A única vez que a Fiel aplaudiu um gol contra o Corinthians

Em um domingo, 17 de maio de 1989, fui ao Pacaembu ver pelo campeonato paulista Corinthians x Juventus.

Jogo de uma única torcida, com 23071 pagantes, entre eles eu, minha esposa e meus dois filhos, um com 11 anos e outro 8 anos.

Existem fatos inexplicáveis, até agora não consigo entender como eu e toda a torcida do Corinthians aplaudiu um gol contra o nosso time. A resposta talvez seja o “Sobrenatural de Almeida”, nome dado por Nelson Rodrigues a uma espécie de fantasma que assola o futebol, mudando os rumos de partidas e campeonatos como o vento muda de direção.

E foi o “Sobrenatural” que guiou, aos quarenta minutos do primeiro tempo, em um cruzamento na meia lua da grande área, o então jovem Silva do Juventus a acertar uma bicicleta, de primeira, como somente, dizem, Leônida da Silva sabia fazer.

O comportamento da torcida do Corinthians ao tomar um gol contra segue duas tendências: ou fica quieta e amargurada ou começa a gritar o nome do time para a virada do placar.

Desta vez, em uniformidade incrível, todos na Pacaembu bateram palmas para o rapaz.

Procurei na minha coleção de ingressos e vi que paguei para ver o jogo NCZ 2,00, ou seja, 2 cruzados novos.

Assim falou Ronaldo, goleiro do Corinthians sobre este gol:
-“Como pessoa achei o gol lindo. Como goleiro, detestei”.

