O Município de Santo Antônio da Platina (PR) e os seus ‘primeiros times’ com o gentílico “platinense“! Localizado a 362 km da capital (Curitiba), o lugarejo foi criado 1914 e conta com uma população de 46.251 habitantes, segundo o IBGE/2020.
Com o fim da APAE(Associação Platinense de Amadores de Esportes), rapidamente a cidade ficou efervescente com o surgimento de dois novos clubes: CAP –Clube Atlético Platinense, Fundado em 1951; e UEP –União Esportiva Platinense, também criada no início dos anos 50.
O CAP foi fundado pelo Sr. Ângelo Donofre, palmeirense de coração, em 1951. Por isso, que a escolha da cor predominante do clube foi o verde (além do branco), que também é uma das cores da bandeira do município (verde e amarelo). O Clube Atlético Platinense foi campeão Citadino de 1953.
Recorte de 05 de setembro de 1954
Já a União Esportiva Platinense, foi fundada pela família Senra. As cores desta agremiação tricolor era: vermelho, branco e preto. O UEP participou duas vezes do Campeonato Paranaense do Interior: 1954 e 1955.
Em 1958, as famílias Senra e Danofre ensaiaram realizar uma fusão entre o Clube Atlético Platinense com a União Esportiva Platinense. No entanto, entre a teoria e a pratica, às vezes as diferenças são enormes.
A família Donofre queria que o novo time utilizasse jogadores da cidade, enquanto a família Senra queria trazer jogadores de fora. Mediante as divergências, membros do CAP, desistiram da fusão e logo depois decidiram fechar às portas do clube.
APAE em 1958
Já a UEP tocou a mudança do nome, passando a se chamar: APAE (Associação Platinense Atlética e Esportiva), com o intuito de montar um forte time e brigar pelos títulos.
Assim, a diretoria montou o time aproveitando alguns jogadores da cidade e contratando outros de fora da cidade. Porém a campanha no Paranaense da Série Norte de 1958, foi pífia. O resultado desanimou a família Senra, que tomou a decisão drástica de encerrar as suas atividades.
Recorte da APAE em 1958
Colaboração: Gerson Rodrigues e Rodrigo S. Oliveira
FONTES: Jornal O Dia (PR) – O Estado (PR) – Correio do Paraná – Diário do Paraná
ACERVO: Nelson Facanali Donofriu (filho de Ângelo Donofre)
O Município de Santo Antônio da Platina (PR) e os seus ‘primeiros times’ com o gentílico “platinense“! Localizado a 362 km da capital (Curitiba), o lugarejo foi criado 1914 e conta com uma população de 46.251 habitantes, segundo o IBGE/2020.
O 1º time que se tem registro foi a APAF(Associação Platinense de Amadores de Futebol), Fundado no início de Maio de 1937. As suas cores era o verde e branco.
Numa reportagem de O Estado faz uma abordagem, destacando a ótima estrutura da APAF: “O clube já conta em seu patrimônio um viçoso campo de futebol, aparelhado com arquibancada excelente, capacitada para comportar folgadamente 3 mil pessoas. E tudo enquadrado dentro das normas da técnica, perfeito, singelo!“.
O seu 1º jogo, aconteceu no domingo, do dia 16 de Maio de 1937, goleou a Associação Atlética Jacarezinho, nos Primeiros e Segundos Quadros, ambos pelo placar de 7 a 0.
O 2º jogo, ocorreu no domingo, do dia 13 de Junho de 1937, em Cambará, goleando o Comercial Futebol Clube, por 5 a 0 e 4 a 1, nos Primeiros e Segundos Quadros, respectivamente.
No domingo, dia 18 de Julho de 1937, a 3ª partida e o 1º confronto nacional, com novo triunfo: 2 a 1 e 6 a 1, nos Primeiros e Segundos Quadros, diante da Associação Atlética Satacruzense, de Santa Cruz do Rio Pardo (SP).
Uma semana depois, no domingo, dia 25 de Julho de 1937, o 4º jogo, contra o Bandeirantes Futebol Clube, de Bandeirantes (PR), e vitórias por 2 a 1(Primeiro Quadro) e 4 a 0(Segundo Quadros). Alguns jogadores nesses jogos: Carabinha, Ministrinho, Nico, Quim, Sertorio, Romano, Nenezinho, Alfeu, Ataliba, Pequeno, entre outros.
Importante citar que ainda no 1º semestre de 1937, também foi criado a Liga de Santo Antônio da Platinachamada: Associação Platinense de Futebol (APF). Na década de 50, alterou o nome para: Liga Regional Platinense de Futebol (LRPF).
A APAF existiu até o fim de 1944. A partir do começo de 1945, a sua nomenclatura sofreu uma sutil alteração, passando a se chamar: Associação Platinense de Amadores de Esportes (APAE), que existiu até o início da década de 50.
Colaborou: Rodrigo S. Oliveira
FONTES: Wikipédia – Jornal O Dia (PR) – O Estado (PR) – Correio do Paraná – Diário do Paraná
O Ypiranga Futebol Clube é uma agremiação do município de Palmeira, situado na microrregião de Ponta Grossa, que fica a 70 km da capital de Curitiba, no estado do Paraná. No último dia 06, o clube alvirrubro completou 100 anos!
Fundação
O “Glorioso’’ foi Fundado na sexta-feira, no dia 6 de Agosto de 1920, depois de meses de conversas entre apaixonados por futebol da cidade que tiveram a ideia de criar um time. Um grupo com cerca de 53 pessoas fundaram o inicialmente Ipiranga Foot Ball Clube.
A 1ª ata de reunião entre os fundadores do clube está registrada no domingo, do dia 8 de agosto do mesmo ano. As reuniões ocorreram onde se encontra, nos dias atuais, o Hospital de Caridade, na Cidade Clima.
Sede
A mudança de local da equipe, aconteceu após a doação de um terreno do Prefeito Sr. Domingos Theodorico de Freitas. Este local foi na Rua Coronel Ottoni Ferreira Maciel, s/n, no Centro de Palmeira, onde, até os dias atuais, é o local da sede ypiranguista.
Mesmo com a ideia fundada, ainda faltava um time que disputasse as partidas de futebol. As discussões para arrumar o escrete foram longas, tanto que demoraram semanas para chegar em um consenso. Após tanta discussão para montar a equipe, apenas em dezembro de 1920 a decisão teve um desfecho.
Primeiro jogo
Foto posada dos jogadores que realizaram o 1º jogo
A 1ª partida do Ypiranga, em um amistoso contra a equipe do Porto Amazonas, realizada no Largo Ypiranga(onde hoje é o atual Estádio João Chede), o escrete ypiranguista foi a campo com: Ignácio Cupinski Bach; Pedro Schon, Orácio Teixeira, Alff Bach, José Vida; Henrique Margraf, João Pizzoni, Ephiphano Vida, Augusto Henrique, Germano Jenrich, Pedro Albuquerque e Alfredo Teixeira. Infelizmente não há registros do resultado da partida.
Um detalhe curioso desta partida foi a festa de inauguração proporcionada pelos diretores. A comemoração foi realizada graças a arrecadação dos diretores durante as semanas anteriores que saíram pela cidade em busca de dinheiro.
Foi então, que arrecadaram 90 mil réis e duas caixas de cerveja. Assim, foi feita a 1ª comemoração nos arredores do João Chede, primeira de muitas. No dia do amistoso foi apresentado oficialmente os primeiros uniformes da equipe. A tradicional camisa um, nas cores vermelha e branca, é mantida até hoje.
A curiosidade é o segundo uniforme, nas cores verde e branco. Cores que alguns anos depois viria a ser de um dos maiores rivais do Ypiranga, o extinto clube Nacional.
Estádio
As discussões para a mudança da terraplanagem do campo de futebol iniciaram-se em 1926. Neste mesmo período é colocado em pauta pelos diretores a construção de um pavilhão para que novos torcedores pudessem assistir aos jogos, além de um melhor espaço para realizar as reuniões da diretoria e sócios.
