Arquivo da categoria: Escudos

Universal Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 2000

Saindo das flâmulas e entrando nas camisas, no Mercado Livre, uma do Universal Futebol Clube. O clube, ligado à Igreja Universal, surgiu através da compra do Internacional Futebol Clube (fundado em 1º de março de 1993). Fundado no dia 22 de Agosto de 2000, a sua Sede e campo ficava em Curicica, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Em 2000, o Universal integrou o Campeonato Carioca da Série B, no lugar do próprio Internacional. Em sua única participação no profissionalismo, o Universal se classificou na primeira fase em seu grupo em 2º lugar, atrás somente do CFZ do Rio Sociedade Esportiva e o terceiro, Bonsucesso Futebol Clube.

Na segunda fase a equipe foi eliminada ao ficar em último lugar no seu grupo, cujos classificados foram Centro Esportivo Arraial do Cabo, Associação Atlética Portuguesa e Goytacaz Futebol Clube. Esporte Clube Barreira, Itaperuna Esporte Clube e Bonsucesso Futebol Clube foram eliminados do certame que promoveu apenas a Portuguesa à elite do futebol carioca.

Suas cores eram azul e branco, as mesmas da IURD. A partir de então, foi feita uma intensa campanha de marketing para associar os fiéis à torcida do clube, inclusive com jogos do clube sendo transmitidos pela Rede Record, de propriedade de Edir Macedo, que também é o fundador da Igreja.

Posteriormente, o projeto foi deixado de lado e atualmente o Universal não participa dos certames de âmbito profissional. Em outubro de 2010, houve rumores de uma possível volta, em 2011, visando a disputa do Campeonato Estadual da 3ª Divisão, mas a informação foi logo desmentida.

América Junior Futebol Clube – Petrópolis (RJ): Fundado em 1956

Fazendo uma pesquisa no site Mercado Livre, encontrei algumas curiosidades. Uma delas é o América Junior Futebol Clube da cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A sua Sede ficava na Travessa América Júnior, s/n, no Bairro Caxambu. O clube rubro foi Fundado no dia 31 de Janeiro de 1956.

 

Liga Campista de Desportos – Campos dos Goytacazes (RJ): Escudo de 1947

Seguindo no site Mercado livre, encontrei a flâmula da Liga Campista de Desportos (LCD), do ano de 1947. Fundado no dia 13 de Setembro de 1913, a entidade máxima da cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), fica localizada na Avenida Dr, Alberto Torres, 71, no Centro.

Casa Forte Football Club – Recife (PE): Fundado em 1914

O Casa Forte Football Club foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). A equipe alvianil foi Fundado no dia 19 de Janeiro de 1914, por esportistas e estudantes do bairro de Casa Forte. A sua Sede ficava localizada na Estrada das Ubaias, 07, no Bairro de Casa Forte, no Recife. O Casa Forte mandava os seus jogos no Campo da Campina de Santana.

No ano seguinte a sua fundação, o Casa Forte FC, se aliviou ao Torre Sport Club e a Colligação Sportiva Recifense para criar a Liga de Foot-Ball Suburbana ou Liga Suburbana, no dia 2 de março de 1915. A Competição foi paralisada em 1922 e só voltando a ser realizada em 1928, mas em 1929 deixou de funcionar definitivamente.

No Campeonato Pernambucano da 1ª Divisão, o Casa Forte participou de duas edições: 1916 e 1917. Na primeira participação, acabou sendo um fiasco perdendo todos os seis jogos, marcando apenas cinco gols (menos de um gol por jogo) e sofrendo 35 (quase seis por partida).

Contudo, em 1917, a mudança foi grande, terminando na 2ª posição do seu grupo (só atrás do Sport Recife, que decidiu o título com o vencedor da outra chave, o Santa Cruz. No final, o Sport levou a melhor e venceu por 3 a 1, se sagrando campeão).

Ao todo, foram cinco jogos, com duas vitórias, dois empates e uma derrota; marcando cinco gols e sofrendo 10. A primeira vitória e única do Casa Forte (o triunfo diante do Paulista foi por W.O.) foi diante do Náutico por 3 a 1, no dia 29 de abril de 1917. Em 1918, a equipe alvianil retornou para disputar a 2ª Divisão, organizada pela Liga Suburbana de Desportes Terrestres (LSDT).

Time-base de 1915-16: R.Silva; J. Luiz e A. Reis; C. Correia, Barros e Foster; Lopes, R.Monteiro, Alano, J. Barretto e C. Foster.  

 FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco

Atlético Rio Negro Clube – Manaus (AM): 1º Escudo e Uniforme de 1913

Seguindo na busca por novidades do futebol brasileiro, segue o 1º escudo do Atlético Rio Negro Clube. É uma agremiação da cidade de Manaus (AM), Fundado em 13 de Novembro de 1913 como “Athletic Rio Negro Club”, mais tarde rebatizado usando a grafia atual.

