Porque o azul e o amarelo na camisa do Boca Juniors?

Consta que, em 1905, alguns imigrantes italianos resolveram criar um time de futebol. Deram a ele o nome do bairro e acrescentaram um “Juniors” para conferir à equipe um ar britânico, numa tentativa de amenizar a condição de lugar pobre e com traços latinos numa Buenos Aires de feições europeias.

Não conseguiram. O bairro continua pobre, meio atípico, e essa autenticidade talvez seja sua maior riqueza. Os imigrantes que fundaram o clube não entraram em acordo sobre as cores do novo time.

Então, decidiram ir todos para o porto de Buenos Ayres, que fica perto do bairro da Boca, onde foi fundado o clube. O Boca Juniors teria as cores da bandeira do primeiro navio que chegasse. Naquele dia, atracou um navio sueco, de quem o time herdou o azul e o amarelo.

Fonte: Racunho, o jornal de literatura brasileira

Hei de Torcer…torcer..torcer…!!!!

Matéria interessante do Jornal O Lance de ontem 13/04/2008,por Cipriano Junior

Na riqueza ou na pobreza, na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza: o juramento
matrimonial poderia ser muito bem adaptado aos cerca de 150 torcedores do América que
foram até Conselheiro Galvão acompanhar a primeira vitória do time no Estadual, por 2 a 0,
sobre o Madureira.Fábio Augusto e Fernando foram os autores dos gols que quebraram uma
escrita de nove jogos sem vitórias no Carioca.

Prova desse amor intenso pelo América pôde ser notado no analista de sistemas Fernando
Alvim,de 53 anos. Apaixonado pelo clube de Campos Salles, ele esteve presente a todos os
jogos da equipe no Campeonato Carioca e, de quebra, se animou com a primeira vitória.

– O nível do nosso time melhorou muito. Já era para ter vencido a última partida, mas, enfim,
a vitória chegou em boa hora. Aliás, já tinha passado da hora – disse.

Na partida, o América não passou grandes sustos para derrotar o Madureira, mesmo fora de
casa.
Apático, o time de Conselheiro Galvão tomou um golpe logo aos nove minutos de jogo, quando
Fábio Augusto foi lançado e, cara a cara com Renan, tocou por baixo do goleiro para abrir o
placar a favor do Alvirubro.

Nem mesmo com a desvantagem no placar o Madureira pressionou e,dessa forma, o América
deuseu golpe fatal aos 17 minutos do 2° tempo.
O lateral-direito Carlinhos cruzou para Fernando, que escorregou dentro da área. Mas a sorte
estava ao lado do América, já que o zagueiro Odvan também falhou e, mesmo caído, Fernando
ampliou a vantagem do América: 2 a 0.
A vitória sobre o Madureira dá um pouco de tranqüilidade aos americanos, que seguem
lutando contra o rebaixamento.
– O América não vai cair. Vamos enfrentar o Resende agora e a torcida vai seguir apoiando.
concluiu Fernando Alvim.

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O DIA 14 DE MARÇO NO FUTEBOL

14/03/1905 – Em Londres é fundado o Chelsea FC time da primeira divisão do futebol inglês, 3 vezes Campeão Inglês, 2 vezes da Recopa Européia, 4 vezes campeão da Copa da Inglaterra o time conta com 2 brasileiros no elenco: o zagueiro Alex ex-Santos e o dublê de lateral e meia Belleti ex-São Paulo e Barcelona.

14/03/1927 – É criada a Federação Alagoana de Futebol, fundada como COLIGAÇÃO ESPORTIVA DE ALAGOAS, em 14.03.1934, em FEDERAÇÃO ALAGOANA DE DESPORTOS e em 14.02.1991 aos dias atuais, chama-se FEDERAÇÃO ALAGOANA DE FUTEBOL.

