Arquivo da categoria: Rio de Janeiro (antigo Estado do RJ)

Torneio Início de Duque de Caxias (RJ) – 1948

Liga de Desportos de Duque de Caxias
Data – 09 de maio de 1948
Local – Duque de Caxias – RJ

1º JOGO

FLAMENGO CAXIAS

2-0

TRICOLOR

2º JOGO

VILA SÃO LUIZ

1-0

UNIÃO

3º JOGO

FLAMENGO CAXIAS

1-0

BELÉM

FINAL

VILA SÃO LUIZ

1-0

FLAMENGO CAXIAS

CAMPEÃO – ESPORTE CLUBE VILA SÃO LUIZ (DUQUE DE CAXIAS – RJ)

Minas Geraes Football Club – São Paulo – SP

 

O Minas Geraes Football Club foi fundado na data de 3 de maio de 1910.

Tinha sua sede localizada no bairro do Brás, na cidade de São Paulo-SP.

Seu nome homenageava o encouraçado Minas Gerais, um dos navios que fazia parte da esquadra da Marinha do Brasil.

Coincidentemente, alguns meses depois da fundação do clube, esse navio fez parte da famosa Revolta da Chibata, rebelião acontecida na cidade do Rio de Janeiro, na data de 22 de novembro de 1910, durante o governo do Marechal Hermes da Fonseca (nesta data completa 105 anos desses acontecimentos).

O Minas Geraes disputou o Campeonato Paulista de Futebol por doze vezes, a primeira delas em 1917 (2ª Divisão).

Em 1924, mudou seu nome para Braz Athletic Club e em 1925 para Auto Sport Club.

O Auto Sport Club sagrou-se vice-campeão paulista de 1926, ano em que o Palestra Italia foi campeão.

Essa foi a melhor colocação em campeonatos paulistas conseguida por essa agremiação.

No ano de 1927, o Auto Sport Club uniu-se ao Club Athletic Audax, tornando-se o Sport Club Americano, mais conhecido como Auto-Audax.

 

A Revolta da Chibata

No início do século 20, a maior parte dos trabalhadores da Marinha brasileira era composta por mulatos e negros, escravos libertos ou filhos de ex-escravos. As condições de trabalho eram precárias: os marinheiros tinham remuneração baixa, recebiam péssima alimentação durante as longas viagens nos navios e, o mais grave,  eram submetidos a punições corporais, caso desobedecessem alguma regra.

Mais de duas décadas após a abolição da escravidão, a prática de castigos físicos ainda era comum na Marinha brasileira. Punições típicas do período colonial haviam sido revogadas com a Proclamação da República, em 1889, e reintroduzidas pelo Decreto 328, de abril de 1890. O rebaixamento de salário, o cativeiro em prisão solitária por um período de três a seis dias, a pão e água, para faltas leves ou reincidentes, e as 25 chibatadas para faltas graves eram penas regulamentadas em plena República.

Esse contexto revoltava centenas de marujos que, durante os anos de 1908 e 1909, passaram a se organizar, buscando, sem sucesso, negociar melhorias trabalhistas com o governo. No dia 21 de novembro, o marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes, acusado de embarcar com uma garrafa de cachaça, foi violentamente punido não com 25, mas com 250 chibatadas, na presença de todos os tripulantes.

João Cândido

O castigo exagerado do marujo levou ao início da revolta, no dia 22 de novembro, com a participação de cerca de 2.300 marinheiros que, liderados por João Cândido Felisberto, tomaram o controle dos encouraçados Minas Geraes, São Paulo e do cruzador-ligeiro Bahia (recém-construídos na Inglaterra) e do antigo encouraçado Deodoro.

Uma carta reivindicando melhores condições de trabalho e modificações na legislação penal e disciplinar, com destaque para a extinção das chibatadas, foi enviada ao governo. Com os canhões das embarcações apontados para a cidade do Rio de Janeiro, os marinheiros ameaçavam bombardear a capital do país, caso suas exigências não fossem atendidas.

