Redescoberta outra goleada histórica do futebol Brasileiro: Nacional 24 a 0, no Brasil Sport, pelo Campeonato Amazonense de 1922

O futebol é o esporte mais visto no mundo. Muitos são os ingredientes para tal paixão. Alguns citam que é a única modalidade no planeta que as ‘zebras’ aparecem com maior freqüência. Outros lembram das jogadas plásticas como o drible, a tabelinha, etc. A magia do futebol é algo cativante.

Mas há outras questões que fascinam e ficam na memória dos torcedores. Uma delas, são aquelas goleadas históricas. A maior parte das goleadas históricas, tanto no mundo como no Brasil, ocorreram no período do amadorismo. Mas foi na Escócia que ocorreu a maior soma de gols registrada na história. O massacre ocorreu durante uma partida do campeonato escocês em que a equipe do Arbroath ganhou de 36 a 0, sobre o Bonn Accord, em 1885.

No futebol brasileiro, o maior placar registrado aconteceu durante uma partida entre Botafogo e Mangueira, em confronto válido pelo campeonato carioca de 1909.O jogo se realizou no dia 30 de maio no campo do alvinegro, na Rua Voluntários da Pátria, o Alvinegro massacrou o rubro-negro tijucano pelo placar de 24 a 0.

 

OUTRO 24 X 0 É ENCONTRADO, DESTA VEZ, NO AMAZONAS

Contudo, após muitas pesquisas foi encontrado outra goleada de 24 a 0. Desta vez, no futebol amazonense. O responsável por essa descoberta é o pesquisador José Ricardo Caldas, residente em Brasília, que pode ter encontrado um recorde para dividir com o Botafogo carioca a maior goleada do futebol brasileiro no  Guiness Book, o ‘Livro dos Recordes’.

Essa partida aconteceu no ano de 1922, em Manaus (AM). A fonte desta pesquisa foi extraída do Jornal do Commercio, que noticiou o inacreditável placar de 24 a 0, do Nacional em cima do Brasil Sport, válido pelo Campeonato Amazonense daquele ano. Durante muitos anos, esse resultado histórico ‘repousou’ por décadas sem ser de conhecimento público. A partir daí, Gaspar Vieira, procurou mais informações sobre essa partida histórica e acabou encontrando no jornal Gazeta da Tarde.

 

DADOS DO ESTADUAL DE 1922

O Campeonato Amazonense de 1922 teve a participação de oito clubes: Brasil Sport EuterpeLusoManáos SportingMonte Cristo NacionalRio Negro e União Sportiva. No Estadual de 1921, o Rio Negro havia conquistado o título, derrotando o arquirrival Nacional. Mas nessa edição os nacionalinos montaram um bom time visando se vingar do audacioso rival e reconquistar sua hegemonia no futebol amazonense.

O time tinha um ataque de respeito com destaque para Leonardo, Orlando e Dantas. Com tão excelentes craques, o Nacional não teve dificuldades em conquistar o Campeonato Amazonense de 1922, sendo que no jogo de estreia já mostrava sua força, goleando o Euterpe por 6 a 2.

O único clube que realmente combatia de igual para igual com os nacionalinos era o Rio Negro. Mas o Nacional não tomou conhecimento de seu tradicional adversário, tornando-se campeão.

 

DETALHES DA GOLEADA HISTÓRICA

Então, num domingo, do dia 24 de Setembro de 1922, o Nacional enfrentou o Brasil Sport, no Campo do Parque Amazonense. Uma curiosidade ou talvez um pressagio, foi que na Preliminar, ocorreu o jogo entre os reservas dessas equipes (que disputavam com as suas equipes B, o Campeonato Amazonense da 2ª Divisão). No final, um triunfo espetacular do Nacional pelo placar de 23 a 0.