14/03/1963 – BRASIL 5 – 1 COLÔMBIA, pela Copa América em La Paz em sua segunda partida o Brasil venceu bem com gols de: Gamboa (Col) Oswaldo, Marco Antônio, Flávio (2) , Fernando Cônsul (Bra)
14/03/1976 – É inaugurado na Cidade de Volta Redonda/Rj o Estádio Raulino de Oliveira com o jogo Botafogo 3 – 1 Fluminense com Zezinho marcando o primeiro gol, hoje com capacidade para 20.000 pessoas após uma reforma em 2003.

14/03/1981 – BRASIL 2 – 1 CHILE, pela primeira vez a Seleção Brasileira joga em uma Cidade do interior e em Ribeirão Preto no Estádio Santa Cruz e vence o amistoso no intervalo das eliminatórias para a Copa de 82 com gols de: Zico, Reinaldo (Bra); Caszely (Chi).

Aniversariantes do Futebol no dia 14 de Março
José Guilherme Baldocchi – 14/03/1946 Campeão do Mundo em 1970 (Palmeiras, Corinthians e Fortaleza).

Ricado Daniel Bertoni – 14/03/1955 – Campeão do mundo em 1978 (Quilmes, Independiente, Sevilha, Napoli e Fiorentina)

Ronaldo Marquês – 14/03/1960 – (Flamengo, Santos, Bahia, Corinthians)

Junior Baiano – 14/03/1970 – (Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Seleção Brasileira, Brasiliense).

Nicolas Anelka – 14/03/1979 – ( PSG,Arsenal, Real Madrid, Liverpool Manchester City, Fernebaçhe, Bolton e Chelsea e Seleção Francesa).

Protegido: Luis Pereira e Rodolfo Rodrigues – será que mereceram toda a fama que tiveram?

Sei que estes jogadores tiveram muito sucesso.
Como é muito polêmico o assunto que vou tratar, e é minha opinião, sei que pode gerar muitos protestos, principalmente por palmeirenses e santistas. Mas o que importa é sermos sinceros na nossa opinião, sempre com embasamento lógico, claro.
O primeiro grande equívoco é da parte da imprensa que via erros, mas preferia fazer vistas grossas aos jogadores citados. Como eles eram de certa forma endeusados, já pensaram se iriam contra a opinião pública? Mas vamos aos fatos:

LUIS PEREIRA
Características – Considerado um dos maiores defensores de todos os tempos (?), tinha um jeito de andar muito peculiar. Seus joelhos quase se chocavam enquanto caminhava com os pés virados para trás . Jogando, era capaz de correr de costas, ficando cara a cara com o atacante que vinha carregando a bola. Firme na defesa, ficou famoso também por sua habilidade e técnica.
Essas qualidades, somadas à vontade de ajudar seu time, faziam com que o zagueiro central gostasse de atacar. (Hummmm, aí morava o perigo). Essas arrancadas ao ataque, que contagiavam a torcida, faziam também com que técnicos e companheiros tremessem de medo, muitas vezes reprovando a desobediência tática do defensor. Como detinha alta técnica, foi chamado de “el mago” na Espanha. Em 1975 na Espanha o futebol era bem menos técnico .
Pois bem, é neste aspecto que me apego. Cansei de ver o Palmeiras
tomar gols em contra ataques, muitos no final do jogo. Sem contar que vi vários gols de cabeça de jogadores de estatura inferior ao Luisão Pereira, ex-Chevrolet. Alguns exemplos que marcaram: Copa de 74, um jogo em especial, Corinthians 1 x 0 Palmeiras em 01/11/72, gol de Marco Antonio ponta esquerda de cabeça, e Quadrangular internacional do Morumbi, creio que em 1976, gol no último minuto , em contra-ataque, após “avançada” do Luis Pereira. Evidentemente não ficaram guardados na minha memória outros lances equivalentes.
Que adiantava ter um jogador de alta técnica se sempre ocorria gols em suas costas?

RODOLFO RODRIGUES – Março de 1983. O Santos é convidado para participar juntamente com Nacional e Peñarol de um torneio em Montevidéu, no Uruguai. O empresário Juan Figer está por trás do acordo. Na chegada da delegação santista à capital uruguaia Figer se reúne com Milton Teixeira, que ocupava o cargo de presidente do Santos. O assunto: Rodolfo Rodriguez.
O goleiro estava em crise com a diretoria do Nacional e fora do time. De
repente é escalado para a primeira partida do torneio, justamente contra o Santos. Não teve atuação convincente, seu time perdeu por 3 a 1. O Santos é vice-campeão brasileiro. Garante vaga na Taça Libertadores da América. O time fracassa na busca da terceira estrela dourada na camisa. O meia João Paulo vai para o Flamengo. No início de 84, Pita é negociado com o São Paulo, numa troca por Zé Sérgio e Humberto. O Santos contrata Rodolfo Sérgio Rodriguez Rodriguez.
CARACTERÍSTICAS
Personalidade forte, Rodolfo chegou disposto a imitar o sucesso alcançado pelo argentino Mário Agustín Cejas. Estréia no Torneio Início do Paulistão.
O Santos é campeão estadual. Começa a empatia de Rodolfo com a torcida santista.
No Paulistão, Rodolfo disputou sua primeira partida oficial longe da Vila
Belmiro. Foi no empate sem gol com o Araçatuba. Diante do América de Rio Preto, na Vila, praticou seqüência de defesas que até hoje são reverenciadas pelo torcedor. (Estas defesas, lembro-me bem, foram possíveis porque as bolas vieram às suas mãos. Não foi um bombardeio. Mas sem dúvida foi bonito de ver). Depois de cinco anos o Santos volta a conquistar um título,justamente em cima do arquiinimigo Corinthians. O prestígio de Rodolfo Rodriguez só é superado pelo do carismático Serginho Chulapa.
Rodolfo chegou em janeiro de 84 e jogou até julho de 88. Disputou 255
partidas, conquistou quatro títulos. Teve brilhantes atuações, mas fracassou em alguns clássicos importantes. Lembro-me de diversas chutes e cabeçadas dos adversários ao gol e a bola passando entre suas mãos. Vááárias vezes! À meia altura, por baixo, por cima…… E a imprensa nada falava. E a torcida aceitava. Não havia pressão. Mas lembravam sempre daquela sequência de defesas contra o América. Pergunta: Porque não foi convocado para jogar pela seleção uruguaia , (acho eu) em 1986? Creio que já o conheciam de sobejo.

Encerrando, se fizessemos uma Análise de Custo x Benefício dos 2 jogadores certamente chegariamos a conclusão que foram vantajosos para seus clubes, mas sem todo o alarde que se propagou sobre eles.
Fonte: 1-informações de modo geral da Gazeta Esportiva NET
2-meus olhos

Os primórdios do futebol em Belo Horizonte e do Clube Atlético Mineiro!!!

Nos primeiros anos do século passado, BH era uma cidade com o traçado claro: a Avenida do Contorno delimitava o espaço nobre, moderno, limpo e urbano destinado às classes altas. A área periférica abrigava as classes mais baixas e não atraía investimentos públicos.
Nessa época, o futebol chegou ao Brasil como um esporte de elite. Os clubes refletiam a hierarquia social e só aceitavam como sócios ou jogadores os membros da alta classe. Havia pouca opção de lazer para os mais pobres. O Atlético Mineiro Futebol Clube foi o primeiro time da capital mineira a aceitar em seus quadros qualquer pessoa, independente de sua classe social. Por isso, esse clube pode ser considerado um dos poucos pontos de integração social da Belo Horizonte do início do século.