O governo cedeu às pressões dos marujos e em 27 de novembro de 1910 a chibata foi abolida da Marinha de Guerra brasileira. Oficialmente, a anistia estava garantida aos revoltosos liderados por João Cândido que, a partir desse momento, passou a ser tratado pela imprensa como o “Almirante Negro”.

Quatro dias após o conflito, o então Presidente Hermes da Fonseca decretou  o fim de toda prática violenta e o perdão aos marinheiros. Porém, após a entrega das armas e embarcações, Hermes da Fonseca decidiu que alguns revoltosos fossem expulsos da Marinha. Isso provocou grande insatisfação entre os marinheiros que decidiram fazer outro motim, desta vez na Ilha das cobras.

Mas nem tudo correu tão bem quanto eles imaginavam, já que o governo de Hermes, mesmo descumprindo suas próprias ordens, não perdoou os revoltosos e ordenou a prisão de alguns deles.

O governo agiu fortemente reprimindo os marinheiros. Muitos deles foram presos nas próprias celas subterrâneas da Fortaleza da Ilha das Cobras, o que levou muitos prisioneiros a morte. Outros foram enviados para a Amazônia, onde passaram a prestar trabalho forçado, quase como escravos, na produção de borracha, nos seringais.

João Cândido, o líder da revolução, foi expulso da marinha e internado em um Hospital de alienados, sendo declarado como louco. Um local pior do que qualquer prisão. Em 1912 ele e outros marinheiros foram absolvidos das acusações que haviam sido impostas. E em 1969 João Cândido, vítima de câncer,  morreu pobre e esquecido.

 

Fontes:

Revista “A Cigarra”

Wikipedia

Revista Escola Abril

Estudo Prático

Meu acervo

Escudo e uniforme: Sérgio Mello

Esporte Clube Vasco, do Engenho de Dentro – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1941

O Esporte Clube Vasco foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Camisas Negras” foi Fundado no dia 07 de Agosto de 1941. A Sede e o campo ficavam localizado na Rua General Clarindo, s/n, no Bairro do Engenho de Dentro – Zona Norte do Rio.

Outra agremiação que fez parte de diversos festivais, torneios e campeonatos menores. Participou, por exemplo, do Torneio Octavio de Rezende em 1948 e 1951. O Vasco realizou algumas excursões, onde enfrentou oponentes fortes como o Brasil Industrial, de Paracambi e o Atlético Clube Volantes, de Paraíba do Sul.

Time-base de 1945: Felix; Dico e Valter; Manduca, Salim e Walter II; Coelho, Tida, Darcy, Cavanella e Afonso. Técnico: Salim

Time-base de 1947: Galant; Valter e Djair; Zuzu, Salim e Arizer; Noca, Tida, Darcy, Nozinho e Delmo. Técnico: Salim

Time-base de 1948: Octavio; Aragão e Salim; Arizer, Paulo e Carola; Darcy, Caboclo, Nero, Cizinho e Afonso. Técnico: Salim

Time-base de 1951: José; Waldemar e Zuzu; Altair, Milton e Henrique; Darcy, Noca, Cardeal, Ney e Nero (Paulinho). Técnico: Salim

FONTES: Jornal dos Sports – Jornal A Manhã

Vinte e Quatro de Maio Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ): Fundado na década de 40

O Vinte e Quatro de Maio Futebol Clube foi uma agremiação da Cidade do Rio de Janeiro (RJ). O “Grêmio de Bacharel” foi Fundado na década de 40, tinha a sua Sede (inaugurada em 11 de setembro de 1949), localizada na Rua Barão do Bom Retiro, 05 (sobrado), no Bairro do Engenho Novo, Zona Norte do Rio. O seu modesto Estádio chamado de “Cidade Olímpica“, também ficava no Engenho Novo.

