Carioca da Série B – Goytacaz e Audax Rio ficam no empate, em Campos

Em tarde de bom público no Aryzão, o Goytacaz pressionou e teve a maior posse de bola durante os 90 minutos, mas mesmo assim ficou no empate em 1 a 1 com Audax Rio, na tarde deste sábado (17/03/12), em partida válida pela última rodada do primeiro turno, da Série B 2012. Com o resultado o Alvianil Campista chegou aos 12 pontos e pulou para a 4º posição no Grupo B. Já o time da Baixada Fluminense chegou aos 18 e se manteve com folga na liderança do grupo.

 

A partida começou de forma bem equilibrada com as duas equipes criando  poucas chances de gols, mas o time da casa com maior posse de bola, mas pouco objetivo. Aos 20 minutos o Goytacaz teve uma boa oportunidade com Gilmax batendo de fora da área, mas Vinícius defendeu sem dar rebote.

 

O Audax procurava sair com velocidade e aos 27, após boa jogada pela direita chegou ao gol. Depois de troca de passe o cruzamento foi na medida dentro da área para Nélio que com categoria bateu de primeira e abriu o placar, 1 a 0.

 

Nélio abriu o placar para o Audax

Com o gol sofrido o Goytacaz saiu mais para o jogo e Wandinho era a melhor “válvula de escape” do time de Mário Marques. Aos 43, o atacante cortou dois adversários, porém bateu fraco para a defesa do arqueiro do Audax.

 

Na etapa final, o time Alvianil retornou com mudanças promovidas por Mário Marques, com Léo Santos entrou no ataque no lugar de Fábio Mineiro e Rony no meio-campo no lugar do volante Joel. As alterações deixaram o time da Rua do Gás mais ofensivo e não demorou muito para surtir efeito a mexida.

 

Aos 4 minutos, o ataque fez boa troca de passes e Vinícius bateu rente a trave esquerda. Aos 8 minutos saiu o gol de empate. Em tarde inspirada, Wandinho ganhou na corrida e quando preparava o chute foi empurrado quase dentro da pequena área. Pênalti que ele mesmo bateu no canto direito e empatou a partida, 1 a 1.

 

Wandinho, de pênalti, deixou tudo igual para o Goyta
 

Wandinho (C) é festejado pelo tento de empate a favor do Goytacaz

 O gol animou a torcida que passou a empurrar o time em busca da vitória. O Audax sentiu a pressão e preferiu o jogo defensivo e pouco foi ao ataque. Já o Goyta partiu com tudo e teve grande chance após um bate e rebate dentro da área que Gilmax acabou chutando prensado sem conseguir colocar para dentro.

 o experiente Léo Ignácio conduz o Audax ao ataque

Em seguida, Wandinho sentiu o joelho direito e foi substituído por Paulinho. A troca forçada acabou desarticulando a reação Goytacaz, já que o setor ofensivo ficou prejudicado. Aos 30, Yuri do Audax foi expulso após jogo violento. Sentindo que poderia vencer, o Alvianil Campista pressionou buscando o gol da vitória, mas o gol ‘salvador’ acabou não saindo e o placar ficou mesmo no 1 a 1.

 Na próxima rodada, pela primeira rodada do returno, no sábado (24/03/12), o Goytacaz vai até Cabo Frio enfrentar a Cabofriense, no Alai Corrêa, às 15h30. Por sua vez, o Audax vai até Saquarema, onde enfrentará o Sampaio Corrêa, no Lourival Gomes. Na categoria de juniores, o Goytacaz voltou a vencer e despachou o Audax por 3 a 1.

 

GOYTACAZ             1          X         1          AUDAX RIO

 Local: Estádio Ary de Oliveira e Sousa, em Campos

Público e Renda: Não divulgados

Árbitro: Elton Azevedo

Cartões amarelos: Douglas, Joel e Léo Santos (Goyta); Leo Inácio, Wellington e Yuri (Audax Rio)

Cartão vermelho: Yuri (Audax Rio)

 GOYTACAZ: Wallace, Alex Pavoni; Carlos André; Douglas; Maxwell; Índio; Joel (Rony); Vinícius; Gilmax; Wandinho (Paulinho) e Fábio Mineiro (Léo Santos). Técnico: Mário Marques.