A escolha pelo nome é uma homenagem ao Rio Negro, um dos mais importantes do país. É um dos clubes mais tradicionais e importantes do Estado do Amazonas, no qual se destaca em diversas modalidades esportivas dentre as quais o vôlei e o futebol profissional.

Distintivo atual

FONTE E IMAGEM: Wikipédia – Gaspar Vieira Neto                                                                                                                                          

Três jogos marcaram a Inauguração do Estádio Parque Amazonense, em 1918

É no ano de 1918 que acontece em Manaus um grande evento esportivo que praticamente parou a cidade: a inauguração de uma nova praça esportiva para o futebol local, o Estádio Parque Amazonense.  Na verdade o antigo parque existia desde 1906 e era inicialmente um hipódromo pois as corridas de cavalo eram, até então, a principal modalidade esportiva da sociedade manauense. Com o passar dos anos, com o crescimento e importância que o futebol adquiriu em Manaus, foi preciso procurar um outro local que acomodasse maior número de público.

O local escolhido foi o antigo hipódromo. Para abrilhantar a inauguração do novo palco, a federação local convidou um Combinado Paraense que prontamente aceitou o convite. O selecionado paraense foi formado melhores jogadores do Paysandu, Remo e Brasil Sport.

Os atletas convocados foram os seguintes: Carlito, Formigão, Cícero Costa, Suíço, Arthur Moraes, Zito, Flávio, Joãozinho, Aranha, Mamede, Barata e Saracura. Como chefe da delegação foi escolhido o senhor Edgard Proença.

Feito os devidos ajustes, os paraenses deixavam Belém e embarcavam no vapor São Luiz, rumo á capital amazonense. Naquela época havia uma forte rivalidade entre os clubes de futebol dos dois estados.

Os Paraenses foram recebidos, em sua chegada no porto de Manaus, por uma multidão de curiosos que queriam ver de perto jogadores como o atacante Suíço, considerado na época o melhor jogador de futebol do norte do Brasil.  Após desfilarem em carro aberto pelas principais ruas da cidade ,os atletas belemenses se instalaram no Grande Hotel, na Rua Municipal (atual 7 de setembro).

JOGO INAUGURAL

O primeiro jogo foi marcado no domingo, do dia 19 de maio de 1918. O parque ficou completamente lotado com a banda da polícia militar entretendo a todos. Também se fizeram presentes todos os representantes dos clubes de Manaus como também o pioneiro cineasta Silvino Santos, que filmou o jogo.

Em campo, o Combinado Paraense enfrentava o Combinado Português, que era formado por jogadores de dois clubes portugueses de Manaus: Luso e União Sportiva. O juiz escolhido para o jogo foi Raymundo Chaves. Foi posta a Taça Miranda Correa, a ser entregue para o time vencedor. O senhor Hamilton Leão representou o governador.

No 1º tempo, os portugueses dominaram o jogo que terminou em 0 a 0. O goleiro Arnaldo (que jogava no Luso) fez excelentes defesas, evitando que os visitantes abrissem o placar. Carneiro perdeu muitos gols para os luso-amazonenses. A torcida começou a insultar os paraenses.

No 2º tempo os portugueses relaxaram e Arthur Moraes, de pênalti, abre a contagem para o Combinado Paraense. Logo depois, Joãozinho e Cícero Costa ampliavam para os visitantes, terminando o jogo com o seguinte resultado: COMBINADO PORTUGUÊS 0 X 3 COMBINADO PARAENSE.

Combinado Português: Arnaldo; Marques e Cly; Valentim, Amadeu, Joãozinho, Silva, Affonso, Mattos, Tico-Tico e Carneiro.     

Combinado Paraense: Ovídio; Mamede e Carlito; Formigão, Suíço e Saracura; Zito, Joãozinho, Cícero Costa, Barata e Arthur Moraes.    

SEGUNDA PARTIDA   

O jogo seguinte, na sexta-feira, no dia 24 de maio, entre o Combinado Paraense (Foto acima, a equipe com camisa listrada nas cores em vermelho e branco; calção branco e meiões pretos) versus o Combinado Amazonense, formado pelos melhores jogadores do Nacional, Rio Negro e Manáos Sporting. Para que a população pudesse assistir o jogo, foi dado ponto facultativo a partir do meio dia e todas as casa comerciais da cidade fecharam as portas.

Para esse novo jogo, foi posta a Taça Estado do Amazonas que seria entregue ao combinado vencedor. O juiz escalado para o combate foi Raul Antony.

Começado o jogo, a partida foi bem disputada de lado a lado sendo que os amazonenses possuíam bons jogadores como Dantas, Pequenino e Hermínio. O primeiro gol dos paraenses foi marcado por Arthur Moraes, de pênalti, após Fidoca colocar a mão na bola. E assim terminou o 1º tempo.

Na segunda etapa é a vez de Barata, de cabeça, assinalar pela segunda vez, fechando a contagem e o resultado final: COMBINADO AMAZONENSE  0 X 2 COMBINADO PARAENSE.

Combinado Amazonense: Nery; Fidoca e Mário; Pequenino, Raul e Aurélio; Luiz, Hermínio, Paulo Mello, Kardec e Dantas.   