Talvez, esse marcador tenha motivado os titulares do Nacional, que entraram em campo “famintos” em marcar gols e mais gols. Arbitragem de José Rosas (que também era do Luso) e um pequeno público presente (o pequeno número de torcedores foi  em razão de o Brasil ser uma equipe fraca, o que gerava um desinteresse dos torcedores). As duas equipes entraram no gramado com as seguintes escalações:

NACIONAL: Nery; Fidoca e Fernandes; Pequenino, Eduardo e Leonardo; Orlando, Dantas, Virginio, Clóvis e Lemos.

BRASIL SPORT: Anísio; Paixão e Vidal; Saturnino, Gomes e Samuel; Chagas, Adeolis, Tavico, Almir e Heráclydes.

 

RESUMO DA PELEJA

O Nacional dominou o jogo de ‘cabo a rabo’, sem que o adversário tenha criado uma única chance de perigo à meta do arqueiro Nery. Aproveitando a fragilidade do oponente partiu para o ataque e, num verdadeiro ‘bombardeio’ foi marcando um gol atrás do outro. Assim, Anísio se tornou, até hoje, o goleiro mais vazado em um único jogo da história do futebol amazonense. Após o fim do jogo, se registrou o elevado placar: Nacional 24 x 0 Brasil Sport.

PS.: Infelizmente, nem o Jornal do Commercio e nem a Gazeta da Tarde registraram o nome dos jogadores que fizeram os gols e quantos cada um marcou. Este resultado histórico passou mais de 80 anos até ser redescoberto para o deleite dos pesquisadores e apaixonados pelo futebol. 

 

FONTES & FOTOPesquisador José Ricardo – Jornal do Commercio – Gazeta da Tarde – Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

Pela terceira vez, Pará supera o Amazonas e avança no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1929

No Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1929, a Seleção Amazonense foi designada novamente para enfrentar o seu tradicional rival: a Seleção Paraense, para definir quem seguiria na competição. Afinal, eram os únicos representantes do norte da país no torneio.

E, como nas edições anteriores, os amazonenses teriam que se dirigir mais uma vez para a capital do estado vizinho: a cidade de Belém. Até aquele momento, o Pará já tinha eliminado o rival duas vezes: em 1925 (3 a 2) e 1926 (7 a 0).

No entanto, o Amazonas não queria deixar barato, e, estava decidido a mostrar a sua força. A Federação Amazonense (FADA), resolveu formar uma boa uma boa seleção para vencer o confronto. Após definir o grupo a participar da nova peleja, o senhor Mem Xavier da Silveira foi definido como presidente da delegação, Frederico Gonçalves, o Fidoca, como diretor-técnico e o major Carlos Fleury como secretário.

E foi assim que a delegação amazonense embarcou, no dia 18 de outubro de 1929, no vapor Distrito Federal, rumo á capital paraense. Representantes do governo e da prefeitura foram ao porto se despedir do Selecionado Baré, como também representantes de vários clubes de Manaus, membros de famílias tradicionais e o povo em geral.

Após dias de viagem pelo majestoso rio Amazonas, e passando por pequenas cidades como Parintins, Óbidos, Santarém e Gurupá, o Distrito Federal finalmente aportava em Belém onde os amazonenses ficaram alojados em um hotel local. Visando estarem bem preparados para o jogo com os donos da casa, a se realizar dali há poucos dias, os visitantes resolveram realizar um jogo amistoso contra um pequeno time local chamado Paramount. A partida realizou-se no dia 26 de outubro e o Amazonas goleou o adversário pelo placar de 5 a 2.

O JOGO

Finalmente chegava o dia do grande jogo, em 27 de outubro. Em Manaus, a população lotou as dependências do parque amazonense para acompanhar o andamento da partida que chegavam pelo serviço telegráfico e era anunciado pelos cronistas do Jornal do Commercio. O jogo foi marcado para acontecer no estádio do clube do Remo que recebeu um bom público. Antes do duelo principal houve uma partida preliminar entre os times reservas do Remo e Paysandu, que terminou empatado em 3 a 3. Então, às 16 horas, entravam em campo as duas seleções com a seguinte escalação:

PARÁ: Pinto; Aprígio e Aristeu; Vivi; Sandoval e Marituba; Oscar, Doca, Quarenta, João (Ruy) e Arthur Moraes.

