Mascote da Cabofriense/RJ igual ao escudo do Tubarão/TO

Que coincidência!! O mascote da Cabofriense (que na verdade é um Marlim ou Peixe-espada) é o mesmo que está no escudo do Tubarão de Tocantins. O engraçado é que o desenho não é de um tubarão (não há barbatanas).

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Em tempo: A Ferj decidiu nesta segunda por 2 jogos extras entre a Cabofriense e o Volta Redonda para saber quem desce para a segundona junto com o Mesquita.

Duelos de ” Gente Grande “

Jair Marinho x Paraná
Caçapava x Serginho Chulapa

Nos meus 58 anos de idade, no que se refere ao futebol, foram 45 anos em São Paulo e 5 anos no Rio de Janeiro. E nestes anos todos acompanhei alguns duelos entre atacante x defensor que saiam ” lascas ” .

JAIR MARINHO X PARANÁ
Jair Marinho:
Ao ver um Gordini Willys, automovel do início dos anos 60, lembrei-me de Jair Marinho lateral direito do Fluminense que foi comprado pelo Corinthians na época.
Ele ficou tão contente que montou no seu Gordini e fez a viagem pela Dutra em 5 horas até São Paulo no seu possante. Foi o que falou à reportagem ( Gozado como tem coisas que a gente nunca esquece ).
Jair Marinho, foi lateral-direito do Fluminense, Corinthians, Portuguesa de Desportos e campeão do mundo pela Seleção Brasileira no Chile, em 1962, como reserva de Djalma Santos.
Daí surgiu a idéia de narrar um pouco destes confrontos.
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Paraná:
Paraná, que protagonizou duelos com Jair Marinho, após aparecer para o futebol no São Bento, em 1964 foi negociado com o São Paulo FC, onde jogou até 1972. Em 1966, disputou a Copa da Inglaterra pela Seleção Brasileira.
No Tricolor, Paraná foi vice-campeão paulista em 1967, bi-campeão paulista em 70 e 71 e colecionou elogios de toda a imprensa paulista.
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Djalma Santos e Paraná, no Pacaembu, em 1965. O mascote loirinho e “zaroinho” é hoje jornalista esportivo. Trata-se de Mauro Beting
Foto histórica do Paraná
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O São Bento em 1961 no estádio Humberto Reale, que já não existe mais. Em pé estão Gibe, Paulinho, Atílio, Julião, Salvador, Ceci e o massagista Navarro; agachados vemos Paraná, Raimundinho, Picolé, Mickey e Bazaninho

O DUELO
Pois bem, Paraná e Jair Marinho eram fortes e raçudos e não levavam desaforo para casa. Vou dizer uma coisa, se você estivesse vendo o jogo do alambrado ficaria assustado com as divididas que eles davam. Os cronistas da época falavam que era suicídio entrar numa dividida daquelas.
Mas nunca machucaram um ao outro, somente foram expulsos algumas vezes.
Sobre a seleção de 1966 que Paraná participou, os saudosos Geraldo Bretas e Mario Moraes falavam que Paraná nunca foi craque, mas jamais afinou , sendo um bravo num grupo desunido e pipoqueiro.