Amistosos Nacionais e Internacionais de 1949

AMISTOSOS NACIONAIS

02.01.1949
FERROVIÁRIO(CE) 2-0 FLUMINENSE(DF), EM FORTALEZA – CE
08.01.1949
VALERIODOCE(ES) 3-5 BONSUCESSO(DF), EM VITÓRIA – ES
09.01.1949
BATATAIS(SP) 1-3 AMÉRICA(DF), EM BATATAIS – SP
RIO BRANCO(ES) 2-1 BONSUCESSO(DF), EM VITÓRIA – ES
16.01.1949
FERROVIÁRIO(CE) 0-3 BANGU(DF), EM FORTALEZA – CE
FERROVIÁRIO(PR) 2-2 AMÉRICA(MG), EM CURITIBA – PR
COMBINADO LOCAL(SP) 1-5 SÃO PAULO(SÃO PAULO-SP), EM LORENA-SP
INTERNACIONAL(SP) 2-2 AMÉRICA(DF), EM BEBEDOURO – SP
19.01.1949
VELO CLUBE(SP) 5-2 AMÉRICA(RJ), EM RIO CLARO – SP
23.01.1949
CEARÁ(CE) 3-5 BANGU(DF), EM FORTALEZA – CE
PONTE PRETA(SP) 5-3 SÃO CRISTÓVÃO(DF), EM CAMPINAS – SP
NOROESTE(SP) 1-0 COMERCIAL(SÃO PAULO-SP), EM BAURU – SP
CAXIAS(ES) 3-4 MADUREIRA(DF), EM VITÓRIA – ES
PAULISTA (ARARAQUARA-SP) 1-0 AMÉRICA(DF), EM ARARAQUARA – SP
29.01.1949
RIO BRANCO(ES) 5-3 MADUREIRA(DF), EM VITÓRIA – ES
SELEÇÃO LOCAL(RJ) 3-3 MANUFATORA(RIO DE JANEIRO-GB), EM PETRÓPOLIS – RJ
BATATAIS(SP) 2-2 SÃO CRISTÓVÃO(DF), EM BATATAIS – SP
06.02.1949
PORTOFELICENSE(SP) 1-1 SÃO CRISTÓVÃO(DF), EM PORTO FELIZ – SP
09.02.1949
COMBINADO LOCAL(SP) 2-3 SÃO CRISTÓVÃO(DF), EM RIO CLARO – SP
20.02.1949
SANTA CRUZ(PE) 4-1 ÍBIS(PE), EM RECIFE – PE
13.03.1949
BOTAFOGO(SP) 3-2 INTERNACIONAL(BEBEDOURO-SP), EM RIBEIRÃO PRETO – SP
XV DE NOVEMBRO(SP) 2-5 BATATAIS(SP), EM JAÚ – SP
MOGIANA(SP) 2-1 GUARANI(SP), EM CAMPINAS – SP
20.03.1949
NOROESTE(SP) 2-1 BATATAIS(SP), EM BAURU – SP
AUTO ESPORTE(PB) 2-2 AMÉRICA(PE), EM JOÃO PESSOA – PB
27.03.1949
SPORT(PE) 0-2 OLARIA(DF), EM RECIFE – PE
01.05.1949
OPERÁRIO(PR) 0-8 COMERCIAL(SÃO PAULO-SP), EM CAMBARÁ – PR
COMPANHIA DE PAPELÃO(SP) 0-3 NACIONAL(SP), EM VALINHOS – SP
BOTAFOGO(SP) 4-1 FRANCANA9SP), EM RIBEIRÃO PRETO – SP
03.05.1949
RIO CLARO(SP) 0-2 BONSUCESSO(DF), EM RIO CLARO – SP
05.05.1949
GUARANI(SP) 1-1 BONSUCESSO(DF), EM CAMPINAS – SP
08.05.1949
RIO BRANCO(SP) 2-2 YPIRANGA(SP), EM AMERICANA – SP
14.05.1949
PORTUGUESA(SP) 2-2 JUVENTUS(SP), EM SÃO PAULO – SP
15.05.1949
FIGUEIRENSE(SC) 2-3 CORITIBA(PR), EM FLORIANÓPOLIS – SC
PELOTAS(RS) 5-2 SÃO JOSÉ(RS), EM PELOTAS – RS
PAULISTA(SP) 1-2 COMERCIAL(SÃO PAULO-SP), EM JUNDIAÍ – SP
BOTAFOGO(SP) 0-3 VASCO DA GAMA(DF), EM RIBEIRÃO PRETO – SP
SÃO BENTO(SP) 3-2 BONSUCESSO(DF), EM MARÍLIA – SP
SANJOANENSE(SP) 2-4 BATATAIS(SP), EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA – SP
GUARANI(SP) 5-2 NOROESTE(SP), EM BAURU – SP
INTERNACIONAL(SP) 1-1 FRANCANA(SP), EM LIMEIRA – SP
VELO CLUBE(SP) 0-0 SÃO CAETANO(SP), EM RIO CLARO – SP
19.05.1949
VITÓRIA(BA) 2-2 OLARIA(DF), EM SALVADOR – BA
22.05.1949
BAHIA(BA) 0-3 OLARIA(DF), EM SALVADOR – BA
FLORIANO(RS) 6-3 CRUZEIRO(RS), EM NOVO HAMBURGO – RS
INTERNACIONAL(RS) 3-3 SÃO JOSÉ(RS), EM PORTO ALEGRE – RS
26.05.1949
SELEÇÃO BAHIANA 1-2 OLARIA(DF), EM SALVADOR – BA
28.05.1949
AMÉRICA(DF) 1-1 SÃO CRISTÓVÃO(DF), NO RIO DE JANEIRO – DF
05.06.1949
AMÉRICA(DF) 1-1 OLARIA(DF), NO RIO DE JANEIRO – DF
16.06.1949
AMÉRICA(PE) 0-3 VASCO DA GAMA(DF), EM RECIFE – PE
18.06.1949
SÃO CRISTÓVÃO(DF) 0-2 CANTO DO RIO(RJ), NO RIO DE JANEIRO – DF
19.06.1949
SANTA CRUZ(PE) 1-2 VASCO DA GAMA(DF), EM RECIFE – PE
17.07.1949
ÁGUA VERDE(PR) 1-4 YPIRANGA(SP), EM CURITIBA – PR
31.07.1949
UBERLÂNDIA(MG) 1-8 BATATAIS(SP), EM UBERLÂNDIA – MG
14.08.1949
MOGIANA(SP) 0-3 PORTUGUESA(SÃO PAULO-SP), EM CAMPINAS – SP
RIO PARDO(SP) 2-2 COMERCIAL(SÃO PAULO-SP), EM SÃO JOSÉ DO RIO PARDO – SP
21.08.1949
SÃO JOÃO9SP) 2-0 GUARANI(SP), EM JUNDIAÍ – SP
IGARAPAVA(SP) 0-1 PORTUGUESA(SÃO PAULO-SP), EM IGARAPAVA – SP
07.09.1949
PRUDENTINA(SP) 1-2 ATLÉTICO(MG), EM PRESIDENTE PRUDENTE – SP
OPERÁRIO(PR) 1-5 COMERCIAL(SÃO PAULO-SP), EM LONDRINA – PR
15.09.1949
OPERÁRIO(PR) 3-6 YPIRANGA(SÃO PAULO-SP), EM PONTA GROSSA – SP
16.10.1949
MARANHÃO(MA) 0-0 REMO(PA), EM SÃO LUÍS – MA
23.10.1949
MOTO CLUBE(MA) 1-1 REMO(PA), EM SÃO LUÍS – MA
30.10.1949
TUPI(MG) 1-2 AMÉRICA(DF), EM JUIZ DE FORA – MG
13.11.1949
OPERÁRIO(MG) 2-5 YPIRANGA(SP), EM ARAGUARI – MG
26.11.1949
VOLANTE(MG) 2-3 BANGU(DF), EM JUIZ DE FORA – MG