AMAZONAS: Lisboa; Rodolpho e Waldemar (Oliveira); Pequenino, Maluco e Sócrates; Orlando, Vidinho, Rochinha, Marcolino e Leonardo.

ÁRBITRO: Rodolpho Chermont (PA), substituído por Eurico Romariz

 

Mem Xavier, chefe da delegação Amazonense

PRIMEIRO TEMPO

Com a bola rolando, o jogo mostrou, desde o início, que seria eletrizante. Após a cobrança de um escanteio, Marcolino abria a contagem, fazendo o primeiro gol para o Amazonas. Em vantagem, o Pará foi para cima, mas o goleiro Lisboa fazia excelentes defesas. Contudo, como diz o velho ditado: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura“. E furou, quando Arthur Moraes marcou o tento de empate para os paraenses.

O selecionado paraense não diminuiu o ritmo, e logo depois conseguiu a virada, no tento de Quarenta. Este gol, aliás, foi muito contestado pelos amazonenses que alegaram que o jogador estava em impedimento. Mas a revolta não se limitou ao discurso. Os amazonenses partiram para cima do árbitro e o clima só não piorou, graças ao presidente da delegação do Amazonas, Frederico Gonçalves, o Fidoca, que entrou no gramado e conseguiu acalmar os ânimos.

Refeitos do episódio, o jogo prosseguiu, mas pouco tempo depois voltou a ficar paralisado, devido a substituição do jogador paraense João pelo reserva Ruy. O juiz, sentindo-se enfraquecido, recusou-se a continuar a arbitragem. Entra em campo então um outro juiz, Eurico Romariz, que foi um ex-jogador do Paysandu.O zagueiro amazonense Waldemar foi substituído por Oliveira. E assim terminou o 1º tempo com a vantagem do Pará por 2 a 1.

O atacante Vidinho, autor do 2º gol dos Amazonenses diante do Pará

SEGUNDO TEMPO

Na etapa final, foi a vez do atacante Marinheiro atirar contra o goleiro Lisboa. A bola acabou resvalando no pé de Rodolpho, fazendo assim o terceiro gol do Pará. Logo depois, foi a  vez de Quarenta ampliar, assinalando o quarto gol da seleção Paraense. Mas, os amazonenses não estavam mortos e, após uma cobrança de escanteio,o arqueiro Pinto rebateu a bola que foi cair nos pés de Vidinho que chutou e assinalou o segundo gol do Amazonas. Mas a reação durou pouco pois, Quarenta driblava Rodolpho e chutava contra a meta de Lisboa,marcando o quinto e último gol dos paraenses. E assim terminou o jogo,com o placar final: Pará 5 x 2 Amazonas.

 

IMPRENSA AMAZONENSE CULPA A ARBITRAGEM PELA ELIMINAÇÃO

Com esse resultado, o Pará passava à fase seguinte no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1929 e o Amazonas mais uma vez voltava para Manaus eliminado. Mesmo com a derrota, a seleção do Amazonas mostrou garra e valentia onde Sócrates, Rodolpho, Marcolino e Vidinho foram os destaques da equipe visitante em campo.

Para os amazonenses, o maior responsável por precoce eliminação foi a arbitragem. Segundo a imprensa da época, por quatro vezes o juiz anulou jogadas legítimas do Amazonas, alegando impedimento. Outra irregularidade foi o segundo gol do Pará,na qual Quarenta estava impedido, o que gerou protesto e briga em campo por parte dos visitantes. Esses erros acabaram esmorecendo e desanimando os atletas manauaras.

ANTES DO RETORNO, DOIS AMISTOSOS

Mas a opinião pública paraense reconheceu o talento e raça dos amazonenses afirmando que aquela tinha sido a melhor seleção que o Amazonas tinha enviado a Belém. Aproveitando o resto de sua estadia em Belém, a seleção do Amazonas realizou outros dois jogos amistosos contra as duas principais forças do futebol paraense:Paysandu e Remo.

 

EMPATES COM O PAYSANDU E REMO

O jogo contra o Paysandu foi realizado no dia 1° de novembro e terminou empatado em 1 a 1. Orlando marcou o único gol dos amazonenses. Já a partida contra o Remo foi realizado no campo do time azulino, no dia 3 de novembro. Novamente houve um empate de 2 a 2 sendo que Marcolino e Leonardo assinalaram para o Amazonas e Leôncio e Doca para o Remo.   Após, o último jogo, a Seleção do Amazonas embarcava de volta para Manaus, esperando a realização do próximo campeonato para assim sonhar com um feito inédito para o futebol Baré daquele período: a passagem de um selecionado local para a 2ª fase do maior torneio nacional da época e,conseqüentemente, jogar pela primeira vez com seleções do sul do país.

 

FONTE: Professor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto

Tupynambás Futebol Clube – Juiz de Fora (MG): Vice-campeão Mineiro de 1934

O Tupynambás Futebol Clube é uma agremiação da cidade de Juiz de Fora (MG). A sua Sede e o Estádio José Paiz Soares ficam localizados na Rua Dr. Delorme Louzada, 32, no Bairro de Santa Teresa, em Juiz de Fora. O ‘Leão do Poço Rico’ ou ‘Beata’ foi Fundado no dia 15 de Agosto de 1911, por Bruno Toschi, Remo Toschi, Dante Zanetti, Alberto Setta, Sebastião Taucci, Jorge Miguel, Horácio Antunes Paulo Tirapani e Edmundo Benedicto.

1º JOGO & COMPETIÇÃO

No ano seguinte, o clube disputou sua primeira partida oficial, contra aquele que seria seu maior rival: o Tupi. No 1º clássico “Tu-Tu”, empate de 1 a 1, sendo Sebastião Taucci, o primeiro a marcar um gol com a camisa do Tupynambás. Na primeira competição oficial de Juiz de Fora, em 1918, o Baeta foi vice-campeão, perdendo a decisão para o Sport. Ano em que o Leão virou mascote do clube.

1º TÍULO & CAMPO

Em 1919, o Tupynambás conquistou o seu primeiro título da cidade, conseguindo o bicampeonato no ano seguinte. Nessa mesma competição, obteve mais 11 títulos, o último em 66. O primeiro campo do Tupynambás ficava na Rua Bernardo Mascarenhas, Bairro Fábrica, onde hoje fica o Colégio Técnico Universitário. O clube construiu seu estádio no Bairro Poço Rico, durante a gestão do presidente José Paiz Soares, o qual empresta seu nome ao estádio.

A inauguração ocorreu em 1950, em um amistoso entre Tupynambás e Corinthians, que venceu a partida por 5 a 1. O clube paulista foi convidado a inaugurar, quatro anos mais tarde, a iluminação do Estádio José Paiz Soares, voltando a vencer o Tupynambás, desta vez por 2 a 1.

ELITE DO FUTEBOL MINEIRO

Em 1933 o Tupynambás participou do Campeonato Mineiro da 1ª Divisão pela primeira vez, terminando na 6ª colocação. Em 1934 tornou-se vice-campeão. O clube se afastou, só retornando 35 anos depois.

Disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão de 1969 e para isso tendo que desligar-se da Liga de Desportos de Juiz de Fora. Entretanto, o clube não teve condições de arcar com as despesas da competição estadual e abandonou o futebol profissional.

Temporariamente, pois o Tupynambás retornou às atividades profissionais em 1983, quando disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão. A campanha desastrosa, sob o comando do técnico Augusto Clemente, acarretou em um novo abandono da equipe principal por parte do clube.

Em 2006, o Tupynambás conquistou um dos maiores campeonatos a nível internacional de toda sua história, a 7ª Taça Internacional de São Paulo.O clube voltou as atividades em 2007, quando tentou, sem sucesso, obter uma vaga no Campeonato Mineiro do Módulo II (Segunda Divisão). A agremiação contou com o experiente atacante Euler, o “filho do vento” durante esta empreitada.