Ao longo da sua existência, o clube participou de Festivais, torneios e competições menores no Rio, onde enfrentou algumas equipes de renome como o Ceres FC, de Bangu; Adélia, do Engenho de Dentro, entre outros. O principal título,m aconteceu em 1948, quando faturou o caneco do Torneio Octacílio Rezende, da Série “Folha Carioca”.

Time-base de 1946: Candinho; Tião e Manduca; Darcilio, Manoel e Lulu; China, Soldado, Lampreta, Alix e Esquerdinha. Técnico: La-Garçone.

Time-base de 1948: Raul (Candinho); Maravilha e Isca (Helio); Bebeto, Benedito e Bioró (Alcir); Cipriano, China, Cláudio (Baiano), Cafunga (Ministro), Tim (Tatu) e Augusto. Técnico: La-Garçone.

Time-base de 1953: José Carlos; Ivan e Aloísio (Cap.); Adão, Bibico e Antonio; Bozó, Babico, Valdemar, Mirau e Raimundo. Técnico: La-Garçone.

FONTES: Jornal A Manhã – Jornal dos Sports

 

Sport Club Bemfica – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1921

O Sport Club Bemfica (na época, a escrita do nome era com a letra ‘M’ e não como é atualmente com a ‘N’) foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O Tricolor Bemfiquense foi Fundado no dia 30 de Abril de 1921. A sua Sede ficava na Rua São Luiz Gonzaga, 663, no Bairro de Benfica, na Zona Norte do Rio. Já o seu campo ficavam na Rua Jockey Club (atual Licínio Cardoso), nº 42, no Bairro de São Francisco Xavier, na Zona Norte do Rio.

Nos anos 20, o Tricolor Bemfiquense disputou os campeonatos organizados pela Associação Athletica Suburbana (AAS). Nos anos 30, participou das edições do campeonato da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT). Em 1935, o clube faturou os título do Torneio Bazda, no Segundo Quadro e o vice no 1º Quadro.

FONTE: Jornal A Manhã

 

Sport Club Iguaçu Campeão do Campeonato Iguaçuano de 1949

O Campeonato Iguaçuano de 1949, vai entrar na sua última rodada, é já o Esporte Clube Iguaçu é considerado o campeão, ostentando ainda o título de invicto. Os “carijós” empatando no último domingo (09 de outubro de 1949) com o Queimados Futebol Clube, que é o vice-líder, conseguiram dar um grande passo para a conquista com o título de invicto, apesar de ter pela frente no próximo domingo (16 de outubro de 1949), os Filhos de Iguaçu.

OS RESULTADOS DA PENÚLTIMA RODADA

Conforme frisamos linhas acima, o Iguaçu empatou com o Queimados, assinalando o “placard” de 2 x 2. O Filhos de Iguaçu foi batido pelo Belford Roxo por 3 x 1, enquanto o Aliados venceu de maneira brilhante os Milionários pela contagem de 6 x 4.

E.C. Iguaçu              2          X         2          Queimados F.C.

Belford Roxo                        3          X         1          Filhos de Iguaçu

Aliados                      6          X         4          Milionários

 

E.C. IGUAÇU X FILHOS DE IGUAÇU – O “FLA-FLU” DE DOMINGO

Domingo próximo, na excelente Praça de Esportes ‘Santos Dumont’, terão os fãs da “terra da laranja” oportunidade de assistir ao ‘Fla-Flu” local, quando estarão em luta ‘Filhos de Iguaçu x Iguaçu’.

A tarefa para o Iguaçu será das mais árduas, pois irá cancha defender suas invencibilidade, frente a um adversário perigoso, e que vai jogar nos seus domínios. Será sem dúvida, uma peleja sensacional.

OUTROS JOGOS

Os outros jogos são os seguintes: Triângulo  x Queimados, estando este último com o vice-campeonato garantido. Na outra peleja, estarão frente a frente Aliados x Primavera.