 AUDAX RIO: Vinícius, Adriano, Rodrigo, Anderson e Foster, André, Juan Jr. (Gabriel), Gabriel Assis, Casotti e Leo Inácio (Arnon), Wellington e Nélio (Yuri). Técnico: Mauricio Barbieri.

 Gols: Nélio aos 27 minutos do 1º tempo; Wandinho, de pênalti, aos 8 minutos do 2º tempo

 

Fotos: Mauro de Souza /Ururau

Carioca da Série B – Artsul vence, de virada, o Serra Macaense

A história se repetiu mais uma vez, e o final feliz não veio para o Serra Macaense. Jogando pela última rodada do turno, em Nova Iguaçu, o time macaense acabou perdendo de virada para o Artsul, neste sábado (17/03/12), em jogo válido pelo Campeonato Carioca da Série B. Diogo abriu o marcador para o Serra ainda no primeiro tempo, mas com gols de Flávio e Renan na segunda etapa, o time da casa chegou à vitória.

 O primeiro tempo da partida foi de total soberania macaense. Aos oito minutos, Diogo já desperdiçava a primeira chance dentro da pequena área. Um minuto depois o Artsul chegou com Flávio que entrou cara a cara com o goleiro Lucas, mas chutou para fora.

 O Serra dominava o meio campo. Com toques de primeira e chegada rápida no ataque, o time do técnico Valdo envolvia o adversário e não dava espaços. No final do primeiro tempo, a equipe foi premiada com o gol. Escanteio cobrado da esquerda, o zagueiro Rodrigo cabeceou, a bola tocou no travessão e voltou nos pés de Diogo, que só escorou para o fundo das redes: 1 a 0.

 O segundo tempo começou com o Serra no ataque. Índio fez boa jogada no fundo, mas ninguém aproveitou o cruzamento do lateral alviverde. O Artsul resolveu adiantar sua marcação e aos 14 minutos, Flávio testou firme, mas a bola saiu sem perigo ao gol de Lucas. Aos 18, o zagueiro Alexandre soltou uma bomba, mas o goleiro macaense fez ótima defesa. Só que um minuto depois o Artsul chegou ao seu gol com o atacante Flávio, depois de tentar o chute duas vezes.

 Aos 30, novamente o atacante Flávio quase vira o jogo, ao matar a bola no peito e chutar para fora, perdendo gol incrível. Índio e Tiago Pedra já com amarelo, deram lugar a Gaúcho e Cleiton, respectivamente. No Artsul, o atacante Renan entrava no lugar de Paulo Roberto.

 A partir daí o Serra começou a desperdiçar boas oportunidades. Aos 37, com Tenente chutando por cima. Três minutos depois, Gaúcho chutou para fora após passe de Tenente. Aos 41, com Cleiton livre na grande área.

 E como o futebol não perdoa… No minuto seguinte o atacante Renan aproveitou um rebote do goleiro Lucas e fez o gol da virada para os donos da casa.

 O Serra ainda poderia ter conseguido o empate, quando aos 45, o zagueiro Marins cabeceou para dentro da pequena área, mas Diogo não conseguiu empurrar para as redes.

 Após a partida o técnico Valdo não escondia sua insatisfação pelo fato de sua equipe ter dominado grande parte do jogo, mas não ter saído com a vitória. O supervisor Alex Melo falou sobre o resultado: “Foi um resultado injusto, lógico. Principalmente na primeira etapa, nós dominamos amplamente a partida. Agora é pensar no returno” – disse o dirigente.

  ARTSUL FC                        2          X         1          SERRA MACAENSE

Local: Estádio Nivaldo Pereira, Nivaldão, no Distrito de Austin, em Nova Iguaçu

Público e Renda: Não divulgados

Data/Hora: 17/03/2012 – 15h30

Árbitro: Bruno Arleu de Araújo

Auxiliares: Társio Monteiro Lago e Paulo Vítor Paladino Carneiro

Cartões amarelos: Índio, Michel e Tiago Pedra (SER); Bruno, Jofre e Gustavo (ART)

ARTSUL FC: Dida, Bruno, Alexandre, Jonathan e Jofre; Pedro, Gustavo, Wladimir e Paulo Roberto (Renan); Flávio e Diego. Técnico: Roberto de Bragança

SERRA MACAENSE: Lucas, Índio (Gaúcho), Marins, Rodrigo e Daniel; Vandinho,Tiago Pedra (Cleiton), Tenente, Diogo e William; Michel (Índio). Técnico: Valdo Cândido

Gols: Diogo aos 40 minutos do 1º tempo; Flávio aos 19 minutos; Renan aos 42 minutos do 2º tempo

 

 Demais resultados

No Grupo A: Goytacaz 1 x 1 Audax Rio (Ari de Oliveira e Souza), Portuguesa 2 x 0 Angra dos Reis (Luso Brasileiro), São João da Barra 1 x 0 América (Manoel Viana de Sá), Juventus 1 x 1 Sampaio Corrêa (João Francisco dos Santos) e Cabofriense 0 x 0 Imperial (Alair Corrêa).

Pelo Grupo B: 1 x 0 São Cristovão (Figueira de Melo), Barra Mansa 1 x 0 Rio Branco (Godofredo Cruz), Artsul 2 x 1 Serra Macaense (Nivaldo Pereira), Quissamã 2 x 1 Mesquita (Antônio Carneiro da Silva) e Tigres do Brasil 3 x 0 Teresópolis (WO).

Classificação

GRUPO A: 1º) Ceres, 24 pontos (vitórias: 8); 2º) Quissamã, 24 (vitórias: 7); 3º) Tigres do Brasil, 19; 4º) Artsul, 18; 5º) Rio Branco, 16; 6º) Barra Mansa, 15; 7º) Carapebus, 12; 8º) Serra Macaense, 11; 9º) São Cristovão, 8 (saldo: -5); 10º) Mesquita, 8 (saldo: -8); 11º) Teresópolis, 0.

GRUPO B: 1º) Audax Rio, 18 pontos; 2º) São João da Barra, 17 (vitórias: 5); 3º) Portuguesa, 17 (vitórias: 4); 4º) Goytacaz, 12; 5º) América, 11 (vitórias: 3); 6º) Sampaio Corrêa, 11 (vitórias: 2); 7º) Imperial, 10; 8º) Angra dos Reis, 9; 9º) Juventus, 8 (saldo: -3); 10º) Cabofriense, 8 (saldo: -4).

 

Próxima rodada

A primeira rodada do returno da fase classificatória do Carioca da Série B será realizada no próximo sábado (24/03/11). Oito jogos abrem a jornada às 15h30: Artsul x Barra Mansa (Nivaldo Pereira), Serra Macaense x São Cristovão (Claudio Moacyr), Tigres do Brasil x Ceres (De Los Larios), Quissamã x Rio Branco (Antônio Carneiro da Silva), Sampaio Corrêa x Audax Rio (Lourival Gomes de Almeida), Portuguesa x Imperial (Luso Brasileiro), São João da Barra x Angra dos Reis (Manoel Viana de Sá) e Juventus x América (João Francisco dos Santos). Na sequência, às 19h, o Mesquita enfrenta o Carapebus no estádio Giulitte Coutinho e às 19h30, no estádio Alair Corrêa, a Cabofriense recebe o Goytacaz.

 

 Foto: Renato Carvalho

Carioca da Série B – Que fase! São Cri-Cri sofre a sexta derrota seguida

Em partida disputada na tarde deste sábado (17/03/12), no aconchegante Estádio de Figueira de Melo, o São Cristóvão foi derrotado por 1 a 0 pelo Carapebus. O jogo foi válido pela última rodada, a 11ª do primeiro turno do Campeonato Carioca da Série B. O placar representou a sexta derrota consecutiva do time cadete na competição.

 

A última vitória foi em 12 de fevereiro, válida ainda pela 3ª rodada, quando bateu, em casa, o Tigres do Brasil por 2 a 1. A crise, instaurada nos bastidores por conta da possibilidade de venda da tradicional praça de esportes do bairro imperial, pelo visto já chegou aos atletas, pois atuaram de forma completamente desorganizada e sem nenhum tipo de padrão de jogo.