AMISTOSOS INTERNACIONAIS

10.02.1949
MADUREIRA(DF) 1-1 ATLÉTICO JUNIOR(COLÔMBIA), EM BARRANQUILLA – COLÔMBIA
13.02.1949
MADUREIRA(DF) 3-2 ATLÉTICO JUNIOR(COLÔMBIA), EM BARRANQUILLA – COLÔMBIA
20.02.1949
MADUREIRA(DF) 1-1 UNIVERSIDAD(COLÔMBIA), EM BOGOTÁ – COLÔMBIA
27.02.1949
MADUREIRA(DF) 4-2 SANTA FÉ(COLÔMBIA), EM BOGOTÁ – COLÔMBIA
06.03.1949
MADUREIRA(DF) 6-2 MILLONÁRIOS(COLÔMBIA), EM BOGOTÁ – COLÔMBIA
13.03.1949
MADUREIRA(DF) 1-1 SANTA FÉ(COLÔMBIA), EM BOGOTÁ – COLÔMBIA
20.03.1949
MADUREIRA(DF) 4-2 MILLONÁRIOS(COLÔMBIA), EM BOGOTÁ – COLÔMBIA
27.03.1949
MADUREIRA(DF) 1-1 COMBINADO LOCAL(COLÔMBIA), EM BOGOTÁ – COLÔMBIA
08.05.1949
LAVRAS F.C.(MG) 1-1 SELEÇÃO DA COLÔMBIA, EM LAVRAS – MG
09.05.1949
SELEÇÃO DA CAPITAL(MG) 3-2 SELEÇÃO DO CHILE, EM BELO HORIZONTE – MG
15.05.1949
GRÊMIO(RS) 3-1 NACIONAL(URUGUAI), EM PORTO ALEGRE – RS
10.07.1949
ATLÉTICO(PR) 2-7 RAPID VIENA(ÁUSTRIA), EM CURITIBA – PR

Fonte: Jornal A Tribuna de Santos – SP

Jogo Histórico – São Paulo (SP) x Combinado Paulista

Em benefício dos cofres da Associação dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, jogaram no Pacaembu o São Paulo Futebol Clube, campeão paulista de 1948 e um combinado formado por jogadores do Palmeiras, Santos, Ypiranga, Portuguesa e Portuguesa Santista. Abaixo a ficha técnica desta partida:

COMBINADO PAULISTA 2 x 0 SÃO PAULO

Data: 14 de junho de 1949
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo – SP
Renda: Cr$ 52.532,00
Preliminar: Intercab 2 x 0 Rádio Panamericana
Juiz: Mr. Sunderland
Gols: Canhotinho aos 50 min e 84 min
Combinado Paulista: Aldo (Osvaldo); Turcão e Nino; Nenê, Brandãozinho e Fiume; Liminha, Antoninho, Nininho, Canhotinho e Simão.
São Paulo: Poy; Savério e Mauro; Bauer, Rui e Noronha; China, Ponce de Leon, Friaça, Remo e Teixeirinha.

Fonte: Jornal A Tribuna de Santos/SP

O maior Campeão do Mundo

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TAFEA FOOTBALL CLUB

Fundação: 1980
Local: Port Villa/Vanuatu
Estádio: Korman Stadium (5000 pessoas)
Uniforme: camisas vermelhas com detalhes brancos, shorts e meiões vermelhos
Títulos: 15 Campeonatos Vanuatuense de 1994 a 2008.
Melhor participação em competições internacionais: vice-campeão do Campeonato de Clubes da Oceania (2000/01)
Principais jogadores: Seimata Chillia, David Chillia, Lexa Bibi, Jean Maleb e Alphonse Qorig.

Eis que o time da Oceania quebrou o recorde do clube Skonto Riga, da Letônia este ano ao vencer a Vanuatu Premia Divisen (primeira divisão) pela 15ª vez seguida. A equipe de Port Vila venceu o Westtan Broncos por 3 a 0 na última rodada, chegou aos 22 pontos e não pode mais ser alcançada pelo rival Amical FC, que está na vice-liderança com 16. O êxito do Tafea vem com grande justiça, tendo em vista a soberba participação no torneio com 7 vitórias, 1 empate e nenhuma derrota nos 8 jogos realizados – além do magnífico saldo de 23 gols.