A ideia inicial da mudança, na praça esportiva, começou a ser fundamentada apenas dois anos depois. Em 1928, os dirigentes ypiranguistas discutem e aprovam a pauta que consolidaria o projeto. Assim, João Chede, presidente do clube, consegue idealizar o projeto do estádio e, por ser uma pessoa de grande influência, consegue um empréstimo junto aos bancos para a construção da sede social e pavilhão.
Apesar da facilidade em conseguir o dinheiro do empréstimo, a construção foi iniciada apenas em outubro de 1929. Neste período, foram construídos dois alicerces da arquibancada e uma parte da escada. Após isto, outro empréstimo precisou ser realizado, pois o dinheiro não foi suficiente para o todo.
A construção do pavilhão de madeira foi feita através de uma licitação e o vigamento utilizado havia sido adquirido pelo clube de empresas da cidade. O valor total da praça esportiva ficou no total de 10 conto e quinhentos mil réis, pago em duas parcelas.
Esta obra realizada é o que vemos até os dias atuais, construída totalmente de madeira, comportando, aproximadamente, 400 pessoas. A inauguração oficial da nova praça esportiva e casa dos ypiranguistas, aconteceu em abril de 1930. O convidado para o amistoso, realizado na estreia do novo complexo foi o Operário Ferroviário. O estádio leva o nome do idealizador do projeto, João Chede, um dos maiores nomes que passou na história do clube.
Conquistas
A história ypiranguista já tinha 36 anos de existência e evidentemente, títulos conquistados. Mas, conquistas em torneios de menor relevância dentro do cenário local e estadual. Pelo pouco desenvolvimento do futebol amador em Palmeira o clube optava por disputar a Liga de Futebol de Campo Largo, mas isto mudou em 1956.
Equipe campeã do 1º campeonato da Liga de Palmeirade 1957
Naquele ano, por iniciativa do Ypiranga foi criada a Liga de Futebol Regional de Palmeira. Consequentemente, as equipes da cidade foram chamadas para participar do campeonato. Em 1957 aconteceu o 1º campeonato da Liga de Palmeira e o 1º grande título da história alvirrubra.
As finais deste campeonato colocaram frente a frente dois grandes rivais, o Ypiranga e a equipe da Associação Atlética Palmeira. O Glorioso ganhou as duas partidas pelos placaras de 2 a 1 e 3 a 1, respectivamente. O esquadrão alvirrubro foi pentacampeão da Liga de Palmeira, no período de 1957 até 1961.
Durante estes anos, um dos grandes ídolos da torcida foi formado. João Hoffman, mais conhecido como João Grande, marcou mais de 100 gols durante este período, sendo titular em todos estes anos. Ao todo, o Ypiranga conquistou 17 títulos da Liga de Palmeira, consolidando-se como o maior vencedor do torneio. Atualmente, este campeonato não é mais realizado.
Em 1964, a Liga de Palmeira encerrava as atividades e o cenário do futebol em Palmeira acontecia apenas com amistosos. Dois anos depois, em 1966, aconteceu a retomada da Liga, sob uma nova direção. De 1961 até o ano de 1976, a equipe do Ypiranga passou por um jejum de títulos da Liga.
Foram 15 anos sem conquistar o torneio, mas isto mudou em 76. A rivalidade entre os clubes na Cidade Clima estava acirrada entre o alvirrubro, a equipe do Palmeira e o Nacional, e foi em um “YPINAL’’ que a seca ypiranguista acabou.
A decisão aconteceu na fórmula, popularmente conhecida, como “melhor de três’’. A primeira partida ficou no 0 a 0, a segunda com vitória ypiranguista por 2 a 1 e a decisão, novamente, um empate. Mas desta vez em 1 a 1. Após a partida, a festa da torcida tomou conta da cidade, em uma das maiores comemorações pela conquista da Liga.