 

A SITUAÇÃO DA TABELA DO CAMPEONATO IGUAÇUANO

É a seguinte, a situação da tabela do Campeonato Iguaçuano:

E.C. Iguaçu (Campeão);

Queimados F.C. (Vice-campeão);

A.A. Filhos de Iguaçu;

S.C. Belford Roxo;

Milionários;

Triângulo;

Aliados;

Primavera.

 

JOGARÃO COM AS FAIXAS DE CAMPEÃO

Antes de iniciar o ‘match’ de domingo entre o Iguaçu e o Filhos de Iguaçu, serão entregues aos primeiros as faixas de campeão.

 

FONTE: Jornal A Manhã

Coqueiros Futebol Clube Campeão do Torneio Início Meritiense de 1948

O Coqueiros Futebol Clube se sagrou campeão do Torneio Início da Liga Desportiva de São João de Meriti (LDSJM) de 1948, tanto no 1º quanto no 2º Quadros. A competição foi realizado, na tarde de domingo, no dia 16 de Maio de 1948.

A representação de Agostinho do Porto eliminou nas Quartas o time dos 11 Infernais por 1 a 0. Nas Semifinais, bateu o São João pelo placar de 3 a 0. E, na grande final, arrasou o Filhos de Tomazinho pelo elástico escore de 6 a 2.

A equipe Coqueirense atuou com a seguinte formação: Altair; Guindo e Concha (Ney); Concho, Walter e Tide; Cabeça, Joaquim, Joãozinho, Zé Santos e Nizer. Os 10 gols na competição foram marcados por Joãozinho (cinco vezes); Niver (três); Cabeça e Cancho, um tento cada.

FONTE: Jornal A Manhã

Cordovil Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1945

O Cordovil Futebol Clube (A partir de 1928) foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). O ‘Campeões da Disciplina’ foi Fundado no dia 04 de Julho de 1945. A equipe Alvirrubra tinha a sua Sede e o Campo, localizados na Rua Bulhões Marcial, nº 55 (em frente a Estação de Cordovil), no Bairro de Cordovil, na Zona Norte do Rio. No local também contava com uma quadra de vôlei.

No domingo, no dia 24 de Julho de 1949, o Cordovil F.C. conquistou um triunfo memorável ao golear, o Adélia Futebol Clube por 5 a 0, no Estádio da Rua Dr. Padilha, no Engenho de Dentro. Os gols foram assinalados por Júlio, duas vezes; Americano, Chico e Darli. O time atuou com: Pita; Paulo e Bagunça; Russo, Orlando e Salvador; Júlio, Darli, Chico, Americano e Henrique.

Abaixo, transcrevo uma das diversas matérias, demonstrando como vários clubes faziam para marcar amistosos. Lendo, parece estranho pelo fato de termos atualmente tantas ferramentas de comunicação, mas naquela época as opções eram poucas e os jornais eram um elo de ligação entre as agremiações de médio e pequeno porte.

QUER JOGAR O CORDOVIL F. CLUBE

Achando-se sem adversário para o próximo dia 09 de novembro de 1947, o Cordovil F.C. coloca sua Praça de Esportes à disposição de seus co-irmãos, que queiram realizar uma partida amistosa entre os 1º e 2º Quadros. Os interessados deverão telefonar para (o telefone) 30-3104, pedindo  para chamar o senhor Albino Rijo ou Horácio Mendes dos Anjos ou Luiz, das 17 às 20 horas”.

Time-base de 1947: Cláudio; Nilton II e Salvador (Neco); Laguta, João e Nilton I (Zequinha); Orieça (Nezinho), Darly (Manoelzinho), Djalma (Afonso), Orlando (Fernando) e Henrique (Julinho).

PS: Em 1928 encontrei um Cordovil F.C. Neste caso há três possibilidades: Pode ter sido um erro do jornal, uma vez que existia um Club Athletico Cordovil ou se foi um outro clube ou se foi o mesmo, e, neste caso em 1945 ocorreu uma reorganização do mesmo.   

FONTES: A Manhã – Jornal dos Sports