que não disputavam o brasileiro, o torneio reunia várias equipes como Galicia, Ypiranga, Leônico, Redenção, Jequié e outras, neste domingo este jogo valia a classificação para as semi-finais; em Feira de Santana o Fluminense havia derrotado o Guarani por 3×2 e uma simples vitória por um gol de diferença dava a classificação ao time do Barbalho, bairro onde fica a sede do Guarani.

Antonio Guerreiro, eu não me lembro do nome dele todo, que é da familia daquele musico Cid Guerreiro que fez musicas para a Xuxa, além de ser jogador de futebol era também funcionário do Hospital Juliano Moreira e colega de meu pai, durante a semana ele me falou do jogo em Feira que ele não pode ir, mais que domingo ele jogaria na Fonte Nova e que eu iria para o jogo pois ele atuaria na preliminar e que ele jogaria muito e levaria o Guarani para as semifinais. No dia do jogo eu e meu primo Salvador fomos mais cedo para o estádio, apesar do sol forte, chegamos por volta das 14 hrs, perto das 15 os times entram em campo, no Fluminense de Feira jogava o lateral Edinho Jacaré que veio a ser campeão brasileiro pelo Bahia em 1988 e um ponta esquerda chamado Touro que jogou antes no Vitória, no Guarani além de Guerreiro eu conhecia o outro zagueiro Berto (que hoje é revelador de jogadores, ele revelou Dante Bomfim, brasileiro que foi revelado pelo Juventude e com passagens pelo Lille da França e hoje joga na Bélgica), o atacante Quizomba.

O jogo começou quente com o Guarani partindo para cima do Flu, pressão grande mais nada de gols, a medida que o jogo ia passando os nervos dos jogadores iam a flor da pele, foi ai que começou a se manifestar o “dia de cão do nosso amigo Guerreiro” em um contra ataque Touro passa por ele com um drible da vaca e abri o placar para o Fluminense, Guerreiro que é na epóca parecia com Valderrama pois tinha uma cabelereira igual ao do futuro craque da Colômbia, estava muito afoito nervoso, gesticulava e gritava muito, perto do fim do primeiro tempo o Guarani empata o jogo, na volta para o segundo tempo o time foi para cima mais deixava espaços para os ataques de Touro, muito rápido e veloz, num deles Guerreiro entra duro e leva cartão amarelo, a partir daí, nada mais deu certo ao nosso amigo, era driblado com facilidade, errava passes e lançamentos, até que finalmente perto dos trinta minutos o time marca o segundo gol, festa da torcida do Bahia que já enchia a velha Fonte para o jogo contra o Corinthians e torcia para o Guarani, ai o Fluminense via para cima a todo vapor num contra ataque penalti para o Guarani e delírio na Fonte, a uma discussão para ver que bate o penalti, Guerreiro pega a bola coloca debaixo do braço e pronto é ele quem bate, o juiz apitiou e ele meteu a bola no Dique do Tororó um verdadeiro torpedo a leguas do gol de Mundinho, mais o pior estava por vir, no lance seguinte ele segurou Touro na aréa penalti para o Fluminense que converte 2 a 2 classificava o Touro do Sertão e novamente pressão nos minutos finais, nada mais dava certo para o Guarani, novo contra ataque Guerreiro sai louco para evitar um contra ataque não vê o goleiro Doda fora do gol e marca contra é a virada do Flu, era o fim que nada na saida de bola o time perde a bola e ele entra duro no atacante Tatá e leva cartão vermelho, era o complemento de um dia desastroso na vida de Antonio Guerreiro o xerife da zaga o capitão em seu primeiro jogo na Fonte Nova diante de seus parentes e amigos um dia que nem ele mesmo consegue esquecer muitos anos depois.

Mesmo depois desse jogo e desse fiasco para um dia só, para qualquer zagueiro do mundo, ele foi contratado pelo Redenção que era um time melhor que o Guarani onde jogou até 1980, em 1981 foi para o Botafogo/BA onde pendurou as chuteiras. Até hoje muitas pessoas quando o veem, vem logo com aquele papo do jogo em que numa tarde infeliz ele conseguiu:

Perder um penalti
Tomar Cartão Amarelo
Fazer um Penalti
Marcar um Gol Contra
E ser expulso
Além do baile que levou do ponta Touro

Realmente um dia para esquecer, mais nem mesmo ele esqueçe.

Fonte: Texto: Galdino Silva

Histórias paulistas de assistir o Vídeo Tape do jogo sem saber o resultado.

Assunto: Res: Tape sem saber o resultado

No estado de São Paulo, no final dos anos 60, assistíamos aos tapes dos jogos de quarta-feira à noite logo após o apito final do juiz. Era tempo de chegar da escola e sentar na sala, sem saber o resultado.
Como nos anos 60 não tínhamos jogos televisionados ao vivo como temos hoje à larga, à fartar, reporto-me àqueles tempos. Tem gente que antigamente prefiria ver os Tapes sem saber os resultados.

Será que o sofrimento era menor? Partindo da premissa que um bom torcedor só gosta de seu time e não tem qualquer simpatia por nenhum outro, ou quanto muito uma leve simpatia por outro, haverá sempre em campo pelo menos um time que o torcedor não goste ou outro que simplesmente abomine.
Naqueles tempos, mesmo vendo tapes de outros times sem saber o resultado, a gente sempre tomava partido de um time.
Certo ou errado? Acho que na maioria das vezes era assim.
A rivalidade sem dúvida é maior dentro do estado onde está o time do seu coração.
Depois vem a rivalidade interestadual, Rio x São Paulo, Rio Grande do Sul x Minas Gerais e assim por adiante.
Antes de entrar mais uma vez neste assunto, imaginem um pênalti para o seu time do coração já entrando madrugada afora, como era costume. E o gol saia e você pulando de alegria à 1h da manhã que nem um bobo na sala.