Após ter conquistado o cenário local e ser uma equipe conhecida entre os clubes da região, faltava concretizar o nome entre os grandes clubes amadores do Paraná.
Essa pressão aumentou quando em 1992, um dos grandes rivais do Ypiranga, conquistou a Taça Paraná. A Associação Atlética Palmeira foi campeã e a rivalidade entre os dois aumentou. Três anos depois, a diretoria ypiranguista toma novas decisões sobre o comando técnico e Cláudio Kapp assume a presidência e a “prancheta’’ da equipe, montando o esquadrão ideal para a temporada.
Campeão inédito da Taça Paraná de 1995
Em 1995, o ano começou com mais um título da Liga de Palmeira e ali a base foi formada para um desafio maior, a disputa da Taça Paraná. Com um plantel recheado de crias ypiranguistas, a equipe foi unida dentro e fora de campo.
Na 1ª fase foi marcada pelos jogos contra o Scheifer de Ponta Grossa, Sociedade Esportiva Lagoa de Antônio Olinto e o Clube Atlético São Mateuense. Nesta fase inicial do certame, o esquadrão de Cláudio Kapp marcou 18 gols e sofreu apenas quatro, em seis partidas disputadas.
Na fase de mata-mata, o plantel estava entrosado para a disputa das partidas de oitavas-de-final. O adversário da vez era o Grêmio Madeirite de Guarapuava. A primeira partida terminou com o placar de 1 a 1 no João Chede e o jogo da volta, no centro-oeste do estado, ficou em 4 a 2 para a equipe alvirrubra, classificando-se para próxima fase.
Nas quartas-de-final o Glorioso passou pelo Califórnia, com o agregado de 4 a 1. Na sequência, o Ypiranga não se intimidou contra o Bocaiuvense. Em dois jogos repletos de gols, o Ypiranga passa no agregado com o placar de 7 a 3 e chega na sonhada final.
A equipe adversária nestes dois últimos jogos foi o Real, da cidade de Realeza. No 1º jogo, disputado fora de casa, o Ypiranga conheceu a primeira derrota no certame, quando sofreu o revés de 2 a 0. Assim, a equipe teria que vencer no João Chede, pelo placar que fosse, pois no regulamento não constava saldo de gols.
Para conquistar o título, a vitória era essencial para levar a partida para prorrogação. O lema estampado no pavilhão vermelho e branco precisava motivar os jogadores, e assim, o desanimo não venceu as dificuldades. Com 2 a 1 na etapa regulamentar, a partida foi para prorrogação e nos últimos 30 minutos que restavam, a história foi escrita.
Debaixo de uma chuva intensa, as duas equipes não diminuíam o ritmo de jogo, mesmo com a exaustão de todo o campeonato. Aproveitando o apoio da torcida e a facilidade em jogar na chuva, pois o certame todo a equipe disputou partidas, que por coincidência, estava chovendo.
O Ypiranga fez o gol do título com os pés do atacante Edson Breda, popularmente conhecido como “Kinn’’. A festa das arquibancadas tomou conta da cidade e a noite foi de festa nos arredores do João Chede, finalmente o alvirrubro era campeão da Taça Paraná.
Campeão da Copa Interclubes de 2000
Quinze anos depois de conquistar o estado, mais um grande título na história do clube estava por vir. Em janeiro de 2000, o Ypiranga recebe o convite da Federação Paranaense de Futebol para disputar a primeira Copa Interclubes. A diretoria aceitou o desafio e se propôs em fazer um bom trabalho. Ao todo, 16 equipes disputaram o certame, divididos em quatro grupos, classificando-se para a segunda fase os dois melhores de cada grupo. A equipe alvirrubra ficou no grupo 4 e classificou-se em 1º lugar com 16 pontos.
Na 2ª fase, a primeira derrota veio no jogo de ida das quartas-de-final, quando perdeu para o Urano pelo placar de 3 a 2. Na partida decisiva, dentro do João Chede, o placar terminou em 2 a 0 para o Glorioso e na prorrogação garantiu a classificação vencendo por 1 a 0.