Títulos

ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Trophy(transp).png Vice – Campeonato Mineiro 1 1934
MUNICIPAIS
Competição Títulos Temporadas
Bandeira de Juiz de Fora.svg Campeonato Citadino de Juiz de Fora 11 1919192019241925192819311932193419461961 e 1966
Bandeira de Juiz de Fora.svg Torneio Início da Liga de Juiz de Fora 17 19191920192519291930193119321935193819401945194919501951,19561962 e 1965

FONTES: Rsssf Brasil – Wikipédia – Página do clube no Facebook

Frutal Esporte Clube – Frutal (MG): Uma edição na Segundona Mineira, em 1969

O Frutal Esporte Clube foi uma agremiação do Município de Frutal, que fica a 628 km da capital de Minas Gerais (uma população de 57.269 habitantes, segundo o Censo IBGE/2014). O Alvianil Frutalense foi Fundado no dia 09 de de Maio de 1965. A Sede ficava localizada na Rua Senador Gomes da Silva, 26, no Centro de Frutal. O Frutal mandava os seus jogos no Estádio Municipal Pedro Macedo da Silveira, o ‘Marretão, com capacidade para 12 mil pessoas.

SEGUNDONA MINEIRA

O clube se profissionalizou em 1968, e no ano seguinte debutou no Campeonato Mineiro Segunda Divisão de 1969. Nesta edição, o Alvianil Frutalense caiu no Grupo C, com: Fluminense FC, de Araguari; Nacional, de Uberaba; Araguari AC, de Araguari; Patrocínio EC, de Patrocínio; e AE Ituiutabana, de Ituiutaba.

O Frutal fez uma campanha modesta, terminando na 4ª colocação, com sete pontos, em oito jogos (duas vitórias, três empates e três derrotas; marcando cinco gols e sofrendo nove), e acabou sendo eliminado, uma vez que apenas os dois primeiros avançaram no certame. As duas vitórias foram em cima do Ituiutabana, fora de casa, pelo placar de 1 a 0 (20-07-69); e vitória por 2 a 1 no Patrocínio, em casa, em 03 de agosto de 1969.

O jogador da foto, Dindim se profissionalizou em 1968 para defender o Frutal (clube da sua cidade). Em 1969, disputando a Segundona, Dindim foi considerado pela crônica esportiva mineira o melhor quarto-zagueiro da competição. Além dele, outros dois jogadores se destacaram depois: Lacerda (ex-meia do Uberaba EC) e Canindé (lateral-direito do Botafogo e do Atlético-MG).

 

FONTES & FOTOS: Wikipédia – Rsssf Brasil – Site Terceiro Tempo 

Torneio Distrital de 1921 – São Paulo – SP

Na data de 7 de março de 1921, um domingo de férias para os jogadores de futebol que atuavam pelos mais fortes clubes da Capital, a Associação Paulista de Esportes Atlheticos (APEA) promoveu um torneio, denominado Torneio Distrital, que reuniu 8 dos principais bairros da cidade de São Paulo: Bom Retiro, Brás, Consolação, Liberdade, Santa Efigênia, Água Branca, Santana e Vila Mariana.

Os jogos foram realizados no Parque da Antárctica Paulista e sagrou-se campeão o time do bairro do Bom Retiro.

BOM RETIRO

BRÁS

CONSOLAÇÃO

LIBERDADE

SANTA EFIGÊNIA

ÁGUA BRANCA

SANTANA

VILA MARIANA

ARQUIBANCADA

Fonte: revista “O Sport Illustrado”

Pedro Leopoldo Futebol Clube – Pedro Leopoldo (MG): Cinco edições na Elite Mineira

O Pedro Leopoldo Futebol Clube é uma agremiação do Município Pedro Leopoldo (MG). O “Bode” foi Fundado no dia 23 de Setembro de 1933, graças a fusão do Sport Club Pedro Leopoldo com o Pedro Leopoldo Atlético Clube, adotando as cores preto e branco.