Falta de lazer leva a população ao futebol

Havia poucas opções lazer em Belo Horizonte no início do século e essas opções eram dirigidas à elite. O Clube Recreativo, fundado em 1894, o Hipódromo inaugurado em 1906 e as casas de diversões eram incentivados pela Prefeitura através de isenção de impostos e doações.
Por essa época, o futebol começava a se popularizar no Brasil, introduzido por Charles Miller em São Paulo. Em 1903, chegou à cidade o estudante carioca Vitor Serpa, que aprendera a jogar futebol na Suíça. No ano seguinte, Serpa começou a divulgá-lo entre alguns amigos. Em 10 de junho de 1904, Serpa e dezenas de companheiros fundaram o Sport Club Foot-ball, primeira agremiação de futebol criada em Belo Horizonte. O Clube era formado por membros da elite da capital: estudantes, funcionários públicos e comerciantes. O campo foi construído na Rua Sapucaí e, no dia três de outubro, aconteceu a primeira partida de futebol na capital, entre dois times do próprio Clube: o de Vitor Serpa e o do presidente da associação, Oscar Americano. Venceu o time de Serpa, por 2 a 1.

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(Na foto: José Gonçalves, fundador e jogador do Sport Club, primeiro time de futebol de Belo Horizonte)

O futebol começava a ser praticado apenas pela elite da capital mineira, tendência que se refletia em todo o país. Em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, os primeiros clubes (Associação Atlética Mackenzie, Fluminense Futebol Clube, Grémio Foot-Ball Porto Alegrense, respectivamente) eram times de elite, que só tinham jogadores e membros da diretoria que fossem universitários, profissionais liberais ou comerciantes. Pessoas de menor condição financeira não entravam.
Ainda em 1904 eram fundados em Belo Horizonte dois clubes: O Plínio Futebol Club e o Clube Atlético Mineiro, que não deve ser confundido com o atual. Esses clubes eram formados basicamente por estudantes. Criou-se, então, uma liga de futebol entre os três clubes e começaram a disputar um campeonato. O Sport Clube se inscreveu com dois times: o Vespúcio e o Colombo. O Atlético também se inscreveu com dois times: o Atlético e o Mineiro. O Plínio entrou no campeonato com apenas um time.
O futebol começava a se destacar entre os membros da elite belorizontina: o campeonato vinha sendo noticiado com certo destaque pelo Minas Gerais, que inclusive publicou na edição de 6 de novembro de 1904 uma tabela da posição dos clubes nesse primeiro campeonato da cidade.
Infelizmente, o campeonato não foi concluído. As chuvas do mês de novembro estragaram os campos e os jogadores, em sua maioria estudantes, entraram em férias escolares e retornaram para suas cidades de origem, já que boa parte deles vinha para Belo Horizonte apenas para estudar. Vitor Serpa retornou ao Rio, aonde veio a falecer em 1905.

Decadência e ressurgimento do “foot-ball”

A primeira experiência do futebol em Belo Horizonte foi intensa, porém fugaz. Em princípios de 1905, a cidade tinha sete associações de futebol: O Sport Club, O Estrada Futebol Clube, o Atlético Mineiro Futebol Club (novo nome do Atlético Mineiro) o Brasil Futebol Clube e o Viserpa Futebol Clube (nome homenageando Vitor Serpa). Apesar de tantos clubes, os jogos foram rareando e o interesse foi diminuindo. Todos esses clubes tiveram vida curtíssima, com exceção do Sport, que sobreviveu até 1909.
Os fãs do futebol foram ficando descontentes com a situação. O máximo que se organizava agora, eram “peladas” esporádicas. Nos encontros no Parque Municipal, os estudantes se reuniam para os passeios de domingo ou para as corridas de bicicletas, também realizadas nos fins de semana. O futebol ficou, durante algum tempo, relegado a segundo plano.