Nas partidas de semifinal, o adversário era o Colombo. As partidas terminaram com o agregado de 3 a 1 para o plantel ypiranguista, conquistando a vaga para a final.
O União Capão Raso seria o adversário nas duas decisões, a 1ª partida foi disputada em Palmeira e o jogo decisivo em Curitiba. Com o Estádio João Chede lotado pelos torcedores alvirrubros, a festa de recebimento da equipe foi inesquecível.
A motivação das arquibancadas refletiu em campo e a partida terminou em 5 a 2 para o Glorioso. No dia 20 de maio de 2000, a equipe decidiu o campeonato na capital paranaense e garantiu o título com um empate de 1 a 1. O gol que assegurou o título assinalado por Júlio César Vida, mais conhecido como Duío.
A boa fase da equipe continuou nos dois anos seguintes, quando o clube foi campeão inédito e de forma consecutiva da Liga de Futebol de Campo Largo, nos anos de 2001 e 2002. Mesmo com toda a trajetória dentro do estado, a equipe ypiranguista manteve a gana por títulos, mas passou por uma fase sem conquistas relativas. O escrete alvirrubro voltou a conquistar um título importante em 2019, quando faturou o Campeonato Amador de Ponta Grossa de maneira invicta.
Colaborou:Rodrigo Oliveira
FONTES: Livro ‘’Ypiranga Futebol Clube: 80 anos de glórias’’, de Luiz Gastão Gummy – João Paulo Pacheco do DRAP (site “Do Rico Ao Pobre)
O Caramuru Esporte Clube foi uma agremiação do Município de Castro (PR). Às margens do Rio Iapó, foi fundado ocorreu em 19 de março de 1778, a localidade fica a 159 km da capital (Curitiba). A “Cidade do Leite” possui uma população de 71.484 habitantes (segundo o censo do IBGE/2019).
O “Leão do Iapó” foi Fundado na quinta-feira, do dia 19 de Abril de 1917, com o nome de Caramuru Sport Club.
Foto rara de 1919
Em outubro de 1957, instalou a sua sub-sede social na Rua XV de Novembro, nº 39, no Centro de Curitiba. Em 18 de Junho de 1960, a sua Sede estava situada na Rua Nunes Machado, nº 130, no bairro de Bom Jesus, em Curitiba.
A equipe mandava os seus jogos no Estádio Municipal Lulo Nunes (Capacidade: 5 mil pessoas), localizado na Rua Cel, Vital Martins de Oliveira, s/n, na Vila Rio Branco, em Castro. Após sofrer remodelações, como a colocação dos refletores, em 1981, o estádio ganhou o nome de Centenário.
O Caramuru disputou os torneios organizados pela Liga Amadora de Ponta Grossa. Na segunda-feira, do dia 11 de Abril de 1955, a Federação Paranaense de Futebol (FPF), aceitou e inscreveu o Caramuru para integrar a Divisão Extra de Profissionais do Paranaense, na vaga do S.E.F. Juventus, que se licenciou.
Foto da década de 40
Disputou até 1965. A sua melhor posição aconteceu em 1959, quando terminou a primeira fase em 2º lugar (13 vitórias, dois empates e cinco derrotas) e a segunda fase em 4º lugar (duas vitórias, um empate e três derrotas), e 3º colocado no geral. Destaque para as vitórias sobre o Coritiba (2 a 1) e Athletico Paranaense (3 a 0), ambas em Curitiba!
Uma curiosidade dessa temporada memorável, foi que o Bellini, zagueiro e capitão da Seleção Brasileira na Copa de 1958, entregou o troféu, uma vez que ele estava de passagem com o Vasco da Gama em Curitiba.
Foto de 1959, ano em que o Caramuru terminou o Estadual em 3º lugar, no geral
O Leão do Iapó ainda disputou o Paranaense 1971, época em que participou da loteria esportiva e teve seu símbolo destacado pela revista Placar como time de botão. A agremiação foi reorganizado e Fundado na segunda-feira, do dia 26 de Junho de 1989, como: “Caramuru Futebol Clube“. Em 1991, retornou ao futebol profissional.
