CAMISAS CAMPEÃS DA FERROVIÁRIA DE ARARAQUARA (1966 a 1969)

1966

Camisa AFE campeã da Primeira divisão 1966

Depois de dez anos na Divisão Especial do Campeonato Paulista, de 1956 a 1965, a Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara fez uma má campanha em 1965 e foi rebaixada para a Primeira Divisão. Em 1966, a cidade se uniu e a agremiação da Estrada de Ferro sagrou-se campeã da Divisão de Acesso, em decisão emocionante no Pacaembu, em duas partidas muito disputadas contra o XV de Novembro de Piracicaba. Empate de 1 x 1 no primeiro jogo e vitória por 1 x 0 no segundo e o retorno garantido. Para comemorar a volta, a Ferroviária recebeu o Cruzeiro de Belo Horizonte e empatou em 2 x 2 com o time de Tostão.

 

1967

Camisa AFE Campeã do Interior 1967

No ano da volta à Divisão Especial, a Ferroviária conseguiu sagrar-se Campeã do Interior. Além disso, participou de três torneios amistosos e os venceu. O primeiro deles foi o Torneio de Ribeirão Preto, contra Botafogo, Comercial e Náutico-PE. O segundo aconteceu em Recife, contra Náutico, Sport Recife e Santa Cruz. E o terceiro foi em Goiânia, contra Vila Nova, Goiás e Botafogo de Ribeirão Preto. No jogo de entrega das faixas de Campeã do Interior, presença do São Paulo FC em Araraquara, com vitória da Ferroviária por 3 a 2.

 

1968

Camisa AFE Bicampeã do Interior - 1968

A Locomotiva conseguiu o bicampeonato do Interior em 1968, e mais que isso: terminou o Paulistão em terceiro lugar, atrás apenas de Santos e Corinthians. E teve o artilheiro número um do campeonato, o centroavante Téia com 20 gols. Para comemorar o feito, foi realizada uma partida internacional na Fonte Luminosa, reunindo Ferroviária e Napoli da Itália. A equipe afeana estabeleceu 4 a 0 no vice-campeão italiano.

 

1969

Camisa AFE Tricampeã do Interior - 1969

Em 1969 a Ferroviária coroou a sua estupenda fase levantando o Tricampeonato do Interior, recebendo em definitivo o Troféu Folha de S. Paulo, em disputa. Na festa de entrega das faixas de tricampeã, presença do Palmeiras na Fonte e vitória da Ferroviária por 3 a 2.

Oportunamente, estaremos apresentando as campanhas da Ferroviária nos anos de 1966 a 1969.

FONTES:
Museu do Futebol e Esportes de Araraquara, localizado na Arena Fonte Luminosa.
Arquivo pessoal.
Fotos tiradas no interior do Museu aludido, por Paulo Luís Micali.
Texto: Vicente Henrique Baroffaldi
Edição: Paulo Luís Micali

Carioca da Série B – Autor de oito gols sonha com chance em clube grande

A rodada inaugural do Campeonato Carioca da Série C ganhou destaque nos jornais do Rio e do país, graças ao atacante Celso Ferrão. Na goleada do Queimados Futebol Clube por 8 a 2 em cima do CES Arturzinho, o jogador marcou todos os oito gols. Aos 28 anos e professor de educação física, Celso quase parou de jogar a pedido da mãe. “Ela queria que eu me dedicasse mais aos estudos, mas deu pra conciliar”, revelou Celso.

 

A principal pergunta que todos gostariam de fazer é a sensação de marcar oito gols num só jogo. “É uma experiência indescritível, uma situação que não acontece sempre. Quando a gente foi ver já tinha oito gols, e na hora nem cheguei a pensar nisso, somente na alegria de ter ajudado ao clube”, afirmou.