 Já os visitantes, egressos da Série C que, diga-se de passagem, mantiveram o mesmo elenco, poderiam ter saído do Rio de Janeiro com uma histórica goleada se não tivessem desperdiçado tantas oportunidades. O destaque da peleja foi o meia Jow-Jow, autor de excelentes passes, um dos quais deixou Diniz em condições de decretar o gol da vitória.
Logo aos 10 minutos, o pesado atacante Carlão, do São Cristóvão, arriscou de longa distância longe da meta do arqueiro Guilherme. O Carapebus reagiria cinco minutos depois através de Jow-Jow, mas o goleiro Max interceptou a sua batida com os pés.


O meia Washington, vice-artilheiro no ano passado da Série C, quase inaugurou o marcador, aos 25, mas a bola passou rente à meta adversária. Gui, do São Cristóvão, chutou por cima, aos 30 minutos, mas sem assustar o goleiro aurianil. Portanto, não houve abertura de contagem no primeiro tempo.
Na segunda etapa, o Carapebus, acreditando na possibilidade real de vitória, foi com tudo para conseguir os três pontos e melhorar a sua situação na tabela. Aos 10, Waguinho, após passe de Jow-Jow (Foto), arriscou perigosamente, mas Max conseguiu rebater para escanteio, aliviando o perigo. O goleiro cadete evitaria outra chance da equipe visitante ao espalmar, aos 22 minutos, uma batida rasteira de Rafaelzinho, que entrara no lugar de Washington.
O gol que deu número final ao cotejo aconteceu aos 25 minutos. De apurada visão de jogo, o meia Jow-Jow, lançou do meio de campo para Biro-Biro. Da entrada da grande área ele marcou o tento solitário que decretou o triunfo do Carapebus. O São Cristóvão, sobretudo no segundo tempo, não conseguiu acertar nem três passes seguidos. O time atuou de forma visivelmente desarticulada.

 

A continuar desse modo, é sério candidato a uma das duas vagas ao descenso, já que a terceira já pertence ao Teresópolis, desistente do campeonato e antecipadamente rebaixado à Série C.

URGENTE: Uma próxima reunião no princípio da semana que vem poderá decretar ou não o destino do tradicional estádio de Figueira de Melo, palco de tanta tradição. Os verdadeiros cadetes lutam contra o poder avassalador da especulação imobiliária, que poderá decretar o fim de um dos estádios cariocas mais tradicionais.


SÃO CRISTÓVÃO             0          x          1          CARAPEBUS


Local:
Estádio Figueira de Melo, em São Cristóvão

Público e Renda: Não divulgados

Data/Horário: Sábado, 17 de março, às 15h30.

Árbitro: Sidney Roberto de Moraes Salvino

Auxiliares: Iurimar Rocha da Silva Oliveira e Renato da Silva e Silva

Cartões amarelos: Douglas e Damásio (São Cristóvão). Leanderson, Rafaelzinho e Marcelinho (Carapebus).

SÃO CRISTÓVÃO: Max, Diego, Douglas, Roberto e Pretão; Thiago Abreu, Gui (Kleiton), Damásio e Arthur (Robertinho); Lerlin (Maicon) e Carlão. Técnico: Pedro Mendes.

CARAPEBUS: Guilherme, Pedro (Waguinho), Juninho, Reminho e Marcelinho; Alan, Leanderson, Jow-Jow e Washington (Rafaelzinho); Biro-Biro e Diniz (Seba). Técnico: Luciano Lamoglia

 Gol: Biro-Biro aos 25 minutos do 2º tempo

 

Fotos: André Luiz Pereira Nunes

Pedra Branca EC/SC

Nasce um novo clube no futebol palhocense. Com o objetivo de disputar a Divisão de Acesso (Terceirona de profissionais), em 2013, o Pedra Branca Esporte Clube (PBEC) começou de uma forma diferente. Normalmente, os times começam pela divisão principal e, por força das federações, criam as categorias de base por obrigação.

 O Pedra Branca tem a sua categoria de base montada há um ano. Fundado no dia 17 de setembro de 2010, a equipe disputa o campeonato de juniores da Liga Palhocense representando o Eldorado. O clube também disputa os municipais das categorias sub-11, sub-13, sub-15 e sub-17. A prioridade é a formação de atletas.