CAÇAPAVA X SERGINHO CHULAPA
Caçapava:
Nascido no dia 26 de dezembro de 1954, em Caçapava do Sul (RS), Caçapava, depois do Internacional atuou no Corinthians (fez 148 jogos e marcou 5 gols), Palmeiras, Vila Nova de Goiás, Novo Hamburgo (84), Ceará (84 e 85) e Fortaleza (86 e 87) e foi algumas vezes convocado para a Seleção Brasileira.
Os principais títulos como volante foram: campeão Brasileiro em 75 e 76 pelo Internacional, campeão gaúcho pelo Inter em 74, 75, 76 e 78, campeão Paulista pelo Corinthians em 79 e campeão cearense pelo Ceará em 84.
Matheus queria Falcão, mas….
Pouco antes de contratar Caçapava, o presidente corintiano Vicente Matheus tentava a contratação do meio-campista Falcão, à época a principal estrela do Internacional. Como o Colorado não tinha planos de perder seu melhor jogador para um time brasileiro , Falcão fora negociado posteriormente com a Roma, Matheus teve de se contentar em trazer o raçudo volante do Inter. “O melhor era o Falcão, mas o Caçapava estava também entre os melhores”, contava Matheus.
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Serginho:
Sérgio Bernardino, o Serginho Chulapa, nascido no dia 23 de dezembro de 1953, centroavante do São Paulo, de 1974 a 1983, do Santos, de 1983 a 1984, Corinthians em 1985 , do Santos de 1986 a 1989 e da Seleção Brasileira na Copa de 82.
Uma passagem emocionante de Serginho Chulapa
e-mail abaixo no dia 27 de agosto de 2006.
“Não me lembro exatamente a data, mas foi aproximadamente em setembro de 2004. Eu e meu marido, Claudio (palmeirense) estávamos em um festival na quadra do “Cabeça” (Palmeirense) chamada “Gold Ball”, na Vila Sabrina (zona Norte de SP). O Serginho (Chulapa) estava lá também assistindo aos jogos e nós começamos a conversar sobre futebol e eu comentei que meu pai e meu irmão eram fãs de carteirinha dele, que sempre torceram por ele, seja lá onde ele estivesse.

Ele disse para trazê-los ali para conversarem, mas meu irmão mora em Minas (Divinópolis) e meu pai, que sofrera um derrame, não andava mais. Ele (Serginho) simplesmente disse para seu amigo que ia comigo na casa do meu pai falar com ele, perguntou se dava pra ir a pé ou não. Na hora ficamos (eu e meu marido) sem ação, pois ele foi muito sincero e espontâneo em querer conversar com meu pai. Levamos ele lá e quando chegamos meu pai estava na cama e sozinho em casa (minha mãe tinha saído).

Eu entrei no quarto primeiro e disse pro meu pai que tinha uma pessoa que queria falar com ele. Meu pai virou-se e neste instante o Serginho entrou e meu pai, que não andava nem se mexia direito, quase se levantou da cama. Ele ficou tão emocionado que achei que teria outro derrame.

Eles conversaram muito e meu pai disse que aquela visita foi melhor que qualquer remédio. O Serginho pediu o nosso endereço para mandar uma camiseta do São Paulo (pois meu pai e meu irmão são são-paulinos), mas eu não achava nada para anotar e acabei anotando em um pedaço de papel tão pequeno que acho que ele perdeu. Ele nos deu seu número de telefone para que nós o convidássemos para um churrasco. Ele conversou muito com meu pai, beijou várias vezes sua fronte e disse pra ele ter coragem e lutar contra sua enfermidade, pois nesta época ele estava muito depressivo.

Nós ficamos tão emocionados com esta atitude, que não pegamos autógrafo nem tiramos foto. Ninguém na minha rua o viu entrar ou sair de casa, nem minha mãe voltou de onde tinha ido…… Nós acabamos não tendo coragem de convidá-lo para o churrasco que prometemos e ele deve ter perdido o pequeno papel que anotei nosso endereço para ele mandar a camisa.

Logo depois disso ele se mudou para Santos quando assumiu a comissão técnica do Clube. Infelizmente meu pai morreu no dia 21 de agosto de 2005 mas nós não esquecemos o quanto ele fez bem para o meu pai naquele dia e meu irmão que mora em Minas se mordeu de inveja por não estar presente.

Um abraço a você e sua equipe e se você encontrar com o Serginho mande um grande beijo pra ele de nossa família.