Com esse feito os Tefal Tave i Tepsije detêm a honra de serem os maiores campeões nacionais de forma consecutiva da história do futebol.

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Tafea F.C.: maior campeão do planeta

O Tafea Football Club foi fundado em 1980 na cidade de Port Villa, capital de Vanuatu, na Oceania. Apesar de estar situado em um país cujo futebol é praticamente amador, pode se dar ao luxo de estar nos anais do esporte. Desde 1994 é campeão vanuatuense de forma ininterrupta e se tornou o maior vencedor de um campeonato nacional da história do futebol mundial caso quando conquistou a temporada 2008 da primeira divisão do país – foi a 15ª glória seguida. Outro ponto alto do Tafea foi ter chegado às finais do Campeonato da Oceania de Clubes na temporada 2000/01, quando foi derrotado pelo australiano Wollongong Wolves pelo placar de 1 a 0. A equipe forma a base da seleção de Vanuatu nas disputas internacionais. Uma curiosidade que também entrou para a história sobre o time da Oceania é que o atual goleiro, David Chillia, é pai e companheiro de equipe do artilheiro Seimata Chillia – os islandeses Arnór e Eiður Guðjohnsen (pai e filho respectivamente) vestiram a camisa da seleção da Islândia juntos, mas nunca atuaram na mesma partida.

Fonte: Federação Vanuatuense de Futebol
Escudo Soccer Logos
http://futebolhistoria.blogspot.com

Uberaba contra clubes mineiros em 1939

Em 1939, o Uberaba conseguiu fazer belas partidas contra algumas das mais importantes equipes mineiras. Daquelas que participavam do questionado Campeonato Mineiro, o Uberaba só não conseguiu vencer o Atlético, com quem empatou em uma memorável partida em Belo Horizonte. Os bons resultados desses amistosos deixam claro que o clube seria um sério candidato ao título mineiro se o torneio realmente tivesse, naquela época, uma dimensão estadual.

Resultados contra adversários mineiros:

06/01/1939 Uberaba 2×3 Sete de Setembro, em Uberaba
08/01/1939 Uberaba 4×2 Sete de Setembro, em Uberaba
15/01/1939 Uberaba 2×0 Uberlândia, em Uberaba
29/01/1939 Uberlândia 1×4 Uberaba, em Uberlândia
18/05/1939 Uberaba 3×2 Palestra (Cruzeiro), em Uberaba
22/05/1939 Uberaba 1×0 Palestra (Cruzeiro), em Uberaba
08/07/1939 Uberaba 1×4 Siderúrgica, em Uberaba
09/07/1939 Uberaba 2×1 Siderúrgica, em Uberaba
13/08/1939 Uberaba 2×0 Villa Nova, em Uberaba
15/08/1939 Uberaba 2×1 Villa Nova, em Uberaba
03/09/1939 Uberaba 3×1 América, em Uberaba
15/10/1939 Atlético 1×1 Uberaba, em Belo Horizonte
17/10/1939 Siderúrgica 2×2 Uberaba, em Sabará
29/10/1939 Uberaba 0x1 Palestra (Cruzeiro), em Uberaba
01/11/1939 Uberaba 2×2 Palestra (Cruzeiro), em Uberaba

Retrospecto contra clubes mineiros:
15 jogos, 09 vitórias, 03 empates, 03 derrotas, 29 gols marcados, 21 gols sofridos.

O Primeiro Goleiro Artilheiro

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Goleiro brasileiro (de preto) foi o primeiro a marcar um gol na história do esporte

Ainda falando sobre goleiros, vimos que na última semana eles foram destaque (notadamente no Campeonato Carioca) marcando gols importantes nas partidas em que disputavam. De uns tempos para cá a função de um arqueiro deixou de ser apenas evitar os gols adversários, passou a ser fazê-los também. Em sua imensa maioria são marcados de falta ou de pênalti, mas alguns deles se aventuram na área oposta para tentar um cabeceio ou um rebote naquelas horas de desespero, quando suas equipes precisam do gol. Sem falar de outros tantos que contam com uma ajudinha da sorte (leia-se vento forte a favor, campo irregular ou falha do goleiro do outro time) num chutão para frente num tiro de meta ou numa falta.