SETE PARTICIPAÇÕES NA ELITE MINEIRA

O time disputou campeonatos amadores na cidade e região até 1958, atingindo resultados satisfatórios, o que levou a Federação Mineira de Futebol a elevar o clube a categoria de profissionais naquele ano. O clube passaria a disputar o Campeonato Mineiro da 1ª Divisão de 1959.

Em sua estreia no Campeonato Mineiro, o Bode, alcançou o 7º lugar em um campeonato com 11 clubes, conseguindo seis vitórias, três empates e 11 derrotas, marcando 27 gols e sofrendo 39. Borges foi o artilheiro da equipe com 8 gols e Gilberto marcou 7 tentos.

Em 1958, na sua estreia o Pedro Leopoldo terminou na 11ª posição, entre 16 equipes, com 4 vitórias, 4 empates e 7 derrotas; marcando 25 gols, sofrendo 30 e um saldo de menos cinco.

Em 1959, o Pedro Leopoldo ficou no Grupo Sertão, com seis equipes. Terminou na 3ª colocação com 11 pontos: 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas; 19 gols pró, 18 tentos contra e o saldo de um. O Bode avançou para o Campeonato Mineiro. o Pedro Leopoldo conseguiu o 7º lugar num total de 11 clubes. Foram 15 pontos em 20 jogos:  6 vitórias, 3 empates e 11 derrotas; 27 gols pró, 39 tentos contra e o saldo negativo de 12.  

Em 1960, o clube alcança 8º lugar entre 16 participantes, com 11 vitórias, 6 empates e 13 derrotas, marcando 45 gols e sofrendo 56. Pelau com 11 gols e Borges com 10 foram os artilheiros da equipe.

Em 1961, novamente termina o campeonato em 8º lugar, entre 12 participantes, alcançando 9 vitórias, 7 empates e 10 derrotas,marcando 45 gols e sofrendo 51 gols. Gilberto com 14 gols e Pelau com 9 foram os artilheiros do Bode.

Em 1962, termina a competição em 8º lugar pelo terceiro ano consecutivo, obtendo 8 vitórias, 3 empates e 11 derrotas, anotando 31 gols e sofrendo 38. Gilberto com 15 gols e Tomazinho com 8 sagraram-se artilheiro do time.

No ano de 1963, alcançou o 9º lugar no campeonato, obtendo 6 vitórias, 5 emaptes e 11 derrotas, marcando 22 gols e sofrendo 35. Os artilheiros da equipe foram Neco com 6 gols e Simália com 4 tentos.

Já o ano de 1964 é trágico para o profissionalismo do clube, com uma campanha de 1 vitória, 5 empates e 16 derrotas, terminando na lanterna do campeonato e sendo rebaixado.

O time marcou 14 gols e sofreu 50, tendo Curiol e Dias como artilheiros com respectivamente 4 e 3 gols marcados. Este golpe é fatal para o Pedro Leopoldo que logo depois, atolado em dívidas financeiras, abandona o seu Departamento de Futebol Profissional e passa a se dedicar a atividades amadoras.

UMA VEZ NA SEGUNDONA MINEIRA

Contudo, o Bode ainda tentou o retorno em 1968, quando disputou o Campeonato Mineiro Segunda Divisão. Contudo, fez uma campanha ruim, terminando na 4ª posição no Grupo II (seis jogos e três pontos: uma vitória, um empate e quatro derrotas; marcando sete gols e sofrendo 12), e acabou eliminado na fase classificatória.

No amadorismo, sagrou-se por diversas vezes campeão municipal, além do título de Campeão da Copa Itatiaia de Futebol Amador de 1983 e sendo vice em 1982, 1985 e 2001.

O clube manda seus jogos no Estádio César Julião Cecé de Sales, no centro da sua cidade natal. O Mascote do Clube é o Bode, idealizado pelo cartunista mineiro Fernando Pieruccetti, mais conhecido como Mangabeira, que também criou os mascotes de Cruzeiro, Atlético, América e outros times de futebol do país.