_ Temos cerca de cem jogadores, que treinam três vezes na semana, durante quatro horas por dia. O diferencial é que a partir dos 13 anos, eles utilizam a academia da Unisul _ informou o presidente Luís Cláudio Bastos Vila Nova, 33 anos, que é comerciante.

Cada atleta paga uma mensalidade de R$ 50, que dá direito ao transporte, em ônibus exclusivo, para o deslocamento de casa até o local do treino. Aliás, o PBEC utiliza os estádios do Eldorado e do Colégio Dom Jaime Câmara, Bairro Bela Vista, além do campo da Unisul.

O clube é formado por quatro amigos. Além do presidente Luís Cláudio, o advogado Altamir Bressiani, 40 anos, exerce o cargo de secretário-executivo, o empresário Marcos Farias é o vice-presidente e o profissional de educação física Alex Bittencourt, 26 anos, é o coordenador das categorias de base.

Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/amadorfutebolclube/page/2/

Sport Club Corinthians de Marília (SP)

O Timão original já inspirou diversos genéricos. Um deles é o Sport Club Corinthians de Marília, da cidade homônima. Fundado em 1958, o escudo e o uniforme eram muito parecidos com o verdadeiro da capital paulista.

O clube chegou a disputar uma edição do campeonato paulista de futebol profissional. Em 1959, o Corinthians de Marília participou da Terceira Divisão (atual A3).

Time posado do S.C. Corinthians de 1959

Apesar de ter disputado somente uma competição, o clube revelou alguns jogadores. O de maior destaque foi Jurandir de Freitas, que chegou ao ápice ao fazer parte da Seleção Brasileira campeã na Copa do Mundo de 1962, no Chile. Atualmente o Sport Club Corinthians de Marília encontra-se extinto.

FONTE: Anotações do autor

Campeonato Carioca e as Ligas que organizaram em mais de um século

Como é de praxe, o pesquisador e historiador Auriel de Almeida fez um belo levantamento. Desta vez  sobre o Campeonato Carioca e as ligas que organizaram a competição em mais de um século. No final, um ranking das equipes que mais vezes disputaram o Carioca.

 De 1915 a 1924 o campeonato foi organizado pela Liga Sportiva Fluminense (houve outra liga, Associação Fluminense de Desportos Terrestres, em 1917). A LSF exigia que todos os jogos fossem disputados em Niterói, o que afastava o interior do campeonato (exceto São Gonçalo), e por essa razão a mídia preferia considera essa competição um mero campeonato de Niterói.

 Em 1925 surgiu a Associação Fluminense de Esportes Athleticos, que organizou sozinha o campeonato a partir de 1926. Permitindo que cada clube mandasse os jogos em suas cidades, foi mais respeitada enquanto competição estadual.

 Em 1928 o campeonato trocou os clubes por seleções municipais, devido à pressões das ligas do interior.

 Em 1941 a AFEA fundiu-se com a rival profissionalista FFE (fundada em 1933) e tornou-se a Federação Fluminense de Desportos, e organizou o bem-sucedido Campeonato Fluminense de Campeões Municipais, em formato de Copa.

 A partir de 1945 clubes e seleções disputavam o campeonato ao mesmo tempo, e à exceção de 1945 apenas seleções foram campeãs a partir deste momento.

 Em 1952 começou o campeonato estadual de profissionais (organizado pelo Departamento Estadual de Profissionais – DEP), e nesse mesmo ano foi disputado um campeonato extra (há dúvidas se esse campeonato era contado junto aos outros).

 Entre 1953 e 1955 os campeões de Niterói e Campos não disputaram o estadual do DEP, e foi disputado um supercampeonato entre o campeão profissional fluminense e os campeões municipais profissionais niteroiense e campista, a princípio para apontar o verdadeiro campeão fluminense – mas em 1962 a FFD passou a reconhecer ambos como campeões compartilhados. A mídia se dividiu entre os campeões, alguns julgavam os supercampeões os verdadeiros campeões fluminenses, outros os campeões do DEP conforme originalmente estabelecido.