Os gols de goleiro começaram a ficar mais constantes depois que o excêntrico colombiano René Higuita se insinuou a marcá-los. Depois foi a vez do paraguaio José Luís Chilavert, que cobrava faltas com perfeição. Também tivemos o alemão Hans-Jörg Butt, do Hamburgo, que era o cobrador oficial de pênaltis de sua equipe. No Brasil a moda pegou com o sãopaulino Rogério Ceni, o maior goleador do mundo de sua posição na atualidade com 85 gols, e está sendo seguida pelos arqueiros Bruno e Tiago, de Flamengo e Vasco respectivamente.

Observando tudo isso me impus um desafio: encontrar o primeiro goleiro a marcar um gol na história do futebol que se tem notícia. Eu já tinha conhecimento de como e em que época havia sido marcado (sem precisar, contudo, a data), porém faltava o principal: quem fez! Não foi fácil e foi preciso muita busca nos arquivos das federações de futebol pelo mundo a fora pela internet. Mas como bom brasileiro que nunca desiste, encontrei a informação! E, para surpresa total deste que lhes escreve, a façanha foi realizada por um brasileiro! Vejamos a seguir.

O ano foi o longínquo 1938, mais precisamente no dia 08 de maio, durante a decisão da Copa da França entre Olympique de Marseille e FC Metz. A partida terminou 2 a 1 para o primeiro e seria mais uma final como outra qualquer se não fosse um dos gols que entrou para a história do futebol. O confronto estava 1 a 0 para o Metz quando o zagueiro Laurent fez pênalti em um atacante adversário aos 22 minutos do primeiro tempo. Para surpresa dos cerca de 33 mil espectadores presentes ao Parc des Princes, em Paris, eis que o goleiro do OM sai de sua meta em direção à área adversária, coloca a bola debaixo dos braços e se prepara para cobrá-lo. Suspense e euforia nas arquibancadas do estádio. O arqueiro bate o penalidade e desloca seu companheiro de posição decretando o empate. Esse mesmo jogador não foi só o herói da decisão simplesmente pelo gol feito, mas também por ter defendido um pênalti aos 28 minutos da segunda etapa chutado pelo atacante Donzelle que garantiu a vitória do Olympique e, consequentemente, o título do torneio.

Nos dias seguintes os jornais franceses estampavam em suas principais manchetes algo do tipo “Foi um lance sensacional! Um arqueiro fazer um gol contra o adversário!” ou “Em nossa cidade jamais houve um caso, em partida oficial, de um arqueiro cobrar um penalti”. Até o então presidente francês, Albert Lebrun, cumprimentou o atleta pessoalmente por tamanho feito.

O goleiro em questão era o brasileiro Jaguaré, que iniciou sua carreira no Atlético Santista em 1926 e também atuou pelo carioca Vasco da Gama. Ele, ao lado de Amphilóquio Guarisi (ou simplesmente Filó), foi o brasileiro pioneiro nas transferências internacionais quando foi vendido ao Barcelona da Espanha em 1932. Apesar da imensa habilidade com a bola nas mãos também era um exímio transgressor de regras.

Fonte: http://futebolhistoria.blogspot.com/

O “OLÉ” nasceu no México inspirado por Garrincha

Em uma das excursões ao México , o Botafogo teve pela frente o poderoso time do River Plate da Argentina, que era realmente uma máquina. Tinha um futebol bonito e e um entendimento que só um time que joga junto há três anos pode ter. O Botafogo neste jogo entrou ” trancado ” por prudência. Foi um jogo de rara beleza. E não foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruna, Vairo, Menendez, Zarate, Carrizo. Do outro estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha, etc.
Estava muito difícil fazer gol. Mas houve um espetáculo à parte. Mané Garrincha dirigiu os cem mil espectadores, fazendo reagirem `a medida de suas jogadas.
Foi ali, naquele dia, que surgiu a giria ” Olé ” tão comumente utilizada posteriormente em nossos campos. Não porque o Botafogo tivesse dado um ” Olé ” no River. Não. Foi um ” Olé ” pessoal . De Garrincha em Vairo.
Só a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma tão sincronizada e perfeita, dar um ” Olé ” daquele tamanho.
Quando Mané dava seu famoso drible e deixava Vairo no chão, um coro de cem mil pessoas clamava: ” Ô ô ô ô ô – lê !
O som do ” Olé ” mexicano é diferente do nosso. O deles é típico das touradas. Começa com um ô prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo em termina com a sílaba ” lé “: “Oléé! – sem separar, com nitidez, as sílabas em tom aberto.
Verdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos mariaches atacou aquele trecho da Carmen que é tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o estádio.
O jogo terminou empatado. Mas Vairo não foi até o fim. Saiu de campo rindo e exclamando: No hay nada que hacer. Imposible, e desejou boa sorte ao suplente.
As agências telegráficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram destaque ao ” Olé ” . Foi assim que surgiu este tipo de gozação popular, tão discutida, mas que representa um sentimento da multidão.
O jogo terminou empatado, mas só dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e crônicas foi sobre Garrincha.
Obs: Este assunto foi abordado anteriormente por Edu Cacella em set/2007. Descobri ao tentar levantar a data do jogo ( 1958 ) . E como o relato do acontecimento teve várias interpretações , sendo que o anterior teve como fonte o jornal A Tribuna e este o livro de João Saldanha, fica assim o assunto acrescido das expressões do povo mexicano ao gritar o ” OLÉ “.
Trecho do livro Subterrâneo do Futebol de João Saldanha.

Os primeiros grandes jogos de PELÉ X PALMEIRAS.

Recebi por e-mail do meu amigo internauta Mario Lopomo este artigo que ele viveu no começo da era Pelé. Mario Lopomo é um historiador de futebol .

A primeira vez que Pelé jogou contra o Palmeiras foi em 18 de maio de 1957.
O Santos que já era um bom time, entrava em campo com duas novidades : Dorval e Pelé.

O Santos já estava remodelando aquele time que tinha sido bi campeão Paulista 1955-56, que tinha Manga, Helvio, Ramiro, seu irmão Álvaro, Del Vechio e Tite .

Naquele sábado 18 de maio de 1957, Santos venceu por 3 x 0 e deu um vareio de bola no time alvi- verde que estava numa de suas piores épocas, depois de se desfazer, em 1955, daquele time que disputava o campeonato paulista , do qual fazia parte junto a São Paulo e Corinthians, tendo agora o Santos formando um quarteto de disputas.

Foi o primeiro jogo que Pelé fez contra o Palmeiras e sua torcida foi surpreendida, por aquele negrinho magrinho de 16 anos acompanhado pelo veloz ponta direita Dorval e, mais Pagão, que estava a, menos de um ano no Santos, vindo da Portuguesa Santista, tendo Pepe como mais experiente e já bi campeão paulista.

O Palmeiras ainda tinha Waldemar Fiume, já veterano numa de suas ultimas partidas pelo Palmeiras as, vésperas de sua despedida quando lhe foi dado uma estatua nos jardins do Parque Antártica.

Em 08 de setembro, pelo torneio classificatório ao campeonato Paulista de 1957, o Palmeiras venceu por 2 x 1.

Mas no primeiro turno do campeonato daquele ano o Santos voltou a vencer no Pacaembu por 4 x 3.

A súmula do jogo foi esta:

26/10/1957 – PALMEIRAS-SP 3 x 4 SANTOS-SP – CAMPEONATO PAULISTA
Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – Pacaembu – São Paulo / SP – Brasil
Árbitro: Johann Pribyl (AUS)
Palmeiras: Edgar, Ismael, Mílton, Maurinho, Múcio, Dema, Renato, Nilo, Mazzola, Caraballo, Tati – Técnico: Aymoré Moreira
Santos:: Veludo, Getúlio, Dalmo, Fiote, Ramiro, Zito, Tite, Álvaro, Pagão, Pelé, Pepe – Técnico: Lula
Gols: Pagão (Santos), 1 min, Mazzola (Palmeiras), 4 min, Pagão (Santos), 44 min primeiro tempo, Nilo (Palmeiras), 9 min, Edgar (Palmeiras) (contra), 24 min, Pelé (Santos), 34 min, Nilo (Palmeiras), 44 min segundo tempo.

E em dezembro jogando pelo segundo turno no “alçapão” da Vila, o Santos goleou por 4 x 1 aquele frágil Palmeiras que lutou arduamente para não ser rebaixado a segunda divisão. Só não foi, porque o XV de Piracicaba se incumbiu de ir. Quando 1958 chegou, a coisa mudou da água para o vinho no Parque Antartica.

O Presidente na época Mario Benni estava sendo substituído pelo eleito Delfino Fachina.
(nome de rua no bairro Cidade Ademar em São Paulo)

Para começar, contratou o técnico Osvaldo Brandão.

Vários jogadores foram contratados. Waldir, Enio Andrade, e Chinezinho, vieram do Rio Grande do Sul, Ambos tinham sido campeões Sul Americano em 1956 pela seleção Gaúcha representando o Brasil. Da Itália o Palmeiras importou Américo Murollo, que jogava no Linense, antes de para lá ir.

Julio Botelho (Julinho) que estava na Fiorentina também foi contratado. Nardo era do Corinthians e veio para o Palmeiras. De Pernambuco vieram Zequinha e Aldemar (o que melhor marcou Pelé, sem dar ponta-pé). Djalma Santos, foi contratado da Portuguesa, Romeiro veio do América Carioca, e Géo, ponta esquerda reserva veio de Pernambuco ambos no inicio de 1959. Valdemar Carabina foi o único remanescente de 1954, e Geraldo Scotto não me lembro de onde veio.

Daí para frente Palmeiras e Santos culminou com o maior clássico do futebol paulista, com um vencendo e o outro dando o troco. Já em 1958, quando o Palmeiras já estava mais forte, o primeiro jogo deste ano teve um resultado astronômico 7 x 6 para o Santos no Pacaembu.

Eis a súmula do jogo

06/03/1958 – SANTOS-SP 7 x 6 PALMEIRAS-SP – TORNEIO RIO-SÃO PAULO
Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – Pacaembú – São Paulo / SP – Brasil
Árbitro: João Etzel Filho (SP)
Santos: Manga, Hélvio (Urubatão), Dalmo, Fiotti, Ramiro, Zito, Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão (Afonsinho), Pelé, Pepe – Técnico: Lula
Palmeiras: Edgar (Vítor), Valdemar Carabina, Édson, Formiga (Maurinho), Waldemar Fiúme, Dema, Paulinho, Nardo (Caraballo), Mazzola, Ivan, Urias – Técnico: Oswaldo Brandão
Gols: Urias (Palmeiras), 18 min, Pagão (Santos), 21 min, 25 min, Mazzola (Palmeiras), 26 min, Pelé (Santos), 32 min, 38 min, Pepe (Santos), 40 min primeiro tempo, Urias (Palmeiras), 18 min, 19 min, Paulinho (Palmeiras) (pênalti), 27 min, Nardo (Palmeiras), 34 min, Pepe (Santos), 38 min, Dorval (Santos), 41 min segundo tempo.

Depois pelo campeonato paulista no primeiro turno em 27 de agosto no Parque Antártica o Santos venceu por 1 x 0, naquele pênalti cavado por Pelé em cima do Valdemar carabina, e a 23 de dezembro pelo segundo turno na Vila Belmiro o Santos venceu por 2 x 1. Relato do pênalti: Pelé colocou a cabeça entre o braço semi aberto do Carabina e gritou ao juiz. Resultado: Pênalti!

Em 1959 a coisa começou a ferver entre esses dois times. Depois de um amistoso quando ouve um empate em 3 x 3, em 14 de Março e uma vitória do Palmeiras por 2 x 1 pelo torneio Rio São Paulo no dia 6 de maio, veio o primeiro jogo pelo campeonato paulista no dia 3 de outubro, sábado, por causa da eleição do domingo..

Súmula do Jogo
03/10/1959 – SANTOS-SP 7 x 3 PALMEIRAS-SP – CAMPEONATO PAULISTA
Estádio Urbano Caldeira – Vila Belmiro – Santos / SP – Brasil
Árbitro: Pedro Calil (SP)
Santos: Manga, Getúlio, Pavão, Morão, Formiga, Zito, Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão, Pelé, Pepe – Técnico: Lula
Palmeiras: Aníbal, Djalma Santos, Dicão, Geraldo Scotto, Ivan, Valdemar Carabina, Julinho, Romeiro, Paulinho, Ênio Andrade, Chinesinho – Técnico: Oswaldo Brandão
Gols: Paulinho (Palmeiras), 14 min, Pepe (Santos), 15 min, Dorval (Santos), 17 min, Dicão (Palmeiras) (contra), 30 min, Pelé (Santos), 44 min primeiro tempo, Romeiro (Palmeiras), 3 min, Pepe (Santos) (pênalti), 7 min, Pelé (Santos), 9 min, 21 min, Chinesinho (Palmeiras), 30 min segundo tempo.

Aquele 7 a 3, ficou em nossa garganta mais de um mês. Mas tudo bem vai ter a volta diziam os palmeirenses e, a volta foi no dia 29 de Novembro.

Cheguei ao Parque Antártica as duas horas da tarde, de paletó e gravata, num sol de queimar a moleira, com o estádio já lotado.

Ao passar pela geral fui xingado de todos os nomes pela torcida do Santos que tinha chegado bem cedo, e desfraldavam enormes bandeiras. Nem sabia por que estava sendo xingado( ?? ).
Minha mãe em casa devia estar com os ouvidos zunindo. Fui lá no fundão da geral, bem à frente onde o Palmeiras atacava no primeiro tempo, e vi o verdão marcar quatro gols da goleada de 5 x 1.