 Em 2011, Celso Ferrão terminou a Terceirona como o artilheiro do Queimados, com 12 gols, atrás de Evandro (Duquecaxiense) com 13; Washington (Carapebus) com 14; e Dudu (América de Três Rios) com 17. Agora, mesmo diante de uma concorrência acirrada, Celso quer terminar como o goleador máximo.

“Fui o artilheiro do Queimados, mas agora é uma nova história, um novo momento e temos que buscar sempre alcançar outros objetivos. Temos um bom time assim como ano passado, mas para esse ano, mantivemos a mesma base do ano passado com novos atletas e estamos unidos e focados, sabendo que o nosso objetivo é colocar o Queimados na Série B”, avaliou.

 

O jogador, que começou no Futsal sonha em ser lembrado por um grande clube do futebol brasileiro para mostrar que pode jogar futebol em alto nível. “O meu início foi no futsal onde passei por vários clubes. Depois fui para o campo onde joguei no Volantes de Juscelino. Fui jogar futebol amador e a minha mãe não queria que eu jogasse e que me dedicasse aos estudos. Depois que me formei em educação física tive a oportunidade de jogar no EC Rio São Paulo, onde fiquei alguns meses; depois parei e retornei ano passado ao Queimados onde pude conciliar o meu trabalho com o futebol. Agora quero fazer o meu trabalho para que uma equipe grande se interesse por mim. Esse é o meu sonho e tenho fé que a minha hora vai chegar”, revelou.

 Apesar dos holofotes estarei sobre o atacante, Celso fez questão de dividir os louros com o clube, comissão técnica e jogadores. “O Queimados tem um time muito forte e unido. Gostaria de ressaltar aqui que, sem a ajuda de todos os meus companheiros isso não seria possível. Ninguém cresce sozinho e tive a ajuda de todos. Mas, o importante é que o Queimados venceu e espero estar sempre pronto a ajudar ao clube e meus companheiros na conquista de vitórias”, disse.

 Um fato curioso revelado pelo atacante Celso é que ajuda os companheiros no trabalho físico, já que é formado em educação física. “É muito engraçado, pois, sempre que começa a temporada eu sou cobrado. Como tenho tendência a engordar, sempre me apresento com o peso acima do normal. Mas, é tranquilo, pois posso ajudar também os meus amigos nos trabalhos físicos”, concluiu.

Foto: Anderson Luiz

Bogari Clube da Cascatinha – Petrópolis (RJ)

O Esporte Clube Bogary foi fundado em 1903, por descendentes de italianos. O principal esporte era o futebol, onde a equipe disputou vários torneios. Entre os anos 70-80, o clube mudou de nome passando a se chamar Bogari Clube.

Atualmente, o Alviverde Petropolitano, localizado na Rua Bernardo de Vasconcelos, 205, no Bairro da Cascatinha, se dedica mais ao Tênis de Mesa. Já o futebol ainda é praticado e há uma mobilização para que o clube volte a disputar o Campeonato Petropolittano Amador.

Clube Recreativo Democráticos – Petrópolis (RJ)

Na vida, talento é importante, mas a sorte… É o divisor de águas. Estava eu procurando uma informação e acabei, casualmente, encontrando uma Flâmula do Clube Recreativo Democráticos da Vila de Cascatinha, localizado em Petrópolis, Região Serrana do Rio.  

O clube foi fundado num sábado, do dia 04 de Janeiro de 1947. O grande propósito da diretoria era um time para se contrapuser ao Sport Clube Cascatinha e ao Bogary.

O Democráticos disputou vários campeonatos petropolitanos, fazendo boas campanhas, mas sem chegar ao título

O Sport Club Cascatinha possuía sua origem na Seção de Futebol do Círculo Católico São Sebastião de 1912, grupo de operários católicos, cuja mudança do nome se deu em 1924 para Cascatinha. Quanto ao Bogary, fundado em 1903, sua maior clientela eram os descendentes de italianos, politicamente anarquistas.  Além desse escudo raro, encontrei outras raridades que postarei em breve.

Enfim, Bonsucesso (RJ) voltará a jogar nos seus domínios

Após a derrota no último domingo (11/03/12), diante do Volta Redonda por 2 a 1, no Estádio da Cidadania Raulino de Oliveira, o elenco do Bonsucesso teve folga na segunda-feira e retornou aos treinamentos na tarde desta terça-feira (13/03/12). 

Os atletas que atuaram na partida do último domingo realizaram um treino regenerativo. Já que não atuaram participaram de um jogo-treino contra a Portuguesa-RJ no estádio Leônidas da Silva. O time foi escalado por Marcão foi; Jaime, Thiago Maciel, Lucas, Gomes, Ratinho, Victor Hugo, Alex Alves, Vinicius Calamari, Joselito, Marcelinho e Eder. A atividade terminou empatada por 0 a 0.

 Para a partida, o técnico Marcão não poderá contar com o zagueiro Admilton, que foi expulso na derrota diante do Volta Redonda. Era prevista a volta do meia e capitão da equipe Ricardo Bóvio aos treinamentos, mas novamente o jogador sentiu um incomodo em sua panturrilha esquerda e não treinou, Bóvio está fora da partida do próximo domingo(18/03/12).

 Os atletas voltam a treinar na tarde desta quarta-feira no estádio Leônidas da Silva, dessa vez a atividade será um treinamento técnico-tático. Com dois empates e uma derrota nas três primeiras rodadas da Taça Rio, o Bonsucesso agora enfrenta o Americano, no domingo (18/03/12), às 16 horas, na reabertura do Estádio Leônidas da Silva, em Teixeira de Castro.

Foto: André Luiz Queiroz

Copa do Brasil – Técnico campeão Brasileiro estréia no Boavista (RJ)

 

Nesta quarta-feira (14/03/12), às 20h30m, na Arena do Jacaré, o Boavista entra em campo para enfrentar o América Mineiro, valendo vaga para a segunda fase da Copa do Brasil. Além da motivação natural para buscar a classificação, o time terá também a estreia de Andrade no comando técnico. Vitorioso no futebol, Andrade encara o acerto com o Boavista como mais uma oportunidade de conquistar títulos como treinador.

“Aceitei vir para o Boavista porque acredito no potencial dos jogadores. É uma equipe de qualidade, que só precisa resgatar a autoestima. Todos me receberam muito bem nestes dois dias de trabalho e estamos confiantes em fazer uma grande partida nesta quarta”, disse Andrade, campeão Brasileiro pelo Flamengo, em 2009.

 Para passar de fase, o Boavista joga por uma vitória simples ou qualquer empate com gols, uma vez que o primeiro confronto, realizado no Rio de Janeiro, terminou empatado em 0 a 0. Em caso de nova igualdade em 0 a 0, a vaga será decidida nos pênaltis.

 “É preciso jogar com inteligência, sem afobação. Com muita união e dedicação podemos embalar e buscar uma sequência de bons resultados, começando por este confronto com o América”, afirmou Andrade.

 BOAVISTA: Thiago, Sheslon, Bruno Costa, Luiz Alberto e Paulo Rodrigues; Júlio Cesar, Leandro Teixeira, Ruy e Fabiano Gadelha, André Luis e Somália. Técnico: Andrade. 

 Foto: Jornal dos Sports

DIAMANTE NEGRO. SALVE LEÔNIDAS!

Craque brasileiro é astro em outro Mundial marcado pela influencia política. Foi na Copa de 1938, na França, que o Brasil apresentou pela primeira vez uma seleção de verdade. A crise desde a implantação do profissionalismo dividiria o nosso futebol fora, enfim, superada um ano antes, graças a um movimento liderado por Pedro Novaes e Pedro Magalhães Correia, presidentes, respectivamente, de Vasco e América. Segundo a proposta dos dois dirigentes, a Federação Brasileira de Futebol, entidade que congregava os clubes adeptos ao regime remunerado, passaria a dirigir o futebol em todo o território nacional, e se filiaria à Confederação Brasileira de Desportos, amadorista, encarregando-se, esta, da representação do país junto a FIFA. Graças ao acordo, o técnico Ademar Pimenta teve liberdade para convocar todos os jogadores que quis. Pimenta dirigia a seleção brasileira no Sul-Americano de 1937, em Buenos Aires, no qual foi vice-campeão. A Itália apresentou outro grande jogador, o atacante Silvio Piola, mas quem brilhou de fato naquela Copa foi o brasileiro Leônidas da Silva. Aos 25 anos, o craque do Flamengo carregava muita fama no Brasil, mas era um tanto desconhecido na Europa, embora tivesse jogado em 1934, na Itália. Chamado por aqui de Diamante Negro, Leônidas marcou oito gols – foi o artilheiro da Copa – e acabou sendo fundamental na boa campanha da Seleção. Jules Rimet realizou, naquela Copa do Mundo de 1938, o sonho de ver o evento disputado em seu país. Em sua concepção, o esporte deveria ser um laço de união entre os povos. E o Mundial, a grande chance para que os países pudessem celebrar uma autentica confraternização. Mas a Europa já vivia um clima político carregado. A Espanha enfrentava uma guerra civil. Adolf Hitler havia anexado a Áustria ao território alemão. Alemanha, Itália e Japão já tinham assinado um acordo diplomático Pacto do Eixo – na pratica uma tríplice aliança visando a guerra próxima, já sinalizada pela mobilização das tropas nazistas. Seria exagero afirmar que o bi da Squadra Azzurra foi ganho apenas pela a influência direta dos países do Eixo. Também teve seus méritos. Mas embora a Copa de 1938 tenha sido superior às anteriores, o evento também acabou marcado pela intervenção política.

PENALIDADE DISCUTIDA AFASTA O BRASIL.

O Brasil foi o único país sul-americano a participar da Copa de 1938, que teve forma de disputa parecida com a anterior. Na primeira fase aconteceram sete jogos, todos eliminatórios. E restaram, após as quartas de final, três seleções que vinham apresentando belo futebol:

Itália, Hungria e Brasil.

Nas semifinais, os húngaros golearam a Suécia por 5 a 1, e na decisão antecipada, a Itália venceu o Brasil por 2 a 1, graças a um pênalti muito discutido, de Domingos da Guia em Silvio Piola, Cobrado por Giuseppe Meazza.

Na final, a Itália venceu a Hungria por 4 a 2. Pela segunda vez consecutiva, a taça parava nas mãos de Vittorio Pozzo e, é claro, de Benito Mussolini. Quem, aliás, poderia derrubar o ascendente poder do Eixo? Esta foi a pergunta que se fez durante o Mundial, realizado pouco mais de um ano antes de Hitler ordenar suas tropas que invadissem a Polônia, iniciando, a guerra que deixou cicatrizes em todo o planeta.

CURTINHAS.

Ouvido ligado:

A Copa de 1938 foi a primeira transmitida para o Brasil. Pelas ondas do rádio, é claro na voz do narrador paulista Gagliano Neto. O sucesso acabou sendo extraordinário.

POSIÇÃO HONROSA.

O Brasil venceu a Polônia (6×5), superou a Tchecoslováquia (1×1 e 2×1), perdeu da Itália (1×2) e derrotou a Suécia (4×2) na disputa do terceiro lugar.

NINHO DE COBRAS.

Há um consenso de que o Brasil de 38 foi um dos melhores da História. Entre os craques Domingos da Guia, Romeu, Niginho, Tim, Hercules e Patesko.

APELIDO DE HERÓI.

Mas o grande nome foi efetivamente Leônidas da Silva, que ganho respeito e a admiração do mundo do futebol, que passou a chamá-lo de Homem de Borracha.

Fonte: Jornal Lance.