Mandei minha história, coforme segue, de ver o tape sem saber o resultado no site sãopaulominha cidade, e recebi algumas histórias divertidas e reais.

Antes lembrando que Alexandre Santos era o apresentador e narrador. Quando saía o gol, ouvíamos a vinheta: O melhor futebol do mundo nº. 13 (TV Bandeirantes).

Às vezes a gente ficava vendo o tape na esperança de que o nosso time fosse ganhar o jogo. Uma noite, meu irmão chegou mais tarde e deu uma dica indesejada: “Se eu fosse você não assistia este tape”. Pronto, com certeza o time tinha perdido, e desliguei a TV.
Mas como tem sacanagem em tudo, tenho um amigo corinthiano que sofria nas mãos do irmão palmeirense, pois na época o Palmeiras sempre levava vantagem. Eles também assistiam aos tapes sem saber o resultado. Meu amigo corinthiano aprontou uma boa pra cima do irmão palmeirense. O palmeirense estava vendo o tape do Palmeiras sem saber o resultado, quando chegou o irmão corinthiano:
– Quer saber o resultado?
– Não, não me fale que quero ver o jogo todo.
– Tá bom. Mas que time largo o Palmeiras, como dá sorte, não?
Ah, o palmeirense ficou todo animado vendo o tape.
A coisa foi indo, o adversário faz 1 x 0. Que é 1 x 0 quando se sabe que o time vai ganhar, pensou o palmeirense. Pra encurtar, 40 minutos do segundo tempo, o cara já estava um pouco preocupado, mas confiante numa virada histórica de 2 x 1. 45 minutos do segundo tempo, ele finalmente percebeu que entrou numa roubada, e suas orelhas devem ter ficado do tamanho da de um asno.

Respostas à minha história

Em 1967, jogavam Palmeiras x Corinthians, numa quarta feira à noite. eu estava na TV Excelsior e o reporter Rubens, (não me lembro o sobrenome)estava chegando do Pacaembu depois de gravar o teipe. Perguntei quanto tinha sido o resultado, e ele sabendo que eu era palmeirense, me mandou ver o Tape. Quando cheguei em casa já estava no segundo tempo 1×1, e o Peirão de Castro narrando. Faltando poucos minutos o Cesar Maluco marcou o segundo gol.Foi um alivio. Mario Lopomo

Eu, palmeirense, também gostava de assistir aos tapes sem saber o resultado, só que para isso eu tinha que me trancar no quarto e ficar ouvindo música bem alto, pois o meu pai era um tremendo de um espírito de porco. Ele ouvia o jogo no radinho de pilha e ficava andando pela casa. Às vezes ele se aproximava da porta do meu quarto e só a música não bastava, eu tinha que tapar os ouvidos. Terminado o jogo, ele ia dormir. Aí então eu ia para a sala aguardar o tape. O problema é que às vezes ele retornava à sala e ficava falando o que não devia. Quando ele ficou viúvo e foi morar com a minha irmã, meu cunhado, corinthiano como ele, passou pelo mesmo problema. Meu pai chegava na sala, sabendo que o genro não queria saber o resultado e saia-se com essas: ” Fulano fez o gol e foi expulso” ou ” O Corínthians não tem jeito mesmo”. Ficava dando pistas sobre o andamento do jogo. Êta velho ranheta aquele seu Osvaldo! Tony Silva

Eu fazia o mesmo, só que trancava a porta do quarto e ninguem entrava. O reporter que o Mario se referia erao corintiano Rubens Pecce da Gazeta, que junto com meu amigo Candido Guilherme Andreatta [Candinho]”bicão de campo”, formávamos o trio das noites Paulistanas. Ailton Joubert

Uma vez fiz isto. Aos 30 do segundo tempo, o meu S.Paulo perdia por 1×0 e já havia chutado três bolas na trave do adversário(Porruguesa), e perdido um penalti. Aí, não resisti e liguei o rádio quando as estações já havia saído do ar…Esperei então naTV o tempo restante e ví o S.Paulo virar o jogo em 5 minutos. Era legal esta prática , mais as vezes, fazia-nos sofrer. Um abraço !. Sua mensagem foi interessante . Valeu ! Francisco Lemmi Filho

Sete bolas na trave. Só podia ser em Itu.

Itu é um munícipio brasileiro no interior do estado de São Paulo. Sua população estimada em 2007 era de 147.157 habitantes, formada principalmente por descendentes de imigrantes portugueses, italianos, japoneses, além de migrantes de outras regiões do Brasil, em especial do Nordeste, além da forte presença de migrantes do estado do Paraná. Cidade famosa por tudo lá ser de tamanho exagerado, fama inaugurada pelo comediante Francisco Flaviano de Almeida, o famoso Simplício. Conforme obtido na Wikipédia.

Pois bem no domingo passado, tivemos mais um fato superlativo para se somar nesta exagerada cidade.
Jogaram Santos x Ituano, com resultado final de 2 x 0 para o Ituano.
Destaque-se o exagero de bolas nas traves havidas, 6 pelo Santos e 1 pelo Ituano.
Kleber Pereira, centroavante do Santos, somente ele, mandou 4 na trave.

Fica registrado então que um time mandou 6 bolas na trave do Ituano e não fez nenhum gol.[img:ituano_sp.gif,thumb,vazio]