 Em 1956 o DEP foi fechado e foi criado o campeonato por zonas. Nesse ano as finais não foram disputadas, e não está claro se os finalistas Campos, Serrano, Central e Guarani foram proclamados campeões divididos.

 Em 1963 a Zona Centro foi organizada mas não conseguiu ser disputada, e o Goytacaz sagrou-se campeão por falta de um adversário na final. Em 1964 a Zona Centro finalmente foi disputada, mas houve um entrave burocrático pois nos papéis aquela zona pertenceria à temporada de 1963 (embora totalmente disputada em 1964), e o Americano exigiu ser proclamado campeão estadual enquanto – teoricamente – único campeão profissional de 1964. A FFD “contornou” a briga declarando o Americano campeão de 1964 mas promovendo um “super” com o Eletrovapo, que venceu a disputa entre as equipes. A mídia ficou do lado do Eletrovapo, considerando-o o único campeão da temporada.

 Em 1976 os estados já estavam fusionados, mas as federações carioca e fluminense permaneceram separadas. Americano, Volta Redonda e Goytacaz disputavam o campeonato da Federação Carioca como convidados, e parte da mídia preferia chamar o enfraquecido campeonato da FFD de “Campeonato de Profissionais do Interior”.

 Em 1978 a FFERJ foi criada, mas organizou dois campeonatos distintos – um da capital e outro do interior. O título estadual de 1978 seria disputado no começo de 1979 entre os melhores do campeonato da capital e do interior, mas a FFERJ desvinculou essas competições e transformou esse título extra em “Campeonato Especial de 1979”. Por essa razão os campeonatos da capital e do interior de 1978 são considerados como os últimos campeonatos representativos da Guanabara e do antigo Estado do Rio.

 Não é claro se a FFD contava como equivalentes todas as competições acima (campeonatos da LSF, AFEA, Campeonato de Campeões Municipais e Era Profissional) ou se contava apenas de determinada fase para baixo.

TOTAL DE PARTICIPAÇÕES EM CARIOCAS – 1906 a 2012

Nº.      CLUBES                              EDIÇÕES

Fluminense

108

Botafogo

107

América

102

Flamengo

101

Bangu

097

Vasco da Gama

091

São Cristóvão

071

Madureira

066

Olaria

062

10º

Bonsucesso

058

11º

Portuguesa

039

12º

Americano

037

13º

Campo Grande AC

029

14º

Volta Redonda

031

15º

Canto do Rio

024

16º

Andaraí

020

17º

Friburguense

019

18º

Cabofriense

014

19º

Goytacaz

013

20º

Itaperuna

012

21º

SC Brasil

011

22º

Vila Isabel FC

009

23º

SC Mangueira

008

24º

Rio Cricket

008

25º

Paysandu

007

26º

Carioca EC

007

27º

Boavista (Saquarema)

006

28º

Macaé Esporte FC

005

29º

Resende FC

005

30º

Duque de Caxias FC

005

31º

Nova Iguaçu FC

004

32º

América de Três Rios

004

33º

Syrio Libanez

004

34º

Mesquita FC

004

35º

Serrano  de Petrópolis

003

36º

Entrerriense FC

003

37º

Barreira (Saquarema)

003

38º

Americano (Vila Isabel)

003

39º

Riachuelo

003

40º

Tigres do Brasil

002

41º

Engenho de Dentro

002

42º

Confiança (Andaraí)

002

43º

Mavílis, do Caju

002

44º

Modesto

002

45º

River, da Piedade

002

46º

Nova Cidade (Nilópolis)

002

47º

ADN (Niterói)

002

48º

Palmeiras (São Cristóvão)

002

49º

Haddock Lobo

002

50º

Internacional

002

51º

São Paulo-Rio

001

52º

Fidalgo

001

53º

Everest (Inhaúma)

001

54º

Cocotá, da Ilha

001

55º

Metropolitano

001

56º

Helênico

001

57º

Campo Grande FC

001

58º

Paulistano

001

59º

Cardoso Moreira

001

60º

Esperança (Bangu)

001

61º

Mackenzie

001

62º

Jequiá (Ilha)

001

63º

Ramos

001

64º

Independência

001

65º

Germânia

001

66º

Cattete

001

67º

Football & Athletic

001

68º

Progresso

001

 

Maradona e milhões de argentinos se mobilizam para retirar a Copa de 2014 do Brasil

Com  milhões de assinaturas colhidas, dos argentinos, o ex-jogador Maradona protocolou na FIFA um pedido para que a Copa do Mundo, de 2014, seja cancelada no Brasil. No documento, Maradona alega que o Brasil não tem estrutura nem competência para realizar o mundial.