Eloísa Helena Ramos Dias Shinohara”
O DUELO
Todo jogo Corinthians x São Paulo, não escapava um jogo sem que o Caçapava, logo no primeiro encontro com o Serginho ,não desse uma entrada duríssima, passível até de expulsão. Serginho estrilava e esperneava, mas o Caçapava não era expulso nesta primeira jogada.
O que se via era o Serginho sempre evitando dividir a bola com o Caçapava.
Que cacetada diziam os cronistas na época. Para o Serginho deixar barato é porque Caçapava não era brincadeira não.

Fonte: Montagem e lembranças da época de Gilberto Maluf
Fotos e currículos do Milton Neves

07/04/1924 O VASCO VENCE A BARREIRA DO RACISMO NO FUTEBOL BRASILEIRO

O futebol esporte mais popular em nosso país, no seus primódios era praticado pelas classes mais abastadas e por membros das colônias britânicas que aqui residiam. Com a criação das equipes o esporte foi rapidamente se espalhando por todos os cantos dos Brasil, mais os campeonatos e times só tinham jogadores brancos, membros de outras raças não tinham o direito de jogarem nestas equipes, principalemente no eixo Sul e Sudeste. O Bangu o time proletariado foi o primeiro a por negros em suas fileiras no inicio do século passado. Mas foi no Vasco da Gama que surgiu o primeiro time racialmente misto. E aonde surgiu a primeira reação contra o racismo no futebol, a “Resposta Histórica”, que neste dia 7 de abril completou 85 anos.

Em 1924, uma liga fundada pelos cinco times mais influentes da época – Fluminense, Flamengo, Botafogo, América e Bangu – exigiu que o Vasco se desfizesse de 12 jogadores negros, mulatos, nordestinos ou pobres. A tal liga, chamada de Amea (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos) alegava que os atletas tinham “profissão duvidosa”.

A “Resposta Histórica” foi enviada à liga como forma de recusa à exigência da Amea. O Vasco, então, se manteve na enfraquecida LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres) e se sagrou campeão com 16 vitórias em 16 jogos. No ano seguinte, o clube da Colina foi admitido na Amea com os jogadores cujo talento dentro de campo estava em primeiro lugar.

Leiam a íntegra do documento:

Rio de Janeiro, 7 de Abril de 1924.
Ofício nr. 261
Exmo. Sr. Dr. Arnaldo Guinle
M.D. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos

” As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação a que V.Exa tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama numa tal situação de inferioridade, que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados.

Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma por que será exercido o direito de discussão e voto, e feitas as futuras classificações, obrigam-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.

Quanto à condição de eliminarmos doze (12) dos nossos jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos consócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.

Estamos certos que V.Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se à AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro de 1923.

São esses doze jogadores jovens, quase todos brasileiros, no começo de sua carreira e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles, com tanta galhardia, cobriram de glórias.

Nestes termos, sentimos ter que comunicar a V.Exa. que desistimos de fazer parte da AMEA.

Queira V.Exa. aceitar os protestos de consideração e estima de quem tem a honra de se subscrever, de V.Exa. At. Vnr. Obrigado ”

(a) Dr. José Augusto Prestes
Presidente

Uma reprodução do documento está exposto na Sala de Troféus de São Januário. Acima, um lembrete: “Sem o Vasco, o futebol brasileiro não teria conhecido Pelé”.

Não somente o Rei do Futebol o nosso Pelé, mais também Leônidas da Silva, Zizinho, Didi, Garrincha, Romário e muitos outros gênios da bola.

Infelizmente ainda hoje esta doença chamada ” racismo” ainda tenta sobreviver no mundo não só do futebol mais em muitas outras modalidades esportivas, campanhas são espalhadas por todo o mundo mais centamente um dia o mundo estará livre desta que é uma das maiores imbecilidades do ser humano.