Nasce o Clube Atlético Mineiro

Em março de 1908, um grupo de estudantes se reunia, como de costume, no Parque Municipal. Liderados por Margival Mendes Leal e Mário Toledo, estavam decididos a fundar um novo clube de futebol em Belo Horizonte. Em 25 de março, os rapazes mataram aula e, numa quarta-feira ensolarada, nascia o Atlético Mineiro Futebol Clube, “para sufocar todos os outros”. Seguiram-se outras reuniões, realizadas sempre no Parque, nessa época freqüentado apenas pela elite da capital.
O Atlético nasceu como sendo um time de estudantes, ou seja, da elite belo-horizontina. O que diferenciava o Atlético dos outros clubes é o fato de que, desde os primeiros tempos, seus quadros estavam abertos a qualquer pessoa. Pouco a pouco, o Atlético se firmava como o time do povo. E, em suas primeiras partidas, o time já acumulava vitórias. Em 1909, derrotou o Sport Club três vezes consecutivas, o que determinou a dissolução do time fundado por Vitor Serpa.

O Atlético cresce, junto com o futebol e a cidade

Na década de 10, Belo Horizonte tinha uma população crescendo ininterruptamente. E, graças à fundação do Atlético, o futebol na cidade ganhou um novo ímpeto. Nos três jogos disputados contra o Sport, em 1909, o público presente no campo (local onde hoje fica a Secretaria de Agricultura) foi de cerca de 3 mil pessoas, quando a capital tinha cerca de 30 mil habitantes. Nessa nova “onda” futebolística, viriam a surgir outros dois importantes clubes: o Yale Atlético Clube, em 1910, e o América Futebol Clube, em 1912. O futebol se enraizava, definitivamente, na capital.
O começo, no entanto, foi difícil. A primeira diretoria do Atlético era composta pelos próprios atletas: ao mesmo tempo que cuidavam da parte administrativa, tinham que treinar e jogar no time. Para se ter uma idéia da precariedade do clube, o Atlético ganhou da Prefeitura um terreno para construir seu campo e sede na rua Guajajaras, entre São Paulo e Curitiba. O campo não tinha mais que uns 30 metros de largura por uns 75 metros de comprimento, bem abaixo das medidas oficiais. Não havia marcas laterais e a bola saía de jogo quando rolava pelo barranco abaixo. As traves eram dois paus colocados verticalmente e o travessão era uma corda esticada. Já nos primeiros dias, roubaram as traves. Posteriormente, o Atlético passou a ocupar o campo que foi do Sport Club, ao lado da estação ferroviária.
Enfrentando tantas dificuldades numa cidade tão carente de recursos (a diretoria do Atlético teve que procurar muito para comprar uma bola, e assim mesmo tiveram que se contentar com uma usada, pois nenhuma outra foi encontrada em todo o comércio), o futebol começava a tomar gosto não só da elite, mas do povo em geral. Os jogos atraíam um crescente interesse e o Atlético já contava com uma grande torcida por motivos óbvios: dos três times da capital, o Atlético era o único clube que não impunha restrições à entrada de jogadores ou sócios. O Yale, clube da colônia italiana cuja dissidência daria origem em 1921 ao Palestra Itália, não via com bons olhos a inclusão de não italianos ou descendentes em seus quadros. E o América só aceitava estudantes ou pessoas de posse, sendo um clube altamente elitista.

Time sai invicto e conquista campeonato

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(Na foto: Atlético, primeiro campeão mineiro – 1915)

Em 1914, já com o nome atual de Clube Atlético Mineiro, o time se inscreveu no primeiro torneio de futebol oficial realizado em Belo Horizonte. Invicto, conquistou o título. No ano seguinte, seria disputado o primeiro campeonato estadual de futebol em Minas e o Atlético novamente venceu. Nesses primeiros anos, o Atlético começaria a se impor como o clube mais popular da capital mineira. E é interessante constatar que, apesar de o América ter sido campeão mineiro por dez vezes consecutivas (de 1916 a 1925), o Atlético era o time que mais crescia em Belo Horizonte, sendo inclusive convidado para jogar em outras cidades, o que era bastante raro na época.
A discriminação existente nos outros clubes iria perdurar nos anos vinte e trinta. Só em 1927 o Palestra Itália permitiria o ingresso de não italianos em seus quadros como sócios ou como jogadores, mas ainda assim os não “oriundi” eram quase sempre barrados no time de futebol, dando-se preferência aos “italliani”. Nos anos 30, o América ainda restringia o acesso de jogadores pobres durante os testes aos quais eram submetidos os atletas. Cidinho, o “Bola Nossa”, que foi juiz de futebol nos anos quarenta, conta que, no início dos anos trinta, foi fazer um teste para conseguir entrar nos times juvenis do América e do Palestra, sendo recusado por ambos. Era pobre e não era italiano… No Atlético, foi incluído no time e foi campeão mineiro juvenil no ano de 1934.
No período de 1926 a 1939, o Atlético consolidou sua posição de maior clube de Minas Gerais e o mais popular, ganhando inúmeros títulos, inclusive o de Campeão dos Campeões do Brasil, em 1936 – e revelando craques diversos.
O Atlético ofereceu à população mais pobre de Belo Horizonte uma oportunidade de inserção no lazer da capital. Já em 1927, o jornal Vida Sportiva tecia esse comentário nada lisonjeiro sobre a popularização do futebol:
“O futebol revestiu-se, nos seus começos, de um cachet de fina elegância e alta distinção. Distinção do ‘referee’ (árbitro) e distinção de linguagem do cronista. Tratava-se, não há dúvida, de uma diversão de elites. Depois, dizem que o futebol evoluiu… Generalizou-se, democratizou-se, banalizou-se. E perdeu, no mesmo passo, o primitivo cunho de elegância. Enfim, evoluiu e continua a evoluir… Para o “Bambam-bam”. (Jornal Vida Sportiva, de 19/11/1927)
Era um caminho sem volta. Isso porque o futebol passou a fazer parte do gosto popular e o povo já se identificava com ele. As massas suburbanas segregadas pelo Poder Público se identificaram com a agremiação que as escolhia sem fazer distinções: o Clube Atlético Mineiro.

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Na foto: Atlético – final da década de 20. As fotos desta matéria foram cedidas gentilmente pela ADEMG

Fonte:Cajabis Cannabis,revista da Prefeitura de Belo Horizonte em julho de 1995, intitulado “Os Primórdios do Futebol em Belo Horizonte e a Fundação do Clube Atlético Mineiro”.

Campinense – Tetracampeão Paraibano 1974

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Vencedor dos três primeiros turnos,tudo parecia indicar que o Campinense ganharia
também o último e evitaria qualquer disputa extra pelo título.
Mas o Treze seu maior rival adiou a festa e obrigou o Campinense à disputa de uma
partida que não estava no programa.
De nada adiantou o esforço,pois o Campinense liqüidou logo a fatura ao derrotar o rival
por 2×0 no dia 15 de Dezembro de 1974,gols de Erasmo, Pedrinho Cangula e conseguiu
o sonhado tetracampeonato paraibano, com 47 gois a favor e nove contra, vinte vitórias,
cinco empates e duas derrotas.Clóvis, do Nacional, foi o artilheiro do campeonato, com
dezenove gols.

FICHA DA FINAL(José Ricardo Almeida)

CAMPINENSE 2 x 0 TREZE
Data: 15 de dezembro de 1974
Local: Estádio Presidente Vargas, Campina Grande (PB)
Árbitro: Everaldo França
Renda: Cr$ 85.263,00
Gols: Pedrinho, 45 e Erasmo, 87
Expulsões: Sandoval, 63; Porto e Carioca, 77 e Som, 88
CAMPINENSE: Olinto, Edvaldo, Deca, Paulinho e Agra; Vavá e Dão (Carlinhos); Porto, Pedrinho, Erasmo e Valmir.
TREZE: Batista, Miro, Som, Ivo e Eliomar […]

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Fonte:Placar

Grêmio Tricampeão Gaúcho 1956,57 e 58!!!!