Em 1993, voltou a disputar a elite estadual, onde fez um primeiro turno irregular, mas recuperou-se no segundo, fazendo grande campanha. Destaque para os empates em casa com o Operário de Ponta Grossa(2 a 2, sofrendo gol de empate nos acréscimos, em incrível falha do goleiro, diante de 1.972 pagantes) e com o Coritiba(0 a 0, para 2.026 pagantes).
Foto dos anos 60
COLABORAÇÃO: Rodrigo Santana
Desenhos dos escudos e uniformes: Sérgio Mello
FONTES: O Dia (PR) – G1.Globo (Time de futebol de Castro faz 100 anos e relembra jogo histórico) – Central Palece Hotel/ Castro-PR – Diário da Tarde (PR) – Diário do Paraná
FOTOS: Acervo de José Pedro Naisser – Jornal de Castro
A Sociedade Esportiva Junak 8 foi uma agremiação esportiva da cidade de Irati, estado do Paraná. A Equipe era ligada a Sociedade Polonesa Towarzystwo Wolnosc, fundada em 1916, hoje Sociedade Beneficente e Cultural Iratiense.
O JUNAK espalhou-se por outras sociedades também no interior. Em Irati o JUNAK 8 teve time de vôlei e basquete e foi o primeiro espaço em que se praticaram estas modalidades esportivas. O atletas do lado direito é o patriarca da família Ziembikiewicz, Sr. João, pai do Recho (João Ricardo Ziembikiewicz). Foto acervo da Sra. Maria Felícia Ziembikiewicz Havresko. Aproximadamente na década de 1930. Fonte: Facebook de Herculano Batista Neto, publicado em 30 de abril de 2016.
A Junak foi responsável pela introdução do Basquete e Volei na cidade de Irati, porém seus membros se envolviam em todas as atividades esportiva, sendo assim não poderia deixar de praticar o futebol.
Foto/Acervo: HERCULANO BATISTA NETO que inclusive esclarece que o penúltimo da esquerda para a direita é seu avô materno Boleslau Duda. Publicado no Facebook em 28 de abril de 2016.
Em 1937 a equipe, juntamente as equipes do Iraty S.C.; Palestra F.C, ambos de Irati, Guarany S.C. e Poço Bonito F.C, ambos de Rebouças, reorganizaram a Liga Esportiva Sul-Paranaense – LESP. Todas as equipes participaram do campeonato daquele ano, que teve o Iraty Sport Club como seu campeão, que assim garantiu o direito de disputar o título de campeão Paranaense de futebol contra os demais campeões das Ligas do Paraná (Curitiba, Ponta Grossa, Litoral e Paranaguá).
Fontes: ORREDA, José Maria. O esporte em Irati. Edipar: Irati,1987. Facebook de Herculano Batista Neto, consultado em 24 de março de 2020. Facebook de Antonio Alceu Jacopetti, consultado em 24 de março de 2020.
A Liga de Futebol de Altônia era a entidade dirigente do futebol amador no município de Altônia/PR. A cidade está localizada no noroeste paranaense,na divisa com o estado de Mato Grosso do Sul, estando na microregião de Umuarama/PR, sendo assim abrigava equipes de praticamente todos os municípios desta região.
Das equipes filiadas na época há algumas que já se aventuraram no futebol profissional (São Jorge do Patrocínio EC e Guaíra FC), além de outras que representaram a região nos tempos áureos da Taça Paraná de Futebol Amador.
Hoje a liga está inativa, ocorrendo campeonatos municipais organizados pela Prefeitura local, assim como têm ocorrido o mesmo nos demais municípios que a liga servia. Contudo, em 2016 foi fundada em Umuarama, principal cidade da região, a Liga Umuaramense de Futebol Amador – LUFA na tentativa de preencher a lacuna deixada, e a mesma têm organizado os campeonatos regionais, porém esta entidade não está filiada à Federação Paranaense de Futebol, sendo assim seu campeão não tem direito a jogar a Taça Paranã de Futebol Amador.