DIGA NÃO AO RACISMO

Textos: Galdino Silva e globo.com

Torneio Zuza Ferreira 1951 (Bahia)

A Federação Baiana de Desportos Terrestres criou um campeonato para homenagear Zuza Ferreira que é considerado por muitos quem trouxe o futebol para as terras baianas. Como quatro equipes baianas se prontificaram a disputar o torneio, a federação decidiu fazer dois jogos entre seus quatro filiados, foram eles: Bahia, Vitória, Ypiranga e Botafogo. Classificaram-se Bahia e Ypiranga. Além dos dois clubes baianos, foram convidadas as equipes do Villa Nova, campeão mineiro de 1951 e o Vitória, campeão capixaba de 1950.

Seletiva para o Torneio Zuza Ferreira:

Quatro clubes da Bahia disputam em jogo único duas vagas para o torneio.

04/11/1951

Local: Fonte Nova
Renda: 17.885 cruzeiros

Ypiranga 1×0 Vitória – Raimundinho (Ypi)

Juiz: Carlos Prats
Expulsão: Novinha

Ypiranga: Ferrari, Pequeno e Valder; Zizo (Mario)(Zizo), Valter (Zizo)(Antônio Mário) e Raimundo; Marito, Novinha, Antônio Mário, Israel e Bernardo (Raimundinho).
Vitória: Periperi, Alírio e Joel; Eduardo, Bengalinha (Viana) e Bombeiro; Bionga, Maneca, Nouca (Juvenal), Elias e Sibauma (Dedé).

Bahia 2×1 Botafogo – Carlito e Isaltino (Bah); Célio (Bot)

Juiz: Dante Correia

Bahia: Zaluar, Ivon e Zé Grilo; Nilton, Evilásio e Tóia; Alfredo, Zé Hugo, Carlito, Tuta e Isaltino.
Botafogo: Grosso, Vadoca e Alberto; Júlio, Flávio e Tatuí; Dedeu, Célio, Tombinho, Antônio e Titas.

Obs.: Com estes resultados, Bahia e Ypiranga disputam o torneio Zuza Ferreira.

Torneio Zuza Ferreira:

Clubes Participantes:

Villa Nova Atlético Clube (Nova Lima – Minas Gerais)
Vitória Futebol Clube (Vitória – Espírito Santo)
Esporte Clube Bahia (Salvador – Bahia)
Esporte Clube Ypiranga (BA) (Salvador – Bahia)

11/11/1951

Local: Fonte Nova (Preliminar)
Bahia 1×1 Ypiranga – Zé Hugo (Bah)
Juiz: Geraldo Fernandes
Renda: 57.730
Gol: Zé Hugo (18 minutos)

Ypiranga: Ferrari, Pequeno e Alberto (Prego); Zizo (Mario), Valter e Raimundo I; Marito (Edson), Antônio Mário, Novinha, Israel e Raimundinho.
Bahia: Zaluar, Ivon e Zé Grilo; Nilton, Valdir e Tóia (Guiu); Elias, China (Carlito), Zé Hugo (Alfredo), Juca e Isaltino.

Local: Fonte Nova (Principal)
Villa Nova (MG) 2×1 Vitória (ES) – Foguete (2)(Vil) e Lucas (Vit)
Juiz: Carlos Prats

Villa Nova (MG): Arizona, Madeira e Anísio; Vicente, Lito e Tão; Tobias, Vaduca, Rodolfo, Foguete e Fradeco.
Vitória (ES): Louro, Hélio (Dodoca) e Benjamin; Dodoca (Dinga), Veraldo e Alípio; Michel (Biancucio), Lucas, Tom (Vinícius), Miguez e Gessy.

15/11/1951

Local: Fonte Nova (Preliminar)
Ypiranga 2×3 Vitória (ES) – Lucas (3)(Vit); Bernardo (2)(Ypi)
Juiz: José Peixoto Nova
Renda: 51.000

Ypiranga: Ferrari, Pequeno e Alberto (Prego); Zizo (Mario), Valter e Raimundo I; Antônio Mário (Edson Chaves)(Bernardo), Chaves (Edson Chaves), Novinha (Antônio Mário), Jorge e Raimundinho.
Vitória (ES): Louro (Ananias), Hélio e Benjamin (Atílio); Dodoca, Veraldo e Alípio; Michel (Maurício), Lucas, Tom (Biancucio), Miguez e Gessy.