Há 69 anos, o Grêmio Futebol Portoalegrense conquistava o seu primeiro tricampeonato. Isso aconteceu em 1939 e vale a pena rememorar a magnífica campanha tricolor desenvolvida em 37, 38 e 39.E vale justamente porque Foguinho foi, naquela época, o artilheiro do certame, formando com Nené a melhor ala esquerda do Estado.
Lembremos o Grêmio era bicampeão em 13 de fevereiro de 1940 o campeonato de 39 terminou em 40, derrotando o Internacional por 4 a 2, sagrou-se tri-campeão.
O povo saiu, então para a rua, fazendo o carnaval da vitória.

E para usar o lugar comum, vamos dizer que a história se repetiu 20 anos depois. Apenas com outros craques, com outros dirigentes. Quatro gremistas, entretanto, repetiram em 58 o feito de 39.

São eles : Osvaldo Rolia, o Foguinho, que no primeiro tri era meia esquerda; na segunda conquista era o técnico. Ari Delgado, que jogava de zagueiro, e na época da segunda conquista era vice-presidente. Telemaco Frazão de Lima, que em 39 era técnico e presidente, em 58 era o superintendente do Estádio Olímpico. Luís Carvalho, o famoso gordo que atuou no Vasco e no Botafogo, em 39 era o comandante do ataque. Em 57, ano do bi, foi diretor de futebol.

Mas falemos do Grêmio , o que goleou o Santos, empatou com o Botafogo e derrotou todos os times do Uruguai e da Argentina que visitaram Porto Alegre em 1958. O Grëmio possuía um esquadrão de respeito e em suas fileiras se alinham verdadeiros craques.

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Fonte:Revista do Esporte

Amarildo tremeu no jogo contra a Espanha – 1962

Segundo depoimento de Amarildo, ele só tremeu uma vez no futebol. Na copa do mundo de 1962 quando foi escalado para substituir o Pelé contra a Espanha. Quando Pelé se machucou, no Brasil todo mundo perguntava – “Quem vai substituir Pelé ?” . No ar, alguns sintomas: em 1958, o guri Pelé entrara no lugar de Dida e, deste vez alguém entraria em seu lugar na mesmo rodada. Lá estava o garoto Amarildo com a camisa 20, justamente o dobro da famosa de Pelé. E o próprio Rei o chamou: – “Quem sabe, Amarildo, se não foi Deus quem te mandou aqui ? Você tem tudo que eu tinha em 1958”.

Na concentração, o veterano Nilton Santos pensou – “Esse menino não ia ser convocado porque é brigão”. E mandou chamá-lo a seu bangalô na concentração em El Retiro, em Quilpuê, Vinã Del Mar. – “Eles vão te desacatar. Finja que não ouve. Não queira também se fazer de Pelé. Seja o mesmo Amarildo do Botafogo”.

No dia 3 de junho, em campo contra a Espanha, Amarildo não conseguia escutar os gritos do conselheiro Nilton Santos, as ordens do mestre Didi, nem mesmo acompanhar os centros de Garrincha. As pernas pareciam de chumbo, sumira aquela ferocidade. Estava estático, sem vida. Até que no fim do primeiro tempo o zagueiro Garcia cuspiu-lhe na camisa e puxou-lhe o cabelo. Pobre Garcia despertava o adormecido anjo barroco e dele surgia a figura do Possesso.

Veio o segundo tempo e o Brasil virou o jogo para 2 a 1 com dois gols de Amarildo. Nelson Rodrigues exaltava perante o mundo –
“Só um possesso em último grau ou por este montado, só um possesso faria aquilo”.

Era o grande Amarildo, bicampeão do mundo, também bicampeão carioca. Por nove anos, foi rei na Itália jogando no Milan, Fiorentina e Roma. Também foi rei em punições: suspenso 41 vezes, expulso 28, pena de 38 semanas. Era um jogador que iria fazer parte de um time inesquecível para 75 milhões de brasileiros naquela final de 3 a 1 contra a Techecolováquia no dia 17 de junho de 1962: Gilmar. Djalma Santos. Mauro. Zozimo e Nilton Santos. Zito e Didi. Garrincha. Vává. Amarildo e Zagalo.
Fonte: Revista Placar