A origem do mascote deu-se graças ao fato de que em um certo dia, nos fundos de um antigo campo do Atlético, foram encontrados um casal e um bode preto numa fossa em um ritual de macumba. Associando esse fato ao pedroleopoldense Chico Xavier, Mangabeira criou o Bode como mascote do Pedro Leopoldo Futebol Clube.

FONTES & FOTOS: Googles Maps – Rsssf Brasil – Wikipédia – Página do clube no Facebook

Clube Atlético Sacramentano – Sacramento (MG): Disputou a Segundona de 1968

O Clube Atlético Sacramentano é uma agremiação do Município de Sacramento (MG). Localizado a 480 km de distância da capital mineira e contando com uma população de 23.896 habitantes (segundo o Censo IBGE/2010), o clube foi Fundado no dia 18 de Março de 1951. A sua Sede e o Estádio Dr. João Cordeiro ficam situados na Rua Presidente Castelo Branco, 96, no Centro de Sacramento.

PRIMEIRA E ÚNICA PARTICIPAÇÃO

No que diz respeito ao futebol profissional,  o Sacramentano participou uma edição do Campeonato Mineiro Segunda Divisão: 1968. A equipe ficou no Grupo II, terminando na 3ª colocação. Realizou oito jogos, com 11 pontos (cinco vitórias, um empate e duas derrotas; marcando nove gols e sofrendo cinco). O Sacramentano foi eliminado, uma vez que apenas os dois primeiros de cada chave avançavam na competição.

PS: Sacramentano é o gentílico da pessoa que nasce no Município de Sacramento-MG.

 

FONTES & FOTOS: Googles Maps – Rsssf Brasil – Wikipédia

Sport Club Aymorés – Ubá – MG

Ubá é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. É considerado o principal polo moveleiro do estado. Além dos móveis de qualidade, o município é reconhecido nacionalmente pela espécie de manga que leva o seu nome e cresce com fartura na região.

O Sport Club Aymorés, sediado na cidade de Ubá, foi fundado na data de 17 de maio de 1923. O primeiro nome cogitado foi Santa Cruz, provavelmente por se localizar no bairro homônimo.

 

Seu primeiro adversário foi uma equipe da cidade mineira de Visconde do Rio Branco, denominada Batista de Oliveira, nome do presidente da câmara municipal daquela cidade. O Aymorés venceu por 2×0.

Em pé: Tota – Zizito – Paulo – Zizinho Brando – Zé Fita – Itim – Abilhinho e Simões. Agachados: Dante – Mundinho -Pinha – Sonino – Urias e Elito.

O Alviceleste conquistou dez vezes o campeonato da Zona da Mata, sete vezes o campeonato regional e foi durante muitas vezes campeão municipal. A última grande conquista do Sport Club Aymorés foi em 1996, campeonato regional de futebol da categoria principal. Jogando em casa no estádio Afonso de Carvalho, em partida memorável, depois de empatar no tempo normal por 2×2 diante de seu maior rival, o Esporte Clube Itararé, de Tocantins, o Aymorés venceu nos pênaltis por 5×4.

O Aymorés participou do Campeonato da Segunda Divisão de profissionais da Federação Mineira de Futebol, nas décadas de 80 e 90.

Guará e Nicola são os principais nomes de jogadores que já vestiram a camisa azul e branca do Aymorés.

Entretanto, a torcida de Ubá se orgulha muito por haver tido o imortal Ary (compositor Ari Barroso), como atleta ubaense. Ele era o camisa número 1 do Botafogo, extinto clube da cidade. Devido a sua miopia, ele usava óculos e atuava com os mesmos).

Fontes: Wikipédia – relíquias do futebol – blog do narrador esportivo Fernando de Lélis

OBS: muito embora conste do livro “Corpo Azul”, de Rosalvo Braga Soares, que a data de fundação do S.C. Aymorés seja 17 de maio de 1923, o blog scaymoresblogspot.com, aponta como sua fundação a data de 16 de maio de 1926.