Liga de Futebol de Altônia Fundada em 09/02/1982 End: Rua Rui Barbosa, 792 – Centro
Clubes Filiados 1 – Associação Esportiva Bandeirante (Altônia) 2 – Alto Piquiri Esporte Clube (Alto Piquiri) 3 – Aparecidinha Esporte Clube (Altônia) 4 – Associação Atlética Altônia (Altônia) 5 – Atlântico Futebol Clube (Umuarama) 6 – Atlético Futebol Clube de São João (Altônia) 7 – Clube Atlético Boca Junior (Terra Roxa) 8 – Cafezal do Sul Esporte Clube (Cafezal do Sul) 9 – Caramuru Esporte Clube (Altônia) 10 – Concórdia Esporte Clube (Palotina) 11 – Clube Recreativo Cristal (Terra Roxa) 12 – Cruzeiro do Oeste Esporte Clube (Cruzeiro do Oeste) 13 – Esporte Clube Paraná (Guaíra) 14 – Esperança Nova Futebol Clube (Esperança Nova) 15 – Francisco Alves Esporte Clube (Francisco Alves) 16 – Guaíra Futebol Clube (Guaíra) 17 – Grêmio Esporte Clube (Altônia) 18 – Guaiporã Esporte Clube (Cafezal do Sul) 19 – Iporã Atlético Clube (Iporã) 20 – Juventus Atlético Clube – JD. Paredão (Altônia) 21 – Lavanderia Esporte Clube (Altônia) 22 – Ouro Verde Esporte Clube (Altônia) 23- Perobal Esporte Clube (Perobal) 24 – Pérola Futebol Clube (Pérola) 25 – São Jorge do Patrocínio Esporte Clube (São Jorge do Patrocínio) 26 – Sociedade Esportiva e Recreativa Francisco Alves (Francisco Alves) 27 – União Paredense (Altônia) 28 – Vila Nova Esporte Clube (Pérola) 29 – Xambrê Esporte Clube
Nos últimos anos, poucas notícias têm chegado com respeito a atividades oficiais promovidas pela veterana Liga Antoninense de Futebol, inclusive temos notado a ausência de equipes representativas daquela hospitaleira cidade na maior competição amadora do Estado, a famosa Taça Paraná. O leitor Fábio Miguel Tavares, antoninense de nascimento e que atualmente reside em Curitiba, acompanha diariamente a coluna Suburbana e solicita informações sobre as equipes que representaram a cidade de Antonina até agora na Taça Paraná.
As participações:
Antes mesmo da 1.ª Taça Paraná realizada em 1964, o CA Batel de Antonina participou do II Campeonato Amador do Estado vencido pelo Monte Alegre em 1962 e só não chegou à final porque havia vencido o famoso CAMA nas penalidades por 11×9, mas as cobranças foram consideradas irregulares e a FPF determinou que o time voltasse até Monte Alegre para repetir as cobranças. Não foi aceito e o time rubro-verde antoninense ficou de fora.
Times que disputaram a Taça Paraná:
1964: XV de Novembro, 1965: Batel, 1966: 29 de Maio, 1967: Batel, 1968: Matarazzo, 1969: Batel, 1970: Estiva, 1973: Estiva, 1974: Ceará, 1976: Ceará, 1977: Ceará, 1981: 29 de Maio, 1982: Ceará, 1984: Guará, 1985: Guará, 1986: Guará, 1987: Ceará, 1992: 29 de Maio, 1994: Guará e Vasco da Gama, 1995: Juventus.
Resumo: Ceará participou 5 vezes; Guará, 4; Batel e 29 de maio, 3; Estiva, 2; Juventus, Matarazzo, XV de Novembro e Vasco da Gama, 1 vez cada. Esperamos que Antoninase faça representar nas próximas edições da Taça Paraná.Está fazendo falta.