Local: Fonte Nova (Principal)
Villa Nova (MG) 2×0 Bahia – Foguete e Vaduca (Vil)
Juiz: Geraldo Fernandes

Villa Nova (MG): Arizona, Madeira e Anísio; Vicente, Lito e Tão (Bichara); Osório, Tobias, Vaduca, Foguete e Rodolfo (Fradeco).
Bahia: Zaluar, Ivon e Zé Grilo; Nilton, Agnaldo e Valdir; Elias, China (Carlito), Zé Hugo, Tuta (Juca) e Isaltino.

18/11/1951

Local: Artur Morais (Preliminar)
Villa Nova (MG) 1×0 Ypiranga – Tobias (Vil)
Juiz: José Peixoto Nova

Villa Nova (MG): Arizona, Madeira e Anísio; Vicente, Lito e Romulo I (Tão); Osório, Tobias, Vaduca (Rodolfo), Foguete e Escurinho I (Fradeco).
Ypiranga: Ferrari, Pequeno e Prego; Mario (Orlando Maia), Zizo e Raimundo I; Marito (Bernardo), Antônio Mário (Raimundinho), Israel, Jorge (Edson Chaves) e Raimundo (Marito).

Local: Artur Morais (Principal)
Vitória (ES) 3×2 Bahia – Miguez (2) e Lucas (Vit); Tuta e Zé Hugo (Bah)
Juiz: Carlos Pratts

Vitória (ES): Louro, Benjamin (Dodoca) e Hélio; Dodoca (Atílio), Veraldo e Alípio; Michel (Maurício), Lucas, Tom, Miguez e Gessy.
Bahia: Zaluar, Ivon e Zé Grilo; Nilton, Valdir e Agnaldo; Elias (Juca)(Camerino), China (Juca), Zé Hugo (Carlito), Tuta (Carlito)(Evilásio) e Isaltino.

Classificação Final:

CL Times PG J V E D GP GC SG

01º Villa Nova 06 03 03 00 00 05 01 04
——————————————————-
02º Vitória 04 03 01 02 00 07 06 01
03º Ypiranga 01 03 00 01 02 03 05 -02
04º Bahia 01 03 00 01 02 03 06 -03

*** Villa Nova Atlético Clube – Campeão do Torneio Zuza Ferreira de 1951 ***

Artilheiros:

Lucas (Vit) 04 gols;

Foguete (Vil) 03 gols;

Zé Hugo (Bah); Miguez (Vit); Bernardo (Ypi) 02 gols;

Vaduca e Tobias (Vil); Tuta (Bah) 01 gol cada.

Fonte: Jornal Estado da Bahia.

Atualizações Africanas

Estou fazendo um updates em todas ligas africanas, repasso algumas novidades

AC Nakuru da 2° divisão do Quenia mudou de escudo
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Gor Mahia da 1° divisão do Quenia esta com escudo novo
[img:GormahiaNewLogo2009.JPG,full,vazio]

Heart of Lions d 1/ divisão de Gana está de escudo novo
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Escudo do Monrovia Black Star da 1°divisão da Liberia, baseado no uniforme do clube
[img:Monrovia_Black_Star.jpg,full,vazio]

Sabé Bouna da 1° divisão da Costa do Marfim com as cores corretas, azuis nas bordas
[img:Sab___Sports_de_Bouna.jpg,full,vazio]

Inédito!!! – Torneio Quadrangular 1951 (Bahia)

Olá companheiros! Tive um problema no meu PC, mas estou de volta. Muitas novidades estão por vir. Para começar, esse torneio disputado em Salvador no ano de 1951 com os times do Bahia, Vitória, Ypiranga e Portuguesa (SP). O título ficou com a “Lusa”. Esse tipo de torneio sempre teve várias edições em terras baianas, mas sem a regularidade anual, como os campeonatos estaduais. Sem mais delongas, vamos as informações.

Os jogos foram disputados em rodada dupla na recém inaugurada Fonte Nova.

Torneio Quadrangular 1951:

Associação Portuguesa de Desportos (São Paulo)
Esporte Clube Bahia (Salvador)
Esporte Clube Vitória (Salvador)
Esporte Clube Ypiranga (Salvador)

Jogos:

08/07/1951

Bahia 0x1 Ypiranga

Local: Fonte Nova
Renda: 95.264 cruzeiros
Juiz: Antônio Muzitano
Auxiliares: Fernando Arestides Gonçalves e Leonel Nogueira
Gol: Chaves (Ypi)
Expulsão: Arnaldo (Bah)

Bahia: Leça (Zaluar), Arnaldo e Nilton; Pedrinho, Ivon e Tóia; Camerino, Miro (Teco), Carlito (Alfredo), Teco (Tuta) e Elias (Juca).
Ypiranga: Ferrari (Aníbal), Pequeno e Valder; Zizo, Chaves e Hildebrando; Marito, Antônio Mário, Bernardo (Almirinho), Israel e Alderoni (Gugú).

Portuguesa (SP) 3×1 Vitória

Local: Fonte Nova
Renda: 95.264 cruzeiros
Juiz: Mario Monteiro
Auxiliares: Antônio Muzitano e Leonel Nogueira
Gols: Pinga (33-42-60)(Por); Maneca (72)(Vit)

Portuguesa: Muco (Aldo), Haroldo e Jacob; Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Rubens, Renato, Pinga e Leopoldo.
Vitória: Periperi, Alírio e Joel; Cláudio, Diogo e Bombeiro; Maneca, Viana, Nouca (Joãozinho), Joãozinho (Juvenal) e Dedé.

11/07/1951

Bahia 1×1 Vitória

Local: Estádio da Graça
Renda: 60.978 cruzeiros
Juiz: José Peixoto Nova
Auxiliares: Antônio Muzitano e Mario Monteiro
Gols: Nouca (06) e Zé Hugo (88)

Bahia: Leça, Arnaldo e Nilton; Pedrinho, Ivon e Tóia; Camerino (Alfredo), Teco, Zé Hugo, Tuta e Elias (Miro).
Vitória: Periperi, Alírio e Joel (Jorge Tachard); Cláudio, Totinha (Paulo) e Bombeiro; Maneca, Viana, Nouca (Bionga), Juvenal e Dedé.

Portuguesa 6×1 Ypiranga

Local: Estádio da Graça
Renda: 60.978 cruzeiros
Juiz: Antônio Muzitano
Auxiliares: José Peixoto Nova e Dante Correia
Gols: Julinho (3), Pinga, Rubem e Renato (Por); Marito (Ypi)

Portuguesa: Muco, Isan e Jacob; Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Rubens, Renato, Pinga e Leopoldo.
Ypiranga: Ferrari, Pequeno e Valder (Albertão); Zizo, Chaves e Raimundo I (Hildebrando); Marito, Chaves, Novinha, Israel (Bernardo) e Antônio Mário.

15/07/1951

Vitória 3×1 Ypiranga

Local: Fonte Nova
Renda: Não Informada
Juiz: Mario Monteiro
Auxiliares: José Peixoto Nova e Antônio Muzitano
Gols: Juvenal (19), Bionga (66) e Dedé (Vit); Antônio Mário (Ypi)

Vitória: Periperi, Alírio e Joel; Cláudio, Totinha e Bombeiro; Maneca, Viana, Nouca (Bionga), Juvenal e Dedé.
Ypiranga: Ferrari, Pequeno (Prego) e Valder; Zizo, Chaves e Hildebrando (Vandú); Antônio Mário, Novinha, Chaves, Israel (Bernardo) e Marito.

Bahia 1×1 Portuguesa

Local: Fonte Nova
Renda: Não Informada
Juiz: Antônio Muzitano
Auxiliares: José Peixoto Nova e Dante Correia
Gols: Carlito (62)(Bah) e Pinga (Por)

Bahia: Zaluar, Arnaldo e Nilton; Evilásio (Dario), Ivon e Tóia (Evilásio); Alfredo, Teco, Carlito, Tuta e Juca.
Portuguesa: Muco, Haroldo e Jacob (Nino); Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Rubens, Renato (Niquinho), Pinga e Leopoldo.

Classificação Final:

CL Times PG V E D GP GC

01º Portuguesa 05 02 01 00 10 03
02º Vitória 03 01 01 01 05 05
03º Ypiranga 02 01 00 02
04º Bahia 02 00 02 01 02 03

*** Associação Portuguesa de Desportos – Campeã do Torneio Quadrangular ***

Artilheiros:

Pinga (Por) 5 gols;
Julinho (Por) 3 gols;
Zé Hugo e Carlito (Bah); Rubem e Renato (Por); Maneca, Nouca, Juvenal, Bionga e Dedé (Vit); Antônio Mário, Marito e Chaves (Ypi) 01 gol cada.

Fonte: Jornal Estado da Bahia.

Os rótulos de craque na época do rádio

Estava conversando com um jornalista sobre a banalização que vemos hoje em alguns institutos sobre colocações de clubes, qual o melhor e assim por diante.
Antigamente quando se rotulava ou quando era atribuído algum título no futebol, rendíamos vassalagem ou coisa do gênero.

O jornal L!Equipe coroou o Negão como o Rei do Futebol. Procedente, nada banalizado.
Ninguém lhe usurpou a coroa.
Didi era o príncipe etíope. Pura estirpe verdadeira.
E assim acreditávamos.

No que o jornalista respondeu que em São Paulo, já no meu tempo, o locutor Valter Abrahão, chamado “Metralha’, pela velocidade com que narrava os jogos, tentando, acho, evitar chamar também Pelé de craque, gênio etc,- eram tantos, muitos legítimos paraguaios – narrava assim, quando o Rei pegava a bola:
“Lá vai Ele”… E, acredite, dava para ouvir Ele e não ele.
Ou seja, você conseguia distinguir o ELE como o negão. É como imaginarmos um jogador hoje sendo várias vezes mais craque do que é.
Quando você ouvia o narrador falando…lá vai Ele, você entenderia no ato.

Propaganda de uma Rádio:
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Homenagem aos locutores do Rádio
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Na grande fase do futebol brasileiro vários jogadores se eternizaram:
Barbosa, Bauer, Zizinho, Ademir de Menezes, Nilton Santos, Gilmar, Didi, Amarildo, Mauro, Vavá, Zagalo, Garrincha, Gerson, etc.
Recentemente Rivelino, Bebeto, Romário, Edmundo, mas já na fase da TV.

Entre os clubes, Botafogo e Santos circulavam pelo mundo e quase não perdiam. Foi um período tão rico de craques que muitos não chegavam a titular ou sequer eram convocados para a seleção, como Dirceu Lopes e Ademir da Guia, que hoje seriam titularíssimos.

Curiosidade:
Valdemar ” Carabina ” foi famoso defensor do Palmeiras nos anos 50 e 60.
Sobre o apelido de “Carabina” Valdemar ganhou do inesquecível comentarista Mário Moraes: “Eu fiz um golaço no Pacaembu de fora da área e o Mário disse na Rádio Panamericana que chutei mais forte do que um tiro de carabina. Aí, o apelido pegou”.
Certa vez o comentarista Mário Moraes atribuiu um rótulo pejorativo. Achava que o técnico Vicente Feola estava mais para vendedor de pipocas do que para técnico de futebol.
Inimaginável nos tempos atuais.