No intervalo quando a maioria foi tomar cerveja arrumei um lugar no meio da geral.

Quando Américo Murollo, marcou o quinto gol, fui à forra. E gritava.

A italianada foi na minha e deixei a coisa por conta deles. Quebrou o maior pau que vi em toda minha vida. Só fiquei com dó de um senhor de cabelos brancos que sangrava muito na cabeça. Fora isso foi uma festa.

Eis a súmula

29/11/1959 – PALMEIRAS-SP 5 x 1 SANTOS-SP – CAMPEONATO PAULISTA
Estádio Palestra Itália – Parque Antártica – São Paulo / SP – Brasil
Árbitro: Anacleto Pietrobon (SP)
Palmeiras: Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Zequinha, Aldemar, Geraldo Scotto, Julinho, Romeiro, Américo, Chinesinho, Géo – Técnico: Oswaldo Brandão
Santos: Manga, Getúlio, Dalmo, Mourão, Urubatão, Formiga, Dorval, Jair Rosa Pinto, Coutinho, Pelé, Pepe – Técnico: Lula
Expulsões: Géo (Palmeiras), Dalmo (Santos)
Gols: Américo (Palmeiras), 13 min, Julinho (Palmeiras), 22 min, Pelé (Santos), 33 min, Romeiro (Palmeiras), 36 min, Julinho (Palmeiras), 44 min primeiro tempo, Américo (Palmeiras), 23 min segundo tempo.

O campeonato de 1959, terminou empatado, pois o Santos não conseguiu vencer o Botafogo de Ribeirão Preto, nas ultimas rodadas.

Ai a decisão ficou para o inicio de 1960.

Dia 5 de Janeiro (terça feira) 1 x 1.

05/01/1960 – PALMEIRAS-SP 1 x 1 SANTOS-SP – CAMPEONATO PAULISTA / 1959
Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – Pacaembú – São Paulo / SP – Brasil
Renda: Cr$ 3.061.350,35 (velhos)
Árbitro: Stefan Walter Glanz (AUS)
Palmeiras: Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar, Geraldo Scotto, Zequinha, Chinesinho, Julinho, Américo, Romeiro, Géo – Técnico: Oswaldo Brandão
Santos: Laércio, Feijó, Getúlio, Dalmo, Formiga, Zito, Dorval, Urubatão, Coutinho, Pelé, Pepe – Técnico: Lula
Gols: Pelé (Santos), 22 min, Zequinha (Palmeiras), 34 min primeiro tempo

Dia 7 de janeiro (quinta feira) 2 x 2.

Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – Pacaembú – São Paulo / SP – Brasil
Renda: Cr$ 2.104.000,02 (velhos)
Árbitro: Catão Montez Júnior
Palmeiras: Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar, Geraldo Scotto, Zequinha, Chinesinho, Julinho, Américo, Romeiro, Nardo – Técnico: Oswaldo Brandão
Santos: Laércio, Feijó, Getúlio, Dalmo, Formiga, Zito, Dorval, Urubatão, Coutinho, Pelé, Pepe – Técnico: Lula
Expulsões: Urubatão (Santos), Romeiro (Palmeiras)
Gols: Pepe (Santos) (pênalti), 25 min primeiro tempo, Getúlio (Santos) (contra), 3 min, Chinesinho (Palmeiras), 5 min, Pepe (Santos) (pênalti), 35 min segundo tempo.

E no domingo dia 10 de janeiro, a decisão, 2 x 1 para o Palmeiras.

10/01/1960 – PALMEIRAS-SP 2 x 1 SANTOS-SP – CAMPEONATO PAULISTA / 1959 / TRÓFEU CARVALHO PINTO
Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – Pacaembú – São Paulo / SP – Brasil
Renda: Cr$ 3.076.375,00
Árbitro: Anacleto Pietrobon (SP)
Palmeiras: Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar, Geraldo Scotto, Zequinha, Chinesinho, Julinho, Américo, Romeiro, Nardo – Técnico: Oswaldo Brandão
Santos: Laércio, Urubatão, Getúlio, Dalmo, Formiga, Zito, Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão, Pelé, Pepe – Técnico: Lula
Gols: Pelé (Santos), 14 min, Julinho (Palmeiras), 43 min primeiro tempo, Romeiro (Palmeiras), 3 min segundo tempo
Obs.: o Palmeiras sagrou-se Supercampeão Paulista.