Combinado Paraense: Ovídio; Mamede e Carlito; Formigão, Suíço e Saracura; Zito, Joãozinho, Cícero Costa, Barata e Arthur Moraes.

                                                  

Nacional de 1918, que enfrentou com o Combinado Paraense

ÚLTIMO JOGO   

O último compromisso dos paraenses seria com o Nacional, Tricampeão Amazonense, e foi realizada no domingo, do dia 26 de maio. Novamente se ofereceu um prêmio ao time vencedor, a Taça Municipalidade.

Inicia-se o jogo. Os Paraenses começam a jogar com extrema violência, o que gerou protestos da torcida. Apesar das faltas graves do time do Pará, o árbitro nada fazia. Começam a pipocar confusões na arquibancada. A violência continua e o juiz se encontra perdido em campo.

As Arrancadas se proliferam de lado a lado, até que, numa rebatida do goleiro nacionalino Nery, a bola cai nos pés de Cícero Costa que só tem o trabalho de empurrar a esfera para as redes, marcando o primeiro gol dos visitantes. No final do 1° tempo, o juiz não marca um pênalti legítimo em favor do Nacional.

É iniciado o 2° tempo. O nacional, após muito pressionar, consegue o seu intento. Paulo Mello, em cobrança de pênalti, empata para o clube amazonense. A torcida comemora em delírio. E assim perdurou o placar com o seguinte resultado: NACIONAL 1 X 1 COMBINADO PARAENSE.

Nacional: Nery; Fidoca e Rodolpho; Pequenino, Bastos e Fernandes; Aureliano, Azevedo, Paulo Mello, Pará e Dantas.                                              

Combinado Paraense: Ovídio; Formigão e Carlito; Suíço, Saracura e Joãozinho; Zito, Cícero Costa, Aranha, Barata e Arthur Moraes.

 

NOTA TRISTE

Um fato trágico e curioso que aconteceu durante esse jogo foi que um fanático torcedor nacionalino, chamado Cajuí, que se encontrava no Parque, morreu de infarto após comemorar, emocionado, o gol de empate de seu clube. Nesse último jogo, o Nacional lavou a honra dos Amazonenses evitando que os visitantes saíssem de Manaus com três vitórias.

FOTO ACIMA:  Chegada dos jogadores paraenses no porto de Manaus,a bordo do vapor São Luiz, onde foram recebidos por uma multidão

FESTEJOS E O RETORNO

Após o jogo final, jogadores e delegação Paraense foram convidados para festividades na Sede do Rio Negro (Rua Monsenhor Coutinho), no cinema Polytheama e na cervejaria Miranda Correa.  Agradecendo a hospitalidade que receberam em Manaus, os Paraenses embarcavam no vapor “Olinda” e voltavam para sua capital.

 

FONTES & FOTOSProfessor e Pesquisador do Futebol Amazonense, Gaspar Vieira Neto – Jornal A Capital – Site Baú Velho  – Mercado Livre

Colligação Sportiva Recifense – Recife (PE): Fundado na década de 10

A respeito do 1º Campeonato Pernambucano de 1915, só restava encontrar um participante. Agora não falta mais. O Colligação Sportiva Recifense foi uma agremiação da cidade do Recife (PE). O clube áureo-negro foi Fundado na década de 10, por esportista e  estudantes do bairro da Encruzilhada. No final dos anos 20 migrou para o bairro de Água Fria.

A sua Sede ficava na Rua Marcílio Dias, 39 / 1º andar, no Bairro de Água Fria, no Recife. O Colligação mandava os seus jogos no Campina do Derby (de propriedade da Intendência Municipal do Recife).

A sua estreia no Campeonato Pernambucano de 1915, organizado pela Liga Sportiva Pernambucana (LSP), aconteceu no domingo, do dia 1º de Agosto daquele ano. O jogo foi diante do Santa Cruz F.C., às 11h50min., arbitrado pelo Sr. Getúlio, no Campo do Derby.

No domingo, do dia 29 de Maio de 1915, o Colligação Sportiva Recifense venceu o Estrella do Norte Foot-Ball Club, de Paulista, por 2 a 0, em amistoso. O Jornal de Recife descreveu da seguinte forma o uniforme das equipes:

Colligação: camisa de flanela branca, gravata preta e amarela e calção branco. Estrella do Norte Foot-Ball Club: Camisas encarnada, gravata e calção branco.

Time-base de 1915: Rubens Silva (Ernesto Fragoso); Antonio Faria e A. Reis; Salomon Stevens, Anísio e V. Seve; Abel Stevens, José Castro, Pedro Faria (T. Farias), José Barreto e Adaucto de Araujo.

Time-base de 1916: Paulo Ramos; Sitonho e Almdeida; Salomon Stevens, Euclydes e Rodrigues; Abel Stevens, Adolpho, J. Castro, R. Cruz e Adaucto de Araujo.

 

FONTES: Jornal de Recife – A Província – Diário de Pernambuco – Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco