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Grandes Goleadas – Seleção da Bulgária 6×0 Flamengo (RJ)

Em sua excursão à Europa, em 1960, o Flamengo enfrentou a Seleção da Bulgária.

Eis a ficha técnica:

SELEÇÃO DA BULGÁRIA 6×0 FLAMENGO
Competição: Amistoso
Data: 22/04/1960
Local: Estádio de Sofia – Sofia – Bulgária
Árbitro: Gerckheker (Turquia).
Gols: Diev (3), Kolev (2) e Yordanov.
SELEÇÃO DA BULGÁRIA: Naydenov; Rakarov, Mamolov e Kovachev; Dimitrov e Largov; Diev, Abadyiev, Yordanov, Kolev e Debrski.
FLAMENGO: Mauro; Joubert, Décio Crespo e Jordan; Jadir e Carlinhos; Luís Carlos, Moacir, Henrique, Gérson e Babá.

Fonte: Correio da Manhã

Grandes Goleadas: Newcatle United F.C. (Inglaterra) 12 x 1 Bela Vista F.C. (Sete Lagoas-MG)

Em sua excursão à Europa, em 1958, o Bela Vista Futebol Clube, de Sete Lagoas – MG enfrentou o Newcastle United, da Inglaterra, sendo goleado por 12 a 1. No primeiro tempo terminou com 4 a 1 para os ingleses. O único tento do time mineiro foi assinalado por Murilo, de pênalti aos 42 minutos da etapa inicial. Mesmo com a goleada o goleiro Adelmar foi a principal figura em campo, evitando que a goleada fosse ainda maior.

NEWCASTLE UNITED F.C. 12 X 1

BELA VISTA F.C.

LOCAL

Newcastle (ING)

CARÁTER

Amistoso internacional

DATA Na tarde de Quarta-feira, do dia 1º de Outubro de 1958
PÚBLICO

25 mil pagantes

ÁRBITRO

Não mencionado

AUXILIARES

Não mencionados

NEWCASTLE

Harvey; Mackinney (Whitehead) e Ferguson; Scoular, Stokes e Bells; Hughes, Bottom, White, Davies e Evans (Mitchell).

BELA VISTA

Adelmar; Isaías e Gaya; Toledo, Salvatore e Edésio; Marim, Neném, Jorginho, Zico e Murilo.

GOLS

White e Bottom, cinco vezes cada um; Evans e Davies um tento cada (Newcastle); Murilo (Bela Vista).

FONTES: Correio da Manhã – Jornal do Commercio (RJ) – Diário da Noite (SP)

Senhor dos Passos Futebol Clube – Rio de Janeiro (RJ): Fundado em 1941

Por Sérgio Mello

O Senhor dos Passos Futebol Clube foi uma agremiação da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A sua Sede social ficava localizado na Rua República do Líbano, s/n – Centro do Rio (RJ).

O time das cores vermelha, branca e verde foi Fundado na quarta-feira, do dia 18 de Junho de 1941, na S.A.A.R.A (Sociedade dos Amigos da Rua da Alfândega) no Centro do Rio de Janeiro. Disputou o Campeonato Carioca da 2ª Divisão.

Deixou na sua trajetória grandes conquistas para o futebol carioca. Dentre seus adversários, consta o Mavilis F.C., Confiança F.C., Canadá F.C. entre outros. Sua sede era localizada na Rua República do Líbano, onde hoje funciona um depósito da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana).

Teve como seu principal presidente o Sr. Adib Coste Tabach, que pelo amor que despendia ao time, muito contribuiu para sua grandiosidade. Possuía um quadro social expressivo, cuja dedicação e o afeto de seus associados eram incontestáveis.

FOTO: Correio da Manhã (RJ) – 1959

Desenvolvia atividades sociais, promovendo festas diversas (Junina entre outras), excursões, jogos de salão, cinema para os associados, gincanas (patrocinadas pelos comerciantes da região) e excepcionais bailes animadíssimos, deixando muitas saudades àqueles que frequentaram.

Alguns de seus simpatizantes emprestava seu tempo para trazer entretenimento como, por exemplo, o Sr. Abraão, que passava cinema no bilhar, um sobrado na Rua Senhor dos Passos com Tomé de Souza, colocava enormes bancos de madeira, onde se juntavam os associados, para assistirem grandes filmes, os quais o Abraão, com grande paciência patrocinava.

FOTO: Correio da Manhã (RJ) – 1959

O maior e melhor Presidente que o Senhor dos Passos F.C. já teve, foi sem dúvida nenhuma o Adib Coste Tabach, o ‘Dibo’. Foi no período do seu mandato que o Clube despontou no cenário futebolístico. Dibo não media esforços para colocar o clube em destaque.

Além de grande administrador, cercou-se de colaboradores que imbuídos do mesmo ideal, juntavam-se para somar, abnegados e dedicados por amor ao pavilhão tricolor. Sempre presente as festividades do clube, Dibo foi quem promoveu o registro do Senhor dos Passos.

Transpondo todos os obstáculos em 14 anos de luta, é com satisfação que apresentamos o registro abaixo, em que nos coloca juridicamente paralelos aos grandes clubes e sociedades desta Capital, tudo proveniente de um trabalho profícuo em prol do engrandecimento do nosso Clube. É um grande passo que damos para atingirmos a nossa emancipação social, tão logo possamos adquirir a sede própria”, disse.

Senhor dos Passos F.C. (1952) – Em pé – Geraldo, Nelson, José Getulio, Pagrad, Elesbon, Willian, Felipe Dibo e Baía – Agachados da esquerda para a direita – Edmundo, Abdalla, José, *, boteco *

Era ali na confluência da Rua Buenos Aires com Regente Feijó, no centro do Rio de Janeiro, num local chamado Larguinho que se reuniam o pessoal do Senhor dos Passos. Às vezes para confraternização, outras para ensaio do bloco os milionários, formado por seus associados.

A rapaziada promovia no Larguinho muito jogo de bola, durante quase todo dia e de vez em quando até à noite. Era ali que se encontravam para programarem qualquer passeio ou evento esportivo.

Hoje nada mais restou daquele tempo, apenas virou Largo do Mascate, muito comércio e durante o dia só pessoas a passar de um lado para o outro, tanta coisa ali se criou, como por exemplo, restaurante, jornaleiro, etc., tirando-lhe todo o encanto de outrora.

Foto: Diario da Noite (RJ) – 1957
Senhor dos Passos F.C. – Disputa pela liga amadorista


HINO

Autor: Sr. Wilson Santos

Senhor dos Passos tu és um cenário,
o teu nome é coberto de glória,
teu passado e o teu presente,
representa alegria pra gente.
Desde o dia da tua fundação,
Ficou gravado em nosso coração,
Tanto esforço despendido,
Hoje honras a tua tradição. Avantes, bravos atletas,
com disciplina e dedicação
defendendo com todo sacrifício
as cores do nosso pavilhão.

O teu verde é esperança
teu branco, alvissareiro,
teu vermelho, sangue árabe
juntamente com brasileiro….

FOTO: Correio da Manhã (RJ) – 1958

Ídolo

Um acontecimento que marcou muito o Senhor dos Passos foi quando um de seus maiores atletas veio a falecer em 1957. Abdalla era conhecido pelo seu futebol em várias comunidades em que atuava o time. Algumas até conhecia o Senhor dos Passos F.C. como o time do Abdalla.

Havia torcedores que se Abdalla não jogasse não assistiam o jogo e iam embora. Por um longo período foi difícil para o Senhor dos Passos conviver sem o Abdalla.

A sua presença por si só, já empolgava e motivava a rapaziada, pois sempre chegava alegre e sorridente. Abaixo transcrevemos as palavras de Edmundo Medeiros Filho sobre esse atleta, texto publicado na Revista do Clube pela passagem do aniversário do Senhor dos Passos F.C.

FOTO: A Luta Democratica 1967

ARTE: Desenho do escudo e uniforme – Sérgio Mello

FONTES: Diversos jornais cariocas – site do Clube (www.senhordospassosfc.net)

Grêmio Sportivo Bagé – Campeão Gaúcho de 1925

Para os amantes que curtem um escudo raro, apresento o Grêmio Sportivo Bagé, do município homônimo (RS), campeão invicto do Campeonato Gaúcho da 1ª Divisão de 1925. O responsável por mais um resgate foi do amigo Marlon Kruger.

O G.S. Bagé, que é um dos clubes mais tradicionais do Estado, foi Fundado no dia 05 de Agosto de 1920, e as suas cores é o amarelo, branco e preto. O Estadual de 1925 foi à 5ª Edição da competição no Estado do Rio Grande do Sul. Após dois anos sem ocorrer devido à Revolução Federalista, foi retomado o campeonato.

Os clubes continuavam a ser selecionados para a competição através das seletivas regionais. A competição contou com 16 participantes, que aconteceu entre o dia 13 de novembro a 22 de novembro do mesmo ano.

Regulamento – Ocorreu uma alteração no modo de disputa da fase final, diferente das edições anteriores, quando havia sido disputados quadrangulares. Desta vez, ocorreu a disputa de jogos eliminatórios.

1ª Região

Campeonato de Porto Alegre

Grêmio campeão

 

2ª Região

Taquarense 1 x 0 Novo Hamburgo

 

3ª Região

Juventude 1 x 0 Carlos Barbosa

 

4ª Região

18 Outubro – Bataclan 5 x 2 Guarany Cachoeira do Sul

 

5ª Região

Guarani CA x 14 de Julho – Passo Fundo

 

6ª Região

11 Outubro – Pelotas 4 x 0 General Osório – Rio Grande

 

7ª Região

G.S. Bagé 3 x 0 15 de Novembro – Dom Pedrito

 

8ª Região

Uruguaiana não disputou por não conseguir inscrever seus jogadores na Federação.

 

9ª Região

Guarani Alegrete 0 x 1 Grêmio Santanense

 

Finais Zonais

Zona Metropolitana:

Grêmio, campeonato de Porto Alegre

 

Final Zona Noroeste:

Juventude 3 x 1 Taquarense

 

Final Zona Serra:

01 Novembro – Guarani CA 3 x 2 Bataclan

 

Final Zona Sul:

01 Novembro – G.S. Bagé 1 x 0 Pelotas

 

Final Zona Fronteira:

Grêmio Santanense, campeão

 

Fase preliminar

15 de novembro de 1925 – Guarany de Cruz Alta 2 x 1 Juventude

 

Semifinais

15 de novembro de 1925 – G.S. Bagé 3 x 1 Grêmio Santanense

19 de novembro de 1925 – Grêmio 1 x 0 Guarany de Cruz Alta

 

Decisão

22 de novembro de 1925 – Grêmio 1 x 2 G.S. Bagé

Local: Baixada, Porto Alegre (RS)

GRÊMIO: Lara; Sardinha e Neco; Macarrão, Feio e Zeca; Coró, Cói, Olverio, Luiz Carvalho e Meneghini.

G.S. BAGÉ: Júlio Amaral; Antônio e Fortunato; Misael Romero, Candiota e Catulino Moreira; Leonardo, Pascoalito, Oliveira, Páschoa e João Amaral.

GOLS: O meia Feio marcou para o Grêmio, enquanto o atacante Oliveira assinalou os dois gols que deu o título inédito ao Grêmio Sportivo Bagé.

 

Curiosidades – O G.S. Bagé, com a conquista do título estadual de 1925, foi o primeiro clube a ter escrito seu nome na taça de prata oferecida pela então CBD (Confederação Brasileira de Desportos), atual CBF, que anos depois de ficaria de posse definitiva do Grêmio. O centésimo gol da história do G.S. Bagé fora marcado na decisão da competição, pelo atacante Oliveira, contra o Grêmio.

 

FONTES: Wikipédia/ Zero Hora / Marlon Kruge

O FUTEBOL NA CIDADE DE OURINHOS – SP – PARTE IX – FINAL

    O FUTEBOL NA BARRA FUNDA

 

Barra Funda foi o nome popular dado a vila nova surgida abaixo dos trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana e ficava ao norte da pequena estação ferroviária erguida em terras do sr. Jacinto Ferreira de Sá. Recebia esse nome devido ao declive da área que culminava com a nascente de um riacho, hoje chamado de Córrego Christoni. As enxurradas das chuvas provocavam na nascente uma erosão que culminava com uma enorme cratera denominada “buracão”. Toda a área ficava em terras dos Sá e dos Christoni. Da estação ferroviária a vila nova chegava até a atual Rua Barão do Rio Branco. Uma boa parte dessas terras havia sido objeto de um projeto de desapropriação pela câmara municipal de Salto Grande do Paranapanema para que lotes fossem vendidos a preços bem acessíveis aos imigrantes que chegavam ao povoado. Mais tarde o loteamento se estendeu até a hoje denominada Rua Japão, confrontando com as terras de Valeriano Marcante, Benicio do Espírito Santo e família Perino, além dos Christoni.

Na etapa inicial do povoamento foram abertas três ruas hoje denominadas Av. Jacinto Sá, Rua Amazonas e Rua Pará. Mais tarde vieram as ruas Brasil e Barão do Rio Branco. No final da Av. Jacinto Sá, próximo aos trilhos da estrada de ferro ficava o cemitério municipal (hoje centro de re-socialização, ex-cadeia pública ). Aqui surgiriam em 1937, na hoje Rua Antonio Prado, o Club 9 de julho tendo à frente os srs. Francisco Vidal e João Rosa e na Rua Gaspar Ricardo número 97 o Grêmio Recreativo 1o. de Maio inaugurado com baile animado  pelo “Jazz Band Laércio” em 1o. de maio.

A partir de 1912 começa na capital, São Paulo, um movimento pela popularização do futebol. Alguns clubes queriam os jogos em campos próximos ao povo e a Liga de Futebol Paulista queria os jogos nos parque Antártica, próximo à elite. Em 1918 foi criado o Município de Ourinhos cuja instalação se deu em 1919. Nesse mesmo ano a elite do novo município fundava o seu clube, o Clube Atlético Ourinhense. O resultado pela disputa em favor da popularização do futebol também atinge Ourinhos e na década de 20 surge o primeiro clube de futebol como expressão desse movimento – o Esporte Clube Operário sob a presidência do sr. Hermenegildo Zanotto.Com a venda de ações, o sr. Joaquim Luis da Costa liderou um movimento para a compra de uma área de terra onde foi erguido o campo de futebol com a força dos braços dos populares. Essa área ficava bem atrás de um baixo meretrício e por isso o preço era menor ( entre as ruas Antonio Prado e Duque de Caxias e entre a Barão do Rio Branco e Floriano Peixoto. Ali já existia o campo do Aurora  F.C.  O sr. Joaquim Luis da Costa foi o único que não conseguiu resgatar suas ações que totalizavam 20 contos de réis.

Em terras adquiridas pelos Cury e Ferrari seria construído, provisoriamente, um campo para o Clube Atlético Ourinhense ( hoje praça e escola estadual Domingos Camerlingo Calo ).

Desde o aparecimento do Ourinhense e do Operário, muitos clubes de futebol iriam surgir na Barra Funda, hoje subdividida em Vila Nova Christoni e Vila Nova Sá. Em tempos mais antigos toda as vilas eram chamadas apenas de Vila Nova. Vejamos os clubes :

1-E.C. Operário – surgiu em 16-06-1920 com a colaboração de Hermenegildo Zanoto, Hermínio Socci, Edson leonis, Ítalo Fioravante, Aurélio Sacheli, Joaquim Miguel Leal, Ernesto Gonçalves, Professor José Galvão, Francisco Cifone Filho, Osvaldo Paretto, Américo Cera, Chede Jorge, Pedro Cipriano da Silva ( o Pedrão). Inicialmente não tinha um campo dedicando-se a partidas locais ou com times vizinhos. Em 1933 comprou o antigo campo do Aurora  e construiu ali o seu estádio   Em 15 de novembro de 1944, sob a presidência do sr. Olimpio Coelho Tupiná, o Operário muda o seu nome para E.C. Olímpico, devido a circunstâncias políticas. Afinal, o presidente Getulio era simpatizante do fascismo de Mussolini e os comunistas (movimento operário) combatiam a Itália. Em 1944 o Olímpico é registrado oficialmente junto à Federação Paulista de Futebol e entre 1945 e 1950 vai disputar o Campeonato Amador Estadual como integrante da 14a. região da qual participavam ainda  Santacruzense,  Chavantense, Ipauçuense, Pirajuense, Ferroviário de Salto Grande, Ferroviária de Bernardino de Campos,  São Paulo e A.E. de Avaré, São Paulo e A.E. de Assis, Candidomotense, Operário de Palmital, A.E. Cerqueira Cesar. Foi campeão de Ourinhos em 1945, 46,47 e em 1949 torna-se campeão da Sorocabana mas perde em seguida para a equipe de Altinópolis. Nessa época era presidente do clube o sr. Domingos Camerlingo Calo – prefeito entre 1952.-1955

Em 05 de novembro de 1950 volta a ser o E. C. Operário e disputa em 1954 e 1958 a terceira divisão de profissionais, campeonato organizado pela Federação Paulista de Futebol. Finalmente nos anos 70 encerra suas atividades penalizado pelas dívidas. Na gestão do prefeito Clóvis Chiaradia ( 1989- 1992) o campo foi desapropriado e também desaparece.

Entre os jogadores, deixaram o seu nome na história do clube : Orivaldo, Beraldo, Rubens, Moura, Tico, Rômulo, Amador, Atílio, Resende, Luis Zanoto e Nicanor que compunham o plantel em 1929 – o chamado esquadrão de aço. Depois vieram José Rodrigues,  Jordão, João Pacu Didi, José dos Remédios, Valter, Alberico Albano, Orlando Azevedo, Nelito, Jorge Ferreira, Neguito, Pedro Perez, Oscarzinho, Ximenes, Efigênio, Pixo, Santo Perino, Roque,Bertoli, Francisco Saladini, Mingote, Cabeça de bode, Solim, Gerônimo, Alberto Arantes, Valdomiro Arantes (Chavantes), Pedrinho (do bazar), Demétrio, Feijão, José Luis Crivelari, João Firmino,  Francisco Canizela,  Jaça,  Mario Costa,  Lustroso ( Presidente Prudente), Palomar, Gordo, Cica, Quilau, Nelson, Servilio, os irmãos Zanotto – Antonio, Mário e Hermenegildo –  Antenor, Mudinho, Rubens Manduco, Sabá, Roxinho, Lelé, Mauro Preto,  Carlito, Odenis Módolo, Taquinho, Wilson Milani, Nelson Barbosa, Valter Mori, Wilson Mori, Leônidas Custódio e já no juvenil Eugenio Peixe (Bagre), Nego,Balaio, Rubão, Cambeta, Aramis Abreu, Heio, José Jesus Mariano (Zezo).

Alguns de seus presidentes foram : Hermenegildo Zanotto, Humberto Degoni (1932), João Garbim, após o pedido de demissão do presidente eleito Osvaldo Raposo de Almeida (1940), Filipe Colonna (1941), Vasco Fernandes Grilo (1944), Olimpio Coelho Tupiná e Germano Zulzke como vice (1944) e em 1945 com Janduya Perino como vice, Domingos Camerlingo Calo (1948), Moacir de Melo Sá, após a saída de Osvaldo Brizola que ficou apenas um mês (1951).

2-ATLETICO F. C. – surgiu na década de 40 organizado pelo sr Francisco Magalhães, o“Chiquinho pedreiro” e já disputava o campeonato varzeano. Entre seus jogadores estavam o Orlando Barleto, Dr. Agenor Pedroti, Bento Perino, Padula, Cantinflas, Ivorene, Aquilau, Sérgio, Valdemar, Edson, Luis e Nelson Ribeiro de Carvalho.

3-E.C. GAZETA – oficialmente, o 5o. clube de futebol a surgir na Barra Funda e fundado pelas pessoas mais humildes do bairro. Seu registro na Federação data de 1948 . O primeiro e oficial jogo do novo time foi contra o Vila Emilia (sete de setembro de 1952)  A partir de 1952  passa a disputar o campeonato varzeano na cidade e a realizar excursões em busca de dinheiro. O Gazeta irá disputar a terceira divisão em 1979 e 2000. Na cidade será o campeão amador em 1973 (invicto), 1974, 1976, 1978, 1991, 1995  e vice campeão em 1962, 1971, 1972, 1975, 1984, 1989 e 1993,

O E.C. Gazeta foi formado e fundado pelo Valdomiro Pedroti Rodrigues, cuja família foi uma da mais antigas a se estabelecer em um dos primeiros loteamentos feitos em terras dos Christoni, entre a atual Rua Pedro de Toledo e os trilhos da E.F. Sorocabana, e entre a Rua Pará e Rio Branco (hoje chamada de Vila Nova Christoni). Juntamente com outros garotos costumava jogar futebol no “campo das toras” (antigamente um cemitério e mais tarde a cadeia pública e hoje centro de re-socialização). Desse grupo de garotos também fazia parte o Antonio Fernandes (ouvidor da PMO) cuja família morava ali na atual Rua Pará, próximo aos trilhos da estrada de ferro e ainda os irmãos Rocha – Juca, Solim, Ita e Heio – filhos de Urias Rocha. O time era chamado pelos moradores de “o time das almas” em alusão ao fato de ali ter sido um cemitério. O campo foi chamado de “campo das toras” por sido utilizado como depósito de toras pela serraria dos irmãos Migliari.

O nome E.C. Gazeta foi escolhido em homenagem ao maior jornal de esportes da época, a Gazeta Esportiva que, aliás, houvera prometido aos jovens um jogo de camisas, mas nunca cumpriu a promessa. Assim,  aqueles jovens jogavam com uniforme emprestado, muitas vezes do Grupo Escolar Virginia Ramalho. A maioria desses jovens eram moradores das adjacências.

Sob a direção do Vado – presidente por cerca de 30 anos – o Gazeta instalou sua sede ali mesmo na Rua Pedro de Toledo, na esquina com a Rua Pará, onde realizavam seus bailes, muitos freqüentados por sinal. Próximo, a gruta da baiana garantia uma boa refeição. Com o tempo a direção comprou um terreno na Rua Gaspar Ricardo, já em outra parte da vila nova, em terras dos Sá, e ali instalou a sua nova sede que persiste até os dias atuais. Nessa  sede na rua Gaspar Ricardo se desenvolveu uma intensa vida social. Entretanto nunca teve um campo de futebol próprio mandando seus jogos em campos alheios, como o do Operário e o da AECO (hoje rodoviária).

Pelo Gazeta jogaram atletas dos mais conhecidos do esporte em Ourinhos, como os irmãos Rocha – Ita, Juca, Solim e Heio, os irmãos Resende – Ramiro e Vanderley – Reynaldo de Paula Dutra (Baiano), Valdomiro (Wado), Antonio Fernandes, Humberto, Célio, Massao, Edélcio, Orestes, João Ronchi, Nelson e Newton Rui, Magrão, Silas, Jorginho, Chocolate, Pimenta, Damata, Sabá, Cabrita, Nivaldo, Safera, Robô, Armando Capeta, Ditinho, Paulo Português, Dr. Osmar de Souza, Faísca, Alicio, Carlos Samo, Maurinho, Fião, Tita, Jacinto, Servilio, e muitos outros. Alguns dos jogadores acabariam por se profissionalizar como o goleiro Silas que jogou no Santos F.C.

4- E.C. XV DE NOVEMBRO- fundado em 1951 para participar do campeonato varzeano por um grupo de atletas entre eles o José de Oliveira (Servilio), o Toninho Noronha, o Ditinho, o Demétrio, o Tininho e seu técnico era o Sérgio carpinteiro. Servilio e Sebinho se encarregaram de ir à capital comprar o uniforme do time. A diretoria do XV de novembro estava assim composta: presidente, Alcides Melo Silva; vice presidente, Renato Maron; 1o. secretário, José Ferreira; 2o. secretário, Alcides Gomes; 1o. tesoureiro, Sérgio Franquilini; 2o. tesoureiro, Antonio Pereira Mota; Diretor esportivo Arlindo Gomes e técnico, o Benato.A sua estréia no campeonato se dá em 29 de abril e aplica uma goleada de 14 a 1 no Atlético.

Zenaide, esposa de Servilio se encarregou de fabricar os calções. Logo na estréia do novo time, uma derrota para o Paulista por 4×1.

4-NACIONAL A.C. – foi fundado pelo sr.Vitor Garcia (comerciante) e sr. João Cunha (dono de uma fábrica de sabão na Vila Nova Sá. O endereço oficial era o da Gaspar Ricardo 975 . Vitor e João dirigiram o time de 1956 até 1967. Nesse ano foi empossada uma nova diretoria com participação dos senhores Waldemar Ambrozim, Sebastião Bugeli, João Rosário, Rubens Nilo e Aparecido de Andrade que esteve no comando até o final dos anos 80. A partir daí, uma nova diretoria comanda o time até os dias atuais. O campo do Nacional era o único da cidade que era inclinado para o lado. Ficava ali na Gaspar Ricardo, pouco antes de se chegar ao Cemitério Municipal. O serviço de limpa e terraplanagem do terreno foi feito com a colaboração das maquinas municipais na gestão do prefeito José Maria Paschoalick. Embora seus membros se considerem como da Vila Marcante, seu campo e o bar onde ainda se encontra, nos dias atuais estão dentro das terras antes pertencentes à família Sá. O bar onde ainda se encontram é o Bar do Zé da Vaca na Antonio Prado. Figuras conhecidas na cidade jogaram pelo Nacional como Odair Marques da Silva (Dudu Bar), Sebastião Bugeli, Valdomiro Balbino da Silva (Bilão), Pichulé e muitos outros.

5-A.A. SÃO BENTO – fundado em 1960. Tinha como sede a lavanderia do Massao na av. Jacinto Sá. Em diferentes jogos atuaram pelo São Bento, Adão, Aparecido de Sousa (Cidinho), Candinho, Deidi,  Ivan Prado, José Arnaldo Antonieto, Marcilio, Marquinho, Maurinho, Máximo, Nelson Barone, Orlando, Roberto Tomaz, Zequinha e Zózimo.

6-A.A. PORTUGUESA- time formado nos anos 50 pelo Nelinho e que pouco durou.

7-A.A. PONTE PRETA – time formado em 1951 pelo Paulo Cuié antigo morador do bairro, na esquina da Rua Pará com Narciso Migliari. Também durou pouco. Segundo se sabe Cuié e sua família foram embora, para uns, para o Mato Grosso e para outros para o Estado do Paraná onde teria um posto de combustíveis.

😯 TIME DAS ALMAS- era como a população chamava ao time de jovens que jogava em um campo de futebol surgido no mesmo local onde antes era um cemitério na Av. Jacinto Sá. O local também foi usado pelas industrias Migliari para guardar toras de sua serraria. Por isso, o campo foi chamado de “o campo das toras”. Os Rocha, Célio e o Antonio Fernandes, hoje da ouvidoria municipal, participavam dessa equipe.

9-CRUZEIRO F.C. – time que existiu apenas por alguns meses. Era formado por um antigo garçom do Restaurante Príncipe, conhecido por Toninho, já falecido ao que se sabe.

10- UNIÃO DA BARRA FUNDA- oficialmente foi fundado no dia 23 de março de 1972 por jovens que não encontravam espaço para jogar no Cruzeiro F.C. e por isso resolveram criar o seu próprio time de futebol. Eram eles João Carlos Bigneli, João Carlos Belinelo e Julio César Ximenez.  Orlando Roque da Silva (Gráfica União) foi eleito o primeiro presidente. Inicialmente o novo time deveria se chamar E.C. Rio Branco, mas prevaleceu o nome atual. O União logo se tornou uma das forças do futebol em Ourinhos e, em 1978 chegou a disputar a quinta divisão de profissionais da Federação Paulista de Futebol. Desde sua fundação em 1972 até os dias atuais disputou o campeonato amador ou varzeano da cidade e em 1980, 1990, 1992, 1998  já era o vice campeão. Mas o União também foi campeão em 1986, 1987 e 1989. Por sua equipe passaram alguns atletas que acabariam se profissionalizando.

A CAMPANHA DO E. C. UNIÃO DA BARRA FUNDA EM 1978

3ª DIVISÃO (OU 5ª) – GRUPO D – 6º LUGAR – ELIMINADO

07/05/1978 – UNIÃO DA BARRA FUNDA 1 X 1 MIRANDOPOLIS

14/05/1978 – PALMITAL 2 X 4 UNIÃO DA BARRA FUNDA

21/05/1978 – UNIÃO DA BARRA FUNDA 0 X 1 VILA OPERÁRIA (VOCEM-ASSIS)

28/05/1978 – MUNICIPAL  (PARAGUASSU PAULISTA) 5 X 2 UNIÃO

04/06/1978 – UNIÃO 1 X 1 RANCHARIENSE

11/06/1978 – SÃO PAULO F.C.   (SANTO ANASTACIO) 1 X 0 UNIÃO

18/06/1978 – UNIÃO 2 X 2 DRACENA

 

16/07/1978 – MIRANDOPOLIS 0 X 0 UNIÃO

23/07/1978 – UNIÃO 3 X 1 PALMITAL

30/07/1978 – VILA OPERÁRIA 6 X 0 UNIÃO

06/08/1978 – UNIÃO 6 X 0 MUNICIPAL

13/08/1978 – RANCHARIENSE 3 X 1 UNIÃO

20/08/1978 – UNIÃO 2 X 0 SÃO PAULO F.C.

27/08/1978 – DRACENA 0 X 0 UNIÃO.

11-VASCO F.C. – atrás da Cooperativa Agrícola havia também um espaço utilizado pelos jovens para jogar futebol. Esse time de jovens foi chamado de Vasco F.C. Ademir Nunes (o Danguinha), Sabá e outras figuras conhecidas jogavam no time.

12-AMÉRICA F.C. – nos anos 60/70 um ex-funcionario do Bradesco organizou um time de futebol chamado “América F.C.” que disputou vários torneios na região e chegou mesmo a jogar no estádio da Vila Belmiro em Santos. Moacir José de Oliveira era o nome do fundador do time do América.

13-GUARANI– do mesmo Moacir José de Oliveira e que se utilizava do campo do cerâmica na Vila Perino ou o da AECO –Associação Esportiva e Cultural de Ourinhos –(colônia nipônica – hoje terminal rodoviário.

14-OS AMARELINHOS – foi o último time a ser criado na Vila Nova Sá. Teve curta duração, mas tornou-se campeão da cidade já em 2003. O time foi formado pela Rosely Baia, filha do José Lauro (Lilo Baia) e era irmã do falecido Djalma José Baia, jogador da Associação Portuguesa de Desportos, falecido em acidente de carro em 1983 na capital. O nome vinha do moto táxi Amarelinhos na Rua Duque de Caxias, pertencente a Rosely. A maioria dos jogadores eram contratados das cidades vizinhas daí a sua força.

15-AZ DE OURO – Esta foi uma equipe que jogou apenas 7 vezes e perdeu todas. Em razão disso, assim como começou também acabou. Em uma de suas formações, o técnico Argentino de Oliveira (Tininho) escalou Áureo, Fião, Raul de Oliveira, Otaviano (Carreiro), Pintado, Florindo (Zorro), Oscar Perino, Vanderley Resende, Célio Laureano, Benedito Laureano e Domingos Perino.

16-RETIFICA DO CLOVIS – empresa situada na Rua Duque de Caxias e que por vezes também organizava um time com seus empregados para uma partida de futebol ou futsal.

17-INDÚSTRIA MIGLIARI – em 1953 já mantinha um time de futebol em que os jogadores eram na sua maioria garotos a partir de 14 anos. Entre eles podemos notar José Lauro Baia (então com 15 anos), Ludovico, Renato, Pintado, Silas, Barreirinho, Jacinto, Molina, Edy Ruy, Palácio, Carlinhos e Pedro Perez.

18-FÁBRICA DE SABÃO – existia na Barra Funda também uma fábrica de sabão do sr. João Cunha que também apresentou um time de futebol representativo de sua empresa. Na única foto disponível vemos os jogadores Joaquim, Mineiro, Antonio Fernandes (ouvidor da PMO), Servilio, Taquinho, Celso Sousa, Raulzinho e José L. Baía.

19-VILA NOVA F.C. – foi um time fundado ainda em 1931 tendo como presidente o sr. Antonio Costa, como tesoureiro o sr. Pedro Barbosa e capitães os srs.Francisco Oliveira e Oscar Pires. e que realizava jogos amistosos. Em 1940 o Vila Nova jogou na Vila Odilon contra o time do E.C. Bandeira em seu jogo de estréia.

20-MUNICIPAL F.C. – time formado pelos funcionarios da Prefeitura que tinha suas principais atividades centralizadas na Vila Nova (Barra Funda) e que esporadicamente realizava jogos amistosos já na década de 20.

21-BOTAFOGO F.C. – temos o registro da realização de três jogos desse time fundado pelo Alberico Albano em 1938 e tinha o sr. Felisberto Borges como presidente e Ivo Faccio como vice presidente..

22-S.E.PALMEIRAS – também em 1951 aparece na Barra Funda uma equipe alviverde, a S.E. Palmeiras (sem qualquer relação com o Palmeiras que surgiria mais tarde na Vila Sá) e que mantinha já um infantil.

23-UNIDOS F.C. – Surgiu por volta de 1984 e desapareceu cerca de 2003. Foi fundado por um Bombeiro conhecido como Reis. Na única foto existente aparecem cinco irmão Reis jogando pelo time.

 

Colaboração: Carlos Lopes Baia e Anderson Franciscão Baia

Nacional Atlético Clube – Patos (PB): Campeão Paraibano da 1ª Divisão em 2007!

O Nacional Atlético Clube (Nacional de Patos) é uma agremiação da cidade de Patos (PB). O “Canário do Sertão” foi Fundado no sábado, do dia 23 de Dezembro de 1961, por funcionários federais da cidade, notadamente dos Correios e Telégrafos. Suas cores iniciais eram o verde e amarelo, posteriormente mudando para os atuais verde e branco, devido então às normas da CBF.

Os primeiros times do Nacional de Patos foram amadores e compostos por funcionários federais, sob a liderança de José Geraldo Dinoá Medeiros, considerado seu fundador e que foi seu 1º Presidente; depois houve a abertura para atletas não funcionários, embora amadores.

Profissionais só começaram a ter vez quando surgiu a possibilidade do clube de ingressar no Campeonato Paraibano. Os atletas, embora sem registro, passaram a receber salários e cumprir programação sistemática de treinamento.

Primeiros campos

Os primeiros jogos do Nacional de Patos foram realizados no velho campo do Colégio Estadual (a 1ª partida oficial foi contra o Botafogo de João Pessoa e o resultado foi uma derrota de 5 a 1 com o primeiro gol da história do Nacional marcado pelo atacante Espedito do Correio). Logo, passou a jogar no Estádio “Zé Cavalcanti”, que registrou, em sua inauguração em 1964, a vitória do Nacional sobre o Esporte de Patos pelo placar de 2 a 1.

Debutou na Elite do Futebol da Paraíba

Em 1965, o Nacional de Patos participa pela 1ª vez do Campeonato Paraibano junto com seu rival Esporte que também estreava na esfera profissional. Em 1970, abandonou o campeonato no meio e foi punido com multa alta e um ano de suspensão.

Conquistas

Retornou em 1972, com um plantel caseiro, barato e homogêneo: foi o tempo dos famosos “moleques da Rua da Baixa”. De lá para cá, alguns Títulos foram conquistados, foi cinco vezes consecutivas campeão do Torneio Incentivo promovido pela CBF: 1977, 1978, 1979, 1980 e 1981. Foi vice-campeão paraibano também por cinco vezes: 1978, 1989, 1990, 1991 e 2005. Foi o 1º agremiação Sertaneja a disputar uma competição à nível nacional, o Campeonato Brasileiro da Série B, em 1989.

No final dos anos 70 e 80 e início dos anos 90, o Nacional de Patos esteve prestes a ocupar o pódio por quatro oportunidades até então, com elenco competitivo e forte disputou o Campeonato Brasileiro Serie B em 1989, além de chegar perto de conquistar o tão cobiçado Título Estadual, o mais próximo em 1991, quando perdeu, de virada, no Estádio O Amigão, em Campina Grande, para o Campinense.

Naquela ocasião, houve queixas diversas, pois com a vitória na mão além de precisar apenas de um empate, entrou com apenas sete jogadores em campo no segundo tempo, o que causou dúvidas de suposto suborno então, resultado, na derrota por 3 a 1.

Declínio

Depois de estar no auge, veio anos negros para o Nacional de Patos, agora com um plantel mais simples, fez campanhas regulares nos Campeonatos, lutou para não ser rebaixado, o que não conseguiu evitar em duas oportunidades 1998 e 2002, perdeu a crença de sua torcida, seu rival o Esporte também esteve junto.

Até então dividia o Clássico Sertanejo com o Atlético de Cajazeiras, e passou a contar o Sousa, que há pouco tempo até então consagrou-se Campeão, ficou fora do Campeonato em duas ocasiões, 1996 e 2003. Passou um bom tempo sendo o único representante da cidade.

O ressurgimento

Em 2004, após mais uma campanha regular no Campeonato, em meados de outubro, o Nacional de Patos realiza uma Eleição para a nova Diretoria, surge então a estrela, José Ivan dos Santos “Zé Ivan”, que assumira a Presidência do Clube, em um discurso simples e de incentivo, teve a paciência de contar com o descrédito do time e a descrença de sua torcida.

Em 2005, investindo pesado, o time realiza uma campanha ótima, sete vitórias consecutivas alcançando a liderança geral e chegando assim a mais um vice-campeonato e ainda disputando a Série C do Brasileiro, foi eliminado no Tapetão, no ano seguinte, outra campanha boa, aos poucos o time foi recuperando a crença de sua torcida que estava sempre lotando o Estádio.

Campeão paraibano de 2007

Em 2007, após ser vice-campeão cinco vezes e uma campanha impecável, faturou seu principal título] ao ser Campeão Paraibano pela primeira vez em sua história.

No 1º Turno, faturou contra o Sousa em uma dramática partida. Na final, derrotou o Atlético Cajazeirense de Desportos, de Cajazeiras. Após perder fora de casa por 2 a 1, de virada, deu a volta por cima goleando o adversário no JC em Patos por 3 a 0, título histórico também para a cidade. Terminou com o artilheiro da competição, Edmundo, com um total de 18 gols. 

Disputou o Brasileiro da Série C e Copa do Brasil

Fez uma ótima campanha no Brasileiro da Série C de 2007, quebrando a invencibilidade do Esporte Clube Bahia, vencendo por 2 a 1, e no final terminou em 8º Lugar, jogou a Fase Final no Estádio O Amigão em Campina Grande. No ano seguinte (2008), disputou a Copa do Brasil pela primeira vez, sendo eliminado na primeira partida pelo Sport Club Internacional de Porto Alegre, pelo placar de 4 a 0.

Depois de uma campanha regular no Campeonato Estadual 2008 e ainda no mesmo ano, conquistou o Título da Copa Paraíba no segundo semestre, garantindo a vaga para a Copa do Brasil pela segunda vez. Em 2009, em uma outra oportunidade no torneio e pela segunda vez consecutiva, jogou contra o Fluminense, desta vez no Estádio O Almeidão em João Pessoa, perdendo por 1 a 0 e depois no Estádio do Maracanã acabou sendo derrotado por 3 a 0.

Novo declínio

Nos anos seguintes não teve a relevância como nos anos anteriores, em 2014 abandonou a disputa de Campeonato Paraibano alegando motivos financeiros, em 2015 com a nova diretoria comandada pelo Presidente Alisson Nunes até teve um bom começo, goleando por 6 a 0 o selecionado de Monteiro no JC, mas para a disputa inédita da Segunda Divisão do Paraibano teve uma campanha regular sendo eliminado nos pênaltis pelo Paraíba ganhando o primeiro jogo por 1 a 0 no JC e perdendo por 1 a 0 no Perpetão perdendo em 4 a 2 nos pênaltis.

Retorno ao Estadual da Primeira Divisão

Em 2017, a equipe se sagrou campeã do Campeonato Paraibano da 2ª Divisão, marcando seu retorno à elite do Futebol Paraibano. Desde então, o clube disputa a Primeira Divisão do futebol paraibano, fazendo algumas campanhas regulares. Em 2019, após uma boa fase de grupos, chegou às semifinais do Estadual, sendo eliminado pelo Botafogo-PB e ficando em 4º lugar geral na competição.

Em 2022, o Nacional de Patos começou o ano com uma crise interna, e após uma revira volta, o Naça conseguiu se acertar e fez uma ótima campanha, terminando em 2º colocado do grupo B, com 13 pontos, avançando assim à 2ª fase do Campeonato Paraibano.

Por ter melhor campanha, decidiu a 2ª fase, em casa, contra a equipe do São Paulo Crystal, onde saiu com um triunfo de 4 a 0. Com isso, o Nacional de Patos obteve a vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D de 2023, voltando assim a disputar uma competição de nível nacional após 16 anos.

HINO do Nacional de Patos

Olha o verde da esperança no gramado
Toda a galera já sabe o resultado
Sempre, sempre, sempre no final
Na cabeça dá Nacional

Olha o verde da esperança no gramado
Toda a galera já sabe o resultado
Sempre, sempre, sempre no final
Na cabeça dá Nacional

Verdão de fibra
Ganha no grito Ganha na raça
Ganha bonito
E a cada gol
Que emoção
Salve o carinho do sertão
Nacional, Nacional, Nacional

FOTO: Só Esporte

FONTES: Wikipédia – Página do clube no Facebook – Federação Paraibana de Futebol (PB)

Clube Atlético Barão do Rio Branco – Canoas (RS). Fundado em 1968

 Clube Atlético Barão do Rio Branco foi uma agremiação da Cidade de Canoas (RS).  Sobre a sua Fundação, de certo é o ano: 1968. Já o dia e mês há duas datas: 2 de março ou 07 de abril.  O campo da equipe Alvirrubra se localizava no Bairro Mathias Velho. Contudo, o campo foi demolido este ano para dar lugar a apartamentos do projeto minha casa minha vida, projeto sem campos de futebol.