“O Brasil não consegue terminar sequer uma obra de escola no tempo programado, tão pouco conseguirá terminar os estádios, aeroportos, estradas e ampliar os hotéis para atender a demanda durante a Copa”, diz trecho do processo enviado à FIFA.

O documento ainda descreveu, como funciona o tramite político para se fazer uma obra no Brasil:

1-O Governo abre licitação para realizar a obra;

2-Os políticos demoram dias escolhendo uma empresa de um “amigo” para vencer a licitação;

3-A empresa vencedora da licitação perde mais alguns dias discutindo a comissão que terá que repassar aos políticos que ajudaram ela a vencer a licitação;

4-Começa a burocracia de papelada para conseguir autorização para construir, o que leva mais algumas centenas de dias;

5-A obra se inicia em passos de tartaruga, podendo ser paralisada constantemente por causa de burocracia de documentos.

Maradona questionou também a segurança: “No Brasil todos os dias os torcedores brigam por causa de futebol. Agora avalie, durante a Copa, todos os brasileiros reunidos para brigar contra as outras nações que disputarão a Copa. Se o Brasil perder um jogo haverá uma guerra mundial. A seleção que ganhar do Brasil precisará da ajuda das forças armadas americana para conseguir deixar o país”.

Pelé rebateu as críticas de Maradona: “Não vai acontecer nada disso que Maradona está falando, o Brasil é o pais do futebol, somos unidos, estamos juntos nessa, o governo vai conseguir cumprir todos os prazos, vamos transformar isso aqui num país de primeiro mundo, e bola pra frente que atrás vem gente”, disse.

f: G17

C.R. Flamengo e os seus estrangeiros em 116 anos de histórias

Quando o clube é grande, as curiosidades sempre chamam a atenção. No Clube Regatas Flamengo há muitas situações interessantes. Poucos sabem – inclusive a presidenta do Flamengo, Patrícia Amorim – mas ao longo dos 116 anos de vida, 50 jogadores estrangeiros de 16 países já vestiram, pelo menos uma vez, o Manto Sagrado (como é chamado o uniforme do time pelos torcedores).

 

Dos países da América do Sul, apenas quatro nunca tiveram um jogador no rubro-negro: Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela. Do continente africano, o Flamengo já teve dois jogadores: o atacante argelino Haraoui Nino e o meio-campista moçambicano Carlos Jorge.

 Da Europa, o clube da Gávea já teve alemão, espanhol, húngaro, italiano, polonês, sérvio, sueco, tchecoslovaco e inglês. Nunca o Flamengo teve um atleta oriundo da América Central, Norte e Caribe; Ásia e Oceania.  

Apelido (nome completo) – Nascimento – local (Pais)

Engel (Fritz Engel) (Alemanha)

Haraoui Nino (Haraoui Nino) (Argélia)

Colace (Hugo Roberto Colace) – 6/1/1984 – Buenos Aires (Argentina)

Borghi (Claudio Daniel Borghi) – 28/9/1964 – Buenos Aires (Argentina)

Castillo (Júlio Castillo) – 1915 – Buenos Aires (Argentina)

Colleta (Sabino Colleta) – 12/5/1924 – Buenos Aires (Argentina)

 Darío Bottinelli (Darío Bottinelli) – 26-12-1986 Buenos Aires (Argentina)

Dominguez (Rogélio Antonio Dominguez) – 9/3/1931 – Buenos Aires (Argentina)

Doval (Narciso Horácio Doval) – 4/1/1944 – Buenos Aires (Argentina)

Fillol (Ubaldo Matildo Fillol) – 21/7/1950 – Buenos Aires (Argentina)

Gonzales (Alfredo Gonzales) – 11/3/1915 – Buenos Aires (Argentina)

Orsi (Raimondo Bibiano Orsi) – 2/12/1901 – Buenos Aires (Argentina)

Paolino (Jorge Paolino) – 12/7/1949 – Buenos Aires (Argentina)

Sanz (Rafael Sanz) – 3/5/1915 – Buenos Aires (Argentina)

Valido (Agustin Valido) – 31/1/1914 – Buenos Aires (Argentina)

Mancuso (Alejandro Victor Mancuso) – 4/9/1968 – Ciudadela (Argentina)

Naon (Arthur Naon ) – 31/12/1912 – La Plata (Argentina)

Volante (Carlos Martin Volante) – 11/11/1910 – Lanus (Argentina)

Sambueza (Rubens Omar Sambueza) – 1/1/1984 – Neuquén (Argentina)

Maxi (Maximiliano Ariel Biancucci Cuccittini) – 15/9/1984 – Rosário (Argentina)

Chamorro (Eusébio Chamorro) – 22/11/1922 – Rosário (Argentina)

Fierro (Gonzalo Antonio Fierro Caniullán) – 21/3/1983 – Santiago (Chile)

 Maldonado (Claudio Andrés del Tránsito Maldonado Rivera) – 03/01/1980 – Curiocó (Chile)

 Marcos González (Marcos Andrés González Salazar) – 9-06-1980 – Rio de Janeiro (Chile – naturalizado)

Rivera (Wagner Rivera) – 11/1/1963 – Quito (Equador)

Espanhol (José Armando Ufarte Ventoso) – 17/5/1941 – Pontevedra (Espanha)
Albert (Florian Albert) – 15/9/1941 – Hercegsszants (Hungria)

Sidney Pullen (Sidney Pullen) – 1895 (Inglaterra)

Welfare (Harry Welfare) – 22/08/1888 – Liverpool (Inglaterra)

Francisco (Francisco Miceli) – 29/5/1925 – Calabria (Itália)

Carlos Jorge (Carlos Jorge dos Santos Alves) – 15/9/1951 – Luanda (Moçambique)

Gavilan (Diego Antonio Gavilan Zarate) – 1/3/1980 – Assunção (Paraguai)

Cáceres (Juan Daniel Cáceres Rivas) – 6/10/1973 – Assunção (Paraguai)

Reyes (Francisco Santiago Reyes Villalba) – 4/7/1941 – Assunção (Paraguai)

Rivas (Severo Rivas) – 6/11/1916 – Assunção (Paraguai)

Monin (Carlos Monin Garcia) – 18/7/1939 – Concepcion (Paraguai)

Ramirez “El Tigre” (Cesar Ramirez Caje) – 24/3/1977 – Curuguaty (Paraguai)

Bria (Modesto Bria) – 8/3/1922 – Encarnacion (Paraguai)

Garcia (Sinforiano Garcia) – 22/8/1924 – Puerto Pinasco (Paraguai)

Benitez (Jorge Duílio Benitez Candia) – 23/4/1927 – Yaguaron (Paraguai)

Gamarra (Carlos Alberto Gamarra Pavón) – 17/2/1971 – Ypacarai (Paraguai)

Piekarski (Mariusz Piekarski) – 22/3/1975 – Bialystok (Polônia)

Petkovic (Dejan Petkovic) – 10/9/1972 – Majdanpek (Servia)

Rimbo (Rimbo Lundblad) – 17/5/1943 – Estocolmo (Suécia)

Peter (Peter Timko) – 13/2/1928 – Vzrohd (Tchecoslováquia)

Manicera (Jorge Carlos Manicera Fuentes) – 4/9/1939 – Montevidéu (Uruguai)

Mendoza (Carlos Anibal Mendoza) – 13/9/1945 – Montevidéu (Uruguai)

Peralta (Walter Horacio Peralta Saracho) – 3/6/1982 – Montevidéu (Uruguai)

Dario Pereyra (Alfonso Dario Pereyra Bueno) – 19/10/1956 – Sauce (Uruguai)

Ramirez (Sergio Ramirez D’Ávila) – 24/12/1951 – Treinta y Tres (Uruguai)